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Significado de Administração

s.f. Ação de administrar, de dirigir os negócios públicos ou privados, de


gerir bens: a administração dos municípios é entregue aos
prefeitos. / Governo, gestão dos negócios públicos. / Corpo
administrativo que tem a seu cargo a administração pública: a
administração do Estado. // Administração da justiça, o exercício
legal da justiça. // Administração dos sacramentos, ação de
conferir os sacramentos. – Dicionário Aurélio

Significado de Administrador
s.m. Pessoa que administra, dirige, governa. – Dicionário Aurélio

O VERDADEIRO PAPEL DO ADMINISTRADOR


Muito tem se discutido o verdadeiro papel do administrador, como devem ser
chefiar e o que fazer para que não sejam “chefes ruins”. É importante saber
que o mercado de trabalho está a procura de um salvador da pátria, ou melhor,
salvador de suas organizações. Porém, esta expectativa não pode ser suprida
por um simples administrador. Antes, é necessário saber as verdadeiras
atribuições do administrador e saber se ele pode ajudar de forma sadia e
profissional esta organização. Primeiro é importante explicar que o mercado de
trabalho para o administrador é bastante amplo, podendo os mesmos trabalhar
como técnicos em funções administrativas ou como gerentes/executivos, em
empresas com ou sem fins lucrativos e instituições governamentais. Como
empreendedores, os administradores podem gerir seus próprios negócios
(indústria, comércio ou atividades de prestação de serviços) ou podem atuar
como consultores especializados em assuntos relacionados à administração
organizacional. O administrador tem que saber a principal riqueza (patrimônio a
ser preservado) de uma organização são as pessoas. Portanto, o administrador
tem que desenvolver formação humanística e visão global que o habilite a
compreender o meio onde está inserido, a tomar decisões em um mundo
diversificado e interdependente e a atuar em equipes interdisciplinares. Para
isso mais do que treinar é preciso fazer a gestão do conhecimento de sua
equipe. Sobretudo é necessário que o administrador seja um líder capaz de
promover o benchmarking (Parcerias) e sabendo delegar tarefas e funções.
Tudo isso de forma efetiva, assegurando-se que estas tarefas e funções
tenham ficado claras quanto ao seu entendimento por parte dos delegados.
Somente com o conhecimento necessário sobre as teorias administrativas das
organizações e suas funções é que o administrador compreenderá com clareza
o seu papel na gestão das operações da empresa, no âmbito dos mercados
regionais, nacionais e internacionais. E além disso o administrador procurará
levar a sua organização para a realização da responsabilidade social para com
as organizações sociais e comunitárias da qual ela faz parte e interfere,
contextualizando as relações entre as organizações e o meio em que se
inserem, quanto a aspectos econômicos, políticos, sociais, tecnológicos,
governamentais, legais, éticos e ambientais. Com essa visão o administrador
poderá até entender que atuar em um mercado periférico ao invés das grades
cidades, pode se tornar uma grande possibilidade para a produção de bens e
serviços mais baratos com qualidade, com muita criatividade, persistência e
senso de oportunidade. A satisfação na empresa depende da motivação das
pessoas que trabalham nela e a imagem que ela fazem dessa empresa. Assim,
cabe ao administrador se preocupar até com aspecto de higiene e limpeza dos
funcionários, tentando mostrar a eles que existem formas de mudar
comportamentos que os beneficie e beneficie suas empresas. Propiciar o
conhecimento sobre os métodos quantitativos necessários para auxiliar na
tomada de decisão no campo administrativo e essencial no desenvolvimento da
visão pluralista e de uma postura crítica do administrador ou na criação de
serviços e produtos tecnológicos que resiste ao tempo e à concorrência (como
as calculadoras HP12c) ou que fazem parcerias no mesmo espaço físico (como
o Bob’s e Spoletto). Contudo, não vale apenas o conhecimento. Mais do que
isso é preciso ser ativo e agir com um bom vendedor, com conhecimento,
coragem, visão, instinto, inovação e ousadia, na promoção de uma “gestão
esperta”, com responsabilidade; simplicidade, entendendo o contexto para
alinhar-se e controlar tempo e recursos. Isso é que é a compreensão da
complexidade das organizações de forma global, de seus princípios, objetivos,
metas e compreensão refinada das teorias e das práticas de gestão.
Desenvolvendo competência para atuar de forma empreendedora e criativa,
analisando criticamente as organizações, identificando oportunidades,
antecipando e promovendo suas transformações. Claro que existem muitas
gestões de empresas feitas por que não tem formação superior, mas é preciso
ponderar, nos tempos de hoje, a validade de uma boa formação acadêmico-
profissional. Porém o espírito dessas pessoas é sempre o de aprender e
ensinar; ser detalhista e disciplinado. Para se tornar competitivas elas
aprenderam a não falar tudo o que sabe, gostar das pessoas e valorizar as
atividades extracurriculares que elas fazem. Compreender as transformações
tecnológicas que estão ocorrendo, identificando e discriminando problemas,
desenvolvendo e implementando soluções que garantam maior eficiência aos
processos administrativos da organização, para não serem simplesmente
gestores do caos. Para isso é preciso antecipar tendências e racionalizar
gastos com transparência no gerenciamento dos projetos. Conhecendo todas
estas atribuições do administrador, que na verdade são lições para toda a vida,
o administrador também não pode pensar só na organização que irá atuar ou
só no mercado que fará parte. É necessário ficar esperto na hora da
recolocação profissional. Há uma grande “indústria da recolocação”, ávida pela
exploração de bons administradores, com falsas ofertas de ‘emprego fácil”. É
preciso avaliar até que ponto essas consultorias de RH apresentam benefícios
à sociedade de forma séria. Concluindo: o administrador de empresas é um
profissional que sabe da sua importância nas organizações e está sempre se
atualizando para atuar como protagonista ou conjuvante neste teatro
mercadológico, nunca se esquecendo que o mais importante é a ética e o
respeito ao ser humano.

A importância do papel do administrador como gestor de organizações


públicas ou privadas

1 INTRODUÇÃO

Em um ambiente onde a mudança é a única certeza e o número de


informações geradas é desmedido, administrar riscos e prosperar é o objetivo
da maioria das empresas mesmo sendo elas do setor público.

Os gestores de todos os níveis hierárquicos de uma organização


devem buscar alcançar os objetivos de maneira eficiente e eficaz ,
atendendo as expectativas de todos os envolvidos dentro e fora da
organização. Para isto, é necessário planejar, organizar, direcionar e controlar
todos os recursos necessários, desde financeiros, humanos e mercadológicos
até máquinas, equipamentos e insumos. Cabe a ele buscar o máximo de
resultados com o mínimo de esforços.

Quanto maior a capacitação do gestor, maior as chances de o


empreendimento ser lucrativo (privado), atingir objetivos e ter sucesso,
portanto, saber administrar é indispensável em todos os setores (público e
privado).

O tema foi selecionado, já que as práticas nas organizações sem a


presença de um administrador resultam em dificuldades para os colaboradores,
clientes, fornecedores e sociedade.

2 ADMINISTRAÇÃO: CONCEITO E FUNÇÕES

Durante a maior parte da vida dos seres humanos, os mesmos fazem


parte de organizações que são formadas por um grupo que trabalham em
conjunto com um objetivo comum.

E todas as organizações têm líderes ou administradores com a


responsabilidade de ajudá-las a alcançar tais objetivos, pois sem uma
administração, e que ela seja eficaz, é provável que a organização fracasse
(STONER; FREEMAN, 1999). Independente de qual setor a empresa esteja
inserido ela necessita de rumo, alvos e caminhos para obtê-los. Necessita de
alguém, no caso o administrador, para direcioná-la focando suas estratégias e
corrigindo possíveis desvios.

A tendência a organizar ou a colaborar em relacionamentos


interdependentes está intrínseca a natureza humana. Mesmo a organização
sugerindo unificar e coordenar atividades de pessoas ou subgrupos, certo grau
de conflito é inevitável. A tarefa da administração é unir os diversos elementos,
cooperadores e conflitantes, em um empenho total da organização (KAST;
ROSENZWEIG, 1992).

Qualquer que seja o caminho escolhido para conseguir o resultado é


necessário administrá-lo, planejar ações, organizar processos e insumos,
liderar equipe para trabalhar unida e controlar as atividades para manter na
linha correta. Conforme Mescon, Albert e Khedouri (1985 apud STONER;
FREEMAN, 1999, p. 5), “a administração é o processo de planejar, organizar,
liderar e controlar os esforços realizados pelos membros da organização e o
uso de todos os outros recursos organizacionais para alcançar os objetivos
estabelecidos”. Deste modo, é o processo de assumir e colocar em prática
decisões sobre objetivos e utilização de recursos.

As organizações necessitam da ajuda de gestores para realizar o


processo de administrar e ser eficaz. “O principal motivo para a existência das
organizações é o fato de que certos objetivos só podem ser alcançados por
meio da ação coordenada de grupos de pessoas” (MAXIMIANO, 2002, p. 28).

O grupo de pessoas é o principal recurso das organizações, utilizado


para atingir resultado e além das pessoas, segundo Maximiano (2000, p.92), as
“organizações empregam dinheiro, tempo, espaço e recursos materiais como
instalações, máquinas, móveis e equipamentos”.

A demarcação do papel do administrador favorece a empresa na


definição real das atividades desenvolvidas pelo gestor dentro da organização,
uma vez que na atualidade as decisões são executadas intuitivamente na
maioria das empresas, sendo elas públicas ou privadas.

As organizações são importantes e exercem influência tanto para os


colaboradores que nela trabalham quanto para a sociedade onde ela está
inserida, isso porque, de acordo com Daft (2003), reúnem recursos para
realizar metas específicas, produzem mercadorias e serviços que os clientes
desejam a preços competitivos, procuram técnicas inovadoras de produzir e
distribuir com mais eficiência, criam tendência para inovação, refletindo o
desejo de aperfeiçoamento. As organizações adaptam-se e influenciam um
ambiente em rápida mutação, criam valor para seus proprietários, clientes e
funcionários, acomodam constantes desafios da diversidade, lidam com
preocupação sobre ética, motivação e coordenação dos funcionários.

Assim, a prestação de serviço ou produção de produtos realizada pelas


instituições existentes no mercado, afetam diretamente a sociedade, clientes
das empresas; as organizações privadas com grande preocupação com a
competitividade, e pública, que suas ações recaem sobre a população no geral.
Uma gestão inadequada prejudica a prestação do serviço e sua qualidade
refletindo inconformidade ao cliente.

As organizações utilizam os recursos disponíveis, dividem o trabalho de


forma coordenada, realizam processos de transformação para alcançar o
objetivo: produtos/ou serviços, sendo eficaz, mas para isso, precisam da
presença de um gestor.

3 ADMINISTRADOR COMO GESTOR

Em constantes transformações, o papel do administrador não pode ser


estático, sem modificações, sendo inflexível. Cada vez mais as organizações
estão alterando-se, agilizando, necessitando ser administradas, de metas,
focando no cliente e tendo as pessoas que trabalham nela como parceiras,
buscando eficiência e eficácia para obter o sucesso desejado.

Atualmente, é perceptível o papel estratégico dos recursos humanos


nas organizações e o gerente deve utilizar desse ponto para fortalecer a
organização. As pessoas que contribuem para o sucesso da empresa, elas
que podem atribuir o pensamento sistêmico e se adaptar com mudanças que
o ambiente externo impõe.

O papel do profissional de recursos humanos está evoluindo, passando


de assessor executivo para gerenciador de ações, para uma vinculação mais
próxima entre empregados e líderes de setores (MILKOVICH; BOUDREAU,
2000). As organizações dependem das pessoas para poderem funcionar e
alcançar sucesso, e as pessoas necessitam das organizações para conseguir
realizar seus objetivos individuais, por meio de remuneração e realização
pessoal profissionalmente.

A Administração requer bom-senso, assim o administrador, dentro de


suas funções, estabelece rumos e dirige as pessoas que executam o
trabalho. Além disso, na visão de Lacombe e Heilborn (2006), são
indispensáveis para um bom administrador ter experiência, conhecimento,
habilidade em lidar com as pessoas, responsabilidade e, acima de tudo, alto
grau de compreensão de si próprio e da sua equipe.

Na tarefa de administrar nem sempre ocorrem acertos, ou somente


decisões totalmente vantajosas. Nos altos e baixos do mercado o
administrador precisa tomar algumas decisões que afetam o menos possível
a organização, que possa mantê-la em funcionamento sem perigo de queda
fatal. Para Drucker (1981) uma das tarefas do administrador é harmonizar,
em cada decisão, as condições futuras a curto e longo prazo, sem sacrificar
o futuro e sem colocar a empresa em perigo. Não sendo possível
harmonizar, deve pelo menos equilibrá-las, calcular sacrifícios a fim de
proteger seus interesses imediatos, ou verificar quais os sacrifícios de hoje
em benefício do futuro.

Esta é uma função econômica do administrador, devendo tomar


decisões, pois não existe decisão perfeita. Lacombe e Heilborn (2006)
destacam que é necessário pesar vantagens e desvantagens das
alternativas para realizar a escolha da melhor, priorizando o desempenho
econômico.
Do mesmo modo, é necessário compreender também a influência das
ações na comunidade. O desenvolvimento econômico e social das
sociedades resulta da administração, depende do desempenho,
competência, dos valores dos administradores.

Estas atitudes desempenhadas pelo gestor influenciam a instituição


como um todo. Observados comportamentos, motivação e desempenho na
função ajustam-se possíveis deformidades na administração e possibilita
descrever as atividades de forma técnica, permitindo a criação de um manual
de procedimentos para padronizar as atividades rotineiras, criando ordem na
organização e orientação para o futuro.

Existem muitas características importantes de um gestor, porém


algumas são primordiais. Primeiramente, o auto-conhecimento. Este é
fundamental, saber quais são os seus limites, conhecer pontos fortes para
usá-los da melhor forma, e seus pontos fracos para aprimorá-los. Para
Kreizeb (2007), outra característica importante é possuir conhecimentos
específicos de sua área e o relativo a áreas afins, os quais são necessários
para que se possa aplicar melhorias no seu ambiente e também em outros,
e facilitar o desenvolvimento dos liderados.

Além destas características o gestor deve também desempenhar a


função de líder, possibilitando assim, noção para melhorar o direcionamento
das ações do grupo.

4 O ADMINISTRADOR COMO LÍDER

Liderança é um conceito estrutural para o administrador, depende de


circunstâncias, porém, não existem líderes sem liderados e para tanto, os
administradores necessitam buscar características específicas de liderança,
traçando um perfil da que será utilizada e acompanhar o grupo, influenciando-o
para alcançar resultados.

Para administrar com as funções administrativas, existem modelos de


gestão diferentes que podem ser utilizados pelo administrador. Figueiredo e
Caggiano (1997, p. 30) mencionam que o modelo de gestão é em síntese, “um
grande modelo de controle, pois nele são definidas as diretrizes de como os
gestores vão ser avaliados, e os princípios de como a empresa vai ser
administrada”.

Os gerentes são os protagonistas do processo administrativo,


responsáveis pelo trabalho de outros funcionários das organizações. A maneira
com que os mesmos trabalham com seus colaboradores varia de organização
para organização, sendo que, atualmente compartilham sua autoridade com
seus funcionários (MAXIMIANO, 2002). O gestor serve de exemplo para os
colaboradores, seu comportamento influencia todos os outros comportamentos
dentro da organização mesmo sendo pública, e o mesmo pode transmitir aos
colaboradores uma conscientização de equipe, fazendo com que todos
contribuam na direção que a empresa toma.

A organização necessita de uma boa comunicação, com integrantes


sabendo seu papel e a importância dele no alcance dos resultados, para tanto,
o gestor deve organizar a empresa da forma que as atividades fluam e possam
concretizar o objetivo. Para Fayol, com a empresa organizada seus
colaboradores necessitam de orientações do que fazer, suas ações precisam
de coordenação e tarefas de controle, sendo este o papel dos gerentes. Com
base nisto, desenvolveu 16 deveres dos gerentes como afirma Maximiano
(2002):

1. assegurar a cuidadosa preparação dos planos e sua rigorosa execução;


2. cuidar para que a organização humana e material seja coerente com os
objetivos, recursos e requisitos da empresa;
3. estabelecer uma autoridade construtiva, competente, enérgica e única;
4. harmonizar atividades e coordenar esforços;
5. formular decisões de forma simples, nítida e precisa;
6. organizar a seleção eficiente de pessoal;
7. definir claramente as obrigações;
8. encorajar a iniciativa e o senso de responsabilidade;
9. recompensar justa e adequadamente os serviços prestados;
10. usar punições para faltas e erros;
11. manter a disciplina;
12. subordinar os interesses individuais ao interesse geral;
13. manter a unidade de comando;
14. supervisionar a ordem material e humana;
15. ter tudo sob controle;
16. combater o excesso de regulamentos, burocracia e papéis.

Estes deveres direcionam a atuação do gestor público e privado para


obterem o comprometimento, trabalho em equipe e resultados desempenhando
a função de líder.

Aos poucos despontou a necessidade de entender como os indivíduos


se comportam nas organizações, seus interesses, sua satisfação e o como isso
interfere para a organização. Na visão de Clutterbuck e Crainer (1993), se os
administradores conseguissem alcançar tal compreensão seriam capazes de
cessar ou desviar comportamentos irregulares e reforçar comportamentos
harmonizados com os objetivos da organização.

Os líderes defendem valores que representam a vontade dos liderados,


no entanto não desempenham apenas esta função. A variedade dos tipos de
liderança dificulta traçar com precisão o que o líder faz.

A liderança é fator fundamental no contato com os colaboradores. O


líder é como um maestro que coordena a seqüência da música, das atividades.
Koontz (1978) destaca que líderes planejam com habilidade, organizam com
lucidez, selecionam, adestram e dirigem bem os subordinados, tornando os
planos produtivos.
Para que haja o relacionamento adequado é necessário que o líder
saiba discernir alguns conceitos como liderança, respeito, comprometimento,
poder e autoridade. Sendo que:

Poder: é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer


sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo
que a pessoa preferisse não o fazer.

Autoridade: A habilidade de levar as pessoas a fazerem


de boa vontade o que você quer por causa de sua
influência pessoal. (HUNTER 2004, p.26).

O líder que demonstra conhecimento e experiência transmite confiança


para os seus funcionários, mas para isto, é necessário atualização constante
para manter conhecimentos e se atentar às mudanças impostas pelo ambiente
preparando funcionários para adaptações.

As empresas estão em constante desenvolvimento e precisam de uma


liderança que além de continuar se desenvolvendo, também desenvolva as
pessoas, preparando-as para que possam atender às necessidades da
empresa. O líder possui um papel de facilitador, precisa preparar um ambiente
que facilite para as pessoas se desenvolverem. Terá que disponibilizar
recursos e prestar orientação para atender às necessidades dos funcionários
(KREIZEB, 2007).

Como afirma Drucker (1996, p. 77), “o requisito final da liderança


eficaz é ganhar a confiança. Confiança é a convicção de que o líder fala
sério. É a crença numa coisa muito antiquada chamada integridade”. Desta
forma, a equipe é estruturada e se solidifica, constroem-se ações com
comprometimento e base forte.

Porém não existe um forma ideal, padrão de liderança, a flexibilidade é


fator fundamental para exercê-la. Para Lacombe e Heilborn (2006), nenhum
líder inspira mais confiança em seus liderados do que a que ele mesmo
deposita em si e o demonstra. Dúvidas do líder geram ainda mais em seus
liderados. A liderança somente faz sentido quando se estabelecem
circunstâncias em que o líder deve agir, mas é impossível determinar
características gerais válidas para um líder sendo que, ao passar dos anos,
apresentaram-se os tipos mais variáveis de perfis.

O administrador tem que adaptar seu estilo de gestão em função de


inúmeras variáveis, não se pode dizer que exista um único estilo ideal, é
necessário avaliar o ambiente em que se encontra para decidir a forma mais
adequada, conforme o mesmo autor.

Segundo Quinn (2003, p. 12) “em meados da década de 1990, já estava


claro que não haveria um modelo único que fosse suficiente para orientar os
gerentes, e que seria preciso, na verdade, enxergar todos os quatro modelos
como elementos de uma matriz mais vasta”.
Alguns moldes com características principais e específicas proporcionam
atingir objetivos de uma forma mais produtiva e flexível, promovendo
adequação ao ambiente. O quadro de valores competitivos é útil para
especificar alguns valores e critérios e também ajuda a refletir sobre os oito
papéis conflitantes desempenhados pelos gerentes.

Para Quinn (2003), cada um dos modelos organizacionais do quadro de


valores competitivos adota diferentes critérios de eficácia. No modelo das
metas racionais é produtividade, realização, direção e clareza de objetivos. No
modelo de processos internos, documentação, gerenciamento de informações,
estabilidade e controle. Já no modelo de relações humanas os critérios são
participação, abertura, compromisso e moral e, por fim, no modelo dos
sistemas abertos destaca-se inovação, adaptação, produtividade e realização.

No modelo das metas racionais existem os papéis de diretor e produtor.


Como diretor espera-se, segundo Quinn et al (2003), que o gerente explicite
expectativas por meio de processos (planejamento) e seja um deflagrador
decisivo, seleciona alternativas, estabelece objetivos, define papéis e tarefas,
gera regras e políticas e fornece instruções.

Para o papel de produtor espera-se que os mesmo sejam orientados


para tarefas, mantenham o foco no trabalho e exijam um alto grau de interesse
pessoal. Já no modelo dos processos internos, destaca-se o papel de monitor
que deve saber o que se passa em sua unidade, determinar se as pessoas
estão cumprindo as regras e averiguar se o setor está fazendo sua parte e o
papel de coordenador espera-se que o gerente dê sustentação à estrutura e ao
fluxo do sistema, como afirma o mesmo autor.

No modelo das relações humanas desenvolvem-se os papéis de


facilitador e mentor, sendo que, espera-se do facilitador o fomento dos esforços
coletivos, que promove a coesão e o trabalho em equipe e administre conflitos
interpessoais. O mentor dedica-se ao desenvolvimento das pessoas mediante
uma orientação cuidadosa de empatia. É o papel do interesse humano, o
gerente é solícito, atencioso, sensível, afável, aberto e justo, segundo Quinn et
al (2003).

Por fim, no modelo dos sistemas abertos existem os papéis de inovador


e negociador. O gerente inovador é encarregado de facilitar a adaptação e a
mudança, deve prestar atenção ao ambiente em transformação, identificar
tendências significativas, conceitualizar e projetar mudanças necessárias e
tolerar as incertezas e riscos. E o negociador preocupa-se particularmente com
a sua sustentação da legitimidade exterior e a obtenção de recursos externos.
Os gerentes, na função de negociador, devem ter astúcia política, capacidade
de persuasão e influência e poder. (QUINN et al, 2003).

Para desempenhar tal função é imperativo conhecer o desempenho e


saber as diferenças de colocação, qual é realmente o papel de cada posto.
Muitos autores tratam das diferenças entre administrador e líder, Bennis
(apud LACOMBE; HEILBORN, 2006) destaca que administrar é assumir
responsabilidade, fazer acontecer, e liderar é influenciar, guiar em direção.
Para o autor, o líder opera sobre os recursos emocionais da organização,
seus valores. Já o administrador sobre os recursos físicos.

Sem dúvida, a união dos dois papéis é de extrema importância para


eficiência de ações, pois proporcionam uma fusão de desempenho que
enaltecem a atuação e superam resultados com a criatividade e excelência
nas obras. Para Kotler (1999 apud LACOMBE; HEILBORN, 2006, p. 350),
“liderança e administração são dois sistemas complementares de ação,
necessários ambos para o êxito de um negócio num ambiente volátil”. “O
real desafio é combinar uma liderança forte com uma administração forte e
usar cada uma pra equilibrar a outra. Administrar é saber lidar com a
complexidade. Liderar é saber lidar com a mudança”.

A liderança proporciona à administração uma facilidade na união dos


recursos para aplicação das idéias obtendo o retorno esperado. Ela desenvolve
influência sobre os liderados, mantém o respeito, auxilia a equipe, dissemina
comunicação e compreensão do todo, organiza e realiza com mais facilidade, a
implantação de idéias para o avanço dos procedimentos e otimização dos
recursos, atendendo assim, o objetivo fim.

5 CONCLUSÃO

O presente artigo fundamentou teoricamente a importância do papel do


administrador como gestor de organizações públicas ou privadas. Que o gestor
necessita de conhecimentos para readequar equipes, definir objetivo,
desenvolver estratégias e aplica-las no exercício da função.

Com o planejamento, organização do pessoal e estabelecimento de


necessidades prioritárias pelo administrador, permite-se um desempenho
adequado na produção ou prestação dos serviços, proporcionando efetivar a
qualidade.

Para o alcance da qualidade é necessário que o administrador


estabeleça alguns procedimentos padrões, crie regras para conquistar
organização, respeito e disciplina; realize também, reuniões periódicas para
uma gestão participativa desenvolvendo soluções para os problemas
existentes.

Contudo, o Administrador desempenha tanto o papel gerir (planejar,


organizar), como o de líder motivando e direcionando o pessoal para que juntos
conquistem o objetivo traçado e de conhecimento de todos. Tornando as
informações públicas dentro da instituição, permite-se que o pessoal tome
ciência dos acontecimentos e se envolva, fazendo parte do todo, em busca de
solução para que se obtenha sucesso na resolução de qualquer eventualidade.

Desta forma, o papel e presença do administrador têm relevância


fundamental para o planejamento, organização das ações conforme os
recursos existentes e os a serem conquistados, direção para cumprir a missão,
desempenhar funções rumo à visão e controlar para que as ações estejam de
acordo com o planejado, podendo ser corrigidas adequando às necessidades
do ambiente interno e externo que estão em constante processo de mudança.
Sem um responsável, um guia, a empresa perde a direção do foco que
necessita ter para obter resultados.

Tanto a organização privada com objetivo de satisfazer clientes e obter


lucro, quanto a pública em atender necessidades dos clientes e aplicar
recursos de forma eficiente para fornecer produto/serviço de qualidade ao
cidadão, sem administração é provável que fracasse, siga em círculos, sem
sucesso. Necessitam de planejamento, método, objetivo, foco e administrador.

FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR

Administração consiste em gerência, controle e direção de empresas públicas


ou privadas, tendo como objetivo maior produtividade e lucratividade. Para se
chegar a isto, o administrador avalia os objetivos organizacionais e desenvolve
as estratégias necessárias para alcançá-los. Este profissional, no entanto, não
tem apenas esta função teórica, ele é responsável pela implantação de tudo
que planejou e, portanto, vai ser aquele que define os programas e métodos de
trabalho, avaliando os resultados e corrigindo os setores e procedimentos que
estiverem com problemas.
Como é função do administrador que a produtividade e os lucros sejam altos,
ele também terá a função de fiscalizar a produção e, para isto, é necessário
que fiscalize cada etapa do processo, controlando inclusive os equipamentos e
materiais envolvidos na produção, para evitar desperdícios e prejuízos para a
empresa. Para que tudo seja funcional, o administrador também faz um estudo
do aproveitamento da mão-de-obra , atuando, inclusive, na admissão e
contratação dos funcionários, estabelece as relações da empresa com
contratados, tudo para garantir que o conjunto de fatores seja responsável pelo
sucesso da empresa.
Atividades na área financeira também fazem parte da administração e, em seu
cotidiano, o administrador trabalha com elaboração e análise de relatórios e
tabelas, além de enfrentar muitos desafios, principalmente quando o trabalho
diz respeito à reorganização e implantação de uma empresa ou ainda quando
vai lançar um produto no mercado.
Para o desenvolvimento de todas estas funções, é necessário que o
profissional que vá trabalhar como administrador desenvolva habilidades de
liderança, e que treine as formas mais claras de transmissão de idéias às
outras pessoas.
Para que o futuro administrador desenvolva todas estas habilidades, o curso de
administração contém disciplinas relacionadas à psicologia, sociologia e direito,
assim como matemática financeira e estatística, em teoria, administração não é
um curso apenas teórico, ele também consiste em análise de casos e
simulação de situações específicas em empresas fictícias. Atualmente, como
acontece em quase todas as profissões, o conhecimento de informática é muito
importante para um trabalho mais ágil e preciso.
Existem várias possibilidades de atuação na carreira do administrador. A
administração pode ser desenvolvida em empresas rurais ou agro-industriais,
em gerenciamento na área de informática análise de sistemas, em
cooperativas, onde o administrador vai precisar zelar pelos interesses de todo o
grupo de cooperados, administração do sistema de informações, comércio
exterior, marketing, mercadologia, orçamento e finanças, produção, recursos
humanos, administração hospitalar, pública e outras possibilidades, que
sempre estarão ligadas à organização de um setor ou empresa como um todo.
O curso tem a duração de, no mínimo, quatro anos, a titulação é de bacharel
em administração ou administrador e, para exercer a profissão, é obrigatório o
registro no Conselho Regional da Administração (CRA).

FUNÇÕES E PROCESSOS

Seu objetivo principal ao desenvolver seu trabalho era o mesmo de Taylor : a


eficiência organizacional, porém, partiu para uma linha de estudo
completamente diferente. Sua grande contribuição é a visão abrangente da
organização e a definição de seis funções básicas:

1- FunçãoTécnica – que hoje é muita conhecida como área de produção,


relaciona-se com aspectos de produção de bens e serviços.
2- Função Comercial – denominada nos dias de hoje função de marketing,
relaciona-se com a compra, venda e permuta dos bens produzidos e
consumidos pela empresa. Notem que a função de compra está incluída nessa
função.
3- Função Financeira – ainda hoje mantendo essa mesma denominação,
relaciona-se com a busca e gerenciamento dos recursos financeiros utilizados
pela empresa.
4- Função Segurança – que nos dias de hoje está inserida na área de
Recursos Humanos, tinha por atividade assegurar os bens das empresas e as
pessoas envolvidas com a empresa (acidentes de trabalho).
5- Função Contábil – hoje essa função não constitui propriamente um área
dentro da empresa, mas uma atividade. Como hoje, na época a função também
consistia em registrar as contas efetuadas, elaborar balanço e estatísticas.
6- Função administrativa – também hoje constitui uma atividade atribuída a
todas as áreas da empresa, tem o caráter de coordenação das demais áreas.
Fayol considerava essa atividade de integração da cúpula das demais
funções.

Apesar de algumas diferenças de conceitos na visão da empresa como um


todo, segundo Fayol, devemos admitir que nos dias de hoje pouca alteração
houve nessa concepção . Há autores contemporâneos que ainda exploram
essas idéias, ampliando-as com informações do ambiente externo, que na
época eram desconhecidas.

Definida a estrutura organizacional da empresa, cabia ainda conceituar a Sexta


função, uma vez que ela é a mais abrangente. Segundo Fayol, a função
administrativa é uma função que se reparte e se distribui com outras funções
essenciais, proporcionalmente entre a cabeça e os membros do corpo social da
empresa. Para o melhor entendimento do que comporia essa função, ela foi
dividida no que hoje denominamos processo administrativo e que Fayol definiu
como atos administrativos e dividiu-os em cinco: prever, organizar, comandar,
coordenar e controlar.

1- Prever – definido como o ato de visualizar o futuro e traçar programas de


ação, hoje é denominado planejamento.
2- Organizar- definido como o ato de compor a estrutura funcional da empresa,
hoje é denominado do mesmo modo.
3- Comandar- definido como o ato de orientar e dirigir o pessoal, hoje é
denominado direção.
4- Coordenar- ato de ligar, unir, harmonizar todos os esforços da empresa em
torno de seu objetivo, é hoje denominado execução.
5- Controlar- definido como o ato de verificar se as ações estão ocorrendo
dentro das normas estabelecidas, é hoje denominado igualmente.

Com isso entendeu-se que para cada função definida anteriormente estavam
inseridos os cinco atos administrativos. Apesar de cada função necessitar de
várias pessoas com capacidade específica pertinente a função, tais como
técnica ou financeira, essas pessoas deveriam também ser treinadas de
maneira organizada para o desempenho da função administrativa. Essa prática
é utilizada ainda hoje.

PRINCÍPIOS BÁSICOS

No sentido de estruturar melhor os conhecimentos da administração e fazer


com que sua teoria fosse mais bem entendida e aplicada, Fayol elaborou suas
próprias leis universais, que são os princípios de que já falamos anteriormente,
num total de quatorze. Esses princípios constituem a bíblia a ser seguida por
todos da empresa, numa tentativa de controlar as variáveis que poderiam
influenciar o sistema, porém não eram conhecidas até então. Esses princípios
guardam alguma semelhança com aqueles definidos por Taylor, o que nos leva
a entender que Fayol absorveu algumas de suas idéias. São eles:

1. Divisão de trabalho – como o princípio da abordagem cientifica, consiste em


segmentar a tarefa para aumentar o ritmo de produção, conduzindo a uma
especialização de função.
2. Autoridade e responsabilidade – também já defendidas anteriormente como
princípio de poder de mando a sanção.
3. Disciplina – decorre da aceitação do poder de mando advindo da autoridade.
A obediência é o respeito às normas emanadas do poder superior dentro da
hierarquia estabelecida na organização.
4. Unidade de comando – é o princípio de que cada subordinado cabe um só
chefe; portanto, uma só unidade de comando e um só programa.
5. Unidade de direção – decorre do princípio anterior, como uma contrapartida
de subordinação. Poderia ser absorvido em um só princípio.
6. Subordinação do interesse particular ao interesse geral – constitui o princípio
de que os objetivos organizacionais são mais importantes que os objetivos
pessoais, devendo este ser modificado em função do primeiro.
7. Remuneração – é a maneira pela qual se retribui os serviços prestados,
devendo-se Ter sempre em mente o princípio de equidade e justiça.
8. Centralização – as diretrizes e normas que regem a organização devem
emanar de um comando central de cúpula.
9. Hierarquia – é a autoridade e a responsabilidade emanadas de cima para
baixo, categorizando os chefes. O caminho que define essa categorização é
denominada via hierárquica, por onde passam as ordens em diferentes graus.
10. Ordem – como o conceito de organização, arrumação, é o princípio de que
cada coisa deve estar em seu lugar.
11. Equidade – princípio em que está embutido o de tratamento igual para
pessoas iguais. Fica clara a composição de grupos através de seus pares,
donde vem o princípio de cargos iguais, tarefas iguais e remunerações iguais.
12. Estabilidade do pessoal – mesmo conceito utilizado ainda hoje, que é o da
garantia de emprego.
13. Iniciativa – é a capacidade de criar situações que favoreçam a execução da
tarefa, podendo sugerir modificações no método em uso. Espera-se que ocorra
em todos os níveis hierárquicos.
14. União – a harmonização entre o pessoal da empresa é um princípio
esperado e dá garantia de que a empresa funcionará com grande vitalidade. É
o chamado espírito de equipe, em que há a idéia de cooperação e não-
competição.

Na composição dos princípios universais de administração existem algumas


discordâncias entre Fayol e outros autores dessa mesma abordagem, porém
as diferenças não são muito grandes.
Outro autor importante de ser mencionado nessa abordagem é R.C. Davis que
integrou o trabalho dos que antecederam Fayol e adicionou ao sistema uma
teoria consistente e compreensiva da administração.
Davis via a organização como uma entidade abstrata e legal, formada e dirigida
por um sistema racional de regras e autoridade. A empresa justifica a sua
existência e contribui para a necessidade de seus membros pela obtenção da
satisfação do consumidor e conseqüente recompensa aos que compõem a
empresa. Com isso atende ao primeiro objetivo que é a economia e ao
segundo que é a eficiência.
O trabalho do administrador, segundo Davis, consistia em planejar, organizar e
controlar. Planejar é o esforço de descrever amplamente os termos de decisão,
definição de metas, políticas, liderança de uma organização e distribuição de
atividades. Assim, planejar leva-nos a organizar, desde que a alocação de
função envolva a identificação e a colocação adequada das unidades
administrativas.
O conceito de autoridade e responsabilidade é usado para relacionar as
unidades organizacionais: autoridade é o direito de comandar o trabalho
atribuído; responsabilidade é a qualidade inerente a uma função. Com isso
essa abordagem reconhece várias bases, tais como: produto, cliente e área
geográfica. O agrupamento horizontal dos indivíduos e o número de pessoas
que compõem esses grupos definem a amplitude de controle. A divisão vertical
da organização cria um nível de autoridade, com sua origem no topo da
estrutura. O agrupamento de funções em departamentos e o estabelecimento
de objetivos para as unidades organizacionais fornecem a Davis bases para
distinguir entre linha e staff. A linha é responsável pelos objetivos principais e o
staff pelos objetivos secundários. Finalmente, Davis fornece um ensaio
prematuro de análise da função Controle e classifica-a em controle a priori e
controle a posteriori, classificando algumas atividades cujo controle ocorre
antes e outras cujo controle ocorre após. Essa distinção, apesar de importante,
era inconvencional na época e somente estudada mais a fundo nas teorias
mais modernas e recentes sobre controle.
Davis desenvolveu uma identificação compreensiva dos princípios de
administração, que por muitos anos permaneceram como padrão nesse campo
do compreensiva da administração de funções e processos.

Principais Críticas

Assim como a abordagem científica, apesar de esta abordagem apresentar


aspectos mais avançados e esquecidos ou não visualizados naquela
abordagem, ainda assim, aos padrões de hoje, essa abordagem é passível de
crítica. Ela é sobretudo bastante simplificada do ponto de vista da forma de
organização. Quando observamos a forma concebida por Fayol de arrumar a
casa, podemos observar a influência da racionalidade de seu pensamento e o
quadro de referência influindo na concepção de seus princípios, tornando a
empresa, em alguma coisa, bem certa e organizada, sem considerar as
influências dos grupos sociais que a compõem.
Esse fato faz com que Fayol menospreze os aspectos psico-organizacionais
que permeiam qualquer inter-relação entre pessoas ou pessoas e coisas,
impedindo-o de ver aspectos de conflitos grupais, surgimento de grupos
informais, a não-aceitação da anulação de objetivos pessoais organizacionais,
a disputa natural por poder. A não- existência desses fatos leva-nos a crer que
as pessoas funcionam como máquinas, sem sentimentos de qualquer espécie.
Essa visão de empresa enquanto máquina, evidente desde a primeira
concepção de empresa, leva a um radicalismo extremo de idéias e a uma
abordagem mecanicista e determinística da organização.
Vejamos outros destaques que contribuíram para a abordagem da
organização.

Mary Parker Follet

Ela não foi descoberta pelos discípulos da administração até seus 50 anos e a
ajuda veio por parte da interferência de seu pai, como filósofo, político e crítico
social.

Em 1920 publicou O Estado Novo, o que fez dela uma força eminente na
política e no mundo governamental. Suas pesquisas em relações humanas
contribuíram para promover o pensamento grupal. Ela precipitou uma crítíca
pública para uma administração mais científica no governo.
Os líderes administrativos aderiram às idéias de Follet, uma vez que trouxeram
uma orientação não administrativa para os problemas das indústrias que
sofreiam de uma overdose das análises frias de Taylor. Renovou os valores
das coisas, tais como: profissionalismo, participação, criatividade e
humanitarismo.