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Leia o seguinte artigo do Diário de Notícias:

Artigo Diário de Notícias


Sector tecnologia
03 DE NOVEMBRO DE 201615:23

Parecem humanos, mas são robôs sexuais. E estão à venda

Novos robôs sexuais vão falar e responder ao toque, para além de serem quentes. Especialistas dizem
que em breve robôs e humanos vão casar-se

Um especialista em robótica prevê que em 2017 os robôs sexuais vão atingir um novo nível de realismo.
Eles vão parecer completamente humanos - em altura, peso, temperatura corporal e nos órgãos sexuais - e
vão conseguir responder ao toque e interagir durante as relações sexuais.

"O próximo grande avanço vai permitir-nos usar a tecnologia para encontros íntimos - para nos
apaixonarmos, para fazermos sexo com robôs e até casar com eles", afirmou o especialista David Levy, num
artigo publicado no Daily Mail.

Empresas como a Abyss Creations já têm trazido para o mercado robôs anatomicamente corretos e com
vários detalhes reais, mas o próximo passo é que vai mudar tudo, segundo Levy.

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À medida que a tecnologia vai avançado e se tornando mais acessível, os bonecos vão tornar-se mais
humanos. Por exemplo, pele sintética com sensores eletrónicos vai permitir aos bonecos reagir ao toque e
recorrendo à Inteligência Artificial, os robôs vão conseguir conversar e desenvolver técnicas de sedução,
como sussurrar.

Há ainda a ideia de criar robôs com personalidade e gostos em comum com o dono, o que deve
aumentar as hipóteses de um relacionamento amoroso.

Os novos robôs, como os que estão a ser desenvolvidos pela empresa norte-americana Abyss Creations,
deverão chegar ao mercado no próximo ano e custar cerca de 13 mil euros.

David Levy afirma ainda que, a este passo, até 2050 as pessoas vão casar com estes robôs. Segundo o
especialista, é apenas uma questão de tempo até os relacionamentos entre humanos e robôs se tornarem a
norma.

"Não tenho dúvidas de que alguns vão achar estranho, mas podemos ter certeza disto: a chegada de
robôs sexualmente responsivos vai ter grandes consequências", disse o especialista.

Helen Driscol, professora de psicologia e investigadora da Universidade de Sunderland, no Reino Unido,


concorda com esta previsão. A especialista acrescenta que o conceito do que é normal em termos de
sexualidade está sempre a alterar-se e que o sexo virtual já é uma realidade para muitos.

Driscol diz que o número de relações amorosas à distância pela internet vai aumentar e também o
número de pessoas que se apaixona por robôs.

"O facto é que as pessoas já se apaixonam por personagens ficcionais sem terem qualquer hipótese de as
conhecerem ou interagirem com elas", explica a professora, num artigo publicado no Huffington Post.

Há ainda muitas pessoas solitárias que vão recorrer a parceiros robóticos pelo benefício psicológico.
"Afinal, um parceiro virtual é melhor do que nenhum parceiro", diz Driscol.

"Os robôs sexuais vão preencher um grande vazio na vida das pessoas solitárias que não são amadas,
criando uma satisfação emocional e sexual que vai substituir a solidão e a frustração sexual", explica David
Levy.

"À medida que a realidade virtual se torna mais realista e capaz de imitar e melhorar a experiência sexual
com um parceiro humano, é possível que algumas pessoas a prefiram em vez de fazerem sexo com um
humano imperfeito", explica a Helen Driscol.

Para já, David Levy coloca uma série de questões éticas que só serão respondidas com o tempo. O
especialista faz perguntas como se ter relações sexuais com um robô é uma forma de traição, qual é a
diferença entre apaixonar-se por um robô e um humano e qual será o futuro das relações amorosas.

1.1. Após a leitura do artigo anterior, reflita sobre qual a diferença entre apaixonar-se por um robô e um humano e
qual será o futuro das relações amorosas e sociais?

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2. Leia o seguinte artigo da Revista Superinteressante:

Artigo Revista Superinteressante


Sector tecnologia
Helô D'Angelo
access_time 7 nov 2016, 15h58 - Atualizado em 7 nov 2016, 16h21

Mentir, sentir medo e mais 5 coisas que robôs já fazem


Não é só em 'Westworld' que os robôs estão ficando cada vez mais humanos

“Vocês não conseguem pintar um quadro”, diz um ser humano para um robô. “Não são capazes de criar
uma sinfonia, de fazer arte”. O robô responde: “E você, consegue?”. A cena, do filme Eu, Robô, incomoda
porque faz questionar o que, exatamente, significa ser humano – e até onde vai o que entendemos como
humanidade. E essa é a pergunta que se repete em qualquer filme sobre o tema: Blade Runner, AI –
Inteligência Artificial e, claro, no sucesso mais recente da HBO, Westworld.

Acha que essa dúvida só faz parte da ficção? Não: caraterísticas humanas já existem nos robôs – eles são
capazes de mentir, sentir medo, criar arte e até de assustar os humanos. Conheça as capacidades
humanas que já são parte das inteligências artificiais:

1. Mentir

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O que poderia dar errado com robôs mentirosos? Para o Google Brain Team, que estuda o tema, nada:
esse ano, eles estavam treinando robôs para mentir
uns para os outros como uma forma de proteger
dados e informações. Para fazer isso, eles usaram
três inteligências artificiais – Alice, Bob e Eve – e
programaram Alice e Bob para trocarem informações
apenas entre si, sem incluir Eve – a tarefa dela era
descobrir, sem ajuda humana, o segredo dos outros
dois. Só que deu mau resultado: Alice e Bob ficaram tão bons nisso que acabaram “mentindo” para os
próprios programadores.

2. Sentir medo

Medo é um sentimento chato, mas extremamente importante para a sobrevivência. É ele que o impede
de saltar de um penhasco, por exemplo.
Pensando nisso, cientistas da Universidade
Carnegie Mellon, nos EUA, conseguiram uma
forma de injetar medo nos robôs
(especificamente nos drones): eles criaram um
programa que determina a probabilidade de
acontecer alguma coisa com os dispositivos.
Quando confrontados com as possibilidades de perigo, os drones param, reprogramam-se e seguem outro
caminho.

3. Compor músicas

Essa foi culpa da Sony: por anos, a gravadora alimentou um banco de dados com músicas de diferentes
ritmos e artistas do mundo todo – ao todo, são 13 mil canções. Daí, a
empresa criou uma inteligência artificial chamada Flow Machines,
que consegue analisar as músicas do banco e compreender as
melhores interações entre estilo, ritmo e voz. Basicamente, o que
esse programa faz é criar uma “colcha de retalhos” musical, usando
pequenos pedaços e elementos das canções catalogadas pela
gravadora. A Flow Machines já criou duas músicas e promete um
álbum inteiro em breve.

4. Criar literatura (e vencer concursos de escrita)

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“O computador, dando prioridade à busca pela própria felicidade, parou de trabalhar para os humanos”.
É assim que termina o conto “Konpyuta ga
shosetsu wo kaku hi” (“O Dia em que um
Computador Escreveu um Conto”), escrito
por uma inteligência artificial. Tudo bem,
ela teve um empurrãozinho de cientistas
humanos, que selecionaram palavras e
frases que seriam usadas na narrativa –
mas a partir daí, o computador fez tudo
sozinho. Apesar de não ter levado o grande prémio, o texto passou na primeira fase do concurso literário
Nikkei Shinichi Hoshi, no Japão.

6. Assustar humanos

O MIT (Massachusetts Institute of


Technology) criou uma tecnologia
bem assustadora: uma
inteligência artificial com o
apelido Máquina do Pesadelo,
expert em criar medo da forma
mais eficiente possível (para
quem viu a última temporada de Black Mirror, é mais ou menos o que acontece no segundo
episódio). Embora não tenha implantes no cérebro envolvidos na experiência (ainda bem), o robô
do MIT consegue criar diferentes cenários assustadores baseados nos arquétipos de filme de terror
e naquilo que nós achamos mais medonho. Mas a Máquina do Pesadelo não é a única capaz de
fazer qualquer ser humano molhar as calças: também esse ano, o filme Morgan, um terror sobre
inteligência artificial, ganhou um trailer editado por uma inteligência artificial. Bizarro.

7. Imitar personalidades

Esse talento robótico não parece grande coisa. Mas a


personalidade imitada, no caso, era Donald Trump,
candidato à presidência dos Estados Unidos – e pior: é
bem difícil distinguir o Trump de carne e osso do
robótico. Isto porque a inteligência artificial, chamada
DeepDrumpf, foi criada a partir de discursos, entrevistas e
tweets reais do republicano. Numa conta no Twitter e num falso site de campanha, o “robô Trump” tem
soltado o verbo daquela forma exaltada que só o Trump real tem. Embora DeepDrunf não passe de uma
brincadeira, a sua conta no Twitter já tem quase 30 mil seguidores.
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2.1. Após a leitura do artigo explique o que significa ser humano e até onde vai o que entendemos como
humanidade?

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