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ANTIDEPRESSIVOS podem causar dependéncia? SEM RECEITA, Saiba NAO! quando os Entenda os ANALGESICOS perigos da sao realmente automedicagao necessarios A VERDADE SOBRE ANSIOLITICOS Veja como remédios para combater a ansiedade mexem com o cérebro e seus riscos para a satide Cadé 0 Jornaleiro, gente?! Acesse nosso Canal no Telegram: 9° Acesse nosso Telegram: ejornaiserevista| A acao dos medicamentos Considerado quando o assun! no cerebro uma das estruturas mais complexas do Universo, o cérebro precisa de atengao especial to € medicagdo, Nesta edi¢do de SEGREDOS DA MENTE ~ CEREBRO E DOR, vamos explicar 0 funcionamento do érgao e como os remédios atuam nele. Vocé também poderd conferir detathes sobre os ansioliticos e os 0 transtorno do efeitos deles no organismo, bem como descobrir os compostos presentes nos farmacos para déficit de atengao com hiperatividade (TDAH), bipolaridade, autismo, enxaquecas e outros. Trataremos ainda de questées como os perigos da automedicacdo e o tratamento com cannabis. Essas € outras informacées te esperam nas préximas paginas. Vamos La? Boa leitura! Aredagao K 4 6 8 PC Ansioliticos Receita Mitos e : 6rgao Aliados perigosa verdades i aon importantes contra Automedicar-se As verdades i omoes a ansiedade ea pode ter ementiras i er irome do panico —_consequéncias sobre os : atuamno graves. medicamentos i ered Entenda! ? o i SEGREDOS — wreictitmocneroe uncon % DA MENTE SRS S Ee wire eeriotecentennn LEMERG ho astral {op En DAB a i iP i dpi rn a en {Shas carcasses en oD Ane cons IR im os ne NER 5M oS MARE ni ABEL = Sila eee a 2de8 Acesse nosso Telegram: ejornaiserevista| Por dentro do cerebro Conheca as principais partes do érgdo e suas fungoes, e entenda como os medicamentos atuam nele compreensio exata sobre o fun- cionamento de todos os processos ddo cérebro ainda € um mistério. Contudo, a ciéncia jé desvendou informagies importantesa respeito do Grgio e os avangos aleangados nos permitem entender boa parte das atividades cerebrais. Deacordo com oneurologista Bruno Funchal, 6 cérebro é dividido em seis regides, cada uma delas responsavel por fangGes especificas especialista explica que o lobo frontal, por cexemplo, é rea responsivel por estimulos que nos liferem do restante dos animais, como a cognigio, a consciéncia e a linguagem, além da atividade motora. O lobo temporal, por sua vez, esté relacionado prineipalmente a meméria, parte da compreensio da linguagem ¢ 4 audigio. “O lobo parietal é responsével pela nossa percepcio dos estimulos dos ambientes, como tato, dor € temperatura, € no lobo occipital, eneontram-se neur6nios responsiveis pela recepeio e processa~ mento dos estimulos visuais, por iso, também & conhecido como cértex visual’, desereve Funchal. cerebelo e 0 tronco cerebral sio estruturas aque ficam logo abaixo do eérebro e que atuam associadas a ele. “O cerebelo é responsivel pela coortenagio erealizacio de movimentos finos. No troneo cerebral, esto fungoes vita fundamentais, ‘como ritmo respiratério e batim centre muitas outras’,afirma o especialsta Funchal explica ainda o caminho que os medicamentos percorrem até chegar ao cérebro atuam no érgio. Confira tudo isso no fico a0 lado! 10s cardiacos, ‘CONSULTORIA Bruno Funchal, neurologsta de Hospltat Sante Paulo 3de8 Prt (Os medicamentos sdo transportados até 0 6rgdo através da corrente eet Pe ue ue Roy rece Sree aed sanguineos do sistema nervoso central. (0s farmacos atuam na modulagao das atividades dos neurdnios ede Pe te ee eee ent A partir dai, conseguem controlar, inibir ou acelerar as Funes cerebrais necessérias para amenigar os sintomas ou perturbacdes decorrentes de Cent cstes 8 Acesse nosso Telegram: ejornaiserevista| Inibidores da ansiedade Conheca as propriedadese ~ os riscos dos ansioliticos, um ’ dos tipos de farmacos mais 4 consumidos do planeta xe a, puis ES y re 2 5 “cé pode achar que no conhece asansioliticos, mas esse grupo de me- camentos esta muito presente na vida de boa parte da populacio: 0 clonazepam, 0 © Aliado contra diazepam ¢ 0 alprazolam sio algut = aansiedade dos remédios mais consumidas no Para controlar ossinto- mundo. A popularidade, no entanto, mas de transtornos como aansiedade, os ansioliti- cos atuam diretamente no cérebro, estimulando ‘mecanismos que inibem 0 estado de tensio. Quando determinadas éreas do rgao esto funcionando de forma muito acelerada, devido ao estresse do dina dia oua fatores mais gra- ves, 0 paciente apresenta sintomas de ansiedade, faz com que esses frmacos sejam usados para fins impréprios ou sejam consumiclos excessivamente, 0 que pode ser muito arriscado. ‘Os benzodiazepinicos sio uma das classes de ansioliticos mais famosas. A clapertencem os medicamentos citados anteriormente. Como possuem efeito calmante no organismo, podem ser utilizadosno tratamento dainsOnia ede ataques epléticos, mas, principalmente, daansiedade. “Os benzodiazepinicos io indicados no tratamento agudo do aque podem comprometer transtorno de ansiedade e sindrome suas atividades dirias ou do pinico”, afirma o neurologista seu sono. Na contramao desse ritmo frenético, os an- sioliticos sto os responsi- veis porinibiraatividade exagerada do cérebro. “Biles fazem com que 0 individvo tenha maior ea- Bruno Funchal. “Geralmente, sio associados a outras medicagBes com feito de longo prazo, como antide- pressivos, ¢ 4 psicoterapia, e devem ser orientados e supervisionados pelo neurologista ou psiquiatra responsi- vel”, completa. 4des8 © Telegram: ajoraisereistas Para controlar os sintomas de transtornos como a ansiedade, os ansioliticos atuam diretamente no cérebro, estimulando mecanismos que inibem 0 estado de tensdo. Todo cuidado é pouco Apesar de eficazes, esses medicamentos ever ser consumidos com cuidado e somente com a prescricio e orientago de um profis- sional. Isso porque sio altamente propensosa causarem dependéncia no paciente. “No caso dos benzodiazepinicos, o principal eimediato risco € relacionado 20 efeito depressor do nervoso central, que pode levar A ia excessiva. A longo prazo, existe 6 risco de dependéncia fisica e emocional, que geralmente esté relacionada & dose e 20 tempo de uso, e deve ser monitorada pelo médico”, aponta Funchal. Porisso, antes de comegara tomar qualquer remédio, consulte um especialista para saber se o uso de ansioliticos € realmente nec sirio no seu caso. Além das complicagd descritas anteriormente, a associacio desses firmacos com outras substincias pode ter cconsequincias graves, “As precaucées incluem 6 nao consumo de bebidas aledolicas ou de qualquer outra substdncia que possa exercer efeitos desestimulantes e depressores sobre 0 sistema nervoso central. A depressio eausada pelo dlcoo! mais provocada pelo ansiolitico podem levar 0 paciente até a um quadro de parada respiratoria”, adverte Chaves. nage pap states CONSULTORIAS Brno Funchal, neolagta de Howl Sona Poe Moree Plo Padua Lames, plato Renato Andrade Chaves, neurocurpioespeaistoem cerebro ecaluna pacidade de dormir ou controlar a ansiedade, poisagem diminaindo yulsos nervosos: docérebro, tornando-o mais lento, estimu- lando o neurotrai missor GABA CSCS Ud 0s antidepressivos sdo outra classe de medicamento muito utiligada no tratamento de transtomas da mente, mais especificamente da depressdo e da ansiedade. Mas voce sabe como eles atuam no cérebro? “Agem principalmente na serotonina, noradrenalina Cee ee ee ee Ce a ee eer ey psiquiatra Marcel Fuluio Padula Lamas. 0 especialista ainda destaca que esses Pee et et een eet eee tetera Cee eee ute ek eee ‘geral ndo geram dependéncia ou tolerdncia. Existem até mesmo pardmetros que podem ser utiligados para tentar redugir a medicagao antidepressiva e até possivelmente De ee eee ene ee et ido gama-aminobutitico), responsdvel por ini- bir a frequéncia dos neurdnios” explica 0 neurocirurgiio Renato Andrade Chaves. 5 de8 Nada saudauel Pratica recorrente entre a populacdo brasileira, a automedicagdo pode trager consequéncias _ graves a satide ‘Mesmo com as diversas informagoes disponiveis hojeem dia arespeito dos mais variados temas, alguns errosainda sto diff- ceis de superar. Na sade, um dos principais 6a automedicagio. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pés-Graduac2o para Profissionais do Mercado Farmacéutico (ICTQ) no segundo semestre de 2018 revelou que cerca de 79% da popuilagao brasileira com mais de 16 anos pratica a automedicagio. Enquanto isso, um relatério divulgado pela Organizagio das Nagbes Unidas (ONU) emabril deste ano aponta que essa pritica poder matarem torno de 10 milhdes de pessoas por ano até 2050. “A automedicagao é um problema antigo ¢ ccultural, cada vex mais comum e, muitas vezes, banalizado”, afirma a neurologista Amanda Ba- tista Machado. Segundo a especialista, o habito cde buscar indieagdes de remédios com parentes e conhecidos sem consultar um médico & um dos ‘comportamentos mais nocivos. “Com frequéncia, ‘ouvimos historias de pessoas que acabaram tomando um remédio porque fez bem para um amigo, para ‘um vizinho ou conhecidlo, mas o mesmo remédio pode ocasionar efeitos colaterais inesperados em organismos diferentes”, alerta. 6de8 Atitude perigosa Recorrer i automedicacao pode ter cfeitos diversos paraa saide. Da depen- déncia 3 imtoxicagio, o individuo que ingere um remédio sem saber a dosagem € 0 tipo de fiérmaco adequado ao seu caso se expe de forma voluntéria a riscos que podem ser fatais. “F encarado como um problema de satide piblica e pode ter impacto negativo para a satide de varias formas, aumentando 0 risco de vicio e de efeitos adversos graves. A automedicagZo € ainda mais perigosa em relagio a0 consumo de medicagbes controladas, que devem obedecer a uma prescricio precisa, como antibisticos, sedativos € analgésicos derivados de opiaceos”, pontua Amanda. E para quem acha que aproveitar os medicamentos que ja tem em casa nao apresenta riscos, pense de novo: além de correr 0 risco de o medicamento estar vencido e nao surtir efeito no tratamento, voce pode piorar ou ¢s- conder alguma complicagio mais grave. “Muitas vezes, as pessoas acabam utili- zando uma sobra de outro tratamento prescrito para outra situago, podendo ‘mascarar uma infece3o mais grave € 7de8 atrasar o tratamento adequado”,afirma aneurologista Preservando asatide de todos Além do risco de intoxicagio, depen- déncia quimica e outros, a automnedicagio ainda tem sido apontada como uma das ccuusispara osurgimento de superbactérias Isso porque medicamentos ingeridos em doses clevadas e sem obedecer ao tempo adequodo entre cada uma delascontribuem, para tornar essesmicrorganismos nocivos mais resistentes aos remédios. Com isso, so necessrias doses cada vez mais alas para climinar 0 agente infeccioso do rganismo, tornando o tratamento mais agressivo & saide do paciente. Conforme explica Amanda, a prin cipal medida para evitar esses e outros problemas é, portanto, abandonar a au- tomedicagio. “Em suma, 0 ideal é fazer uso de medicamentos com as devidas orientagoes e recomendagdes médicas, tanto em relagio aos medicamentos.con- trolados, como também em relacio aos remédios mais habituais e de ficil acesso, sem prescrigio. A automedicagio pode trazer dano 3 satide em curto, médio € longo prazo”, completa. Perry ees pecre rc i eee Cee ed Aerator) Peer ees Careers alguns dete: Pere eet Cea Baers onennt eae Berar te eer ten eed Peed ores ‘CONSULTORIA Amando Batista ‘Machado, neuologste do Hospital NC errr ey &. Telegram: ejornaiserevista| Acabe com as duvidas Alguns mitos sobre 0 uso de remédios podem fager com que seu tratamento eatéasua satide sejam prejudicados 7 possivel encontrar informages aurespeito de qualquer remédio etratamento disponiveis hoje com uma simples busca na internet. Porém, nem todos ‘sites ¢ fontes de pesquisa da rede so con- fidveis e, no mundo virtual ou real, ainda sio muito fortes alguns mitose erencas sobre 0 uso correto dos firmacos. seguir, vamos esclarecer algumas verdades e mentirassobre ‘0s medicamentos para te ajudar a se prevenir de possiveis acidentes. Pode-se ingerir medicamentos vencidos que estejam com a apa- réncia normal. Falso. Segundo o neurocirurgiio Felipe Saad, além dos riscos de consumir uma medicagio vencida, voc’ pode estar usando um produto que nfo vai fazer efeito, o que pode piorar seu quadzo de sate. “Com o uso de medicamentos vencidos, nio ha garantia de eficicia. Além disso, dependendo do medicamento, pode sofrer alguma metabolizagio que o transforme numa substancia potencialmente danosa”, alerta o especialista 8desg Medicamentos podem cau- sar dependéncia. Parcialmente verdade. De acordo com Saad, isso pode ocorrer, mas hi excecdes. “Sim, masnao todos. Os que slo classifiados como tarja preta slo os que possuem esse rsco e, por essa razio, tém sua prescrigio eliberagio controladas”, expliea Os fitoterdpicos tém, tos coueetic ke Mh Verdadeiro, “Sim, podem ter. Um possivel exemplo disso éa reacio alérgi- 2’, afirma o neurocirurgiio, Depend do tipo de medicamento, cada organismo pode reagir cle uma forma e os mais sensiveis a determinadas substincias podem apresentar reagdes, indesejadas aos firmacos. ular uma dose do remédio, bas- tadobrar a seguinte para garantir 0 mes- mo efe Falso. “Nio tomar uma dose do medicamento oca- siona a queda do nivel do medicamento no sangue e, durante aquee perio, a pessoa vaificar deseoberta de ‘sia ago, Tomar duas doses na proxima vers6 vai fizer ‘com que aja maior risco de efeitos colateris, reais indesejadas ou intoxicagio pela droga’, alerta Saad Tomar medicamentos em jejum nao prejudica o estémago. Parcialmente verdade. Segundo o neurocirurgito, isso vai depender do tipo de remédio. “Alguns devem ser tomados em jejum para promover sua melhor absorgdo € aglo. Outros nao devem ser ingeridos assim para evitar dores no estmago. O ideal é seguir a orientacio do seu médico”, orie ‘CONSULTORIA Felipe Sood, médiconeurociurpiéo do Centro Médico consulta Agut Cadé 0 Jornaleiro, gente?! Acesse nosso Canal no Telegram: