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AULA MODÉSTIA E O USO DO VÉU

- Desde o pecado original, usamos roupas. Qual a sua finalidade?


No princípio, Deus criou o homem e a mulher. Em Gênesis está escrito: “Estavam ambos nus mas
não sentiam vergonha.”

Diante de toda a criação, Adão não reconheceu nada semelhante a ele. Mas, ao ver a mulher, ficou
admirado e reconheceu nela sua semelhante. Ao concluir Sua obra, Deus decide dar ao homem um
auxiliar que lhe correspondesse; por isso, conduz a Adão todas as feras selvagens e todas as aves
do céu e fá-las desfilar ante seus olhos para ver como ele as chamaria. Este trecho da narrativa bíblica
já delineia uma peculiaridade muito significativa do modo de ser do homem: ele se guia sobretudo
pela visão. Tendo enfim contemplado toda a criação e dado nomes às feras selvagens, Adão não
encontrou entre os animais nenhuma companheira. O Senhor então fez cair sobre ele um torpor,
tomou “uma de suas costelas e fez crescer carne em seu lugar. Depois da costela que tirara do
homem, Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem”; vendo-a, Adão exclama, admirado:
“Esta, sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! Ela será chamada ‘mulher’ [‘îsha], porque
foi tirada do homem [‘îsh]”.

Simples e singela, a admiração de Adão ao ver Eva pela primeira nos dá a conhecer o desejo de Deus
para a relação entre eles: há na mulher, como dissemos, uma beleza própria que encanta e eleva o
homem.

Desta forma, o corpo nu não era um empecilho para a visão do homem ou da mulher, mas sim um
meio, um intermédio que apontava, que encaminhava para Deus. Adão e Eva viam através de seus
corpos o interior, a ”alma”, um do outro. A nudez original não era simplesmente do corpo, mas
expressava também a plenitude interior da “imagem de Deus”.

INTEGRIDADE

Antes do pecado original, Adão e Eva gozavam de um dom chamado integridade. Por esse dom, os
sentidos e os instintos estavam harmoniosamente submissos à razão. A visão do corpo do outro não
era capaz de causar excitação, a menos que a vontade consentisse segundo a reta razão. Por isso,
não havia necessidade de se cobrir o corpo.

“Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, prenderam folhas de figueira
umas às outras e colocaram-nas como se fossem cinturões.”

A partir dessas duas citações vemos que houve uma mudança radical no significado da nudez da
mulher diante do homem e do homem diante da mulher. O texto segue com a pergunta de Deus:
“Quem te deu a conhecer que estás nu? Comeste, porventura, algum dos frutos da árvore que te
proibi comer?”

A partir deste momento, começa a haver uma profunda distorção seja no modo como o homem vê
o corpo feminino, seja na forma em que a mulher se apresenta aos olhos masculinos. Por isso, o
Senhor tece-lhes túnicas de pele para se cobrirem.
- O que é a modéstia? Virtude exterior ou interior?
VIRTUDES CARDEAIS

Prudência
Temperança
Justiça
Fortaleza

Temperança (saber usar coisas criadas por Deus de modo temperado).


Dentro da virtude da temperança, há virtudes mais específicas, como num sub-grupo. Dentre elas, uma das
mais graves (se assim posso dizer) é a castidade. Algo grave, que logo nos chama atenção.

Porém, há coisas menos dramáticas (a castidade é uma coisa dramática, a ira é uma coisa dramática... difíceis
de moderar!). A modéstia entra nas virtudes mais fáceis de temperar.

Temperança  Modéstia  humildade, estudiosidade, corporal, eutrapelia, adereços (questão 169 da Suma)

VÍCIOS:

por excesso (vaidade, sensualidade, excesso zelo)

por defeito (negligência, deselegância, ser simples por vaidade)

Bem, então, de forma prática e direta, como estarei pecando através das minhas roupas? Igual para
solteiras e para casadas? Santo Tomás diz:

 Honesto: ornamentar-se para agradar o marido (“pode contudo, a mulher aplicar–se licitamente em
agradar ao seu marido, afim de que ele, por desprezo, não venha a cair em adultério. Por isso diz o
Apóstolo: A mulher casada cuida nas coisas que são do mundo, de como agradará ao marido. Por
onde, se a mulher casada, se ornar para agradar ao marido, pode fazê–lo sem pecado”)

• Desonesto: arrumar-se com objetivo de excitação sexual (“mas, as mulheres, que não têm marido,
nem os querem ter e vivem em estado de não os poderem ter, não podem sem pecado querer agradar
aos olhos dos homens, para o fim da concupiscência, pois, seria dar–lhes o incentivo de pecar. Se,
pois, se ornarem com a intenção de despertar nos outros a concupiscência, pecam mortalmente!”)

• Se o fizerem, porém, por leviandade ou por uma certa vaidade fundada na jactância, nem sempre
cometem pecado mortal, mas, às vezes, venial.

Sabemos, portanto, que a modéstia não é uma virtude exterior, sim interior. Mas uma coisa leva a outra.
O interior reflete no exterior. Se a alma muda, aquilo que está relacionado ao corpo também irá mudar.

Não há como dizer-se modesta e usar um decote à vontade. A fé sem obras é morta.

- Já paramos para pensar o modo que nos comportamos e vestimos? De onde vem
as inspirações da moda apresentada nas lojas? Em que modas nos inspiramos?
Bem, é um fato que a família vem sofrendo, há muito tempo, um verdadeiro ataque do demônio (e
dos seus servidores, seja através da televisão, do globalismo, de uma cultura massificante...).
A mulher é a raiz moral da sociedade. O primeiro a descobrir isso foi Satanás, ao tentar Eva. O
principal ataque foi em relação à mulher: ao seu verdadeiro papel dado por Deus e à sua
feminilidade.

 MAÇONARIA

É a corrupção em grande escala que empreendemos… a corrupção que deve um dia permitir-
nos conduzir a Igreja à sua sepultura. Ultimamente, eu ouvi um dos nossos amigos rindo
filosoficamente sobre nossos projetos, dizendo: “Para destruir o catolicismo, devemos acabar
com as mulheres.” A ideia é boa de certa forma, mas já que não se consegue se livrar das
mulheres, vamos corrompê-las com a Igreja. A melhor adaga para atacar a Igreja é a corrupção.”
(Carta de Vindice para Nubius; [pseudônimos dos 2 líderes da Alta Venda Italiana] datada de
09 de agosto de 1838)

Nossa Senhora de Fátima também disse que seriam introduzidas certas modas “que ofenderiam
muito Nosso Senhor”. Jacinta comentou mais tarde que as pessoas que servem a Deus não
devem seguir as tendências da moda atual. Jacinta também disse que a Igreja não tem modas e
que “Nosso Senhor é sempre o mesmo”.

(Desculpem-me os católicos que dizem que nós devemos ser naturais no mundo para converter
os outros, mas isso não funciona, isso não é o Evangelho. Se Nosso Senhor foi um sinal de
contradição, por que nós que devemos seguí-lo, seremos sinal de conformidade com o mundo?)

A roupa da mulher comum do século XXI é uma camiseta e uma calça jeans. Ok. Mas qual a
origem dessa roupa? Por que todas as mulheres ao nosso redor se vestem assim?

1920...
As calças apareceram nas passarelas da moda de Paris, em 1920. No ano seguinte, o Papa Bento
XV expressou seu choque por causa das mulheres que abraçam as tendências da moda atual. Ele
escreveu:

“Não se pode deplorar suficientemente a cegueira de tantas mulheres de qualquer idade e


posição. Feitas de bobas por um desejo de agradar, elas não vêem em que medida a indecência
de suas roupas choca a cada homem honesto e ofende a Deus. A maioria delas ficaria
enrubescida por causa deste tipo de vestuário, como por uma falta grave contra a modéstia
cristã. Agora não basta exibir-se em vias públicas, elas não temem cruzar o limiar de igrejas, para
assistir ao Santo Sacrifício da Missa, e até mesmo carregar o alimento sedutor das paixões
vergonhosas para a mesa eucarística, onde se recebe o Autor da Pureza Celestial” (Carta
Encíclica Sacra Propediem, 6 de janeiro de 1921.)

1928...
“A religião não teme a ponta da adaga, mas pode desaparecer sob a corrupção. Não vamos nos
cansar de corrompê-la: nós podemos usar um pretexto como esporte, higiene, saúde. É
necessário corromper, que nossos meninos e meninas pratiquem o nudismo no vestuário. Para
evitar muita reação, seria preciso progredir de forma metódica: despirem-se, em primeiro lugar
até o cotovelo, em seguida, até os joelhos, em seguida, braços e pernas completamente
descobertos, mais tarde, a parte superior do tórax, os ombros, etc. etc.” (Revista Internacional da
Maçonaria, 1928).

Deu-se, também, o início da Cruzada do Papa Pio XII Pela Modéstia. Em 1930, emitiu uma carta
aos bispos que exortou os bispos, padres, freiras, professores, pais... a insistir sobre a modéstia.
O documento conclui com estas palavras:

“Donzelas e mulheres vestidas indecentemente estão impedidas de comungar e de atuar como


madrinhas nos sacramentos do Batismo e da Confirmação, ainda, se o delito for extremo, podem
mesmo ser proibidas de entrar na igreja.”

II GUERRA MUNDIAL
Bem, nos anos 40 (durante a II GUERRA MUNDIAL) a calça entra de modo definitivo no guarda
roupa da mulher, apesar de já tentar ter sido implantada antes. O Papa Pio XII diz: “O número de
fiéis e mulheres piedosas… Aceitando seguir certas modas ousadas, quebram, pelo seu exemplo, a
resistência de muitas outras mulheres a tais modas, que poderão ser a causa da ruína espiritual para
elas. Enquanto estes estilos provocativos permanecem identificados com as mulheres de virtude
duvidosa, boas mulheres não se atrevem a segui-los, mas uma vez que estes estilos são aceitos por
mulheres de boa reputação, mulheres decentes logo seguem o seu exemplo, e são arrastadas pela
maré até um possível desastre.”

Mesmo depois de terminada a guerra, a calça continuou no guarda roupa feminino por grande
influência das atrizes de cinema.

O Cardeal Siri, da Itália, escreveu, em 1960, uma “Notificação relativa ao traje masculino usado
pelas mulheres”. Ele expressou a preocupação de que pelo uso de calça comprida, as mulheres
estavam imitando e competindo com os homens. Sua preocupação era que isso provocaria nas
mulheres as atitudes mentais de um homem, e iria alterar os gestos da mulher, atitudes e
comportamento.

Anos 60: revolução sexual, woodstock, pílula anticoncepcional, feminismo. Surge a mini saia.

Anos 80: culto ao corpo com as roupas de ginástica + blazers com ombros estruturados para dar
uma aparência mais próxima da silhueta masculina, impondo autoridade, já que as mulheres
começavam a competir por cargos de chefia no mercado de trabalho.

Anos 90: moda inspirada no rock de garagem, com calças rasgadas, intensificando a moda
“unissex”. Também a época com a maior mistura de estilos.

Percorremos um caminho desastroso desde a I guerra mundial, em 1914...

Mais uma vez lembramos do aviso de Nossa Senhora em Fátima...


- Podemos usar a desculpa da cultura?
A cultura não é um conceito elástico no qual cabe tudo. O uso das roupas varia, dentro dos limites,
com a 1) cultura 2) clima 3) época 4) ambiente... mas permanece sempre invariável quando o assunto
é pureza e moral.

Um exemplo disso é a saia midi e blusas de manga curta... (partes honestas do corpo)
"Segundo a moral católica, nosso corpo é dividido em partes honestas, semi-honestas e desonestas. As partes
desonestas são as partes íntimas e regiões vizinhas. As semi-honestas ou menos honestas são os braços, pernas,
pescoço. As partes honestas são as mãos, os pés e o rosto"

Pe. Daniel Pinheiro. IBP

“Alguns pretendem dizer que a moda indecente já é tão comum que ela não provoca mais as
paixões desordenadas. Isso é falso. A partir de certo ponto, dizem os moralistas, as vestes
indecentes sempre trarão prejuízo para o pudor, para a pureza. Esse limite é justamente os ombros
e os joelhos, que devem estar sempre cobertos.”
“Embora haja certa variação em relação às épocas e localidades, há um limite a partir do qual
uma veste será sempre imodesta e causará danos para os indivíduos e para a sociedade. Para esse
tipo de veste (roupas de banho, minissaias, etc.) dizem os moralistas, é inválida a lei de que o que
é comum e habitual não causa paixões. Pio XII dizia que “as vestes devem ser avaliadas não
segundo a estimação de uma sociedade em decadência, mas segundo as aspirações de uma
sociedade que preza pela dignidade e pela seriedade dos costumes.” Dizia também que “a moda
não pode jamais ser uma ocasião próxima de pecado”. Esse limite é posto pelos joelhos e os ombros,
que devem estar sempre cobertos, assim como deve estar coberto tudo o que se encontra entre os
dois”.

Porque hoje pode-se mostrar os tornozelos e os punhos, sendo que em outra época não poderia?
A Igreja mudou então o ensinamento?

Sim, houve permissão e até aprovação eclesiástica para essa mudança. As partes semi-honestas são
principalmente pernas, tornozelos, braços, e pescoço como foi dito anteriormente. Existe certa
tolerância em mostrar ALGUMAS partes semi-honestas segundo sacerdotes doutos em teologia
moral. Esta tolerância não foi tirada de nossa mente, mas foi concedida através do Padre Bernard
Kunkel, fundador da Cruzada Mariana em prol da castidade e modéstia por meio de imitação da
Santíssima Virgem. Cremos ser esta concessão da mais inteira confiança, visto que o Papa Pio XII
deu a benção papal ao apostolado do Pe. Kunkel em duas diferentes ocasiões e seus estatutos foram
aprovados pela autoridade eclesiástica vaticana – incluindo esta concessão. Portanto, não somos
“nós quem nos guiamos” para que mostremos os tornozelos, mas porque A IGREJA permitiu essa
tolerância para tornozelos e punhos. Veja também que tornozelos, punhos e pescoço são partes
semi-honestas, porém estão próximas de uma parte HONESTA (pés, mãos e rosto,
respectivamente), por isso a concessão foi concedida, entretanto qualquer argumento para mostrar
seios, partes das coxas e regiões próximas às regiões genitais devem ser completamente
descartadas, pois a Igreja nunca permitiu nem aprovou tais mudanças.

- A igreja tem um conjunto de regras a ser aplicado?


A modéstia é totalmente sobre disposição interior? (Não, não é.)

É mentira que a Igreja nunca se pronunciou a respeito da modéstia no vestir, há diversos escritos de
papas inclusive falando da importância do recato e o pudor na hora de se vestir. Infelizmente isso
tem sido menos frequente nos tempos atuais, também por conta da crise em que a nossa Igreja se
encontra, é difícil encontrarmos bons sacerdotes para nos orientar.

O Papa Pio XII disse que "é principalmente por meio dos pecados de impureza que as forças das
trevas subjugam as almas." Esta mesma verdade foi ensinada por nossa Senhora de Fátima com as
seguintes palavras: "Os pecados que mais arrastam almas para o inferno são os pecados da carne."

É comum ouvir que "não há regras estabelecidas quanto à modéstia, cabe o bom senso de cada
uma dependendo do ambiente". Porém, deve-se saber que existem diversos princípios que
norteiam a moral católica e que, numa consciência bem formada, deixam muito claro o que convém
ou não a um cristão.

“São necessárias regras concretas, sobretudo hoje em que a onipresença de vestes imodestas impede
o bom-senso de discernir o que é realmente modesto ou não. Regras abstratas conduziram ao estado
de coisas em que nos encontramos hoje. Como já dito, o costume não pode tornar modesta uma
veste em si imodesta. Ademais, ninguém é um bom juiz da própria causa, particularmente quando
se trata de modéstia”. (Padre Daniel Pinheiro, I.B.P.)

ROUPA DA MULHER
QUESTÃO MORAL
QUESTÃO SIMBÓLICA

- Deuteronômio: A mulher não se vestirá de homem, nem o homem se vestirá de mulher: aquele que o fizer
será abominável diante do Senhor, seu Deus.
Pe. Paulo Ricardo: Se você mulher, acha que fica muito feminina de calças, por que você no seu casamento não
usa calças? Vai de calças, casa de calças já que acha tão feminino assim.

 Saias abaixo do joelho

São Padre Pio de Pietrelcina aconselhava ser no minimo 20 cm abaixo dos joelhos [ironicmode: Santo
da fita métrica].

 Sem decotes

Blusas, camisas, e a parte de cima do vestido, não devem possuir decote. Eis o que o cardeal Vigário
do Papa Pio XI dizia:

"Um vestido cujo decote desce a mais de dois dedos abaixo da base do pescoço e que não cobre os
braços, até o cotovelo, não pode ser chamado decente."
(Obs. devido a condições de mercado impossíveis de alterar, as mangas curtas são toleradas, temporariamente,
com Aprovação Eclesiástica).
Uma roupa modesta deve ter liberdade de movimentos, a mulher deve conseguir se movimentar
[abaixar por exemplo para assinar um documento, pegar um objeto no chão, ajoelhar, etc] sem que
apareça os seios ou parte deles. Isso constitui uma roupa modesta. Uma blusa pode ter um decote
de quatro dedos por exemplo, e quando olho parecer modesto. Mas quando a mulher se
movimenta...

 Com mangas

Não é que os braços sejam partes imodestas, mas uma veste para ser modesta deve possuir liberdade
de movimento, e mesmo assim continuar modesta. Uma regata tem uma abertura muito grande nas
axilas, permitindo por exemplo que as alças do sutiã fiquem aparecendo [além de imodesto é vulgar
e muito feio], ou então mostrar parte do sutiã embaixo das axilas. Roupas modestas não devem
deixar a mostra nossa roupa de baixo, nem devem possuir locais "abertos" que possam revelar nosso
corpo com certos movimentos que fazemos. Está aí a importância das mangas, mesmo que sejam
mais curtas.

 Sem transparências
 Não deve ser justo demais

Assim como calças coladas são indecentes, uma saia colada ao corpo seria indecente da mesma
forma.

- E os exercícios, esportes? E a praia?


Você andaria na rua de calcinha? Apareceria de calcinha e sutiã na frente dos seus amigos? E de
desconhecidos???

Micheline Bernardini foi uma stripper de 19 anos [que provavelmente se prostituía desde
criança]: a única que, na época do lançamento, aceitou aparecer em público com a peça – nada
difícil para alguém que ganha a vida tirando a roupa.

O I Sínodo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, convocado, presidido e promulgado pelo Cardeal


Dom Jaime de Barros Câmara em 1949, diz no artigo 499: "A frequência a praias ou piscinas públicas
não pode deixar de ser veementemente condenada como atentatória à moral, salvo quando houver
a possibilidade de conciliar-se: a) lugar discreto, ou hora não frequentada indistintamente por todos;
b) traje decente; c) companhia escolhida, e nunca mista".
O mesmo ensinamento havia sido dado antes pela Sagrada Congregação do Concílio na instrução
de 12 de janeiro de 1930.

Dom Antônio de Castro Mayer, no seu "Catecismo de verdades oportunas que se opõem a erros
contemporâneos", publicado em Campos no dia 6 de janeiro de 1953, apresentou a proposição
seguinte como condenável: "Constitui moralismo retrógrado proibir aos fiéis a frequentação de
bailes, dancings e piscinas. Alimentados pela piedade litúrgica, eles podem frequentar esses
ambientes sem temor, e aí praticar o apostolado de infiltração irradiando o Cristo com sua presença"
(proposição 11). Contra esta afirmação ele afirma que "não há espiritualidade que imunize o homem
contra o perigo das ocasiões próximas e voluntárias de pecado, das quais deve abster-se ainda que
com grave prejuízo". E completa: "O apostolado exercido com risco próximo da salvação é temerário
e não pode contar com as bençãos de Deus".

No mesmo documento ele apresenta outra proposição como condenável: "Não se devem proibir
decotes, maiôs, e outros modos de trajar que mostrem muito o corpo, pois o corpo é bom em si
mesmo, foi criado por Deus, e não precisa ser escondido" (proposição 54). Esta proposição será
classificada por ele como sendo de um "naturalismo visceralmente anticatólico".

Os banhos entre pessoas do mesmo sexo devem guardar as regras de decência e dignidade nos
modos, trajes, etc. As roupas de banho devem ser de tal tecido e cor que não se tornem justas e
transparentes. Elas não podem ser causa de escândalo e tentação para as outras pessoas. Não é lícito
a um católico ir a piscinas públicas, por causa da presença indistinta de homens e mulheres em
pouco espaço físico, frivolidade, leviandade e liberdade excessiva que o ambiente favorece. Para o
banho nas piscinas privadas, deve-se respeitar sempre a separação entre homens e mulheres e, em
casas de família, entre os irmãos a não separação dos sexos pode ser lícita na infância.

PADRE PASQUOTTO (IBP)

ALGUMAS OBJEÇÕES COMUNS:


a) Mas eu vou a estes lugares com boa intenção.

Esta boa intenção precisa ser examinada. Que intenção boa é essa, que não se conforma às regras
fundamentais da modéstia e da temperança? Além disso, admitindo que a intenção seja reta, de se
divertir sem malícia, ela não pode mudar de nenhum modo a natureza das coisas, não pode fazer
que o que é mau, moralmente, seja bom. Se as circunstâncias que o rodeiam são más não é lícito ir a
estes lugares.

b) Há jovens que são muito piedosos, que frequentam os sacramentos, que vão à Missa todos os
domingos e, contudo, vão à piscina e à praia.

Ir nestes lugares é, na melhor das hipóteses, pôr-se em perigo próximo de pecado grave sem
necessidade. Ir à praia e ser verdadeiramente piedoso é tão impossível como fazer um círculo
quadrado. Além disso, alguém deve se perguntar: depois de ter ido a esses lugares, tenho mais
vontade de rezar? Tenho grandes desejos de virtude? Volto para casa em paz com a minha
consciência e com Deus? Sinto-me "melhor" depois de ter dado ocasião de pecado grave aos outros
e de ter me exposto a estas ocasiões, muitas vezes cedendo? A piedade e a praia são absolutamente
incompatíveis.
c) Há alguns sacerdotes que nada dizem sobre a praia, e inclusive que afirmam que não há
pecado.

É possível que existam e, se é assim, estão erradíssimos. Esses tais não são nem bons sacerdotes nem
bons confessores, e são responsáveis por todo o mal que nasce destes conselhos.

d) Mas eu sou o único que não vou.


Então dê graças a Deus por ser o único que no dia seguinte poderá despertar com a consciência
tranquila por não ter pecado indo a esses lugares, por não ter-se colocado em ocasião voluntária de
pecar gravemente. Lembrem-se sempre: "Tudo passa, Deus não muda".
É fácil não ir à praia. Basta não ir. Mas, assim como os doentes são fracos e não conseguem fazer esforço, do
mesmo modo, quando o espírito do mundo infeccionou uma alma, quando a alma está doente pelo espírito da
gozação de vida, qualquer coisinha por Deus é um peso insuportável.
A verdade é que hoje, na prática, é muito difícil conseguir reunir todas as condições necessárias para que se
possa ir à praia ou à piscina. Se for possível, não há problema. Mas um bom católico não discute sobre o limite
do que é permitido e do que é proibido; deve ter a sua norma de conduta orientada pela sua fé. Deve deixar que
todo o seu exterior transpareça a vida divina que leva na sua alma. Não deve se conformar com o
comportamento dos mundanos. Além disso, será justamente nos tempos atuais, quando a Igreja passa por
problemas incalculáveis, que ficaremos estendidos como lagartos ao sol, nas praias, sem fazer nada? Não se
aplica perfeitamente aqui o que Nosso Senhor nos diz no Evangelho da missa hoje: "Por que estais aqui todo o
dia ociosos? (…) Ide vós também para a minha vinha."?
Há dezenas de opções de diversões que não ofendem a Deus, mas todos os anos milhões de pessoas vão à praia,
sem preocupação alguma de que ofenderão a Deus e terão que dar contas a Ele do que fazem. A verdade é que
os homens podem ter mudado, mas Deus não mudou. Tenhamos bem claro que a agonia de Nosso Senhor no
Getsêmani foi feita também por toda esta falta de modéstia atual, que Nosso Senhor via e que o fazia sofrer
muito, vendo estas milhões de almas que, séculos depois, não se preocupariam em crucificá-lo com algo que é
tão fácil evitar, porque basta não ir. Não fiquemos ociosos quando agora o Corpo Místico de Nosso Senhor
sofre tanto. Utilizemos nosso corpo para lucrarmos o salário da vida eterna que Ele nos promete se
trabalharmos com diligência na Sua vinha.

- Ocasião de pecado! (especialmente para homens...)


Escola da Perfeição Cristã - Santo Afonso de Ligório Capítulo II. Pag. 46.
Um sem-número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno
não se lastimam e queixam: Infeliz de mim. Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por
toda a eternidade.
O Espírito Santo diz: "Quem ama o perigo nele perecerá" (Ecli 3,27). Segundo S. Tomás a razão disso é que
Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos
afastamos. S. Bernardino de Sena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo o mais importante e como
que a base de toda a religião é aquele pelo qual nos recomenda a fugida da ocasião de pecado.

- Há aqueles que exibem suas esposas como troféus exigindo que se mostrem com roupas
indecorosas!
- Há aqueles que consideram a modéstia cafona (reeducação no olhar, no gosto)

- NÃO SE TRATA DE PECADO OU NÃO PECADO!


Se ficarmos presos à questão de ser pecado ou não ser pecado, nunca amaremos a Deus.

Os santos não buscavam brechas, exceções... mas buscavam a radicalidade do Evangelho.


Se uma Santa Maria Goretti preferiu morrer a perder a sua pureza e pudor, por que damos as nossas
virtudes de forma tão fácil para o demônio?

Falta-nos o espírito de fé!

Que Nossa Senhora, modelo de virtude e modéstia, nossa Mãe Santíssima, nos ajude com sua
intercessão.

USO DO VÉU

A glória da mulher está no cabelo (por isso, uma freira corta seus cabelos...): “é glória para a mulher
uma longa cabeleira, porque lhe foi dada como um véu”

Utilizar o véu é retirar a glória de nós para dar ao Nosso Senhor.

O uso do véu vem já da cultura judaica, nas sinagogas. No cristianismo, o costume não é
abandonado. São Paulo, ao ter contato com os pagãos, para esclarecer a fé cristã, disse: Todo homem
que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor. E toda mulher que ora ou profetiza,
não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor. Se uma mulher não se cobre com um véu, então
corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se
cubra com um véu.

Esse costume continuou das sinagogas até o CVII...

CDC (S. PIO X): nenhuma mulher poderia receber um sacramento sem estar com a cabeça coberta
pelo véu e não poderia receber a comunhão sem estar devidamente vestida.
Deixou de ser discutido.

Novo código não mencionou.

Cân. 20 — A lei posterior ab-roga a anterior ou derroga-a, se assim o determinar expressamente, ou lhe for
directamente contrária, ou ordenar integralmente a matéria da lei anterior; mas a lei universal não derroga o
direito particular ou especial, a não ser que outra coisa expressamente se determine no direito.

Nenhuma mulher precisa de autorização de sacerdotes para fazer uso do véu. O sacerdote que
proíbe ou não permite o uso está em desacordo com os ensinamentos da Igreja e a tradição Católica.
Portanto, é decisão sua usar o véu na missa.

O uso do véu na missa não é uma atitude machista. Como disse o Padre Paulo Ricardo: "Tudo o que
é sagrado a Igreja cobre com um véu." Nos ajuda a nos manter mais centradas sem olhar para o
lado, e a assistir a Santa Missa com maior devoção. O objetivo do véu é para nos escondermos, que
nós não sejamos o centro, mas sim apenas o Senhor.

“ah, mas eu tenho vergonha...”

“mas eu vou chamar atenção...”


Quando uma pessoa é cristã, isso atinge todas as áreas de sua vida. Não existe meio
cristão, não existe ser cristã na igreja e fora não.

Uma mulher não é modesta apenas porque usa saias comportadas. A modéstia, a temperança, o
pudor e a pureza fazem da mulher uma pérola. É preciso ter, além das roupas, todo um ornamento
de comportamento e maneiras para que tudo isso faça sentido.
Além do mais, a mudança não é do dia para a noite. Leva tempo para que tudo se encaixe e será
impossível sem a assiduidade aos Sacramentos, a vida de oração e a leitura de bons textos.
Todos nós chegaremos à Verdade se a procurarmos com todo o nosso coração.
Cada pessoa levará um tempo para caminhar e todos nós ainda estamos caminhando. Não devemos
ficar de “fiscal” da modéstia alheia, nem ficar discutindo sobre isso o tempo todo. Isso afasta as
pessoas, desestimula, gera discórdia. Ninguém deve usar a modéstia para se considerar superior ou
melhor do que os outros.
A modéstia deve ser uma virtude vivida, pouco falada. Deve ser argumentada com razões positivas,
de fácil entendimento.
Deve ser, sobretudo, um convite alegre e libertador. Porque a modéstia não é uma repressão, mas
liberdade.

(Rayhanne Zago)

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