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Terapia

Comportamental
Dialética

Wilson Vieira Melo


Doutor em Psicologia (UFRGS / University of Virginia)

MÓDULO 1:
Diagnóstico do transtorno da personalidade
borderline

Terapia Comportamental Dialética 1


Critérios para transtorno
da personalidade
borderline
A. Um padrão invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais,
auto-imagem e afetos e acentuada impulsividade, que começa no início da
idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, como
indicado por cinco (ou mais) dos seguintes critérios:
1. Esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado.
Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5.
2. Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado
pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização.
3. Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem
ou do sentimento de self.
4. Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria
pessoa (por ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção
imprudente, comercompulsivamente).
Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5.

(APA, 2013)

Critérios para transtorno da personalidade


borderline (continuação)
5. Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de
comportamento automutilante.
6. Instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (por
ex., episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente
durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias).
7. Sentimentos crônicos de vazio.
8. Raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex.,
demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, lutas corporais
recorrentes).
9. Ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos
sintomas dissociativos.

(APA, 2013)

Terapia Comportamental Dialética 2


Epidemiologia do TPB

1,6% a 5,9% na população em geral


10% em pacientes ambulatoriais
 6% nos cuidados primários a saúde
20% em pacientes psiquiátricos internados
30-60% em populações clínicas com
transtornos de personalidade
70-75% tem histórico de pelo menos um
ato parasuicida
 75% são mulheres
 5-10% consumam o suicídio

(APA, 2013)

Fatores de risco e prognóstico

A maioria adquire estabilidade nos relacionamentos e


funcionamento vocacional entre os 30 e 50anos de idade.
Follow up de 10 anos demonstrou que cerca da metade dos
pacientes ambulatoriais deixam de fechar critérios para o
transtorno.
A prevalência do transtorno pode diminuir em populações
idosas
5 vezes mais comum entre parentes biológicos de primeiro
grau.
Há também um risco familiar para transtornos por uso de
substâncias, Tr. Pers. Antissocial, Transtornos Depressivos e
Bipolares.

(APA, 2013)

Terapia Comportamental Dialética 3