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PROTEÇÃO DE SISTEMAS

ELÉTRICOS DE DISTRIBUIÇÃO

Gil dos Santos


PROGRAMA DO CURSO
1- INTRODUÇÃO: PRINCIPAIS CAUSAS DA ATUAÇÃO DA PROTEÇÃO DE LINHAS DE
DISTRIBUIÇÃO E SUBESTAÇÕES
1. Pátio de alta tensão e pátio de média tensão
2. Equipamentos da Subestação de Distribuição
3. Serviço auxiliar da subestação de distribuição (circuito CC e CA)
4. Equipamentos e componentes das linhas de Distribuição
2 - ESTUDOS SOBRE OS SISTEMAS DE PROTEÇÃO
1. Estudos sobre curto-circuito em subestações e linhas de distribuição
2. Efeito da saturação de tc’s, dimensionamento tc’s, disjuntores e seccionadoras da
Subestação
3. Funções da proteção (coordenação, seletividade e Código Ansi)
4. Proteção e dimensionamento de equipamentos e Subestações de distribuição
5. Proteção e dimensionamento de alimentadores e transformadores de distribuição
( sistemas aéreos e subterrâneos).
PROGRAMA DO CURSO
INTRODUÇÃO: Principais causas da atuação da proteção de
linhas de distribuição e subestações
1° PARTE:
 Pátio de alta tensão e pátio de média tensão (FRONTEIRA –TRANSFORMADOR)
 Equipamentos da Subestação de Distribuição
 Serviço auxiliar da subestação de distribuição (circuito CC e CA).
 Relés de proteção (Primários, eletromecânicos, eletrônicos e digitais)
 Equipamentos e componentes das linhas de Distribuição
PROGRAMA DO CURSO
2° PARTE: ESTUDOS SOBRE OS SISTEMAS DE PROTEÇÃO
1. Estudos sobre curto-circuito em subestações e linhas de distribuição
2. Efeito da saturação de tc’s, dimensionamento tc’s, aterramento do
secundária, chave de aferição.
3. Dimensionamento de disjuntores e seccionadoras da Subestação
4. Funções da proteção (coordenação, seletividade e Código Ansi)
5. Proteção e dimensionamento de equipamentos e Subestações de
distribuição
6. Proteção e dimensionamento de alimentadores e transformadores
de distribuição ( sistemas aéreos e subterrâneos).
CAUSAS DE ATUAÇÃO DAS PROTEÇÕES
ELÉTRICAS
Centenas de quilômetros de linhas exportas podem sofrer danos
físicos originados das mais diversas formas possíveis, entre
acidentes e falhas elétricas. Existem vários casos, podemos citar
os mais comuns.

1° caso; acidentes : Vandalismo, acidentes automobilísticos, acidentes


em obras de construção civil. Falhas (riscos ambientais), causadas por
animais, quedas de arvores, tempestades e descargas atmosféricas.
2° caso; Falhas elétricas: Falhas de isolamentos, falhas do sistema de
proteção.
EXEMPLO DE ACIDENTE NECESSITANDO DE ATUAÇÃO
DO SISTEMA DE PROTEÇÃO
NECESSIDADE DE ATUAÇÃO DA PROTEÇÃO

A CEB foi acionada para desligar a energia e retirar o poste. A estrutura ficou quebrada e ameaçava cair sobre as casas vizinhas.
COLISÃO DE VEÍCULO COM A REDE
VANDALISMO
ACIDENTE COM ANIMAIS
HOMEM LEVA CHOQUE AO TENTAR FURTAR
CABOS DA CEB NO MANÉ GARRINCHA
Um homem de 29 anos sofreu uma descarga
elétrica após invadir a subestação da
Companhia Energética de Brasília (CEB), no
Estádio Nacional Mané Garrincha, na manhã
desta terça-feira (23). Segundo a Polícia Militar,
o morador de rua tentava furtar cabos quando
levou o choque.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta
das 8h10. De acordo com os militares, Josemar
Cruz da Silva recebeu uma descarga de cerca de
13.800 volts. No momento da explosão, ele foi
arremessado contra a estrutura da estação e
caiu de uma altura aproximada de três metros.
RISCOS NATURAIS: QUEDA DE ARVORES NAS
REDES

Todas as regiões administrativas do Distrito Federal registraram queda de energia nesta quarta-feira (8), em consequência do
temporal que atingiu a cidade durante a madrugada. Os fortes ventos de 50km/h deixaram rastros de destruição pela capital
FALHAS ELÉTRICAS: PROTEÇÃO E ISOLAMENTO
FALHAS ELÉTRICAS: PROTEÇÃO E ISOLAMENTO
FALHA NA PROTEÇÃO DO TRANSFORMADOR
FALHAS EM
TRANSFORMADORES DE
DISTRIBUIÇÃO
FALHA EM DISJUNTORES
FALHA EM DISJUNTORES
SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO
Subestação abaixadora que alimenta um sistema de
distribuição (NBR 5460).
AS SUBESTAÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO SÃO
NORMALMENTE LOCALIZADAS PROXIMO DOS
CENTROS DE CARGA OU DOS CENTROS URBANOS
LOCALIZADAS PROXIMO DOS CENTROS DE CARGA OU DOS CENTROS URBANOS
138 kV

13,8 kV
138 kV

13,8 kV
EXEMPLO DE DISJUNTOR – COMANDO UNIPOLAR
TRANSMISSORA E COMANDO TRIPOLAR DISTRIBUIDORA
Linha de Subtransmissão
Transmissora Distribuidora
PODEMOS DIVIDIR AINDA NOSSO ESTUDO NOS SISTEMAS DE
DISTRIBUIÇÃO EM: SUBESTAÇÃO E LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO
SUBESTAÇÃO LINHA DE DISTRIBUIÇÃO

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PÁTIO DE ALTA TENSÃO
 Composto pelos equipamentos responsáveis por receber a
energia transportada pelas linhas de subtransmissão, e
interligar as linhas a barra e posteriormente a barra ao
primário do transformador de Distribuição.

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PÁTIO DE ALTA TENSÃO COM ENTRADA DE LINHA SUBTERRÂNEA

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BAY OU VÃO DE LINHA DO PÁTIO DE ALTA TENSÃO

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VÃO DE ENTRADA DE LINHA SUBTERRÂNEO DA SEES
PÁTIO DE MÉDIA TENSÃO
Caracterizada por conter todo o sistema de manobra, proteção do lado de
média tensão da subestação, nosso caso em 13,8 kV . Inicia-se no secundário
do transformador de distribuição, interligando o mesmo a Barra coletora. É
onde nascem os alimentadores de 13,8 kV da subestação.

Composto basicamente por:


Seccionadoras, barra, banco de capacitores, disjuntores de média tensão,
religadores para-raios ...
CUBÍCULOS DE USO INTERNO PARA DISJUNTORES DE PROTEÇÃO DE ALIMENTADORES
CEB-SEES
CEB-SEES
CEB-SEES
SUBESTAÇÃO EMBAIXADA SUL CEB-SEES
PLACA DISJUNTOR DE MÉDIA TENSÃO
CUBICULO DE USO EXTERNO PARA DISJUNTOR DE PROTEÇÃO DE ALIMENTADORES
CUBICULO DE USO EXTERNO PARA DISJUNTOR DE PROTEÇÃO DE ALIMENTADORES
DISJUNTOR DE USO EXTERNO PARA ALIMENTADORES DE DISTRIBUIÇÃO

Disjuntores de MT de Exterior
Aparelhagem, Distribuição Primária
Pátio de Média tensão Pátio de Alta tensão

Transformador é a fronteira
IDENTIFIQUE O PÁTIO DE ALTA TENSÃO E O PÁTIO DE MÉDIA TENSÃO ?
IDENTIFIQUE O PÁTIO DE ALTA TENSÃO E O PÁTIO DE MÉDIA TENSÃO ?
INICIO DAS LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO PRIMÁRIA
(Subestação de distribuição)
*EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES DE
DISTRIBUIÇÃO

Após verificarmos a necessidade das proteções vamos agora


verificar um diagrama simplificado dos modelos de subestação
de distribuição mais utilizados e conhecer os equipamentos
típicos utilizados de um subestação de Distribuição
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EM RELAÇÃO AS SUBESTAÇÕES:
EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO
Por definição equipamento elétrico é aquele
que não converte um tipo de energia em
outro, por exemplo elétrico em mecânico ou
térmico em elétrico. São exemplos:
Disjuntores , transformadores, seccionadoras,
capacitores...etc.
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PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES DE
DISTRIBUIÇÃO
Disjuntores
Transformadores:
Força(TR), corrente (TC) e
potencial(TPC ou TPI)
seccionadoras
capacitores
Religadores .... 48
DISJUNTOR
Dispositivo de manobra e proteção que permite a abertura ou
fechamento de circuitos de potência em quaisquer condições de
operação, normal e anormal, manual ou automática. Os
equipamentos de manobra são dimensionados para suportar
correntes de carga e de curto-circuito nominais.

 Valores de Placa:
 Tensão nominal
 Freqüência nominal
 Corrente nominal : 630, 800, 1250, 2500, 3000, 4000 (Para religadores 630 e 800)
 Capacidade de interrupção em curto-circuito simétrico
 tempo de interrupção em ciclos: 3-8 ciclos em 60 Hz
138 kV

13,8 kV
EXEMPLO DE PLACA DISJUNTOR DE SISTEMA DE TRANSMISSÃO
TIPOS DE DISJUNTORES DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
Basicamente podemos dividir o disjuntor em duas
partes;
1°-Diz respeito ao elemento ou método usado para a extinção
do arco elétrico:
Óleo isolante (GVO e PVO), SF6, vácuo, ar comprimido.

2°- Acionamento (mecanismo): 52


Mola, hidráulico, ar comprimido.
MÉTODOS DE INTERRUPÇÃO
Disjuntor GVO
MÉTODOS DE INTERRUPÇÃO
Disjuntor GVO
MÉTODOS DE INTERRUPÇÃO
DISJUNTOR A GRANDE
VOLUME DE ÓLEO
SISTEMA DE ACIONAMENTO DO
GVO
A extinção desse disjuntor é
a óleo isolante porém o
acionamento do mecanismo
que movimenta os contatos
é pneumático
SISTEMA DE ACIONAMENTO DO GVO
Sistema de Acionamento do GVO

Bobina
abertura

Bobina
fechamento

Entrada ar
comprimido
SUBESTAÇÃO COM GVO
MÉTODOS DE INTERRUPÇÃO
DISJUNTOR A GRANDE VOLUME DE ÓLEO
MÉTODOS DE INTERRUPÇÃO
DISJUNTOR A GRANDE VOLUME DE ÓLEO
MÉTODOS DE INTERRUPÇÃO
disjuntor a pequeno volume de óleo (PVO)
MOCB( minimum oil circuit breakers)

Evolução do GVO
DISJUNTOR A PEQUENO VOLUME DE
ÓLEO
Vantagens
 Manutenção simples e pratica;
 Experiência em serviço grande;
 Confiabilidade.
Desvantagens
 Não é adequado ao uso em sistema de extra alta tensão;
 Quando aumenta a tensão aumenta o número de pontos de corte
por pólo.
 Inadequados para manobra de banco de capacitores e reatores
Características
 Utilizado em circuitos de media e baixa tensão (até138kV)
 Mecanismos de acionamento a mola e hidráulico
PRINCIPIO DE EXTINÇÃO
CÂMARA AXIAL
PRINCIPIO DE EXTINÇÃO CÂMARA RADIAL
DISJUNTOR A PEQUENO VOLUME DE ÓLEO ATÉ
36kV
DISJUNTOR A PEQUENO VOLUME DE ÓLEO
ATÉ 36kV MODELO SIEMENS 3AC
DISJUNTOR A PEQUENO VOLUME DE ÓLEO
ATÉ 36kV MODELO SIEMENS 3AC
MECANISMO DE ACIONAMENTO A MOLA
1. Cx do mecanismo
2. Mola de fechamento
3. Mola de abertura
4. Bloco de comando
5. Trava de ligação
6. Eixo de carga da mola
7. Bloco de carga da mola
8. Eixo de manobra
9. Acionamento motorizado
10.Alavanca de disparo
11.Indicador de mola carregada
12.Indicador Ligado / Desligado
13.Chave de contatos auxiliares
MECANISMO DE ACIONAMENTO A
MOLA
DISJUNTOR A PEQUENO VOLUME DE ÓLEO 138kV
DISJUNTOR A PEQUENO VOLUME DE ÓLEO 138kV
MECANISMO DO DISJUNTOR A PEQUENO VOLUME
DE ÓLEO 138kV
INTERRUÇÃO A HEXAFLUORETO
DE ENXOFRE (SF6)
O SF6 é um
composto químico
inorgânico
formado por um
átomo central de
enxofre, ligado
simetricamente a
seis átomos de
flúor
INTERRUÇÃO A HEXAFLUORETO
DE ENXOFRE (SF6)
Utilizado inicialmente como gás refrigerante de geladeiras em 1930.
Características:
 incolor
 inodoro
 atóxico
 não inflamável
 eminentemente isolante com
 rigidez dielétrica 2,5 a 3,5 > que o ar
 condutor térmico
 grande capacidade de capturar elétrons
 facilmente detectável (Hallotec).
INTERRUÇÃO A HEXAFLUORETO
DE ENXOFRE (SF6)
Qualidade de sua utilização
 Excelente meio isolante;
 Características favoráveis a interrupção da corrente elétrica.
Condições prejudiciais a sua estabilidade:
 Quantidade excessiva de umidade
 Redução de tensão suportável na superfície dos materiais
isolantes no gás
 Formação de materiais que atacam a componentes do
disjuntor(enxofre)
Vantagens
 É reciclável- (regeneração)
 Permite instalações de AT compactas.(GIS)
Gás SF6
Absorvente de SF6
 Alumina ativada
 Tamis molecular

Finalidade
 remover umidade
 remover impurezas resultantes da interrupção do arco
 criar uma reserva de SF6
TENSÃO DISRUPTIVA X PRESSÃO
Comparação entre o ar, SF6 e o óleo.
DISJUNTOR A SF6 – PRESSÃO UNICA
Pressão do SF6 : 6 a 8 Bar, 2° geração, fabricado a
partir da década de 60
O Mecanismos pode ser: Pneumático, A mola, Hidráulico.
DISJUNTOR A SF6 – PRESSÃO UNICA
Pressão do SF6 : 6 a 8 Bar, 2° geração, fabricado a partir da década de 60
O Mecanismos pode ser: Pneumático, A mola, Hidráulico.

Interrupção do arco:

Os Disjuntores com interrupção a Gás SF6 são


extremamente simples e compactos no
projeto, devido ao fato de que não são
necessárias válvulas de escape de gás ou de
exaustão, e a força de separação dos contatos
simultaneamente aciona o pistão que produz
o sopro sobre o arco
DISJUNTOR A SF6 – PRESSÃO UNICA
DISJUNTOR A SF6 – PRESSÃO UNICA
Pressão do SF6 : 6 a 8 Bar, 2° geração, fabricado a partir da década de 60
O Mecanismos pode ser: Pneumático, A mola, Hidráulico.
Interrupção do arco:
DISJUNTOR A VÁCUO
DISJUNTOR A VÁCUO (VCB)
Vantagens
Intercambiável com disjuntores a PVO em painéis;
Curto tempo de arco minimizando o desgaste dos
contatos;
Não apresenta risco de incêndio;
Executam rápido religamento;
Reduzida necessidade de manutenção;
Vida elétrica elevada.
Desvantagens
Custo elevado
Difícil controle do vácuo
Clara tendência a provocar sobretensões , necessário o
uso de filtros no caso de reatores e capacitores.
Característica
Aplicáveis em tensões até 36kV
DISJUNTOR A VÁCUO
DISJUNTOR A VÁCUO
I > 10kA

I < 10kA
DISJUNTOR A VÁCUO
Mecanismo a mola
Ch contatos
Mecanismo de aux.
carregamento
Botoeiras de
Fechamento
Acionamento manual Abertura

Mola de fechamento Mola de


abertura

Indicador de posição
Motor

Eixo de comando
ALIMENTADORES PROTEGIDOS POR DISJUNTORES
RELIGADORES DE ALIMENTADORES
RELIGADOR

É um dispositivo interruptor auto-controlado com capacidade para:


− Detectar condições de sobrecorrente;
− Interromper o circuito se a sobrecorrente persiste por um tempo
pré-especificado, segundo a curva t x I;
− Automaticamente religar para re-energizar a linha;
− Bloquear depois de completada a seqüência de operação para o
qual foi programado.
OPÇÃO MAIS ECONÔMICA COM DISJUNTOR
GERAL E RELIGADOR POR ALIMENTADOR

Religador Disjuntor geral


de média tensão
Como o nome sugere um religador (79) automaticamente religa
após a abertura, restaurando a continuidade do circuito
mediante faltas de natureza temporária ou interrompendo o
circuito mediante falta permanente.
O PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DE UM
RELIGADOR PODE SER DESCRITO COMO:
− Opera quando detecta correntes de curto-circuito, desligando e religando automaticamente
os circuitos um número pré determinado de vezes.
− A falta é eliminada em tempo definido pela curva de operação do relé, instantânea ou
temporizada.
− Os contatos são mantidos abertos durante determinado tempo, chamado tempo de
religamento, após o qual se fecham automaticamente para re-energização da linha. Na
operação instantânea (fast tripping) em geral não há contagem de tempo para fechamento dos
contatos do relé (fast reclosing) - tempo típico de 12 a 30 ciclos, tempo mínimo de 3 a 6 ciclos.
Muitos relógios digitais são capazes de suportar interrupções de duração de até 30 ciclos. A
operação instantânea visa economizar a queima de fusíveis.
− Se, com o fechamento dos contatos, a corrente de falta persistir, a seqüência
abertura/fechamento é repetida até três vezes.
consecutivas e, após a quarta abertura, os contatos ficam abertos e
travados ou bloqueados.
− O novo fechamento só poderá ser manual. A prática comum de uso de
religadores automáticos pelas concessionárias de energia elétrica tem
reduzido a duração das interrupções de patamares de 1h para menos de
1 min, acarretando em benefícios para as concessionárias quanto aos
valores de seus indicadores de continuidade. Os religadores podem ser
instalados quer em subestações de distribuição ou em circuitos de
distribuição, basicamente em circuitos radiais.
Normalmente os religadores são projetados para ter uma sequência de
religamento de no mínimo uma até quatro operações e ao fim da
seqüência completa a abertura final bloqueará a seqüência.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
NO RELIGADOR
TRANSFORMADOR DE DISTRIBUIÇÃO

TR 02 SEES 32 MVA
ATERRAMENTO:
PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
E FUGAS PARA TERRA

VISOR SILICAGEL:
RETIRA UMIDADE INTERNA
DO TRANSFORMADOR

TANQUE DE EXPANSÃO:
ÓLEO ISOLANTE
COMUTADOR:
TEM COMO FUNÇÃO: ABAIXAR OU ELEVAR
A TENSÃO DE SAÍDA

Chave seletora de tap’s

BUCHAS: RECEBEM A TENSÃO


DE LINHA (PRIMÁRIO).
RADIADOR: TEM COMO FUNÇÃO,
REFRIGERAR O ÓLEO

VENTILADOR OU VENTILAÇÃO FORÇADA


TEM A FUNÇÃO AJUDAR A DISSIPAÇÃO
DE CALOR
SILICAGEL: INDICADOR DO
TANQUE DE EXPANSÃO

EM DOIS TIPOS DIFERENTES


MANÔMETRO:
VISOR INDICADOR DE TEMPERATURA

LIGAÇÃO DAS MUFLAS DE SAÍDA


DO TRAFO
CAIXA DE LIGAÇÃO:
LOCAL ONDE TODOS EQUIPAMENTOS
UTILIZADOS PELO TRAFO SÃO ALIMENTADOS
PELOS DISJUNTORES

TERMÔMETRO: TEMPERATURA
INTERNA DO TRAFO
RELÉ DE GÁS

VISOR NÍVEL DE ÓLEO DO TRANSFORMADOR


EXEMPLOS DE PROTEÇÃO CARACTERÍSTICAS DE TRANSFORMADORES

RELÉ DIFERENCIAL:
PROTEGE O TRAFO DO DESEQUILIBRIO
DE CORRENTE ENTRE ENTRADA E SAIDA

RELÉ: SUA FUNÇÃO É PROTEGER O TRAFO


DE FUGA PARA TERRA.

RELÉ 51: SUA FUNÇÃO É PROTEGER O TRAFO


CONTRA SOBRECARGA
EXEMPLO DE BANCO DE TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS: UTILIZADOS EM SUA GRANDE MAIORIA
NAS USINAS DE GRANDE PORTE E SUBESTAÇÕES DE TRANSMISSÃO (Para transmissão são muito utilizados
autotransformadores).
TRANSFORMADORES DE CORRENTE -TC
São utilizados para isolação entre os sistemas de Alta e média tensão e
os medidores e relés de proteção.

TC a SF6

TC ISOLADO A EPÓXI

TC a óleo
TRANSFORMADORES DE CORRENTE -TC
LIGAÇÕES DO PRIMÁRIOTRANSFORMADORES DE CORRENTE
MODELOS DE TC DE ALTA TENSÃO
CHAVE DE AFERIÇÃO

TC

Relé eletromecânico
PROTEÇÃO
PROTEÇÃO
MEDIÇÃO
Tensão Secundária
A tensão nos terminais secundários dos transformadores de corrente está
limitada pela saturação do núcleo. Mesmo assim, é possível o surgimento de
tensões elevadas secundárias quando o primário dos TCs é submetido a correntes
muito altas ou existe acoplada uma carga secundária de valor superior à nominal
do TC. Quando a onda de fluxo senoidal está passando por zero, ocorrem neste
momento os valores mais elevados de sobretensão, já que neste ponto se verifica a
máxima taxa de variação de fluxo magnético no núcleo. A Equação permite que se
calcule a força eletromotriz induzida no secundário do TC em função das
impedâncias da carga e dos enrolamentos secundários do transformador de
corrente. Como se pode observar pela Tabela 5.6, a tensão nominal pode ser
obtida diretamente em função da carga padronizada do TC e que é resultado do
produto da sua impedância pela corrente nominal secundária e pelo fator de
sobrecorrente, ou seja:
Vs = Fs × Zc × Is
Fs – fator de sobrecorrente, padronizado em 20.
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
Transformador de potencial capacitivo- DCP
Transformador de potencial indutivo- TPI
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
Transformador de potencial indutivo- TPI
EXEMPLO DE CONEXÃO DE TPI PARA MEDIÇÃO
VALORES PADRONIZADOS DE TENSÃO SECUNDÁRIA DO TP
Normalmentes os TPs são
padronizados para tensões
secundárias de 115 e 115/ 3 Vac
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
Transformador de potencial capacitivo- TPC
Normalmente são utilizados em sistemas de alta e extra alta tensão e quando a
subestação possui teleproteção e comunicação a carrier
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
Transformador de potencial capacitivo- TPC
Normalmente são utilizados em sistemas de alta e extra alta tensão e quando a subestação
possui teleproteção e comunicação a carrier
EXEMPLO DE TP NA MEDIÇÃO DE TENSÃO BARRA
POTÊNCIAS NOMINAIS
APLICAÇÃO DOS TRANSFORMADORES DE POTENCIAL
 Os transformadores de potencial devem ser especificados
diferentemente para aplicação nos serviços de medição e de proteção
TPs para Serviços de Medição de Faturamento
As principais características são:
Faixa de operação da tensão: (0,9 a 1,1) × Vn
Classe de exatidão
– Erro de relação de tensão: varia entre −0,3% e +0,3% para classe 0,30.
– Erro de ângulo de fase (minutos): varia entre −15′ e +15′ para classe 0,30.
Fator de potência: 0,60 a 1,0.
Carga secundária: pode variar entre 0% e 100% da nominal, a fator de
potência entre 0,6 e 1,0 mantendo a classe de exatidão como
anteriormente especificada.
TPS PARA SERVIÇOS DE PROTEÇÃO
As principais características são:
Faixa de operação da tensão: (0,05 a 1,9) × Vn
Classe de exatidão
– Erro de relação de tensão: nunca superior a 3%; nas aplicações práticas
utiliza-se entre −0,6% e +0,6% para classe 0,60.
– Erro de ângulo de fase (minutos): varia entre −31,2’ e +31,2’ para classe
0,60.
Fator de potência: 0,80
Carga secundária: pode variar entre 10% e 100% da nominal, a fator de
potência 0,80, mantendo a classe de exatidão como anteriormente
especificada.
IDENTIFIQUE OS TC’S E TP DO BAY DA FIGURA?
IDENTIFICAÇÃO DE TERMINAIS DE TP’S E TC’S
Nesse ponto pode-se estabelecer uma analogia entre um transformador
de potencial e um transformador de corrente, ou seja:
Corrente:
– TC: valor constante;
– TP: valor variável;
Tensão:
– TC: valor variável;
– TP: constante;
A grandeza da carga estabelece:
– TC: a tensão;
– TP: a corrente;
Ligação do equipamento à rede:
– TC: série;
– TP: em paralelo;
Ligação dos aparelhos no secundário:
– TC: em série;
– TP: em paralelo;
Causa do erro de medida:
– TC: corrente derivada em paralelo no circuito magnetizante;
– TP: queda de tensão em série;
Aumento da carga secundária:
– TC: para aumento de Zs;
– TP: para redução deZs.
CHAVES SECCIONADORAS
 São utilizadas para a isolação e manobras de
equipamentos da subestação
 Tem como função principal dar uma indicação
visual de que o circuito foi aberto.
 Quando utilizadas para manobra, possuem
alguns cuidados; como não manobras em
*carga, porém podem ser manobras com
tensão, por exemplos as seccionadoras de by-
pass de disjuntores e as seccionadoras seletoras
de barra.
* Existem casos particulares de utilização em carga
CHAVES SECCIONADORAS
Segundo a NBR 6935, chave é um dispositivo mecânico de manobra
que na posição aberta assegura uma distância de isolamento e na
posição fechada mantém a continuidade do circuito elétrico nas
condições especificadas. A mesma norma descreve o seccionador
como um dispositivo mecânico de manobra capaz de abrir e fechar um
circuito, quando uma corrente de intensidade desprezível é
interrompida ou restabelecida e quando não ocorre variação de tensão
significativa através dos seus terminais. É também capaz de conduzir
correntes sob condições normais do circuito e, durante um tempo
especificado, correntes sob condições anormais, tais como curtos-
circuitos.
CHAVES SECCIONADORAS
Corrente Nominal
 Corrente nominal é aquela que o seccionador deve conduzir
continuamente sem que sejam excedidos os limites de temperatura
previstos em norma. Os valores de corrente nominal padronizados
pela ANBT são 200 – 400 –600 – 800 – 1.200 – 1.600 – 2.000 – 2.500
– 3.000 – 4.000 – 5.000 – 6.000 A.

 Em subestações de consumidor industrial de 15 kV, o mais comum é


a utilização de seccionadores de 200 – 400 e 600 A. Já em tensão de
69 kV, o mais frequente é a utilização de seccionador de 1.200, 1.600
e 2.000 A.
SECCIONADORA UNIPOLAR DE MÉDIA TENSÃO,
ABERTURA ATRAVÉS DE VARA DE MANOBRA.
SECCIONADORA TRIPOLAR DUPLA ABERTURA LATERAL
SECCIONADORA TRIPOLAR ABERTURA CENTRAL
SECCIONADORA TRIPOLAR ABERTURA VERTICAL
PARA-RAIO
São varistores que trabalham para escoar para terra sobretensões que
poderiam ser danosas aos equipamentos da subestação

Para-raios de Carboneto de Silício


Os para-raios de carboneto de silício são aqueles que
utilizam como resistor
não linear o carboneto de silício (SiC) e têm em série com
este um
centelhador formado por vários gaps (espaços vazios).
Esses para-raios são
constituídos basicamente das seguintes partes:
PARA-RAIO
Para-raios a Óxido de Zinco
São assim denominados os para-raios que utilizam como resistor não
linear o óxido de zinco (ZnO) e, ao contrário dos para-raios a carboneto
de silício, não possuem centelhadores série.
SISTEMAS AUXILIARES DA SUBESTAÇÃO
• São caracterizados por serem de dois tipos; corrente alternada e
corrente continua
BANCO DE BATERIAS DE 125 VCC
BANCO DE BATERIAS DE 125 VCC
RETIFICADOR CARREGADOR DE BATERIAS
BORNES DE CONEXÃO DO QDCC E DO BANCO DE AO RETIFICADOR
PLACA DE CONTROLE DO RETIFICADOR
CONJUNTO RETIFICADOR E BANCO DE BATERIAS
RETIFICADORES E QDCC
SUPERVISÃO DE TERRA EM CORRENTE CONTINUA
 Em situação normal as lâmpadas brilham com a mesma intensidade
SUPERVISÃO DE TERRA EM CORRENTE CONTINUA
 Em situação de aterramento indevido (falha) no positivo.
TRANSFORMADOR DE SERVIÇO
AUXILIAR (TSA)
É utilizado para o fornecimento de energia para a instalação
interna em baixa tensão e corrente alternada da subestação:

Motores: Comutadores, chaves seccionadoras, carregamento


de mola de disjuntores e ventiladores do transformador
Retificador(s) trifásico do sistema de 125 VCC
Sistema de iluminação e serviço geral da subestação
Ar-condicionado
TRANSFORMADOR DE SERVIÇO AUXILIAR
(TSA) DA SUBESTAÇÃO MONJOLO
proteção
SATURAÇÃO DE TC’s

160
SATURAÇÃO DE TC’s
 A saturação ocorre quando o fluxo necessário a produzir a
corrente secundária excede a densidade máxima de fluxo
no núcleo, de acordo com as dimensões físicas do TC. A
saturação depende dos seguintes fatores;

 Relação de transformação
 Área da seção reta do núcleo
 Carga conectada ao TC
 Presença de fluxo remanescente
 Off-set CC na corrente de curto
 Densidade máxima de fluxo do núcleo
161
CIRCUITO EQUIVALENTE DO TC

A saturação total de um TC equivale a curto-circuitar a


impedância de magnetização do TC

162
RELÉ PRIMÁRIO
Sistema de Distribuição
• Figura 4.21 ilustra o circuito de acionamento de um disjuntor. O relé
• detecta a condição de anormalidade, usando para tanto os
• transformadores de instrumentos. Na Figura 4.21 o relé é ligado ao
• secundário de um TC. O primário do TC conduz a corrente de linha da
• fase protegida. Quando a corrente de linha excede um valor préajustado
• os contatos do relé são fechados. Neste instante a bobina de
• abertura do disjuntor (tripping coil), alimentada por uma fonte auxiliar,
• é energizada abrindo os contatos principais do disjuntor.
• A) Seletividade: é a propriedade da proteção em discriminar e
• somente desconectar do sistema a parte atingida pelo defeito. A
• seletividade é a principal condição para assegurar ao consumidor
• um serviço seguro e contínuo por desconectar a menor seção da
• rede necessária para isolar a falta.
• Premissas da seletividade:
• − Solicitação de todas as proteções situadas entre a fonte e o
• ponto de defeito.
• − Não solicitação das proteções que se encontram do ponto de
• defeito em diante.
• − Somente a proteção mais próxima ao ponto de defeito deve
• atuar:
• o Isolando completamente o componente defeituoso.
• o Desligando a menor porção do sistema elétrico.
• Sensibilidade - é a capacidade do sistema de proteção de
• identificar uma condição anormal que excede um valor limite ou de
• pick-up para a qual inicia uma ação de proteção quando as
• quantidades sentidas excedem o valor limite. A sensibilidade
• refere-se ao nível mínimo de operação - corrente, tensão, potência,
• etc. - de relés ou de esquemas de proteção. É a capacidade de
• resposta dentro de uma faixa esperada de ajuste, ou seja, é a
• capacidade da proteção responder às anormalidades nas
• condições de operação, e aos curtos-circuitos para os quais foi
• projetada.
• Esquema de proteção – coleção de equipamentos de proteção
incumbidos de uma determinada função e
• inclui todos os equipamentos (relés, TCs, TPs, baterias, etc.)
necessários para o funcionamento do esquema
• de proteção.
• A função principal de um relé de proteção é enviar um sinal de
• disparo, através de um contato seco (SD), para uma bobina de
• abertura ou de mínima tensão dos disjuntores associados.
• Os relés de proteção atuam a partir da comparação dos dados
• medidos no sistema elétrico com valores pré-ajustados no próprio
• relé. Os relés recebem sinais de tensão e/ou sinais de corrente
• através de transformadores de instrumentos, TP e TC,
• respectivamente, compara com valores pré-definidos, e caso
• identifiquem a existência de alguma anormalidade, ou seja, as
• grandezas medidas pelo relé na zona de proteção sob a sua
• responsabilidade atingir valores acima ou abaixo dos valores prédefinidos,
• os relés enviam comandos de abertura (trip) para o(s)
• disjuntor(es) e este isola a parte do sistema elétrico sob falta, do
• restante do sistema.
• As condições para atuação do relé são:
• − Grandezas medidas ultrapassam os limites pré-definidos para
• partida do relé e,
• − Tempo de duração da falta ultrapassa o valor de tempo prédefinido
• no relé.
• 4.4.2 Funções de Proteção
• Os relés têm as suas funções de proteção identificadas por números,
• de acordo com a as normas IEEE (Institute of Electrical and
• Electronics Engineers), ANSI (American National Standards Institute)
• e IEC (International Electrotechnical Commission).
• A Tabela 4.8 apresenta alguns dos códigos de funções de proteção
• padrão praticados pelo IEEE/ANSI.
• Tabela 4.8 Principais Funções de Proteção Aplicadas em SE
Distribuidora.
• Funcao Descricao
• 50 Função de sobrecorrente instantânea de fase
• 51 Função de sobrecorrente temporizada de fase
• 50N Função de sobrecorrente instantânea de neutro
• 51N Função de sobrecorrente temporizada de neutro
• 50/51NS Função de sobrecorrente neutro sensível3
• 51BF Função de falha de disjuntor
• 46 Função de seqüência negativa
• 67 Função de sobrecorrente direcional de fase
• 67N Função de sobrecorrente direcional de neutro
• 21 Função de proteção de distância
• 27 Função de subtensão
• 59 Função de sobretensão
• 79 Função de religamento
• 50BF Função de falha do disjuntor
• 51G Função de sobrecorrente de terra
• 87 Função de diferencial
• 61 Função de desequilíbrio de corrente
• 25 Função de sincronismo
• 26 Função temperatura do óleo

• 49 Função temperatura do enrolamento

• 63 Função de pressão do gás do transformador de

• potência

• 71 Função de nível do óleo

• 98 Função de oscilografia

• 43 Função transferência da proteção

• 86 Função de bloqueio

• 3 A referência zero do sistema para linhas de dados e outros sinais em geral representa o neutro sensível do

• sistema.

• Profa Ruth Leão Email: rleao@dee.ufc.br Homepage: www.dee.ufc.br/~rleao

• 2-48

• 90 Função regulação automática de tensão

• A filosofia geral de aplicação de relés em uma subestação é dividir o

• sistema elétrico em zonas separadas, que podem ser protegidas e

• desconectadas individualmente na ocorrência de uma falta, para

• permitir ao resto do sistema continuar em serviço se possível.

• A lógica de operação do sistema de proteção divide o sistema de

• potência em várias zonas de proteção, cada uma requerendo seu

• próprio grupo de relés.


• A filosofia geral de aplicação de relés em uma subestação é dividir o
• sistema elétrico em zonas separadas, que podem ser protegidas e
• desconectadas individualmente na ocorrência de uma falta, para
• permitir ao resto do sistema continuar em serviço se possível.
• A lógica de operação do sistema de proteção divide o sistema de
• potência em várias zonas de proteção, cada uma requerendo seu
• próprio grupo de relés.
• Alguns relés operam somente para faltas dentro de sua zona de
• proteção principal. Porém, existem relés que são capazes de detectar
• faltas dentro de uma zona particular e também fora dela, usualmente
• em zonas adjacentes, podendo ser usados como proteção de
• retaguarda da proteção principal. Um ponto essencial para garantir a
• confiabilidade do sistema, é o sistema de proteção que deve ser
• capaz de isolar qualquer que seja a falta, mesmo que a proteção
• principal associada não opere. Portanto, se possível, todo vão deve
• ser protegido pelos relés de proteção principal e de retaguarda.
• Alguns relés operam somente para faltas dentro de sua zona de
• proteção principal. Porém, existem relés que são capazes de detectar
• faltas dentro de uma zona particular e também fora dela, usualmente
• em zonas adjacentes, podendo ser usados como proteção de
• retaguarda da proteção principal. Um ponto essencial para garantir a
• confiabilidade do sistema, é o sistema de proteção que deve ser
• capaz de isolar qualquer que seja a falta, mesmo que a proteção
• principal associada não opere. Portanto, se possível, todo vão deve
• ser protegido pelos relés de proteção principal e de retaguarda.
• A proteção de retaguarda pode ser local ou remota, e corresponde a
• um equipamento ou sistema de proteção destinado a operar quando
• uma falta no sistema elétrico, por qualquer razão, não é isolada no
• devido tempo, pela proteção principal. Para realizar isto, o relé de
• proteção de retaguarda tem um elemento sensor que pode ser similar
• ou não ao do sistema de proteção principal, mas que também inclui
• um retardo de tempo que facilita reduzir a velocidade de operação do
• relé e deste modo permite a proteção principal operar primeiro.
• Em uma subestação de distribuição as proteções normalmente
• encontradas nos vãos são:
• a) Proteção de Entrada de Linha:
• Sobrecorrente: 50/51, 50/51N, 67, 67N, 27, 59, medição e
• oscilografia.
• b) Proteção de Saída de Linha:
• Sobrecorrente: 50/51, 50/51N, 46, 67, 67N, 79, 50BF, medição e
• oscilografia.
• Distância: 21, 50/51, 50/51N, 67, 67N, 79, 46, 50BF.
• c) Proteção do Transformador:
• Sobrecorrente - retaguarda: 50/51, 50/51N, 50BF, medição e
• oscilografia

Diferencial: 87, 50/51, 50/51N, 51G, 50BF, medição e


oscilografia.
Proteções intrínsecas do transformador: 63, 63A, 80, 49,
26, 71.
• d) Proteção do Barramento de 15 kV:
• Sobrecorrente: 50/51, 50/51N, 50BF, medição e oscilografia.
• e) Proteção de Alimentadores:
• Sobrecorrente: 50/51, 50/51N, 50/51NS, 46, 27, 79, 50BF,
• medição e oscilografia.
• f) Proteção de Banco de Capacitores:
• Sobrecorrente + Desequilíbrio: 50/51, 50/51N, 50/51NS, 46, 27,
• 59, 50BF, 61.
• A Tabela 4.9 mostra um resumo dos vãos de uma subestação de
• distribuição típica e as funções de proteção mínimas associadas a
• cada vão.
• Tabela 4.9 Funções de Proteção Associadas em Cada vão de uma SE Típica.
• Vão Funções de Proteção Mínimas
• Entrada de Linha 50/51, 50/51N, 67/67N, 27, 59 e 50BF
• Saída de Linha 21, 50/51, 50/51N, 67/67N, 46A, 79 e 50BF
• Transformador 26, 49, 63, 63A, 71, 80, 50/51, 50/51N e 87
• Barra de 15kV 50/51, 50/51N, 50BF
• Alimentador 50/51, 50/51N, 50/51NS, 46, 46A, 27, 79 e 50BF
• Uma das principais funções de proteção é a função de sobrecorrente.
• Segundo a norma IEC 60255-3, 1992 as curvas características de
• corrente são do tipo:
• − Normal
• Uma das principais funções de proteção é a função de sobrecorrente.
• Segundo a norma IEC 60255-3, 1992 as curvas características de
• corrente são do tipo:
• − Normal inversa,
• − Muito inversa,
• − Extremamente inversa,
• − Tempo longo inverso e
• − Moderadamente inversa.
• Legenda:
• NI - Curva normal inversa
• MI - Curva muito inversa
• EI - Curva extremamente inversa
• TD - Tempo definido
• Pelas curvas acima, desenhadas em um mesmo gráfico, observa-se
• que no intervalo entre 1,5 ≤ M <3,7 a proteção será atuada pelo
• elemento 1 (normal inversa). Já no intervalo de 3,7 ≤ M <5,5 a
• atuação da proteção ocorrerá pelo elemento 2 (muito inversa). Para
• relações de M entre 5,5 e 10, a atuação ocorrerá pelo elemento 3 e,
• finalmente, para correntes maiores do que 10 vezes a corrente de
• atuação, a unidade instantânea será a responsável pela operação.
• As mais utilizadas são as curvas IEC normal inversa, muito inversa e
• extremamente inversa.
• tem-se um exemplo do esquema de proteção das
• funções de sobrecorrente instantânea e temporizada 50/51,
• respectivamente, de fase e de neutro da saída de um alimentador
• radial. Os relés enviam sinal para o disjuntor 52.
• 4.4.3.1 Coordenação de Fusíveis Série
• O elo fusível protetor deve atuar primeiro, para isso o tempo total de
• interrupção dele deve ser menor que o tempo mínimo para a fusão
do
• elo fusível protegido
• 4.4.3.2 Coordenação entre Religador e Fusível
• O elo fusível não deve atuar durante a operação rápida do religador,
• mas na primeira operação temporizada deve ocorrer a fusão.
• A Figura 4.50 apresenta, por exemplo, duas curvas de funcionamento,
• a de um disjuntor (D) e a de um fusível (F), coordenadas de modo que
• o fusível atue primeiro em caso de curto-circuito, mas que não atue
• em caso de pequena sobrecorrente, deixando que o disjuntor
• assegure essa proteção.
• Pelo exame da Figura 4.50 verifica-se que, para qualquer corrente
• inferior a Io, o disjuntor funciona primeiro, ao passo que, para
• intensidades superiores, o tempo de funcionamento do fusível é mais
• curto que o do disjuntor.
FUNÇÕES DE PROTEÇÃO
 Os relés têm as suas funções de proteção identificadas por números,
de acordo com a as normas IEEE (Institute of Electrical and
Electronics Engineers), ANSI (American National Standards Institute)
e IEC (International Electrotechnical Commission).

 A tabela seguinte apresenta alguns dos códigos de funções de


proteção padrão praticados pelo IEEE/ANSI.

Principais Funções de Proteção Aplicadas em SE


206
207
ESTUDOS DO CURTO CIRCUITO
Para o nosso Sistema em questão, Distante dos geradores:
Impedância acumulada desde a geração até o ponto de curto-circuito é
tão grande em relação às impedâncias do gerador que a corrente de
curto-circuito simétrica já é a de regime permanente no instante t = 0 s,
acrescida de uma componente de corrente contínua;
A impedância acumulada (linhas de transmissão e distribuição,
transformadores rebaixadores) elimina a influência das impedância do
sistema de geração; Formados por duas componentes:
Componente simétrica;
Componente contínua: É decrescente. Provocada pela propriedade do
fluxo magnético que não pode variar bruscamente
DISTANTE DOS GERADORES
86
PROTEÇÃO DOS ALIMENTADORES
PROTEÇÃO DOS
TRANSFORMADORES
 Subestações de Distribuição
 Equipamentos da subestação de distribuição
 Patio de alta tensão (subtransmissão)
 (Equipamentos e proteção)
 Patio de baixa tensão (Distribuição)
 (Equipamentos e proteção)
 Linhas de distribuição (LDA e LDS)
 (Equipamentos e proteção)
 Conexão com consumidores.
Para alimentadores tronco ligados
diretamente na SE de distribuição (FA)
Saída do Alimentador da Subestação
Subestação de distribuição da região
administrativa da Santa Maria
Subestação de distribuição da região
administrativa da Santa Maria
Alimentadores da subestação de Planaltina
vale do Amanhecer
3.53. Tronco de Alimentador
Parte do alimentador de distribuição que transporta a
parcela principal da carga total e que
normalmente tem como proteção contra
sobrecorrentes, apenas os equipamentos
existentes na subestação da qual deriva, podendo
ainda contar com a instalação religador
ou chave fusível, no caso da corrente de curto
circuito mínima não ser capaz de
sensibilizar a proteção da subestação.
Condutores
Subestações de distribuição
b) Linhas Primárias de 34,5 kV
Em razão das linhas de 34,5 kV servirem para alimentar ou interligar
subestações,
além de poderem ainda atender à consumidores de porte significativo,
a execução do
projeto deve passar por uma consulta à área de Planejamento, que
informará as
previsões para o local. Para cada circuito, o critério de carregamento
máximo é a
capacidade nominal do cabo
PROTEÇÃO EM SISTEMAS
DE DISTRIBUIÇÃO
• Cálculos para proteção de subestações de Distribuição:
• Cálculos de TCs e Disjuntores de alta tensão
• calculo de condutores

• Cálculos de proteção de alimentadores e serviço auxiliar


PROTEÇÃO DE ALIMENTADORES
• Cálculos das correntes de curto-circuito
• No planejamento de um sistema de distribuição de energia elétrica,
uma das mais importantes informações é o valor da corrente de curto
circuito, que circula em diversos pontos da rede, as quais auxiliam no
dimensionamento e calibração dos equipamentos de proteção
instalados na rede de distribuição, como:
• Na energização de transformadores de potência surge um fenômeno físico na
qual a corrente inicial é maior que a corrente em vazio, podendo chegar a vinte
vezes a corrente de pico do valor nominal do transformador, a este fenômeno de
corrente transitória de magnetização, dá-se o nome de corrente Inrush (surto). A
corrente de Inrush trata-se de um fenômeno transitório, a qual, pode causar uma
queda momentânea da tensão se a impedância da fonte for considerada. A
análise deste efeito é de suma importância para o dimensionamento dos
equipamentos de proteção, os quais compõem uma rede de distribuição de
energia elétrica, pois se os dispositivos de proteção estiverem ajustados com
valores baixos, entendem este surto como uma sobrecorrente causando assim a
atuação dos dispositivos de proteção da rede de distribuição.
• Um dado importante é que a corrente de Inrush não pode ser maior que a
corrente de curto circuito trifásico para qualquer ponto da rede. Porém se o
cálculo mostrar que a corrente de Inrush é maior que a corrente de curto circuito
trifásico, deve-se considerar a corrente de Inrush igual a corrente de curto
circuito. [3] ,
A corrente simétrica é aquela em que a senóide da corrente é simétrica ao eixo do tempo (figura 11), e tem
como característica correntes de curto circuito permanentes
• A tensão em seu valor máximo, ocorrendo um curto-circuito, a
corrente será simétrica conforme
• Quando ocorre um curto-circuito e a tensão está no valor máximo a
corrente é simétrica.
Transformador de 32 MVA, 138/13.8 kV, com 8 Alimentadores de de 4 MVA,
Potências de curto-circuito na Subestação 138 KV Scc= 5000 MVA e no 13.8 KV na
saída do transformador e nos alimentadores Scc=250 MVA.

2
1 3
Automação das subestações
• As Subestações foram sendo automatizadas, visando a segurança de
operadores que podem executar manobras de fechamento e abertura
de seccionadoras e disjuntores e comutação de transformadores a
distancia, alem de acompanhar através de telas supersorios as
informações da subestação.