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Moody

E o mesmo discurso registrado em Luc. 6:20-49, pois as diferenças podem ser


harmonizadas ou explicadas, e a semelhança entre os começos, finais e
assuntos tornam a identificação extremamente provável. Alem disso, os dois
registros falam da cura do servo do centurião logo a seguir. A objeção de que
Matem coloca este discurso antes de sua própria vocação (9:9; contrasta com
Lc. 5:27 e segs.) explica-se por sua falta de ordem cronológica estrita por toda
parte. Dai, considerando que Mateus descreveu as atividades de Cristo na
proclamação da chegada do Reino (4:17, 23), foi acertado incluir para os seus
leitores um exame completo deste assunto feito por Jesus. Conclui-se que o
Sermão da Montanha não e, em primeiro lugar uma declaração de princípios
para a Igreja crista (que na ocasião ainda não fora revelada), nem uma
mensagem evangelística para os perdidos, mas um esboço de princípios que
caracterizariam o reino messiânico que Cristo anunciava. Mais tarde, a rejeição
do seu Rei por parte de Israel, atrasou a vinda do seu reino, mas ainda agora
os cristãos, tendo declarado a sua fidelidade ao Rei e tendo sido preparados
espiritualmente para a antecipação de algumas das bênçãos do seu reino (Cl.
1:13), podem perceber o ideal de Deus neste sublime discurso e concordarão
com seus altos padrões.

Wesbe

O sermão do monte e de todas as mensagens de Jesus a mais mal


interpretada. Uns dizem que e o plano de salvação de Deus e que, se
desejamos ir para o céu um dia, devemos obedecer a suas regras. Outros o
chamam de "tratado em prol da paz mundial" e instam as nações da Terra a
aceita-lo como tal. Outros, ainda, dizem que o sermão do monte não se aplica
aos dias de hoje, mas que valera para um tempo futuro, talvez durante a
tribulação ou no reino milenar.
A meu ver, a chave para esse sermão e Mateus 5:20: "Porque vos digo que, se
a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais
entrareis no reino dos céus". O tema central desse texto e a verdadeira justiça.
Os lideres religiosos possuíam uma justiça artificial e exterior com base apenas
na lei. A justiça que Jesus descreve, porem, e verdadeira e essencial, começa
no interior, no coração. Os fariseus preocupavam-se com os mínimos detalhes
da conduta, mas deixavam de cuidar do mais importante, o caráter. A conduta
e decorrente do caráter. Quaisquer que sejam as possíveis aplicações do
sermao do monte para os problemas mundiais ou os acontecimentos futuros,
sem duvida ele se aplica de maneira bem definida a nos hoje. Jesus transmitiu
essa mensagem aos cristãos como indivíduos, não ao mundo incrédulo em
geral. Os ensinamentos do sermão do monte sao repetidos para a Igreja de
hoje nas epistolas do Novo Testamento.
A principio, Jesus proferiu essas palavras para seus discípulos (Mt 5:1), e
mais...

Mattew Henry
“Trata-se da ética do Reino. Mateus mostra com mais riqueza o estilo de vida
do arrependido que caracteriza o povo do Reino.”

Comentário Esperança

Diante da pergunta a quem se dirige o sermão do Monte, respondemos que se


dirige aos discípulos. São eles os interpelados. Por isso o Senhor, de acordo
com Lucas (6.20), dirige “seus olhos” para eles e diz: “Felizes são vocês”! E
Mateus diz: “Aproximaram-se dele os seus discípulos”. Entretanto, como Jesus
gostaria que também as multidões ouvissem o que ele diz, ele abre a sua boca,
o que significa que falou em voz alta. Todos eles devem saber o que Jesus diz
àqueles que são seus discípulos e espera deles. Quanto às multidões, o final
do sermão do Monte diz: “Estavam assustadas da sua doutrina, porque ele as
ensinava como quem tem autoridade e não como seus escribas”. Os ouvintes
do sermão do Monte, portanto, são dois grupos: os discípulos e o povo.
Porém o ensino dirige-se aos discípulos. Por isso o sermão do Monte é
doutrina para os seguidores. Expõe diante dos olhos de todos os discípulos, e
por extensão também diante da comunidade de Jesus na terra, os princípios
pelos quais precisa guiar-se a nova vida de fé. – Por ser doutrina para os
discípulos, é injustificada qualquer generalização das exigências do discurso do
monte para além do círculo dos seguidores. O não-cristão estaria
sobrecarregado. Mas não somente ele. O próprio cristão que está no
discipulado não pode cumprir a partir de si as exigências de Jesus. Com a
constatação de que somos totalmente incapazes de realizar o que o Senhor
requer, avançamos para o verdadeiro ponto central da nova vida. Todas as
religiões do mundo esforçam-se por estabelecer normas cujo cumprimento
permanece nas esferas do humanamente alcançável. Jesus, e com ele o NT,
exigem algo humanamente impossível. Por que o Senhor faz isso? Para que
fique revelado que, a partir de nós próprios, não somos nem podemos nada.
Por essa razão o sermão do Monte não consiste apenas de ordens e
exigências, mas simultaneamente ele doa e presenteia muito mais. Oferece-se,
àquele que de si não é nem consegue nada, forças do mundo vindouro.