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Ministério da Fazenda Economia Brasileira em PERSPECTIVA 8 a Edição | Agosto/Setembro | 2010

Ministério

da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

8

a

Edição | Agosto/Setembro | 2010

Agosto / Setembro 2010

Sumário

Ministério

da Fazenda

Atividade Econômica

5

Mercado de Consumo de Massa

25

Inflação

33

Juros e Crédito

45

Panorama Internacional

69

Destaque: Mercados Emergentes

Redução da Vulnerabilidade Externa

93

Destaque: Mercado de Câmbio

Política Fiscal

113

Destaque: Receitas Oriundas do Petróleo

Glossário

137

NOTA

O relatório “Economia Brasileira em Perspectiva” é publicado bimestralmente pelo Ministério da Fazenda.

O documento consolida e atualiza as principais variáveis

macroeconômicas resultantes da condução da política econômica, conseqüência do trabalho conjunto das Secretarias SPE, STN, SAIN, SEAE e RFB que compõem o Ministério da Fazenda.

Economia Brasileira em PERSPECTIVA Atividade Econômica Ministério da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

Atividade Econômica
Atividade
Econômica

Ministério

da Fazenda

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

PIB 2010: o maior crescimento dos últimos 24 anos

O crescimento do PIB no 2º trimestre de 2010 (8,8% frente ao mesmo trimestre do ano anterior) superou as expectativas de mercado. A média da alta do PIB para os próximos cinco anos, incluindo 2010, deve ficar em 5,9%.

Crescimento Médio do PIB (% a.a.)

4,3 2,7 1,3 Média 1,7% 0,0 0,3
4,3
2,7
1,3
Média
1,7%
0,0
0,3
PAC 1 6,1 5,7 5,1 4,0 3,2 1,1
PAC 1
6,1
5,7
5,1
4,0
3,2
1,1

Média 4,2%

0,0 0,3 PAC 1 6,1 5,7 5,1 4,0 3,2 1,1 Média 4,2% -0,2 7,5 PAC 2

-0,2

7,5 PAC 2 Média 5,9% 5,5 5,5 5,5 5,5
7,5
PAC 2
Média 5,9%
5,5
5,5
5,5
5,5

1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* 2011* 2012* 2013* 2014*

Média (1998-2002)

Média (2003-2009)

Média (2010-2014)

Dados em: % anual

* Estimativas Ministério da Fazenda

O PAC é um programa estratégico de investimentos que combina medidas de gestão e obras de infraestrutura

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

6

6

6

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Demanda interna cresce 10% ao ano em 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Em 2010, o crescimento da economia foi alavancado principalmente pelo investimento. A demanda interna deve atingir patamar de 10,3%, o maior dos últimos anos sem contudo refletir em aumento de preços, pois a parcela excedente da demanda é atendida pela demanda externa líquida (diferencial de exportações e importações).

Decomposição do Crescimento do PIB (% a.a.)

10,3 7,5 7,4 7,5 5,0 5,7 6,1 5,3 5,1 2,7 0,2 4,0 3,2 2,7 1,1
10,3
7,5
7,4
7,5
5,0
5,7
6,1
5,3
5,1
2,7
0,2
4,0
3,2
2,7
1,1
2,5
0,1
1,7
0,7
0,5
-0,2
-0,5
-0,3
-1,4
-1,4
-2,8
-2,2
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009*
2010*

Demanda Interna-2,2 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009* 2010* Demanda Externa Líquida PIB Dados em:

Demanda Externa Líquida2004 2005 2006 2007 2008 2009* 2010* Demanda Interna PIB Dados em: % anual * Estimativas

PIB Dados em: % anual * Estimativas Ministério da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Investimento volta a acelerar a partir de 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O BNDES, a PETROBRAS e o PAC são responsáveis por grande parte da retomada dos investimentos em 2010. Para os próximos anos, com a Copa do Mundo, Olimpíadas e o PAC 2, o Governo prepara uma série de medidas com o intuito de criar condições para a ampliação do financiamento a longo prazo pelo setor privado. Ao final de 2010, espera que investimento fique em 19,1 % do PIB.

Taxa de Variação Real de FBCF com deflator do PIB (%) 20 16,2 15,9 15
Taxa de Variação Real de FBCF com deflator do PIB (%)
20
16,2
15,9
15
10
7,5
5,7
5
0
-5
-1,5
-10
-7,8
-15
-17,2
-20
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009 2010*

Dados em: % anual

* Posição no 2º trimestre de 2010 com deflator do PIB

Fonte: IBGE e IPEA Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Investimentos crescem 26% no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2010, o País cresceu 8,9% com destaque para agricultura, indústria (em torno de 14%) e principalmente pelo forte desempenho de cerca de 26% dos investimentos (FBCF). O aumento da taxa da agropecuária é justificado principalmente pelo aumento da produtividade e pelo desempenho de produtos da lavoura como soja, café, milho e algodão. O investimento, componente mais afetado pela crise financeira, encontra-se em sólida recuperação, enquanto o consumo das famílias desacelera em virtude do fim dos incentivos fiscais da linha branca e dos automóveis.

Composição da Oferta e Demanda (%)

2,0 5,1 11,4 14,6 13,8 5,9 5,6 9,0 7,0 6,1 26,0 26,5 OFERTA DEMANDA Consumo
2,0
5,1
11,4
14,6
13,8
5,9
5,6
9,0
7,0
6,1
26,0
26,5
OFERTA
DEMANDA
Consumo
Consumo
Agropecuária
Indústria
Serviços
das Famílias
do Governo
Formação Bruta
de Capital Fixo

1º T 2010das Famílias do Governo Formação Bruta de Capital Fixo 2ºT 2010 Dados em: % Fonte: IBGE

2ºT 2010do Governo Formação Bruta de Capital Fixo 1º T 2010 Dados em: % Fonte: IBGE Elaboração:

Dados em: %

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

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9

9

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

PIB per capita cresce, em termos reais, 17,8% em 7 anos

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O PIB per capita cresceu 17,8%, a preços de 2009, passando de R$ 13.931 em 2003 para R$ 16.414 em 2009. O forte crescimento econômico, a valorização do real e as perspectivas positivas de investimento e desenvolvimento do País mantêm a trajetória ascendente, podendo chegar a US$ 10.000,00 em 2011. Ao comparar a evolução do indicador do Brasil com o dos EUA, o ritmo de expansão econômica brasileira cresceu ao longo dos anos em termos per capita e ultrapassa o da economia norte-americana a partir de 2009, com base nas estimativas do FMI.

Evolução do PIB per capita (número-índice - 1995 = 100) 250 223,1 200 199,1 165,1
Evolução do PIB per capita (número-índice - 1995 = 100)
250
223,1
200
199,1
165,1
162,4
150
100
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* 2011* 2012* 2013* 2014* 2015*

PIB per capita dos EUA PIB per capita do Brasil

Dados em: número-índice (1995 = 100)

* Estimativas FMI

Fonte: Bloomberg e FMI Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Confiança da indústria apresenta trajetória estável

As perspectivas para os próximos meses são mais otimistas. Das 1.195 empresas consultadas pela FGV, 49,3% prevêem aumento da produção entre setembro e novembro.

Índice de Confiança da Indústria (pontos, com ajuste sazonal)

Otimista Pessimista Jan 09 Fev Mar 09 09 Abr 09 Mai 09 75,7 75,1 Jun
Otimista
Pessimista
Jan 09
Fev Mar 09
09
Abr 09
Mai 09
75,7
75,1
Jun 09 Jul 09
75,1
76,2
78,0
Ago 09
76,2
Set 09
82,6
78,0
Out Nov 09
87,0
09
82,6
Dez 09
90,6
Jan 10
95,7
Fev Mar 10
100,2
10
Abr 10
103,6
Mai 10
107,0
Jun 10 Jul 10
109,6
Ago 10
113,4
Set 10
113,6
115,8
116,5
115,3
116,1
115,3
115,3
116,1
113,6
115,3
112,9
112,9
113,4

Dados em: pontos, com ajuste sazonal

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Índice de produção industrial de setembro deve voltar a crescer

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A recuperação da produção industral ao nível anterior à crise financeira ocorreu já no 1 o trimestre de 2010. No 2 o trimestre, houve estabilização da produção industrial devido principalmente ao ajuste de estoques

e à queda nas exportações provocada pelo fraco desempenho da economia mundial. Para o 4 o trimestre, espera-se que a produção industral volte a apresentar desempenho positivo.

Índice de Produção Industrial (média 2002 = 100) 135 131,1 130,8 130 129,0 125 120
Índice de Produção Industrial (média 2002 = 100)
135
131,1
130,8
130
129,0
125
120
115
110
105
103,8
100
95
90
Jun Ago 07
07
Out
07
Dez
07
Fev
08
Abr
08
Jun Ago 08
08
Out 08
Dez
08
Fev
09
Abr 09
Jun Ago 09
09
Out
09
Dez
09
Fev 10
Abr
10
Jun Ago 10
10

Dados em: número-índice, com ajuste sazonal (média 2002 = 100)

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

A utilização da capacidade instalada segue estável

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A acomodação da produção industrial no 2º trimestre e a maturação dos investimentos contribuem para a estabilidade. O aumento da produtividade na indústria ocorrido nos últimos anos também influenciou para este resultado. Outro aspecto é a defasagem entre a compra de um equipamento e sua utilização propriamente dita, o que implica que parte destes investimentos ainda vão se traduzir em mais capacidade produtiva.

Nível de Utilização da Capacidade Instalada na Indústria (%, com ajuste sazonal) 88 86 84
Nível de Utilização da Capacidade Instalada na Indústria (%, com ajuste sazonal)
88
86
84
82
80
78
76
74
Jun 06
Set Dez
06 Mar
06
07
Jun 07
Set Dez
07 Mar
07
08
Jun 08
Set Dez
08 Mar
08
09
Jun 09
Set Dez
09 Mar
09
10
Jun Ago 10 10

84,9

82,4

82,3

NUCI - FIESP NUCI - FGV NUCI - CNI Dados em: % utilização da capacidade
NUCI - FIESP
NUCI - FGV
NUCI - CNI
Dados em: % utilização
da capacidade instalada na
indústria, com ajuste sazonal

Fonte: CNI, FIESP e FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

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da Fazenda

Produção de bens de capital e bens intermediários alavanca indústria

A fabricação de veículos automotores e de máquinas e equipamentos, principalmente de caminhões, foi um dos principais motores do avanço da recuperação da produção industrial em 2010. A revisão do crescimento do PIB de 2010 para 7,5% demonstra a retomada da produção industrial que pode fechar o ano com crescimento anual de 11,3%.

Produção Industrial (% a.a.)

-0.2 0,0 -4,1 -0,5 7,9 4,7 7,7 5,3 1,8 4,4 1,2 2,2 4,3 3,4 -2,1
-0.2
0,0
-4,1
-0,5
7,9
4,7
7,7
5,3
1,8
4,4
1,2
2,2
4,3
3,4
-2,1
0,0
-0,6
0,2
6,6
4,3
1,6
1,3
2,7
2,7
1,1
8,1
5,7
3,4
3,2
2,8
4,0
5,9
6,1
2,9
5,1
-7,2
-0,2
8,5
7,5

1992

1993 1994

1995 1996

1997 1998

1999

2000 2001

2002

2003 2004

2005

2006 2007

2008 2009 2010*

Variação real anual do PIB1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* Variação da produção anual

Variação da produção anual2005 2006 2007 2008 2009 2010* Variação real anual do PIB da Indústria Geral, com ajuste

da Indústria Geral, com ajuste sazonal (média acumulada contra média acumulada no mesmo período do ano anterior) * Posição de julho de 2010

Dados em: % anual

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

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14

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

10 Abr

10 Mar

10 10

Jul Ago 10 10

10 Jun

10 Mai

08 Nov

Jun 08

08 Dez

08 Out

08 Set

08 Jan

08 Fev

09 Abr

09 Jun

09 Nov

09 Mai

09 Mar

09 09

09 Set

09 Dez

09 Out

09 Jan

09 Fev

Jul Ago

Jul Ago

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Máquinas e equipamentos crescem a 28% no acumulado do ano

A produção de bens de capital elevou-se de 1,4% na comparação com julho de 2010 e alta de 28% ante agosto do ano passado. Este aumento foi influenciado, principalmente, pelos bens de capital para construção (103,8%), e bens agrícolas (48,3%). Destaca-se que todos os segmentos tiveram variação positiva no período.

Bens de Capital (%)

40

30

20

10

0

-10

-20

-30

20,1 20,5 19,6 20,0 19,0 17,2 14,3 14,2 11,9 9,4 8,1 5,1 36,7 5,0 22,4
20,1
20,5
19,6
20,0
19,0
17,2
14,3
14,2
11,9
9,4
8,1
5,1
36,7
5,0
22,4
23,8
11,0
25,1
16,3
3,7
23,1
12,5
25,2
39,4
36,3
21,6
28,0
26,9
0,7
0,2
-14,4
-14,4
-24,4
-21,4
-2,4
-24,4
-23,6
-22,0
-20,6
-16,9
-3,8
-2,5
-29,3
-22,6
-6,2
-8,5
-10,1
-12,8
-12,9
-15,8
-16,5
-17,4
-19,3
-19,8
-8,5 -10,1 -12,8 -12,9 -15,8 -16,5 -17,4 -19,3 -19,8 % ante mesmo mês do ano anterior

% ante mesmo mês do ano anterior % acumulada no ano ante o mesmo período do ano anterior, com ajuste sazonal

Dados em: %

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Venda de veículos continua a bater recordes

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O

licenciamento de autoveículos voltou a se expandir mesmo após o fim do período de desoneração do IPI.

O

crescimento em agosto de 2010 foi de 3,5% em relação a julho do mesmo ano e de 21,2% em relação

a

agosto do ano passado. Com esse desempenho, o Brasil já é o 4º mercado automotivo do mundo. Nos

próximos meses, o mercado deve seguir crescendo, conquanto, segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras - ANEF, a inadimplência nas linhas de financiamento de veículos deve recuar.

Licenciamento de Autoveículos (milhares de unidades) Redução do IPI, com vigor entre Jan a Mar
Licenciamento de Autoveículos (milhares de unidades)
Redução do
IPI, com
vigor entre
Jan a Mar 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Jun 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Set 09
Governo
estende IPI
reduzido até
Mar 10
353,7
312,8
300,2
308,7
293,0
271,4
277,8
258,1
251,7
251,1
234,4
213,3
199,4
Fim do período de
desoneração do IPI
Fev Mar
09 Abr
09 Mai
09 Jun
09 09
Jul Ago 09
09 Out
Set
09 Nov
09 Dez
09 Jan
09 Fev
10 Mar
10 Abr
10 Mai
10 Jun
10 10
Jul Ago 10 10

Dados em: milhares de unidades

Fonte: Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda

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16

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

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da Fazenda

Índice de confiança do consumidor cresce em patamares elevados

O nível de confiança do consumidor atingiu patamar recorde no 3º trimestre de 2010, impulsionado pela expansão do emprego, da renda e pelo dinamismo do mercado de crédito para pessoas físicas.

Índice de Confiança do Consumidor (pontos, com ajuste sazonal)

Nov Dez 08 Jan 08 Fev 09 Mar 09 Abr 09 Mai 96,9 09 Jun
Nov Dez
08 Jan
08 Fev
09 Mar
09 Abr
09 Mai
96,9
09 Jun
09 09
97,4
100,3
Jul Ago
09 Set
96,3
09 Out
99,2
09 Nov
09 Dez
97,6
09 Jan
102,1
09 Fev
106,4
10 Mar
10 Abr
108,4
10 Mai
110,3
10 Jun
10 10
111,5
Jul Ago
114,5
10 Set
10 10
115,5
114,1
116,4
111,0
112,3
113,0
115,3
117,0
117,4
120,4
122,5

Dados em: pontos, com ajuste sazonal

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

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17

17

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Vendas do comércio varejista têm o melhor agosto desde 2000

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Dentre os principais fatores que explicam o resultado de agosto de 2010 estão o aumento na geração de empregos, a elevação da renda e a oferta de crédito. Para o ano, o crescimento das vendas no varejo deve ficar em torno de 10%.

Volume de Vendas do Comércio Varejista (% a.a., acum.12m.) 15 12,3 10 10,1 5 0
Volume de Vendas do Comércio Varejista (% a.a., acum.12m.)
15
12,3
10
10,1
5
0
Fev Mar
08 Abr
08 Mai
08 Jun
08 Jul
08
08 Set
Ago
08 Out
08
08 Dez
Nov
08 Jan
08 Fev
09 Mar
09 Abr
09 Mai
09 Jun
09 Jul
09
09 Set
Ago
09 Out
09
09 Dez
Nov
09 Jan
09 Fev
10 Mar
10 Abr
10 Mai
10 Jun
10 Jul
10
10 10
Ago

Pesquisa Mensal do Comércio - (PMC ) PMC Ampliada*

Dados em: % anual, acumulado em 12 meses

* Inclui veículos, motos, partes e peças, e material de construção

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

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Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

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da Fazenda

Varejo cresce em todos os setores

Todas as atividades da PMC apresentaram resultado positivo em agosto de 2010, se comparado ao mês de julho. Merecem destaque os setores (Veículos e Motos, e de Móveis e Eletrodomésticos) que, mesmo com o fim das desonerações do IPI, demostraram crescimento acima de 2,0% em relação ao mês anterior.

Vendas Reais no Varejo (% a.m., ajuste sazonal)

Atividade

Comércio Varejista Ampliado

Comércio Varejista

Outros art.de uso pessoal e doméstico

Combustíveis e Lubrif.

Hip., Super. Prod. Alim., Bebidas e Fumo

Equip. e mat. para esc., inf. e comunic.

Tecidos, vestuário e calçados

Material de construção

Veículos, motos, partes e peças

Art. Farm., médicos, ort., de perf. e cosm.

Móveis e eletrodomésticos

Livros, jornais, revistas e papelaria

Ago/Jul 2010

2,1 2,0 0,4 1,2 1,2 1,3 1,9 2,0 2,4 2,6 2,9 3,5
2,1
2,0
0,4
1,2
1,2
1,3
1,9
2,0
2,4
2,6
2,9
3,5

Dados em: % mensal, com ajuste sazonal

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

19

19

19

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Comércio varejista continua a crescer

Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE)

Com ajuste sazonal Variação em relação (%)

Sem ajuste sazonal Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Mês base:

Mês anterior:

 

Acumulado

Acumulado em 12 Meses

Ago 10

Jul 10

Ago 09

no ano

Comércio Varejista

2,0

10,4

11,3

10,1

Combustíveis e Lubrificantes

1,2

8,8

6,3

4,6

Hiper., Superm., prod. alimentícios, bebidas e fumo

1,2

7,2

10,0

10,0

Tecidos, Vestuário e Calçados

1,9

12,8

10,8

7,7

Móveis e Eletrodomésticos

2,9

16,7

18,9

15,1

Comércio Varejista Ampliado

2,1

14,0

12,2

12,3

Veículos Motos, Partes e Peças

2,4

19,3

13,1

16,8

Material de Construção

2,0

19,9

16,4

10,1

Dados em: %

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

20

20

20

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Composição do Produto Interno Bruto

Produto Interno Bruto

Variação do trimestre/ trimestre anterior

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Com ajuste sazonal (%)

Período base:

1T 10

2T 09

Acumulado

Acumulado

2009 / 2008

2T 10

4 trimestres

no Ano

Agropecuária

2,1

11,4

1,6

8,6

-5,2

Indústria

1,9

13,8

5,6

14,2

-5,5

Extrativa Mineral

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

-

14,1

7,6

13,9

-0,2

Transformação

-

13,8

5,9

15,4

-7,0

Construção Civil

-

16,4

5,5

15,7

-6,3

Serviços

1,2

 

5,6

4,5

5,7

2,6

Comércio

-

11,8

7,7

13,5

-1,2

Transporte, Armazenagem

 

11,2

6,3

11,8

-2,3

e Correio

-

Serviços de Informação

-

 

3,4

3,2

3,0

4,9

PIB (a preços de mercado)

1,2

 

8,8

5,1

8,9

-0,2

Consumo das Famílias

0,8

 

6,7

6,9

8,0

4,1

Consumo da

         

Administração Pública

2,1

 

5,1

3,4

3,6

3,7

Formação Bruta de Capital Fixo

2,4

26,5

8,9

26,2

-9,9

Exportações de Bens e Serviços

1,0

 

7,3

0,7

10,5

-10,3

Importações de Bens e Serviços (-)

4,4

38,8

12,7

39,2

-11,4

Dados em: %

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

21

21

21

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Produção Industrial

Produção Industrial Física (IBGE)

Com ajuste sazonal Variação em relação (%)

Sem ajuste sazonal Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Mês base:

Mês anterior:

Média do

   

Acumulado

Ago 10

Jul 10

trimestre

Ago 09

Acum. ano

12 Meses

INDÚSTRIA GERAL

-0,1

-1,2

8,9

14,1

9,8

Indústria de Transformação

-0,3

-1,7

8,7

14,1

9,9

Bens de Capital para fins industriais

-

- 19,2

 

26,1

8,4

não-seriados

-

- 0,5

 

0,2

-1,7

Bens de Capital peças agrícolas

-

- 23,3

 

14,6

-2,0

Bens de Capital para o setor de energia elétrica

-

- 8,3

 

0,0

-14,5

Bens de Capital de uso misto

-

- 12,9

 

24,4

17,0

Bens de Consumo Duráveis

-0,1

-2,7

4,7

15,7

15,5

Dados em: %

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

22

22

22

Atividade Econômica

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Vendas Industriais

 

Com Ajuste Sazonal

 

Sem Ajuste Sazonal

 

Variação em relação (%)

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Vendas Industriais (CNI) Jul 10

Mês anterior

Média do

Jul 09

Acum. Ano

Acumulado

Jun 10

trimestre

12

Meses

Faturamento Real

3,6

0,1

8,9

11,4

 

6,9

Horas Trabalhadas na Produção

1,6

0,5

8,1

7,7

 

1,5

Embalagens (ABPO)

Mês anterior

Média do

Ago 09

Acum. Ano

Acumulado

Ago 10

Jul 10

trimestre

12

Meses

Expedição de Papel Ondulado

-1,6

-0,6

10,2

17,2

 

15,3

Veículos (Anfavea)

Mês anterior

Média do

Ago 09

Acum. Ano

Acumulado

Ago 10

Jul 10

trimestre

12

Meses

Produção Autoveículos

1,1

-4,6

11,5

17,5

 

20,4

Licenciamento Autoveículos (nacionais e importados)

10,0

-5,2

21,2

10,1

 

16,3

Exportações de Autoveículos

-8,5

-0,3

42,8

73,2

 

34,4

Sondagem da Indústria de Transformação (FGV)

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%)

Acum. Ano

Acumulado

Set 10

Jul 10

Ago 10

Set 10

12

Meses

Produção Prevista

2,1

0,0

0,7

13,6

 

19,2

Nível de emprego previsto

13,4

12,1

8,1

28,1

 

26,6

Demanda interna

22,4

13,1

10,5

37,3

 

36,0

Demanda externa

28,0

18,5

15,1

28,7

 

24,5

Estoques

7,5

3,1

1,0

11,8

 

12,2

Nível de utilização da capacidade *

85,0

85,4

85,9

84,4

 

84,3

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Dados em: %

* O cálculo do NUCI considerou a média do ano nos últimos 12 meses e os três últimos valores mensais

Fonte: CNI, ABPO, FGV e Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda

23

23

23

Economia Brasileira em PERSPECTIVA Mercado de Consumo de Massa Ministério da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

Mercado de Consumo de Massa
Mercado de
Consumo de Massa

Ministério

da Fazenda

Mercado de Consumo de Massa

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Nova classe média representará mais 113 milhões em 2014

Desde 2002, cerca de 25 milhões de brasileiros deslocaram-se para o meio da pirâmide social. Em 2010, a classe C já responde por cerca de 103 milhões de brasileiros e continuará a expandir-se nos próximos anos. Para o período compreendido entre os anos de 2008 e 2010, a estimativa é de que o percentual da população na classe C cresça 21,5%.

Evolução das Classes Econômicas (% da população e milhões de indivíduos)

Econômicas (% da população e milhões de indivíduos) 31 8% 13 11% 20 16% 37% 66
Econômicas (% da população e milhões de indivíduos) 31 8% 13 11% 20 16% 37% 66
Econômicas (% da população e milhões de indivíduos) 31 8% 13 11% 20 16% 37% 66
Econômicas (% da população e milhões de indivíduos) 31 8% 13 11% 20 16% 37% 66
31
31
Econômicas (% da população e milhões de indivíduos) 31 8% 13 11% 20 16% 37% 66

8%

13

11%

20

16%

37%

37%

66

50%

37% 66 50% 95 56%   113

95

56%

37% 66 50% 95 56%   113
 

113

27%

27%

47
47

24%

27% 47 24% 44 20% 40
44
44

20%

27% 47 24% 44 20% 40
40
40
28%

28%

49
49

15%

28% 49 15% 29 8% 16
29
29

8%

28% 49 15% 29 8% 16

16

2003

2009

2014

Classes A / B28% 49 15% 29 8% 16 2003 2009 2014 Classe C Classe D Classe E Dados

Classe C49 15% 29 8% 16 2003 2009 2014 Classes A / B Classe D Classe E

Classe D29 8% 16 2003 2009 2014 Classes A / B Classe C Classe E Dados em:

8% 16 2003 2009 2014 Classes A / B Classe C Classe D Classe E Dados

Classe E

Dados em: em milhões de indivíduos e % da população

Fonte: FGV, IBGE e LCA Elaboração: Ministério da Fazenda

26 26

Mercado de Consumo de Massa

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Diminui a desigualdade da renda

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O índice de Gini, utilizado para medir a desigualdade de renda, caiu progressivamente nos últimos anos.

A explicação é tanto pela redução da desigualdade nas rendas do trabalho, como também pela política de

fortalecimento do salário-mínimo e dos programas de transferência de renda. Os dados mais recentes da PNAD de 2009, por exemplo, indicam que as aposentadorias vinculadas ao salário-mínimo e as transferências focalizadas (como Programa Bolsa-Família e benefícios de prestação continuada), todos pagos pelo Governo Federal, contribuem positivamente para reduzir o Gini.

Coeficiente de Gini (1995-2009) 0,61 0,60 0,59 0,59 0,58 0,57 0,57 0,55 0,54 0.54 0,53
Coeficiente de Gini (1995-2009)
0,61
0,60
0,59
0,59
0,58
0,57
0,57
0,55
0,54
0.54
0,53
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

Dados em: índice

Fonte: IPEA Elaboração: Ministério da Fazenda

27 27

Mercado de Consumo de Massa

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Pobreza cai mais de 45% entre 2003 e 2009

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Mesmo em ano de crise, os dados da PNAD de 2009 indicam que houve continuidade na trajetória de redução da pobreza no Brasil. Segundo os cálculos da FGV, a classe pobre declinou para 15,3% da população total.

Evolução da Pobreza (%)

30 25 20 15 10 5 27,5 26,7 28,1 25,4 22,8 19,3 18,3 16,0 15,3
30
25
20
15
10
5
27,5
26,7
28,1
25,4
22,8
19,3
18,3
16,0
15,3
0
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Indicador de Pobreza (indivíduos na pobreza

Indicador de Pobreza (indivíduos na pobreza / total de indivíduos)*

Dados em: em milhões de indivíduos e % da população

* Indivíduos na pobreza referem-

se aos indivíduos pertencentes

à Classe E, cuja renda domiciliar

total de uma família corresponde

a R$ 705, a preços de 2009

segundo os microdados da PNAD

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

28 28

Mercado de Consumo de Massa

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

2

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Criação de empregos bate recorde

A retomada do crescimento econômico contribui para a forte geração de novos postos de trabalho. Neste ano, as estimativas do Ministério da Fazenda apontam para geração de mais de 2 milhões de novos empregos. O total de empregos gerados no período 2003 a 2010 pode chegar a 15 milhões.

Geração Líquida de Empregos (milhares de postos de trabalho)

15 milhões de empregos

2.350**

148 88 75 274 387 502 1.235 961 1.494 861 1.766 1.863 1.831 1.917 2.452
148
88
75
274
387
502
1.235
961
1.494
861
1.766
1.863
1.831
1.917
2.452
1.834
1.766
2.202

1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010*

Dados em: milhares de postos de trabalho

* Resultados de 2010 referem- se apenas ao saldo do CAGED acumulado no ano até agosto de 2010; os demais referem-se ao CAGED e à RAIS ** Estimativas Ministério da Fazenda

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Elaboração: Ministério da Fazenda

29 29

Mercado de Consumo de Massa

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Há mais empregos com carteira assinada

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A taxa de formalização no mercado de trabalho permanece em patamar elevado. Entre os setores da economia, em termos de geração de postos de trabalho, apenas os Serviços Domésticos tiveram queda na comparação de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado (-7,1%). Em setembro, a taxa voltou a crescer atingindo 51,1%.

Taxa de formalização (% empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados) 51,5 51,1
Taxa de formalização (% empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados)
51,5
51,1
51,1
51,0
51,1
50,9
50,8
50,8
51,0
50,7
50,3
50,5
50,0
49,5
49,0
48,5
48,0
47,5
47,0
46,5
46,0
45,5
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

2008

2009

2010

Dados em: % empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

30 30

Mercado de Consumo de Massa

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Taxa de desemprego é a menor da série histórica

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A queda do número de desempregados no Brasil é reflexo do dinamismo atual da atividade econômica e a melhoria na qualidade do emprego. Em agosto deste ano, comparado ao mesmo mês do ano anterior, os postos com carteira assinada cresceram 7,2%, acima do aumento de 3,2% da população ocupada, resultando no recuo do desemprego para 6,7%. No mês de setembro, novo recorde histórico com a taxa ficando em 6,2% o menor índice desde que a série foi construída, março de 2002.

Evolução da Taxa de Desemprego (% PEA)* 11 10,1 10 9,5 9,0 9 8,1 8
Evolução da Taxa de Desemprego (% PEA)*
11
10,1
10
9,5
9,0
9
8,1
8
7,6
7,4
7,6
7
6,8
6,2
6,8
6,7
6
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

2010

2009

2008

2007

Dados em: % PEA, sem ajuste sazonal

* A taxa de desemprego considera 6 regiões metropolitanas

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

31 31

Mercado de Consumo de Massa

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Perfil das Classes Econômicas

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Perfil das classes econômicas

 
 

Classe AB

Classe C

Classe D

Classe E

Definição de classes econômicas (R$ a preços de 2009)

       

Limite inferior

4854

 

1126

541

0

Limite superior

ou mais

 

4854

1126

541

Dados gerais - 2009

       

Massa de renda (%)

44,1

 

46,3

7,8

1,8

População (milhões de indivíduos)

19,97

 

94,93

44,45

28,84

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Posição na ocupação - 2009

       

Inativo

30,53

 

34,84

43,56

48,05

Empregado com carteira

21,11

 

22,96

11,77

4,31

Empregado sem carteira

4,85

 

6,75

6,68

4,47

Conta própria

11,89

 

11,85

11

11,05

Empregador

9,81

 

2,14

0,55

0,55

Funcionário Público

16,84

 

7,09

3,19

1,61

Outros

4,97

 

14,37

23,25

29,96

Educação (%) - 1992 a 2009

       

Educação média (pop. com 25 anos ou mais)

12,00

 

7,18

5,46

4,98

Frequenta ou frequentou curso superior

47,67

 

10,47

2,07

2,44

Bens e serviços (%) - 1992 a 2009

       

Casa própria financiada

7,74

 

4,97

2,98

1,69

Mais de 3 banheiros

13,24

 

1,07

0,23

0,35

Televisão

99,54

 

97,62

96

91,16

Geladeira

99,69

 

97,49

92,5

79,82

Máquina de lavar roupa

85,72

 

53,22

24,96

16,48

Lixo coletado diariamente

91,85

 

87,46

76,97

64,2

Rede de esgoto

72,02

 

57,78

40,45

30,65

Computador com internet

75,82

 

33,9

9,69

6,73

Celular

95,92

 

86,23

77,23

62,81

Definição de classes econômicas (R$ a preços de 2009)

 

Inferior

Superior

Classe E2

0

420

Classe E1

420

541

Classe D2

541

802

Classe D1

802

1126

Classe C2

1126

1888

Classe C1

1888

4854

Classe B2

4854

4902

Classe B1

4902

6329

Classe A2

6329

9366

Classe A1

9366

ou mais

Dados em: % e R$ a preços de 2009

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

32 32

Economia Brasileira em PERSPECTIVA Inflação Ministério da Fazenda

Economia Brasileira em

PERSPECTIVA

Inflação
Inflação

Ministério

da Fazenda

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

2010: crescimento alto com inflação baixa

Com o fim dos estímulos fiscais e monetários, das chuvas e de ajustes sazonais em educação, saúde e transporte público, o IPCA volta à trajetória compatível com o atual nível de crescimento da economia. Em 2010, projeta-se que a inflação medida pelo IPCA fique em 5,1%.

Inflação IPCA (% a.a.)

8,9 6,0 7,7 12,5 9,3 7,6 5,7 3,1 4,5 5,9 4,3 5,1 4,5 4,5 4,5
8,9
6,0
7,7
12,5
9,3
7,6
5,7
3,1
4,5
5,9
4,3
5,1
4,5
4,5
4,5
4,5

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* 2011* 2012* 2013* 2014*

Inflação IPCA Meta de Inflação Limites superior e inferior Dados em: % anual, média das
Inflação IPCA
Meta de Inflação
Limites superior e inferior
Dados em: % anual, média
das expectativas
* Estimativas Ministério da
Fazenda

Fonte: IBGE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda

34 34

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Alta de commodities provoca alta do IPCA em setembro

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Após a alta no começo deste ano, a inflação recuou de maneira significativa de junho a agosto de 2010. Em setembro de 2010, a variação do IPCA voltou a acelerar 0,45%. A maior volatilidade da inflação neste ano foi causada essencialmente pelo comportamento dos preços dos alimentos e commodities em geral, como o minério de ferro.

Evolução da Inflação IPCA (% a.m.) 0.8 0.7 0.6 0.5 0,45% 0,37% 0.4 0.3 0,28%
Evolução da Inflação IPCA (% a.m.)
0.8
0.7
0.6
0.5
0,45%
0,37%
0.4
0.3
0,28%
0.2
0.1
0.0
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

2008

2009

2010

Dados em: % mensal

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

35 35

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Jul Ago 15-Set Set

Fev Mar 15-Abr Abr 15-Mai Mai 15-Jun Jun 15-Jul 15-Ago

15-Dez Dez 15-Jan Jan 15-Fev 15-Mar

Preços dos alimentos elevam grupo Alimentação

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

A crise agrícola na Rússia e o aumento da liquidez internacional elevaram os preços dos alimentos a partir de setembro. O aumento em alimentos no domicílio tem comportamento sazonal (commodities e entressafra)

e não reflete pressões de demanda. A variação em Alimentos fora do domicílio reflete o
e não reflete pressões de demanda. A variação em Alimentos fora do domicílio reflete o crescimento da
massa salarial.
IPCA e IPCA-15 (% a.m.)
2.0
2.0
1,7
1,6
1.5
1,5
1.5
2,3
2,1
1,2
1,1
1,9
1.0
1,0
1,1
1,0
1,0
1,0
1.0
1,1
1,5
1,0
0,8
0,9
1,3
0,9
1,4
1,2
0,8
1,3
0,8
0.5
0,5
0,7
0.5
0,6
0,6
0,6
0,6
0,6
0,7
1,1
0,5
0,5
0,4
0,4
0,3
0,3
0,3
0,2
0,2
0,2
0,2
0.0
-0,1
0.0
-0,2
-0,3
-0,2
-1,2
-0,4
-1,3
-0.5
-0,6
-1,6
-0.5
-1,1
-1,7
-0,7
-0,8
-0,8
-0,9
-1.0
-1.0

Alimentação e Bebidas

Alimentação no domicílio-0,7 -0,8 -0,8 -0,9 -1.0 -1.0 Alimentação e Bebidas Alimentação fora do domicílio Dados em: %

Alimentação fora do domicílio-1.0 Alimentação e Bebidas Alimentação no domicílio Dados em: % mensal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério

Dados em: % mensal

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

36 36

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Sem alimentos, IPCA fica em 0,25% em setembro

Ministério

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Após 3 meses de contribuição negativa, o comportamento dos alimentos voltou a pressionar a inflação em setembro de 2010. Contudo, os outros itens continuam a apresentar comportamento sustentável com o ritmo de crescimento da economia sem pressões de demanda.

Decomposição da Inflação IPCA (% a.m.)

0,12 0,10 0,36 0,05 0,40 0,32 0,11 0,22 0,05 0,28 0,03 0,16 0,15 0,22 0,01
0,12
0,10
0,36
0,05
0,40
0,32
0,11
0,22
0,05
0,28
0,03
0,16
0,15
0,22
0,01
0,19
0,03
0,12
0,07
0,01
0,12
0,44
0,14
0,37
0,46
0,08
0,01
0,21
0,02
0,05
0,20
0,01
0,15
0,16
0,15
0.00
0,52
0,16
0,03
0,17
0,10
0,06
0,07
0,03
0,10
0,16
0,01
0,05
0,05
0,25
0,22
0,35
0,33
0,06
0,05
0,04
0,20
0,03
0,30
-0,03 -0,02 0,13
-0,05
-0,01
-0,02 -0,03
-0,02
-0,06 -0,02 -0,05
-0,06
-0,04 -0,03
-0,04
-0,12 -0,02
-0,09
-0,19
-0,11
-0,21
Jan Fev
09 Mar
09 Abr
09 Mai
09 Jun
09 09
Jul Ago
09 Set
09 Out
09 Nov
09 Dez
09 Jan
09 Fev
10 Mar
10 Abr
10 Mai
10 Jun
10 10
Jul Ago
10 Set
10 10

CombustíveisMar 10 Abr 10 Mai 10 Jun 10 10 Jul Ago 10 Set 10 10 Transporte

Transporte10 Mai 10 Jun 10 10 Jul Ago 10 Set 10 10 Combustíveis Alimentação no domicílio

Alimentação no domicílioJun 10 10 Jul Ago 10 Set 10 10 Combustíveis Transporte Itens remanescentes Dados em: %

Itens remanescentes10 10 Combustíveis Transporte Alimentação no domicílio Dados em: % mensal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério

Dados em: % mensal

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

37 37

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Índice do mercado de commodities - CRB volta a se valorizar

O índice spot CRB (Commodity Research Bureau) é um dos indicadores de referência global para o mercado de

commodities, construído a partir de seis sub-índices, quais sejam: CRB Metais, CRBTêxteis, CRB Matérias-Primas

O aumento da liquidez

Industriais, CRB Produtos Alimentícios, CRB Gorduras e Óleos e CRB Animais Vivos.

internacional e poucas alternativas de aplicações elevaram os preços das principais commodities, sendo que no
internacional e poucas alternativas de aplicações elevaram os preços das principais commodities, sendo que no
mês de setembro o índice atingiu valor superior ao ocorrido em 2008. Entretanto, o impacto atual no Brasil tem
sido menor devido à valorização do real.
Mercado à vista (US$ e R$)
US$
R$
500
1.000
491,2
950
445
900
850
817,3
390
800
750
335
700
650
280
600
Jan Fev 08
08
Mar
08
Abr
08
Mai
08 Jul
Jun
08
08
Ago
08
Set
08
Out
08
Nov
08
Dez
08
Jan
09 09
Fev
Mar
09
Abr
09
Mai
09 Jul 09 Jul 09 Ago 09 Set 09 Out 09
Jun
09
Nov
09
Dez
09
Jan
10
Fev
10
Mar
10
Abr
10
Mai
10 Jul
Jun
10
10
Ago
10 10
Set

CRB, em US$ CRB, em R$

Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda

38 38

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Produtos alimentícios puxam elevação de índice CRB

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Na composição do índice CRB, a participação das commodities agrícolas é estimada em torno de 34% de peso no índice geral. São considerados diversos produtos agrícolas alimentícios e não-alimentícios, desde a matéria bruta até seus subprodutos. O aumento do índice de alimentos contribui para a elevação dos preços de alimentos no mundo e principalmente no Brasil.

Mercado à vista de alimentos (US$ e R$) US$ R$ 490 800 706,4 440 700
Mercado à vista de alimentos (US$ e R$)
US$
R$
490
800
706,4
440
700
424,9
390
600
340
500
290
400
240
300
Dez Jan
07 Fev
08
08
Mar
08
Abr
08 Jun
Mai
08 Jul
08
08 Set
Ago
08
08
Out
08
Nov
08 Jan
Dez
08 Fev
09
09
Mar
09
Abr
09 Jun
Mai
09 Jul
09
09 Set
Ago
09
09
Out
09
Nov
09 Jan
Dez
09 Fev
10
10
Mar
10
Abr
10 Jun
Mai
10 Jul
10
10 Set
Ago
10 10

CRB Alimentos em US$ CRB Alimentos em R$

Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda

39 39

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

IPCA residência Artigos

e e cuidados

Transportes

pessoais Educação Vestuário

de Habitação

Comunicação

Despesas

Alimentação

pessoais

bebidas

Saúde

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

Cresce peso em despesas pessoais na inflação

No acumulado em doze meses até setembro, o IPCA ficou em 4,7%. Despesas Pessoais, gastos com Educação e Vestuário, bem como a alta dos alimentos no início do ano foram os principais responsáveis pelo desvio em relação à meta.

Inflação IPCA (% a.a., acum. 12 m.)

8

7

6

5

4

3

2

1

0

6,58 6,23 5,92 5,37 4,82 4,70 4,52 4,04 3,56 0,91
6,58
6,23
5,92
5,37
4,82
4,70
4,52
4,04
3,56
0,91

Dados em: % a.a., acumulado em 12 meses até setembro de 2010

Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

40 40

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Pressões externas elevam inflação Índice Geral de Preços - IGP-M

Ministério

Ministério

da Fazenda

da Fazenda

O índice geral de preços também voltou a acelerar recentemente influenciado pelos preços dos alimentos, commodities e insumos básicos, tanto no atacado quanto para os consumidores.

Inflação IGP-M (% a.m.) 2,5 2,21 2,0 1,5 1,15 1,18 1,0 0,5 0,0 -0,5 -1,0
Inflação IGP-M (% a.m.)
2,5
2,21
2,0
1,5
1,15
1,18
1,0
0,5
0,0
-0,5
-1,0
1° 2° dec
07/2009
dec
07/2009
dec
07/2009
dec
08/2009
dec
08/2009
dec
08/2009
dec
09/2009
dec
09/2009
dec
09/2009
dec
10/2009
dec
10/2009
dec
10/2009
dec
11/2009
dec
11/2009
dec
11/2009
dec
12/2009
dec
12/2009
dec
12/2009
dec
01/2010
dec
01/2010
dec
01/2010
dec
02/2010
dec
02/2010
dec
02/2010
dec
03/2010
dec
03/2010
dec
03/2010
dec
04/2010
dec
04/2010
dec
04/2010
dec
05/2010
dec
05/2010
dec
05/2010
dec
06/2010
dec
06/2010
dec
06/2010
dec
07/2010
dec
07/2010
dec
07/2011
dec
08/2010
dec
08/2010
dec
08/2010
dec
09/2010
dec
09/2010
dec
09/2011

IGP-M Dados em: % mensal

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

IPA-M, INCC-M, IPC-M

Ministério

Ministério

da Fazenda

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O IGP-M desagregado pelo seus componentes (Índice de Preços no Atacado - IPA, Índice Nacional da Construção Civil - INCC e Índice de Preços ao Consumidor - IPC ) apresentou maior pressão no IPA. Após elevar o IPA no início do ano, minério de ferro e alimentos processados voltam a pressionar o índice no segundo semestre.

Composição da Inflação IGP-M: IPA-M, IPC-M e INCC-M (% a.m.) 3,5 3,14 3,0 2,5 2,18
Composição da Inflação IGP-M: IPA-M, IPC-M e INCC-M (% a.m.)
3,5
3,14
3,0
2,5
2,18
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
-0,5
-1,0
-1,09
-1,5
1° 2° dec
06/2009
dec
06/2009
dec
06/2009
dec
07/2009
dec
07/2009
dec
07/2009
dec
08/2009
dec
08/2009
dec
08/2009
dec
09/2009
dec
09/2009
dec
09/2009
dec
10/2009
dec
10/2009
dec
10/2009
dec
11/2009
dec
11/2009
dec
11/2009
dec
12/2009
dec
12/2009
dec
12/2009
dec
01/2010
dec
01/2010
dec
01/2010
dec
02/2010
dec
02/2010
dec
02/2010
dec
03/2010
dec
03/2010
dec
03/2010
dec
04/2010
dec
04/2010
dec
04/2010
dec
05/2010
dec
05/2010
dec
05/2010
dec
06/2010
dec
06/2010
dec
06/2010
dec
07/2010
dec
07/2010
dec
07/2010
dec
08/2010
dec
08/2010
dec
08/2010
dec
09/2010
dec
09/2010
dec
09/2010

1,60

0,34

0,20

INCC-M IPC-M IPA-M Dados em: % mensal

Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda

Inflação

Agosto / Setembro 2010

Agosto / Setembro 2010

Quadro de inflação

             

Expectativas

Indicador

Ago 10

Jul 10

Ago 09

Ac. 2008

Ac. 2009

Ac. 12 meses

2010*

IPCA

0,04

0,01

0,15

5,90

4,31

4,70

5,08

Alimentação e Bebidas

-0,24

-0,76

-0,01

11,12

3,17

5,37

nd

Habitação

0,23

0,54

0,47

5,09

5,68

4,04

nd

Artigos de Residência

-0,31

0,29

-0,24

1,99

3,05

4,52

nd

Vestuário

0,17

-0,04

0,13

7,30

6,11

5,92

nd

Transporte

-0,09

0,08

-0,11

2,32

2,37

3,56

nd

Saúde e Cuidados Pessoais

0,26

0,31

0,21

5,72

5,37

4,82

nd

Despesas Pessoais

0,20

0,54

0,27

7,35

8,03

6,58