Você está na página 1de 5

Saídas de emergência em edifícios

São dimensionadas em função do tipo de ocupação e da população. Tipo de


ocupação, divididos por grupos (A: residencial; B: serviços de hospedagem; C:
comercial varejista).

Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante


a jornada de trabalho.
As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de
travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

Rota de fuga: trajeto que deve ser percorrido pelos ocupantes da edificação a partir
de qualquer ponto, de qualquer pavimento, até um local seguro completamente
livre dos efeitos de um incêndio.

Descarga: Parte da saída de emergência de uma edificação que fica entre a


escada e o logradouro público ou área externa com acesso a este.

Larguras mínimas a serem adotadas:

a) 1,10 m, correspondendo a duas unidades de passagem e 55 cm, para


as ocupações em geral, ressalvado o disposto a seguir;

b) 2,20 m, para permitir a passagem de macas, camas, e outros, nas


ocupações do grupo H, divisão H-3."

Corta-fogo: As portas das antecâmaras, escadas e outros devem ser


providas de dispositivos mecânicos e automáticos, de modo a
permanecerem fechadas, mas destrancadas, no sentido do fluxo de saída,
sendo admissível que se mantenham abertas, desde que disponham de
dispositivo de fechamento, quando necessário.

As portas devem ser instaladas de modo que a abertura da folha se


processe no sentido de evasão. Nos casos de entrada de escritórios,
apartamentos e locais de acesso restrito que se comunicam diretamente
com rotas de fuga, se necessário, podem abrir no sentido contrário ao da
evasão, desde que o número de pessoas que tenham que utilizá-las, em
caso de fuga, não seja superior a 50. Nesse caso, a porta não deve intervir
na rota de fuga.

Edificações sem janelas: A norma permite edificações sem janelas, desde


que atendidas algumas exigências especiais descritas em 5.2.2. Além disso,
tais edificações são definidas no item abaixo:
As edificações sem janelas são aquelas edificações, ou parte delas, que não
possuem meios de acesso direto ao exterior através de suas paredes
periféricas ou aberturas para ventilação ou salvamento através das
janelas ou grades fixas existentes, ressalvados os casos descritos em 5.2.1.4
e 5.2.1.5.
Detectores pontuais de fumaça

São detectores de incêndio utilizados para monitorar basicamente todos os


tipos de ambientes contendo materiais, cuja característica no início da
combustão é a geração de fumaça.

Em ambientes com presença de vapor, gases ou muitas partículas em


suspensão, onde os detectores de fumaça estariam sujeitos a alarmes
indesejáveis, alternativas com outros tipos de detectores de incêndio
devem ser analisadas pelo projetista.

Os detectores pontuais de fumaça mais utilizados são dos tipos óptico


(fotoelétrico) e iônico.

 Tipo óptico: detectam a presença de partículas de fumaça em seu


interior, seja por reflexão da luz ou por obscurecimento. Utilizados
em ambientes no qual, num princípio de incêndio, haja expectativa de
formação de fumaça antes da deflagração do incêndio propriamente
dito. Recomendado em fogo de desenvolvimento lento.

 Tipo iônico: atua mediante a presença de produtos de combustão


visíveis ou invisíveis. Utilizados em ambientes em que, num princípio
de incêndio, haja formação de combustão, mesmo invisível, ou
fumaça, antes da deflagração do incêndio propriamente dito, locais
com possível desenvolvimento rápido do fogo e alta liberação de
energia.

Detectores de chama:

a) áreas onde uma chama possa ocorrer rapidamente, tais como hangares,
áreas de produção petroquímica, áreas de armazenagem e transferência de
materiais inflamáveis, instalações de gás combustível, cabines de pintura ou
áreas com solventes inflamáveis;

b) áreas abertas ou semi-abertas onde ventos podem dissipar a fumaça e


calor, impedindo a ação dos detectores de fumaça e temperatura.
Chuveiro tubo molhado:
sistema de chuveiros automáticos fixados a uma tubulação que contenha
água e conectada a uma fonte de abastecimento, de maneira que a água
seja descarregada imediatamente pelos chuveiros automáticos, quando
abertos pelo calor de um incêndio.

A demanda de chuveiros automáticos (sprinklers), quando projetados por


cálculo hidráulico, deve ser determinado pela figura 43, e a reserva
considerando a duração da tabela 24.
Risco Leve:380L/min / Duração: 30min; (HIDRANTE 1)
Risco Ordinário: 950L/min / Duração: 60min (HIDRANTE 2);
Risco Extra ou extraordinário: 1900L/min / Duração: 90min (HIDRANTE
3);
Armazenamento: sempre superior a 90 min.

Sistema de hidrantes ou de mangotinhos: sistema de combate a incêndio


composto por reserva de incêndio, bombas de incêndio (quando necessário), rede
de tubulação, hidrantes ou mangotinhos e outros acessórios descritos nesta norma.
Esguicho: dispositivo adaptado na extremidade das mangueiras, destinado a dar
forma, direção e controle ao jato, podendo ser do tipo regulável (neblina ou
compacto) ou de jato compacto.

Hidrante: ponto de tomada de água onde há uma (simples) ou duas


(duplo) saídas contendo válvulas angulares com seus respectivos adaptadores,
tampões, mangueiras de incêndio e demais acessórios.

Todas as edificações deverão conter sistema de proteção por hidrantes, exceto:

• as edificações destinadas a residências privativas unifamiliares;

• as edificações com área de combustão ou altura inferiores aos limites


determinados pelos regulamentos de prevenção e combate a incêndios
estabelecidos pelos órgãos regulamentadores

Mangotinho: ponto de tomada de água onde há uma (simples) saída contendo


válvula de abertura rápida, adaptador (se necessário), mangueira semi-rígida,
esguicho regulável e demais acessórios.
Reservatórios de água para combate a incêndio:

O abastecimento da rede de hidrantes será feito por reservatório elevado,


preferencialmente, ou por reservatório subterrâneo, e sua localização terá de
ser, dentro das possibilidades, acessível aos veículos do Corpo de Bombeiros.

A adução será feita por gravidade, no caso de reservatórios elevados e, por


bombas de recalque, no caso de reservatórios subterrâneos.

Nos reservatórios elevados será instalada válvula de retenção, na saída


adutora, e nos subterrâneos, na saída da bomba de recalque.

Poderá ser usado o mesmo reservatório para consumo normal e para


combate de incêndio, desde que fique assegurada a reserva prevista para
cada caso. Tomada d’água sempre acima da reserva de incêndio.

A água necessária para o sistema de proteção de incêndio predial deve ficar


reservada na parte inferior do reservatório superior, devendo sua distribuição
ser feita pela prumada de incêndio, identificada na cor vermelha.

Não será permitida a utilização da reserva de incêndio pelo emprego


conjugado de reservatórios subterrâneo e elevado. A capacidade mínima de
reserva de combate a incêndio é de 5 m³.

Reservatório deve ser construído de maneira que possibilite sua limpeza sem
interrupção total do suprimento de água do sistema, ou seja, mantendo pelo
menos 50% da reserva de incêndio (reservatório com 2 células interligadas).

Bombas de incêndio

Dispositivo de recalque: dispositivo para uso do Corpo de Bombeiros que


permite o recalque de água para o sistema, podendo ser dentro da
propriedade quando o acesso do Corpo de Bombeiros estiver garantido.

- Bomba principal: bomba hidráulica centrífuga destinada a recalcar água para os


sistemas de combate a incêndio

- Bomba de pressurização (Jockey): bomba hidráulica centrífuga destinada


a manter o sistema pressurizado numa faixa pré-estabelecida.

- Bomba de reforço: bomba hidráulica centrífuga destinada a fornecer água aos


hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis hidraulicamente, quando estes
não puderem ser abastecidos somente pelo reservatório elevado.

Classes de incêndio e os agentes extintores:


Classe A - fogo em materiais de fácil combustão com a propriedade de
queimarem em sua superfície e profundidade, deixando resíduos, como:
tecidos, madeira, papel, fibras, etc.;

Classe B - fogo em materiais inflamáveis os produtos que queimem


somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas,
vernizes, tintas, gasolina, etc.;

Classe C - fogo em equipamentos elétricos energizados como motores,


transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.

Em instalações elétricas que contém equipamentos energizados, é


proibida a opção pelo agente extintor do tipo espuma, pois esse agente é
condutor de corrente elétrica.

Classe D - fogo em elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio.

Extintor tipo água-pressurizada ou água-gás/ extintores em carga soda-


ácida ou líquida: deve ser usado para a classe A.

Extintor tipo espuma: deve ser usado para classes A e B;

Extintor tipo dióxido de carbono: deve ser usado para as classes B e C e


pode ser usado para o início de fogo classe A;

Extintor pó químico: usado para as classes B e C. Quando usado para a


classe D o pó deve ser especial para o tipo de material;

A água nunca será empregada:

a) nos fogos de Classe B, salvo quando pulverizada sob a forma de neblina;

b) nos fogos de Classe C, salvo quando se tratar de água pulverizada.

c) nos fogos de Classe D.