Você está na página 1de 2

Pesquisadora baiana cria inseticida natural para combater o mosquito d... about:reader?url=https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/pesqu...

correio24horas.com.br

Pesquisadora baiana cria inseticida


natural para combater o mosquito da
dengue
Da Redação
3-4 minutos

Preocupada com o aumento de 667% no número de casos de


dengue na Bahia, entre janeiro e agosto deste ano, uma cientista
baiana buscou formas de combater as larvas do mosquito. Em
seus estudos, foi desenvolvido um novo tipo de inseticida, feito a
partir uma planta conhecida como Nim.

De acordo com ela, o objetivo principal é intensificar a luta contra


as doenças transmitidas pelos mosquitos que acometem
principalmente as regiões mais pobres da Bahia e que, muitas
vezes, não podem pagar pelo inseticida devido ao custo.

Segundo a criadora do novo “bioinseticida”, Layse Lima,


concluinte do mestrado em ecologia e evolução da Universidade
Estadual de Feira de Santana (UEFS), para desenvolver este
produto, bastou triturar 400g da semente e acrescentar um litro
de água.

“Dessa forma, qualquer um pode ter um bioinseticida em casa,


de forma prática e barata. Outras partes desta mesma planta já
são utilizadas com o mesmo viés, entretanto, a partir da criação
de um óleo, do qual é necessário um processo mais longo e que
custa mais caro.”, explicou.

1 of 2 07/10/2019 16:08
Pesquisadora baiana cria inseticida natural para combater o mosquito d... about:reader?url=https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/pesqu...

A pesquisadora conta que a inspiração para o trabalho veio das


visitas domiciliares que realizava pelo Centro de Controle de
Zoonoses de Santo Amaro, onde a maioria dos moradores
acumulava água que gerava focos de pragas dos mosquitos. “A
situação é mais complicada do que parece, nessa região não
basta somente remover os acúmulos de água, pois realmente há
a necessidade de mantê-los em determinados reservatórios,
visto que o local não possui abastecimento diário”, alertou.

Layse conta que o produto já foi testado e teve uma eficácia de


76,6% de morte de larvas após a exposição ao extrato das
sementes. Além da eficácia e da praticidade, o produto tem outro
adicional que é o fato de não ser tóxico. “A princípio, a
quantidade utilizada em formulados para eliminar as larvas de
mosquito não é tóxica para nenhum mamífero, mas estamos
aprimorando os estudos para nos certificar da quantidade
adequada para que a substância continue sendo inofensiva aos
humanos”, afirmou.

O projeto recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de


Pessoal de Nível Superior (Capes) e foi desenvolvido em
parceria com o professor Gilberto Mendonça, também da
Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

2 of 2 07/10/2019 16:08