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“Propostas de Operacionalização -

Decreto-Lei nº 54/2018, de 6 de
julho”

Lisboa – 15 de setembro

Fernanda Caetano
Objetivo Geral

 Capacitar os docentes e outros técnicos para a implementação


do novo enquadramento legal da educação inclusiva (Decreto-
lei nº 54/2018, de 6 de julho).
PLANO CURRICULAR DO CURSO
PLANO CURRICULAR DO CURSO

1. Enquadramento legal da educação inclusiva

1. Breve contextualização do Decreto-lei nº 54/2018, de 6

de julho

1. Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão

1. Medidas universais, seletivas e adicionais;

2. Exemplificação das medidas e documentos de apoio


PLANO CURRICULAR DO CURSO

3. Determinação da necessidade de suporte à aprendizagem e


à inclusão

3.1 Organização do processo de identificação da necessidade


de medidas;

3.2 Itens a considerar na grelha de identificação da


necessidade de medidas;

3.3 Organização do processo de avaliação.


PLANO CURRICULAR DO CURSO

4. Equipa multidisciplinar de apoio à aprendizagem e à inclusão

1. Competências da equipa;

2. Organização das reuniões;

3. Aspetos a considerar no Relatório Técnico-Pedagógico,


Programa Educativo Individual e Plano Individual de Transição;

4.Documentos de apoio à implementação e monitorização das


medidas;

5. Aspetos a incluir no documento organizador da equipa.


PLANO CURRICULAR DO CURSO

5. Centro de Apoio à Aprendizagem

1. Funções e competências;

2.Conhecer pormenorizadamente a estrutura e a organização


de um CAA.

6.Organização do início do ano escolar considerando a


aplicação da nova legislação

1. Determinação de critérios de prioridade na intervenção;

2. Organização do trabalho por fases;

3. Alocação de recursos a cada uma das fases de intervenção.


Enquadramento legal da
educação inclusiva
Decreto-Lei nº 54/2018 de 6 de julho

Objetivo Geral

Definir as medidas e recursos de suporte à


aprendizagem e inclusão de todas as crianças e de
todos os alunos ao longo da escolaridade obrigatória.
CONTEXTUALIZAÇÃO À NOVA LEGISLAÇÃO

Programa do XXI Governo Constitucional aposta numa escola


inclusiva onde todos e cada um dos alunos, independentemente da
sua situação pessoal e social, encontram respostas à sua
integração na sociedade.

Aquisição de um nível de educação e


formação
Decreto-Lei nº 54/2018 de 6 de julho - Objeto e âmbito

Estabelecer os princípios e as normas que vão garantir a inclusão


de todos e de cada um dos alunos.

Através do aumento da participação


na aprendizagem, na cultura escolar
e na comunidade educativa.

• Responder à diversidade das


necessidades
NOVIDADES NUCLEARES

• Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva


(EMAEI)

• Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA)

• Níveis de intervenção das medidas de suporte à


aprendizagem e inclusão (abordagem multinível):
universais, seletivas e adicionais

• Desenho Universal de Aprendizagem (DUA)


Continuidades

 Relatório Técnico Pedagógico (RTP) Fundamenta a


mobilização de medidas seletivas e ou adicionais de
suporte à aprendizagem e à inclusão

 Programa Educativo Individual (PEI) Integra o RTP sempre


que sejam propostas adaptações curriculares significativas

 Plano Individual de Transição (PIT) Complementa o PEI, a


partir dos 3 anos anteriores à idade limite da escolaridade
obrigatória e visa a inclusão socio laboral dos alunos.
Descontinuidades significativas

 Recurso à CIF

 Categorização das Necessidades Educativas Especiais

 Currículo Específico Individual


CONTEXTUALIZAÇÃO À NOVA LEGISLAÇÃO – MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS
Decreto-Lei nº 54/2018 de 6 de julho

Eixo central - Cada escola reconhecer a diversidade dos seus


alunos e encontrar formas de lidar com essa
diferença.

- Vem reforçar e apostar na autonomia das escola


e dos seus profissionais.

Importante ao nível da definição das respostas/medidas mais


adequadas para cada um dos alunos independentemente da sua
situação pessoal e social, de forma a garantir o seu sucesso
escolar.
PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

1. Educabilidade universal

• Todas as crianças e alunos têm capacidade de


aprendizagem e de desenvolvimento educativo;

2. Equidade

• Garantia de que todas as crianças e alunos têm acesso


aos apoios necessários de modo a concretizar o seu
potencial de aprendizagem e desenvolvimento;
PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

3. Inclusão

• Direito de todas as crianças e alunos no acesso e


participação, de modo pleno e efetivo, aos mesmos
contextos educativos;

4. Diversidade

• Desenvolver a ação pedagógica com flexibilidade para


assegurar a diferenciação na aprendizagem,
designadamente nos métodos, nos instrumentos, nas
atividades, nos tempos e na avaliação;
PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

5. Personalização

• Planeamento educativo centrado no aluno, de modo a que


os apoios sejam decididos de acordo com as suas
necessidades, interesses e preferências, através de uma
abordagem

6. Flexibilidade

• Gestão do currículo, dos espaços e tempos escolares,


deve ser flexível, de modo a que a ação educativa se
possa adequar às singularidades de cada um;
PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

7. Autodeterminação

• As crianças e os alunos, com capacidade de compreensão


dos assuntos em discussão, tendo em atenção a idade e a
maturidade, devem ser ouvidos nos assuntos que lhes
digam respeito e participar nas atividades educativas, as
quais devem atender aos seus interesses, necessidades e
preferências;
PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

8. Envolvimento parental

• Os pais e encarregados de educação têm direito à


participação e informação relativamente a todos os
aspetos do processo educativo do seu educando;
PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

9. A interferência mínima

As intervenções técnicas e educativas são efetuadas


considerando a privacidade das crianças e dos alunos,
sendo desenvolvidas exclusivamente pelas entidades e
instituições cuja ação se revele necessária à promoção do
desenvolvimento pessoal e educativo dos mesmos.
Intervenção multinível
CARATERÍSTICAS ESSENCIAIS

O modelo das três camadas aplicado à educação.

Pressupõe três níveis de intervenção, com intensidade


crescente, para a inclusão e a promoção do sucesso educativo
de todos e para todos.

A filosofia é de intervenção precoce ao 1º sinal de dificuldade

• São cumulativamente oferecidas


intervenções educativas
IMPLEMENTAÇÃO

Atuação
integrada

Liderança

Adaptativa Técnica
IMPLEMENTAÇÃO

Condições de partida – O que fazer?

 Apoio dos órgãos de gestão

 Organização e formação da equipa

 Realização de reuniões regulares

 Identificar e definir os níveis de suporte

 Determinar mecanismos de avaliação e de intervenção

 Definir mecanismos de monitorização


IMPLEMENTAÇÃO

Condições de partida – O que fazer?

• Atribuição de papéis e responsabilidades de forma clara

• Organização de programas compreensivos, integrados

• Definição clara de cada nível de suporte

• Estabelecimento de cronograma

• Definição de formas e materiais a utilizar nas avaliações

intervenções e monitorização
IMPLEMENTAÇÃO

Condições de partida – O que fazer?

• Guião de avaliação

• Informação para pais e encarregados de educação

• Banco de materiais de apoio


IMPLEMENTAÇÃO

Condições de partida – Questões

• Como determinar que uma criança muda de nível de

suporte?

• Durante quanto tempo?

• Qual o ponto de corte?

• Quem vai prestar o apoio?

• Que tipo de intervenção?

• Como e quem vai formar os profissionais envolvidos?


ONDE FICA A “EDUCAÇÃO INCLUSIVA”
NESTE PROCESSO?
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

As medidas universais

Correspondem às respostas que a escola mobiliza para


todos os alunos, em cada turma.

Promover a participação
e o sucesso escolar.

Medidas
Universais
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas universais

a) A diferenciação pedagógica;

b) As acomodações curriculares;

c) O enriquecimento curricular;
d)A promoção do comportamento pro-social em
contexto educativo dentro e fora da sala de aula

e) A intervenção com foco académico ou


comportamental em pequenos grupos

São mobilizadas para todos os alunos, incluindo os que necessitam de


medidas seletivas ou adicionais.
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

a) A diferenciação pedagógica

Trata-se de: Universais

«analisar e ajustar a prática tal como o ambiente de


aprendizagem … de um ou de vários alunos…
(Guay et al., 2006).

• Diferenciar os conteúdos
• Diferenciar os processos de aprendizagem
• Diferenciar as produções dos alunos
• Diferenciar a estruturação do trabalho em aula
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

b) Acomodações curriculares
Universais

• Medida de gestão curricular sucesso educativo de cada


aluno.

• Permitem o acesso ao currículo e às atividades de


aprendizagem na sala de aula.
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Podem envolver:
Universais

• Combinar e diversificar adequadamente vários métodos e


estratégias de ensino.

• Utilizar diferentes modalidades e instrumentos de avaliação.

• Adaptar materiais e recursos educativos.

• Remover barreiras na organização do espaço e do equipamento.

• Planear de forma a responder aos diferentes estilos de


aprendizagem de cada aluno, promovendo o sucesso educativo.
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas universais

c) O enriquecimento curricular Universais

Colocam-se algumas questões

• Contexto de realização

• Prestado por professor do ensino regular no âmbito de uma


disciplina ou extra horário letivo do aluno

Exemplo: caso especifico PIRDAE


MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas universais

Universais

d) A promoção do comportamento pro-social em contexto educativo

dentro e fora da sala de aula

• O professor deve promover o comportamento mais assertivo


possível em sala de aula e fora da sala de aula.

• Deve identificar os comportamentos menos assertivos e tentar


gerir esses comportamentos.
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
d) A promoção do comportamento pro-social em contexto
educativo dentro e fora da sala de aula

Universais
A escola tem um papel ativo, enquanto local social.

• Papel do docente gestor dos comportamentos da turma.

• Comportamentos desajustados (sociais)

Papel ativo na formação cívica e psicossocial e não meramente


académica dos seus alunos.
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas universais

Universais

e) A intervenção com foco académico ou comportamental em pequenos


grupos

• Não está claramente definida a intervenção.

• Parece ser da “responsabilidade” do docente de


Educação Especial (Psicólogo?) no desenvolvimento
de competências específicas.
MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

e) A intervenção com foco académico ou comportamental em pequenos


grupos

Área comportamental, desenvolvimental e cognitiva


(aplicação estratégias de modificação de controlo de
comportamentos)

Subáreas:
 Atenção/concentração;
 Impulsividade;
 Diminuição da agitação
 Raciocínio;
 Perceção visual;
 Perceção auditiva.
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas seletivas Medidas


seletivas

Aplicam-se quando as dificuldades não foram supridas em


resultado da aplicação de medidas universais.

a) Os percursos curriculares diferenciados;

b) As adaptações curriculares não significativas;

c) O apoio psicopedagógico;

d) A antecipação e o reforço das aprendizagens;

e) O apoio tutorial.
• Pequeno grupo; Resposta rápida;
Monitorização no mínimo 2 vezes por mês
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas seletivas
Seletivas

a) Os percursos curriculares diferenciados;

• Não existe informação sobre estes percursos.

• Criação de Cursos que direcionem os jovens para um ensino


diferenciado, de cariz vocacional e voltados para o ensino
profissional e/ou profissionalizante.

• Cursos de Educação e Formação (CEF)

• Percursos Curriculares Alternativos

• Cursos Profissionais
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas seletivas
Seletivas

b) Adaptações curriculares não significativas

• Não comprometem as aprendizagens previstas nos


documentos curriculares.

• Podem incluir adaptações ao nível dos objetivos e dos


conteúdos.

• alterando a sua priorização ou


sequenciação
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Seletiva
s

• Introduzindo objetivos específicos de nível intermédio.

Permitam atingir os objetivos globais e as aprendizagens


essenciais de modo a desenvolver as competências previstas
no perfil dos alunos no final da escolaridade obrigatória.
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
Necessidade de criar um documento de
operacionalização da medida de gestão curricular Seletiva
s

Adequações Curriculares Não Significativas

• Identificação
• Calendarização/Datas
• Critérios de avaliação
• Priorização e sequencialização de objetivos Competências
essenciais
• Introdução de objetivos e conteúdos intermédios
• Metodologias e estratégias a aplicar
• Outros…
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas seletivas
Seletivas

c) O apoio psicopedagógico

Reforçar as aprendizagens nucleares e desenvolver


competências para promover a aquisição de métodos, técnicas de
estudo e de trabalho.

•Ajudar a desenvolver autonomamente o seu estilo de


aprendizagem e a sua capacidade de aprender a aprender.
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas seletivas
Seletivas

d) A antecipação e o reforço das aprendizagens

• Este item pode ser trabalhado nas aulas de Apoio ao Estudo e


incidir nas disciplinas em que o aluno revele mais dificuldades.

• Deve ajudar a destacar a informação mais importante nos


materiais do aluno;

Facultar antecipadamente, sempre que necessário, os conteúdos


que irão ser lecionados.
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas seletivas
Seletivas

f) O apoio tutorial

• A tutoria é uma medida de proximidade com os alunos.

• Objetivo de incrementar o envolvimento dos alunos nas


atividades educativas, nomeadamente, através do
planeamento e da monitorização do seu processo de
aprendizagem.
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
 . Medidas seletivas
Seletivas

f) O apoio tutorial

É importante para a autorregulação das aprendizagens.

• Acompanhar e apoiar o processo educativo de cada aluno.

• Facilitar a integração do aluno na turma e na escola.

• Apoiar o aluno no processo de aprendizagem.

• Criação de hábitos de
estudo e de rotinas de
trabalho
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas seletivas
Seletivas

f) O apoio tutorial

• Promover um ambiente de aprendizagem que permita o


desenvolvimento de competências pessoais e sociais;

• Envolver a família no processo educativo do aluno;

• Reunir com os docentes do conselho de turma para analisar


as dificuldades e os planos de trabalho destes alunos.
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas adicionais

• No uso da sua autonomia e com vista a uma educação inclusiva

A escolas decidem a mobilização e a operacionalização das


medidas adicionais de acordo com o RTP produzido pela EM .
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

A monitorização da implementação das medidas adicionais

• Realizada pela equipa multidisciplinar de


acordo
com o definido no relatório técnico pedagógico.

São operacionalizadas com os recursos materiais e humanos


disponíveis na escola.
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas adicionais

As medidas adicionais destinam-se a alunos que apresentam


dificuldades acentuadas e persistentes ao nível da comunicação,
interação, cognição ou aprendizagem

Medidas
adicionais

• Exigem recursos específicos


de apoio à aprendizagem e à
inclusão.
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas adicionais

A mobilização das medidas adicionais depende da demonstração


da insuficiência das medidas universais e seletivas.

A fundamentação dessa insuficiência deve ser baseada em


evidências e constar do relatório técnico pedagógico.

Medidas
adicionais
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Se para a aplicação das medidas adicionais houver necessidade


da intervenção de recursos especializados deve-se solicitar a
intervenção do docente de educação especial.

• Dinamizador, articulador e especialista em


diferenciação dos meios e materiais de
aprendizagem.

Preferencialmente, implementadas em contexto de sala de aula


MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Medidas adicionais Medidas


adicionais

a) A frequência do ano de escolaridade por disciplinas;

b) As adaptações curriculares significativas;

c) O plano individual de transição;


d) O desenvolvimento de metodologias e estratégias de
ensino estruturado;
e) O desenvolvimento de competências de autonomia
pessoal e social;
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
Adicio-

Medidas adicionais
nais

a) Frequência do ano de escolaridade por disciplinas;

• Determina que os alunos possam frequentar o ano de


escolaridade por disciplinas.

Desde que não seja alterada a sequencialidade do regime


educativo comum, apenas se aplica na transição do pré-
escolar para o 1º Ciclo do Ensino Básico (2º e 3º ciclo e
secundário)
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
Adicio-
nais
Medidas adicionais

b) Adaptações curriculares significativas

• Têm impacto nas aprendizagens previstas nos documentos


curriculares.

• Implicam a introdução de outras aprendizagens


substitutivas
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

• Estabelecem objetivos globais ao nível dos conhecimentos a


adquirir e das competências a desenvolver de modo a
potenciar a autonomia, o desenvolvimento pessoal e o
relacionamento interpessoal.
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Adequações Curriculares Significativas

• Identificação
• Clarificação da Medida de Gestão Curricular
• Disciplinas..
• Objetivos Globais
• Objetivos Globais e conteúdos
• Estratégias e contexto de aplicação
• Recursos Humanos
• Processos e critérios de Avaliação
• ….
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À
INCLUSÃO
Adicio-

Medidas adicionais
nais

c) Plano individual de transição

Sempre que o aluno tenha um PEI, este deve ser


complementado por um PIT, três anos antes da idade
limite de escolaridade obrigatória.

Exercício de uma
Transição para a atividade profissional
vida pós-
escolar
MEDIDAS ADICIONAIS - PIT

O PIT deve orientar-se pelo princípio da universalidade e da


autodeterminação do direito à educação e, em termos
pedagógicos, pelos princípios da inclusão, da individualização,
da funcionalidade, da transitoriedade e da flexibilidade

Deve ser datado e assinado por todos os profissionais que


participam na sua elaboração, pais ou encarregados de
educação e, sempre que possível, pelo próprio aluno.

• Criar documento de operacionalização da medida de gestão


curricular
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
Adicio-

Medidas adicionais
nais

d)O desenvolvimento de metodologias e estratégias de ensino


estruturado;

• Referem-se mais às PEA

• Outras problemáticas em que se aconselhe metodologias


mais estruradas.

• Medida a aplicar de acordo com o nível da problemática


MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

d) O desenvolvimento de metodologias e estratégias de ensino estruturado;

Beneficiar de respostas educativas diferenciadas, nos diversos


contextos e situações, que proporcionem a estimulação da
aprendizagem.

• Partindo das áreas fortes, minimizando as


dificuldades de comunicação, de interação
e problemas de comportamento.
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

d) O desenvolvimento de metodologias e estratégias de ensino estruturado;

O ensino estruturado surge como uma resposta educativa


específica para os alunos com PEA.

Esta traduz-se num conjunto de princípios e estratégias que


organizam o espaço, o tempo, os materiais e as atividades a
desenvolver, proporcionando segurança / confiança.
MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

d) O desenvolvimento de metodologias e estratégias de ensino estruturado;

É possível:

• Fornecer uma informação clara e objetiva das rotinas;

• Manter um ambiente calmo e previsível;

• Atender à sensibilidade do aluno aos estímulos sensoriais;

• Propor tarefas diárias que o aluno é capaz de realizar;

• Promover autonomia.
MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
Adicio-

Medidas adicionais
nais

e)Desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e


social

• São competências específicas

• Podem ser adquiridas em áreas de cariz funcional


MEDIDAS SELETIVAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
e) Desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social

A autonomia e a independência pessoal são essenciais para a


sobrevivência do ser humano.

À medida que a criança se desenvolve tanto físico como


emocionalmente, vai sendo capaz de realizar as coisas por si
mesma, conquistando assim a sua autonomia.

• Encorajar e ensinar as crianças a


realizar tarefas simples
RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Recursos específicos de apoio


à aprendizagem e à inclusão
RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

• Recursos humanos

• Recursos organizacionais

• Recursos específicos existentes na comunidade


RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

 Recursos humanos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão

• Docentes de educação especial;


• Técnicos especializados;
• Assistentes operacionais, preferencialmente
com formação específica.
RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
Recursos organizacionais específicos de apoio à aprendizagem e à
inclusão

• Equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva;

• Centro de apoio à aprendizagem;

• Escolas de referência no domínio da visão;

• Escolas de referência para a educação bilingue;

• Escolas de referência para a intervenção precoce na infância;

• Centros de recursos TIC para a educação especial.


RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
Recursos específicos existentes na comunidade a mobilizar para
apoio à aprendizagem e à inclusão:

• Equipas locais de intervenção precoce;

• Equipas de saúde escolar dos ACES/ULS;

• Comissões de proteção de crianças e jovens;

• Centros de recursos para a inclusão;


RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO

Instituições da comunidade

• Serviços de atendimento e acompanhamento social


do sistema de solidariedade e segurança social;

• Serviços do emprego e formação profissional;

• Serviços da administração local.

• Estabelecimentos de educação especial com acordo de


cooperação com o Ministério da Educação.