Você está na página 1de 143
1
1
Este espaço pode ser teu em todas as edições da nossa revista. para mais informações
Este espaço pode ser teu em todas as edições da nossa revista. para mais informações
Este espaço pode ser teu em todas as edições da nossa revista. para mais informações

Este espaço pode ser teu em todas as edições da nossa revista. para mais informações contacta-nos:

Worldofmetal.pub@gmail.com

Tiagofidalgo.wom@gmail.com

World of Metal

Website

worldofmetalmag.com

Facebook

@Worldofmetal

Twitter

@WOMetalradio

Instangram

@wometal

Contactos

dungeons.records@gmail.com

Director

Fernando Ferreira

Colaboradores

Miguel Correia Sónia Ferreira Rosa Soares Cameraman Metálico Carlos Lichman Paulo Barros Luís Figueira Renata Lino Cátia Godinho Lex Thunder Fátima Inácio Paulo Aguiar Hélio Cristovão João Pedro Silva Carlos Ferraz Jukka Roberto Raposo Filipa Nunes Filipe Ferreira João Santos Pedro Amorim

Garage World

Miguel Correia mcinbox@gmail.com

Publicidade

Tiago Fidalgo - tiagofidalgo.wom@ gmail.com

Rosa Soares - worldofmetal.pub@ gmail.com

Design

Dina Barbosa

Tiago Fidalgo

EDITORIAL
EDITORIAL

Sonho Tornado Realidade

O mês passado falei de mudanças e este é um tópico que daria (dá!) pano para mangas.

Este mês, um mês cheio de trabalho, venho constatar que apesar das mudanças, da sua inevitabilidade, que o nosso espírito humano invariavelmente reage da mesma maneira:

continuar, perseverar. Por muito saibamos que as mudanças são inevitáveis (e mesmo que não queiramos admitir, necessárias), está no nosso ADN criar raízes, estruturas, fundações para melhor podermos prosperar. É o que nos acontece também aqui no nosso pequeno grande mundo do metal.

Este projecto, nascido quase por acaso e sem grandes expectativas é hoje a minha ocupação principal e para quem sempre amou a música e onde sempre encontrou refúgio, nos bons

e nos maus momentos (tal como os filmes e a B.D., curiosamente dois mundo que vamos

também começar a explorar a partir desta edição), poder-me dedicar a tempo inteiro a algo assim é como um sonho tornado realidade. Vê-lo a crescer de mês para mês, ter feedback positivo em relação às nossas reviews, reportagens, artigos e entrevistas, é o combustível necessário para continuar.

Hoje em dia já não sou apenas eu e a Sónia, eterna companheira e instigadora de tudo

o que hoje podem ver e ler - acreditem que se não fosse ela, nada disto seria possível já

que se é necessário ter os pés no chão para não cair no vazio, também é necessário ter a coragem de sonhar para que as coisas aconteçam. Já não somos dois, somos uma equipa que mediante a vida louca e exigente dos dias de hoje contribui hoje em dia com o que

tem e com o que pode.

Todos nós queremos mais, todos nós vamos ter mais, definitivamente, fruto do nosso trabalho e do vosso apoio. O nosso crescimento também representa o crescimento da nossa cena, cada vez mais forte e unida, mesmo que por vezes ainda tenhamos as excepções para comprovar a regra. 2018 está a ser sem dúvida um grande ano para todos nós, por isso vamos definitivamente acabá-lo em grande. Com os Moonshade na capa, pela primeira vez na sua carreira, prémio e reconhecimento pelo seu excelente trabalho de estreia analisado também nesta edição. Representação dessa mesma qualidade que temos e que queremos mostrar a todo o mundo.

A música está na nossa vida, com o metal à nossa volta e a correr nas nossas veias.

Fernando Ferreira – Dexembro 2018

música está na nossa vida, com o metal à nossa volta e a correr nas nossas

3

Indice

Indice 5 - Sempre A Partir 66 - Garage world - Imaginarium 6 - Teias de

5

- Sempre A Partir

66

- Garage world - Imaginarium

6 - Teias de Aranha - Cameraman Metalico

69

- Metal Business - Carlos Lichman

8

- The Tangent

72

-

stories from the attick - Luíis Figueira

10

- electric Boys

73

- Golden years

12

- Deathrite

74

- Raios e trovoões - lex thunder

14

- Manimal

75

- A Day At The Movies

16

- Biolence

76

- artwork insights

18

- David Reece

78

- Top 20 hard n heavy 1970

20

- Cruz De Ferro

81

- World comics

24

- The making of - Paulo Barros

82 - Worlds fifinest

26

- Anneke Van Giersburgen

83

- Reviews

32

- Wolcensman

111

- ÁAlbum do Mêes

36

- Cyhra

112

- Máaquina do Tempo

38

- F.o.d.

115

- tape secret

40

- Satan

116

- WOM Live Report

43

- Banda sonora do apocalypse

140

- Rock In Amadora

44

- Riverside

141

- Ficha tecnica - Obscura qalma

50

- Decayed

142

- agenda

58
4

- Moonshade

Foto na Contracapa por Sónia Ferreira

Sempre A Partir

Sempre A Partir Por Conan, o Barbeiro Eu sei que o propósito desta coluna é partir

Por Conan, o Barbeiro

Eu sei que o propósito desta coluna é partir a louça toda. Deitar cá para fora, mesmo que de uma forma politicamente

incorrecta mas

Afinal, não estamos todos nós aqui pelo mesmo? Pela música, pela festa, pela alegria que a mesma nos proporciona.

Mesmo se a música que alguns gostem é funeral doom ou black metal depressivo, há sempre uma alegria interior, mais que não seja por estar deprimido ou por haver algo que ainda acentua mais essa depressão. E por que é que eu me lembrei disto agora de repente?

Porque cada vez mais encontra-se guerras por todo o lado. Destes que gostam de nu-metal, dos outros que gostam de heavy metal, dos que apoiam o V.O.A., dos que apoiam Vagos Metal Fest, dos que gostam de ver o horóscopo e dos que acreditam que a terra é plana. Eu sei, eu sei, é estúpido, certo? Porque é que é tão importante ver a nossa opinião perpetuada e ecoada pela voz dos outros? E o mais parvo é que na maior parte das vezes não é a nossa opinião. Não é o que pensamos pela nossa própria cabeça, é o que nos foi incutido. Pelos nossos país, ídolos, grupo de amigos, televisão. Ou seja, citando a sabedoria popular, emprenhamos pelos ouvidos.

O emprenhar pelos ouvidos é tentador. Faz-nos pertencer a algo e faz-nos saltar esse passo do hábito humano que é

acho essencial terminar o ano no melhor espírito natalício e apelar à paz e ao amor fraternal.

pensar - chego a pensar que é um hábito em extinção. É chato pensar porque para além de fazer usar os neurónios - para quem não está habituado, é coisa para ficar a doer pouco tempo depois - como também não é infalível. Podemos estar errados, o que também é natural, se não nos damos ao trabalho de pensar ao ponto que cada vez que o fazemos nos faz doer a cabeça, a falta de prática vai fazer com que a situação se agrave. Mas porque raio é que aquilo que os outros pensam poderá ser o certo? E porque raio é que escolhemos representantes para as nossas opiniões? Perguntas sem resposta.

Se todos nós admitissemos o erro, conseguissemos arrepiar caminho sem ter medo de sermos diminuídos perante os outros, a vida não seria toda mais bela? Claro que arrepiar caminho é algo que exige humildade. Humildade é também outra coisa que anda por aí extinta. Como no futebol. Quando alguém ganha, é sabido que esse alguém se vai impôr sobre quem perde assim como é sabido que quando a situação se inverte, quem se impôs sabe o que lhe espera. E evita a todo o custo ou então até fica irritado e ofendido por lhe estarem a fazer o mesmo que já fez aos outros.

Porque há uma dissociação entre a pessoa que faz o mal e a pessoa que recebe o mal. Há sempre uma justificação para fazer o mal e ela normalmente é - a mim também me fizeram e agora eu faço aos outros. No entanto quando

o mal lhe foi feito, eram discursos intermináveis acerca do triste destino da humanidade ou de Portugal como

nação. No fundo o que queremos é pertencer a algo fixe. E não é fixe ficar do lado de baixo, do lado que tem uma posição difícil de defender apesar de ser a mais justa ou simplesmente apesar de ser a que se acredita. Não é fixe ser a vítima. Mas quando se passa para o lado de lá e não se respeita a liberdade e o espaço dos outros, tal como não fizeram connosco, já tudo é permitido.

Resumindo

tratados? Porque é que não nos vemos como realmente somos e não mais que os outros apenas porque "pensamos"

(ênfase no "pensar") que somos mais que todos os outros?

porque é que não arranjamos todos um espelho e começamos a tratar-nos como gostaríamos de ser

É TRISTE QUANDO SE ESQUECEM DE TI Chamo-me António Francisco Melão, mas para a maioria

É TRISTE QUANDO SE ESQUECEM DE TI

Chamo-me António Francisco Melão, mas para a maioria de vocês que gostam de heavy metal, sou o CAMERAMAN METALICO e ponto final paragrafo.

Dediquei-me a esta causa nos anos 80, divulguei o que tinha de divulgar, tive a fanzine HARD HEAVY (a 1ª a ter fotos originais), tive a 1ª página dedicada ao heavy-metal num jornal nacional, o vespertino DIÁRIO POPULAR, escrevi e publiquei fotos em jornais como o Blitz, A Capital, Correio da Manhã, Diário do Alentejo e ainda em magazines como a Promúsica, Rock Power, Rock Sound, etc, até em magazines estrangeiras como a Heavy Rock e a Kerrang!

Tive dois programas de rádio na Rede A em Almada "Metalescencia" com o Nuno Torres e na Super FM "Anestesia

Geral" com o Nuno Luz e Pedro Gomes. Viajei muito, fui dos primeiros a ir a festivais no estrangeiro Gods of Metal em Itália, Monsters of Rock em Inglaterra, Dynamo Open Air na Holanda e Wacken na Alemanha. Fiz fotografia a inúmeras bandas como os Rebellion, Black Widows, Hate Over Grown, Agon, Moonspell, Tarantula, Braindead, Procyon, Afterdeath, Alkateya, Ibéria, Thormenthor, Midnight Priest, Mass Disorder, etc.

Estes 33 anos de carreira tem tido altos e baixos, falta de trabalho, fecho de jornais, doença, de maneira que agora

tenho sido menos assíduo nos concertos, é natural, é a lei da vida tambem a saber que a glória e o reconhecimento são efémeros

no pit fazendo que todos os outros fotógrafos encolham os ombros (quem é este gajo?) e esquecem-te no dia a

seguir

sabia que isto não ia durar para sempre. Fico num dia és o maior, aclamam-te quando entras

passas de bestial a besta num fósforo como se costuma dizer.

Saiu recentemente um documentário HEAVY METAL PORTUGAL e nem uma virgula sobre o Cameraman Metalico, não existe, nunca existiu, e voces sabem que não é verdade!

era

só isto

CM Dezembro 2018

Se gostava de ter opinado sobre o heavy-metal em Portugal, se calhar até gostava mas não me perguntaram

sejam felizes e Boas Festas - Saúde da boa e VIVA O HEAVY-METAL.

6
6

eNTREVISTA

eNTREVISTA Os The Tangent, uma das grandes bandas de rock progressivo clássico vindas da Inglaterra continua
eNTREVISTA Os The Tangent, uma das grandes bandas de rock progressivo clássico vindas da Inglaterra continua

Os The Tangent, uma das grandes bandas de rock progressivo clássico vindas da Inglaterra continua a lançar grandes álbuns e o mais recente "Proxy" é o seu décimo álbum de originais pouco mais de um ano após o excelente "The Slow Rust Of Forgotten Machinery". A World Of Metal não poderia deixar passar a oportunidade de falar com Andy Tillison sobre esta fase de inspiração criativa da sua banda e ainda sobre toda a temática que "Proxy" encerra, não fugindo a outras questões de fundo que são igualmente pertinentes.

Fernando Ferreira

OláAndy,muito bomestara falar contigo e ter-te de volta aos discos, tão depressa depois do “The Slow Rust Of Forgotten Machinery”. Simplesmente não se consegue parar inspiração, pois não?

(Risos) Bem, honestamente não acredito que seja tão rápido quanto possas pensar.

Afinal, Mozart escrever cerca de sessenta sinfonias (como se fosse um álbum) e ele não

É tudo

chegou aos quarenta

relativo. No contexto do prog, de momento estou bastante prolífero mas não tanto como

os Yes eram no início da década de setenta. Eles fizeram cinco álbuns num período de três

anos

mas de qualquer forma,

este é um problema que estou feliz por ter. Qualquer pessoa

8

que possa escrever música útil quando eles estão à beira dos seus sessenta anos de idada é sortudo por o poder fazer, por isso eu sou sortudo e muito feliz por poder ter todas estas formas de comunicação.

“The Slow Rust Of Forgotten Machinery” tem como pano de fundoocomentáriosócio-político, algo que é comum em todos os trabalhos na vossa carreira. Líricamente,oqueretrata“Proxy”, qual é a mensagem principal?

Bem, todos vivemos juntos nesta pequena rocha e todos vivemos em 2018 – mesmo que alguns de nós ainda desejassem que fosse 1972. Mas tal como em 1972, ainda temos grandes problemas no mundo e como

muitas das bandas no final da década de sessenta e no início

da de setenta, eu penso que é o nosso trabalhar comentar sobre

o mundo onde vivemos neste

momento. “Proxy” não é tão

centrado políticamente como

o álbum anterior “Slow Rust”

mas as histórias e imagens de guerras em sítios distantes ainda assombra o nosso quotidiano,

através de telejornais e as notícias que nos chegam de outras fontes. Eu odeio mesmo o crescimento profundamente desagradável nas chamadas guerras por procuração, como aquelas que estão a acontecer na Síria

e no Iémen – onde as grandes

potências mundiais do governo

e indústria escolhem lados em

quesílias locais, investem em hardware militar e permitem a

escalada destas guerras horríveis mas esquivam-se em assumir as culpas. Milhares de pessoas estão

a sofrer em resultado isto e eu

lamento que não haja esforços

suficientes a serem feitos para impedir que esto aconteça.

Deveriam haver masi pessoas

a chamar a atenção sobre isto do que apenas uma banda de rock

mas essa

é apenas uma faixas! O resto do álbum é muito mais focado em

questõessociais,envelhecer,perder

oportunidades na vida, mudar as nossas crenças e princípios conforme envelhecemos. Eu penso que o álbum é essencialmente

positivo que apesar ser crítico pela forma como vivemos, tem

progressivo europeia

muitas boas vibrações acerca do futuro e as possibilidades que existem para o tornar melhor.

Voltando à música foi escrito de uma forma muito orgânica durante a última digressão, ficamos

Voltando à música

foi escrito de uma forma muito orgânica durante a última digressão, ficamos com a sensação que estamos de volta

à década de setenta, onde as bandas

estava constantemente a trabalhar na

sua música, e por vezes a esgotarem-se

devido a isso mesmo

propositado que já tinham quando estavam em digressão, compôr o próximo álbum ou apenas fluiu dessa forma?

Bem, períodos de inspiração não são propriamente algo que possas pôr no calendário do Google ou no Wall Planner. Acontece quando acontece e

é isso. Não tinha “planeado” fazer um

álbum este ano, nunca o faço, e este

aconteceu porque andámos em digressão

foi um objectivo

já que este álbum

o

ano passado e no início deste ano

e

foi uma sensação tão boa, gostámos

tanto de tocar juntos e essa sensação apenas fez com que eu quisesse escrever música para esta gramde banda. Senti que estava a compôr para este grupo de músicos. Não a compôr primeiro e depois a adicionar os músicos depois. Então, conforme sugeriste “apenas fluiu dessa forma”. Estavamos a rodar e esta música no “Proxy” é o resultado dessa rodagem.

O álbum é bastante diverso, mostrando

todas as diferentes facetas dos The Tangent

e do género progressivo em si. Sente-

se como uma espécie de declaração

para todos os que pensam que o rock

progressivo é algo preso à década de setenta, como se dissesse “ainda não viste da missa a metada”, porque há muito mais a fazer e a mostrar, certo?

Ainda bem que o vês dessa forma porque é essencialmente a forma como o vemos. Eu realmente acho o rock progressivo e as atitudes sobre ele bastante frustrantes – e apesar de achar que eu também sou culpado

disto, penso que existe muita influência da música da década de setenta em muita da música progressiva actual. Particularmente Genesis e Pink Floyd.

e é a combinação

É um problema

dos fãs que adoram mais as coisas antigas, com as bandas a sentir que

têm que manter os fãs felizes. Então temos mais bandas que querem ver bandas de tributo aos Genesis do que

o que faz com que as

novas bandas

novas bandas terem que soar um pouco mais como os Genesis. Lamento mas isso comigo não funciona. Existe tanta música por aí que pode ser abordada

na perspectiva progressiva. Se os King

Crimson pudessem trazer jazz moderno

e selvagem, hard rock e música clássica

para o seu som de 1968, bem, cinquenta

e música clássica para o seu som de 1968, bem, cinquenta anos mais tarde teríamos muito

anos mais tarde teríamos muito mais que poderíamos trazer. É por esta razão que no “Proxy” decidimos fazer uma longa canção prog de dezasseis minutos baseada em todos os estilos musicais que não existiam de todo na década de setenta e que normalmente não são associados ao progressivo de todo. A cena excelente é que ainda funciona como rock progressivo e ainda soa aos The Tangent. Todos sentimentos que esta foi uma experiência que realmente resultou.

Os "Os The Tangent não ligam puto quão bem sucedidos somos. É tudo pela música,
Os
"Os The Tangent não
ligam puto quão bem
sucedidos somos. É tudo
pela música, é a única
coisa que interessa.
Se quisessemos
sucesso, estaríamos a
escrever música pop
para boys bands."

The Tangent tem uma enorme lista de

músicos que estiveram envolvidos com

a banda mas para este, se não estou

errado, mantiveram o mesmo grupo de pessoas. Esta é uma das razões pela qual a composição fluiu tão bem?

A banda tem na realidade um alinhamento

estável desde 2014, centrado em mim, no Luke, Jonas e Theo. Fizemos três

álbuns e um par de digressões juntos e sim, aumenta a forma como a música flui. Adicionamos um novo baterista, não apenas para este álbum. Steve tem estado connosco há já mais de um ano

e é excelente, adoramos trabalhar com

ele e foi uma grande adição à banda. Eu gosto de compôr para os músicos na banda, eu escrevo coisas que eu penso que eles vão gostar de tocar. Parece que está a funcionar!

Pegando no que disseste e sendo que

a música está em constante evolução,

pensas que existem algunas fronteiras

paraondepodemir?Mesmonumgénero

e definido como o rock progressivo?

Bem, voltando à questão anterior penso realmente que as barreiras caíram. Se apenas ficarmos como fãs de Genesis com um som igual a todas

as outras bandas, bem, a forma música não está a ir a lado nenhum. Também precisamos de estar atentos que não basta adicionar metal à mistura para automaticamente estarmos a fazer algo novo. Metal tem feito muita progressão

sozinho, apenas adicionar isso ao rock progressivo não é a ÚNICA solução.

os Haken são bons mas

para manter isto a avançar precisamos de um pouco mais do que apenas um rival aos Dream Theater. O simpes facto de encarares o progressivo como um estilo “bem estruturado e definido” é indicativo dos problemas que ainda estão por ultrapassar

Quais são as expectativas pela recepção do álbum pelos vossos fãs e também achas que poderá atrair novos?

Honestamente não sei o que é que eles vão pensar acerca do álbum mas por outro lado, eu nunca sei. Só tens que decidir se queres comprar uma chaleira na Amazon e mesmo que seja a melhor chaleira do mundo, haverão toneladas de reviews em como ela é terrível, como não tem apoio ao cliente e como não podes controlá-la com Alexa (serviço da Amazon). Vivemos num mundo onde as pessoas idealizam aquilo que querem nas suas próprias cabeças. O mais perto te aproximas dessas idealizações, mais bem sucedido serás. Os The Tangent não ligam puto quão bem sucedidos somos. É tudo pela música, é a única coisa que interessa. Se quisessemos sucesso, estaríamos a escrever música pop para boys bands.

Lançaram um álbum, foram em digressão, fizeram outro álbum nessa digressão, gravaram e agora é tempo de promovê-lo outravez.Aindatêmomesmoentusiasmo de voltar à estrada?

Claro. Adoro tocar ao vivo e a vibração do público é combustível inspirador. Eu vou continuar a fazê-lo desde que as minhas pernas me levem aos concertos e os meus braços continuem a tocar.

Porisso sim

concertos e os meus braços continuem a tocar. Porisso sim Em termos de digressão, onde é
concertos e os meus braços continuem a tocar. Porisso sim Em termos de digressão, onde é

Em termos de digressão, onde é que esperas ir desta vez com o “Proxy”?

Em termos de digressão, onde é que esperas ir desta vez com o “Proxy”?

Quero ir a Portugal! Nunca fomos nunca fomos convidades para fazer qualquer um dos vossos festivais vá lá, pessoal! Não andamos a pedir concertos às pessoas, se alguém quer- nos a tocar, eles precisam de nos pedir! Já fizemos a Rússia, E.U.A., Canadá, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Itália, Suécia, Dinamarca Todos eles pediram-nos para tocar.

Canadá, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Itália, Suécia, Dinamarca Todos eles pediram-nos para tocar.

9

eNTREVISTA

eNTREVISTA 10
eNTREVISTA 10
eNTREVISTA 10
eNTREVISTA 10

10

Novo álbum na rua, e sobre ele eu li algures que vocês acham

este disco diferente de tudo o que foi feito e muito divertido. Por que essa afirmação?

Nós desta vez trabalhamos de uma forma diferente. Não nos

limitarmos ao que costumávamos soar, decidimos deixar as músicas mostrarem o caminho a seguir para o aquilo que soamos hoje. Nós simplesmente escolhemos

o que achamos que eram

as melhores músicas, não importando a vibe que as demos

tivessem. Nós acreditamos que quando tocamos e comigo a cantar, tudo vai acabar a soar aos Electric Boys, de forma

natural. E, olha, foi uma diversão, também foi muito bom gravar desta vez e nós gostamos muito

de trabalhar com o produtor

David Castillo.

Eu senti muita ambição com essa afirmação

Claro que sim! Sem ambição, não

há sentido em todo o processo

de um trabalho, necessária para criar um novo álbum.

A inspiração para a composição nunca acaba?

  Não há regras de composição. Às vezes é difícil, enquanto algumas músicas quase "se
 

Não há regras de composição. Às vezes é difícil, enquanto algumas músicas quase "se escrevem" sozinhas. Às vezes a letra vem primeiro, às vezes a música

"Hangover In Hannover" foi o tema escolhido como single

"Hangover In Hannover" foi o tema escolhido como single

Sentimos que era uma boa

música a ideal para deitar abaixo

a porta. Sentimos ser um bom começo, outros virão

"The Ghost Ward Diaries" de onde vem a inspiração para este título?

O nome do estúdio é esse, Ghost Ward Studios e como eu estava sentado lá a escrever as letras, então

"Nós simplesmente escolhemos o que achamos que eram as melhores músicas, não importando a vibe
"Nós simplesmente
escolhemos o que achamos
que eram as melhores
músicas, não importando
a vibe que as demos
tivessem. Nós acreditamos
que quando tocamos e
comigo a cantar, tudo vai
acabar a soar aos Electric
Boys, de forma natural."

O que separa, por exemplo, do altamente aclamado "Funk-O- Metal Carpet Ride"?

Cerca de 30 anos (risos)A diferença é bem grande. Não

é tão funky ou punk. Um pouco

mais escuro, mais direto fwd rock.

Mas aparentemente é o diário de uma viagem na estrada

Sim, é onde eu passei uma grande parte da minha vida. As lutas,

os bons momentos, corações partidos, a tristeza, os sonhos Uma vida, acho eu!

O que tem sido diferente desde

2009, o ano da vossa reunião? Existe um antes e um depois,

ou tudo fica igual?

Talvez Andy e Franco se tenham envolvido mais com composições. Caso contrário, é praticamente o mesmo, além

das novas músicas.

Eu sei que vocês gravaram um disco no Abbey Road, um lugar místico para todos os músicos

Sim. Na realidade nós gravamos dois álbuns lá. Óptimo estúdio!

Falando de transcendente e voltando para "The Ghost Ward Diaries” há alguma história desse género no álbum?

Na verdade, não. "Gone, Gone, Gone" é sobre um amigo que

faleceu

lo a tocar saxofone nos meus sonhos. Ele ainda está aqui, a tocar connosco.

eu costumo ouvi-

Ele ainda está aqui, a tocar connosco. eu costumo ouvi- O que podemos esperar agora? Algo

O que podemos esperar agora?

Algo especial para a próxima

tour?

Existem

planos

para

tour? Existem planos para

alguma coisa?

 

Estamos a tentar colocar o álbum no maior número de países acompanhado do máximo de concertos possível. Temos uma nova equipa a trabalhar connosco, então parece um novo começo. Vamos ver

do máximo de concertos possível. Temos uma nova equipa a trabalhar connosco, então parece um novo

11

do máximo de concertos possível. Temos uma nova equipa a trabalhar connosco, então parece um novo
do máximo de concertos possível. Temos uma nova equipa a trabalhar connosco, então parece um novo
eNTREVISTA Deathrite poderá não ser um nome completamente desconhecido para os fãs portugueses de death

eNTREVISTA

eNTREVISTA Deathrite poderá não ser um nome completamente desconhecido para os fãs portugueses de death metal.
eNTREVISTA Deathrite poderá não ser um nome completamente desconhecido para os fãs portugueses de death metal.

Deathrite poderá não ser um nome completamente desconhecido para os fãs portugueses de death metal. Afinal eles ainda recentemente nos visitaram na data dupla dos Napalm Death e com os nosso besta a abrir. A banda entretanto lançou um grande álbum de death metal na forma de "Nightmares Reign" que vislumbra que a banda não é de ficar presa a uma fórmula específica mesmo que o death metal seja sempre o mote principal. Sobre o novo álbum, sobre esta nova fase e sobre tocar ao vivo, os deathrite pela sua própria voz.

Fernando Ferreira

12

Olá pessoal e bem vindos ao nosso World Of Metal. Depois de três anos, estão

Olá pessoal e bem vindos ao

nosso World Of Metal. Depois de três anos, estão de volta com

o excelente “Nightmares Reign”. Entusiasmados pelo momento

presente?

Sim, claro! Mal podemos esperar para que o álbum veja a luz do dia e estamos com fome de tocar estas canções ao vivo.

“Revelations Of Chaos” foi bastante bem sucedido entre os fãs de death metal. Sentiram que para este tinham que superar o que fizeram antes ou esse tipo de pressão não vos incomoda de todo?

Na realidade não. No início do nosso processo composição, estávamos certos que no próximo álbum iríamos abrir um novo capítulo. Então estávamos livres de todas as expectativas que as pessoas poderiam ter. Quisemos puxar as coisas um pouco mais à frente e recusámo-nos a ser limitados um género muito restrito, porque primeiro e antes de tudo, somos músicos e artistas e queremos ser criativos.

Tiveram uma mudança recenre no alinhamento com o Anton a

substituir o Geral e a expandir o departamento das guitarras com

o Tom. Estas mudanças tiveram

algum impacto nas canções que podemos ouvir no “Nightmares

Reign”?

Sim, o nosso método de composição desenvolveu-se ainda mais. Toda a estrutura da canção é mais complexa, sem perder a sua crueza e sem ficar muito técnico. A nossa música é ainda suja e malévola mas agora não é apenas de uma forma óbvia.

com Behrens, não é o primeiro nome

que pensaríamos para produzir os

Deathrite. Como é que chegaram

Trabalharam

Richard

até ele?

Como é que chegaram Trabalharam Richard até ele? Devido à nossa progressão musical e ao facto

Devido à nossa progressão musical

e ao facto das canções terem um

feeling rock mais óbvio, pensámos que a melhor forma de gravar seria

através de um processo analógico e bastante old school, e dessa forma Rochards foi um nome que nos surgiu e na realidade foi mesmo

a

nossa primeira escolha.

E

em relação ao processo de

gravação, o Richard introduziu algumas mudanças no processo que já tinham?

Não, na realidade não. Quero dizer, para ambos os lados era uma situação nova. Ele grava na maior

parte das vezes blues e bandas rock

e agora existe uma banda de death

metal e estes gajos que querem gravar alguma coisa. Mas acho que foi uma experiência bastante refrescante para nós e fomos capaz de materializar algumas boas ideias que tínhamos.

"Portugal foi mesmo a primeira vez que conhecemos o pessoal dos Besta, excelentes pessoas e
"Portugal foi mesmo
a primeira vez que
conhecemos o pessoal
dos Besta, excelentes
pessoas e com música
mesmo selvagem"

bom.(

)

Foi também

É o primeiro álbum pela Century Media Records, uma das grandes editoras de Metal. Como é que

o contacto foi feito? Foram abordados por eles?

Algum pessoal da Century Media

foram a alguns dos nossos concertos

e de tempos a tempos, falávamos

uns com os outros e pensámos que seria muito bom trabalharmos juntos. A experiência deles e a nossa fome de tocar e sermos criativos estabelece uma combinação com potencial.

Tenho que salientar “Temptation Calls”, uma excelente faixa épica, algo não muito usual da vossa parte. Têm intenções de a tocar ao vivo?

Obrigado, foi a última canção que escrevemos para o álbum e desde

o início que foi planeado tornar-se

a última canção de forma a ter um fecho apropriado para o álbum e sim, queremos um fecho apropriado para os nossos futuros concertos.

Por falar em tocar ao vivo, vocês têm um horário bastante ocupado até ao final do ano, pela Europa. Têm esperança que este álbum vos possa fazer chegar ainda mais longe no que diz respeito a andar em digressão?

Oh, yeah! Quero dizer, tocar ao vivo é a coisa mais importante para nós. Gravar e lançar um novo álbum é apenas o gatilho

para nós. Queremos dar às pessoas

uma experiência sem filtros das nossas canções e esperamos ter

a oportunidade de tocar mais

frequentemente, especialmente em sítios onde não há muitas bandas

a pararem.

Vimos-vos com os Napalm Death ainda no ano passado, dois excelentes concertos em Portugal. Quais são as memórias que têm daqueles dois concertos e quando é que podemos esperar o regresso ao nosso país?

e quando é que podemos esperar o regresso ao nosso país? Portugal foi mesmo bom, nunca
e quando é que podemos esperar o regresso ao nosso país? Portugal foi mesmo bom, nunca

Portugal foi mesmo bom, nunca tinhamos tocado lá antes e não tínhamos expectativas, mesmo nenhumas, mas parecia que as

Portugal foi mesmo bom, nunca tinhamos tocado lá antes e não tínhamos expectativas, mesmo nenhumas, mas

pessoas estavam mesmo com o espírito da coisa. Foi também a primeira vez que conhecemos

pessoal dos Besta, excelentes pessoas e com música mesmo selvagem, cumprimentos para eles. Neste momento estamos a

o

planear uma digressão em espanha

e esperamos que possamos regressar

e esperamos que possamos regressar

a Portugal. Façam figas!

13

eNTREVISTA
eNTREVISTA
eNTREVISTA Manimal, mais um nome da escola metálica sueca dentro da vertente power metale na sua

Manimal, mais um nome da escola metálica sueca dentro da vertente power metale na sua mistura com o heavy metal tradicional. E é um nome a reter, porque o futuro passa por aqui, sem dúvida! Samuel Nyman, vocalista dos Manimal, foi o nosso interlocutor.

Olá Samuel, muito obrigado por esta entrevista e é com muito gosto que levamos aos nossos leitores o vosso nome, o vosso trabalho. E, naturalmente quem são os Manimal?

Obrigado pela oportunidade e direto à tua resposta, quando entrei para a banda em 2001, o Henrik e alguns dos agora ex-membros da banda, Richard e Pether,

14

Miguel Correia

já tocavam juntos há muitos anos. Daí para

a frente, nós os quatro

formamos os Manimal. Quando Richard e Pether

decidiram deixar a banda há uns dois anos atrás, começámos a procurar por um novo baterista

e baixista e chegámos

ao André e ao Kenny. Os Manimal lançaram três álbuns até hoje e fizeram três digressões pela Europa, tocámos em vários

festivais. Resumindo,

foram assim os nossos primeiros passos

E o nome Manimal?

Ah, a nossa ideia do nome da banda era basicamente usar a combinação de “homem” e “animal”, e nós

sentimosquepodemosnos relacionar com o nome. De alguma forma, a nossa música traz o animal dentro de nós, expresso através do ritmo de bateria, riffs de guitarra e gritos

primitivos. Mas acho que é tudo natural. Quero dizer, afinal somos todos animais, não somos?

Reconheces que é sempre uma grande responsabilidade, ter origem num país com uma enorme tradição na cena metaleira. Quais são suasinfluênciasmusicais? Nós ouvimos muitas bandas diferentes de diferentes géneros. Mas algumas são mais

fontes de

inspiração seriam nomes como

ou menos óbvias

os Queensrÿche, Judas Priest,

Rammstein, Helloween e Dream

Theater.

Helloween,GammaRay,Primal Fear até que ponto o power metal alemão influência a vossa música?

Muito, eu diria. Todas as três

bandas que referes são óptimas,

e nós ouvimos tudo isso,

consumimos muito desse som

Até que ponto eles contribuem para as vossas composições?

Eles inspiram-nos a continuar a segurar a tocha do power metal

e a continuar a desenvolver e a dar força ao género.

Vamos falar sobre o fantástico novo álbum "Purgatorio", um grande passo na minha opinião. Vocês apostam tudo neste álbum ou na tua opinião é um dos muitos que ainda estão por vir?

Como compositor e artista,

nós sempre tentamos desafiar

e superar-nos em tudo o que

fazemos, nas composições e também nas performances. Nós entrámos na produção do "Purgatorio", com o objectivo de

fazer nosso melhor álbum até agora, e acho que conseguimos. Só o tempo dirá se vamos continuar a exceder os nossos álbuns anteriores, mas vamos certamente apontar para isso. Comparando com o primeiro disco realizado?

“Purgatorio” é mais directo e menos progressivo que o “The Darkest Room”. Os riffs de guitarra são melhores na minha opinião, assim como o desempenho geral.

Como defines esse álbum?

Boa pergunta

pesado, com alguns elementos progressivos” intenso!

olha “power metal

E o título "Purgatorio"?

A humanidade continua a repetir erros, sem aprender com eles. Portanto, é difícil evitar uma queda completa. Usamos o

“Purgatório“, como uma metáfora para todas as decisões erradas que tomamos na vida e nunca nos arrependemos. O título

do álbum é obviamente muito

inspirado pela obra-prima de

Dante Alighieri e não é a primeira vez que nos inspiramos nesse trabalho específico da literatura.

A música “The Journey”, no

nosso último álbum, também foi inspirada na "Divinia Comédia".

De qualquer forma, estou a encarar uma banda que conta muito tempo de carreira, mas com isso são apenas três álbuns lançados. Porquê?

Nós

nunca

lançaremos

um

álbum antes de estarmos 100% satisfeitos com as músicas, com

todo! Se isso significa que levar um ou dez anos para fazer um álbum, que assim seja. Estamos todos, na sintonia da qualidade antes da quantidade.

o

O

que aconteceu entre 2009

e

2015? Aparece apenas o

album "The Darkest Room", foi então esse o sentimento existente, de as coisas não estarem prontas para um

álbum?

Ah, pois, aí a vida segue um rumo, com outras coisas. Todos nós tivemos filhos. Além disso, perdemos dois membros e tivemos que encontrar novos.

De "Purgatorio", quais são tuas músicas favoritas?

Agora, meus favoritos pessoais são “Purgatorio”, espalhando o temor e o traidor.

E quais são os que farão parte do futuro setlist?

Provavelmente um monte deles.

Já adicionamos “Black Plague”,

“Purgatorio”, “Manimalized”

e “Denial” ao nosso set ao

vivo e estamos ansiosos para experimentar mais músicas ao vivo.

Quais são os próximos passos?

Acabámos de voltar para casa do festival ProgPower USA em

Atlanta e agora estamos a fazer planos para uma tour europeia

e alguns festivais em 2019. Nós

nunca tocámos em Portugal, por isso esperamos poder chegar aí. Vamos manter o foco nisso.

15

festivais em 2019. Nós nunca tocámos em Portugal, por isso esperamos poder chegar aí. Vamos manter

eNTREVISTA

eNTREVISTA Vinte anos a destilar violência sob a forma de arte, Biolence já é um nome
eNTREVISTA Vinte anos a destilar violência sob a forma de arte, Biolence já é um nome

Vinte anos a destilar violência sob a forma de arte, Biolence já é um nome reconhecido entre o nosso meio como mestres do Death/Thrash metal. Mediante a comemoração da sua existência, vamos participar nos festejos com uma entrevista à banda, sobre a qual o nome já diz muito sobre eles. César, vocalista e guitarrista da banda de Vila Nova de Gaia fez connosco a viagem ao mundo dos Biolence.

São duas décadas de existência com uma força quase sobre- humana. Mas para quem ainda desconhece, ou chegou à pouco tempo ao nosso meio, quem são os Biolence? Qual a vossa história?

Basicamente, tudo começou no Verão de 1998, nessa altura o meu grupo de amigos parava no Jardim do Liceu de Gaia, e nesse grupo estavam incluídos os primeiros elementos de Biolence e fundadores da banda. Eu e o Dani ( o baterista) já eramos amigos desde 1991 ou 92 se não estou em erro, e desde muito novos já partilhávamos um gosto enorme por música, mas nunca tinhamos pensado sequer em formar uma banda, mas depois em 96/97 quando conhecemos o Pedro (Vocalista) e mais tarde o Jaime (Baixista) começámos a falar mais vezes nessa possibilidade, e

16

Cátia Godinho

em 98 formámos a banda. Os

gostos músicais eram algo distintos na altura e o que nos unia era principalmente a nossa amizade,

o Dani sempre gostou de Rock,

Grunge e algum Metal, o Pedro

e o Jaime era mais Hardcore, um

pouco de Metal e algum Hip-Hop, e eu sempre gostei principalmente de Metal mais extremo em todos os seus géneros e um pouco de todos os estilos falados anteriormente. Ou seja, inicialmente Biolence era uma mistura de tudo isso, gostei muito de todas as fases músicais de Biolence, mas tendo em conta que a minha tarefa como único guitarrista na altura era compôr musicas, sempre tentei puxar para algo mais pesado, e foi resultando

durante alguns anos, mas depois aos poucos o pessoal foi deixando de

se identificar tanto com o estilo e

aos poucos por essa razão ou outras

questões pessoais foram saindo da banda. Já tivemos mais alguns elementos depois disso, mas o Dani ainda se foi mantendo alguns anos

depois das saídas do Pedro e do

Jaime. Em 2005 a entrada chave para

o nosso som e filosofia de banda

actual, foi o David (Guitarrista), foi o primeiro elemento que me permitiu explorar metal mais extremo por partilhar dos mesmos gostos e acrescentou um valor enorme à banda, a partir da entrada do David a banda começou

a ter solos mais técnicos e puros,

característicos de Death / Thrash / Black dos 90´s, juntos evoluímos bastante e aos poucos isso foi-se reflectindo na nossa sonoridade. Antes eu mantive a persistência sozinho para manter a banda a funcionar, mas desde a entrada do

David já somos dois a puxar para

o mesmo lado e a acreditar a 100%

nesta banda o que ajuda bastante. Todos dão o seu contributo, mas sinto que para mim e para o David

esta banda significa um pouco mais.

O André Vieira foi entre alguns

vocalistas que experimentamos

o que mais se destacou, demos

bastantes concertos juntos e ele

é o autor de bastantes letras de

músicas que ainda tocamos hoje em dia, tinhamos alta ligação, mas infelizmente o André não tinha tempo para nos dar a dedicação que necessitavamos e tivemos

que nos separar, depois do André decidi ser vocalista, e foi com a

influência dele que consegui evoluir até ter a voz que tenho hoje em dia, antes disso, pouco

conseguia cantar e evoluí bastante.

O Marco (baixista) também foi

uma entrada importante em 2008,

e na altura e durante alguns anos

partilhámos os três esse gosto e

empatia músical que estava a fazer o nosso som evoluir bastante, mas entretanto ele foi

empatia músical que estava a fazer o nosso som evoluir bastante, mas entretanto ele foi participando noutros projectos que lhe permitiam tocar guitarra em vez de baixo e tinham mais visibilidade do que nós, e ele decidiu dedicar mais tempo a a esses novos projectos impossibilitando o ritual que sempre achámos essencial para a pureza do nosso som, que era a ligação de compormos as cordas sempre em conjunto.

O Afonso (baterista) foi sem dúvida uma

entrada chave para esta banda também, tivemos algumas fases tremidas, mas ele têm-se mantido até hoje, somos todos

amigos e essa união tem-nos mantido juntos,

o Afonso é sem dúvida uma segurança

enorme tendo em conta a sua técnica e poder de execução, e principalmente bate com vontade que é essencial para um som "Biolento".Actualmente contamos também

com Daniel Marage, é novo nisto de tocar

ao vivo, mas já é músico de Metal há muitos

anos e já esteve noutras bandas, e para já no geral além de excelente músico e pessoa, parece ser exactamente a peça que faltava!

Que termo pode definir o som de Biolence? Qual a melhor forma de descrever o som que produzem?

O ideal é : Metal dos 90´s, nós gostamos

de dezenas de bandas de Death, Thrash e

Black, e a nossa composiçao não é pensada,

é sentida! Quando começamos a compôr

uma música ela pode ter milhares de

desfechos diferentes, o que sair naturalmente

e sentirmos que é perfeito para aquela parte

é o que fica independentemente do estilo dentro das três vertentes acima. Gostamos

bastante é de contrastar agudos com graves

e brutalidade com melodias, isso é a base da nossa composição.

Em tantos anos de bom Death/Thrash metal, temos em lista uma “curta” discografia, a que se deve essa, ainda, reduzida produção de material?

Isso acaba por estar explicado na primeira pergunta, aconteceram muitas alteração

na banda e nunca foi possível encontrar a solidez necessária para lançamentos que

fizessem total sentido, além de que, até 2008 apesar de eu no fundo querer um percurso mais coerente e sério, a banda no geral sempre levou a cena mais numa onda de divertimento para ir dando uns concerto

quando aparecessem oportunidades, pouco mais do que isso, a partir de 2008 decidimos levar a cena mais a sério. De 2010 a 2017 que foi o hiato entre o EP e o álbum, foi uma altura conturbada, vários problemas de disponibilidades e prioridades etc, e nesse tempo fomos compondo o "Violent Non Conformity", nesse espaço decidimos que só iamos voltar a tocar ao vivo quando o álbum estivesse pronto, que foi em 2017. Desde aí não parámos mais, tendo já lançado o nosso segundo álbum de originais "Violent Exhumation"

em 2018, e posso já dizer que já começamos

a compôr o próximo!

e posso já dizer que já começamos a compôr o próximo! Com tanta experiência como artistas

Com tanta experiência como artistas e amantes de música extrema, sentem que ainda existe uma certa relutância em apostar em bandas do género?

Na minha opinião não existe qualquer tipo de relutância no meio Underground, se te referes ao mainstream, espero sinceramente que a relutância se mantenha senão deixará de haver Underground.

Em que é que se inspiram para escrever cada letra e quais as temáticas que sublinham os valores dos Biolence? Que mensagem pretendem transmitir-nos com a vossa arte?

Como na sonoridade também nas letras exploramos as várias vertentes dentro do Metal, normalmente falamos muito sobre injustiça social, o lado negro da humanidade (corrupção e ganância), horrores e injustiças da guerra, algumas letras nostálgicas a enaltecer o verdadeiro espírito metaleiro dos 90´s (quando a música importava mais do que lucro ou ser-se conhecido), alguma política, e até mitologia e contos mais obscuros.

"Hoje em dia há mais concorrência e menos união, e para se conseguir alguma visibilidade
"Hoje em dia há
mais concorrência
e menos união, e
para se conseguir
alguma visibilidade
é bastante
complicado"

Após uma demo e um ep, com um interregno bastante grande entre as datas de saída. Temos dois longa-duração com um ano de diferença no seu lançamento, 2017 e 2018, ambos de um brilhantismo único. Como explicam estas abruptas diferenças?Eoquepermitiuestaprodução de trabalhos mais assídua?

Tal como referi nas questões anteriores, até

o

problema de disponibilidade dos membros

e

reestruturação da banda estar resolvido

não era possível alcançar os objectivos traçados. Uma vez esse assunto tratado foi só pôr em prática o que já estava há muito pensado e encaminhado.

que

enfrentam enquanto músicos em Portugal?

Quais

as

maiores

adversidades

Actualmente acho que é a concorrência, hoje em dia há mais concorrência e menos união, e para se conseguir alguma visibilidade é bastante complicado, há

muito variedade e o acesso é extremamente fácil a tudo, por isso a luta é conseguir visibilidade e marcar a memória das pesso as.

Falemos do actual álbum, “ Violent Exhumation”. É nada mais, nada menos que o trabalho comemorativo de vinte anos de arte , “talhado” na perfeição para imortalizar o nome Biolence na história do underground lusitano. Como “nasceu”, “cresceu” , e se desenvolveu este apogeu da vossa carreira?

Este álbum é um resumo das músicas mais relevantes que compusemos ao

longo destes 20 anos, mas que por falta

de meios nas épocas em que as tocávamos

nunca tivemos oportunidade de as gravar. Decidimos guardar este material para o expôr num único trabalho comemorativo. Grande parte destes temas continuam até

hoje a fazer parte das possíveis set lists

a executar ao vivo, também por isso ser

importante gravá-las

das pessoas é mais um álbum, para nós

é recordar todos os grandiosos momentos

que vivemos quando as tocávamos ao vivo

ao longo dos anos, o que o torna para nós

um álbum muito especial.

Como será a promoção do álbum, e por

si só, a comemoração do aniversário de

Para a maioria

Biolence?

A promoção já está neste momento a

acontecer, vamos tentar tocar ao vivo no

máximo de sitios possíveis cá em Portugal,

já temos alguns concertos pré-acordados,

e queremos também explorar um pouco

mais lá fora, situação que também já está em conversação e já com alguns feedbacks positivos de ambas as partes. Comemorar

a nossa música para nós resume-se em

tocar ao vivo e criar uma ligação com o público através das nossas actuações, o

plano será esse.

O

que nos reserva o futuro da banda?

O

que ainda falta fazer para sentirem-

se

completos enquanto artistas?

Posso dizer-te que já estamos a começar a preparar o próximo trabalho de originais, basicamente vamos manter a máquina em andamento sem mais paragens, é isso que queremos. Quanto a sentirmo-nos

mais paragens, é isso que queremos. Quanto a sentirmo-nos completos, isso passa por tocar muito mais
mais paragens, é isso que queremos. Quanto a sentirmo-nos completos, isso passa por tocar muito mais

completos, isso passa por tocar muito mais

completos, isso passa por tocar muito mais

ao

vivo. Quer em festivais onde nunca

passámos antes, quer em terras onde nunca

tocámos, o objetivo é levar a nossa música

máximo de pessoas possível, e é nesse sentido que estamos a trabalhar.

ao

11.

Querem deixar uma mensagem aos

nossos leitores?

Antes de mais queria só agradecer-te pela entrevista e por esta oportunidade, continua com o bom trabalho! Quantos aos

leitores, obrigado pelo apoio que tem dado

leitores, obrigado pelo apoio que tem dado

Underground, continuem e apareçam nos concertos! Cheers! \m/

ao

17

eNTREVISTA

eNTREVISTA O vocalista norte americano David L. Reece, está de volta desta vez a solo com
eNTREVISTA O vocalista norte americano David L. Reece, está de volta desta vez a solo com

O vocalista norte americano David L. Reece, está de volta desta vez a solo com Resilient Heart”. Conhecido profissionalmente na cena heavy metal rock desde o final dos anos 80, com trabalhos

com várias bandas de diversos géneros, sendo “Eat The Eat” gravado com os Accept a sua porta para

a ribalta musical. Pelo caminho surgem outros trabalhos dignos de registo como a sua passagem

pelos Bonfire de janeiro de 2015 a julho de 2016 e mais recentemente com o projecto Sainted Sinners.

Miguel Correia

18

pelos Bonfire de janeiro de 2015 a julho de 2016 e mais recentemente com o projecto

Olá David, obrigado por esta entrevista e parabéns pelo

teu novo trabalho, "Resilient

Heart"

e, claro, este título é

uma demonstração de que estás vivo e cheio de ambição!

Obrigado a vocês, por me darem

a oportunidade de me partilhar

com vocês e com todos os vossos

leitores! Sim, vivo, muito vivo, bem

e

cheio de energia e ambição!

E

como surgiu esta oportunidade,

falo num todo, chegar à Mighty

Music, um álbum solo, muita

vibração, energia positiva, tudo

o que sentimos quando se ouve este brilhante disco

Obrigado, mais uma vez obrigado, concordo que o álbum está cheio de vibrações pesadas positivas! Fico feliz por essa opinião!

"Anytime At All", foi o primeiro single, porquê essa a opção?

Honestamente não foi uma escolha minha, eu não escolhi "Anytime At All", para primeiro single. Eu não tinha certeza de qual escolher, ahaha, já que amo todas as faixas do álbum! Foi essa que saiu poderia ter sido outra!

Quem são os músicos que estão contigo neste projecto?

Nas guitarras é o Marco Angioni e Martin Jepsen Andersen, no baixo

é o Malte Frederick Burkert que

conheces dos Sainted Sinners, na bateria é Philip Mies, que decidiu não ficar no grupo e queria tocar blues e jazz. Nas teclas, o incrível Andrea Vergori que também fez alguns shows de Sainted Sinners, bem como shows comigo e meu

alguns shows de Sainted Sinners, bem como shows comigo e meu novo baterista é então Sigurd

novo baterista é então Sigurd Jensen. Eu gravei todas as vozes, maisumavezcomMarioPercudani, nos estúdios da Tanzan aqui em Itália e Marco Angioni gravou as guitarras produzidas e masterizadas nos Death Island Studios, na Dinamarca. Marco é um produtor brilhante e eu recomendo-o para quem procura um som arrasador.

"Estou aqui por causa do álbum dos Accept, “Eat the Heat”, sem dúvida que me
"Estou aqui por
causa do álbum
dos Accept, “Eat
the Heat”, sem
dúvida que me abriu
muitas portas e sou
eternamente grato. "

Qual o teu momento neste disco. Aquela ou aquelas músicas com mais te identificas?

As minhas músicas favoritas são “Apocalypse”, “Desire” e “Two Coins and a dead man”, são perfeitas, mas, para ser honesto eu mudo de ideias frequentemente sobre essas coisas.

Há planos para uma digressão de divulgação ao novo álbum?

Sim, se vocês forem ao nosso site oficial, e até na nossa página do Facebook, está lá uma agenda. Há muito trabalho pela frente.

Estiveste envolvido com algumas grandes bandas ao longo dos anos do Bangalore Choir, Accept, Tango

Down, Bonfire. Tens com certeza algo que ficou, um álbum favorito ou um momento de tudo isso?

Claro, acima de tudo, estou aqui por causa do álbum dos Accept, “Eat the Heat”, sem dúvida que me abriu muitas portas e sou eternamente grato. Também estou muito orgulhoso do trabalho realizado nos Bangalore Choir, “On Target” e confesso que usei algumas dessas cores vocais dos dois álbuns no “Resilient Heart”.

Sainted Sinners,? Algum plano para voltar?

Dos Sainted Sinners, eu possuo 50% junto com o Frank Pane. Ele agora está com os Bonfire e isso torna difícil qualquer outro passo para os Sainted, para algo mais sério. É por isso que eu decidi fazer este disco, dar este passo. Estou cansado de ser cantor de

outros grupos, para ser sincero, como eu tenho falado com ele há meses, é difícil dizer mais alguma coisa. Ele não pode fazer Sainted Sinners sem minha autorização, então eu vou esperar para ver

Recentemente andaste a tocar "Eat The Heat" na íntegra. Foi, mesmo uma fase muito importante na tua vida?

Sim, não escondo, como referi anteriormente, "Eat The Heat" foi e

é incrivel! Eu costumo autografar esse álbum para os fãs e muitos

até hoje me dizem o quanto eles

o adoram! Estamos a falar de um

disco que foi lançado em 1989! Hoje eu ainda executo algumas dessas músicas no meu set ao vivo

e é realmente indescritível, dar vida

a todas elas!

19

Hoje eu ainda executo algumas dessas músicas no meu set ao vivo e é realmente indescritível,
eNTREVISTA eNTREVISTA Os Cruz de Ferro são a antítese do lugar comum no heavy metal:

eNTREVISTA

eNTREVISTA eNTREVISTA Os Cruz de Ferro são a antítese do lugar comum no heavy metal: cantam
eNTREVISTA eNTREVISTA Os Cruz de Ferro são a antítese do lugar comum no heavy metal: cantam

eNTREVISTA

eNTREVISTA eNTREVISTA Os Cruz de Ferro são a antítese do lugar comum no heavy metal: cantam
eNTREVISTA eNTREVISTA Os Cruz de Ferro são a antítese do lugar comum no heavy metal: cantam
eNTREVISTA eNTREVISTA Os Cruz de Ferro são a antítese do lugar comum no heavy metal: cantam

Os Cruz de Ferro são a antítese do lugar comum no heavy metal: cantam em português e não nasceram numa das grandes cidades do país. Oriundos de Torres Novas, conquistaram já a alma lusa mais “pesada”, com o seu som forte, as suas temáticas guerreiras e a voz tão característica de Ricardo Pombo. E conquistaram-me a mim, que tendo como ponto de partida o EP “Imortal”, lançado este ano, os fui entrevistar. Será que há novo álbum “no forno”?

Rosa Soares Fotos - José Coutinho

Como é que a música entra na vida dos diferentes elementos dos Cruz de Ferro? Com que idade é que começaram a perceber que era isto que queriam?

Aconteceu, como acontece com quase todos, um irmão ou um amigo mais velho que nos mostra um álbum com uma daquelas capas fantásticas e com um som ainda melhor! Ali por volta dos 10 anos, finais dos anos 80 portanto, seja com Maiden ou Metallica, e depois cada um trilhou um caminho próprio na exploração musical. E depois fica para sempre.

O

facto de os Cruz de Ferro

se

inspirarem na história de

20

Portugal, terem temas que apelam a actos guerreiros, e usarem palavras como “País”, “Nação” ou “Pátria”, já fez com que vos apelidassem de nacionalistas de extrema- direita, fascistas e afins. Esses episódios tiveram alguma consequência para vocês enquanto banda ou individualmente?

Não nos afectou minimamente. Até porque as poucas vezes que tivemos conhecimento desses adjetcivos vinham de pessoas que não nos conheciam. Nem a nós e nem à nossa música. Quem conhece bem os nossos discos sabe que isso

não é verdade. Quanto muito

podem acusar-nos de termos

uma temática patriota.

Uma das características da banda é cantarem exclusivamente em português. Consideram que isso pode ser uma dificuldade na entrada de mercados internacionais, ou uma mais-valia?

Cantamos em português por escolha. Na altura em que começámos apenas os Midnight Priest cantavam na nossa língua, se não me falha a memória. Não estamos preocupados com os mercados internacionais, todavia consideramos o facto de cantarmos em português poderá mesmo ser considerado um factor de distinção, seja

para melhor ou para pior.

O

vosso último lançamento,

o

EP “Imortal”, tem quatro

temas: uma cover e três originais de trabalhos anteriores. Porquê a escolha destes temas?

A ideia de lançar um EP em

vinil partiu da editora do álbum “Morreremos de pé”,

a Non Nobis. Já havia a ideia

de retirar um tema do álbum,

o “Imortal”. Restavam escolher

três temas. O “Glória ao Rey” em formato acústico já estava gravado há algum tempo, aguardando oportunidade para uma edição. O “Fúria Divina” foi retirado da demo

de pré-produção e tem algumas

coisas que acabaram por não ficar na

versão final, achamos ser interessante para quem segue os Cruz de Ferro. Por último, a versão de José Cid, “A Lenda de el-Rei D. Sebastião”, é um tema que gostamos muito e que se enquadra na nossa temática. Foi o único a ser gravado de propósito para

o vinil, que na prática é um item de colecionador.

As vossas letras são escritas por

Eurico Gomes Dias, escritor e historiador. Vocês colaboram no processo de escrita, dizem os temas que querem, ou é um assunto que entregam totalmente ao letrista?

mas enquanto consumidor acabo por usufruir também das tecnologias e dessa forma de ouvir música. Embora continue a consumir álbuns inteiros, porque os encaro enquanto uma peça por si só e apenas assim fazerem sentido, a verdade é que por vezes ouves um bom tema e o resto do trabalho não está à altura do single e assim, podes evitar uma má compra.

"Claro que lá fora têm um pouco de dificuldade em notar o humor nos temas
"Claro que lá fora
têm um pouco de
dificuldade em notar
o humor nos temas
e focam mais a parte
musical contudo cá
o pessoal nada lhes
passa ao lado. "

“Guerreiros do Metal”, “Morreremos de Pé”, “Imortal”: títulos que nos remetem para bravura e tenacidade. É preciso ser um guerreiro para

sobreviver no underground metálico português?

Ter uma banda em Portugal requer alguma paciência e espírito de

sacrifício. Tens bandas que aparecem e tocam em todo o lado. Mas de repente desaparecem. Depois tens outras que

se aguentam mais tempo, talvez porque

são amigos e curtem tocar juntos. No entanto, se olharmos para as bandas

enquanto pequenas empresas todas estão falidas. Gasta-se bom dinheiro em equipamento, em gravações, em

edições, em merchandising, na estrada

e qual é o verdadeiro retorno? Dá

para pagar o investimento? A verdade

é que muito poucas bandas podem

ambicionar viver da música e esse sucesso nem sempre depende delas.

Os Cruz de Ferro, enquanto tiverem

vontade de tocar juntos vão cá andando

a chatear o pessoal. Não se trata de

sobrevivência, mas de tocar por prazer.

um novo longa-

duração?

Para

quando

Já temos uma demo de pré-produção

concluída e queremos começar as

gravações ainda este ano. Quem nos viu

este ano já teve oportunidade ouvir um tema novo, o “Soldado Desconhecido”. Aguardem mais um pouco, a Cruz em vai regressar em força!

Normalmente é ele que nos apresenta

os temas. E ainda tem toda a liberdade para fazer as letras. O que acontece

é que depois temos de as adaptar à

música. Essa reconstrução é feita por nós com base nas letras do Eurico Dias. No entanto nem todas as letras são feitas por ele, o vocalista Ricardo Pombo e eu também colaboramos na escrita das letras.

Imagina que tens D. Duarte de Almeida, “O Decepado”, à tua frente, mas que só lhe podes fazer uma única pergunta. Qual seria?

Se a batalha de Toro acontecesse hoje,

olhando para o estado da Nação, ainda teria feito

o mesmo?

A internet e as plataformas di- gitais mudaram

a forma de

como hoje se ouve música. A maioria das pes- soas não ouve as bandas nem os álbuns, ouve músicas avulso.

e

não ouve as bandas nem os álbuns, ouve músicas avulso. e 21 Concordas? O quepensasdeste assunto?

21

Concordas? O quepensasdeste assunto?ouve as bandas nem os álbuns, ouve músicas avulso. e 21 É o mundo em que

É o mundo em

que vivemos. E nãoconseguimos alterar isso, mas podemos tentar adaptar- nos. Enquanto músiconãogosto

dessa realidade

em que vivemos. E nãoconseguimos alterar isso, mas podemos tentar adaptar- nos. Enquanto músiconãogosto dessa realidade
em que vivemos. E nãoconseguimos alterar isso, mas podemos tentar adaptar- nos. Enquanto músiconãogosto dessa realidade
eNTREVISTA
eNTREVISTA
eNTREVISTA Se nome há que merece toda a nossa consideração e respeito é o de Graham
eNTREVISTA Se nome há que merece toda a nossa consideração e respeito é o de Graham
eNTREVISTA Se nome há que merece toda a nossa consideração e respeito é o de Graham

Se nome há que merece toda a nossa consideração e respeito é o de Graham Bonnet, que com o seu projecto Graham Bonnet Band. Graham lançou recentemente “Meanwhile Back In The Garage”, um album cheio de uma energia bem demonstrativa da sua força e vontade!

Miguel Correia

Um novo trabalho, sobre o qual eu escrevi, que sentimos um Graham a viver uma plenitude,ondemusicalmente fazoqueopreenche.Foiassim com “Meanwhile Back In The Garage”?

Obrigado Miguel, obrigado pelo interesse e olha acima de tudo se as pessoas gostaram da música de Alcatrazz, então elas vão gostar muito deste disco - é como uma versão moderna de Alcatrazz!

Escrevi também que fazes aqui um trabalho incrível. Ainda tens a preocupação

22

do que os outros vão dizer do teu trabalho?

Wow, obrigado pelo elogio,

é sempre bom ouvir isso.

Claro, claro, há sempre essa preocupação, faz parte, é

a nossa profissão, o nosso

reconhecimento, preocupo-me sempre com o que as pessoas vão pensar, ou se vão gostar.

Como foi o processo de composição? Foi old school, tudo ali fechado numa sala e agora vamos ver o que sai, ou tendo em conta que por vezes a distância e outros compromissos não permite

mais que as coisas aconteçam dessa forma?

Compreendo, aqui houve

um pouco das duas coisas. Algumas partes foram feitas todos juntos, outras, fruto de

diferentes compromissos, foram feitas separadamente.

a

participação dele neste disco?

Joe

Tafolla.

Qual

foi

Ele escreveu algumas músicas e tocou guitarra

Quando eu ouvi pela primeira vez, senti uma enorme paixão saindo da tua voz e, acima

de tudo, senti-te a cantar como nos velhos tempos simplesmente fantástico! Comoéqueconseguesmanter essa qualidade vocal, depois de todos estes anos, manter toda essa jovialidade?

Pois, eu tento sempre ter cuidados com a minha voz, é o meu instrumento e às vezes é muito difícil, porque sem um descanso adequado, acompanhado com uma dieta indicada pode afetar o meu desempenho, as minhas cordas vocais.

Existe neste disco alguma música em particular que ocupa para ti um lugar especial? Por quê?

Sim, sim, a faixa "The Crying Chair", porque é sobre a minha mãe

Muitas bandas, especialmente

hesitam

as

antigas,

mais

acabou por não acontecer

Olha, sinceramente não sei, pode ter sido por um problema com o promotor ou agência, eu não estou no por dentro desses assuntos são coisas que nos ultrapassam! Mas gostaria de poder ir a Portugal.

Tens um curriculum invejável, andaste por bandas como os Rainbow, Alcatrazz ou Michael Schenker Group. Se tivesses que voltar atrás o que farias de diferente? Ficou alguma coisa por fazer?

Eu teria ficado com os Rainbow um pouco mais do que aquilo que estive

teria sido demais!

Michael Schenker. Andaste com ele recentemente em tour. Agarrando na pergunta anterior e visto que a passagem pelos Rainbow teria sido diferente,houvealgumaaproximação recente do Richie nesse sentido?

Não, não, nada mesmo, nenhum contacto, seja de que forma for.

Cantaste com os melhores, és também um deles, uma lenda do rock’n’roll. Até quando?

(Risos) Até o público morrer! (risos)

em fazer novas músicas devido à falta de vendas. Mas, contudo,

acabaram por lançar discos de grande qualidade. Sentes que há uma mensagem implícita aqui que Hey ainda somos capazes de fazer boa música?

Yeah, eu penso um pouco isso, mas somos todos músicos e sempre criamos, e nem sempre podemos olhar para trás, porque os artistas sempre pintam novas imagens, independentemente de recompensa financeira.

Estava previsto vires a Portugal, mas não sei o que aconteceu, porque isso

independentemente de recompensa financeira. Estava previsto vires a Portugal, mas não sei o que aconteceu, porque

23

independentemente de recompensa financeira. Estava previsto vires a Portugal, mas não sei o que aconteceu, porque
Por Paulo Barros O LOOK - Parte 2 Olá pessoal! No número anterior do WOM

Por Paulo Barros

Por Paulo Barros O LOOK - Parte 2 Olá pessoal! No número anterior do WOM terminei

O LOOK - Parte 2

Olá pessoal!

No número anterior do WOM terminei com a minha opinião sobre alguns aspectos daquilo que eu acho que os músicos não devem fazer em relação ao seu visual, ou seja, a preocupação que nós deveremos ter com o nosso aspecto, pois como já devem ter reparado o sucesso da maior parte de bandas que conhecemos está relacionado também com o look que eles têm, entre outros factores claro…

Por exemplo quando escolhemos um fotógrafo devemos ter em conta ser um profissional

e, de preferência, um especialista em fotos de bandas, ou quando escolhemos um produtor

Por exemplo…. quando os Tarântula

de vídeo, a decisão terá de ser pelo mesmo factor

assinaram em 1997 o contrato com a AFM Records, a editora pediu 100 fotografias da

banda em vários locais mas tiradas por profissionais, para não correr riscos de ter um mau resultado, e se por acaso não gostassem de nenhuma enviavam um fotógrafo da Alemanha

Mas quem diz as fotos diz

para fotografar com a respectiva conta a acompanhar

outro pormenor qualquer.Tudo tem que estar bem definido, cada estilo musical tem que ter um LOOK adequado. Por exemplo quando apareceram os Slayer nos anos oitenta, eu lembro-me de ter ficado fascinado com a primeira foto deles publicada numa revista, com o Kerry King vestido de couro preto com umas pulseiras de pregos. Sim, pregos!

Até aí só tínhamos visto tachas e picos de metal bem mais pequenos… mas aquilo era

$$$$

uma inovação total em todos os aspectos! Era o som deles e era a produção e o LOOK e tudo mais brutal! Nós ouvimos o primeiro disco deles e depois olhávamos para o LOOK

e era aquilo mesmo!

Não tinha que enganar, eles estavam a dizer que os outros que vinham para trás eram

mais soft…e aquilo era uma coisa nova no heavy-metal, era um produto mais brutal! Um

outro exemplo diferente

influenciado o LOOK, do princípio do Black Metal dos oitenta com os Venom e os Mercyful Fate embora os estilos de música sejam muito diferentes.

E por falar em Kiss, para mim a maior referência em termos de marketing visual repare-se

nas pinturas e as roupas desta banda lendária. Aquilo foi mais de meio caminho andado para o sucesso… e ainda mais quando a banda já tinha nos finais de oitenta uma carreira de super-sucesso, eles tiveram a ideia genial de tirar as pinturas e as máscaras para os fãs verem finalmente as caras deles… ou seja quando os fãs estavam um pouco cansados de os ver, eles deram um balão de oxigénio enorme na carreira ao aparecer com as caras deles sem as máscaras na digressão do álbum “Lick It Up” e depois na reunião de 1997 voltaram novamente a usar as maquilhagens e mais uma vez o tal balão de oxigénio.

Tal como o Alice Cooper e os Kiss, mais tarde vieram a usar este tipo de maquilhagem,

o King Diamond e o pessoal do Black Metal. Bem mais tarde tivemos o NU-METAL

os lendários Kiss e Alice Cooper nos anos 70 talvez tenham

em que a indústria do Heavy Metal teve que se refrescar mais uma vez e apareceram centenas de bandas com um look e uma estética bem diferente daquilo a que estávamos habituados, os cabelos compridos desapareceram, cresceram umas pequenas barbichas, as roupas alargaram puseram uns piercings e umas argolas e também uns bonés… as guitarras passaram para 7 cordas e os solos de guitarra desapareceram… sim, sim malta passamos um mau bocado! MAIS UMA VEZ!!!

Mas isto também tem que mudar de vez em quando para inovar o estilo, pois, eu acho que

o Nu-metal trouxe muita coisa positiva para dentro do Heavy Metal assim como todos os

outros estilos, pois as diferenças e inovações só reforçam mais o género musical como

é óbvio. Por isso malta tenham cuidado com a imagem que vão criar, pois por vezes a

primeira foto do grupo é a primeira imagem que as pessoas vão ter, daí peço-vos que se cuidem e se preocupem o máximo possível com o vosso Look! Pois podem maximizar mais a vossa banda.

Paz para todos e até ao próximo número!

eNTREVISTA
eNTREVISTA
eNTREVISTA Anneke Van Giersbergen é um nome incontornável no panorama da música pesada. Não só fez
eNTREVISTA Anneke Van Giersbergen é um nome incontornável no panorama da música pesada. Não só fez

Anneke Van Giersbergen é um nome incontornável no panorama da música pesada. Não só fez parte da melhor fase dos The Gathering, como depois encetou uma carreira a solo cheia de pontos altos, embarcando em diversos projectos bem sucedidos. A propósito do mais recente trabalho “Symphonized” e das comemorações do vigésimo quinto aniversário da sua carreira, tivemos uma conversa descontraída e bem esclarecedora com a simpática vocalist holandesa.

26

Fernando Ferreira / Daniel Laureano Fotos estúdio - Mark Uly / Ao vivo - Dani Silvia

É um enorme prazer e honra para mim

e para a World of Metal estar a falar contigo

Ah, obrigado.

a celebração do vigésimo quinto

aniversário da tua carreira e sobre o álbum "Symphonize" que será lançado no próximo dia 16 de Novembro. Começaria pela celebração do vigésimo quinto aniversário. Há alguma coisa especial que tens preparada, algo que possas partilhar a este ponto?

Bem, estou a focar-me no álbum ao vivo, que, ao mesmo tempo acaba por

ser uma celebração dos vinte e cinco anos na minha carreira e, sabes, tudo o que posso dizer é que estou super orgulhosa quando olho para trás para aquilo que fiz com os The Gathering mas também a solo, porque normalmente não é algo que faça, estou sempre ocupada com o aqui

e com o agora, focar-me no agora e no

futuro. Com este concerto que fizemos com a orquestra e com o álbum, eu tive que voltar atrás no tempo para ver as canções, ver aquilo que ia tocar. Então fui forçada, mais ou menos, a ouvir as canções antigas e a ver vídeos antigos. E eu nunca faço isso. Algumas vezes fico feliz com isso, feliz em perceber que aprendi muito mas também muito orgulhosa do que fiz com os The Gathering e o período posterior a isso. Mas sim, vou celebrar por 2019 dentro, vai ser um bom ano, sabes?

Também acho que sim. E sobre

o conceito deste

"Symphonize"

álbum surge, para mim, como um bastante interessante não só por ser uma perspectiva sobre a tua carreira até agora mas também ao próprio formato do concerto, de ter apenas a tua voz com uma orquestra por trás em vez de ter uma banda acompanhada pela

orquestra. O que esteve por trás da decisão desta formato?

Bem

tal como tu disseste, tem-se tornado

mais excitante e muito mais único se não colocares uma banda, porque uma banda faz muito barulho, certo? Então tens as

canções que tocas com uma banda na maior parte das vezes, com a bateriaporque uma banda faz muito barulho, certo? Então tens as e com as guitarras e quando

e com as guitarras e quando colocas a

orquestra por trás, claro que se torna bem mais belo mas a orquestra não é

sobre

o foco principal.

Perde-se na confusão.

Exactamente. Podes ouvir violinos belos

e tudo isso mas é o seguinte, se tirares a

banda, tens que te focar nas canções e elas têm que ser adaptadas de forma a que todas se tornem tocáveis pela orquestra sinfónica e é aí que está o meu maiorviolinos belos e tudo isso mas é o seguinte, se tirares a orgulho neste álbum. As

pela orquestra sinfónica e é aí que está o meu maior orgulho neste álbum. As duas

orgulho neste álbum. As duas pessoas que trataram dos arranjos das canções para a orquestra, fizeram um trabalho tão maravilhoso que estas canções mais antigas tornaram-se quase novas canções. É o que tem de tão especial.

Foi difícil chegar a este conjunto de temas? Foi complicado escolher o grupo final de temas que tocaste e aparecem no álbum?

Siiim! Bem, há muitas canções por onde escolher, certo? (risos) O director criativo da orquestra, nós estávamos em contacto próximo e estávamos a falar do que deveríamos fazer e quais as canções a escolher e eu disse-lhe "vou- te mandar uma lista no Spotify com as minhas canções favoritas dos vinte e cinco anos e existem algumas músicas que quero definitivamente fazer mas existem muitas canções que eu simplesmente adoro e tu terás que fazer a lista mais pequena". Porque ele não conhece todas as minhas canções e ele também tem um ouvido clássico, então ele sabe quais são as canções que são mesmo boas para tocar com a orquestra e quais as canções que são simplesmente boas. Ele fez essa lista mais pequena e em conjunto tivemos esta setlist. E é bastante diversificada também.

"Consigo expressar- me muito bem através do metal e o metal é também um género
"Consigo expressar-
me muito bem através
do metal e o metal é
também um género
tão vasto, onde
podes fazer tantas
coisas diferentes"

Embora o elemento da orquestra seja bem interessante, daquilo que temos estado a falar mas não é a primeira vez que o teu trabalho vai para além daquilo que é expectável no reino do rock ou metal, que é onde normalmente estás mais associada. Analizando o teu trabalho, quão importante é continuares a experimentares com ideias e géneros diferentes? Será algo que consideras vital para a tua criatividade e interesse em fazer música ou estarias interessada em ficar restrita a um género mais fechado de música nos próximos tempos?

Sim, eu não estou certa

adoro cantar e também de formas

eu realmente

diferentes. Consigo expressar-me muito bem através do metal e o metal é também um género tão vasto, onde podes fazer tantas coisas diferentes como prog metal mas de qualquer forma também gosto da

cena acústica a solo. Adoro tocar sozinha, apenas com a minha guitarra. É muito mais íntimo. E quando tocas ao vivo, também podes contar histórias, podes realmente conectar-te com o público de forma muito diferente neste estilo de música. Para mim ter ambas, tocar e criar ambas mas também tocar ao vivo nestes dois géneros e naqueles no meio

é eu diria que é importante para mim

e tento misturar ou alternar entre coisas mais felizes e outras mais obscuras e depois passar para as coisas mais leves e suaves. Mas sim, simplesmente adoro e sou muito abençoada em ter um público que acompanha tudo o que faço.

Sim, que te sege.

Sim, é excelente.

Estás a falar de tocar concertos acústicos

e ficou-me na memória um que deste

em Paris, está no youTube, pela forma como te conectaste ao público e de certa forma é algo que acho que és única a forma como cantas é pura emoção e é

fácil para ouvinte ligar-se a ti e seja qual

o estilo que estás a cantar, seja rock ou

metal, consegues sempre isso. E isso deve ser libertador, esse sentimento de liberdade de não estares presa a um género específico de música e poderes fazer aquilo que as tuas emoções ditam.

Sim, isso é verdade e também, como disse, a grande parte é que existe um público para isso. Mas penso que por vezes nem sequer interessa o tipo de música porque a música são apenas doze tons, certo? Nós fazemos tudo, todos estes géneros em apenas doze tons e acaba por ser o que fazes com eles que interessa. Se nos expremirmos de forma positiva e honesta, se eu fizer música e tocá-la de forma honesta e com amor, é

eu fizer música e tocá-la de forma honesta e com amor, é nisso que as pessoas
eu fizer música e tocá-la de forma honesta e com amor, é nisso que as pessoas

nisso que as pessoas pegam em vez do género de música. Claro que existem sempre gostos diferentes mas penso que muito tem a ver com boa energia ou com algo que reconhecem ou algo que querem partilhar, e que eu quero partilhar, esse tipo de ligação. È mais do que música aquilo que fazemos em cima do palco, sabes?

e que eu quero partilhar, esse tipo de ligação. È mais do que música aquilo que

Música é a linguagem universal, a linguagem que chega a toda a gente e que podes comunicar as tuas ideias, as tuas emoções.

Exacto, sim.

E

é uma das coisas que acho fantástico na

E é uma das coisas que acho fantástico na

tua música ou nos teus vários projectos

27

  bandas. Pensas que esta experiência "Symphonize" é algo que irás repetir ou fazer de
 
 
  bandas. Pensas que esta experiência "Symphonize" é algo que irás repetir ou fazer de outra
  bandas. Pensas que esta experiência "Symphonize" é algo que irás repetir ou fazer de outra

bandas. Pensas que esta experiência

"Symphonize" é algo que irás repetir ou fazer de outra forma? Recriar estes arranjos ao vivo, outra vez?

Sim, sim porque o trabalho com a Residentie Orkest foi tão natural, tão bom. Não houve problemas, a música que resultou dele é tão maravilhosa. Muitas das vezes em que tens uma boa experiência, é logo "vamos fazer isto outra vez", certo? (risos) Mas vamos fazê-lo, vamos fazê-lo. dissemos após os concertos "vamos fazer isto outra vez" e imediatamente fizemos planos

e

para o fazer em 2019. Vamos então fazer alguns concertos, ainda não sabemos bem o que vamos fazer mas vamos fazê- lo juntos e novamente em 2019 vamos fazer mais alguns concertos, talvez quatro concertos, apenas na Holanda porque

é complicado viajar com esta orquestra grande mas vamos definitivamente fazer isto outra vez.

a banda, como é que reflectes sobre esse período na tua vida assim como tudo o que veio depois? O capítulo The Gathering é algo que está orgulhosamente completo ou sentes que poderá haver potencialmente algo para criar com eles no futuro?

minha carreira a solo e tão preciosa para mim como a minha carreira nos

The Gathering. Mas eu vejo-o como eras, sabes? Existe a era dos The Gathering, existe a era da minha carreira a solo. Mas responder à segunda parte da tua pergunta, nós fizemos aquela reunião dos The Gathering, penso que foi cinco

Bem, para começar eu estou bastante orgulhosa de todo o meu período com os The Gathering. Penso que vimos muito, aprendemos muito, fizemos muito. Divertimo-nos imenso no estúdio e ao vivo. Viajar pelo mundo foi para mim eu era muito nova, era praticamente uma miúda e eu cresci nesta banda. Olho para trás com muito amor e com muito orgulho mas quando fui para a minha carreira a solo, era mesmo a altura certa de arriscar sozinha. Senti no meu coração que precisava de fazer algumas coisas sozinha, tomar as minhas próprias decisões. Tinha os miúdos, uma jovem família e eu queria trabalhar sobre as minhas próprias regras. Isso é uma coisa, criativamente poderia embarcar nas mais diversas formas, que foi o que fiz. e sinto-me muito abençoada por ter conhecido tantas pessoas, ter viajado por tantos países diferentes. Então a

anos atrás, não sei

e foi algo super-

ter conhecido tantas pessoas, ter viajado por tantos países diferentes. Então a anos atrás, não sei

divertido, gostei realmente de fazer outra vez as velhas canções mas o meu foco principal é mesmo o agora

No presente.

Sim, absolutamente.

Sim, absolutamente.

Além das bandas que fizeste parte, The Gathering, The Gentle Storm, e a tua empreitada mais receente, Vuur, és conhecida também como ser uma colaboradora bastante prolífera com outros artistas como Devin Townsend, Ayreon e também aos nossos Moonspell, Anathema, Amorphis. Falando no geral, o que é que sentes que é a principal diferença entre trabalhar nas tuas próprias bandas e projectos e trabalhar como uma convidada? Ou melhor, será trabalhar que trabalhar como

Já faz mais de uma década que saíste

dos The Gathering que continua a ser

a

banda à qual te identificam mais.

a banda à qual te identificam mais.

Conforme te aproximas do vigésimo

quinto aniversário da tua estreia com

 

28

qual te identificam mais. Conforme te aproximas do vigésimo quinto aniversário da tua estreia com  
convidada traz-te algo que quando trabalhas sozinha não tens? Por falar do Devin, com quem
convidada traz-te algo que quando trabalhas sozinha não tens? Por falar do Devin, com quem
convidada traz-te algo que quando
trabalhas sozinha não tens?
Por falar do Devin, com quem já
colaboraste bastante e sente-se que de
todas as pessoas com quem colaboraste,
Sim, sim. Existe uma diferença quando
trabalho com uma banda como os Vuur,
ele
será aquele com quem mais partilhas
um pouco da forma não conformista
por exemplo, tu tens de
é a minha
de
encarar a música e a sua variedade
ideia então tudo o que faço, tenho de
por isso se pudesse cantar com ele, de
qualquer forma com a sua banda ou sem
a sua banda, ou comigo em qualquer
circunstância, adoraria trabalhar com ele.
Ou compor uma canção ou produzir algo
mas acho que ele é um artista maravilhoso
e um cantor fantástico então adoraria, sim.
o
fazer
parte de mim, formar a banda,
(Risos) Sim.
escolher o estúdio, escrever as músicas,
escolher como vamos fazer os concertos,
tudo. Então, claro que tenho as pessoas
E
será que estas colaborações te
à
minha volta a ajudar-me mas é um
Já que somos uma revista portuguesa,
não posso evitar de perguntar sobre a
tua colaboração com os nossos próprios
heróis musicais, Moonspell
trabalho enorme criar algo do nada. O
influenciam na criação de material
para os teus próprios projectos? Retiras
algo delas?
que é fantástico, porque podes dar uso
Sim, sim.
à
tua criatividade, podes fazer o que
queres, porque és um artista a solo. Podes
realizar qualquer que seja a visão que
tenhas. De qualqurer forma, se o Devin
ou Amorphis ou qualquer artista que
fazem esta música de alta qualidade e
que são pessoas fantásticas, se eles te
pedem para fazer uma canção ou dez
canções, ou o quer que seja, tu pegas nas
canções, que já são fabulosas, e ao vais
lá ou gravas no teu próprio estúdio esta
canção com a tua voz, com o teu som mas
às vezes posso também escrever algumas
Sim, sem dúvida. O Devin e a sua música
têm uma enorme influência na minha
música. Quando estava a trabalhar nas
músicas para Vuur, compus em conjunto
com algumas pessoas, coisas como
melodias vocais, melodias de coros e tudo
isso. E por vezes cantava na demo e depois
apercebia-me sempre "hum, isto soa um
pouco como o Devin" (risos) ou até mesmo
Ayreon, pessoas com as quais trabalho
muito e cuja música eu verdadeiramente
adoro. Devin definitivamente reaparece
na minha música.
Em 2008, dez anos atrás, com o tema
"Scorpion Flower". O que é que pensas
dessa canção em particular e de todo
o processo com Fernando e a malta?
Estarias aberta a trabalhar com eles
novamente no futuro?
Oh, sim, sem dúvida. Eles são
adoro a
coisas para ela, escrever letras ou linhas
melódicas mas no geral existe sempre uma
base maravilhosa onde podes trabalhar
e eu também gosto disso muito por isso
Quem é que falta? Quem é que tu
adorarias trabalhar mas ainda não
tiveste hipótese?
é que gosto tanto de colaborar, porque
pede um tipo diferente de criatividade
para acrescentar algo e tornar complento
em vez de começar com nada.
Bem
não muitas pessoas porque sou
Do zero.
Exacto. (risos)
muito feliz por ter trabalhado com todas
estas pessoas mas para ser honesta, eu
adoraria trabalhar com o Mikael Akerfeldt.
Penso que ao lado do Devin, ele é um dos
melhores vocalistas na nossa cena. E os
Opeth são uma banda tão maravilhosa
música e desde o início da banda deles
que tenho os seus álbuns. Eles foram um
dos primeiros para colaborar em algo
após em ter saído dos The Gathering,
então eles realmente tinham fé em mim
como uma artista a solo. Essa canção
também se tornou realmente especial
no álbum. Nós estamos em contacto
desde que também andámos em digressão
juntos. A nossa primeira digressão de
todas com os The Gathering, comigo
como vocalista, foi com os Moonspell,
então nós já temos essa ligação mesmo
muito antiga. E ainda falamos uns com
os outros muito, sempre que eles estão
na Holanda ou quando eu estou aí,
29
encontramo-nos, então sim, somos também grandes amigos. E é engraçado ver que todas as bandas
encontramo-nos, então sim, somos também grandes amigos. E é engraçado ver que todas as bandas

encontramo-nos, então sim, somos também grandes amigos.

E

é engraçado ver que todas as bandas

e

artistas com quem colaboraste, todos

têm algum tipo de liberdade musical,

desde o Devin Townsend que que quer (risos)

Sim, exactamente. (risos)

Até aos próprios Moonspell que nunca fizeram o mesmo álbum duas vezes, sempre a fazer coisas diferentes. É engraçado ver a forma tu também tens essa liberdade e és igual aos teus pares.

faz o

Sim. É engraçado porque estás a dizer- me isto agora e nunca me ocorreu. É exactamente como disseste, é tão verdade. Algo está-nos a ligar por causa

desta liberdade criativa que todos nós partilhamos. É maravilhoso.

Voltando aos teus próprios projectos como é que a experiência com os Vuur tem sido até agora? O álbum "In This Moment We Are Free - Cities" satisfez

as tuas expectativas, tanto no sentido criativo como na recepção pelo público nos últimos doze meses?

Tenho que dizer que quando comecei a

formar a banda até chegarmos ao álbum, disse a todos "ok, eu vou formar uma banda pesada e vou compor um álbum pesado" e todos começaram a pensar

não

"ok, vai ser os The Gathering" e

foi, é muito mais urgente, sabes? Mais negro, mais pesado, não sei.

E até é mais progressivo no sentido

tradicional do género, fugindo aquelas
30

no sentido tradicional do género, fugindo aquelas 30 ambiencias progressivas que The mas ainda será

ambiencias

progressivas

que

The

mas ainda será pesado porque eu queria criar uma banda pesada e assim o fiz

 

Gathering tem.

 
 

mas, sim, ainda está a crescer, ainda está

  mas, sim, ainda está a crescer, ainda está

Sim, exactamente.

 

a

encontrar o seu caminho na cena. Está

Penso que realmente surpreendeu toda a gente. Surpreendeu-me a mim. De uma forma positiva.

correr muito bem, fizemos a digressão que correu muito bem por isso sim, no geral, estou bastante novo.

a

Oh, isso é bom, isso é bom! (risos) Mas também houve pessoas que foram surpreendidas e não de uma forma positiva. Pensaram "ok, vamos ter agora esta banda eclética e pesada" e, como disseste agora mesmo, deste tipo de música mas não foi isso. Fizemos um álbum fantástico, aliás, fizemos o álbum que quisemos fazer exactamente mas apercebi-me que muitas pessoas tiveram que se habituar às canções e sinto que ainda está a crescer nas pessoas. Recebo muitas mensagens a dizer "ok, tenho que entrar na onda, tive que ouvir algumas vezes e agora consigo percebê-lo", porque as pessoas tiveram que apagar a ideia de que eram os The Gathering, o que é na verdade uma ideia estranha porque as pessoas, os músicos nos The Gathering, eles fazem a música dos The Gathering. Eu era apenas uma parte desta coisa toda que eram os The Gathering, então não poderia ser os The Gathering, certo? Tinha de ser outra coisa qualquer.

Esta já é uma espécie de pergunta clichê, o que é que há de seguida para ti? Vais- te concentrar na tua carreira a solo, nos teus espectáculos acústicos que já disseste que precisavas de fazer ou vais-te focar nos Vuur ou algo novo?

 

Como disse, estou a escrever montes de letras, muitas coisas mais suaves por isso provavelmente vou fazer um álbum acústico a solo. Vou fazer muitas concertos acústicos a solo no próximo ano mas também vou andar em digressão com os Vuur mais um bocado e

fazer muitas concertos acústicos a solo no próximo ano mas também vou andar em digressão com

Desta vez como cabeça-de-cartaz? Abriram para Epica

É

verdade. Provavelmente vamos andar

em digressão com os Delain, pela América Latina e vamos fazer alguns concertos soltos. Vou trabalhar com a orquestra novamente, vou trabalhar com outra orquestra.

Latina e vamos fazer alguns concertos soltos. Vou trabalhar com a orquestra novamente, vou trabalhar com
 

Wow.

Algo novo.

 

Claro. E a minha voz, a minha impressão melódica claro que refere-se à música dos The Gathering, eu percebo isso mas, resumindo, penso que as pessoas ainda se estão a habituar a este novo lado e se nós fizermos um segundo álbum, vou fazê-lo um pouco mais suave, não sei,

Sim (risos) fazer algo diferente e sim, estou a caminhar em direcção a algo muito especial para o final de 2019 mas vou definitivamente compor e gravar um álbum entretanto.

 

Ano muito ocupado.

Ano muito ocupado.

" eu adoraria trabalhar com o Mikael Akerfeldt. Penso que ao lado do Devin, ele é um dos melhores vocalistas na nossa cena."

eNTREVISTAeNTREVISTA

eNTREVISTA eNTREVISTA Wolcensmen é o surpreendente projecto de Dan Capp, guitarrista dos Winterfylleth, uma das grandes

Wolcensmen é o surpreendente projecto de Dan Capp, guitarrista dos Winterfylleth, uma das grandes bandas de black metal vindas do Reino Unido. O folk nunca foi um elemento estranho no género, mas Wolcensmen é um regresso às raízes de Dan que agora vê o seu álbum de estreia "Songs From The Fyrgen a ser reeditado pela Indie Recordings. Sobre o álbum em particular e o folk no black metal, tivemos uma interessante conversa com ele.

Fernando Ferreira

Olá Dan e bem vindo ao nosso World Of Metal. Tenho de começar por perguntar

Olá Dan e bem vindo ao nosso World Of Metal. Tenho de começar por perguntar como

é que sabe ver Wolcensmen

finalmente a ser lançado como merece?

Saudações e obrigado. Estou muito agradado por ter a Indie

Recordings a apresentar o primeiro álbum “Songs From The Fyrgen” ao mundo. A Deivlforst Records fez um grande trabalho a a ajudar a produzir o lançamento original mas como uma editora underground, não foram capazes de distribuir ou promover o trabalho de forma abrangente. Estou bastante cansado da indústria musical (trabalhei nela durante alguns anos, o que não ajuda), então é encorajador e um pouco surpreendente que o meu pequeno projecto obscuro tenha chamado a atenção de algumas grandes editoras independentes.

A Indie Recordings tem mostrado

até agora grande entusiasmo peloo que faço e é isso só que me interessa – mais que números, percentagens, a pontuação “Kvlt”

ou algo parecido.

É sabido que a inspiração principalpara Wolcensmen

é a cultura escandinava que

algumas bandas de black metal introduziram na sua música no início da década de

noventa. Quais são as principais influências que podes apontar, além de Bathory, claro, que te influênciaram quando estavas a compôr este álbum?

A base de Wolcensmen leva-nos

até cerca de 1997, mais coisa menos coisa, quando eu fui introduzido ao black metal – principalmente através de bandas norueguesas como disseste e bem. O que me agarrou imediatamente nestas bandas foi a sua habilidade de criar algumas atmosferas com as guitarras acústicas e sintetizadores. Comecei por experimentar

gravar partes de duas guitarras

Comecei por experimentar gravar partes de duas guitarras acústicas em cassete, usando os canais esquerdo e

acústicas em cassete, usando os canais esquerdo e direito da minha aparelhagem (antes da era dos estúdios caseiros) e os meus amigos gostavam realmente do resultado final. Não foi antes de muitos anos depois, por volta de 2012 que decidi formar Wolcensmen especificamente para criar este tipo de música. As primeiras influências que tive dessa cena (e para além dela) seriam os primeiros rabalhos de Ulver, Isengard, Wongraven, Empyrium, Forefather, os primeiro trabalhos de Opeth e também fui profundamente inspirado pelas atmosferas criadas por Burzum, Storm, Summoning, os primeiros trabalhos de Enslaved e Satyricon – mesmo que eles nunca tenham propriamente gravado qualquer música acústica ou secção.

"Mesmo que eu tenha sido largamente inspirado pelas bandas norueguesas eu nunca tentei fazer Wolcensmen
"Mesmo que
eu tenha sido
largamente
inspirado
pelas bandas
norueguesas eu
nunca tentei fazer
Wolcensmen soar
“escandinavo”"

Basicamente é tudo feito por ti, certo? Consegues dizer quanto do que ouvimos é acústico e quanto é obtido através de samples? Pergunto-te isto por curiosidade porque soa mesmo real e natural… e já agora na voz, também tens alguns coros, foram feitos por ti também?

Sim, quase tudo foi escrito e tocado por mim, incluíndo os coros. A minha visão original para os Wolcensmen era que fosse uma banda com vários membros (daí o “men” no nome) mas não conhecia ninguém na altura que fosse tão apaixonado sobre este

tipo de música e estética como eu era. Então eventualmente decidi tentar cantar as partes de voz e gradualmente fui melhorando

a minha técnica. A trompa, o

oboe e alguma da percussão são samplados, simplesmente porque não tive acesso à bateria apropriada. Eu pedi a ajuda de alguns amigos – Jake Rogers na flauta, Raphael Weinroth-Browne

no violoncelo, Dries Gaerdelen no piano, Mark Capp no bodhran. Grimrik com algumas partes de sintetizador e Nash Rothanburg

a cantar Galdr nórdico (texto

antigo). Passei um ano a misturar

o álbum para que soasse natural e

penso que ainda soa mais natural na remistura.

O folk escandinavo é, de uma certa forma, semelhante ao vosso próprio, na Grã Bretanha, que eu particularmente adoro. E, para mim, parece que “Songs From The Fyrgen” é uma mistura de ambos. Concordas?

From The Fyrgen” é uma mistura de ambos. Concordas? Sim, penso que sim. Mesmo que eu

Sim, penso que sim. Mesmo que eu tenha sido largamente inspirado pelas bandas norueguesas eu nunca tentei fazer Wolcensmen soar “escandinavo” e eu penso que existe um aspecto particular na música folk e no black metal escandinavo que é único. Mas claro, partes da Grã-Bretnaha tiveram uma relação longa e próxima com a Escandinávei então existe uma ligação que provavelmente se evidencia na música. Para que conste, eu também não tento que Wolcensmen soe especificamente “inglês”. Apenas escrevo aquilo que surge naturalmente.

eu também não tento que Wolcensmen soe especificamente “inglês”. Apenas escrevo aquilo que surge naturalmente.
eu também não tento que Wolcensmen soe especificamente “inglês”. Apenas escrevo aquilo que surge naturalmente.
eu também não tento que Wolcensmen soe especificamente “inglês”. Apenas escrevo aquilo que surge naturalmente.
eu também não tento que Wolcensmen soe especificamente “inglês”. Apenas escrevo aquilo que surge naturalmente.
eu também não tento que Wolcensmen soe especificamente “inglês”. Apenas escrevo aquilo que surge naturalmente.

33

Ficaste surpreendido quando a Indie Recordings se aproximou para reeditado o álbum? música que consegui
Ficaste surpreendido quando a Indie Recordings se aproximou para reeditado o álbum? música que consegui

Ficaste surpreendido quando a Indie Recordings se aproximou para reeditado o álbum?

música que consegui – música que eu próprio queria ouvir mas sentia que poucas bandas tinham levado até ao seu total potencial. É enternecedor que outros tenham visto a paixão na minha abordagem e queiram ajudar-me a continuar a fazer este tipo de música. Apesar de não ter conseguido ouvi-lo ainda, sabemos que vais lançar também um disco bónus com novas canções. Foi este novo conjunto de canções algo que já tinhas planeado lançar ou

completamente acústica que eu fiz e a outra é uma cover da “Man Of Iron” dos Bathory. Quando a Indie propôs reeditado “songs From The Fyrgen”, eu queria incluir algo extra para os fãs de “Wolcensmen”. Já passaram três anos desde que gravei o álbum então estava bastante entusiasmado em gravar mais algum novo material.

Por falar em “Man Of Iron”, esse é um grande tema, com uma atmosfera bastante rica assim

 

Sim, um pouco. Foi uma jogada arrojada para uma editora predominantemente metal

escolher um projecto como Wolcensmen mas eu admiro a atitude deles em fazê-lo. Penso que a Indie apercebe-se que muitos dos fãs de metal estão esfomeados por outros tipos de

música e com uma abordagem

que a Indie apercebe-se que muitos dos fãs de metal estão esfomeados por outros tipos de
esfomeados por outros tipos de música e com uma abordagem pagã com atmosfera negra semelhante e

pagã com atmosfera negra semelhante e mitológica. Ulver e Wardrona, ambas introduziram muitos fãs de metal à ideia que outros estilos de música poderiam agarrá-los da mesma forma, e claro, a Indie desempenhou um papel no sucesso dos Wardruna. Quando comecei os Wolcensmen, eu não tinha qualquer tipo de

ambições e apenas criei a melhor

foram escritos especialmente para esta ocasião.

como ambiência. Esta era uma que simplesmente tinhas de fazer.

É verdade, a reedição de “Songs From The Fyrgen” vão incluír umEP especial – “Songs From The Mere”. Duas canções foram escritas especialmente para esta ocasião e uma canção é uma reformulação da primeira música

Sim! Eu até fui introduzido aos Bathory pelo “Blood On Ice”, não muito depois de ter sido (eventualmente) lançado, então sempre foi o meu álbum principal. Simplesmente tem a atmosfera perfeita e eu sempre

sido (eventualmente) lançado, então sempre foi o meu álbum principal. Simplesmente tem a atmosfera perfeita e

34

lançado, então sempre foi o meu álbum principal. Simplesmente tem a atmosfera perfeita e eu sempre

adorei a canção “Man Of Iron” pela sua pureza. O meu amigo

Jo Quail que toca violoncelo e eu compusemos uma intro especial para a canção, apenas para fazer dela mais um “evento” no EP. É

o meu próprio pequeno tributo

ao Quorthon e estou feliz com

o resultado.

Pensas que poderás fazer alguns concertos especiais destas canções? É algo que pensaste?

Uma actuação apenas das músicas do EP?

De todas, do EP e do álbum.

Bem, Wolcensmen já tocou ao vivo cerca de dez vezes, e na mais recente ocasião nós tocámos a nova canção “Lady Of The Dep”, assim como “Man Of Iron”. Originalmente nunca tive a intenção de levar Wolcensmen para o palco porque pensei que seria muito difícil encontrar os músicos certos juntos no ambiente certo e realmente é, mas fizemos

com que acontecesse de qualquer forma e a experiências foram excelentes. Nas circunstâncias certas, vamos fazê-lo novamente no futuro.

VamosimaginarqueWolcensmen torna-se um grande sucesso, ainda maior. Poderá tornar- se atua prioridade?

Sem querer soar cliché, Wolcensmen é uma expressão da minha alma interiore muito arrojada e honesta. Os temas nas

músicas, o artwork e a imagem, e a atmosfera presente na música vem do meu interior mais profundo. Não penso que tenha qualquer escolha – é, artisticamente, a minha prioridade. Eu tenho estado

a fazer Wolcensmen mesmo antes

de me juntar aos Winterfylleth, e eu comecei o processo do que se

tornaria vinte anos atrás. A minha outra banda, os Winterfylleth, é obviamente importante para mim

e estou muito excitado com aquilo que possamos criar no futuro. Como disse antes na entrevista,

eu nunca tive qualquer ambição com Wolcensmen, além de criar a

melhor música que consiga. Estou

a ir na onda e a ver onde é que

me leva

e as ferramentas para o fazer.

Já agora, o que é que significa o nome, Wolcensmen?

Originalmente, eu ia chamar-lhe

“Welkinsmen”. “Welkin” significa “os céus” em inglês moderno ou um pouco arcaico, então foi uma combinação de “Welkin”

e “Kinsmen”. Cedo me apercebi

que preferia usar “Wolcen” (significa a mesma coisa mas é uma versão ainda mais arcaica da palavra). Também inclui “-cen”, que é o nome inglês para a runa “Kenaz” (orientação, sabedoria, parentesco). “Wolcensmen” assim significa “homens dos céus” e incorpora as noções de céu, orientação, parentesco e humanidade. Todos estes são simbolizados nas runas que compõem o emblema rúnico de Wolcensmen.

desde que tenha tempo

humanidade. Todos estes são simbolizados nas runas que compõem o emblema rúnico de Wolcensmen. desde que
35
35
humanidade. Todos estes são simbolizados nas runas que compõem o emblema rúnico de Wolcensmen. desde que

eNTREVISTA

eNTREVISTA Os CyHra são uma das revelações da cena heavy metal sueco. Actualmente são compostos pelo
eNTREVISTA Os CyHra são uma das revelações da cena heavy metal sueco. Actualmente são compostos pelo

Os CyHra são uma das revelações da cena heavy metal sueco. Actualmente são compostos pelo vocalista Jake E" Lundberg (ex-Amaranthe), o guitarra ritmo, Jesper Strömblad (ex-In Flames), Alex Landenburg (ex-Annihilator, ex-Axxis), na bateria e o finlandês e guitarra solo Euge Valovirta (ex-Shining). Foi com Jake E" Lundberg que a World Of Metal quis saber o segredo por detrás da máquina CyHra.

Olá Jake e obrigado por esta entrevista.Começoporfalar sobre o presente dos CyHra já que o álbum “Letters to Myself” tem algum tempo

e tenho certeza que vocês já

devem estar a trabalhar em algo, mas o que eu quero perguntar, é sobre todo este tempo, como foi tudo

desde “Letters to Myself”,

o álbum conseguiu chegar onde vocês esperavam?

Acabamos de celebrar o primeiro aniversário do álbum. Foi um ano com

36

Carlos Ferraz

óptimas críticas, concertos e tours! Não poderíamos estar mais felizes com a resposta obtida e eu, pessoalmente, estou muito ansioso para

lançar o próximo álbum, que neste momento em que eu escrevo para vocês está já a ser misturado na Dinamarca por Jacob Hansen.

Olha, pessoalmente, eu adorei a capa do álbum eu arrisco mesmo a dizer que é uma das top 3 de capas para do ano. Como surgiu essa obra de arte e, claro,

a inspiração?

Wow, incrível! Obrigado! Obra do Gustavo Sazes que é o homem, a mente, por detrás disso. Ele é simplesmente incrível! Eu fiz o chamado ski’s, por assim dizer, para a capa do vinil e enviei para o Gustavo. Ele interpretou e criou nosso próprio "Eddie", que vocês poderão encontrar no CD e na versão oficial da capa.

Vocês têm um som único, com toda a certeza fruto

de todos os elementos da banda, mas, acima de tudo pode-se dizer que vocês soam como uma unidade nórdica bem metal.Isto é algo que vos deixa embaraçados ou pelo contrário vos enche de orgulho?

Estamos muito orgulhosos do nosso som e quero dizer, temos um dos fundadores do "Gotemburgo Sound" na banda que é o Jesper Strömblad. Nunca fui muito de categorias, rótulos na

música, mas eu acho que a tua descrição encaixa perfeitamente no que soamos A minha

música, mas eu acho que a tua descrição encaixa perfeitamente no que soamos

A minha música favorita é “Here

to save you”. Qual a inspiração,

o significado dessa música?

Obrigado! Não é nenhum segredo que uma das maiores inspirações para este álbum foi Jespers e a sua luta contra os seus demónios, algo que o seguiu por mais ou menos toda a sua carreira. Drogas e abuso de álcool. “Here to save you” pode ser interpretado de maneiras diferentes, mas o meu ângulo é que é a sua sanidade que tenta tirar você do seu próprio inferno.

Vejo que vocês anunciaram p vosso último concerto na Suécia este ano antes de começar um novo álbum. Já existem planos para 2019? Podemos saber algo

antecipadamente?

Sim, nós temos mais dois concertos

na Suécia este ano e dois na Finlândia. Estamos orgulhosos de ir abrir para os Amorphis a 17 de Novembro e depois seguimos para Helsínquia, possivelmente quando

estiverem a ler esta entrevista, já

é passado, mas, para o próximo

ano, lançaremos o nosso segundo

álbum, que será seguido por tours

e festivais. Queremos muito voltar

para a estrada, mal podemos esperar por isso!

Algum plano para uma passagem por Portugal em 2019?

Esperamos fazer uma tour completa na Europa e eu realmente espero que possamos ir a Portugal! É um país lindo! E eu sempre me diverti quando toquei lá!

Vocês, como banda, têm uma

me diverti quando toquei lá! Vocês, como banda, têm uma vibração muito interessante no palco. A

vibração muito interessante no palco. A vibração e a comunicação entre os membros da banda são importantes? Como é que todos entram, como é que tudo acontece? Tudo num tempo e

parece que vocês

propósito certo

se dão bem, que conseguem essa corrente, entendes? É mesmo isso que acontece?

"Não é nenhum segredo que uma das maiores inspirações para este álbum foi Jespers e
"Não é nenhum segredo
que uma das maiores
inspirações para este
álbum foi Jespers e
a sua luta contra os
seus demónios, algo
que o seguiu por
mais ou menos toda
a sua carreira. "

Eu realmente gosto que tu digas isso! Significa muito para mim saber que isso pode ser visto do "outro lado". Quando os Cyhra começaram, esse era o propósito, meu e o do Jesper, montar uma banda onde a amizade e a irmandade seriam o ponto central.

Uma corrente nunca é por demais forte, acho que não temos pontos fracos entre nós. Eu sinceramente amo todos o pessoal da banda, incluindo o Peter Iwers, mesmo, que ele, infelizmente, não tenha tempo para continuar connosco.

Quais são as tuas bandas nórdicas favoritas neste momento? Alguma em particular?

Recentemente eu apaixonei-me pelos Beast in Black, mas também quero que as pessoas vejam o novo álbum dos Engels, que é uma obra- prima do caralho.

Conheces alguma banda de metal portuguesa? Alguma com a qual tu gostarias de partilhar o palco?

Eu tenho de admitir que sou extremamente ignorante sobre a cena metal portuguesa, não conheço

nada para além dos Moonspell

Para finalizarmos, como é trabalhar com a Spinefarm?

Olha, a Spinefarm é fantástica, trata muito bem as suas bandas e eu já lancei cinco álbuns com eles e só tenho coisas boas para dizer.

fantástica, trata muito bem as suas bandas e eu já lancei cinco álbuns com eles e

37

fantástica, trata muito bem as suas bandas e eu já lancei cinco álbuns com eles e

eNTREVISTA

eNTREVISTA O meu primeiro artigo para a WOM é uma entrevista a uma banda próxima da
eNTREVISTA O meu primeiro artigo para a WOM é uma entrevista a uma banda próxima da
eNTREVISTA O meu primeiro artigo para a WOM é uma entrevista a uma banda próxima da

O meu primeiro artigo para a WOM é uma entrevista a uma banda próxima da cena local finlandesa chamada Fear of Domination de Helsínquia. Eles tiveram um sucesso algo limitado com seus álbuns e parece que estão perto de uma pausa de reflexão e achei por bem antes que isso aconteça de os ajudar a divulgar para quem não os conhece, esta é então a melhor a hora de entrevistá-los. A entrevista foi realizada com Sara uma das duas vozes deste projeto (eles são dois) e acreditem que a Sara é um portento vocal.

Olá Sara, obrigado por este momento, e vamos lá, "Metanoia" já foi lançado há algum tempo como foi o vosso percurso desde aí

Olá Carlos, obrigado nós por esta oportunidade! Olha, depois de lançarmos "Metanoia", o nosso quinto álbum, em Maio, a maioria dos nossos fãs ficaram muito entusiasmados com o nosso novo estilo, idealizado pelos nossos oito elementos da

38

Carlos Ferraz

banda. Depois, houve aqueles que encontraram "Metanoia" de forma natural, os novos fãs de Fear. Chegamos a ser comparadosaosEvanescence, Slipknot, Pain o que me leva a acreditar que as pessoas não tiveram dificuldade em entender a nossa música como ela é. O álbum recebeu grandes elogios, e por isso temos de agradecer à equipa do Fascination Street Studios na Suécia por mixar emasterizaroálbum.Fizeram

um trabalho incrível juntaram

de forma soberba todas as

peças!

Grande álbum e uma capa fantástica! De quem é a autoria?

Obrigado Carlos! Falando da capa ela é uma peça de arte

muito diversificada feita por Jani Kormu de Kormugraphy.

A primeira ideia veio do

representante do nosso da Ranka Kustannus, nossa

editora. Ele disse que seria importante ter a banda na capa do álbum e não apenas alguma arte abstrata. Claro, nós queríamos ter algo mais do que apenas uma imagem nossa na capa, então contatamos a Jani para criar uma obra-prima. Nós tínhamos algumas ideias sobre arte giger, e Jani fez tudo acontecer. Estamos

muitofelizescom oresultado!

Som orgulhosamente nór-

dico? Bem, na verdade, nunca pensámos sobre esse aspecto. Eu acho que nós somos orgulhosamente

dico?

Bem, na verdade, nunca pensámos sobre esse aspecto. Eu acho que nós somos orgulhosamente nórdicos em todo o caminho porque o melhor metal vem dos países nórdicos (risos). Claro, as nossas influências, não as podemos descartar, vão sendo demonstradas agora e sempre. Por exemplo, o nosso guitarrista, Johannes Niemi, disse uma vez que demorou um pouco para crescer nas intermináveis imitações de nomes como os Children of Bodom e os Nightwish, porque essas bandas tiveram um impacto tão grande em nossa infância e adolescência.

A minha música favorita é “Face of Pain”. O que nos conta este tema?

"Face of Pain" é uma das minhas favoritas! Eu realmente gosto de como resultou - os arranjos são bem diversificados e toda a música tem uma vibração narrativa. A maioria das letras e a ideia principal da

música veio do nosso outro vocalista Saku Solin. Os primeiros arranjos para as partes vocais foram bem diferentes e tivemos que mudar algumas partes para torná-las mais cativantes e intensas. Eu lembro- me do Saku me dizer uma vez que

a inspiração para essa música veio de uma musa sombria. Todos nós carregamos algum tipo de dor dentro de nós, mas na música, queríamos deixar alguns significados em aberto. Ele é muito talentoso, explicando uma história de maneira metafórica. Não queremos dar-lhe respostas directas, mas queremos deixar algo em que pensar!

Quais são os vossos planos para os próximos 6 meses?

Seis meses é um longo período de

tempo e onde tudo pode acontecer!

é um longo período de tempo e onde tudo pode acontecer! Nós videoclipe de “Sick and

Nós

videoclipe de “Sick and Beautiful”

e estão previstos alguns concertos

- a maioria deles na Finlândia.

novo

vamos

lançar

um

Portugal?

Recebemos muitas mensagens dos

nossos fãs portugueses a perguntar

o mesmo, mas, a realidade é que ainda não temos nada planeado para isso.

"Somos muito fiéis uns aos outros, temos uma boa química e importamo-nos uns com os
"Somos muito
fiéis uns aos
outros, temos uma
boa química e
importamo-nos uns
com os outros. "

Como é a vossa relação enquanto banda?

Nós temos o termo "FoD Family" para descrever a banda e as pessoas ao redor dela. Entrei na banda em

2017 e aprendi que a parte "familiar"

é muito importante no bom e no

mau. Somos muito fiéis uns aos outros, temos uma boa química e importamo-nos uns com os outros. Mas, como em todas as famílias, pode haver algumas diferenças, mas o mais importante é que no final do dia sempre encontramos uma maneira de estarmos uns do lado dos outros.

Quais são as tuas bandas nórdicas favoritas no momento?

Carlos, wow, isso é difícil. Hoje em dia eu tenho a tendência de ouvir

apenas uma ou duas músicas de várias bandas como os Insomnium, Arch Enemy, Kaunis Kuolematon, In Flames, Amorphis, Mokoma, Staminna, Turmion Kätilöt, Amaranthe, Pain, Crimson Sun, Dark Tranquility etc. Eu também gosto de ouvir pop e rock, mas não há muitas bandas boas de por aqui. Talvez alguns artistas solo como o Robin ou o cantor folk Eivør.

Conheces alguma banda de metal portuguesa?

O primeiro nome que me surge são

os Moonspell. Infelizmente todos os outros não conheço, mas estou

aberta a propostas, se tiveres alguns nomes para eu ouvir, é só dizer

se calhar até poderiam combinar com os Fear of Domination!

Por fim, onde vocês se veem em daqui a uns 2 anos, por exemplo? Quais são as vossas,

tuas expectativas e sonhos?

Eu tenho muitas ideias, sonhos e planos para minha vida pessoal e para a minha carreira como cantora e professora de canto. Cantar é a minha maior paixão, com a qual me deparei, então, naturalmente, quero continuar a fazer isso desenvolvendo minhas habilidades e explorando novas coisas no mundo da música. Dois anos é muito tempo e o mais importante para mim é ser feliz e ter uma vida equilibrada. Para manter isso em mente, vou onde for preciso ir. Para os Fear Of Domination, desejo tudo do melhor para esta família. Eles merecem

39

merecem htt p s://www.fod.fi/ https://www.facebook.com/ FearOfDomination/ https://www.youtube.com/user/ FoDofficial 39
merecem htt p s://www.fod.fi/ https://www.facebook.com/ FearOfDomination/ https://www.youtube.com/user/ FoDofficial 39

eNTREVISTA

eNTREVISTA Os Satan são um dos grandes nomes da chamada New Wave Of British Heavy Metal,
eNTREVISTA Os Satan são um dos grandes nomes da chamada New Wave Of British Heavy Metal,

Os Satan são um dos grandes nomes da chamada New Wave Of British Heavy Metal, que apesar de uma carreira irregular marcaram o som sagrado com grandes álbuns. Estão de regresso com "Cruel Magic" e para nos falar sobre esta mais recente fase da mítica banda britânica, tivemos Russ Tippins, guitarrista e líder dos Satan.

Satan, “Cruel Magic”, Russ Tippins…sem demoras!

Olá Miguel, finalmente Obrigadopelovossointeresse,

é um prazer poder responder às tuas perguntas. Olha o

novo álbum "Cruel Magic" é

a nossa imagem, é um álbum

típico dos Satan, com todos os ingredientes sonoros característicos.

Foi então fácil construi-lo como foi a composição?

40

Miguel Correia

Passamos dois anos e meio nestas músicas, desde o primeiro germe de uma ideia até a mistura final e masterização.Issoémuitomais

do que aquilo que alguma vez fizemos anteriormente, mas sabes, não podemos forçar

o processo, não podemos

forçar nada, é algo que acontece naturalmente.

Como escritor, precisas dar a

ti mesmo o tempo suficiente

para experimentar ideias que vão surgindo, regista-

las, desenvolvê-las e depois, deixas as em paz por algumas semanas,guardadas,equando as voltares a ouvir novamente, tudo soa diferente. Às vezes, também não são tão boas quantopensávamos.Acontece. Geralmente, começamos a

debruçar-nos por cima das demos e dos memorandos uns dos outros para decidir com o que avançar e o que

fazer. Nesta ocasião, muito rapidamente, tudo ficou claro, que duas das ideias

que tínhamos escolhido não iam para lado nenhum, e o Brian observou que boa parte das músicas eram tão rápidas que ele não achava que seria capaz de fazer nada com elas. Ele perguntou se eu tinha alguma coisa midtempo do caminho, algo em que ele pudesse realmente entrar. Bem, eu não fiz, nenhum de nós fez, mas me fez parar para fazer um balanço e considerar tudo. Resumindo a história, foi assim que

surgiu a música "Ophidian". Eu acho que a partir desse ponto nos tornamos muito mais

surgiu a música "Ophidian". Eu acho que a partir desse ponto nos tornamos muito mais focados em conseguir os melhores arranjos vocais e quatro das músicas tiveram grandes revisões para facilitar isso. Em contraste com tudo isso, uma vez que sabíamos que tínhamos os arranjos definidos, a gravação em si foi feita rapidamente.

Quais são as diferenças que vamos sentir comparando com "Atom By Atom"?

Eu acho que a principal diferença está na nossa atitude mental. Queríamos tentar recapturar parte do abandono selvagem que mostrámos em "Court in the Act". Eu acho que nós certamente conseguimos isso e sim, há erros audíveis. Nós realmente tentámos separar-nos da ideia da perfeição técnica e abordá-la como um concerto. Se tu sabes que tens um dia inteiro para trabalhar uma música, então

terás o dia todo para consegui-la. Se tu sabes que tens apenas uma hipótese, é mais do que provável que a agarres logo. Quando nós gravamos 'Court in the Act' nós não conhecíamos nada melhor - para nossos próprios ouvidos nós já parecíamos perfeitos. E não havia opção para tentar várias tomadas porque tínhamos apenas dois dias para trabalhar em doze músicas. Se chegamos ao fim de uma música, foi isso que ficou! Nós conversámos sobre isso antes das sessões de gravação e todos sentimos que com a nossa saída

posterior, a única coisa que faltava era um pouco daquela aspereza que podes ouvir no “CITA”. Por isso, decidimos ir para o primeiro take de todas as faixas básicas de

apoio, com duas guitarras principais,

as faixas básicas de apoio, com duas guitarras principais, bateria e baixo juntas - com uma

bateria e baixo juntas - com uma voz 'guia' que pode ou não ser mantida. Parece simples, mas não é fácil abandonar os teus preconceitos como intérprete - especialmente quando estás entusiasmado no momento e te concentras numa peça. Descobrimos que a melhor coisaeranãojulgá-loimediatamente, mas passar para outra coisa e depois ouvir o que gravámos com ouvidos novos no dia seguinte. Pelo menos metade do que tu ouves no álbum é o primeiro, os outros precisaram de duas ou três tentativas para conseguir o que queríamos, mas ainda podes ouvir erros.

"Nós realmente tentámos separar-nos da ideia da perfeição técnica e abordá-la como um concerto. Se
"Nós realmente
tentámos separar-nos
da ideia da perfeição
técnica e abordá-la
como um concerto.
Se tu sabes que tens
um dia inteiro para
trabalhar uma música,
então terás o dia todo
para consegui-la.
Se tu sabes que tens
apenas uma hipótese,
é mais do que provável
que a agarres logo."

Mas "Cruel Magic" é outro álbum fantástico e olhando para o ano que de 2018 é mais um para o lote

Concordo. É encorajador ouvir mais lançamentos de novas bandas

jovens que tocam e gravam o com influências old school – como os Anti Christ, Natur, Danava, Night Demon, Black Magic. É importante manter essa chama viva ou logo nos vamos ver enterrados em nada além de modernas bandas de metal digital. A maioria parece tão feia aos meus ouvidos. E falsa. E o pior de tudo - Symphonic Metal!

O termo "power metal" apareceu

muito no final dos anos 90 para se referir a bandas que soavam

melodias na composição, mas

usavam os estilos mais agressivos de metal e death metal, como

Helstar e Stratovarius. No entanto,

os Satan foram quase os pioneiros

do género em 1982. Como achas que o vosso primeiro álbum seria recebido hoje?

Eu realmente não sei. Às vezes eu gostaria que tivéssemos mantido a

formação dos Satan de 1984. Muito

do que vivemos no passado é tudo história agora. Uma coisa é certa:

tivemos muito tempo para nos tornarmos melhores aescrever músicas e gravar como banda. E os lançamentos desde a reforma da banda foram muito melhor recebidos em geral do que "Court

" foi na época.

recebidos em geral do que "Court " foi na época. Bem, o que vos distancia por
recebidos em geral do que "Court " foi na época. Bem, o que vos distancia por

Bem, o que vos distancia por exemplo do Death Metal? Assumes que os Satan mudaram na altura

Bem, o que vos distancia por exemplo do Death Metal? Assumes que os Satan mudaram na

o

nome em parte para evitar

ser comparado a nomes como os Venom e os Slayer. Musical e artisticamente, como vocês se veem diferentes dessas bandas?

 

Eu diria que em geral a nossa música é muito mais complexa do que a maioria da construída no Death metal ou Black Metal.

Eu diria que em geral a nossa música é muito mais complexa do que a maioria

41

Não pretendemos deliberadamente tornar as nossas peças difíceis de tocar, mas de alguma forma elas acabam assim. Os riffs são mais baseados em notas únicas do que em acordes, e tocados nas cordas

mais altas, e não nas mais baixas. Quando eu digo "a maioria dos Death Metal" eu posso pensar em

excepções notáveis incluindo, claro, os Slayer e também os Antichrist. Essas bandas tocam riffs de precisão muito complexos e eu sou um grande fã de ambos. Onde nos diferenciamos completamente de todas essas bandas está na nossa abordagemàvoz.Nãoéfácilencaixar uma linha melódica em algumas de nossas composições loucas e harmonicamente desafiadoras, mas o Brian tem feito um trabalho fantástico e a sua voz, se tivermos

a dizer algo sobre ela é que está melhor do que nunca.

E o que tudo isso influência a tua música?

Pessoalmente, estou envolvido em todas as músicas que criamos, incluindo músicas escritas por outros elementos da banda. Eu não consigo manter meu nariz de fora! Mesmo quando se

o

se eles secretamente acham que eu sou um muito obcecado pelo controlo de tudo (risos)

Uma vez li que tu disseste que querias- te afastar de temas mais sombrios. Achas que muitas bandas da cena metal foram por um caminho errado, tocando sobre temas que não deviam?

Huumm, eu não iria tão longe a ponto de dizer isso. Qualquer um que nos conheça sabe que nunca cantámos sobre o Diabo, excepto nos termos mais abstratos. Dito isso, também não temos interesse em assuntos ligeiros. Nunca vais ouvir as palavras 'Rock and Roll' numa música dos Satan, nem de qualquer referência a sexo, drogas, carros ou grandes motas. Dado que somos uma banda de heavy metal, poderias perguntar sobre o que sobra então para escrever, mas, irias ter uma surpresa. Geralmente coisas más que acontecem por este mundo, reais ou imaginárias. E a injustiça, em particular, sempre foi uma grande parte do que nos leva a escrever uma letra, que é como

a personagem do juiz (a mascote) surgiu. Uma personificação da injustiça no nosso mundo. Por exemplo agarrando na capa de “Cruel Magic” e ao que ela representa, não consigo pensar num exemplo mais extremo de "justiça" errada. Os julgamentos feitos há mais de 300 anos a supostas bruxas!

Vocês têm uma linha poderosa e

forte pronta para seguir, já percebi isso ao longo de toda a entrevista. Os Satan estão de caminho definido

que significa que muita

há muito

coisa ainda está para vir?

o

Absolutamente! Depois de uma digressão de duas semanas nos EUA no Halloween fomos para a Alemanha para começar outra, que está em curso. Então nós temos um concerto em Londres e um festival em Atenas antes do final do ano. A única coisa que posso dizer sobre 2019 é que vamos manchá-lo em Abril! Quanto à gravação, assinamos um contrato de três álbuns com a Metal Blade Records para que saibas haverão sim mais lançamentos claro!

para que saibas haverão sim mais lançamentos claro! trata das linhas vocais e letras, Brian fica

trata das linhas vocais e letras,

Brian fica mais do que feliz em aceitar uma ideia de qualquer um de nós e se ele achar que funciona para a música. Mas, ao mesmo tempo, se alguém tiver uma sugestão sobre algo que eu trouxe para cima damais lançamentos claro! trata das linhas vocais e letras, mesa,naturalmenteestousempre aberto a novas sugestões. Não

mesa,naturalmenteestousempre

aberto a novas sugestões. Não tenho problema em reescrever ou até mesmo eliminar músicas inteiras. Eu acho que eu sou um workaholic nessa banda, embora às vezes eu me questioneMas, ao mesmo tempo, se alguém tiver uma sugestão sobre algo que eu trouxe para cima

42

até mesmo eliminar músicas inteiras. Eu acho que eu sou um workaholic nessa banda, embora às
até mesmo eliminar músicas inteiras. Eu acho que eu sou um workaholic nessa banda, embora às
Banda sonora do apocalypse Jukka (incognita/Shapeshifter) Yo! Waz up Portugeuse necrophiliacs?! O ano de 2019,
Banda sonora do apocalypse Jukka (incognita/Shapeshifter) Yo! Waz up Portugeuse necrophiliacs?! O ano de 2019,
Banda sonora do apocalypse Jukka (incognita/Shapeshifter) Yo! Waz up Portugeuse necrophiliacs?! O ano de 2019,
Banda sonora do apocalypse Jukka (incognita/Shapeshifter) Yo! Waz up Portugeuse necrophiliacs?! O ano de 2019,
Banda sonora do apocalypse Jukka (incognita/Shapeshifter) Yo! Waz up Portugeuse necrophiliacs?! O ano de 2019,

Banda sonora do apocalypse

Jukka (incognita/Shapeshifter)

Yo! Waz up Portugeuse necrophiliacs?!

O ano de 2019, segundo alguns especialistas, será o início

para chegarmos a um ponto ou fase sem retorno. Serão daqui

para a frente 13 anos até lá, quando o nosso mundo começar

a sua espiral incondicional e entra num inferno ardente, não muito diferente do nosso vizinho brilhante mais próximo, Vénus! Então, temos de aproveitar, viver da melhor forma possível agora, e para mim o melhor é procurar a música certa para o momento do apocalipse!

A Finlândia é um país com grandes taxas de suicídio - há muita

miséria, apatia e paranoia social auto-inflingida. Uma bebida

fatal de Koskenkorva é o princípio

Há muito espaço para

bandas de metal crescerem e o que eu pretendo apresentar aqui são bandas que estão abaixo do radar - digamos, mais

pesadas que os Nightwish e com menos de 50 mil visualizações no Youtube. Talvez estas próximas duas pérolas dementes sejam aquelas que vos poderão acompanhar no momento

final

o

tal do apocalipse!

Kilsorrow Klan, Lahti, Finlândia

final o tal do apocalipse! Kilsorrow Klan, Lahti, Finlândia Os Kilsorrow Klan são uma força de

Os Kilsorrow Klan são uma força de deathcore e death metal, que inspiram o caos, intensos e esmagadores! “Demon Apparatus”,

o primeiro disco, atinge o ouvinte implacavelmente, riff após

o riff fazendo a maioria das outras bandas de metal soar genérica e sem inspiração. Há uma fluidez muito orgânica e

groove na composição das músicas. A musicalidade é excelente por todo o disco – um destaque especial dado às guitarras

de 7 cordas e ao amplo rosnado da voz. “Demon Apparatus”,

é um álbum com 16 minutos de muita ficção científica.

O meu destaque vai para a segunda faixa, “Fabrication of

Souls”, da qual deixo aqui um pequeno excerto

“Liberate

the bastard souls, exterminate the human race o metal extremo no seu melhor!

Para mim,

Morbid Evils, Turku, Finlândia

Morbid Evils, Turku, Finlândia Se o som tivesse cor, os Morbid Evils, seriam bem dark. Bem,

Se o som tivesse cor, os Morbid Evils, seriam bem dark. Bem, acreditem que não há nenhum tipo de mensagem de esperança no que fazem. Há algo especial em “Deceases”,

implacável e atmosférico. Evoca cenas de genocídio de forma muito cinematográfica. O filme “Come and See” de Elen Klimov é uma referência que logo surge na minha mente. Guitarras difusas afinadas, vocais rosnados e monótonos, bateria de baixa resistência. Se vocês esperam que o mais baixo dos baixos já tenha sido alcançado, um novo nível de miséria é sentido a em cada faixa. Isso é algo mesmo para

ouvirem

no dia do apocalipse.

Fuck that was dark! Till next time.

Yours truly,

Jukka of Finland

43

eNTREVISTA Os Riverside são sem dúvida uma das grandes bandas de rock/metal progressivo da actualidade.
eNTREVISTA Os Riverside são sem dúvida uma das grandes bandas de rock/metal progressivo da actualidade.
eNTREVISTA Os Riverside são sem dúvida uma das grandes bandas de rock/metal progressivo da actualidade.

eNTREVISTA

eNTREVISTA Os Riverside são sem dúvida uma das grandes bandas de rock/metal progressivo da actualidade. A
eNTREVISTA Os Riverside são sem dúvida uma das grandes bandas de rock/metal progressivo da actualidade. A
eNTREVISTA Os Riverside são sem dúvida uma das grandes bandas de rock/metal progressivo da actualidade. A

Os Riverside são sem dúvida uma das grandes bandas de rock/metal progressivo da actualidade. A banda polaca solidificou a sua posição álbum após álbum e após a traumática perda de um membro fulcral, não desistiu e voltou com um excelente álbum (um dos nossos álbuns do mês da edição passada) "Wasteland" e apaziguou os receios em relação ao seu futuro. Momentos antes da subida ao palco do Lisboa Ao vivo, a World Of Metal teve uma breve conversa com Mariusz Duda, baixista e voz dos Riverside

Filipe Ferreira Fotos - oskar Szramka / filipa nunes

  Começaram a tour em Outubro, como tem sido até agora? subiram de nível em
 
 

Começaram a tour em Outubro, como tem sido até agora?

subiram de nível em todos os aspectos.

neste álbum, a abordagem foi muito diferente?

 

Tem sito óptimo. A maior audiência até agora, a melhor resposta. As pessoas estão felizes e o mais importante é que nós já não estamos numa tour de luto como o ano passado. Porque aí era uma tour de despedida, estávamos

Sentes que é uma tour mais leve então, e mais energética.

Energética, sim, mas também mais divertida, por causa da setlist, por causa das pessoas e das reacções da audiência, mais talvez algumas das componentes visuais que temos. Nunca tivemos grande apresentação visual até agora, desta vez vamos ter luzes diferentes, diferentes elementos visuais, por isso seguramente vai ter melhor aspecto do que costuma ter.

Vocês vem apresentar um novo álbum. Este é o primeiro álbum…

Vou ser honesto contigo. Desde “Shrine of New Generation Slaves” que deixamos de ensaiar constantemente na nossa sala de ensaios. Cada vez mais material começou a ser composto no estúdio, e eu fiz a maior parte das coisas, porque queria mudar algo. Eu não queria manter-me no mesmo lugar e foi por isso que “Shrine of New Generation Slaves” foi numa direcção diferente. Nos apenas saltámos estas influencias de metal progressivo e coisas desse género. Queríamos focar- nos mais nas melodias. E em “Love, Fear and the Time Machine”, fomos ainda mais longe nisso, mas esse foi o álbum que eu compus sozinho, e o mesmo aconteceu agora. Nada mudou sobre o ponto de vista da composição. Eu fiz a maior parte do

a dizer adeus ao Piotr e estávamos

a

dizer adeus ao Piotr e estávamos

em constante pesar. Mas desta vez gravámos um novo álbum e estamos

a

começar uma nova vida, por isso

penso que estamos cheios de energia em palco. E a setlist é diferente agora porque liga as coisas mais antigas com as novas, e isso é bastante bom. Eu penso que as pessoas gostam disso. Alem de que escolhemos algumas faixas que as pessoas podem cantar connosco, por isso é bastante divertido. Por isso, estou a gostar bastante, e penso que com esta tour os Riverside

Com um novo lineup .

Sim, um novo lineup . A minha questão é sobre o processo criativo

"Eu não queria manter-me no mesmo lugar e foi por isso que “Shrine of New

Generation Slaves” foi numa direcção diferente. Nos apenas saltámos estas influencias de metal progressivo e

Generation Slaves” foi numa direcção diferente. Nos apenas saltámos estas influencias de metal progressivo e coisas desse género. "

45
45
numa direcção diferente. Nos apenas saltámos estas influencias de metal progressivo e coisas desse género. "
numa direcção diferente. Nos apenas saltámos estas influencias de metal progressivo e coisas desse género. "
numa direcção diferente. Nos apenas saltámos estas influencias de metal progressivo e coisas desse género. "
numa direcção diferente. Nos apenas saltámos estas influencias de metal progressivo e coisas desse género. "
  material, o Michał tinha uma canção, Já falaste sobre o tema do álbum ser
 
 

material, o Michał tinha uma canção,

Já falaste sobre o tema do álbum ser este mundo pós-apocalíptico e que isso é um bocado o reflexo da experiencia da banda. Foi curiosa a homenagem que fazem aos westerns no álbum. Como surgiu essa ideia?

 

os

westerns para mim porque, bem,

 

nós tínhamos ai o álbum. Mais tarde apenas começámos a preparar isso no

e

eu gosto de jogos de computador,

e

jogo Fallout e coisas do género, e

estúdio. No passado era algo como, o Piotr tocava algumas coisas na guitarra, desta vez não tínhamos o Piotr por isso eu tive de fazer isso sozinho. Para alem disso pedi ajuda de alguns

portanto aí estás sozinho. O cavaleiro solitário, e a desolação.

A

mesma coisa acontece em alguns

Em primeiro lugar “Wasteland” é um álbum influenciado por algumas circunstancias que aconteceram na minha vida. A morte do Piotr é apenas uma delas, porque depois do Piotr morrer, dois meses depois perdi o meu pai, mais tarde divorciei-me e depois disso a minha mãe adoeceu com cancro. Todas estas situações foram em 2016, e eu mal sobrevivi a esse ano. É também por isso que eu peguei no meu projecto Lunatic Soul e tentei focar-me nisso. Em “Fractured” eu lidei com tudo isto e em “Under the Fragmented Sky” voltei a lidar com

filmes com o Clint Eastwood, todos os

spaghetti western. O cavaleiro solitário, sabes. Em todos os outros westerns com o Clint Eastwood, o herói solitário, apenas a tentar sobreviver. Também está algo ligado com o filme “A Estrada” (“The Road”). Por isso

amigos como Maciej Meller e Mateusz Owczarek. Por isso não é como se antigamente estivéssemos

amigos como Maciej Meller e Mateusz Owczarek. Por isso não é como se antigamente estivéssemos a compor na sala de ensaios e a fazer brainstorm

e

o Piotr morreu e subitamente não

sabíamos o que fazer. Não, o processo de composição foi o normal como era antes, mas claro sentimos a falta deste gajo não é. Mas também decidimos fazer isto com 100% de positividade. Eu apenas escolhi o tema desta terra erma (Wasteland), esta historia pós-apocalíptica de sobrevivência porque está ligada á nossa historia,

a

coisa pós-apocalíptica, o filme “A

Estrada”, os westerns, eles são muito similares para mim, por isso neste tema titulo eu tinha de fazer algo ligado aos spaghetti western. E então fizemos isso.

No texto colocado no Facebook, falam numa segunda fase da banda…

"Claro que existem algumas ligações com o passado, é obvio, é normal, o

espirito do Piotr está ali algures não é. Mas queríamos avançar neste momento. O processo

espirito do Piotr está ali algures não é. Mas queríamos avançar neste momento. O processo de gravação em si mesmo foi cheio de entusiasmo, e eu penso que começamos a fazer mais experiencias. "

mas desta vez o álbum estava focado em nós, não sobre o passado e isso. Claro que existem algumas ligações com o passado, é obvio, é normal,

isso de novo, mas de alguma maneira apesar mesmo de forma subconsciente, eu senti que os Riverside deviam ter uma oportunidade para lidar com o assunto, porque, bem o Piotr era dos Riverside, por isso devíamos faze-lo. A desolação, e o mundo pós-apocalíptico são muito simbólicos desta situação, mas também simbólicos da situação na Europa, por exemplo na Polonia, sabes, estamos mais divididos que nunca. Muitas pessoas andam a lutar umas com as outras. Eu não sei, pensei que eramos mais unidos, mas acabei por aperceber-me que na realidade não somos. Temos o Brexit, e outras coisas. De qualquer forma eu queria contar uma historia também sobre isso. Portanto não é apenas sobre pesar e dizer adeus ao Piotr, isto está também ligado, não sei, á situação na Europa. Quando se chega ao assunto do pós-apocalíptico, existe uma grande parecença com

Sim, isto deveria ser algo como “Second Life Syndrome” parte dois. Esse deveria ser o titulo, mas não queríamos voltar ao passado porque utilizar esse titulo significaria que nós estávamos a tentar honrar algo do passado ou ligado a isto. Mas isto é um novo inicio e portanto eu apenas quis deixar pequenos easter eggs como a ligação “After”, “The Day After”, “Before”, “The Night Before”, alguns instrumentais e outras coisas para as pessoas que percebem o que

o espirito do Piotr está ali algures não é. Mas queríamos avançar neste momento. O processo de gravação em si mesmo foi cheio de entusiasmo,

e

eu penso que começamos a fazer

mais experiencias. O som diferente

de guitarra que obtivemos é porque

é

uma ligação entre o baixo Piccolo

e

a guitarra, não é o som normal da

guitarra. É um som estranho algures entre um baixo e uma guitarra. Por isso é que me rio quando me dizem “estas guitarras não são muito metal”, não existe guitarra ai meu, “como é possível?”. Por isso hoje durante o espetáculo provavelmente vão também poder ver o som desde baixo Piccolo. Mas de qualquer forma, [um disco] cheio de experiencias, cheio de novas

esta a acontecer, certo. Para os recém chegados é apenas, “Ok, é um bom titulo”. Eu queria começar de fresco porque penso é que uma banda diferente agora, ainda com o estilo dos Riverside, mas queríamos mudar

o

som. Sabes, ainda ando a lutar com

isto

eu

não quero ser a banda que

se

orgulha com o facto de estarmos

a

tocar musica progressiva. Eu não

abordagens e portanto muita satisfação.

quero estar junto de bandas como

 

46

 
Eu não abordagens e portanto muita satisfação. quero estar junto de bandas como   46  
Eu não abordagens e portanto muita satisfação. quero estar junto de bandas como   46  
Eu não abordagens e portanto muita satisfação. quero estar junto de bandas como   46  
Eu não abordagens e portanto muita satisfação. quero estar junto de bandas como   46  
"eu não quero ser a banda que se orgulha com o facto de estarmos a

"eu não quero ser a banda que se orgulha com o facto de estarmos a tocar musica progressiva. Eu não quero estar junto de bandas como os Dream Theater ou os Porcupine Tree. "

os Dream Theater ou os Porcupine Tree. Esse é o nosso estilo, ok, mas eu queria procurar algo novo, e eu acho que este novo estilo de prog

Bem vamos tentar evitar todas as influencias progressivas e focarmo- nos apenas em musicas country.

é muito hermético, e que muitas bandas são muito parecidas umas com as outras, e eu queria mesmo focar-me mais no lado espiritual da musica, nas melodias e nas emoções. Eu não quero soar como os Haken, os Leprous ou esse tipo de bandas, mas infelizmente temos de estar uns junto aos outros porque temos a mesma editora. É por isso que tocamos de forma diferente, é por isso que existe tanta guitarra acústica, certo. Eu só quero tocar musica, apenas musica rock, metal, sei lá, agora talvez country western. Esse é o meu objectivo. Eu não quero ser apenas outra banda progressiva do seculo 21. Eu não tenho

interesse nisso. É algo que gostava de deixar bem assente.

Então podemos esperar…

Covers do Jonny Cash.

E uma tour?

Sim.

Parece-me óptimo.

Algures pelos vales…

Últimapergunta.Algumamensagem que queiras deixar para os fãs portugueses?

Tenho a dizer que Portugal é muito longe da Polónia. Esse foi sempre o problema, nós não conseguíamos chegar ao vosso pais, sempre por causa de alguma coisa. A ultima vez, eu lembro-me, há 3 anos tivemos

Sim o meu ponto era como vias os Riverside no futuro…

oportunidade de tocar, mas há 4 não conseguimos chegar a Portugal porque

o nosso autocarro teve uma avaria. O

que eu quero dizer é que eu espero que com este concerto, com este novo inicio, consigamos também voltar a Portugal mais frequentemente, para, não sei, criar um grupo de fãs maior, ou para provar que ainda conseguimos ser a banda que entretém as pessoas numa forma diferente do que apenas

gritar e beber cerveja, mas também que conseguimos dar emoções positivas

e encher as pessoas com algo que

consiga, não sei, inspira-las, ajuda- las a sentirem-se mais felizes, ou pelo menos positivas. Portanto esse é o nosso objectivo, a razão pela qual tocamos o nosso tipo de musica, e que gostaríamos de tocar mais. Por isso, quero pedir desculpa por não virmos cá com tanta frequência, mas também quero prometer que vamos

tentar voltar tanto quanto possível.

47
47
por não virmos cá com tanta frequência, mas também quero prometer que vamos tentar voltar tanto
por não virmos cá com tanta frequência, mas também quero prometer que vamos tentar voltar tanto
por não virmos cá com tanta frequência, mas também quero prometer que vamos tentar voltar tanto
por não virmos cá com tanta frequência, mas também quero prometer que vamos tentar voltar tanto

“Out of Myself”

2003 - Edição de Autor

“Out of Myself” 2003 - Edição de Autor O primeiro álbum dos Riverside tem certamente algumas

O primeiro álbum dos Riverside tem certamente algumas pontas a limar, que a banda mais tarde foi aperfeiçoando, mas é um excelente testemunho do que a banda viria a

ser. Aos clássicos “Out of Myself”

e “Loose Heart, juntam-se os dois

instrumentais “Reality Dream” I e II que demonstram bem a qualidade dos polacos como músicos, com

a guitarra de Piotr Grudzinski e o

baixo de Mariusz Duda em grande destaque. Além destas quatro faixas incontornáveis na carreira dos Riverside, juntam-se temas como

“I Belive” ou “In Two Minds” que indicam bem a vertente mais melódica que a banda sempre teve e tem vindo a abraçar cada vez mais. Para

o fim ficam os dois temas menos

interessantes do álbum em “Curtain Falls” e “OK”. Logo no álbum de estreia fica a marca de uma banda diferente e interessante com algo para dizer. Deixando a marca de um prog mais fundamentado no sentimento do que na técnica que sempre foi a marca dos Riverside.

8.5/10

“Second Life Syndrome”

2005 - InsideOut Music

8.5/10 “Second Life Syndrome” 2005 - InsideOut Music 48 “Second Life Syndrome” continua o caminho iniciado

48

“Second Life Syndrome” continua o caminho iniciado em “Out of Myself”. Ao longo das 9 musicas do álbum ainda encontramos uma certa ingenuidade e alguns pontos nas musicas mais longas a

precisarem de ser limados, mas é notório

o crescimento da banda. Este é um álbum

mais ambicioso quer em termos musicais

quer nas letras e bem mais negro do que

o anterior. A intro “After” não esconde o

que vamos encontrar aqui, os primeiros segundos são apenas com Mariusz Duda a falar “I can’t take anymore. I can’t breathe. I’m sick of this goddamn darkness, Sick of sadness and tears.”. Este é um álbum de sentimentos a flor da pele que tem tanto de depressivo como de incrivelmente belo. Dois dos melhores exemplos disto são “Conceiving You” (para mim a melhor “balada” deles), “I Turned You Down” e “Before”. Temos vários épicos progressivos em “Volte- face”, “Second Life Syndrome” e a fantásticas “Reality Dream III” e “Dance with the Shadows”. Mesmo sendo um álbum pesado o único momento de explosão é “Artificial Smile”, um tema mais de raiva do que de introspeção. Se a guitarra de Piotr Grudziński era marcante em “Out of Myself” aqui torna- se num som de assinatura dos Polacos. Um álbum imprescindível no progressivo do seculo XXI.

9.5/10

“Rapid Eye Movement ” 2007 - InsideOut Music

XXI. 9.5/10 “Rapid Eye Movement ” 2007 - InsideOut Music Uma das coisas que salta logo

Uma das coisas que salta logo em “Rapid Eye Movement” foi a evolução no que toca a produção e a forma como a banda soa mais madura. Os Riverside carregam um pouco mais também no que toca a peso começando logo com força em “Beyond the Eyelids”. Este inicio é complementado com mais duais faixas perfeitas para serem singles em “Rainbow Box” e “02 Panic Room” que se tornou um verdadeiro clássico. Outro dos grandes destaques vai para “Embryonic” mais um exemplo de como os Riverside dominam a arte de fazer temas de cortar o coração. Infelizmente “Rapid Eye Movement” tem também alguns momentos menos interessantes “Schizophrenic Prayer”

ou “Cybernetic Pillow” ou outros que podiam ganhar com alguma edição

como “Parasomnia” ou “Ultimate Trip”.

um pouco essa inconsistência que

torna este álbum um pouco inferior aos dois anteriores. Mesmo assim vale a pena ouvir pelo muito de bom

que tem.

É

8/10

“Anno Domini High Definition” 2015 - Mystic Production

“Anno Domini High Definition” 2015 - Mystic Production Após encerrar aquilo a que chamaram a “Reality

Após encerrar aquilo a que chamaram

a “Reality Dream Triology” (que engloba

os três primeiros álbuns), os Riverside

chegaram aqui com uma nova estrada para caminhar. “Anno Domini High Definition” continua a soar como Riverside mas é notória uma grande

diferença para os álbuns anteriores.

A maior maturidade e a qualidade

de som de “Rapid Eye Movement” mantem-se, mas estamos perante um álbum que se encaixa perfeitamente no metal progressivo. Musicas longas, peso e um maior foco na perícia musical, quase que podemos dizer que este é o álbum Dream Theater dos Riverside. “Hyperactive” que inicia o “ADHD” é pesada, directa e curta, mas depois disso entramos num mundo de musicas progressivamente mais longas e complexas. Apesar de longas as musicas deste álbum nunca se tornam repetitivas. Existe aqui a capacidade de deixar a musica crescer e desenvolver-se. “Driven to Destruction”e “Hybrid Times” são excelentes exemplos disto variando entre momentos mais intimistas, “proggy” ou mais grandiosos mas sempre em constante mutação. Mesmo

sendo mais pesado e técnico, a melodia

e os momentos mais introspetivos,

uma das imagens de marca da banda polaca não ficam de fora nas varias faixas, mas ganha um grande destaque na excelente “Left Out”. Um álbum de destaque na nova vaga de metal progressivo.

9.5/10

“Shrine of New Generation Slaves ”

2013 - InsideOut Music

“Shrine of New Generation Slaves ” 2013 - InsideOut Music “Shrine of New Generation Slaves” recupera

“Shrine of New Generation Slaves” recupera o tom mais negro e melódico dos primeiros dois álbuns. Mas se

antes a melancolia vinha de uma fonte introspetiva, aqui vem também de uma fonte externa, lidando com as pressões da sociedade tecnológica em que vivemos, desde a forma como trabalhamos ou a fixação na popularidade através das redes sociais. Musicalmente onde “ADHD” era mais metal, Shrine é um álbum com influencias mais blues

e

rock and roll mantendo sempre

o

ambiente progressivo. Musicas

como “New Generation Slave” ou “Celebrity Touch” têm um certo groove que nem sempre se vê em musicas de Riverside, já “Feel Like Falling” adiciona uma leveza quase pop. Em “The Depth of Self- Delusion” encontramos os Riverside

mais “típicos” no seu registo mais melancólico, que volta a encontrar

o seu expoente máximo em “We

Got Used to Us”, que segue numa tradição de baladas com excelentes solos de guitarra como “Conceiving You”. Onde o álbum se perde é nos dois temas mais longos “Deprived (Iretrievably Lost Imagination)” e “Escalator Shrine” que apesar de conterem bons momentos falham em se manterem consistentemente interessantes, algo que a banda tinha conseguido fazer no álbum anterior, mas falha aqui. “Shrine of New Generation Slaves” mostra um bocado o melhor e o pior dos Riverside, em que a excelente qualidade das primeiras cinco musicas acaba por contrabalançar com o fim do álbum, mas ainda assim é mais uma digna entrada na discografia dos polacos.

8.5/10

“Love, Fear and the Time Machine ”

2015 - InsideOut Music

Fear and the Time Machine ” 2015 - InsideOut Music Primeiro álbum dos Riverside totalmente composto

Primeiro álbum dos Riverside totalmente composto pelo baixista e vocalista Mariusz Duda, e isso nota- se na enorme mudança de direção que este álbum representa. Em “Love, Fear and the Time Machine” (LF&TM) os Riverside descartam quase na totalidade o peso e o ambiente mais

negro que os foi caracterizando. Aqui todo o foco foi para criar canções

e para a melodia, num álbum que

pode nem sempre ser alegre, mas que representa os Riverside na sua versão mais “light” e “comercial” com alturas em que utilizam mesmo melodias que nos transportam para um tempo mais inocente e infantil. Apesar de facilmente isto não agradar aos fãs da fase inicial da banda é difícil argumentar contra a enorme qualidade de grande parte dos temas aqui presentes. Destaques como “Lost (Why Should I Be Frightened by a Hat?)”, “#Addicted”, “Saturate Me”, o single “Discard Your Fear” ou “Found (The Unexpected Flaw of Searching)” que lembra bastante a nova fase dos Anathema, fazem de LF&TM um álbum que sem duvida vale a pena ouvir de mente aberta. Sem grandes floreados progressivos, com foco na melodia e bastante diretos ao assunto estes temas têm algumas das melhores composições

feitas por Mariusz Duda. Infelizmente no reverso da moeda temas como “Caterpillar and the Barbed Wire” “Towards the Blue Horizon” ou “Under the Pillow” arrastam-se um bocado e com eles o próprio álbum

e facilmente comecei a saltá-los ao fim de algumas audições.

8.5/10

“Wasteland” 2018 - InsideOut Music

Depois do inesperado desapa- recimento do guitarrista Piotr Grudzinski que sempre foi uma peça fulcral do som da banda,

Grudzinski que sempre foi uma peça fulcral do som da banda, “Wasteland” surge como uma espécie

“Wasteland” surge como uma espécie de renascimento. Tal como em “Love, Fear and the Time Machine”, Mariusz Duda assume o grosso da composição, bem como as guitarras (contando com a ajuda

do guitarrista Maciej Meller). Isto leva a que a filosofia deste álbum seja muito semelhante a LF&TM, menos aventuras progressivas, menos metal, composição mais focada nas musicas e especialmente em capturar

a melodia, as semelhanças ficam-se

por aqui, no entanto. “Wasteland”

é um álbum que traz os Riverside

de volta a um ambiente mais negro,

tendo o próprio Mariusz Duda referido que na realidade o titulo do álbum poderia ser “Second Life Syndrome II”. Á semelhança de “Second Life Syndrome”, “Wasteland” começa com a voz de Duda á capella abrindo espaço a “Acid Rain” um tema soturno que faz uma boa ponte entre os antigos e os novos Riverside. “Wasteland” é também um álbum dominado pelo lado mais acústico da banda polaca, seja em ”Guardian Angel”, “River Down Below” (que se inicia com uma melodia quase infantil), a lindíssima “The Night Before” que consiste apenas em voz e piano, e a primeira parte da musica titulo “Wasteland”. Este tema alias é um dos momentos de grande destaque do álbum homenageando

a musicas dos spaguetti westerns,

evocando a imagem de uma figura sozinha a atravessar a desolação, e

terminando de forma grandiosa. Outro dos destaques vai para “Lament”

e o seu refrão épico que traz do

melhor que os Riverside têm. Existe ainda espaço para o instrumental

e grande momento “proggy” do

álbum em “The Struggle for Survival”. “Wasteland” é um álbum que sai de uma fase complicada da banda, onde os polacos queriam provar que continuam de boa saúde, e nesse sentido conseguem perfeitamente

o objetivo.

8/10

Decayed. Se para mim é um sonho tornado realidade todos os meses, a cada edição,

Decayed. Se para mim é um sonho tornado realidade todos os meses, a cada

edição, mais ainda o é ter a oportunidade de entrevistar J.A., líder e principal instigador dos Decayed. Desde o seu mítico álbum de estreia, "The Conjuration Of The Southern Circle", que os decayed têm vindo a apresentar regularmente

a sua fórmula clássica de black metal que deve mais à primeira vaga (venom,