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1 ATA DA QUINQUAGÉSIMA NONA REUNIÃO DA CÂMARA DE ENSINO, PESQUISA E

2 EXTENSÃO – CEPE DO IFNMG. Aos dois dias do mês abril de dois mil e dezenove, na
3 sala de reuniões da Reitoria, localizada na Rua Professor Monteiro Fonseca, nº 216, 6º
4 andar, Vila Brasília – Montes Claros/MG, realizou-se a reunião da Câmara de Ensino,
5 Pesquisa e Extensão, com início às nove horas e quarenta e oito minutos, sob a
6 presidência do pró-reitor de Ensino, Ricardo Magalhães Dias Cardozo, contando com a
7 presença dos seguintes membros: Vico Mendes Pereira Lima, substituto, formalmente
8 nomeado, do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação; Vitor Hugo Fernandes
9 e Carlos Manuel Pereira da Costa Filho, representante dos diretores de Ensino ou
10 cargo equivalente; Tatiana Tozzi Martins Silva Rodrigues, representante dos diretores
11 de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação ou cargo equivalente; Mário Sérgio Costa
12 Silveira e Marco Aurélio Oliveira Dias, representantes dos diretores de Extensão ou
13 cargo equivalente; Silvana Vanessa Ramos, representante dos discentes; Elaine
14 Cristina Lopes Costa e Rogério Alves de Amorim, representantes dos técnicos
15 administrativos; Marcos Aurélio Duarte Carvalho e Yuri Álisson Rodrigues de
16 Oliveira, representantes dos docentes; Antônio Carlos Soares Martins, diretor do
17 Centro de Referência em Formação e Educação a Distância e Simone Ferreira Gomes
18 Alkmim, substituta, formalmente nomeada, da diretora de Assuntos Estudantis e
19 Comunitários. O presidente cumprimentou e agradeceu a presença de todos, e informou
20 que o processo eleitoral da CEPE já estava aberto, passou alguns informes sobre o edital,
21 e pediu a colaboração de todos. Em seguida, falou da solicitação de uma docente, de
22 retirada da dedicação exclusiva, explicou que o processo havia chegado após o envio da
23 pauta, e questionou se os membros concordavam em submeter o processo à apreciação
24 da Câmara. O prof. Vico falou que, observando o processo, não enxergava necessidade
25 de citar o nome da servidora, pois o que a Câmara deveria fazer era entender as áreas da
26 instituição e julgá-las. O prof. Antônio Carlos argumentou que inicialmente lhe causou
27 estranheza o fato de o processo ser encaminhado à CEPE, e não à Diretoria de Gestão
28 de Pessoas, pois, assim como o prof. Vico, entendia que a Câmara trata das questões
29 regulamentares, e não de casos específicos. Disse que a análise a Câmara deveria se
30 ater à área específica, e não ao caso particular da professora. O prof. Antônio Carlos
31 ponderou ainda que, conforme previsto no Regimento Geral do IFNMG e no Regimento
32 da CEPE, entre as atribuições da Câmara, está a regulamentação das normas
33 disciplinadoras do regime de trabalho. Assim, o processo estaria na alçada da CEPE. O
34 prof. Ricardo afirmou que a fala do prof. Antônio Carlos foi muito pertinente, e explicou
35 que o processo não finalizava ali, pois, após a emissão do parecer pela Câmara, o
36 processo ainda seria encaminhado aos órgãos superiores. O prof. Yuri questionou quais
37 os parâmetros que instituição utilizaria para definir quais as áreas podem ou não requerer
38 essa alteração de regime de trabalho. O presidente argumentou que, antes de iniciar a
39 discussão da matéria, a Câmara deveria decidir sobre a inclusão do item na pauta. Em
40 votação, a Câmara foi favorável à inclusão do item na pauta, com um voto contrário.
41 Dando continuidade, o prof. Ricardo respondeu o questionamento de Yuri, dizendo que
42 compreendia que qualquer área vinculada à parte profissionalizante deveria ter o direito de
43 fazer essa escolha, caso o docente tivesse interesse. Pois, em seu entendimento, o professor
44 que atua na parte profissionalizante e que também trabalha em uma fazenda, hospital ou
45 numa indústria, agrega valor à instituição, por meio do conhecimento que ele traz de fora, da
46 relação com o mundo do trabalho. Em seguida, o presidente apresentou a solicitação de
47 inclusão de dois pontos de pauta, solicitados pelo Campus Diamantina: a reestruturação do
48 Projeto Pedagógico do Curso de Ensino Médio Integrado em Informática, e a
49 reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso de Ensino Médio Integrado em Meio
50 Ambiente, turmas ingressantes em 2018. Ricardo explicou que a Câmara já havia aprovado
51 mudanças na ementa e no título da disciplina Humanidades, que passou a ser Humanidades
52 (Geografia, História, Sociologia e Filosofia), com a descrição da carga horária de cada um
53 desses componentes curriculares na disciplina. E, como o campus havia verificado que a
54 alteração funcionou bem para o 1º ano, queria também introduzir essa perspectiva para o 2º e
55 3º ano desses cursos. Em apreciação, os pontos de pauta foram incluídos por
56 unanimidade. Passou-se ao primeiro ponto de pauta, Processo nº 23395.000263/2019-46
57 – submeter, à Câmara, decisão ad referendum de urgência: equivalência entre as
58 disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral I, do Curso de Bacharelado em
59 Engenharia Civil, e de Cálculo Diferencial Integral, do Curso de Bacharelado em
60 Sistemas de Informação – Campus Pirapora. O prof. Roberto Marques Silva inciou sua
61 apresentação, dizendo que o pedido foi bem estruturado e que a urgência da solicitação
62 da decisão ad referendum ocorreu em função da grande procura pela disciplina Cálculo
63 Diferencial e Integral I, do Curso de Bacharelado em Engenharia Civil. Conforme
64 informação do memorando inicial que consta no processo, foram 72 matrículas no Curso
65 de Engenharia Civil, e apenas 13 em Sistemas de Informação, e, como não havia
66 equivalência, não havia modo de distribuir esses alunos. O prof. Roberto disse que os
67 documentos estavam todos anexados, e que havia um parecer do professor Wallas
68 Siqueira Jardim, que analisou as ementas, as cargas horárias e a bibliografia, sendo este
69 de posicionamento favorável à equivalência. O presidente ponderou que, no caso
70 específico, a aprovação da matéria foi ad referendum a bem da instituição, abrindo a
71 possibilidade de os alunos poderem se matricular em uma disciplina de outro curso. Ele
72 levantou a provocação da criação de um seminário de ensino de Matemática, para
73 debater esses casos, tão presentes em todos os campi da instituição, para pensar em
74 alternativas, de forma mais profunda. O prof. Yuri argumentou que havia a necessidade
75 de a instituição “enxugar” essa gama de disciplinas com nomenclaturas diferentes, mas
76 que, na prática, são o mesmo conteúdo. Que achava necessário que a Câmara emitisse
77 uma orientação nesse sentido, pois pensava ser um gasto de energia desnecessário
78 ficar discutindo aprovação de equivalências, quando a instituição poderia emitir
79 uma orientação normativa sobre o assunto. O prof. Roberto falou que essa orientação
80 tem sido dada de forma não tão regulamentar, mas por meio de instruções. Disse que, no
81 ano de 2018, o Campus Salinas havia realizado uma discussão muito boa, que foi a
82 análise das disciplinas de todos os cursos, que resultou na unificação da oferta de
83 algumas disciplinas, realizada dentro do possível. Falou que a ideia do seminário era boa,
84 que já tinham o Encontro da Matemática agendado para esse ano, com a previsão de
85 discussão de equivalências. E que, a partir do segundo semestre, com a ideia da
86 curricularização, entrariam em uma fase de revisão de todos os PPC dos 38 cursos, e um
87 indicador forte é que, dentro dessa reformulação, já contemplem essa temática. Yuri
88 ponderou que a orientação deveria direcionar e pontuar o que é básico e o que é
89 específico. Tatiana argumentou que achava realmente necessário que essa reflexão
90 sobre o ensino da Matemática fosse realizada, tendo em vista que, no Campus
91 Januária, 200 alunos estão em regime de dependência em disciplinas de cálculo, e
92 não tinham como ofertar para todos. Disse ainda que, em uma turma de 40 alunos,
93 apenas 20% (vinte por cento) conseguem aprovação. Ricardo falou que dividiria a
94 discussão em dois momentos: primeiro, analisar a solicitação do processo e, depois,
95 discutir a questão levantada durante o debate. Destacou a importância da CEPE, em dar
96 encaminhamento à discussão sobre o ensino da Matemática, visto que não é uma
97 questão localizada. Disse que, na sua leitura, deveria ter uma disciplina de Matemática
98 Básica em todos os cursos que exigem cálculo. Que o seminário seria uma das iniciativas,
99 chamando todos os professores que lecionam disciplinas de cálculo para debater o ensino
100 da Matemática e de cálculo nos cursos superiores. Retomando a apreciação ponto de
101 pauta 01, Processo nº 23395.000263/2019-46, o item foi aprovado por unanimidade.
102 Na sequência, o prof. Roberto sugeriu, com relação ao debate sobre equivalência entre
103 disciplinas, que a CEPE encaminhasse, aos responsáveis pela realização dos eventos de
104 cada área, uma solicitação de discussão dessa temática no âmbito desses eventos, para
105 que essas discussões gerem produtos. Rogério ponderou que achava importante que,
106 nesses espaços de diálogo, fossem realizadas reflexões sobre a conjuntura do ensino, no
107 sentido de orientar quanto ao tratamento da deficiência de base que o aluno traz, com
108 relação à matemática. Quanto à sugestão de Roberto, Ricardo ponderou que não sabia
109 se a proposição deveria ser administrativa, pois, quando essa discussão é colocada em
110 um evento, as pessoas que participam não têm obrigação de produzir. Disse não
111 conseguiriam chegar a um consenso sobre a temática naquele momento, e se colocou à
112 disposição para realizar uma reunião, que contasse com a participação de outros
113 membros da Câmara, para dar seguimento à discussão sobre as equivalências e também
114 a respeito da falta de base que os alunos carregam. Passou-se ao item 09 da pauta,
115 Processo nº 23390.000248/2019-48 – reestruturação do Projeto Pedagógico do
116 Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais – Campus Almenara. O
117 prof. Roberto iniciou a apresentação da matéria, dizendo que a professora Lucienne
118 Veloso Brito, do Centro de Referência em Formação e Educação a Distância - Cead,
119 havia observado que a disciplina Libras, do Curso de Tecnologia em Processos
120 Gerenciais, estava com uma ementa muito teórica, voltada para a formação de
121 professores, e também que a nomenclatura estava equivocada, não atendendo seu
122 objetivo no curso, que é permitir que o acadêmico tenha o mínimo de condições de se
123 comunicar em Libras. O prof. Roberto explicou que havia emitido um parecer, com ajuda
124 da prof. Lucienne, enfatizando a necessidade da mudança. Em apreciação, o item 09
125 pauta foi aprovado por unanimidade. Prosseguindo, o prof. Roberto apresentou o
126 Processo nº 23395.001618/2018-33 – requerimento de alteração do regime de
127 trabalho docente da área de Enfermagem – Arielle de Matos Souza. Ele iniciou sua
128 fala, orientando os membros da Câmara que, ao analisarem o processo, atentassem para a
129 área e não à pessoa. Disse que o que caberia à CEPE seria complementar a justificativa
130 elaborada pela professora. Em seguida, apresentou a solicitação e citou dois aspectos
131 descritos no documento de complementação da justificativa, que classificou como
132 essenciais para a discussão da matéria. O primeiro referente à justificativa jurídica, que cita o
133 art. 37, inciso XVI da Constituição Federal (CF), no qual há indicação que, para a área de
134 saúde, é possível o acúmulo de cargos. A docente argumenta que o instrumento que
135 regulamenta o regime de dedicação exclusiva é conflitante com a CF, e que, em casos de
136 conflito, deve prevalecer o que está previsto na Constituição. E o segundo argumento se refere
137 à preocupação com o aprimoramento técnico do profissional, que é proporcionado pela
138 atuação no mercado de trabalho. A servidora Elaine argumentou que, independentemente
139 da dedicação exclusiva, a exigência é o cumprimento de 40 horas. E disse que gostaria
140 de saber qual seria o impacto, quanto a distribuição de aulas. O professor Ricardo
141 respondeu que, em tese, não haveria impacto, pois não haveria alteração no número de
142 horas de trabalho, já que a docente deve cumprir o plano individual de trabalho
143 integralmente. O prof. Antônio Carlos explicou que a dedicação exclusiva significa não
144 poder exercer outra atividade além do cargo, não tendo relação com a dedicação de uma
145 carga horária maior ou menor. Elaine ponderou que a decisão deveria ser embasada nos
146 ganhos e perdas que poderiam ser gerados para a instituição. O prof. Vico argumentou
147 que a excepcionalidade não ficou clara para ele, que não se sentiu de posse de
148 elementos suficientes para julgar o pedido, e sugeriu a criação de um grupo de
149 estudos para analisar esse tipo de solicitação. O presidente colocou em votação três
150 opções de encaminhamento da matéria: acatar o pedido, negar, ou criar uma comissão de
151 estudos. Em apreciação, a maioria dos membros decidiu pela criação de uma
152 comissão de estudos para avaliar o assunto. Foram contabilizados 4 votos favoráveis
153 ao pedido, 6 votos para a criação da comissão e 2 abstenções. Em seguida, o prof.
154 Ricardo disse que a Câmara deveria definir como seria a composição dessa comissão. A
155 profa. Tatiana propôs uma comissão com cinco servidores, três da área de Enfermagem,
156 uma pessoa do Ensino e outra com conhecimento jurídico. O prof. Ricardo sugeriu que,
157 no lugar de um membro do Ensino, fosse indicado um membro da CEPE. Foi indicado
158 então o professor Vico. Este recomendou indicar, também, o servidor Aldir do Rosário
159 Garcêz. Logo após, Simone solicitou a retirada do item 06 da pauta. Passou-se ao item
160 02, Processo nº 23414.000849/2019-35 – submeter à Câmara decisão ad referendum
161 de urgência: calendários dos cursos de graduação da Universidade Aberta do Brasil
162 – UAB. O prof. Antônio Carlos falou que os calendários dos cursos presencias já haviam
163 sido aprovados e explicou que, em função do início do período letivo, a orientação foi que
164 se solicitasse a aprovação ad referendum. Em apreciação, o item foi aprovado por
165 unanimidade. Em continuidade, passou-se para o item 03 da pauta, Processo nº
166 23414.004226/2017-70 – minuta do Regulamento do Programa de Incentivo à
167 Participação Discente em Eventos e Reuniões dos Órgãos Colegiados do IFNMG - Piper.
168 Simone iniciou a apresentação, explicando o contexto de criação do documento e a finalidade.
169 Júnia Maria da Costa deu seguimento, falando das finalidades e objetivos do regulamento,
170 apresentou as modalidades de auxílio e explicou como aconteceria a administração dos
171 recursos financeiros, a concessão do auxílio e a prestação de contas. O prof. Yuri sugeriu que,
172 no Anexo III, os termos “Assinatura do Pai” e “Assinatura da Mãe” fossem substituídos por
173 “Assinatura dos responsáveis” ou “Assinatura dos responsáveis legais”. Júnia explicou que,
174 para viagens internacionais, a legislação estabelece que o pai e a mãe devem assinar a
175 autorização. O prof. Yuri ponderou que o art.10 não era claro quanto à participação em órgãos
176 colegiados. Elaine sugeriu que a regra desse artigo não fosse aplicada a eventos e reuniões
177 institucionais. No art. 25, Yuri sugeriu que fosse empregado apenas “apresentação de
178 trabalho”, suprimindo o termo “oral”. Os membros aprovaram a supressão. Tatiana argumentou
179 que a distribuição financeira do recurso deveria estar prevista no regulamento, e não ficar a
180 critério da gestão. O prof. Yuri sugeriu que recurso fosse proporcionalmente dividido entre um
181 semestre e outro. A proposição foi incluída no parágrafo único do art. 14, com a redação:
182 “Recomenda-se que as coordenações de curso realizem seleção de trabalhos e distribuam o
183 recurso nos dois semestres do ano letivo”. Às 13:05, a reunião foi pausada para o intervalo de
184 almoço, sendo retomada às 14:08. Dando continuidade, os membros optaram por voltar a ler o
185 documento do Piper e fazer as considerações no decorrer da leitura. Vico parabenizou a
186 Diretoria de Assuntos Estudantis e Comunitários – Daec pela proposição do documento, e
187 sugeriu que o título do regulamento fosse alterado para “Regulamento do Programa de
188 Incentivo à Participação Discente em Reuniões dos Órgãos Colegiados do IFNMG e Eventos”.
189 A sugestão foi acatada. Simone deu continuidade, fazendo a leitura da minuta. Yuri ponderou
190 que não achava necessário repetir o nome do regulamento no art. 3º, que se utilizasse apenas
191 a sigla Piper. A proposição foi acatada. Os membros sugeriam alteração no texto do parágrafo
192 único do art. 4º, passando a ser: “Serão prioritárias, respectivamente, as participações
193 discentes em órgãos colegiados, em eventos oficiais do IFNMG e em apresentações de
194 trabalho”. Yuri sugeriu a inclusão de mais um parágrafo no art. 5º, que passaria a ser o
195 parágrafo 1º, com a redação: “Para os casos de participação em reuniões de órgãos
196 colegiados, o discente fará jus ao recebimento integral das modalidades I e II”. Sugeriu ainda
197 que o parágrafo único passasse a ser parágrafo 2°, e que o texto fosse alterado, passando a
198 ter a seguinte redação: “O auxílio financeiro da modalidade II será ofertado, preferencialmente,
199 nos casos de apresentação de trabalho”. As sugestões foram acatadas. Yuri propôs a inclusão
200 do transporte aéreo no caput do art. 7º, e também que inserisse um Parágrafo nico no art. 8º,
201 com a redação: Excepcionalmente, em casos de comprovada necessidade, a unidade de
202 ensino do IFNMG poderá pagar um valor diferenciado de inscrição para eventos internacionais.
203 Yuri sugeriu incluir um parágrafo único no art. 8º, com o texto: “Excepcionalmente, em casos de
204 comprovada necessidade, a unidade de ensino do IFNMG poderá pagar um valor diferenciado
205 de inscrição para eventos internacionais”. E disse que, com essa inclusão, também seria
206 necessário acrescentar um parágrafo no art. 5º, o parágrafo 3º, com o texto: “O auxílio
207 financeiro na modalidade III será ofertado, exclusivamente, para apresentação de trabalhos”.
208 As recomendações foram consideradas. No art. 14, Elaine propôs que o termo “administração
209 dos auxílios” fosse substituído por “organização, planejamento e seleção das demandas
210 referentes aos auxílios”. Yuri sugeriu a inclusão de um artigo com a redação: “Caso os recursos
211 não sejam alocados até setembro, por uma determinada coordenação de curso, o setor
212 responsável pela gestão do Piper fará a realocação do recurso”. Vico sugeriu incluir, no art. 6º,
213 um parágrafo com referência ao limite de pagamento de diárias e passagens do Sistema de
214 Concessão de Diárias e Passagens - SCDP. O prof. Ricardo sugeriu incluir outro parágrafo
215 com o texto: “Este regulamento sugere, para fins de cálculo de diárias, que se utilize a
216 metodologia do SCDP, caso haja disponibilidade orçamentária e financeira”. As
217 recomendações foram consideradas. Sem mais ponderações, os membros orientaram que
218 todo o texto fosse revisado e ajustado em conformidade com as proposições que foram
219 apresentadas. Em apreciação, o Processo nº 23414.004226/2017-70 que trata da minuta
220 do Regulamento do Programa de Incentivo à Participação Discente em Eventos e
221 Reuniões dos Órgãos Colegiados do IFNMG – Piper, foi aprovado por unanimidade, com
222 alterações sugeridas pelos membros e deverá ser encaminhado para apreciação do
223 Colégio de Dirigentes e do Conselho Superior. Passou-se ao item 04, Processo nº
224 23414.001113/2019-84 – minuta do Regulamento sobre o Acesso eo
225 Acompanhamento do Programa de Bolsa Permanência no Instituto Federal de
226 Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. Júnia iniciou a
227 apresentação, falando que o regulamento estabelece normas e procedimentos do acesso e
228 acompanhamento do Programa de Bolsa Permanência do Ministério da Educação – PBP no
229 IFNMG, que visa à implantação de ações para garantir o acesso, a permanência e a conclusão
230 de curso de graduação, agindo, preventivamente, nas situações de repetência e evasão,
231 conforme estabelecido no manual de gestão do programa. Explicou que PBP é a
232 concessão de auxílio financeiro a estudantes matriculados em cursos de graduação em
233 situação de vulnerabilidade socioeconômica e para discentes indígenas e quilombolas.
234 Júnia apresentou a finalidade e o objetivo do programa e os direitos e deveres dos
235 bolsistas. Ela explicou a operacionalização do PBP e como se dará acompanhamento dos
236 discentes. Ana Neta, Diretora da Diretoria de Assuntos Estudantis e Comunitários, afirmou que
237 a finalidade é o acompanhamento consistente dos discentes, de forma qualitativa, promovendo
238 permanência e êxito. Yuri parabenizou pela apresentação do documento e fez as seguintes
239 recomendações: Que o termo “quando solicitado” fosse retirado do texto do inciso II, art. 9º.
240 Que, no art. 10, inciso III, a palavra “semestralmente” fosse substituída pela expressão “em
241 todas as disciplinas em que está matriculado”. Que nos art. 11 e 12, fosse trocado o termo
242 “terá” por “será”. Que, no art. 13, inciso I, fosse retirada a expressão “no semestre”, e
243 substituída por “em qualquer disciplina”; no inciso III, a substituição de “reprovação” para
244 “reprovação por média”. Que se incluísse um artigo sobre o reembolso, em caso de
245 recebimento indevido. E, por último, sugeriu a inserção de um parágrafo no art. 12, com a
246 redação: “O estudante beneficiário do PBP não poderá candidatar a novas chamadas
247 públicas do PBP, em caso de reopção de curso pela segunda vez”. Tatiana recomendou
248 que, no art. 10, inciso IV, a expressão “nas disciplinas” fosse alterada para “das disciplinas”.
249 Vico sugeriu incluir “MEC” após a sigla PBP, pois é um programa do Ministério da Educação.
250 As proposições foram acatadas. Em apreciação, o item 04 foi aprovado por unanimidade,
251 considerando as alterações propostas, e será encaminhado para apreciação do Colégio
252 de Dirigentes e do Conselho Superior. Simone deu prosseguimento, apresentando o item
253 05 da pauta, Processo nº 23414.001116/2019-18 – minuta do Regulamento do Núcleo
254 de Estudo e Pesquisa em Gênero e Sexualidade – NEPGS. Ela inciou, falando que o
255 MEC já encaminha orientações sobre a importância de trabalhar a questão de gênero e
256 sexualidade na educação, como tema interdisciplinar. Que, em algumas instituições federais
257 e universidades, criaram-se núcleos de estudos e pesquisas, para fortalecer essas
258 discussões. E, no IFNMG, o Núcleo de Ações Inclusivas (NAI) da Daec faz essa
259 discussão e acompanhamento nos campi. Que, em 2018, foi apresentada a proposta de
260 criação do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Gênero e Sexualidade. Disse que a
261 proposição foi exposta, inclusive, no Comitê de Ensino e os diretores de Ensino validaram
262 a criação. Simone explicou que o núcleo tem natureza propositiva e consultiva e o objetivo
263 de estimular e promover ações de Ensino, Pesquisa e Extensão, orientadas à temática da
264 educação para a diversidade de gênero e sexualidade. A principal finalidade é subsidiar a
265 discussão sobre gênero e sexualidade, na perspectiva do direito. Disse que a vinculação
266 do NEPGS nos campi se dá no Ensino e no Naec, e será composto por docentes,
267 técnicos administrativos, estudantes e representantes da comunidade externa. Por fim,
268 ela apresentou a estrutura e a organização do núcleo. Vico parabenizou pela inciativa e
269 ponderou que sentiu falta da inclusão dos diversos os núcleos de pesquisa da instituição
270 que já estudam assuntos relacionados à temática de gênero e sexualidade. Ele sugeriu
271 incluir, no art. 2º, um inciso com o texto: “identificar e trabalhar, de forma articulada com
272 os diversos núcleos que estudam e pesquisam gênero e sexualidade na instituição”; que
273 contemplasse, nas finalidades, o inciso X, “identificar e trabalhar, de forma articulada com
274 os diversos núcleos que estudam e pesquisam gênero e sexualidade na instituição”.
275 Elaine propôs acrescentar na redação do art.1º, após a palavra “consultiva”, o termo “e de
276 assessoramento”. As sugestões foram acatadas. Em apreciação, a minuta do
277 Regulamento do NEPGS foi aprovada por unanimidade, com alterações sugeridas
278 pelos membros e será encaminhada para apreciação do Colégio de Dirigentes e do
279 Conselho Superior. Dando continuidade, a professora Luciana Gusmão de Souza Narciso
280 apresentou, em bloco, os itens 07 e 08 da pauta. Ela iniciou, falando que havia conversado
281 com a profa. Dayse Lucide Silva Santos, diretora de Ensino do Campus Diamantina, no
282 mês de março, com o ano letivo já em curso, e, na conversa, Dayse disse que o campus
283 estava com os projetos pedagógicos dos cursos recentemente reformulados, mas, com a
284 mudança para o prédio definitivo, os alunos dos cursos noturnos, Técnico em Teatro e
285 Técnico em Biotecnologia, estavam encontrando dificuldades para se locomover, em
286 função da distância e, como a maioria desses discentes eram trabalhadores, não estavam
287 conseguindo chegar às 19:00 e sair as 22:30, perdendo carga horária e, em alguns casos,
288 ficando com faltas. Após algumas reuniões, o campus chegou à conclusão que, se
289 disponibilizasse 20% da carga horária total do curso para ser realizada pela plataforma de
290 educação a distância, resolveria o problema dos alunos. Luciana falou que os PPC foram
291 encaminhados com as propostas de restruturação. As aulas ficaram com 40 minutos, para
292 os cursos noturnos, e os 10 minutos restantes serão cursados a distância. Disse que
293 havia emitido um parecer, e o campus havia atendido todas as recomendações
294 apresentadas, conforme citado no documento de ateste. Ricardo destacou que esses
295 eram os primeiros cursos do IFNMG a usarem a carga horaria total permitida para
296 educação a distância nos cursos presencias. Em apreciação, os itens 07, Processo nº
297 23833.000334/2019-02 – reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso Técnico em
298 Teatro, nas formas concomitante/subsequente - Campus Diamantina, e item 08,
299 Processo nº 23833.000330/2019-16 – reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso
300 Técnico em Biotecnologia, nas formas concomitante/subsequente - Campus
301 Diamantina, foram aprovados por unanimidade. Em sequência, Luciana apresentou,
302 em bloco ,as matérias do Campus Diamantina que foram incluídas na pauta. Processo nº
303 23833.000401/2019-81 – reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso de Ensino
304 Médio Integrado em Informática, turma 2018 e Processo nº 23833.000400/2019-36 –
305 reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso de Ensino Médio Integrado em Meio
306 Ambiente, turma 2018. Luciana explicou que, no final do ano de 2017, o Campus
307 Diamantina aprovou reestruturações nos PPC dos cursos de Informática, Meio Ambiente e
308 Teatro e, nesses documentos, a área de Humanidades estava com uma carga horária
309 total única, que compreendia as disciplinas Geografia, História, Filosofia e Sociologia. E,
310 para a entrada em 2019, passou pela CEPE, em dezembro/2018, uma proposta de
311 reformulação do PPC, pois a comunidade escolar solicitou que a carga horária de cada
312 uma das disciplinas fosse descrita no projeto pedagógico. Diante da alteração para as
313 turmas ingressantes em 2019, as turmas que ingressaram em 2018 também solicitaram o
314 esse ajuste. Ela disse que a alteração era pontual, tratava-se apenas de especificar, na
315 matriz curricular, a carga horária de cada disciplina da área de Humanidades. Que as
316 solicitações eram apenas para os cursos de Informática e Meio Ambiente, pois o de Teatro
317 já tinha essa alteração. Em apreciação, as reestruturações foram aprovadas por
318 unanimidade. Nada mais havendo a tratar, o pró-Reitor de Ensino agradeceu aos presentes,
319 em especial a Elaine, Marcos, Rogério e Yuri, que estavam participando da última reunião
320 do mandato. E, por fim, determinou o encerramento da reunião e a lavratura deste termo às
321 dezessete horas e quarenta e quatro minutos desse mesmo dia, ocasião em que subscrevi a
322 presente Ata, que após lida e aprovada, será assinada por mim, Ana Keila Bispo Santos,
323 secretária, pelo presidente e por todos os presentes.