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INSTUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CACOAL – FANORTE

CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMACIA

Disciplina: Gestão e Assistencia Farmaceutica


Professora: Angela Márcia Selhorst e Silva Beserra
Academico: Tiago Abrantes Porto

SILVA, C. B. . et al. FARMÁCIA HOSPITALAR E O MODELO DE GESTÃO


DOS HOSPITAIS PÚBLICOS: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE.
Revista Gestão em Sistema de Saúde, São Paulo, v. 7, n. 1, pp. 56-72, janeiro/abril,
2018.

O artigo “FARMÁCIA HOSPITALAR E O MODELO DE GESTÃO


DOS HOSPITAIS PÚBLICOS” sugere que a Farmácia Hospitalar é uma unidade de
caráter clínico e assistencial, dotada de capacidade administrativa e gerencial, sendo um
dos setores mais importantes do hospital. É responsável pela provisão segura e racional
de medicamentos, e, em algumas condições, de materiais médico-hospitalares, podendo
estar vinculada à direção clínica e/ou administrativa da unidade5. Suas atribuições são
diversas, compreendendo tanto as atividades gerais do ciclo da assistência farmacêutica
como seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação de
medicamentos, além de gerenciamento de recursos humanos financeiros e materiais),
como as atividades especializadas relacionadas à utilização, seguimento
farmacoterapêutico, farmacovigilância, informação sobre medicamentos,
farmacotécnica) e ensino e pesquisa. Os hospitais são organizações clínicas e sociais,
que têm como principal objetivo prestar assistência curativa e preventiva à população,
além de funcionar como centros de formação de recursos humanos e de investigação
científica. Nesta perspectiva, os hospitais sofrem influência de diversos fatores, tais
como: perfil demográfico e epidemiológico da população alvo, disponibilidade de
recursos humanos qualificados, financiamento, insumos e tecnologias em saúde,
aspectos socioculturais e legais, além do modelo de organização dos serviços no sistema
de saúde2. A assistência hospitalar, que inclui a farmacêutica, é modulada pelo nível de
complexidade dos serviços que oferece e pela inter-relação entre as atividades que
desenvolve.
Atualmente, espera-se que a farmácia hospitalar desenvolva atividades
clínicas e relacionadas à gestão, que devem ser organizadas de acordo com as
características do hospital onde se insere o serviço, isto é, manter coerência com o tipo e
o nível de complexidade do hospital 9. Essas atividades podem também ser observadas
sob o ponto de vista da organização sistêmica da Assistência Farmacêutica,
compreendendo seleção de medicamentos necessários; programação, aquisição e
armazenamento adequado dos selecionados; manipulação daqueles necessários e/ou
indisponíveis no mercado; distribuição e dispensação com garantia de segurança e
tempestividade; acompanhamento da utilização e provimento de informação e
orientação a pacientes e equipe de saúde 8,10.
O artigo, ainda, faz distincão entre a atuação da farmácia hospitalar para
com modelos de hospitais públicos, daquela para com pacientes assistidos
ambulatorialmente. Essa diferenciação existe porque as estratégias e os alvos são
distintos. Na modelo de gestão publica é fundamental orientar adequadamente o
paciente com propósito de ampliar as possibilidades de adesão. Em contrapartida, o
fornecimento de medicamentos a pacientes hospitalizados, distribuição, deve se centrar
no contato com a equipe de saúde. Da efetividade deste contato depende, em grande
parte, o sucesso da terapêutica medicamentosa e a resolutividade dos serviços da
assistência farmacêutica hospitalar.
A revisão dos objetivos do modelo lógico apresentado no artigo " Farmácia
Hospitalar e o Modelo De Gestão Dos Hospitais Públicos: Uma Análise Comparativa
Entre Administração Pública Direta E Organização Social De Saúde” possibilitou
definir mais claramente as atividades ali apontadas, auxiliando tanto a compreensão
sobre como cada atividade se articula às demais, quanto à possibilidade de discussão
crítica no setor farmacêutico com coorelacao direta com o utente.

REFERENCIAS

Ministério da Saúde.Guia Básico para a Farmácia Hospitalar. Brasília: MS; 1994.

Revista Gestão em Sistema de Saúde, São Paulo, v. 7, n. 1, pp. 56-72, janeiro/abril,


2018.

Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar - SBRA – FH. Padrões mínimos em


farmácia hospitalar. São Paulo: SBRAFH; 1996

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