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Ficha de avaliação global 2

Grupo I
As paredes musculares de cada cavidade do coração contraem-se numa sequência precisa e du-
rante cada batimento expulsam a maior quantidade de sangue com o menor esforço possível. A
contração das fibras musculares do coração é controlada por uma descarga elétrica que percorre o
coração seguindo diferentes trajetórias a uma velocidade determinada. A descarga rítmica que dá
início a cada batimento tem origem no pacemaker fisiológico do coração (nódulo sinoauricular),
que se encontra na parede da aurícula direita. A velocidade destas descargas depende, em parte,
dos impulsos nervosos e da quantidade de certas hormonas no sangue. Os impulsos elétricos do
pacemaker dirigem-se, primeiro, para as aurículas direita e esquerda e, como consequência, provo-
cam a contração do tecido muscular numa determinada sequência que leva o sangue a ser expulso
das aurículas para os ventrículos. A seguir, o impulso elétrico chega até ao nódulo auriculoventricu-
lar, situado entre as aurículas e os ventrículos. Este nódulo retém as descargas elétricas e retarda a
sua transmissão para permitir que as aurículas se contraiam por completo e que os ventrículos se
encham com a maior quantidade de sangue possível durante a diástole ventricular.
A fibrilação ventricular é uma série descoordenada e potencialmente mortal de contrações ven-
triculares ineficazes muito rápidas, provocadas por múltiplos impulsos elétricos caóticos.
Na fibrilação ventricular, os ventrículos estremecem simplesmente e não efetuam contrações
coordenadas. A causa mais frequente da fibrilação ventricular é um fluxo insuficiente de sangue
ao músculo cardíaco, por causa de uma doença das artérias coronárias ou de um enfarte.
(1)

(10)
(2)
(9)
(3) (8)
(4) (7)

(6)
(5)

Figura 1 · Corte longitudinal do coração.

Pressão sanguínea
(mmHg)
Velocidade do sangue
(cm/s)
Instrumentos de avaliação
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I II III
Figura 2 · Variação da pressão sanguínea e da velocidade do sangue em três tipos de vasos.

1. Indica os vasos representados por I, II e III na figura 2.

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Ficha de avaliação global 2 (continuação)

Na resposta a cada um dos itens de 2. a 6., seleciona a única opção que permite obter uma afir-

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mação correta.

2. Relativamente à figura 1, podemos concluir que…


(A) … o sangue rico em O2 entra no coração pelas cavidades 2 e 9.
(B) … o sangue rico em O2 entra no coração pela cavidade 9.
(C) … os vasos identificados por 1 e 10 são, respetivamente, artéria pulmonar e artéria aorta.
(D) ... o vaso indicado por 10 leva o sangue arterial do coração para o corpo.

3. Relativamente à figura 1, podemos concluir que…


(A) … o sangue que flui pela cavidade 9 tem alto teor de O2.
(B) … da cavidade 5 o sangue é encaminhado para a circulação sistémica.
(C) … o refluxo de sangue dos ventrículos para as aurículas é impedido pela sístole.
(D) … ocorre mistura de sangue venoso e arterial no vaso 1.

4. As funções do sangue humano relacionadas com a defesa e a coagulação são desempenhadas,
respetivamente, por…
(A) … plaquetas e leucócitos. (C) … plaquetas e hemácias.
(B) … leucócitos e plaquetas. (D) … leucócitos e hemácias.

5. Nos exames para teste de paternidade, o ADN, quando extraído do sangue, é obtido…
(A) … das hemácias. (C) … das plaquetas.
(B) … dos leucócitos. (D) … das proteínas plasmáticas.

6. Na volta à França em bicicleta, um atleta foi suspenso porque apresentava uma taxa de hemácias
e de hemoglobina muito mais altas do que o normal para um atleta da sua idade e sexo, porque…
… a maior taxa de hemácias permitiria uma menor oxigenação do sangue e uma maior
(A) 
obtenção de energia.
… um aumento do número de hemácias poderia causar uma diminuição do número de
(B) 
plaquetas e uma hemorragia interna.
… a maior taxa de hemácias poderia causar uma sobrecarga no músculo cardíaco e um
(C) 
possível enfarte do miocárdio.
… a maior taxa de hemácias permitiria uma maior oxigenação do sangue e uma maior
(D) 
obtenção de energia.

7. Ordena as letras de A a E de modo a obteres uma sequência correta do funcionamento do coração.


A. Sístole ventricular D. Descarga do nódulo sinoauricular
B. Sístole auricular E. Descarga do nódulo auriculoventricular
C. Diástole

8. Explica a importância da velocidade sanguínea que se verifica ao nível do vaso II.

9. Explica que procedimentos se deve adotar se se encontrar um indivíduo em fibrilação ventricular.

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Ficha de avaliação global 2 (continuação)

Grupo II
O triatlo é um desporto combinado e de resistência no qual o atleta efetua individualmente um
segmento de natação, um segmento de ciclismo e um segmento de corrida, por esta ordem, sem
paragem de cronómetro durante as transições. O sucesso no triatlo está extremamente depen-
dente do tipo de treino realizado, assim como de todos os meios que possam ajudar o atleta a
atingir níveis de excelência, nomeadamente o treino em altitude.
Em altitude verifica-se uma menor quantidade de oxigénio atmosférico, o que estimula o au-
mento da produção da hormona eritropoetina pelos rins, em resposta a um baixo teor de oxigé-
nio. Esta hormona atua na medula óssea vermelha, estimulando a produção de glóbulos verme-
lhos, condição esta denominada policitemia. A uma altitude média de 2200 metros, a eritropoetina
atinge o seu pico de libertação no organismo humano entre 24 e 48 horas, diminuindo a partir
daí. Por sua vez, o processo de policitemia é lento, sendo necessários vários dias para que ocorra
aumento da produção de glóbulos vermelhos.
Testaram-se os benefícios da aclimatização a altitudes moderadas (2500 m) com treino a baixas
altitudes (1250 m), “LH + TL”, para averiguar se melhora os resultados de atletas de competição
em relação aos que treinam e vivem em altitude (LH + TH), e aos que treinam e vivem ao nível do
mar LL + TL). Os resultados obtidos estão representados nos gráficos abaixo.

68 LL + TL

LH + TL
66
LH + TH
Consumo de oxigénio máximo
(ml/kg/min) 64

62

Nível do mar Altitude


0
0 2 4 6 8 10 12 Semanas

Figura 3 · Consumo máximo de oxigénio para os três grupos ao nível do mar e em altitude.

LL + TL
18,0
LH + TL
17,4
LH + TH
Instrumentos de avaliação

Tempo de corrida de 5000 m


(min) 16,8

16,2
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15,6
Nível Nível
do mar Altitude do mar
0
0 2 4 6 8 10 12 14 Semanas
Figura 4 · Resultados obtidos para uma corrida de 5000 metros para os três grupos em diferentes altitudes.

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Ficha de avaliação global 2 (continuação)

Na resposta a cada um dos itens de 1. a 5., seleciona a única opção que permite obter uma afir-

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mação correta.

1. Com a atividade muscular intensa, a quantidade de no sangue aumenta devido à respiração


celular, o que provoca a diminuição do pH sanguíneo. Essa alteração do pH estimula o centro res-
piratório do sistema nervoso, que origina impulsos nervosos que vão .
(A) oxigénio … contrair o diafragma e os músculos intercostais
(B) dióxido de carbono … contrair o diafragma e os músculos intercostais
(C) oxigénio … contrair os brônquios e os alvéolos pulmonares
(D) dióxido de carbono … contrair os brônquios e os alvéolos pulmonares

2. Um indivíduo que viva junto ao mar e que permaneça 30 horas a 2600 metros de altitude apre-
senta, ao fim desse tempo,…
(A) … uma diminuição da produção de eritropoetina.
(B) … um decréscimo acentuado de glóbulos vermelhos.
(C) … um aumento do número de glóbulos vermelhos no sangue.
(D) … um aumento da quantidade de eritropoetina no sangue.

3. No ser humano, o percurso do ar inspirado é…


(A) … bronquíolos – brônquios – alvéolos. (C) … alvéolos – brônquios – bronquíolos.
(B) … brônquios – bronquíolos – alvéolos. (D) … bronquíolos – alvéolos – brônquios.

4. Um atleta que vive em altitude e treina ao nível do mar, ao fim de 10 semanas consegue transportar…
(A) … menos oxigénio e correr mais rápido do que um atleta que treine e viva ao nível do mar.
(B) … mais oxigénio e correr mais rápido do que um atleta que treine e viva ao nível do mar.
(C) … menos oxigénio e é mais lento do que um atleta que treine e viva ao nível do mar.
(D) … mais oxigénio e é mais lento do que um atleta que treine e viva ao nível do mar.

5. A eritropoetina é produzida numa e é transportada .


(A) célula-alvo … pelo sangue (C) glândula endócrina … pelo sangue
(B) célula-alvo … pelos nervos (D) glândula endócrina … pelos nervos

6. Indica qual é a quantidade de oxigénio que um atleta que viva em altitude e treine ao nível do mar con-
segue obter a mais por kg/min ao fim de 12 semanas, relativamente à segunda semana da experiência.

7. O hematócrito de três amostras de sangue está ilustrado


100
nos tubos 1, 2 e 3, cujas partes escuras representam as cé- 90
lulas. A linha tracejada representa o nível do hematócrito 80
70
de um indivíduo normal, vivendo ao nível do mar. Uma das 60
50
amostras de sangue foi obtida de um atleta, que cumpriu 40
um plano de treino de viver e treinar em altitude. 30
20
Explica qual das amostras representadas é que pertence a 10
1 2 3 0
esse atleta.

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Ficha de avaliação global 2 (continuação)

Grupo III
A esterilidade é a incapacidade de um casal de conseguir uma gravidez depois de repetidas rela-
ções sexuais sem tomar medidas de contraceção durante um ano.
Quando todos os outros tratamentos falham e a mulher não engravida, há cada vez mais casais
que optam pela fertilização in vitro. Este processo consiste em estimular os ovários, recolher os
óvulos libertados, fertilizá-los, fazer crescer os embriões no laboratório e depois implantá-los no
útero da mulher. A estimulação controlada do crescimento folicular, com vista ao desenvolvi-
mento e à maturação de vários oócitos, é efetuada com hormonas designadas por gonadotrofi-
nas. No laboratório, os oócitos são depositados numa cápsula com um meio de cultura e são fer-
tilizados com os espermatozoides selecionados. Ao fim de 40 horas, são recolhidos 3 ou 4
embriões da cápsula de cultura e são introduzidos na cavidade uterina por via vaginal.

B
C

II
I
D

Agulha

Oócito Espermatozoide

Instrumentos de avaliação

Embrião
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Figura 5 · Esquema do processo de fertilização in vitro.

1. Faz a legenda das estruturas representadas por A, B, C e D.

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Ficha de avaliação global 2 (continuação)

Na resposta a cada um dos itens de 2. a 6., seleciona a única opção que permite obter uma afir-

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mação correta.

2. As estruturas I e II representam, respetivamente,…


(A) … o oócito e o espermatozoide. (C) … o corpo amarelo e o oócito.
(B) … o folículo e o oócito. (D) … o corpo amarelo e o folículo.

3. As hormonas gonadotrofinas que estimulam o ovário são produzidas…


(A) … pela tiroide. (C) … pela hipófise.
(B) … pelas glândulas suprarrenais. (D) … pelo útero.

4. Na técnica de fertilização in vitro, antes da transferência de embriões, é administrada progeste-


rona à mulher, de modo a…
(A) … estimular o desenvolvimento e o aumento de espessura da mucosa uterina.
(B) … inibir o desenvolvimento e o aumento de espessura da mucosa uterina.
(C) … estimular a menstruação e a remoção do endométrio.
(D) … inibir o desenvolvimento do endométrio.

5. Uma fertilização normal, geralmente, ocorre na estrutura representada por…


(A) … A. (C) … C.
(B) … B. (D) … D.

6. A estrutura I da figura 5 produz a hormona…


(A) … testosterona. (C) … estrogénio.
(B) … luteínica. (D) … progesterona.

7. Ordena as letras de A a E de modo a obteres uma sequência correta do desenvolvimento do em-


brião durante a fertilização in vitro.
A. Nidação
B. Fecundação
C. Estimulação do desenvolvimento folicular
D. Recolha dos oócitos
E. Formação da placenta

8. A cor azul dos olhos é uma característica recessiva relativamente à cor castanha.
Refere, fundamentando com recurso a um quadro de cruzamento (xadrez mendeliano), a probabi-
lidade de uma mulher homozigótica recessiva e de um homem heterozigótico para a cor dos olhos
terem um filho com olhos azuis.

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