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HISTÓRIA E

EVOLUÇÃO DOS
APARELHOS
AUDITIVOS

PROFA. ALINE APARECIDA TOMIASI DE SOUZA


MESTRE EM DISTÚRBIOS DA COMUNICAÇÃO

ATOMIASI@FAG.EDU.BR
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DOS
APARELHOS AUDITIVOS
PROVAVELMENTE O PRIMEIRO APARELHO AUDITIVO DE QUE SE TEM NOTÍCIA TENHA SIDO
SIMPLESMENTE A MÃO POSICIONADA EM CONCHA ATRÁS DA ORELHA, O QUE PERMITE UMA
PEQUENA AMPLIFICAÇÃO DOS SONS.

APESAR DESTA INFORMAÇÃO NÃO TER CONFIRMAÇÃO CIENTÍFICA, SABE-SE QUE ESTE
RECURSO GARANTE UMA AMPLIFICAÇÃO DE ATÉ 10DBNA NA FAIXA DE FREQUÊNCIA DE 100 A
3.000HZ.

HÁ REFERÊNCIAS DE QUE O IMPERADOR ROMANO ADRIANO (117-135 D.C.) VALIA-SE


DESTE MÉTODO PARA OUVIR.
A tecnologia aplicada nos aparelhos auditivos podem ser divididos em
cinco principais épocas:

• ERA ACÚSTICA;
• ERA DO CARBONO;
• ERA DA VÁLVULA;
• ERA DO TRANSISTOR;
• ERA DIGITAL.
ERA ACÚSTICA

• Mão em concha – coleta e reflete


os sons ao redor do pavilhão
auricular;
• Garante uma amplificação de até
10dBNA na faixa de frequência
de 100 a 3000Hz;
• Século XIII (cornetas acústicas
de origem animal);
• Século XVII (cornetas acústicas
manufaturadas pelo homem);
• Século XVIII e XIX foram mais
utilizadas;
ERA DO CARBONO
• Final do século XIX e início do século XX surgiu a primeira prótese
auditiva elétrica;
• Inventada por Alexander Grahan Bell, em 1876, a partir da invenção do
telefone;

 BELL ERA PROFESSOR DE DEFICIENTES AUDITIVOS EM BOSTON,


APAIXONOU-SE POR UMA ALUNA SURDA E ASSIM ENVOLVEU-SE EM
VÁRIOS EXPERIMENTOS QUE VISAVAM O DESENVOLVIMENTO DE
SISTEMAS PARA AUXILIÁ-LOS.
ERA DO CARBONO
• Era composto por um microfone de carbono, um receptor e uma fonte
de energia elétrica;
• Ganho acústico limitado;
• Akoulallion (akouphone) - 1899 – primeiro aparelho auditivo elétrico
que tinha um transmissor de carbono e uma bateria.
• Em 1925, Bell idealizou o amplificador de carbono – maior
potência nos aparelhos auditivos;
• Em 1932, foi lançada a primeira prótese via óssea;
• Em 1935, foi lançado o Salex – a – phone (Radioear Corporation)
apresentava três microfones, quatro amplificadores, um receptor
de via aérea e três receptores de via óssea.
ACOUSTICON RB (1908)
AKUSTIK TEUTONOPHONE C7
(1930)
SONOTONE 451(1937)
ERA DA VÁLVULA

• Surgiram a partir de 1930-40.


• Ganho maior, faixa de frequência mais ampla e menor distorção;
• Faixa de frequência se estendia até ±4khz;
• Saída máxima em algumas prótese era superior a 130 db;
• Utilizado também o microfone de cristal que era menor, com saída
elevada e boa resposta de frequências;
• Problemas do microfone e receptor
de cristal: bastante afetados pela
umidade e altas temperaturas;
• 1936 – surgiu a bobina de indução
telefônica;
• Surgiu também o microfone
magnético, mais resistente as
variações de umidade e
temperatura;
Em 1942, foi descrito o primeiro
molde ventilado e a ventilação passou então a
ser utilizada quando necessária.

BELTONE HARMONY
(1946) AUREX CA (1944)
ERA DO TRANSISTOR
Iniciou-se um período da
microeletrônica, marcado pela
miniaturização dos componentes e
• Surgiram a partir de 1947; pela aplicação da tecnologia
digital nos aparelhos auditivos.
• Inicialmente não trouxe muitas modificações
acústicas;
• Reduziu o custo das operações;
• Reduziu o tamanho da bateria e do
microfone;
• Eram menores e mais eficientes;
Com a introdução do circuito eletrônico houve a possibilidade de
enfatizar altas e baixas frequências, limitar o ganho e a saída máxima
dos aparelhos.
• 1950/1955 - adaptação bilateral feita através de prótese de óculos (ontarion);

BELTONE NOVA (1963)


AUDIVOX
SPECTACULAR
• Os componentes eram montados (1956)
dentro de duas hastes, sendo
conectados em sua parte frontal;

• O receptor ficava na haste oposta ao


microfone;
• Um tubo plástico flexível conduzia
o som ao molde.
• A importância deste tipo de prótese foi o posicionamento do aparelho
ao nível do pavilhão auditivo;
• Utilização do sistema CROS (contralateral Routing of Signals), inventado
por Harford e Barry (1965);
- O microfone era colocado na orelha com deficiência auditiva, a fim de
transmitir o som à orelha com audição normal.
- A utilização do sistema CROS permitiu a eliminação do efeito sombra
da cabeça e excelentes resultados em perda auditivas unilaterais.
O que melhorou?

• Microfone passou a ter uma localização mais favorável, próxima ao


pavilhão auricular;
• Eliminação dos fios;
• Eliminação do ruído provocado pelo atrito das roupas;
• Tornaram- se esteticamente mais aceitáveis;
• Possibilitaram a adaptação binaural.
• 1956 – originou-se a prótese retro auricular;
• Na década de 60 - surgiu o microfone de cerâmica;
• 1961 – surgiram as próteses intra-aurais;
• 1971 - o microfone de eletreto;

 Resposta de frequência mais ampla e


constante;
 É menos sensível as variações de
temperatura;
 Menor sensibilidade às vibrações
mecânicas.
Hoje convivem três tipos de próteses auditivas:
As analógicas.
As digitalmente programáveis.
As digitais.
TECNOLOGIA ANALÓGICA

• USAM A ELETRÔNICA CONVENCIONAL PARA CONVERTER A ONDA


SONORA CAPTADA PELO MICROFONE EM UM SINAL ELÉTRICO
EQUIVALENTE OU ANALÓGICO.
TECNOLOGIA ANALÓGICA

• TECNOLOGIA, QUE POSSUI APENAS MICROFONE, AMPLIFICADOR E


RECEPTOR, O QUAL AMPLIFICA A ONDA POR INTEIRO.

• PROGRAMA-SE POR CHAVINHA (TRIPORT OU TRIMMER).

Vantagens Desvantagens
 baixo custo;  menor versatilidade dos circuitos,
 a miniaturização de seus o que torna a adaptação
componentes; individual mais difícil e restrições
 baixo consumo de energia. quanto ao processamento de
sinal.
• ENERGIA ACÚSTICA SE TRANSFORMA EM ELÉTRICA (NÚMEROS BINÁRIOS) QUE VAI SER LIDA POR UMA CPU
DENTRO DO AMPLIFICADOR.

DESVANTAGENS
 CUSTO DO AASI
 AQUISIÇÃO DE INTERFACES, COMPUTADORES E PROGRAMAS ESPECÍFICOS.

VANTAGENS
 POSSUI MAIOR CAPACIDADE DE PROGRAMAÇÃO O QUE PERMITE REALIZAR CERTOS AJUSTES.
 CONTROLE DE REALIMENTAÇÃO ACÚSTICA.
 BAIXA DISTORÇÃO – BOA QUALIDADE SONORA.
 PROGRAMA-SE POR COMPUTADOR OU MINIPROGRAMADORES.
 MELHOR TECNOLOGIA, DEIXANDO O SOM MAIS FILTRADO.
ERA DIGITAL

• Final da década de 80 e começo da década de 90.


• É a mais utilizada hoje e se aperfeiçoa a cada dia.
TECNOLOGIA DIGILTALMENTE
PROGRAMÁVEL
 TECNOLÓGICA HÍBRIDA É UM AASI ANALÓGICO QUE POSSUI UM CHIP DE MEMÓRIA.

 REGULAGEM FEITA POR CHAVINHA E MINIPROGRAMADORES.

 POSSUI UM OU MAIS PROGRAMAS (MEMÓRIAS).

 ADAPTA A TODOS OS TIPOS DE CONFIGURAÇÕES AUDIOMÉTRICAS.

 OPÇÃO MAIS BARATA DE AASI, PORÉM COM PROGRAMAÇÃO DIGITAL.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• ALMEIDA, K.; DISHTCHEKENIAN, A.; IORIO, M. C. M., Capitulo 1. Próteses


Auditivas: Uma Revisão Histórica In: ALMEIDA, K.; IORIO, M. C. M., Próteses
Auditivas: Fundamentos Teóricos E Aplicações Clínicas. 2ª ed., Editora
Lovise, 2003.

• PEREIRA, R. C., Prótese auditiva. 1ª ed., Rio de Janeiro: Revinter, 2015.


SUGESTÃO DE PESQUISA:

• www.museudoaparelhoauditivo.com.br