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POR QUE EU ABANDONEI O PENTENCOSTALISMO?

Por: Tiago Ribeiro


"Acredito que o calvinismo não seja o motivo principal pelo qual muitos jovens tem
abandonado o pentecostalismo e membrando em igrejas reformadas. Eu não saí da
Assembleia de Deus - igreja pela qual eu tive a oportunidade de desenvolver o meu
ministério e servir por algum tempo como presbítero - por, na época, estar estudando em
um seminário reformado e ter conhecido as Doutrinas da Graça, ou, como muitos
chamam, os Cinco Pontos do Calvinismo. Óbvio, que, o calvinismo teve sua influência na
visão pelo qual eu passei a olhar para vida cristã como um todo, tanto a ortodoxia quanto
a ortopraxia. Não foi pelo fato de crer que a graça é irresistível, que Cristo morreu pela
igreja (At 20.28), não por todos os indivíduos no mundo, que a eleição é incondicional e
que de maneira alguma um verdadeiro cristão pode perder a salvação que me fez
abandonar o pentecostalismo, acredito que esses pontos não são fundamentais para que
alguém abandone uma igreja pentecostal, existem pontos mais relevantes para que isso
aconteça.
1) TRADIÇÃO ACIMA DA BÍBLIA
Me lembro como se fosse hoje, todos os obreiros e presbíteros deveriam assistir algumas
aulas de preparação de obreiros. Um dos temas que estavam sendo ensinados era sobre o
batismo com Espírito Santo, onde o pastor auxiliar afirmou que a evidência era o falar em
línguas (lambaxuria). Após questionar o pastor auxiliar com os textos de 1 Coríntios
12.13 e Efésios 1.13 de que a evidência do batismo não era o falar em línguas, mas que o
batismo com Espírito Santo era a união mística com Cristo, ou seja, a conversão genuína
do indivíduo, o mesmo mandou que eu abrisse a bíblia em atos 2 para me provar que o
batismo com Espírito Santo tinha como evidência o falar em línguas, porém, quando fiz a
correta interpretação do texto de atos e mostrei que as línguas faladas pelos discípulos
eram línguas estrangeiras, isto é, de outras nacionalidades (At 2.8-11), não estranhas,
como ele reivindicava, e apresentei também textos de 1 Coríntios 12, onde Paulo diz que
"TODOS foram batizados em um só Espírito"(v.13), mas nem TODOS falavam em
línguas (v.30), o mesmo, sem poder argumentar contra os textos, que eram claros,
chamou o pastor presidente e a decisão foi que o batismo com Espírito Santo, tendo como
evidência o falar em línguas (lambaxuria) é uma crença da Assembleia de Deus e que
deveria ser aceita por todos os membros. A decisão final não foi a Bíblia, mas o que a
tradição da Assembleia de Deus tomou como regra de fé. O SOLA SCRIPTURA estava
sendo atacado.
REFUTAÇÃO.
Querido irmão Tiago, eu também sou pentecostal, e abracei o calvinismo. Segue o meu
estudo sobre os três batismos para refutar a sua opinião.
TEMA: OS TRÊS BATISMOS
TEXTO: 1 Co 12.12-31; Hb 6.1-3.
1 Co 12.12-31: 12 Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos
membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim
também com respeito a Cristo. 13 Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um
único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi
dado beber de um único Espírito.
Hb 6.1-3: Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a
perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé
em Deus, e o ensino sobre batismos e imposição de mãos, e sobre ressurreição de mortos
e juízo eterno. E isso faremos, se Deus o permitir.
INTRODUÇÃO: O povo de Deus (os crentes) são os únicos membros do Corpo de Cristo
(a Igreja), e deve aprender a usar a diversidade dos dons espirituais para, em unidade e
adoração ao cabeça da Igreja: Jesus Cristo (Ef 1.22,23), evangelizar o mundo. Todos os
cristãos sinceros foram batizados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo, incorporados ao
Corpo de Cristo e, portanto, podem participar da Ceia do Senhor (1Co 10.16). Em Cristo
não pode haver preconceito ou distinção racial, cultural, econômica ou social, pois a
todos que crêem foi dado o direito de beber do único Espírito de Deus, de modo que suas
vidas expressam o fruto do Espírito que neles habita (Gl 5.22,23; Jo 7.37-39). On Line.
Gl 5.22,23: 22 Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade,
bondade, fidelidade, 23 mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
FT: O E. Santo quer nos batizar no Corpo de Cristo.
I. O BATISMO NO CORPO DE CRISTO: 1 Co 12.13; 10.2.
1. O AGENTE É O ESPÍRITO;
2. O PACIENTE É O CRENTE;
3. O ELEMENTO É O CORPO DE CRISTO.
1 Co 12.13: Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer
judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só
Espírito.
“Mostra como se constitui o Corpo de Cristo. O espírito é o agente que traz um membro
ao Corpo de Cristo Por meio do novo nascimento. Não se trata de um Espírito pelo
batismo, mas do Corpo de Cristo. O Corpo aqui é o elemento no qual o indivíduo é
batizado. O Espírito é o agente que faz o batismo no Corpo. O cristão é o candidato, o
paciente”. (Bíblia de Estudo Dake).
1Co 10.1,2: Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo
da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em
Moisés. (O Pai era o agente, Israel era o paciente e Moisés o elemento).
Todos foram batizados em Moisés. Batismo cristão destaca a união do crente com Cristo,
e Paulo usa a linguagem do batismo em comparar os israelitas e aos Coríntios. Todos os
israelitas atravessaram o calvário e libertação do Êxodo em virtude de sua identificação
com o seu líder, Moisés. Observe a repetição de “todos” nos vv. 1-3 (também 12:13).
“Todos” os membros da igreja de Corinto foram batizados em o corpo de Cristo que é a
Igreja.
Ef 4.4,5: Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só
esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
Todos os cristãos sinceros foram batizados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo [a
Igreja], incorporados ao Corpo de Cristo.
Lloyd-Jones está consciente de que alguns apelarão para 1Co 12.13 para contradizer seu
ponto de vista. Para ele, a passagem ensina de fato que o Espírito Santo batiza o crente,
colocando-o no corpo de Cristo que é a Igreja, e que isto ocorre na conversão, e que,
portanto, todos os cristãos já foram objeto desta atividade do Espírito. Porém, ele
argumenta, esse “batismo” de 1 Co 12.13 não é o mesmo “batismo” ou “selo” do Espírito
mencionado nos Evangelhos e em Atos. O que ocorre é que a palavra “batismo” é
empregada no Novo Testamento com vários sentidos diferentes. Para ele, o batismo pelo
Espírito em 1 Co 12.13 significa o ato pelo qual o Espírito nos incorpora à Igreja, e que
portanto é idêntico à conversão, ao passo que, nos Evangelhos, e principalmente em Atos,
o batismo com o Espírito refere-se a uma experiência pós-conversão, confirmatória e
autenticadora em sua essência.
Lloyd-Jones argumenta que uma das diferenças decisivas entre 1Co 12.13 e as passagens
em Atos sobre o batismo com o Espírito Santo, é quanto ao agente do batismo, ou seja, a
pessoa que batiza. Ele acredita que na expressão καὶ γὰρ ἐν ἑνὶ πνεύµατι ἡµεῖς πάντες εἰς
ἓν σῶµα ἐβαπτίσθηµεν a preposição e)n tem força instrumental, e que deve, portanto, ser
traduzida “por um só Espírito”, e não “em um só Espírito”. Ele argumenta que “por” é a
tradução da maioria das versões em Inglês, e que a preposição e)n ocorre em várias outras
ocasiões no Novo Testamento com a mesma força instrumental (ele cita Mt 7.6; 26.52;
Lc 1.51; Rm 5.9). Ele cita ainda várias outras autoridades na área de exegese que mantém
esta opinião. Ele conclui que, em 1 Co 12.13, é o Espírito quem nos batiza no corpo de
Cristo. Nas demais passagens, o agente é o Senhor Jesus, o que é algo muito diferente. A
confusão existe pelo fato de que a mesma palavra “batismo” é usada. Em 1 Co 12.13 ela
se refere à conversão, mas nas demais passagens, a uma experiência posterior à
conversão, e portanto, distinta da mesma.

FT: Deus quer que sejamos batizados nas águas.


II. O BATISMO NAS ÁGUAS: Mt 28.19; Ez 47.1-19.
1. O AGENTE É O PASTOR;
2. O PACIENTE É O CRENTE;
3. O ELEMENTO É A ÁGUA.
Mt 28.19: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai,
e do Filho, e do Espírito Santo.
At 10.44-48. 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre
todos os que ouviam a palavra. 45. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos
tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse
o dom do Espírito Santo; 46. porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47.
Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam
batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48. Mandou, pois,
que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles
por alguns dias.
Quando somos batizados nas águas, somos sepultados e ressuscitados (simbolicamente)
em Cristo: Rm 6.3-5; Gl 3.27; Cl 3.1-4.
Rm 6.3-5: 3. Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus
fomos batizados na sua morte? 4. Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte,
para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim
andemos nós também em novidade de vida. 5. Porque, se temos sido unidos a ele na
semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua
ressurreição.
Gl 3.27: Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.
Cl 3.1-4: Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de
cima, onde Cristo está, assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e
não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em
Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos
manifestareis com ele em glória.

FT: Jesus quer nos batizar no E. Santo.


III. HÁ TRÊS CORRENTES ACERCA DA DOUTRINA DO BATISMO NO
ESPÍRITO SANTO.
1. A tradicional. Crê que o Batismo no Espírito Santo acontece simultaneamente com
o Novo Nascimento sem nenhuma evidência, pois acreditam que os dons são da era
apostólica. (1 Co 13.8-10).
2. A pentecostal. Crê que o Batismo no Espírito Santo é distinto do Novo Nascimento
e que as línguas é a evidência. O Batismo no Espírito Santo pode acontecer
simultaneamente ao Novo Nascimento (At 10,11), pode acontecer despois da
regeneração, pode acontecer antes, durante ou depois do batismo nas águas. Nunca antes
do Novo Nascimento.
3. A renovada. Crê da mesma maneira que a corrente pentecostal, porém crê que as
línguas estranhas não é a única evidência do Batismo no Espírito Santo.

IV. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO: Ez 47.1-19


Ilustração: O Templo é um tipo de Cristo: Jo 2.19-22: 19. Respondeu-lhes Jesus: Derribai
este santuário, e em três dias o levantarei. 20. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e
seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? 21. Mas ele falava do
santuário do seu corpo. 22. Quando, pois ressurgiu dentre os mortos, seus discípulos se
lembraram de que dissera isto, e creram na Escritura, e na palavra que Jesus havia dito.
Ezequiel 47.1-9: 1. Depois disso me fez voltar à entrada do templo; e eis que saíam umas
águas por debaixo do limiar do templo, para o oriente; pois a frente do templo dava para
o oriente; e as águas desciam pelo lado meridional do templo ao sul do altar. 2. Então me
levou para fora pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta pelo caminho de
fora até a porta exterior, pelo caminho da porta oriental; e eis que corriam umas águas
pelo lado meridional. 3. Saindo o homem para o oriente, tendo na mão um cordel de
medir, mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos
artelhos. 4. De novo mediu mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos
joelhos; outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos
lombos. 5. Ainda mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar; pois as águas
tinham crescido, águas para nelas nadar, um rio pelo qual não se podia passar a vau. 6. E
me perguntou: Viste, filho do homem? Então me levou, e me fez voltar à margem do rio.
7. Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia árvores em grande número, de uma e
de outra banda. 8. Então me disse: Estas águas saem para a região oriental e, descendo
pela Arabá, entrarão no Mar Morto, e ao entrarem nas águas salgadas, estas se tornarão
saudáveis. 9. E por onde quer que entrar o rio viverá todo ser vivente que vive em
enxames, e haverá muitíssimo peixe; porque lá chegarão estas águas, para que as águas
do mar se tornem doces, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio.
A Água flui do templo; a água viva flui de Jesus: Jo 4.14; 7.37-39;
A Água flui de você e se torna um rio que jorra p/eternidade;
A Água do templo gera árvores frutíferas e peixes em abundância. Sara o teu deserto.
1. O AGENTE É JESUS;
2. O PACIENTE É O CRENTE;
3. O ELEMENTO É O ESPÍRITO SANTO.
Mt 3.11: Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que
vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas;
ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo.
Mc 11.8: Eu vos batizei em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.
Lc 3.16: Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do
que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no
Espírito Santo e em fogo.
At 1.4-8: 4 Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas
que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. 5 Porque, na
verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de
poucos dias. 6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é
nesse tempo que restauras o reino a Israel? 7 Respondeu-lhes: A vós não vos compete
saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis
poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em
Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.
At 2.1-4: 1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a
casa onde estavam sentados. 3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se
distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. 4 E todos ficaram cheios do Espírito
Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que
falassem.
At 8.14-17: 14. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da
Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João; 15. os quais,
tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo. 16. Porque sobre
nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do
Senhor Jesus. 17. Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.
At 10.44-48: 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre
todos os que ouviam a palavra. 45. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos
tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse
o dom do Espírito Santo; 46. porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47.
Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam
batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48. Mandou, pois,
que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles
por alguns dias.
At 11.15-17: 15. Logo que eu comecei a falar, desceu sobre eles o Espírito Santo, como
também sobre nós no princípio. 16. Lembrei-me então da palavra do Senhor, como disse:
João, na verdade, batizou em água; mas vós sereis batizados no Espírito Santo. 17.
Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que dera também a nós, ao crermos no Senhor
Jesus Cristo, quem era eu, para que pudesse resistir a Deus?
At 19.1-7: 1. E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo atravessado
as regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, 2. perguntou-lhes:
Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer
ouvimos que haja Espírito Santo. 3. Tornou-lhes ele: Em que fostes batizados então? E
eles disseram: No batismo de João. 4. Mas Paulo respondeu: João administrou o batismo
do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que após ele havia de vir, isto é,
em Jesus. 5. Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. 6.
Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em
línguas e profetizavam. 7. E eram ao todo uns doze homens.
Quando somos batizados no Espírito Santo, somos mergulhados nele. Agora além dele
estar em nós, estamos inseridos nele.
Em todos os momentos do batismo no Espírito Santo houve a evidência das
línguas.

V. OS TIPOS DE LÍNGUAS
1. A EVIDÊNCIA: At 2.4; 10.44-47; 19.1-7.
At 2.4: Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas,
conforme o Espírito os capacitava.
At 10.44-47: 44 Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo
desceu sobre todos os que ouviam a mensagem. 45 Os judeus convertidos que vieram
com Pedro ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre
os gentios, 46 pois os ouviam falando em línguas e exaltando a Deus.A seguir Pedro
disse: 47 “Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados? Eles
receberam o Espírito Santo como nós!”.
At 19.1-7: 1 Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, atravessando as regiões altas,
chegou a Éfeso. Ali encontrou alguns discípulos 2 e lhes perguntou: “Vocês receberam o
Espírito Santo quando creram?” Eles responderam: “Não, nem sequer ouvimos que existe
o Espírito Santo”. 3 “Então, que batismo vocês receberam?”, perguntou Paulo.”O batismo
de João”, responderam eles. 4 Disse Paulo: “O batismo de João foi um batismo de
arrependimento. Ele dizia ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em
Jesus”. 5 Ouvindo isso, eles foram batizados no nome do Senhor Jesus. 6 Quando Paulo
lhes impôs as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e começaram a falar em línguas e a
profetizar. 7 Eram ao todo uns doze homens.
A Bíblia nos dá exemplos de que o falar em línguas estranhas é uma evidência física e
audível da plenitude do Espírito em nós, o que é confirmado pela experiência de milhões
de batizados. Poderá ocorrer casos de batismo sem o falar imediato em línguas? Pode.
Deus é soberano na Sua vontade e não está limitado a fórmulas. Há casos também em que
a plenitude do Espírito vem simultaneamente com outros dons, além do dom de línguas.
Vejamos alguns exemplos bíblicos do falar noutras línguas como evidência desse
batismo:
No Dia de Pentecoste, estavam reunidos no cenáculo 120 pessoas:
"De repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa
onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e
pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e
PASSARAM A FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS, segundo o Espírito lhes concedia que
falassem"(Atos 2.1-4).
Não apenas os discípulos de Jesus estavam ali. Homens e mulheres, até mesmo Maria,
mãe de Jesus receberam o batismo no Espírito naquele momento (Atos 1.14-15).
"E ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que
ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-
se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo, pois os
ouviam FALANDO EM LÍNGUAS, e engrandecendo a Deus" (Atos 10.44-46).
A partir do momento em que os cristãos hebreus ouviram os gentios falando em línguas,
tiveram a certeza de que haviam recebido o derramar do Espírito.
Os discípulos em Éfeso:
"E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto FALAVAM
EM LÍNGUAS COMO PROFETIZAVAM. eram ao todo uns doze homens" (Atos 19.1-
7).
Aqui mais de um dom foi concedido no ato do batismo.
Os crentes samaritanos: “Então lhes impunham {Pedro e João} as mãos, e recebiam estes
o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos,
era concedido o Espírito Santo, ofereceu-lhe dinheiro” (Atos 8.15-18).
Por inferência, o que Simão, o mágico, viu foi o FALAR EM LÍNGUAS. Que outro sinal
teria visto? Alegria? Não, pois já haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus, e
viviam alegres com o novo nascimento. Teriam desmaiado? Não, não há relato bíblico de
reações emotivas, tais como queda, choro, desmaio, embora isso possa ocorrer.
Além desse sinal físico - o falar noutras línguas -, o genuíno batismo no Espírito Santo
proporciona o aumento da capacidade de amar, exaltar e glorificar a Deus; fará aumentar
o desprezo pelos prazeres mundanos; dar mais convicção da presença do Espírito Santo
em nossas vidas; aumentará o apego às Escrituras; elevará o interesse em salvar as almas
perdidas e em pregar o Evangelho; proporcionará revestimento de poder para anunciar as
Boas Novas com ousadia, coragem, intrepidez e amor, na direção do Espírito: "Ficai,
porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lucas 24.49;
Atos 1.4; 2.14).

2. O DOM PARA A EDIFICAÇÃO INDIVIDUAL: 1Co 14.2,4: 2 Porque o que fala


em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito
fala mistérios. 4 O que fala em língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a
igreja.
3. O DOM ESPIRITUAL: 1Co 12.10: a outro, variedade de línguas; e ainda a outro,
interpretação de línguas. 1Co 14.3: Mas o que profetiza fala aos homens para edificação,
exortação e consolação.
4. O DOM MINISTERIAL: 1Co 12.28,30: os que falam diversas línguas. Falam
todos em línguas? Todos interpretam?
1Co 12.28-30: 28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar
profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar,
socorros, governos, variedades de línguas. 29 Porventura são todos apóstolos? são todos
profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? 30 Todos têm dons de
curar? falam todos em línguas? interpretam todos?

VI. ESTAS CATEGORIAS GERAIS DE LÍNGUAS PODEM SER, CLARAMENTE,


VISTAS NAS ESCRITURAS:
1. Línguas que são faladas no momento em que recebemos o Batismo no Espírito (At
2.4; 10.45-47; 19.6).
2. Línguas para uma comunhão Pessoal com Deus numa maneira contínua. (1 Co
14.1-4,15; Jd 20; Rm 8.26,27; Ef 6.18).
3. Línguas que são dadas na assembleia para uma comunicação ao Corpo e para
serem um sinal ao incrédulo (1 Co 12.10; 14.5; 14.21,22).
Foi a confusão destas três categorias de línguas que o Senhor procurou corrigir na Igreja
de Corinto. Aparentemente, alguns falavam em línguas demasiadamente nas reuniões,
sem que interpretações fossem dadas.
Isto produzia confusão e abusos. Portanto, o Senhor, através de Paulo, classificou-
as para eles. Além disso, deveríamos entender que há três maneiras gerais em que a
Bíblia usa a palavra “dom” ou “graça”.

VII. HÁ TRÊS MANEIRAS DO USO DA PALAVRA “GRAÇA”:


1. O “dom” de Deus da Salvação através de Cristo (Rm 5.15-18; 2 Co 9.15), o qual
incluí;
2. O “dom” do Espírito Santo (At 2.38; 8.20; 10.45) o qual incluí;
3. Os “dons” do Espírito Santo (2 Co 12.1,4,9,28; 14.1; Hb 2.4).

Em nenhum lugar o batismo no Espírito é chamado de “dom de línguas”. Ao invés, ele é


o “dom do Espírito” (o qual inclui línguas). Todo crente que é cheio do Espírito deve
falar em línguas, mas nem todos necessariamente têm o dom de línguas como uma
manifestação espiritual no ministério do Corpo.

VIII. Quais são os propósitos de línguas e interpretação na assembleia?


1. Para serem um “sinal” ao incrédulo. (1 Co 14.21-22).
2. Para expressarem edificação, exortação e conforto ao crente (1 Co 14.3-5). Línguas
com interpretação são equivalentes a profecias.
3. Para levantarem a congregação ao louvor e à oração (1 Co 14.13-16). Nesta
passagem, Paulo encoraja ao que fala em línguas a orar pela interpretação. O contexto
imediato que se segue é o orar e falar em línguas. A dedução é que a oração e o louvor no
Espírito poderiam ser interpretadas e ser edificantes ao Corpo. Se uma igreja tem mais
línguas e interpretações que profecias, isto é uma indicação que ela não cresceu além de
um nível elementar de fé (1 Co 14.5-13), ou que há incrédulos que, regulamente a
frequentam e que necessitam deste sinal (14.21-22).

IX. De que maneiras as línguas são um “sinal” aos incrédulos?


1. Pela evidência do sobrenatural; ao verem as pessoas falando em línguas que elas
nunca aprenderam, (At 2.6-8; 1 Co 14.21-22).
2. Pela sensação do sobrenatural; elas carregam a atmosfera com a sensação da
presença de Deus. Isto é sentido até mesmo pelos incrédulos.
3. Pelo testemunho do ouvir-se uma língua estrangeira que eles possam conhecer,
Deus lhes dá um sinal, falando com eles em suas línguas maternas (ou uma outra língua
que eles aprenderam). [A. CARLOS G. BENTES].
2) INSUFICIÊNCIA DE CRISTO
Participei muito de campanhas de "libertação", onde era necessário uma atitude de fé para
que o milagre viesse acontecer, passava semanalmente no famoso "corredor de fogo" e
cheguei ao absurdo de beber copinho com água ungida acreditando haver algo espiritual
nisso, quando na realidade a única coisa que àquela água poderia fazer era matar a minha
sede. Quando percebi que esse tipo de coisa tinha muito mais haver com espiritismo do
que com cristianismo fui analisar os textos bíblicos usados por eles: o cego de nascença
(Jo 9.1-12); os lenços de Paulo (At 19.11-12); as águas amargas (Ex 15.23-27), entre
outros, e o argumento era sempre o mesmo: "Deus trabalhou com simbolismo na Bíblia
para que as pessoas exerçam sua fé", vi que não existia nada mais patético que esse
argumento! A fé em Cristo não era suficiente, as pessoas eram ensinadas de que
precisavam crer em algo mais. Foi então que passei a recusar orar as pessoas que faziam a
campanha de 7 semanas, pois, além de não haver nenhum tipo de ensinamento desse tipo
deixados por Jesus e os apóstolos, tal atacava a fronte da doutrina da suficiência de
Cristo. O SOLUS CHRISTUS estava sendo atacado.
3) SALVAÇÃO POR OBRAS
Fui ensinado domingo após domingo que o "Reino dos céus é tomado a força", que o
Cristão deveria se sacrificar, subindo monte, e quanto mais alto fosse melhor era para sua
santificação, fazendo caridades, passar horas, e até mesmo dias, jejuando, não ouvir
música do "mundo", não ingerir bebidas alcoólicas moderadamente, não isso, não aquilo,
era uma lista de regras que levadas ao pé da letra nenhuma alma se salvaria. Passei a
questionar que ninguém precisava subir monte para ser mais santo, que Jesus não
ordenou que orássemos no monte e nem muito menos que oração de madrugada era mais
forte. O que a Bíblia diz é para entrar no nosso quarto, fechar a porta e orar (Mt 6.6), que
não existe um horário específico (oração de madrugada) pelo qual deveríamos orar, mas
que a oração deve ser sem cessar (1Ts 5.17). Questionei que nenhuma dessas coisas,
ainda que cumpridas na íntegra, poderia salvar alguém, mas que apenas Cristo, por meio
da fé somente, poderia salvar o pecador, que a salvação é pela graça (Ef 2.8) e qualquer
acréscimo era outro tipo de evangelho, era anátema (Gl 1.8-9). O SOLA FIDE e SOLA
GRATIA estavam sendo atacados.
Na altura do campeonato o ambiente estava bastante desconfortável pra mim.
REFUTAÇÃO
Na Assembleia que eu frequentei nunca me ensinaram que a salvação é por obras. O texto
mais citado era Ef 2.8,9: 8. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem
de vós, é dom de Deus; 9. não vem das obras, para que ninguém se glorie.
4) CULTO AO HOMEM
Como a maioria dos jovens pregadores pentecostais, eu tinha o sonho de pregar no maior
evento "missionário" do país, "Os Gideões Missionário da Última Hora" e como
referência pregadores como Marcos Feliciano, Abílio Santana e Yossef Akiva - uma
desgraça total. Passava horas estudando a Bíblia, lendo livros - ruins por sinal -, orando e
Jejuando para pregar, tirando a parte dos livros ruins, não haveria nada de errado estudar,
orar e jejuar, isso é um dever de todo pregador, mas a intenção do meu coração não era
por um zelo pela glória de Deus, mas imaginava cadeiras "voando", o "fogo descendo",
pessoas pulando e dando glórias.
Tudo isso para no final ouvir as pessoas dizendo: "o pregador quebrou tudo". Hoje não
tenho dúvidas de que nessa época eu de fato não conhecia o Evangelho e que o meu
cristianismo era sem Cristo, uma decadência, apesar de um suposto progresso espiritual.
Até que um dia o meu ego foi despedaçado após ouvir uma mensagem pregada pelo
pastor Rafael Brito, hoje um grande amigo pelo qual devo muito.
A partir daí passei a olhar o ministério da pregação da Palavra com outros olhos, me
tornei um pregador frio para algumas pessoas, pois não tinha mais a pretensão de fazer
um show e falar palavras de efeitos que fizessem as pessoas "dar glórias a Deus", mas de
apresentar o Cristo crucificado. Deixei de lado as histórias de Moisés, Davi, Elias e os
demais personagens do Antigo Testamento (AT) e passei a focar na pessoa e obra de
Cristo, não que eu passei agora a desprezar as histórias desses homens, mas a olhar para
os eventos do AT tendo como Cristo a chave hermenêutica. Era de Cristo que as
Escrituras (AT) falavam e testificavam (Jo 5.39).
A liturgia dos cultos pentecostais passou a ser muito questionada por mim, não imaginava
os apóstolos rodando feito loucos e falando uma língua que ninguém entendia. A Bíblia
passou a ser a minha regra de fé e prática e nela eu não encontrei um ministério de dança
nem mesmo na igreja de Corinto, que era uma desordem só, a igreja pentecostal ao qual
eu fazia parte sobrepujou a igreja de Corinto em desordem. As doxologias de Paulo não
se parecia nem de longe com as músicas contadas nos cultos, para ser honesto, as únicas
vezes que os louvores realmente eram para Deus era quando se cantava os hinos da harpa.
O culto não era para Deus, mas para o homem! Deus era apenas um realizador de sonhos
humanistas. O culto era antropocêntrico, tendo como as pessoas do início ao fim centro
das atenções. Os cultos faziam com que as pessoas realmente acreditassem ser boas,
"jóias raras" "ouro puro de Ofir, e, consequentemente, merecedoras da graça de Deus.
Deus para elas era apenas um meio para se obter algo e o prestar um culto, passou a ser ir
ao culto. O SOLI DEO GLORIA era a única coisa que não fazia parte daqueles cultos.
O que me fez abandonar o Pentecostalismo em que eu fazia parte não foi o Calvinismo,
mas os absurdos cometidos e propagados por algumas igrejas pentecostais. O Calvinismo
foi apenas a ponta do iceberg, a Bíblia foi todo o resto."

Thiago Ribeiro

Querido Joel, eu hoje sou calvinista, porém não deixei de ser pentecostal
Creio nas cinco solas:
A palavra “sola” é uma palavra latina que significa "somente", assim:
1- Soli Deo Gloria (Glória somente a Deus);
A igreja romana ensinava e exigia uma devoção ao clero e aos homens considerados
santos que poderiam interferir diante de Deus para perdão de pecados e obtenção de
bênçãos para os homens.
Quando se estava na presença do papa e dos cardeais a reverência deveria ser tamanha,
beirando as raias de adoração, onde se demonstraria uma total submissão a estes.
Fundamentado nas Escrituras (Ef. 2.1-10; Jo. 4.24; Sl. 90.2; Tg. 1.17, entre outros textos),
os reformadores concluem que somente a Deus devemos dar glória.
2- Sola Fide (Somente a Fé)
O homem só pode ser salvo mediante a fé (Ef. 2.8). Não são penitências, sacrifícios ou
compra de indulgências, que livrarão o homem da condenação eterna.
Após meditar no texto que diz: "O justo viverá da fé" (Rm. 1.17), Martinho Lutero
percebeu que a justiça de Deus nessa passagem, é a justiça que o homem piedoso recebe
de Deus, pela fé como dádiva.
3- Sola Gratia (Somente a Graça)
A única causa eficiente da salvação é a graça de Deus.
Ninguém pode ser salvo por mérito próprio, por obras, por mais justa e santa que possa
parecer.
4- Sola Christus (Somente Cristo)
Esse "somente" mostra a suficiência e exclusividade de Cristo no processo de salvação.
Desde a eternidade, Deus promove a aliança da redenção, onde o beneficiário seria o
homem e o executor dessa aliança seria seu Filho unigênito. Portanto, somente Cristo é o
instrumento de nossa salvação (At. 4.12).
5- Sola Scriptura (Somente as Escrituras)
Apenas a Bíblia é a Palavra de Deus. Só ela é o instrumento de fé e vida cristã prática
para o crente (2Tm. 3.16-17). Ela foi escrita por homens inspirados pelo Senhor e revela
a vontade de Deus para nossa vida. Ao lê-la somos iluminados pelo Espírito Santo para
entendê-la. As tradições litúrgicas e os escritos papais não são instrumento de fé e prática
para o rebanho de Cristo.
Discordo do Thiago Ribeiro concernente a evidência do Batismo no Espírito Santo:
OS TRÊS BATISMOS

I. O BATISMO NO CORPO DE CRISTO: 1Co 12.13; 10.2.


1Co 12.12-13: 12 Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos
membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim
também com respeito a Cristo. 13 Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um
único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi
dado beber de um único Espírito.
1Co 10.1,2: Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo
da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em
Moisés. (O Pai era o agente, Israel era o paciente e Moisés o elemento).
Todos foram batizados em Moisés. Batismo cristão destaca a união do crente com Cristo,
e Paulo usa a linguagem do batismo em comparar os israelitas e aos Coríntios. Todos os
israelitas atravessaram o calvário e libertação do Êxodo em virtude de sua identificação
com o seu líder, Moisés. Observe a repetição de “todos” nos vv. 1-3 (também 12:13).
“Todos” os membros da igreja de Corinto foram batizados em o corpo de Cristo que é a
Igreja.
Ef 4.4,5: Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só
esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
1. O AGENTE É O ESPÍRITO;
2. O PACIENTE É O CRENTE;
3. O ELEMENTO É O CORPO DE CRISTO.

O povo de Deus (os crentes) são os únicos membros do Corpo de Cristo (a Igreja), e deve
aprender a usar a diversidade dos dons espirituais para, em unidade e adoração ao cabeça
da Igreja: Jesus Cristo (Ef 1.22,23), evangelizar o mundo. Todos os cristãos sinceros
foram batizados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo, incorporados ao Corpo de Cristo
e, portanto, podem participar da Ceia do Senhor (10.16). Em Cristo não pode haver
preconceito ou distinção racial, cultural, econômica ou social, pois a todos que creem foi
dado o direito de beber do único Espírito de Deus, de modo que suas vidas expressam o
fruto do Espírito que neles habita (Gl 5.22,23; Jo 7.37-39).
“Mostra como se constitui o Corpo de Cristo. O espírito é o agente que traz um membro
ao Corpo de Cristo Por meio do novo nascimento. Não se trata de um Espírito pelo
batismo, mas do Corpo de Cristo. O Corpo aqui é o elemento no qual o indivíduo é
batizado. O Espírito é o agente que faz o batismo no Corpo. O cristão é o candidato, o
paciente”. (Bíblia de Estudo Dake).
Todos os cristãos sinceros foram batizados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo [a
Igreja], incorporados ao Corpo de Cristo.
Lloyd-Jones está consciente de que alguns apelarão para 1Co 12.13 para contradizer seu
ponto de vista. Para ele, a passagem ensina de fato que o Espírito Santo batiza o crente,
colocando-o no corpo de Cristo que é a Igreja, e que isto ocorre na conversão, e que,
portanto, todos os cristãos já foram objeto desta atividade do Espírito. Porém, ele
argumenta, esse “batismo” de 1Co 12.13 não é o mesmo “batismo” ou “selo” do Espírito
mencionado nos Evangelhos e em Atos. O que ocorre é que a palavra “batismo” é
empregada no Novo Testamento com vários sentidos diferentes. Para ele, o batismo pelo
Espírito em 1Co 12.13 significa o ato pelo qual o Espírito nos incorpora à Igreja, e que
portanto é idêntico à conversão, ao passo que, nos Evangelhos, e principalmente em Atos,
o batismo com o Espírito refere-se a uma experiência pós-conversão, confirmatória e
autenticadora em sua essência.
Lloyd-Jones argumenta que uma das diferenças decisivas entre 1Co 12.13 e as passagens
em Atos sobre o batismo com o Espírito Santo, é quanto ao agente do batismo, ou seja, a
pessoa que batiza. Ele acredita que na expressão ἐν ἑνὶ πνεύµατι ἡµεῖς πάντες εἰς ἓν
σῶµα ἐβαπτίσθηµεν [en rheni pneumati rhēmeis pantes eis rhen sōma ebaptísthēmen] a
preposição ἐν tem força instrumental, e que deve, portanto, ser traduzida “por um só
Espírito”, e não “em um só Espírito”. Ele argumenta que “por” é a tradução da maioria
das versões em Inglês, e que a preposição e)n ocorre em várias outras ocasiões no Novo
Testamento com a mesma força instrumental (ele cita Mt 7.6; 26.52; Lc 1.51; Rm 5.9).
Ele cita ainda várias outras autoridades na área de exegese que mantém esta opinião. Ele
conclui que, em 1Co 12.13, é o Espírito quem nos batiza no corpo de Cristo. Nas demais
passagens, o agente é o Senhor Jesus, o que é algo muito diferente. A confusão existe
pelo fato de que a mesma palavra “batismo” é usada. Em 1Co 12.13 ela se refere à
conversão, mas nas demais passagens, a uma experiência posterior à conversão, e
portanto, distinta da mesma.
II. O BATISMO NAS ÁGUAS:
1. O AGENTE É O PASTOR;
2. O PACIENTE É O CRENTE;
3. O ELEMENTO É A ÁGUA.
Mt 28.19: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai,
e do Filho, e do Espírito Santo.
At 10.44-48. 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre
todos os que ouviam a palavra. 45. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos
tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse
o dom do Espírito Santo; 46. porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47.
Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam
batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48. Mandou, pois,
que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles
por alguns dias.
Quando somos batizados nas águas, somos sepultados e ressuscitados (simbolicamente)
em Cristo: Rm 6.3-5; Gl 3.27; Cl 3.1-4.
Rm 6.3-5: 3. Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus
fomos batizados na sua morte? 4. Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte,
para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim
andemos nós também em novidade de vida. 5. Porque, se temos sido unidos a ele na
semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua
ressurreição.
Gl 3.27: Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.
Cl 3.1-4: Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de
cima, onde Cristo está, assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e
não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em
Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos
manifestareis com ele em glória.
III. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO:
1. O AGENTE É JESUS;
2. O PACIENTE É O CRENTE;
3. O ELEMENTO É O ESPÍRITO SANTO.
Mt 3.11: Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que
vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas;
ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo.
Mc 11.8: Eu vos batizei em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.
Lc 3.16: Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do
que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no
Espírito Santo e em fogo.
At 1.4-8: 4 Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas
que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. 5 Porque, na
verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de
poucos dias. 6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é
nesse tempo que restauras o reino a Israel? 7 Respondeu-lhes: A vós não vos compete
saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis
poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em
Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.
At 2.1-4: 1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a
casa onde estavam sentados. 3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se
distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. 4 E todos ficaram cheios do Espírito
Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que
falassem.
At 8.14-17: 14. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da
Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João; 15. os quais,
tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo. 16. Porque sobre
nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do
Senhor Jesus. 17. Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.
At 10.44-48: 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre
todos os que ouviam a palavra. 45. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos
tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse
o dom do Espírito Santo; 46. porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47.
Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam
batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48. Mandou, pois,
que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles
por alguns dias.
At 11.15-17: 15. Logo que eu comecei a falar, desceu sobre eles o Espírito Santo, como
também sobre nós no princípio. 16. Lembrei-me então da palavra do Senhor, como disse:
João, na verdade, batizou em água; mas vós sereis batizados no Espírito Santo. 17.
Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que dera também a nós, ao crermos no Senhor
Jesus Cristo, quem era eu, para que pudesse resistir a Deus?
At 19.1-7: 1. E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo atravessado
as regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, 2. perguntou-lhes:
Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer
ouvimos que haja Espírito Santo. 3. Tornou-lhes ele: Em que fostes batizados então? E
eles disseram: No batismo de João. 4. Mas Paulo respondeu: João administrou o batismo
do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que após ele havia de vir, isto é,
em Jesus. 5. Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. 6.
Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em
línguas e profetizavam. 7. E eram ao todo uns doze homens.
Quando somos batizados no Espírito Santo, somos mergulhados nele. Agora além dele
estar em nós, estamos inseridos nele.

A DOUTRINA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO


Há três correntes acerca da doutrina do Batismo no Espírito Santo:
1. A Tradicional. Crê que o Batismo no Espírito Santo acontece simultaneamente com
o Novo Nascimento sem nenhuma evidência, pois acreditam que os dons são da era
apostólica.
2. A Pentecostal. Crê que o Batismo no Espírito Santo é distinto do Novo Nascimento
e que as línguas é a única evidência. O Batismo no Espírito Santo pode acontecer
simultaneamente ao Novo Nascimento (At 10,11), pode acontecer despois da
regeneração, pode acontecer antes, durante ou depois do batismo nas águas. Nunca antes
do Novo Nascimento.
3. A Renovada. Crê da mesma maneira que a corrente pentecostal, porém crê que as
línguas estranhas não é a única evidência do Batismo no Espírito Santo.
Nós seguimos a corrente pentecostal.
Casualmente há só sete passagens no Novo Testamento que falam diretamente do
batismo com o Espírito. Cinco destas passagens se referem ao batismo com o Espírito
como acometimento futuro; quatro são palavras de João Batista (Mt 3.11, Mc 1.7,8; Lc
3.16 e Jo 1.33) e uma é de Jesus, depois da Sua ressurreição (At 1.4,5). Uma sexta
passagem recapitula os acontecimentos e experiências do dia de Pentecostes (At 11.15-
17), mostrando que são cumprimento das promessas de João Batista e Jesus. Somente
uma passagem – 1Co 12.13 – fala da experiência mais ampla de todos os crentes.
O Batismo no Espírito Santo é uma promessa para todos os cristãos que seguem ao
Senhor Jesus Cristo. Mostraremos que o cumprimento dessa promessa se deu,
inicialmente, no dia de Pentecostes, quando os discípulos estavam reunidos no cenáculo,
quando todos falaram em línguas conforme o Espírito concedia que falassem. Por fim,
refletiremos a respeito do propósito bíblico para o recebimento dessa promessa e a
necessidade de que ela seja buscada nos dias atuais.
O Batismo no Espírito Santo é conhecido, biblicamente, por vários termos. Ele é
chamado de “enchimento” (At 2.4); “derramamento” (At 2.33; 10.45), “recebimento” (At
2.38; 8.17) e “descida” (At 10.44; 11.15; 19.16). A expressão “Batismo no Espírito
Santo” ocorre com maior proeminência nos evangelhos (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo
1.33). Essa variedade de termos mostra que nenhuma palavra resume completamente o
que está envolvido nessa experiência. Há, contudo, uma distinção necessária, no Novo
Testamento, entre o batismo “do” Espírito (1Co 12.13), que é realizado pelo Espírito,
integrando o indivíduo no corpo de Cristo, diferentemente, do batismo, “no” Espírito, que
é realizado por Cristo, revestindo-o com poder. A palavra “batismo”, no grego, é baptízō
(βαπτίζω) e, literalmente, significa “imergir”. Assim, quando Cristo batiza o crente no
Espírito, na verdade, o está imergindo na força do Espírito.
O cristão crê que o Espírito Santo é quem conduz as pessoas à fé em Jesus Cristo e é
quem lhe dá a capacidade para viver uma vida Cristã plena e verdadeira. Ele é descrito na
Bíblia como um ‘conselheiro’ ou ‘ajudante’ (παράκλητος - paráklētos em Grego),
guiando-os no caminho da verdade.
A EVIDÊNCIA FÍSICA E BÍBLICA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
O PADRÃO NO LIVRO DE ATOS
1. Pentecostes: At 2.4. Nesta passagem, o ser cheio com o Espírito Santo e o falar em
línguas estão intimamente ligados. Este é o nosso exemplo mais puro no sentido de que
Ele era o precedente soberano de Deus; esta foi a maneira como aconteceu inicialmente;
esta foi a maneira pela qual Deus introduziu esta experiência na Igreja.
2. Samaria: At 8.15-19. Ainda que a palavra “línguas” não seja mencionada, notamos
que Simão viu a manifestação do Espírito quando os apóstolos impunham as mãos nas
pessoas. Ele já havia visto curas e expulsão de demônios; contudo, ele não havia visto
nada como o que aconteceu quando os discípulos samaritanos receberam o Batismo no
Espírito Santo. Podemos concluir que ele viu a mesma manifestação (línguas) que
ocorreu nas outras quatro experiências pentecostais no livro de Atos.
3. Paulo: At 9.17; 1Co 14.18. É razoável e biblicamente consistente assumir-se que
Paulo falou em línguas pela 1a vez ao “receber o Espírito” já que outras referências
confirmam que este era o padrão de Deus.
4. A Casa de Cornélio: At 10.44-47; 11.15-17. Pedro chamou esta experiência de
Batismo com o Espírito Santo e de Dom. As línguas foram o sinal a Pedro e aos judeus
que fizeram com que eles soubessem indubitavelmente o que foi que aqueles gentios
haviam recebido.
5. Em Éfeso: At 19.2-6. Uma vez mais, línguas são ligadas com o recebimento do
Espírito. Devemos portanto, concluir que as línguas são a evidência física e bíblica de
que alguém foi batizado no Espírito Santo.
Frequentemente, algumas pessoas têm uma visitação do Espírito Santo muito real, o que é
para elas uma verdadeira apoteose pentecostal. Contudo, elas não se entregam ao Espírito
e não falam línguas. Estas pessoas muitas vezes, insistem que elas receberam o Batismo
no Espírito Santo por causa da realidade e preciosidade da experiência. Isto, logicamente,
deve ser respeitado por todos. Entretanto, não devemos nunca estabelecer qualquer outra
evidência ou diminuir aquela que é o sinal do recebimento do Batismo no Espírito Santo,
de acordo com o que a própria Bíblia ensina. Portanto, estas pessoas devem ser ensinadas
a se entregarem ao Espírito e permitirem que Ele se expresse através de seus órgãos
vocais. Poderíamos também observar que as línguas de fogo ou o vento impetuoso que
foram vistos e ouvidos no dia de Pentecostes não aconteceram novamente como um sinal,
mas que as línguas são sinal e evidência do Batismo no Espírito Santo ainda perdura até
aos nossos dias.
POR QUE DEUS ESCOLHEU O FALAR EM LÍNGUAS COMO PROVA
APARENTEMENTE ESTRANHA PARA ACOMPANHAR O BATISMO NO
ESPÍRITO SANTO?
RESPOSTA: 1Co 14.4-5,14-15; Jd 20 - Falar em línguas é orar com ou no espírito; é o
nosso espírito inspirado pelo Espírito Santo falando com Deus. Acontece que em vez do
cristão falar com Deus numa língua que conhece intelectualmente, ele simplesmente fala,
com fé como de uma criança, numa língua concedida pelo Espírito Santo, ele confia a
Deus a formação das palavras. O espírito humano regenerado unido ao Espírito Santo
(1Co 6.17; 14.2), ora diretamente ao Pai, em Cristo, sem ter de aceitar as limitações do
Intelecto, ou melhor, do nosso PSIQUÊ.
“O que fala em outras línguas a si mesmo se edifica” (1Co 14.4 – oikodomei -
οἰκοδοµει). “Edificar” é a tradução da palavra grega oikodomeō (οἰκοδοµέω) que
literalmente significa “Construir”. Aqui significa edificar espiritualmente. O apóstolo
Judas usa uma palavra correlata quando diz: Edificando-vos na vossa Fé santíssima,
orando no Espírito Santo (Jd 20). Judas mui claramente, nesta passagem refere-se ao falar
em línguas. O Intelecto, por não compreender a língua fornecida pelo Espírito Santo,
torna-se humilde; a alma (Psiquê) é colocada em seu devido lugar, sujeita ao espírito. A
oração é oferecida a Deus em liberdade. A oração vem justamente como o Espírito Santo
deseja; portanto é uma oração perfeita e eficaz. O Pai pode aceitá-la totalmente, porque
não procede de nossas almas ainda confusas, mas procede do Espírito Santo por
intermédio de nosso espírito, oferecida por nossa vontade e cooperação.
A nossa voz, discurso ou como a Bíblia diz, a nossa língua, é o nosso principal
meio de expressão, por isso não é coincidência que é aqui onde o Espírito Santo escolhe
fluir primeiro. Nossa capacidade de falar é espiritual, psicológica e filosoficamente
central (Pv 18.20,21; Sl 73.8,9; 57.4; 12.2-4; Tg 3.1-18). Parece que a mesma faculdade
de discurso que é algo tão grande, também é a coisa principal que obstrui a liberação do
Espírito Santo na vida do crente.
Os neurocirurgiões afirmam que os centros da fala dominam o cérebro. Sendo
assim, Deus não pode dominar o cérebro físico a menos que tenha o controle do centro da
fala.
“Quem pode domar a língua?” Pergunta Tiago, e a resposta é: O Espírito Santo! E
falar em línguas é parte do processo.
O Espírito Santo deseja inspirar e regulamentar o meio de expressão mais
importante que você tem - a capacidade de falar - também quer domar e purificar aquilo
que é a principal causa de pecado para você, sua língua!
Falar em línguas não tem nada a ver com a emoção, o falar em línguas não pode ser
emoção, porque as emoções são partes da alma, do PSIQUÊ, enquanto o falar em línguas
é falar no espírito (1Co 14.14,15).
O falar em línguas é como dar partida num carro, você não consegue andar a 180
Km/h antes de dar partida, assim também são as manifestações do Espírito; as línguas são
o ponto de partida, e no decorrer do crescimento cristão aparecerão o Fruto, os Dons, e as
demais manifestações do Espírito Santo. Dê partida, comece a falar pela Fé em outras
línguas. Amém.
HÁ UMA DIFERENÇA ENTRE LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA INICIAL DO
BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E O FALAR EM LÍNGUAS COM “DOM DE
LÍNGUAS”.
Todos os casos anteriores mostram que as pessoas falaram em línguas ao receberem o
batismo no Espírito Santo. Na maioria destes casos, é obvio que eles não se submeteram
às instruções do Senhor naquilo que se refere à maneira em que as línguas deveriam ser
usadas para edificarem a Igreja (1Co 14). É evidente quando uma pessoa ou um grupo
recebem o Batismo no Espírito Santo não é possível seguir as instruções contidas em 1Co
14 sobre o uso das línguas, todavia depois de recebido o Batismo o crente deve procurar
se educar segundo a Bíblia e tudo deverá ser feito para edificação da Igreja.
Em Coríntios todos falavam ao mesmo tempo (1Co 14.6,23,27). Isto está em desacordo
com a Bíblia e torna-se numa desordem. Além disso, não havia interpretações, o que 1Co
14.5,28 revela como sendo impróprio também na assembleia.
Charis Charisma Charismata
Graça O Dom do Espírito Dons Espirituais
Devemos nos lembrar que o recebimento do Batismo do Espírito Santo não era chamado
de “O DOM DE LÍNGUAS”, e sim “O DOM DO ESPÍRITO SANTO” (At 10.45; 11.15-
17), o qual incluía o falar em línguas. Os exemplos bíblicos anteriores nos mostram que
todos deveriam falar em línguas ao receberem o Batismo no Espírito Santo. Mas Paulo
mostra que há também um falar em línguas dentre os vários dons dados à Igreja para o
ministério do Corpo (1Co 12.10,30; 14.5,26).
Estas três categorias gerais de línguas podem ser, claramente, vistas nas Escrituras:
1. Línguas que são faladas no momento em que recebemos o Batismo no Espírito
Santo. (At 2.4; 10.45-47; 19.6).
2. Línguas para uma comunhão Pessoal com Deus numa maneira contínua. (1Co
14.1-4,15; Jd 20; Rm 8.26,27; Ef 6.18).
3. Línguas que são dadas na assembleia para uma comunicação ao Corpo e para
serem um sinal ao incrédulo (1Co 12.10; 14.5; 14.21,22).
Joel, creio as línguas são a evidência do batismo no Espírito Santo.
1. Primeiro, temos as línguas como evidência;
2. Em segundo lugar temos as línguas como um dom para edificação individual;
3. Em terceiro temos o dom de variedade de línguas (1Co 12.10);
4. Em quarto lugar temos o Dom ministerial de variedade de línguas (1Co
12.28,30).

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