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IRIDOLOGIA – CONHEÇA MAIS SOBRE ESSA TÉCNICA

(Por Luiz Carlos Carvalho)

O que é Iridologia? É uma ciência milenar que permite conhecer através da íris, aspectos físicos
e emocionais do indivíduo.
Seu principal objetivo é detectar distúrbios em evolução, antes mesmo de o indivíduo
apresentar sintomas, e precocemente intervir, para que tal distúrbio não evolua para
desequilíbrios físicos ou mentais.
Conforme pesquisa científica, há evidências que a Iridologia já era utilizada há mais de 8 mil anos.
Mas será que conhecemos bem esses companheiros que nos permitem ver o mundo? Sabemos
que existem ditados que os colocam em posição privilegiada, afinal “os olhos são as janelas da
alma”.

Benefícios da Iridologia: O que a Iridologia pode revelar:


*Verifica se o paciente apresenta alguma doença ou disfunção, ou até se expressa uma
inflamação no órgão. O paciente tem uma consciência geral da saúde;
*Atua descobrindo eventuais desequilíbrios no organismo;
*Sabe quais órgãos estão ativos;
*Conhece melhor as condições do seu sistema nervoso e digestivo,
*Vai mostrar as partes do seu corpo que podem estar com problemas;
*Pode apontar uma inflamação presente no organismo, caso exista.
*Os principais nutrientes que o organismo necessita;
*Órgãos, glândulas inerentemente fracos;
*A resistência ou debilidade da constituição do indivíduo;
*Qual órgão que necessita de reparo e reconstituição;
*O grau de toxidade instalado nos órgãos como um todo;
*O estágio de atividade e inflamação dos tecidos;
*As áreas potencialmente doentes do organismo;
*Assimilação deficiente dos nutrientes;
*Miasmas;
*Estágios pré-clínicos do diabetes, condições cardiovasculares e outras doenças;
Os especialistas afirmam que pela íris do olho pode-se notar alterações resultantes de
medicamento, depósitos de droga e até os hábitos dos pacientes.
*E muito mais
IRIDOLOGIA: O QUE É E COMO FUNCIONA?
Saúde e Beleza

E a ciência que estuda a íris do olho, de modo que através desta análise é possível diagnosticar
doenças. Esta técnica é usada na medicina natural ou alternativa e sua tradição já está presente
há muito tempo na China e Grécia, e vem se aperfeiçoando cada vez mais. Foi o médico
homeopata, o Dr. Ignatz Von Peczely que no século XIX, criou a Iridologia Ocidental.
A Iridologia irá atuar descobrindo eventuais desequilíbrios no organismo. Esta técnica
permite o terapeuta olhar através da íris todo o funcionamento do organismo.
Com a diagnose pode-se verificar se o paciente apresenta alguma doença ou disfunção, ou até se
expressa uma inflamação no órgão. Muitos iridologistas afirmam que através da íris é possível
detectar a saúde como um todo.

Como é feito o diagnóstico? A Iridologia é uma prática antiga que recentemente está ganhando
aval da comunidade científica, apesar de muitos médicos contestarem afirmando que ela não é
tão eficaz como se diz. Vale ressaltar que a técnica não é reconhecida pelo Conselho Federal
da Medicina.
Antes da consulta, o paciente responde algumas
perguntas através da anamnese, e posteriormente é
utilizada uma câmera com equipamento de alta
resolução para captar a imagem dos olhos do
paciente.
O diagnóstico é feito por um profissional capacitado
que irá observar as fibras e a cor da íris. Com isso,
ele consegue verificar se há uma alteração em algum
órgão do corpo.
Os especialistas afirmam que pela íris do olho pode-se notar alterações resultantes de
medicamento, depósitos de droga e até os hábitos dos pacientes.
Para chegar aos resultados, os iridologistas fazem uso de gráficos da íris para detectar quais
partes do corpo estão saudáveis, doloridas ou doentes. Na íris é possível encontrar as diversas
camadas desde o branco até o preto. O branco representa o estado agudo da doença, já o
preto o estado crônico.

Assunto em questão: Apesar de seus benefícios e sua procura estar aumentando pelo número
de pacientes que cresce a cada ano, não existe uma comprovação científica que comprove a
utilidade da Iridologia. Mas mesmo não havendo a comprovação, também não há como se afirmar
que a técnica faz mal ou prejudique o paciente.
Alguns médicos tradicionais reconhecem que através do olho é possível detectar doenças, mas
eles garantem que esta não é a única saída e que o melhor a fazer, são os exames. Já nos Estados
Unidos alguns médicos descrevem a Iridologia como uma importante ferramenta de diagnóstico.
Cada cultura com suas aceitações.
Na Iridologia, o trabalho é dirigido aos atendimentos e
cursos em São Paulo e também em outros Estados, a
receptividade é fantástica, porque é uma técnica antiga
e agora as pessoas reconhecem os benefícios, porque
pode não só tratar problemas físicos, como também
mentais e emocionais, e o grande sucesso desta
ciência é que ela atua de forma profilática com até
um ano de antecedência.
É exatamente esta área que quero escrever sobre as questões de como podemos prevenir as
nossas doenças.
Adepto da MTC (Medicina Tradicional Chinesa), toda emoção corresponde a um órgão e, por
consequência, de forma antecipada tratamos aquele órgão e ponto.
Exemplo: Deficiência visual: antes de ser um problema localizado (olhos, órgão de choque) pode
ser uma questão hepática (doença específica).
De acordo com a ciência, a íris tem terminações nervosas que estão conectadas em todo o
sistema nervoso, e que certas alterações no relevo da íris são indicativas de problemas com
outros órgãos e parte especifica do corpo (órgão de choque).
Exemplo: Sistema venoso debilitado (órgão de choque) em vez de
VARIZES (doença específica).
A cartografia da íris está fundamentada em pesquisas
laboratoriais baseadas na embriologia, fisiologia e anatomia
topográfica corporal onde foram comprovadas cientificamente
as áreas reflexas na íris.
Ela representa todas as partes do organismo em sua topografia. Isso
é possível graças as Sistema Nervoso Autônomo, formado por duas
cadeias nervosas: Simpático e Parassimpático. Eles enervam todas
as partes do organismo e levam até o cérebro, impulsos sobre a situação de cada região (sistema
nervoso central) e até a íris onde essas impressões ficam registradas. A íris informa
imediatamente, com segurança, o estado de debilidades genéticas do indivíduo antes de
iniciar os processos sintomáticos e patológicos.

Luiz Carlos Carvalho - Terapeuta naturalista. Há mais de 20 anos na área da


saúde. Especializado em várias técnicas. Reiki sistema tradicional, USUI nível
de Mestrado (Instituto A Luz). Certificado Internacional com Magnified Healing
(Michigan USA). Acupuntura e Shiatsu (Eoma). Iridologia Orgânica e
Comportamental, cromoterapia, entre outras.
O QUE É IRIDOLOGIA?

A Iridologia é uma ciência que tem como objetivo o estudo da íris e sua relação com as alterações
que ocorrem com o nosso organismo. Elas podem ser orgânicas, metabólicas, nutricionais,
nervosas, hormonais, assim como psíquicas e emocionais.
O olho está formado aos 6 - 7 anos de idade e na íris ficam registrados o que chamamos de
órgãos de choque ou órgãos de menor resistência, isto é, os órgãos que nasceram mais
fracos. São esses os órgãos que sofrem primeiro as consequências diante de uma agressão
(vida sedentária, estresse, desnutrição, etc...).
A íris é formada por fibras e é através da observação das estruturas dessas fibras e da
pigmentação (sua cor) que a Iridologia identifica os órgãos de choque bem como os
desequilíbrios no organismo.
Todas as partes do nosso organismo estão representadas na íris que é a parte colorida dos
nossos olhos e o seu estudo pode revelar muito sobre a nossa saúde, bem como a carga
genética que recebemos.
É importante ressaltar que a Iridologia não é terapia e nem faz diagnóstico (dar nome às
doenças). Não se consegue identificar doenças através da Iridologia. É uma ferramenta de
pré-diagnose que pode ser utilizada tanto por profissionais da área da saúde como também
por profissionais da área de recursos humanos, educadores, etc....
Este método está sendo utilizado em processos de recursos humanos (RH). Cuja satisfação pelo
trabalho aumentam em média até 30% a produtividade e criatividade.
Bernard Jensen (americano) desenvolveu um mapa de Iridologia onde nele está indicada a
posição relativa de cada órgão representado na íris.
A íris direita representa os órgãos que estão localizados no lado direito do corpo e a íris
esquerda os que estão localizados no lado esquerdo. Por exemplo: o fígado está
representado somente na íris direita, o baço somente na íris esquerda. Já a tireoide está
representada nas duas írises.

A íris representa todas as partes do organismo em sua topografia. Isso é possível graças
ao Sistema Nervoso Autônomo, formado por duas cadeias nervosas: o simpático e o
parassimpático. Eles enervam todas as partes do organismo e levam até o cérebro impulsos
sobre a situação de cada região (Sistema Nervoso Central) e também até a íris, onde essas
impressões ficam registradas.
Enquanto a Iridologia Clássica trabalha especificamente a parte orgânica, o Dr. Denny
Johnson, nos possibilita entender as complexidades da mente humana que molda e dá
forma as nossas personalidades e relacionamentos, bem como introversão e extroversão.
São quatro os padrões comportamentais. Uma vez identificado o padrão comportamental da
pessoa, digamos que ela passa a se conhecer melhor, torna-se mais produtiva, criativa, familiar,
sociável, etc.
Enquanto o método de Bernard Jensen nos possibilita analisar a íris do ponto de vista orgânico, o
Método RayId de Iridologia, desenvolvido por Denny Johnson, nos possibilita entender as
complexidades da mente humana que molda e dá forma às nossas personalidades e
relacionamentos. Com ele pode-se conhecer os tipos psíquicos, bem como introversão e
extroversão, além da predominância cerebral.
O Método RayId de Iridologia reconhece 4 padrões, sendo 3 padrões básicos: Flor, Joia e
Corrente e um quarto padrão chamado Agitador, que é uma combinação dos padrões Flor e Joia.
As pessoas que apresentam muitas fibras abertas na íris, que chamamos de pétalas, estão no
padrão Flor. São emocionais, espontâneas, observadoras, fazem muitos gestos e aprendem
ouvindo. São criativas. Geralmente tem habilidades para música, artes, etc...
Identificamos o padrão Joia como sendo uma pigmentação na íris. É como se tivesse caído um
pingo de tinta na íris. Uma mancha marrom. Esse padrão indica uma pessoa intelectual, com muito
talento para análise e diálogo verbal, pouca flexibilidade para mudanças.
O padrão Corrente é identificado quando a íris tem suas fibras penteadinhos, com poucos sinais.
A palavra que melhor descreve o Corrente é a sensibilidade (física, mental e intuitiva). O Corrente
é um radar ambulante da vida.
Já o tipo Agitador é identificado por possuir uma combinação dos sinais dos padrões Flor e Joia.
São extremistas. O padrão clássico do Agitador é o grande sucesso e o grande fracasso. A
dedicação e lealdade são suas marcas. Em geral são inventores, exploradores ou motivadores.
Eles são entusiastas. Podemos dizer que vieram para mudar o mundo.
Portanto, o corpo nos avisa, de forma clara, sobre as nossas fragilidades e a Iridologia é a melhor
ferramenta para identificar essas fragilidades.
Por tudo isso, é muito importante que, a partir dos sete anos, os pais levem os seus filhos
para fazer um exame iridológico e assim conhecer antecipadamente os seus órgãos de
choque (fragilidades) e o tipo psíquico (Método RayId de Iridologia).
É também importante ressaltar que a Iridologia não substitui exames laboratoriais, porém facilita
na sua escolha.

MEDICINA ORIENTAL
IRIDOLOGIA - A ÍRIS COMO MANUAL DE INSTRUÇÕES
Entenda como a Iridologia pode ser uma aliada do
autoconhecimento
Todos nós já escutamos em alguma situação a brincadeira que diz que o ser humano devia ter
um manual de instruções, que é difícil entendê-lo, educá-lo e tudo o mais, não é mesmo? Mas
agora, o que estamos descobrindo é que temos não só um, mas diversos manuais de instruções,
desde que aprendamos a lê-los.
O olhar exerce naturalmente uma grande atração sobre nós! Sabemos que "os olhos são as
janelas da alma" e que pelo brilho do olhar percebemos se alguém está apaixonado ou soltando
faíscas de raiva! É muito difícil esconder o que sentimos quando alguém nos olha nos olhos. O
que ainda não sabíamos e que vem sendo demonstrado é que a configuração de nossa íris é um
mapa que nos mostra tanto aspectos físicos quanto emocionais e que este estudo pode se
constituir num importante aliado nos processos de tratamento de sintomas e doenças e,
especialmente, de autoconhecimento.
Não é exclusividade da iridologia estudar o que ocorre dentro do corpo humano através da
observação de áreas externas - princípio da reflexologia podal ou da auriculoterapia. As
medicinas tradicionais, tais como a chinesa, a ayurvédica (indiana) e a Xamânica (indígena), já se
baseavam no fato de que nosso corpo possui áreas reflexas, a partir das quais podemos montar
mapas que nos orientam a tratar órgãos e sistemas sem termos acesso direto a eles.
No caso da iridologia, que baseia seus estudos na íris, contamos com o fato de que os
olhos, terminações do nervo ótico, são um prolongamento exterior do sistema nervoso
autônomo, cobertos apenas pelas pálpebras. A íris é formada por um tecido de fibras
nervosas que recebem as informações de todo o sistema nervoso, que fazem do olho tanto
o "espelho da alma" quanto a "janela do corpo", por onde se pode observar a constituição
física e psíquica do indivíduo.
Os registros mais antigos sobre o estudo da íris foram encontrados em cerâmicas no Egito que
mostram desenhos de íris com sinais iridológicos. Mas no final do século XIX, foi o ainda
menino húngaro Ignaz de Péczely que observou que ao fraturar acidentalmente a pata de uma
coruja, imediatamente surgiu um sinal na íris do animal. À medida que a fratura era
consolidada, o sinal mudava de característica e marcava de forma definitiva a íris. Adulto, como
médico, Dr. Ignaz de Peczely deduziu que a íris guardava em si as marcas e sinais do que
acontecia dentro de nosso corpo, bem como a base genética que nos moldava. Foram seus
estudos que deram início a esta importante área de conhecimento humano.
A partir de então, muito tem sido pesquisado e divulgado sobre a íris, consolidando cada vez
mais a iridologia como um eficaz método não invasivo de auxílio em diagnósticos físicos e
psíquicos. E também como um aliado nos processos de autoconhecimento e desenvolvimento
pessoal. Sua ação preventiva permite conhecer zonas de fragilidade do organismo e estruturar
tratamentos adequados em fases preliminares de surgimento de sintomas, levando o indivíduo a
uma maior conscientização a respeito do funcionamento de seu corpo e mente.
(Postado por Dra. Adamiane Moraes Schwaickardt )

IRIDOLOGIA MÉTODO RAYID (IRISDIAGNOSE


COMPORTAMENTAL) (Por Blanch)
Iridologia significa o estudo da íris que vai desde a sua anatomia, fisiologia, histologia,
farmacologia, patologia até a possibilidade de se conhecer a constituição geral e parcial do
indivíduo, já que todas estão representadas na Íris.

Método Rayid (irisdiagnose comportamental)


Sistema de identificação de padrões genéticos de comportamento, comunicação e relacionamento
de acordo com a constituição estrutural da íris. A estrutura essencial da personalidade é composta
de quatro padrões:
1. GEMA OU JÓIA
• Presença de pontos hiperpigmentados (psoras).
• Tipo mental com percepções e sentimentos internos direcionados à análise.
• Personalidade intelectual, pensante, racional, analítica, metódica, detalhista, perfeccionista.
• Exercem controle excessivo consigo mesmos, com as situações e com os outros.
• Comunicadores verbais precisos, demonstram poucas emoções e usam gestos diretos.
• Estabelecem metas facilmente e concretizam rapidamente.
• Destacam-se como líderes, professores e cientistas.
• Aprendizado visual.
• Precisam se soltar e aprender a relaxar.
• Atraem o tipo emocional flor para relacionamentos duradouros.

2. FLOR
• Tipo emocional.
• Apresentam aberturas distintamente arredondadas (pétalas) no tecido iridal.
• Orientação pelos sentimentos de paixão, fogo e graça, experienciam a vida através da
sensibilidade do coração.
• São pessoas flexíveis, espontâneas e mutáveis que fluem facilmente em situações sociais.
• Comunicadores visuais superiores, animados e expressivos geram euforia e gostam de estar
visíveis.
• Vivem com intensidade o momento presente.
• Interesse e estusiasmo constante e pouco duradouro.
• Mestres da abundância criativa sobressaem-se como artistas, músicos e engenheiros.
• Aprendizado auditivo.
• Precisam de controle.
• São atraídos por tipos mentais - gema ou joia - para relacionamentos duradouros.

3. CORRENTE
• Tipo cinestésico.
• Possui estruturas uniformes com sutis variações de cor no tecido iridal.
• Percebem e integram a vida através da experiência sensorial de seus corpos.
• Com muita empatia, nutrem e equilibram os outros.
• Intuitivos, mediam e unem extremos.
• Carentes, se magoam com facilidade.
• Sensibilidade excessiva que pode conduzir ao sentimento de incapacidade aumentado.
• Comunicam-se com toque e movimentos.
• Destacam-se no atletismo, dança, na área da saúde e serviço público.
• Aprendem auditivamente, visualmente e por imitação.
• Precisam de expansão.
• Atraem tipos extremistas para relacionamentos duradouros.

4. AGITADOR
• Tipo extremista.
• Apresenta pigmentos como pontos (gema) e aberturas arredondadas (flor).
• Unifica traços mentais e emocionais a moldes de comunicação.
• São pessoas dinâmicas, progressivas e aventuram-se além dos limites de pensamento e ações
convencionais.
• Personalidade oscilante entre razão e emoção.
• Frequentemente devotos a uma causa e aventureiros por natureza, sobressaem-se como
inventores, motivadores e exploradores.
• Aprendizado através do toque e do movimento.
• Necessitam de equilíbrio.
•. Atraem tipos cinestésicos para relacionamentos de longa duração.
Para mais informações visite nosso site: www.institutorosalilas.com.br

IRIDOLOGIA BÁSICA - IRIDOLOGIA COMPORTAMENTAL


Bibliografia:
- Acharán, Manuel Lezaeta - Iridologia, A Íris Revela a sua Saúde - Hemus, 2002
- Beringhs, Liane - Vida Saudável pela Iridologia - Robe Editorial, 1997
- Battello, Celso - Iridologia e Irisdiagnose, O que os Olhos Podem Revelar - Ed. Ground, 1999
- Jensen, Bernard - The Science and Practice of Iridology - Withman Publications, 2005
- Jensen, Bernard - Iridology, The Science and Practice in the Healing Arts - Vol. II - Withman
Publications, 2008
- Jensen, Bernard - Iridology Simplified - Bernard Jensen International, 1980
- Johnson, Denny - What the Eyes Reveals - 1995
- Johnson, Denny - O Olho Revela... - Ed. Ground, 1984
- Khalsa, Gurudev Singh - Iridologia Integrada - Ed. Madras, 2006
Autor do texto: Santiago Canhavate - CRT 29.094 - CTN-SP 1621

IRIDOLOGIA: FRAUDE, NONSENSE E IGNORÂNCIA CIENTÍFICA


Apesar de já ter conhecimento da Iridologia há alguns anos, fui recentemente relembrado deste
método de diagnóstico alternativo. O motivo do esquecimento desta “arte” é facilmente explicado:
é tão ridícula que considerava impossível que alguém dotado de uma capacidade cognitiva
aceitável fosse capaz de acreditar nos seus efeitos positivos. Estava enganado. Seja por
desconhecimento ou, simplesmente, por fé, a verdade é que existem seres humanos racionais a
crerem nesta “técnica diagnóstica”.

Comecemos por perceber a história da Iridologia: A iridologia, iridodiagnose ou irisdiagnose é


uma forma de diagnóstico na qual a análise da íris (estrutura anatómica do olho) permite que se
conheça o estado de saúde do doente, baseado na suposição de que alterações nesta estrutura
refletem doenças específicas.
Este sistema de diagnóstico foi inventado por Ignatz Peczely, um médico húngaro que publicou as
suas ideias em 1893. A história reza que Peczely, quando era uma criança, encontrou uma coruja
com uma perna partida. No momento que pegou na coruja reparou numa proeminente faixa preta
na íris do olho do pássaro. Peczely cuidou do pássaro até à sua recuperação e então reparou que
a faixa negra havia desaparecido, substituída por linhas brancas esfarrapadas. A partir desta única
observação, Peczely desenvolveu a noção de iridologia.
No entanto, esta é a história romântica será apenas um conto inventado ou excessivamente
simplificado. Na verdade, Peczely começou a sua carreira profissional como homeopata e
“curandeiro milagroso”. Já na altura fora denunciado como um charlatão perigoso. Mais tarde,
obteve a licenciatura em medicina apenas para evitar as autoridades. Portanto, Peczely era um
bom rapazote.
Esta ideia que Peczely vendia, em que a íris representa um mapa do resto do corpo, incluindo
sistemas de órgãos, é chamada de abordagem homúnculo:
A reflexologia, acupuntura auricular e até quiropraxia e a osteopatia (de forma parcial)
seguem essa abordagem.

Mas, perante a descoberta da iridologia, o que deveria ter acontecido? Depois de publicar
suas observações iniciais, Peczely começou a testar a sua teoria com estudos bem desenhados,
capazes de provar a sua teoria. Construiu cuidadosamente um conjunto de factos descritivos, mas
bem estabelecidos, sobre a relação entre a íris e a saúde dos doentes. Mais tarde, os anatomistas
descobriram o mecanismo subjacente desta relação – um vasto sistema que interligava a íris e o
resto do corpo. Investigações adicionais baseadas nesta interligação realizadas por outros
cientistas, mais recentemente, encontraram formas alternativas de explorar este fascinante
aspecto da anatomia e fisiologia.

Mas claro que não foi isso que aconteceu… Peczely não fez qualquer tipo de investigação
científica séria. Em vez disso, simplesmente inventou uma pseudociência, desenhando mapas da
íris que eram tanto um produto da sua imaginação como da sua observação enviesada, em grande
parte resultado do viés de confirmação e raciocínio motivado. Peczely não realizou estudos
controlados nem produziu o tipo de evidência que separa um fenômeno real de um imaginário.
Além disso, nenhum estudo subsequente apoiou a plausibilidade biológica da iridologia. Não há
anatomia ou fisiologia subjacente que possa explicar como a íris reflete o estado ou a função de
qualquer outra parte do corpo.
Isso, infelizmente, não impediu a iridologia de sobreviver à margem da medicina por mais de um
século. Aliás, parece que esta prática volta a ser popular. Não faltam cursos nesta área em
Portugal, existindo mesmo uma Associação Portuguesa de Iridologia… às vezes penso que me
colocam cogumelos mágicos no café da manhã, porque estas coisas são demasiado surreais.
Claro que o Lifestyle da Sapo teria que abordar a Iridologia, onde o iridologista refere que
consegue detectar “queda de cólon”, um problema que nunca foi descrito pela medicina.
Pasme-se, caro leitor. Muitas vezes o diagnóstico de doenças através da leitura da íris
a recomendações para suplementação, que são convenientemente vendidos pelo iridologista…
Mas este tipo de conflito de interesse não faz mossa nos crentes destas terapias. Destaco esta
frase da Associação Portuguesa de Iridologia:
“Através da análise iridológica podemos recuperar com mais eficiência o equilíbrio do
indivíduo, porque a íris, ao revelar a origem das deficiências, permite elaborar um programa
específico com as modalidades terapêuticas mais adequadas (aconselhamento
psicológico, homeopatia, nutrição, ortomolecular, trabalho corporal, etc.).”
Mas não só…a Associação Portuguesa de Iridologia também promove esta técnica como uma
espécie de “observação da alma” fundida com o filme “Regresso ao Passado”:
“Com o estudo da iridologia, pode-se determinar a forma como o indivíduo elabora os seus
processos de aprendizagem, expressão, modificação e gestão de relacionamentos,
inclusive desde a primeira infância”.
Mais uma vez…quem é que anda a colocar-me cogumelos mágicos no café da manhã?
Apesar destes desvios de tudo o que é racional no mundo da medicina e da ciência, os iridologistas
não são tontinhos…criaram um método apoiado na falácia da súplica especial, que lhes permite
nunca estar errados. Como?
Os iridologistas referem que o seu método de diagnóstico avalia tendências, sejam hereditárias
ou adquiridas em relação à saúde e à doença. Ou seja, a iridologia não pode detectar uma doença
específica, mas pode dizer que um indivíduo tem uma “alteração de atividade” numa área
específica do corpo. Por exemplo, um pâncreas sub-ativo pode indicar a existência de diabetes.
Um problema na zona do intestino pode significar de tudo, desde prisão de ventre até doença
inflamatória intestinal (mas isso não especificam).
Outros sites advertem que a iridologia não pode diagnosticar gravidez, porque essa é uma
condição natural do corpo, e também não pode diagnosticar cirurgias prévias, pois
qualquer coisa que ocorra sob anestesia bloqueará os sinais que, de outro modo, mudariam
a íris. Por outras palavras, criaram-se regras em que a iridologia não pode diagnosticar uma
doença ou qualquer outra condição verificável, mas ao mesmo tempo ser um método de
diagnóstico útil…percebe o paradoxo? Assim, a iridologia só pode detectar coisas que não podem
ser verificadas de forma objetiva.
No fundo, é uma leitura de palma da mão, realizada no olho. A criação de uma ilusão. Com a
vantagem que o iridologista faz um questionário extenso prévio às consultas, o que facilita a sua
capacidade de adivinhação. Ao fazer a leitura da íris, se o iridologista acerta ao dizer que a senhora
tem uma vesícula biliar alterada e são descobertas pedras na vesícula, há uma validação da
prática. Se errar, então o iridologista poderá alegar que convém ficar atento…há uma
“susceptibilidade” naquele órgão, apesar de ainda não manifestar doença. Situação Win-Win.

Um artigo da Quackwatch – Confissões de um ex-iridologista, por Joshua David Mather, dá uma


visão por dentro sobre o processo:
“Cedo descobri que as “alterações estruturais” poderiam ser criadas no vídeo simplesmente
alterando o ângulo da luz que incide no olho. Áreas que eu pensava que estavam escuras, de
repente, mostravam linhas de cura quando a posição da luz mudava. As linhas brancas grossas
mudariam para finas linhas, de cor cinza, à medida que a luz se movia. Durante este período fui
chamado diversas vezes por um iridologista conceituado, ao seu consultório, para me mostrar uma
mudança que havia ocorrido na íris do doente minutos depois de lhe fazer um ajuste da coluna
vertebral. Depois de examinar cuidadosamente as suas gravações, tornou-se óbvio para mim que
a posição da luz e o ângulo da câmara é que tinham variado, causando a aparência de uma
mudança na íris”.
Por outras palavras, a iridologia é altamente dependente da técnica e de variáveis como o
ângulo da câmara e da intensidade da luz. Com essas ferramentas, o iridologista pode
produzir mudanças aparentes na íris. Mas Mather descreve esta técnica de forma ainda
mais detalhada:
“A beleza de não ter que fornecer um diagnóstico é que o praticante simplesmente usa a íris para
questionar o doente. Vamos supor que eu tenho um doente com uma marca na área pulmonar. A
minha primeira pergunta seria: “Você já teve algum problema nos pulmões? Como asma,
pneumonia ou enfisema? ” Se o doente se lembrar de algo deste género, serei considerado um
génio, mas se não houver nada óbvio, faria mais perguntas. “Talvez tenha tido uma constipação
recentemente? ” Se a resposta for não, o próximo passo seria olhar para o intestino, que em teoria
provoca fraqueza pulmonar. O intestino é representado no olho como a área diretamente ao redor
da pupila e geralmente é mais escuro do que o resto da íris. Se o intestino estiver escuro, então a
resposta óbvia era que o doente teria uma fraqueza pulmonar desconhecida resultante de
problemas no intestino. Se não houvesse qualquer problema no intestino, a última resposta seria
a existência de uma fraqueza genética do pulmão que precisava ser tratada para evitar problemas
futuros”. Ou seja, é o processo típico de adivinhação…andar às apalpadelas até apanhar alguma
coisa. Os nossos vieses cognitivos tratam do resto.

E qual a evidência científica desta prática? Como já falamos, não existe nenhum fundamento
biológico para tal assumpção, pois à exceção de algumas doenças que também atingem a íris
como intoxicações por cobre (anel de Kayser-Fleischer na Doença de Wilson), não se conhece
qualquer mecanismo fisiopatológico que suporte esta tese. Ainda assim, como sempre, há quem
advogue que a ciência ignora conhecimentos que podem ser verdadeiros, ou seja, que poderá
haver um mecanismo biológico não identificado que explique a alegada eficácia desta técnica.
No entanto e de uma forma resumida, perante condições controladas, os iridologistas não
conseguem concordar entre si e acertarem em diagnósticos é puro acaso probabilístico.
Ficam alguns estudos na área.

Uma avaliação da Iridologia: “Foram tiradas fotografias a ambos os olhos de 143


pacientes. Nove e cinco doentes estavam livres de doença renal, definida como um nível de
creatinina inferior a 1,2 mg/dL (média, 0,8 mg/dL) e 48 apresentavam doença renal grave o
suficiente para elevar o nível de creatinina plasmática para 1,5 mg/dL ou maior (média, 6,5 mg/dL).
Três oftalmologistas e três iridologistas viram os slides numa sequência aleatória sem
conhecimento do número de doentes nas duas categorias ou qualquer informação sobre o
histórico do paciente. A iridologia não apresentou habilidade clínica ou estatisticamente
significativa para detectar a presença de doença renal. A iridologia não foi nem seletiva nem
específica e a probabilidade de detecção correta não foi melhor que o acaso”.

Tentar identificar doença da vesícula biliar na íris do doente: “Em cuidados médicos
alternativos, a iridologia é utilizada como um método diagnóstico. O diagnóstico de doença da
vesícula biliar foi utilizado para estudar sua validade e consistência inter-avaliador. Os iridologistas
referem que a presença de uma vesícula inflamada contendo cálculos biliares é facilmente
reconhecida por certos sinais na parte lateral inferior da íris do olho direito. Foram tiradas
fotografias a cores do olho direito a 39 doentes com este problema de saúde e a 39 indivíduos-
controlo do mesmo sexo e idade. Os slides foram apresentados numa ordem aleatória a cinco
iridologistas sem informações suplementares. A prevalência da doença foi estimada em 56%. A
validade mediana foi de 51% com 54% de sensibilidade e 52% de especificidade. Estes resultados
foram próximos da validade casual (iota = 0,03). Nenhum dos iridologistas atingiu uma alta
validade. A consistência inter-avaliador foi de 60%. Isso foi apenas um pouco maior do que a
consistência casual (kappa = 0,18). Este estudo mostrou que a iridologia não é um auxiliar de
diagnóstico útil”.

A iridologia pode detectar susceptibilidade ao cancro? Estudo prospectivo de casos e


controlos que pretendeu investigar o valor da iridologia como ferramenta diagnóstica na detecção
de alguns tipos de cancro comuns. Cento e dez (110) indivíduos foram inscritos no estudo: 68
indivíduos apresentaram cancro da mama, ovário, útero, próstata ou colorectal, comprovados
histologicamente, e 42 indivíduos foram usados como controlo. Todos os voluntários foram
examinados por um profissional experiente de iridologia, que desconhecia o gênero ou detalhes
médicos dos doentes. O iridologista foi autorizado a sugerir até cinco diagnósticos para cada
voluntário e os seus resultados foram comparados com o diagnóstico médico de cada voluntário
para determinar a precisão da iridologia na detecção de malignidade.
A iridologia identificou o diagnóstico correto em apenas 3 casos (sensibilidade de 4%). A iridologia
não teve valor no diagnóstico dos cancros investigados neste estudo”.
Este estudo é importante…o irodologista teve a possibilidade de dar cinco hipóteses de
diagnóstico…CINCO…e mesmo assim apenas acertou em três casos…Sensibilidade de 4%! É
que nos estudos anteriores, os iridologistas teriam que dizer se tem ou não doença renal; se tem
ou não doença vesicular. Têm 50% de hipóteses de acertar. E é mais ou menos nesta
percentagem que andaram (na casa dos 50%). Neste último estudo, tinham que dar hipóteses de
diagnóstico, o que aumenta muito as opções de resposta. E mesmo com cinco hipóteses ficaram
nuns míseros 4%. E terminamos com uma revisão sistemática do tema:

Iridologia: uma revisão sistemática: “Os iridologistas afirmam poder diagnosticar condições
médicas através de anormalidades na pigmentação da íris. Esta técnica é popular em muitos
países. Portanto, é relevante perguntar se é válido. Este estudo reviu de forma sistemática todos
os testes interpretativos da validade da iridologia como ferramenta de diagnóstico. Foram
encontrados quatro estudos de caso-controlo. A maioria dessas investigações sugere que a
iridologia não é um método de diagnóstico válido.
A validade da iridologia como ferramenta de diagnóstico não é suportada por avaliações
científicas. Os doentes e os terapeutas devem ser desencorajados de usar este método“.
No entanto, se o caro leitor for pesquisar a eficácia da iridologia sem sentido crítico, poderá ficar
surpreendido. É que existem muitas publicações metodologicamente fracas que favorecem esta
técnica. Repare nesta frase duma revisão sistemática (pouco sistemática) de 2008: “Esta revisão
foi baseada em apenas 4 literaturas, embora o artigo Francês relate que até 1998 já existiam 67
artigos publicados sobre a confiabilidade da Iridologia. A maioria é a favor do método, porém com
uma metodologia científica questionável e 4 contra com uma pesquisa irrepreensível no plano
metodológico”.
Ou seja, como habitualmente…se se fizerem estudos metodologicamente fracos, é possível
encontrar evidência de eficácia para qualquer técnica. Por mais disparatada que seja. No entanto,
quanto maior for a qualidade do estudo, mais se percebe que as medicinas alternativas, no seu
todo, pouco têm para oferecer.

Concluindo: Como é possível verificar não há absolutamente nenhuma dúvida que a iridologia é
uma fraude. O iridologista tem tanta probabilidade acertar um diagnóstico como qualquer
construtor civil, padre, empregado de café, professor de filosofia ou outro profissional não médico.
Por fim, convém adicionar que todo este método, além de falso (e, como tal, ser um desperdício
de tempo e dinheiro), não é inócuo, podendo ter efeitos nocivos na saúde do paciente.
Este estudo da Archives of Ophthalmology avança que o elevado número de falsos positivos
resultantes da utilização desta técnica causa stress emocional desnecessário em indivíduos
saudáveis e que, mais grave ainda, os falsos negativos decorrentes da prática fazem com que
muitos doentes adiem o diagnóstico verdadeiro de patologias graves. Traduzindo esta última
conclusão por linguagem simplificada, imaginem um doente com um carcinoma em estádio
precoce que consulta um iridologista. Este pseudo-profissional poderá, devido à aleatoriedade da
sua técnica, afirmar que o doente se encontra saudável, não necessitando de consultar um
verdadeiro médico. Desta forma, o doente irá adiar o diagnóstico verdadeiro e o respectivo
tratamento, destruindo a possibilidade de intervenção precoce e diminuindo a probabilidade de
resolução médica da patologia, devido à progressão da doença até estádios avançados.
Portanto, conclui-se que o iridologista nada mais é que um adivinho de feira ambulante, a ser
praticado apenas para entretenimento do caro leitor num dia que esteja aborrecido e lhe apeteça
ficar mais pobre uns euros.