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DIREITO PENAL COM PROFESSOR MÁRCIO

07/08/2019
Primeira Aula

Teoria Geral da Pena


A pena é a consequência natural por alguém ter violado alguma regra.
Quando um sujeito comete um fato típico, antijurídico e culpável, surge a
possibilidade do Estado em estabelecer penas, essas que devem estar
devidamente expressas, explícita, na Constituição Federal. Além disso, como
expresso anteriormente no artigo 5º da Constituição Federal, não podem ser
aplicadas penas cruéis, dolorosas ou que afetem a dignidade humana (salvo em
caso de Guerra).
A cominação da pena surge para reprovação e prevenção do crime.
Sendo assim, a pena deve reprovar o mal que fora cometido antes e prevenir de
que outros crimes sejam cometidos. Em outras palavras, essa cominação seria
uma sanção penal, essa que por sua vez é a resposta do Estado por alguém ter
violado uma norma. Para os imputáveis existe a pena por crimes, para os
menores de idade, existem medias socioeducativas (para crianças maiores de
12 anos) ou medidas protetivas (para crianças menores de 12 anos).

CRIME É PREVISTO
PENA É COMINADA

Quais são as funções da pena?


A pena possui 3 finalidades:
 (Segundo art. 59) Retributiva – a pena é a retribuição proporcional (sem
excessos e o mais preciso possível) à violação praticada pelo autor de um
crime (o dano social provocado);
 (Segundo art. 59) Preventiva – a pena visa evitar a prática de crimes por
intimidação do eloquente (prevenção especial), e de toda sociedade, pelo
receio de sofrer as mesmas sanções impostas (prevenção geral);
 (Segundo Doutrinas) Ressocializadora – visa a readaptação social do
agente que cometeu o crime.
Princípios que regem as penas
 Princípio da reserva legal ou princípio da legalidade penal - só será
considerada como Infração penal a conduta prevista como tal na Lei. Se
determinada conduta praticada pelo agente não estiver prevista como
ilegal pela Lei, ela necessariamente será lícita, livre e impunível por parte
do Estado.
 Princípio da legalidade - O princípio da legalidade constitui uma real
limitação ao poder estatal de interferir na esfera de liberdades individuais
(garantia do indivíduo contra o Estado, jamais pode ser usado pelo Estado
contra o indivíduo). O princípio da legalidade é o pilar do chamado
Garantismo, corrente ideológica que prega a existência de um poder
punitivo mínimo do Estado em face ao máximo de garantias aos
indivíduos.
 Princípio da anterioridade (usada apenas a favor do réu) - O princípio
da anterioridade penal garante que não haverá a prática de crime e nem
sanção penal sem que exista, no ordenamento jurídico, lei anterior que
assim defina a conduta.
 Princípio da humanidade (ou humanização): a pena não poderá violar
a integridade física ou moral do condenado, conforme estabelece a Carta
Magna nas alíneas de seu artigo 5º. XLVII, ao estabelecer que não haverá
penas:
o De morte, salvo em casos de guerra declarada, nos termos do art.
84. XIX;
o De caráter perpétuo;
o De trabalhos forçados;
o De banimento;
o Cruéis.

Trabalho forçado é de natureza cruel


Trabalho obrigatório visa a ressocialização
14/08/2019
Segunda Aula

Quando a pena priva da liberdade, obrigatoriamente tem combinada sua


espécie (reclusão; detenção ou prisão simples e suas balizas (mínima ou
máxima). Ainda falando sobre pena, é interessante citar que toda sentença
anteriormente feita, pode ser utilizada como objeto de recurso. Porém, deixo
destacado que ninguém pode servir de exemplo para ninguém de forma
direta, visto que se isso ocorrer estará ferindo o princípio de individualização da
pena.

Cláusula Pétrea são dispositivos de lei que não podem e nem poderão ser
modificados.

Limite das penas


Ninguém pode cumprir mais do que 30 anos de prisão. Ele pode ser
condenado a 120 anos, mas só vai cumprir 30. Se alguém praticar um crime
durante o cumprimento da pena, essa será unificada pelo juiz das execuções.
Nesse tipo de juizado o condenado pode cumprir além dos 30 anos de prisão.
Obs: O juiz sentenciante é o juiz que aplica a primeira pena.

Ex: Um cara foi condenado a 50 anos de prisão, foi para o regime semiaberto,
mas matou um cara durante esse regime. Ele havia cumprido 20 anos dessa
reclusão, mas mesmo assim foi condenado a mais 30 anos de prisão. No total
ele irá cumprir 80 anos (50 da primeira pena + 30 da atual), restando 60 anos de
pena (desses 80 ele já cumpriu 20, logo sobram 60).

Informação de nova condenação = carta de guia

Não confundir banimento (medida compulsória pela qual um cidadão perde


direito à nacionalidade de um país, passando a ser um apátrida (a não ser que
previamente possua dupla-cidadania de outro país), com extradição ou
expulsão, já que não possuem natureza penal, mas sim administrativa.