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Aula 02

Raciocínio Lógico p/ TJ-PE (Todos os Cargos) Com videoaulas


Professor: Arthur Lima

09964708408 - Natália Barros Costa


RACIOCÍNIO LÓGICO P TJ PE
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A

AULA 02: LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO (CONT.)

SUMÁRIO PÁGINA
1. Teoria 01
2. Resolução de questões 27
3. Lista das questões apresentadas na aula 75
4. Gabarito 93
5. Resumo 94

Olá!
Nesta aula vamos avançar e finalizar o estudo da lógica
proposicional. Falaremos ainda sobre os Diagramas Lógicos, ferramenta
importante em algumas questões de lógica de argumentação.
Espero que você esteja conseguindo assimilar os conceitos e
resolver os exercícios com razoável facilidade e, principalmente, rapidez.

Ao contrário da aula anterior, você não verá muitas questões


do IBFC nesta aula. A razão é simples: a sua banca não costuma
cobrar tanto este tema, em especial nos concursos mais recentes.
Isto NÃO significa que você deva pular esta aula, ok? Afinal de
contas, são temas presentes no seu edital e que podem vir a ser
cobrados no concurso do TJ/PE 2017!

Tenha uma boa aula e, em caso de dúvidas, não hesite em me


09964708408

procurar.

1. TEORIA
1.1 ARGUMENTAÇÃO
Veja o exemplo abaixo:
a: Todo nordestino é loiro
b: José é nordestino

P A L

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Conclusão: Logo, José é loiro.

Temos premissas (a e b) e uma conclusão que deve derivar


daquelas premissas. Isso é um argumento: um conjunto de premissas e
conclusão a elas associada.

Dizemos que um argumento é válido se, aceitando que as


premissas são verdadeiras, a conclusão é NECESSARIAMENTE verdadeira.
Veja que não nos interessa aqui questionar a realidade das premissas.
Todos nós sabemos que dizer que “todo nordestino é loiro” é uma
inverdade. Mas o que importa é que, se assumirmos que todos os
nordestinos são loiros, e também assumirmos que José é nordestino,
logicamente a conclusão “José é loiro” é verdadeira, e por isso este
argumento é VÁLIDO.
Uma outra forma de fazer esta análise é pensar o seguinte: se este
argumento fosse INVÁLIDO, seria possível tornar a conclusão falsa e,
simultaneamente, todas as premissas verdadeiras. Vamos “forçar” a
conclusão a ser falsa, assumindo que José NÃO é loiro. Feito isso, vamos
tentar “forçar” ambas as premissas a serem verdadeiras. Começando pela
primeira, devemos aceitar que “todo nordestino é loiro”. Mas veja que, se
aceitarmos isso, a segunda premissa (“José é nordestino”) seria
automaticamente falsa, pois assumimos que José não é loiro, e por isso
ele não pode ser nordestino. Repare que não conseguimos tornar a
conclusão F e ambas as premissas V simultaneamente, ou seja, não
conseguimos forçar o argumento a ser inválido, o que o torna um
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argumento VÁLIDO.

Agora veja este argumento:


a: Todo nordestino é loiro
b: José é loiro
Conclusão: Logo, José é nordestino.

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Vamos usar o segundo método que citei, tornando a conclusão falsa
e em seguida tentando tornar as premissas verdadeiras. Para que a
conclusão seja falsa, é preciso que José NÃO seja nordestino. Com isso
em mãos, vamos tentar tornar as premissas V. Para a primeira premissa
ser verdade, devemos assumir que todos os nordestinos realmente são
loiros. E nada impede que a segunda premissa seja verdade, e José seja
loiro. Ou seja, é possível que a conclusão seja F e as duas premissas
sejam V, simultaneamente, o que torna este argumento INVÁLIDO.
Analisando pelo primeiro método, bastaria você verificar que se
todo nordestino é loiro, o fato de José ser loiro não implica que ele
necessariamente seja nordestino (é possível que outras pessoas sejam
loiras também). Assim, a conclusão não decorre logicamente das
premissas, o que faz deste um argumento INVÁLIDO.

Em resumo, os dois métodos de análise da validade de argumentos


são:

1 – assumir que todas as premissas são V e verificar se a conclusão é


obrigatoriamente V (neste caso, o argumento é válido; caso contrário, é
inválido);

2 – assumir que a conclusão é F e tentar tornar todas as premissas V (se


conseguirmos, o argumento é inválido; caso contrário, é válido)
Vamos praticar um pouco nas questões abaixo.

1. IADES – CFA – 2010) Considere os argumentos a seguir.


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Argumento I: Se nevar então vai congelar. Não está nevando. Logo, não
vai congelar.
Argumento II: Se nevar então vai congelar. Não está congelando. Logo,
não vai nevar.
Assim, é correto concluir que:
a) ambos são falácias
b) ambos são tautologias

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c) o argumento I é uma falácia e o argumento II é uma tautologia
d) o argumento I é uma tautologia e o argumento II é uma falácia
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar cada argumento:

Argumento I:
P1  Se nevar então vai congelar.
P2  Não está nevando.
Conclusão  Logo, não vai congelar.

Vamos imaginar que a conclusão é F. Portanto, vai congelar. Agora


vamos tentar tornar as premissas Verdadeiras (forçando o argumento a
ser inválido). Em P2 vemos que “não está nevando”. Assim, a primeira
parte de P1(“nevar”) é F, de modo que P1 é V também.
Foi possível ter a conclusão F quando ambas as premissas eram V.
Ou seja, esse argumento é inválido (falácia).

Argumento II:
P1  Se nevar então vai congelar.
P2  Não está congelando.
Conclusão  Logo, não vai nevar.
Assumindo que a conclusão é F, vemos que vai nevar. Agora vamos
tentar forçar as premissas a serem verdadeiras. Para P2 ser verdadeira, é
preciso que não esteja congelando. Porém com isso a condicional de P1
fica VF, pois “nevar” é V e “vai congelar” é F.
Ou seja, NÃO foi possível tornar as duas premissas V quando a
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conclusão era F. Isso mostra que este argumento é válido (ou uma
tautologia).
Resposta: C

2. FCC – ICMS/SP – 2006) Considere os argumentos abaixo:

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Indicando-se os argumentos legítimos por L e os ilegítimos por I, obtêm-


se, na ordem dada,
a) L, L, I, L
b) L, L, L, L
c) L, I, L, I
d) I, L, I, L
e) I, I, I, I
RESOLUÇÃO:
Veja a análise de cada argumento, forçando as premissas a serem V
e verificando se a conclusão é necessariamente V (tornando o argumento
válido / legítimo) ou se ela pode ser F (tornando o argumento inválido /
ilegítimo):

I. Na primeira premissa (“a”), vemos que “a” precisa ser V. Na segunda


(ab), como “a” é V, então “b” precisa ser V para a premissa ser V. Logo,
podemos concluir que “b” é V. Argumento válido/legítimo.

II. Na primeira premissa vemos que “~a” é V, logo “a” é F. Na segunda,


como “a” é F, “b” pode ser V ou F que a premissa continua verdadeira.
Não podemos concluir que ~b é V ou F. Argumento inválido/ilegítimo.
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III. Na primeira premissa vemos que “~b” é V, logo “b” é F. Na segunda,


como “b” é F, então “a” precisa ser F para que a premissa seja
verdadeira. Portanto, podemos concluir que “~a” é V. Argumento
válido/legítimo.

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IV. Na primeira premissa vemos que “b” é V. Na segunda, como “b” é V,
“a” pode ser V ou F e a premissa continua verdadeira. Não podemos
concluir o valor lógico de “a”. Argumento inválido/ilegítimo.
Resposta: C

Chamamos de silogismo o argumento formado por exatamente 2


premissas e 1 conclusão, como:
P1: todo nordestino é loiro (premissa maior – mais geral);
P2: José é nordestino (premissa menor – mais específica)
Conclusão: Logo, José é loiro.

Sofisma ou falácia é um raciocínio errado com aparência de


verdadeiro. Consiste em chegar a uma conclusão inválida a partir de
premissas válidas, ou mesmo a partir de premissas contraditórias entre
si. Por exemplo:
Premissa 1: A maioria dos políticos é corrupta.
Premissa 2: João é político.
Conclusão: Logo, João é corrupto.

Veja que o erro aqui foi a generalização. Uma coisa é dizer que a
maioria dos políticos é corrupta, outra é dizer que todos os políticos são
corruptos. Não é possível concluir que João é corrupto, já que ele pode
fazer parte da minoria, isto é, do grupo dos políticos que não são
corruptos.
Observe esta outra falácia: 09964708408

Premissa 1: Se faz sol no domingo, então vou à praia.


Premissa 2: Fui à praia no último domingo.
Conclusão: Logo, fez sol no último domingo.

A primeira premissa é do tipo condicional, sendo formada por uma


condição (se faz sol...) e um resultado (então vou à praia). Com base

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nela, podemos assumir que se a condição ocorre (isto é, se efetivamente
faz sol), o resultado obrigatoriamente tem de acontecer. Mas não
podemos assumir o contrário, isto é, que caso o resultado ocorra (ir à
praia), a condição ocorreu. Isto é, eu posso ter ido à praia mesmo que
não tenha feito sol no último domingo.
Quando tratamos sobre argumentos, os dois principais tipos de
questões são:
1- as que apresentam um argumento e questionam a sua validade;
2- as que apresentam as premissas de um argumento e pedem as
conclusões.

Já tratamos acima sobre o primeiro tipo, e agora vamos nos


debruçar sobre o segundo. Quando são apresentadas as premissas de um
argumento e solicitadas as conclusões, você precisa lembrar que para
obter as conclusões, é preciso assumir que TODAS as premissas são
VERDADEIRAS.

Além disso, você precisa identificar diante de qual caso você se


encontra (cada um possui um método de resolução):

- caso 1: alguma das premissas é uma proposição simples.


- caso 2: todas as premissas são proposições compostas, mas as
alternativas de resposta (conclusões) são proposições simples.
- caso 3: todas as premissas e alternativas de resposta (conclusões) são
proposições compostas. 09964708408

Vejamos como enfrentar cada uma dessas situações diretamente


em cima de exercícios. A questão abaixo enquadra-se no “caso 1”, pois
uma das premissas fornecidas é uma proposição simples. Neste caso,
basta começar a análise a partir da proposição simples, assumindo-a
como verdadeira, e então seguir analisando as demais premissas.
3. FCC – TRF/3ª – 2016) Considere verdadeiras as afirmações abaixo.

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I. Ou Bruno é médico, ou Carlos não é engenheiro.
II. Se Durval é administrador, então Eliane não é secretária.
III. Se Bruno é médico, então Eliane é secretária.
IV. Carlos é engenheiro.
A partir dessas afirmações, pode-se concluir corretamente que
(A) Eliane não é secretária e Durval não é administrador.
(B) Bruno não é médico ou Durval é administrador.
(C) se Eliane não é secretária, então Bruno não é médico.
(D) Carlos é engenheiro e Eliane não é secretária.
(E) se Carlos é engenheiro, então Eliane não é secretária.
RESOLUÇÃO:
Note que IV é uma proposição simples. Começamos, portanto,
assumindo que ela é verdadeira, ou seja, sabemos que Carlos é
engenheiro.
Na premissa I, como “Carlos não é engenheiro” é F, precisamos que
Bruno é médico seja V, para que a disjunção exclusiva seja obedecida.
Em III, como “Bruno é médico” é V, precisamos que Eliana é
secretária seja V também, para obedecer a condicional.
Em II, como “Eliane não é secretária” é F, precisamos que “Durval é
administrador” seja F também, para obedecer a condicional, de modo que
Durval não é administrador.
Considerando as proposições verdadeiras sublinhadas por mim, veja
como ficam nossas opções de resposta:
(A) Eliane não é secretária e Durval não é administrador.
Aqui temos a conjunção “F e V”, que é falsa.
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(B) Bruno não é médico ou Durval é administrador.


Aqui temos a disjunção “F ou F”, que é falsa.
(C) se Eliane não é secretária, então Bruno não é médico.
Aqui temos a condicional FF, que é verdadeira. Este é o gabarito.
(D) Carlos é engenheiro e Eliane não é secretária.
Aqui temos a conjunção “V e F”, que é falsa.
(E) se Carlos é engenheiro, então Eliane não é secretária.

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Aqui temos a condicional VF, que é falsa.
Resposta: C

A próxima questão se enquadra no caso 2, onde todas as premissas


são proposições compostas, mas as alternativas de resposta (conclusões)
contêm proposições simples. Neste caso é preciso usar um artifício,
“chutando” o valor lógico de alguma das proposições simples que
integram as premissas. Entenda como fazer isso a partir da análise desta
questão.

4. FCC – TCE/SP – 2012) Para escolher a roupa que irá vestir em uma
entrevista de emprego, Estela precisa decidir entre uma camisa branca e
uma vermelha, entre uma calça azul e uma preta e entre um par de
sapatos preto e outro azul. Quatro amigas de Estela deram as seguintes
sugestões:
Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.
Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.
Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.
Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.
Sabendo que Estela acatou as sugestões das quatro amigas, conclui-se
que ela vestiu
(A) a camisa branca com a calça e os sapatos azuis.
(B) a camisa branca com a calça e os sapatos pretos.
(C) a camisa vermelha com a calça e os sapatos azuis.
(D) a camisa vermelha com a calça e os sapatos pretos.
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(E) a camisa vermelha com a calça azul e os sapatos pretos.


RESOLUÇÃO:
Dizer que Estela acatou as sugestões das quatro amigas equivale a
dizer que as 4 condicionais ditas pelas amigas devem ser verdadeiras.
Note que todas as premissas são proposições compostas. Veja os passos
para resolver a questão:
1 – escolher uma proposição simples e “chutar” seu valor lógico

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Por exemplo, podemos chutar que “calça azul” é F, ou seja, que
Estela não usou a calça azul.

2 – tentar deixar todas as premissas verdadeiras


Com isso em mãos, devemos tentar tornar todas as premissas
verdadeiras:
Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.
Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.
Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.
Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.

Como “usar a calça azul” é F, note que a frase da amiga 1 já é


verdadeira, independentemente do valor lógico de “vá com os sapatos
azuis”, afinal uma condicional FF ou FV são ambas verdadeiras. Note
ainda que, para a frase da amiga 4 ser verdadeira, precisamos que
“escolher a camisa vermelha” seja F, afinal “vá com a calça azul” é F, e
assim ficamos com FF, que é uma condicional verdadeira.
Como “escolher a camisa vermelha” é F, então “optar pela camisa
branca” é V. Analisando a frase da Amiga 3, veja que precisamos que
“calce os sapatos pretos” seja V, para ficarmos com VV (afinal, se
ficarmos com VF essa condicional será falsa).
Voltando na frase da Amiga 2, repare que “não use a camisa
branca” é F. Deste modo, seria preciso que “vestir a calça preta” fosse F
também.
Repare que não conseguimos chegar em uma calça para Estela,
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afinal “usar a calça azul” é F e “vestir a calça preta” é F também.

3 – se não for possível tornar todas as premissas verdadeiras,


trocar o chute inicial
O erro está no chute inicial. Ao invés de chutar que “calça azul” é F,
devemos chutar que “calça azul” é V.

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4 – tentar novamente tornar todas as premissas verdadeiras
Neste caso, ficamos com o seguinte:
Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.
Aqui vemos que “vá com os sapatos azuis” precisa ser V para esta
frase ser verdadeira.

Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.


Como “calce os sapatos pretos” é F, então “optar pela camisa
branca” deve ser F para que esta frase seja verdadeira. Assim, só resta
que “escolher a camisa vermelha” seja V.

Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.


Como “vestir a calça preta” é F, esta frase fica verdadeira,
independentemente do valor lógico de “não use a camisa branca”.

Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.


Esta frase também fica verdadeira, pois “escolher a camisa
vermelha” é V e “vá com a calça azul” é V.

Portanto, usando camisa vermelha, calça e sapatos azuis, foi


possível tornar as 4 condicionais verdadeiras.
Resposta: C
Vamos seguir adiante vendo o nosso “caso 3”. Neste tipo de
questão são fornecidas premissas e solicitadas as conclusões do
argumento, mas tanto as premissas como as opções de resposta
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(conclusões) são proposições compostas. Este é o caso mais complexo, e


também o mais raro em provas.
Aqui é necessário recorrer a uma solução um pouco diferente, sobre
a qual trataremos agora, com base no exercício abaixo:

5. ESAF – ANEEL – 2004) Se não leio, não compreendo. Se jogo, não


leio. Se não desisto, compreendo. Se é feriado, não desisto. Então,

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a) se jogo, não é feriado.
b) se não jogo, é feriado.
c) se é feriado, não leio.
d) se não é feriado, leio.
e) se é feriado, jogo.
RESOLUÇÃO:
Nesta questão todas as premissas são proposições compostas
(condicionais). E todas as alternativas de resposta (conclusões) também
são condicionais. Aqui é “perigoso” resolver utilizando o método de chutar
o valor lógico de uma proposição simples (você pode até chegar ao
resultado certo, por coincidência, em algumas questões).
Para resolver, devemos lembrar do conceito de conclusão, que pode
ser resumido assim:
“Conclusão de um argumento é uma frase que nunca é F quando todas as
premissas são V.”
O que nos resta é analisar as alternativas uma a uma, aplicando o
conceito de Conclusão visto acima. Repare que todas as alternativas são
condicionais pq, que só são falsas quando p é V e q é F. Portanto, o que
vamos fazer é:
- tentar "forçar" a ocorrência de p Verdadeira e q Falsa em cada
alternativa (com isto, estamos forçando a conclusão a ser F)
- a seguir, vamos verificar se é possível completar todas as
premissas, tornando-as Verdadeiras.
- Se for possível tornar todas as premissas V quando a conclusão é F,
podemos descartar a alternativa, pois não se trata de uma
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conclusão válida.
Vamos lá?
a) Se jogo, não é feriado
Devemos forçar esta conclusão a ser F, dizendo que “jogo” é V e
“não é feriado” é F (e, portanto, “é feriado” é V).
Com isso, podemos ver na premissa “Se jogo, não leio” que “não
leio” precisa ser V também, pois “jogo” é V.

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Da mesma forma, na premissa “Se não leio, não compreendo”
vemos que “não compreendo” precisa ser V. E com isso “compreendo” é
F.
Portanto, na premissa “Se não desisto, compreendo”, a proposição
“não desisto” também deve ser F.
Por fim, em “Se é feriado, não desisto”, já definimos que “é feriado”
é V, e que “não desisto” é F. Isto torna esta premissa Falsa! Isto nos
mostra que é impossível tornar todas as premissas V quando a conclusão
é F. Isto é, quando as premissas forem V, necessariamente a conclusão
será V. Assim, podemos dizer que esta é, de fato, uma conclusão válida
para o argumento.
Este é o gabarito. Vejamos as demais alternativas, em nome da
didática.

b) Se não jogo, é feriado


Devemos assumir que "não jogo" é V e “é feriado” é F, para que
esta conclusão tenha valor Falso (“jogo” é F e “não é feriado” é V).
Em “Se jogo, não leio”, como “jogo” é F, “não leio” pode ser V ou F
e ainda assim esta premissa é Verdadeira. Da mesma forma, em “Se é
feriado, não desisto”, sendo “é feriado” F, então “não desisto” pode ser V
ou F e ainda assim esta premissa é Verdadeira.
Em “Se não leio, não compreendo”, basta que “não leio” seja F e a
frase já pode ser dada como Verdadeira, independentemente do valor de
“não compreendo”. Da mesma forma, em “Se não desisto, compreendo”,
basta que “não desisto” seja F e a frase já é Verdadeira.
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Veja que é possível tornar todas as premissas V, e, ao mesmo


tempo, a conclusão F. Portanto, esta não é uma conclusão válida,
devendo ser descartada.

c) Se é feriado, não leio

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Assumindo que “é feriado” é V e que “não leio” é F (“leio” é V), para
que a conclusão seja falsa, vejamos se é possível tornar todas as
premissas Verdadeiras.
Em “Se é feriado, não desisto”, vemos que “não desisto” precisa ser
V (pois “é feriado” é V).
Em “Se jogo, não leio”, vemos que “jogo” precisa ser F (pois “não
leio” é F).
Em “Se não desisto, compreendo”, como “não desisto” é V, então
“compreendo” precisa ser V.
Em “Se não leio, não compreendo”, vemos que esta premissa já é V
pois “não leio” é F.
Portanto, é possível ter todas as premissas V e a conclusão F,
simultaneamente. Demonstramos que esta conclusão é inválida.

d) Se não é feriado, leio


Rapidamente: “não é feriado” é V e “leio” é F (“não leio” é V).
Em “Se é feriado, não desisto” já temos uma premissa V, pois “é
feriado” é F.
Em “Se não leio, não compreendo”, vemos que “não compreendo”
precisa ser V (“compreendo” é F).
Em “Se não desisto, compreendo”, vemos que “não desisto” deve
ser F.
Em “Se jogo, não leio”, como “não leio” é V, a frase já é Verdadeira.
Conseguimos tornar todas as premissas V e a conclusão F, sendo
esta conclusão inválida. 09964708408

e) Se é feriado, jogo
“É feriado” é V; “jogo” é F (“não jogo” é V).
“Se jogo, não leio” já é V, pois “jogo” é F. “Não leio” pode ser V ou
F.
“Se é feriado, não desisto”  “não desisto” precisa ser V.
“Se não desisto, compreendo”  “compreendo” precisa ser V.

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“Se não leio, não compreendo”  “não leio” deve ser F, pois “não
compreendo” é F.
Novamente foi possível ter todas as premissas V e a conclusão F.
Conclusão inválida.
Resposta: A

Certifique-se que você entendeu este método de resolução, baseado


no conceito de “Conclusão”, resolvendo a questão a seguir ANTES de ler
os meus comentários!
6. FCC – TCE-PR – 2011) Considere que as seguintes premissas são
verdadeiras:
I. Se um homem é prudente, então ele é competente.
II. Se um homem não é prudente, então ele é ignorante.
III. Se um homem é ignorante, então ele não tem esperanças.
IV. Se um homem é competente, então ele não é violento.
Para que se obtenha um argumento válido, é correto concluir que se um
homem:
(A) não é violento, então ele é prudente.
(B) não é competente, então ele é violento.
(C) é violento, então ele não tem esperanças.
(D) não é prudente, então ele é violento.
(E) não é violento, então ele não é competente.
RESOLUÇÃO:
Estamos novamente diante de um caso onde temos várias
proposições compostas como premissas, e várias conclusões também
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formadas por proposições compostas. Assim, devemos testar cada


alternativa de resposta, verificando se temos ou não uma conclusão
válida.
Temos, resumidamente, o seguinte conjunto de premissas:
I. prudente  competente
II. não prudente  ignorante
III. ignorante  não esperança

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IV. competente  não violento
Uma condicional só é falsa quando a condição (p) é V e o resultado
(q) é F. Ao analisar cada alternativa, vamos assumir que p é V e que q é
F, e verificar se há a possibilidade de tornar todas as premissas
Verdadeiras. Se isso ocorrer, estamos diante de uma conclusão inválida,
certo?

a) não violento  prudente


Assumindo que “não violento” é V e “prudente” é F (“não prudente”
é V), temos:
I. prudente  competente: já é V, pois “prudente” é F.
IV. competente  não violento: já é V, pois “não violento” é V.
II. não prudente  ignorante: “ignorante” deve ser V, pois “não
prudente” é V.
III. ignorante  não esperança: “não esperança” deve ser V, pois
“ignorante” é V.
Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F.
Assim, a conclusão é inválida.

b) não competente  violento


“Não competente” é V e “violento” é F. Assim:
I. prudente  competente: “prudente” deve ser F, pois “competente” é F.
II. não prudente  ignorante: “ignorante” deve ser V, pois “não
prudente” é V.
III. ignorante  não esperança: “não esperança” deve ser V, pois
“ignorante” é V.
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IV. competente  não violento: já é V, pois “competente” é F.


Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F.
Assim, a conclusão é inválida.

c) violento  não esperança


Sendo “violento” V e “não esperança” F:

P A L

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P A L A
III. ignorante  não esperança: “ignorante” deve ser F, pois “não
esperança” é F.
IV. competente  não violento: “competente” deve ser F, pois “não
violento” é F.
I. prudente  competente: “prudente” deve ser F, pois “competente” é F.
II. não prudente  ignorante: já definimos que “não prudente” é V, e
“ignorante” é F. Isto deixa esta premissa Falsa.
Não conseguimos tornar todas as premissas V quando a conclusão
era F. Portanto, essa conclusão é sempre V quando as premissas são V, o
que torna esta conclusão válida.

d) não prudente  violento


“Não prudente” é V e “violento” é F. Logo:
I. prudente  competente: já é V, pois “prudente” é F.
II. não prudente  ignorante: “ignorante” é V, pois “não prudente” é V.
III. ignorante  não esperança: “não esperança” é V, pois “ignorante” é
V.
IV. competente  não violento: já é V, pois “não violento” é V.
Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F.
Assim, a conclusão é inválida.

e) não violento  não competente


“Não violento” é V e “não competente” é F. Assim:
I. prudente  competente: já é V, pois “competente” é V.
IV. competente  não violento: “não violento” é V, pois “competente” é
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V.
II. não prudente  ignorante: se, por exemplo, “não prudente” for F, esta
sentença já é V (veja que a sentença I não impede que “não prudente”
seja F).
III. ignorante  não esperança: se “ignorante” for F, esta sentença já é V
(a sentença II não impede que “ignorante” seja F).

P A L

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Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F.
Assim, a conclusão é inválida.
Resposta: C

1.2 DIAGRAMAS LÓGICOS


Para falarmos sobre diagramas lógicos, precisamos começar
revisando alguns tópicos introdutórios sobre Teoria dos Conjuntos.

Um conjunto é um agrupamento de indivíduos ou elementos que


possuem uma característica em comum. Em uma escola, podemos criar,
por exemplo, o conjunto dos alunos que só tem notas acima de 9. Ou o
conjunto dos alunos que possuem pai e mãe vivos. E o conjunto dos que
moram com os avós. Note que um mesmo aluno pode participar dos três
conjuntos, isto é, ele pode tirar apenas notas acima de 9, possuir o pai e
a mãe vivos, e morar com os avós. Da mesma forma, alguns alunos
podem fazer parte de apenas 2 desses conjuntos, outros podem pertencer
a apenas 1 deles, e, por fim, podem haver alunos que não integram
nenhum dos conjuntos. Um aluno que tire algumas notas abaixo de 9,
tenha apenas a mãe e não more com os avós não faria parte de nenhum
desses conjuntos.
Costumamos representar um conjunto assim:

09964708408

No interior deste círculo encontram-se todos os elementos que


compõem o conjunto A. Já na parte exterior do círculo estão os elementos
que não fazem parte de A. Portanto, no gráfico acima podemos dizer
que o elemento “a” pertence ao conjunto A.

P A L

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Quando temos 2 conjuntos (chamemos de A e B), devemos
representá-los, em regra, da seguinte maneira:

Observe que o elemento “a” está numa região que faz parte apenas
do conjunto A. Portanto, trata-se de um elemento do conjunto A que não
é elemento do conjunto B. Já o elemento “b” faz parte apenas do
conjunto B.
O elemento “c” é comum aos conjuntos A e B. Isto é, ele faz parte
da intersecção entre os conjuntos A e B. Já o elemento “d” não faz parte
de nenhum dos dois conjuntos, fazendo parte do complemento dos
conjuntos A e B (complemento é a diferença entre um conjunto e o
conjunto Universo, isto é, todo o universo de elementos possíveis).
Apesar de representarmos os conjuntos A e B entrelaçados, como
vimos acima, não temos certeza de que existe algum elemento na
intersecção entre eles. Só saberemos isso ao longo dos exercícios. Em
alguns casos vamos descobrir que não há nenhum elemento nessa
intersecção, isto é, os conjuntos A e B são disjuntos. Assim, serão
representados da seguinte maneira:
09964708408

P A L

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Os diagramas lógicos são ferramentas muito importantes para a
resolução de algumas questões de lógica proposicional. Trata-se da
aplicação de alguns fundamentos de Teoria do Conjuntos que vimos
acima.

Podemos utilizar diagramas lógicos (conjuntos) na resolução de


questões que envolvam proposições categóricas. As proposições que
recebem esse nome são as seguintes:
- Todo A é B
- Nenhum A é B
- Algum A é B
- Algum A não é B
Vejamos como interpretá-las, extraindo a informação que nos
auxiliará a resolver os exercícios.
- Todo A é B: você pode interpretar essa proposição como “todos os
elementos do conjunto A são também elementos do conjunto B”, isto é, o
conjunto A está contido no conjunto B.
Graficamente, temos o seguinte:

B
A

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Note que, de fato, A  B .

- Nenhum A é B: nenhum elemento de A é também elemento de B, isto é,


os dois conjuntos são totalmente distintos (disjuntos), não possuindo
intersecção. Veja isso a seguir:

P A L

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- Algum A é B: esta afirmação nos permite concluir que algum (ou


alguns) elemento de A é também elemento de B, ou seja, existe uma
intersecção entre os 2 conjuntos:

A
B

- Algum A não é B: esta afirmação permite concluir que existem


elementos de A que não são elementos de B, ou seja, que não estão na
intersecção entre os dois conjuntos. Exemplificando, podem existir os
elementos “a” ou “b” no diagrama abaixo:

A
B
09964708408

P A L

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Em exercícios de Diagramas Lógicos, o mais importante é conseguir


reconhecer, no enunciado, quais são os conjuntos de interesse. Uma
questão que diga, por exemplo, que “todos os gatos são pretos” e que
“algum cão não é preto”, possui 3 conjuntos que nos interessam: Gatos,
Cães e Animais Pretos.
Para começar a resolver a questão, você deve desenhar (ou
imaginar) os 3 conjuntos:

Note que, propositalmente, desenhei uma intersecção entre os


conjuntos. Ainda não sabemos se, de fato, existem elementos nessas
intersecções. A primeira afirmação (“todos os gatos são pretos”) deixa
claro que todos os elementos do conjunto dos Gatos são também
elementos do conjunto dos Animais Pretos, ou seja, Gatos  Animais
Pretos. Corrigindo essa informação no desenho, temos:

09964708408

Já a segunda afirmação (“algum cão não é preto”) nos indica que


existem elementos no conjunto dos cães que não fazem parte do conjunto
dos animais pretos, isto é, existem elementos na região “1” marcada no

P A L

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gráfico abaixo. Coloquei números nas outras regiões do gráfico para
interpretarmos o que cada uma delas significa:

- região 2: é a intersecção entre Cães e Animais Pretos. Ali estariam os


cães que são pretos (se houverem, pois nada foi afirmado a esse
respeito).
- região 3: é a intersecção entre cães, gatos e animais pretos. Ali
estariam os cães que são gatos e que são pretos (por mais absurdo que
isso possa parecer).
- região 4: ali estariam os gatos que são pretos, mas não são cães
- região 5: ali estariam os animais pretos que não são gatos e nem são
cães
- região 6: ali estariam os animais que não são pretos e não são cães
nem gatos (ou seja, todo o restante).

Vejamos duas questões para fixarmos o uso de diagramas lógicos:

7. FCC – TRF/3ª – 2014) Diante, apenas, das premissas “Nenhum piloto


é médico”, “Nenhum poeta é médico” e “Todos os astronautas são
pilotos”, então é correto afirmar que
09964708408

(A) algum poeta é astronauta e algum piloto não é médico.


(B) algum astronauta é médico.
(C) todo poeta é astronauta.
(D) nenhum astronauta é médico.
(E) algum poeta não é astronauta.
RESOLUÇÃO:

P A L

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Temos os conjuntos dos pilotos, dos médicos, dos poetas e dos
astronautas. Com as informações dadas podemos montar o seguinte
diagrama:
- “Nenhum piloto é médico”:

- “Nenhum poeta é médico” (mas pode haver algum poeta que é piloto):

- “Todos os astronautas são pilotos”:

09964708408

Olhando esse diagrama final, podemos avaliar as alternativas de


resposta:
(A) algum poeta é astronauta e algum piloto não é médico.  ERRADO.
Não temos certeza de que há intersecção entre Poetas e Astronautas,
embora possa haver.

P A L

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(B) algum astronauta é médico.  ERRADO. Todos os astronautas são
pilotos, e nenhum piloto é médico, portanto nenhum astronauta é médico.

(C) todo poeta é astronauta.  ERRADO. Não podemos afirmar que o


conjunto dos poetas está contido no interior do conjunto dos astronautas.

(D) nenhum astronauta é médico.  CORRETO, como vimos no item B.

(E) algum poeta não é astronauta.  ERRADO. Assim como não podemos
afirmar o item C (que todo poeta é astronauta), também não temos
elementos suficientes para afirmar o contrário (que algum poeta não é
astronauta).
Resposta: D

8. FCC – TRF/3ª – 2014) Diante, apenas, das premissas “Existem


juízes”, “Todos os juízes fizeram Direito” e “Alguns economistas são
juízes”, é correto afirmar que
(A) ser juiz é condição para ser economista.
(B) alguns economistas que fizeram Direito não são juízes.
(C) todos aqueles que fizeram Direito são juízes.
(D) todos aqueles que não são economistas também não são juízes.
(E) ao menos um economista fez Direito.
RESOLUÇÃO:
Considerando os conjuntos dos juízes, das pessoas que fizeram
direito, e dos economistas, as premissas podem ser representadas assim:
09964708408

P A L

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Avaliando as opções de resposta:


(A) ser juiz é condição para ser economista.  ERRADO. Veja que é
possível estar no conjunto dos economistas sem necessariamente estar
também no conjunto dos juízes.

(B) alguns economistas que fizeram Direito não são juízes.  ERRADO.
Não temos elementos para afirmar que existem (e nem que não existem)
economistas na região que faz intersecção apenas com o conjunto do
Direito (sem intersecção com o conjunto dos juízes).

(C) todos aqueles que fizeram Direito são juízes.  ERRADO. Sabemos
que todos juízes fizeram direito, mas não podemos afirmar que todos os
que fizeram direito são juízes.

(D) todos aqueles que não são economistas também não são juízes. 
ERRADO. É possível existirem juízes que fizeram apenas direito, e não
fizeram economia.

09964708408

(E) ao menos um economista fez Direito.  CORRETO. Como foi afirmado


que “Alguns economistas são juízes”, esses economistas que são juízes
também fizeram Direito (pois todos os juízes fazem parte do conjunto do
Direito).
Resposta: E

Vamos à nossa bateria de exercícios?

P A L

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2. RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

9. FCC – TRF/3ª – 2016) Se “todo engenheiro é bom em matemática” e


“algum engenheiro é físico”, conclui-se corretamente que
(A) todo físico é bom em matemática.
(B) certos bons em matemática não são físicos.
(C) existem bons em matemática que são físicos.
(D) certos físicos não são bons em matemática.
(E) não há engenheiros que sejam físicos.
RESOLUÇÃO:
Se todos os engenheiros fazem parte do conjunto das pessoas boas
em matemática, e algum engenheiro é físico, podemos dizer que este
físico que é engenheiro também é bom em matemática. Ou seja, existe
físico que é bom em matemática (o que permite marcar a letra C).
Resposta: C

10. FCC – TRF/3ª – 2016) Considere, abaixo, as afirmações e o valor


lógico atribuído a cada uma delas entre parênteses.
− Ou Júlio é pintor, ou Bruno não é cozinheiro (afirmação FALSA).
− Se Carlos é marceneiro, então Júlio não é pintor (afirmação FALSA).
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− Bruno é cozinheiro ou Antônio não é pedreiro (afirmação VERDADEIRA).


A partir dessas afirmações,
(A) Júlio não é pintor e Bruno não é cozinheiro.
(B) Antônio é pedreiro ou Bruno é cozinheiro.
(C) Carlos é marceneiro e Antônio não é pedreiro.
(D) Júlio é pintor e Carlos não é marceneiro.
(E) Antônio é pedreiro ou Júlio não é pintor.

P A L

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RESOLUÇÃO:
Note que para a condicional ser falsa é preciso termos VF. Assim,
analisando a proposição “Se Carlos é marceneiro, então Júlio não é
pintor” (que é falsa), vemos que:
“Carlos é marceneiro” é V
“Júlio não é pintor” é F, de modo que Júlio é pintor.

Para a disjunção exclusiva da primeira proposição ser Falsa,


precisamos ter V-V ou F-F. Como “Júlio é pintor” é V, precisamos que
também seja verdade que Bruno não é cozinheiro.
Deste modo, “Bruno é cozinheiro” é F, de modo que para a terceira
proposição (que é uma disjunção simples) ser V precisamos que “Antônio
não é pedreiro” seja V.
Com base nas informações sublinhadas, podemos marcar a
alternativa C.
Resposta: C

11. FCC - TRT/4ª – 2015) Dadas apenas as proposições “nenhum


contador é médico” e “algum médico é biólogo”, do ponto de vista da
lógica é válido concluir que:
(A) algum biólogo não é contador.
(B) algum biólogo é contador.
(C) todo biólogo é médico.
(D) algum biólogo é contador e não é médico.
(E) existe biólogo que não é médico.09964708408

RESOLUÇÃO:
Com as duas frases dadas, vemos que existe médico que é biólogo.
Esses médicos que são biólogos certamente não são contadores (pois
nenhum contador é médico). Assim, vemos que existem biólogos que não
são contadores (aqueles biólogos que são médicos certamente não são
contadores). Isso permite marcar a alternativa A. Para as demais
alternativas, repare que não temos informações suficientes para proferir

P A L

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aquelas afirmações. Em especial, no que se refere à última afirmação, a
frase “algum biólogo é médico” não impede que TODOS os biólogos
possam ser médicos e, com isso, invalide a afirmativa E.
Resposta: A

12. FCC – CNMP – 2015) Nenhum bom investigador é acrítico (não


crítico), e existem bons investigadores que são racionais. Do ponto de
vista da lógica, utilizando apenas as informações dessa implicação segue,
necessariamente, que alguns
(A) investigadores não são bons.
(B) racionais são acríticos.
(C) racionais são críticos.
(D) críticos não são racionais.
(E) bons investigadores não são racionais.
RESOLUÇÃO:
Sabendo que “Nenhum bom investigador é não-crítico”, podemos
concluir que “Todo bom investigador é crítico”.
Sabendo que “existem bons investigadores que são racionais”, e
lembrando que todos esses bons investigadores são críticos, podemos
concluir que existem seres críticos (os bons investigadores, pelo menos)
que são racionais. Isto é o mesmo que dizer que existem seres racionais
que são críticos.
Não foram dados elementos para concluir que alguns investigadores
não são bons (talvez todos sejam bons).
Resposta: C 09964708408

13. FCC – SEFAZ/PE – 2015) Na Escola Recife, todo professor de


Desenho Geométrico ensina também Matemática. Alguns coordenadores,
mas não todos, são professores de Matemática. Além disso, todos os
pedagogos da Escola Recife são coordenadores, mas nenhum deles ensina
Desenho Geométrico. Somente com estas informações, é correto concluir
que na Escola Recife, necessariamente,
(A) pelo menos um pedagogo é professor de Matemática.

P A L

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(B) nem todo pedagogo é professor de Matemática.
(C) existe um professor de Desenho Geométrico que não é coordenador.
(D) existe um coordenador que não é professor de Desenho Geométrico.
(E) todo pedagogo é professor de Desenho Geométrico.
RESOLUÇÃO:
Podemos montar o seguinte diagrama:

Repare que, de fato, todos os professores de Desenho também são


de Matemática, alguns coordenadores são professores de matemática,
todos os pedagogos são coordenadores, e nenhum pedagogo ensina
desenho.
Analisando o diagrama, vemos que aqueles coordenadores que são
pedagogos não são professores de desenho. Ou seja, certamente existem
coordenadores que não são professores de desenho (aqueles que são
pedagogos).
Resposta: D

14. FCC – TRT/19ª – 2014) Se o diretor está no escritório, então


Rodrigo não joga no computador e Tomás não ouve rádio. Se Tomás não
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ouve rádio, então Gabriela pensa que Tomás não veio. Se Gabriela pensa
que Tomás não veio, então ela fica mal humorada. Gabriela não está mal
humorada. A partir dessas informações, é possível concluir, corretamente,
que
(A) o diretor não está no escritório e Tomás não ouve rádio.
(B) Gabriela pensa que Tomás não veio e Tomás não ouve rádio.
(C) o diretor está no escritório e Tomás ouve rádio.

P A L

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P A L A
(D) Tomás não ouve rádio e Gabriela não pensa que Tomás não veio.
(E) o diretor não está no escritório e Gabriela não pensa que Tomás não
veio.
RESOLUÇÃO:
Temos as seguintes premissas:
P1 = Se o diretor está no escritório, então Rodrigo não joga no
computador e Tomás não ouve rádio.
P2 = Se Tomás não ouve rádio, então Gabriela pensa que Tomás não
veio.
P3 = Se Gabriela pensa que Tomás não veio, então ela fica mal
humorada.
P4 = Gabriela não está mal humorada.

Para obter a conclusão, devemos considerar que todas as premissas


são V. Começamos pela P4, que é uma proposição simples. Vemos que
Gabriela efetivamente não está mal humorada.
Em P3, vemos que “ela fica mal humorada” é F, de modo que
“Gabriela pensa que Tomás não veio” tem que ser F. Ou seja, Gabriela
não pensa que Tomás não veio.
Em P2, “Gabriela pensa que Tomás não veio” é F, de modo que
“Tomás não ouve rádio” deve ser F também. Portanto, Tomás ouve rádio.
Em P1, como “Tomás não ouve rádio” é F, a conjunção “Rodrigo não
joga no computador e Tomás não ouve rádio” é F, o que obriga “o diretor
está no escritório” a ser F também. Assim, o diretor não está no
escritório. 09964708408

Observando as conclusões que sublinhei, você pode marcar a


alternativa E.
Resposta: E

15. FCC – TRT/19ª – 2014) Considere verdadeiras as afirmações:


I. Se Ana for nomeada para um novo cargo, então Marina permanecerá
em seu posto.

P A L

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P A L A
II. Marina não permanecerá em seu posto ou Juliana será promovida.
III. Se Juliana for promovida então Beatriz fará o concurso.
IV. Beatriz não fez o concurso.
A partir dessas informações, pode-se concluir corretamente que
(A) Beatriz foi nomeada para um novo cargo.
(B) Marina permanecerá em seu posto.
(C) Beatriz não será promovida.
(D) Ana não foi nomeada para um novo cargo.
(E) Juliana foi promovida.
RESOLUÇÃO:
A premissa IV é uma proposição simples, motivo pelo qual
começamos a análise por ela. Assim, Beatriz não fez o concurso. Com
isso, vamos forçar as demais premissas a terem o valor lógico Verdadeiro.
Na premissa III, vemos que “Beatriz fará o concurso” é F, de modo
que “Juliana for promovida” deve ser F. Assim, Juliana não foi promovida.
Na premissa II, sabemos que “Juliana será promovida” é F, de
modo que “Marina não permanecerá em seu posto” precisa ser V. Assim,
Marina não permanecerá em seu posto.
Na premissa I, sabemos que “Marina permanecerá em seu posto” é
F, de modo que “Ana for nomeada” precisa ser F. Assim, Ana não foi
nomeada.
As conclusões sublinhadas permitem marcar a alternativa D.
Resposta: D

16. FCC – TRT/16ª – 2014) Se nenhum XILACO é COLIXA, então


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(A) todo XILACO é COLIXA.


(B) é verdadeiro que algum XILACO é COLIXA.
(C) alguns COLIXA são XILACO.
(D) é falso que algum XILACO é COLIXA.
(E) todo COLIXA é XILACO.
RESOLUÇÃO:

P A L

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Sabendo que nenhum membro do conjunto XILACO é membro do
conjunto COLIXA, podemos rapidamente eliminar as alternativas A, B, C e
E:

(A) todo XILACO é COLIXA.


(B) é verdadeiro que algum XILACO é COLIXA.
(C) alguns COLIXA são XILACO.
(E) todo COLIXA é XILACO.

Todas essas afirmações são falsas, pois não há membros em


comum entre esses dois conjuntos. A alternativa D está correta:
(D) é falso que algum XILACO é COLIXA.
Resposta: D

17. FCC – TRT/2ª – 2014) Considere as três afirmações a seguir, todas


verdadeiras, feitas em janeiro de 2013.
I. Se o projeto X for aprovado até maio de 2013, então um químico e um
biólogo serão contratados em junho do mesmo ano.
II. Se um biólogo for contratado, então um novo congelador será
adquirido.
III. Se for adquirido um novo congelador ou uma nova geladeira, então o
chefe comprará sorvete para todos.

Até julho de 2013, nenhum biólogo havia sido contratado. Apenas com
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estas informações, pode-se concluir que, necessariamente, que


(A) o projeto X não foi aprovado até maio de 2013.
(B) nenhum químico foi contratado.
(C) não foi adquirido um novo congelador.
(D) não foi adquirida uma nova geladeira.
(E) o chefe não comprou sorvete para todos.
RESOLUÇÃO:

P A L

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Se nenhum biólogo foi contratado, a proposição “um biólogo será
contratado em junho” é Falsa. Deste modo, na premissa I, podemos dizer
que a conjunção “um químico e um biólogo serão contratados em junho
do mesmo ano” é necessariamente Falsa. Para que essa premissa I tenha
valor lógico Verdadeiro, como manda o enunciado, faz-se necessário que
a condição “Se o projeto X for aprovado até maio de 2013” seja também
Falsa, ficando FF, que é uma condicional verdadeira.
Portanto, é preciso que o projeto X não tenha sido aprovado até
maio de 2013, como vemos na alternativa A.
Resposta: A

18. FCC – TJAP – 2014) Em um país, todos os habitantes são filiados a


um partido político, sendo que um mesmo habitante não pode ser filiado a
dois partidos diferentes. Sabe-se ainda que todo habitante filiado ao
partido X é engenheiro e que cada habitante tem uma única profissão.
Paulo é um engenheiro e Carla é uma médica, ambos habitantes desse
país. Apenas com essas informações, é correto concluir que,
necessariamente,
(A) Paulo é filiado ao partido X.
(B) Carla não é filiada ao partido X.
(C) Carla é filiada ao partido X.
(D) Paulo não é filiado ao partido X.
(E) Paulo e Carla são filiados a partidos diferentes.
RESOLUÇÃO:
Sabemos que todo filiado do partido X é engenheiro, mas isto NÃO
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significa que todos os engenheiros são do partido X. Assim, sabendo que


Paulo é engenheiro, não podemos afirmar que ele é do partido X (ou que
não é deste partido).
Por outro lado, sabendo que Carla é médica, fica claro que ela NÃO
é do partido X (pois se ela fosse, seria engenheira). Assim, só podemos
afirmar o que temos na alternativa B.
Resposta: B

P A L

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19. FCC – TJAP – 2014) Alguns repórteres também são cronistas, mas
não todos. Alguns cronistas são romancistas, mas não todos. Qualquer
romancista é também: ou repórter ou cronista, mas não ambos. Supondo
verdadeiras as afirmações, é possível concluir corretamente que
(A) há romancista que não seja repórter e também não seja cronista.
(B) os cronistas que são repórteres também são romancistas.
(C) não há repórter que seja cronista.
(D) não há cronista que seja romancista e repórter.
(E) há repórter que seja romancista e cronista.
RESOLUÇÃO:
Imagine os conjuntos dos cronistas, dos romancistas e dos
repórteres. Com base nas frases dadas, sabemos que há intersecção
entre repórteres e cronistas, e entre cronistas e romancistas. Sabemos
ainda que o conjunto dos romancistas está contido entre os conjuntos dos
repórteres e dos cronistas. Isto é:

09964708408

Note que coloquei alguns números para designar regiões específicas


do diagrama, de modo a facilitar a explicação seguinte. Vamos analisar as
alternativas de resposta:
(A) há romancista que não seja repórter e também não seja cronista.
ERRADO. Os romancistas estão contidos na união entre os
conjuntos dos repórteres e cronistas.

P A L

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P A L A
(B) os cronistas que são repórteres também são romancistas.
ERRADO. Podemos ter cronistas que sejam repórteres e não sejam
romancistas, como vemos na posição 1 no diagrama (por exemplo).
(C) não há repórter que seja cronista.
ERRADO. Foi dito que alguns repórteres são cronistas.
(D) não há cronista que seja romancista e repórter.
CORRETO. Não podemos ter ninguém na região 2 do diagrama,
onde estariam os romancistas que seriam repórteres E cronistas ao
mesmo tempo. Isto porque o enunciado nos apresentou uma disjunção
EXCLUSIVA:
“Qualquer romancista é também: ou repórter ou cronista, mas não
ambos”
Assim, podemos ter intersecção entre romancista e repórter, e
entre romancista e cronista, mas não entre os 3 conjuntos.
(E) há repórter que seja romancista e cronista.
ERRADO, pois como vimos no item anterior, não temos ninguém na
região 2 do diagrama.
Resposta: D

20. FCC – TJAP – 2014 – adaptada) As frases I e II são verdadeiras. A


frase III é falsa.
I. Jogo tênis ou pratico caminhada.
II. Se pratico caminhada, então não sou preguiçoso.
III. Não sou preguiçoso ou estou cansado.
A partir dessas informações, é possível concluir corretamente que
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(A) jogo tênis e estou cansado.


(B) pratico caminhada e sou preguiçoso.
(C) estou cansado e não pratico caminhada.
(D) estou cansado ou jogo tênis.
(E) pratico caminhada ou estou cansado.
RESOLUÇÃO:

P A L

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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
Para a frase III ser falsa, é preciso que “não sou preguiçoso” e
“estou cansado” sejam ambas F, ou seja, é preciso ser verdade que:
- SOU preguiçoso
- NÃO estou cansado
Com isso em mãos, podemos voltar na afirmação II. Como “não sou
preguiçoso” é F, é preciso que “pratico caminhada” seja F também, ou
seja:
- NÃO pratico caminhada

Voltando na afirmação I, como “pratico caminhada” é F, é preciso


que ser verdade que:
- jogo tênis

Avaliando as alternativas:
(A) jogo tênis e estou cansado.
(B) pratico caminhada e sou preguiçoso.
(C) estou cansado e não pratico caminhada.
(D) estou cansado ou jogo tênis.
(E) pratico caminhada ou estou cansado.

Veja que somente D é uma proposição verdadeira, pois trata-se de


uma disjunção onde uma das proposições simples é V (“jogo tênis”).
Resposta: D

21. FCC – SAEB/BA – 2014) Considere as afirmações:


09964708408

I. Se Luiza não veste azul, então Marina veste amarelo.


II. Ou Marina não veste amarelo, ou Carolina veste verde.
III. Carolina veste verde ou Isabela veste preto.
IV. Isabela não veste preto.
Das afirmações acima, sabe-se que apenas a afirmação III é falsa. Desta
maneira, pode-se concluir corretamente, que
(A) Luiza veste azul e Marina veste amarelo.

P A L

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(B) Carolina veste verde e Isabela veste preto.
(C) Luiza não veste azul ou Marina veste amarelo.
(D) Carolina não veste verde e Luiza veste azul.
(E) Marina veste amarelo ou Isabela veste preto.
RESOLUÇÃO:
Como a afirmação III é falsa, podemos dizer que a sua negação é
verdadeira, ou seja:
- Carolina não veste verde e Isabela não veste preto

A partir dessa frase podemos concluir que são verdadeiras as


seguintes proposições simples:
- Carolina não veste verde
- Isabela não veste preto

Voltando na afirmação II, que é uma disjunção exclusiva, podemos


concluir que:
- marina não veste amarelo

Voltando na afirmação I, podemos concluir que " Luiza não veste


azul” precisa ser falso, de modo que:
- Luiza veste azul

Através das conclusões realçadas ao longo desta resolução, note


que apenas a alternativa D apresenta uma afirmação correta.
Resposta: D 09964708408

22. FCC – CETAM – 2014) Em uma cidade, todos os engenheiros são


casados e nem todos os médicos são solteiros. A partir dessa afirmação
pode-se concluir que, nessa cidade,
(A) há pelo menos um médico e um engenheiro que são solteiros.
(B) a maioria dos médicos são casados.
(C) há médicos que não são solteiros.

P A L

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(D) nem todos os engenheiros são casados.
(E) alguns engenheiros divorciados foram considerados casados.
RESOLUÇÃO:
Imagine os conjuntos dos engenheiros, dos médicos, e dos casados.
Sabemos que todos os engenheiros fazem parte do conjunto dos casados.
Já nem todos os médicos são solteiros, ou seja, alguns médicos fazem
parte do conjunto dos casados. Temos um diagrama parecido com este:

Analisando as afirmações:
(A) há pelo menos um médico e um engenheiro que são solteiros.
ERRADO, pois todos os engenheiros são casados.
(B) a maioria dos médicos são casados.
ERRADO, não temos informações para concluir se os médicos
09964708408

casados representam a maioria ou a minoria deles.


(C) há médicos que não são solteiros.
CORRETO, pois se nem todos os médicos são solteiros, isto significa
que alguns não são solteiros.
(D) nem todos os engenheiros são casados.
ERRADO, foi dito que todos engenheiros são casados.
(E) alguns engenheiros divorciados foram considerados casados.

P A L

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ERRADO, não foi dada nenhuma informação que permita fazer este
tipo de avaliação.
Resposta: C

23. FCC – METRÔ/SP – 2014) Ou Carlos fica nervoso ou Júlia grita. Se


Manuel chega correndo, então Júlia não grita. Se Manuel não chega
correndo, então Marina descansa. Marina não descansa.
A partir dessas informações, pode-se concluir corretamente que
(A) Manuel chega correndo e Júlia grita.
(B) Marina descansa.
(C) Carlos não fica nervoso e Marina descansa.
(D) Carlos fica nervoso.
(E) Se Manuel não fica nervoso, então Marina grita.
RESOLUÇÃO:
Temos quatro premissas no enunciado como você pode ver
esquematizado abaixo. Repare que as 3 primeiras premissas são
proposições compostas, enquanto a última premissa é uma proposição
simples. Quando isso ocorre, começamos a nossa análise a partir da
proposição simples:
P1: Ou Carlos fica nervoso ou Júlia grita.
P2: Se Manuel chega correndo, então Júlia não grita.
P3: Se Manuel não chega correndo, então Marina descansa.
P4: Marina não descansa.
Para obter as conclusões do argumento devemos considerar que
09964708408

todas as premissas são verdadeiras. Assim, assumindo que P4 é


verdadeira, podemos dizer que de fato Marina não descansa. Voltando na
terceira premissa, observe que o trecho "marina descansa" é falso, de
modo que para manter essa premissa verdadeira precisamos que "Manuel
não chega correndo” seja falso também. Logo, vemos que Manuel chega
correndo. Na premissa 2, como "Manuel chega correndo” é verdadeiro,
precisamos que seja verdade que Júlia não grita. Na primeira premissa,

P A L

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como "Júlia grita" é falso, podemos concluir que deve ser verdade que
Carlos fica nervoso, esta é uma disjunção exclusiva. Deste modo, temos
as conclusões que sublinhei ao longo desta resolução.
Avaliando as alternativas de resposta:
(A) Manuel chega correndo e Júlia grita.
(B) Marina descansa.
(C) Carlos não fica nervoso e Marina descansa.
(D) Carlos fica nervoso. (correto)
(E) Se Manuel não fica nervoso, então Marina grita.  não temos
elementos para avaliar se Manuel fica ou não fica nervoso (e sim Carlos),
e nem sobre Marina gritar (e sim Júlia).
Resposta: D

24. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Se é verdade que “nenhum maceronte é


momorrengo” e “algum colemídeo é momorrengo”, então é
necessariamente verdadeiro que
(A) algum maceronte é colemídeo.
(B) algum colemídeo não é maceronte.
(C) algum colemídeo é maceronte.
(D) nenhum colemídeo é maceronte.
(E) nenhum maceronte é colemídeo.
RESOLUÇÃO:
Podemos desenhar os conjuntos dos macerontes, momorrengos e
colemídeos. Sabemos que nenhum maceronte é momorrengo, ou seja,
não há intersecção entre esses dois conjuntos. E que algum colemídeo é
09964708408

momorrengo, ou seja, há intersecção entre esses dois. Assim, temos:

P A L

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Repare que certamente há elementos na região 1 (pois algum


colemídeo é momorrengo), mas não necessariamente na região 2 (não
sabemos se algum maceronte é colemídeo).
Repare que na região 1 temos colemídeos que são também
momorrengos, e, por isso, não são macerontes. Isso permite afirmar a
alternativa B:
(B) algum colemídeo não é maceronte.
Resposta: B

25. FCC – PGE/BA – 2013) A oposição é a espécie de inferência


imediata pela qual é possível concluir uma proposição por meio de outra
proposição dada, com a observância do princípio de não contradição.
Neste sentido, que poderá inferir-se da verdade, falsidade ou
indeterminação das proposições referidas na sequência abaixo se
supusermos que a primeira é verdadeira?
E se supusermos que a primeira é falsa?
1ª Todos os comediantes que fazem sucesso são engraçados.
09964708408

2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.


3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados.
4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados.
(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto
podem ser verdadeiras quanto falsas).

P A L

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P A L A
(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são verdadeiras.
(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é
falsa. Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.
(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem
ser verdadeiras quanto falsas).
(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se
a 1ª é falsa, a 2ª e a 3ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras
quanto falsas) e a 4ª é verdadeira.
RESOLUÇÃO:
Para avaliar a frase “todos os comediantes que fazem sucesso são
engraçados”, podemos começar pensando no grupo dos comediantes, o
grupo das pessoas de sucesso, e o grupo dos engraçados. A intersecção
entre os comediantes e as pessoas que fazem sucesso é formada pelos
comediantes que fazem sucesso. E essa intersecção está toda inserida no
conjunto dos engraçados. Temos algo mais ou menos assim:

Veja que na região 1 do gráfico estão os comediantes que fazem


09964708408

sucesso, e toda essa região está dentro do conjunto dos engraçados,


respeitando a frase. Assim, se supusermos que a primeira frase é
verdadeira, então:

2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.  falso, pois as


pessoas da região 1 são comediantes, fazem sucesso e são engraçadas.

P A L

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3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados. 
verdadeiro, pois se é verdade que TODOS comediantes que fazem
sucesso são engraçados, também é verdade que ALGUNS comediantes
que fazem sucesso são engraçados.
4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados.  falso,
pois todos os comediantes que fazem sucesso estão na região 1, e essa
região está toda inserida no conjunto dos engraçados.

Se supusermos que a primeira frase é falsa, então a sua negação é


verdadeira, ou seja: Algum comediante que faz sucesso NÃO é
engraçado. Para isso devemos alterar nosso diagrama, evidenciando que
parte da região 1 (comediantes que fazem sucesso) está fora do conjunto
dos engraçados (observe a região 2):

Com isso, vamos analisar as demais afirmações:


2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.  agora não
sabemos se a região 1 (comediantes que fazem sucesso e são
engraçados) está vazia ou 09964708408

não. Essa frase tem valor lógico


indeterminado.
3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados.  pelo
mesmo motivo do item anterior, agora não podemos dizer se essa frase é
V ou F. Indeterminado.
4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados. 
verdadeiro. Veja que essa é a negação de “Todos os comediantes que
fazem sucesso são engraçados”. Como assumimos que a primeira era F,

P A L

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então esta aqui precisa ser V. De fato, basta observar a região 2 do
diagrama.

Temos, portanto, a alternativa E:


(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se
a 1ª é falsa, a 2ª e a 3ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras
quanto falsas) e a 4ª é verdadeira.
Resposta: E

26. FCC – PGE/BA – 2013) Em uma feira, todas as barracas que


vendem batata vendem tomate, mas nenhuma barraca que vende tomate
vende espinafre. Todas as barracas que vendem cenoura vendem quiabo,
e algumas que vendem quiabo, vendem espinafre. Como nenhuma
barraca que vende quiabo vende tomate, e como nenhuma barraca que
vende cenoura vende espinafre, então,
(A) todas as barracas que vendem quiabo vendem cenoura.
(B) pelo menos uma barraca que vende batata vende espinafre.
(C) todas as barracas que vendem quiabo vendem batata.
(D) pelo menos uma barraca que vende cenoura vende tomate.
(E) nenhuma barraca que vende cenoura vende batata.
RESOLUÇÃO:
Podemos montar o seguinte diagrama, considerando os seguintes
conjuntos de barracas: batata, tomate, espinafre, cenoura, quiabo.
Assim:
- todas as barracas que vendem batata vendem tomate, mas nenhuma
09964708408

barraca que vende tomate vende espinafre:

P A L

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- todas as barracas que vendem cenoura vendem quiabo, e algumas que


vendem quiabo, vendem espinafre, e nenhuma barraca que vende
cenoura vende espinafre:

- nenhuma barraca que vende quiabo vende tomate. Com isso, temos o
diagrama final:

Com isso podemos analisar as alternativas:


(A) todas as barracas que vendem quiabo vendem cenoura.  FALSO.
Todas que vendem cenoura vendem quiabo, não o contrário.
(B) pelo menos uma barraca que vende batata vende espinafre. 
09964708408

FALSO. Não há intersecção entre batata e espinafre.


(C) todas as barracas que vendem quiabo vendem batata.  FALSO. Não
há intersecção entre quiabo e batata.
(D) pelo menos uma barraca que vende cenoura vende tomate.  FALSO.
Não há intersecção entre cenoura e tomate.
(E) nenhuma barraca que vende cenoura vende batata.  VERDADEIRO.
De fato não há intersecção entre cenoura e batata.

P A L

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Resposta: E

27. FCC – PGE/BA – 2013) Há uma forma de raciocínio dedutivo


chamado silogismo. Nesta espécie de raciocínio, será formalmente válido
o argumento cuja conclusão é consequência que necessariamente deriva
das premissas. Neste sentido, corresponde a um silogismo válido:
(A) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: As selenitas gostam de fubá.
Conclusão: As selenitas são macerontes.
(B) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: Todo maceronte tem asas.
Conclusão: Todos que têm asas gostam de comer fubá.
(C) Premissa 1: Nenhum X é Y.
Premissa 2: Algum X é Z
Conclusão: Algum Z não é Y.
(D) Premissa 1: Todo X é Y.
Premissa 2: Algum Z é Y.
Conclusão: Algum Z é X.
(E) Premissa 1: Capitu é mortal.
Premissa 2: Nenhuma mulher é imortal.
Conclusão: Capitu é mulher.
RESOLUÇÃO:
Façamos uma análise rápida das alternativas. Vamos assumir que
as premissas são verdadeiras, e verificar se a conclusão deriva das
premissas. Se preferir, tente desenhar os diagramas lógicos.
09964708408

(A) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.


Premissa 2: As selenitas gostam de fubá.
Conclusão: As selenitas são macerontes.
O fato de tanto os macerontes como as selenitas gostarem de fubá
não implica que as selenitas sejam macerontes, ou vice-versa. Argumento
inválido.
(B) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.

P A L

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Premissa 2: Todo maceronte tem asas.
Conclusão: Todos que têm asas gostam de comer fubá.
As premissas dizem respeito apenas aos macerontes. Não podemos
generalizar na conclusão dizendo que todos os animais que tem asas
gostam de fubá.

(C) Premissa 1: Nenhum X é Y.


Premissa 2: Algum X é Z
Conclusão: Algum Z não é Y.
Veja o diagrama construído com base nas premissas:

Veja que, de fato, aquele X que é Z não é Y. Portanto, existe Z que


não é Y.

(D) Premissa 1: Todo X é Y.


Premissa 2: Algum Z é Y.
Conclusão: Algum Z é X.
Temos o seguinte diagrama:

09964708408

P A L

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Repare que não podemos afirmar que exista algum elemento na
região 1 (intersecção entre X e Z). Portanto, o argumento é inválido.

(E) Premissa 1: Capitu é mortal.


Premissa 2: Nenhuma mulher é imortal.
Conclusão: Capitu é mulher.
Note que Capitu poderia ser um homem mortal, e não
necessariamente uma mulher. Argumento inválido.
Resposta: C

28. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Por meio do raciocínio por oposição é


possível concluir uma proposição por meio de outra proposição dada, com
a observância do princípio de não-contradição. Neste sentido, que poderá
inferir-se da verdade, falsidade ou indeterminação das proposições
referidas na sequência abaixo se supusermos que a primeira é
verdadeira? E se supusermos que a primeira é falsa?
1ª - Alguns piauienses nasceram em Teresina.
2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.
3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.
4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.
(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira
quanto falsa), a 3ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto
falsa) e a 4ª é falsa. Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a terceira é verdadeira e
a 4ª é verdadeira.
(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se
09964708408

a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto


podem ser verdadeiras quanto falsas).
(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é
falsa. Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.
(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem
ser verdadeiras quanto falsas).

P A L

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P A L A
(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira
quanto falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é falsa, a 2ª é
verdadeira, a 3ª e a 4ª são verdadeiras.
RESOLUÇÃO:
O princípio da não-contradição nos permite dizer que, se uma
proposição é V, então sua negação é necessariamente F, e vice-versa. Já
se duas proposições são equivalentes entre si, terão o mesmo valor
lógico. Se não tivermos uma negação e nem uma equivalência, nada
podemos dizer sobre o valor lógico, que permanecerá indeterminado.
Se supusermos que a primeira é verdadeira, então de fato alguns
piauienses nasceram em Teresina. Com isso, vamos analisar as demais:
2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.  não é negação e nem
é equivalente a “Alguns piauienses nasceram em Teresina”.
Indeterminado.
3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.  não é negação e
nem é equivalente a “Alguns piauienses nasceram em Teresina”.
Indeterminado.
4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.  trata-se da negação de
“Algum piauiense nasceu em Teresina”. Portanto, ela é Falsa.

Se supusermos que a primeira é falsa, então:


1ª - Alguns piauienses nasceram em Teresina.  como essa frase é F,
então a sua negação é V, ou seja, “Nenhum piauiense nasceu em
Teresina”. Vamos avaliar os demais itens a partir desta frase.
2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.  essa frase é uma
09964708408

negação de “Nenhum piauiense nasceu em Teresina”, e por isso é F.


3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.  se nenhum
piauiense nasceu em Teresina, então também é Verdadeiro que algum
piauiense não nasceu em Teresina.
4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.  como vimos, essa frase é
uma negação da primeira. Como a primeira é F, esta é V.

P A L

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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
Temos, portanto, a alternativa A:
(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira
quanto falsa), a 3ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto
falsa) e a 4ª é falsa. Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a terceira é verdadeira e
a 4ª é verdadeira.
Resposta: A

29. FCC – TCE/SP – 2012) Para escolher a roupa que irá vestir em uma
entrevista de emprego, Estela precisa decidir entre uma camisa branca e
uma vermelha, entre uma calça azul e uma preta e entre um par de
sapatos preto e outro azul. Quatro amigas de Estela deram as seguintes
sugestões:
Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.
Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.
Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.
Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.
Sabendo que Estela acatou as sugestões das quatro amigas, conclui-se
que ela vestiu
(A) a camisa branca com a calça e os sapatos azuis.
(B) a camisa branca com a calça e os sapatos pretos.
(C) a camisa vermelha com a calça e os sapatos azuis.
(D) a camisa vermelha com a calça e os sapatos pretos.
(E) a camisa vermelha com a calça azul e os sapatos pretos.
RESOLUÇÃO:
Dizer que Estela acatou as sugestões das quatro amigas equivale a
09964708408

dizer que as 4 condicionais ditas pelas amigas devem ser verdadeiras.


Para isso, todas devem ser dos tipos VV, FV ou FF.
Vamos começar supondo que “calça azul” é V. Assim, vejamos se é
possível tornar as 4 frases verdadeiras.

Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.

P A L

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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
Aqui vemos que “sapatos azuis” precisa ser V para esta frase ser
verdadeira.

Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.


Como “sapatos pretos” é F, então “camisa branca” deve ser F para
que esta frase seja verdadeira. Assim, só resta que “camisa vermelha”
seja V.

Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.


Como “calça preta” é F, esta frase fica verdadeira.

Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.


Esta frase também fica verdadeira, pois “camisa vermelha” é V e
“calça azul” é V.

Portanto, usando camisa vermelha, calça e sapatos azuis, foi


possível tornar as 4 condicionais verdadeiras. Se você tivesse testado
outra combinação, algumas das frases seriam falsas.
Resposta: C
30. FCC – TCE/SP – 2012)
Todos os jogadores são rápidos.
Jorge é rápido.
Jorge é estudante.
Nenhum jogador é estudante.
Supondo as frases verdadeiras pode-se afirmar que
(A) a intersecção entre o conjunto dos jogadores e o conjunto dos rápidos
09964708408

é vazia.
(B) a intersecção entre o conjunto dos estudantes e o conjunto dos
jogadores não é vazia.
(C) Jorge pertence ao conjunto dos jogadores e dos rápidos.
(D) Jorge não pertence à intersecção entre os conjuntos dos estudantes e
o conjunto dos rápidos.

P A L

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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
(E) Jorge não pertence à intersecção entre os conjuntos dos jogadores e o
conjunto dos rápidos
RESOLUÇÃO:
Com base nas afirmações do enunciado, poderíamos considerar a
existência de 3 grupos, ou conjuntos: o dos Jogadores, o dos Rápidos e o
dos Estudantes, conforme a figura abaixo:

Agora, vamos analisar mais detidamente as informações fornecidas:

- Todos os jogadores são rápidos.


Esta informação nos diz que todos os elementos do conjunto dos
Jogadores são também elementos do conjunto dos Rápidos, ou seja, o
conjunto dos Jogadores está contido no conjunto dos Rápidos. Veja essa
09964708408

alteração na figura abaixo:

P A L

09964708408 - Natália Barros Costa


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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A

- Nenhum jogador é estudante.


Aqui vemos que não existem elementos em comum entre o
conjunto dos Jogadores e dos Estudantes, isto é, não há intersecção entre
estes conjuntos. Façamos esta alteração na figura:

09964708408

- Jorge é rápido.
- Jorge é estudante.
Com mais estas informações, vemos que Jorge faz parte da
intersecção entre o conjunto dos Rápidos e o conjunto dos Estudantes. Ou
seja, ele se localiza na posição destacada com uma estrela na figura
abaixo:

P A L

09964708408 - Natália Barros Costa


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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A

Como não há intersecção entre os Estudantes e os Jogadores,


podemos afirmar que Jorge é rápido, é estudante, mas não é jogador. Por
isto, a letra E está correta.
Resposta: E

31. FCC – TCE/SP – 2012) Se a tinta é de boa qualidade então a pintura


melhora a aparência do ambiente. Se o pintor é um bom pintor até
usando tinta ruim a aparência do ambiente melhora. O ambiente foi
pintado. A aparência do ambiente melhorou. Então, a partir dessas
afirmações, é verdade que:
(A) O pintor era um bom pintor ou a tinta era de boa qualidade.
(B) O pintor era um bom pintor e a tinta era ruim.
(C) A tinta não era de boa qualidade.
(D) A tinta era de boa qualidade e o pintor não era bom pintor.
(E) Bons pintores não usam tinta ruim.
RESOLUÇÃO:
Temos as duas condicionais abaixo funcionando como premissas:
tinta boa --> pintura melhora a aparência
09964708408

pintor bom --> pintura melhora a aparência

Sabemos ainda que o ambiente foi pintado e que a aparência do


ambiente melhorou. Assim, a banca gostaria que você concluísse que, se
o ambiente foi pintado e a aparência melhorou, pelo menos uma destas
coisas ocorreu: a tinta era boa ou o pintor era bom (letra A).
Obs.: veja que não podemos afirmar que:

P A L

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- a aparência do ambiente melhorou pelo fato de ter sido pintado
(existem outras formas da aparência do ambiente melhorar, que não o
fato de ter sido pintado);
- que só existem 2 formas de a pintura melhorar a aparência (usando
tinta boa ou usando um pintor bom).
O gabarito desta questão (o pintor era um bom pintor ou a tinta era
de boa qualidade) nos "forçou" assumir essas duas hipóteses acima, que
não estavam presentes no enunciado.
Coloquei esta questão aqui para alertá-lo, pois este tipo de questão
costuma pegar os bons alunos e, em alguns casos, não chega a ser
anulada posteriormente!
Resposta: A

32. FCC – TRT/1ª – 2011) Admita que todo A é B, algum B é C, e algum


C não é A. Caio, Ana e Léo fizeram as seguintes afirmações:

Caio se houver C que é A, então ele não será B.


Ana se B for A, então não será C.
Léo pode haver A que seja B e C.

Está inequivocamente correto APENAS o que é afirmado por


a) Caio.
b) Ana.
c) Léo.
d) Caio e Ana. 09964708408

e) Caio e Léo.

RESOLUÇÃO:

O exercício menciona 3 conjuntos: A, B e C. Ao dizer que “todo A é


B”, ele quer dizer que todo elemento do conjunto A é também elemento
do conjunto B. Isto significa que o conjunto A está dentro, isto é, está
contido no conjunto B. Veja o desenho abaixo:

P A L

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Percebeu que temos 2 conjuntos, A e B, de forma que B é


constituído por todos os elementos de A e pode ter mais alguns
elementos que não fazem parte de A? É isto que a expressão “todo A é B”
nos diz. Vejamos a próxima.

Ao dizer que “algum B é C”, o exercício quer dizer que “alguns


elementos de B fazem também parte do conjunto C”. Isto é, existe uma
intersecção entre estes dois conjuntos. Veja o diagrama abaixo:

B
C

Note que a área hachurada é comum aos conjuntos B e C. Isto é,


naquela área estão localizados os elementos de B que também fazem
09964708408

parte de C. Não temos certeza se algum elemento de A também faz parte


de C, apesar de eu já ter desenhado uma intersecção entre os conjuntos
A e C.

A terceira informação diz que “algum C não é A”. Isto é, “alguns


elementos do conjunto C não fazem parte do conjunto A”. De fato, se
você olhar novamente a última figura desenhada, verá que existe uma
intersecção entre A e C, onde estão os elementos comuns aos dois

P A L

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conjuntos, e existem alguns elementos do conjunto C fora deste espaço,
isto é, são elementos que fazem parte de C e não fazem parte de A.
Temos, portanto, nosso diagrama completo. Podemos, com isso, analisar
as afirmações feitas por Caio, Ana e Léo.

Caio se houver C que é A, então ele não será B.


Caio disse que se houver um elemento de C que também seja de A
(isto é, um elemento na intersecção entre C e A, então ele não fará parte
do conjunto B. Esta afirmação é falsa, pois como todo o conjunto A está
dentro do B, a intersecção entre C e A também estará dentro de B. Veja
isto na figura abaixo:

B
C

Ana se B for A, então não será C.


Ana disse que, se um elemento de B for também elemento de A,
então não será elemento de C. Isto não é verdade, pois o exercício não
afirmou que não existem elementos de C que também sejam elementos
de A. Veja a bolinha azul na figura:

B
09964708408

C
A

Este ponto destacado atende a primeira parte da afirmação de Ana


(pois é um elemento de B que também é de A). Entretanto, este ponto
pode também fazer parte do conjunto C, uma vez que o exercício não

P A L

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afirmou que não há intersecção entre A e C, isto é, que “nenhum C é A”.
Portanto, não podemos afirmar que Ana está correta.
Léo pode haver A que seja B e C.
Leo afirma que pode haver um elemento do conjunto A que também
seja do conjunto B e do conjunto C, isto é, pode haver um elemento na
intersecção entre A, B e C. A afirmação de Leo pode ser visualizada em
nosso diagrama anterior, que repito abaixo. Veja a bolinha azul:

B
C

Ela representa um elemento de A que também faz parte de B


(afinal, todos os elementos de A fazem parte de B) e pode também ser
um elemento de C, uma vez que talvez C tenha elementos em comum
com A (afinal, o exercício não afirmou o contrário). Portanto, é possível
que algum elemento de A seja também de B e de C ao mesmo tempo
(mas não podemos afirmar isso com certeza absoluta). Leo está correto,
pois disse “pode haver A que seja B e C”, e não “há A que é B e C”.

Portanto, Leo foi o único que fez uma afirmação verdadeira.

Resposta: C.
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33. FCC – TRT/8ª – 2010) Em certo planeta, todos os Aleves são


Bleves, todos os Cleves são Bleves, todos os Dleves são Aleves, e todos
os Cleves são Dleves. Sobre os habitantes desse planeta, é correto
afirmar que:

a) Todos os Dleves são Bleves e são Cleves.


b) Todos os Bleves são Cleves e são Dleves.

P A L

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c) Todos os Aleves são Cleves e são Dleves.
d) Todos os Cleves são Aleves e são Bleves.
e) Todos os Aleves são Dleves e alguns Aleves podem não ser Cleves.
RESOLUÇÃO:

As letras A, B, C e D vão simbolizar os Aleves, Bleves, Cleves e


Dleves respectivamente. Vejamos as informações fornecidas pelo
enunciado:

- todos os A são B:
Portanto, o conjunto B está contido no conjunto A. Veja isto no
esquema abaixo, e note que podem existir elementos em B que não estão
em A:

- Todos os C são B.
Ou seja, todos os elementos de C são também de B, estando o
conjunto C dentro do conjunto B. Veja isso no desenho abaixo. Note que
desenhei C de forma que ele tivesse uma intersecção com A, mas ainda
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não temos certeza se essa intersecção realmente existe.

B
C
A

P A L

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- Todos os D são A.
Portanto, o conjunto D está contido no conjunto A. Veja isso na
figura abaixo. Novamente, desenhei D numa posição onde ele tivesse
intersecção com C, apesar de ainda não termos certeza disso:

C D
A

-Todo C é D.

Já sabíamos que A estava dentro de B, e que D estava dentro de A.


Agora vemos que C está dentro de D, pois todos os elementos de C são
também de D. Devemos fazer esta alteração no desenho acima, chegando
à seguinte configuração:

C D
A
09964708408

Analisando as possibilidades de resposta, vemos que todo C é A e é


B, isto é, “todos os Cleves são Aleves e são Bleves” (letra D).

Resposta: D.

P A L

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34. FCC – TRT/22ª – 2010) Considere um argumento composto pelas
seguintes premissas:
- se a inflação não é controlada, então não há projetos de
desenvolvimento
- se a inflação é controlada, então o povo vive melhor
- o povo não vive melhor
Considerando que todas as três premissas são verdadeiras, então, uma
conclusão que tornaria o argumento válido é:
a) a inflação é controlada
b) não há projetos de desenvolvimento
c) a inflação é controlada ou há projetos de desenvolvimento
d) o povo vive melhor e a inflação não é controlada
e) se a inflação não é controlada e não há projetos de desenvolvimento,
então o povo vive melhor.
RESOLUÇÃO:

Temos as seguintes premissas no enunciado, sendo que a última é


uma proposição simples:
P1: se a inflação não é controlada, então não há projetos de
desenvolvimento
P2: se a inflação é controlada, então o povo vive melhor
P3: o povo não vive melhor

Veja que as 2 primeiras premissas são proposições compostas,


enquanto a 3ª é uma proposição simples. Para obtermos a conclusão,
09964708408

devemos considerar que todas as premissas são verdadeiras. Nestes


casos, é melhor partirmos da proposição simples (3ª premissa), cuja
análise é sempre mais fácil:
- o povo não vive melhor  para esta premissa ser V, é preciso que de
fato o povo não viva melhor.
Visto isso, podemos analisar a 2ª premissa, que também trata do
mesmo assunto:

P A L

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- se a inflação é controlada, então o povo vive melhor  já vimos que “o
povo não vive melhor” precisa ser V, de modo que “o povo vive melhor” é
F. Assim, para que esta 2ª premissa seja Verdadeira, é preciso que “a
inflação é controlada” seja F também, pois FF é uma condicional com
valor lógico V (veja a tabela-verdade da condicional).
Agora podemos avaliar a 1ª premissa:
- se a inflação não é controlada, então não há projetos de
desenvolvimento  vimos que “a inflação é controlada” é F, portanto “a
inflação não é controlada” é V. Desta forma, “não há projetos de
desenvolvimento” precisa ser V também, para que esta 1ª premissa seja
Verdadeira.
Assim, vimos que:

- o povo não vive melhor (mas isso por si só não é uma conclusão, e sim
uma premissa, pois está no enunciado!)

- a inflação não é controlada

- não há projetos de desenvolvimento.

Analisando as possibilidades de resposta, vemos que a letra B


reproduz esta última frase.

Resposta: B.

35. FCC – TRT/8ª – 2010) Se Ana diz a verdade, Beto também fala a
verdade, caso contrário Beto pode dizer a verdade ou mentir. Se Cléo
mentir, David dirá a verdade, caso contrário ele mentirá. Beto e Cléo
dizem ambos a verdade, ou ambos mentem.09964708408

Ana, Beto, Cléo e David responderam, nessa ordem, se há ou não um


cachorro em uma sala. Se há um cachorro nessa sala, uma possibilidade
de resposta de Ana, Beto, Cleo e David, nessa ordem, é:
(adote S: há cachorro na sala
N: não há cachorro na sala)
a) N, N, S, N
b) N, S, N, N

P A L

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P A L A
c) S, N, S, N
d) S, S, S, N
e) N, N, S, S
RESOLUÇÃO:
Veja que o exercício nos dá as seguintes premissas:

- Se Ana diz a verdade, Beto também fala a verdade

- Se Ana mente, Beto pode dizer a verdade ou mentir

- Se Cléo mentir, David dirá a verdade

- Se Cléo falar a verdade, David mentirá

- Beto e Cléo ambos dizem a verdade, ou Beto e Cléo mentem

- Há um cachorro na sala

Devemos assumir que todas as premissas são verdadeiras (pois só


assim chegamos à conclusão). Veja que temos 5 proposições compostas e
1 proposição simples, a última.
A proposição simples é verdadeira se seu conteúdo for verdadeiro,
portanto, sabemos que há um cachorro na sala. Uma forma de resolver
essa questão é assumir que a primeira parte da primeira proposição (“Ana
diz a verdade”) é Verdadeira, e analisar o restante. Caso não
encontremos nenhuma falha na lógica, então a premissa que assumimos
está correta. Caso contrário, devemos voltar e assumir que “Ana diz a
verdade” é Falso, e novamente analisar o restante. Veja:
Assumindo que “Ana diz a verdade” é Verdadeiro, temos que a
segunda parte desta expressão (“Beto também fala a verdade”) também
09964708408

é Verdadeira.
Veja a penúltima proposição (“Beto e Cléo ambos dizem a verdade,
ou Beto e Cléo mentem”). A vírgula antes do “ou” faz com que este seja
um caso de “ou exclusivo”, e não uma simples Disjunção. Sabemos que,
nas proposições do tipo p  q , só um dos lados da afirmação pode ser

verdadeiro: Ou Beto e Cléo ambos dizem a verdade, ou Beto e Cléo

P A L

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mentem. Como sabemos que Beto diz a verdade, fica claro que este deve
ser o lado verdadeiro da proposição. Assim, Cléo também diz a verdade.
Por fim, veja a quarta expressão (“Se Cléo falar a verdade, David
mentirá”). Esta é mais uma expressão do tipo pq, e já sabemos que p é
V (Cléo diz a verdade). Portanto, a consequência q também precisa ser V
para que pq seja V. Isto é, David mentirá (isso torna q Verdadeira).
Com isso, assumimos que Ana diz a verdade (S), e concluímos que
Beto diz a verdade (S), Cléo diz a verdade (S) e David mente (N). Veja
que, a partir da hipótese que assumimos, foi possível tornar todas as
proposições compostas verdadeiras. Se não tivesse sido possível,
trocaríamos a hipótese para “Ana mente”, e analisaríamos novamente as
demais alternativas.
Resposta: D.

36. FCC – TRT/8ª – 2010) Se Alceu tira férias, então Brenda fica
trabalhando. Se Brenda fica trabalhando, então Clóvis chega mais tarde
ao trabalho. Se Clóvis chega mais tarde ao trabalho, então Dalva falta ao
trabalho. Sabendo-se que Dalva não faltou ao trabalho, é correto concluir
que:
a) Alceu não tira férias e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
b) Brenda não fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
c) Clóvis não chega mais tarde ao trabalho e Alceu não tira férias
d) Brenda fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
e) Alceu tira férias e Brenda fica trabalhando.
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RESOLUÇÃO:
Temos no enunciado uma série de proposições compostas do tipo
“se p, então q”, isto é, pq. Além disso, temos uma proposição simples
“p: Dalva não faltou ao trabalho”.
Para obter a conclusão, devemos assumir que todas as premissas
são verdadeiras.

P A L

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Como sabemos que Dalva não faltou ao trabalho, podemos analisar
a proposição “Se Clóvis chega mais tarde ao trabalho, então Dalva falta
ao trabalho”. Veja que a segunda parte desta proposição é Falsa (q é F).
Para que a proposição inteira seja Verdadeira, é preciso que p também
seja F, isto é, “Clóvis chega mais tarde ao trabalho” é uma premissa
Falsa. Logicamente, Clóvis não chega mais tarde ao trabalho.
Sabendo esta última informação, podemos verificar que, na
expressão “Se Brenda fica trabalhando, então Clóvis chega mais tarde ao
trabalho”, a segunda parte é Falsa (q é F), portanto a primeira precisa ser
Falsa também para que pq seja Verdadeira. Assim, Brenda não fica
trabalhando.
Por fim, vemos que na expressão “Se Alceu tira férias, então Brenda
fica trabalhando” a segunda parte é Falsa, o que obriga a primeira a ser
Falsa também. Isto é, Alceu não tira férias.
Analisando as alternativas de resposta, vemos que a letra C está
correta.
Resposta: C.

37. FCC – BAHIAGÁS – 2010) Admita as frases seguintes como


verdadeiras.
I. Existem futebolistas (F) que surfam (S) e alguns desses futebolistas
também são tenistas (T).
II. Alguns tenistas e futebolistas também jogam vôlei (V).
III. Nenhum jogador de vôlei surfa.
A representação que admite a veracidade das frases é:
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P A L

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P A L A

RESOLUÇÃO:
Pelas informações dadas, temos 4 conjuntos: F, S, T e V. Vejamos o
que foi dito sobre esses conjuntos:
I. Existem futebolistas (F) que surfam (S) e alguns desses futebolistas
também são tenistas (T).
Dizer que existem futebolistas que surfam é equivalente a dizer que
existe uma intersecção entre os conjuntos F e S. Essa afirmativa diz ainda
09964708408

que há intersecção entre F e T.

II. Alguns tenistas e futebolistas também jogam vôlei (V).


Ou seja, há intersecção entre T e V, e entre F e V.

III. Nenhum jogador de vôlei surfa.

P A L

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Com essa última informação, descobrimos que NÃO há intersecção
entre V e S.

O gráfico que apresenta as intersecções mencionadas (F e S, F e T,


T e V, F e V) e não apresenta a intersecção entre V e S é o da letra E.
Resposta: E

38. QUADRIX – CRP14/MS – 2012) Considere as afirmações:


I. Se eu resolver essa questão, ficarei feliz
II. Se você resolver essa questão, ficará satisfeito
III. Se somente os outros resolverem essa questão, eles ficarão felizes e
satisfeitos
IV. Se somente os outros resolverem essa questão, eu ficarei preocupado
Ora, se eu estou preocupado, então:
a) os outros resolveram a questão
b) você está satisfeito
c) nada se pode concluir
d) eu não resolvi a questão
e) você não resolveu a questão
RESOLUÇÃO:
Temos as premissas:
I. Se eu resolver essa questão, ficarei feliz
II. Se você resolver essa questão, ficará satisfeito
III. Se somente os outros resolverem essa questão, eles ficarão felizes e
satisfeitos 09964708408

IV. Se somente os outros resolverem essa questão, eu ficarei preocupado


A única informação que temos é que “estou preocupado” é
Verdadeiro. Isto é, a segunda parte da proposição IV é verdadeira. Com
isso, a primeira parte desta premissa (“os outros resolverem essa
questão”) pode ser verdadeira ou falsa. Além disso, não é possível
analisar as demais premissas.
Assim, nada se pode concluir apenas com as informações dadas.

P A L

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Resposta: C

39. QUADRIX – CRN3ª/SP-MS – 2014) Certa vez uma pessoa


afirmou:
 Todo nutricionista se preocupa com a saúde.
 Todos que praticam esportes se preocupam com a saúde.

Com base apenas nas afirmações dessa pessoa, podemos concluir


corretamente que:
a) existem pessoas que se preocupam com a saúde, mas que não são
nutricionistas e não praticam esportes.
b) todos os nutricionistas praticam esportes.
c) todos os praticantes de esportes são nutricionistas.
d) existem nutricionistas que praticam esportes.
e) não existem nutricionistas que praticam esportes.
RESOLUÇÃO:
 Todo nutricionista se preocupa com a saúde.
 Todos que praticam esportes se preocupam com a saúde.

Com base nessas frases acima sabemos que tanto os nutricionistas


como as pessoas que praticam esportes se preocupam com saúde.
Vejamos as alternativas:
a) existem pessoas que se preocupam com a saúde, mas que não são
nutricionistas e não praticam esportes.
Pode ser verdade, pois o enunciado falou que nutricionistas e
praticantes de esportes se preocupam com saúde. Podem existir outras
09964708408

pessoas que também se preocupam com saúde (além dos nutricionistas e


dos praticantes de esportes). A princípio eu marcaria ERRADO neste item,
pois uma coisa é “poder ser verdade”, outra coisa é afirmarmos com
absoluta certeza que EXISTEM outras pessoas que também se preocupam
com saúde. Mas, em comparação às demais alternativas de resposta
(como veremos abaixo), esta é a “menos errada”, sendo o gabarito.
b) todos os nutricionistas praticam esportes.

P A L

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ERRADO, não temos elementos para fazer essa conexão.
c) todos os praticantes de esportes são nutricionistas.
ERRADO, pelo mesmo motivo do item anterior.
d) existem nutricionistas que praticam esportes.
ERRADO, só sabemos que os nutricionistas se preocupam com
saúde.
e) não existem nutricionistas que praticam esportes.
ERRADO, nada impede que existam nutricionistas que praticam
esporte.
RESPOSTA: A

40. IBFC – EMBASA – 2015) Sabendo que todo A é B, todo C é B e


que nenhum C é A, segue necessariamente que:
a) Algum A é C
b) Nenhum B é A
c) Algum B não é C
d) Algum C não é B
RESOLUÇÃO:
Todo A é B: você pode interpretar essa proposição como “todos os
elementos do conjunto A são também elementos do conjunto B”, isto é, o
conjunto A está contido no conjunto B.
Graficamente, temos o seguinte:

A 09964708408

Note que, de fato, A  B .

P A L

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- Todo C é B: você pode interpretar essa proposição como “todos os
elementos do conjunto C são também elementos do conjunto B”, isto é, o
conjunto C está contido no conjunto B.
Graficamente, temos o seguinte:

Note que, de fato, C  B

Nenhum C é A: nenhum elemento de C é também elemento de A,


isto é, os dois conjuntos são totalmente distintos (disjuntos), não
possuindo intersecção. Graficamente, temos o seguinte:

Agora vamos analisar as alternativas:


09964708408

a) Algum A é C
FALSO. Foi afirmado que nenhum C é A e consequentemente nenhuma A
é C.

b) Nenhum B é A
FALSO. A questão afirma que todo A é B, portanto algum B é com certeza
A.

P A L

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c) Algum B não é C
VERDADEIRO. A questão afirma que todo C é B, ou seja, C está contido
em B, A também está contido em B porém não existe interseção entre A e
C, podemos afirmar com certeza que algum B não é C.

d) Algum C não é B
FALSO. A questão nos afirma que todo C é B.
Resposta: C

41. IBFC – EBSERH – 2016) Um argumento válido para: “Se João


estudou, então Paulo foi aprovado no concurso. Se Paulo foi aprovado no
concurso, então Ana não é dentista”, é:
a) Se João estudou, então Ana é dentista.
b) Se João não estudou, então Ana não é dentista.
c) Se João não estudou, então Ana é dentista.
d) Se João estudou, então Ana não é dentista.
e) Se João não estudou, então Paulo não foi aprovado no concurso.
RESOLUÇÃO:
Temos aqui uma questão que exige a resolução pelo método mais
complexo, pois as premissas são todas proposições compostas
(condicionais), assim como são todas as possíveis conclusões que temos
nas alternativas. Assim, para cada alternativa de resposta, vamos:

- forçar a conclusão a ser F; 09964708408

- tentar forçar todas as premissas a serem V (o que tornaria o


argumento inválido, e, portanto, não estaríamos diante de uma
conclusão).
Premissa 1 = Se João estudou, então Paulo foi aprovado no concurso.
Premissa 2 = Se Paulo foi aprovado no concurso, então Ana não é
dentista”

P A L

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a) Se João estudou, então Ana é dentista.
Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “João estudou” seja V e
“Ana é dentista” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as premissas a
serem V. Veja que é preciso que, na premissa 1, “Paulo foi aprovado no
concurso” seja V. Mas, se isto ocorrer, a segunda premissa fica V V, ou
seja, verdadeira.
Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a
conclusão F. Assim, essa não é uma conclusão válida para esse
argumento.
Premissa 1 = Se João estudou, então Paulo foi aprovado no concurso.
Premissa 2 = Se Paulo foi aprovado no concurso, então Ana não é
dentista”

b) Se João não estudou, então Ana não é dentista.


Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “João não estudou”
seja V e “Ana não é dentista” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as
premissas a serem V. Veja que a premissa 1 já é V, pois “João estudou” é
F. E podemos tornar a premissa 2 também V, desde que “Paulo foi
aprovado no concurso” seja V.
Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a
conclusão F. Assim, essa não é uma conclusão válida para esse
argumento.

c) Se João não estudou, então Ana é dentista.


Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “João não estudou”
09964708408

seja V e “Ana é dentista” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as


premissas a serem V. Veja que a premissa 1 já é V, pois “João estudou” é
F. E podemos tornar a premissa 2 também V, desde que “Paulo foi
aprovado no concurso” seja V.
Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a
conclusão F. Assim, essa não é uma conclusão válida para esse
argumento.

P A L

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d) Se João estudou, então Ana não é dentista.
Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “João estudou” seja V e
“Ana não é dentista” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as premissas a
serem V. Veja que é preciso que, na premissa 1, “Paulo foi aprovado no
concurso” seja V. Mas, se isto ocorrer, a segunda premissa fica V F, ou
seja, falsa.
Ou seja: não foi possível ter conclusão falsa E premissas verdadeiras
simultaneamente. Estamos diante da conclusão correta do argumento.

e) Se João não estudou, então Paulo não foi aprovado no concurso.


Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “João não estudou”
seja V e “Paulo não foi aprovado no concurso” seja F. Com isso, vamos
tentar forçar as premissas a serem V. Veja que a premissa 1 já é V, pois
“João estudou” é F. E podemos tornar a premissa 2 também V, desde que
“Ana não é dentista” seja F.
Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a
conclusão F. Assim, essa não é uma conclusão válida para esse
argumento.
Resposta: D

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1. IADES – CFA – 2010) Considere os argumentos a seguir.


Argumento I: Se nevar então vai congelar. Não está nevando. Logo, não
vai congelar.
Argumento II: Se nevar então vai congelar. Não está congelando. Logo,
não vai nevar.
Assim, é correto concluir que:
a) ambos são falácias
b) ambos são tautologias
c) o argumento I é uma falácia e o argumento II é uma tautologia
d) o argumento I é uma tautologia e o argumento II é uma falácia

2. FCC – ICMS/SP – 2006) Considere os argumentos abaixo:

Indicando-se os argumentos legítimos por L e os ilegítimos por I, obtêm-


se, na ordem dada,
a) L, L, I, L
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b) L, L, L, L
c) L, I, L, I
d) I, L, I, L
e) I, I, I, I

3. FCC – TRF/3ª – 2016) Considere verdadeiras as afirmações abaixo.


I. Ou Bruno é médico, ou Carlos não é engenheiro.

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II. Se Durval é administrador, então Eliane não é secretária.
III. Se Bruno é médico, então Eliane é secretária.
IV. Carlos é engenheiro.
A partir dessas afirmações, pode-se concluir corretamente que
(A) Eliane não é secretária e Durval não é administrador.
(B) Bruno não é médico ou Durval é administrador.
(C) se Eliane não é secretária, então Bruno não é médico.
(D) Carlos é engenheiro e Eliane não é secretária.
(E) se Carlos é engenheiro, então Eliane não é secretária.

4. FCC – TCE/SP – 2012) Para escolher a roupa que irá vestir em uma
entrevista de emprego, Estela precisa decidir entre uma camisa branca e
uma vermelha, entre uma calça azul e uma preta e entre um par de
sapatos preto e outro azul. Quatro amigas de Estela deram as seguintes
sugestões:
Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.
Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.
Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.
Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.
Sabendo que Estela acatou as sugestões das quatro amigas, conclui-se
que ela vestiu
(A) a camisa branca com a calça e os sapatos azuis.
(B) a camisa branca com a calça e os sapatos pretos.
(C) a camisa vermelha com a calça e os sapatos azuis.
(D) a camisa vermelha com a calça e os sapatos pretos.
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(E) a camisa vermelha com a calça azul e os sapatos pretos.

5. ESAF – ANEEL – 2004) Se não leio, não compreendo. Se jogo, não


leio. Se não desisto, compreendo. Se é feriado, não desisto. Então,
a) se jogo, não é feriado.
b) se não jogo, é feriado.
c) se é feriado, não leio.

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d) se não é feriado, leio.
e) se é feriado, jogo.

6. FCC – TCE-PR – 2011) Considere que as seguintes premissas são


verdadeiras:
I. Se um homem é prudente, então ele é competente.
II. Se um homem não é prudente, então ele é ignorante.
III. Se um homem é ignorante, então ele não tem esperanças.
IV. Se um homem é competente, então ele não é violento.
Para que se obtenha um argumento válido, é correto concluir que se um
homem:
(A) não é violento, então ele é prudente.
(B) não é competente, então ele é violento.
(C) é violento, então ele não tem esperanças.
(D) não é prudente, então ele é violento.
(E) não é violento, então ele não é competente.

7. FCC – TRF/3ª – 2014) Diante, apenas, das premissas “Nenhum piloto


é médico”, “Nenhum poeta é médico” e “Todos os astronautas são
pilotos”, então é correto afirmar que
(A) algum poeta é astronauta e algum piloto não é médico.
(B) algum astronauta é médico.
(C) todo poeta é astronauta.
(D) nenhum astronauta é médico. 09964708408

(E) algum poeta não é astronauta.

8. FCC – TRF/3ª – 2014) Diante, apenas, das premissas “Existem


juízes”, “Todos os juízes fizeram Direito” e “Alguns economistas são
juízes”, é correto afirmar que
(A) ser juiz é condição para ser economista.
(B) alguns economistas que fizeram Direito não são juízes.

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(C) todos aqueles que fizeram Direito são juízes.
(D) todos aqueles que não são economistas também não são juízes.
(E) ao menos um economista fez Direito.

9. FCC – TRF/3ª – 2016) Se “todo engenheiro é bom em matemática” e


“algum engenheiro é físico”, conclui-se corretamente que
(A) todo físico é bom em matemática.
(B) certos bons em matemática não são físicos.
(C) existem bons em matemática que são físicos.
(D) certos físicos não são bons em matemática.
(E) não há engenheiros que sejam físicos.

10. FCC – TRF/3ª – 2016) Considere, abaixo, as afirmações e o valor


lógico atribuído a cada uma delas entre parênteses.
− Ou Júlio é pintor, ou Bruno não é cozinheiro (afirmação FALSA).
− Se Carlos é marceneiro, então Júlio não é pintor (afirmação FALSA).
− Bruno é cozinheiro ou Antônio não é pedreiro (afirmação VERDADEIRA).
A partir dessas afirmações,
(A) Júlio não é pintor e Bruno não é cozinheiro.
(B) Antônio é pedreiro ou Bruno é cozinheiro.
(C) Carlos é marceneiro e Antônio não é pedreiro.
(D) Júlio é pintor e Carlos não é marceneiro.
(E) Antônio é pedreiro ou Júlio não é pintor.

11. FCC - TRT/4ª – 2015) Dadas apenas as proposições “nenhum


contador é médico” e “algum médico é biólogo”, do ponto de vista da
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lógica é válido concluir que:


(A) algum biólogo não é contador.
(B) algum biólogo é contador.
(C) todo biólogo é médico.
(D) algum biólogo é contador e não é médico.
(E) existe biólogo que não é médico.

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12. FCC – CNMP – 2015) Nenhum bom investigador é acrítico (não
crítico), e existem bons investigadores que são racionais. Do ponto de
vista da lógica, utilizando apenas as informações dessa implicação segue,
necessariamente, que alguns
(A) investigadores não são bons.
(B) racionais são acríticos.
(C) racionais são críticos.
(D) críticos não são racionais.
(E) bons investigadores não são racionais.

13. FCC – SEFAZ/PE – 2015) Na Escola Recife, todo professor de


Desenho Geométrico ensina também Matemática. Alguns coordenadores,
mas não todos, são professores de Matemática. Além disso, todos os
pedagogos da Escola Recife são coordenadores, mas nenhum deles ensina
Desenho Geométrico. Somente com estas informações, é correto concluir
que na Escola Recife, necessariamente,
(A) pelo menos um pedagogo é professor de Matemática.
(B) nem todo pedagogo é professor de Matemática.
(C) existe um professor de Desenho Geométrico que não é coordenador.
(D) existe um coordenador que não é professor de Desenho Geométrico.
(E) todo pedagogo é professor de Desenho Geométrico.

14. FCC – TRT/19ª – 2014) Se o diretor está no escritório, então


Rodrigo não joga no computador e Tomás não ouve rádio. Se Tomás não
ouve rádio, então Gabriela pensa que Tomás não veio. Se Gabriela pensa
que Tomás não veio, então ela fica mal humorada. Gabriela não está mal
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humorada. A partir dessas informações, é possível concluir, corretamente,


que
(A) o diretor não está no escritório e Tomás não ouve rádio.
(B) Gabriela pensa que Tomás não veio e Tomás não ouve rádio.
(C) o diretor está no escritório e Tomás ouve rádio.
(D) Tomás não ouve rádio e Gabriela não pensa que Tomás não veio.

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(E) o diretor não está no escritório e Gabriela não pensa que Tomás não
veio.

15. FCC – TRT/19ª – 2014) Considere verdadeiras as afirmações:


I. Se Ana for nomeada para um novo cargo, então Marina permanecerá
em seu posto.
II. Marina não permanecerá em seu posto ou Juliana será promovida.
III. Se Juliana for promovida então Beatriz fará o concurso.
IV. Beatriz não fez o concurso.
A partir dessas informações, pode-se concluir corretamente que
(A) Beatriz foi nomeada para um novo cargo.
(B) Marina permanecerá em seu posto.
(C) Beatriz não será promovida.
(D) Ana não foi nomeada para um novo cargo.
(E) Juliana foi promovida.
16. FCC – TRT/16ª – 2014) Se nenhum XILACO é COLIXA, então
(A) todo XILACO é COLIXA.
(B) é verdadeiro que algum XILACO é COLIXA.
(C) alguns COLIXA são XILACO.
(D) é falso que algum XILACO é COLIXA.
(E) todo COLIXA é XILACO.

17. FCC – TRT/2ª – 2014) Considere as três afirmações a seguir, todas


verdadeiras, feitas em janeiro de 2013.
I. Se o projeto X for aprovado até maio de 2013, então um químico e um
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biólogo serão contratados em junho do mesmo ano.


II. Se um biólogo for contratado, então um novo congelador será
adquirido.
III. Se for adquirido um novo congelador ou uma nova geladeira, então o
chefe comprará sorvete para todos.

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Até julho de 2013, nenhum biólogo havia sido contratado. Apenas com
estas informações, pode-se concluir que, necessariamente, que
(A) o projeto X não foi aprovado até maio de 2013.
(B) nenhum químico foi contratado.
(C) não foi adquirido um novo congelador.
(D) não foi adquirida uma nova geladeira.
(E) o chefe não comprou sorvete para todos.

18. FCC – TJAP – 2014) Em um país, todos os habitantes são filiados a


um partido político, sendo que um mesmo habitante não pode ser filiado a
dois partidos diferentes. Sabe-se ainda que todo habitante filiado ao
partido X é engenheiro e que cada habitante tem uma única profissão.
Paulo é um engenheiro e Carla é uma médica, ambos habitantes desse
país. Apenas com essas informações, é correto concluir que,
necessariamente,
(A) Paulo é filiado ao partido X.
(B) Carla não é filiada ao partido X.
(C) Carla é filiada ao partido X.
(D) Paulo não é filiado ao partido X.
(E) Paulo e Carla são filiados a partidos diferentes.
19. FCC – TJAP – 2014) Alguns repórteres também são cronistas, mas
não todos. Alguns cronistas são romancistas, mas não todos. Qualquer
romancista é também: ou repórter ou cronista, mas não ambos. Supondo
verdadeiras as afirmações, é possível concluir corretamente que
(A) há romancista que não seja repórter e também não seja cronista.
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(B) os cronistas que são repórteres também são romancistas.


(C) não há repórter que seja cronista.
(D) não há cronista que seja romancista e repórter.
(E) há repórter que seja romancista e cronista.

20. FCC – TJAP – 2014 – adaptada) As frases I e II são verdadeiras. A


frase III é falsa.

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I. Jogo tênis ou pratico caminhada.
II. Se pratico caminhada, então não sou preguiçoso.
III. Não sou preguiçoso ou estou cansado.
A partir dessas informações, é possível concluir corretamente que
(A) jogo tênis e estou cansado.
(B) pratico caminhada e sou preguiçoso.
(C) estou cansado e não pratico caminhada.
(D) estou cansado ou jogo tênis.
(E) pratico caminhada ou estou cansado.

21. FCC – SAEB/BA – 2014) Considere as afirmações:


I. Se Luiza não veste azul, então Marina veste amarelo.
II. Ou Marina não veste amarelo, ou Carolina veste verde.
III. Carolina veste verde ou Isabela veste preto.
IV. Isabela não veste preto.
Das afirmações acima, sabe-se que apenas a afirmação III é falsa. Desta
maneira, pode-se concluir corretamente, que
(A) Luiza veste azul e Marina veste amarelo.
(B) Carolina veste verde e Isabela veste preto.
(C) Luiza não veste azul ou Marina veste amarelo.
(D) Carolina não veste verde e Luiza veste azul.
(E) Marina veste amarelo ou Isabela veste preto.
22. FCC – CETAM – 2014) Em uma cidade, todos os engenheiros são
casados e nem todos os médicos são solteiros. A partir dessa afirmação
pode-se concluir que, nessa cidade,09964708408

(A) há pelo menos um médico e um engenheiro que são solteiros.


(B) a maioria dos médicos são casados.
(C) há médicos que não são solteiros.
(D) nem todos os engenheiros são casados.
(E) alguns engenheiros divorciados foram considerados casados.

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23. FCC – METRÔ/SP – 2014) Ou Carlos fica nervoso ou Júlia grita. Se
Manuel chega correndo, então Júlia não grita. Se Manuel não chega
correndo, então Marina descansa. Marina não descansa.
A partir dessas informações, pode-se concluir corretamente que
(A) Manuel chega correndo e Júlia grita.
(B) Marina descansa.
(C) Carlos não fica nervoso e Marina descansa.
(D) Carlos fica nervoso.
(E) Se Manuel não fica nervoso, então Marina grita.

24. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Se é verdade que “nenhum maceronte é


momorrengo” e “algum colemídeo é momorrengo”, então é
necessariamente verdadeiro que
(A) algum maceronte é colemídeo.
(B) algum colemídeo não é maceronte.
(C) algum colemídeo é maceronte.
(D) nenhum colemídeo é maceronte.
(E) nenhum maceronte é colemídeo.

25. FCC – PGE/BA – 2013) A oposição é a espécie de inferência


imediata pela qual é possível concluir uma proposição por meio de outra
proposição dada, com a observância do princípio de não contradição.
Neste sentido, que poderá inferir-se da verdade, falsidade ou
indeterminação das proposições referidas na sequência abaixo se
supusermos que a primeira é verdadeira? 09964708408

E se supusermos que a primeira é falsa?


1ª Todos os comediantes que fazem sucesso são engraçados.
2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.
3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados.
4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados.

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(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto
podem ser verdadeiras quanto falsas).
(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são verdadeiras.
(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é
falsa. Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.
(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem
ser verdadeiras quanto falsas).
(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se
a 1ª é falsa, a 2ª e a 3ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras
quanto falsas) e a 4ª é verdadeira.

26. FCC – PGE/BA – 2013) Em uma feira, todas as barracas que


vendem batata vendem tomate, mas nenhuma barraca que vende tomate
vende espinafre. Todas as barracas que vendem cenoura vendem quiabo,
e algumas que vendem quiabo, vendem espinafre. Como nenhuma
barraca que vende quiabo vende tomate, e como nenhuma barraca que
vende cenoura vende espinafre, então,
(A) todas as barracas que vendem quiabo vendem cenoura.
(B) pelo menos uma barraca que vende batata vende espinafre.
(C) todas as barracas que vendem quiabo vendem batata.
(D) pelo menos uma barraca que vende cenoura vende tomate.
(E) nenhuma barraca que vende cenoura vende batata.
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27. FCC – PGE/BA – 2013) Há uma forma de raciocínio dedutivo


chamado silogismo. Nesta espécie de raciocínio, será formalmente válido
o argumento cuja conclusão é consequência que necessariamente deriva
das premissas. Neste sentido, corresponde a um silogismo válido:
(A) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: As selenitas gostam de fubá.

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Conclusão: As selenitas são macerontes.
(B) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: Todo maceronte tem asas.
Conclusão: Todos que têm asas gostam de comer fubá.
(C) Premissa 1: Nenhum X é Y.
Premissa 2: Algum X é Z
Conclusão: Algum Z não é Y.
(D) Premissa 1: Todo X é Y.
Premissa 2: Algum Z é Y.
Conclusão: Algum Z é X.
(E) Premissa 1: Capitu é mortal.
Premissa 2: Nenhuma mulher é imortal.
Conclusão: Capitu é mulher.

28. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Por meio do raciocínio por oposição é


possível concluir uma proposição por meio de outra proposição dada, com
a observância do princípio de não-contradição. Neste sentido, que poderá
inferir-se da verdade, falsidade ou indeterminação das proposições
referidas na sequência abaixo se supusermos que a primeira é
verdadeira? E se supusermos que a primeira é falsa?
1ª - Alguns piauienses nasceram em Teresina.
2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.
3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.
4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.
(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira
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quanto falsa), a 3ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto


falsa) e a 4ª é falsa. Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a terceira é verdadeira e
a 4ª é verdadeira.
(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto
podem ser verdadeiras quanto falsas).

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(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é
falsa. Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.
(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se
a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem
ser verdadeiras quanto falsas).
(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira
quanto falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é falsa, a 2ª é
verdadeira, a 3ª e a 4ª são verdadeiras.

29. FCC – TCE/SP – 2012) Para escolher a roupa que irá vestir em uma
entrevista de emprego, Estela precisa decidir entre uma camisa branca e
uma vermelha, entre uma calça azul e uma preta e entre um par de
sapatos preto e outro azul. Quatro amigas de Estela deram as seguintes
sugestões:
Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.
Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.
Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.
Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.
Sabendo que Estela acatou as sugestões das quatro amigas, conclui-se
que ela vestiu
(A) a camisa branca com a calça e os sapatos azuis.
(B) a camisa branca com a calça e os sapatos pretos.
(C) a camisa vermelha com a calça e os sapatos azuis.
(D) a camisa vermelha com a calça e os sapatos pretos.
(E) a camisa vermelha com a calça azul e os sapatos pretos.
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30. FCC – TCE/SP – 2012)


Todos os jogadores são rápidos.
Jorge é rápido.
Jorge é estudante.
Nenhum jogador é estudante.
Supondo as frases verdadeiras pode-se afirmar que

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(A) a intersecção entre o conjunto dos jogadores e o conjunto dos rápidos
é vazia.
(B) a intersecção entre o conjunto dos estudantes e o conjunto dos
jogadores não é vazia.
(C) Jorge pertence ao conjunto dos jogadores e dos rápidos.
(D) Jorge não pertence à intersecção entre os conjuntos dos estudantes e
o conjunto dos rápidos.
(E) Jorge não pertence à intersecção entre os conjuntos dos jogadores e o
conjunto dos rápidos

31. FCC – TCE/SP – 2012) Se a tinta é de boa qualidade então a pintura


melhora a aparência do ambiente. Se o pintor é um bom pintor até
usando tinta ruim a aparência do ambiente melhora. O ambiente foi
pintado. A aparência do ambiente melhorou. Então, a partir dessas
afirmações, é verdade que:
(A) O pintor era um bom pintor ou a tinta era de boa qualidade.
(B) O pintor era um bom pintor e a tinta era ruim.
(C) A tinta não era de boa qualidade.
(D) A tinta era de boa qualidade e o pintor não era bom pintor.
(E) Bons pintores não usam tinta ruim.

32. FCC – TRT/1ª – 2011) Admita que todo A é B, algum B é C, e algum


C não é A. Caio, Ana e Léo fizeram as seguintes afirmações:

Caio se houver C que é A, então ele não será B.


Ana se B for A, então não será C.
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Léo pode haver A que seja B e C.

Está inequivocamente correto APENAS o que é afirmado por


a) Caio.
b) Ana.
c) Léo.
d) Caio e Ana.

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e) Caio e Léo.

33. FCC – TRT/8ª – 2010) Em certo planeta, todos os Aleves são


Bleves, todos os Cleves são Bleves, todos os Dleves são Aleves, e todos
os Cleves são Dleves. Sobre os habitantes desse planeta, é correto
afirmar que:

a) Todos os Dleves são Bleves e são Cleves.


b) Todos os Bleves são Cleves e são Dleves.
c) Todos os Aleves são Cleves e são Dleves.
d) Todos os Cleves são Aleves e são Bleves.
e) Todos os Aleves são Dleves e alguns Aleves podem não ser Cleves.

34. FCC – TRT/22ª – 2010) Considere um argumento composto pelas


seguintes premissas:
- se a inflação não é controlada, então não há projetos de
desenvolvimento
- se a inflação é controlada, então o povo vive melhor
- o povo não vive melhor
Considerando que todas as três premissas são verdadeiras, então, uma
conclusão que tornaria o argumento válido é:
a) a inflação é controlada
b) não há projetos de desenvolvimento
c) a inflação é controlada ou há projetos de desenvolvimento
d) o povo vive melhor e a inflação não é controlada
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e) se a inflação não é controlada e não há projetos de desenvolvimento,


então o povo vive melhor.

35. FCC – TRT/8ª – 2010) Se Ana diz a verdade, Beto também fala a
verdade, caso contrário Beto pode dizer a verdade ou mentir. Se Cléo
mentir, David dirá a verdade, caso contrário ele mentirá. Beto e Cléo
dizem ambos a verdade, ou ambos mentem.

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Ana, Beto, Cléo e David responderam, nessa ordem, se há ou não um
cachorro em uma sala. Se há um cachorro nessa sala, uma possibilidade
de resposta de Ana, Beto, Cleo e David, nessa ordem, é:
(adote S: há cachorro na sala
N: não há cachorro na sala)
a) N, N, S, N
b) N, S, N, N
c) S, N, S, N
d) S, S, S, N
e) N, N, S, S

36. FCC – TRT/8ª – 2010) Se Alceu tira férias, então Brenda fica
trabalhando. Se Brenda fica trabalhando, então Clóvis chega mais tarde
ao trabalho. Se Clóvis chega mais tarde ao trabalho, então Dalva falta ao
trabalho. Sabendo-se que Dalva não faltou ao trabalho, é correto concluir
que:
a) Alceu não tira férias e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
b) Brenda não fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
c) Clóvis não chega mais tarde ao trabalho e Alceu não tira férias
d) Brenda fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
e) Alceu tira férias e Brenda fica trabalhando.

37. FCC – BAHIAGÁS – 2010) Admita as frases seguintes como


verdadeiras.
I. Existem futebolistas (F) que surfam (S) e alguns desses futebolistas
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também são tenistas (T).


II. Alguns tenistas e futebolistas também jogam vôlei (V).
III. Nenhum jogador de vôlei surfa.
A representação que admite a veracidade das frases é:

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38. QUADRIX – CRP14/MS – 2012) Considere as afirmações:


I. Se eu resolver essa questão, ficarei feliz
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II. Se você resolver essa questão, ficará satisfeito


III. Se somente os outros resolverem essa questão, eles ficarão felizes e
satisfeitos
IV. Se somente os outros resolverem essa questão, eu ficarei preocupado
Ora, se eu estou preocupado, então:
a) os outros resolveram a questão

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b) você está satisfeito
c) nada se pode concluir
d) eu não resolvi a questão
e) você não resolveu a questão

39. QUADRIX – CRN3ª/SP-MS – 2014) Certa vez uma pessoa


afirmou:
 Todo nutricionista se preocupa com a saúde.
 Todos que praticam esportes se preocupam com a saúde.

Com base apenas nas afirmações dessa pessoa, podemos concluir


corretamente que:
a) existem pessoas que se preocupam com a saúde, mas que não são
nutricionistas e não praticam esportes.
b) todos os nutricionistas praticam esportes.
c) todos os praticantes de esportes são nutricionistas.
d) existem nutricionistas que praticam esportes.
e) não existem nutricionistas que praticam esportes.

40. IBFC – EMBASA – 2015) Sabendo que todo A é B, todo C é B e


que nenhum C é A, segue necessariamente que:
a) Algum A é C
b) Nenhum B é A
c) Algum B não é C
d) Algum C não é B 09964708408

41. IBFC – EBSERH – 2016) Um argumento válido para: “Se João


estudou, então Paulo foi aprovado no concurso. Se Paulo foi aprovado no
concurso, então Ana não é dentista”, é:
a) Se João estudou, então Ana é dentista.
b) Se João não estudou, então Ana não é dentista.
c) Se João não estudou, então Ana é dentista.

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d) Se João estudou, então Ana não é dentista.
e) Se João não estudou, então Paulo não foi aprovado no concurso.

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01 C 02 C 03 C 04 C 05 A 06 C 07 D
08 E 09 C 10 C 11 A 12 C 13 D 14 E
15 D 16 D 17 A 18 B 19 D 20 D 21 D
22 C 23 D 24 B 25 E 26 E 27 C 28 A
29 C 30 E 31 A 32 C 33 D 34 B 35 D
36 C 37 E 38 C 39 A 40 C 41 D

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Confira a seguir um breve resumo sobre os pontos trabalhados


nesta aula. Espero que você tenha compreendido tudo muito bem!

- conclusões de um argumento são proposições que serão sempre V


quando assumirmos que todas as premissas são V. Isto é, se uma
proposição assumir o valor F quando todas as premissas forem V, essa
proposição não é uma conclusão;

- Principais métodos de resolução de questões sobre


argumentação:

- questões que fornecem as premissas e solicitam as conclusões de


um argumento: para obter as conclusões é preciso assumir que
todas as premissas são verdadeiras. Assim:

- se uma das premissas é uma proposição simples: começar


analisando-a, e com ela partir para “forçar” as demais a
serem verdadeiras também;

- se todas as premissas são compostas e as alternativas de


resposta (conclusões) são proposições simples: “chutar” o
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valor lógico de alguma proposição simples que compõe as


premissas, e com isso tentar forçar todas as premissas a
ficarem verdadeiras, analisando se não há falha lógica;

- se todas as premissas são compostas e as alternativas de


resposta (conclusões) também: forçar cada possível conclusão
a ser F, e com isso tentar forçar todas as premissas a serem

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V. Se isso for possível, aquela alternativa NÃO é uma
conclusão;

- um argumento é válido se, aceitando que as premissas são


verdadeiras, a conclusão é verdadeira. Se for possível a conclusão
ser FALSA enquanto todas as premissas são VERDADEIRAS, o
argumento é INVÁLIDO. Logo, para testar a validade de um
argumento, você deve:
- forçar a conclusão a ser falsa. A seguir, tentar forçar todas
as premissas a serem verdadeiras. Se isso for possível, o
argumento é INVÁLIDO. Veja na figura:

- Proposições categóricas podem ser tratadas com diagramas lógicos:


o Todo A é B: “todos os elementos do conjunto A são também
do conjunto B”, isto é, A está contido em B.

o Nenhum A é B: nenhum elemento de A é também de B, isto


é, os dois conjuntos são totalmente distintos (disjuntos)
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o Algum A é B: algum elemento de A é também elemento de B

o Algum A não é B: existem elementos de A que não são de B

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