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ADRIANA F. DA SILVA VICENTE


ALESSANDRA APARECIDA JACOB
CAMILA APARECIDA DA SILVA LOPES
DANIELA DA SILVA BARROS
POLYANA C. GOMES DE CAMARGO SOUZA

Relações de trabalho no Brasil - Escravidão

Itapeva
2018
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ADRIANA F. DA SILVA VICENTE


ALESSANDRA APARECIDA JACOB
CAMILA APARECIDA DA SILVA LOPES
DANIELA DA SILVA BARROS
POLYANA C. GOMES DE CAMARGO SOUZA

Relações de trabalho no Brasil - Escravidão

Trabalho de produção textual em grupo,


apresentado à Universidade Norte do Paraná -
UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção
de média bimestral nas disciplinas de Formação
Social, Histórica e Politica no Brasil; Acumulação
Capitalista e Desigualdade Social; Fundamentos
Histórico, Teóricos e Metodológicos do Serviço
Social |; Estatísticas e Indicadores Sociais;
Seminário Temático.

Orientador: Prof: Juliana Lima Arruda, José Adir


Lins Machado, Rosane Ap. Belieiro Malvezzi,
Hallynne Rosseto, Paulo Sergio Aragão.

Itapeva
2018
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 03

2 DESENVOLVIMENTO.................................................................................. 04

3 CONCLUSÃO .............................................................................................. 07

REFERÊNCIAS .............................................................................................. 08
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1 INTRODUÇÃO

Este trabalho nos ajuda a compreender que o trabalho é um problema


global, que não afeta somente o Brasil, mas todos os países do mundo de uma
forma ou de outra.
Pois existe uma violação dos direitos humanos, que tem submetido
pessoas a condições degradantes de trabalho, levando outras ao
enriquecimento.
O objetivo é analisar as relações de trabalho no Brasil, investigando
acerca da escravidão e relacionando à ideia de trabalho análogo à escravidão
na atualidade, embora exista uma visibilidade marcante em relação a isso, não
temos uma resposta positiva para superar essa grave violação dos direitos no
país.
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2 DESENVOLVIMENTO

O conceito de trabalho pode ser definido como o conjunto de atividades


realizadas para alcançar um determinado objetivo e não se limitando ao
cumprimento de uma meta, o trabalho também é considerado um meio das
pessoas atingirem suas metas pessoais, sonhos, bem como adquirir e/ou
aperfeiçoar suas habilidades. Além desses aspectos, o trabalho contribui
fundamentalmente para ensinar o indivíduo conviver em sociedade respeitando
as diversidades.
Embora o trabalho apresente diversos benefícios para a sociedade, há
formas de trabalho degradantes e desumanas, por exemplo o trabalho escravo,
onde as pessoas são exploradas, trabalham alienadamente, muitas vezes não
sendo remuneradas pelo trabalho realizado, não possuem condições adequadas
de trabalho e a qualidade de vida é uma utopia para as pessoas que trabalham
nesse contexto. Além de ser um trabalho degradante, esse modelo de trabalho
reforça a discriminação, haja vista que a maioria dos escravizados são negros.
Contextualizando a escravidão no cenário brasileiro, que teve início na
primeira metade do século XVI com a produção de açúcar, onde mulheres e
homens negros eram trazidos pelos portugueses para serem usados como mão
de obra nos engenhos de açúcar do Nordeste, os comerciantes portugueses
vendiam os escravos como uma mercadoria, e os preços variavam, pois,
escravos mais jovens e mais saudáveis chegavam a valer quase o dobro em
relação aos mais velhos e fracos. O transporte era feito pelos navios negreiros,
que traziam os escravos amontoados, num ambiente completamente hostil, sem
higiene, sendo que muitos escravos morriam antes mesmo de chegar ao Brasil
e tinham seus corpos arremessados no mar. Os escravos eram expostos ao
trabalho exaustivo, trabalhavam de sol a sol, recebiam castigos físicos, sendo o
açoite o castigo físico mais comum na colônia brasileira, eram proibidos de
praticar seus rituais religiosos, pois eram obrigados a seguir o catolicismo
imposta pelos senhores de engenho.
O trabalho em condições análogas é uma violação dos direitos e garantias
fundamentais do trabalhador, que viola a dignidade da pessoa, sua liberdade,
intimidade, entre vários outros direitos e garantias que são vetados do
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trabalhador quando exposto a esse modelo de trabalho.


Pará, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraná, são os estados com o
maior índice de trabalho escravo. Dentre todos os citados, exceto São Paulo, o
trabalho é realizado em fazendas, madeireiras e estâncias de pecuárias
localizadas em regiões não urbanas.
As atuais políticas de combate são as políticas públicas, que são as ações
feitas pelo governo, com o objetivo de corrigir as desigualdades presente em
nossa sociedade, haja vista que todos têm o direito à dignidade, liberdade, mas
isso só será possível se houver uma parceria entre as empresas e o Estado,
pois, ambos têm papel essencial na erradicação do trabalho análogo.
A relação de trabalho e desemprego com a questão social, pode ser
claramente explicada como a consequência dos resquícios do período de
escravidão, posto que, desde aquela época as oportunidades eram muito
diferentes, pessoas com maior instrução, com uma classe social mais elevada
tinham as melhores oportunidades enquanto as pessoas com menos recursos
ficavam com os “restos”, e isso foi sendo arrastado até os dias de hoje. Pode-se
notar que mesmo depois de décadas da abolição, os negros ainda continuam
sendo a minoria nos cargos hierarquicamente mais altos, o número de negros
na universidade ainda é muito menor se comparado com o número de brancos,
o desemprego afeta drasticamente mais os negros e pobres, essa população
menos favorecida são as que mais se submetem a trabalhos degradantes pois
precisam suprir suas necessidades básicas, como, alimentação, saneamento
básico, vestimenta, educação, saúde e vendo que essas necessidades básicas
são imprescindíveis para a manutenção da vida, as pessoas muitas vezes
deixam de lado a importância do trabalho digno para a vida, para que seja
possível suprir todas essas necessidades.
Com o advindo das novas leis trabalhistas, diversos aspectos foram
modificados, onde o trabalho informal ganhou mais espaço, a terceirização
alcançou uma abrangência maior, as férias fracionadas são mais flexíveis,
possibilitando uma maior autonomia para o colaborador, o contrato intermitente
que assegura o trabalhador que pretende alternar por períodos de inatividade e
atividade, o processo de demissão foi modificado, onde o trabalhador pode optar
sacar 80% do FGTS com o acréscimo de multa, recebendo metade do aviso
prévio no caso de indenização. No entanto, o trabalhador deverá abrir mão do
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seguro-desemprego, sendo essa situação quando demissão sem justa causa.


Outro aspecto que foi modificado foi a rescisão contratual, que se inferior a doze
meses deveria ser feita através de sindicato, mas hoje, pode ser feita através da
própria empresa.
Embora essas mudanças trouxeram inúmeros benefícios para ambos,
haja vista que estreitou a relação entre empregado e empregador, trouxe uma
maior flexibilidade na relação de trabalho, o empregado está mais vulnerável e
depende mais da boa-fé do empregador, mesmo que haja leis que o assegurem
para ter os seus direitos resguardados.
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3 CONCLUSÃO

Através das pesquisas bibliográficas, foi possível perceber a forte relação


que o ser humano tem com o trabalho, que muito mais que um conjunto de
esforços para a produção ou para alcançar um objetivo, é uma ferramenta de
inserção do indivíduo na sociedade, onde ele aprenderá a conviver e a respeitar
os demais. Embora o Brasil tenha evoluído em relação à escravidão, ainda
sofremos fortes influências desse período em muitos âmbitos.
A qualidade de vida no trabalho é fundamental, e vai muito além de
simplesmente cumprir as leis que o Estado determina. É ter empatia com os
empregados, é olhar o colaborador como ser humano antes de olha-lo como um
profissional. É propiciar um ambiente agradável, seguro, remunerar o funcionário
pelo trabalho realizado, assegurando seus direitos à liberdade, dignidade,
intimidade e sob nenhuma hipótese viola-las, pois é um direito de todo cidadão.
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REFERÊNCIAS

ADMINISTRADORES. Trabalhos em condições análogas as de


escravo. Disponível em:
http://www.administradores.com.br/mobile/artigos/academico/trabalho-em-
condicoes-analogas-as-de-escravo/96532/. Acesso em: 03/05/2018

LFG. Novas leis trabalhistas, principais mudanças para o


trabalhador. Disponível em:
https://www.lfg.com.br/conteudos/artigos/geral/nova-lei-trabalhista-principais-
mudancas-para-o-trabalhador. Acesso em: 03/05/2018.
O que são políticas públicas? Disponível em:
https://www.todapolitica.com/politicas-publicas/. Acesso em: 03/05/2018
RIOS, Any Menezes de los. Trabalho em condições análogas às de
escravo uma realidade bem atual. Disponível em: http://www.ambito-
juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=18058&r
evista_caderno=25. Acesso em: 02/03/2018
SGNIFICADO. Significado de Trabalho. Disponível em:
https://www.significados.com.br/trabalho/. Acesso em: 03/05/2018.
Trabalho análogo ao de escravo: evolução histórica e normativa,
formas de combate e "lista suja". Disponível em:
http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,trabalho-analogo-ao-de-escravo-
evolucao-historica-e-normativa-formas-de-combate-e-lista-suja,589974.html.
Acesso em: 02/03/2018

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