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2.

SISTEMA DE PROTEÇÃO DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

Para o dimensionamento do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas –


SPDA, foi utilizado à norma brasileira NBR 5419/2015 pertencentes à Associação Brasileira
de Normas Técnica (ABNT).

2.1 INTRODUÇÃO

Descargas atmosféricas que atingem estruturas (ou linhas elétricas e tubulações metálicas que adentram nas
estruturas) ou que atingem a terra em suas proximidades são perigosas às pessoas, às próprias estruturas, seus
conteúdos e instalações.

Não há dispositivos ou métodos capazes de modificar os fenômenos climáticos naturais a ponto de se prevenir a
ocorrência de descargas atmosféricas. Portanto, medidas de proteção contra descargas atmosféricas devem ser
consideradas.

As medidas de proteções consideradas na ABNT NBR 5419 são comprovadamente eficazes na redução dos
riscos associados às descargas atmosféricas.

Neste memorial de gerenciamento de risco será apresentado os dados relativos a estrutura a ser analisada,
caracteristicas ambientais, necessidade de proteção e a escolha das soluções e medidas adequadas de proteção.

Este memorial é parte integrante do projeto executivo do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e
deverá ser anexo ao prontuário das instalações elétricas da edificação, conforme NR10.

2.2 NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

ABNT NBR 5410, Instalações elétricas de baixa tensão.


ABNT NBR 5419-1:2015, Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 1: Principios gerais
ABNT NBR 5419-2:2015, Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 2: Gerenciamento de risco
ABNT NBR 5419-3:2015, Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à
ABNT NBR 5419-4:2015, Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos
internos na estrutura
ABNT NBR 6323, Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido - Especificação
ABNT NBR 13571, Haste de aterramento aço-cobreado e acessórios
ABNT NBR IEC 60079-10-1, Atmosferas explosivas- Parte 10-1: Classificação de áreas-Atmosferas explosivas de
ABNT NBR IEC 60079-10-2, Atmosferas explosivas- Parte 10-2:Classificação de áreas-Atmosferas de poeiras
combustíveis
ABNT NBR IEC 60079-14, Atmosferas explosivas - Parte 14: Projeto, seleção e montagem de instalações elétricas
ABNT NBR IEC 60050-426. Vocabulário eletrotécnico internacional - Parte 426: Equipamentos para atmosferas
explosivas
IEC 61643-12, Low-voltage surge protective devices-Part 12: Surge protective devices connected to low-voltage
power distribution systems- Selection and application principles
IEC 60664-1, Insulation coordination for equipment within low-voltage systems - Part 1
IEC 61000 (all parts), Electromagnetic compatibility (EMC)
IEC 61643-12, Low-voltage surge protective devices-Part 12: Surge protective devices connected to low-voltage
power distribution systems- Selection and application principles
IEC 61643-21, Low-voltage surge protective devices-Part 21: Surge protective devices connected to
telecommunications and signalling networks- Performance requirements and testing methods
IEC 61643-22, Low-voltage surge protective devices-Part 22: Surge protective devices connected to
telecommunications and signalling networks - Selection and application principles
2.3 FONTE DE DANOS E TIPOS DE DANOS
A corrente da descarga atmosférica é a fonte de danos. As seguintes situações devem ser levadas em
consideração em função da posição do ponto de impacto relativo à estrutura considerada.

FONTE DE DANOS (Ponto de Impacto)


Estrutura S1 Perto da Estrutura S2 Linha S3 Perto da Linha S4

Em consequência, as descargas atmosféricas podem causar três tipos básicos de danos:

TIPOS DE DANOS
Ferimentos aos Seres Vivos D1 Danos Físicos D2 Falhas de Sistemas Eletroeletrônicos D3

2.4 TIPOS DE PERDAS


Para efeitos da ABNT NBR 5419, são considerados os seguintes tipos de perdas, os quais podem aparecer
como consequência de danos relevantes à estrutura:

TIPOS DE PERDAS
Vida Humana L1 Serviço ao Público L2 Patrimônio Cultural L3 Valores Econômicos L4

Para efeitos da ABNT NBR 5419, somente são considerados serviços ao público os suprimentos de água,
gás, energia e sinais de TV e telecomunicações.
Perdas dos tipos L1, L2 e L3 podem ser consideradas como perdas de valor social, enquanto perdas do tipo
L4 podem ser consideradas como perdas puramente económicas.

Para a avaliação da necessidade de proteção são relevantes para este tipo de estrutura as seguintes

Perda - L1 -> Sim Perda - L2 -> Não Perda - L3 -> Não Perda - L4 -> Não Custo - L4 -> Não

2.5 RISCOS CORRESPONDENTES


Tipos de perdas e riscos correspondentes que resultam de diferentes tipos de danos:

Risco Risco Risco Risco


RISCO
R1 R2 R3 R4

TIPO Perda de Perda de Perda de


Perda de
DE serviço ao patrimônio valor
PERDA vida humana
público cultural econômico

Danos aos
Danos aos
Falha da seres vivos
TIPOS seres vivos Falha da Falha da
Dano sistemas Dano Dano por Dano
DE por sistemas sistemas
físico internos físico físico choque físico
DANOS choque internos internos
(1) elétrico
elétrico
(2)
Somente para estruturas com risco de explosão ou para hospitais ou risco direto
Considerado (1) -> Não
a morte humana.
Considerado (2) -> Não Somente para propriedades onde pode haver perdas de animais.

2.6 CARACTERISTICAS AMBIENTAIS E GLOBAIS DA


ESTRUTURA

O número médio anual de eventos perigosos devido às descargas atmosféricas que influenciam a estrutura a
ser protegida depende da atividade atmosférica da região onde a estrutura está localizada e das
características físicas da estrutura. Para efetuar os calculos é necessário obter a densidade de descargas
atmosféricas para a terra NG e a área de exposição equivalente da estrutura, além de levar em conta os fatores
de correção para as características físicas da estrutura.
Mapa de densidade de descargas atmosféricas para terra (1/km²/ano), referente a localização da estrutura a
ser analizada:

FONTE: INPE
( Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais )

Dimensões genericas preliminares da estrutura principal em analise:

50 m

Altura Máx.
Altura Mín.
Largura
10 m

Largura
30 m

24 m

27 m
Comprimento

20 m
VISTA EM PLANTA VISTA EM CORTE

DENSIDADE DE DESCARGAS ATMOSFÉRICAS PARA A TERRA (1/km²/ANO)


NG 10,7

DIMENSÕES DA ESTRUTURA PRINCIPAL


50m comprimento A, 30m Largura A, 20m comprimento B, 10m Largura B, 24m altura min., 27m altura máx.

A.1 - FATOR DE LOCALIZAÇÃO DA ESTRUTURA


CD Estrutura cercada por objetos mais altos 0,25

B.2 - VALORES DE PROBABILIDADE DEPENDENDO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO PARA REDUZIR


DANOS FÍSICOS

PB Estrutura não protegida por SPDA 1

J.1 - BLINDAGEM ESPACIAL EXTERNA


KS1 Nenhuma 0

B.7 - VALORES DE PROBABILIDADE EM FUNÇÃO DO NIVEL DE PROTEÇÃO PARA QUAL OS DPS


FORAM PROJETADOS (NBR 5419-3:2015)
PEB Sem DPS / Nenhum sistema de DPS coordenado 1
Dimensões genericas preliminares da estrutura adjacente em analise:

42 m

Altura Máx.
Altura Mín.
Largura
10 m

Largura
10 m

24 m

27 m
Comprimento

42 m
VISTA EM PLANTA VISTA EM CORTE

DIMENSÕES DA ESTRUTURA ADJACENTE


42m comprimento A, 10m Largura A, 42m comprimento B, 10m Largura B, 24m altura min., 27m altura máx.

A.1 - FATOR DE LOCALIZAÇÃO DA ESTRUTURA


CDJ 42m comprimento A, 10m Largura A, 42m comprimento B, 10m Largura B, 24m altura min., 27m 0

2.7 LINHAS DE SERVIÇO

LINHA DE ENERGIA

COMPRIMENTO
LL Desconhecido

A.2 - FATOR DE INSTALAÇÃO DA LINHA


CI Aéreo 1

A.3 - FATOR TIPO DE LINHA


CT Linha de energia BT ou sinal 1

A.4 - FATOR AMBIENTAL DA LINHA


CE Urbano 0,1

B.4 - VALORES DOS FATORES DEPENDENDO DAS CONDIÇÕES DE BLINDAGEM ATERRAMENTO E


ISOLAMENTO
CLD 1
Linha aérea não blindada / Indefinida
CLI 1

TENSÃO SUPORTÁVEL DE IMPULSO UW DOS EQUIPAMENTOS (kV)


UW 2,5

B.8 - VALORES DA PROBABILIDADE DEPENDENTE DA RESISTENCIA RS DA BLINDAGEM DO CABO


E DA TENSÃO SUPORTÁVEL DE IMPULSO UW DOS EQUIPAMENTOS
Linhas de energia ou sinal / Linha aérea ou enterrada, não blindada ou com a blindagem não
PLD 1
interligada ao mesmo barramento de equipotencialização do equipamento

B.9 - VALORES DA PROBABILIDADE DEPENDENTE DO TIPO DA LINHA E DA TENSÃO SUPORTÁVEL


DE IMPULSO UW DOS EQUIPAMENTOS
PLI Linhas de energia 0,3

E.B.7 - Fator relevante à tensão suportável de impulso de um sistema


KS4 0,4

LINHA DE SINAL
COMPRIMENTO
LL Desconhecido

A.2 - FATOR DE INSTALAÇÃO DA LINHA


CI Aéreo 1

A.3 - FATOR TIPO DE LINHA


CT Linha de energia BT ou sinal 1

A.4 - FATOR AMBIENTAL DA LINHA


CE Urbano 0,1

B.4 - VALORES DOS FATORES DEPENDENDO DAS CONDIÇÕES DE BLINDAGEM ATERRAMENTO E


ISOLAMENTO
CLD 1
Linha aérea não blindada / Indefinida
CLI 1

TENSÃO SUPORTÁVEL DE IMPULSO UW DOS EQUIPAMENTOS (kV)


UW 1,5

B.8 - VALORES DA PROBABILIDADE DEPENDENTE DA RESISTENCIA RS DA BLINDAGEM DO CABO


E DA TENSÃO SUPORTÁVEL DE IMPULSO UW DOS EQUIPAMENTOS
Linhas de energia ou sinal / Linha aérea ou enterrada, não blindada ou com a blindagem não
PLD 1
interligada ao mesmo barramento de equipotencialização do equipamento

B.9 - VALORES DA PROBABILIDADE DEPENDENTE DO TIPO DA LINHA E DA TENSÃO SUPORTÁVEL


DE IMPULSO UW DOS EQUIPAMENTOS
PLI Linhas de sinais 0,5

E.B.7 - Fator relevante à tensão suportável de impulso de um sistema


KS4 0,666666667

2.8 DEFINIÇÃO DAS ZONAS

Z1 - Zona 1 - Interno a estrutura principal a ser analisada EXTERNO Z1 EXTERNO

Z2 - Zona 2 - Externo a estrutura principal a ser analisada Z2 INTERNO Z2

L3 - (R$ x 1E6) L4 - (R$ x 1E6)


TEMPO DA PRESENÇA
ZONA PESSOAS C ULT UR A L A N IM A IS E D IF Í C IO C O N T E ÚD O S IS T E M A S T OT A L FOR A D A
ES TR U TU R A
(H/DIA) (H/ANO) (cz) (ca) (cb) (cc) (cs) (ct)

Zona 1 180 24 8760 N/A N/A N/A N/A N/A N/A (ce)

Zona 2 90 24 8760 N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A

TOTAL 270 - - N/A N/A N/A N/A N/A N/A N/A

ZONA 1 - INTERNO A ESTRUTURA


C.3 - FATOR DE REDUÇÃO EM FUNÇÃO DO TIPO DA SUPERFÍCIE DO SOLO OU PISO
rt Agricultura, concreto / Resistência de contato maior que 1 kOhm 1,0E-02

B.1 - VALORES DE PROBABILIDADE DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA EM UMA ESTRUTURA


CAUSAR CHOQUE A SERES VIVOS DEVIDO A TENSÕES DE TOQUE E DE PASSO PERIGOSAS
PTA Restrições físicas ou estrutura do edifício utilizada como subsistema de descida 0

B.6 - VALORES DA PROBABILIDADE DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA EM UMA LINHA QUE


ADENTRE A ESTRUTURA CAUSAR CHOQUE A SERES VIVOS DEVIDO A TENSÕES DE TOQUE
PTU Nenhuma medida de proteção 1

C.5 - FATOR DE REDUÇÃO EM FUNÇÃO DO RISCO DE INCÊNDIO OU EXPLOSÃO NA ESTRUTURA


rf Incendio / Normal (carga de incêndio entre 400 e 800 MJ/m2) 0,01

C.4 - FATOR DE REDUÇÃO EM FUNÇÃO DAS PROVIDENCIAS TOMADAS PARA REDUZIR AS


CONSEQUENCIAS DE UM INCÊNDIO
rp-A Nenhuma providência 1

rp-B Nenhuma providência 1

J.2 - BLINDAGEM ESPACIAL INTERNA


KS2 Nenhuma 0

B.5 - VALORES DO FATOR KS3 DEPENDENDO DA FIAÇÃO INTERNA


Cabo não blindado- sem preocupação no roteamento no sentido de evitar laços (Condutores em laço com diferentes
KS3 ENERGIA 1
roteamentos em grandes edifícios (área do laço da ordem de 50 m2).)

Cabo não blindado- sem preocupação no roteamento no sentido de evitar laços (Condutores em laço com diferentes
KS3 SINAL 1
roteamentos em grandes edifícios (área do laço da ordem de 50 m2).)

KS3 OUTRA A 0

B.3 - VALORES DE PROBABILIDADE EM FUNÇÃO DO NIVEL DE PROTEÇÃO PARA QUAL OS DPS


FORAM PROJETADOS (NBR 5419-4:2015)
PSPDENERGIA Sem DPS / Nenhum sistema de DPS coordenado 1
PSPD SINAL Sem DPS / Nenhum sistema de DPS coordenado 1
PSPDOUTRA A 0 0

C.6 - FATOR AUMENTANDO A QUANTIDADE RELATIVA DE PERDA NA PRESENÇA DE UM PERIGO


Nível médio de pânico (por exemplo, estruturas designadas para eventos culturais ou esportivos com
hz 5
um número de participantes entre 100 e 1.000 pessoas)

C.2 TIPOS DE PERDA L1: VALORES MÉDIOS TÍPICOS DE LT, LF e LO


LT Todos os tipos 0,01
LF Outros 0,01
LO 0

FATOR PARA PESSOAS NA ZONA 0,8

ZONA 2 - EXTERNO A ESTRUTURA


C.3 - FATOR DE REDUÇÃO EM FUNÇÃO DO TIPO DA SUPERFÍCIE DO SOLO OU PISO
rt Agricultura, concreto / Resistência de contato maior que 1 kOhm 0,01

B.1 - VALORES DE PROBABILIDADE DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA EM UMA ESTRUTURA


CAUSAR CHOQUE A SERES VIVOS DEVIDO A TENSÕES DE TOQUE E DE PASSO PERIGOSAS
PTA Nenhuma medida de proteção 1

C.5 - FATOR DE REDUÇÃO EM FUNÇÃO DO RISCO DE INCÊNDIO OU EXPLOSÃO NA ESTRUTURA


rf Incendio / Normal (carga de incêndio entre 400 e 800 MJ/m2) 0,01

C.4 - FATOR DE REDUÇÃO EM FUNÇÃO DAS PROVIDENCIAS TOMADAS PARA REDUZIR AS


CONSEQUENCIAS DE UM INCÊNDIO
rp-A Nenhuma providência 1

rp-B Nenhuma providência 1

C.6 - FATOR AUMENTANDO A QUANTIDADE RELATIVA DE PERDA NA PRESENÇA DE UM PERIGO


hz Sem perigo especial 1

C.2 TIPOS DE PERDA L1: VALORES MÉDIOS TÍPICOS DE LT, LF e LO


LT Todos os tipos 0,01
LF Outros 0,01
LO Outras partes de hospital 0,001

FATOR PARA PESSOAS NA ZONA 0,2

J.3 - FATOR DE PERDAS ADCIONAIS ENVOLVENDO ESTRUTURAS NAS REDONDEZAS OU MEIO


AMBIENTE
LFE 0
Te Não aplicável 8760
LE 0

2.9 DETERMINAÇÃO DA NECESSIDADE DE PROTEÇÃO

COMPOSIÇÃO DOS COMPONENTES DE RISCO TOTAL


RISCOS SOMA RT PROTEGIDO (Rx<RT)
RA RB RC RM RU RV RW RZ
R1 3E-06 4E-05 9E-06 4E-05 9,59E-05 1E-05 NÃO PROTEGIDO
R1a 0 0 0,00E+00 0,001 PROTEGIDO

A proteção contra descargas atmosféricas é necessária se o risco resultante R1 é maior que o risco tolerável. Quando R1a é
menor que o risco tolerável o SPDA completo fica a critério do projetista.

Proteção contra descargas atmosféricas é requerida Sim


SPDA Compledo é requerido Pelo projetista (conforme abaixo)
2.10 SELEÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO

B.2 - VALORES DE PROBABILIDADE DEPENDENDO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO PARA REDUZIR


DANOS FÍSICOS

PB SPDA - CLASSE IV 0,2

B.7 - VALORES DE PROBABILIDADE EM FUNÇÃO DO NIVEL DE PROTEÇÃO PARA QUAL OS DPS


FORAM PROJETADOS (NBR 5419-3:2015)
PEB II 0,02

C.4 - FATOR DE REDUÇÃO EM FUNÇÃO DAS PROVIDENCIAS TOMADAS PARA REDUZIR AS


CONSEQUENCIAS DE UM INCÊNDIO
Uma das seguintes providências: extintores, instalações fixas operadas manualmente, instalações de alarme manuais,
rp-A 0,5
hidrantes, compartimentos à prova de fogo, rotas de escape

rp-B Nenhuma providência 1

B.3 - VALORES DE PROBABILIDADE EM FUNÇÃO DO NIVEL DE PROTEÇÃO PARA QUAL OS DPS


FORAM PROJETADOS (NBR 5419-4:2015)
PSPD ENERGIA Sem DPS / Nenhum sistema de DPS coordenado 0
PSPD SINAL Sem DPS / Nenhum sistema de DPS coordenado 0
PSPD OUTRA A 0 0,5

2.11 COMPARAÇÃO DE RISCO DA SOLUÇÃO ESCOLHIDA


ANTES DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO

COMPOSIÇÃO DOS COMPONENTES DE RISCO TOTAL


RISCOS SOMA RT PROTEGIDO (Rx<RT)
RA RB RC RM RU RV RW RZ
R1 3E-06 4E-05 0 0 9E-06 4E-05 0 0 9,594E-05 1E-05 NÃO PROTEGIDO
R2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1E-03 N/A
R3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1E-04 N/A
R4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0E+00 N/A

DEPOIS DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO

COMPOSIÇÃO DOS COMPONENTES DE RISCO TOTAL


RISCOS SOMA RT PROTEGIDO (Rx<RT)
RA' RB' RC' RM' RU' RV' RW' RZ'
R1 6E-07 4E-06 0 0 2E-07 4E-07 0 0 5,336E-06 1E-05 PROTEGIDO
R2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1E-03 N/A
R3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1E-04 N/A
R4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0E+00 N/A

9,59E-05

R4
R3 1,00E-05
R2
R1 5,34E-06
RA RA' RB RB' RC RC' RM RM' RU RU' RV RV' RW RW' RZ RZ'
0 0
0 0 0 0 0 0 0

ANTES TOLERÁVEL DEPOIS


COMPONENTES DE RISCO ANTES E DEPOIS DAS MEDIDAS
DE PROTEÇÃO
R1 R2 R3 R4

2.12 CONCLUSÃO
Para a proteção conforme as normas são necessárias no mínimo as medidas apresentadas abaixo:

Deverá ser instalado na estrutura a proteger um SPDA - CLASSE IV, conforme NBR 5419-3:2015.

Como medidas de proteção contra ferimentos de seres vivos e danos físicos à estrutura, referente aos efeitos transitórios
causado por pulso eletromagnético devido a descargas atmosféricas, que aparece na forma de sobretensão e/ou
sobrecorrente, deverá ser instalado DPS classe II no padrão de entrada, além da conexão da barra de equipotencialização
principal (BEP) ao sistema elétrico existente.

As providencias tomadas para redução das consequências de um incêndio devem ser acrescidas e ou mantidas conforme
determinado no primeiro fator ''Uma das seguintes providências: extintores, instalações fixas operadas manualmente,
instalações de alarme manuais, hidrantes, compartimentos à prova de fogo, rotas de escape'' e no segundo fator ''Nenhuma
providência'', estas providencias influenciam diretamente nos calculos de risco.

Como requisito para que aconteça a proteção efetiva conforme a NBR 5419-2:2015, se faz necessário a proteção contra
sistemas eletrônicos internos com DPS coordenados de acordo com a NBR 5419-4 para os sistemas de ENERGIA DPS-
Classe Sem DPS / Nenhum sistema de DPS coordenado, SINAL DPS-Classe Sem DPS / Nenhum sistema de DPS
coordenado.
2.13 CARACTERISTICAS DO SPDA

- Cabo da malha inferior: Cabo de cobre nu 50mm2.

- Cabo da malha superior: Fita de alumínio 7/8"x1/8"

- Subida/ Descida: Vergalhão de aço 50mm2 galvanizado a fogo (independente da


ferragem estrutural)

- Haste de aterramento: Haste de aterramento, tipo Copperweld, ∅5/8"x2,40m.

Toda malha inferior será constituída por cabo de cobre nu de 50mm2 até os pontos
de subida conforme indicado em projeto. Em cada ponto de subida deverá existir (caso seja
possível) uma haste de aterramento afastada à distância mínima de 01 metro, podendo esta
ter ou não caixa de inspeção, conforme apresentado em planta. Nas subidas serão
utilizados vergalhões de aço 50mm2 galvanizado a fogo, independente da ferragem
estrutural ate o topo da edificação, onde será feito a malha superior.

Na malha superior será utilizado fita de alumínio 7/8"x1/8" fixada a cada 1,5m além
de terminais aéreos 600 mm com fixação horizontal separados a uma distancia mínima de
4 metros um do outro. Todas as estruturas metálicas existentes na cobertura deverão ser
interligadas ao ponto mais próximo do sistema de captação para equalização de potencial e
escoamento de alguma possível descarga.

Todas as conexões cabo/cabo e cabo/haste deverão ser feitas por meio de solta
exotérmica para garantir a continuidade entre os mesmo. Para emenda das fitas de alumínio
deverão ser utilizados acessórios apropriados conforme detalhados em projeto

Deverá também ser interligada ao SPDA a barra BEP do centro de medição situado
na Sala Técnica dentro do Bloco A, além de toda extensão do gradil metálico da área
externa.

Para certificação da continuidade elétrica da estrutura da edificação, deverá ser


realizado teste de continuidade elétrica através de micro-ohmimetro, conforme anexo “E” da
NBR-5419.