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MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO
ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS
(ESCOLA SARGENTO MAX WOLF FILHO)

CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS


PERÍODO DE QUALIFICAÇÃO

COLETÂNEA DE MANUAIS
DE
TÉCNICAS MILITARES

2017
ÍNDICE DE ASSUNTOS

Pag

CAPÍTULO I – MATERIAL TELEFÔNICO

1. SISTEMAS TELEFÔNICOS....................................................................................................08

1.1 Sistemas de Comunicações por fio.......................................................................................08

2. TELEFONES DE CAMPANHA...............................................................................................09

2.1 Telefone EB 11-AF 1/ETC.....................................................................................................09

2.2 Telefone EB 11-AF 2/ETC.....................................................................................................09

2.3 Telefone EB 11-AF 3/ETC.....................................................................................................10

3. CENTRAIS TELEFÔNICAS....................................................................................................11

3.1 Central Telefônica Automática EB 11-QC 1/ETC..................................................................11

3.2 Central Telefônica Automática EB 11-ETC 400....................................................................12

4. TELEFONIA VOIP...................................................................................................................13

4.1 Serviços de voz sobre IP.......................................................................................................13

5. PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO DO MATERIAL TELEFÔNICO..............................15

5.1 Plano de manutenção do material classe VII........................................................................15

CAPÍTULO II – LINHAS DE TRANSMISSÃO

1. MATERIAL DE CONSTRUÇÃO DE LINHAS.........................................................................17

1.1 Fios e Cabos de Campanha..................................................................................................17

1.2 Equipamentos para acondicionamento dos fios e cabos de campanha...............................19

1.3 Desenroladeiras....................................................................................................................20

1.4 Materiais diversos..................................................................................................................21

2. NÓS, EMENDAS E AMARRAÇÕES......................................................................................23

2.1 Emendas nas Linhas de Camapnha.....................................................................................23

2.2 Amarrações das Linhas de Campanha.................................................................................25


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................2/142)
3. LINHAS DE CAMPANHA.......................................................................................................28

3.1 Generalidades.......................................................................................................................28

3.2 Tipos de Construção.............................................................................................................28

3.3 Escolha do Itinerário das Linhas de Campanha....................................................................28

4. TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO.............................................................................................29

4.1 Generalidades.......................................................................................................................29

4.2 Construção de Linhas Rastejantes........................................................................................30

4.3 Construção de Linhas Aéreas...............................................................................................30

4.4 Construção de Linhas Enterradas.........................................................................................32

4.5 Construção de Linhas Submersas........................................................................................32

5. DEFEITO EM LINHAS DE CAMPANHA................................................................................33

5.1 Generalidades.......................................................................................................................33

5.2 Defeitos comuns nas linhas de campanha............................................................................33

5.3 Consequências dos Defeitos nas Linhas de Campanha.......................................................35

5.4 Testes para Verificação e Localização de Defeitos...............................................................35

6. CENTRO DE CONSTRUÇÃO E POSTO DE VERIFICAÇÃO................................................36

6.1 Postos de Verificação em locais de construção....................................................................36

7. REDES CABEADAS DE COMPUTADORES.........................................................................37

7.1 Definição de Redes quanto ao alcance.................................................................................37

7.2 Tipos de Topologias..............................................................................................................37

7.3 Componentes de uma LAN...................................................................................................39

CAPÍTULO III – EXPLORAÇÃO DO MEIO FÍSICO

1. REGRAS DE EXPLORAÇÃO RADIOTELEFÔNICA.............................................................41

1.1 Pronúncia de Letras e Algarismos.........................................................................................41

1.2 Sinais Especiais de Serviço..................................................................................................42

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................3/142)


1.3 Expressões Convencionais de Serviço.................................................................................43

2. REGRAS DE EXPLORAÇÃO TELEFÔNICA.........................................................................43

2.1 Regras Gerais de Exploração...............................................................................................43

3. DOCUMENTOS AFETOS A EXPLORAÇÃO TELEFÔNICA.................................................44

3.1 Lista para o serviço...............................................................................................................44

3.2 Boletim de itinerário...............................................................................................................45

4. MONTAGEM DE REDES LOCAIS COM CABO....................................................................45

4.1 Cabeamento de Par Trançado..............................................................................................45

CAPÍTULO IV – EQUIPAMENTO RÁDIO

1. CONJUNTOS RÁDIO.............................................................................................................48

1.1 Generalidades.......................................................................................................................48

1.2 Vantagens e limitações.........................................................................................................48

1.3 Instalação e Aplicação Tática................................................................................................49

1.4 Classificação quanto á instalação e transporte.....................................................................50

2. CONJUNTOS RÁDIO PORTÁTEIS........................................................................................50

2.1 Rádio HF – MPR 9600..........................................................................................................50

2.2 Rádio VHF – RF 7800V.........................................................................................................53

3. CONJUNTOS RÁDIO EM HF, VHF E UHF, VEICULARES E FIXOS....................................57

3.1 Rádio HF – YAESU SYTEM 600...........................................................................................57

4. REPETIDORES.......................................................................................................................60

4.1 Repetidora GTR-8000...........................................................................................................60

4.2 Repetidora DVR....................................................................................................................61

5. REDES SEM FIO....................................................................................................................62

5.1 Conceito de Redes sem fio...................................................................................................62

5.2 Tipos de Redes Wireless quanto à abrangência...................................................................62

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................4/142)


5.3 Tipos de Padrões de Redes Wireless...................................................................................62

5.4 Tecnologias Wireless............................................................................................................63

5.5 Equipamentos Wireless.........................................................................................................64

5.6 Medidas de proteção.............................................................................................................64

6. PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO DE MATERIAL RÁDIO..........................................65

6.1 Manutenção Preventiva.........................................................................................................65

6.2 Manutenção pelo radioperador..............................................................................................67

7. CAMUFLAGEM DO POSTO RÁDIO EM CAMPANHA..........................................................69

7.1 Os Princípios de Camuflagem...............................................................................................69

7.2 Os Processos de Camuflagem..............................................................................................71

CAPÍTULO V – EXPLORAÇÃO DO MEIO RÁDIO

1. REDES RÁDIO........................................................................................................................72

1.1 Generalidades.......................................................................................................................72

1.2 Características do Meio Rádio..............................................................................................72

1.3 Características das Redes Rádio..........................................................................................73

1.4 Prescrições Rádio.................................................................................................................74

2. DOCUMENTOS AFETOS À EXPLORAÇÃO RÁDIO............................................................75

2.1 Quadro das Redes-Rádio (QRR)..........................................................................................75

2.2 Diagrama de Rede-Rádio (DRR)...........................................................................................78

3. OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS RÁDIO...........................................................................80

3.1 Rádio VHF – RF 7800V-HH..................................................................................................80

3.2 Rádio HF – MPR 9600-MP....................................................................................................84

4. TRANSMISSÃO DE MENSAGENS PELO MEIO RÁDIO......................................................85

4.1 Generalidades.......................................................................................................................85

4.2 Procedimentos na Transmissão e Recepção de mensagens...............................................86

4.3 Procedimentos no uso da linguagem....................................................................................87


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................5/142)
4.4 Forma de transmissão das mensagens................................................................................88

4.5 Situações Diversas................................................................................................................92

5. PREDIÇÃO DE ENLACE RÁDIO...........................................................................................93

5.1 Características do Radio Mobile............................................................................................93

5.2 Configuração e utilização......................................................................................................94

6.CONSCIÊNCIA SITUACIONAL...............................................................................................97

6.1 Conceitos de Consciência Situacional..................................................................................97

6.2 Consciência Situacional com o RF-7800V e C2 em Cmb.....................................................97

CAPÍTULO VI – CENTRO DE MENSAGENS

1. MENSAGENS.......................................................................................................................100

1.1 Conceitos Básicos...............................................................................................................100

1.2 Escrituração de mensagens................................................................................................102

2. CENTRO DE MENSAGENS.................................................................................................107

2.1 Características de um Centro de Mensagens.....................................................................107

3. DOCUMENTOS AFETOS AO CENTRO DE MENSAGENS................................................108

3.1 Instruções para a Exploração das Comunicações e Eletrônica..........................................108

3.2 Extrato das I E Com Elt.......................................................................................................113

4. CENTRO DE MENSAGEIROS.............................................................................................114

4.1 Características de um Centro de Mensageiros...................................................................114

5. PROCESSAMENTO DE MENSAGENS NO CENTRO DE MENSAGENS..........................116

5.1 Generalidades.....................................................................................................................116

5.2 Mensagens de Partida.........................................................................................................119

5.3 Mensagens de Chegada.....................................................................................................122

6. CAMUFLAGEM DO CENTRO DE MENSAGEM EM CAMPANHA.....................................122

6.1 Os Princípios de Camuflagem.............................................................................................122

6.2 Os Processos de Camuflagem............................................................................................125


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................6/142)
CAPÍTULO VII – CENTRO DE COMUNICAÇÕES

1. 1. MATERIAL DE INFORMÁTICA........................................................................................127

1.1 Placa Mãe............................................................................................................................127

1.2 Memória do Computador.....................................................................................................128

1.3 Discos..................................................................................................................................129

1.4 Dispositivos de Entrada e Saída.........................................................................................131

1.5 Placa de Expansão..............................................................................................................131

1.6 Barramento..........................................................................................................................132

1.7 Aterramento.........................................................................................................................133

2. SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES.......................................................................................134

2.1 Tipos de Sistemas de Comunicações.................................................................................134

3. CENTRO DE COMUNICAÇÕES..........................................................................................135

3.1 Atribuições do Centro de Comunicações............................................................................135

3.2 Organização Geral..............................................................................................................136

3.3 Localização e Disposição Interna........................................................................................136

4. PROCESSAMENTO AUTOMATIZADO DE MENSAGENS.................................................137

4.1 Gerenciador Eletrônico de Mensagem................................................................................137

5. CAMUFLAGEM DAS INSTALAÇÕES EM CAMPANHA.....................................................138

5.1 Os Princípios de Camuflagem.............................................................................................138

5.2 Os Processos de Camuflagem............................................................................................140

REFERÊNCIAS.........................................................................................................................141

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................7/142)


CAPÍTULO I
MATERIAL TELEFÔNICO

1. SISTEMAS TELEFÔNICOS
Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 1ª Parte – Construção. 2ª
Ed. Brasília: 1977

1.1 Sistemas de Comunicações por fio


a. Generalidades – o fio é um dos meios de comunicações mais seguros. O
sistema de comunicações por fio está baseado na utilização de fios duplos telefônicos
e cabos de campanha, equipamentos para o lançamento e recolhimento de cirsuitos,
telefones magnéticos e a bateria, centrais telefônicas, teleimpressores, multiplex e
outros equipamentos associados e de terminal. Este sistema permite duas pessoas
conversarem, podendo a conversação ser cortada mediante a interrupção do circuito.
Oferece maior segurança que o sistema de comunicações pelo rádio, mas essa
segurança nunca é garantida quando a transmissão é realizada em claro; por este
motivo os assuntos sigilosos só devem ser tratados, através de circuitos por fio, quando
houver equipamentos de sigilo incluídos no sistema. A decisão de estabelecer um
sistema de comunicações por fio depende da necessidade da medida, do tempo
requerido e disponível para sua instalação e utilização e da capacidade de mantê-lo. A
quantidade de material disponível, as necessidades futuras e o suprimento previsível
devem também ser levados em consideração. O sistema de comunicações por fio pode
ser utilizado em quase todos os tipos de terreno e de operações táticas.
b. Alcance – O alcance das comunicações por fio varia dependendo,
principalmente, das condições atmosféricas e do estado de conservação dos
condutores. O tempo úmido, as emendas defeituosas ou os isolamentos danificados
contribuem para reduzir esse alcance, que, por outro lado, pode ser aumentado
mediante o emprego de repetidores automáticos ou servidos por um operador. Para
efeitos de planejamento, o alcance dos circuitos com fios duplos telefônicos de
campanha, utilizando-se de telefones a bateria, é de 22 a 38 km. Utilizando telefones
magnéticos, o alcance é reduzido para 9 a 16 km.
c. Tempo necessário para instalação – a instalação de sistemas de
comunicações por fio requer mais tempo do que é necessário para o estabelecimento
de quaisquer outros meios de comunicações. Esse tempo depende, principalmente, do
comprimento da linha e do método de lançamento utilizado (por viatura, aéreo ou a pé).
Para estabelecer uma estimativa do prazo necessário deve se considerar o número de
homens disponível, seu treinamento, o tipo de terreno, o itinerário, as condições
atmosféricas e a visibilidade.
d. Utilização – O fio é taticamente empregado, hoje, para interligar postos
proximamente localizados, tais como os situados no âmbito de um posto de comando
(PC), ou entre terminais de comunicações por equipamentos multicanais e centrais
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................8/142)
telefônicas. Os circuitos longos (troncos) entre os centros de comunicações e os PC
são instalados para complementar ou apoiar os sistemas pelo rádio e por
radiomulticanal, quando há tempo, pessoal e equipamentos disponíveis. O emprego de
vários dispositivos multiplexadores possibilita a transmissão simultânea de mais de
uma mensagem através de um só circuito. Em situações de combate, quando houver
disponibilidade de circuitos comerciais, eles devem ser utilizados, sempre que possível.
As comunicações por fio são especialmente seguras e convenientes nas operações
defensivas, em que a movimentação de tropas é menor e há tempo disponível para sua
instalação e manutenção.

2. TELEFONES DE CAMPANHA
Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 2ª Parte – Material. 1ª Ed.
Brasília: 1990

2.1 Telefone EB 11-AF 1/ETC


a. Descrição – É um telefone acondicionado em uma caixa de duralumínio, à
prova d’água. Contém no seu interior as cápsulas magnéticas do fone e microfone.
Externamente possui um botão de controle do volume da cigarra, localizado na parte
inferior. Na parte central, apresenta um indicador visual. A tecla do combinado e a
alavanca do magneto estão situadas nas laterais. O combinado é ligado a um cordão
espiralado que possui uma tomada com 2 (dois) bornes, destinada à ligação do
telefone à linha.
b. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Similar norte-americano: EB 11 –(TA 1/PT)
(3) Tipo de operação: sistemas BL
(4) Tipo: portátil
(5) Órgão de chamada: magneto
(6) Órgãos de anunciação: cigarra e indicador visual
(7) Fonte de alimentação: voz do operador
(8) Faixa de frequência: 300 a 4000 Hz
(9) Alcance: 6 km
c. Emprego – Em pequenos escalões de combate e nas verificações de linha.
2.2 Telefone EB 11-AF 2/ETC
a. Descrição – É um equipamento leve, robusto, à prova d’água, projetado
para uso em campanha, para circuito a dois fios, em ligações ponto a ponto, composto
na forma descrita a seguir.
(1) Combinado
De baquelite moldado na cor verde oliva fosco, contendo microfone, fone,
chave de comutação (tecla), e cordão espiralado com quatro condutores.
(2) Caixa
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................9/142)
De alumínio injetado na cor verde oliva, constituída das partes que se
seguem.
(a) No painel:
- suporte do combinado;
- bornes de linha;
- controle de volume;
- chave seletora “AP – BP – TST”;
- alojamento das baterias, e
- terminais de ligação de fonte de alimentação externa “BAT EXT”.
(b) Na lateral:
- manivela de magneto, e
- controle de volume da cigarra.
(3) Estojo
De lona, com bandoleira para transporte ou fixação em árvore, poste ou
estaca.
b. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Tipo de operação: BL
(3) Tipo: portátil
(4) Órgão de chamada: magneto
(5) Órgãos de anunciação: cigarra
(6) Fonte de alimentação do amplificador: 5(cinco) baterias EB 11-(BA-42)
ou fonte externa de 6 a 7,5 VCC, ligada aos terminais (+) e (-) “BAT EXT”.
(7) Alcance: função das condições do cabo de campanha. Com o fio duplo
telefônico EB 11-(CAB-207), permite conversação e chamada até 40 km.
c. Emprego – Escalão subunidade e superiores, quando houver necessidade
de ligações telefônicas à distâncias maiores que as comumente atingidas pelos
telefones normais de campanha.
2.3 Telefone EB 11-AF 3/ETC
a. Descrição – É um equipamento leve, robusto, à prova d’água, projetado
para uso em campanha, para circuito a dois fios, em ligações ponto a ponto, composto
na forma descrita a seguir.

(1) Combinado
De baquelite moldado na cor verde oliva fosco, contendo microfone, fone,
chave de comutação (tecla), e cordão espiralado com três condutores.
(2) Caixa
De alumínio injetado na cor verde oliva, constituída das partes que se
seguem.
(a) No painel:
- alojamento do combinado com gancho interruptor;
- bornes de linha;
- botão de teste;
- chave seletora “BC – MG”;
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................10/142)
- alojamento das baterias, e
- terminais de ligação de fonte de alimentação externa “BAT EXT”.
(b) Na lateral:
- controle de volume da cigarra, e
- manivela de magneto.
(3) Estojo
De lona, com bandoleira para transporte ou fixação em árvore, poste ou
estaca.
b. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Tipo de operação: Sistemas BL e BCS
(3) Tipo: portátil
(4) Órgão de chamada: magneto
(5) Órgãos de anunciação: campainha
(6) Fonte de alimentação do amplificador: 2(duas) baterias EB 11-(BA-30)
ou fonte externa de 3 VCC.
(7) Alcance: 20 km.
c. Emprego – No escalão pelotão e superiores.

3. CENTRAIS TELEFÔNICAS
Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 2ª Parte – Material. 1ª Ed.
Brasília: 1990

3.1 Central Telefônica EB 11 – QC 1/ETC


a. Descrição – É uma central leve, portátil, e de bom grau de rusticidade.
Quando fechada e trancada, torna-se à prova d’água. È constituída das partes que se
seguem.
(1) Tampa da caixa, apresentando:
(a) em uma das faces, uma placa de cor amarela, que permite ao operador
confeccionar o diagrama do tráfego telefônico;
(b) nas laterais, pinos de fixação da tampa à caixa;
(c) na parte frontal, uma tira de lona, utilizada no transporte da central;
(d) no interior, tiras para acondicionar o conjunto telefônico de cabeça.
(2) Caixa (Estojo da Central), apresentando:
(a) na parte frontal, a unidade do operador e os 12 painéis das unidades
de linha:
(b) na parte traseira exterior, uma tampa que, na sua face interna, possui a
identificação dos bornes da central;
(c) na parte traseira interior, os 18 bornes de terminais e as molas de contatos
que fixam a caixa de baterias.
(3) Unidades do operador

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................11/142)


É a parte inclusa na caixa da central, ficando à vista apenas o seu painel
frontal que apresenta a alavanca do gerador manual de chamada, o cordão do
operador, o jaque do operador, a chave do alarme noturno e iluminação, oconector do
conjunto-telefônico de cabeça, a chave de chamada e a chave de três posições (“VIS-
DES-AUD”)
(4) Unidade de linha
É a parte inclusa na caixa da central, ficando à vista apenas o seu painel,
que apresenta o indicador visual de chamada, o jaque de linha, a pega do cordão de
linha e a faixa designativa do assinante.
(5) Conjunto-Telefônico de Cabeça EB 11-CJ 10/ERC
É constituído de um suporte de cabeça, um fone, um microfone e uma
chave “TRANS-REC”. É utilizado, na conversação, pelo operador da central.
b. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Similar norte-americana: EB 11-(SB-22/PT)
(3) Tipo de operação: sistema de bateria local
(4) Tipo: portátil
(5) Tipo de circuito de cordas: monocorda
(6) Capacidade: 12 assinantes. Quando associada a outra central do
mesmo tipo, o conjunto possibilita a ligação de 29 assinantes.
(7) Sistema de chamada: manual (magneto)
(8) Sistema de anunciação: audível (cigarra) e visual (tipo bola)
(9) Fonte de alimentação: duas baterias EB 11-(BA-30) em série, para o
circuito do conjunto-telefônico de cabeça; duas baterias EB 11-(BA-30) em série, para o
circuito de iluminação e alarme noturno.
(10) Faixa de frequência: 300 a 3000 Hz.
c. Emprego – Nos escalões subunidade, unidade e brigada.

3.2 Central Telefônica Automática EB 11-ETC 400


a. Descrição – A central telefônica EB 11-ETC 400 é uma central privada de
comutação telefônica temporal, controlada por um computador, que utiliza em seu
processamento um controle de programa armazenado (CPA), permitindo estabelecer
ligações automáticas ou semiautomáticas. A central é constituída basicamente pelos
elementos que se seguem
(1) Gabinete EB 11-MY 14/ETC – Consiste de uma caixa metálica, com
tampas traseira e frontal removíveis, provia de alças na sua parte superior, para facilitar
o transporte. Possui, internamente, todo o cabeamento da central, suporte com
amortecedores para fixação do sub-bastidor, caixas de proteção (fusíveis) e,
externamente, em sua lateral esquerda, um painel com todos os conectores
necessários à sua operação.
(2) Sub-Bastidor EB 11-MY 15/ETC – Encontra-se fixado internamente no
gabinete EB 11-MY 14/ETC. Destina-se a alojar as unidades moduladoras e a fonte de
alimentação.
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(3) Unidade do Operador EB 11-OP3/ETC – É de construção metálica e
contém os circuitos de controle do operador, teclado, indicadores, cabo de
interconexão, combinado e duas laterais para o descanso do mesmo.
(4) Unidades modulares – São constituídas de caixas metálicas, providas de
conectores, que alojam os circuitos eletrônicos correspondentes, mostrados em placas
impressas.

b. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Tipo: móvel ou transportável por dois homens
(3) Capacidade: máxima de 16 troncos e 32 ramais.
(4) Alimentação: tensão nominal de 48 VCC, positivo aterrado (variação de
42 a 56 V); corrente até 4 A.
(5) Faixa de frequência: 300 a 3400 Hz
(6) Classes de serviço para ramais: variável de acordo com a programação.
(7) Prefixo da central: 42 (programado pela fábrica). Pode ser modificado
para qualquer número entre 10 e 69.
(8) Número dos ramais: 4201 a 4232 (variável de acordo com o prefixo da
central). Os dois primeiros algarismos determinam o prefixo da central e os outros dois,
o número do ramal.
c. Emprego – Nos escalões brigada, divisão de exército e exército de
campanha.

4. TELEFONIA VOIP
ANATEL.GOV.BR. Serviços de voz sobre IP. Disponível em:
<http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalPaginaEspecial.do?codItemCanal=1216>.

4.1 Serviços de voz sobre IP


a. Voz sobre IP, também conhecida como VoIP (Voice over Internet Protocol),
telefonia IP ou telefonia Internet, é um conjunto de tecnologias, largamente utilizadas
em redes IP, Internet ou Intranet, com o objetivo de realizar comunicação de voz.
b. Os sistemas VoIP empregam protocolos de controle, geralmente chamados
protocolos VoIP, para o provimento do transporte dos sinais de voz em uma rede IP.
c. Os principais benefícios da utilização do VoIP são a redução do custo
operacional devido ao uso de uma única rede para transportar dados e voz, e a
flexibilidade, pois facilita tarefas e provê serviços não suportados pelo sistema de
telefonia convencional.
d. Para o uso do VoIP é necessária a existência de uma rede de
telecomunicações, móvel ou fixa, que dê suporte a esse conjunto de tecnologias,
conforme demonstra a figura abaixo.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................13/142)


Fig 1 – Exemplo de uma rede VOIP

e. A Anatel, como Agência Reguladora do setor de telecomunicações, não


regulamenta o uso de tecnologias, mas os serviços de telecomunicações que delas se
valem. Frente a esse cenário, a Agência entende que o uso do VoIP pode ser
considerado sob dois aspectos principais:
1) Comunicação de voz efetuada entre dois computadores pessoais ou
similares, utilizando programa específico e recursos de áudio do próprio equipamento e
com acesso limitado a usuários que possuam tal programa. Este caso, conforme
considerado internacionalmente, não constitui serviço de telecomunicações, mas
Serviço de Valor Adicionado (SVA) que utiliza a Internet como meio para viabilizar a
comunicação. Caso a provedora de VoIP deseje encaminhar uma chamada destinada
a usuários de serviços de telecomunicações (ex.: telefonia fixa ou móvel), uma vez que
não possui direito à interconexão, ela deverá utilizar os serviços de empresas
autorizadas pela Anatel para viabilizar o curso das chamadas entre redes.
2) Comunicação de voz de forma irrestrita com acesso a usuários de outros
serviços de telecomunicações e numeração específica, recurso este objeto de controle
pelo órgão regulador brasileiro. Estas são características de um serviço de
telecomunicações de interesse coletivo para o qual é imprescindível uma autorização
prévia da Agência e cuja prestação deve estar em conformidade com a
regulamentação da Anatel.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................14/142)


5. PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO DO MATERIAL TELEFÔNICO
Normas Administrativas Relativas à Manutenção – NARMNT. 1ª Ed. Brasília: 2002

5.1 Plano de manutenção do material classe VII


A manutenção é a atividade logística que compreende as ações executadas
para manter em condições de uso o material ou revertê-lo a essa situação. A
manutenção preventiva dos materiais de classe VII deve seguir o modelo do Anexo Q
das NARMnt como exemplo.

Devendo obdecer as seguintes instruções de preenchimento.


a. Anular, de acordo com o calendário, os dias feriados, sábados e domingos.
b. Na seqüência, lançar a letra “S” (semanal) de forma a dar cobertura a todos
os equipamentos.
c. Lançar a letra “M” (mensal), anulando, na semana, a letra “S” que foi
revista.
d. Lançar a abreviatura “Sm” (semestral), anulando, na semana, a letra “S” ou
“M” que foi prevista.
e. Antecipar, de acordo com as possibilidades, as Mnt “M” (mensal) e “Sm”
(semestral), para o primeiro dia útil da semana.
f. Na OM em que a Mnt for realizada pela Subunidade (descentralizada), o
Cmt da mesma deve subordinar seu planejamento ao Oficial de Comunicações da
Unidade, para efeito de coordenação (semestral).
g. Aplicação - Os serviços de manutenção preventiva são prescritos em vários
intervalos (diário, semanal e semestral) e são sistematicamente programados,
executados e registrados. O modelo anexo pode ser usado para a programação da
manutenção preventiva de todos os tipos de equipamentos existentes em qualquer
Unidade.
h. Método de Programação - A Programação é feita a lápis, com um ano de
antecedência, mostrando a data e a natureza do serviço. Apenas uma fileira é usada
para cada equipamento. Os serviços são divididos igualmente pelos dias úteis do mês,
a fim de que seja mantido um trabalho constante de manutenção e uma utilização
máxima do equipamento. Inutilizar, com um traço vertical, as colunas referentes aos
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................15/142)
dias não úteis. Somente os símbolos S1, S2, S3 e S4, são empregados para designar
sucessivas manutenções semanais.
i. Execução - Oficial designado examina o plano diariamente e toma as
providências necessárias para assegurar a execução dos serviços programados.
Quando um serviço é executado conforme o plano, o símbolo é recoberto à tinta.
Quando, devido a circunstâncias imprevistas, a execução de um serviço é retardada, o
símbolo original feito a lápis é circunscrito e recoberto à tinta; os serviços subsequentes
são programados a partir da data do símbolo circunscrito, independente do dia em que
o serviço foi realmente executado.
j. Equipe de Trabalho – Dentro do QO de pessoal especializado, o Oficial
responsável organiza e designa equipes chefiadas por Graduados (Sgt ou Cb),
definindo mensalmente o encargo atribuído a cada uma, efetuando o rodízio para evitar
a rotina e a limitação de trabalho imposto para cada tipo de manutenção.
l. Arquivamento do Plano – O Plano é arquivado durante 1 (um) ano para
apuração de responsabilidade. É apresentado às OM de apoio de 3o escalão, por
ocasião de inspeções e visitas de Equipes de Manutenção, ou são remetidas cópias
àquelas OM, quando solicitado.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................16/142)


CAPÍTULO II
LINHAS DE TRANSMISSÃO

1. MATERIAL DE CONSTRUÇÃO DE LINHAS


Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 2ª Parte – Material. 1ª Ed.
Brasília: 1990

1.1 Fios e Cabos de Campanha

1.1.1 Fio Duplo Telefônico EB11 – (CAB 207)


a. Descrição – O fio duplo telefônico EB 11- (CAB 207) é formado por um par
torcido de condutores isolados entre si. Cada condutor é constituído de 4 filamentos de
cobre e de 3 de aço, torcidos em espiral , com duas camadas de isolamento, sendo a
mais externa de náilon e a interna de polietileno.
b. Características físicas e elétricas
(1) Maior dimensão da secção:4,3mm
(2) Diâmetro de cada condutor: 0,279, com tolerância de +-5%
(3) Peso: 13,5kg/km +-5%
(4) Resistência à tração do condutor revestido: maior do que 38 Kg
(5) Alcance mínimo: 20km (terreno molhado) e 30 km (terreno seco)
(6) Resistência à CC: 70 ohms/km +-10%
(7) Capacidade mútua: menor do que 0,081 microfarad por km até 1 Khz
(8) Atenuação: 1 dB/km (seco) e 1,5 dB/km (molhado) até 1 Khz
(9) Impedância característica: 600 ohms em 1000 Hz
(10) Tempo de utilização ideal: 30 dias.
c. Emprego – Deverá ser utilizado nos ramais locais e circuitos-troncos de
todos os escalões.

1.1.2 Cabo EB 11 – FC 5/ETC


a. Descrição – O cabo EB 11 – FC 5/ETC é um cabo múltiplo de cinco pares
de condutores, similar ao norte-americano EB 11-(WC-534), sem conectores nas
extremidades.
b. Características físicas e elétricas
(1) Maior dimensão da seção: 1,27 cm
(2) Diâmetro de cada condutor: Nº 27 AWG (0,361 milímetro)
(3) Peso: 187 Kg/km
(4) Resistência à tração: 212,5 kg

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(5) Alcance: 30 km
(6) Resistência à CC: 30 ohms por km a 20ºC
(7) Atenuação: 1dB/km (seco ou molhado) até 1 KHz
(8) Capacitância:0,108 microfarad por km até 1 KHz
(9) Fabricação: nacional
c. Emprego – O cabo EB 11-FC 5/ETC é utilizado nas áreas de posto de
comando (PC) ou próximo aos centros de construção, como circuitos-tronco de um
mesmo centro telefônico. Apresenta as variantes que se seguem.
(1) Cabo EB 11-CL 5/ETC – Constituído por 300 m do cabo EB 11-FC 5/ETC,
com um conector U-226 B/G ou EB 11-KZ 1/ETC em cada extremidade. Quando o
comprimento do cabo for de 100 metros, a sua nomenclatura será EB 11-CL 5B/ETC.
O seu similar norte-americano é o cabo EB 11-(CX-162/G).
(2) Cabo EB 11-CL 5A/ETC – Similar ao cabo norte-americano EB 11-(CX-
163/G). É o terminal dos cabos EB 11-CL 5/ETC e EB 11-CL 5B/ETC, apresentando
numa extremidade um conector (U-226 B/G) ou EB 11-KZ 1/ETC e na outra um
chicote, permitindo a ligação na régua terminal ou no equipamento. É fornecido com
um comprimento de 15 metros.

1.1.3 Cabo EB 11 – FC 26/ETC


a. Descrição – O cabo EB 11 – FC 26/ETC é um cabo múltiplo de 26 pares de
condutores (26 circuitos), sem conectores nas extremidades. Cada condutor é
constituído de 6 fios de cobre estanhado, concentricamente enrolados em torno de um
fio de aço galvanizado, e isolado com polietileno colorido de alta densidade. Os
condutores isolados são torcidos dois a dois e montados em três coroas, formando um
núcleo cilíndrico. A coroa central é formada por três pares de condutores; a
intermediária, por 9 pares e a mais externa por 14 pares. Este núcleo cilíndrico é
enfaixado por uma fita de tereftalato de polietileno, sobre a qual é aplicada uma capara
interna de polietileno de 0,35 mm. A segunda capa do núcleo é formada por uma malha
de fios de aço galvanizado, cuja finalidade é aumentar a resistência à tração. A capa
externa, aplicada sobre a malha, é formada por uma camada de 1,2 mm de cloreto de
polivinil (PVC) preto.

b. Características físicas e elétricas


(1) Diâmetro de cada condutor: nº 32 AWG (0,203 mm)
(2) Peso: 226 kg/km
(3) Resistência à tração: 360 kg
(4) Resistência à CC: 220 ohms por km a 20 ºC
(6) Atenuação: 1,7 dB/km (seco ou molhado)
(8) Capacitância: 56 nanofarads/km até 1000 Hz
c. Emprego – O cabo EB 11-FC 26/ETC é utilizado nas áreas de posto de
comando (PC) ou próximo a centros de construção, para interligação de centros

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................18/142)


telefônicos móveis ou destes a centros multiplexadores móveis. Apresenta-se com as
variantes que se seguem.
(1) Cabo EB 11-CL 6/ETC – Constituído por 100 m do cabo EB 11-FC
26/ETC, com um conector U-185 B/G (importado) ou EB 11-KZ 2/ETC (nacional) em
cada extremidade.
(2) Cabo EB 11-CL 6A/ETC – Constituído de 5 metros do cabo EB 11-FC
26/ETC com um conector U-185 B/G ou EB 11-KZ 2/ETC, em uma das extremidades, e
condutores sem isolamento na outra. Permite a conexão do cabo EB 11-CL 6/ETC a
réguas terminais ou a painéis que não disponham de conectores aproriados.

1.2 Equipamentos para acondicionamento dos fios e cabos de campanha

1.2.1 Bobina EB 11 – (BOB-201)


a. Descrição – A bobina EB 11 – (BOB-201), similar à bobina norte-
americana, EB 11-(DR-4), é um carretel confeccionado em chapa de ferro. É utilizada
para acondicionar, transportar, lançar e recolher os fios de campanha.
b. Características
(1) Peso: 11 kg (vazia) e 35 kg (com 1600 m de FDT)
(2) Capacidade:
- empregada, normalmente, com 1600 metros de fio duplo telefônico;
- máxima, de 2100 metros de fio duplo telefônico EB 11-(CAB-207).

1.2.2 Bobina EB 11 – (BOB-202)


a. Descrição – A bobina EB 11 – (BOB-202), similar à bobina norte-
americana, EB 11-(DR-5) é um carretel confeccionado em chapas de ferro. É utilizada
no acondicionamento, transporte, lançamento e recolhimento de fios duplos telefônicos.
b. Características
(1) Peso: 17 kg (vazia) e 65 kg (com 3200 m de FDT)
(2) Diâmetro: 50 cm
(3) Largura: 45 cm
(4) Capacidade:
- 3200 metros de FDT EB 11-(CAB-207); e
- 300 metros de cabo de longa distância (CLD).
1.2.3 Bobina EB 11 – (BOB-203)
a. Descrição – A bobina EB 11 – (BOB-203), similar à bobina norte-
americana, EB 11-(DR-8) é um carretel de chapa de ferro com dois terminais para
teste.
b. Características
(1) Peso: 1 kg (vazia) e 7 kg (com 400 metros de FDT)

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................19/142)


(2) Diâmetro do flange: 23 cm
(3) Largura: 20 cm
(4) Capacidade: 400 metros de FDT EB 11-(CAB-207).

1.3 Desenroladeiras

1.3.1 Desenroladeira EB 11 – (DES-201)


a. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Similar norte-americana: EB 11-(RL-27), modelos A e B.
(3) Comprimento: 72,5 cm.
(4) Peso: 2,5 kg, nos modelos EB 11-(RL-27) e EB 11 -(RL-27A); e
3,5 kg, no modelo nacional e no EB 11-(RL-27B)
(5) Capacidade: 1 (uma) bobina EB 11-(BOB-201) ou EB 11-(DR-4)
(6) Descrição - Consiste de um eixo de aço, tendo nas extremidades dois
punhos serrilhados e uma manivela. Um dos punhos é removível para permitir a
entrada da bobina
b. Emprego – Utilizada por 2(dois) homens no lançamento manual de ramais
locais, ou de outros circuitos pequenos, em que as condições do terreno não permitam
a utilização de equipamentos mais eficientes.

1.3.2 Desenroladeira EB 11 – (DES-202)


a. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Similar norte-americana: EB 11-(RL-31), modelos A, B e C
(3) Peso: 16 kg, nos modelos EB 11-(RL-31); e
28 kg, no modelo nacional e no EB 11-(RL-31A, B e C)
(4) Capacidade: 1 (uma) bobina EB 11-(BOB-202);
1 (uma) bobina EB 11-BOB 5;
2 (duas) bobinas EB 11-(BOB-201); e
2 (duas) bobinas EB 11-(RL-159/U).
(5) Descrição - É uma armação portátil, consistindo de um eixo de aço
sobre montantes. Este conjunto é sustentado por quatro pernas. Braços transversais
ligam as pernas duas a duas. Os dois conjuntos de pernas são ligados por
contraventos móveis. O eixo que recebe e sustenta a bobina é de secção quadrada em
quase toda a extensão; nas partes de apoio sobre o montante, apresenta secção
cilíndrica. Os montantes alojam o eixo e o fixam por meio de um fecho articulado. Em
duas de suas pernas, uma da cada lado, existem calços oblongos nos pontos de
articulação, para permitir o emprego da desenroladeira como padiola.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................20/142)


b. Emprego – A desenroladeira EB 11-(DES-202) é normalmente instalada em
viatura, para lançamento e recolhimento dos cabos de campanha. Em terrenos que não
permitam o tráfego de viatura, ela é empregada como padiola ou carrinho
desenrolador. Possibilita também a instalação no solo, para a manutenção dos cabos
de campanha.

1.3.3 Desenroladeira EB 11 – (DES-205)


a. Características
(1) Fabricação: nacional
(2) Similar norte-americana: EB 11-(RL-39)
(3) Peso: 1,3 kg (com correias de transporte)
(4) Capacidade: 1 (uma) bobina EB 11-(BOB-203)
(5) Descrição - É um equipamento metálico portátil, que tem por finalidade
o lançamento ou recolhimento manual de fios duplos telefônicos leves. É constituído
dos elementos que se seguem.
(a) Dois montantes – Alojam o eixo e suportam as duas alças em forma
de “U”.
(b) Eixo EB 11- (RL-39) – É um eixo de aço de 29,7 cm de comprimento,
destinado a suportar a bobina. Em um de seus extremos, encontra-se uma manivela
constituída de um braço e um punho. Na outra, um contrapino, que permite a retirada e
a fixação do eixo nos montantes. No lado interno do braço da manivela há um
contrapino sobressalente.
(c) Alças em “U” – Em número de duas e solidárias aos montantes; uma
delas possui um punho. No lançamento, as duas são utilizadas para transporte da
bobina. No recolhimento, são utilizadas para fixação das correias de transporte ST-34 e
ST-35.
b. Emprego – A desenroladeira EB 11-(DES-205) é muito empregada em
circuitos locais, em circuitos curtos através de vegetação densa e na zona próxima do
inimigo. Pode ser empregada por um homem rastejando, pois à medida que a bobina
rola no terreno, o cabo vai sendo desenrolado.

1.4 Materiais diversos

1.4.1 Lança-Forquilha EB 11 – (LAF-201)


São utilizados no lançamento, para guiar fios e cabos para fora da estrada, e
no recolhimento, para coloca-los em situação tal que permita o rápido enrolamento em
bobina. No recolhimento de linhas aéreas, em que for usado o nó alceado como
amarração, permite a liberação do fio pela introdução da forquilha na alça do nó.
a. Fabricação: nacional
b. Descrição – Consiste de uma vara de madeira de 4,50 m de comprimento
com uma forquilha em sua extremidade.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................21/142)
1.4.2 Régua Terminal EB 11-(RTM-201)
a. Descrição – É uma régua de fenol laminado com 28 terminais EB 11 (TM-
175). Permite a ligação de sete circuitos metálicos. No terminal, solidário ao botão
móvel, existe um pino de aço de ponta cônica, destinado a furar o isolante quando este
não tiver sido removido. A régua é fixada ao suporte por meio de duas porcas de
fixação ou por meio de cordel passado pelos quatro orifícios. Sua similar norte-
americana é a Régua Terminal EB 11-(TM-184).
b. Emprego
(1) Nos postos de verificação, permite rápidas verificações intermediárias
dos circuitos e possibilita a instalação de circuitos de emergência.
(2) Junto às centrais telefônicas, distribui o tráfego pelos operadores, sem
alterar as ligações dos fios na central.

1.4.3 Bobina de Carga EB 11-KS1/ET


a. Descrição – É um conjunto montado em uma caixa de alumínio ou ebonite,
com dobradiça, fecho e uma junta de borracha para torna-la à prova d’água. Quando
entalhes permitem a passagem dos condutores. A ligação é feita em quatro terminais
EB 11-(TM-175). Sua similar norte-americana é a Bobina de Carga EB 11-(C-114).
b. Emprego – Para aumentar o alcance do FDT, diminuindo a atenuação. São
instaladas em intervalos de 1600 metros, quando utilizado o cabo EB 11(CAB-207). A
distância da bobina ao equipamento deverá ficar entre 350 e 1600 metros. Em circuitos
de até 16 km, não há necessidade de empregar bobina de carga.

1.4.4 Bobina Translatora EB 11-(C-161)


a. Descrição – uma bobina translatora apresenta as seguintes dimensões:
- largura: 8cm;
- altura: 7cm;
- comprimento: 13cm, e
- peso: 1,46 kg
Os dois terminais, marcados com a palavra “SWITCHBOARD”, são
conectados diretamente aos terminais de linha de uma central ou telefone.
Os dois outros terminais, marcados com a palavra “LINE”, são conectados
diretamente à linha telefônica.
O terminal central, marcado com a palavra “TELEG” e que está entre os
dois terminais “LINE”, é conectado ao telefone ou telégrafo que está superposto ao
circuito metálico.
b. Emprego – É utilizada na confecção de circuitos especiais de telefonia e
telegrafia, com a superposição de circuitos fantasma e com volta-pela-terra. Com o
emprego dessa bobina obtém-se o isolamento necessário entre um circuito metálico e
a volta-pela-terra.

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2. NÓS, EMENDAS E AMARRAÇÕES
Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 1ª Parte – Construção. 2ª
Ed. Brasília: 1977

2.1 Emendas nas Linhas de Campanha

2.1.1 Generalidades
Emendar é o método utilizado para unir os condutores das linhas de
campanha, a fim de manter a continuidade elétrica. Uma emenda deve ter resistência à
ruptura, condutividade elétrica, proteção contra aquecimento e umidade e resistência
de isolamento, iguais às de qualquer parte não emendada do fio. Uma emenda mal
feita pode acarretar a perda de transmissão, aumentar o ruído e, geralmente, prejudicar
ou diminuir a qualidade do circuito.
2.1.2 Emendas de Fio Duplo Telefônico
a. Para emendar o fido duplo telefônico devem ser realizadas as etapas
principais relacionadas abaixo:
(1) Cortar os fios de forma que os comprimentos cortados possam ser
mutuamente sobrepostos; remover o isolamento de cada condutor.
(2) Fazer um nó direito, para conservar a resistência dos condutores à tensão.
(3) Amarrar o nó direito de forma a obter a condutividade elétrica satisfatória.
(4) Isolar a emenda com fita isolante, de maneira a que os condutores fiquem
eletricamente isolados e a emenda fique bem protegida contra o atrito e as condições
atmosféricas.

Fig 2 – Amarração de fio de campanha com um nó direito

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................23/142)


2.1.3 Emenda Combinada
A emenda combinada é empregada para emendar um condutor multifilar
(conjunto de fios) a um fio isolado ou condutor unifilar. Esta emenda é feita tal como
descrito abaixo.
a. Retirar 15 cm aproximadamente do isolamento de cada condutor e limpar
as extremidades nuas, raspando qualquer resíduo de material isolante.
b. Dar um nó simples (primeira metade do nó direito) no condutor multifiliar, a
menos de 0,5 cm do seu isolamento.
c. Introduzir o condutor unifilar pelo interior do nó até ficar a menos de 0,5 cm
do seu isolamento.
d. Torcer o condutor unifilar em volta do condutor multifilar, até atingir o
isolamento. Cortar o excesso do condutor unifilar.
e. Dobrar a extremidade do condutor unifilar para trás do nó e envolve-lo em
torno do condutor multifilar até dar duas voltas sobre o isolamento.
f. Dar as voltas do condutor unifilar no sentido contrário ao das voltas do
condutor multifilar. Cortar o excesso de condutor unifilar e apertar a ponta contra o
isolamento.
g. Isolar a emenda com fita isolante de borracha ou de polietileno preto.

Fig 3 – Emenda combinada de condutor unifilar e condutor multifilar

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................24/142)


2.2 Amarração das Linhas de Campanha

2.2.1 Generalidades
a. A amarração das linhas de campanha deve ser usada para fixar os fios e
aliviar a tensão sobre a linha nos pontos terminais ou nos equipamentos. Os fios duplos
telefônicos e cabos devem ser amarrados a árvores convenientemente escolhidas, ou
outros suportes adequados, antes de serem ligados aos bornes dos equipamentos. A
amarração deve ser feita também em vários pontos do itinerário.
b. Os três termos usados neste capítulo, quando são descritos os métodos de
amarração, vêm definidos abaixo.
(1) Parte instalada é a parte da linha já construída.
(2) Extremidade móvel é a parte da linha que vai sendo liberada pelo
equipamento de lançamento do fio.
(3) Laçada é uma alça formada pelo fio.

2.2.2 Alça de escoamento


A alça de escoamento é feita nos fios de entrada, no lugar em que a linha é
amarrada acima do equipamento terminal. Sua finalidade é escoar a água que chega
pelo fio de entrada para a parte inferior da alça, evitando a penetração do líquido no
equipamento.

Fig 4 – Alça de escoamento

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................25/142)


2.2.3 Nó de artífice
O nó de artífice é utilizado para fixar os fios duplos telefônicos a suportes com
a extremidade superior livre, como estacas ou moirões de cerca. Este nó é feito da
seguinte forma.
a. Fazer dois anéis com o fio.
b. Colocar o anel da direita sobre o anel da esquerda, sem virar nenhum
deles.
c. Introduzir os dois anéis na extremidade livre do objeto escolhido como
suporte, deslizá-los até o lugar desejado e apertar a laçada.

Fig 5 – Nó de artífice

2.2.4 Nó alceado
a. Nó alceado aéreo – É utilizado para fixar linhas aéreas em suportes
separados por vão curtos. Não deve ser empregado para fixar linhas permanentes ou
lances longos, visto que o peso do fio forçaria o nó e, consequentemente, danificaria o
isolamento. Também não deve ser utilizado em lugares onde possa ser solto
acidentalmente pela passagem de pessoas, animais ou viaturas. O nó alceado é feito
da seguinte maneira.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................26/142)
(1) Colocar o fio diante do suporte onde vai ser amarrado.
(2) Puxar a quantidade de fio duplo suficiente para poder formar uma laçada
em torno do suporte e mais uma quantidade adicional de cerca de 1 m (no caso do fio
ter que ser recuperado posteriormente, a laçada deverá ser maior, a fim de evitar ter-se
que subir para desfazê-la).
(3) Passar a laçada em redor do suporte, na direção da extremidade móvel
(se a força de tração do fio for maior nessa direção, passar a alça na direção oposta).
(4) Segurar a extremidade móvel, a parte instalada e a laçada com uma mão.
Com a outra, palma da mão voltada para baixo, agarrar a laçada e, passando por cima
da parte instalada, formar uma alça virando a mão para cima (com a mão de palma
voltada para baixo, o giro só poderá ser dado em um único sentido).
(5) Através da alça e de cima para baixo, pegar a laçada, incluindo a parte
instalada e a extremidade móvel e puxar para formar uma laçada dupla.
(6) Apertar o nó firmemente contra o suporte. Para desfazer o nó basta puxar
a alça simples da parte inferior.
b. Nó alceado junto ao solo – Este nó é feito da mesma forma que o nó aéreo,
com a exceção de que a mão deve passar através da alça subindo com a palma
voltada para cima (com a mão de palma para cima, a alça só poderá ser virada em um
único sentido). A laçada dupla e a simples estarão em posição invertida, sendo assim
mais fácil soltar a amarração.

Fig 6 – Nó alceado
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................27/142)
3. LINHAS DE CAMPANHA
Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 1ª Parte – Construção. 2ª
Ed. Brasília: 1977

3.1 Generalidades
A construção de linhas de campanha requer um planejamento, que deve ser
realizado antes de sua instalação. Neste planejamento devem ser considerados: a
disponibilidade de pessoal e material; o número e tipo de circuitos necessários; a
extensão do circuito; o tempo disponível para a instalação; a situação tática.

3.2 Tipos de Construção


Uma vez determinadas as necessidades a serem satisfeitas pelas linhas,
deve considerar-se qual é o tipo de construção indicado. A construção pode ser aérea,
rastejante, enterrada ou uma combinação dos três tipos, os quais vêm descritos a
seguir.
a. Construção de linhas aéreas – A construção de linhas aéreas geralmente
proporciona o tipo de serviço mais satisfatório. É mais fácil de se manter e seus
circuitos são de melhor qualidade que os da construção sobre o solo, ou rastejante. No
entanto, a construção aérea apresenta certas desvantagens; requer maior tempo de
instalação, é vulnerável à ação inimiga e está sujeita aos efeitos das tempestades e
condições meteorológicas.
b. Construção sobre o solo ou rastejante – As linhas de campanha lançada
sobre o solo requerem um mínimo de tempo e material para sua instalação. No
entanto, elas são extremamente vulneráveis aos danos causados pelas tropas a pé e
pela passagem de viaturas. As linhas rastejantes, quando lançadas rapidamente e sem
adequada instalação, requerem, via de regra, uma manutenção imediata e continua.
Quando cuidadosamente instaladas, proporcionam circuitos confiáveis e apropriados
para a maior parte das operações em campanha.
c. Construção enterrada – Este tipo de construção é raramente utilizado nas
áreas avançadas. Entretanto, pode tornar-se necessário enterrar os cabos ou fios, a fim
de protegê-los contra os efeitos da passagem de viatura e tropas a pé. Além disso, as
linhas enterradas de fio duplo telefônico são eletricamente mais estáveis que as aéreas
e as rastejantes, e raramente são afetadas pelas condições atmosféricas ou
temperatura. São também menos afetadas pelas detonações nucleares e sua
construção é preferida sempre que a situação permitir. As linhas enterradas, no
entanto, apresentam as seguintes desvantagens: requerem mais tempo para a
instalação; são mais difíceis de manutenção e recolhimento;

3.3 Escolha do Itinerário das Linhas de Campanha


a. A Escolha do itinerário das linhas de campanha deve ser feita com base em
estudo na carta e em reconhecimento, realizado no terreno.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................28/142)
b. As cartas topográficas e as fotografias aéreas possibilitam a seleção de
diversos itinerários possíveis. Além disso, as cartas e fotografias aéreas também
mostram os itinerários que devem ser evitados, em virtude das dificuldades
apresentadas pelo terreno, tais como matas, rios, pantanais, cidades, mudanças
bruscas na elevação e áreas muito rochosas.
c. Após ter examinado as cartas correspondentes, traçar diversos itinerários e
proceder à escolha final, após prévio reconhecimento do terreno. Durante este
reconhecimento no terreno, determinar o tipo de construção requerido, escolher,
sempre que possível, itinerários através do campo ou ao longo de estradas
secundárias e cobertos e abrigados da observação e dos tiros do inimigo.

4. TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO
Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 1ª Parte – Construção. 2ª
Ed. Brasília: 1977

4.1 Generalidades
a. Durante o reconhecimento dos possíveis itinerários, observar e anotar os
seguintes pormenores:
(1) número de passagens aéreas;
(2) número de passagens subterrâneas;
(3) número de travessias de estradas de ferro;
(4) número de travessias de rios e cursos de água;
(5) tipo de terreno;
(6) tipo de construção que melhor se adapta ao equipamento de lançamento
disponível;
(7) distâncias;
(8) proteção e camuflagem para as turmas de construção, durante o lança-
mento e a manutenção;
(9) obstáculos para a manutenção, tal como constituir alvo fácil para o tiro de
pequenas armas;
(10) quando a linha deve ser construída em um ambiente de guerra químico-
biológica ou nuclear, consultar os manuais relativos à defesa contra esses tipos de
ataque.
b. O próximo passo é escolher e marcar em uma carta fotográfica o itinerário
que deve satisfazer às necessidades da situação tática e apresentar as menores
dificuldades possíveis para a construção e manutenção da linha.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................29/142)


c. O passo seguinte é testar a condutividade elétrica do fio, antes de iniciar
seu uso.
4.2 Construção de Linhas Rastejantes
a. Nas situações de combate, as linhas são lançadas rapidamente sobre a
superfície do solo; estas linhas são chamadas rastejantes. Elas devem ser protegidas
contra os possíveis danos causados pelo tráfego nos postos de comando, nas
passagens de ferrovias e rodovias e em quaisquer outros pontos onde cruzem vias de
trânsito.
b. As linhas rastejantes devem ser lançadas com folgas de aproximadamente
20 por cento do seu comprimento, bem distribuídas ao longo do percurso. Essas folgas
permitem que a linha se adapte ao terreno e simplificam a manutenção e a introdução
eventual de modificações no tipo de construção.
c. As linhas rastejantes devem ser amarradas em árvores ou postes, a fim de
evitar que sejam deslocadas para as vias de passagem de tropas a pé ou viaturas. As
linhas rastejantes devem ser mantidas afastadas das estradas e lombadas. Todas as
amarrações devem ser efetuadas no nível do solo. As principais vantagens das linhas
rastejantes consistem no lançamento em menor tempo e na redução do número de
pessoal necessário para sua instalação. Além disso, quando elas são lançadas com as
folgas adequadas são menos vulneráveis aos fogos de artilharia.
d. As principais desvantagens são constituídas pela possibilidade de se
tornarem imprestáveis nas estações chuvosas e úmidas e frequentemente podem ser
rompidas pela passagem de tropa a pé e viaturas.
e. Quando as linhas rastejantes são lançadas ao longo de estradas, os fios
duplos telefônicos devem ser mantidos bem para fora do fluxo de trânsito.
f. Frequentemente, devido à urgência, os fios duplos telefônicos são lançados
rapidamente. Entretanto, a instalação não pode considerar-se terminada até ser
completada a verificação de cada circuito.
g. Amarrar os fios duplos telefônicos a objetos fixos nos pontos iniciais e finais
da linha. Deixar uma folga suficiente nesses pontos a fim de proporcionar o fio de
entrada necessário para fazer a ligação a uma central telefônica do posto de comando
ou a uma régua de terminais no centro de construção.
h. Testar os fios duplos telefônicos antes e depois de emendar uma nova
bobina na linha. Realizar um teste operacional após ter ligado a linha ao equipamento
terminal.

4.3 Construção de Linhas Aéreas


a. Generalidades – As linhas de campanha devem adotar o tipo de construção
aérea nos postos de comando, nas áreas de estacionamento ou concentração de
tropas, nos pontos ao longo da estrada em que seja provável o desvio do trânsito e nos
cruzamentos das estradas principais e secundárias. As passagens aéreas construídas
através de rios, cursos de água e vales, constantes dos planos de voo ou rotas aéreas
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................30/142)
de helicópteros, deverão ser marcadas com flâmulas brancas, distribuídas ao longo do
lance de linha correspondente. Os lances aéreos, situados no âmbito dos corredores
de aproximação e decolagem dos heliportos, serão marcados de forma similar.
b. Amarração – No local de modificação da construção rastejante ou
subterrânea para construção aérea, as linhas de campanha devem ser firmemente
amarradas nas duas extremidades do lance aéreo. O tipo de amarração a ser utilizado
dependerá do comprimento do lance e das condições atmosféricas. Essas amarrações
devem ser feitas nas partes superior e inferior do poste, árvore ou objeto utilizado como
suporte.
c. Catenária ou caimento da linha – A catenária ou caimento da linha é fator
importante na construção de linhas aéreas de campanha. Como norma prática pode
ser adotada a medida de 15 cm para cada 7,50 m de comprimento dos lances. Quando
houver o caimento nas linhas é necessário manter uma altura mínima de 5,50 m sobre
o leito de todas as artérias de trânsito e estradas pavimentadas e de 4,30 m sobre as
estradas secundárias e outros pontos em que seja possível a passagem de viaturas.
d. Postes de redes distribuidoras de energia elétrica – Quando postes de
redes civis de energia elétrica são utilizados como suportes de linhas aéreas, os fios
devem ser amarrados entre 1,20 e 1,80 m por baixo das linhas de energia elétrica,
dependendo da voltagem. Esta separação é necessária para evitar o zunido indutivo na
linha de campanha e como medida de segurança para a turma de construção.
e. Varas para construção – Quando não se dispõe de postes, árvores ou
outros similares, as varas de dotação orgânica proporcionam um meio conveniente
para suportar as linhas aéreas. São varas de madeira, cerca de 4,30 m de altura e 5
cm de diâmetro, ligeiramente cônicas na extremidade. Na extremidade superior das
varas há um pino rosqueado na medida do isolador, também de dotação orgânica.

Fig 7 – Travessia aérea de uma estrada principal


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................31/142)
4.4 Construção de Linhas Enterradas
a. As linhas de campanha podem ser lançadas através de uma estrada,
enterrando-as sob o leito da mesma. Conforme o seguinte método.
(1) Cavar uma valeta entre 15 e 30 cm de profundidade através da estrada,
estendendo-se 60 cm além de cada lado da mesma. No terreno solto ou arenoso, a
valeta deve ter uma profundidade de 90 cm, para estar protegida contra os efeitos de
passagem de viaturas com lagartas.
(2) Lançar o fio, com folga, na valeta.
(3) Etiquetar e amarrar o fio em uma estaca de cada lado da valeta.
(4) Encher de novo a valeta, tendo cuidado para não colocar pedras ou
objetos cortantes em cima do fio. Esses objetos poderiam emsmagar o isolamento dos
condutores quando da passagem de viaturas sobre a valeta.
(5) Deixar bastante folga em um dos lados da estrada, a fim de permitir a
substituição ao fio da valeta quando danificado. Outra técnica usual para substituir o fio
é colocar um fio sobressalente na valeta junto com o fio do circuito. Esse fio
sobressalente também deve ser etiquetado e amarrado em estacas, com folga
suficiente para poder ser emendado.

4.5 Construção de Linhas Submersas


a. As linhas de campanha podem ser submersas nos curos de água que
devem atravessar. Quanto mais tempo a linha permanece submersa, mais rapidamente
se deteriora a qualidade do circuito e diminui o alcance de transmissão da linha
submergida. A escolha do local mais apropriado para efetuar a travessia constitui o
fator mais importante nesta fase de construção de linha. Esta travessia deve ser feita
em um ponto em que o tráfego de viaturas seja pequeno e a correnteza da água seja
relativamente lenta. Após ter selecionado esse lugar, deve-se adotar os seguintes
procedimentos.
(1) Levar a linha de campanha até a margem do rio e amarrá-la firmemente a
um objeto fixo, como uma árvore, estaca, etc.
(2) Etiquetar a linha na amarração.
(3) Enterrar a linha a partir da amarração até a água, certificando-se, antes,
de que o fio duplo bobinado não possui emendas e tem comprimento suficiente para
atravessar o rio. Caso isso não ocorra, cortar o fio e emendar uma bobina nova.
(4) Lançar a linha através do rio, ancorando-a em diversos lugares. A linha
deve ser ancorada em ambos os lados do rio e várias vezes no meio, dependendo da
largura da corrente. Existem muitas formas de lançar fios através de cursos de água,
empregando balsas, viaturas, helicópteros, botes ou granadas de fuzil.
(5) Na outra margem do rio, enterrar a linha desde o limite da água até uma
árvore ou estaca na margem do curso de água.
(6) Amarrar o fio na árvore ou estaca.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................32/142)
(7) Etiquetar a linha na amarração e continuar lançando o fio.

5. DEFEITO EM LINHAS DE CAMPANHA


Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 1ª Parte – Construção. 2ª
Ed. Brasília: 1977

5.1 Generalidades
A manutenção dos sistemas de linhas de campanha abrange a prevenção e a
correção das falhas dos circuitos. A prevenção de problemas nas linhas de campanha
e no equipamento começa com o cuidado planejamento e seleção dos itinerários e
continua com a instalação de sistema que utilize métodos de construção aprovados. No
entanto, problemas aparecerão, independentemente do cuidado exercido.

5.2 Defeitos comuns nas linhas de campanha


a. As falhas ou defeitos podem ocorrer tanto nas linhas como no equipamento
terminal. As falhas nos circuitos abrangem os circuitos abertos, curto-circuitos, circuitos
com perdas pela terra, circuitos cruzados ou combinações desses defeitos, em um ou
mais pontos das linhas. Esses problemas comuns são mostrados na figura a seguir.

Fig 8 – Problemas comuns em sistema de linhas de campanha


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................33/142)
b. curto-circuito, ou curto, ocorre quando dois condutores de um par entram
em contato elétrico entre si. Geralmente, os curtos resultam de um isolamento raspado
ou descascado.
c. Um circuito aberto, ou aberto, é uma quebra ou corte em um ou ambos os
condutores de um par e ocorre, a maior parte das vezes, nos lances longos de
construção aérea ou em outros pontos sujeitos à força da tração.
d. Um circuito fazendo terra, ou terra, surge quando um ou os dois condutores
de um circuito entram em contato elétrico com a terra ou com um objeto fazendo terra.
Esse contato resulta de um isolamento raspado ou de uma emenda deficiente e ocorre,
a maior parte das vezes, durante o tempo chuvoso ou quando as linhas estão
instaladas em terreno úmido ou molhado.
e. Um circuito cruzado, ou cruzamento, se estabelece quando dois
condutores, cada um pertencendo a um circuito diferente, entram em contato um com o
outro. Os cruzamentos ocorrem, quase sempre, nos lances aéreos dos cabos de linhas
de campanha ou nos lugares em que convergem linhas de cabos múltiplos para um
único ponto ou são instalados ao longo do mesmo itinerário.

5.3 Consequências dos Defeitos nas Linhas de Campanha


a. Os defeitos nas linhas de campanha podem apresentar diferentes graus de
problemas. Por exemplo, os abertos e os curtos podem causar falhas intermitentes,
cuja localização é, frequentemente, muito difícil de determinar. Nestes casos, o
instalador deverá lançar mão de seus conhecimentos no emprego dos instrumentos
para teste e nos procedimentos lógicos de localização de defeitos, para determinar a
natureza e o lugar da falha.
b. Um circuito aberto interrompe completamente a comunicação. Um aberto
intermitente, causado por uma emenda deficiente ou por um contato frouxo, introduz
uma alta resistência no circuito. Neste caso, embora a comunicação seja ainda
possível, a transmissão, normalmente, é fraca e ruidosa.
c. Um curto complexo (baixa resistência) interrompe completamente a
comunicação. No entanto, um curto parcial (alta resistência) produz, geralmente, uma
transmissão e sinalização fracas.
d. Um terra, em ambos os lados de um circuito, produzirá os mesmo efeitos
que um curto. Normalmente, um terra em um só lado de um circuito não interrompe a
comunicação, mas ocasiona um zunido ou ruído no circuito.
e. Um cruzamento causa, normalmente, conversação cruzada ou interferência
entre os circuitos cruzados. A conversação cruzada ou a interferência poderá tornar as
conversações separadamente ininteligíveis.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................34/142)


5.4 Testes para Verificação e Localização de Defeitos
a. Testes durante a construção – As linhas de campanha devem ser testadas
antes de sua instalação, para determinar seu estado e condições de utilização. Esses
testes devem ser realizados após cada instalação enterrada, após cada lance aéreo,
no final de cada bobina e antes de ligar a linha ao equipamento terminal. Durante a
construção, os testes revelarão quaisquer defeitos que possam ter sido ocasionados no
lançamento da linha.
b. Testes de rotina – A manutenção adequada das linhas requer a realização
de verificações a intervalos regulares em todos os circuitos e equipamentos em
funcionamento. A frequência destes testes de rotina variará de acordo com a natureza
e a importância dos circuitos, equipamento, tipo de instalação, volume de tráfego e
quantidade de falhas que se tenham revelado. Para realizar os testes, as
comunicações não devem ser interrompidas. Os testes de rotina devem ser feitos pelo
pessoal da manutenção nas horas em que o tráfego é menos intenso. Devem incluir
todas as funções operacionais normalmente exigidos do circuito e do equipamento.
c. Identificação e correção dos defeitos – Os testes são realizados quando é
comunicado ou encontrado um defeito em um circuito. O instalador deve investigar
rapidamente a falha, determinar sua localização e repará-la com a menor interrupção
possível do serviço. Os circuitos de alta prioridade deverão ser desviados, ou as linhas
em reserva ao longo do mesmo itinerário deverão ser postas em serviço nos trechos
das reparações ou nos pontos que estiverem sendo testados.
d. Localização dos defeitos – Após ter sido verificada a existência de defeitos
na linha, é necessário testar e localizar o defeito em um equipamento ou seção
específica do circuito. Feito isto, devem ser realizados outros testes, dentro da seção
até localizar a origem do problema. Antes de testar uma linha, verificar sempre o
circuito para determinar se está, ou não, em operação. Nunca abrir um circuito que
estiver em funcionamento.
e. Verificações preliminares – Ao inspecionar um itinerário de linha, a turma
de construção, munida de equipamentos de manutenção, deverá ter particular atenção
ao estado do isolamento e das emendas, travessias enterradas e aéreas, amarrações
em árvores balouçantes e lugares onde a linha tenha sido pisada ou deslocada pelo
tráfego veicular.
f. Policiamento das linhas de campanha – Em algumas áreas críticas, os
testes para manutenção de rotina de uma linha de campanha são comumente
suplementados pelo emprego de patrulhas que inspecionam as seções da linha mais
sujeitas a danos. Sempre que possível, a missão de patrulhar um determinado trecho
da linha deverá ser atribuída aos elementos que a construíram. As patrulhas
encarregadas das linhas devem reparar os defeitos onde for necessário, substituir as
emendas deficientes ou os pedaços de cabo defeituosos, isolar os lugares em que o
isolamento estiver danificado e, em geral, melhorar as condições das linhas.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................35/142)


6. CENTRO DE CONSTRUÇÃO E POSTO DE VERIFICAÇÃO
Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 1ª Parte – Construção. 2ª
Ed. Brasília: 1977

6.1 Postos de verificação em locais de construção


a. Generalidades – Os postos de verificação são instalados nas linhas de
campanha para simplificar as operações de verificação e restauração dos circuitos. Os
postos de verificação recebem, geralmente, uma designação geográfica. O
equipamento utilizado nesses postos é a Régua Terminal EB 11 – (TM-184) ou similar.
Os postos de verificação estão localizados normalmente.
(1) nos pontos em que os circuitos se separam;
(2) na extremidade de uma linha que não termina em central telefônica;
(3) nas proximidades dos lugares em que os circuitos estão mais expostos a
possíveis danos;
(4) nas prováveis localizações futuras de postos de comando;
(5) em outros pontos convenientes ao longo da linha.
b. Instalação dos postos de verificação – O lugar escolhido para um posto de
verificação deve oferecer condições de disfarce e estar coberto da observação e do
fogo inimigo. Deve, também, ter facilidade de acesso. Um posto de verificação consiste
de uma ou mais réguas terminais fixas a uma árvore, moirão de cerca ou outro suporte
adequado. Os circuitos das linhas nesses postos devem ser etiquetados e amarrados
antes da conexão nos bornes da régua terminal. Os circuitos devem ser conectados em
ordem numérica, começando da parte superior da régua com o circuito de número mais
baixo. Os postos de verificação podem ser instalados após a construção inicial das
linhas, porém sem causar qualquer interrupção ao serviço.
c. Remoção dos postos de verificação – Quando um posto de verificação tem
que ser abandonado, a prática geral é deixar a régua terminal conectada. No caso de
remover um posto de verificação, os circuitos devem ser emendados. A remoção dos
postos de verificação deve ser levada a termo sem interromper as comunicações.
d. Conversão de postos de verificação em centrais telefônicas – Os postos de
comando são frequentemente estabelecidos em lugares onde anteriormente houve um
posto de verificação. Para converter um posto de verificação em uma central telefônica,
é importante instalar os fios ou cabos em lances aéreos ou enterrados e colocar a
central tão perto quanto possível do posto de verificação, para facilitar a transferência.
As réguas terminais anteriormente utilizadas no posto de verificação podem ser
empregadas como quadro principal de ligações para a central ou servir como parte de
um centro de comunicações para a central telefônica. Quando a transferência estiver
completada, o operador deverá verificar os circuitos e notificar as unidades
interessadas que a conversação foi ultimada.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................36/142)


7. REDES CABEADAS DE COMPUTADORES
NBR 14565:2013. Agência Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: 2013
NBR 16264:2014. Agência Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: 2014

7.1 Definição de Redes quanto ao alcance


a. Em computação, rede de área local (acrônimo de local area network -
LAN), ou ainda rede local, é uma rede de computadores utilizada na interconexão
de equipamentos processadores com a finalidade de troca de dados. Um conceito mais
preciso seria: é um conjunto de hardware e software que permite a computadores
individuais estabelecerem comunicação entre si, trocando e compartilhando
informações e recursos. Tais redes são denominadas locais por cobrirem apenas uma
área limitada (1 km no máximo, além do que passam a ser denominadas MANs).
Redes em áreas maiores necessitam de tecnologias mais sofisticadas, visto que,
fisicamente, quanto maior a distância de um nó da rede ao outro, maior a taxa de erros
que ocorrerão devido à degradação do sinal.
b. Uma rede de área metropolitana, ou MAN (em inglês: metropolitan area
network), interliga várias redes geograficamente próximas (até algumas dezenas de
quilômetros) num circuito urbano. Assim, que nós distantes comuniquem-se como se
fizessem parte de uma mesma rede local.
c. A Wide Area Network (WAN), Rede de área alargada ou Rede de longa
distância, é uma rede de computadores que abrange uma grande área geográfica,
com frequência um país ou continente. Difere, assim, da Rede pessoal (PAN), da Rede
de área local (LAN) e da Rede de área metropolitana (MAN).

7.2 Topologias de rede


a. Ponto a ponto
Peer-to-peer (do inglês par-a-par ou simplesmente ponto-a-ponto, com sigla
P2P) é uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da
rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos
de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central. As redes P2P podem
ser configuradas em casa, em empresas e ainda na Internet. Todos os pontos da rede
devem usar programas compatíveis para ligar-se um ao outro. Uma rede peer-to-peer
pode ser usada para compartilhar músicas, vídeos, imagens, dados, enfim qualquer
coisa com formato digital.
b. Barramento
Todos os computadores são ligados em um mesmo barramento físico de
dados. Apesar de os dados não passarem por dentro de cada um dos nós, apenas uma
máquina pode “escrever” no barramento num dado momento. Todas as outras
“escutam” e recolhem para si os dados destinados a elas. Quando um computador
estiver a transmitir um sinal, toda a rede fica ocupada e se outro computador tentar

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................37/142)


enviar outro sinal ao mesmo tempo, ocorre uma colisão e é preciso reiniciar a
transmissão.
Essa topologia utiliza cabos coaxiais. Para cada barramento, existe um único
cabo que vai de uma ponta a outra. O cabo é seccionado em cada local onde um
computador será inserido. Com o seccionamento do cabo formam-se duas pontas e
cada uma delas recebe um conector BNC. No computador é colocado um "T"
conectado à placa que junta apenas uma ponta. Embora ainda existam algumas
instalações de rede que utilizam esse modelo, é uma tecnologia antiga.
Na topologia de barramento, apenas um dos computadores está ligado a um
cabo contínuo que é terminado em ambas as extremidades por uma pequena ficha
com uma resistência ligada entre a malha e o fio central do cabo (terminadores). A
função dos “terminadores” é de adaptarem a linha, isto é, fazerem com que a
impedância vista para interior e para o exterior do cabo seja a mesma, senão constata-
se que há reflexão do sinal e, consequentemente, perda da comunicação.
Neste tipo de topologia a comunicação é feita por broadcast, isto é, os dados
são enviados para o barramento e todos os computadores veem esses dados, no
entanto, eles só serão recebidos pelo destinatário.
c. Anel
Na topologia em anel, os dispositivos são conectados em série, formando um
circuito fechado (anel). Os dados são transmitidos unidirecionalmente de nó em nó até
atingir o seu destino. Uma mensagem enviada por uma estação passa por outras
estações, através das retransmissões, até ser retirada pela estação destino ou pela
estação fonte. Os sinais sofrem menos distorção e atenuação no enlace entre as
estações, pois há um repetidor em cada estação. Há um atraso de um ou mais bits em
cada estação para processamento de dados. Há uma queda na confiabilidade para um
grande número de estações. A cada estação inserida, há um aumento de retardo na
rede. É possível usar anéis múltiplos para aumentar a confiabilidade e o desempenho.
d. Estrela
A mais comum atualmente, a topologia em estrela utiliza cabos de par
trançado e um concentrador como ponto central da rede. O concentrador se encarrega
de retransmitir todos os dados para todas as estações, mas com a vantagem de tornar
mais fácil a localização dos problemas, já que se um dos cabos, uma das portas do
concentrador ou uma das placas de rede estiver com problemas, apenas o nó ligado ao
componente defeituoso ficará fora da rede.
e. Híbrida
É a topologia mais utilizada em grandes redes. Assim, adequa-se a topologia
de rede em função do ambiente, compensando os custos, expansibilidade, flexibilidade
e funcionalidade de cada segmento de rede. São as que utilizam mais de uma
topologia ao mesmo tempo, podendo existir várias configurações que podemos criar
utilizando uma variação de outras topologias. Elas foram desenvolvidas para resolver
necessidades específicas.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................38/142)


Muitas vezes acontecem demandas imediatas de conexões e a empresa não
dispõe de recursos, naquele momento, para a aquisição de produtos adequados para a
montagem da rede. Nestes casos, a administração de redes pode utilizar os
equipamentos já disponíveis considerando as vantagens e desvantagens das
topologias utilizadas.
Consideremos o caso de um laboratório de testes computacionais onde o
número de equipamentos é flutuante e que não admite um layout definido. A aquisição
de concentradores ou comutadores pode não ser conveniente, pelo contrário até
custosa. Talvez uma topologia em barramento seja uma solução mais adequada para
aquele segmento físico de rede.
Numa topologia híbrida, o desenho final da rede resulta da combinação de
duas ou mais topologias de rede. A combinação de duas ou mais topologias de rede
permite-nos beneficiar das vantagens de cada uma das topologias que integram esta
topologia. Embora muito pouco usada em redes locais, uma variante da topologia em
malha, a malha híbrida, é usada na Internet e em algumas WANs. A topologia de malha
híbrida pode ter múltiplas ligações entre várias localizações, mas isto é feito por uma
questão de redundância, além de que não é uma verdadeira malha porque não há
ligação entre cada um e todos os nós, somente em alguns por uma questão de backup.

7.3 Componentes de uma LAN


a. Servidores
Servidores são computadores com alta capacidade de processamento e
armazenamento que tem por função disponibilizar serviços, arquivos ou aplicações a
uma rede. Como provedores de serviços, eles podem disponibilizar e-mail,
hospedagem de páginas na internet, firewall, proxy, impressão, banco de dados, servir
como controladores de domínio e muitas outras utilidades. Como servidores de
arquivos, eles podem servir de depósito para que os utilizadores guardem os seus
arquivos num local seguro e centralizado. E, finalmente, como servidores de aplicação,
disponibilizar aplicações que necessitam de alto poder de processamento a máquinas
com menor capacidade.
b. Estações
As estações de trabalho, também chamadas de clientes, são geralmente
computadores de mesa, portáteis ou PDAs, os quais são usados para acesso aos
serviços disponibilizados pelo servidor, ou para executar tarefas locais. São máquinas
que possuem um poder de processamento menor. Algumas vezes são usadas
estações sem disco (diskless), as quais usam completamente os arquivos e programas
disponibilizados pelo servidor -- hoje estas estações são às vezes chamadas de thin
clients, ou literalmente, clientes magros.
c. Sistema operacional de rede
O sistema operacional de rede é um programa informático de controle da
máquina que dá suporte à rede, sendo que existem 2 classes de sistema: sistema
cliente e sistema servidor.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................39/142)
O sistema cliente possui características mais simples, voltadas para a
utilização de serviços, enquanto que o sistema servidor possui uma maior quantidade
de recursos, tais como serviços para serem disponibilizados aos clientes.
Os sistemas baseados em Unix são potencialmente clientes e servidores,
sendo feita a escolha durante a instalação dos pacotes, enquanto que em
sistemas Windows, existem versões clientes (Windows 2000 Professional, Windows
XP) e versões servidores (Windows 2000 Server, Windows 2003 Server e Windows
2008 Server).
d. Dispositivos de rede LAN
Dispositivos de rede, ou Hardware de rede, são os meios físicos necessários
para a comunicação entre os componentes participantes de uma rede. São exemplos
os concentradores, os roteadores, repetidores, gateways, os switchs, as bridges,
as placas de rede e os pontos de acesso wireless.
e. Protocolos de comunicação
Protocolo é a "linguagem" que os diversos dispositivos de uma rede utilizam
para se comunicar. Para que seja possível a comunicação, todos os dispositivos devem
falar a mesma linguagem, isto é, o mesmo protocolo. Pode ser designado conjunto de
regras que tornam a comunicação acessível. Os protocolos mais usados atualmente
são o TCP/IP, IPX/SPX e o NetBEUI.

Fig 9 – Exemplo de uma rede local

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................40/142)


CAPÍTULO III
EXPLORAÇÃO DO MEIO FÍSICO

1. REGRAS DE EXPLORAÇÃO RADIOTELEFÔNICA


Manual de Campanha – C24-9. Exploração em Radiotelefonia. 3ª Ed. Brasília: 1995

1.1 Pronúncia de Letras e Algarismos

1.1.1 Finalidade
A pronúncia de letras e algarismos em radiotelefonia deve seguir deter-
minadas regras, a fim de evitar erros e confusões que aumentam o tempo total de
transmissão e, em consequência a exposição à GE inimiga.

1.1.2 Alfabeto Fonético


O alfabeto fonético utilizado na exploração é internacional e seu uso está
consagrado pelas Forças Armadas. A parte em negrito das palavras corresponde à
sílaba tônica das mesmas, isto é, a sílaba com maior ênfase.

LETRA PALAVRA PRONÚNCIA LETRA PALAVRA PRONÚNCIA

A ALFA AL FA N NOVEMBER NO VEM BER

B BRAVO BRA VO O OSCAR OS CAR

C CHARLIE CHAR LIE P PAPA PA PÁ

D DELTA DEL TA Q QUEBEC QUE BEC

E ECO E CO R ROMEO RO MEU

F FOXTROT FOX TROT S SIERRA SIER RA

G GOLF GOLF T TANGO TAN GO

H HOTEL HO TEL U UNIFORM IU NI FORM

I INDIA IN DIA V VICTOR VIC TOR

J JULIET JU LIET W WISKEY UIS QUEI

K QUILO QUI LO X XRAY ECS REI

L LIMA LI MA Y YANKEE IAN QUI

M MAIQUE MAI QUE Z ZULU ZU LU

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................41/142)


1.1.2 Algarismos Fonéticos
Os algarismos fonéticos utilizados na exploração radiofônica são específicos
de nosso País e seu uso é obrigatório para a Força Terrestre, como também já o é para
a Aviação Civil e Militar, quando sobrevoando o BRASIL. A parte em negrito
corresponde à sílaba tônica do algarismo fonético.
ALGARISMO PRONÚNCIA ALGARISMO PRONÚNCIA
1 UNO 6 MÊI-A
2 DÔ-IS 7 SÈ-TÊ
3 TRÊS 8 ÔI-TÔ
4 QÜA-TRO 9 NÓ-VÊ

5 CIN-CO 0 ZÉ-RÔ

1.2 Sinais Especiais de Serviço

1.2.1 Constituição e Finalidade


Os sinais especiais de serviço são constituídos de letras isoladas ou
combinações de letras, às quais são atribuídos significados convencionais. Destinam-
se a transmitir, de maneira padronizada e breve, informações, pedidos, ordens e
instrução, de forma a reduzir ao máximo o tempo total de transmissão. Nesse sentido,
como medidas de segurança da exploração, podem ser considerados como
procedimento de CCME no campo das comunicações.

1.2.2 Sinais Especiais de Serviço autorizados


a. Os sinais especiais de serviço autorizados e seus significados corres-
pondentes estão relacionados no Manual de Campanha C 24-12 COMUNICAÇÕES -
SINAIS DE SERVIÇO E INDICATIVOS OPERACIONAIS, são largamente utilizados em
telegrafia e teleimpressão.
b. Os operadores de radiotelefonia devem conhecer seu significado,
principalmente porque são usados para o preenchimento da Sequência para
Transmissão de Mensagens (STM) no campo “INDICATIVOS” do formulário de
Mensagens.
c. No caso de não ser possível fornecer um exemplar do manual a cada
radioperador, deverão ser preparadas listas dos sinais mais comumente utilizados,
para uso dos mesmos, quando for o caso

1.3 Expressões Convencionais de Serviço


a. As expressões convencionais de serviço são palavras ou frases curtas,
normalmente usadas em substituição a sentenças mais longas. Simplificam as
comunicações, facilitam o controle das redes-rádio e o processamento das mensagens,
proporcionando uniformidade e rapidez à exploração radiotelefônica. Nesse sentido, o
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................42/142)
seu emprego pode ser considerado como um procedimento de CCME no campo das
Comunicações.
b. Algumas expressões convencionais de serviço possuem equivalentes
aproximados nos sinais especiais de serviço, normalmente usados em radiotelegrafia.
c. As expressões convencionais de serviço autorizadas são encontradas no
Manual de Campanha C 24-12 COMUNICAÇÕES - SINAIS DE SERVIÇO E
INDICATIVOS OPERACIONAIS - e devem ser de pleno conhecimento dos
radioperadores.

2. REGRAS DE EXPLORAÇÃO TELEFÔNICA


Manual de Campanha – C24-75. Exploração em telefonia. 2ª Ed. Brasília: 1979

2.1 Regras Gerais de Exploração

2.1.1 Expressões Utilizadas


a. A fim de tornar mais simples, eficiente e rápidas as comunicações em
telefonia, o emprego das expressões referidas neste capítulo e no Anexo B do manual
C24-75 devem ser observadas, obrigatoriamente, por todos os usuários no
estabelecimento de uma ligação.
b. Sendo o telefone de utilização direta entre os assinantes, uma vez estabe-
lecida a ligação, a conversação entre os interessados far-se-á livremente, de acordo
com a necessidade do serviço, e observadas as normas de segurança em vigor.
c. O telefone pode ser utilizado, num C Com, como um meio eletromagnético
de transmissão de mensagens, a exemplo do rádio, teletipo, etc.
d. As expressões convencionais e a identificação fonética, a serem usadas na
exploração telefônica, estão relacionadas no Anexo B do C24-75.
e. A palavra CENTRAL, para fins deste artigo, significa qualquer quadro
comutador (central telefônica, painel de comutação, consolete, mesa de controle, etc)
empregado no serviço em telefonia, ainda que integrado a outros sistemas.

2.1.2 Tipos de Conversações Telefônicas


a. Pedido de ligação – para pedir uma ligação, o assinante que chama (CHA-
MADOR) deve dar ao operador da central (OPERADOR) a designação completa do
assinante com o qual deseja falar (CHAMADO): indicativo da central (nome), seguido
do indicativo do assinante (número). Exemplo: “DÊ-ME LUTA CINCO”. Ao receber o

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................43/142)


pedido de ligação, o operador, antes de proceder Às comutações necessárias, deve
repetir o indicativo solicitado em tom confirmativo.
b. Resposta a uma chamada – para responder a uma chamada não deve ser
usada a palavra ALÔ. O assinante dá o indicativo do seu telefone e se necessário,
identifica-se. Exemplo: “LUTA CINCO, E 3 FALANDO”. Quando o telefone está sendo
operado por um telefonista, esse não precisa identificar-se, dizendo apenas: “LUTA
CINCO”.
c. Brevidade e Segurança – as conversações telefônicas devem ser tão
breves quanto possível, para evitar que os circuitos permaneçam ocupados por tempo
superior ao necessário, com prejuízo para outros assinantes. Para isso convém que o
assinante que chama planeje antes o que deseja dizer, anotando os assuntos a serem
tratados. O telefone não deve ser usado para transmitir mensagens longas, quando se
dispõem de outros processos. As conversações devem ser discretas, tendo em vista
que a segurança nunca é absoluta, mormente quando o serviço telefônico acha-se
integrado a outros sistemas.
d. Trato com o operador – o operador da central deve ser tratado cortesmen-
te, e não devem ser mantidas conversações desnecessárias com o mesmo. Qualquer
reclamação sobre o serviço deve ser feita ao operador-chefe ou ao oficial responsável
pelo sistema. O usuário não deve dirigir o trabalho do operador, nem também tentar
obter uma ligação desejada sugerindo a rota alternativa; o operador está melhor
preparado para obter ligações com rapidez.

3. DOCUMENTOS AFETOS A EXPLORAÇÃO TELEFÔNICA


Manual de Campanha – C24-75. Exploração em telefonia. 2ª Ed. Brasília: 1979

3.1 Lista para o serviço


Na maior parte dos aparelhos comutadores usa-se o modelo de lista
telefônica regulamentar. As centrais dos quartéis-generais exigem listas especiais
preparadas sob a direção do comandante ou do oficial responsável por esse serviço.
Em algumas dessas listas será feita uma relação de informações de serviço. O
documento adequado deverá estar ao alcance do operador da estação telefônica.
Quando responder às chamadas não designadas por um indicativo, o operador
consulta a lista para saber o indicativo respectivo. Se o correspondente chamado não
estiver relacionado na lista, comunica a chamada ao operador-chefe, para que esse
providencie a respeito.
3.2 Boletim de itinerário
Nos quadros comutadores que servem a quartéis-generais, o diagrama de
tráfego comum muitas vezes se torna assaz complicado e seu uso pode resultar em
ligações com tão grande perda de corrente que a comunicação se torne impraticável,
além de demorada. Para resolver esse problema, um boletim de itinerário é preparado,
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................44/142)
baseado no diagrama de tráfego mantido pelo operador-chefe. Esse boletim relaciona
alfabeticamente todos os outros aparelhos comutadores do sistema, dando a primeira
rota (ou rota regular) para cada um, seguindo das rotas alternativas. Ele é colocado no
aparelho comutador de modo a ser facilmente consultado pelo operador.

4. MONTAGEM DE REDES LOCAIS COM CABO


NBR 14565:2013. Agência Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: 2013
NBR 16264:2014. Agência Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: 2014

4.1 Cabeamento de par trançado

4.1.1 Tipos de cabo de par trançado


a. Unshielded Twisted Pair - UTP ou Par Trançado sem Blindagem: é o
mais usado atualmente tanto em redes domésticas quanto em grandes redes
industriais devido ao fácil manuseio, instalação, permitindo taxas de transmissão de até
100 Mbps com a utilização do cabo CAT 5e; é o mais barato para distâncias de até 100
metros; Para distâncias maiores emprega-se cabos de fibra óptica. Sua estrutura é de
quatro pares de fios entrelaçados e revestidos por uma capa de PVC. Pela falta de
blindagem este tipo de cabo não é recomendado ser instalado próximo a equipamentos
que possam gerar campos magnéticos (fios de rede elétrica, motores, inversores de
frequência) e também não podem ficar em ambientes com umidade.
b. Shielded Twisted Pair - STP ou Par Trançado Blindado (cabo com
blindagem): É semelhante ao UTP. A diferença é que possui uma blindagem feita com
a malha metálica em cada par. É recomendado para ambientes com interferência
eletromagnética acentuada. Por causa de sua blindagem especial em cada par acaba
possuindo um custo mais elevado. Caso o ambiente possua umidade, grande
interferência eletromagnética, distâncias acima de 100 metros ou exposto diretamente
ao sol ainda é aconselhável o uso de cabos de fibra óptica.
c. Screened Twisted Pair - ScTP também referenciado como FTP (Foil
Twisted Pair), os cabos são cobertos pelo mesmo composto do UTP categoria 5
Plenum, para este tipo de cabo, no entanto, uma película de metal é enrolada sobre o
conjunto de pares trançados, melhorando a resposta ao EMI, embora exija maiores
cuidados quanto ao aterramento para garantir eficácia frente às interferências.

4.1.2 Padrão T568A e T568B


a. A norma EIA/TIA-568-B prevê duas montagens para os cabos,
denominadas T568A e T568B. As duas montagens são totalmente equivalentes em
termos de desempenho, cabendo ao montador escolher uma delas como padrão para
sua instalação. É boa prática que todos os cabos dentro de uma instalação sigam o
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................45/142)
mesmo padrão de montagem. Um cabo cujas duas pontas usam a mesma montagem é
denominado Direto (cabo), e serve para ligar estações de trabalho e roteadores a
switches ou hubs. Um cabo em que cada ponta é usado uma das montagens é
denominado Crossover, e serve para ligar equipamentos do mesmo tipo entre si.
Existem também limites de comprimentos para esse tipo de cabo. Quando o cabo é
usado para transmissão de dados em Ethernet, Fast Ethernet ou Gigabit Ethernet, o
limite para o enlace (distância entre os equipamentos nas duas pontas do cabo) é de
no máximo 100 metros. Caso seja necessário interligar equipamentos a distâncias
maiores, é preciso usar repetidores, ou instalar uma ponte de rede ou switch no meio
do caminho, de forma que cada enlace tenha no máximo 1000 metros.
b. A montagem T568A usa a sequência branco e verde, verde, branco e
laranja, azul, branco e azul, laranja, branco e castanho, castanho. A
montagem T568B usa a sequência branco e laranja, laranja, branco e verde, azul,
branco e azul, verde, branco e castanho, castanho. Como mostrada na imagem abaixo.

Fig 10 – Diferenças entre o Padrão T568A e o Padrão T568B

c. Para a montagem de um cabo de par trançado deve-se fazer o seguinte:


(1) Corta-se o cabo de conexão no comprimento desejado
(2) Em cada ponta, com a lâmina do alicate crimpador retira-se a capa de
isolamento azul com um comprimento aproximado de 2 cm.
(3) Prepare os oito pequenos fios para serem inseridos dentro do conector
RJ45, obedecendo a sequencia de cores desejada.
(4) Após ajustar os fios na posição corta-se as pontas dos mesmos com um
alicate ou com a lâmina do próprio crimpador para que todos fiquem no mesmo
alinhamento e sem rebarbas, para que não ofereçam dificuldades na inserção no
conector RJ45.
(5) Segure firmemente as pontas dos fios e os insira cuidadosamente dentro
do conector observando que os fios fiquem bem posicionados.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................46/142)
(6) Examine o cabo percebendo que as cabeças dos fios entraram totalmente
no conector RJ45. Caso algum fio ainda não esteja alinhado refaça o item 4.
(7) Inserir o conector já com os fios colocados dentro do alicate crimpador, e
pressionar até o final.
(8) Após a crimpagem dos dois lados, use um testador de cabos para
certificar que os 8 fios estão funcionando bem.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................47/142)


CAPÍTULO IV
EQUIPAMENTO RÁDIO

1. CONJUNTOS RÁDIO
Manual de Campanha – C24-18. Emprego do Rádio em Campanha. 4ª Ed. Brasília:
1997

1.1 Generalidades
a. O rádio constitui o principal meio de comunicações de muitas unidades
táticas. Ele é utilizado para comando, direção de tiro, troca de informações,
administração e ligação entre unidades ou no âmbito das mesmas, como também é
empregado nas comunicações entre aviões em voo e entre estes e as unidades em
terra.
b. As comunicações por rádio são particularmente adaptáveis às operações
caracterizadas pelo dinamismo das ações. As comunicações com unidades altamente
móveis, tais como navios, aviões ou carros de combate, seriam extremamente difíceis
se não fosse possível utilizar o rádio.
c. rádio também é essencial às comunicações entre pontos separados por
grandes extensões de água, território ocupado pelo inimigo, ou terreno onde a
construção de linhas seria impossível ou impraticável.

1.2 Vantagens e limitações


a. Vantagens
(1) Normalmente, os meios de comunicações pelo rádio podem ser instalados
mais rapidamente que os de comunicações por fio; por esse motivo, o rádio é
amplamente utilizado como meio principal de comunicações nos estágios iniciais das
operações de combate e nas situações táticas de movimentação rápida.
(2) O equipamento de rádio pode ser utilizado na própria viatura onde foi
instalado, sem necessidade de posteriores reinstalações.
(3) O rádio pode ser empregado sem qualquer demora, tanto por unidades
móveis, aéreas, anfíbias ou terrestres, como por unidades terrestres estacionárias ou
fixas.
(4) O rádio se presta a muitas formas de operação, tais como a radiotelefonia,
radiotelegrafia, radioteleimpressão e transmissão de dados e imagens.
(5) A efetividade do rádio não está limitada pelos obstáculos naturais, nem
pelo terreno sob controle ou fogo inimigo, na mesma medida em que o estão outros
meios de comunicações.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................48/142)


(6) Através da utilização de dispositivos de controle remoto, o operador pode
situar-se a certa distância do aparelho que está operando. Isto proporciona maior
segurança, tanto para o próprio operador quanto para a instalação e para o posto de
comando (PC), servido pela estação.
b. Limitações
(1) O rádio está sujeito a avarias e desarranjos do equipamento, bem como a
interferências atmosféricas, ou ocasionadas por outros dispositivos eletrônicos, sendo
estas últimas relativamente fáceis de serem provocadas.
(2) Para funcionar em conjunto, as estações de rádio devem operar nas
mesmas frequências ou, no mínimo, utilizando algumas frequências sobrepostas;
devem transmitir e receber os mesmos tipos de sinais e estar localizadas dentro de um
determinado alcance operacional.

1.3 Instalação e Aplicação Tática


a. Os conjuntos-rádio de campanha também podem ser classificados em
portáteis, veiculares, transportáveis e móveis. Os portáteis operam com potência
reduzida, fornecida por pilhas secas instaladas internamente ou por geradores
manuais. Os equipamentos instalados em viaturas são, geralmente, do tipo de média
voltagem, fornecida por fontes eletromecânicas de alimentação, acionadas pela bateria
da viatura. Alguns utilizam vibradores, outros empregam alternadores, sempre
alimentados pela bateria da viatura. Os aparelhos transportáveis e móveis podem ser
do tipo que utiliza energia de média ou alta voltagem, fornecida, geralmente, por grupos
eletrogêneos à gasolina, transportados ou montados em reboque. Com a finalidade de
permitir sua operação a partir de posições protegidas, os conjuntos-rádio de campanha
são, frequentemente, operados por meio de dispositivos de controle à distância
(controle remoto).
b. A avaliação equilibrada das exigências impostas pela segurança, pelo fator
surpresa e pela necessidade ou premência de se comunicar pelo rádio, determinará a
medida em que este deve ser utilizado nas operações de combate.
c. Quando a importância do fator surpresa constitui ponto determinante, a
comunicação pelo rádio deve limitar-se, inicialmente, àquelas unidades que já se
encontram em contato com o inimigo. Em algumas ocasiões, a fim de melhor
surpreender e iludir esse inimigo, os comandos superiores podem ordenar a operação
de algumas estações simuladas, como também podem ordenar a permanência na
prescrição de “silêncio” das redes-rádio das unidades que estão se dirigindo para um
zona de ataque, até este ser desencadeado. Quando uma unidade já se encontra
ocupando uma área para lançar-se ao ataque e está com suas estações de rádio
funcionando normalmente, pode receber instruções para manter essa normalidade,
sem mudanças consideráveis em seu volume de tráfego, até o início da operação. Se
uma unidade é substituída por outra, pode ser determinado que opere estações
simuladas, até que o ataque esteja em pleno desenvolvimento. Normalmente, as
restrições especiais impostas sobre as radiocomunicações são levantadas após o início
do combate.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................49/142)
1.4 Classificação quanto á instalação e transporte
a. Ultra portátil
Equipamento compacto com as mínimas dimensões possíveis. Pode ser
conduzido por um só homem e opera em movimento.
b. Portátil
Equipamento compacto, com dimensões maiores que o anterior. Pode ser
conduzido por um só homem e opera mesmo em movimento.
c. Móveis
Próprios para serem instalados em veículos cuja missão principal não é a de
conduzir esses equipamentos.
d. Veiculares
Próprios para serem instalados em veículos cuja missão principal é a de
conduzir esses equipamentos.
e. Transportáveis
Para serem movimentados carecem de veículos de carga. Não operam em
movimento.
f. Fixos
Equipamentos para instalação terrestre permanentes ou semi-permanentes.
g. Gerais
Possuem duas ou mais possibilidades de instalação, mediante fornecimento
de equipamento auxiliar apropriado.

2. CONJUNTOS RÁDIO PORTÁTEIS


Guia do estudante – Operações do MPR-9600. EUA: 2012
Guia do estudante – Operações do RF-7800V-HH. EUA: 2012

2.1 Rádio HF – MPR 9600

2.1.1 Principais Recursos


a. Modens de dados de alta velocidade (até 9600 bps nos modelos
MP002/MP003 e RE002, até 2400 bps nos modelos MP001 e RE001).
b. Suporta MIL-STD-188-141A com Estabelecimento Automático de Enlace
(ALE) de proteção de enlace de nível 1.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................50/142)


c. Sistema de Posicionamento Global (GPS) (modelos MP002/MP003 e
RE002) que pode ser usado para ECCM ou sincronização ALE.
d. Unidade de Tela e Teclado Removível (KDU).
e. Contém módulo interno de criptografia Citadel® I.
f. Capacidade de operação remota.

2.1.2 Especificações
a. Faixa de Frequência - 1.6 MHz a 29.99999 MHz em etapas de 100 Hz pelo
painel frontal e em etapas de 10 Hz pela porta remota.
b. Predefinições do Sistema - 75 totalmente programáveis.
c. Modos de emissão - J3E, H3E, A1A, J2A e F2B.
d. Impedância de Entrada/Saída (E/S) RF - 50 ohms nominal, desbalanceada
e. Entrada de Alimentação - 26 VDC (+20 VDC a +34.8 VDC ±0.5 VDC,
potência reduzida -6 dB de 20 VDC a 22.5 VDC).
f. Proteção contra Sobrecarga - Desligamento de R/T acima de 34.8 VDC.
g. Silenciador (Squelch) - Silenciador ativo selecionável, ajustável no painel
frontal.
h. Controle Automático de Ganho (AGC) - Dependente do modo, selecionado
automaticamente.
i. Saída de Potência (modelos MP) - 1, 5, 20 W.
j. Criptografia integrada - Criptografia Citadel, totalmente integrada com voz
digital, dados e Requisição de Repetição Automática (ARQ). Segurança de Voz
Analógica (AVS)para canias simples.
k. ALE - MIL-STD-188-141A com proteção de enlace de Level 1.
l. Resistência à imersão – 0,9 m na água
m. Temperatura Operacional – -40ºC a 70ºC
n. Dimensões (com caixa de bateria) – 26,7 L x 8,9 A x 34,29 P cm
o. Peso - < 4,5 kg sem baterias

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................51/142)


Fig 11 – Controles e Indicadores do MPR-9600

2.1.3 Controles e indicadores


A chave seletora de função é usada tanto para ligar e desligar o rádio como
para selecionar o modo de operação do rádio enquanto que A unidade de tecla e
Teclado fornece as imagens e comandos ao operador. As opções delas são:
a. OFF – Desliga o R/T.
b. PT – Coloca o R/T em modo de texto simples (voz ou dados).
c. CC – Não usado, expansão futura.
d. CT – Coloca o R/T em modo seguro de texto criptografado (voz digital ou
dados).
e. RV – Não usado, expansão futura.
f. LD – Não usado, expansão futura.
g. Z – Zeroize. Zera o R/T inclusive as chaves criptográficas, as predefinições
do rádio e a programação de canais.
h. [CLR]: CLEAR – Usado como uma função abortar; voltar atrás numa
sequência de menu; apagar uma mensagem exibida no painel frontal. Esta tecla tem
dois usos adicionais no modo ALE: para ligar/desligar a execução da varredura e para
iniciar o encerramento de um enlace
i. [LT]: (LIGHT) – fornece acesso aos controles de iluminação.
j. [ZERO]: Não usado.
k. [ENT]: ENTER – Usado para aceitar uma escolha em um menu. Usado
também na tela do canal para iniciar a edição de frequências.
l. [MODE]: permite que o operador mude o modo operacional para FIX (FIXO),
ALE ou HOP (SALTO).

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................52/142)


m. [OPT] OPTIONS: fornece acesso aos menus principais de OPTIONS de
R/T que dependem do modo.
n. [PGM] PROGRAM: fornece acesso aos menus de PROGRAMAÇÃO do
R/T.
o. [PRE] +/-: usado para mover-se entre as predefinições do sistema.
p. [SQ] SQUELCH: alterna o modo de silenciador programado para o tipo
de modulação de canal atualmente em uso.
q. [VOL] VOLUME +/-: ajusta o nível de áudio do monofone.
r. [◄] [►] Teclas de controle do cursor: Usada para mover-se entre os
campos da tela do painel frontal; move para a esquerda ou direita dentro de um campo
de seleção.
s. [▲] [▼] Teclas de controle do cursor. Usadas para navegar por uma lista de
opções.
t. [] Mostra telas alternativas para um determinado modo de operação.

2.2 Rádio VHF – RF 7800V

2.2.1 Recursos do Equipamento


a. Faixa de frequências: 30 – 108 MHz
b. Potência de saída: 250 mW, 1 W, 2 W, 5 W e 10 W
c. Predefinições: 25 (13 selecionadas pelo botão de função)
d. Opção de Unidade de Tela e Teclado (KDU) remota
e. GPS: interno
f. Ethernet, RNDIS e PPP para interface de dados
g. Interface de dados: USB 2.0, síncrono e assíncrono, pode ser instalado em
um dispositivo USB (por ex. câmera digital)
h. Silenciador: desligado, ruído, tom, digital
i. Imersão: 5 m (16 pés)

2.2.2 Recursos Operacionais


a. Frequência fixa e Quicklook 1A, 2, 3 (para incluir busca de canal livre), e
Quicklook Wide até dados IP de 64 kbps
b. TNW – Forma de Onda de Rede TDMA (TNW) tem dois modos de
operação: voz e dados, e somente dados. O recurso permite 2 a 64 rádios em uma
rede. TNW é uma forma de onda hopping (de salto) que requer um tipo de rede TDMA
e largura de banda de 25 kHz.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................53/142)
c. Modos de voz: FM analógico, MELP 2400, FSK CVSD 16 kbps, forma de
onda TDMA (opcional).
d. Modos de dados síncronos: Dados WBFSK/TCM e DTE até 64 kbps
Modos de dados assíncronos: 1200 e 2400 bps.
e. Modos de dados opcionais: IP TCM 192 kbps .
f. COMSEC: Criptografia Harris Citadel II e AES.
g. Modificação de algoritmo de cliente opcional (CAM).
h. Tela inicial de chat tático para acesso a Mensagens (SMS), Navegação,
Alertas, Correio de voz e Falhas.
i. Anulação de PT: as redes CT fixas podem receber e desmodular voz
analógica de PT com bipes de aviso periódicos.
j. Operação da rede somente com voz PTT duplo e SA.
k. A retransmissão aprimorada baseada em IP permite vários saltos e rádios
de retransmissão conectados via Ethernet/LAN.
l. Relatório de posição: Aplicativos SA Harris, integração de aplicativos SA
baseados em KML e Informações de Forças Amigas NATO (NFFI).
m. LAN: o rádio pode conectar-se diretamente a uma rede de área local IPv4
Ethernet.
n. Capacidade de voz e dados simultâneos: < 64 kbps para RX/TX de voz e
dados com largura de banda de 25 kHz; e < 192 kpbs para RX/TX de voz e dados com
largura de banda de 75 kHz.
o. A interface de usuário tipo web permite que um PC controle o chat tático
(Tac Chat), a navegação do Sistema de Posicionamento Global (GPS), a navegação
pelo sistema de arquivos e a configuração do rádio.
p. O repetidor de voz em TNW que permite alcance estendido através de um
único rádio repetidor para receber e transmitir voz nos modos preto (sem assistência)
ou vermelho (com assistência).
q. A criptografia Citadel® 128 e 256 incorporada fornece criptografia de
qualidade militar e segurança de Padrão de Criptografia Avançado (AES) de 256 bits
para transmissões de voz e dados.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................54/142)


TAMPA DO
CONECTOR LATERAL
(12041-6680-01)

CONJUNTO DE
RÁDIO VHF
(12067-1000-XX)

ANTENA
GUIA DE CHICOTE VHF
CONSULTA RÁPIDA (12011-2600-01)
(10515-0363-4104)

BATERIA DE
ÍON-LÍTIO DE
ALTA CAPACIDADE ANTENA
(12041-2100-XX) GPS
(12041-6550-01)

CD DO APLICATIVO DE
PLANEJAMENTO DE
COMUNICAÇÕES
(RF-7800VH-SW001)

NOTA: RÁDIO INCLUI ANTENA GPS (12041-6550-01)

Fig 12 – Itens Inclusos do RF-7800V-HH

Fig 13 – Controles e Indicadores do RF-7800V-HH


2
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................55/142)
2.2.3 Controles e indicadores
Os controles e indicadores do equipamento estão indicados na figura 13
representados pelos seguintes números.
(1) PTT inferior - Chave seletora Pressionar para Falar - Pressionar para Falar
(PTT) na rede secundária quando em modo PTT duplo.
(2) PTT superior - Chave seletora Pressionar para Falar - PTT na rede
principal.
(3) Controle de Volume – aumenta e diminui o volume.
(4) Microfone – Microfone integrado.
(5) Conector de áudio de 6 pinos - Fornece uma conexão para um microfone
de lapela opcional ou um monofone H-250.
(6) Chave seletora Giratória:
a. OFF (deligar) - Puxar para girar. Desliga o RF-7800V-HH. (A seta branca
marca a posição desligada vista do topo da chave seletora rotativa).
b. 1 – 13 – Seleciona as rede 1 a 13.
c. R - O botão de puxar para girar quando colocado na posição Remota (R)
permite o uso da Unidade de Tela e Teclado (KDU).
d. Z - O botão de puxar para girar Zera (Z) todas as variáveis programadas,
incluindo variáveis de criptografia e dados de usuários.
(7) Conector de antena GPS - Conector para a antena do Sistema de
Posicionamento Global (GPS).
(8) Conector de antena - Proporciona uma porta de antena de 50 ohms
através de um Conector N de Rosca (TNC).
(9) Conector auxiliar – Fornece interface para vários dispositivos de dados
remotos.
(10) Trava da bateria – Deslize para cima para destravar a bateria para
remoção.
(11) Teclado – Usado para acessar os menus e controles:
a. [Seta Circular] - muda a visualização para alternar as telas principais para
informações adicionais quando em modo PTT duplo. Também muda a visualização
para a tela inicial de Chat Tático, que fornece as seguintes opções: mensagens,
navegação, alertas, correio de voz.
b. [LT] - Fornece o acesso ao menu de controle de iluminação de fundo do
Teclado/Tela.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................56/142)
c. [SQL] – Liga e desliga o silenciador (SQL).
d. [APPS] - Proporciona acesso aos menus de aplicativos.
e. [PGM] – Fornece acesso aos menus de programação.
f. [CLR] – Devolve o valor anterior a um campo e ativa o menu ou tela
anterior.
g. [ENT] – ENTER. Seleciona as escolhas de campos sequenciais ou
confirma dados em um campo de digitação.
(12) Tela – Exibe as telas operacionais e de programação.

3. CONJUNTOS RÁDIO EM HF, VHF E UHF, VEICULARES E FIXOS


Dealer’s Manual – YAESU SYSTEM 600. JAPAN: 1996

3.1 Rádio HF – YAESU SYTEM 600

3.1.1 Principais Características


a. O Yaesu System 600 é um transceptor HF de 100 Watt de potência, com
uma cobertura de 50 KHz até 29.999999 MHz, para recepção e de 1.8 ~ 29.99999
Mhz, para transmissão.
b. Os modos de operação incluem J2B (USB ou LSB), J3E (USB ou LSB),
A1A, A3E, e H3E (somente para versão Marítima em 2182 Khz), fazendo do System
600 ideal para uma grande variedade de aplicações de voz, telegrafia e muitas
aplicações de comunicações de dados.
c. As avançadas características integradas no Yaesu System 600 incluem 100
canais de memória, organizadas em quatro bancos de 25 canais cada, com entrada de
freqüência pelo teclado e controle Alfanumérico de canais de memória. Para facilitar a
programação de sistema, um dispositivo de “handy clone” é incorporado.
d. Acessórios disponíveis incluem o Sintonizador Automático de Antena
(externo) FC-800, fonte de alimentação AC, a YA-30 Antena Dipolo Broadband, YA-007
Antena Móvel, MD-100 A8X Microfone de Mesa, SP-7 Alto Falante Externo, TCXO-4
Alto Estabilizador Oscilador Mestre, e o FVP-24 Módulo de Encriptação.
e. Tensão de Operação – 13,5 V +- 10%, aterramento negativo
f. Consumo de Potência: 1,2 A em recepção em espera; 20 A com
transmissão a 10Watts de saída.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................57/142)
g. Peso – aproximadamente 4,5 kg
h. Potência de saída – 100W (J2B, J3E, A1A) e 25W com portadora AM
i. Tipo de modulação: SSB e AM.
3.1.2 Controles, indicadores e Conectores:

Fig 14 – Controles e Indicadores do YAESU SYSTEM 600

a. Conector de microfone
b. Conector “headphone” (fone de ouvido) - desabilita ambos alto falantes
c. Clarificador - Para ajustes finos em torno da frequência de operação
d. Chave Liga/Desliga (I/O)
e. Alarme, somente na configuração naval
f. 2182 kHz, freqüência de emergência da configuração naval
g. Dial principal - Sintoniza até 50 passos por revolução.
h. Controle de volume
i. Squelch, usado para silenciar o rádio
j. Teclado - utilizado para dar entrada em freqüências e/ou para certas
operações de comando.
k. Tecla “E” - Ativa o modo encripto
l. Tecla “S” - Ativa a chamada seletiva, somente no modo J3E
m. Tecla “M” - Seleciona os bancos de memória e canais VFO e ITU

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................58/142)


n. Tecla “Lock” - Quando pressionada todas as teclas do painel ficam
protegida, exceto as teclas 2182 e de alarme (versão naval).
o. LCD – visor de cristal líquido

Fig 15 – Controles na parte traseira do YAESU SYSTEM 600

(1) EXT SPKR – saída para auto falante. A inserção de um plug neste
conector, automaticamente desabilita o alto falante interno; a inserção no painel
dianteiro de fones de ouvido desabilitará ambos os alto falantes.
(2) SIDE TONE – ajusta o nível de CW.
(3) ALARME – ajusta o nível de alarme na versão marítima.
(4) CLONE – conector de entrada/saída do tipo mini-DIN 6 pinos que permite
a conexão ao sistema de controle por computador ou permite a clonagem a partir de
uma matriz durante uma instalação rápida.
(5) FC 800 – conector do tipo mini-DIN 5 pinos, utilizado para conexão do
Sintonizador Automático de Antena.
(6) BAND DATA (Faixa de Dados) – conector do tipo mini-DIN 8 pinos
utilizado para a interconexão a um acessórios de estação como amplificador linear.
(7) POWER (força) – entrada de alimentação DC.
(8) ANTENA – conector PL-259, para antena ou para o RF do Sintonizador
Automático de Antena FC-800.
(9) ATERRAMENTO (terra) – utilizar cabo trançado para conexão com o terra.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................59/142)
(10) PTT – este conector RCA aceita controle de PTT (aperte para falar) de
um dispositivo externo.
(11) EXT ALL – Para conexão com o Amplificador Linear externo (YAESU
FL-7000).
(12) AFSK – entrada de transmissão e recepção de dados.
(13) CHAVE (KEY) – chave do telégrafo.

4. REPETIDORES
Data Sheet – G-SERIES EQUIPMENT FOR ASTRO 25 SYSTEMS. EUA: 2015
User’s Guide – MOBEXCOM P25 DIGITAL VEHICULAR REPEATER. CANADA: 2011

4.1 Repetidora GTR-800

4.1.1 Características Gerais


a. Potência Máxima – 110 W na antena convencional (220W com
duplexador); e 40 W na antena tática (80W com duplexador).
b. Alcance – 16 Km (8 Km de raio) utilizando rádio portátil (XTS 1500/2500); e
50 Km (25 Km de raio) utilizando rádio veicular (XTL 1500).

Fig 16 – Repetidora GTR-8000

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................60/142)


c. Componentes:
(1) Trasnceptor (XCVR);
(2) Amplificador de Potência;
(3) Ventilador;
(4) Fonte de Alimentação;
(5) Painel de conexão, Suporte de Placas, e Backplane

4.1.2 Componentes internos


a. Transceptor - Tem por função proporcionar as funções de controle,
excitador e receptor. É composto pela Placa de Controle, Placa RF, Interfaces
Externas, Portas (na frente e atrás) e por um switch.
b. Amplificador de Potência – É um amplificador de potência de RF com
resfriamento forçado de convecção, possui seis módulos internos.
c. Módulo de Ventilação – Fornece o resfriamento do ar forçado contínuo para
o amplificador de potência, os transceptores e os módulos de controle do sítio.

4.2 Repetidora DVR

4.2.1 Características Gerais


a. A DVR permite rádios portáteis(XTS5000/XTS2500) ser usado em áreas
onde somente a cobertura dos rádios móveis está disponível e a cobertura do rádio
portátil é intermitente ou inexistente.
b. Instalado no veículo, o DVR estende a comunicação de rádio para os
usuários dos rádios portáteis que estão fora do veículo.

Fig 17 – Repetidoras DVR – instalação veicular (à esq) e transportável (à dir)

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................61/142)


5. REDES SEM FIO
GUIAFOCA.ORG. Guia Foca GNU/Linux. Disponível em: <http://www.guiafoca.org/cgs/
/guia/iniciante/index.html>.

5.1 Conceito de Redes sem fio


a. São redes que não utilizam cabos e enviam os sinais via ondas de rádio
frequência. Estas ondas se propagam no vácuo (não precisa de meio material) e
normalmente, possuem uma frequência alta.
b. As redes sem fios são bastante utilizadas por sua praticidade, pois a
ausência de cabos facilita e muito a manutenção da rede, reduzindo o tempo de
configuração de novos clientes.

5.2 Tipos de Redes Wireless quanto à Abrangência


a. Wireless Personal Area Network (WPAN)
Rede sem fio com uma pequena área de abrangência, normalmente é
utilizada para conectar dispositivos periféricos sem a utilização de cabos, como
mouses, teclados, câmeras fotográficas, impressoras, tablets, etc. Normalmente são
utilizadas tecnologias como Bluetooth ou Infravermelho.
b. Wireless Local Area Network (WLAN)
É uma rede com uma área de abrangência um pouco maior. Normalmente é
utilizada para criar uma pequena rede local para compartilhamento de internet ou
outros serviços de redes sem a utilização de fios. Utiliza o padrão IEEE 802.11 (Wi-Fi).
c. Wireless Metropolitan Area Network (WMAN)
Abrange a área de uma cidade (em média um rádio de até 10Km). Atualmente
têm-se utilizado a tecnologia WiMax para transmissão de redes wi-fi em uma escala
maior.
d. Wireless Wide Area Network (WWAN)
Abrange uma área intercontinental, sendo um basicamente um conjunto de
redes WLAN e WMAN. Normalmente é utilizada na comunicação via satélite e na
telefonia móvel.

5.3 Tipos de Padrões de Redes Wireless


a. IEEE 802.11a
Opera numa frequência de 5Ghz, o que oferece grande confiabilidade, por ser
uma frequência menos utilizada. Fornece uma velocidade mais rápida que o padrão
802.11b (até 54 Mbps), porém com um alcance operacional menor. A partir de 30
metros há redução de velocidade, mas em alcances menores fica entre 22 e 40 Mbps.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................62/142)


b. IEEE 802.11b
É o tipo de rede wireless mais popular, com velocidade máxima de 11 Mbps e
alcance máximo operacional de 100 metros em ambiente fechado e 180 metros em
área aberta. A velocidade de acesso depende bastante da distância ao ponto de
acesso. A 20 metros a velocidade gira em torno de 11 Mbps. Em alcances de 80 a 100
metros a velocidade pode cair para 1 Mbps ou menos, o que pode causar perda de
sinal e lentidão na conexão. A frequência é de 2.4 Ghz, o que pode ocasionar
problemas com telefones sem fio ou fornos de microondas.
c. IEEE 802.11g
É uma linha de produtos de fabricantes de rede sem fio que combina
conceitos da 802.11a e 802.11b, conhecida como tecnologia “G”, apresenta velocidade
do 802.11a, mas é totalmente compatível com redes 802.11b existentes. É mais barato
que a tecnologia 802.11a, mas ainda usa a frequência de 2.4 Ghz, o que ainda pode
ocasionar interferências de outros dispositivos. É uma ponte entre 802.11a e b ao
mesmo tempo que fornece uma versão melhorada para uma rede “b”. O alcance é o
mesmo que 802.11b, não é compatível com o padrão “a”.
d. IEEE 802.11n
O IEEE aprovou oficialmente a versão final do padrão para redes sem fio
802.11n em 2009. As principais especificações técnicas do padrão 802.11n incluem: -
Taxas de transferências disponíveis: de 65 Mbps a 300 Mbps. - Método de
transmissão: MIMO-OFDM - Faixa de freqüência: 2,4 GHz e/ou 5 GHz.

5.4 Tecnologias Wireless


a. Bluetooth:
Rede sem fio muito utilizada nas PANs, possuindo uma curta abrangência e
sendo rápida e segura e de baixo custo. Normalmente é utilizada para transferir
informações entre periféricos, smartphones, computadores, câmeras, impressoras, etc.
Por possuir uma transmissão via radio frequência, pode detectar os dispositivos
independente de suas posições, desde que dentro do limite de abrangência.
Possui taxas de transmissão baixas, onde o bluetooth versão 1.2 alcança no
máximo 1Mbps, a versão 2.0 alcança até 3Mbps e a versão 3.0 consegue chegar a
54Mbps. E utiliza a faixa de frequência de 2,4GHz à 2,5GHz e possui conexão Full-
Duplex.
b. AD-HOC:
Neste modo a comunicação entre os clientes de uma WLAN é estabelecida
de forma direta, sem a necessidade de um Access Point nem de uma rede física
(Ethernet). A ideia é que cada nó na rede funciona como cliente e servidor.
c. WiFi:
Originalmente foi licenciada pela Wi-FI Aliance para utilizar redes sem fio
WLAN baseadas no padrão IEEE 802.11. Esta tipo de tecnologia é comumente

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................63/142)


utilizado no nosso dia a dia, principalmente para utilização de internet em nossas
casas, shoppings, cafeterias, bares, restaurantes, praças, aeroportos, etc. Utiliza ondas
de rádio com frequências de 5 GHz com capacidade teórica de 54 Mbps (IEEE
802.11a), 2,4 GHz com capacidade teórica de 11Mbps (IEEE 802.11b) e 2,4GHz com
capacidade teórica de 54Mbps (IEEE 802.11g).
Estas redes possuem padrões de proteção e de segurança para impedir o
acesso não permitido a rede, são eles o WEP (Wired Equivalent Privacy) que possui
falhas graves de segurança e foi substituído pelo WPA e WPA2 (Wi-fi Protected
Access).
d. WiMax:
Esta tecnologia é um padrão para acesso sem fio de banda larga para uma
grande área (WMAN). O padrão 802.16d assegura uma conectividade em uma faixa de
frequência de 2 a 11 GHz, ou seja, fica fora da faixa de frequência pública permitida
(2,4 e 5 GHz). Esta tecnologia pode cobrir uma distância de até 50 Km com taxas de
transmissão de até 75 Mbps.

5.5 Equipamentos Wireless


a. Roteador wireless:
O roteador é um aparelho usado em redes de computadores para o
encaminhamento das informações acondicionadas em pacotes de dados,
proporcionando conectividade entre os dispositivos como computadores, smartphones
e tablets, em redes LAN com a internet.
Para conectar aparelhos que utilizam transmissão de dados via wireless e
eliminar a necessidade de um computador estar conectado a um computador principal,
a maior parte dos modernos roteadores possui potentes antenas para enviar e receber
suas transmissões de pacotes de dados por redes sem fio e se conectam diretamente
ao modem da internet de banda larga.
b. Access Point:
Access point ou ponto de acesso é um dispositivo que permite interligar duas
redes sem fio entre site ou uma rede a vários dispositivos. Em geral, o access point se
conecta a uma rede cabeada, e fornece acesso sem fio a esta rede para dispositivos
móveis no raio de alcance do sinal de rádio.

5.6 Medidas de proteção


a. Definição de SSID
SSID são as iniciais das palavras em inglês: Service Set IDentifier. Nada mais
é do que o nome da rede configurada em questão, a sua identificação ou o nome da
rede a que se quer connectar. Quando um computador detecta uma rede Wireless,
esse é o nome exibido.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................64/142)


É possível usar até 32 caracteres no nome. Algo muito importante que
devemos dizer: O SSID é case-sensitive, o que significa que ele diferencia letras
maiúsculas de minúscula.
b. WEP – WIRED EQUIVALENT PRIVACY
O WEP é um dos primeiros tipos de segurança. Todos os roteadores de rede
wireless doméstica suportam o método WEP, inclusive os modelos mais recentes, pois
assim se tornam compatíveis com todos os adaptadores de rede wireless. Embora seja
melhor utilizar o WEP do que não utilizar nenhum método de segurança, a chave de
rede usada para criptografar os dados wireless pode ser violada em poucos minutos.
Baixo Nível de Segurança.
c. WPA – WiFi PROTECTED ACCESS
O WPA foi desenvolvido para solucionar as falhas de segurança do WEP. Ele
utiliza vários mecanismos para evitar que a chave de rede seja violada, mas ainda usa
o mesmo método de criptografia do WEP. Médio Nível de Segurança.
d. WPA2 – WiFi PROTECTED ACCESS 2
O WPA2 foi implementado como o nível mais alto de segurança para
ambientes domésticos e de pequenas empresas. Ele contém os mecanismos usados
pelo WPA, mas utiliza um método de criptografia mais seguro. Alto Nível de Proteção.

6. PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO DE MATERIAL RÁDIO


Manual de Campanha - C24-18 Emprego do Rádio em Campanha. 4ª Ed, Brasília:1997

6.1 Manutenção Preventiva

6.1.1 Generalidades
a. manutenção preventiva compreende o cuidado sistemático, inspeção e
assistência técnica do material, de forma a mantê-lo em condições de funcionamento e
evitar falhas e avarias. É realizada pelos radioperadores e pelo pessoal da manutenção
orgânica.
b. Os radioperadores, altamente treinados nas técnicas de operação, realizam
unicamente as operações simples de manutenção de rotina, que normalmente podem
ser realizadas por pessoal com conhecimentos técnicos limitados. Os manuais técnicos
correspondentes aos equipamentos em uso contêm uma lista de verificação de
operações, que compreendem todas as medidas a serem tomadas neste tipo de
manutenção.
c. O pessoal da manutenção orgânica proporciona apoio de reforço à
manutenção do operador e é responsável pela manutenção orgânica que, além de
conhecimentos, exige treinamento técnico especializado. Cada manual técnico
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................65/142)
apropriado contém uma lista de verificação de desempenho do equipamento, bem
como outras informações relativas à manutenção orgânica do mesmo.

6.1.2 Serviços de Manutenção Preventiva


a. Manutenção diária – Todos os radioperadores devem efetuar estes
serviços de manutenção preventiva cada dia em que o equipamento é operado. O
equipamento deve ser inspecionado e reparado de acordo com as normas contidas no
manual técnico correspondente. Todas as deficiências ou defeitos não corrigidos pelo
operador, bem como os corrigidos mediante substituição de peças, devem ser
registrados na ficha apropriada.
b. Manutenção Periódica – Estas inspeções e serviços serão prescritos nos
manuais técnicos correspondentes e devem ser realizados pelo pessoal da
manutenção orgânica. No dia e hora estabelecidos, este pessoal inspecionará
sistematicamente o equipamento e efetuará os serviços de manutenção de sua alçada.
Todas as deficiências e defeitos, bem como a ação corretiva aplicada a cada um deles,
deverão ser registrados. Quando for necessário efetuar reparações em um escalão
superior de manutenção, deverá ser preparada a documentação correspondente, que
será encaminhada, junto com o material, à unidade de manutenção envolvida.

6.1.3 Perigo e Precauções contra choques Elétricos


a. Generalidades – A operação de conjuntos-rádio pode requerer o emprego
de corrente elétrica de alta tensão. Os radioperadores devem, portanto, conhecer bem
o manual técnico relativo ao equipamento a ser utilizado, antes de iniciar a operação do
mesmo. A não observância das normas de segurança pelos radioperadores e pelo
pessoal da manutenção pode resultar em MORTE POR CONTATO.
b. Precauções – Os conjuntos-rádio que utilizam alta tensão exigem do
operador a observância das seguintes precauções:
(1) Ter cuidado ao ligar a alta tensão ou conexão de força;
(2) Evitar o contato com linhas de transmissão e antenas em que existam
tensões de radiofrequência;
(3) Certificar-se de que o aparelho está desligado da fonte de alimentação e
de que foram descarregados os capacitores de alta tensão, antes de mexer no interior
do aparelho; e
(4) Verificar, nos manuais correspondentes, quais são os pontos onde há
tensões elevedas.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................66/142)


6.2 Manutenção pelo radioperador

6.2.1 Treinamento
A manutenção do equipamento-rádio e de seus acessórios tem importância
suficiente para justificar o treinamento de todos os radioperadores em alguns
procedimentos simples de manutenção, bem como na comunicação das deficiências e
defeitos que não estejam autorizados a corrigir. Este treinamento deve ser
administrado em conjunto com o dos procedimentos operacionais, devendo ser
completamente assimilado por todos os radioperadores. Os procedimentos autorizados
de manutenção, a serem obedecidos pelos radioperadores, devem ser ensinados como
fazendo parte das normas de operação.

6.2.2 Fases da Manutenção pelo radioperador


a. Manutenção antes da operação - Verificações da condição física do
equipamento.
b. Manutenção durante a operação - Verificação constante do desempenho
do aparelho e observação de anormalidades no seu funcionamento.
c. Manutenção após a operação - Avaliação do desempenho do aparelho, de
forma a garantir seu funcionamento futuro.

6.2.3 Manutenção antes da operação


Antes de iniciar a operação com qualquer conjunto-rádio, o operador deve
fazer as verificações discriminadas a seguir, que podem variar de acordo com a
complexidade do equipamento.
a. Observar os fios e conectores;
b. Verificar os controles, chaves e botões;
c. Inspecionar os registros, mostradores e limitadores;
d. Conferir as caixas, tampas e acessórios; e
e. Registrar, na ficha adequada, todas as deficiências observadas nas
inspeções.

6.2.4 Manutenção durante a operação


Todos os radioperadores devem ser treinados na observação do funcio-
namento e desempenho de seus aparelhos. Devem prestar particular atenção a todas
as anormalidades que ocorram durante a operação do equipamento e investigar
imediatamente as causas.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................67/142)


a. Utilizar a lista de verificação do manual correspondente ao equipamento
utilizado. Estas verificações devem ser iniciadas tão logo o aparelho esteja pronto para
ser operado.
b. Conferir o desempenho do equipamento mediante ajustagens específicas
dos controles; anotar os resultados. Consultar o manual do equipamento, para fazer
estas ajustagens. Se os resultados não forem normais, investigar a causa, ou causas.
Quando o operador não estiver autorizado para corrigir ou reparar algum dos defeitos
observados, deve registrar o(s) defeito(s) e comunicar as condições do equipamento ao
pessoal encarregado da manutenção orgânica.
c. Verificar os dispositivos de medição, indicadores de frequência e medidor
de modulação, caso hajam, e certificar-se de que estão funcionando adequadamente.
d. Registrar as deficiências e defeitos observados e comunicá-los ao pessoal
da manutenção orgânica, de forma a poderem ser corrigidos tão logo quanto possível.

6.2.4 Manutenção após a operação


Esta manutenção deve ser iniciada imediatamente após o desligamento do
aparelho. Nesta fase da manutenção o operador deve seguir as instruções contidas
nos subparágrafos que se seguem:
(1) Desligar o equipamento e efetuar novamente as verificações relativas à
manutenção antes da operação. Registrar quaisquer deficiências ou defeitos na ficha
de manutenção.
(2) Certificar-se de que todas as partes estão devidamente lubrificadas.
(3) Limpar e deixar em condições de uso todos os componentes.
(4) Limpar, verificar e acondicionar todos os cabos, cordões, fios,
componentes menores e acessórios.
(5) Colocar em seus lugares as tampas de proteção.
(6) Colocar o equipamento no lugar adequado.
(7) Comunicar ao pessoal da manutenção orgânica todas as deficiências e
defeitos observados e não corrigidos.

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7. CAMUFLAGEM DO POSTO RÁDIO EM CAMPANHA
Manual de Campanha – C5-40. Camuflagem, Princípios Fundamentais e Camuflagem
de Campanha. 3ª Ed. Brasília: 2004

7.1 Os Princípios de Camuflagem


A camuflagem só pode ser bem sucedida quando atende a três requisitos
básicos, que constituem os seus princípios fundamentais, a saber: a escolha da
posição, a disciplina de camuflagem e a construção da camuflagem.
a. Escolha da posição
(1) Posição - é a relação entre a pessoa ou o objeto e o meio que os
circunda. Para a correta escolha de uma posição, deve-se atender aos seguintes
requisitos:
(a) permitir o cumprimento da missão - condição básica para o sucesso de um
combate;
(b) ser de fácil acesso - facilitando o deslocamento da tropa para a posição,
sem chamar a atenção do inimigo; deve-se ter um cuidado especial quanto aos rastros
deixados; pois esses facilitam ao inimigo, a observação e a identificação das posições;
(c) ser desenfiada - para evitar ou impedir a observação por parte do
inimigo; e
(d) ser de fácil ocupação - para a tomada do dispositivo, de modo que a tropa
possa entrar em ação o mais rápido possível, guardando as distâncias que
proporcionarão proteção dos fogos inimigos.
(2) Deve ser escolhida de tal forma que exija o mínimo de alterações no
terreno, aproveitando as cobertas naturais e os locais desenfiados. A escolha da
posição não deverá prejudicar o cumprimento da missão. Ao se escolher uma posição,
deve-se procurar um fundo que absorva a visibilidade dos elementos da posição. A
aparência do meio ambiente não deve ser alterada pela presença de indivíduos ou
equipamentos. O terreno pode receber, com facilidade, uma instalação adequadamente
distribuída. Os pontos característicos isolados, como árvores, cercas ou casas, devem
ser evitados, porque atraem a atenção do observador. Pela utilização correta do meio
ambiente, pode-se alcançar completa camuflagem contra a detecção visual ou
fotográfica, sem qualquer necessidade de construção. Nos terrenos dotados de
cobertura natural intensa, a tarefa é muito simplificada. Pelo aproveitamento das
irregularidades do terreno, mesmo que a cobertura natural seja rarefeita, pode-se obter
completa dissimulação, com o auxílio das construções de camuflagem.
b. Disciplina de camuflagem
(1) À luz do dia - A disciplina de camuflagem compreende o cuidado em evitar
atividades que alterem a aparência de uma área ou revelem ao inimigo objetivos
militares. Uma posição bem camuflada só oferece segurança, se sua manutenção for
cuidadosamente atendida. A camuflagem não poderá inspirar confiança, quando

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................69/142)


pegadas e trilhas óbvias apontem para a posição ou quando são evidentes, nas
vizinhanças, os sinais de ocupação. Os elementos que mais comumente revelam uma
posição camuflada, ou se constituem em evidência de atividades militares numa área,
são os sulcos produzidos pelas viaturas, os objetos abandonados e a terra oriunda das
escavações. Por isso as estradas carroçáveis, trilhas, estradas ou caminhos naturais
no terreno devem ser aprovei-tados. Os caminhos expostos não devem terminar na
posição, mas prolongados para algum outro local que justifiquem sua existência. Se for
praticável, os sulcos expostos devem ser camuflados com vegetação, cobertos com
material conveni-ente ou ainda pelo plantio de vegetação local sobre eles. Os detritos e
a terra escavada devem ser dispostos de modo a confundir-se com o terreno
adjacente.
(2) À noite - A camuflagem, à noite, é menos necessária do que à luz do dia.
Entretanto, o inimigo pode tirar vantagens da escuridão e se aproximar mais facilmente,
se lhe forem proporcionadas pistas que o guiem. Nesses casos a disciplina de
camuflagem, visando não atrair a atenção do observador, torna-se duplamente
importante. As fotos aéreas tomadas à noite com o auxílio de dispositivos luminosos
lançados dos aviões podem revelar quebras de disciplina de camuflagem que são mais
fáceis de ocorrer à noite. A propagação do som parece ampliada; a conversa entre
pessoas, mesmo em voz baixa, deve ser reduzida ao mínimo. A parte mais importante
da disciplina de camuflagem à noite é a disciplina de luzes. As luzes indispensáveis ao
trabalho devem ter sua propagação limitada, sendo usadas, em princípio, em
ambientes fechados, tais como: barracas e abrigos cobertos à prova de luzes. Nas
noites mais escuras, a visão humana se adapta à falta de luz em cerca de 30 minutos.
Cada vez que se acende um fósforo ou lanterna, tem início, novamente, o processo de
adaptação da visão. É proibido fumar à noite em áreas muito próximas do inimigo.
(3) Som - O som pode ser reduzido pela adoção de medidas de precaução. O
emprego de sinalização manual ou de sinais diversos deve ser adotado. O
equipamento individual deve ser calcado e ajustado, para evitar que se constitua numa
fonte de ruídos. A carga e a descarga de viaturas devem ser executadas em silêncio.
Para evitar que o inimigo possa localizar as posições de artilharia, deve ser feito uso de
posições falsas, dotadas de simuladores de clarão e de som.
(4) Calor - A utilização de sensores termais faz com que o corpo humano e os
equipamentos produtores de calor sejam identificados com certa facilidade. Para
reduzir a possibilidade de identificação das tropas, devem-se cobrir as partes quentes
dos equipamentos com coberturas refletoras de calor. Os militares, sempre que
possível, devem ficar sob barracas que os impeçam de serem detectados por sensores
termais.
c. Construção de camuflagem
A construção de camuflagem deve ser empregada sempre que a posição
necessitar de meios adicionais para sua camuflagem. Ela compreende o emprego de
materiais naturais e artificiais. Os naturais são encontrados na própria região; e os
artifíciais são tintas, telas, tecidos, redes, etc, os quais cooperam para que o pessoal e
o equipamento se harmonizem com a aparência do terreno circunvizinho em forma e

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................70/142)


cor. Entretanto, o uso de vegetação nessas atividades possui a desvantagem de
necessitar ser constantemente substituída.
Os materiais artificiais devem ser preparados de tal forma que se harmonizem
com o terreno adjacente e resistam às condições climáticas locais. As mudanças
oriundas das condições climáticas exigem alterações gradativas na cor e na qualidade
do material empregado.

7.2 Os Processos de Camuflagem


a. Mascaramento – Consiste em ocultar completamente um objeto e utilizando
uma cortina ou máscara, que pode ser ou não facilmente identificada.
b. Dissimulação – Consiste na colocação de materiais de camuflagem acima,
ao lado ou em torno do objeto, alterando-lhe a forma e a sombra, de modo a dar a
impressão de que o objeto camuflado é parte integrante do meio. O objetivo da
dissimulação é evitar a detecção do objeto, pela alteração da sua aparência normal.
Como as construções humanas têm, normalmente, formas geométricas, elas
apresentam contornos, formas regulares e sombras facilmente identificáveis, cuja
configuração contrasta com a do terreno. A dissimulação torna-se necessária para
restaurar ou simular a aparência normal do terreno, após a instalação da posição. Não
se deve confundir o processo de camuflagem dissimulação com a dissimulação tática,
que é o conjunto de medidas e ações que procuram iludir o inimigo a respeito de
determinada situação e/ou planos táticos com o propósito de conduzi-lo a reagir de
modo vantajoso para nossa manobra.
c. Simulação – Consiste em obter a camuflagem de objetos ou atividades
militares, de tal modo que elas pareçam ser o que não são. Com a simulação, o inimigo
obterá informações errôneas a respeito de nosso poder de fogo, intenções, localização,
etc. Os falsos objetos empregados nesse processo são chamados de simulacros.
Existem muitos simulacros de uso em campanha com a aparência de viaturas, peças
de artilharia, etc. Se não houver disponibilidade desses simulacros pré-fabricados, as
unidades podem improvisar outros.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................71/142)


CAPÍTULO V
EXPLORAÇÃO DO MEIO RÁDIO

1. REDES RÁDIO
Manual de Campanha – C11-1.Emprego das Comunicações. 2ª Ed. Brasília: 1997

1.1 Generalidades
a. As comunicações por rádio se constituem, normalmente, no meio que
permite maior flexibilidade e rapidez de instalação, facilitando as comunicações em
operações de movimento e em situações de emergência.
b. As possibilidades dos meios de guerra eletrônica tornam os equipamentos
rádio convencionais extremamente vulneráveis às ações de interferência, interceptação
e localização. Isto reduz sensivelmente as possibilidades de emprego do rádio, uma
vez que se tornam fontes de informações de grande valor para o inimigo, no que diz
respeito à localização de postos e unidades, análise de tráfego e conhecimento do
conteúdo das mensagens, sejam em claro, sejam criptografadas.
c. Para diminuir e, em alguns casos, até mesmo impedir, as atividades
inimigas de guerra eletrônica, têm sido desenvolvidas técnicas especiais de
transmissão, tais como: por salto de frequência, por salvas e em banda larga.
d. Para maior rendimento, são reunidos dois ou mais postos que,
coordenados por um deles, formam redes, que atendem a uma determinada finalidade.
e. Para que possam funcionar em rede, os conjuntos rádio devem possuir as
características comuns que se seguem.
(1) Mesmo tipo de modulação;
(2) Estarem sintonizados na mesma frequência ou canal de operação;
(3) Estarem dentro do raio de ação da estação de menor alcance.
(4) Estarem ajustados para o mesmo tipo de sinal.

1.2 Características do Meio Rádio


a. É largamente empregado nas situações de movimento, quando pode vir a
se constituir no único meio prático e eficiente.
b. Características
(1) Flexibilidade – Permite acompanhar a evolução de qualquer tipo de
operação ou situação tática.
(2) Rapidez de instalação – Usualmente pode ser instalado mais rapidamente
do que os meios físicos.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................72/142)
(3) Operações à distância – Pelo emprego de equipamento de controle-
remoto, o operador pode ficar separado de seu conjunto rádio, operando-o à distância.
Isto proporcionar segurança para o operador e para o órgão ou instalação servida pelo
posto rádio.
(4) Estabelecimento de ligação em situações de movimento – Pode ser
empregado em movimento, sendo utilizado com eficiência por unidades aéreas,
mecanizadas, blindadas, motorizadas etc. e na ligação terra-ar.
(5) Indiscrição - É o menos seguro dos meios de comunicações. Daí a
necessidade constante de medidas de segurança no seu emprego, para impedir que o
inimigo possa obter informações por seu intermédio.
(6) Dependência das condições de propagação - As condições
meteorológicas, a hora de transmissão, o relevo, a vegetação e o terreno têm grande
influência no emprego do rádio.
(7) Sensível à interferência - O meio rádio está sujeito a interferências
naturais e artificiais. As interferências naturais são as atmosféricas (estática) e as
artificiais são as produzidas pela presença de equipamentos elétricos que estiverem
nas proximidades ou as interferências propositadas provocadas pelo inimigo.
(8) Mensagens - O elevado grau de indiscrição das transmissões, os recursos
de radiogoniometria e as atividades de criptoanálise limitam muito o emprego eficiente
do rádio, que deve ser encarado como meio suplementar, somente utilizado na falha ou
inexistência de outros meios e, mesmo assim, levando-se sempre em conta suas
características. As mensagens rádio devem ser tão breves quanto possível, dando-se
preferência às transmissões em grafia e digital sobre as em fonia, pelas vantagens,
quanto à segurança, que aquelas oferecem.
(9) Utilização - Os rádios são usados em todos os níveis. A fim de atenuar os
problemas criados pelo elevado índice de indiscrição, utilizam-se recursos, tais como: o
emprego da potência mínima necessária, cuidadosa localização das estações, antenas
direcionais, criptógrafos em linha, criptofones e, quando disponíveis, equipamentos que
empreguem processos especiais de transmissão.

1.3 Características das Redes Rádio


a. A interligação dos postos rádio dos diversos C Com formam as redes-rádio.
b. A estação controladora de rede (ECR) serve normalmente, à mais alta
autoridade participante da rede. Sua função é manter a disciplina de tráfego e
centralizar o controle da rede.
c. As redes-rádio são organizadas tendo em vista as finalidades de ligação e
o tipo de operação, observadas a situação tática e possibilidades do inimigo. São
consideradas típicas as seguintes redes:
(1) Rede do comandante – Para atender às necessidades de ligação do
comandante com os comandantes subordinados e seus estados-maiores.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................73/142)


(2) Rede de operações - Atende às necessidades de ligações operacionais e
de inteligência. Em alguns casos, é desdobrada em rede de operações e em rede de
inteligência.
(3) Rede Logística – Destina-se a atender às necessidades de ligações
logísticas.
(4) Rede de pedidos aéreos – Atende às necessidades de pedidos de apoio
aéreo imediato.
(5) Rede de Alarme - Presta-se à difusão de alarmes contra ataques aéreos,
de blindados etc. É possível a existência de apenas um transmissor, neste caso situado
no órgão que possua as melhores condições para identificar determinado tipo de
ameaça, sendo os demais postos apenas receptores. Mesmo com a existência de uma
rede específica qualquer alarme deve ser difundido por todos os meios disponíveis, no
momento em que se tiver conhecimento da ameaça inimiga. As mensagens
preestabelecidas são normalmente empregadas.
(6) Rede de Finalidades Gerais – Destina-se a auxiliar os elementos de
comunicações no controle técnico do sistema de Com, através da troca de informações
de serviço, particularmente quanto ao meio multicanal.
d. Outras redes podem ser estabelecidas, tais como a rede de ligação e
observação aérea, dos oficiais de ligação terrestre, etc, de acordo com a operação a
ser executada.
e. Para um dado escalão, as redes são chamadas de redes externas e redes
internas. As externas são as redes do escalão superior, das quais o escalão
considerado participa com um ou mais postos. As internas são as redes de
responsabilidade do escalão considerado, para atender às necessidades de ligação
com seus elementos subordinados.
f. As redes que operam em telegrafia ou teleimpressão devem, se possível,
conter, no máximo, sete postos, devido à queda acentuada de rendimento em sua
exploração, quando este número é ultrapassado. As redes em fonia, desde que
controladas, podem ter maior número de postos.

1.4 Prescrições Rádio


O rádio, sendo um meio de comunicações altamente indiscreto exige uma
série de medidas de segurança para seu emprego, entre estas medidas, destacam-se
as prescrições rádio.
(1) Rádio livre – Nenhuma restrição ao tráfego de mensagens
(2) Rádio restrito – Somente podem ser transmitidas as mensagens para
(3) Rádio em silêncio – Somente permitida a escuta.
(4) Rádio em silêncio absoluto – Equipamento desligado. Nenhuma
transmissão ou escuta permitida.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................74/142)


2. DOCUMENTOS AFETOS À EXPLORAÇÃO RÁDIO
Manual de Campanha – C24-16.Documentos de Comunicações. 1ª Ed. Brasília: 1995

2.1 Quadro das Redes-Rádio (QRR)

2.1.1 Generalidades
a. O quadro das Redes-Rádio (QRR) é o ducmento onde se encontra
representando o Sistema Rádio de um comando, discriminando as redes existentes, os
elementos participantes e as características básicas de uma emissão-rádio.
b. Fornece, aso escalões subordinados, as informações que lhes possibilitam
integrar o Sistema Rádio dos escalões superior e considerado.

2.1.2 Informações Prestadas pelo QRR


a. As redes-rádio do escalão superior que o escalão considerado participa;
b. As redes-rádio internas estabelecidas pelo escalão considerado;
c. Os elementos que participam de cada rede;
d. As características básicas de emissão-rádio de cada rede;
e. As prescrições rádio estabelecidas.

2.1.3 Normas de Confecção


a. O QRR é um quadro de dupla entrada onde, nas linhas verticais, são
escritos os nomes das redes-rádio dos escalões superior e considerado, e nas linhas
horizontais são escritos os nomes dos elementos participantes das redes.
b. As redes dos escalões superiores devem ser citadas primeiro que as redes
do escalão considerado.
c. Mais de um elemento pode ser citado na mesma linha. A enumeração dos
elementos, neste caso, deve ser tal que não prejudique a precisão do documento.
d. Nos quadrados formados pela interseção das linhas horizontais e verticais
são feitas inscrições de acordo com os seguintes critérios:
(1) na posição referente à Estação Controladora de Rede (ECR) será escrita a
característica básica da emissão-rádio para os postos daquela rede;
(2) nos demais quadrados será colocado apenas um “X” para assinalar os
elementos que participam da rede;
(3) nas redes do escalão superior, das quais os escalões considerado e
subordinado participam, as características básicas de emissão-rádio, retiradas do QRR

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................75/142)


do escalão superior, serão transcritas no quadrado correspondente ao elemento da
rede que for citado primeiro.
e. O C 11-1 – EMPREGO DAS COMUNICAÇÕES deve ser utilizado para a
definição das características básicas de uma emissão-rádio.
f. As observações e prescrições relativas às redes do documento deverão ser
escritas abaixo do quadro de dupla entrada, de acordo com o exemplo a seguir.
g. As prescrições constantes do QRR referem-se apenas às redes nele
representadas.
h. O QRR será normalmente distribuído como anexo à O Op ou como
Apêndice ao Na Com Elt.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................76/142)


2.1.4 Exemplo de QRR
REDES EXTERNAS INTERNAS

Log / 53ª Bda Inf Mtz (1)(2)


Op / 53ª Bda Inf Mtz (1)(2)
Cmt / 53ª Bda Inf Mtz
Ped Ae / 15ª DE (2)

Alarme / 15ª DE
Log / V Ex Cmp

Cmt / 15ª DE

Intlg / 15ª DE
Op / 15ª DE
ELEMENTOS
PC / 53ª Bda Inf Mtz F3E J2B J2B J3E F3E F3E J3E X
PCR / A Ap Log / J2B X X J3E
a
53 Bda Inf Mtz
531º BIMtz X X X X X
532º BIMtz X X X X X
533º BIMtz X X X X X
53º Esqd C Mec X X X X X
53º GAC 105 AR X X X X
53ª Bia AAAe X X X X
53ª Cia E Cmb X X X X
53ª Cia Com X (3) (3)
53º B Log X (4) (4)
a
Cia C / 53 Bda Inf Mtz X (3) (3)
53º Pel PE X (3) (3)
1. Observações
(1) Rede Controlada
(2) Elm em Res, quando empregados
(3) Quando não justapostos
(4) Quando não adjacente.
2. Prescrições Rádio
a. Silêncio
b. Restrito
- para o 531º BIMtz, 532º BIMtz, 53º GAC 105 AR e 53ª Cia E Cmb, a
partir de D / 0540.
c. Livre
- para o 531º BMtz, 532º BIMtz, 53º GAC 105 AR e 53ª Cia E Cmb, a
partir de D / 0600;
- Para o 533º BIMtz e o 53º Esqd C Mec quando empregados;
- para os demais Elm, Mdt O.

Fig 18 – Exemplo de Quadro de Rede-Rádio (QRR)


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................77/142)
2.2 Diagrama de Rede-Rádio (DRR)

2.2.1 Generalidades
a. O Diagrama de Rede-Rádio é o documento no qual os postos-rádio de
determinada rede são representados por símbolos.
b. É confeccionado pelo O Com Elt para cada rede prevista no Quadro das
Redes-Rádio (QRR), em duas vias, que são encaminhadas uma para o Centro de
mensagens (CM) e a outra para o posto-rádio correspondente, com a finalidade de
auxiliar o encaminhamento do tráfego de mensagens, pelo CM, e a exploração da rede,
pelo posto-rádio.

2.2.2 Informações prestadas pelo DRR


a. Os elementos participantes de determinada rede-rádio;
b. O indicativo e as frequências dessa rede-rádio;
c. Os indicativos dos elementos participantes da rede;
d. A característica básica de emissão-rádio da rede;
e. A data-hora de entrada em vigor do DRR.

2.2.3 Normas para confecção


a. O DRR é composto de cabeçalho, texto e fecho.
b. O cabeçalho resumir-se-á à designação da rede representada e do GDH de
sua entrada em vigor.
c. O texto é constituído de uma linha polignal fechada, em cujos ângulos
estão representados, por meio de símbolos, os postos-rádio participantes e de
determinada rede.
d. O ECR será representado sempre no ângulo superior central e os demais
postos, a partir daquele, no sentido horário e na sequência em que são enumerados no
QRR.
e. No interior do símbolo referente ao ECR deverá ser escrita a característica
básica de emissão-rádio da rede.
f. Próximo ao símbolo representante dos postos-rádio (P Rad) deverá ser
escrito o elemento representado e, abaixo deste, o seu indicativo.
g. No interior do diagrama será escrito o indicativo da rede e as frequências
de operação, na sequência de prioridade.
h. Os indicativos e frequências serão extraídos das I E Com Elt.
i. O fecho resumir-se-á à assinatura do O Com do escalão considerado.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................78/142)


j. A classificação sigilosa será escrita na parte superior e inferior do
documento.

2.2.4 Exemplo de DRR

Fig 19 – Exemplo de Diagrama de Rede-Rádio (DRR)

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................79/142)


3. OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS RÁDIO
Guia do estudante – Operações do MPR-9600. EUA: 2012
Guia do estudante – Operações do RF-7800V-HH. EUA: 2012

3.1 Rádio RF-7800V-HH

3.1.1 Configurações Essenciais


a. COMSEC – A opção “Comsec” se refere à criptografia a ser utilizada no
rádio. As chaves criptográficas suportadas pelo rádio são as expostas a seguir.
(1) AES 128 bits – 32 caracteres
(2) AES 256 bits – 64 caracteres
(3) CITADEL 128 bits – 32 caracteres
(4) CITADEL 256 bits – 64 caracteres
b. TRASNSEC KEY – uma chave criptográfica própria para realizar a
autenticação e sincronismo do salto
c. Salto de Frequência – Ferramenta de segurança do rádio onde o
equipamento assume várias frequências por segundo. Dificultando a interceptação da
Guerra Eletrônica. Possui três opções:
(1) LIST – É estabelecida uma lista de frequências a serem utilizadas para o
salto.
(2) WIDEBAND – É estabelecida uma faixa de frequência a ser utilizada para
o salto.
(3) BANDED – É estabelecida uma lista composta por uma ou mais wideband,
ou seja, uma lista com uma ou mais faixas de frequência a serem utilizdas para o salto.
d. LOCKSET – Esta opção relaciona as faixas de frequências que deverão ser
excluídas do salto.

3.1.2 Configurações de Rede


É possível configurar três tipos de redes diretamente no rádio, as redes fixas,
as redes com salto de frequência e as redes TNW. Todas estas redes possuem
diversas variações. Primeiramente serão vistos os parâmetros existentes para os
diversos tipos de rede.
a. FSK PREAMBLE – modo como a onda será transmitida;
b. BANDWIDTH – largura de banda do canal;
c. CHANNEL ACCESS – tipo de acesso ao canal;

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................80/142)


d. TRANSEC – seleção do modo para transmissão. Possui as seguintes
opções:
(1) FIXED FREQ – Uma frequência fixa
(2) QUICKLOOK 1A – Salto de 100 frequências por segundo
(3) QUICKLOOK 2 – Salto de 300 frequências por segundo
e. CRYPTO MODE – habilita ou não a criptografia no sinal enviado;
f. BIT RATE – taxa de transmissão das informações no canal;
g. RX/TX FREQUENCY – seleção de frequência para o canal
h. VOCODER – codificador de voz com dois modos MELP e CVSD. Quando
não houver chave criptográfica selecionada estará em CLR (claro);
i. Potência – altera a potência de saída do rádio para as seguintes opções:
(1) LOW – 0,25W
(2) MED – 2W
(3) HIGH – 5W
(4) HIGH+ - 10W
j. CIRCUIT TYPE – Este parâmetro somente se aplica quando CHANNEL
ACCESS estiver selecionado em modo MACA2 ou LEGACY MACA. Há somente duas
opções: SIMULTANEOS permite acesso tanto à voz quanto à transmissão de dados,
enquanto que DATA CIRCUITS permitirá somente a transmissão de dados.

3.1.3 Redes TNW


TNW significa uma de rede que utiliza forma de onda TDMA (Time Division
Multiple Acess – Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo) com Networking Waveform
(forma de onda de rede). Ela pode operar somente em dados ou em voz e dados e
exige salto de frequência e banda de 25 KHz, porém as informações podem ou não ser
criptografadas, sendo somente aceita a criptografia AES 256. É possível ainda operar
de 2 a 64 rádios e utilizar determinado equipamento como uma estação repetidora.
A forma de onda TNW utiliza rede TDMA, ou seja, são feitos múltiplos
acessos, utilizando a mesma frequência, com variações no tempo. A quantidade de
usuários deverá ser a mais próxima possível do planejamento, tendo em vista que isto
irá fornecer ao rádio a quantidade de divisões que precisará ser feita no tempo. Todos
os rádios da rede devem obrigatoriamente estar com a mesma quantidade máxima de
usuários. Caso contrário as divisões de tempo serão diferentes, e não haverá
comunicação.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................81/142)


3.1.4 DUAL PTT – PTT Duplo
O dual PTT permite ao operador atuar em duas redes ao mesmo tempo, sem
a necessidade de alterar a rede na chave seletora. Justamente com essa finalidade
existem dois PTTs na lateral do rádio.
Só é possível utilizar esta facilidade em redes fixas, sem transmissão de
dados e que estejam utilizando a mesma chave criptográfica.
Quando se pressiona o PTT superior, o rádio transmite usando a rede exibida
na parte superior da tela. Quando se pressiona o PTT inferior, o rádio transmite usando
a rede exibida na parte inferior da tela. Ambas as redes são monitoradas quanto ao
tráfego de recepção.

R R
FFNET1 CT C2K03 FFNET1 CT C2K03
MED CVSD FSK TONE RX: 033.80000 FIXED FREQ
POWER VOCODER MOD SQUELCH
TX: 033.80000 BPS: 16K
FFNET2 CT C2K03 R FFNET2 CT C2K03 R
MED CVSD FSK TONE RX: 037.50000 FIXED FREQ
POWER VOCODER MOD SQUELCH
TX: 037.50000 BPS: 16K
LOCK GPS SPKR >>> LOCK GPS SPKR >>>

TELA DE NÍVEL SUPERIOR TELA DE SEGUNDO NÍVEL


CL-0363-4200-0002C

Fig 20 – Tela de PTT Duplo do RF-7800V-HH

3.1.5 Tela padrão dos modos de operação


a. O equipamento rádio RF-7800V-HH apresenta a seguinte tela mostrada na
imagem abaixo no modo de frequência fixa:
ALTO-
VOLUME
FALANTE
LIGADO GPS BLOQUEADO
OU
EMUDECER CT/PT
NOME DA
BATERIA CHAVE DE
CRIPTOGRAFIA MEDIDOR
DE RX/TX
* VAA R * SOMENTE SE O
NOME RÁDIO ESTIVER EM VAA
OU FFNET1 CT C2K03
NÚMERO MED CVSD FSK TONE RECEPÇÃO/
DA REDE POWER VOCODER MOD SQUELCH TRANSMISSÃO/
RX: 033.80000 BPS: 16K ATIVA

POTÊNCIA TX: 033.80000 SILENCIADOR


TRANSEC: FIXED FREQ
TIPO DE
LOCK GPS SPKR >>> MODULAÇÃO
MAIS ETIQUETAS
FREQUÊNCIAS TIPO DE TIPO DE ETIQUETAS DE
DE RX/TX VOZ REDE TECLAS PROGRAMÁVEIS
(ESTA LINHA)

Fig 21 – Tela Básica do Modo Frequência Fixa no RF-7800V-HH


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................82/142)
b. Na imagem abaixo pode ser visualizada a tela no modo Quicklook (salto de
frequência) 1A, 2 e 3:
ALTO-
VOLUME
FALANTE
LIGADO GPS BLOQUEADO
OU
EMUDECER CT/PT
NOME DA
BATERIA CHAVE DE
CRIPTOGRAFIA MEDIDOR
DE RX/TX
* VAA R * SOMENTE SE O
NOME RÁDIO ESTIVER EM VAA
OU FFNET1 CT C2K03
NÚMERO MED CVSD FSK TONE RECEPÇÃO/
DA REDE POWER VOCODER MOD SQUELCH TRANSMISSÃO/
RX: 033.80000 BPS: 16K ATIVA

POTÊNCIA TX: 033.80000 SILENCIADOR


TRANSEC: FIXED FREQ
TIPO DE
LOCK GPS SPKR >>> MODULAÇÃO
MAIS ETIQUETAS
FREQUÊNCIAS TIPO DE TIPO DE
ETIQUETAS DE
DE RX/TX VOZ REDE TECLAS PROGRAMÁVEIS
(ESTA LINHA)

Fig 22 – Tela Básica do Modo Quicklook 1A e 2 no RF-7800V-HH

c. Abaixo é mostrada a tela padrão do modo TNW:


* SOMENTE SE
O RÁDIO ESTIVER
* VAA R EM VAA
QL3NET CT C2K03
HIGH MELP HOP 14:03:19
POWER VOCODER MOD
RECEPÇÃO/
RX: HOPSET1 BPS: 16K TRANSMISSÃO/
RATE:FCS ATIVA
TX: HOPSET1
TRANSEC: QUICKLOOK 3 TEMPO
LOCK GPS SPKR >>>

HOPSETS TIPO DE TAXA


DE RX/TX REDE

Fig 23 – Tela Básica do Modo Quicklook 3 no RF-7800V-HH

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................83/142)


3.2 Rádio MPR-9600-MP

3.2.1 Configurações Essenciais


a. Redes Fixas (MODO FIX) – modo de transmissão e recepção mais simples
do equipamento onde somente uma frequência é configurada.
b. MODEM – o modem é p hardware responsável pelo tipo de forma de onda
que será enviado pelo rádio. Para que os terminais funcionem corretamente, ambos
obrigatoriamente utilizam o mesmo tipo de modem.
c. COMSEC – o rádio MPR-9600 utiliza somente a chave CITADEL 128 bits.
d. Potência – as opções de nível de potência são 1 watt, 5 watts e 20 watts.
e. Acoplador Interno – na seleção de um canal de operação pela primeira vez
e se o acoplador interno for usado, o rádio será sintonizado com a antena para a
frequência de operação. Emitindo um ruído em um intervalo de 2 segundos.
f. SSB Scan – é a varredura de vários canais em modo fixo e banda lateral
única (Single Side Band) .
g. Modo ALE – O modo de Estabelecimento Automático de Enlace permite
que o operador possa realizar o link com outro equipamento de maneira automática e
com a melhor frequência, pré-definida, com melhor qualidade para o enlace.
h. LQA – Análise da Qualidade da Conexão. Permite ao equipamento pontuar
as frequências pré-definidas para utilização no modo ALE.
i. Modo HOP – modo de salto de frequência, possui três tipos:
(1) NARROW – representa uma frequência central
(2) LIST – permite selecionar frequências específicas, listadas pelo operador
(3) WIDE – seleciona uma faixa de frequência, exigindo uma frequência inicial
e uma final.
j. Faixa de operação – 2 MHz a 29,995 MHz
l. SYSTEM PRESET – reúne todas as configurações para criar uma
predefinição do sistema.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................84/142)


3.2.2 Tela de predefinição
a. O equipamento rádio MPR-9600-MP apresenta a seguinte tela inicial:

Fig 24 – Tela Inicial do MPR-9600-MP

4. TRANSMISSÃO DE MENSAGENS PELO MEIO RÁDIO


Manual de Campanha – C24-9. Exploração em Radiotelefonia. 3ª Ed. Brasília: 1995

4.1 Generalidades
a. As mensagens são preparadas pelo redator e processadas no centro de
mensagens para transmissão. Neste manual, serão abordados apenas os aspectos
que interessam à transmissão de mensagens em radiotelefonia. A preparação
completa encontra-se no Manual de Campanha C 24-17 FUNCIONAMENTO DOS
CENTROS DE COMUNICAÇÕES.
b. O grau de precedência, também dado pelo redator, indica a ordem relativa
com que as mensagens devem ser transmitidas. Mensagens com a mesma
precedência devem ser enviadas segundo a ordem em que foram recebidas pelo
operador.

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4.2 Procedimentos na Transmissão e Recepção de mensagens

4.2.1 Procedimentos na transmissão


a. Preparo para transmissão
(1) O formulário de mensagens chega ao radioperador, vindo do centro de
mensagens (CM), já preparado para transmissão conforme o que prescreve o C 24-17.
(2) NO caso da mensagem não passar por CM ou CTR (o que pode ocorrer
em pequenos escalões), o radioperador preencherá os elementos necessários à
transmissão de modo simplificado, de acordo com as prescrições constantes do C 24-
17.
b. Transmissão da mensagem – Após a preparação, o radioperador chama o
correspondente e transmite a mensagem.
c. Trabalhos finais
(1) Após obter o “RECEBIDO” do correspondente, o radioperador lança na
folha da mensagem a hora da transmissão no campo QSL e o Grupo Data-Hora (GDH)
no campo correspondente da FOLHA DO OPERADOR.
(2) Passado algum tempo, nunca superior ao estritamente necessário para
permitir uma eventual verificação, devolve a mensagem ao CM.

4.2.2 Procedimentos na transmissão


a. Preparo para recepção - O radioperador prepara um conjunto de folhas do
formulário da caderneta de mensagens, com todas as vias para escriturar a mensagem
a receber.
b. Recepção da mensagem
(1) Recebe os elementos na ordem em que são transmitidos e coloca os
diferentes dados nos lugares correspondentes da folha de mensagem.
(2) Dá o recibo (autenticado com os elementos fornecidos pelo posto
correspondente, se for o caso).
c. Trabalhos finais
(1) Em seguida, o radioperador lança a hora da redação na folha da
mensagem e o GDH da mensagem no campo correspondente da FOLHA DO
OPERADOR.
(2) Envia a mensagem ao CM.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................86/142)


4.3 Procedimentos no uso da linguagem
a. Linguagem radiotelefônica – A linguagem radiotelefônica deve ser clara e
com ênfase natural em cada palavra. As palavras nunca devem ser ligadas.
b. Uso do alfabeto fonético
(1) Uso Geral – O alfabeto fonético é utilizado para soletrar palavras difíceis,
palavras-código ou grupos cifrados, evitando-se, deste modo, erros na recepção das
mensagens.
(2) Grupos cifrados devem ser transmitidos letra por letra, sem o uso da
expressão “VOU SOLETRAR”. Exemplo: o grupo DCFMN será ditado como “DELTA
CHARLIE FOXTROT MIKE NOVEMBER”.
(3) Pontuação – Escrita por extenso ou abreviada. É transmitida como escrita,
se por extenso e letra por letra, se abreviada.
(4) Acentuação –Os sinais de acentuação das palavras não são transmitidos.
c. Uso dos algarismos fonéticos
(1) Grupo data-hora (GDH) – É transmitido, algarismo por algarismo.
Exemplo: 231840Z será pronunciado como “DOIS – TRÊS – UNO – OITO – QUATRO
– ZERO – ZULU”.
(2) Números inteiros – Devem ser enunciados algarismo por algarismo, após
a expressão convencional “ALGARISMOS”. Exemplo: 736 será lido como
“ALGARISMO – SETE – TRÊS – MEIA”
(3) quando escritos por extenso - o que pode ocorrer no texto da mensagem -
deverão ser transmitidos como estão escritos. EXEMPLO: “CEM CARROS INIMIGOS
NA ESTRADA 18” será transmitido como “CEM CARROS INIMIGOS NA ESTRADA
ALGARISMOS UNO - OITO”.
(4) Números não inteiros – frações ordinárias e números mistos se redigidos
por extenso, assim serão transmitidos. Se redigidos como números, serão transmitidos
como algarismos e os sinais “/” ou “-” como “BARRA” ou “TRAÇO DE FRAÇÃO”.
Exemplo: 21 1/2 será transmitido como “ALGARISMO - DOIS – UNO E - UNO BARRA
DOIS”.
(5) Frações decimais – são transmitidas como algarismos, sendo a vírgula (,)
dita “DECIMAL”. Exemplo: 2,63 será transmitido como “ALGARISMOS - DOIS -
DECIMAL - MEIA - TRÊS”.
(6) Quantias em dinheiro – Serão transmitidas como algarismos, com as
unidades monetárias e centavos, ou seus equivalentes. Exemplos: R$ 25,20 será dito
como “ALGARISMOS - DOIS - CINCO - REAIS - DOIS ZERO CENTAVOS”; R$
4.200,00 será enunciado como “ALGARISMOS - QUATRO - DOIS - ZERO - ZERO -
REAIS”.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................87/142)


(7) Coordenadas geográficas – São transmitidas como algarismos, com os
sinais gráfico ditos por extenso. Exemplo: (35,6 - 81,9) será ditada como
“ALGARISMOS - PARÊN-TESES - TRÊS - CINCO - PONTO - MEIA - HIFEN - OITO -
UNO - PONTO -NOVE - PARÊNTESES”

4.4 Forma de transmissão das mensagens

4.4.1 Forma usual de transmissão


a. Mensagem em claro – A chamada para transmissão de mensagens em
claro deve ser feita como no exemplo a seguir.

- CHAMADOR: DADO AQUI TUPY-UNO-CÂMBIO


- CHAMADO: AQUI DADO-CÂMBIO
(1) O algarismo “1”, após o indicativo de TUPY, é a precedência da
mensagem. A sua transmissão na chamada, indica que o posto chamador tem uma
mensagem (urgentíssima) a transmitir. Os códigos utilizados para transmissão da
precedência são: 1 - Urgentíssima; 2 - Urgente; 3 - Prioridade; 4 – Rotina.
(2) A resposta de “DADO” ao chamado de “TUPY”, significa que está pronto
para receber a mensagem.
(3) Se o posto DADO não estiver preparado para receber a mensagem,
responderá ao chamado de TUPY com a expressão convencional apropriada. Exemplo:
AQUI DADO - ESPERE...

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................88/142)


(4) O posto “TUPY” transmite o texto e o fecho da mensagem, na seqüência
do formulário de mensagem.
Exemplo:

- CHAMADOR: TRÊS –UNO UNO TRÊS – SIERRA UNO – ECHO UNO -


SOLICITO CONFIRMAR BAIXAS SOLDADOS – VOU SOLETRAR QUEBEC MIKE –
ALGARISMOS – UNO UNO – HÍFEN – SETE UNO – ZNB HOTEL – UNO CINCO
DOIS ZERO TRÊS MEIA PAPA –CÂMBIO
- CHAMADO: AQUI DADO – RECEBIDO – CÂMBIO
(5) O algarismo 3 (três), no início da última transmissão feita pelo chamador,
indica a classificação sigilosa atribuída à mensagem. A codificação a ser utilizada,
neste caso, será a seguinte 1- Ultra-secreto; 2- Secreto; 3- Confidencial; 4-
Reservado; 5- Ostensivo.

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b. mensagens criptografadas
(1) A chamada para a transmissão de mensagens criptografadas é feita como
no caso anterior (mensagem em claro).
Exemplo:

- CHAMADOR: DADO – AQUI – TUPY –DOIS – CÂMBIO


- CHAMADO: AQUI DADO – CÂMBIO

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................90/142)


(2) A transmissão do texto seguirá como no exemplo a seguir:

- CHAMADOR: CHARLIE – UNO UNO QUATRO – GRUPOS – ZERO TRÊS –


OSCAR ROMEO GOLF TANGO YANKEE-SIERRA FOXTROT DELTA DELTA ECHO-
INDIA NOVEMBER DELTA OSCAR WHISKEY-ZNB TANGO TANGO-UNO CINCO
DOIS ZERO TRÊS MEIA PAPA – CÂMBIO
- CHAMADO: AQUI DADO – RECEBIDO APAGO
(3) A letra “C” (CHARLIE), no início da última transmissão feita pelo
chamador, serve para alertar que a mensagem teve seu texto criptografado.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................91/142)


4.5 Situações Diversas

4.5.1 Correções durante a transmissão


a. Quando for cometido um erro pelo operador, ele usa imediatamente a
expressão convencional “RETIFICAÇÃO”, repete a última palavra, grupo ou sinal
transmitido corretamente, antes do erro, e continua a transmissão.
EXEMPLO:
- CHAMADOR: LONGITUDE 105 - RETIFICAÇÃO - LONGITUDE 1005-ZNB
JJ - 132100P - CÂMBIO
- CHAMADO: RECEBIDO APAGO
b. Quando for descoberto um erro no trecho já transmitido, porém antes de ter
sido concluída a transmissão, o radioperador deverá concluir o texto e, antes do
autenticador, fazer a correção, procedendo como no parágrafo anterior.
EXEMPLO:
- CHAMADOR: COMBOIO CHEGOU SUPRIMENTO SOLICITADO-
RETIFICAÇÃO- COMBOIO SEGUIU - ZNB QQ - 132100P - CÂMBIO
- CHAMADO: RECEBIDO APAGO
c. Se o posto chamado deixar de copiar parte da mensagem, solicitará ao
posto chamador a repetição do trecho perdido, utilizando a expressão convencional
adequada.

4.5.2 Anulação de mensagens


a. Durante a transmissão de uma mensagem e antes de ser enviado o sinal
de fim de transmissão, a mesma pode ser anulada, usando-se a expressão
convencional de serviço adequada.
b. A mensagem já completamente transmitida só poderá ser anulada por
outra mensagem.

4.5.3 Identificação de mensagens


Quando for necessário referir-se ou identificar mensagem já transmitida, seu
grupo data-hora (GDH) poderá ser utilizado como elemento de identificação.

4.5.4 Mensagens de serviço


Mensagens de serviço são pequenas mensagens, normalmente expedi-das
pelos operadores e relacionadas com a exploração da rede. Não exigem certos
elementos, tais como precedência, grupo data-hora, etc. Na chamada, ao invés da

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................92/142)


transmissão do algarismo que indica a precedência da mensagem, deverá ser
empregada a expressão “SERVIÇO”
EXEMPLO:
- CHAMADOR: DADO – AQUI – TUPY – SERVIÇO – CÂMBIO
- CHAMADO: AQUI – DADO – CÂMBIO

4.5.5 Condições de exploração difíceis


Sob condições de exploração difíceis, a chamada para a transmissão da
mensagem poderá ser realizada utilizando-se de palavras dobradas, como no exemplo
a seguir:
- CHAMADOR: BOLA BOLA – AQUI RATO – DOIS – DOIS – CÂMBIO –
CÂMBIO
- CHAMADO: AQUI BOLA – AQUI BOLA – CÂMBIO - CÂMBIO

5. PREDIÇÃO DE ENLACE RÁDIO


CPLUS.ORG Radio Mobile. Disponível em: < http:// www.cplus.org/rmw/english1.html>.

5.1 Características do Radio Mobile


a. O Rádio Móbile é um programa livre (freesoftware) de simulação de
enlaces que opera na faixa de frequências de 20MHz a 20GHz. É baseado no modelo
de propagação de Longley-Rice.
b. Criado pelo radioamador Roger Coudé VE2DBE, o Radio Mobile é
dedicado para radioamadorismo e causas humanitárias. Seu uso comercial não é
proibido, porém o autor não se responsabiliza pelo seu uso nesse aspecto.
c. Permite montar cenários com diversas redes e sistemas de comunicação.
d. Combina bases de dados de elevação do terreno com Cartas Topográficas,
Imagens Georeferênciadas e Mapas externos como Google, VirtualEarth e Maplink.
e. Considera a influência do terreno, clima e ambiente (urbano ou rural) assim
como as características dos equipamentos, cabos e antenas empregados.
f. Permite visualizar enlaces ponto a ponto assim como área de cobertura de
transmissores, considerando postos fixos e móveis.
g. O software não leva em conta o ruído (local, atmosférico e artificial)
presente nas frequências dos enlaces.
h. Obstruções artificiais como edifícios e naturais como árvores não são
levados em consideração nos cálculos.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................93/142)


5.2 Configuração e utilização
a. Instalação
(1) O link oficial para download do software (versão 10.0.4) é
http://www.cplus.org/rmw/download/download.html. Deve-se criar uma pasta no local
de destino com o nome de RADIO MOBILE.
(2) Na pasta criada, descompactar os arquivos RMWCORE.zip, RMWUPDATE.zip e
RMW1004BRA.zip. Esta pasta poderá ser movida para um pendrive e o software pode
ser usado em qualquer computador sem precisar ser reinstalado.
b. Obtendo o banco de dados de Elevações
(1) O software baseia-se em informações de elevações obtidas por satélites que
varrem todo o globo realizando o levantamento dos perfis de altimetria da superfície terrestre.
As informações são convertidas em bases de dados conhecidas como Modelos Digitais
de Elevações (DEM).
(2) SRTM não considera as elevações artificiais e naturais “pequenas”, como
edifícios isolados ou árvores isoladas. Existem outras resoluções mínimas, como 3 m e 3
cm, que consideram elevações artificiais, porém não são disponibilizadas na internet.
Os arquivos .HGT devem ser salvos na pasta LANDDATA, dentro da pasta principal
onde o software está instalado.
(3) Os arquivos .HGT (SRTM) dividem o território em pequenos quadrados, onde
cada quadrado irá receber um valor correspondente a altitude do local. Os arquivos do
padrão SRTM3, com resolução de 90 x 90 metros, são fornecidos em um arquivo no
formato .7z (572 MB). Os arquivos do padrão SRTM1, com resolução de 30 x 30
metros, são fornecidos em um arquivo no formato .7z (3,341 GB).
c. Carregando o banco de dados de Elevações
Seguir o exemplo das imagens a seguir.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................94/142)


Fig 25 – Carregando Banco de Dados de Imagens no Radio Mobile

d. Criando Mapa:

Fig 26 – Criando Mapas no Radio Mobile


(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................95/142)
e. Modelos de Antenas
(1) O software já traz alguns tipos de modelos de antenas. Deve-se associar as
antenas que temos aos modelos existentes no software, de acordo com as
características de cada antena.
(2) Podemos realizar as seguintes associações:
(a) Omnidirecionais (Plano de Terra Elevado) OMNI.ANT
(b) Bidirecionais (Dipolo) DIPOLE.ANT
(c) Direcionais I - baixo e médio ganho (Yaggi) YAGI.ANT
(d) Direcionais II - alto ganho (Parabólica) CORNER.ANT
f. Redes, sistemas e estações
(1) Uma REDE é um conjunto de ESTAÇÕES rádio fixas e móveis que devem
estabelecer enlaces de comunicações. Entende-se por SISTEMA a soma de rádio + cabos
RF + antena que estão sendo utilizados em uma estação rádio.
g. Visualizando Enlaces Ponto a Ponto

Fig 27 – Informações de Enlace Ponto a Ponto no Radio Mobile

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................96/142)


6. CONSCIÊNCIA SITUACIONAL
Guia do estudante – Operações do RF-7800V-HH. EUA: 2012

6.1 Conceitos de Consciência Situacional


a. A consciência situacional ou consciência de situação é a percepção dos
elementos e eventos em um ambiente considerando o tempo ou espaço, a
compreensão dos seus significados, e a projeção de seus valores após a mudança de
algumas variáveis, como o tempo ou eventos pré-determinados.
b. A consciência situacional envolve estar ciente do que está acontecendo à
sua volta para entender como informação, eventos e suas próprias ações irão impactar
metas e objetivos, ambos imediatos ou em um futuro próximo.
c. Ela é especialmente importante em tarefas onde o fluxo de informações é
bastante alto e decisões equivocadas podem levar à graves consequências, como a
pilotagem de aeronaves ou atividades militares.

6.2 Consciência Situacional com o RF-7800V e C2 em Cmb


a. O gerenciador de localizações é uma ferramenta que permite que unidades
ou objetos sejam acompanhados em tempo real pelo programa. Naturalmente se faz
necessário a utilização de dispositivos de transmissão com GPS. O caminho da
funcionalidade é: Ferramentas > Gerenciador de Localizações, conforme a imagem
abaixo.

Fig 28 – Seleção do Gerenciador de Localizações

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................97/142)


b. O operador deverá clicar em “Selecionar” para escolher qual o “item” vai
ser rastreado. Após selecionar o item, o operador deverá clicar em “OK”.
c. O operador deverá selecionar “GPRS” em tipo de rastreamento. O tipo
GPRS indica que o programa vai receber os dados da rede ethernet via IP. Em seguida
deve-se clicar em “configurar” conforme a figura abaixo.

Fig 29 – Seleção do Gerenciador do tipo de rastreamento

d. Ao clicar em “configurar”, irá abrir a caixa de diálogo “Configuração


GPRS/Socket”. Na aba “Unidade em Identificador/IMEI”, o operador deverá escrever o
nome do rádio, como por exemplo, “Bda Op Esp”. Esse nome já deve ter sido
configurado previamente no rádio e, para o C2Cmb, vai ser o identificador do aparelho.
Por fim deverá ser selecionado o protocolo “NMEA”. Ainda na caixa de diálogo
“Configuração GPRS/Socket” em conexão, deverá ser digitada a porta que o programa
vai ler, no exemplo “10011”. É importante que o rádio já esteja configurado para enviar
os pacotes pela mesma porta. Por fim deverá ser escolhido o formato “UDP”.

Fig 30 – Configuração da Unidade e de Conexão

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e. A figura abaixo representa a posição dos rádios no terreno. O operador
deve ter em mente que o nome digitado no C2Cmb deve ser igual ao do rádio.
Conforme o rádio muda de posição, ele envia a posição ao programa que muda
automaticamente a posição na tela.

Fig 31 – Tela do C2 Cmb

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CAPÍTULO VI
CENTRO DE MENSAGENS

1. MENSAGENS
Manual de Campanha – C24-17. Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:
2001

1.1 Conceitos Básicos

1.1.1 Generalidades
a. É necessário e fundamental que o militar tenha conhecimento das regras
básicas de exploração, de modo a se obter a eficiência e a eficácia dos meios de
comunicações empregados.
b. A informação obtida, normalmente, é transmitida, utilizando-se uma
mensagem. Mensagem, portanto, é uma ideia ou um sinal inteligente, ou conjunto
deles, com significado próprio. Nas comunicações militares, mensagem é o instrumento
utilizado para a troca de informações, dar ciência das decisões, das ordens e de
comunicados em geral. Quando transmitida por um dos meios de comunicações, pode
ser diretamente compreensível ou não, podendo estar sob a forma de dados, imagem,
voz e texto.
c. O uso da mensagem para a transmissão de informações deve obedecer a
uma padronização, não só em termos de formatação física, mas também, em aspectos
básicos ligados à segurança e à transcrição do seu conteúdo.
d. Os C Com fiscalizam os aspectos relativos à adequada utilização dos
meios de comunicações, formatação de mensagens, segurança e outros fatores
ligados ao fluxo de informações pelos meios de comunicações.

1.1.2 Conceitos Importantes


a. Mensagem simples – é aquela enviada a um só destinatário.
b. Mensagem circular – é aquela enviada a dois ou mais destinatários.
c. Mensagem de partida – é aquela que é enviada, pelos meios de
comunicações, a outro C Com ou comando, localizado fora do alcance do serviço de
mensageiros locais.
d. Mensagem de chegada – é a que chega ao C Com, proveniente de outro C
Com, por intermédio dos meios de comunicações, para ser entregue na região do PC
ou escalão do QG por ele apoiado.

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e. Mensagem pré-formatada – é a mensagem cujo texto obedece a uma
estruturação previamente determinada, com o objetivo de ordenar e simplificar
informações a serem transmitidas, sem prejuízo do conteúdo.
f. Mensagem criptografada – é a mensagem cujo texto não apresenta ideia
inteligível em qualquer idioma ou esconde o verdadeiro sentido da ideia que apresenta.
A mensagem criptografada é frequentemente chamada CRIPTOGRAMA.
g. Mensagem de trânsito – é aquela que chega a um C Com, proveniente de
fontes não locais, para ser retransmitida a outro C Com, por intermédio dos meios de
comunicações. Essas mensagens são processadas no C Com de trânsito, tanto como
mensagens de chegada como de partida.
h. Mensagem local – é a proveniente de seção ou repartição situada na região
do PC ou escalão do QG, para ser entregue a outra repartição ou seção do mesmo PC
ou escalão do QG. Essas mensagens não são processadas pelo C Com, sendo,
normalmente, encargo da repartição ou seção interessada.

1.1.3 Precedência
A precedência indica a prioridade com que uma mensagem deva ser
veiculada em relação às demais mensagens dentro de um sistema de comunica-ções.
A classificação da precedência é dada pela autoridade expedidora da mensagem,
conforme o que se segue.
a. Urgentíssima - Tem precedência sobre todas as demais mensagens,
interrompendo o processamento e a transmissão daquelas. É usada em casos muito
especiais e será indicada pelo algarismo 1 (um).
b. Urgente – Tem precedência sobre as de menor prioridade e interrompe a
transmissão daquelas. É utilizada para assuntos que tratem da ampliação do contato
com o inimigo, de riscos à vida humana ou da perda de material importante. Será
indicada pelo algarismo 2 (dois).
c. Preferencial – É a precedência mais alta que se pode dar às mensagens
administrativas. São processadas e transmitidas na ordem em que são expedidas. Será
indicada pelo algarismo 3 (três).
d. Rotina – Reservada a todos os tipos de mensagens cuja importância não
justifique precedência mais elevada. Será indicada pelo algarismo 4 (quatro).

1.1.4 Grau de sigilo


a. A atribuição do grau de sigilo de uma mensagem é de responsabilidade da
autoridade expedidora e o tratamento que esta mensagem deve ter, em consequência
desta classificação, é da responsabilidade de todos que a manusearem.
b. O chefe do centro de comunicações pode sugerir a alteração da
classificação sigilosa se ela for diferente da usada em mensagens que tratam do
mesmo assunto ou assunto correlato.

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c. O grau de sigilo dos documentos, em geral, e o tratamento diferenciado que
cada classificação impõe são regulados por legislação específica de âmbito federal.
d. Os graus de sigilo são os seguintes:
(1) Ultrassecreto – Atribuído aos documentos que requeiram excepcionais
medidas de segurança, cujo teor só deva ser do conhecimento de pessoas intimamente
ligadas ao seu estudo ou manuseio. Esta classificação é atribuída aos documentos
referentes à (USEC) soberania e integridade territoriais, planos de guerra e relações
internacionais do País, cuja divulgação ponha em risco a segurança da sociedade e do
Estado. Será indicada pelo algarismo 1 (um).
(2) Secreto – Atribuído aos documentos que requeiram rigorosas medidas de
segurança e cujo teor ou característica possam ser do conhecimento de pessoas que,
sem estarem intimamente ligadas ao seu estudo ou manuseio, sejam autorizadas a
deles tomarem conhecimento em razão de sua responsabilidade funcional. Esta
classificação é atribuída aos documentos referentes a planos e detalhes de operações
militares, a informações que indiquem instalações estratégicas a aos assuntos
diplomáticos, que requeiram rigorosas medidas de segurança, cuja divulgação ponha
em risco a segurança da sociedade e do Estado. Será indicada pelo algarismo 2 (dois).
(3) Confidencial – Atribuído aos documentos cuja divulgação e conhecimento
do seu teor possa ser prejudicial aos interesses nacionais. Esta classificação é
atribuída aos documentos onde o sigilo deve ser mantido por interesse do governo e
das partes cuja divulgação possa vir a frustrar seus objetivos ou ponha em risco a
segurança da sociedade e do Estado. Será indicada pelo algarismo 3 (três).
(4) Reservado – Atribuído aos documentos que não devam, imediatamente,
ser do conhecimento do público em geral. Esta classificação é atribuída aos
documentos cuja divulgação, quando ainda em trâmite, compromete as operações ou
os objetivos neles previstos. Será indicada pelo algarismo 4 (quatro).
e. O documento que não tiver classificação sigilosa será chamado ostensivo.
Será indicada pelo algarismo 5 (cinco).

1.2 Escrituração de mensagens

1.2.1 Responsabilidades
a. A expedição de mensagens das unidades, em todos os escalões, é
responsabilidade de seus respectivos comandantes, podendo delegar competência a
seus auxiliares diretos.
b. Os elementos que receberem a delegação para expedir mensagens, serão
os responsáveis pelas respectivas assinaturas.
c. As mensagens somente serão aceitas no C Com para a transmissão, se
assinadas por pessoal autorizado, de acordo com a relação de autógrafos.

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1.2.2 Partes Componentes das Mensagens
A mensagem apresenta três partes distintas: cabeçalho, texto e fecho.
a. Cabeçalho – é a parte de mensagem que precede o texto. Contém
informações relativas à precedência, classificação sigilosa, número de referência, real
destinatário e real expedidor.
b. Texto – é a parte principal da mensagem. Contém a ideia que se deseja
transmitir, a autenticação da mensagem e o número de grupos, caso seja
criptografada.
c. Fecho – é a parte final da mensagem. Contém informações complemen-
tares como: determinação para enviar em claro ou criptografada, assinatura, nome e
função do expedidor.

1.2.3 Regras Básicas para a Redação de Mensagens


As mensagens serão preparadas de acordo com as normas gerais adotadas
na redação de correspondência militar. A representação das letras, dos algarismos, dos
sinais de pontuação e a indicação dos parágrafos obedecerão às normas
regulamentares para a correspondência do Exército e às prescrições contidas neste
manual.
a. Abreviaturas – o uso das abreviaturas limitar-se-á às normas regulamen-
tares do C 21-30 - ABREVIATURAS, SÍMBOLOS E CONVENÇÕES
CARTOGRÁFICAS. Quando houver possibilidade de interpretação errônea, deverão
ser evitadas.
b. Acentuação – a acentuação será usada normalmente na redação de
mensagens. Poderá deixar de ser transmitida em função do meio utilizado, devendo o
expedidor ter o cuidado de não permitir interpretação errônea pela ausência de
acentuação.
c. Caligrafia – as palavras serão digitadas ou manuscritas com letras
maiúsculas, tipo impressa, ou letra de forma ou caixa alta.
d. Concisão – o texto das mensagens será o mais conciso possível, sem
prejudicar a clareza e a precisão. Será transmitido exatamente de acordo com a
redação original. Evitar o emprego de conjunções, preposições e artigos, a menos que
sejam essenciais à compreensão.
e. Destinatário – o endereçamento das mensagens será feito de acordo com
as seguintes normas:
(1) Endereçadas ao comandante.
EXEMPLO:

PARA: 22 GAC AP

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(2) Não serão utilizadas designações em código, como endereço, ou parte
dele.
(3) Precedendo o nome da OM destinatária poderá constar a seção do EM a
quem interessa diretamente a mensagem.
EXEMPLO

PARA: S4 22 GAC AP

(4) Uma só mensagem poderá conter ao mesmo tempo vários destinatários


(mensagem circular).
f. Expedidor – o expedidor será sempre o comandante da organização militar
ou autoridade por ele designada para representá-lo. Neste caso, constará a sua
função, de forma abreviada, no espaço que precede o nome da OM expedidora.
g. Letras isoladas do texto da mensagem – são registradas de acordo com o
alfabeto fonético internacional.
EXEMPLO: Itinerário A =Itinerário ALFA
h. Números – serão representados por algarismos arábicos. Havendo
necessidade, os algarismos romanos serão indicados normalmente. Quando essa
representação acarretar confusão com letras, usar-se-á numeração arábica
correspondente, precedida da palavra “ROMANO”. EXEMPLO: ROMANO 4 (e não 4º
ou ROMANO quarto). As frações como três quartos, dois e meio, etc, serão
representadas por 3/4, 2 1/2, etc.
i. Pontuação – a pontuação será utilizada empregando-se os sinais gráficos
correspondentes. Será transmitida se o meio de comunicações utilizado o permitir.
Caso se deseje certeza na transmissão, serão escritos utilizando-se as abreviaturas
regulamentares.

1.2.4 Redação de Mensagens


a. Preparação das mensagens – as mensagens serão preparadas e enviadas
ao CM em disquete ou via rede local.
(1) Em disquete – quando a mensagem for entregue por meio de disquete,
será enviado também 01 (uma) via da mensagem impressa, que será imediatamente
devolvida ao expedidor contendo o Grupo Data Hora (GDH) e o recibo do C Com;
(2) Via rede local – quando a mensagem for enviada ao CM pela rede local o
GDH e o recibo do C Com serão automáticos.
b. Redação – o preenchimento dos espaços, tais como: meio, rede,
indicativos, GDH e QSL são de responsabilidade do C Com. Os demais espaços são
preenchidos pelo expedidor da mensagem, da maneira que se segue.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................104/142)


(1) Relativos ao cabeçalho
(a) Precedência – escreve-se o algarismo indicativo da precedência
escolhida, no espaço correspondente. Sendo 1 = Urgentíssima, 2 = Urgente, 3 =
Preferencial e 4 = Rotina.
(b) Classificação Sigilosa – escreve-se o algarismo indicativo da classificação
sigilosa atribuída, no espaço correspondente. Sendo 1 = Ultrassecreto, 2 = Secreto, 3 =
Confidencial e 4 = Reservado, ou 5 caso não tenha classificação sigilosa.
(c) Referência – escreve-se o número de três algarismos correspondente à
mensagem que o expedidor está elaborando. A numeração recomeça ao atingir 999.
(d) Destinatário e Expedidor – preenchidos conforme letras “e” e “f” do
parágrafo 1.2.3.
(2) Relativos ao texto – o espaço central do impresso é reservado ao texto,
que é a parte principal da mensagem, pois contém aquilo que se quer transmitir.
Deverá ser preenchido de acordo com as normas de pré-formatação de mensagens em
vigor. Quando não for utilizada a pré-formatação, será preenchido de forma concisa e
clara, e poderá conter, ainda, as informações complementares que o expedidor julgar
necessárias ao destinatário.
(3) Relativos ao fecho – os espaços destinados ao fecho serão preenchidos
pelo expedidor da maneira descrita abaixo.
(a) O expedidor colocará um “X” na quadrícula “CLARO” OU “CRPT”, caso
deseje a transmissão em linguagem clara ou criptografada. Caso nada seja assinalado
e a mensagem tenha classificação sigilosa, esta será automaticamente criptografada.

( ) CLARO ( X ) CRPT
Mário MÁRIO E3
A SSINATURA NOME FUNÇÃO

(b) Na linha superior, o expedidor assinará e colocará o seu nome e função, o


que permitirá a conferência, pelo C Com, da autenticidade da mensagem, junto à
relação de autógrafos.

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Fig 32 – Modelo de mensagem preenchida

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2. CENTRO DE MENSAGENS
Manual de Campanha – C24-17. Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:
2001

2.1 Características de um Centro de Mensagens


O CM é o órgão encarregado do controle do tráfego de todas as mensagens
processadas no C Com. É responsável pela escolha do meio de comunicações a ser
utilizado na transmissão das mensagens, mantendo para isso uma “carta de meios”
constantemente atualizada. É responsável, também, pela manutenção e guarda dos
principais arquivos do C Com e pela difusão da hora oficial.
O CM deverá dispor de recursos computacionais que proporcionem o
processamento das mensagens. Esses computadores poderão estar interligados em
rede, ligados ponto a ponto ou trabalhando isoladamente.
a. Pessoal – os elementos que operam um CM são designados de acordo
com as funções que exercem: chefe do CM e operadores de microcomputadores.
Devem ser habilitados para o processamento informatizado, bem como, para o
processamento manual, no caso de ocorrer comprometimento do computador que
apóia o CM. A disposição interna do pessoal deve proporcionar as melhores condições
para o processamento e rapidez no manuseio das mensagens. O efetivo do CM é
variável, depende do escalão e de seus encargos, mas deve possibilitar o
funcionamento durante as 24 horas do dia.
b. Atribuições – As principais atribuições do CM são as que se seguem:
(1) Criptografar e decriptografar mensagens;
(2) selecionar o meio de transmissão para cada mensagem;
(3) Realizar a autenticação de cada mensagem transmitida e conferir a
autenticação das mensagens recebidas;
(4) Verificar a mensagem quanto aos termos e à linguagem própria de
comunicações, antes de encaminhá-la ao centro de transmissão e recepção ou ao
operador que fará a transmissão;
(5) Assegurar a pronta manipulação das mensagens, de acordo com a sua
precedência;
(6) Manter registros para as mensagens de partida e para as mensagens de
chegada, bem como relações de recibos; e
(7) Manter arquivos temporários dos registros e do tráfego por 48 horas.
Esses arquivos não serão guardados além do tempo considerado uma vez que o C
Com não é o órgão encarregado do arquivo oficial das cópias das mensagens do PC.
c. Arquivos e registros – o CM é o órgão administrativo que dispõe o C Com.
Os arquivos e registros que mantém são temporários, visando apenas ao controle do
tráfego das mensagens, não mantendo arquivos para consulta do EM da organização
por ele servido. No CM são arquivados os seguintes documentos:
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................107/142)
(1) Formulário das mensagens expedidas e recebidas;
(2) Registro de mensagens;
(3) Relação de recibos
Além destes arquivos, as mensagens e demais relações poderão ficar
armazenadas no disco rígido do computador. Diariamente, os dados colhidos deverão
ser exportados para disquetes ou outro meio (backup), a fim de assegurar maior
segurança contra uma eventual falha no disco rígido. O processamento manual, por
meio de relações, somente deverá ser usado em caso do não funcionamento dos
computadores.

3. DOCUMENTOS AFETOS AO CENTRO DE MENSAGENS


Manual de Campanha – C24-17. Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:
2001

3.1 Instruções para a Exploração das Comunicações e Eletrônica

3.1.1 Generalidades
a. As Instruções para a Exploração das Comunicações e Eletrônica (I E Com
Elt) são normas destinadas ao controle técnico e à coordenação dos órgãos de
comunicações que servem ao mesmo comando.
b. Todo pessoal que opera ou emprega os meios de comunicações deve
compreender estas instruções em relação à sua respectiva unidade.
c. As I E Com Elt contêm todos os elementos variáveis necessários à
exploração das comunicações e, normalmente, são documentos CONFIDENCIAIS,
tornando sua distribuição restrita.

3.1.2 Apresentação
a. as I E Com Elt têm por finalidade coordenar e controlar o emprego técnico
de comunicações e eletrônica, além de permitir ao oficial de comunicações distribuir os
indicativos e as frequências dos postos rádio, os códigos, as cifras e outras prescrições
semelhantes que lhe permitam controlar tecnicamente todos os órgãos e tropas de
comunicações da GU a que ele pertence. Esse controle é fundamental, pois se todos
os conjuntos-rádios de uma unidade operassem em frequência escolhidas à vontade,
ou, se cada unidade escolhesse as suas próprias cifras e indicativos, as comunicações
seriam difíceis, senão impossíveis.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................108/142)


b. Preparação
(1) AS I E Com Elt de uma GU e o extrato das I E Com Elt de uma U baseiam-
se nas I E Com Elt do escalão imediatamente superior.
EXEMPLO: AS I E Com Elt de um exército de campanha preveem a
distribuição de indicativos e blocos de frequência para suas unidades, divisões de
exército e brigadas independentes. A DE, quando elaborar suas I E Com Elt, distribuirá
os indicativos e frequências que lhe couberam pelas unidades de base divisionária e
reservará indicativos e frequências para as brigadas que poderá vir a enquadrar (até
cinco). A Bda por sua vez dividirá os indicativos e frequências recebidos do Ex Cmp ou
da DE pelos seus elementos orgânicos, reservando indicativos e frequências para fazer
a distribuição a possíveis elementos em reforço ou em apoio.
(2) Com relação às outras instruções das I E Com Elt preceder-se-á
analogamente.
(3) As instruções sobre emprego de painéis e artifícios de sinalização
requerem uma coordenação “a priori” com o escalão superior e com as unidades
vizinhas.
(4) As I E Com Elt são preparadas pelo oficial de comunicações do maior
escalão presente e distribuídas em nome do comandante da GU. Cada instrução é
baseada nas I E Com Elt do escalão imediatamente superior. São autenticadas
normalmente pelo E3, podendo todavia essa atribuição ser delegada ao oficial de
comunicações. As instruções das I E Com Elt podem ser assinadas e autenticadas
separadamente ou em conjunto como um documento único.
c. Distribuição
(1) as I E Com Elt são fornecidas às DE, Bda, unidades e até subunidades
independentes, imediatamente subordinadas, em quantidade mínima necessária ao
emprego. Essa distribuição é baseada nas instruções das I E Com Elt consideradas
isoladamente. Cada escalão recebe unicamente as instruções para levar efeito suas
atividades de comunicações. As I E Com Elt só devem existir completas nos PC dos
elementos relacionados na lista de distribuição (Distribuição P). Apenas os extratos
necessários podem ser levados à frente com dados para o cumprimento das missões.
Visa-se com isto minimizar a possibilidade de comprimento das I E Com Elt.
(2) O escalão superior e os elementos vizinhos também recebem estas I E
Com Elt para efeito de coordenação, a fim de evitar confusão, particularmente sobre o
emprego de painéis e artifícios de sinalização.
(3) As I E Com Elt podem ser distribuídas completas, com apenas algumas
instruções ou sob forma de extrato.
d. Classificação
(1) As I E Com Elt normalmente são Documentos CONFIDENCIAIS, o que
torna sua distribuição restrita.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................109/142)


(2) Cada instrução é classificada de acordo com o Regulamento para a
Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS). A classificação sigilosa deverá aparecer
na parte superior e inferior de todas as páginas das I E Com Elt.
(3) As I E Com Elt recebem a classificação sigilosa idêntica à classificação da
sua instrução mais sigilosa. Elas não devem ser classificadas como documento sigiloso
controlado, embora possam receber um número para facilitar o controle e distribuição
(EXEMPLAR NR).
e. Forma – AS I E Com Elt constituem geralmente um conjunto de folhas
soltas, a fim de facilitar a substituição das instruções que forem necessárias. Para
possibilitar acusar o recebimento das instruções acrescidas ou substituídas, estas
possuem um indicativo de referencia. A forma de cada instrução corresponde à de
outros tipos de ordens.
(1) Cabeçalho – A 1 folha de toda instrução integrante compõe-se de:
(a) título do documento;
(b) número da instrução;
(c) título da instrução;
(d) número de exemplar;
(e) designação da GU;
(f) local do PC;
(g) data;
(h) indicativo de referencia;
(i) data e hora em que a instrução entra em vigor.
(2) Texto – compõe-se das prescrições pormenorizadas para utilização das
instruções das I E Com Elt, podendo conter exemplos de utilização de tabelas, etc.
(3) Fecho – Na última página de cada instrução integrante. Contém os
elementos abaixo relacionados:
(a) ordem para acusar o recebimento da(s) instrução(ões), assinatura,
autenticação e lista de distribuição;
(b) número da página e número total de páginas de que é composta a
instrução;
(c) número dessa instrução.
(4) Para a continuação de uma instrução utilizar-se-ão as páginas seguintes,
que deverão conter os elementos citados a seguir:
(a) classificação sigilosa;
(b) texto;
(c) numeração da página e da instrução, no canto inferior direito. Tal
medida visa a facilitar o folheio da instrução.
(5) A Instrução subsequente deverá iniciar-se numa nova folha. Isto tem por
objetivo permitir que a substituição de uma instrução, não venha trazer alteração numa
outra que deverá permanecer.
f. Numeração – o número da instrução pode ser distribuído de acordo com
qualquer plano de numeração. O número de série indica o número da edição da
instrução.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................110/142)
g. Segurança – Para manter a segurança das comunicações, as instruções
das I E Com Elt são frequentemente substituídas e abrangem apenas curtos lapsos de
tempo. Em consequência, todos os elementos que lidam com as I E Com Elt precisam
ser alertados de que, se esse documento for capturado ou extraviado, o comando
superior deve ser imediatamente informado, para que distribua novas instruções
completas. É aconselhável, portanto, que o PC possua uma reserva adicional de
instruções pronta para ser distribuídas, numa situação de emergência, a fim de que as I
E Com Elt ou as suas instruções que vierem a cair em poder do inimigo sejam para ele
úteis somente durante um tempo limitado.
(1) Considerando-se as necessidades de substituição, são previstas 5 (cinco)
edições de I E Com Elt diferentes, conforme abaixo:
(a) EFETIVA, a em utilização
(b) RESERVA, que substituirá a EFETIVA caso esta venha a ser violada;
(c) RASCUNHADA, pronta para ser impressa e substituirá a edição
RESERVA em caso desta passar a EFETIVA;
(d) em ELABORAÇÃO;
(e) de EMERGÊNCIA, que é resumida (ausência de algumas instruções) e
utilizada apenas em determinadas operações onde provavelmente seu sigilo poderá
ser quebrado.
(2) As edições EFETIVA, RESERVA e de EMERGÊNCIA serão distribuídas a
todas as unidades e subunidades imediatamente subordinadas para evitar qualquer
perda de tempo. Permanecerão sob a custódia do O Com do escalão subordinado.
(3) As edições RASCUNHADA e a em ELABORAÇÃO permanecerão sob a
custódia do O Com do escalão superior.
(4) Deve ser considerada como comprometida as I E Com Elt, instrução ou
extrato de qualquer um desses documentos quando se tiver a certeza ou hipótese que
foram capturadas, extraviadas, expostas a agente(s) inimigo(s), ou quando o seu
emprego foi descuidado, colaborando para prejuízos na segurança dos sistemas de
comunicações.
(5) O PC que preparou as I E Com Elt deve ser imediatamente notificado
sobra a descoberta da violação sofrida pela I E Com Elt. AS notificações devem ser
claras, especificando as instruções violadas e seus indicativos de referência. O PC que
as preparou imediatamente notifica a todos os comandos e pessoas que estão de
posse dos documentos expedidos, informando-lhes que houve violação das I E Com Elt
como um todo ou qual instrução foi violada.
(6) Quando uma nova edição ou nova instrução das I E Com Elt entrar em
vigor, todas as cópias das edições ou instruções anteriores deverão ser incineradas.
h. Organização - Para fins de organização e confecção, as instruções das I E
Com Elt são agrupadas de acordo com o assunto a que se relacionam e numeradas
segundo um critério preestabelecido.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................111/142)


3.1.3 Modificações
Qualquer instrução das I E Com Elt pode estar sujeita a pedido de
modificações. Esses pedidos devem ser encaminhados diretamente para o O Com do
comando que as preparou sob forma verbal, ou escrita, se o tempo permitir. Caso as
modificações propostas sejam aprovadas, será elaborada uma nova instrução que
entrará em vigor nas próxima edição a ser expedida.

3.1.4 Considerações Gerias Sobre Algumas Instruções


a. Distribuição Padrão – Essa instrução fixa a distribuição das I E Com Elt e
deve ser revista quando for acrescentada uma nova instrução às I E Com Elt ou feita
alguma modificação na distribuição das mesmas. A numeração dada aos exemplares
das I E Com Elt deve ser incluída nessa distribuição, pois, desse modo, fica
assegurado o registro dos respectivos detentores.
b. Instruções Gerais – Essas instruções contém prescrições gerais sobre o
emprego das I E Com Elt e sobre a exploração dos órgãos e equipamentos de
comunicações.
c. Sistema de Autenticação – Essa instrução contém as prescrições sobre o
sistema de autenticação do comando. Os sistemas são usados para identificar os
elementos que transmitem e recebem mensagens; evitam, assim, a transmissão, por
equivoco, de mensagens ao inimigo e a recepção de mensagens falsas.
d. Códigos de Operações
(1) Essa instrução compõem-se de grupos em código e dos respectivos
significados. O código é usado nas divisões e unidades inferiores, quando outros
sistemas criptográficos não estão disponíveis ou não são praticáveis e pode ser
organizado pelos interessados de acordo com as diretrizes do escalão superior.
(2) Os significados atribuídos aos grupos em código são, geralmente,
palavras simples, números e letras. O código permite a criptografia das mensagens que
não possam ser enquadradas no código de mensagens preestabelecidas. Como
medida de segurança, cada edição desse deve permanecer me vigor no máximo, três
dias.
e. Aparelhos Criptográficos – Essa instrução contém os quadros dos pinos e
cursores, os indicadores das chaves e as letras de verificação para utilização nos
diferentes dias.
f. Painéis – essa instrução prescreve o uso de painéis e distribui os
significados, particularmente, na ligação das tropas terrestres com a aviação; as
mensagens da aviação, etc.
g. Códigos de Coordenadas – Essa instrução descreve o sistema ou sistemas
de códigos de coordenadas em vigor e as prescrições para o seu emprego.
h. Indicativos e Frequências de Redes – Essa instrução discrimina as
frequências e indicativos que podem ser usados pelos conjuntos rádio de uma unidade.
A distribuição é feita individualmente ou em blocos. Os indicativos e frequências
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................112/142)
permanecem em vigor, apenas por um dia, mas a instrução pode conter distribuições
para um período de 15 dias. As prescrições sobre limitações de potência, interferência,
etc, também podem ser incluídas nesse documento.
i. Lista Telefônica – A lista telefônica pode constituir uma instrução das I E
Com Elt e destina-se, particularmente, a simplificar e facilitar a exploração do sistema
telefônico. Ela discrimina os nomes em código dos elementos subordinados.
j. Código de Identificação dos Circuitos – Essa instrução prescreve o código
que deve ser utilizado na identificação dos circuitos com fio. Relaciona os nomes em
código ou números distribuídos aos elementos subordinados.
l. Artifícios de Sinalização
(1) Esta instrução discrimina os diversos artifícios de sinalização e os
respectivos significados.
(2) O comandante do teatro de operações fixa os significados dos artifícios de
interesse geral e faculta aos escalões subordinados a escolha dos demais. A
distribuição e os significados particulares podem permanecer em vigor, no máximo por
três dias, dependendo da intensidade do emprego de artifícios, contudo, a instrução
pode conter a distribuição para vários dias.
m. Meios Acústicos – Essa instrução relaciona os significados regulamentares
e particulares dos sinais acústicos e é baseada nas prescrições do comandante das
forças terrestres, podendo permanecer em vigor por tempo determinado.
n. Procedimentos de CCME – A instrução sobre procedimento de CCME deve
conter todos os procedimentos não passíveis de inclusão nas NGA Com Elt, ou seja,
aqueles que variam em função da situação tática e do tipo de operação planejada.

3.2 Extrato das I E Com Elt

3.2.1 Definição
Extratos são partes destacadas de uma instrução completa destinadas a dar a
um determinado elemento subordinado o conhecimento essencial do que lhe interessa.

3.2.2 Organização
Para a organização dos extratos das I E Com Elt, deverão ser observados os
tópicos abaixo relacionados.
a. Geralmente os extratos são organizados pelas unidades e subunidades
independentes.
b. As OM de Com, por suas próprias características, receberão um número
suficiente das I E Com Elt, para distribuição aos seus elementos subordinados;
entretanto, por motivos de segurança, o O Com poderá determinar que somente sejam
distribuídos extratos, ficando as instruções completas no PC da OM de Com e C Com.
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................113/142)
c. As instruções que, normalmente, admitem extratos são: Indicativos e
Frequências, Sistemas de Autenticação, Sistema Criptográfico, Códigos de
Coordenadas, Ligação Terra-Avião, e outros similares. As demais, principalmente
códigos, só interessam quando completas; entretanto, para maior segurança das
instruções, podem ser separadas do corpo das I E Com Elt e entregues, isoladamente
ou acompanhadas de outros extratos, às tropas com missão especial a realizar. Não é
permitida a reprodução dos códigos nos escalões unidades e menores, devendo toda
necessidade ser comunicada ao O Com da GU, que decidirá a respeito, fornecendo
novas vias ou códigos especiais.
d. Os extratos obedecerão às mesmas normas para organização das
instruções, sendo acrescentado, logo abaixo do nome da instrução respectiva, a
palavra ( EXTRATO).
e. O texto, que terá a forma geral do texto de origem, conterá a parte que se
pretende dar conhecimento ao elemento subordinado, podendo conter especificações
para um dia apenas, ou para certo número de dias.
f. O fecho será feito, em linhas gerais, como o fecho da instrução respectiva.
g. Os extratos não terão índice, dado o seu pequeno número de instruções.
Estas serão facilmente controladas pelo número colocado no fecho, em combinação
com a numeração típica das I E Com Elt aí reproduzida.
h. A classificação do extrato é a mesma da instrução de origem. O conjunto
tomará a classificação do extrato mais sigiloso sem, contudo alertar-se a classificação
individual dos extratos.
i. Os extratos são preparados pelo O Com da U interessada, tomando, como
base, as I E Com Elt do escalão imediatamente superior.
j. Nas unidades, os O Com distribuem os grupos de frequência e os
indicativos previstos pelas I E Com Elt pelas subunidades, pelotões e grupos.

4. CENTRO DE MENSAGEIROS
Manual de Campanha – C24-17. Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:
2001

4.1 Características de um Centro de Mensageiros


O centro de mensageiros tem por missão assegurar o serviço de mensageiros
em benefício do comando por ele servido. O centro de mensageiros de um C Com
compreende o pessoal e o material necessário à execução do serviço. Os mensageiros
são, normalmente, empregados na entrega de mensagens que exigem processamento
especial, seja devido à natureza do seu conteúdo, seja devido às normas de segurança
em vigor.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................114/142)


a. Pessoal – o pessoal do centro de mensageiros é designado de acordo com
a função que exerce: chefe do C Msg e mensageiros, podendo estes serem ainda
diferenciados de acordo com o serviço e o meio de transporte utilizado. Da mesma
forma que os centros de mensagens, o efetivo do centro de mensageiros é variável.
b. Atribuições – o centro de mensageiros tem por atribuições:
(1) entregar as mensagens dentro da área servida pelo C Com;
(2) entregar as mensagens para outro C Com;
(3) aliviar o tráfego dos demais meios do C Com;
(4) entregar mensagens volumosas;
(5) entregar documentos registrados; e
(6) entregar mensagens quando não for possível utilizar outro meio de
comunicações.
c. Serviço de mensageiros
(1) A eficiência de um serviço de mensageiros depende do seu emprego
adequado. O tipo de mensageiro a empregar será determinado em função da urgência,
extensão e volume das mensagens, terreno, condições meteorológicas e
disponibilidade de meios de transporte.
(2) Compete ao chefe do centro de mensageiros a direção do serviço de
mensageiros, indicando o itinerário e o meio de transporte a utilizar, mantendo o
controle sobre os mensageiros em serviço.
(3) O mensageiro percorre o itinerário indicado entregando, mediante
recibo, as mensagens. Regressa ao centro de mensageiros, notificando ao chefe de
mensageiros sobre o serviço executado e informando, se for o caso, sobre as
alterações observadas: mudanças de localização de unidades, razões de demora,
mudança de itinerário indicado, condições das estradas ou outras observações de
interesse que tenha colhido.
(4) Sempre que possível, os mensageiros empregados fora da área do PC,
deverão ser escoltados.
d. Meios de transportes e equipamentos – os meios de transportes, usados no
serviço de mensageiros, ficam sob o controle do centro de mensageiros. Quando
empenhadas em serviço, as viaturas devem ser identificadas por meio de um símbolo,
conforme prescreva as I E Com Elt.
e. Itinerário de mensageiros – o estabelecimento de um sistema de
mensageiros inclui a escolha de itinerário. A seleção dos itinerários pode ser feita por
meio de estudos em cartas topográficas ou esboços baseados em informações verbais
ou pelo reconhecimento no próprio terreno. O reconhecimento dos itinerários deve ser
realizado por oficiais ou graduados. Na seleção dos itinerários a utilizar, devem ser
considerados os fatores abaixo:
(1) tipos de mensageiros a empregar;

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................115/142)


(2) existência de cobertas e locais desenfiados, protegendo o itinerário
contra a observação inimiga;
(3) existência de rotas alternativas;
(4) extensão e condições do terreno, e
(5) situação tática.
f. Postos de Muda – os postos de muda são instalados para atenuar as
causas de interrupção do serviço, tais como: pane em viaturas, fadiga de mensageiros,
más condições do terreno e vários outros fatores. A determinação do número de postos
de muda ao longo do itinerário, bem como, a previsão do pessoal necessário a estas
instalações são atribuições do centro de mensageiros e requerem estreita coordenação
entre os C Com interessados.
g. Documentos e arquivos – o centro de mensageiros deve dispor de cartas
topográficas em várias escalas. Constitui documento essencial para o controle do
serviço a “carta de itinerário”.

5. PROCESSAMENTO DE MENSAGENS NO CENTRO DE MENSAGENS


Manual de Campanha – C24-17. Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:
2001

5.1 Generalidades

5.1.1 Introdução
a. O C Com deverá estar adestrado para propiciar, ao escalão apoiado, um
eficiente processamento de mensagens, com ênfase nos princípios de segurança e
rapidez.
b. Com a finalidade de padronizar e otimizar os trabalhos dos C Com, serão
discriminados nos artigos a seguir os diferentes procedimentos relativos ao
processamento de mensagens.

5.1.2 Conceitos Básicos


a. Autenticação – a autenticação é uma medida de segurança destinada a
proteger o sistema de comunicações. É utilizada para identificar os elementos que
transmitem e recebem mensagens e as próprias mensagens. Os sistemas de
autenticação fazem parte das I P Com Elt e das I E Com Elt e devem ser
frequentemente mudados para garantir a segurança.
b. Autenticação de mensagem – é uma medida de segurança destinada a
constatar correção no autenticador das mensagens recebidas. Deverão ser assinaladas
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................116/142)
com a expressão "AUTENTICADA". Se a autenticação não estiver correta ou não
apresentar autenticação usa-se a expressão "NÃO-AUTENTICADA". Estas mensagens
"NÃO-AUTENTICADA" serão alvo de atenção especial por parte dos chefes dos CM.
c. Arquivos dos centros de comunicações – os arquivos dos C Com têm
caráter transitório. Normalmente não guardam mensagens, registros ou outros
documentos, por um período superior a 48 horas. São arquivos de serviço e não se
destinam à consulta pelos elementos do EM ou dos órgãos do comando servidos pelos
C Com. Os C Com devem dispor, basicamente, dos arquivos abaixo citados.
(1) Para uso do CM:
(a) Arquivo das mensagens de partida.
(b) Arquivo das mensagens de chegada.
OBSERVAÇÃO: Por razões de segurança, não devem ser arquivados juntos
o texto claro e o texto criptografado de uma mesma mensagem.
(2) Os C Com poderão dispor ainda de arquivos para as mensagens de
serviço, se necessário, para melhor controle de tráfego.
d. Carta de Meios (ANEXO H do C24-17)
(1) Preenchida pelo CM;
(2) Nela são lançados os horários de funcionamento dos diferentes meios
disponíveis para outros C Com e os indicativos dos postos;
(3) O operador do CM consulta esta carta para escolher o meio pelo qual
uma mensagem de partida será transmitida. Considera para isto o volume do tráfego
dos diferentes meios, o tipo da mensagem, a extensão do texto, etc.
e. Data, Hora e Grupo
(1) Data – os dias são escritos no sistema de dois algarismos, os meses
pelas suas três primeiras letras, todas maiúsculas, e o ano pela dezena.
EXEMPLOS: 03 NOV 73 E 09 MAR 73
(2) Hora – escrita no sistema de 4 (quatro) algarismos, seguidos da letra
correspondente ao fuso horário local.
EXEMPLOS: 0900 Z, 0103 Q e 1559 P
(3) Data-Hora ou GDH – escritas com seis algarismos, os dois primeiros
referentes ao dia e os quatro seguintes à hora, seguida da letra referente ao fuso
horário, e do mês e ano, se necessários.
EXEMPLOS: 051030 Z ou 030850 P NOV 88
f. Folha de registro de ocorrências do posto (ANEXO I do C24-17)
(1) Utilizada pelo operador do posto de comunicações.
(2) Nesta folha, o operador escritura os dados referentes ao posto que
opera (meio, indicativo, período em que esteve em funcionamento ininterrupto,
frequências de trabalho, etc).
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................117/142)
(3) As alterações ocorridas durante o período de serviço do operador são
escrituradas de acordo com os demais dados da folha quanto a interferências ou
quaisquer outras alterações havidas.
g. Hora do recibo (QSL) – é o registro feito na mensagem pelo elemento
encarregado de efetuar sua transmissão ou recepção, no momento em que esta deu
entrada no C Com de destino. Este registro compõe-se dos seguintes elementos:
(1) A hora correspondente ao término da transmissão ou da recepção; e
(2) Indicativo pessoal do elemento que transmitiu ou recebeu a mensagem.
Tal registro deve ser lançado no local para isto destinado (QSL) na mensagem.
Quando for numa folha de papel qualquer, será envolvido por um traço cheio contínuo
num espaço em branco junto ao texto.
h. Indicativo pessoal – consiste de duas letras, normalmente as iniciais do
nome da pessoa. Esses indicativos são atribuídos a todos os operadores, aos
criptografistas e aos demais elementos encarregados da execução das diferentes
tarefas em um C Com. Nunca são transmitidos e não devem ser atribuídos, em
duplicatas, aos elementos de um mesmo C Com.
i. Mensagens de serviço – são mensagens normalmente expedidas pelos
operadores ou pelo pessoal do C Com, relacionadas com erros de transmissão,
mensagens extraviadas, sinais especiais de serviço, etc.
j. Relação de recibos (ANEXO J do C24-17)
(1) Poderá ser utilizado entre C Com, e do C Com para o destinatário da
mensagem;
(2) Os espaços de HORA DE SAÍDA e HORA DE CHEGADA têm o
tamanho suficiente para impressão automática ou por carimbo.
k. Registro de mensagem (ANEXO G do C24-17)
(1) Será preenchido pelo operador do CM;
(2) Embora seja um único impresso, não deverão ser misturados os
registros de mensagens de partida e chegada. Deve ser utilizada uma folha para
partida e outra para chegada.
(3) Hora de entrada
(a) Para mensagem de partida - é a hora em que o expedidor entrega a
mensagem ao CM, e corresponde ao GDH.
(b) Para mensagem de chegada - é a hora em que foi dado o recibo da
transmissão (QSL) feita ao outro C Com, ou a hora em que o mensageiro chega ao CM
de destino.
(4) Hora de saída
(a) Para mensagem de partida - é hora em que foi dado o recibo da
transmissão feita pelo C Com de partida (QSL), ou a hora em que o mensageiro chega
ao CM de destino.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................118/142)


(b) Para mensagem de chegada - é a hora em que a mensagem é
entregue ao destinatário.
l. Tempo Gasto (TG) – para mensagens de partida, é a diferença entre a hora
de saída e o GDH da Msg. Para mensagens de chegada e de trânsito, é a diferença
entre a hora de saída e a hora de entrada da Msg no C Com. Exprime o tempo que
uma mensagem demorou para ser processada no C Com, em minutos. No CM, GEM
se encarregará de calcular o TG.

5.2 Mensagens de Partida

5.2.1 Introdução
a. As mensagens de partida chegam ao C Com, oriundas de um QG, ou posto
de comando, apoiado pelo C Com. São encaminhadas ao C Com para fins de
processamento, transmissão e entrega ao destinatário. O encaminhamento ao C Com
é feito diretamente pelas seções do EM interessadas, pelo próprio expedidor, ou por
intermédio do centro de distribuição ou centro de controle de mensagens do Estado-
Maior, de acordo com o escalão e a natureza da organização expedidora e as normas
estabelecidas pelo comando considerado.
b. O CM é o órgão do centro de comunicações onde tem início o
processamento das mensagens, após o que, são encaminhadas para o CTR ou C Msg.

5.2.2 Processamento Pormenorizado


O processamento pormenorizado das mensagens de partida, bem como as
atribuições de cada elemento do C Com envolvido, encontram-se descritos nos
quadros a seguir:

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5.3 Mensagens de Chegada

5.3.1 Introdução
Conforme o meio de comunicações utilizado na sua transmissão, as
mensagens chegam a um C Com de destino, através dos centros de transmissão e
recepção ou do centro de mensageiros. A partir do recebimento, as mensagens são
submetidas ao processamento normal. Em função do escalão considerado, o C Com
pode encaminhar as mensagens ao Centro de Controle do EM, ao C Distr, diretamente
às seções do EM interessadas ou ao próprio destinatário.

5.3.2 Processamento Pormenorizado


O processamento pormenorizado das mensagens de chegada, bem como, as
atribuições de cada elemento do C Com envolvido, encontram-se descritos nos
quadros a seguir.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................122/142)


6. CAMUFLAGEM DO CENTRO DE MENSAGEM EM CAMPANHA
Manual de Campanha – C5-40. Camuflagem, Princípios Fundamentais e Camuflagem
de Campanha. 3ª Ed. Brasília: 2004

6.1 Os Princípios de Camuflagem


A camuflagem só pode ser bem sucedida quando atende a três requisitos
básicos, que constituem os seus princípios fundamentais, a saber: a escolha da
posição, a disciplina de camuflagem e a construção da camuflagem.
a. Escolha da posição
(1) Posição - é a relação entre a pessoa ou o objeto e o meio que os
circunda. Para a correta escolha de uma posição, deve-se atender aos seguintes
requisitos:
(a) permitir o cumprimento da missão - condição básica para o sucesso de um
combate;
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................123/142)
(b) ser de fácil acesso - facilitando o deslocamento da tropa para a posição,
sem chamar a atenção do inimigo; deve-se ter um cuidado especial quanto aos rastros
deixados; pois esses facilitam ao inimigo, a observação e a identificação das posições;
(c) ser desenfiada - para evitar ou impedir a observação por parte do
inimigo; e
(d) ser de fácil ocupação - para a tomada do dispositivo, de modo que a tropa
possa entrar em ação o mais rápido possível, guardando as distâncias que
proporcionarão proteção dos fogos inimigos.
(2) Deve ser escolhida de tal forma que exija o mínimo de alterações no
terreno, aproveitando as cobertas naturais e os locais desenfiados. A escolha da
posição não deverá prejudicar o cumprimento da missão. Ao se escolher uma posição,
deve-se procurar um fundo que absorva a visibilidade dos elementos da posição. A
aparência do meio ambiente não deve ser alterada pela presença de indivíduos ou
equipamentos. O terreno pode receber, com facilidade, uma instalação adequadamente
distribuída. Os pontos característicos isolados, como árvores, cercas ou casas, devem
ser evitados, porque atraem a atenção do observador. Pela utilização correta do meio
ambiente, pode-se alcançar completa camuflagem contra a detecção visual ou
fotográfica, sem qualquer necessidade de construção. Nos terrenos dotados de
cobertura natural intensa, a tarefa é muito simplificada. Pelo aproveitamento das
irregularidades do terreno, mesmo que a cobertura natural seja rarefeita, pode-se obter
completa dissimulação, com o auxílio das construções de camuflagem.
b. Disciplina de camuflagem
(1) À luz do dia - A disciplina de camuflagem compreende o cuidado em evitar
atividades que alterem a aparência de uma área ou revelem ao inimigo objetivos
militares. Uma posição bem camuflada só oferece segurança, se sua manutenção for
cuidadosamente atendida. A camuflagem não poderá inspirar confiança, quando
pegadas e trilhas óbvias apontem para a posição ou quando são evidentes, nas
vizinhanças, os sinais de ocupação. Os elementos que mais comumente revelam uma
posição camuflada, ou se constituem em evidência de atividades militares numa área,
são os sulcos produzidos pelas viaturas, os objetos abandonados e a terra oriunda das
escavações. Por isso as estradas carroçáveis, trilhas, estradas ou caminhos naturais
no terreno devem ser aproveitados. Os caminhos expostos não devem terminar na
posição, mas prolongados para algum outro local que justifiquem sua existência. Se for
praticável, os sulcos expostos devem ser camuflados com vegetação, cobertos com
material conveniente ou ainda pelo plantio de vegetação local sobre eles. Os detritos e
a terra escavada devem ser dispostos de modo a confundir-se com o terreno
adjacente.
(2) À noite - A camuflagem, à noite, é menos necessária do que à luz do dia.
Entretanto, o inimigo pode tirar vantagens da escuridão e se aproximar mais facilmente,
se lhe forem proporcionadas pistas que o guiem. Nesses casos a disciplina de
camuflagem, visando não atrair a atenção do observador, torna-se duplamente
importante. As fotos aéreas tomadas à noite com o auxílio de dispositivos luminosos
lançados dos aviões podem revelar quebras de disciplina de camuflagem que são mais

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................124/142)


fáceis de ocorrer à noite. A propagação do som parece ampliada; a conversa entre
pessoas, mesmo em voz baixa, deve ser reduzida ao mínimo. A parte mais importante
da disciplina de camuflagem à noite é a disciplina de luzes. As luzes indispensáveis ao
trabalho devem ter sua propagação limitada, sendo usadas, em princípio, em
ambientes fechados, tais como: barracas e abrigos cobertos à prova de luzes. Nas
noites mais escuras, a visão humana se adapta à falta de luz em cerca de 30 minutos.
Cada vez que se acende um fósforo ou lanterna, tem início, novamente, o processo de
adaptação da visão. É proibido fumar à noite em áreas muito próximas do inimigo.
(3) Som - O som pode ser reduzido pela adoção de medidas de precaução. O
emprego de sinalização manual ou de sinais diversos deve ser adotado. O
equipamento individual deve ser calcado e ajustado, para evitar que se constitua numa
fonte de ruídos. A carga e a descarga de viaturas devem ser executadas em silêncio.
Para evitar que o inimigo possa localizar as posições de artilharia, deve ser feito uso de
posições falsas, dotadas de simuladores de clarão e de som.
(4) Calor - A utilização de sensores termais faz com que o corpo humano e os
equipamentos produtores de calor sejam identificados com certa facilidade. Para
reduzir a possibilidade de identificação das tropas, devem-se cobrir as partes quentes
dos equipamentos com coberturas refletoras de calor. Os militares, sempre que
possível, devem ficar sob barracas que os impeçam de serem detectados por sensores
termais.
c. Construção de camuflagem
A construção de camuflagem deve ser empregada sempre que a posição
necessitar de meios adicionais para sua camuflagem. Ela compreende o emprego de
materiais naturais e artificiais. Os naturais são encontrados na própria região; e os
artificiais são tintas, telas, tecidos, redes, etc, os quais cooperam para que o pessoal e
o equipamento se harmonizem com a aparência do terreno circunvizinho em forma e
cor. Entretanto, o uso de vegetação nessas atividades possui a desvantagem de
necessitar ser constantemente substituída.
Os materiais artificiais devem ser preparados de tal forma que se harmonizem
com o terreno adjacente e resistam às condições climáticas locais. As mudanças
oriundas das condições climáticas exigem alterações gradativas na cor e na qualidade
do material empregado.

6.2 Os Processos de Camuflagem


a. Mascaramento – Consiste em ocultar completamente um objeto e utilizando
uma cortina ou máscara, que pode ser ou não facilmente identificada.
b. Dissimulação – Consiste na colocação de materiais de camuflagem acima,
ao lado ou em torno do objeto, alterando-lhe a forma e a sombra, de modo a dar a
impressão de que o objeto camuflado é parte integrante do meio. O objetivo da
dissimulação é evitar a detecção do objeto, pela alteração da sua aparência normal.
Como as construções humanas têm, normalmente, formas geométricas, elas
apresentam contornos, formas regulares e sombras facilmente identificáveis, cuja
configuração contrasta com a do terreno. A dissimulação torna-se necessária para
(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................125/142)
restaurar ou simular a aparência normal do terreno, após a instalação da posição. Não
se deve confundir o processo de camuflagem dissimulação com a dissimulação tática,
que é o conjunto de medidas e ações que procuram iludir o inimigo a respeito de
determinada situação e/ou planos táticos com o propósito de conduzi-lo a reagir de
modo vantajoso para nossa manobra.
c. Simulação – Consiste em obter a camuflagem de objetos ou atividades
militares, de tal modo que elas pareçam ser o que não são. Com a simulação, o inimigo
obterá informações errôneas a respeito de nosso poder de fogo, intenções, localização,
etc. Os falsos objetos empregados nesse processo são chamados de simulacros.
Existem muitos simulacros de uso em campanha com a aparência de viaturas, peças
de artilharia, etc. Se não houver disponibilidade desses simulacros pré-fabricados, as
unidades podem improvisar outros.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................126/142)


CAPÍTULO VII
CENTRO DE COMUNICAÇÕES

1. MATERIAL DE INFORMÁTICA
GUIAFOCA.ORG. Guia Foca GNU/Linux. Disponível em: <http://www.guiafoca.org/cgs/
/guia/iniciante/index.html>.

1.1 Placa Mãe


É a placa principal do sistema onde estão localizados o Processador,
Memória RAM, Memória Cache, BIOS, CMOS, RTC, etc. A placa mãe possui encaixes
onde são inseridas placas de extensão (para aumentar as funções do computador).
Estes encaixes são chamados de "SLOTS".
Abaixo a descrição de alguns tipos de componentes eletrônicos que estão
presentes na placa mãe:
a. RAM - Memória de Acesso Aleatório (Randomic Access Memory). É uma
memória de armazenamento temporário dos programas e depende de uma fonte de
energia para o armazenamento dos programas. É uma memória eletrônica muito rápida
assim os programas de computador são executados nesta memória. Seu tamanho é
medido em Kilobytes, Megabytes ou Gigabytes. Quanto maior o tamanho da memória,
mais espaço o programa terá ao ser executado. O tamanho de memória RAM pedido
por cada programa varia.
b. PROCESSADOR - É a parte do computador responsável pelo
processamentos das instruções matemáticas/lógicas e programas carregados na
memória RAM.
c. CACHE - Memória de Armazenamento Auxiliar do Processador. Possui alta
velocidade de funcionamento, normalmente a mesma que o processador. Serve para
aumentar o desempenho de processamento. A memória Cache pode ser embutida na
placa mãe ou encaixada externamente através de módulos L2.
d. BIOS - É a memória ROM que contém as instruções básicas para a
inicialização do computador, reconhecimento e ativação dos periféricos conectados a
placa mãe. As BIOS mais modernas (a partir do 286) também trazem um programa que
é usado para configurar o computador modificando os valores localizados na CMOS.
As placas controladoras SCSI possuem sua própria BIOS que identificam
automaticamente os periféricos conectados a ela. Os seguintes tipos de chips podem
ser usados para gravar a BIOS:
(1) ROM - Memória Somente para Leitura (Read Only Memory). Somente
pode ser lida. É programada de fábrica através de programação elétrica ou química.

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(2) PROM - Memória Somente para Leitura Programável (Programable
Read Only Memory) idêntica a ROM mas que pode ser programada apenas uma vez
por máquinas "Programadoras PROM". É também chamada de MASK ROM.
(3) EPROM - Memória semelhante a PROM, mas seu conteúdo pode ser
apagado através raios ultravioleta.
(4) EEPROM - Memória semelhante a PROM, mas seu conteúdo pode ser
apagado e regravado. Também é chamada de Flash.
e. CMOS - É uma memória temporária alimentada por uma Bateria onde são
lidas/armazenadas as configurações do computador feitas pelo programa residente na
BIOS.

1.2 Memória do Computador


A memória é a parte do computador que permitem o armazenamento de
dados. A memória é dividida em dois tipos: Principal e Auxiliar. Normalmente quando
alguém fala em "memória de computador" está se referindo a memória "Principal". Veja
abaixo as descrições de Memória Principal e Auxiliar.

1.2.1 Memória Principal


a. É um tipo de memória eletrônica que depende de uma fonte de energia
para manter os dados armazenados e perde os dados quando a fonte de energia é
desligada. A memória RAM do computador (Randomic Access Memory - Memória de
Acesso aleatório) é o principal exemplo de memória de armazenamento Principal.
b. Os dados são armazenados em circuitos integrados ("chips") e enquanto
você está usando seu computador, a RAM armazena e executa seus programas. Os
programas são executados na memória RAM porque a memória eletrônica é muito
rápida. As memórias EDO, DIMM, DDR, DDR2, DDR3 são exemplos de memória RAM.
c. Se desligarmos o computador ou ocorrer uma queda de energia, você
perderá os programas que estiverem em execução ou o trabalho que estiver fazendo.
Por esse motivo é necessário o uso de uma memória auxiliar

1.2.2 Memória Auxiliar


a. São dispositivos que NÃO dependem de uma fonte de energia para manter
os dados armazenados, os dados não são perdidos quando a fonte de energia é
desligada. As Memórias Auxiliares são muito mais lentas que as Memórias
Principais porque utilizam mecanismos mecânicos e elétricos (motores e eletroímãs)
para funcionar e fazer a leitura/gravação dos dados. Existem também modelos
chamados disco de estado sólido (SSD), os dados são armazenados em chips
eletrônicos ao invés de mecanismos mecânicos.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................128/142)


b. Um exemplo de dispositivos de armazenamento auxiliar são os pen drives,
disquetes, cartões SD, discos rígidos, unidades de fita, Zip Drives, DVD/CD/BluRay,
etc.
c. A Memória Auxiliar resolve o problema da perda de dados causado
pela Memória Principal quando o computador é desligado, desta forma podemos ler
nossos arquivos e programas da memória Auxiliar e copia-los para a Memória
Principal (memória RAM) para que possam ser novamente usados.
d. Um exemplo simples é de quando estiver editando um texto e precisar
salva-lo, o que você faz é simplesmente salvar os dados da memória RAM que estão
sendo editados para o disco rígido, desta forma você estará guardando seu documento
na Memória Auxiliar.
e. Este tipo de memória é mais lento que a memória principal, é por este
motivo que os programas somente são carregados e executados na Memória Principal.

1.3 Discos
Os discos são memórias de armazenamento Auxiliares. Entre os vários tipos
de discos existentes, posso citar os Flexíveis, Rígidos, Pen-drives, SSD e CDs. Veja as
explicações sobre cada um deles abaixo.

1.3.1 Discos Flexíveis


a. São discos usados para armazenar e transportar pequenas quantidades de
dados. Este tipo de disco é normalmente encontrado no tamanho 3 1/2 (1.44MB)
polegadas e 5 1/4 polegadas (360Kb ou 1.2MB). Hoje os discos de 3 1/2 são os mais
utilizados por terem uma melhor proteção por causa de sua capa plástica rígida, maior
capacidade e o menor tamanho o que facilita seu transporte.
b. Os disquetes são inseridos em um compartimento chamado de "Unidade
de Disquetes" ou "Drive" que faz a leitura/gravação do disquete.
c. Sua característica é a baixa capacidade de armazenamento e baixa
velocidade no acesso aos dados mas podem ser usados para transportar os dados de
um computador a outro com grande facilidade. Os disquetes de computador comuns
são discos flexíveis.

1.3.2 Disco Rígido


a. É um disco localizado dentro do computador. É fabricado com discos de
metal recompostos por material magnético onde os dados são gravados através de
cabeças e revestido externamente por uma proteção metálica que é preso ao gabinete
do computador por parafusos. Também é chamado de HD (Hard Disk) ou Winchester.
É nele que normalmente gravamos e executamos nossos programas mais usados.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................129/142)


b. Existe também um tipo de disco rígido chamado SSD (disco de estado
sólido). A diferença deste disco para o disco rígido comum, é que no SSD os dados são
armazenados em chips ao invés de disco magnético.
c. A característica deste tipo de disco é a alta capacidade de armazenamento
de dados e alta velocidade no acesso aos dados.

1.3.3 CD/DVD/BluRay
É um tipo de disco que permite o armazenamento de dados através de
um compact disc e os dados são lidos através de uma lente ótica. A Unidade de CD é
localizada no gabinete do computador e pode ler CDs de músicas, arquivos, interativos,
etc. Existem diversos tipos de CDs no mercado, entre eles:
a. CD-R - CD gravável, pode ser gravado apenas uma vez. Possui sua
capacidade de armazenamento entre 600MB e 740MB dependendo do formato de
gravação usado. Usa um formato lido por todas as unidades de CD-ROM disponíveis
no mercado.
b. CD-RW - CD regravável, pode ser gravado várias vezes, ter seus arquivos
apagados, etc. Seu uso é semelhante ao de um disquete de alta capacidade. Possui
capacidade de armazenamento de normalmente640MB mas isto depende do
fabricante. Usa um formato que é lido apenas por unidades leitoras e gravadoras
multiseção.
c. DVD-ROM - Alta capacidade de armazenamento. Pode armazenar até 8GB
de arquivos ou programas quando usado em dual layer. BluRay - Alta capacidade de
armazenamento. Pode armazenar mais de 50GB de arquivos ou programas quando
usado em dual layer. É um tipo de CD muito novo no mercado e ainda em
desenvolvimento. É lido somente por unidades próprias para este tipo de disco.

1.3.4 Periféricos SATA


Hardwares SATA (Serial ATA) representam a próxima geração em tecnologia
usada para a transferência de dados em alta velocidade a baixo custo. Hoje está se
tornando o padrão de indústria a utilização de dispositivos SATA em micros em
substituição a dispositivos IDE. Dispositivos IDE tradicionais são chamados de PATA
(parallel ATA, ou ATA paralelo). Estes dispositivos são classificados em 2 tipos:
a. SATA I - Esta se tornando alternativa a discos IDE (PATA). Possui taxa de
transferência de até 150Mb/s.
b. SATA II - Esta se tornando alternativa a discos IDE (PATA). Possui taxa de
transferência de até 300Mb/s

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................130/142)


1.3.5 Periféricos SCSI
Hardwares SCSI (Small Computer System Interfaces) representam a
tecnologia ideal para a transferência de dados em alta velocidade e ligação de vários
periféricos. A taxa de transferência especificada para dispositivos SCSI é sempre a
padrão se comparada a dispositivos IDE (quando uma taxa de 66Mb/s quase nunca é
atingida). Estes dispositivos são classificados em 3 categorias:
a. SCSI I - Usa um cabo de 25 condutores para a ligação de periféricos.
Normalmente usado em scanners, impressoras e outros dispositivos. A taxa de
transferência não é muito alta se comparado aos outros tipos SCSI.
b. SCSI II - Também chamado de Fast SCSI. Usa um cabo de 50 condutores
para a ligação de periféricos. Permite que sejam ligados até 7 periféricos em uma
mesma controladora. É o mais comum encontrado hoje em dia, mas vem perdendo
espaço aos poucos para a tecnologia SCSI III.
c. SCSI III - Também chamado de Fast SCSI SE ou LVD. Usa um cabo de 68
condutores para ligação de periféricos. Permite que sejam ligados até 16 periféricos em
uma mesma controladora.

1.4 Dispositivos de Entrada e Saída


a. Entrada - Permite a comunicação do usuário com o computador. São dispositivos
que enviam dados ao computador para processamento. Exemplos: Teclado, mouse, touch
screen, caneta ótica, scanner.
b. Saída - Permite a comunicação do computador com o usuário. São
dispositivos que permitem o usuário visualizar o resultado do processamento enviado
ao computador. Exemplos: Monitor, Impressora, Plotter, som.

1.5 Placa de Expansão


É um circuito eletrônico encaixado na placa mãe que tem por objetivo
adicionar novas funcionalidades ao computador. Esta placa pode ser uma:
a. placa de som - para fazer o computador emitir sons, músicas, ligar um
joystick, etc.
b. Placa de vídeo 3D - Para obter imagens mais rápidas para jogos e
ambientes de desktop 3 dimensões.
c. Placa de captura - Para assistir televisão/rádio e gravar a programação de
TV em seu micro.
d. fax-modem - para enviar/receber fax, conectar-se a internet, acesso
remoto, bina, etc.
e. rede - para permitir a comunicação com outros computadores em uma rede
interna.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................131/142)


f. controladora de periféricos - Para ligar discos rígidos, unidades de disquete,
impressora, mouse, joystick, etc.
g. SCSI - Para ligar unidades de disco rígidos e periféricos de alto
desempenho.
h. Controladora de Scanner - Para ligar um Scanner externo ao micro
computador.
O encaixe da placa mãe que recebe as placas de expansão são chamados de
Slots.

1.6 Barramento
O tipo de slot varia de acordo com o barramento usado no sistema, que pode
ser um(s) do(s) seguinte(s):
a. ISA 8 Bits -Industry Standard Architecture - É o padrão mais antigo,
encontrado em computadores PC/XT.
b. ISA 16 Bits - Evolução do padrão ISA 8 Bits, possui um conector maior e
permite a conexão de placas de 8 bits. Sua taxa de transferência chega a 2MB/s.
c. VESA - Video Electronics Standard Association - É uma interface feita
inicialmente para placas de vídeo rápidas. O barramento VESA é basicamente um ISA
com um encaixe extra no final. Sua taxa de transferência pode chegar a 132MB/s.
d. EISA - Enhanced Industry Standard Architecture - É um barramento mais
encontrado em servidores. Tem a capacidade de bus mastering, que possibilita a
comunicação das placas sem a interferência da CPU.
e. MCA - Micro Channel Architecture - Barramento 32 bits proprietário da IBM.
Você não pode usar placas ISA nele, possui a característica de bus mastering, mas
pode procurar por dispositivos conectados a ele, procurando configuração automática.
Este barramento estava presente no PS/1 e PS/2, hoje não é mais usado.
f. PCI - Peripheral Component Interconnect - É outro barramento rápido
produzido pela Intel com a mesma velocidade que o VESA. O barramento possui um
chipset de controle que faz a comunicação entre os slots PCI e o processador. O
barramento se configura automaticamente (através do Plug-and-Play). O PCI é o
barramento mais usado por Pentiums e está se tornando uma padrão no PC.
g. PCI Express - Peripheral Component Interconnect Express - Identico ao
barramento PCI, funcionando nativamente no clock de 64 bits.
h. AGP - Accelerated Graphics Port - É um novo barramento criado
exclusivamente para a ligação de placas de video. É um slot marrom (em sua maioria)
que fica mais separado do ponto de fixação das placas no chassis (comparado ao PCI).
Estas placas permitem obter um desempenho elevado de vídeo se comparado as
placas onboards com memória compartilhada e mesmo PCI externas. O consumo de
potência em placas AGP x4 podem chegar até a 100W, portanto é importante

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................132/142)


dimensionar bem o sistema e ter certeza que a fonte de alimentação pode trabalhar
com folga.
i. PCMCIA - Personal Computer Memory Card International Association - É
um slot especial usado para conexões de placas externas (normalmente revestivas de
plástico) e chamadas de cartões PCMCIA. Estes cartões podem adicionar mais
memória ao sistema, conter um fax-modem, placa de rede, disco rígido, etc.
j. AMR - Audio Modem Raise - Pequeno barramento criado pela Intel para a
conexão de placas de som e modem. Placas de som e modem AMR usam o HSP (host
signal processor) e são como as Placas on-board e todo o processamento é feito pela
CPU do computador.
k. CNR - Communication and Networking Rise - Pequeno barramento criado
pela Intel para a conexão de placas de som, modens e placas de rede. Este é um
pequenino slot marrom que é localizado no ponto de fixação das placas no chassis do
gabinete. Elas são como as Placas on-board e todo o processamento é feito pela CPU
do computador

1.7 Aterramento
a. O aterramento correto da instalação elétrica é essencial para garantir a
proteção de seu microcomputador (e outros aparelhos que requerem isto). Muitos
usuários simplesmente removem o pino central da tomada de seu computador, ou
ligam o terra junto ao neutro da rede elétrica, isto é errado e pode trazer sérias
conseqüências. O computador possui componentes sensíveis que geram descargas
estáticas durante seu funcionamento (fonte, discos, placas, etc), estas descargas e
ruídos são absorvidas pelo sistema de aterramento (que é ligado no gabinete do
computador e outros componentes internos). Sem aterramento o seu gabinete passará
a dar choques elétricos (teste com uma chave de testes, ela acenderá indicando a
circulação de corrente elétrica) e a corrente acumulada poderá queimar componentes
internos sensíveis (placa mãe, HD, memórias, placas expansoras).
b. A ligação do terra ao neutro da rede é menos perigosa em condições
normais, mas se um raio cair na rede elétrica as conseqüências poderão ser piores.
Mesmo a rede de iluminação pública tendo aterramento em cada poste isto pode não
ser o suficiente para reduzir a carga de um raio que caia nas proximidades.
c. O sistema de aterramento residencial para PC deve ser feito com uma
estaca de cobre com no mínimo 2 metros de altura. O cobre é um ótimo condutor de
eletricidade, perdendo somente para a prata.

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2. SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES
Manual de Campanha – C11-1.Emprego das Comunicações. 2ª Ed. Brasília: 1997

2.1 Tipos de Sistemas de Comunicações


a. Generalidades – Denomina-se sistema a composição das partes ou dos
elementos de um todo, coordenados entre si. Neste sentido, quando diferentes
equipamentos de comunicações grupam-se de modo a constituírem conjuntos
homogêneos, com características comuns estão formando sistemas. Dessa maneira,
possibilitam melhor atender determinada necessidade de ligação ou operação. Uma
das particularidades dos sistemas de comunicações é que estes, juntamente com os
sistemas de informática, compõem a base física dos Sistemas de Comando e Controle
(SC2).
b. Sistema de um determinado Escalão – Considerados em conjunto, todos os
sistemas dos diversos equipamentos de comunicações, empregados num determinado
escalão, constituem o sistema de comunicações deste escalão. Assim, por exemplo,
nos níveis brigada e divisão de Exército teremos o Sistema de Comunicações de
Brigada (SCB) e o Sistema de Comunicações de Divisão (SCD).
c. Sistema de Comunicações do Exército (SICOMEx) – É o sistema
encarregado de assegurar as ligações necessárias aos escalões de comando em todos
os níveis e que tem como componentes o Sistema Estratégico de Comunicações (SEC)
e o Sistema Tático de Comunicações (SISTAC).
d. Sistema Estratégico de Comunicações (SEC) – Conjunto de meios de
comunicações e canais privativos utilizados pelo Exército desde o tempo de paz.
Destina-se a assegurar as ligações necessárias ao Alto Comando do Exército, aos
Grandes Comandos e Guarnições Militares em suas sedes ou a qualquer escalão
estacionado no exterior. É um sistema de comunicações territorial e de concepção por
área. O SEC engloba uma base física e uma concepção flexível que provê Força
Terrestre de uma estrutura que facilite a passagem da situação de preparo para a de
emprego sem profundas alterações no sistema.
e. Sistema Tático de Comunicações (SISTAC) – Conjunto harmônico e
homogêneo de meios de comunicações empregados por tropas em operações,
utilizando-se de pessoal e material orgânicos. Destina-se a apoiar as necessidades de
comando e controle, dos elementos subordinados e em apoio, com comunicações
rápidas e eficazes. O SISTAC engloba dois outros sistemas, o de Comando e o de
Área.
(1) Sistema de Comunicações de Comando (SCC) – É o conjunto de meios
de comunicações destinados a suprir as necessidades específicas de um escalão de
comando em operações, ligando basicamente um comando a seus subordinados. Por
conseguinte envolve, apenas, o estabelecimento de centros de comunicações de
comando que servem a postos de comando específicos e podem apoiar, também,
unidades e instalações situadas em suas proximidades.

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(2) Sistema de Comunicações de Área (SCA) – É o sistema que envolve o
estabelecimento de centros nodais (CN), tendo em vista a atender os locais de maior
concentração de unidades, a configuração do sistema e as operações futuras.
Caracteriza-se pelo desdobramento de um determinado número de CN, dotados de
grande capacidade de concentração e distribuição das ligações. Esses CN são dotados
de equipamentos de comunicações que podem variar de acordo com a tecnologia
disponível e que permitem aos seus assinantes móveis e fixos, o estabelecimento de
ligações automáticas, seguras e imediatas para qualquer parte da zona de ação.

3. CENTRO DE COMUNICAÇÕES
Manual de Campanha – C24-17. Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:
2001

3.1 Atribuições do Centro de Comunicações


a. O C Com é responsável pelo recebimento, manuseio, salvaguarda,
criptografia, decriptografia, transmissão e entrega de mensagens oficiais, com exceção
das mensagens locais de circulação interna. O C Com é responsável também pela
escolha do meio de comunicações a utilizar na transmissão, bem como, pela execução
dos trabalhos necessários ao processamento final das mensagens. O expedidor atribui
à sua mensagem uma classificação sigilosa e uma precedência, mas não fixa o meio
pelo qual ela será transmitida.
b. São exemplos de mensagens processadas em um C Com:
(1) Mensagens preparadas nos formulários de mensagens modelos 1 e 2;
(2) ordens e calcos de operações;
(3) mapas, caras topográficas e fotográficas;
(4) Instruções Padrão de Comunicações e Eletrônica (I P Com Elt) e
Instruções para a Exploração das Comunicações e Eletrônica (I E Com Elt);
(5) assuntos administrativos e técnicos, tais como boletins diários, ordens de
justiça militar, assuntos de pessoal e outros documentos.
c. Não se enquadram nos itens acima, os assuntos ou informações orais,
gravações do serviço de imprensa e nem materiais como armamento, artigos
conduzidos por desertores ou prisioneiros de guerra e itens de suprimento, mesmo que
estejam devidamente embrulhados ou empacotados.
d. O C Com é responsável pela coordenação e emprego dos meios de
comunicações e pela sai segurança.

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e. O C Com mantém temporariamente os registros que se seguem:
(1) situação dos meios de comunicações. Normalmente esse registro é
apresentado segundo uma carta de meios que indica, em determinado momento, quais
os meios disponíveis e quais os inoperantes;
(2) folhas ou impressos contendo registros de mensagens de partida e de
chegada. Esses registros devem ser executados de modo a não prejudicar a rapidez
desejada no processamento das mensagens, uma vez que visam apenas o seu
controle.

3.2 Organização Geral


Os C Com não têm, normalmente, uma organização fixa. São organizados em
função das necessidades dos comandos a que servem, entretanto, para realizarem a
sua missão básica de receber, transmitir e entregar mensagens, os C Com devem
dispor de meios de transmissão e de recepção, de mensageiros, e de um centro de
mensagens.
A organização a adotar para o C Com é função do escalão e depende,
normalmente, da maneira como são enquadrados os diferentes meios, órgãos e
elementos que o compõem. A organização mais comumente encontrada é a que se
segue:
a. Nos escalões Bda e superiores o C Com é constituído de:
(1) Centro de Mensagens - constituído por pessoal e material destinados ao
controle, processamento burocrático e criptografia e decriptografia das mensagens.
Dispõe, também, de mensageiros destinados à entrega local das mensagens;
(2) Centro de Mensageiros - é formado pelo pessoal e material, inclusive os
meios de transportes, destinados ao controle e à execução do serviço de mensageiros;
(3) Centro de Transmissão e Recepção - é constituído pelo material e pessoal
necessários à operação dos controles, remotos ou não, dos diferentes terminais de
comunicações.
b. Nas unidades das armas, os C Com são geralmente constituídos de:
(1) Centro de Mensagens;
(2) Meios de Comunicações

3.3 Localização e Disposição Interna


a. O local destinado a cada órgão ou instalação é escolhido em coordenação
com o E1 ou S1 do EM do comando considerado. Devem ser observados os aspectos
que se seguem:
(1) o centro de mensagens deve ficar próximo à entrada da área do posto de
comando, em local onde o tráfego das viaturas dos mensageiros possa ser realizado

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................136/142)


sem comprometer a segurança, quanto à observação terrestre ou aérea por parte do
inimigo;
(2) o pessoal do CM deve ter facilidade de acesso ao CTR;
(3) os meios de comunicações devem ser localizados de maneira a atender
aos requisitos táticos bem como os requisitos técnicos de funcionamento;
(4) coberto da observação inimiga;
(5) afastado das áreas onde ocorrem movimentos de tropa ou atividades que
produzam ruídos, e
(6) proteção adequada para o equipamento de comunicações classificado
como sigiloso.
b. Disposição interna dos C Com
(1) Os órgãos e instalações de um C Com devem ser dispostos no terreno
visando permitir:
(a) o rápido processamento das mensagens;
(b) o acesso e o trânsito entre os elementos.
(2) A utilização de um sistema de telefones para interligação dos órgãos e
instalações concorre para facilitar as suas operações.
(3) Os locais destinados aos postos de transmissão e recepção e demais
equipamentos podem estar afastados da área central do PC, tendo em vista as
exigências técnicas e de segurança. Entretanto, deve haver um sistema de controle a
distância, de modo a possibilitar sua operação no CTR.

4. PROCESSAMENTO AUTOMATIZADO DE MENSAGENS


Manual de Campanha – C24-17. Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:
2001

4.1 Gerenciador Eletrônico de Mensagem


a. O Gerenciador Eletrônico de Mensagens é o programa destinado a
informatizar o processamento das mensagens num CM nos níveis grande unidade,
unidade e subunidade independente.
b. Este programa visa atender, em uma primeira fase, à implantação do
Processamento Automático de Mensagens Operacionais (PAMO), a ser regulado na 2ª
parte do presente manual.
c. Futuras atualizações do GEM não invalidam os aspectos tratados no
presente documento. Conforme citado no parágrafo anterior, o funcionamento do
PAMO está ligado à implantação do Centro de Controle de Sistemas (CCS) e o

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................137/142)


desenvolvimento da estrutura de comunicações e informática que atenderá aos
sistemas operacionais do escalão considerado.

5. CAMUFLAGEM DAS INSTALAÇÕES EM CAMPANHA


Manual de Campanha – C5-40. Camuflagem, Princípios Fundamentais e Camuflagem
de Campanha. 3ª Ed. Brasília: 2004

5.1 Os Princípios de Camuflagem


A camuflagem só pode ser bem sucedida quando atende a três requisitos
básicos, que constituem os seus princípios fundamentais, a saber: a escolha da
posição, a disciplina de camuflagem e a construção da camuflagem.
a. Escolha da posição
(1) Posição - é a relação entre a pessoa ou o objeto e o meio que os
circunda. Para a correta escolha de uma posição, deve-se atender aos seguintes
requisitos:
(a) permitir o cumprimento da missão - condição básica para o sucesso de um
combate;
(b) ser de fácil acesso - facilitando o deslocamento da tropa para a posição,
sem chamar a atenção do inimigo; deve-se ter um cuidado especial quanto aos rastros
deixados; pois esses facilitam ao inimigo, a observação e a identificação das posições;
(c) ser desenfiada - para evitar ou impedir a observação por parte do
inimigo; e
(d) ser de fácil ocupação - para a tomada do dispositivo, de modo que a tropa
possa entrar em ação o mais rápido possível, guardando as distâncias que
proporcionarão proteção dos fogos inimigos.
(2) Deve ser escolhida de tal forma que exija o mínimo de alterações no
terreno, aproveitando as cobertas naturais e os locais desenfiados. A escolha da
posição não deverá prejudicar o cumprimento da missão. Ao se escolher uma posição,
deve-se procurar um fundo que absorva a visibilidade dos elementos da posição. A
aparência do meio ambiente não deve ser alterada pela presença de indivíduos ou
equipamentos. O terreno pode receber, com facilidade, uma instalação adequadamente
distribuída. Os pontos característicos isolados, como árvores, cercas ou casas, devem
ser evitados, porque atraem a atenção do observador. Pela utilização correta do meio
ambiente, pode-se alcançar completa camuflagem contra a detecção visual ou
fotográfica, sem qualquer necessidade de construção. Nos terrenos dotados de
cobertura natural intensa, a tarefa é muito simplificada. Pelo aproveitamento das
irregularidades do terreno, mesmo que a cobertura natural seja rarefeita, pode-se obter
completa dissimulação, com o auxílio das construções de camuflagem.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................138/142)


b. Disciplina de camuflagem
(1) À luz do dia - A disciplina de camuflagem compreende o cuidado em evitar
atividades que alterem a aparência de uma área ou revelem ao inimigo objetivos
militares. Uma posição bem camuflada só oferece segurança, se sua manutenção for
cuidadosamente atendida. A camuflagem não poderá inspirar confiança, quando
pegadas e trilhas óbvias apontem para a posição ou quando são evidentes, nas
vizinhanças, os sinais de ocupação. Os elementos que mais comumente revelam uma
posição camuflada, ou se constituem em evidência de atividades militares numa área,
são os sulcos produzidos pelas viaturas, os objetos abandonados e a terra oriunda das
escavações. Por isso as estradas carroçáveis, trilhas, estradas ou caminhos naturais
no terreno devem ser aprovei-tados. Os caminhos expostos não devem terminar na
posição, mas prolongados para algum outro local que justifiquem sua existência. Se for
praticável, os sulcos expostos devem ser camuflados com vegetação, cobertos com
material conveni-ente ou ainda pelo plantio de vegetação local sobre eles. Os detritos e
a terra escavada devem ser dispostos de modo a confundir-se com o terreno
adjacente.
(2) À noite - A camuflagem, à noite, é menos necessária do que à luz do dia.
Entretanto, o inimigo pode tirar vantagens da escuridão e se aproximar mais facilmente,
se lhe forem proporcionadas pistas que o guiem. Nesses casos a disciplina de
camuflagem, visando não atrair a atenção do observador, torna-se duplamente
importante. As fotos aéreas tomadas à noite com o auxílio de dispositivos luminosos
lançados dos aviões podem revelar quebras de disciplina de camuflagem que são mais
fáceis de ocorrer à noite. A propagação do som parece ampliada; a conversa entre
pessoas, mesmo em voz baixa, deve ser reduzida ao mínimo. A parte mais importante
da disciplina de camuflagem à noite é a disciplina de luzes. As luzes indispensáveis ao
trabalho devem ter sua propagação limitada, sendo usadas, em princípio, em
ambientes fechados, tais como: barracas e abrigos cobertos à prova de luzes. Nas
noites mais escuras, a visão humana se adapta à falta de luz em cerca de 30 minutos.
Cada vez que se acende um fósforo ou lanterna, tem início, novamente, o processo de
adaptação da visão. É proibido fumar à noite em áreas muito próximas do inimigo.
(3) Som - O som pode ser reduzido pela adoção de medidas de precaução. O
emprego de sinalização manual ou de sinais diversos deve ser adotado. O
equipamento individual deve ser calcado e ajustado, para evitar que se constitua numa
fonte de ruídos. A carga e a descarga de viaturas devem ser executadas em silêncio.
Para evitar que o inimigo possa localizar as posições de artilharia, deve ser feito uso de
posições falsas, dotadas de simuladores de clarão e de som.
(4) Calor - A utilização de sensores termais faz com que o corpo humano e os
equipamentos produtores de calor sejam identificados com certa facilidade. Para
reduzir a possibilidade de identificação das tropas, devem-se cobrir as partes quentes
dos equipamentos com coberturas refletoras de calor. Os militares, sempre que
possível, devem ficar sob barracas que os impeçam de serem detectados por sensores
termais.

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c. Construção de camuflagem
A construção de camuflagem deve ser empregada sempre que a posição
necessitar de meios adicionais para sua camuflagem. Ela compreende o emprego de
materiais naturais e artificiais. Os naturais são encontrados na própria região; e os
artificiais são tintas, telas, tecidos, redes, etc, os quais cooperam para que o pessoal e
o equipamento se harmonizem com a aparência do terreno circunvizinho em forma e
cor. Entretanto, o uso de vegetação nessas atividades possui a desvantagem de
necessitar ser constantemente substituída.
Os materiais artificiais devem ser preparados de tal forma que se harmonizem
com o terreno adjacente e resistam às condições climáticas locais. As mudanças
oriundas das condições climáticas exigem alterações gradativas na cor e na qualidade
do material empregado.

5.2 Os Processos de Camuflagem


a. Mascaramento – Consiste em ocultar completamente um objeto e utilizando
uma cortina ou máscara, que pode ser ou não facilmente identificada.
b. Dissimulação – Consiste na colocação de materiais de camuflagem acima,
ao lado ou em torno do objeto, alterando-lhe a forma e a sombra, de modo a dar a
impressão de que o objeto camuflado é parte integrante do meio. O objetivo da
dissimulação é evitar a detecção do objeto, pela alteração da sua aparência normal.
Como as construções humanas têm, normalmente, formas geométricas, elas
apresentam contornos, formas regulares e sombras facilmente identificáveis, cuja
configuração contrasta com a do terreno. A dissimulação torna-se necessária para
restaurar ou simular a aparência normal do terreno, após a instalação da posição. Não
se deve confundir o processo de camuflagem dissimulação com a dissimulação tática,
que é o conjunto de medidas e ações que procuram iludir o inimigo a respeito de
determinada situação e/ou planos táticos com o propósito de conduzi-lo a reagir de
modo vantajoso para nossa manobra.
c. Simulação – Consiste em obter a camuflagem de objetos ou atividades
militares, de tal modo que elas pareçam ser o que não são. Com a simulação, o inimigo
obterá informações errôneas a respeito de nosso poder de fogo, intenções, localização,
etc. Os falsos objetos empregados nesse processo são chamados de simulacros.
Existem muitos simulacros de uso em campanha com a aparência de viaturas, peças
de artilharia, etc. Se não houver disponibilidade desses simulacros pré-fabricados, as
unidades podem improvisar outros.

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................140/142)


REFERÊNCIAS

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www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalPaginaEspecial.do?codItemCanal=1216>.

- CPLUS.ORG Radio Mobile Program Freeware. Disponível em: < http://www.cplus.org/


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- Dealer’s Manual – YAESU SYSTEM 600. JAPAN: 1996

- Guia do estudante – Operações do MPR-9600. EUA: 2012

- Guia do estudante – Operações do RF-7800V-HH. EUA: 2012

- GUIAFOCA.ORG. Guia Foca GNU/Linux Completo. Disponível em: <http://www.


guiafoca.org/cgs/ /guia/iniciante/index.html>.

- Manual de Campanha – C11-1.Emprego das Comunicações. 2ª Ed. Brasília: 1997

- Manual de Campanha – C24-16.Documentos de Comunicações. 1ª Ed. Brasília: 1995

- Manual de Campanha – C24-17.Centro de Comunicações - 1ª Parte. 2ª Ed. Brasília:


2001

- Manual de Campanha – C24-18. Emprego do Rádio em Campanha. 4ª Ed. Brasília:


1997

- Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 1ª Parte – Construção. 2ª


Ed. Brasília: 1977

- Manual de Campanha – C24-20. Comunicações Por Fio – 2ª Parte – Material. 1ª Ed.


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- Manual de Campanha – C24-75. Exploração em telefonia. 2ª Ed. Brasília: 1979

- Manual de Campanha – C24-9. Exploração em Radiotelefonia. 3ª Ed. Brasília: 1995

- Manual de Campanha – C5-40. Camuflagem, Princípios Fundamentais e Camuflagem


de Campanha. 3ª Ed. Brasília: 2004

- NBR 14565:2013. Agência Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: 2013

- NBR 16264:2014. Agência Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro: 2014

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- Normas Administrativas Relativas à Manutenção – NARMNT. 1ª Ed. Brasília: 2002

- User’s Guide – MOBEXCOM P25 DIGITAL VEHICULAR REPEATER. CANADA: 2011

(Coletânea de Técnicas Militares................…............….…….…………............................142/142)