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UFCD HIGIENIZAÇÃO DE ESPAÇOS

3520 E EQUIPAMENTOS
ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Índice

Introdução .................................................................................................................. 3

Âmbito do manual..................................................................................................... 3

Objetivos ................................................................................................................. 3

Conteúdos programáticos .......................................................................................... 3

Carga horária ........................................................................................................... 4

1.Higienização - materiais e utensílios ............................................................................ 5

1.1.Conceitos básicos de química de materiais............................................................. 6

1.2.Produtos básicos de limpeza............................................................................... 10

Desinfectantes Químicos.......................................................................................... 11

1.3.Utensílios básicos de higienização ....................................................................... 13

1.4.Utilização dos utensílios e produtos de limpeza .................................................... 19

2.Higienização de espaços .......................................................................................... 23

2.1.Regras de organização do serviço de higienização ................................................ 24

2.2.Técnicas específicas de higienização ................................................................... 28

2.2.1.Revestimentos ............................................................................................ 28

2.2.2.Móveis ....................................................................................................... 30

2.2.3.Tecidos ...................................................................................................... 31

2.3.Higienização ..................................................................................................... 36

2.3.1.Centros de cuidados humanos/similares ........................................................ 36

2.3.2.Lares.......................................................................................................... 37

2.3.3.Centros de dia ............................................................................................ 38

2.3.4.Domicílio .................................................................................................... 39

2.4.Higienização de espaços específicos .................................................................... 41

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2.4.1.Salas de convívio......................................................................................... 41

2.4.2.Quartos ...................................................................................................... 42

2.4.3.Unidades de saúde ...................................................................................... 45

2.4.4.Refeitórios .................................................................................................. 48

3.Equipamentos de higienização .................................................................................. 51

3.1.Livros de instruções e ficha técnica dos equipamentos .......................................... 51

3.2.Regras básicas de manutenção e limpeza de equipamento e utensílios .................. 51

3.3.Ficha de arranjos .............................................................................................. 51

Bibliografia ................................................................................................................ 70

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Introdução

Âmbito do manual

O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de curta
duração nº 3520 – Higienização de espaços e equipamentos, de acordo com o
Catálogo Nacional de Qualificações.

Objetivos

 Aplicar as técnicas básicas de higienização de materiais e utensílios.


 Organizar o serviço de higienização dos espaços, em contexto institucional e no
domicílio.
 Utilizar os principais tipos de equipamentos de higienização.

Conteúdos programáticos

 Higienização - materiais e utensílios


o Conceitos básicos de química de materiais
o Produtos básicos de limpeza
o Utensílios básicos de higienização
o Utilização dos utensílios e produtos de limpeza

 Higienização de espaços
o Regras de organização do serviço de higienização
o Técnicas específicas de higienização
 - Revestimentos

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 - Móveis
 - Tecidos
o Higienização
 - Centros de cuidados humanos/similares
 - Lares
 - Centros de dia
 - Domicílio
o Higienização de espaços específicos
 - Salas de convívio
 - Quartos
 - Unidades de saúde
 - Refeitórios
 Equipamentos de higienização
o Livros de instruções e ficha técnica dos equipamentos
o Regras básicas de manutenção e limpeza de equipamento e utensílios
o Ficha de arranjos

Carga horária

 50 horas

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1.Higienização - materiais e utensílios

1.1.Conceitos básicos de química de materiais


1.2.Produtos básicos de limpeza
1.3.Utensílios básicos de higienização
1.4.Utilização dos utensílios e produtos de limpeza

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1.1.Conceitos básicos de química de materiais

Se alguma “coisa” é descrita como limpa significa que está livre de pó e qualquer tipo de
sujidade.

Podemos dizer que a limpeza consiste na eliminação da sujidade, mas por vezes este termo
aplica-se a todo o processo, englobando também a desinfeção, especialmente das casas de
banho.

Uma vez que o objetivo da limpeza não é só remover a sujidade, pó, manchas ou marcas,
mas evitar que estas não se transfiram para outras superfícies, os métodos de limpeza
utilizados devem ser por sucção (aspirador), lavagem e utilização de produtos químicos,
evitando-se varrer ou escovar e a limpeza do pó a seco.

A sujidade é constituída por pó e detritos:


1. O pó são partículas soltas e secas do ar que assentam nas superfícies, e que se
acumulam em superfícies rugosas, cantos, etc.
2. Os detritos são uma mistura de pó e líquidos, porcarias e gorduras, que penetram
muitas vezes nas superfícies e que são de difícil remoção, particularmente em texturas
rugosas e absorventes.

A sujidade pode ser trazida para os edifícios do exterior ou produzida dentro do


estabelecimento e espalhada de uma área para a outra.

As fontes exteriores de sujidade incluem substâncias visíveis como a lama e terra seca, areia,
cimento em pó, assim como as mais difíceis de detetar como fumo e todos os poluentes
transportados pelo ar.

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A sujidade produzida internamente inclui substâncias desagradáveis produzidas no edifício


como o conteúdo de canos de esgoto, sangue, fluidos corporais, mucos provenientes da
tosse e espirros e cinzas de cigarro.

Também inclui produtos menos ofensivos como fibras soltas de roupa, partículas do desgaste
das carpetes ou tapetes e mínimas partículas de pele morta.

A sujidade pode ser transportada pelo ar através dos utentes dos edifícios ou pelo sistema
de ventilação. No caso dos utentes, particularmente pelos sapatos, mas também pelas mãos,
roupa, bagagem ou no cabelo.

A sujidade pode também ser transportada por roedores e insetos, assim como por métodos
de limpeza mal executados ou ineficazes, como varrer ou escovar.

O equipamento de limpeza que não for convenientemente lavado ou limpo poderá também
ser a causa da transferência da sujidade.

A sujidade pode ser removida através:


 Agentes de limpeza química dissolvidos em água, como detergentes e desinfetantes,
ou outros líquidos;
 Força (ar pressurizado ou água);
 Pressão mecânica (uso de máquina de esfregar);
 Fricção (almofadas abrasivas);
 Agitação (processo de lavandaria);
 Sucção (limpeza por sucção a seco ou húmido);
 Eletricidade estática (usando esfregão estático – swifer).

O método exato de limpeza depende do tipo e quantidade de sujidade existente e a superfície


em que se encontra depositada.

A limpeza melhora o aspeto das superfícies e das áreas através da remoção da sujidade
visível. As bactérias, seres microscópios não visíveis a olho nu, são removidas e eliminadas
ao mesmo tempo que limpamos.

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As técnicas de limpeza têm, portanto, que prestar especial cuidado na sua execução. O
objetivo da remoção da sujidade visível e da poeira é tão importante ou até menos que a
remoção e controlo de bactérias prejudiciais à saúde, quer dos utentes, quer dos
funcionários.

Geralmente o pó pode ser removido através de panos ou escovas ou por sucção, que será o
ideal para o remover sem este se alastrar. No entanto, quando a sujidade está muito
entranhada, estes métodos podem não ser o suficiente.

Aí teremos que a dissolver numa solução, que até poderá ser água, dependendo do tipo de
sujidade, no entanto, não é o melhor tipo de solvente ou agente líquido, uma vez que não
lava nem desinfeta.

Assim, os detergentes ou desinfetantes devem ser adicionados à água para auxiliar na


dissolução das substâncias desagradáveis.

Os detergentes são produtos químicos que, juntamente com água, de preferência quente,
ajudam à remoção de gorduras e sujidades, mas não destroem as bactérias.

Os desinfetantes são produtos químicos que eliminam a maioria das bactérias. No entanto,
este só será eficaz após uma boa limpeza inicial com um detergente.

Os desinfetantes químicos podem ser o método óbvio para matar as bactérias. No entanto
este produto só atua corretamente se mantido e usado corretamente.

A maioria das bactérias são mortas a temperaturas superiores a 70ºC-75ºC, pelo que toda a
roupa suscetível de conter bactérias deverá ser lavada a estas temperaturas, assim como as
loiças usadas.

É importante seguir as instruções das embalagens, prestando especial atenção à diluição e


às informações das fichas técnicas e das fichas de segurança.

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A diluição errada poderá danificar as superfícies, tornar necessária uma segunda


enxaguadela – repetir a limpeza com água - , ou tornar o agente ineficaz.

Deve-se seguir sempre as instruções do fabricante em relação a:


 Como guardar os produtos de limpeza,
 Como os deitar fora,
 Necessidade do uso de roupa protetora.

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1.2.Produtos básicos de limpeza

Agentes básicos de limpeza

Água

É o agente mais simples de limpeza, uma vez que ajuda a dissolver a maioria da sujidade.
No entanto, a água sem nenhum auxílio não penetra convenientemente numa superfície.

Se se acrescentar um agente como o detergente, a solução torna-se mais penetrante e como


tal limpa com maior eficácia.

A pressão da água é um poderoso método de limpeza, desalojando a sujidade e retirando-a


da superfície.

Sabão

O sabão é feito de gorduras naturais, como o óleo de palma, óleo de peixe ou outro animal
gordo, misturado com soda cáustica (uma poderosa substância química). Ele é produzido na
forma sólida, liquida, em lascas ou em pó.

O sabão misturado em água produz uma emulsão. Isto significa que pode dissolver a maioria
das gorduras ou óleos em partículas tão pequenas que se misturam com água e
desaparecem.

Para ter certeza que não ficam partículas de sujidade deve-se enxaguar mais que uma vez.

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Infelizmente uma mistura de sabão e água também produz uma espuma insolúvel. Os
componentes quer da água quer do sabão, aderem à superfície a ser limpa, tornando mais
difícil o enxaguamento.

Isto torna o sabão impróprio para a limpeza de certas superfícies (ex. Parede de veludo).

Desinfectantes Químicos

Os desinfetantes químicos são utilizados, frequentemente, para matar bactérias, sendo esta
ideia reforçada constantemente na publicidade.

Contudo, na maioria dos casos, os desinfetantes químicos não são necessários.

Se a superfície tiver sido limpa convenientemente, a maior parte das bactérias terão sido
removidas com a sujidade.

A prevenção passa por manter as superfícies secas, pois a humidade proporciona a


propagação das bactérias.

Para que este tipo de produto atue corretamente é necessário cumprir as seguintes regras:
 A água deve ser acrescentada de acordo com as indicações do produto.
 Os desinfetantes não devem ser misturados. A mistura provocará reação química ou
libertação de gazes tóxicos e os produtos perderão a sua eficácia.
 Nenhum desinfetante é eficaz para todo o tipo de bactérias, pelo que este deve ser
escolhido mediante o tipo de bactéria a matar.
 As soluções desinfetantes só devem ser preparadas quando necessárias, pois perdem
a eficácia se forem guardadas algum tempo.
 Primeiro, as superfícies devem ser limpas.
 Alguns desinfetantes podem perder eficácia em certos tipos de plásticos, cortiça ou
outro tipo de material. Siga as instruções.

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Detergentes sintéticos

Estes são feitos a partir da combinação de diferentes químicos. O detergente liberta a


sujidade, mas pode não evitar a necessidade de esfregar. Os detergentes não formam
espuma quando adicionados à água.

Existe um variado leque de opções provenientes de diversas combinações de químicos


específicos para determinados tipos de utilização, como:
 Detergentes neutros – São utilizados mais para a limpeza do pó e outras tarefas
similares, por norma são multiusos;
 Detergentes alcalinos – São utilizados em superfícies difíceis, em tarefas
especializadas, uma vez que são detergentes desengordurantes. Alguns destes
produtos são abrasivos, pelo que devem ser usados de acordo com as especificações
do fabricante.
 Agentes ácidos – Estes são usados para limpar casas de banho para remover nódoas
causadas por depósito de cal. Uma vez que são ácidos fortes, devem ser utilizados
de acordo com as especificações do fabricante e respeitando as normas de segurança.

Outros agentes de limpeza:

Agentes compostos de solventes

São uma solução de um líquido, por exemplo água, agentes líquidos e outros aditivos. Estes
agentes são usados para a remoção de cera de madeiras, limpeza a seco e remoção de
nódoas.

Agentes abrasivos

Também designados por agentes erosivos, são muito usados para a limpeza de acessórios
sanitários em loiça ou superfícies esmaltadas. Este tipo de agente não é aconselhado para
superfícies que se risquem com facilidades.

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1.3.Utensílios básicos de higienização

Roupa para limpeza

A roupa tem muitas utilizações entre elas lavar, limpar e polir. Poderão ser também
substituídas por esponjas.

A roupa a utilizar na limpeza deve ser:


 Absorvente, para que possa colher a sujidade com eficácia;
 Suaves, para que não risquem as superfícies Lisas para não deixarem borbotos ao
limpar;
 Descartáveis ou capazes de serem cuidadosamente limpas depois de usadas.

O algodão ou a esponja é indicada para a maioria das superfícies e a camurça (genuína ou


falsificada) para os vidros.

As roupas descartáveis por razões de segurança são uma boa alternativa.

Alguns estabelecimentos têm um código de cores para os tecidos a usar na limpeza, por
exemplo os tecidos de cor vermelha para a casa de banho, os verdes para o uso de vária
ordem, os amarelos para a zona de contacto com alimentos.

Os tecidos descartáveis são concebidos para terem uma vida curta, no entanto, podem serem
utilizados mais do que uma vez.

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Os papéis, frequentemente apresentados num rolo de papel, não podem nem devem ser
usados mais do que uma vez.

Os panos amarelos ou axadrezados não são recomendáveis para a limpeza húmida, uma vez
que tem tendência a manchar, nem para a limpeza a seco, uma vez que espalha o pó.

Os panos de limpeza, de reduzido custo unitário, mas de apreciável valor considerados na


totalidade, deverão ser entregues ao pessoal contra a devolução de igual número de panos
sujos da mesma natureza, exceto, como é evidente, no caso dos panos descartáveis.

Vassouras

A cada empregada deverá ser distribuído um determinado número de vassouras de diversos


tamanhos e feitios, consoante a natureza dos trabalhos a que se destinam.

As vassouras são usadas na recolha do pó e pequenas partículas de sujidade do chão ou


paredes.

A parte das vassouras com que se varre, ou seja a zona que entra em contacto com a
sujidade e que se localiza no final do cabo, pode ser feita de nylon, acrílico ou poliéster.

Estas são mais apropriadas, pois produzem eletricidade estática, que atrai as partículas secas.

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As vassouras têm essas zonas de forma alongada e horizontal que são puxadas de encontro
a quem varre, sem serem levantadas do chão.

Têm de ser articuláveis para melhor limparem à volta das mobílias.

Escovas

Este utensílio é útil para varrer pátios, escadas exteriores, caminhos onde o pó que elas
fazem levantar não se aloja no mobiliário ou noutras superfícies.

As escovas têm cerdas longas quando se destinam à limpeza de caminhos no jardim e outras
superfícies mais difíceis do exterior ou cerdas mais suaves, apropriadas para texturas mais
suaves, como escadas de exterior.

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Existem escovas desenhadas especialmente para a limpeza de sanitas. Muitos modelos têm
cabo em plástico, cerdas em nylon e um suporte, fechado ou não.

Para evitar o risco de propagação das bactérias, estas escovas devem ser usadas e em
seguida guardadas em local apropriado, depois de lavadas e secas.

Esfregonas e baldes

Existem 3 tipos básicos de esfregonas para lavar o chão:


1. Pequenas, também conhecidas por “lava tudo”;
2. Grandes, que podem ser separadas do cabo e enviadas para a lavandaria para
serem lavadas;
3. Esponjas, normalmente com um balde e com um dispositivo para se espremer o
excesso da solução detergente ou água para enxaguar.

Um balde é necessário para as esfregonas pequenas e grandes. Estas tem um rolo para
espremer e que pode ser uma prensa, um rolo ou simplesmente um cano.

Estes podem ser feitos de muitos materiais, desde o plástico à fibra de vidro, e alguns têm
rodinhas para poderem ser transportados facilmente e, proteções para não estragarem as
paredes e marcações para ajudar na medição das soluções de limpeza.

É aconselhável o uso de dois baldes durante a limpeza para que se esprema a água suja para
um balde e se molhe de novo a esfregona no outro.

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O uso de um só balde implica que a mistura com o detergente deva ser mudada com maior
frequência.

As esfregonas que não possam ser retiradas para serem lavadas são um reservatório para
as bactérias e germes que inevitavelmente irão ser redistribuídas pelo chão de novo, logo
devem ser evitadas ou substituídas com muita frequência.

Mopas

As mopas são utilizados na recolha do pó e pequenas particulas de sujidade do chão e


paredes.

As vassouras são utilizadas para limpeza do exterior, enquanto que as mopas são utilizadas
no interior dos estabelecimentos, pois não permitem que o pó se levante.

A parte das mopas que varrem, ou seja a zona que entra em contacto com a sujidade e que
se localiza no final do cabo, pode ser feita de nylon, acrílico ou poliéster.

As mopas tem uma forma alongada e horizontal e não devem ser levantadas do chão. Devem
ser articuladas para uma melhor limpeza em volta das mobilias, sofas, etc.

As mopas devem ser lavadas todos os dias. Podem ser lavadas e secas na máquina e devem
ser devidamente arrumadas.

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Lava e Limpa Vidros

Em termos profissionais, a limpeza de vidros é uma tarefa muito importante e que, sem os
acessórios apropriados, poderá demorar bastante tempo. Assim, para facilitar este serviço
usam-se esponjas próprias para lavar os vidros, sem largar pêlos.

Por norma são constituídos por cabos extensíveis para assegurar a limpeza de vidros altos e
de grandes dimensões, por uma mopa de limpeza composta por microfibras, um abrasivo
lateral para remover sujidade mais difícil e uma borracha de boa qualidade de remoção de
líquidos.

Estas esponjas são ensopadas em soluções específicas para limpar e desengordurar cristais,
e depois friccionadas pelos vidros, libertando espuma.

Para terminar a tarefa, esta espuma é recolhida pelo limpa vidros, um acessório com
configuração semelhante ao anterior, mas que termina com uma borracha específica para
recolher solução que a esponja espalhou.

As partes laváveis podem ser colocadas a lavar e a secar na máquina. As que não se podem
lavar na máquina, devem ser lavadas com água corrente e com um pano para retirar o
excesso de água.

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1.4.Utilização dos utensílios e produtos de limpeza

Conservação

Os tecidos descartáveis para limpeza devem ser colocados num saco de lixo depois de
usados. Não se deverá repetir o seu uso, pois não são feitos para este tipo de uso e começam
a desfazer-se.

Os tecidos de limpeza de algodão ou esponja devem ser lavados numa solução de detergente
neutro, enxaguados em água abundante e postos de seguida a secar.

Os tecidos de camurça são vulgarmente enxaguados em água (fria ou levemente tépida) e


postos a secar.

As bases das vassouras que podem ser retiradas para serem lavadas geralmente são
esterilizadas na lavandaria onde se atingem temperaturas suficientes para isso.

Outras podem ser lavadas em água muito quente e numa solução de detergente neutro,
enxaguadas em água abundante e postas a secar em seguida.

As escovas estáticas são lavadas da mesma maneira.

As escovas são lavadas em água tépida e num detergente neutro e depois de enxaguadas
deixam-se secar, tendo sempre o cuidado de não as colocar na sua base, pois podem ficar
sem forma.

Os baldes e as pás devem ser lavados depois de usados, virados para baixo para que sequem
completamente.

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Armazenamento

Os produtos de limpeza e desinfeção são produtos químicos e, consequentemente, contêm


substâncias tóxicas.

Por esta razão, o seu armazenamento requer determinados cuidados:


 Devem estar fisicamente separados dos outros, isto é, em armários fechados ou de
preferência em secções separadas;
 Devem ser conservados nas suas embalagens de origem. É interdita a utilização de
embalagens de outro tipo de produtos para armazenar produtos de limpeza e vice-
versa;
 Devem possuir rótulos bem visíveis, para que se possa perceber de imediato qual o
conteúdo da embalagem;
 Devem ser armazenados de acordo com a indicação da rotulagem, caso exista essa
indicação.

Manipulação

Tal como na armazenagem, também a manipulação de produtos químicos exige cuidados


especiais:
 Deve utilizar-se vestuário adequado e exclusivo para as tarefas da limpeza;
 Devem utilizar-se os produtos apenas para o fim a que se destinam;
 Deve-se cumprir, obrigatoriamente, todas as indicações da rotulagem – é obrigatório
ler cuidadosamente as indicações antes da sua utilização e, em caso de dúvida, deve-
se contactar-se o fornecedor do produto;
 Deve-se verificar qual a dosagem correta pois a mais é desperdício e a menos não é
eficaz;
 Não deve haver mistura de produtos – algumas misturas dão origem à libertação de
gases tóxicos;
 Durante a execução das tarefas de limpeza está interdito o contacto com as mãos
nos olhos e na boca.

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Equipamento de proteção

Os profissionais que são responsáveis pela limpeza e desinfeção das instalações, devem estar
protegidos durante a execução das suas atividades pelos equipamentos de proteção
individual, que constam no quadro seguinte:

Salienta-se, que as luvas constituem uma barreira de defesa eficaz no contacto com os
produtos de limpeza, em especial nos contactos prolongados com os desinfetantes,
detergentes com ação corrosiva, decapantes, cera ou outro produto químico que possa
potencialmente causar dano ao seu utilizador, pelo que é fundamental respeitar a sua
utilização.

Assim, é indispensável a utilização de luvas adequadas sempre que se realizem trabalhos de


risco, nomeadamente:
 No manuseamento de produtos contaminados ou suspeitos de contaminação
incluindo materiais/equipamentos de limpeza;
 Na limpeza de áreas sujas e contaminadas;
 Na limpeza de pavimentos, materiais e equipamentos de médio e alto risco;
 No manuseamento de materiais corto-perfurantes;
 Durante a manipulação/aplicação de produtos agressivos para a pele (detergentes,
desinfetantes e outros).

É de referir, que todo o equipamento de proteção individual deve ser fornecido aos seus
trabalhadores pela empresa prestadora do serviço de limpeza, o qual deverá ser substituído
assim que apresente sinais de deterioração.

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A manutenção da higiene pessoal dos profissionais é de extrema importância, a qual inclui


nomeadamente:
 Banho após o trabalho;
 Manutenção das unhas (curtas, limpas e sem verniz ou unhas de gel);
 Cabelo curto ou atado;
 Barba e bigode aparado e limpo;
 Proteção das feridas;
 Lavagem frequente das mãos.

É de salientar, que a lavagem das mãos deve ser realizada ao entrar e sair do trabalho, antes
e após qualquer procedimento, após retirar luvas, antes e após utilizar as instalações
sanitárias e assoar o nariz, antes das refeições e ainda em outras situações que se considere
necessário.

Os profissionais devem estar continuamente informados sobre os cuidados de prevenção,


disseminação e contaminação, principalmente relacionados com o uso de luvas: estas só
devem ser usadas durante os procedimentos de limpeza e outras técnicas e retiradas com
técnica correta, a fim de evitar que os profissionais se contaminem.

Acrescenta-se ainda que, mesmo durante o trabalho, deve evitar tocar-se, com as luvas
contaminadas, em locais de uso comum (ex: maçanetas de portas, botões de elevadores,
entre outros).

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2.Higienização de espaços

2.1.Regras de organização do serviço de higienização


2.2.Técnicas específicas de higienização
2.3.Higienização
2.4.Higienização de espaços específicos

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2.1.Regras de organização do serviço de higienização

As tarefas de limpeza podem ser feitas de várias maneiras de modo a cumprirem os seus
objetivos com o mínimo de esforço pessoal, bom uso de tempo e sem desperdícios, tanto de
produtos e materiais de limpeza ou energia para operar esse tipo de equipamento.

Em alguns estabelecimentos, por cada nova tarefa são propostas técnicas detalhadas:
 Que tipo de material usar;
 Que equipamento usar;
 O padrão pretendido;
 Como estabelecer o trabalho;
 Que sequência seguir;
 Quanto tempo deverá durar.

De acordo com a abrangência e objetivos a atingir, podem estabelecer-se diferentes


frequências de limpeza:
 Limpeza corrente: é aquela que se realiza diariamente, e que inclui a limpeza e a
arrumação simplificadas.
 Limpeza de conservação ou semanal: é a limpeza que embora não necessite de ser
realizada todos os dias, pela sua importância na conservação de um bom ambiente,
não deve ser descurada, devendo por isso ser realizada pelo menos uma vez por
semana.
 Limpeza imediata: é aquela que é realizada quando ocorrem salpicos e/ou derrames
(ex: sangue ou outra matéria orgânica) em qualquer período do dia, podendo ser
solicitada pelos profissionais de saúde ou sempre que constatada pelo funcionário do
serviço de limpeza.
 Limpeza global: trata-se de uma limpeza mais completa e de fundo, que contempla
estruturas por vezes de difícil acesso e/ou limpeza.

A frequência da limpeza é estipulada de acordo com a classificação das áreas.

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No entanto, as técnicas de limpeza e os produtos empregues, para cada tipo de material,


são sempre iguais em qualquer área do estabelecimento, quer seja considerada ou não área
crítica.

A principal distinção entre a limpeza corrente da “área crítica geral” e da “área semicrítica
geral” reside na limpeza que é realizada a meio do dia, uma vez que neste período, e somente
neste, poderá existir um menor número de zonas a limpar.

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Exemplo de uma limpeza corrente a meio do dia:


 Área crítica geral - A limpeza da sala de tratamentos inclui chão, marquesa, superfícies
de trabalho, mobiliário, equipamentos, utensílios, lavatório e sua(s) torneira(s) e
manípulo(s) de porta(s), assim como o despejo de resíduos e a limpeza dos
contentores/recipientes.
 Área semicrítica geral - A limpeza corrente da sala de injetáveis inclui somente a
marquesa, superfícies de trabalho e o despejo de resíduos e a limpeza dos
contentores/recipientes.

Devem ser afixadas nos diversos locais as instruções relativas à limpeza e desinfeção dos
locais, bem como a nomeação de um responsável pela verificação e cumprimento das
mesmas.

É aconselhável que os colaboradores possuam a competência necessária para alcançar os


resultados esperados, devendo possuir, entre outros, os seguintes conhecimentos,
habilidades e atitudes:

Conhecimentos:

 Técnicas de limpeza;
 Arrumação e higienização aplicáveis a instalações e equipamentos de uso
habitacionais e áreas sociais;
 Técnicas de arrumação de cama;
 Requisitos de higiene pessoal e segurança no trabalho adequados à ocupação;
 Operação dos equipamentos e aparelhos de uso mais comum nas unidades;
 Procedimentos para assegurar a privacidade e segurança do utente;
 Primeiros socorros;

Habilidades:

 Cálculo das quatro operações aritméticas;


 Leitura e escrita para preenchimento de formulários e registos de ocorrências simples;
 Manipulação de objetos com firmeza e coordenação motora

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Atitudes/Atributos:

 Tranquilidade, paciência e diálogo permanente com o utente nas tarefas que executa,
procurando promover a sua participação, nomeadamente ao nível da decisão;
 Atenção com o utente;
 Honestidade em relação aos pertences do utente;
 Equilíbrio emocional diante de situações constrangedoras de doença de SOS, ou
outras;
 Memória visual para identificar a ausência de elementos, produtos ou outros, para
recordar detalhes de layout e arrumação;
 Prática e dinamismo nas funções a desempenhar;
 Atenção para detalhes;
 Disciplina para respeitar padrões e rotinas;
 Segurança no relacionamento interpessoal.

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2.2.Técnicas específicas de higienização

2.2.1.Revestimentos

Pavimentos

Os pavimentos podem ser dos mais variados materiais e, assim, o tratamento diário ou
periódico dependerá da natureza dos mesmos.

Semanalmente deverão ser limpos os cantos para não acumular sujidade que se tornaria
difícil de remover.

A seguir, será explicada a manutenção dos mais usuais.

Ladrilhos (cerâmicos)

Lavam-se com uma mistura de água e detergente para o chão, aplicada com uma esfregona.
Não esquecer de vez em quando lavar as juntas com uma escova, para não ficarem negras.

Não deve aplicar-se polimento no chão de cerâmica, nem pisá-lo enquanto molhado, pois é
muito escorregadio e torna-se perigoso.

Madeira, placas de cortiça ou parquete (tacos)

Hoje em dia, a madeira e as placas de cortiça são já tratadas, polidas e impermeabilizadas,


facilitando muito a limpeza e manutenção dos pavimentos.

No dia-a-dia, basta passar uma esfregona previamente molhada em água e muito bem
torcida.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Esporadicamente, pode aplicar-se uma cera líquida ou um abrilhantador próprio, o que dará
um aspeto mais brilhante, como novo.

A madeira encerada, não deve ser lavada. Se o pavimento estiver sujo, deverá ser limpo com
um pano húmido, só no local da nódoa. Quotidianamente, deverá ser varrido e limpo depois
com uma mopa.

De vez em quando, pode passar-se uma camada de cera em creme, estendendo-a com uma
palha-de-aço muito fina, deixando secar bem e depois puxar o brilho, com um pano macio
(à base de lã).

Quando houver muitas camadas de cera sobrepostas, deverá limpar-se o chão com diluente
e recomeçar a aplicar-se a cera.

Tijoleira

É utilizada mais frequentemente em salas e halls de entrada. A mais utilizada é a polida e


vidrada, que tem a limpeza facilitada, pois basta passar a esfregona com água e detergente.
De vez em quando pode passar-se um pouco de cera colorida, líquida ou creme.

Se não tiver qualquer tratamento, a tijoleira deve ser esfregada, enxaguada e seca.

Quando é nova, a tijoleira apresenta, por vezes, manchas brancas (calcário). Estas manchas
são difíceis de tirar e requerem persistência.

Pode aplicar-se água com vinagre e deixar atuar ou água com ácido muriático.

Paredes e tetos

Quando se procede à limpeza de paredes e tetos, os móveis devem ser removidos para o
centro do compartimento e ser protegidos com lençóis ou mantas velhas.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Paredes, portas, painéis e lambris em madeira envernizada ou encerada, têm o mesmo


tratamento que foi explicado para os pavimentos da mesma qualidade.

Paredes e rodapés pintados, devem ser lavados com água e detergente da loiça, enxaguados
e secos. Não deve usar-se outro tipo de detergente, pois pode alterar a cor.
 Papel de parede - Não deve lavar-se, pois pode esfarelar, descolar ou rasgar. Escova-
se, delicadamente, com uma escova macia para tirar o pó. Se houver nódoas, podem
tentar tirar-se com uma borracha de apagar lápis.
 Paredes pintadas- Limpa-se primeiro o pó e em seguida lavam-se. Utiliza-se água
morna e detergente para a loiça. Não deve interromper-se a lavagem, pois poderá
ficar manchado. Devem delimitar-se pequenas áreas que se irão lavando.

2.2.2.Móveis

Madeira lacada ou envernizada

Este tipo de móveis deve ser limpo com um pano embebido em água e sabão, bem escorrido.
Depois enxague com um pano húmido e torcido, seque e esfregue até obter brilho. Não deve
deixar a água em contacto com a madeira durante muito tempo.

Para limpar sem usar sabão, misture três colheres de sopa de óleo de linhaça e duas colheres
de sopa de aguarrás num litro de água bem quente. É aconselhável experimentar primeiro
num sítio pouco visível da madeira.

Para os móveis que estiverem muito sujos, pode aplicar em seguida uma mistura de óleo de
linhaça e pó de pedra-pomes, no sentido dos veios da madeira, e terminar com óleo de
linhaça puro.

Depois do tratamento, aplique óleo de cedro ou cera para móveis, mas não em demasia.
Esfregue até obter brilho.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Pode eliminar as manchas de água com uma mistura de óleo vegetal e cinza de cigarro.
Também pode utilizar óleo vegetal e sal ou uma mistura homogénea com quantidades iguais
de óleo e de vinagre.

Não deixe esta solução atuar durante muito tempo, pois o vinagre pode danificar a madeira.
Por fim, puxe o brilho com um pano macio.

Para remover os riscos pequenos da madeira esfregue com vaselina, graxa para sapatos ou
um renovador próprio.

Madeira encerada

Este tipo de móveis poderão ser limpos com palha-de-aço fina, utilizando cera um pouco
mais escura do que o tom da madeira atual. Quando a cera escura for absorvida aplique uma
cera mais clara.

Bambu ou verga

Móveis de Bambu ou verga poderão ser limpos com um pano húmido ou com um aspirador
de pó que tenha um bocal mais pequeno para chegar aos recantos mais difíceis.

Se quiser fazer uma limpeza mais rigorosa, utilize água e sabão com um pouco de amónia
ou de sal e com a ajuda de uma escova pequena limpe nas zonas mais difíceis. Depois seque
com cuidado.

2.2.3.Tecidos

Tapetes, alcatifas e carpetes

Deverão guardar-se sempre as instruções de tratamento e limpeza e segui-las


cuidadosamente, para uma boa conservação.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Aspirá-las regularmente, é o melhor processo para as manter em perfeito estado.

As zonas de maior utilização têm de ser aspiradas com maior frequência e para que a limpeza
fique perfeita, deverá passar-se a escova do aspirador 2 ou 3 vezes no mesmo sítio, em
movimentos de vaivém.

Utilizam-se os diferentes acessórios para chegar aos sítios de difícil acesso (por baixo dos
móveis). Em novas, largam muito pêlo, o que é natural.

Lavagem de alcatifas

Mesmo aspiradas, as alcatifas têm de ser lavadas ocasionalmente. Podem sê-lo com um
aparelho apropriado ou contratar um serviço especial.

Verificar se estão bem presas, para que não deformem nem encolham. Escovar antes de
lavar. Não as encharcar. Se estiverem pouco sujas, poderão ser limpas, apenas com água e
um pano.

No caso de estarem muito sujas, aplica-se um champô apropriado, seguindo rigorosamente


as instruções, não alterando nem as quantidades, nem as diluições.

A lavagem deve ser feita por partes, lavando e enxugando cada parte com uma toalha branca
velha. Depois, escovam-se os pêlos na mesma direção, com uma escova, limpa, própria para
tapetes e deixa-se secar, sem pisar. Se necessário, repetir a operação dias depois.

Ao lavar a alcatifa, não esquecer de abrir as portas para lavar por baixo pois, de contrário,
ficará um risco mais escuro.

A manutenção das alcatifas é mais fácil, se existir uma máquina de injeção-extração que
poderá utilizar-se com uma certa frequência, evitando que a sujidade se acumule.

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Lavagem de carpetes e tapetes

Idêntica à das alcatifas, mas se forem persas ou chineses, deverão ser tratados por um
profissional.

Antes de se lavarem, põem-se no estendal e batem-se energicamente com a vassoura ou


uma raqueta velha.

Limpeza com injeção-extração

É um excelente método de lavagem de tapetes, carpetes e alcatifas. As máquinas funcionam,


injetando uma descarga de água quase vaporizada, aspirando-a de seguida. Este sistema é
bom, pois não encharca e enxuga mais rapidamente.

Tapetes de trapos

Se forem lavados à mão, sê-lo-ão com água morna e detergente em pó. Deverão ser secos
na horizontal e bem esticados, para não perderem a forma inicial. Se a sua composição
permitir a lavagem na máquina, deverá fazer-se uma centrifugação ligeira.

Tapetes em pele

Os tapetes de pele de cabra, têm de ser tratados por profissionais, pois a pele é muito
quebradiça.

As peles de ovelha, que são utilizadas no chão de salas ou quartos, podem ser lavadas à
mão, dentro da banheira.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Cobrem-se com água, na qual se dissolve uma mistura homogénea de detergente em pó,
um pouco de azeite e umas gotas de glicerina, esfregando toda a pele por igual, com uma
escova não muito dura. Esta mistura amacia-a, conservando-lhe a elasticidade própria.

Enxagua-se, com bastante água morna. Não se torce, espreme-se e esfrega-se dos dois lados
com uma toalha branca seca. Pendura-se ao ar livre, até ficar quase seca.

O lado da pele que não tem pêlo (quando ainda húmido), pode ser limpo com farinha (de
trigo).

Esta operação substitui as substâncias de curtimento que se perderam na lavagem e a pele


fica macia. Depois de completamente seca, deve ser sacudida e escovada, para desfazer os
tufos e nós.

Estofos

Se forem bordados, como acontece em determinados estilos de mobiliário, só devem ser


escovados (o que deverá ser feito frequentemente, para não acumular poeiras e com muito
cuidado).

Ao lavar um estofo, deverá fazer-se uma experiência com o produto a utilizar, num canto
escondido, deixar atuar e depois escovar ou aspirar, para ver o efeito. Só depois se
processará à limpeza no geral.
 Cabedal - Limpa-se com um pano húmido embebido em sabão de glicerina, sem
molhar muito. Não é necessário retirar toda a quantidade de glicerina, pois ela ajuda
a manter a pele macia. Periodicamente, aplica-se uma camada de protetor ou
regenerador de cabedais, deixando entranhar bem antes de utilizar, para não
manchar a roupa ao sentar.
 Plástico – São de fácil tratamento. Limpam-se com um pano molhado em água e
detergente para loiça e depois enxaguam-se. Se a estrutura for em madeira, deverá
haver o cuidado de não a molhar.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

 Amovíveis - Podem ser lavados, à máquina ou à mão e fazer-se uma centrifugação


ligeira.

Devem ser recolocados ainda húmidos, pois como têm tendência a encolher, retomarão mais
facilmente as dimensões e forma anteriores. Serão engomados já colocados. Atenção à
temperatura do ferro.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

2.3.Higienização

2.3.1.Centros de cuidados humanos/similares

O controlo da infeção associada aos cuidados de saúde exige uma padronização de


procedimentos de forma a minimizar e eliminar o risco da sua ocorrência.

Uma adequada limpeza e desinfeção das instalações e equipamentos são medidas cruciais
para prevenir e reduzir as infeções cruzadas em utentes e profissionais, bem como para
minimizar a gradual deterioração das superfícies.

Estas medidas, quando associadas com a perceção do conforto por parte dos utentes e com
a qualidade das condições de trabalho pelos profissionais, têm um impacto positivo no
“estado psicológico” dos utilizadores das Unidades de Saúde, promovendo, em termos gerais,
a qualidade e uma boa imagem da instituição.

A principal forma de evitar a disseminação de infeções é pela educação/formação, a qual,


quando efetiva, resulta em mudanças comportamentais positivas.

É por isso crucial que os profissionais do serviço de limpeza adotem procedimentos


adequados de modo a contribuírem para a prevenção.

Assim, dada a especificidade dos Centros de cuidados, é necessário qualificar cada vez mais
os profissionais dos serviços de limpeza.

Mostra-se por isso essencial que todos os profissionais que trabalham nestes serviços tenham
formação relativa à sua atividade profissional, a qual deve incidir nos seguintes conteúdos
temáticos:
a) Procedimentos de limpeza e desinfeção das superfícies inertes;
b) Regras de higiene pessoal e medidas de prevenção;
c) Utilização de equipamento de proteção individual;

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

d) Resíduos hospitalares;
e) Acidentes de trabalho e doenças profissionais;
f) Vacinação dos profissionais.

2.3.2.Lares

O estado de limpeza das instalações é não só um elemento de higiene mas também de


imagem. Todo o pessoal afeto à limpeza e arrumação do espaço deve ter
preparação/formação para atuar, especificamente, em Lares de idosos.

Instalações: quartos, instalações comuns, casas de banho

a) Quartos: deve constituir uma zona de acesso restrito, ser estabelecido e dado a conhecer
aos utentes a frequência mínima de limpeza, o horário em que se realiza e as condições em
que podem/devem deixar os seus alojamentos.

As roupas das camas devem ser substituídas na periodicidade definida e sempre que
necessário. As camas e outros equipamentos de utilização direta pelos utentes, devem ter
também a sua rotina de limpeza e desinfeção.

b) Instalações comuns (sala de estar, convívio, atividades e refeições): a sua limpeza deve
ser realizada de forma a não condicionar demasiado as horas de utilização.

A manutenção das instalações e do equipamento deve ser a adequada, para permitir a sua
constante e normal utilização. Uma má conservação pode dar origem a problemas de
segurança ou de saúde ou ainda afetar outros aspetos, tais como o conforto.

Alguns equipamentos necessitam de manutenções preventivas que aumentam a garantia de


que se mantêm a funcionar dentro dos parâmetros estabelecidos.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Vale a pena investir neste tipo de manutenção nos equipamentos que, se falharem, põem
em causa a qualidade de vida no Lar e de que são exemplo os geradores elétricos de
emergência.

Para outros equipamentos a reparação em caso de avaria pode ser suficiente se o Lar possuir
formas de resolução rápidas e eficientes.

Sistematizando, é necessário:
 Identificar os equipamentos que necessitam de manutenção preventiva;
 Fazer planos de manutenção para os equipamentos anteriores;
 Manter para todos os equipamentos os registos de intervenções e assistência técnica.

2.3.3.Centros de dia

Nos centros de dia, a boa higiene exige uma limpeza eficaz e regular quer dos espaços, quer
dos equipamentos e utensílios, devendo ser limpos após cada utilização e/ou no final de cada
período de trabalho e sempre que se justifique.

Definidos os produtos a utilizar nas operações de limpeza e de desinfeção deverá estabelecer-


se um plano de higienização no qual devem ficar contempladas rubricas como:
 Data;
 Com o que se limpou (detergente/desinfetante utilizado);
 Como limpou (acessórios de limpeza utilizados);
 Quem limpou (responsável pela limpeza).

Etapas:

1. Limpeza prévia (força física e remoção de detritos).


2. Limpeza profunda (aplicação de detergente para remover matéria orgânica e
inorgânica, respeitando as dosagens e o tempo de ação previsto).
3. Enxaguamento.
4. Desinfeção (quando aplicável e respeitando sempre as indicações de dosagens,
tempo de contacto e modo de aplicação).

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

5. Enxaguamento.
6. Secagem.

Deverá ser feito regularmente um controlo para verificação da adequação do plano de


higienização e da sua execução.

2.3.4.Domicílio

A higiene e limpeza do domicílio é um serviço que visa promover o bem-estar, conforto e


qualidade da vida do utente.

O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) pode assumir a higiene e limpeza no domicílio, sempre
que o utente o solicite, devendo dar especial prioridade nas situações em que este,
independentemente da causa, se veja impossibilitado de assegurar tal atividade.

O SAD deve elaborar um programa de higiene e limpeza do domicílio do utente, no qual


devem constar, pelo menos os seguintes elementos:
 O âmbito, espaços de limpeza e arranjo da casa, e respetivas tarefas e periodicidade;
 Os responsáveis pela execução e supervisão;
 Os horários diários de prestação do serviço;
 Os recursos necessários, p.e. utensílios/instrumento de apoio às ação e/ou tarefa
produtos de higiene ambiental, entre outros;
 A participação e grau de implicação do utente e/ou pessoa(s) próxima(s) nalgumas
tarefas.

O programa de higiene e limpeza no domicílio do utente deve estar adequado às


necessidades e expectativas dos utentes, respeitar os serviços contratualizados com o utente
e/ou família, assim como a privacidade, hábitos, confidencialidade e segurança do utente.

Poderão fazer parte da atividade de higiene e limpeza no domicílio, entre outras, as seguintes
ações e/ou tarefas:

Limpar e higienizar

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

 Varrer;
 Aspirar;
 Limpar o pó;
 Limpar bancadas, vidros, espelhos;
 Lavar sanitários, paredes, azulejos, eletrodomésticos, janelas
 Polir superfícies e objetos que o exijam;
 Instalações sanitárias e cozinha;
 Remover manchas simples das instalações sanitárias ou demais espaços
habitacionais.

Arrumar

 Arejar a casa;
 Mudar a roupa e fazer a cama;
 Recolher e deitar o lixo fora;
 Mudar e repor peças de roupa, p.e. toalhas na(s) instalação(ões) sanitária(s), roupa
de cama entre outros;
 Arrumar gavetas, armários, etc.
 Retirar e recolocar os pertences do utente nos espaços definidos.

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2.4.Higienização de espaços específicos

2.4.1.Salas de convívio

As zonas públicas são as zonas mais expostas e visitadas de uma entidade, pelo que devem
apresentar uma irrepreensível limpeza e arrumação.

Ao fazer-se a limpeza destas zonas há que ter em conta alguns aspetos técnicos e humanos.
 O serviço deve ser levado a cabo em “horário morto” para não prejudicar o bem-estar
dos utentes.
 A empregada utiliza um pano para o pó com abrilhantador para os móveis e deve ter
em conta o material de que é feito o chão.
 Estes devem ser limpos com aspirador e posteriormente uma limpeza mais profunda
com detergente líquido.
 Estofos, carpetes, tapetes, cortinados, candeeiro ou espelhos não passem muito
tempo sem tratamento, provocando o mau aspeto e o ar de abandono dos locais.

Os procedimentos para levar a cabo a limpeza periódica de uma sala mobilada são:
 Retire todo o lixo
 Esvazie o local tanto quanto possível de mobiliário e acessórios. Envie as cortinas
para a lavandaria ou limpeza a seco.
 Cubra todo o mobiliário que não possa ser removido com lençóis de proteção
 Varra e aspire as paredes e tetos. Em seguida lave. Não esquecer os rodapés e os
radiadores
 Lave as portas e janelas, incluindo as soleiras
 Limpe o pó das luzes fixas e dos focos. Esses acessórios devem ser lavados com
detergente neutro e depois postos a secar antes de serem de novo postos nos seus
lugares.
 Aspire e ensaboe o mobiliário estofado. Limpe a parte não estofada do mobiliário e
outros acessórios do mesmo.

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 Aspire e ensaboe as carpetes, e encere. Limpe com um pano de camurça os


pavimentos que o necessitarem.
 Lave os acessórios, como quadros, espelhos, ornamentos, cinzeiros, etc.
 Ponha todos os acessórios e mobiliário de novo no lugar, na sua posição original.
 Verifique se tudo funciona corretamente e registe qualquer falha ou dano.

2.4.2.Quartos

Os passos básicos da limpeza de quartos variam de estabelecimento para estabelecimento.

O que é importante:
 A mínima quantidade de tempo e esforço desperdiçada. Pensar em avançar também
poupa tempo.
 O risco de propagação das bactérias e pó deve ser minimizado.
 Seguir uma ordem lógica para que nada seja esquecido e o trabalho termine.

Etapas na limpeza de um quarto

1. Bater à porta duas vezes antes de entrar;


2. Deixar a porta entreaberta durante a limpeza;
3. Coloque o carrinho de limpeza à porta;
4. Puxe as cortinas e abra as janelas para arejar o quarto;
5. Verifique se existe algum estrago;
6. Desligue aparelhos elétricos;
7. Retire qualquer alimento ou tabuleiro com refeição e devolva-os à área de serviço;
8. Esvazie os cinzeiros e caixotes de lixo;
9. Puxe o autoclismo, aplique um detergente e desinfetante;
10. Desfaça as camas;
11. Retire toda a roupa suja (incluindo as toalhas da casa de banho coloque no saco
apropriado);
12. Refaça as camas;

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13. Limpe a casa de banho;


14. Limpe o pó da mobília seguindo uma lógica viável;
15. Feche as janelas;
16. Recoloque caixotes do lixo;
17. Aspire o chão;
18. Verifique a aparência geral do quarto.

Aspetos importantes na abertura de camas

 Quando desfizer a cama evite bater na roupa da cama, pois isto pode espalhar pó e
bactérias no quarto. Cada objeto deve ser dobrado para o centro da cama;
 Nunca coloque cobertores ou roupa limpa no chão. Ponha a roupa suja diretamente
no contentor destinado a ela – saco da roupa;
 Assegure-se que o ocupante da cama dorme entre os lados direitos dos lençóis;
 A dobra do lençol superior deve ter um tamanho de 20 cm e estar a 10 cm da
cabeceira;
 A abertura lateral da fronha não deve ser visível – para baixo e para o centro da
cama;
 Faça as dobras corretamente.

Instalações Sanitárias

A limpeza das instalações sanitárias é uma das etapas que requer maior atenção e é uma
das tarefas de maior importância na execução do serviço de limpeza pelos seguintes motivos:
 As instalações sanitárias recebem desperdícios como a sujidade das mãos e do corpo,
pele morta, cabelos, excrementos ou sujidade das limpezas. Todas estas sujidades
têm bactérias perigosas que se multiplicam em condições de falta de limpeza.
 Estas áreas são utilizadas por muitas pessoas, e basta uma pessoa infetada para
contaminar todas as outras que usaram a mesma banheira, lavatório ou sanita.
 Se estas áreas não forem limpas devidamente e com a frequência necessária,
começam a largar maus cheiros.

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Quando se limpam sanitas:

1. Usar sempre luvas e uma bata para proteger a roupa e a pele de bactérias.
2. Usar somente panos destinados à limpeza de sanitas (distinguir, por exemplo, por
cores).
3. Prestar especial atenção às extremidades e abertura do autoclismo onde as bactérias
se podem alojar.
4. Nunca transferir uma piaçaba de uma casa de banho para a outra. Isso pode espalhar
as bactérias.
5. Semanalmente usar um detergente alcalino, e de vez em quando um detergente ácido
forte. Deixar atuar.
6. Depois de limpar a sanita, verificar o rebordo.

Quando se limpa banheiras, lavatórios e bidés:

1. Limpar os derrames porque estes atraem sujidade e bactérias.


2. Ver se os ralos têm cabelos ou outras sujidades.
3. Para remover gordura das banheiras, molhar a área com um detergente alcalino e
deixá-lo atuar alguns minutos antes de esfregar.
4. Remover as marcas de água da banheira com um detergente ácido, seguindo as
regras de utilização.
5. Secar toda a área com uma toalha seca.

Procedimentos para limpar uma casa de banho

1. Limpar todos os acessórios sanitários antes da sanita.


a. Por o sabonete e os artigos pessoais de parte.
b. Limpar os acessórios, parede circundante e objetos como o tapete de banho
e cortinas.
c. Enxaguar com água limpa.
d. Limpar os espelhos, torneiras e superfícies sanitárias com papel próprio.
e. Secar todas as superfícies.

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f. Voltar a por os objetos pessoais no seu lugar.


2. Limpar a sanita.
3. Remover as toalhas e as ofertas e fornecimentos para o hóspede.
4. Inspecionar o quarto, anotando qualquer falha ou avaria.
5. Limpar o chão.
6. Lavar, enxaguar e pôr a secar os panos, escovas e luvas utilizados na limpeza.

2.4.3.Unidades de saúde

A periodicidade de execução dos procedimentos de higienização de superfícies, materiais e


equipamentos, deverão ser adequados às necessidades, tendo em vista a correta
higienização da unidade.

Tão importante é o procedimento, como o modo como este se realiza. Para realizar a
higienização da unidade, o profissional deverá:
 Usar equipamento de proteção individual adequada;
 Usar material adequado ao procedimento e à área a higienizar (baldes, panos, rodo,
sacos e outros);
 Remover da unidade todo o material clínico, resíduos e roupas contaminados e/ou
desnecessários à continuidade do tratamento;
 Preparar diluição correta para a lavagem e substituir águas entre salas;
 Iniciar a lavagem pelas superfícies altas (de cima para baixo) e posteriormente os
pavimentos (da zona mais limpa para a mais suja), do fundo da sala para a porta.
 Superfícies altas e pavimentos deverão ser desinfetados em situações de:
o Derrame de fluidos;
o Derrame de medicamentos;
o Desinfeção periódica/programada.
 Lavar e desinfetar todo o material utilizado, deixando-o a secar invertido.

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Higienizar salas de tratamento

Utensílios

1º- Verificar existência de material sujo e encaminha-lo devidamente acondicionado


para a central de esterilização.
2º- Remover o lixo dos recipientes e substituir sacos (circuito de resíduos).
3º- Verificar / repor toalhetes de papel e doseadores de sabão líquido.

Mobiliário e equipamentos

5º- Lavar com água e detergente e desinfetar adequadamente com o produto em uso
na instituição.
6º- Limpar e desinfetar os teclados dos computadores com álcool a 70º.

Pavimentos

7º- Aspirar a seco; lavar com água e detergente contendo bactericida.


Em caso de derramamento de sangue ou secreções (exceto urina), descontaminar
com hipoclorito a 2,5% em toalhetes de papel, deixando atuar durante 3 a 5 minutos.
Remover para lixo grupo III (risco biológico).

Higienizar gabinetes médicos e salas de enfermagem

Utensílios

1º- Remover lixo dos recipientes e substituir sacos.


2º- Substituir contentores de resíduos perigosos (corto-perfurantes) se a ¾ da sua
capacidade.
3º- Verificar / repor toalhetes de papel e doseadores de sabão líquido.

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Mobiliário
4º-Limpar com pano húmido (água + detergente).
5º- Limpar e desinfetar os teclados dos computadores com álcool a 70º.

Equipamento

6º - Limpar com água e detergente e desinfetar adequadamente com o produto em


uso na instituição.

Pavimentos

7º- Aspirar a seco; lavar com água e detergente contendo bactericida.

Higienizar áreas comuns (Salas de espera, corredores e atendimento


administrativo)

Utensílios

1º- Remover lixo dos recipientes e substituir sacos.

Mobiliário (cadeiras salas de espera)

2º- Lavar com água e detergente; desinfetar com álcool a 70º. Mobiliário
(atendimento administrativo).
3º- Lavar com água e detergente.

Pavimentos

4º- Aspirar a seco; lavar com água e detergente.

De forma a evitar a redistribuição cruzada de microrganismos nas superfícies de uma área


para outra, por exemplo, panos, esfregonas, rodos e baldes usados nas instalações

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

sanitárias, não podem utilizar-se nas salas de tratamento, nem em copas e refeitórios, se
não estiverem adequadamente lavados e secos.

Por sua vez, quando existe mais do que uma sala de tratamentos, o equipamento e o material
(panos de limpeza, franjas da esfregona e rodos) devem ser exclusivos de cada sala.

É igualmente fundamental, que o balde seja limpo e a água renovada de sala para sala.

Estes materiais e equipamentos devem ser calculados em função das necessidades dos
serviços e dos métodos de limpeza adotados.

Por último, é de salientar que os panos de limpeza, as franjas da esfregona e os rodos devem,
após a sua utilização, ser lavados em máquina de lavar, secos e armazenados em local
próprio.

2.4.4.Refeitórios

Nos refeitórios e zonas destinadas à preparação e serviço de refeições deve ser definido um
plano de limpeza aplicado às instalações e aos equipamentos, com rotinas adequadas que
contemplem a limpeza, a desinfeção e a manutenção, de forma a controlar o perigo de
contaminações que possam conduzir a intoxicações alimentares, mantendo o aspeto de
limpeza e asseio.

Etapas da higienização

 Remover lixo do recipiente e substituir saco (higienizar recipiente semanalmente).

Mesas

 Lavar com água e detergente.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

Utensílios

 Lavar na máquina.

Bancadas de apoio

 Lavar com água e detergente.

Vitrina de refrigeração

 Lavar com água e detergente.

Pavimento

 Lavar com água e detergente.

Armários, gavetas e frigoríficos

 Lavar com água e detergente.

Paredes, janelas, portas, e cadeiras

 Lavar com água e detergente.

Puxadores de portas

 Limpar e desinfetar com álcool a 70º.

Higienizar a copa:

 Remover lixo, lavar e desinfetar o recipiente.


 Banca de trabalho e fogão: lavar e desinfetar.
 Pavimento: lavar com água e detergente.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

 Forno e Exaustor: Limpar


 Armários e prateleiras: limpar com pano húmido.
 Paredes: limpar com pano húmido.

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

3.Equipamentos de higienização

3.1.Livros de instruções e ficha técnica dos equipamentos


3.2.Regras básicas de manutenção e limpeza de equipamento e utensílios
3.3.Ficha de arranjos

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ufcd 3520 – Higienização de espaços e equipamentos

3.1.Livros de instruções e ficha técnica dos equipamentos

Equipamento Eléctrico

Aspiradores

Os aspiradores são as peças mais importantes no equipamento de limpeza. Poucos ou


nenhuns estabelecimentos passam sem eles.

Mediante a função, distinguimos 2 tipos de aspiradores:


1. Aspiradores de pó: são utilizados para limpar carpetes, pavimentos difíceis, escadas,
estofos, paredes e cortinas.
2. Aspiradores de líquidos que são próprios para a limpeza de líquidos.

Estes aparelhos funcionam através da sucção da sujidade seca, pó ou partículas de lixo


através de um tubo, até um saco, ou, no caso de líquidos, para uma caixa de metal dentro
do motor.

Quando o saco estiver cheio pode ser substituído, ou, quando a caixa estiver cheia, pode ser
esvaziada.

O ar que é aspirado juntamente com a sujidade passa por vários filtros, que filtram as
pequenas partículas de sujidade e bactérias para que o ar expedido pela máquina seja limpo.

Nos aspiradores deve-se ter em atenção o nível de sujidade/líquidos que se encontra no saco
ou na caixa, pois se estes estiverem muito cheios, os poros ficarão bloqueados, restringindo
a circulação de ar e reduzindo a capacidade de sucção da máquina. Poderá ainda provocar o
excessivo aquecimento do motor.

Os aspiradores estão disponíveis com vários acessórios, como por exemplo:


 Bocal para a limpeza de estofos,

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 Bocal pontiagudo para fendas,


 Escova para carpetes,
 Escova para pavimentos e paredes,
 Escova redonda para limpeza de prateleiras e rebordos elevados
 Acessórios com rolos de borracha para a remoção de água,
 Etc.

Aspirador de líquidos

Serve para aspirar água e outros líquidos. Despejar, lavar e secar o recetáculo. Verificar se a
mangueira e os tubos não estão entupidos. Limpar o pó exteriormente e enrolar o fio, para
não criar nós.

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Máquinas de escovas rotativas para a limpeza de pavimentos


Estas máquinas funcionam com uma escova, um disco, ou uma almofada que são rodadas
mecanicamente.

Existem diferentes máquinas desenhadas para diferentes utilizações. Uma máquina pode ser
usada para esfregar, polir ou limpar pavimentos difíceis, dependente do acessório que se
coloque a rodar.

Nestas máquinas existe um compartimento para se adicionar detergente para auxiliar a tarefa
(por exemplo, decapante para ajudar a remover a cera)

Na Hoover, por exemplo, os discos podem ainda ser distinguidos pelas cores:
 Disco preto - esfregar
 Disco verde - lavar
 Disco vermelho e disco branco - polir

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Lavadora de alcatifa

Estes aparelhos são concebidos especialmente para a limpeza de alcatifas, sendo eficientes
a tirar nódoas e a conservar em bom estado os tecidos.

Com um aspeto semelhante ao de um aspirador, as lavadoras de alcatifas, antes de aspirar


a sujidade, emitem água com detergente e têm um motor que lava os tecidos.
Posteriormente a mistura suja é aspirada, sendo o poder de sucção tão forte que deixa os
tecidos praticamente secos.

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Ficha técnica

As Ficha técnicas são documentos integrantes do manual de instruções de cada máquina.


Estes documentos indicam as características técnicas da máquina, bem como os consumos.

Manual de instruções

O manual de instruções possui ainda todas as recomendações de funcionamento, utilização,


manutenção e segurança, os quais devem ser seguidos.

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3.2.Regras básicas de manutenção e limpeza de equipamento e


utensílios

Devem ser observados cuidados particulares de limpeza e arrumação das máquinas, de


forma a maximizar a sua durabilidade e eficiência e facilitar o seu uso pelo turno seguinte.

Cuidados gerais com equipamentos eléctricos:


 Desligar sempre o aparelho e tirar a ficha da tomada antes de limpar, tocar ou retirar
acessórios do equipamento.
 Nunca utilizar uma extensão enquanto estiver a ensaboar ou esfregar, a menos que
as ligações elétricas estejam protegidas de ficarem molhadas.
 Manter as soluções de detergentes bem afastadas das ligações elétricas.
 Enrolar cuidadosamente os fios elétricos par que estes não formem nós.
 Se a máquina revelar sinais de mau funcionamento, informar imediatamente e colocar
um rótulo no aparelho a dizer “fora de serviço”.

Cuidados a ter com a utilização do aspirador

 O aspirador é um aparelho muito útil e frágil, deve ser manipulado com cuidado.
 Verifique se a tensão de alimentação do aparelho corresponde à instalação elétrica
disponível.
 Guarde o aspirador em local seco e longe dos raios solares.
 Não utilizar o aparelho com o cabo elétrico ou outros componentes danificados.
 Não deixar o cabo elétrico tocar superfícies quentes ou cortantes.
 Não molhar o aspirador, nem utilizá-lo com as mãos ou pés molhados.
 Não aspire substâncias inflamáveis ou explosivas (líquido, gás)
 Não aspire resíduos incandescentes (cinzas quentes ,brasas,…)

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Cuidados a ter na utilização de máquinas de escovas rotativas

 Os tanques usados nas operações de ensaboamento e aplicação de líquidos de


limpeza devem ser esvaziados depois de usados, e sendo necessário enxaguados com
água corrente e postos a secar sem tampa.
 Qualquer tubo, filtro ou bocais devem ser lavados regularmente em detergentes
neutros, enxaguados e postos a secar antes da máquina ser remontada.
 As escovas devem ser retiradas e lavadas também em detergente neutro e postas a
secar penduradas.
 O equipamento exterior, incluindo as rodas e o fio elétrico devem ser limpos depois
de usados com um pano limpo. As rodas necessitam de ser oleadas regularmente.
 Deve sempre verificar-se as instruções do produtor, antes de fazer a primeira
utilização.

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3.3.Ficha de arranjos

Não utilizar uma máquina, sem ter recebido as instruções técnicas para o seu funcionamento
e manutenção. Devem ser criteriosamente seguidas as instruções do fabricante, no caso de
equipamentos elétricos.

Caso não seja possível solucionar o problema o aparelho deve ser remetido ao fabricante ou
sujeito a reparação, devendo ser registada a intervenção realizada numa ficha de arranjo
que servirá para arquivo e prevenção de futuras intervenções a realizar no aparelho.

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CONDIÇÕES GERAIS DE GARANTIA


1. A Garantia só é válida mediante apresentação da fatura de compra do produto.
2. Esta GARANTIA limita-se exclusivamente à substituição de peças ineficazes por
defeito de fabrico.
3. A eliminação das várias avarias do âmbito da garantia é feita por reparação ou
substituição de peças defeituosas, conforme critério dos técnicos.
4. Não são abrangidos pela garantia danos causados por transporte, negligência ou
deficiente utilização, montagem ou instalações impróprias, bem como influências
exteriores como sejam: descargas atmosféricas ou elétricas, inundações, humidades,
etc.
5. Perdem garantia, todos os aparelhos que não estejam a ser utilizados de acordo
com as instruções, ou ligadas a REDES DE ALIMENTAÇÃO, que não garantem uma
tensão constante de 220/240V.
6. A Garantia não abrange indemnizações por danos pessoais ou materiais causados
direta ou indiretamente, seja a que título for.
7. Esta garantia cessa no momento em que se constate terem sido efetuadas
reparações, alterações ou quaisquer intervenções por pessoa não autorizada.

A GARANTIA CADUCA:
1. Com a modificação ou desaparecimento da chapa de identificação do aparelho.
2. Excedido o prazo de garantia, a Assistência será efetuada debitando as despesas
inerentes à mão-de-obra, consoante as tarifas vigentes.

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Bibliografia

AA VV: Manual de procedimentos de higienização e limpeza em controlo de infeção, Ed.


ACSPIN I, Ministério da Saúde, 2010

AA VV: Manual de processos-chave: Lar residencial, Programa de cooperação para o


desenvolvimento da qualidade e segurança das respostas sociais, Instituto da Segurança
Social, 2005

AA VV: Manual de processos-chave: Centro de Apoio Domiciliário, Programa de cooperação


para o desenvolvimento da qualidade e segurança das respostas sociais, Instituto da
Segurança Social, 2005

AA VV: Manual de processos-chave: Centro de Dia, Programa de cooperação para o


desenvolvimento da qualidade e segurança das respostas sociais, Instituto da Segurança
Social, 2005

Rochinha, Maria Helena, Manual do formando: Conservação de espaços interiores, Projeto


Delfim, GICEA - Gabinete de Gestão de Iniciativas Comunitárias do Emprego, 2000

Sites Consultados

http://www.jocel.pt

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