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1. ARTIGO: O papel do coordenador de grupos. Carmen Sílvia de Arruda Andaló. Psic. USP.

V.12, n1.. 2001


 A partir da leitura das páginas 135 a 137 do artigo: identificar e apresentar as principais consequências
em um grupo, com relaçãoa estarem sob a liderança de coordenadores com padrão LAISSEZ FAIRE E
DEMOCRÁTICO e AUTORITÁRIO.

No caso do padrão laissez-faire, além de apresentar um círculo vicioso de frustração, agressão e frustração, ele
provocava a insatisfação pela confusão e incerteza criadas pela atitude passiva do líder.
No grupo democrático se apresentou um alto nível de coesão espontânea, isto é, não induzida pelo líder. Quanto aos
objetivos a serem atingidos, verifica-se que o líder leva em conta os interesses das crianças, encorajando a livre
discussão predominando o sentido do “nós”. Nesse caso o rendimento é mais lento, porém mais consistente e durador,
inclusive na ausência do líder.
No caso da liderança autoritária, surgem duas reações grupais, uma agressiva, irritada e autocentrada e a outra
submissa, dependente e com comportamento socialmente apático. Quando na presença do líder é possível observar
um alto rendimento no grupo, é observado também no clima autoritário comportamentos mais competitivos centrados
no “eu”.

2. CAPÍTULO 23: Perfil e Função do Grupoterapeuta. David E. Zimerman. Livro: Fundamentos


Básicos das Grupoterapias.
 O aluno deverá descrever, usando argumentos acerca da importância do tripé conhecimento –
habilidades – atitudes na formação do papel do grupoterapeuta: Apresentar a compreensão das características
especificadas por Zimerman, que descrevem os requisitos para a correta formação e prática do grupoterapeuta.
1º Conhecimento Teórico: tem que estudar muito ter domínio sobre sua abordagem, desenvolver um conhecimento
sólido.
2º Supervisão – ter habilidade: nesse trabalho ser um profissional mais experiente saber manejar o grupo investir em si
mesmo
3º psicoterapeuta pessoal: próprio conhecimento eu não consigo trabalhar com meu cliente se eu tenho a mesma
dificuldade em mim, por isso é necessário o terapeuta fazer terapia.
✗ Esses 3 pontos gera CONHECIEMNTO – HABILIDADE – ATITUDE.
CARACTERISTICAS DO TERAPEUTA
1º O grupoterapeuta deve gostar e acreditar em grupos – terapeuta deve gostar e acreditar no grupo, caso não goste do
que faz gera-se um enorme desgaste pessoal e certo grau de prejuízo em suas tarefas.
2º capacidade ser paciência – o terapeuta deve esperar o tempo necessário para que um membro do grupo adquira
confiança suficiente para expor seus traumas – logo então o terapeuta deve dominar sua ansiedade frente a esse grupo
se sua atividade estão dando certo ou não.
3º empatia – capacidade de se colocar no lugar do outro.
4º Capacidade de Intuição - Refere-se a capacidade de olhar com um “terceiro olho”.
5º Capacidade de Discriminação: (bservação atenta e clara das interações.
6º Capacidade em manter uma permanente inteireza de seu sentimento de identidade pessoal e de grupoterapeuta -
Capacidade do terapeuta de não confundir o pessoal com o trabalho.
7º Senso de Ética - Senso de ética no sentido de que o terapeuta não deve impor seus valores e expectativas nos
pacientes.
8º Um novo modelo de identificação -

9º respeito – capacidade do terapeuta Respeitar e aceitar como cada um é.


10º Capacidade de comunicação - Capacidade do terapeuta em se comunicar com seus pacientes evitando linguagens
difíceis.
11º Senso de humor - Capacidade em aprofundar a comunicação através de comentários e exclamações bem-
humoradas.
12º Capacidade em extrair o denominador comum das tensões do grupo-também esta, ligado com - consiste na
capacidade do terapeuta em reconhecer e apontar para o grupo tensões básicas e inerentes ao grupo.
13º “Amor às verdades - A verdade é o caminho régio para a confiança, a criatividade e a liberdade”: O coordenador
deve conseguir estabelecer um clima ético e técnico da exploração da verdade.
14º. Coerência -
15º Continente – também esta ligado ao 17º - capacidade necessária para acolher e conter as necessidades do
paciente, ao mesmo tempo que as vai compreendendo, desintoxicando, emprestando um sentido, um significado, um
nome para só então devolvê-las na dose e no ritmo adequado. Permite conter as possíveis fortes emoções que podem
emergir no campo grupal provindas de cada um e de todos e que, por vezes, são colocadas de forma maciça e
volumosa dentro de sua pessoa
16º. Capacidade Negativa - dificuldade do terapeuta em saber lidar com a vivência desses sentimentos, que podem ser
despertados perante o grupo ou mesmo perante algum paciente – raiva.
17º Função de Ego Auxiliar - O coordenador de grupo deve estar atento e disponível para, durante algum tempo,
emprestar as suas funções do Ego às pessoas que ainda não as possuem.
18º. Função de pensar - refletir sobre cada assunto ou sobre cada vivência do paciente.
19º Traços caracterológicos - O coordenador de grupo deve conhecer profundamente seus valores, preferências,
personalidade e seu repertório pessoal, para poder identificar presença ou ausência de aspectos que possam estar
presentes na condução do grupo.
20º Capacidade de integração e síntese - É importante ao final da sessão, o coordenador realizar uma síntese acerca
dos pontos importantes dos trabalhos ocorridos naquele dia.

✔ Ao estudar os requisitos elencados pelo autor associar e correlacionar as características das


funções SENSO DE ÉTICA; UM NOVO MODELO DE IDENTIFICAÇÃO e RESPEITO.

Senso de ética no sentido de que o terapeuta não deve invadir o espaço autêntico de seus pacientes, impondo-lhes
seus valores e expectativas, espera-se que terapeuta consiga ampliar a capacidade dos pacientes em desenvolver
autonomia e liberdade de escolha de valores próprios, sempre usando do respeito e aceitando como cada um é, não
invadindo o espaço do outro. O novo modelo de identificação é a tentativa de mudar os hábitos dos pacientes para
outros mais saudáveis porém nessa mudança deve respeitar os limites e identidade de cada paciente e ter cuidado
para não inserir mudanças drásticas.
✔ Ao estudar os requisitos elencados pelo autor associar e correlacionar as características das
funções CONTINENTE; CAPACIDADE NEGATIVA e FUNÇÃO DE EGO AUXILIAR.
A continente e capacidade negativa refere-se as fortes emoções presentes nos grupos e a capacidade que se tem em
lidar e trabalhar com as mesmas. A função de ego auxiliar vem para, como o próprio nome diz, ajudar, e cabe ao
coordenador do grupo estar sempre atento, pois algumas vezes ele terá que emprestar a função do ego (perceber,
pensar, conhecer, discriminar, etc.) para as pessoas que ainda não tem conseguir lidar com as fortes emoções.

3.CAPÍTULO: Brincadeira tem hora? Uso e abuso das técnicas em processos grupais. Maria
Lúcia Miranda Afonso.
Livro: Oficinas em dinâmicas de grupo na área da saúde. São Paulo: Casa do psicólogo,
2006.
Enquanto alguns profissionais utilizam as técnicas como instrumento base para trabalhar com grupos, outros entendem
que elas não passam de uma forma de banalizar os processos emocionais e desviar os grupos de suas questões
fundamentais. Quem teria razão? Autora argumenta que as técnicas de grupo são como uma linguagem que auxilia no
processo do grupo, desde que devidamente elaborada pela palavra. Defende que as técnicas de grupo (recurso lúdico)
são importantes no trabalho com grupos, e que por isso mesmo, devem ser “usadas”, e não “abusadas” Para
fundamentar esta ideia a autora apresenta uma reflexão sobre a natureza do lúdico na sociedade e nas relações
intersubjetivas. Por fim, a autora discute PORQUE, PARA QUE e COMO usar recursos lúdicos e técnicas diversas em
trabalhos de grupo.

TÓPICOS APRESENTADOS NO TEXTO PARA ARGUMENTAR SOBRE “USO” E “ABUSO” DAS TÉCNICAS DE
GRUPO

1.Quem ri por último ri melhor? O riso e o humor nas relações sociais

➢ O tópico inicia-se com argumentos gerais sobre como o humor representa importante papel de
delimitação e mediação das relações sociais;

O humor é uma forma de inclusão social e adequação as regras; As brincadeiras regulam nossas relaçoes cotidianas,
com variações culturais; os trocadinhos pode dar um tom de informalidade a uma reunião de negócio, aliviando a
tensão, e a apresentação a pessoas estranhas torna-se mais “amigável”; através das graças nos encontramos. O
humor e brincadeiras estão carregados de ironia e sacarmos pode servir para reproduzir preconceitos sociais, para
humilhar e desqualificar as pessoas.

➢ Contextualiza que o uso do humor está submetido às regras sociais explícitas e implícitas

As regras sociais seja implícita ou explicita referente ao uso do humor depende bastante do local, contexto e como o
utiliza, pois o excesso de humor e brincadeiras podem ser mal entendidas dependendo onde se encontra. Ex. Em uma
entrevista de emprego quando o sujeito começa fazer muitas “graças” ele vai passar uma má impressão e poderá
perder o emprego.

➢ Avançando nos argumentos sobre o uso do humor, a autora aponta que sentimentos como a
intimidade, a cumplicidade, o desejo, a inveja e até o medo também nos levam a “fazer graça”: qual a função
desses fazer graça?

Através dessa “graça” encontramos formas de expressão ou formas de nos defender contra sentimentos insuportáveis;

➢ Descrever porque não se devem usar brincadeiras como arma perigosa para reproduzir preconceitos
sociais, para humilhar e desqualificar as pessoas.

Não usar nossas brincadeiras como arma perigosa para reproduzir preconceitos sociais, para humilhar e desqualificar
as pessoas

➢ A autora finalizao primeiro tópico avançando para a argumentação do uso das diversas formas lúdicas
(jogos, desafios, brincadeiras e outras formas artísticas, como cantigas e rimas)

Huizinga (1993) afirma que o ser humano brinca,em todas as culturas e tempos da história; Não só as crianças, mas os
adultos também brincam com a linguagem, com os jogos e em diversas formas de lazer. São esses riscos e
potencialidades que encontramos no grupo, ao usar técnicas diversas: de quebra gelo, de animação, de interação e
outras.

➢ Sintetizando suas reflexões, a autora defende que o brincar emerge como atividade humana básica e
temos que perceber tanto suas potencialidades como seus riscos; São esses riscos e potencialidades que
encontramos no grupo, ao usar técnicas diversas: de quebra gelo, de animação, de interação e outras.

Qual será o efeito dessas técnicas? Que poder possuem perante a dinâmica grupal? Como a dinâmica grupal afeta o
uso dessas técnicas?

2. Devagar com o andor que o santo é de barro: desmistificando as técnicas de grupo e recontextualizando seu
uso

➢ .Diferenciar segundo a autora, o termo técnica de grupo do termo usado Dinâmicas de Grupo.

termo técnica de grupo= Técnicas de Grupo: brincadeiras, jogos, relaxamento, trabalhos em argila, desenhos, entre
outras;

Dinâmicas de Grupo => que se configuram como um processo vivido pelo grupo e explicado por uma teoria de grupo;

➢ Identificar quais são as condições adequadas para o uso das técnicas de grupo que a autora apresenta
neste item;

Ao planejar uma técnica o coordenador deve verificar se o grupo a aceita, caso contrário – deve desistir de propor a
técnica ao grupo, não se deve forçar o grupo ou os participantes para executar uma técnica, pois ela sozinha é como
uma palavra esvaziada de sentido - Se forçarmos o falante a falar essa palavra, podemos obter uma série de defesas e
de novos sentidos agregados à situação de embaraço, invés do objetivo desejado.

3.Quem tem boca vai a Roma – a abertura para o processo dialógico.

➢ Explica que a discussão de uma técnica não implica em ensinar um conteúdo (não é um ato
pedagógico).O coordenador deve explorar a comunicação e o diálogo.

➢ Neste tópico a autora aponta o fato de que os resultados das técnicas devem ser processados pela
REFLEXÃO e DIÀLOGO entre os membros do grupo e o coordenador.

4.De grão em grão a galinha enche o papo: as linguagens da elaboração

COMO usar as técnicas

a) Nas sessões de grupo, em cada sessão existem três momentos: início; momento da discussão da técnica e a
finalização da sessão

Descrever os principais OBJETIVOS do uso das técnicas no decorrer de uma sessão


Apresentar os EXEMPLOS de técnicas
Apresentar como se deve finalizar a sessão após a aplicação da técnica

COMO usar as técnicas

Os principais objetivos do uso de técnicas nos processos grupais são para sensibilizar, promover a interação a
comunicação grupal e proporcionar a reflexão. As técnicas utilizadas devem ser 1- sensibilização 2- reflexão, 3-
interação e comunicação,4-mediação de conflitos,5-encenação da ação reflexiva e decisão.

Exemplo: um grupo de familiares de pacientes em saúde mental representam nas 3 petálas de uma flor desenhada em
uma folha de papel o que sentem; o que pensam e o que fazem diante dos sintomas apresentadas pelos seus
parentes. Ao cumprir a tarefa com o grupo se permite brincar, mas, ao mesmo tempo, trabalha, separando significados,
escolhendo palavras, as correlações e contradições entre pensar sentir e agir.

Essa etapa tem a função de sensibilização. A partir dessa simples brincadeira trabalha-se outras técnicas até chegar a
ação reflexiva. Pode-se observar segundo Winnicotti que o jogo ou brincadeira, a técnica possibilita a trabalhar temas,
conflitos , promovendo ema abertura, perspectivas, promovendo a ex pressão de sentimentos e ideias , ocorrendo
encenação de relações , permite que o sujeito se veja em situações não cristalizadas no cotidiano. Permitir uma
sensibilização e uma disposição para a apreensão e produção de novos significados

b) Ao longo do processo grupal

A autora delimita alguns momentos do grupo (ao longo de um processo, desde seu início) e a possibilidade de
se usar técnicas nesses períodos. Apresentar os três principais momentos da vida de um grupo segundo a
autora. Apresentar uma sugestão de técnica para cada momento da vida de um grupo.

Essa técnica é usada como um recurso de criação de ambiente de trabalho, como introdução de participantes,
aquecimento ou relaxamento para o dia de trabalho. Exemplo: ps participantes são solicitados a escolher uma planta
com a qual se acham parecidos e dizem o pro quê. Essas técnicas podem ser usadas, ao longo do processo grupal,
justamente para se trabalhar continuamente, a identidade e o crescimento do grupo enquanto tal. É bom que a
coordenação sugira, com frequência, técnicas que cuidam do grupo como uma rede de vínculos e não como somatória
de participantes que se limitam a um esforço de aprendizagem.

Os três principais momentos para a utilização são: formação do grupo e criação de sentimento de identidade- técnica
de interação, troca com base na identificação, e de incremento de sentimento d grupo e dos vínculos; trabalho sobre as
diferenças, formação de normas e objetivos- conhecer as diferenças para trabalhar os conflitos e medos que elas
trazem e incrementar riqueza que proporcionam para o diálogo, técnicas reflexivas e dialógicas, psicodramática e de
resolução de problemas; luto e elaboração de fim do grupo- técnica que favoreçam a elaboração do trabalho de grupo,
que reafirmem os vínculos, que facilitem a expressão de sentimentos em torno de “pedras e Ganhos”. Exemplo de
técnica é a adaptação da brincadeira de “telefone sem fio” que pode ser utilizada para a despedida do grupo;

Em seguida, a roda deve se abrir, sem que as pessoas soltem as mãos. Vale pular braços, passar por baixo e qualquer
manobra que puderem imaginar. Mesmo que no fim algumas pessoas fiquem de costas, o que vale é o senso
colaborativo em atingirem o objetivo determinado.
5.Quem semeia vento, colhe tempestade: o abuso das técnicas no processo grupal

Argumentar sobre o uso adequado das técnicas, especificando com argumentos a compreensão de
cada item deste tópico.

1. Devagar se vai longe- tempo necessário para que relações de confiança sejam estabelecidas.

2. Quem com ferro fere, com ferro será ferido- uso do humor sem ironia e sacarmos.

3. Para bom entendedor, meia palavra basta- toda a reflexão no grupo é importante e não precisa se “encaixar” nas
expectativas do coordenador.

4. Não vá com muita sede ao pote- quando o coordenador está muito ansioso essa ansiedade é transmitida para todo
o grupo.

5. Quem desdenha quer comprar- não se deve força o grupo a se engajar em uma técnica e nem se impressionar
pela resistência que ela provoca.

6. Quem tudo quer, tudo perde- não preencha todas sessões de tecnicas, pois isso atrapalha a reflexão.

7. Uma andorinha só não faz verão- o processo do grupo envolve a coordenação e o grupo, não deve se culpar por
tudo.