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Unidade 2.

Execução – Parte Geral

Capitulo 1 – Noções Gerais

1) Diferença entre processo de conhecimento e execução forçada

 Atuação jurisdicional distinta: nº 1 não há certeza (precisa de sentença), na 2º há


certeza, no 1º pesquisa o direito, no 2º tem titulo de execução, no 1º julga, no 2º
executa.

 processo de conhecimento – deverá haver produção de provas, pois o direito


está sendo discutido, não havendo certeza;
 pesquisa o direito, ou seja, deverá haver a produção de provas ( autor – exequente |
reu – executado)
 o juiz julga, pois deverá analisar se há o direito e de qual parte é.
 pretensão + pretensão resistida (resistência do reu é maior que a pretensão do
autor)

 execução forçada – há certeza do direito, pois a lei define/reconhece como titulo


de credito, devendo ser extrajudicial.
 o juiz executa
 titulo com força executiva – o juiz manda o executado a cumprir, não precisando
passar pela fase de conhecimento e produção de provas
 ação executiva para satisfação de credito – depende do título executivo (pagar
quantia, fazer ou não fazer, entrega da coisa – devendo ser passível de transferência)
 defesa por meios de embargos – irão depender da execução
 cumprimento de sentença utiliza procedimento com fonte subsidiaria. Art.
771/CPC
 poder judiciário como órgão executivo. Art. 778/ CPC – irá determinar à
execução, para haver a satisfação do credito ao credor
 se faltar requisitos para a ação de cobrança (certo, liquido exigibilidade) -
1- Ação de cobrança
2- Monitoria (antes da ação de cobrança) - Procedimento Especial do CPC
 785/CPC permite opção do credor, de outras medidas judiciais que não a via
executiva – o credor poderá entrar com a ação de cobrança ao invés da via executiva.

2) Visão unitária da jurisdição

Couture – Estado com poder de julgar e fazer cumprir


 o Estado (juiz) tem poder de julgar e mandar que seja cumprido, o que foi julgado e
os títulos executivos extrajudiciais

3) Finalidade de execução forçada

 Realização da sanção – quando não houver cumprimento ao devedor, haverá um


coersão dada pelo judiciário
 coação ao adimplemento da obrigação
 sanção civil – ingressar no patrimônio
 caráter reparatório – pagamento em debito + custas + honorário; saldo
remanescente devolve para o devedor.

4) Aplicação subsidiaria das regras do processo de conhecimento. Art. 318, pú,


771, pú/ CPC

5) Ato atentatório à dignidade da justiça e litigante de má-fe

 conduta omissiva ou comissiva do devedor. Art. 774 e 777/CPC - frauda a


execução, ou seja, desfaz do patrimônio para não pagar, criando situações falsas.
 918, pú/CPC – hipótese ato atentado  embargo protelatório
 772 e 773/CPC – atos do juiz
 multa – até 20% do ato atentatório e ou até 2% do litigante de má-fé (art. 80/81 do
CPC), podendo o juiz condenar nos 2.

6) Protesto da decisão transitada em julgado (517/CPC) e cadastro inadimplente


(782,§ 3º E 5º do CPC)

 o próprio juiz expede uma autorização para que haja um protesto


 cadastro de negativação do nome do indivíduo

7) Execução ilegal: condenação em ressarcimento causados ao executado. Art.


777/CPC (não no mesmo processo)

 não é feita apenas só por litigância de má-fé e sim aquela que é proibida em lei.
 devedor pede ressarcimento pelos danos causados, por ter entrado com a execução
ilegal.

- Requisitos da execução

1- Regras gerais sobre pressupostos do processo e condenação da ação


(319/320 do CPC)  cópia do título  se não juntar  correção em 15 dias,
art.801 do CPC

 a petição inicial deverá vir acompanhada do título executivo


 o juiz não pode indeferir de imediato, dando um prazo de 15 dias para ocorrer a junta
do título. Caso não ocorra, haverá o indeferimento da inicial
(*) cofre de secretaria – guardar o titulo

2- Requisitos específicos
a) título de execução:
 judicial. Art.515 do CPC – cumprimento de sentença
 extrajudicial. Art. 784 do CPC
(AV) b) obrigação/titulo liquida (sem dúvida quanto ao objeto), certa (sem dúvida da
existência) e exigível (sem dúvida sobre atualidade/não prescrita, mas vencido ). Art.
783,786 a 788 do CPC
 satisfação mediante contraprestação: prova na exordial: art. 787 do CPC (aplicação
excuza contrato não cumprido)
(*) Ambos tem que cumprir a obrigação, caso um não pratique o ato, poderá entrar
com uma ação de execução. Entretanto poderá entrar com uma justificativa na petição
inicial o porque não houve o cumprimento da obrigação

c) Inadimplemento total ou parcial da obrigação


 execução parcial – parte do pagamento do pagamento é feita.

(AV) Capitulo 3. Princípios da execução

1- Aplicação princípios gerais no processo civil

 devido processo legal


 contraditório
 ampla defesa
 acesso a justiça

2- Principio da máxima utilidade da execução: resultado + próximo do que teria


sem ação. Útil ao credor sem intenção de apenas prejudicar o devedor

 836 do CPC
 o resultado tem que ser próximo ao que credor teria tido, antes da ação de
execução
 não poderá prejudicar o devedor, porém deverá ser útil ao credor
 quando ocorrer do devedor não pagar, irá ocorrer a penhora (BACENJUD), para
ocorrer o pagamento ao credor.
 a penhora deverá ter um valor que seja útil a ação

3- Principio do menor sacrifício do devedor

 menor onerosidade
OBS: preço VIL, 50% do patrimônio penhorado que foi a leilão. Menor incapaz 80%
da avaliação.
 meio menos gravoso. Art. 805 do CPC

4- Balanceamento dos princípios


 execução equilibrada:
interesses do credor
X
menor prejuízo para o devedor

5- Principios da taxatividade

 previstos em lei
 515 + 784 do CPC
 leis extravagantes

6- Principio da realidade

 execução é real: incide sobre patrimônio e não a pessoa


 789 do CPC
 prisão civil – não é permitido, somente em execução de alimentos.

7- Principio satisfatividade

 execução se realiza para satisfazer o direito (o que está especifico no título) do


credor (tem eficácia)
 deve atingir apenas o patrimônio até montante suficiente para pagamento da
obrigação

8- Principio da especificidade

 execução tem que ser especifica – vinculada aquilo que está previsto no título
executivo.
 Obter o que está previsto no título
 permite conversão em perdas e danos. Art. 809 e 816 do CPC (obrigação de fazer e
ou entregar a coisa certa, converte, mas não perde a especificidade)

9- Principio da disponibilidade da execução


 desistência sem consentimento excedido. Art. 775 do CPC
 se desistir, ônus processuais se já houver embargos ou impugnação (poderá desistir
o exequente da ação depois da citação, sem consentimento do executado)
 caso o executado já tenha entrado com os embargos, o exequente deverá arcar com
as custas
 se já houver embargos, pode prosseguir (ex: interesse para declarar a nulidade do
título 775 pu cpc
Capitulo 4. Classificação das espécies de execução

1. Quanto a estabilidade do título


 título executivo judicial
 execução definida – já transitou em julgado
 execução provisória – ainda não transitou em julgado, tendo pendencia de recurso,
não podendo ter efeito suspensivo

 título executivo extrajudicial (liquido, certo e exigível)


 regra: definitiva
 execução: provisória nos embargos com recurso de sentença (decisão dentro dos
embargos, que ficam em apenso)

2. Quanto a especificidade do objeto da obrigação


 execução especifica: entrega da obrigação inadimplida
 fazer, não fazer e dar coisa certa
 entrega de uma coisa determinada
 está especificada no titulo
Obs: poderá tornar-se genérica, durante o processo. Caso ocorra o perecimento ou a
não entrega da coisa, tornando-se em perdas e danos
 genérica: visa dar guantia
 juros, multa, correção, clausula penal nos contratos
 dano moral e ou material

3. Quanto à origem do título e objeto da obrigação

Origem título/ objeto Título judicial Título extrajudicial


Fase de cumprimento de
Processo de execução
sentença (513 e ss do
autônomo (827 e ss do
CPC) + sentença penal
Obrigação de pagar CPC) – está dando
condenatória (poderá
quantia certa entrada, ou seja,
condenar em quantia),
começando do zero.
arbitral e estrangeira
Fase de cumprimento de
sentença (536 e 537 do Processo de execução
Obrigação de fazer e CPC) autônoma (815 a 823 do
não fazer  caso não cumpra haverá CPC)
uma multa astrendes
Processo de execução
Obrigação de entrega da Fase de cumprimento de
autônoma (806 a 813 do
coisa certa e incerta sentença (538 do CPC)
CPC)

4. Execuções especiais
a) Execução de alimentos
 cumprimento de sentença: 528 a 533 do CPC (judicial)
 se este não pagar a execução de alimentos, poderá entrar com o cumprimento de
sentença
 o réu é citado para pagar em 3 dias, sob pena de prisão
 podendo ser cobrado apenas as 3 ultimas parcelas vencidas (da data do ajuizamento
e parcelas vencidas durante o processo)
 execução de título extrajudicial: 911 a 913 do CPC
 penhora caso não pague as parcelas anteriores vencidas. Art. 523 e ss; 827 e
ss do CPC
 2 processos separados

b) Execução contra Fazenda Pública


 extrajudicial: 910 do CPC
 ação de execução autônoma
 cumprimento de sentença: 534 a 535 do CPC (judicial)
 fazenda paga
 não há constrição patrimonial (penhora), nem expropriação (fase subsequente
da penhora)
 precatórios e RPV (requisição de pequeno valor – 60 salários, 40%)
 a fazenda tem que pagar o precatório no ano seguinte da sentença
 especialidade do procedimento: continuidade serviço público (o serviço público não
pode parar, a coletividade prevalece)
 execução fazer, não fazer, entrega coisa: mesmo procedimentos
 cumprimento de sentença, ação de execução ou astrentes
 fazenda citada para embargos: 910 do CPC
 citada para embargar
 30 dias para defesa (embargos)

c) Execução fiscal
 Lei 6830/80

d) Execução contra devedor insolvente


 CPC/15  CPC/73
 1052 CPC/15
 quando se fala de insolvência civil, fala-se do indivíduo que tem mais dividas
(passivo) do que patrimônios (ativo), esta pede insolvência ou o seu credor pode pedir
 falido pessoalmente

 noções gerais:
 ação para declaração judicial – depende do juiz declarar a insolvência por meio de
sentença, após o devido processo legal

 Legitimidade
 devedor ou seu espolio – caso o devedor morra o seu espolio (conjunto de bens)
irá responder, ficando sob responsabilidade de seu inventariante
 credor com título executivo judicial ou extrajudicial – deverá ter uns dos títulos.
Obs: ainda que o juiz perceba que seja um caso de insolvência, este não poderá pedir
de oficio, ou seja, depende da provocação de uma das partes (devedor, espolio ou
credor com título executivo extrajudicial ou judicial)
 753, 754 e 759 do CPC/73

 competência: juízo estadual  domicilio do devedor  competência territorial


absoluta: 760 do CPC/73
× será julgado no domicilio do devedor, caso este tenha mais de um domicilio poderá
escolher qual destes responder
× competência absoluta por ser no domicilio

 requerimento pelo devedor ou espolio


 760, I a III do CPC/73
 jurisdição voluntaria – não tem réu
× só há o requerente, este pede a sua própria insolvência
× deverá na petição inicial indicar quais são seus credores e quais seus bens
× deverá ter mais passivo do que ativo para solicitar a insolvência
× os credores deverão ser intimados para apresentar os créditos (debito), para poder
formar um quadro de credores
OBS: não cabe contestação por ser uma ação voluntaria
 faculdade do devedor

 requerimento pelo credor


 faculdade do credor
× se o credor sabe que o devedor tem bens, este fica interessado e não se preocupa
com o restante dos credores
× o credor tem interesse de pedir insolvência quando estes descobrem que há bem
penhorado por um credor, solicitam então o concurso de credores e posteriormente
ocorrer a divisão destes
 procedimento:
I. petição inicial – art. 319 a 320 do CPC/15
× entra com a ação declaratória de insolvência civil.
× credor contra devedor, ou seja, há lide/ jurisdição contenciosa
II. Citação do devedor
III. Devedor no prazo legal pode:
a. pagar a dívida gerando a extinção do processo
b. Não pagar e não embargar: 755 e 756 do CPC/73
× embargos da execução (contestação/defesa)
× caso não pague e não embargue o processo irá seguir
c. depositar valor e opor embargos:757 do CPC/73
× se ele paga o valor, o devedor impede a declaração de insolvência, podendo
defender-se e não declarar sua insolvência
d. embargar sem deposito: 756 do CPC/73
× prorroga a insolvência apresentando os embargos de execução
 perícia e AIJ se necessário: 758 do CPC/73
× em regra geral as provas são documentais (contrato, registro, documentos)
× só será necessário perícia e AIJ se for preciso de um profissional da área
 sentença: cunho declaratório e constitutivo  declara insolvência e instaura
execução universal
× a sentença é declaratória por declarar aquela pessoa insolvente (passivo maior
ativo)
× é constitutiva por instaurar execução universal – quadro de credores (juntam todos
no mesmo processo), ou seja, deverão apresentar os créditos para o recebimento (se
houver recebimento)

 efeitos objetivos da sentença


 Vencimento antecipado da dívida. Art. 751, I do CPC/73
× as parcelas que estão por vencer futuramente, são consideradas parcelas vincendas

 Arrecadação de bens e início da execução coletiva. Art. 751, II do CPC/73


× formar o quadro geral de credores (valores, créditos preferenciais)
 Torna ineficaz a penhora realizada em execução singular e juízo insolvente atrai
todas as execuções salvo as fiscais: 762, § 1°e 2° do CPC/73
 Convocação de credores para declaração de credito: 765 do CPC/73

 efeitos subjetivos da sentença (ao próprio insolvente)


perda do direito de gerir bens: 752 do CPC/73
 restrição de capacidade processual: 766, II do CPC/73
 continuidade de contratos  definida pelo administrador judicial se bilaterais
 administrador da massa. Art. 761, I do CPC/73
 deveres
 direitos
 767 do CPC/73
 Verificação e classificação dos créditos: fase de concurso de credores. Art.
768 a 772 do CPC/73
 intimação por edital
 contador para classificação geral
 10 dias para manifestação
 leilão de bens – os bens arrecadados vão a leilão e depois distribuídos entre o
quadro de credores (o administrador da massa forma)

 Credores retardatários e sem título executivo


 784 do CPC/73
 pode pleitear cota proporcional antes do rateio final

 Pagamento aos credores – deve haver liberação judicial, para ocorrer o


pagamento, observar a preferência no quadro de credores, ficando a cargo do
administrador judicial
 773 a 776 do CPC/73
 bens arrecadados nos próprios autos

 Extinção das obrigações


 5 anos  a contar  transitada em julgado da sentença de encerramento do
processo de insolvência
 778 a 782 do CPC/73

 Pensão para insolvência – o juiz fixa


 se não tiver culpa – não agir com culpa, para estar naquela situação
 se a massa comportar – deverá ter bens e que produzam um tipo de renda (frutos).
Caso não tenha bens, não irá receber nada
 até a alienação dos bens – a pensão vai até o momento da alienação, feita a
alienação, este não recebera mais nada
 785 do CPC/73

Capitulo 5: Competência para executar

1. Competência para executar titulo judicial


 516 do CPC/15 (OLHAR)
 Tribunais nas causas de competência originaria – a onde começa o processo
 juízo que decidiu causa de 1º grau – o juízo que decidiu primeiro
 juízo cível competente quando: sentença penal condenatória; sentença
arbitral; sentença estrangeira e acordão tribunal marítimo – a sentença deverá
ocorrer na vara cível, para execução.

2. Competência para execução titulo executivo extrajudicial


 781 do CPC/15 (OLHAR)
 juízo competente – foro de domicilio do executado, foro de eleição.....

Capitulo 6. Partes na execução

1. Legitimidade
a. ativa: credor
b. passiva: devedor

2.
 Legitimidade originaria: consta no próprio titulo (credor e devedor)
 Legimidade deverivada (superveniente): não consta no título  cessão,
sucessão, sub-rogação ( quando o credor ou devedor)

3. Legitimidade ordinária: sujeito em juízo em nome próprio


 Legimidade extraordinária: sujeito em juízo em nome próprio defendendo direito
alheio – art. 18 do CPC/15
 MP, mãe de menor incapaz

4. Cumulação indevida das execuções (cumulação de títulos distintos)


 780 do CPC/15
 mesmo executado, mesma competência, mesmo procedimento
 uma execução com 2 ou mais títulos
 faculdade do credor
 fica a faculdade do credor, cumular
 ajuizada a execução, não pode acrescentar outros títulos  fenômeno da
estabilização da relação processual, salvo autorização judicial, como ato atentatório
(777 do CPC/15) e prestação de trato sucessivo (323 do CPC/15)

5. Litisconsórcio
 Permitido:
a) ativo e passivo
b) facultativo e necessário

6. Intervenção de terceiros
 via de regra – não cabe intervenção de terceiros na execução, pois no processo de
execução não há discussão de mérito, dado o fato que é processo liquido, certo e
exigível
 Incidental de desconsideração da pessoa jurídica
 quando o executado é a pessoa jurídica e este fez má gestão, tendo então de atingir
os bens do sócio, através da desconsideração da personalidade jurídica.

 Assistência de denuncia a lide e chamamento ao processo – STJ não admite

(AV) 7. Posição jurídica do cônjuge


 poderá discutir a validade ou eficácia do título  embargos à execução)

 regime de bens – deverá analisar o regime de bens


 regime separação total de bens – não atinge o patrimônio um do outro
 regime separação parcial de bens – adquiridos onerosamente, durante o
casamento. Metade de cada um, ou seja, se um dos cônjuges for executado, este tem
o direito da meação livrando sua metade da penhora
OBS: caso o exequente execute todo o bem, poderá o cônjuge pedir a desconstriçao
(meação da penhora, que a parte deste seja liberada  50%).
 Ação utilizada – embargos de terceiro (objeto da ação  provar a meação, data
da compra do imóvel e a data do casamento)

 dívida do executado em benefício da família


 quando a dívida é feita a favor/revertido da família – o outro cônjuge será
responsabilizado, independente do regime de bens. Arts. 1643 e 1644 do CC
 se não for dívida que reverta a favor da família – se for objeto de meação,
somente a meação do endividado/executado responderá pela dívida. O cônjuge então
não responderá pela dívida.

 790, IV do CPC

 embargos de terceiro: 674 do CPC (visa proteger a posse ou propriedade de um


bem apreendido por decisão judicial proferida em processo pelo qual o possuidor faz
parte)
 diferente de embargos da execução - É uma ação independente, ou seja,
autônoma, em que o executado se manifesta, apresentando sua discordância
referente a dívida, o título. É como se fosse uma contestação (defesa do executado)
× Via de regra – só o executado pode opor embargos da execução, pois só este pode
discutir a dívida ( validade do título, efeito, se há uma irregularidade).
× Exceção  cônjuge: discutir a validade ou a eficácia do título do exequendo:
embargos à execução, art. 914 do CPC

(AV)Capitulo 7. Responsabilidade Patrimonial

1. Princípio da realidade da execução: execução recai sobre os bens: 789 do


CPC
 recai sobre o patrimônio do executado
 constrição patrimonial – penhora, arresto, sequestro (bloqueio do patrimônio)

2. Bens que não se submetem à responsabilidade do devedor


 Impenhorabilidade absoluta (está nas leis)
 833 do CPC (rol taxativo – não pode penhorar, mas tem ocorrido penhorabilidade
parcial)
 § 1 e 2 da Lei 8009/90 (bem de família)

 Impenhorabilidade relativa
 834 do CPC - penhora dos frutos

 Teoria do patrimônio mínimo e dignidade da pessoa humana – que o indivíduo


viva com o mínimo, entretanto com dignidade.

3. Ordem preferencial
 835 do CPC (está no artigo)

4. Bens de terceiro sujeitos a execução


 794 – fiador  não tem bem de família, art.3 da lei 8009/90
OBS: devedor principal tem bem de família
 795 – bens do sócio, que podem vir a responder  desconsideração da
personalidade jurídica
 796 do CPC – o espolio (conjunto de bens deixado pelo falecido) responde pela
dívida do falecido, ainda que seja insuficiente, os herdeiros não deverão pagar o
faltante (os bens pessoais não respondem). Art.1792 do CC
 790
× sucessor, obrigação reiperceturoria (perseguir o bem a onde este estiver)
× sócio
× devedor em poder de terceiro – transferência de bens a nome de terceiros. Art. 50
do CC
× cônjuge
× fraude contra credores
× desconsideração da personalidade jurídica – sócios da empresa respondem

Cap. 8. Fraude contra credores e fraude à execução


1. Fraude contra credores (não há um processo, credor  devedor)

 natureza jurídica – material, previsto no CC

 Requisitos:
 objetivo: ‘’eventus damni’’: diminuição do patrimônio  insolvência
× diminuição do patrimônio do devedor, levando este a insolvência, ou seja, não tem
bens para responder pela dívida
 subjetivo: ‘’consilium fraudis’’  fraude bilateral (presume a transferência gratuita
- doação)
× há intenção de fraudar ou tomar o conhecimento
× se for onerosa – má-fé

 Caracteristização  após inadimplemento da obrigação. Art. 158 e 159 do CC


× o inadimplemento é indispensável, para caracterizar a fraude

 Ação pauliana: desconstituição da fraude contra credores  art. 158 a 165 do


CC
 polo passivo (devedor e terceiro)
 feita por petição inicial
 tem como objetivo desconstituir a fraude, devendo provar, buscando desfazer o
negócio jurídico, retornando o bem para o patrimônio do devedor, para que o credor
execute e penhore.
 réu – devedor e terceiro (litisconsorte necessário)
 autor – credor

 sentença desconstituição do negócio jurídico

2. Fraude à execução

774 do CPC (multa por ato atentatório)


 natureza jurídica – direito processual

 792 do CC

AV  Instituto de direito processual


 não é necessário uma ação autônoma, bastando somente uma petição dentro do
processo (credor provando a venda, fraude de execução e pedir para que o bem fique
com o devedor)
Obs: o terceiro adquirente será intimidado, porém não está dentro do processo,
podendo entrar com a ação embargos de terceiro 674,§ 4°(764 do CPC) se de boa-fé
(se ganhar o credor perde a execução). Prazo de 15 dias, a contar da intimação.

 atenta contra credor e poder judiciário


 frauda o processo

 considerado ato atentatório a dignidade da justiça


 Não necessita ‘’consilium fraudis’’, mas STJ protege terceiro de boa-fé –
Súmula 375 (analisar o ato com efeito erga omnes)
 o terceiro tem conhecimento, para tornar insolvente o devedor
 STJ – preservar o terceiro de boa-fé ( objetivo e subjetivo – Súmula 375). Em tese
precisaria somente do objetivo.

 na execução fiscal não aplica súmula  considera fraude desde a inscrição


na dívida ativa (185)
 o terceiro está de má-fé, basta estar inscrito da dívida ativa no poder público
Obs: quando ocorre a compra e não olha os documentos, este estará sujeito a ser
visto como má fé

 Não necessita sentença  petição nos próprios autos  terceiro intimidado 


possibilidade de embargos de terceiro: arts. 792, § 4° do CPC

Unidade 3: Das diversas espécies de execução

Cap. 1. Execução da obrigação de pagamento de quantia certa contra devedor


insolvente

1.Noções Gerais
 execução autônoma
 credor contra devedor
 Titulo executivo extrajudicial de obrigação de pagamento de quantia certa
 deverá ser um titulo de pagar a quantia certa (nota promissória, cheque..)

2. Petição incial
 789 e 799 do CC
 mandato de averbação: consta na matricula do imóvel que existe ação em
tramitação

a. pedido mediato (bem da vida)  credito, ou seja, que o executado seja citado,
executado e condenado para pagar + pedido imediato (provimento
jurisdicional requerido)  pede para o juiz

b. causa de pedir
 menção ao título
 comprovante de exigibilidade
 inadimplemento do devedor
 demonstração de debito
 planilha de debito

c. Indicar valor da causa


 o valor que está sendo executado atualizado
3. Prazo prescricional
 de acordo com o titulo
 art. 206, § 3° do CC

4. Averbação da execução
 a averbação não retira o direito de contestar a dívida
 30 dias a contar do vencimento de dividas, a contar do protesto
 no registro de bens
 828 do CPC

5. Incidência de honorários
 827 do CPC: 10% sob o valor da causa (da execução)
 metade para o pagamento em 3 dias
 se fizer o pagamento em 3 dias, pagará metade do honorário 10%  5%, sob o
valor da causa
 se embargo for improcedente: 20%
 embargos do devedor, este deverá perder para que ocorra o pagamento

6. Citação do devedor
 829 do CPC
 pagamento de 3 dias (a contar da citação) ou oferecimento de embargos em
15 dias (da juntada do mandato)
 914 e 915 do CPC

7. Arresto
 pré penhora
 ocorre um bloqueio, garante que estes bens irão ser executados pelo credor
 830 do CPC

 medida de oficio pelo Oficial Justiça


 arresta o bem do executado

 quando não encontra o devedor


 após: procura + 2 vezes – deixa um bilhete, informando a citação.
× deverá ter um relatório dos bens arrestados, ressalvo que há bens
impenhoráveis.

 suspensão de ocultação: citação por hora certa


 deixa um bilhete, informando a citação

 se frustada citação hora certa: citação por edital

 com citação e transcorrido o prazo para pagamento  arresto convertido


em penhora independente de termo
 converte automaticamente o arresto para penhora, após a citação
 não é cautelar
 o oficial de justiça, arresta o bem
 não é tutela cautelar de arresto

 natureza de ato executivo