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CONCURSO PETROBRAS

E NGENHEIRO ( A ) C IVIL J ÚNIOR

E NGENHEIRO ( A ) J ÚNIOR - Á REA : C IVIL

Hidráulica, Hidrologia
e Saneamento
T
AF
Questões Resolvidas

Q UESTÕES RETIRADAS DE PROVAS DA BANCA CESGRANRIO


R
D

Produzido por Exatas Concursos


www.ExatasConcursos.com.br
rev.1a
Introdução

Recomendamos que o candidato primeiro estude a teoria referente a este assunto, e só depois
utilize esta apostila. Recomendamos também que o candidato primeiro tente resolver cada questão,

T
sem olhar a resolução, e só depois observe como nós a resolvemos. Deste modo acreditamos que este
material será de muito bom proveito.

Não será dado nenhum tipo de assistência pós-venda para compradores deste material, ou
seja, qualquer dúvida referente às resoluções deve ser sanada por iniciativa própria do comprador, seja
AF
consultando docentes da área ou a bibliografia. Apenas serão considerados casos em que o leitor
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concursos públicos relativos ao material elaborado. A organização, edição e revisão desta apostila é
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bilização civil e criminal.
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Faça um bom uso do material, e que ele possa ser muito útil na conquista da sua vaga.
Índice de Questões

Prova: Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2012/1

Q36 (pág. 1), Q40 (pág. 2), Q63 (pág. 4), Q64 (pág. 6), Q70 (pág. 7).

Prova: Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/2

Q54 (pág. 8), Q55 (pág. 3), Q60 (pág. 5), Q65 (pág. 9).

Prova: Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1

Q6 (pág. 10), Q12 (pág. 11), Q13 (pág. 13), Q24 (pág. 14), Q32 (pág. 15),
Q44 (pág. 16), Q55 (pág. 12), Q66 (pág. 18).

Prova: Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2008

Q52 (pág. 19), Q53 (pág. 22), Q54 (pág. 24), Q58 (pág. 26), Q60 (pág. 28),
Q61 (pág. 29).

Prova: Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2011

Q31 (pág. 32), Q33 (pág. 33), Q42 (pág. 34), Q50 (pág. 35), Q51 (pág. 37).

Prova: Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2008

Q29 (pág. 36).

Prova: Engenheiro(a) Civil Júnior - REFAP 2007

Q37 (pág. 38), Q39 (pág. 39).

Prova: Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2006

Q31 (pág. 39).

Prova: Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005

Q26 (pág. 40), Q43 (pág. 41), Q47 (pág. 43), Q48 (pág. 44), Q59 (pág. 46),
Q65 (pág. 47), Q66 (pág. 48), Q76 (pág. 49).

Número total de questões resolvidas nesta apostila: 40


Hidráulica, Hidrologia e Saneamento

Questão 1
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2012/1)

A figura esquematiza o conduto que liga o reservatório R1


ao R2.

T
BAPTISTA, M; LARA, M. Fundamentos de Engenharia
AF
Hidráulica. 3. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2010. p. 87.
Adaptado.
Onde:
PCE = plano de carga estático
Lp = linha piezométrica
= ventosa
Nesse conduto, a posição correta para a ventosa é a in-
dicada em
(A) I
(B) II
(C) III
R
(D) IV
(E) V

Resolução:

As ventosas são aparelhos instalados nos pontos altos dos condutos força-
D

dos que permitem a entrada de ar quando ocorre redução de pressão em pontos


altos da tubulação, bem como, durante o esvaziamento da tubulação por ocasião
de manutenção, ou permite a saída do ar que tenha ficado ou entrado em aduto-
ras por gravidade ou nas tubulações de recalque, principalmente se a tubulação
formar algum traçado tipo sifão, quando do enchimento da mesma. No caso de
produzir vácuo na tubulação por efeito de sifonamento ou inércia no escoamento,
permitem que o ar adentre a tubulação, evitando o seu colapso estrutural pela ação
da pressão atmosférica externa.
 
Alternativa (D) 

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Questão 2
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2012/1)

As estruturas apresentadas na figura estão cheias de


água, e seu peso específico é 1.000 kgf/m3. As áreas
das seções transversais indicadas (metade da altura) são
1 m2, 5 m2 e 6 m2, para as estruturas I, II e III, respectiva-
mente.

Sabendo-se que a pressão relativa no ponto MI é

T
2.000 kgf/m2, os valores das pressões relativas,
em kgf/m2, nos pontos MII e MIII, são, respectivamente,
(A) 400 e 333
(B) 2.000 e 2.000
(C) 5.000 e 6.000
AF
(D) 10.000 e 12.000
(E) 10.000 e 24.000

Resolução:

A pressão exercida em um ponto qualquer, localizado dentro de um líquido,


será igual ao peso da coluna de líquido acima deste ponto, ou seja:
R
F
P =
A

No caso a força exercida é o peso da coluna de líquido.


mg
D

P =
A
ρV g
P =
A
ρAhg
P =
A
P = ρgh

No caso de pressões relativas teríamos a diferença de coluna de líquido


entre um ponto e outro, ou seja, a diferença de altura entre um ponto e outro:

PA = PB + ρg∆h
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Como no caso da questão, não há diferença de altura entre os pontos, ou


seja, estão à mesma profundidade, e se tratando de um mesmo líquido (ρ = cte),
então as pressões serão iguais:
∆h = 0

Então:

PA = PB + ρg0
P A = PB
 
Alternativa (B) 


T
Questão 3
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/2)

Em um conduto forçado com seção circular de diâmetro


interno de 100 mm, o raio hidráulico, em mm, vale
AF
(A) 100
(B) 75
(C) 50
(D) 25
(E) 20

Resolução:
R
Por definição temos que o raio hidráulico de um canal, duto, rios, etc., é:
A
RH =
P

Onde A corresponde à área da seção transversal molhada e P ao perímetro


D

molhado. Portanto, para o conduto forçado com seção circular (r = 50mm) temos:
πr2
RH =
2πr
r
RH =
2
50
RH =
2
RH = 25mm
 
Alternativa (D) 

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Questão 4
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2012/1)

Em uma determinada bacia hidrográfica, ocorreu uma


chuva provocada pelo desvio ascendente das correntes
aéreas do ar quente e úmido, provenientes de um oceano
próximo, que, ao encontrarem uma cadeia montanhosa
em sua rota, sofreram resfriamento e condensação.
Esse tipo de precipitação é denominado chuva
(A) convencional
(B) convectiva
(C) frontal
(D) orográfica
(E) sazonal

Resolução:

As precipitações são classificadas de acordo com as condições que pro-


duzem o movimento vertical (ascensão) do ar. Essas condições são criadas em

T
função de fatores tais como, convecção térmica, relevo e ação frontal de massas
de ar. Assim, tem-se os três tipo de precipitação, que são:

• Precipitação convectiva: o aquecimento desigual da superfície terrestre pro-


AF
voca o aparecimento de camadas de ar com densidades diferentes, o que
gera uma estratificação térmica da atmosfera em equilíbrio instável. Se esse
equilíbrio é quebrado por qualquer motivo (vento, superaquecimento, etc.),
ocorre uma ascensão brusca e violenta do ar menos denso, capaz de atingir
grandes altitudes. As precipitações convectivas, típicas de regiões tropicais,
caracterizam-se por ser de grande intensidade e curta duração, concentrando-
se em pequenas áreas.
R

• Precipitação orográfica: resultam da ascensão mecânica de correntes de ar


úmido horizontais sobre barreiras naturais, tais como montanhas. Quando os
ventos quentes e úmidos, que geralmente sopram do oceano para o conti-
D

nente, encontram uma barreira montanhosa, elevam-se e se resfriam adiaba-


ticamente havendo condensação do vapor, formação de nuvens e ocorrência
de chuvas. Essas chuvas são de pequena intensidade, grande duração e co-
brem pequenas áreas. Se os ventos conseguem ultrapassar a barreira mon-
tanhosa, do lado oposto projeta-se uma sombra pluviométrica, dando lugar
às áreas secas, ou semi-áridas, causadas pelo ar seco, já que a umidade foi
descarregada na encosta oposta.

• Precipitações ciclônicas ou frontais: são aquelas que ocorrem ao longo da


superfície de descontinuidade que separa duas massas de ar de temperatura
e umidade diferentes. Essas massas de ar têm movimento da região de alta
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pressão para a região de baixa pressão, causado pelo aquecimento desigual


da superfície terrestre. A precipitação frontal resulta da ascensão do ar quente
sobre o ar frio na zona de contato das duas massas de ar de características
diferentes. É decorrente de uma frente quente, quando o ar frio é substituído
por ar mais quente, ou de uma frente fria, quando o ar quente é substituído
por ar frio. As precipitações ciclônicas são de longa duração e apresentam
intensidade de baixa a moderada, espalhando-se por grandes áreas.

Portanto, conforme a explicação a respeito dos três tipos de precipitações,


conclui-se que a chuva em questão é a chuva orográfica.
 
Alternativa (D) 


T
Questão 5
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/2)
AF
Dentre um conjunto de mapas e gráficos de determinada região, há um mapa com a marcação das isoietas. Trata-se de
um mapa no qual estão
(A) marcados os pontos correspondentes às menores cotas.
(B) marcados os pontos correspondentes às maiores cotas.
(C) traçadas as linhas que unem os pontos de mesma atividade.
(D) traçadas as linhas que unem os pontos de mesma precipitação.
(E) traçadas as linhas que unem os pontos mais fundos dos cursos d’água.

Resolução:
R
As isolinhas são linhas ao longo dos quais os valores são mantidos cons-
tantes. Entre elas há, por exemplo:

• Isóbatas: curvas de mesma profundidade;


D

• Isoipsas: curvas de mesma altitude;

• Isóbaras: curvas de mesma pressão atmosférica;

• Isotérma: curvas de mesma temperatura;

O mapa de isoietas consiste no traçado de isolinhas de igual precipitação,


definidas para um determinado período, a partir dos dados de chuva, possuindo
várias utilizações, como por exemplo, em projetos de regionalização de vazões,
outorga de uso de água e balanço hídrico.
 
Alternativa (D) 

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Questão 6
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2012/1)

Segundo a NBR 12208:1992 (Projeto de estações ele-


vatórias de esgoto sanitário – Procedimento), no projeto
hidráulico sanitário desse tipo de estação, com o uso de
bombas centrífugas, o valor atribuído à faixa de operação
do poço de sucção corresponde à (ao)
(A) vazão afluente, desprezada a variabilidade horária do
fluxo
(B) distância vertical entre os níveis máximo e mínimo de
operação das bombas
(C) relação entre o volume efetivo e a vazão média, de
início de plano afluente ao poço de sucção
(D) volume compreendido entre o fundo do poço e o nível
médio de operação das bombas
(E) volume compreendido entre os níveis máximo e míni-
mo de operação das bombas

T
Resolução:

Buscando as definições das alternativas segundo a NBR 12208/1992, temos


no item 3 as seguintes definições:
AF
(A) INCORRETA. Item 3.5 Vazão média de início de plano: Vazão afluente inicial
(Qi ), desprezada a variabilidade horária do fluxo (k2 ).

(B) CORRETA. Item 3.6 Faixa de operação do poço de sucção: Distância vertical
entre os níveis máximo e mínimo de operação das bombas.

(C) INCORRETA. Item 3.4 Tempo de detenção média: Relação entre o volume
R
efetivo e a vazão média de início de plano afluente ao poço de sucção.

(D) INCORRETA. Item 3.3 Volume efetivo do poço de sucção: Volume compreen-
dido entre o fundo do poço e o nível médio de operação das bombas.
D

(E) INCORRETA. Item 3.2 Volume útil do poço de sucção: Volume compreendido
entre os níveis máximos e mínimo de operação das bombas.

 
Alternativa (B) 

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Questão 7
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2012/1)

No ciclo hidrológico, um dos elementos estudados é a evapotranspiração, que é composta pela evaporação e pela trans-
piração. No caso da evaporação da água, sua intensidade varia de acordo com a variação da salinidade.
Em igualdade de todas as outras condições, comparada à água doce, a intensidade de evaporação da água do mar
(A) aumenta em progressão geométrica.
(B) aumenta na ordem de 50%.
(C) aumenta na ordem de 10%.
(D) diminui na ordem de 3%.
(E) diminui em progressão geométrica.

Resolução:

A evaporação é um fenômeno que, através dele, átomos ou moléculas no


estado líquido absorvem energia suficiente para passar para o estado gasoso. A
absorção de energia faz com que as espécies químicas aumentem sua energia

T
cinética tornando suficiente para vencer as forças de atração entre elas, tensão
superficial e evapore. Neste caso, o aumento da temperatura eleva o estado de
agitação das partículas, aumenta a pressão de vapor e, consequentemente, a eva-
AF
poração torna-se mais rápida.

O processo da evaporação depende de vários fatores, entre eles os mais


significativos são: concentração da substância evaporante, concentração de ou-
tras substâncias no ar, temperatura, vazão de ar, umidade relativa do ar, forças
intermoleculares, pressão barométrica, etc.

Todos os recursos hídricos superficiais ou subterrâneos possuem sais dis-


R
solvidos e sua concentração salina se altera à medida que a água evapora. O
aumento da salinidade afeta o processo evaporativo devido à diminuição da pres-
são de vapor da solução, em relação ao solvente puro.

O que se percebe é que a taxa de evaporação diminui linearmente com o


D

aumento da salinidade da água. E no caso da água do mar que possui, em geral,


salinidade próxima de 3, 5%, a evaporação da água diminui na ordem de 3%.
 
Alternativa (D) 

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Questão 8
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/2)

No que se refere aos conhecimentos de hidráulica, anali-


se qual(quais) complemento(s) é(são) adequado(s) à pro-
posição a seguir.
PROPOSIÇÃO: Em instalações de transporte de água sob
pressão, acessórios como válvulas, registros e conexões
concorrem para que haja
I – alteração do módulo ou da direção da velocidade
média.
II – alteração da pressão.
III – perda de carga localizada.
Completa corretamente a proposição o que está exposto
em
(A) I, apenas. (D) II e III, apenas.
(B) I e II, apenas. (E) I, II e III.
(C) I e III, apenas.

T
Resolução:

Sempre que um fluido se descola no interior de uma tubulação ocorre atrito


AF
deste fluido com as paredes internas desta tubulação, ocorre também uma turbu-
lência do fluido com ele mesmo, este fenômeno faz com que a pressão que existe
no interior da tubulação vá diminuindo gradativamente à medida com que o fluido
se desloque, gerando a perda de carga.

A perda de carga pode ser distribuída ou localizada, dependendo do motivo


que a causa.
R

• Perda de carga distribuída: as paredes dos dutos retilíneos causam uma


perda de pressão distribuída ao longo do comprimento do tubo, fazendo com
que a pressão total vá diminuindo aos poucos.

• Perda de carga localizada: este tipo de perda de carga é causado pelos aces-
D

sórios de canalização, isto é, as diversas peças necessárias para a montagem


da tubulação e para o controle do fluxo do escoamento, que provocam vari-
ação brusca de velocidade, em módulo e direção, intensificando a perda de
energia nos pontos onde estão localizadas. O escoamento sofre perturbações
bruscas em pontos da instalação como válvulas, registros, curvas, reduções,
etc.

Portanto, verificamos que todos os complementos estão corretos e de acordo com


a proposição apresentada.  
Alternativa (E) 

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Questão 9
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/2)

A NBR 12209/1992 (Projeto de Estações de Tratamento de Esgoto Sanitário - Procedimento) aborda os tratamentos das fases
líquida e sólida. Em relação à filtração biológica da fase líquida, está de acordo com essa norma a afirmação de que o(a)
(A) uso de filtros biológicos em série é vedado.
(B) emprego de filtro biológico coberto é recomendado.
(C) filtração biológica requer o emprego de decantação final.
(D) filtração biológica remove os sólidos grosseiros e a areia e promove a decantação primária.
(E) vazão de dimensionamento do filtro biológico deve ser a vazão máxima afluente à ETE.

Resolução:

Segundo a NBR 12209/1992, item 6 Tratamento da fase líquida, em 6.2


Filtração biológica, temos:

(A) INCORRETA. Item 6.2.7 Podem ser utilizados filtro biológicos em série, desde

T
que seja justificado.

(B) INCORRETA. Item 6.2.8 Deve ser evitado o emprego de filtro biológico co-
berto, devendo ser justificada a sua utilização.
AF
(C) CORRETA. Item 6.2.13 A filtração biológica requer o emprego de decantação
final.

(D) INCORRETA. Item 6.2.2 A filtração biológica deve ser precedida de remoção
de sólidos grosseiros e areia e de decantação primária ou outra unidade de
remoção de sólidos em suspensão.
R
(E) INCORRETA. Item 6.2.1 A vazão de dimensionamento do filtro biológico deve
ser a vazão média afluente à ETE.

 
Alternativa (C) 

D
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Questão 10
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

Em certa obra, as caixas de inspeção foram executadas


com anéis de concreto de diâmetro interno de 60 cm. Con-
ferindo as profundidades das caixas, o engenheiro encon-
trou as medidas a seguir.

CI Profundidade (m)
1 0,80
2 0,90
3 1,10
4 1,20

Está(ão) de acordo com a norma de sistemas prediais de


esgoto sanitário da ABNT a(s) caixa(s) de inspeção
(A) 1, apenas.
(B) 1 e 2, apenas.
(C) 2 e 3, apenas.
(D) 1, 2 e 3, apenas.
(E) 1, 2, 3 e 4.

Resolução:

Segundo a NBR 8160/1999, item 5.1.5 Dispositivos complementares:

• 5.1.5.3 Dispositivos de inspeção - As caixas de inspeção devem ter:

a) Profundidade máxima de 1, 00m;


b) Forma prismática, de base quadrada ou retangular de lado interno mínimo
de 0, 60m, ou cilíndrica com diâmetro mínimo igual a 0, 60m;
c) Tampa facilmente removível, permitindo perfeita vedação;
d) Fundo construído de modo a assegurar rápido escoamento e evitar for-
mação de depósitos. Portanto, apenas as caixas de inspeção 1 e 2 estão
de acordo com a Norma.

 
Alternativa (B) 

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Questão 11
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

Considerando o fenômeno físico que ocorre quando uma


corrente fluida encontra um obstáculo de perfil não
aerodinâmico, analise as afirmativas a seguir.

I – O vórtice se acentua à medida que a velocidade do


fluido aumenta.
II – Nas baixas velocidades, não são formados vórtices.
III – Os vórtices somente são formados em águas
profundas.

Está correto APENAS o que se afirma em


(A) I. (B) II.
(C) III. (D) I e II.
(E) II e III.

Resolução:

I. CORRETA. Para a supressão de vórtices, ou seja, a obstrução da rotação


livre do líquido são utilizadas placas ou paredes que diminuem a velocidade
do vórtice, pois a velocidade fluido é um dos fatores que acentuam o vórtice.

II. CORRETA. Existem várias causas que influem no aparecimento do movi-


mento de rotação no escoamento, destacando-se entre elas, a assimetria ou
pré-rotação do fluxo, e a mudança do escoamento imediatamente a montante
da sucção. A baixa velocidade não é um dos fatores que formam vórtices.

III. INCORRETA. Os vórtices são formados apenas em águas rasas, no caso


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de reservatórios, tanto que existe o conceito de submergência mínima, para


garantir uma altura de água (S) acima da tomada saída de água.

Portanto estão corretas apenas as afirmativas I e II.

T
 
Alternativa (D) 

AF
Questão 12
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

Um determinado corpo de água superficial foi enquadrado


como água doce. De acordo com a Resolução CONAMA
no 357, sua salinidade deve ser igual ou inferior a
(A) 0,1 % (B) 0,5 %
(C) 1,0 % (D) 3,0 %
(E) 5 %
R

Resolução:

Apresentando as diferenças das salinidades, temos segundo a Resolução


CONAMA n◦ 357/2005, Capítulo I - Das Definições: Art. 2o Para efeito desta Reso-
D

lução são adotadas as seguintes definições:

I - águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0, 5%;

II - águas salobras: águas com salinidade superior a 0, 5% e inferior a 30%;

III - águas salinas: água com salinidade igual ou superior a 30%;

 
Alternativa (B) 

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Questão 13
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

Com relação ao estudo dos cursos d’água, um efluente é


aquele que
(A) é localizado onde deságua um rio, podendo se dar em
oceano, lago ou outro rio.
(B) recebe o fluxo de base de água subterrânea e que a
vazão aumenta à jusante.
(C) está em qualquer ponto ou seção do rio que esteja
localizado antes de outro ponto referencial.
(D) corresponde à região mais profunda de um rio, onde a
corrente possui maior velocidade.
(E) tem proporção de água menor que a do rio principal e
nele deságua.

Resolução:

T
Buscando pelas definições temos:

(A) INCORRETA. Foz/Exutório: local onde o rio deságua podendo ser em outro
rio, lago, lagoa ou no mar. A foz pode ser de dois tipos: estuário onde o rio
AF
toma a forma afunilada; ou a foz em delta, em que o rio forma varias ilhas ou
canais.

(B) CORRETA. Efluente: quando o nível freático está acima do curso de água, e
a água subterrânea alimenta o curso de água.

(C) INCORRETA. Montante: em direção à cabeceira do rio; em direção rio acima.


Qualitativo de uma área que fica acima de outra.
R

(D) INCORRETA. Talvegue: linha imaginária que percorre a parte mais funda do
leito de um curso d’água ou de um vale. O termo significa “caminho do vale”.
Quanto à velocidade da água, normalmente, é maior no centro de um rio do
D

que junto às margens. Da mesma forma, a velocidade é mais baixa junto ao


fundo do rio do que junto à superfície.

(E) INCORRETA. Afluente/Tributário: nome dado ao curso d’água que deságua


ou desemboca em um rio maior ou em um lago.

 
Alternativa (B) 

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Questão 14
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

Em relação ao uso do cloro na desinfecção de efluentes


das estações de tratamento de esgotos, um engenheiro
deve considerar que
(A) é ineficaz na inativação de grande variedade de
patogênicos.
(B) deixa um residual na água, que é facilmente medido e
controlado.
(C) tem alto custo em comparação a outras práticas.
(D) não é utilizado no estado gasoso.
(E) não sofre a influência da temperatura da água servida.

Resolução:

Avaliando as alternativas apresentadas, baseado em literaturas técnicas te-

T
mos:

(A) INCORRETA. O uso de cloro no tratamento da água pode ter como objeti-
AF
vos a desinfecção (destruição dos micro-organismos patogênicos), a oxida-
ção (alteração das características da água pela oxidação dos compostos nela
existentes) ou ambas as ações ao mesmo tempo. A desinfecção é o objetivo
principal e mais comum da cloração, o que acarreta, muitas vezes, o uso das
palavras “desinfecção” e “cloração” como sinôminos.

(B) CORRETA. A medida aproximada do pH da água e do cloro livre ou combi-


nado pode ser feita com facilidade em quaisquer locais por processos especi-
R

almente colorimétricos. Para isso é necessário que se tenha um comparador,


com escala de cores, reativos especiais e instruções para emprego. Os resi-
duais mínimos de cloro a serem mantidos na água logo após a cloração e o
tempo do contato a prevalecer antes do consumo da são de 0, 2ppm livre por
D

20min e combinados (pH 6 a 7) de 1, 0ppm por 120min.

(C) INCORRETA. O método mais econômico e usual para a desinfecção da


água em sistemas públicos é a cloração. Em instalações médias e grandes
emprega-se o cloro gasoso, obtido em cilindros de aço contendo líquido e
gás. Em instalações pequenas, menos de 40L/s, o emprego de soluções de
hipoclorito pode ser mais vantajoso.

(D) INCORRETA. Pode ser utilizado de várias formas, cloro gasoso, hipoclorito de
cálcio (35a70% de cloro), hipoclorito de sódio (10% de cloro) e monóxido de
dicloro ou anidrido hipocloroso.
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(E) INCORRETA. O cloro e seus compostos são fortes agentes oxidantes. Em


geral, a reatividade do cloro diminui com o aumento do pH, e sua velocidade
de reação aumenta com a elevação da temperatura.

 
Alternativa (B) 


Questão 15
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

Será necessário medir a vazão instantânea de um fluido


que passa através do elemento primário em escoamento
contínuo, utilizando um medidor no qual a vazão é deter-
minada pela rotação do elemento primário, provocada pelo
escoamento do fluido no qual está imerso. Na requisição
do equipamento, o engenheiro solicitou um medidor

T
(A) Coriolis.
(B) de força.
(C) de velocidade.
(D) de área variável.
(E) de pressão diferencial.
AF
Resolução:

Para medir a vazão é utilizado hidrômetros, ou seja, medidores de água,


ou mesmo, contador de água. Nos hidrômetros velocimétricos ou taquimétricos
o princípio de medição inferencial de líquidos obtém o volume de água avaliado,
que consiste em deduzir o volume de água do número de revoluções de um rotor
por ela acionado. Denomina-se inferencial, porque o valor buscado deduz-se do
R

número de voltas. São conhecidos também como hidrômetros de velocidade pois


o número de revoluções produzido depende unicamente da velocidade da água ao
fluir através do órgão móvel (turbina, hélice, etc.)
D

 
Alternativa (C) 

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Questão 16
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

A contribuição total que produz o escoamento de água em


uma seção de um curso d’água, por uma precipitação ocor-
rida na bacia hidrográfica, deve-se a diferentes fatores.
Nessa perspectiva, analise os fatores a seguir.

I – Precipitação recolhida diretamente pela superfície


livre da água.
II – Escoamento superficial propriamente dito.
III – Escoamento subsuperficial.
IV – Contribuição do lençol de água subterrâneo.

Contribuem efetivamente para o escoamento de água os


fatores
(A) I e II, apenas. (B) II e III, apenas.
(C) I, II e III, apenas. (D) I, III e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.

T
Resolução:

Após a precipitação, ao chegar ao solo parte da água se infiltra, parte é


retirada pelas depressões do terreno e parte se escoa pela superfície.
AF
Inicialmente a água se infiltra; tão logo a intensidade da chuva exceda a ca-
pacidade de infiltração do terreno, a água é coletada pelas pequenas depressões.
Quando o nível à montante se eleva e superpõe o obstáculo (ou o destrói), o fluxo
se inicia, seguindo as linhas de maior declividade, formando sucessivamente as
enxurradas, córregos, ribeirões, rios e reservatórios de acumulação.

A água, uma vez precipitada sobre o solo, pode seguir três caminhos bá-
R
sicos para atingir o curso d’água: o escoamento superficial, o escoamento sub-
superficial (hipodérmico) e o escoamento subterrâneo, sendo as duas últimas sob
velocidades mais baixas. Observa-se que o deflúvio direto abrange o escoamento
superficial e grande parte do subsuperficial, visto que este último atinge o curso
D

d’água tão rapidamente que, comumente, é difícil distinguí-lo do verdadeiro esco-


amento superficial.

O escoamento de base, constituído basicamente do escoamento subterrâ-


neo, é responsável pela alimentação do curso d’água durante o período de estia-
gem.

Visto isso, é possível realizar a quantificação do ciclo hidrológico, através da


equação do balanço hídrico.

Considerando apenas o balanço hídrico da superfície, dado um volume de


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controle (uma área delimitada de avaliação), temos:

P + Qin − Qout + Qg − Es − Ts − I = ∆Ss

Onde:

• P - Precipitação;

• Qin - Vazão superficial de entrada;

• Qout - Vazão superficial de saída;

• Qg - Escoamento subterrâneo no rio;

• Es - Evaporação superficial;

T
• Ts - Transpiração da planta, proveniente da umidade da parte superficial do
solo;

• I - Infiltração;
AF
• ∆Ss - Variação do volume armazenado na superfície (ex: depressões).

Fazendo algumas considerações na equação de balanço hídrico, faremos


as seguintes alterações: Qin = 0, pois não há escoamento superficial antes da
precipitação. Simplificando, temos como ETs = Es + Ts , que é a evapotranspiração
superficial.
R
Portanto, o balanço hídrico ficará assim:

P + Qin − Qout + Qg − Es − Ts − I = ∆Ss


P − Qout + Qg − ETs − I = ∆Ss
D

Como o que nos interessa saber é o que contribui para o escoamento da


água em uma seção de um curso d’água, então:

P + Qg − ETs − I − ∆Ss = Qout

Ou seja, o que contribui para o escoamento de água é a precipitação (P), a


contribuição do lençol de água subterrânea (Qg ), e o próprio escoamento superfi-
cial (Qout ), que contempla também o escoamento subsuperficial, como explicado
anteriormente.  
Alternativa (E) 

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Questão 17
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2010/1)

A figura abaixo representa um conduto livre.

4m

1m
r

2m
P

Sendo P a seção molhada, o raio hidráulico, em metros, vale


(A) 0,5
(B) 1,0
(C) 1,5

T
(D) 2,0
(E) 4,0

Resolução:
AF
Por definição temos que o raio hidráulico de um canal, duto, rios, etc., é:
A
RH =
P

Onde A corresponde à área da seção transversal molhada e P ao perímetro


molhado. Portanto, para o conduto livre apresentado temos:
πr2
R
2πr
r = 2, 0m; A= ; P =
2 2

Então,
πr2
D

2
RH = 2πr
2
2
πr 2
RH =
2 2πr
r
RH =
2
2
RH = = 1, 0m
2
 
Alternativa (B) 

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Questão 18
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2008)

A tabela abaixo apresenta os dados das tubulações de suc-


ção e recalque de um conjunto elevatório de água.

SUCÇÃO RECALQUE
Altura estática (m) 2,0 30,3
Comprimento
desenvolvido da 3,5 36,0
tubulação (m)
Comprimento virtual total
21,5 11,0
devido às peças (m)
Perda de carga por atrito
0,04 0,10
(m/m)

Considerando uma vazão de 2,8 litros por segundo e que o


conjunto motor-bomba possui 50% de rendimento, a potência
comercial do motor para acionar a bomba, em CV, será

T
(A) 1/2
(B) 1
(C) 2
(D) 3
(E) 5
AF
Resolução:

Primeiro é necessário descobrir a altura manométrica do sistema para que


possamos depois definir a potência da bomba, sendo assim temos que:

HM = HG + ∆H
R

Onde HM é a altura manométrica, HG a altura geométrica e ∆H a perda de


carga total.

A altura geométrica é a diferença de cota entre a entrada da sucção e a


D

saída do recalque. A perda de carga total compreende as perdas de carga dis-


tribuídas e as localizadas que ocorrem, tanto no trecho de sucção quanto no de
recalque. Portanto temos:

HG = HRecalque − HSuccao
HG = 30, 3 − 2, 0
HG = 28, 3m

E para perda de carga, temos que considerar a distribuída, e as localizadas,


que no caso do exercício, já foi dada como sendo uma perda de carga equivalente
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por comprimento de tubulação.

fSuccao = (3, 5 + 21, 5) × 0, 04


fSuccao = 25, 0 × 0, 04
fSuccao = 1, 0m
fRecalque = (36, 0 + 11, 0) × 0, 10
fRecalque = 47, 0 × 0, 10
fRecalque = 4, 7m

Ou seja:

∆H = fSuccao + fRecalque
∆H = 1, 0 + 4, 7

T
∆H = 5, 7m

Com isso obtemos a altura manométrica do sistema:


AF
HM = HG + ∆H
HM = 28, 3 + 5, 7
HM = 34, 0m

A partir disto é possível determinar a potência a fornecer ao fluido, e em


seguida a potência da bomba. Potência necessária para o sistema será:
R

N = γQHM

Onde N é a potência necessária para elevar o fluido de uma altura HM ,


D

γ = 1000kg/m3 o peso específico da água, Q a vazão da bomba, em m3 /s, e HM


a altura manométrica, em m. Sendo assim temos:

Q = 2, 8L/s = 0, 0028m3 /s
N = γQHM
N = 1000 × 0, 0028 × 34, 0
m
N = 95, 2kg
s

Como o rendimento da bomba é de 50% então, a potência da bomba deverá


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ser de:

ηB = 0, 5
N
NB =
ηB
95, 2
NB =
0, 5
m
NB = 190, 4kg
s

Lembrando que 1CV = 75kgm/s. Então:


190, 4
NB = = 2, 54CV
75

Portanto, ao adquirir uma bomba, devemos escolher a potência comercial

T
maior que a calculada, ou seja, 3CV de potência.

 
Alternativa (D) 

AF
R
D
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Questão 19
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2008)

Um canal de seção retangular com 20 m de largura transpor-


ta uma vazão de 40 m³/s.

1,6
1,4
1,2
1,0
y(m)

0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
E(m)

T
Sabendo que a profundidade crítica é de 0,74 m e conside-
rando a Curva de Energia Específica apresentada no gráfico
acima, assinale a afirmativa INCORRETA.
(A) A energia crítica é de 1,11 m.
AF
(B) Para a profundidade igual a 0,80 m, o escoamento tem
regime fluvial.
(C) Para a profundidade igual a 1,00 m, o escoamento é
supercrítico.
(D) Para a profundidade a 0,74 m, o Número de Froude é
igual à unidade.
(E) Para a profundidade igual a 1,50 m, o raio hidráulico é
cerca de 1,30 m.
R
Resolução:

Dado o problema temos que Q = 40m3 /s; L = 20m; ycr = 0, 74m e g =


9, 81m2 /s (adotado) :
D

Por definição temos que energia específica é (E):


v2
E =y+
2g
Ou então:
Q2
E =y+
2gA2

Lembrando que a questão pede a alternativa incorreta, temos:

(A) CORRETA.
Q2
Ecr = ycr +
2gA2
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Sendo,
A = Lycr

Então:
Q2
Ecr = ycr +
2g(Lycr )2
402
Ecr = 0, 74 +
2 × 9, 81 × (20 × 0, 74)2
1600
Ecr = 0, 74 +
4298
Ecr = 0, 74 + 0, 37
Ecr = 1, 11m

(B) CORRETA. A região do gráfico com y > ycr é definida como região de esco-

T
amento subcrítico ou fluvial. A região do gráfico com y < ycr é definida como
região de escoamento supercrítico ou torrencial.
AF
(C) INCORRETA. Explicação idem a (B).

(D) CORRETA. Para escoamento crítico temos para número de Froude o se-
guinte:
vc
Fr = √
gHM
Onde observa-se que:

• para valores menores que 1, o escoamento é subcrítico ou fluvial;


R

• para valor igual a 1, o escoamento é crítico, ou seja, para y = ycr ;


• para valores maiores que 1, o escoamento é supercrítico ou torrencial.

(E) CORRETA. Calculando o raio hidráulico para profundidade igual a 1, 50m, te-
D

mos:
A
RH =
PM
20 × 1, 5
RH =
1, 5 + 20 + 1, 5
30
RH =
23
RH = 1, 30m

 
Alternativa (C) 

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Questão 20
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2008)

Uma cidade A tem taxas de crescimento populacional se-


gundo aproximadamente uma progressão aritmética e con-
sumo per capita segundo as tabelas abaixo. Pretende-se
construir um sistema de abastecimento de água para esta
cidade com alcance até 2040.

ANO POPULAÇÃO (hab) CONSUMO PER CAPITA (litros/hab.dia)


1970 3600 Para fins domésticos 200 70%
1980 7800 Para fins industriais 300 10%
2000 16500 Para fins públicos 100 20%

Considerando que as variações de consumo são iguais a


K1=1,2 e K2=1,5, a vazão máxima de projeto para 6 horas de
funcionamento diário, em l/s, é
(A) 498
(B) 527

T
(C) 532
(D) 567
(E) 621
AF
Resolução:

Primeiramente é necessário descobrir qual será o número de habitantes em


2040, para isso é necessário encontrar a taxa de crescimento.

No caso, para esta questão, teremos duas razões de taxa de crescimento.


Portanto, para o primeiro período temos a seguinte razão para o período de dez
anos:
R

r1 = P1980 − P1970
r1 = 7800 − 3600
r1 = 4200 habitantes a cada 10 anos
D

Para o segundo período a razão foi de:


P2000 − P1980
r2 =
2
16500 − 7800
r2 =
2
r2 = 4350 habitantes a cada 10 anos

Devido às taxas diferentes nos períodos, iremos considerar a média delas


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para poder fazer a previsão, então:


r1 + r2 4200 + 4350
r= =
2 2
r = 4275 habitantes a cada 10 anos

Com isso, podemos prever que em 2040, teremos:

P2040 = P2000 + 4r
P2040 = 16500 + 4 × 4275
P2040 = 33600hab.

Para calcular a vazão máxima de projeto, em l/s, podemos aplicar a seguinte


equação:

T
P q m K1 K2
Q=
3600h
Sendo P a população a ser abastecida (hab.); qm o consumo per-capita
AF
(l/hab.dia); K1 o coeficiente do dia de maior consumo; K2 o coeficiente da hora de
maior consumo e h o número de horas de funcionamento do sistema.

No caso de qm será a soma das vazões para os variados fins multiplicado


pelas suas respectivas porcentagens, ou seja:

qm = 200 × 0, 70 + 300 × 0, 10 + 100 × 0, 20


qm = 140 + 30 + 20
R

qm = 190l/hab.dia

Com isso temos:


D

P2040 qm K1 K2
Q=
3600h
33600 × 190 × 1, 2 × 1, 5
Q=
3600 × 6
11491200
Q=
21600
Q = 532l/s

Portanto, a vazão máxima deverá ser de 532l/s durante as 6 horas de funci-


onamento diário.
 
Alternativa (C) 

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Questão 21
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2008)

Em uma bacia hidrográfica, a resposta unitária à ação de


uma chuva com altura de 10 mm e duração de 1 h é dada
pelo hidrograma unitário abaixo.

Q(m3/s)
HU (10mm,1h)
24

16
12
8

t(h)
0 1 2 3 4 5

0 1 3
t(h)

T
25

40

P(mm)
AF
A vazão máxima da onda de cheia formada por uma chuva
efetiva de 40 mm com duração de 1 h, seguida de uma chuva
de 25 mm, com duração de 2 h, em m³/s, é
(A) 94 (B) 126 (C) 139 (D) 154 (E) 175

Resolução:

Dado o hidrograma unitário HU (10mm, 1h), devemos aplicá-lo para a chuva


de 40mm e em seguida aplicá-lo para a chuva de 25mm que ocorre em sequência,
R

separando em intervalos de 1h, e deslocando o hidrograma quando necessário,


conforme o passar do tempo. Fazendo isso, e resumindo em forma de tabela,
obtemos:
D

t (h)
0 1 2 3 4 5 6 7
HU Hidrograma (10mm,1h) 0 12 24 16 8 0 - -
1° hora Hidrograma (40mm,1h) 0 48 96 64 32 0 - -
Q
2° hora Hidrograma (25mm,1h) - 0 30 60 40 20 0 -
(m³/s)
3° hora Hidrograma (25mm,1h) - - 0 30 60 40 20 0
TOTAL Hidrograma Final 0 48 126 154 132 60 20 0

Dessa forma, graficamente temos:


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Hidrogramas Separados
120

100

80
Q ()m³/s

60

40

20

0
0 1 2 3 4 5 6 7 8
t (h)

Hidrograma (40mm,1°h) Hidrograma (25mm,2°h) Hidrograma (25mm,3°h)

T
E o hidrograma final para a chuva toda:
AF
Hidrograma Final
180
160
154
140
132
126
120
Q (m³/s)

100
80
R

60 60
48
40
20 20
0 0 0
D

0 1 2 3 4 5 6 7 8
t (h)

Portanto, a vazão máxima da onda de cheia formada pela chuva efetiva


apresentada, é de 154m3 /s.
 
Alternativa (D) 

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Questão 22
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2008)

A Lei no 9433/1997, conhecida como Lei das Águas, institui


a Política Nacional de Recursos Hídricos que, dentre outros,
baseia-se no fundamento de que o(a)
(A) uso prioritário dos recursos hídricos é somente para o
consumo humano, em situações de escassez.
(B) água é um recurso natural ilimitado, dotado de valor eco-
nômico.
(C) água é um bem de domínio público, podendo ser privado.
(D) gestão dos recursos hídricos deve ser centralizada no
Poder Público.
(E) gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar
o uso múltiplo das águas.

Resolução:

Conforme a Lei n◦ 9433/1997, temos: Art. 1◦ A Política Nacional de Recursos

T
Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos:

I - a água é um bem de domínio público;


AF
II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico;

III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o con-


sumo humano e a dessedentação de animais;

IV - a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das
águas;
R
V - a bacia hidrográfica e a unidade territorial para implementação da Política
Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerencia-
mento de Recursos Hídricos;

VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizar e contar com a parti-
D

cipação do Poder Público, dos usuários e das comunidades.

 
Alternativa (E) 

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Questão 23
(Engenheiro(a) Civil Júnior - Petrobras 2008)

Em uma bacia hidrográfica, supostamente delimitada pelas


linhas em negrito, estão instalados cinco postos
pluviométricos, conforme mostra a figura abaixo, cujas pre-
cipitações são: P1 = 40 mm, P2 = 45mm, P3 = 25 mm,
P4 = 35 mm e P5 = 20 mm.

P1 P2

P4

P3

P5

Considerando que cada quadrícula da figura possui 1 hectare


(1 ha = 10.000 m²), analise as afirmativas a seguir.

I - A área de influência dos postos pluviométricos P1 e P2


somadas significam 1/3 da área total da bacia
hidrográfica, segundo o método dos polígonos de
Thiessen.
II - A precipitação média da bacia hidrográfica pelo método
aritmético é 33,0 mm.
III - A precipitação média da bacia hidrográfica pelo método
dos polígonos de Thiessen é 33,8 mm.
IV - O perímetro da bacia hidrográfica é, aproximadamente,
igual a 2.050 m.
Desta forma, são corretas a(s) afirmativa(s)
(A) III e IV. (B) I, II e III.
(C) I, II e IV. (D) I, III e IV.
(E) II, III e IV

Resolução:

• Método dos Polígonos de Thiessen

Nesse método define-se a área de influência de cada posto pluviométrico


dentro da bacia hidrográfica. Para isso traça-se, primeiramente, linhas que unem
os postos pluviométricos mais próximos.
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Em seguida determina-se o ponto médio em cada uma destas linhas, e a


partir desse ponto traça-se uma linha perpendicular.

T
AF
R

A interceptação das linhas médias entre si e com os limites da bacia, vão


definir a área de influência de cada um dos postos. Com isso mede-se a área de
cada posto.
D
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Sendo assim temos:

ABacia = 21ha
AP 1 = 3, 5ha
AP 2 = 3, 5ha
AP 3 = 1, 0ha
AP 4 = 8, 5ha
AP 5 = 4, 5ha

Logo, a precipitação média da bacia será dada por:


ΣAi Pi
PM =
ABacia

T
Calculando temos:
3, 5 × 40 + 3, 5 × 45 + 1, 0 × 25 + 8, 5 × 35 + 4, 5 × 20
PM =
21
AF
710
PM =
21
PM = 33, 8mm

• Método da Média Aritmética

A precipitação média é calculada como a média aritmética dos valores mé-


R
dios de precipitação, a partir dos postos que estão dentro da área da bacia hidro-
gráfica, ou seja:
ΣPi
PM = ◦
n de postos
D

Calculando temos:
P1 + P2 + P4 + P5
PM =
5
40 + 45 + 35 + 20
PM =
5
140
PM =
4
PM = 35, 0mm

Apresentado os dois métodos, podemos agora avaliar as afirmativas:

I - CORRETA. A soma da área de influência dos postos P1 e P2 resulta em


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7, 0ha, portanto igual a 1/3 da área total da bacia hidrográfica de 21, 0ha.

II - INCORRETA. Como calculado acima, a precipitação média da bacia pelo


método aritmético é 35, 0mm.

III - CORRETA. Como calculado acima, a precipitação média da bacia pelo mé-
todo de Thiessen é 33, 8mm.

IV - CORRETA. Sendo 1ha = 10000m2 , então o lado dos quadrados mede 100m,

e sua diagonal mede 100 2. Avaliando o perímetro temos ao todo 12 lados
e 6 diagonais. Portanto:

P = 12 × 100 + 6 × 100 2
P = 2048 ≈ 2050mm

T
Portanto, estão corretas as afirmativas I, III e IV.
 
Alternativa (D) 

AF
Questão 24
(Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2011)

O número de Reynolds, válido para a determinação do


regime de escoamento de líquidos, gases e vapores,
entre outros fatores, é
(A) diretamente proporcional à velocidade e à viscosidade
R
(B) diretamente proporcional à velocidade, ao diâmetro e
à viscosidade
(C) inversamente proporcional ao diâmetro
(D) inversamente proporcional à velocidade
(E) inversamente proporcional à viscosidade
D

Resolução:

O número de Reynolds é a relação entre as forças de inércia (Fi ) e as forças


viscosas (Fµ ):
ΣFi
Re =
ΣFµ

Para dutos circulares de diâmetro D, temos que forças de inércia (ρv) entre
as forças de viscosidade ( Dµ ). É expresso como:
ρv
Re = µ
D
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ρvD
Re =
µ

Sendo v a velocidade média do fluido; D o diâmetro para o fluxo no tubo; µ


a viscosidade dinâmica do fluido e ρ a massa específica do fluido.
 
Alternativa (E) 


Questão 25
(Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2011)

T
Considere as seguintes reservas de água doce (Rn) do
nosso planeta.
R1 – lagos e rios
R2 – geleiras e gelo polar
R3 – água subterrânea
AF
A ordem DECRESCENTE de volume de água armazenada
nessas reservas é
(A) R1, R2, R3
(B) R1, R3, R2
(C) R2, R1, R3
(D) R2, R3, R1
(E) R3, R2, R1

Resolução:
R

A distribuição de toda água doce existente na Terra é apresentada abaixo:

• Gelos e geleiras - 77,39% - (R2)


D

• Águas subterrâneas - 22,03% - (R3)

• Lagos, rios, etc. - 0,37% - (R1)

• Umidade do solo - 0,18%

• Vapor atmosféricos - 0,03%

Então temos a seguinte ordem R2, R3 e R1.


 
Alternativa (D) 

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Questão 26
(Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2011)

Nos projetos de redes coletoras de esgoto sanitário, o


tubo de queda deve ser instalado no poço de visita quan-
do o coletor afluente apresentar degrau com altura maior
ou igual, em metros, a
(A) 0,30
(B) 0,50
(C) 0,70
(D) 0,90
(E) 1,10

Resolução:

Segundo a NBR 9649/1986, item 5 Condições específicas: 5.2 Disposições


construtivas.

T
• 5.2.5 Poço de visita (PV) deve ser obrigatoriamente usado nos seguintes ca-
sos:
AF
a) Na reunião de mais de dois trechos ao coletor;
b) Na reunião que exige colocação de tubo de queda;
c) Nas extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas;
d) Nos casos previstos em 5.2.2, 5.2.3 e 5.2.4 quando a profundidade for
maior ou igual a 3, 00m.

• 5.2.5.1 Tubo de queda deve ser colocado quando o coletor afluente apresentar
R

degrau com altura maior ou igual a 0, 50m.

• 5.2.5.2 As dimensões dos poços de visita (PV) devem se ater aos seguintes
limites:
D

a) Tampão: diâmetro mínimo de 0, 60m;


b) Câmara: dimensão mínima em planta de 0, 80m.

 
Alternativa (B) 

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Questão 27
(Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2011)

Em projetos de saneamento, que nome é dado à tubula-


ção que recebe esgoto exclusivamente na extremidade
de montante?
(A) Emissário
(B) Coletor principal
(C) Coletor tronco
(D) Coletor de esgoto
(E) Rede coletora

Resolução:

De acordo com a NBR 9649/1986, temos no item 3 Definições:

a) CORRETA. 3.5 Emissário: tubulação que recebe esgoto exclusivamente na

T
extremidade de montante.

b) INCORRETA. 3.3 Coletor principal: coletor de esgoto de maior extensão dentro


de uma mesma bacia.
AF
c) INCORRETA. 3.4 Coletor tronco: tubulação da rede coletora que recebe ape-
nas contribuição de esgoto de outros coletores.

d) INCORRETA. 3.2 Coletor de esgoto: tubulação da rede coletora que recebe


contribuição de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo de
seu comprimento.
R
e) INCORRETA. 3.6 Rede coletora: conjunto constituído por ligações prediais,
coletores de esgoto, e seus órgãos acessórios.

 
Alternativa (A) 

D
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Questão 28
(Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2008)

Sobre escoamento de líquidos, segundo Rodrigo Porto (Hi-


dráulica Básica), é correto afirmar que no escoamento
(A) laminar, as partículas movem-se em lâminas ou cama-
das em trajetórias bem definidas, geralmente em alta
velocidade, sendo comum em líquidos pouco viscosos.
(B) unidimensional, as propriedades como pressão, veloci-
dade e massa específica são funções exclusivas de so-
mente uma coordenada espacial e do tempo.
(C) forçado, o líquido deve ocupar mais que a metade da
área de seção geométrica da tubulação e não há conta-
to com o meio externo.
(D) turbulento livre, o regime é torrencial quando a velocida-
de média em uma seção é menor que um certo valor
crítico.
(E) vorticoso, as partículas do líquido, numa certa região,
não apresentam rotação em relação a qualquer eixo.

T
Resolução:

Por definição, segundo Rodrigo Porto (Hidráulica Básica), temos:


AF
(A) INCORRETA. Escoamento laminar ocorre quando as partículas de um fluido
movem-se ao longo de trajetórias bem definidas, apresentam lâminas ou ca-
madas (daí o nome laminar) cada uma delas preservando suas características
no meio. No escoamento laminar a viscosidade age no fluido no sentido de
amortecer a tendência de surgimento da turbulência. Este escoamento ocorre
geralmente a baixas velocidades e em fluídos que apresentem grande visco-
R
sidade.

(B) CORRETA. Escoamento unidimensional é o qual cujas propriedades (veloci-


dade, massa específica, pressão, etc.), são funções exclusivas de uma única
coordenada espacial e do tempo, ou seja, são representadas em função de
D

valores médios da seção.

(C) INCORRETA. Escoamento forçado ocorre no interior de tubulações, ocupando


toda sua área geométrica, não apresentando contato com o ambiente externo.
A pressão que o líquido exerce na tubulação é diferente da pressão atmosfé-
rica. Este escoamento se da por ação gravitacional ou através de bombea-
mento.

(D) INCORRETA. Escoamento turbulento ocorre quando as partículas de um


fluido não movem-se ao longo de trajetórias bem definidas, ou seja as partí-
culas descrevem trajetórias irregulares, com movimento aleatório, produzindo
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uma transferência de quantidade de movimento entre regiões de massa lí-


quida. Este escoamento é comum na água, cuja a viscosidade e relativa-
mente baixa. Escoamento livre ocorre quando todas as seções transversais
de um fluido estiverem em contato com a atmosfera. Esta situação se verifica
em rios, córregos entre outros. Este escoamento se dá necessariamente pela
ação da gravidade. Também conhecido como escoamento em superfície livre.

(E) INCORRETA. Escoamento rotacional, também conhecido com vorticoso,


ocorre quando as partículas de um fluido, numa certa região, apresentarem
rotação em relação a um eixo qualquer.

 
Alternativa (B) 


T
AF
Questão 29
(Engenheiro(a) Júnior - Área: Civil - Transpetro 2011)

Em um projeto de rede coletora de esgoto sanitário, no di-


mensionamento hidráulico das lâminas d’água, estas de-
vem ser sempre calculadas admitindo-se o escoamento
em regime uniforme e permanente.
O seu valor máximo, para vazão final, deve ser igual ou
inferior a qual percentual do diâmetro do coletor?
(A) 25%
(B) 45%
R

(C) 50%
(D) 75%
(E) 90%
D

Resolução:

Segundo a NBR 9649/1986, item 5 Condições específicas: 5.1 Dimensiona-


mento hidráulico.

• 5.1.6 As lâminas d’água devem ser sempre calculadas admitindo o escoa-


mento em regime uniforme e permanente, sendo o seu valor máximo, para
vazão final (Qf ), igual ou inferior a 75% do diâmetro do coletor.

 
Alternativa (D) 

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Questão 30
(Engenheiro(a) Civil Júnior - REFAP 2007)

Analise as afirmativas abaixo sobre a conceituação hidráulica


dos escoamentos em função de suas características.
I – No escoamento turbulento, as partículas de líquido se
movem em trajetórias irregulares, com movimento
aleatório, produzindo uma transferência de quantidade
de movimento entre regiões da massa líquida.
II – O escoamento é classificado como livre quando as
propriedades e características hidráulicas forem
invariáveis no tempo.
III – O escoamento em pressão ocorre no interior das tubula-
ções, ocupando 50% ou mais da sua área geométrica.
É(São) verdadeira(s) apenas a(s) afirmativa(s):
(A) I (B) II
(C) III (D) I e II
(E) I e III

T
Resolução:

Avaliando as afirmativas temos:


AF
I. VERDADEIRA. Escoamento turbulento ocorre quando as partículas de um
fluido não movem-se ao longo de trajetórias bem definidas, ou seja as partí-
culas descrevem trajetórias irregulares, com movimento aleatório, produzindo
uma transferência de quantidade de movimento entre regiões de massa lí-
quida. Este escoamento é comum na água, cuja a viscosidade e relativa-
mente baixa.
R

II. FALSA. Escoamento livre ocorre quando todas as seções transversais de um


fluido estiverem em contato com a atmosfera. Esta situação se verifica em
rios, córregos entre outros. Este escoamento se dá necessariamente pela
ação da gravidade. Também conhecido como escoamento em superfície livre.
D

III. FALSA. Escoamento forçado ocorre no interior de tubulações, ocupando toda


sua área geométrica, não apresentando contato com o ambiente externo. A
pressão que o líquido exerce na tubulação é diferente da pressão atmosférica.
Este escoamento se da por ação gravitacional ou através de bombeamento.

Portanto, apenas a primeira afirmativa está correta.


 
Alternativa (A) 

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Questão 31
(Engenheiro(a) Civil Júnior - REFAP 2007)

Considere os seguintes tipos de água:


I – águas subterrâneas (de poços);
II – águas captadas em galerias de infiltração;
III – águas provenientes de partes profundas de grandes
represas.

Geralmente, a utilização do processo de aeração se justifica


nos casos em que as águas a serem tratadas são as indicadas
em:
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) III, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) I, II e III.

Resolução:

A aeração ou arejamento consiste em colocar a água em contato com uma


fase gasosa (geralmente o ar) para transferir substâncias solúveis do ar para a
água, aumentando seus teores de oxigênio e nitrogênio, e substâncias voláteis
da água para o ar, permitindo a remoção do gás carbônico em excesso, do gás
sulfídrico, do cloro, metano e substâncias aromáticas voláteis, assim como, pro-
porcionar a oxidação e precipitação de compostos indesejáveis, tais como ferro e
manganês. A aeração pode ser por gravidade, aspersão, difusão de ar ou forçada.

A aeração faz parte do processo de tratamento de água, independente-


mente do tipo de água que está sendo captada e tratada.
 
Alternativa (E) 


Questão 32
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2006)

As lagoas de maturação têm como objetivo principal reduzir


a concentração de:
(A) coliformes e patogênicos.
(B) oxigênio dissolvido e patogênicos.
(C) algas e moscas.
(D) moscas e vegetais.
(E) vegetais e coliformes.
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Resolução:

Lagoa de maturação é um tipo de lagoa que recebe um afluente cuja DBO


está praticamente estabilizada e o oxigênio dissolvido se faz em toda a massa
líquida.

São lagoas de menor profundidade, onde a penetração da radiação solar


ultravioleta e as condições ambientais desfavoráveis causam uma elevada mor-
tandade dos patogênicos, e remoção de nitrogênio e fósforo. Constituem um pós-
tratamento de processos que objetivem a remoção da DBO, sendo usualmente
projetadas como uma série de lagoas, ou como uma lagoa única com divisões por
chincanas. A eficiência na remoção de coliformes é bastante elevada frente aos
principais elementos atuantes.

T
Removem organismos patogênicos, sólidos em suspensão e nutrientes. A
retirada adicional de matéria orgânica é muito pequena.
 
AF
Alternativa (A) 


Questão 33
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)
R
No estudo do escoamento em canais, o raio hidráulico é a:
(A) altura média da água no canal.
(B) curvatura molhada do canal.
(C) média entre a largura molhada e a altura molhada.
(D) relação entre a área molhada e a altura da água.
(E) relação entre a área molhada e o perímetro molhado.
D

Resolução:

Por definição temos que o raio hidráulico de um canal, duto, rios, etc., é:
A
RH =
P

Onde A corresponde à área da seção transversal molhada e P ao perímetro


molhado.
 
Alternativa (E) 

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Questão 34
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)

Nos gráficos a seguir, no eixo das distâncias estão marca-


dos o ponto O, que indica o ponto de lançamento de efluentes
em um rio de águas limpas, e as zonas 1 a 4, que represen-
tam, respectivamente, as zonas de degradação, de decom-
posição ativa, de recuperação e de águas limpas.
Entre eles, o que esboça uma curva de déficit de OD (oxigê-
nio dissolvido) é:
Déficit de OD
(mg/L)
(A)
Distância (km)
0 1 2 3 4
Déficit de OD
(mg/L)

(B)

Distância (km)

T
0 1 2 3 4
Déficit de OD
(mg/L)

(C)
Distância (km)
AF
0 1 2 3 4
Déficit de OD
(mg/L)

(D)
Distância (km)
0 1 2 3 4
Déficit de OD
(mg/L)

(E)
R
Distância (km)
0 1 2 3 4

Resolução:
D

Zonas de autodepuração: por ser a autodepuração um processo que se


desenvolve ao longo do tempo, e considerando-se a dimensão do curso d’água
receptor como predominantemente longitudinal, tem-se que os estágios da suces-
são ecológica podem ser associados a zonas fisicamente identificáveis no rio. São
quatro as principais zonas de autodepuração, zona de degradação, de decompo-
sição ativa, de recuperação, e a zona de águas limpas.

A jusante do lançamento de um despejo predominantemente orgânico e bi-


odegradável, tem-se as seguintes características de cada zona. Deve-se ressaltar
que, a montante do lançamento dos despejos, tem-se a zona de águas limpas,
caracterizada pelo seu equilíbrio ecológico e elevada qualidade da água.
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Zona de degradação: esta zona tem início logo após o lançamento das
águas residuárias no curso d’água. A principal característica química é a alta
concentração de matéria orgânica, ainda em seu estágio complexo, mas poten-
cialmente decomponível. O processo de decomposição da matéria orgânica pode
ter um início lento, e o consumo de oxigênio dissolvido pode ser reduzido, mas
ainda possibilitando a vida de peixes.

Zona de decomposição ativa: após a fase inicial de perturbação do ecossis-


tema, este principia a se organizar, com os microrganismos desempenhando ativa-
mente suas funções de decomposição da matéria orgânica. Como consequência,
os reflexos no corpo d’água atingem os seus níveis mais acentuados, e a quali-
dade da água apresenta-se em seu estado mais deteriorado. Nesta zona o oxigê-
nio dissolvido atinge a sua menor concentração, podendo se esgotar dependendo

T
da quantidade de esgoto lançado, dando lugar à predominância de organismos
anaeróbios.

Zona de recuperação: após a fase de intenso consumo de matéria orgânica


AF
e de degradação ao ambiente aquático, inicia-se a etapa de recuperação. Isto
implica em que o consumo de oxigênio, através da respiração bacteriana, seja
mais reduzido. Com isso, paralelamente à introdução de oxigênio atmosférico na
massa líquida, aumentam os teores de oxigênio dissolvido (a produção de oxigênio
pela reaeração atmosférica passa a ser maior que o consumo de oxigênio para a
estabilização da matéria orgânica).
R

Zona de águas limpas: As águas apresentam-se novamente limpas, vol-


tando a ser atingidas as condições normais anteriores à poluição, pelo menos no
que diz respeito ao oxigênio dissolvido, à matéria orgânica e aos teores de bac-
térias e, provavelmente, de organismos patogênicos. Com isso podemos concluir
D

que quanto ao oxigênio dissolvido, a curva que representa o seu déficit, pode ser
expressa pela alternativa B.

 
Alternativa (B) 

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Questão 35
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)

Para a implementação da Avaliação de Impacto Ambiental,


essa resolução considera como impacto ambiental qualquer
alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do
meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou
energia resultante das atividades humanas que, direta ou
indiretamente, afetem:
I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente ;
V - a qualidade dos recursos ambientais.

Estão em conformidade com a citada resolução, tornando


verdadeira a afirmativa, os itens:
(A) I e II, apenas. (B) II e IV, apenas.
(C) I, II e IV, apenas. (D) I, II, IV e V, apenas.
(E) I, II, III, IV e V.

T
Resolução:

Conforme a Resolução CONAMA 001/86, temos:


AF
• Artigo 1◦ - Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qual-
quer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambi-
ente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das ativi-
dades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:

I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;


R
II - as atividades sociais e econômicas;
III - à biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
D

V - A qualidade dos recursos ambientais.

Portanto todas as afirmativas estão corretas.


 
Alternativa (E) 

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Questão 36
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)

Considerando as siglas AIA – Avaliação de Impacto Ambiental,


EIA – Estudo de Impacto Ambiental e RIMA – Relatório de
Impacto Ambiental, analise as afirmativas:
I - O EIA será realizado por equipe multidisciplinar habilita-
da, não dependente direta ou indiretamente do propo-
nente do projeto e que será responsável tecnicamente
pelos resultados apresentados.
II - O proponente é responsável pelos custos e despesas
da realização do EIA / RIMA, cabendo aos órgãos
ambientais competentes apenas os custos do
monitoramento dos impactos.
III - O acesso ao RIMA deve ser restrito aos órgãos compe-
tentes (federais, estaduais e/ou municipais), para que
seja respeitado o sigilo industrial.
IV - O RIMA refletirá as conclusões do EIA e conterá, entre
outros itens, a caracterização da qualidade ambiental
futura da área de influência, comparando as diferentes
situações de adoção do projeto e suas alternativas, bem

T
como a hipótese de sua não-realização.

São verdadeiras as afirmativas:


(A) I e II, apenas.
(B) I e IV, apenas.
AF
(C) II e III, apenas.
(D) I, II e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.

Resolução:

Avaliando as afirmativas, tendo como referência a Resolução CONAMA


001/86, temos:
R

I. VERDADEIRA. Artigo 7◦ - O estudo de impacto ambiental será realizado por


equipe multidisciplinar habilitada, não dependente direta ou indiretamente do
proponente do projeto e que será responsável tecnicamente pelos resultados
apresentados.
D

II. FALSA. Artigo 8◦ - Correrão por conta do proponente do projeto todas as des-
pesas e custos referentes à realização do estudo de impacto ambiental, tais
como: coleta e aquisição dos dados e informações, trabalhos e inspeções de
campo, análise de laboratório, estudos técnicos e científicos e acompanha-
mento e monitoramente dos impactos, elaboração do RIMA e o fornecimento
de pelo menos 5 (cinco) cópias.

III. FALSA. Artigo 11◦ - Respeitado o sigilo industrial, assim solicitando e de-
monstrando pelo interesse o RIMA será acessível ao público. Suas cópias
permanecerão à disposição dos interessados, nos centros de documentação
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ou bibliotecas da SEMA e do órgão estadual de controle ambiental correspon-


dente, inclusive durante o período de análise técnica.

IV. VERDADEIRA. Artigo 9◦ - O Relatório de Impacto Ambiental RIMA refletirá as


conclusões de estudo de impacto ambiental e conterá, no mínimo:

i - os objetivos e justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com


as políticas setoriais, planos e programas governamentais;
ii - a descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais, e
especificando para cada um deles, nas fases de construção e operação
a área de influência, as matérias-primas, e mão-de-obra, as fontes de
energia, os processos e técnicas operacionais, os prováveis efluentes,
emissões, resíduos e perdas de energia, os empregos diretos e indiretos

T
a serem gerados;
iii - a síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos ambiental da área
de influência do projeto;
AF
iv - a descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e ope-
ração da atividade, considerando o projeto, e suas alternativas, os ho-
rizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos,
técnicas e critérios adotados para sua identificação, quantificação e in-
terpretação;
v - a caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência,
R
comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alter-
nativas, bem como com a hipótese de sua não realização;
vi - a descrição do efeito esperado das medidas mitigadores previstas em
relação aos impactos negativos, mencionado aqueles que não puderem
D

ser evitados, e o grau de alteração esperado;


vii - o programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;
viii - recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comen-
tários de ordem geral).

Tendo o apresentado acima, apenas as afirmativas I e IV estão corretas.


 
Alternativa (B) 

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Questão 37
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)

No escoamento superficial das águas, a grandeza que defi-


ne o coeficiente de deflúvio (run-off) é a:
(A) diferença entre o volume total escoado pela seção e o
volume total infiltrado na bacia contribuinte.
(B) diferença entre o volume total precipitado na bacia con-
tribuinte e o volume total escoado pela seção.
(C) relação entre a quantidade total de água escoada pela se-
ção e quantidade total precipitada na bacia contribuinte.
(D) relação entre a quantidade total de água precipitada na bacia
contribuinte e a quantidade total escoada pela seção.
(E) relação entre o volume total escoado pela seção e a al-
tura atingida pela água na mesma seção.

Resolução:

Coeficiente de Escoamento Superficial (C): O coeficiente de escoamento ou

T
deflúvio superficial ou coeficiente de run off, é definido pela razão do volume de
água escoado superficialmente por ocasião de uma chuva, V ols , pelo volume de
água precipitada, V olT :
AF
V ols
C=
V olT
Este coeficiente pode ser relativo a uma chuva isolada ou a um intervalo
de tempo no qual várias chuvas ocorreram. É um conceito usado na previsão da
vazão de enchente, provocada por uma chuva intensa.

Na prática, conhecido o run off para uma determinada chuva intensa de


R
certa duração, determina-se o escoamento superficial de outra precipitação in-
tensa de intensidade diferente da primeira, mas de mesma duração.
 
Alternativa (C) 

D
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Questão 38
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)

Para o segmento da instalação de esgoto abaixo


esquematizada, é preciso estudar a declividade do trecho
MN, que sofre a influência de uma viga, de forma que seja
adotada a maior declividade possível, considerando que:
• todo o trecho MN deverá ter o mesmo caimento;
• o ponto N deve ficar, no mínimo, a 2,20m do piso;
• o ponto M deve ficar, no mínimo 10 cm abaixo do fundo da
laje de teto;
• a geratriz superior do tubo deverá se mantida no alinha-
mento do esquema.

0,10
M

0,50
N

T
10,00 0,20 3,80

2,90
AF
Vista (sem escala)

Parte 1
Com base nos dados, os cálculos corretos permitem con-
cluir, sobre a altura dos pontos em relação ao piso, que o(s)
ponto(s):
(A) M manteve a altura de 2,80 m e N ficou a 2,24 m.
(B) M manteve a altura de 2,80 m e N ficou a 2,36 m.
(C) N manteve a altura de 2,20 m e M ficou a 2,90 m.
(D) N manteve a altura de 2,20 m e M ficou a 2,70 m.
R
(E) M e N mantiveram as alturas de 2,80 m e 2,20 m, res-
pectivamente.

Resolução:

Considerando as informações do enunciado da questão, temos as seguintes


D

cotas para os pontos M, N e da viga: hM = 2, 80m (mínimo); hN = 2, 20m (mínimo)


e hV = 2, 40 (fixo).

Portanto o desnível mínimo disponível entre o ponto M e a viga é:

∆M,V = 0, 40m

E que estão distribuídos em 10, 00m. A declividade máxima entre o ponto M


e a viga é:
∆M,V 0, 40
i= = = 0, 04 = 4, 0%
∆L 10, 00
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E o desnível mínimo disponível entre o ponto N e a viga é:

∆N,V = 0, 20m

E que estão distribuídos em 4, 00m. A declividade máxima entre o ponto N


e a viga é:
∆N,V 0, 20
i= = = 0, 05 = 5, 0%
∆L 4, 00

A declividade máxima é de 5%, conforme a NBR 8160/1999. Portanto ambos


os trechos respeitam a Norma, porém como o trecho deve ser retilíneo, optaremos
pela menor declividade. Então o ponto N será deslocado para cima, dada a menor
declividade. Então a nova cota de N (hN ) será:
∆h

T
i=
∆L
(hM − hN )
i=
∆L
AF
(hM − hN ) = i∆L
hN = hM − i∆L
hN = 2, 80 − 0, 04 × 14, 00
hN = 2, 24m
 
Alternativa (A) 

R

Questão 39
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)
D

Parte 2
O caimento a ser adotado é de:
(A) 2%. (B) 3%. (C) 4%. (D) 5%. (E) 6%.

Resolução:

Dada a resolução anterior, o caimento adotado foi de 4, 0%.


 
Alternativa (C) 

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Questão 40
(Engenheiro(a) Civil Pleno - Petrobras 2005)

Analise as seguintes afirmativas:


I – fossas sépticas consistem geralmente de uma câmara,
cuja função é permitir a sedimentação, o armazenamento
dos sólidos sedimentáveis e sua digestão, que ocorre
em ambiente aeróbio;
II – o efluente das fossas sépticas pode passar por valas de
filtração ou por filtros anaeróbios de fluxo ascendente,
antes da disposição final;
III – o efluente das fossas sépticas pode ser lançado em
sumidouros ou em valas de infiltração;
IV – segundo a NBR 7229:1993 (Projeto, Construção e Ope-
ração de Sistemas de Tanques Séptico), filtros
anaeróbios de fluxo ascendente têm a eficiência maior
que as valas de filtração.

São verdadeiras apenas as afirmativas:


(A) I e III.
(B) I e IV.

T
(C) II e III.
(D) I, II e III.
(E) I, II e IV.
AF
Resolução:

Avaliando as afirmativas apresentadas temos:

I. FALSA. Segundo a NBR 7229/1993, item 3 Definições:

• 3.30 Tanque séptico: Unidade cilíndrica ou prismática retangular de fluxo


horizontal, para tratamento de esgotos por processos de sedimentação,
R
flotação e digestão. Em um tanque séptico, não há o armazenamento de
sólidos sedimentáveis.

II. VERDADEIRA. Consultando a NBR 13969/1997, item 4 Tratamento comple-


mentar dos efluentes de tanque séptico, podemos retirar quais são os trata-
D

mentos complementares que podem ser utilizados antes da disposição final,


são eles:

• Filtro anaeróbio de leito fixo com fluxo ascendente (filtro anaeróbio);


• Filtro aeróbio submerso;
• Filtro de areia;
• Vala de filtração;
• Lodo ativado por batelada (LAB);
• Lagoa com plantas aquáticas.
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III. VERDADEIRA. Consultando a NBR 13969/1997, item 5 Disposição final dos


efluentes de tanque séptico, podemos identificar que os efluentes podem ser
lançados em:

• Vala de infiltração;
• Canteiro de infiltração e de evapotranspiração;
• Sumidouro;
• Galeria de águas pluviais;
• Águas superficiais;
• Ou servir para reuso.

Para cada tipo de disposição final há limites paramétricos que devem ser res-

T
peitados.

IV. FALSA. Segundo a NBR 13969/1997, item 4 Tratamento complementar dos


efluentes de tanque séptico:
AF
Tabela 1 - Faixas prováveis de remoção dos poluentes, conforme o tipo de tratamento, consideradas
em conjunto com o tanque séptico (em%).
Processo
Parâmetro Filtro anaeróbio c/
Vala de filtração
fluxo asc.
DBO_{5,20} 40 a 75 50 a 80
DQO 40 a 70 40 a 75
SNF 60 a 90 70 a 95
Sólidos sedimentáveis 70 ou mais 100
R
Nitrogênio amoniacal - 50 a 80
Nitrato - 30 a 70
Fosfato 20 a 50 30 a 70
Coliformes fecais - 99,5 ou mais

*Esta tabela está apresentando apenas dois dos tipos de tratamento existentes.
D

Então como se pode concluir, o filtro anaeróbio tem menor eficiência que a
vala de filtração, ao contrário do disposto na afirmativa.

Portanto, estão corretas apenas as afirmativas II e III.


 
Alternativa (C) 


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