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ORGANIZAÇÃO DE

ESPAÇOS, TIPOLOGIAS
DE MATERIAIS E
EQUIPAMENTOS
ÍNDICE

1. SERVIÇO DE PATOLOGIA CLINICA ............................................................................................... 3


1.1 Missão ............................................................................................................................................... 3
1.2 Funcionalidades ................................................................................................................................ 3
1.2.1 Testes Clínicos ....................................................................................................................................................... 3
1.2.2 Equipamentos utilizados em laboratório ........................................................................................................... 4
1.3 Equipamentos utilizados em laboratório .......................................................................................... 4
2. SERVIÇO DE ESTOMATOLOGIA .................................................................................................... 6
2.1 Broca ................................................................................................................................................ 13
3. Serviço de gastroenterologia ............................................................................................................ 13
3.1 Reprocessamento automático .......................................................................................................... 14
4. Desinfetantes…………………………………………………………………………………………………………………………………………10

4.1 Reprocessamento automático………………………………………………………………………………………………………….20

4.2 Rastreabilidade ………………………………………………………………………………………………………………………………..22

4.3 Descontaminação……………………………………………………………………………………………………………………………..23

Bibliografia…………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
1. SERVIÇO DE PATOLOGIA CLINICA
• Constituição:
• Director Clinico (Médico)
• Unidades Laboratoriais
- Laboratório de Biologia Molecular
- Laboratório de Hematologia
- Laboratório de Microbiologia
- Laboratório de Química Clínica
- Laboratório de Urgência

1.1 MISSÃO
• Realização dos exames laboratoriais necessários ao diagnóstico e terapêutica dos doentes que
recorrem ao S.N.S. sejam ao Serviço de Urgência, Internamento, Consultas, Hospitais de Dia e
ainda a doentes que recorrem à instituição apenas para este fim ou a pedido de outros hospitais.
Laboratório de Biologia Molecular

1.2 FUNCIONALIDADES
• Biologia molecular é um tipo específico de biologia que está preocupada com o exame das
células a nível molecular e que incide sobre as interacções entre os vários sistemas de célula.
• Técnico de biologia molecular realiza testes em amostras de células.
• Um mínimo de um bacharel em biologia molecular, tecnologia médica ou outra área de
Ciências da vida é, geralmente, o requisito para se tornar um tecnólogo de biologia molecular.

1.2.1 TESTES CLÍNICOS


• Técnico de biologia molecular realiza testes de procedimentos sobre as células e procedimentos
laboratoriais.
• Prepara amostras de célula e configura equipamentos para teste de procedimentos; examina as
células para as anomalias, tais como a presença de microorganismos e indicações da doença; e
conta a quantidade de células em um determinado modelo.
• Identifica o objectivo do teste de uma amostra de célula específica e selecciona os testes
adequados, como ensaios de rotina, complexos ou especializados. O tecnólogo identifica
potenciais causas de variações e discrepâncias nos resultados do teste, conclui se os resultados
do teste são válidos e identifica uma necessidade de ensaio prévio.

1.2.2 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM LABORATÓRIO

• Para concluir os procedimentos de ensaio, um tecnólogo de biologia molecular utiliza uma


variedade de equipamentos de laboratório avançado, como contadores de células e
microscópios complexos.

1.3 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM LABORATÓRIO


• O tecnólogo também usa ferramentas computadorizadas e equipamentos automatizados para
realizar testes diferentes ao mesmo tempo, selecciona as ferramentas e os equipamentos mais
apropriados para determinados procedimentos de ensaio, prepara o controlo de ambientes de
teste e determina as alterações necessárias dos instrumentos e equipamentos.

1.3.1 ANÁLISE DE RESULTADOS DE TESTE


• Após a conclusão dos procedimentos de testes necessários em uma amostra determinada célula,
um tecnólogo de biologia molecular examina os resultados, double-checks conclusões e redige
relatórios para apresentar a médicos e outros profissionais da ciência.
• O tecnólogo utiliza uma variedade de técnicas de análise estatística e incorpora suporte dados
em relatórios; avalia e resolve problemas relacionados com a recolha e tratamento de amostras
de célula; identifica as causas dos resultados do teste deficiente, tais como erros instrumentais e
tecnológicos; e avalia os resultados de testes para auxiliar na identificação da doença.

2. SERVIÇO DE ESTOMATOLOGIA
• Especialidade de estomatologia tem por objectivo o estudo da boca e suas alterações.
• O profissional especializado em ESTOMATOLOGIA tem como graduação a
Odontologia, portanto detém todo o conhecimento morfofuncional do sistema
estomatognático.
• Tem importância fundamental no detalhado exame clínico de pacientes portadores de lesões
bucais e/ou sistémicas com repercussão bucal, de causa local, sistémica ou emocional com
objectivo preventivo e curativo de tais doenças; na execução de exames complementares, como
por exemplo, biópsia em tecidos bucais; bem como a prevenção e diagnóstico precoce do
cancro.

2.1. BROCA
• A broca do dentista pode ter diversas funções, entre elas vou citar algumas aqui:
• Obturação
• Limpeza
• Profilaxia
Tratamento de canal.
• Praticamente tudo que é feito na odontologia é necessário o uso de uma broca.
• Eu posso até dizer com segurança que a broca seria como se fosse uma extensão do corpo do
dentista.
• Posso dizer também, com segurança, que a Broca do Dentista é o principal motivo para se ter
medo do profissional.

3. SERVIÇO DE GASTROENTEROLOGIA
. A endoscopia
• A endoscopia é o exame das estruturas internas utilizando um tubo de observação de fibra ótica
(endoscópio).
• É utilizado por várias especialidades médicas, desde a Urologia, Broncologia, Gastroenterologia,

• Pode ser um exame apenas com objectivo diagnóstico ou de intervenção.
• Mais conforto e segurança para o paciente
• Melhor potencial diagnóstico e de intervenção
• Dispositivo:
• Mais complexo
• Mais caro
• Reprocessamento mais complexo
Risco de Infecção
Difícil de quantificar:
Não é possível determinar de forma segura que uma infecção resultou de um endoscópio
contaminado
A infecção pode se evidenciar algum tempo após a intervenção
O endoscópio contaminado pode não ser associado como fonte directa da infecção
Processo de contaminação:
Falhas no processo de descontaminação
Recontaminação ambiental do endoscópio durante ou após o reprocessamento e
armazenamento Pacientes/Profissionais.

Formação
No manuseamento do material endoscópico e no cumprimento das precauções básicas para a
prevenção e controlo de infeção
Métodos de Descontaminação Manual e Automática
Detergentes e Desinfetantes (Riscos, Modo de Utilização…)
EPI( Equipamentos de protecção individual)
Uso racional de acordo com a avaliação de risco efetuada
Luvas de uso único, de punho elevado, resistentes a químicos;
Máscaras e óculos de proteção ou visores faciais completos;
Aventais de plástico com mangas ou batas impermeáveis com mangas compridas e punho.
Riscos
Deve existir um procedimento escrito e datado para a eliminação segura dos resíduos líquidos, com
risco biológico ou químico.
Deve existir um procedimento escrito e datado para situações de derramamento de químicos.
Deve existir um procedimento escrito e datado para situações de derramamento de líquidos orgânicos.
Área separada para o reprocessamento, com zonas específicas para sujos, limpos e
armazenamento, possibilitando a circulação do material endoscópico num só sentido.
A área com sistema de ventilação e extração de ar adequado e de controlo da temperatura e
humidade. Deve existir uma bancada com 2 cubas para lavagem e enxaguamento do material
endoscópico.
As cubas devem ter o tamanho adequado, de modo a permitir a lavagem manual correta do
material endoscópico e a sua localização e disposição devem salvaguardar a exposição dos
profissionais de saúde a riscos biológicos, químicos e ergonómicos.
Na área de reprocessamento deve existir um lavatório exclusivo para a higienização das mãos.
A: Limpeza Preliminar
5.4. Antes de desconectar o endoscópio, o profissional de saúde deve limpar as superfícies
externas do tubo de inserção, com compressa macia e detergente enzimático, irrigar os canais
de ar/água e aspirar vigorosamente a solução de detergente.
5.4.1. Nos endoscópios em que o canal de ar/água é combinado, deve-se posicionar e activar a
válvula de modo a permitir a irrigação do canal.
5.5. Durante o transporte para a zona de descontaminação, os endoscópios devem ser contidos
de modo a prevenir a exposição dos profissionais de saúde, utentes e ambiente a
microrganismos potencialmente infecciosos. Um contentor aberto pode ser suficiente se a sala
de reprocessamento for imediatamente adjacente à sala de exames (não deve haver circulação
por zonas de utilização comum). Caso haja passagem por zonas comuns, o contentor deve ser
fechado e estar identificado.
5.6. O teste de fugas deve ser realizado de acordo com as instruções do fabricante e antes de
cada ciclo de reprocessamento, a fim de se verificar qualquer dano das superfícies internas e
externas do endoscópio.
5.6.1. Em caso de detecção de fugas, o reprocessamento deve ser interrompido de imediato e
ser providenciada a reparação do endoscópio. Neste caso, o profissional deve sinalizar que o
endoscópio não se encontra desinfectado.
O endoscópio deve ser completamente imerso em água com detergente de acordo com as
instruções do fabricante.
Todas as válvulas e outros componentes removíveis do endoscópio devem ser retiradas (válvula
de sucção, válvula de ar/água, válvula do canal de trabalho e outros acessórios).
5.9. As superfícies externas do endoscópio, as entradas das válvulas e respetivas aberturas,
devem ser inspecionadas e limpas utilizando uma compressa “tecido não tecido” e um
escovilhão macio; a parte distal do endoscópio deve ser limpa com uma escova macia,
nomeadamente as pontes/elevadores.
5.9.1. Os escovilhões e escovas podem ser de uso único ou reutilizáveis. Caso sejam
reutilizáveis, devem ser reprocessados de acordo com as indicações do fabricante.
5.10. Todos os canais e lúmenes devem ser preenchidos e irrigados com a solução de limpeza.
Devem ser usados adaptadores de endoscópios específicos para garantir o preenchimento
completo e a lavagem com detergente, a fim de remover todo o material orgânico.
5.11. Todos os canais acessíveis devem ser limpos com um escovilhão flexível com cerdas
macias e intactas, concebidas para esse fim e de tamanho adequado, de modo a garantir o
contacto com as paredes do canal e até que o escovilhão se encontre visivelmente limpo no
final do processo.
5.12. A água e o detergente enzimático devem ser eliminados após cada utilização.
5.13. Deve ser realizado um controlo visual para comprovar que o endoscópio está limpo e não
está danificado.
5.14. O endoscópio deve ser transferido para outra cuba para enxaguamento a fim de remover
o detergente residual. Todas as superfícies exteriores e todos os canais devem ser submetidos
ao enxaguamento com água.
5.15. Caso a sala de desinfecção não seja adjacente à sala de limpeza manual, para evitar a
circulação por zonas de utilização comum, o endoscópio deve ser transferido para o RAE, ou
para a tina de desinfecção manual num recipiente apropriado, a fim de evitar a contaminação do
ambiente.
O endoscópio deve ser completamente imerso em água com detergente de acordo com as
instruções do fabricante.
Todas as válvulas e outros componentes removíveis do endoscópio devem ser retiradas (válvula
de sucção, válvula de ar/água, válvula do canal de trabalho e outros acessórios).
5.9. As superfícies externas do endoscópio, as entradas das válvulas e respectivas aberturas,
devem ser inspeccionadas e limpas utilizando uma compressa “tecido não tecido” e um
escovilhão macio; a parte distal do endoscópio deve ser limpa com uma escova macia,
nomeadamente as pontes/elevadores.
5.9.1. Os escovilhões e escovas podem ser de uso único ou reutilizável. Caso sejam reutilizáveis,
devem ser reprocessados de acordo com as indicações do fabricante.
5.10. Todos os canais e lúmenes devem ser preenchidos e irrigados com a solução de limpeza.
Devem ser usados adaptadores de endoscópios específicos para garantir o preenchimento
completo e a lavagem com detergente, a fim de remover todo o material orgânico. (Anexo 1,
5.11. Todos os canais acessíveis devem ser limpos com um escovilhão flexível com cerdas
macias e intactas, concebidas para esse fim e de tamanho adequado, de modo a garantir o
contacto com as paredes do canal e até que o escovilhão se encontre visivelmente limpo no
final do processo.
5.12. A água e o detergente enzimático devem ser eliminados após cada utilização.
5.13. Deve ser realizado um controlo visual para comprovar que o endoscópio está limpo e não
está danificado.
5.14. O endoscópio deve ser transferido para outra cuba para enxaguamento a fim de remover
o detergente residual. Todas as superfícies exteriores e todos os canais devem ser submetidos
ao enxaguamento com água.
5.15. Caso a sala de desinfecção não seja adjacente à sala de limpeza manual, para evitar a
circulação por zonas de utilização comum, o endoscópio deve ser transferido para o RAE, ou
para a tina de desinfecção manual num recipiente apropriado, a fim de evitar a contaminação do
ambiente.
Procedimento - Válvulas e Componentes Desmontáveis
Antes de utilização das tampas das válvulas do canal de biopsia reutilizáveis, deve ser assegurada a sua
integridade.
As superfícies e lúmenes das válvulas e as partes desmontáveis devem ser limpas e escovilhadas com
um detergente enzimático e posteriormente enxaguadas com água limpa, antes de serem desinfectadas.
A limpeza ultra-sónica dos acessórios reutilizáveis garante a limpeza das áreas de difícil acesso.
Deve ser realizado um controlo visual para garantir que as válvulas estão visivelmente limpas e não
estão danificadas.
As válvulas devem ser reprocessadas de acordo com as indicações do fabricante.
As válvulas incluindo as válvulas de irrigação e as partes desmontáveis devem ser mantidas junto com o
endoscópio correspondente, de modo a formarem um todo, a fim de garantir a rastreabilidade.
Limpeza Manual:
4. DESINFECTANTES

Esterilização do endoscópio
A esterilização é utilizada fundamentalmente para processar os acessórios do endoscópio por métodos
físicos ou químicos. É importante destacar que o termo “esterilização” não deve ser considerado
equivalente a “desinfecção” e que não existe um estado “parcialmente estéril.”
O vapor sob pressão, calor seco, gás óxido de etileno, peróxido de hidrogénio, plasma de gás e os
produtos químicos líquidos são os principais métodos de esterilização utilizados em estabelecimentos
de saúde. Os endoscópios flexíveis não toleram altas temperaturas de processamento (> 60 °C) e não
podem ser autoclavados nem desinfectados utilizando água quente ou vapor subatmosférico. No
entanto, podem ser esterilizados se limpos minuciosamente e se os critérios de reprocessamento do
fabricante são seguidos. Apesar do valor da esterilização parecer óbvio, não há evidências indicando
que a esterilização dos endoscópios flexíveis melhore a segurança do paciente diminuindo o risco de
transmissão de infecções.
Recomenda-se o uso de reprocessamento automático, porque permite um ciclo de reprocessamento
padronizado e validado, permitindo, ainda, um registo de todos os passos do processo e, ao minimizar
a exposição a químico e à contaminação ambiental, facilita o trabalho dos profissionais e reduz o risco
de dano dos endoscópios.
O reprocessamento manual produz resultados fiáveis, desde que todos os passos do procedimento
sejam cumpridos rigorosamente. Contudo, não é possível validar o processo, havendo ainda a
exposição dos profissionais a químicos e a material infeccioso.
Reprocessamento Manual de Endoscópios (RME)
a) O endoscópio deve ser colocado numa tina com a solução desinfectante, garantindo que fica
completamente imerso na solução.
b) Todos os canais do endoscópio devem estar completamente preenchidos com desinfectante,
usando-se, para o efeito, adaptadores de lavagem específicos do endoscópio, a fim de assegurar o
completo contacto com o desinfectante e eliminação de espaços mortos.
c) As válvulas e tampas devem ser desinfectadas com o respectivo endoscópio.
d) A solução desinfectante deve ser preparada de acordo com as indicações do fabricante e deve ser
utilizada, cumprindo rigorosamente os tempos de contacto estabelecidos para uma desinfecção de alto
nível.
e) Se a solução é utilizada por mais do que um dia, o teor do ingrediente activo deve ser verificado
diariamente antes do início da primeira sessão, ou conforme indicação do fabricante e o resultado deve
ser registado. Se o nível for inferior ao indicado, a solução deve ser descartada.
f) Após a desinfecção de nível elevado, o endoscópio e respectivos canais devem ser enxaguados com
água estéril ou filtrada para remover a solução de desinfecção.
É preferível o uso de água estéril para o enxaguamento final.
A água deve ser descartada após cada uso/ciclo.
g) Se o endoscópio vai ser reutilizado a seguir, o profissional deve verificar se é necessária a secagem
manual. No decorrer da secagem manual o profissional de saúde deve dar especial atenção às partes
externas do endoscópio, ao controlo do corpo de luz/conectores de vídeo, fichas e tomadas.
h) Antes do armazenamento, os canais devem ser irrigados com álcool etílico ou isopropílico de 70% a
90% e secos com ar comprimido medicinal, à pressão indicada pelo fabricante do endoscópio.
3.1 Reprocessamento Manual de Endoscópios (RME)

a) O endoscópio deve ser colocado numa tina com a solução desinfectante, garantindo que fica
completamente imerso na solução.
b) Todos os canais do endoscópio devem estar completamente preenchidos com desinfectante,
usando-se, para o efeito, adaptadores de lavagem específicos do endoscópio, a fim de assegurar o
completo contacto com o desinfectante e eliminação de espaços mortos.
c) As válvulas e tampas devem ser desinfectadas com o respectivo endoscópio.
d) A solução desinfectante deve ser preparada de acordo com as indicações do fabricante e deve ser
utilizada, cumprindo rigorosamente os tempos de contacto estabelecidos para uma desinfecção de alto
nível.
e) Se a solução é utilizada por mais do que um dia, o teor do ingrediente activo deve ser verificado
diariamente antes do início da primeira sessão, ou conforme indicação do fabricante e o resultado deve
ser registado. Se o nível for inferior ao indicado, a solução deve ser descartada.
f) Após a desinfecção de nível elevado, o endoscópio e respectivos canais devem ser enxaguados com
água estéril ou filtrada para remover a solução de desinfecção.
É preferível o uso de água estéril para o enxaguamento final.
A água deve ser descartada após cada uso/ciclo.
g) Se o endoscópio vai ser reutilizado a seguir, o profissional deve verificar se é necessária a secagem
manual. No decorrer da secagem manual o profissional de saúde deve dar especial atenção às partes
externas do endoscópio, ao controlo do corpo de luz/conectores de vídeo, fichas e tomadas.
h) Antes do armazenamento, os canais devem ser irrigados com álcool etílico ou isopropílico de 70% a
90% e secos com ar comprimido medicinal, à pressão indicada pelo fabricante do endoscópio.
Recomenda-se o uso de reprocessamento automático, porque permite um ciclo de reprocessamento
padronizado e validado, permitindo, ainda, um registo de todos os passos do processo e, ao minimizar
a exposição a químico e à contaminação ambiental, facilita o trabalho dos profissionais e reduz o risco
de dano dos endoscópios.
O reprocessamento manual produz resultados fiáveis, desde que todos os passos do procedimento
sejam cumpridos rigorosamente. Contudo, não é possível validar o processo, havendo ainda a
exposição dos profissionais a químicos e a material infeccioso.

3.2 REPROCESSAMENTO AUTOMÁTICO

Recomenda-se o uso de reprocessamento automático, porque permite um ciclo de reprocessamento


padronizado e validado, permitindo, ainda, um registo de todos os passos do processo e, ao minimizar
a exposição a químico e à contaminação ambiental, facilita o trabalho dos profissionais e reduz o risco
de dano dos endoscópios.
O reprocessamento manual produz resultados fiáveis, desde que todos os passos do procedimento
sejam cumpridos rigorosamente. Contudo, não é possível validar o processo, havendo ainda a
exposição dos profissionais a químicos e a material infeccioso.
Reprocessador Automático de Endoscópios (RAE)
a) O RAE deve ser preferencialmente usado para todos os endoscópios, os quais devem ser sujeitos
numa primeira fase a limpeza manual. Este passo (limpeza manual) é obrigatório mesmo quando o
fabricante indica que o RAE tem uma fase de lavagem.
b) O RAE deve ter o processo validado de acordo com a norma internacional aplicável (ter certificado
de conformidade).
c) Todos os endoscópios devem ser devidamente ligados aos conectores apropriados para garantir a
irrigação de todos os canais. Os profissionais devem verificar as ligações de todos os canais de trabalho
antes do início do ciclo.
d) A água de enxaguamento final deve ser de qualidade.
e) Se está prevista a sua utilização imediata, o endoscópio deve ser transportado individualmente para a
sala num recipiente coberto para evitar a recontaminação ou dano.
f) Quando não está prevista a sua utilização imediata, as superfícies internas e externas do endoscópio
devem ser secas e o endoscópio imediatamente colocado no armário próprio.
g) Outras características dos RAE, designadamente definições e critérios base, especificações e
recomendações.

3.3 . Armazenamento
8.1. Os endoscópios devem ser armazenados na posição vertical para evitar a retenção de líquido
residual nos canais e protegidos para prevenir o risco de contaminação. As partes desmontáveis devem
manter-se separadas, mas junto com os componentes específicos de cada endoscópio, de modo a
garantir a segurança do procedimento.
8.2. Deve existir um procedimento documentado e datado no caso de se utilizar armário com barreira
sanitária (por exemplo, com indicações para a verificação do fluxo de ar filtrado, para o uso fora de
horas). Os armários devem ser utilizados de acordo com as indicações do fabricante
O reprocessamento no início de cada sessão irá depender do tipo de armazenamento dos endoscópios.
Se houver um período de paragem superior a 72 horas (endoscópios em armário com barreira sanitária)
ou 12 horas (endoscópios em armário sem barreira sanitária) estes devem ser novamente reprocessados
antes da utilização no utente, a não ser que, mediante uma avaliação de risco, se adote outro período
limite.
Armazenamento
8.1. Os endoscópios devem ser armazenados na posição vertical para evitar a retenção de líquido
residual nos canais e protegidos para prevenir o risco de contaminação. As partes desmontáveis devem
manter-se separadas, mas junto com os componentes específicos de cada endoscópio, de modo a
garantir a segurança do procedimento.
8.2. Deve existir um procedimento documentado e datado no caso de se utilizar armário com barreira
sanitária (por exemplo, com indicações para a verificação do fluxo de ar filtrado, para o uso fora de
horas). Os armários devem ser utilizados de acordo com as indicações do fabricante.

• 4.2 RASTREABILIDADE

• Deve existir um sistema (manual ou electrónico) para a rastreabilidade do ciclo de


reprocessamento:
• o profissional,
• tipo e fase de reprocessamento
• o doente associado a cada endoscópio reprocessado/utilizado
• Cada endoscópio deve possuir um código único de identificação e deve ser implementado um
sistema específico para endoscópios vindos do exterior.
• O sistema de rastreabilidade deve ser avaliado regularmente (pelo menos uma vez por ano) para
assegurar a sua efectividade.
• Acessórios
• O material (escovas, escovilhões, etc.) utilizado para a limpeza deve ser, preferencialmente, de
uso único. Caso contrário, deve ser descontaminado após cada utilização, de acordo com as
indicações do fabricante.
• A limpeza ultrassónica dos acessórios endoscópicos reutilizáveis e componentes dos
endoscópios, deve ser utilizada para remover sujidade e material orgânico de áreas de difícil
limpeza, de acordo com as indicações dos fabricantes.
• As pinças de biopsia e outros acessórios reutilizáveis que violam a barreira mucosa devem ser
submetidos a uma limpeza mecânica com detergente enzimático e esterilizados
• Os frascos de água e os tubos conectores devem ser esterilizados ou submetidos a desinfeção
de nível elevado, de acordo com as indicações do fabricante.
• Os frascos de água devem ser esterilizados após cada sessão de endoscopia. A água utilizada
nos frascos deve ser estéril.
3.3.2. Testes e validação
• O RAE deve ser revalidado se houver introdução de um desinfectante novo.
• Deve existir um profissional responsável pelos controlos diários, semanais, trimestrais e anuais,
de acordo com as normas europeias.
• Deve existir um profissional responsável pela análise regular dos resultados obtidos e a
implementação de acções de melhoria, quando indicado.

4.3 DESCONTAMINAÇÃO:

• Processo que remove ou destrói a contaminação impedindo que microrganismos e outros


contaminantes atinjam um hospedeiro ou local susceptível em quantidade suficiente para iniciar
uma infecção ou uma reacção nociva

• Objectivo: proteger o pessoal e os utentes da transmissão de infecção, com origem em DM


contaminados ou que estiveram em contacto com estes ou seus fluidos orgânicos
• O manuseamento, recolha, transporte e subsequente tratamento de materiais sujos devem ser
rigidamente controlados a fim de reduzirem ao mínimo os riscos associados
• Os profissionais devem ser treinados no manuseio, recolha e transporte de dispositivos
médicos contaminados
• Devem usar equipamentos de protecção individual de acordo com as normas estabelecidas:
touca, bata, avental, máscara e luvas
• Os DM reutilizáveis devem ser separados dos resíduos no ponto de utilização por pessoal
consciente dos potenciais riscos infecciosos: material corto-perfurante, material têxtil, líquidos
contaminados.
• Princípios gerais: Luvas; mascara; bata; avental; touca.
• Em relação ao risco potencial de transmissão de infecção que o DM/material representa para o
doente, a escolha do método baseia-se na seguinte classificação:
• Material Critico ou de Alto Risco
• • Material Semi-Critico ou de Médio Risco
• • Material Não-Critico ou de Baixo Risco
• Material Não-Critico ou de Baixo Risco
• DM que entram em contacto com a pele integra ou que não estão directamente em contacto
com o doente.
Exemplos:

• Material Semi-Critico ou de Médio Risco


• DM que entram em contacto com mucosas intactas ou com a pele não integra.
Exemplos:
. Material Critico ou de Alto Risco
DM que entram em contacto com locais estéreis do organismo incluindo sistema vascular.
Exemplos:

Método de descontaminação:
- Esterilização; Desinfecção e limpeza.
- LIMPEZA
Remoção da sujidade de um objecto ou superfície por acção mecânica e de um detergente.
A limpeza de DM reutilizáveis deve ser iniciada logo que possível após a sua utilização (zona de
descontaminação).
Constitui um pré-requisito na descontaminação do dispositivo/equipamento médico.
Preferencialmente, o material clínico e instrumental cirúrgico deve ser lavado em máquinas com
ciclo de desinfecção térmica
maior eficácia na descontaminação, além de contribuir também para a diminuição do risco
biológico associado ao seu manuseamento
A eficácia do processo de limpeza depende:
- Volume e temperatura da água durante as várias fases do processo
- Tipo de agentes de limpeza utilizados
- Contacto de todas as superfícies do DM com o agente de limpeza
- Configuração do DM/instrumento cirúrgico
- Tempo de exposição
- Qualidade da água (desmineralizada ou bidestilada)
- PH e eficácia da solução detergente
Agentes de Limpeza
Ajudam a remover resíduos de matéria orgânica
Compatíveis com DM de forma a não o danificarem e com o método de limpeza seleccionado
Cumprir rigorosamente as instruções do fabricante para a sua preparação e diluição
Escolha do agente de limpeza dependerá do tipo de sujidade presente e do tipo de DM a limpar
Considerar sempre o uso de uma solução dissolvente de proteínas e enzimas quando se limpam
DM com lúmen ou articulações.
LAVAGEM
Tem como finalidades a remoção da sujidade visível e invisível, preparando os DM para o
manuseamento seguro, assim como, a preparação dos DM para o posterior processo de
desinfecção ou esterilização.
A lavagem manual e a mecânica.
Lavagem Mecânica:
Os equipamentos de lavagem mecânica devem possuir mecanismo de registo de ciclos, de
modo a poder-se observar as diversas fases do processo (ex. tempos e temperaturas)
constituindo ainda o registo prova da eficácia do ciclo
Dispositivos médicos de micro-cirurgia, de lúmen e de design complexo deverão ser sujeitos
previamente a limpeza por ultra-sons
Lavagem por tinas ultra-sónicas
Método de limpeza por ultra-sons é rápido (cerca de 5 minutos) e eficiente como sistema
complementar na limpeza de certo tipo de dispositivos médicos
A acção dos ultra-sons permite a remoção de resíduos de todas as superfícies dos dispositivos e
instrumentos mas não se destinam a eliminar microrganismos
Proporcionam uma limpeza completa dos dispositivos com articulações, lúmens e outras peças
complicadas e difíceis de limpar por outros métodos.
A lavagem manual:
• Certos DM delicados ou complexos não podem ser submetidos a um processo rigoroso de
limpeza mecânica, exigindo que a mesma seja realizada manualmente.
• Atenção concentrações, diluições, tempo de contacto
• Enxaguar com água potável ou esterilizada (Bidestilada)
• Validade da solução após preparação
• Barreiras de protecção individual
• Proceder á lavagem das mãos
• LAVAGEM MANUAL - IMERSÃO
• Emergir completamente os DM em água morna e detergente desincrustante ou enzimático,
• Deixar os DM submersos, cerca de 15 min;
• Lavar todas as superfícies utilizando escova macia, escovilhão, mantendo o DM, debaixo de
água;
• Exemplos:

Secagem:
Tem como finalidade garantir a ausência de proliferação e desenvolvimento microbiano
Operação fundamental para assegurar a produção de DM seguros (desinfectados e/ou
esterilizados).
Todos os DM devem ser cuidadosamente secos após o final do processo de
lavagem/desinfecção.
A secagem pode ser realizada manualmente (pistola de ar comprimido medicinal ou toalhetes
sem fios) ou mecanicamente (em máquinas de lavar/desinfectar).
LIMPEZA:
Independentemente do processo que se utilize, a limpeza é obrigatória, antes de os DM serem
submetidos a um processo de desinfecção ou de esterilização.
Deverão existir normas de procedimentos escritas para cada uma das actividades a desenvolver
nesta área.
Todas as práticas de descontaminação devem ser rigorosamente controladas, a fim de se
reduzirem ao mínimo os riscos de contaminação.
Desinfecção:
O pessoal adstrito a esta zona deve usar barreiras de protecção adequadas: Bata impermeável,
avental de plástico, máscara com viseira ou óculos de protecção, touca, luvas de nitrilo e
calçado impermeável, resistente à perfuração e antiderrapante.
Destruição, inactivação ou redução da carga microbiana dos DM por exposição ao aumento da
temperatura.
Menos afectado pela matéria orgânica.
Quanto mais elevado for a temperatura menos será o tempo necessário para a desinfecção:
• temperatura 65º → 10 minutos
• temperatura 80º → 1 minuto
• temperatura 90º → 1 segundo
O nível de desinfecção varia consoante os produtos / tipo de DM:
• Desinfecção de nível elevado → Risco Elevado → Critico (Destrói todos os microrganismos e
alguns esporos bacterianos)
• Desinfecção de nível intermédio → Risco Intermédio → Semi-Critico (Inactiva o M.
tuberculosis, bactérias vegetativas, a maioria dos vírus e fungos mas não os esporos
bacterianos)
• Desinfecção de nível baixo → Risco Baixo → Não-crítico (Destrói a maioria das bactérias,
alguns vírus e fungos mas pode não destruir microrganismos resistentes (ex. M. tuberculosis)
• ESTERILIZAÇÃO
• Destruição dos microrganismos existentes nos materiais, incluindo os esporos bacterianos
• O objectivo do processo da esterilização é inactivar os contaminantes microbiológicos e, desse
modo, transformar os produtos não estéreis em produtos estéreis
• Estéril – estado de um DM que está isento de microrganismos viáveis (NP EN 556)
• Independentemente do método de esterilização utilizado, a sua eficácia vai depender
essencialmente da quantidade e do tipo de sujidade que permanece no dispositivo a ser
esterilizado, assim como, do n.º e tipo de microrganismos presentes (biocarga)
• Vapos Saturado
• Vantagens

➼Meio de eleição para a esterilização dos materiais termorresistentes

➼ Método eficaz, rápido e com boa penetração

➼ Controlo e monitorização fácil

➼ Não tóxico

➼ Não poluente para o meio ambiente

➼ Mais baixo custo

• Desvantagens

➼Aplicação apenas em materiais termo-resistentes

➼ DM sujeitos a maior corrosão

• Óxido de Etileno
• Vantagens

➼ Agente eficaz de esterilização a baixa tempera-tura (DM termo-sensíveis)

➼ Alto poder de difusão e de penetração

• Desvantagens

➼ Riscos para os utilizadores e utentes são elevados (efeitos mutagénicos e cancerígenos)

➼ Ciclos muito longos (cerca de 15 horas - 55ºC)

➼ Necessidade de arejamento dos materiais

➼ Instalações dispendiosas e controlo ambiental

• Plasma
• Vantagens
➼ Esterilização eficaz de instrumentos sensíveis ao calor e à humidade - temperatura do
ciclo ≤ 50ºC

➼ Ciclo de esterilização rápido (cerca de 50 minutos)

➼ Não necessita de instalações físicas especificas;

➼ Os materiais esterilizados não necessitam arejamento;

➼ Equipamento auto-diagnostico as diversas etapas do processo de esterilização;

➼ Seguro para o meio ambiente, sem resíduos tóxicos.

• Desvantagens:

➼ Elevado custo do equipamento;

➼ Utiliza material de empacotamento especial (TyveK ®);

➼ Impossibilidade de esterilizar produtos que contenham celulose (papel), têxtil e líquidos;

➼ Algumas restrições para esterilizar DM com lúmens estreitos e compridos.


BIBLIOGRAFIA
• Prevenção de Infecções Adquiridas no Hospital – Um Guia Prático - PNCI, Instituto Nacional
de Saúde Ricardo Jorge
• Normas de Qualidade e Práticas Recomendadas para Serviços de Esterilização – Associação
Nacional de Esterilização
• Manual de Normas e Procedimentos para um Serviço Central de Esterilização em
Estabelecimentos de Saúde – Direcção-Geral da Saúde, Ministério da Saúde
Novas orientações do CDC sobre Desinfecção e Esterilização. :
• www.cdc.gov/ncidod/dhqp/guidelines/Disinfection_Nov_2008.pdf

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