Você está na página 1de 18

Universidade Federal de Pernambuco

Departamento de Engenharia Elétrica – DEE


Equipamentos Elétricos
Relatório das Práticas no ATPDraw

Aluno: Ericles Mauricio Barbosa. Data: 22/05/2018

1. Prática 3: Rejeição de Carga (Perda Súbita de Carga)

1) Objetivo
Estudar a rejeição de carga em um sistema elétrico para determinar as
sobretensões resultantes nas várias situações decorrentes desse fenômeno.

2) Desenvolvimento
Simulou-se no ATPDraw o circuito mostrado na figura 1. Esse circuito representa
uma linha de transmissão que liga uma fonte a uma carga.

Figura 1 – Circuito simulado no ATP.

A fonte representa o equivalente da tensão dos geradores de Xingó e o circuito


RLC entre os nós UXIN e UXIN1 representa a impedância equivalente desses
geradores. A carga é representada por uma impedância equivalente que é uma
linha RL simétrica ligada a uma fonte que representa a tensão equivalente dessa
carga.
A chave representada no circuito se abriu em t = 30 ms, o que levou à remoção
da carga do circuito, ou seja, à rejeição da carga. Assim, verificou-se as tensões
nos nós LT1, LT2 e TP do circuito apresentado na figura 1 quando a linha tem
comprimento de 200 km, com e sem o elemento RLC trifásico que representa a
compensação shunt dessa linha, e para a linha com comprimento de 400 km.
Realizou-se então uma comparação entre os resultados dessas situações
simuladas com o intuito de verificar o fenômeno da rejeição de carga em cada uma.
Após a simulação anterior adicionou-se um para-raios ao nó LT2 e simulou-se o
circuito para se obter as tensões nos nós LT1, LT2 e TP. Assim, comparou-se os
resultados dessa simulação com os anteriormente simulados para a verificação da
rejeição de carga nesse sistema. O circuito com o para-raios inserido está
mostrado na figura 2.
Figura 2 – Circuito simulado com o para-raios inserido.

3) Resultados
A seguir serão apresentados os formatos de onda das tensões nos nós LT1, LT2
e TP para cada simulação realizada.
Para o circuito com a linha com 200 km de comprimento, com o compensador
shunt, obteve-se para o nó LT1 o gráfico das tensões apresentados nas figuras 3.

Figura 3 – Tensões no nó LT1 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Observa-se que a partir do instante de abertura da chave (t = 30 ms) aparecem


distorções nas tensões de fase, assim como sobretensões. Os maiores valores de
sobretensão são, respectivamente, para as fases A, B e C, 663,79 kV, 594,37 kV
e 633,42 kV. Como pode-se averiguar, o maior valor entre os apresentados é o da
fase A.
A figura 4 apresenta o gráfico das tensões no nó LT2, para a linha de 200 km
com o compensador shunt.
Figura 4 - Tensões no nó LT2 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Mais uma vez observa-se que a partir do instante de abertura da chave as


tensões apresentam distorções e sobretensões. Os maiores valores de
sobretensões são dados por 844,2 kV, 875,92 kV e 897,53 kV para as fases A, B
e C, respectivamente. Para esse nó o maior valor é o da fase C.
A figura 5 apresenta as ondas para a mesma linha no nó TP.

Figura 5 - Tensões no nó TP para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Observa-se que a partir do instante de abertura da chave há distorções nas fases


e sobretensões, sendo os maiores valores de sobretensões dados por 829,71 kV,
679,7 kV e 1,113 MV, para as fases A, B e C, respectivamente. O maior valor,
como verifica-se, é o da fase C.
Ao aumentar o valor do comprimento da linha para 400 km tem-se na figura 6 os
formatos de onda das tensões de fase no nó LT1.
Figura 6 – Tensões no nó LT1 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Mais uma vez observa-se que após a abertura da chave as tensões apresentam
distorções e sobretensões, sendo os maiores valores de sobretensões dados por
838,55 kV, 651,38 kV e 833,46 kV para as fases A, B e C, respectivamente. A fase
A apresenta o maior valor.
A figura 7 apresenta para essa mesma situação os formatos de onda para as
tensões de fase no nó LT2.

Figura 7 – Tensões no nó LT2 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Tem-se mais uma vez o desequilíbrio das tensões de fase após a abertura da
chave, os maiores valores de sobretensão para as fases A, B e C são
respectivamente, 919,21 kV, 905,66 kV e 1,186 MV. A fase C apresenta o maior
valor.
A figura 8 apresenta as formas de onda para as tensões de fase no nó TP nessa
mesma situação.
Figura 8 – Tensões no nó TP para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão para as fases A, B e C, são respectivamente,


720,59 kV, 780,71 kV e 835,95 kV. Como observa-se a fase C tem o maior valor.
A figura 9 apresenta as formas de onda das tensões de fase para o nó LT1
quando a linha apresenta comprimento de 200 km, mas não apresenta a
compensação shunt.

Figura 9 – Tensões no nó LT1 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Após a abertura da chave observa-se distorções e sobretensões nas tensões,


cujos maiores valores são 710,15 kV, 614,87 kV e 650,16 kV para as fases A, B e
C, respectivamente. A fase A apresenta o maior valor.
A figura 10 apresenta as formas de onda nas tensões de fase A, B e C no nó
LT2 nessa mesma situação.
Figura 10 – Tensões no nó LT2 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Após a abertura da chave observa-se que os maiores valores de sobretensão


são, respectivamente, para as fases A, B e C, 957,1 kV, 935,53 kV e 938,46 kV. A
fase A apresenta o maior valor.
A figura 11 apresenta as formas de onda para o nó TP nessa mesma situação.

Figura 11 – Tensões no nó TP para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Observa-se que, após a abertura da chave, os maiores valores de sobretensão,


são 1,14 MV, 629,89 kV e 1,381 MV para as fases A, B e C, respectivamente. A
fase C apresenta o maior valor.
Com a inserção do para-raio tem-se nas figuras 12, 13 e 14 as formas de onda
das tensões nos nós LT1, LT2 e TP para a linha de 200 km e com o compensador
shunt.
Figura 12 – Tensões no nó LT1 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Observa-se, na figura 12, que após a abertura da chave os maiores valores de


sobretensão para as fases A, B e C são dados por 631,23 kV, 623,98 kV e 596,97
kV respectivamente. A fase A apresenta o maior valor.

Figura 13 – Tensões no nó LT2 para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Observa-se, na figura 13, que os maiores valores de sobretensão para as fases


A, B e C são dados por 742,14 kV, 824,24 kV e 733,05 kV, respectivamente. A fase
B apresenta o maior valor.
Figura 14 – Tensões no nó TP para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Verifica-se na figura 14 que os maiores valores de sobretensão são dados por


1,287 MV, 772,23 kV e 1,063 MV, para as fases A, B e C, respectivamente. A fase
A apresenta o maior valor.

4) Conclusões
Para a linha de comprimento 200 km com compensação shunt, verifica-se nas
figuras 3, 4 e 5 que o maior valor de tensão ocorreu no nó TP na fase C, esse valor
é dado por 1,113 MV. Ao aumentar o comprimento da linha para 400 km, verifica-
se, nas figuras 6, 7 e 8, que o maior valor de sobretensão ocorre no nó LT2 na fase
C, esse valor é dado por 1,186 MV. Nota-se que com o aumento do comprimento
da linha houve aumento nos valores de sobretensão nos nós LT1 e LT2 em todas
as fases, enquanto que no nó TP há aumento apenas na fase B. De maneira geral
pode-se concluir que o aumento da linha leva a aumento na sobretensão.
Sem compensação shunt, na linha de 200 km, verifica-se, nas figuras 9,10 e 11,
que o maior valor de sobretensão ocorre na fase C no nó TP, com o valor 1,381
MV. Nota-se comparando com a linha com a compensação shunt que os valores
de sobretensão nos nós LT1 e LT2 sofreram aumento em todas as fases, enquanto
no nó TP a fase B foi a única que não sofreu aumento.
Para esses casos verifica-se que com o advento do fenômeno da rejeição de
carga, após a abertura da chave, as tensões sofrem um transitório até chegarem
em regime permanente. A corrente apresenta característica capacitiva, assim
quando ela passa pela indutância série da linha leva a presença de sobretensões
no sistema. As sobretensões transitórias e em regime permanente apresentam
distorções devido a saturação dos elementos não-lineares presentes no sistema,
como os transformadores presentes nessa simulação, por exemplo.
Em relação a compensação shunt da linha, verifica-se que a sua presença leva
a valores de sobretensão menores do que sem a sua presença. Isso ocorre porque
a presença da compensação shunt faz a característica capacitiva da corrente
diminuir.
Nas figuras 12, 13 e 14, verifica-se que com a inserção do para-raio o maior valor
de sobretensão ocorre no nó TP na fase A, esse valor é dado por 1,287 MV. As
amplitudes de tensão no nó LT2 para todas as fases diminuem em comparação
com a linha de 200 km com shunt, o que mostra que a inserção do para-raio pode
levar a diminuição das sobretensões no nó em que foi inserido.
Assim, pode-se concluir que a inserção de elementos como a compensação
shunt e o para-raios contribuem com a diminuição das sobretensões presentes
devido a rejeição de carga. O para-raio é severamente solicitado quando esse
fenômeno ocorre, pois ele impede que ocorram danos nos equipamentos
presentes no sistema.

2. Prática 7: Métodos de Controle das Sobretensões – Uso do


Resistor de Pré-Inserção

1) Objetivo
Realizar o estudo do uso do resistor de pré-inserção a partir de vários métodos
de controle de sobretensão.

2) Desenvolvimento
Simulou-se, no ATPDraw, o circuito apresentado na figura 15.

Figura 15 – Circuito simulado na prática 7.

O circuito não foi simulado inteiro de uma só vez, primeiro simulou-se o circuito
sem os resistores de pré-inserção e a chave (elementos entre os nós MLG50 e
CH1, CH1 e CH11 e entre CH11 e CH2), a compensação shunt da linha de
transmissão a ser energizada (entre CH2 e LT) e os para-raios. Assim a tensão no
nó LT foi obtida.
Logo após adicionou-se a compensação shunt da linha a ser energizada e mais
uma vez verificou-se a tensão em LT. Assim sucedeu-se à inserção dos resistores
de pré-inserção e sua chave, logo obteve-se a tensão em LT. Mudou-se depois o
valor de fechamento da chave entre os nós MLG50 e CH2 e obteve-se a tensão
em LT.
Por último adicionou-se o para-raios para mais uma vez se obter a tensão em
LT. Após essa medição alterou-se os valores da característica não-linear do para-
raios e sucedeu-se a medição da tensão em LT.
Após todas as medidas comparou-se os resultados obtidos.
3) Resultados
Para o circuito simulado sem a compensação shunt, a chave e os resistores de
pré-inserção e o para-raios tem-se as tensões nas fases A, B e C vistas no nó LT
apresentadas na figura 16.

Figura 16 – Tensão no nó LT para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

As sobretensões têm como maiores valores de pico 859,57 kV, -1,134 MV e


732,25 kV para as fases A, B e C, respectivamente.
A figura 17 apresenta as tensões de fase no nó LT com a inserção da
compensação shunt da linha a ser energizada.

Figura 17 – Tensão no nó LT para as fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão para as fases A, B e C são, respectivamente,


-861,29 kV, -991,19 kV e -599,27 kV.
A figura 18 apresenta as tensões no nó LT após a inserção dos resistores de
pré-inserção e da chave.

Figura 18 – Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

As sobretensões têm como maior valor 479,18 kV, -477,99 kV e 477,87 kV para
as fases A, B e C, respectivamente.
A figura 19 apresenta as tensões obtidas no nó LT após a mudança no tempo de
fechamento da chave entre os nós MGL50 e CH2. O valor antigo era 0,02 s,
enquanto o novo é dado por 0,012 s.

Figura 19 – Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão para essa situação são 662,97 kV, 454,48
kV e -697,53 kV, para as fases A, B e C, respectivamente.
A figura 20 apresenta as tensões de fase no nó LT quando ocorre a inserção do
para-raios.
Figura 20 – Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão são dados por 477,42 kV, -476,94 kV e


477,24 kV, respectivamente para as fases A, B e C.
A figura 21 apresenta as tensões no nó LT quando a característica não-linear do
para-raio é alterada.

Figura 21 – Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão são dados por 479,13 kV, -477,99 kV e


477,87 kV, para as fases A, B e C, respectivamente.

4) Conclusões
Na figura 16, observa-se que o não uso dos equipamentos de proteção leva a
sobretensões de valor bastante elevado quando ocorre a energização da linha de
transmissão, assim como uma deformação grande nas tensões de fase. Após a
inserção da compensação shunt observa-se, na figura 17, certa redução nos
valores de sobretensão, porém a deformação ainda é elevada. Com a adição dos
resistores de pré-inserção verifica-se, na figura 18, uma boa redução nos valores
de sobretensão em relação aos casos anteriores, assim como uma diminuição nas
distorções das tensões.
Na figura 19 verifica-se que com a mudança do tempo de fechamento da chave
entre os nós MLG50 e CH2 de 0,02 s para 0,012 s há a presença de sobretensões
elevadas e grande distorção mesmo com a presença dos resistores de pré-
inserção. Tal fato ocorre porque o resistor de pré-inserção deve ser curto-circuitado
em um tempo maior do que duas vezes o tempo de trânsito da linha, o que mantém
a tensão da linha em uma faixa aceitável, como o tempo foi inferior verifica-se que
a tensão se torna elevada em um nível igual ao caso em que a linha não possui
resistores de pré-inserção.
Com a inserção do para-raios (para o tempo de fechamento da chave entre os
nós MLG50 e CH2 com valor 0,02 s) tem-se a situação apresentada na figura 20,
em que se verifica mais diminuição nos valores de sobretensão e maior
uniformidade nas tensões de fase. Com a mudança nas característica não-linear
do para-raios observa-se, na figura 21, uma pequena elevação nos valores de
sobretensão.
Como pode-se observar do comportamento das tensões nas figuras anteriores
os resistores de pré-inserção provocam a atenuação das sobretensões durante a
energização das linhas. Seu uso aliado ao uso de outros equipamentos de
proteção, como os compensadores shunts e o para-raios garante mais diminuição
das sobretensões e o bom funcionamento do sistema.

3. Prática 8: Tensão Transitória de Restabelecimento

1) Objetivo
Realizar o estudo da tensão transitória de restabelecimento que ocorre nos
contatos de disjuntores quando manobrados sob curto-circuito.

2) Desenvolvimento
Simulou-se, no ATPDraw, o circuito apresentado na figura 22.

Figura 22 – Circuito simulado na prática 8.

Adicionou-se ao nó CURTO resistências por fase de valor 0.001 Ω, (tal situação


representa um curto-circuito trifásico) assim verificou-se a tensão na chave para se
obter a TRT (tensão de restabelecimento transitória). O circuito que representa
essa situação é apresentado na figura 23.
Figura 23 – Circuito representando um curto trifásico.

Logo após retirou-se as resistências de 0.001 Ω das fases B e C e verificou-se,


mais uma vez, a tensão na chave e determinou-se a TRT, essa situação representa
um curto-circuito monofásico. A figura 24 apresenta essa situação.

Figura 24 – Circuito representando um curto monofásico.

A seguir simulou-se um curto-circuito bifásico com a terra retirando-se o resistor


da fase a e inserindo outros resistores de 0,001 Ω nas fases b e c. Obteve-se então
a tensão na chave e a TRT, a figura 25 apresenta essa situação.

Figura 25 – Circuito representando um curto monofásico.

Assim comparou-se os resultados das três situações simuladas. Outra atividade


consistiu na substituição, para todas as situações mostradas anteriormente, do
resistor de 0,001 Ω por um de 100 Ω para realizar comparações entre os resultados
e mostrar diferenças para todas as situações.

3) Resultados
A figura 26 apresenta as tensões de fase na chave trifásica quando ocorre o
curto-circuito trifásico para as três fases conectadas a uma resistência de 0,001 Ω
no nó CURTO.
Figura 26 - Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão são 756,08 kV, -914,22 kV e 636,45 kV para


as fases A, B e C, respectivamente. A TRT corresponde ao pico de tensão na fase
B, que é o maior valor de sobretensão nesse caso (-914,22 kV).
Na figura a seguir são apresentadas as tensões na chave quando ocorre um
curto-circuito monofásico para a fase A, no nó CURTO, ligada a uma resistência
de 0,001 Ω.

Figura 27 - Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Para as fases A, B e C, os maiores valores de sobretensão são dados por 607,89


kV, 578,45 kV e -897,58 kV, respectivamente. A TRT é dada por -897,58 kV, que
é o maior valor de pico de tensão transitória na fase C.
Para o curto-circuito bifásico com a terra nas fases B e C, no nó CURTO, tem-
se as formas de onda de tensão apresentadas na figura 28 (para R = 0,001 Ω).
Figura 28 - Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão são 846,22 kV, -745,5 kV e -559,94 kV para


as fases A, B e C, respectivamente. A TRT nesse caso é dada por 846,22 kV, que
é o maior valor de pico de tensão transitória para a fase A.
Para R = 100 Ω tem-se, no curto trifásico, as formas de onda mostradas na figura
a seguir.

Figura 29 - Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão são 767,21 kV, -827,61 kV e -695,89 kV para


as fases A, B e C, respectivamente. A TRT é dada por -827,61 kV, que é o maior
valor de pico de tensão transitória na fase B.
Para esse mesmo valor de resistência tem-se para o curto monofásico as
tensões apresentadas na figura 30.
Figura 30 - Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Tem-se como maiores valores de sobretensão 698,28 kV, 584,18 kV e -801,24


kV, para as fases A, B e C, respectivamente. A TRT é dada por -801,24 kV, que é
o maior valor de pico de tensão transitória na fase C.
A figura 31 apresenta as tensões para o curto bifásico com a terra nas fases B e
C para R = 100 Ω.

Figura 31 - Tensões nas fases A (vermelho), B (verde) e C (azul).

Os maiores valores de sobretensão são 758,33 kV, -753,03 kV e -679,65 kV,


para as fases A, B e C, respectivamente. A TRT é dada por 758,33 kV, que é o
maior valor de pico de tensão transitória na fase A.

4) Conclusões
Observa-se, nas figuras 26 e 29, a situação para o curto-circuito trifásico para os
valores de resistência 0,001 Ω e 100 Ω. Verifica-se que para o maior valor de
resistência há diminuição na TRT em cerca de 9,5%. Nas figuras 27 e 30 verifica-
se, para o curto-circuito monofásico na fase A, que para o maior valor de
resistência há diminuição na TRT em cerca de 10,7%. Para o curto-circuito bifásico
com a terra nas fases B e C, nas figuras 28 e 31, verifica-se, que para o maior valor
de resistência há diminuição na TRT em cerca de 10,4%. Assim, verifica-se que
quanto maior for o valor de resistência há a tendência de diminuição da TRT.