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CHAMADA PÚBLICA PEE – 01/2017

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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

CHAMADA PÚBLICA DE PROJETOS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA


PROPEE - 001/2017

As Empresas Distribuidoras da Eletrobras (EDEs), cumprindo o disposto na Legislação


Federal e da regulamentação emanada da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL,
em especial a Leis nº 9.991, de 24 de julho de 2000 e nº 12.212, de 20 de janeiro de
2010 e as Resoluções Normativas nº 300, de 12 de fevereiro de 2008 e 556, de
02/07/2013, com aviso de retificação publicado em 27/09/2013, ou a que vier substituí-
las, como também em decorrência do Contrato de Concessão de Serviço Público de
Distribuição de Energia Elétrica, firmado entre as EDE e o Poder Concedente, vêm, pela
presente, noticiar a realização da CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017 com a
finalidade de selecionar Propostas de projetos de eficiência energética e uso racional de
energia elétrica para integrar o seu Programa de Eficiência Energética, na forma e
condições estabelecidas na presente CHAMADA PÚBLICA.

Programa de Eficiência Energética – PEE, regulado pela Agência Nacional de Energia


Elétrica - ANEEL, é aquele destinado a transformar o mercado de energia elétrica no
sentido de tornar mais eficiente o uso final da energia, resultando, principalmente, em
economia de energia no consumidor final e retirada de demanda no horário de ponta
do sistema, aproveitando o seu potencial abaixo do custo marginal de expansão do
sistema e proporcionando benefícios adicionais nos campos ambiental e social.

Apoio:

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 5
2. OBJETIVO 5
3. PARTICIPANTES ELEGÍVEIS 6
4. RECURSOS DISPONÍVEIS 6
5. ÁREAS DE INTERESSE 7
6. FASES DA CHAMADA PÚBLICA 7
7. CRONOGRAMA DA CHAMADA PÚBLICA 8
8. PARÂMETROS DA CHAMADA PÚBLICA 8
8.1. PARÂMETROS DEFINIDOS PELA ANEEL 8
8.2. PARÂMETROS DEFINIDOS PELA DISTRIBUIDORA 8
8.2.1. PROPOSTAS DE PROJETOS 8
8.2.2. MATERIAIS E SERVIÇOS 9
8.2.3. CUSTOS E CONTRATAÇÕES 11
8.2.4. LIMITES DE CUSTOS PARA AS PROPOSTAS 13
8.3. PARÂMETROS DE CÁLCULO E VALORES BASE 13
8.3.1. FATOR DE COINCIDÊNCIA NA PONTA 13
8.3.2. FATOR PARA AQUECIMENTO SOLAR DE ÁGUA 14
8.3.3. FATOR DE UTILIZAÇÃO 14
8.3.4. TAXA DE DESCONTO 15
8.3.5. MÃO DE OBRA PRÓPRIA 15
8.3.6. TRANSPORTE 15
8.3.7. ADMINISTRAÇÃO PRÓPRIA 15
8.4 CUSTOS EVITADOS DE ENERGIA E DEMANDA 15
9. DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO 16
10. FORMA DE APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS 17
10.1. APRESENTAÇÃO E PROCEDIMENTOS DE ENTREGA 18
10.2. FORMA DE APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA -DIAGNÓSTICO 18
11. DOCUMENTOS PARA HABILITAÇÃO 19
12. SELEÇÃO DE PROPOSTAS 20
12.1. CRITÉRIOS PARA PONTUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DAS PROPOSTAS 21
12.2. PRAZO DE APRESENTAÇÃO E PROTOCOLO DE ENTREGA 22
12.3. COORDENAÇÃO DO PROCESSO SELETIVO 24
12.4. DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS 24
12.5. RECURSOS ADMINISTRATIVOS 24
13. CONTRATAÇÃO 25
13.1. CONSUMIDOR COM FINS LUCRATIVOS 25
13.2. CONSUMIDOR SEM FINS LUCRATIVOS 25

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14. PRAZO DE EXECUÇÃO 25


15. CRONOGRAMAS FÍSICO E FINANCEIRO 25
16. DESCARTE (MANUFATURA REVERSA) 26
17. MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO DE RESULTADOS 27
17.1. ESTRATÉGIA DE MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO 27
17.2. MEDIÇÃO DO PERÍODO DE LINHA DE BASE 29
17.3. PLANO DE MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO 29
17.4. MEDIÇÕES DO PERÍODO DE DETERMINAÇÃO DE ECONOMIA 30
17.5. RELATÓRIO DE MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO 30
18. MARKETING E DIVULGAÇÃO 31
19. TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO 31
20. AUDITORIA CONTÁBIL E FINANCEIRA 33
21. DOCUMENTOS DA CHAMADA PÚBLICA 33
22. ASSINATURA E CONTRATAÇÃO DO PROJETO 33
23. INFORMAÇÕES RELEVANTES 33
24. ESCLARECIMENTOS E/OU INFORMAÇÕES ADICIONAIS 34
25. CONFIRMAÇÃO DE INFORMAÇÕES PRESTADAS NAS PROPOSTAS DE 34
PROJETOS
26 REVOGAÇÃO OU ANULAÇÃO DA CHAMADA PÚBLICA 34
27 CONSIDERAÇÕES FINAIS 34

ANEXOS
I TABELA DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 37
II ROTEIRO PARA O DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO 40
III MINUTA DO CONTRATO DE PERFORMANCE ENERGÉTICA 62
IV MINUTA DE TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA 74
V TERMO DE RECONHECIMENTO DE DÍVIDA (TRD) 85
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1. INTRODUÇÃO

Conforme dispõe a Lei no 9.991, de 24 de julho de 2000, as empresas Concessionárias


de Distribuição de Energia Elétrica (Distribuidoras), devem aplicar um percentual
mínimo da Receita Operacional Líquida (ROL) em projetos do Programa de Eficiência
Energética (PEE), segundo regulamento da ANEEL. O objetivo desses projetos é
demonstrar à sociedade a importância e a viabilidade econômica de ações de combate
ao desperdício de energia elétrica e de melhoria da eficiência energética de
equipamentos, processos e usos finais de energia. Para isso, busca-se maximizar os
benefícios públicos da energia economizada e da demanda evitada no âmbito desses
programas. Busca-se, enfim, a transformação do mercado de energia elétrica,
estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de hábitos racionais
de uso da energia elétrica.

O percentual mínimo da ROL das Distribuidoras que deve ser aplicado no PEE tem sido
alterado ao longo do tempo. As modificações são feitas através de leis e são
amplamente divulgadas. A última modificação foi feita pela lei 13.203, de 08 de
dezembro de 2015, que estabeleceu o percentual de 0,5% (cinquenta centésimo por
cento) da ROL até 31/12/2022, como mostra a figura abaixo.

Os critérios para aplicação dos recursos e procedimentos necessários para apresentação


do Programa à ANEEL estão estabelecidos em sua Resolução Normativa n° 556, de
02/07/2013, com aviso de retificação publicado em 27/09/2013, e nas normas que
porventura venham a substituí-la.

2. OBJETIVO

A presente CHAMADA PÚBLICA tem por objetivo selecionar Propostas de PEE no uso
final de energia elétrica, para consumidores dos segmentos RESIDENCIAL, COMERCIAL
e INDUSTRIAL visando o cumprimento de obrigações legais das EDE com a ANEEL, nos
termos ditados nas Leis nº 9.991/2000, nº 11.465/2007 e nº 12.212/2010, bem como
os ritos processuais e normativos estabelecidos no documento PROCEDIMENTOS DO
PROGRAMA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA (PROPEE) aprovado pela Resolução
Normativa da ANEEL nº 556, de 02/07/2013, com aviso de retificação publicado em
27/09/2013, que tem por objetivo incentivar o desenvolvimento de medidas que
promovam a eficiência energética reduzindo assim o consumo de energia bem como a
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redução da demanda na ponta do sistema elétrico, estimulando o desenvolvimento de


novas tecnologias e a criação de hábitos e práticas racionais para combater o
desperdício.

3. PARTICIPANTES ELEGÍVEIS

Poderão participar desta CHAMADA PÚBLICA todos os consumidores atendidos na área


de concessão de sua respectiva empresa de distribuição do grupo Eletrobras, nas
tipologias definidas pelas EDEs no Quadro 1 abaixo e que estejam em dia com suas
obrigações legais perante a concessionária até a data limite de submissão das propostas
na chamada.

As propostas de projetos deverão seguir rigorosamente os critérios estabelecidos nesta


CHAMADA PÚBLICA e conter a indicação de sua respectiva EDE, cabendo ao consumidor
proponente o encaminhamento, à respectiva EDE, da submissão das propostas.

A apresentação de projetos de eficiência energética deverá ser feita por tipologia e


áreas de interesse conforme apresentado no Item 5 desta CHAMADA PÚBLICA.

4. RECURSOS DISPONÍVEIS
Os recursos financeiros destinados à implementação dos projetos selecionados serão
disponibilizados pela EDE contratante como parte de sua obrigação regulatória de
aplicar 0,5% (cinquenta centésimos por cento) de sua ROL em projetos de Eficiência.
O valor disponibilizado para esta CHAMADA PÚBLICA será limitado por EDE, conforme
Quadro 1 abaixo, contemplando as ações de eficiência energética de interesse,
relacionadas no Item 5.

Item EDE Tipologia Total EDE


Residencial
1. ACRE 1.450.000,00
Comércio e Serviços
Residencial
2. ALAGOAS 2.500.000,00
Comercio e Serviços
Residencial
3. AMAZONAS 4.300.000,00
Industrial
Residencial
4. PIAUÍ 2.550.000,00
Comércio e Serviços
Residencial
5. RONDÔNIA 1.300.000,00
Comércio e Serviços
Residencial
6. RORAIMA 550.000,00
Comércio e Serviços
Total Geral 12.650.000,00
Quadro 1: Tipologias e recursos disponíveis por EDE
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Os recursos serão disponibilizados ao consumidor conforme sua classificação. Para


consumidores com Fins Lucrativos, essa disponibilização será mediante Contrato de
Performance Energética (Anexo III), já para consumidores Sem Fins Lucrativos, será
mediante Termo de Cooperação Técnica entre as partes (Anexo IV).

5. ÁREAS DE INTERESSE

Toda Proposta de Projeto a ser encaminhada, deverá ser enquadrada em uma das
tipologias RESIDENCIAL, INDUSTRIAL ou COMERCIAL, direcionada para execução de
ações de eficiência energética para substituição de equipamentos por modelos mais
eficientes e opcionalmente para melhoria de instalação, conforme Quadro 2 abaixo:

AÇÕES DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO


ITEM ÁREAS DE INTERESSE
USO FINAL DA ENERGIA
Compra deEquipamento Compra de equipamento eficiente com
01
Eficiente substituição de equipamento ineficiente
Iluminação
Refrigeração
02 Melhoria de Instalação Motores elétricos
Aquecimento solar de água para banho
Condicionamento ambiental
Fontes Incentiváveis de Compra de equipamentos para implantação
03
Energia de sistemas de fontes incentiváveis
Quadro 2: Áreas de interesse e ações de eficiência energética

Não serão aceitos projetos com interesse apenas em melhoria nas instalações. Todo
projeto de melhoria deve ter previsto substituição de equipamentos.

O valor mínimo das Propostas de projetos deve ser igual ou maior que 5% (cinco por
cento) do valor disponível de cada EDE contratante, para as tipologias elencadas pelas
mesmas.

Na eventualidade de existir saldo financeiro disponível na conta do Programa de


Eficiência Energética, nos termos da legislação aplicável à espécie, poderão ser
aprovadas propostas de projetos acima dos valores disponibilizados, desde que
atendam aos requisitos especificados e os critérios eleitos para sua seleção, conforme
estabelecido na presente CHAMADA PÚBLICA.

6. FASES DA CHAMADA PÚBLICA

A presente CHAMADA PÚBLICA objetiva a seleção de Propostas de projetos de eficiência


energética, dentro dos critérios estabelecidos pelo PROPEE, elaborado pela ANEEL.

A seleção das Propostas de projetos que irão compor o Programa de Eficiência


Energética das EDEs foi dividida em 4 (quatro) etapas complementares, sendo elas:
Diagnóstico Energético e Submissão de projetos, Avaliação e Resultado Preliminar,
Recurso, Resultado final.
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7. CRONOGRAMA DA CHAMADA PÚBLICA


Neste item estão descritas, em ordem cronológica, todas as datas pertinentes ao
processo seletivo de Propostas de projetos desta CHAMADA PÚBLICA.
No Quadro 3 abaixo estão indicadas as datas da CHAMADA PÚBLICA.

DATA DESCRIÇÃO

30/10/2017 Abertura da CHAMADA PÚBLICA.


17h (Horário Local) - Prazo limite para entrega dos
30/11/2017
DIAGNÓSTICOS ENERGÉTICOS.

Verificação da adimplência dos consumidores beneficiados


18/12/2017
Divulgação da pontuação e qualificação dos DIAGNÓSTICOS
ENERGÉTICOS.

22/12/2017 17h (Horário local) - Prazo limite para interposição de recursos

Divulgação final das propostas de projetos escolhidas


28/12/2017
Encerramento da Chamada Pública
Quadro 3: Cronograma da Chamada Pública

8. PARÂMETROS DA CHAMADA PÚBLICA

8.1. Parâmetros Definidos pela ANEEL

Tendo como base para o processo de chamada pública os PROPEE, todas as propostas
deverão ser balizadas obrigatoriamente pelos parâmetros definidos pela ANEEL de
acordo com a última versão disponível do PROPEE na data de publicação da chamada.

8.2. Parâmetros Definidos pela Distribuidora

8.2.1. Propostas de Projetos

a. Caso a proposta de projeto contemple mais de uma unidade consumidora com


mais de um nível de tensão de fornecimento, deverá constar o detalhamento
por unidade consumidora dos resultados esperados. No caso de se não dispor
do detalhamento em separado das unidades consumidoras beneficiadas, o
benefício do projeto deverá ser valorado considerando o nível de tensão mais
alto.

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b. Caso a proposta de projeto contemple mais de uma unidade consumidora no


mesmo nível de tensão de fornecimento, deverá constar o detalhamento por
unidade consumidora dos resultados esperados.
c. Cada proposta de projeto deverá contemplar consumidores com fins lucrativos
ou sem fins lucrativos. Caso sejam enviadas propostas de projetos que
beneficiem simultaneamente consumidores com fins lucrativos e sem fins
lucrativos, o projeto será classificado automaticamente como com fins
lucrativos.
d. Uma mesma unidade consumidora não poderá fazer parte de mais de 1 proposta
de projeto. Caso sejam apresentadas 2 ou mais propostas de projetos,
objetivando a eficientização de uma mesma unidade consumidora, será
considerada somente a proposta de projeto melhor classificada, ficando as
demais automaticamente desclassificadas.
e. Somente serão aceitas propostas de projetos de melhoria de instalação que
contemplem a eficientização de usos finais de energia elétrica, ou seja, a
substituição de materiais e equipamentos existentes por outros mais eficientes,
nos quais ambos utilizem energia elétrica.
f. Somente serão aceitas propostas de fontes incentiváveis que contemplem a
eficientização de usos finais de energia elétrica, ou seja, a substituição de
materiais e equipamentos existentes por outros mais eficientes, nos quais
ambos utilizem energia elétrica
g. As propostas de projetos que contemplem deslocamento de cargas ou
automação de processos serão aceitas, desde que, também estejam
contempladas a eficientização energética dos usos finais envolvidos.
h. Caso a proposta de projeto valore outros benefícios mensuráveis ou não
mensuráveis, nos termos do disposto no item 8.1, PROPEE Módulo 7 - Cálculo
da Viabilidade, Seção 7.2 - Outros Benefícios Mensuráveis e Seção 7.3 -
Benefícios Não Mensuráveis, deverá ser apresentado também o cálculo de
viabilidade sem a inclusão destes outros benefícios. Para efeitos de classificação
da proposta de projeto, bem como da verificação da relação custo-benefício
limite, será considerada somente a análise sem estes outros benefícios.

8.2.2. Materiais e Serviços

a. A vida útil e perdas aplicadas a materiais e equipamentos deverão ser utilizadas


conforme tabela apresentada no Anexo I. Caso os materiais e equipamentos
utilizados possuam características diferentes daquelas apresentadas no Anexo
I, ou não estejam listados, estas características deverão ser comprovadas,
obrigatoriamente, através da apresentação de catálogos técnicos.
b. Caso a proposta de projeto contemple a substituição de um equipamento que
foi instalado com recurso de Projeto de Eficiência Energética anterior e que ainda
esteja dentro do seu período de vida útil, a proposta de projeto apresentada
será automaticamente desqualificada. Quando a proposta de projeto tratar de
uma unidade consumidora beneficiada em projeto de Eficiência anterior, deve
ser comprovado dentro do diagnóstico energético que os equipamentos
existentes não foram adquiridos com recursos advindos do Programa de

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Eficiência Energética - PEE ou que já ultrapassaram o período de vida útil dos


mesmos.
c. As lâmpadas a LED com potências declaradas entre 5W e 25W deverão possuir
fator de potência (FP) ≥ 0,70 e com potências acima de 25W deverão possuir
fator de potência (FP) ˃ 0,92. Suas eficiências luminosas (lm/W) e o fluxo
luminoso (lm) devem ser discriminados na proposta de projeto.
c.1 as lâmpadas a LED com potências acima de 25 W e tubulares devem
apresentar fator de potência maior que 0,92 e as correntes harmônicas não
devem exceder os limites dados na tabela 4 da portaria nº 389do Inmetro,
de 25 de agosto de 2014.
c.2 A vida útil mínima das lâmpadas LED a serem utilizadas nas propostas de
projeto é de 25.000 horas (L70). As propostas de projeto que utilizarem
lâmpadas LED com vida útil superior a 25.000 horas deverão comprovar tal
condição através de catálogos na apresentação da proposta e através de
documentos comprobatórios antes da realização da compra do equipamento.
c.3 O fluxo luminoso do sistema proposto deverá ser igual ou superior a 90%
do fluxo luminoso do sistema existente;
c.4 Durante a execução do projeto de eficiência energética, no momento
anterior à aquisição do equipamento, o proponente deverá solicitar ao
fornecedor e submeter à Distribuidora para apreciação, a documentação
comprobatória que se refere o item anterior, composta pela projeção de horas
de funcionamento, considerando a manutenção de 70% da luminosidade
(L70) conforme portaria nº 389 do INMETRO, de 25 de agosto de 2014.
c.5 No âmbito desta CHAMADA PÚBLICA, a vida útil máxima admitida para
equipamentos com tecnologia LED na proposta de projeto será de até 50.000
horas, mesmo que sejam apresentados documentos citando vida útil maior.

d. Os equipamentos de uso final de energia elétrica utilizados nas propostas de


projetos deverão ser, obrigatoriamente, energeticamente eficientes. No âmbito
desta CHAMADA PÚBLICA, considera-se equipamento energeticamente
eficiente aquele que:

d.1 Possuir o selo PROCEL de economia de energia, ou simplesmente selo


PROCEL.
d.2 Caso não existam no mercado nacional os equipamentos com selo
PROCEL necessários ao projeto, deverão ser adquiridos equipamentos com
classificação A de desempenho energético (Etiqueta Nacional de Conservação
de Energia - ENCE), do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) em sua
última versão.
d.3 Na eventualidade de não existirem equipamentos com selo PROCEL ou
com classificação A de desempenho energético (ENCE), deverão ser
adquiridos os equipamentos mais eficientes dentro da listagem do PBE,
devendo escolher obrigatoriamente o equipamento mais eficiente disponível.
Neste caso, a escolha do equipamento deverá ser devidamente justificada,
apresentando a tabela do PBE mais recente.

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d.4 Caso os equipamentos necessários ao projeto não sejam contemplados


pelo PBE, poderão ser utilizados os equipamentos mais eficientes disponíveis.

e. Para a proposta de projeto que contemple o uso final condicionamento ambiental,


os coeficientes de eficiência energética dos equipamentos existentes deverão ser
comprovados através de:

e.1 Informações de fabricantes, através de dados de placa ou catálogos.


e.2 Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), disponibilizado pelo
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Para casos onde o equipamento não atenda aos subitens acima, o proponente
deverá utilizar os dados de um equipamento de mesmo modelo e potência similar
menos eficiente existente na tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem
(PBE).

f. Para a proposta de projeto que contemple o uso final sistemas motrizes, o


carregamento, o rendimento nominal e o rendimento no ponto de carregamento
do equipamento existente deverão ser comprovados através de:

f.1 Informações de fabricantes, através de dados de placa, catálogos ou


softwares específicos.
f.2 Dados de medições realizadas, procedendo a estimativa através do
software BDmotor, disponível no endereço eletrônico do PROCEL INFO, na
seção simuladores (www.procelinfo.com.br). No caso de obtenção através de
medições, deverão ser apresentados na proposta de projeto as medições
gráficas, realizadas com equipamento analisador de energia durante um
período maior ou igual a 24 horas, detalhamento das condições de apuração,
certificado de calibração do equipamento de medição emitido com data de
inferior a 1 ano da medição, procedimentos de medição utilizada, bem como
todas as informações necessárias para comprovar o regime de utilização do
sistema a ser eficientizado. A comissão julgadora da presente CHAMADA
PÚBLICA poderá solicitar ao consumidor a repetição das medições na
presença de técnicos da concessionária.

8.2.3. Custos e Contratações

a. Para todos os materiais e equipamentos a serem utilizados nas propostas de


projetos, deverão ser apresentados, obrigatoriamente, pesquisa de preço
através de, no mínimo, 3 orçamentos. A proposta de projeto a ser apresentada
deverá utilizar o orçamento de menor valor.
b. Para os custos de mão de obra de terceiros deverão ser apresentados, no
mínimo, 3 orçamentos. Deverá ser utilizado na proposta de projeto o orçamento
de menor valor.

b.1 Os custos para elaboração do diagnóstico energético não será


reembolsado. Ou seja, é contrapartida do consumidor.

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c. Para os custos com marketing deverão ser apresentados, no mínimo, 3


orçamentos. Deverá ser utilizado na proposta de projeto o orçamento de menor
valor.
d. Para os custos com treinamento e capacitação deverão ser apresentados, no
mínimo, 3 orçamentos. Deverá ser utilizado na proposta de projeto o orçamento
de menor valor. Equipamentos que vierem a ser adquiridos nas propostas de
projeto para serem utilizados em ações de treinamento e capacitação
(projetores, computadores, mobiliário, etc.) não serão de forma alguma
remunerados pela Distribuidora.
e. Para os custos com a destinação final de materiais e equipamentos deverão ser
apresentados, no mínimo, 3 orçamentos. Deverá ser utilizado na proposta de
projeto o orçamento de menor valor.
f. Para os custos de medição e verificação deverão ser apresentados, no mínimo,
3 orçamentos. Deverá ser utilizado na proposta de projeto o orçamento de
menor valor. Equipamentos que vierem a ser utilizados na medição e verificação
(wattímetros, analisadores de qualidade de energia, etc.) não serão de forma
alguma remunerados pela Distribuidora.

g. Para os custos computados como contrapartida nas propostas de projeto,


deverão ser apresentadas as devidas comprovações destes custos. Esta
comprovação dar-se-á através de 3 orçamentos ou, no caso de uso da mão de
obra do próprio consumidor, apresentação de 2 orçamentos mais a estimativa
de custo do uso da mão de obra do próprio consumidor, através da apresentação
dos profissionais envolvidos, acompanhado de uma estimativa de horas de
trabalho de cada um e do respectivo custo de homem-hora.
h. No caso da utilização da mão de obra do próprio consumidor, os custos advindos
da utilização desta mão de obra não serão de forma alguma reembolsados com
recursos do Programa de Eficiência Energética (PEE), devendo ser,
obrigatoriamente, computados como contrapartida.
i. Não serão aceitas contrapartidas nos custos inerentes à Distribuidora (mão de
obra própria, transporte e administração própria).
j. Nas propostas de projeto é permitido somente a inserção de custos relacionados
às ações de eficiência energética a serem executadas, ficando vetadas a
inserção de custos para manutenção dos sistemas, sejam eles antigos ou
eficientizados.

Durante a execução dos projetos de eficiência energética, os recursos apontados como


contrapartida terão prioridade de uso, ou seja, no caso de uma ação ser custeada parte
com contrapartida e parte com recursos do PEE, primeiramente serão utilizados os
recursos aportados como contrapartida até o seu limite para que, somente a posteriori,
sejam utilizados os recursos do PEE.

8.2.4. Limites de Custos

a. O custo de serviços de terceiros não poderá ser maior que 40% do custo com
materiais e equipamentos. Para efeitos do limite não serão computados os
valores gastos com Diagnóstico Energético.

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b. O custo com acessórios (fita isolante, soquetes, parafusos, conectores, etc.) não
poderá ser maior que 5% do custo do item materiais e equipamentos.
c. O custo com medição e verificação não poderá ser maior que 10% do custo total
da proposta de projeto.
d. O custo com marketing não poderá ser maior que 5% do custo total da proposta
de projeto.
e. O custo com treinamento e capacitação não poderá ser maior que 5% do custo
total da proposta de projeto.
Os valores das propostas de projetos que ultrapassarem os valores limite estabelecidos
nesta CHAMADA PÚBLICA deverão ser, obrigatoriamente, computados como
contrapartida, sendo que estes recursos poderão advir do próprio consumidor e/ou de
terceiros.

8.3. Parâmetros de Cálculo e Valores Base

Os valores e fórmulas demonstrados nesse item visam auxiliar e balizar os cálculos dos
benefícios da proposta. Caso não seja possível a utilização das fórmulas ou valores
padrões apresentados deverá ser comprovada a razão bem como a demonstração do
cálculo para se se atingir os benefícios.

8.3.1. Fator de Coincidência na Ponta

Fator a ser considerado para o cálculo da potência média na ponta, que é utilizado para
o cálculo de redução de demanda no horário de ponta. O valor do fator de coincidência
na ponta deverá ser menor ou igual a 1 e o cálculo deste fator deverá utilizar a equação
abaixo para todos os usos finais, com exceção do uso final aquecimento solar de água,
que deverá utilizar a metodologia proposta no item 8.3.2 e uso de fontes incentivadas
que deverá ser apresentado padrões de geração através do fabricante.

𝐻×𝐷×𝑀
𝐹𝐶𝑃 =
792

Onde:
H: Número de horas por dia de utilização do sistema a ser eficientizado no horário
de ponta. O horário de ponta a ser considerado deverá ser consultado na planilha
da respectiva EDE.
D: Número de dias úteis (segunda-feira a sexta-feira) ao longo do mês em que se
utiliza o sistema a ser eficientizado no horário de ponta. Nesta CHAMADA PÚBLICA
considera-se um mês padrão com 22 dias úteis.
M: Número de meses, no período de um ano, em que se utiliza o sistema a ser
eficientizado. Considera-se um ano padrão com 12 meses.

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792: Número de horas equivalente às horas de ponta disponíveis ao longo de um


ano (3 horas de ponta diárias x 22 dias úteis por mês x 12 meses por ano).

Os valores utilizados na fórmula deverão ser compatíveis com os resultados do


diagnóstico e serem comprovados através da memória de cálculo.

8.3.2. Fator para Aquecimento Solar de Água


Para propostas de projetos que utilizarem sistemas de aquecimento solar de água, para
a fração solar deve-se utilizar FS = 0,60.

Para o cálculo do fator de coincidência na ponta (FCP), deverão ser apresentados os


cálculos de forma detalhada, sempre justificando cada parâmetro utilizado. O valor do
FCP deverá ser menor ou igual a 1, podendo ser utilizada a equação abaixo para sua
determinação:

𝐵×𝑇
𝐹𝐶𝑃 =
𝐶×180

Onde:
B: Número médio de banhos por dia no horário de ponta por unidade consumidora.
T: Tempo médio de banho, em minutos.
C: Número de chuveiros por unidade consumidora.
180: Minutos equivalentes a 3 horas de ponta.

Em caso de dificuldades na obtenção do fator de coincidência na ponta para


aquecimento solar de água, utilizar FCP = 0,10.

8.3.3. Fator de Utilização


O fator de utilização a ser considerado nas propostas de projetos deverá ser menor ou
igual a 0,75, devendo ser apresentadas todas as informações necessárias para
comprovar o fator de utilização proposto. Para valores maior que 0,75 os mesmos
deverão ser comprovados através de medições.

8.3.4. Taxa de Desconto


A taxa de desconto a considerar será a mesma especificada no Plano Nacional de
Energia - PNE, vigente na data de submissão do projeto. Para a presente CHAMADA
PÚBLICA deve-se considerar a taxa de desconto de 8% ao ano.

8.3.5. Mão de Obra Própria

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

Este item refere-se às despesas com mão de obra da Distribuidora. Todas as propostas
de projetos deverão apresentar as despesas referentes à mão de obra própria, obtida
através da seguinte fórmula:
𝑀𝑃 = 44𝐻𝐻×𝑅$75,00×𝑄𝑡𝑑𝑒 𝑀𝑒𝑠𝑒𝑠 𝑃𝑟𝑜𝑗𝑒𝑡𝑜
Onde:
44HH: Número estimado de homem-hora utilizado no projeto por mês.
R$ 75,00: Custo unitário a ser considerado por homem-hora.

Os recursos destinados para mão de obra própria deverão ser rateados igualmente por
uso final contemplado na proposta de projeto.

8.3.6 Transporte
Este item refere-se às despesas da Distribuidora com reuniões de acompanhamento e
inspeção dos serviços a serem realizados durante a execução do projeto. Todas as
propostas de projetos deverão prever despesas de transporte no valor de R$ 6.000,00.
Os recursos destinados para transporte deverão ser rateados igualmente por uso final
contemplado na proposta de projeto.

8.3.7 Administração Própria


No âmbito desta CHAMADA PÚBLICA não serão computados gastos com a rubrica
administração própria.

8.4. Custos Evitados de Energia e Demanda

Este item refere-se ao custo da energia evitada (CEE) e o custo evitado de demanda
(CED), que deverão ser utilizados nas propostas de projeto a serem apresentados na
presente CHAMADA PÚBLICA. O CEE e o CED variam de acordo com o nível de tensão
de fornecimento de energia, sendo que seu valor não depende da modalidade tarifária
(convencional, azul, verde ou branca).

Para cálculo da relação custo-benefício (RCB) das propostas de projeto, deverão ser
utilizados os valores de CEE e CED da respectiva distribuidora conforme consta na
planilha Modelo para o cálculo do RCB disponibilizada juntamente com o edital.

9. DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO

O DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO é uma avaliação detalhada das ações de eficiência


energética na instalação da unidade consumidora de energia, resultando em um
relatório contendo a descrição detalhada de cada ação de eficiência energética e sua
implantação, o valor do investimento, economia de energia e/ou redução de demanda
na ponta relacionada, análise de viabilidade e estratégia de medição e verificação a ser

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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

adotada. Entende-se o DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO como a consolidação da avaliação


ex ante com os dados medidos e apurados

As informações mínimas que deverão ser apresentadas no DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO


estão detalhadas no Módulo 4 - Tipologias de Projeto do PROPEE, Seção 4.4 - Dados de
Projeto, Item 3.2 - Roteiro Básico para Elaboração de Projetos. Conforme a seção
4.2.6.1, também deverá ser consolidada a estratégia de M&V. Entre as informações que
deverão ser apresentadas estão:

a. Acordo de intenções entre a empresa executora dos trabalhos de eficiência


energética e o consumidor da EDE contratante, se aplicável.
b. Dados da empresa executora do Diagnóstico (razão social, CNPJ, nome do
responsável técnico, endereço completo, telefone fixo e celular), se aplicável.
c. Apresentação do consumidor e informações sobre suas atividades, bem como
o horário de funcionamento de cada unidade consumidora pertencente à
Proposta de Projeto, ou em casos de projetos de grande abrangência sem
identificação das UCs, deverá conter o detalhamento dos quantitativos
esperados de participantes bem como seu perfil.
d. Apresentação dos objetivos do DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO.
e. Apresentação dos insumos energéticos utilizados, quando aplicável.
f. Apresentação da avaliação preliminar das instalações físicas e dos
procedimentos operacionais da unidade consumidora com foco no consumo de
energia elétrica.
g. Apresentação do histórico de consumo e de demanda de, pelo menos, os últimos
12 (doze) meses de cada unidade consumidora a ser beneficiada ou do modelo
de consumo por classe baseados em estudos antesriores.
h. Apresentação da estimativa da participação de cada uso final de energia elétrica
existente, (por exemplo: iluminação, condicionamento ambiental, sistemas
motrizes, refrigeração, etc.) no consumo mensal de energia elétrica da unidade
consumidora.
i. Apresentação da análise das possíveis oportunidades de economia de energia
para os usos finais de energia elétrica escolhidos, descrevendo a situação atual
e a proposta.
j. Apresentação da avaliação da economia de energia e redução de demanda na
ponta com base nas ações de eficiência energética identificadas. Calcular o
percentual de economia do consumo de energia elétrica previsto em relação ao
consumo anual apurado no histórico de consumo apresentado dos últimos 12
(doze) meses.
k. Realizar a avaliação ex ante preliminar, ou seja, calcular a relação custo-
benefício (RCB) do projeto com base na avaliação realizada, de acordo com a
metodologia estabelecida pela ANEEL, conforme PROPEE ou Planilha de Cálculo
de RCB disponibilizada juntamente com este Edital. Deverá ser apresentado um
cronograma das etapas necessárias para a execução do projeto de eficiência
energética, conforme roteiro descrito no Anexo II da presente CHAMADA
PÚBLICA.

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

l. Para sistemas de iluminação, deve-se considerar no DIAGNÓSTICO a procura


de evidências quanto ao tipo de reator existente (eletromagnético e/ou
eletrônico) e suas respectivas perdas, pois estes dados influenciam na
estimativa de economia e na avaliação dos resultados do projeto.
m. Apresentação da descrição detalhada do horário de funcionamento de cada
ambiente que irá receber ações de eficiência energética.
n. Apresentação da estratégia de M&V preliminar, conforme Item 18.1 da presente
CHAMADA PÚBLICA.
o. Apresentação da estimativa de todos os custos envolvidos na proposta, estando
os mesmos de acordo com as definições do Item 8 desde edital.

O Diagnóstico deverá ser apresentado conforme roteiro (Anexo III), sendo opcional sua
utilização, porém as informações solicitadas no mesmo deverão ser encaminhadas.

O DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO está sujeito à aprovação das EDEs, podendo demandar


correções de modo a atender exigências e determinações da ANEEL.

Os cronogramas físico e financeiro apresentados no DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO e


aprovados pelas EDE serão considerados como sendo definitivos, sendo, portanto,
utilizados como base para estabelecer as obrigações contratuais referentes ao prazo de
execução dos projetos de eficiência energética.

Os custos para elaboração do DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO não serão de forma alguma


remunerados pelas EDEs e serão computados automaticamente como contrapartida.

Os DIAGNÓSTICOS ENERGÉTICOS que forem aprovados e classificados, porém não


forem selecionados, irão compor um cadastro de reserva de propostas de projetos e
poderão ser utilizados caso exista uma sobra de recursos em outras tipologias de
projetos nesta CHAMADA PÚBLICA.

Quando da realização de uma nova chamada pública, esse cadastro de reserva expira
automaticamente, devendo as propostas serem reapresentadas conforme revisões da
regulação vigente.

10. FORMA DE APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS


As propostas de projetos de PEE deverão ser preenchidas conforme formatação definida
no PROPEE aprovado pela Resolução Normativa da ANEEL nº 556, de 02/07/2013,
com aviso de retificação publicado em 27/09/2013 , Módulo 4 – Tipologias de
Projeto – Versão 01, Seção 4.4 – Dados de Projeto, disponível no endereço eletrônico
http://www.aneel.gov.br/arquivos/zip/PROPEEv1.zip , ou outro que o venha substituir,
e demais exigências estabelecidas nesta CHAMADA PÚBLICA;

A proposta de projeto bem como o relatório de diagnóstico devem ser apresentados em


versão impressa em folhas numeradas e rubricadas e em mídia eletrônica. Os demais
itens como catálogos, orçamentos e planilhas deverão ser enviados apenas em mídia
eletrônica.

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

10.1. Apresentação e Procedimentos de Entrega

A presente CHAMADA PÚBLICA terá início em 30/10/2017 conforme definido no Item


7 desta CHAMADA PÚBLICA.

Os interessados na apresentação de propostas de projetos de eficiência energética


deverão, obrigatoriamente, observar e cumprir o prazo estabelecido.

O período de entrega das propostas de projeto de eficiência energética está definido


no item 7 desta CHAMADA PÚBLICA, devendo as mesmas serem entregues nas áreas
de Protocolo Central da Distribuidora da Eletrobras com a qual o cliente possua contrato
de fornecimento de energia, conforme os endereços e modelos listados no item 12.2
deste edital.

10.2. Forma de Apresentação da proposta – Diagnóstico

a. Carta de apresentação da proposta de projeto assinada pelos dirigentes


responsáveis pelo proponente. A carta deverá ser em papel timbrado do
consumidor ou, na falta deste, com a aplicação do carimbo do CNPJ.

b. DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO das instalações a serem contempladas na proposta


de projeto, conforme disposto no item 10 desta CHAMADA PÚBLICA.

c. 01 (uma) cópia impressa do DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO, dos orçamentos


pertinentes (conforme definido no item 10 desta CHAMADA PÚBLICA,
catálogos(1), memória de cálculo (planilhas eletrônicas utilizadas) e a
documentação para habilitação listada no item 11 desta CHAMADA PÚBLICA.

d. 01 (uma) cópia em mídia eletrônica do DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO, dos


orçamentos pertinentes (conforme definido no item 9 deste regulamento),
catálogos(1)(2) , arquivos eletrônicos com as medições realizadas para elaboração
do diagnóstico (planilhas eletrônicas utilizadas). Todos os arquivos eletrônicos
devem estar desprotegidos, permitindo assim sua edição.

e. Apresentar os documentos relacionados no item 11, válidos na data de


apresentação do diagnóstico energético, nas EDE.

Obs.: (1) Os catálogos apresentados em idioma estrangeiro deverão ser


acompanhados de tradução para língua portuguesa.

(2) Os catálogos poderão ser apresentados no formato “pdf”.

11. DOCUMENTOS PARA HABILITAÇÃO


Todos os documentos exigidos bem como as certidões deverão estar válidos na data de
protocolo da proposta do projeto:

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

a. Carta de apresentação da proposta de projeto assinada pelos dirigentes


responsáveis pelo proponente. A carta deverá ser em papel timbrado do
consumidor ou, na falta deste, com a aplicação do carimbo do CNPJ;

b. Cópia do contrato social ou estatuto social do proponente;


c. Cópia do cartão de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC ou no
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
d. Prova de inscrição no Cadastro de Contribuintes Estadual ou Municipal, se
houver, relativo ao domicílio ou sede da proponente, pertinente ao seu ramo de
atividade e compatível com o objeto contratual;
e. Prova de regularidade para com a Fazenda Municipal;
f. Prova de regularidade para com a Fazenda Estadual;
g. Prova de regularidade para com a Fazenda Federal (certidão conjunta de
débitos relativos a tributos federais e a dívida ativa da União);
h. Certificado de Regularidade com o FGTS;
i. Certidão Negativa de Débito com a Seguridade Social;
j. Certidão negativa de inadimplência perante a Justiça do Trabalho;
k. Prova de regularidade com a Fazenda Federal (Certidão quanto à Dívida Ativa,
emitido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Certidão de Quitação de
Tributos e Contribuições Federais, emitido pela Delegacia da Receita Federal),
Estadual e Municipal do domicílio ou sede da proponente;
l. Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), devidamente quitada, referente à
elaboração do diagnóstico energético(1). Os custos com ART não serão
reembolsados pela Distribuidora;
m. Informação da empresa responsável pela implementação do projeto de
eficiência energética(1).
n. Certidão negativa de falência ou recuperação judicial expedida pelo distribuidor
da comarca da sede da pessoa jurídica;
o. Balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social(2),
podendo ser atualizada por índices oficiais quando encerrados há mais de 3
meses, que comprovem a boa situação financeira da empresa, apresentados na
forma da lei, com os termos de abertura e encerramento, quando for o caso.
Estes deverão estar devidamente assinados pelo representante legal da
empresa e por profissional de contabilidade legalmente habilitado, conforme
disposto no artigo 10, inciso IV, do Código Brasileiro e Normas do Conselho de
Contabilidade. O Balanço Patrimonial deverá ser o transcrito do “Livro Diário”,
indicando-se as folhas do “Livro Diário” em que está registrado, acompanhado
de seus respectivos termos de abertura e encerramento. Para as sociedades não
obrigadas a publicar suas demonstrações contábeis, o Balanço e os termos
deverão estar registrados na Junta Comercial;

Obs.: (1) Apresentação obrigatória apenas na segunda fase da Chamada Públicas;


(2) O balanço patrimonial é obrigatório apenas para projetos em entidades com
fins lucrativos;

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

12. SELEÇÃO DAS PROPOSTAS

A seleção das Propostas de projetos será realizada pela Coordenação do Processo


Seletivo respeitando as seguintes condições:

a. Consumidor estar adimplente com todas as obrigações legais com a EDE


contratante na data limite estabelecida no item 7 desta CHAMADA PÚBLICA.
b. Possuir relação custo-benefício (RCB):
Menor ou igual a 0,75 (zero vírgula setenta) no caso de Propostas de
Projeto que beneficiem consumidores sem fins lucrativos.
Menor ou igual a 0,80 (zero vírgula o i t e n t a ) no caso de Propostas
de Projeto que beneficiem consumidores com fins lucrativo
c. Entrega das propostas de projeto até a data e horário limites definidos no
item 7, sob protocolo, no endereço estabelecido no item 12.2 desta CHAMADA
PÚBLICA.
d. Atender a todos os parâmetros definidos pela ANEEL, item 8.1 desta CHAMADA
PÚBLICA.
e. Atender a todos os parâmetros definidos pelas EDEs, item 8.2 desta CHAMADA
PÚBLICA.
f. Atender todas as disposições estabelecidas nesta CHAMADA PÚBLICA.
Na relação custo-benefício do projeto (RCB), para efeitos de classificação, será
considerada apenas a parcela aportada pelo PEE.

O não atendimento às exigências especificadas neste regulamento de CHAMADA


PÚBLICA implicará na desqualificação automática das propostas de projetos.

Caso haja uma alteração na regulação vigente entre o período de apresentação das
propostas e de contratação para execução, o projeto deverá ser readequado à nova
legislação.

12.1. Critérios para Pontuação e Classificação das Propostas

Após o recebimento das propostas de projetos, a Coordenação do Processo Seletivo


pontuará cada uma de acordo com os critérios definidos pela ANEEL no documento
CriteriosChamada.pdf encontrado no site da Chamada Pública,

Serão atribuídas notas de 0 a 100 conforme os critérios acima, a cada proposta, listadas
em ordem decrescente de pontuação total (ranking). Selecionar-se-ão as primeiras
propostas, cuja soma de incentivos totais requeridos cubra o limite do recurso
disponível.
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

A seleção das propostas de projetos será realizada pela Coordenação do Processo


Seletivo respeitando as seguintes condições exigidas para todas as tipologias elencadas
por cada EDE:

a. Consumidor deverá estar adimplente com todas as obrigações legais com a sua
EDE na data de vigência da presente CHAMADA PÚBLICA;
b. Consumidor não possuir nenhuma renegociação de dívida em aberto com a sua
EDE na data de vigência da presente CHAMADA PÚBLICA;
c. Consumidor não estar inscrito em nenhum órgão de proteção ao crédito na data
de vigência da presente CHAMADA PÚBLICA;
d. Os valores orçados para os custos com Materiais/Equipamentos; Prestação de
Serviços e/ou Mão de Obra de Terceiros e Medição & Verificação deverão ser
compatíveis com os valores praticados no mercado regional, sob pena de
desclassificação da proposta.

Para propostas que contemplem consumidores com Fins Lucrativos são acrescidos os
seguintes critérios:

a. Consumidor possuir os seguintes índices positivos conforme fórmulas abaixo:

Índices de Liquidez Geral (ILG) maior que 1,2;

(𝐴𝐶 + 𝑅𝐿𝑃)
𝐼𝐿𝐺 = > 1,2
(𝑃𝐶 + 𝐸𝐿𝑃)

Liquidez Corrente (ILC) maior que 1,0;

(𝐴𝐶)
𝐼𝐿𝐶 = > 1,0
𝑃𝐶

Solvência Geral (ISG) maior que 1,5.

𝐴𝑇
𝐼𝑆𝐺 = > 1,5
(𝑃𝐶 + 𝐸𝐿𝑃)

Onde: AC – Ativo Circulante;


RLP – Realizável em Longo Prazo;
PC – Passivo Circulante;
ELP – Exigível em Longo Prazo;
AT – Ativo Total.

b. Consumidor possuir Patrimônio Líquido de no mínimo 10% (dez por cento)


integralizado do valor total estimado para o projeto, comprovado através do
Balanço Patrimonial.

As propostas de projetos serão selecionadas por ordem decrescente de pontuação


atribuída, até o limite dos recursos orçamentários disponibilizados para a presente
CHAMADA PÚBLICA.

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

Em caso de empate entre as propostas de projetos apresentadas, serão usados os


critérios de desempate, sucessivamente, conforme a seguir:

a. Menor relação custo benefício (RCB) apontadas nas propostas do projeto;

b. O maior valor de energia economizada (EE) apontado nas propostas de projeto;

c. O maior valor de redução de demanda em horário de ponta (RDP) apontado nas


propostas do projeto;

d. Em persistindo o empate entre as propostas de projetos apresentadas, a


Coordenação do Processo Seletivo determinará o vencedor.

O não atendimento às exigências especificadas nesta CHAMADA PÚBLICA implicará na


desqualificação automática da proposta de projeto.

12.2. Prazo de Apresentação e Protocolo de Entrega

A presente CHAMADA PÚBLICA terá início e encerramento conforme datas definidas


no item 7 desta CHAMADA PÚBLICA.
Os interessados na apresentação de propostas de projeto de eficiência energética
deverão, obrigatoriamente, observar e cumprir os prazos estabelecidos.
O período de entrega das propostas de projeto de eficiência energética está definido
no item 7 desta CHAMADA PÚBLICA, devendo as propostas de projetos serem
entregues, sob protocolo, nos seguintes endereços:

1. ACRE –
ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ACRE
Rua Valério Magalhães, 226 – Bosque
Rio Branco – Acre
CEP 69.900-685
Fone: (68) 3212-5842
pee@eletrobrasacre.com
www.eletrobrasacre.com

2. ALAGOAS –
ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ALAGOAS
Av. Fernandes Lima, 3349 – Gruta de Lourdes
Maceió – Alagoas
CEP 57.057-900
Fone: (82) 2126-9242
www.eletrobrasalagoas.com
3. AMAZONAS –
ELETROBRAS AMAZONAS ENERGIA
Rua Sete de Setembro, 2414 - Cachoeirinha
Manaus – AM
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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

CEP 69.065-141
Fone: (92) 3621-1233
www.eletrobrasamazonas.com
4. PIAUÍ –
ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO PIAUÍ
Av. Maranhão, 759 – Sul
Teresina – Piauí
CEP 64.001-010
Fone: (86) 3228-8010
www.eletrobraspiaui.com

5. RONDÔNIA –
ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RONDÔNIA
Av. Imigrantes, 4137 – Industrial
Porto Velho – Rondônia
CEP 76.821-063
Fone: (69) 3216-4105
www.eletrobrasrondonia.com
6. RORAIMA –
ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RORAIMA
Av. Ene. Garcez, 691 – Centro
Boa Vista – Roraima
CEP 69.301-160
Fone: (95) 2121-1199
www.eletrobrasroraima.com

Cada envelope deverá conter apenas uma Proposta de Projeto, contendo as seguintes
informações:

a. Na parte frontal:
(NOME DA EDE)
Departamento de Eficiência Energética

A/C COORDENAÇÃO DO PROCESSO SELETIVO


CHAMADA PÚBLICA EDE/PROPEE - 001/2017
PROPOSTA DE PROJETO

Endereço da EDE

b. Na parte posterior:
Identificação, dados para contato e endereço do remetente

Os envelopes deverão ser entregues no Protocolo Central de cada EDE, poderão


também ser encaminhados via Correios ou sistema de entrega. A entrega das propostas
é de inteira responsabilidade do consumidor.

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

Em caso de envio de propostas via Correios ou sistema de entrega a data e horário base
são as datas de recebimento do material na EDEs e não a data da postagem, desse
modo fica a cargo e responsabilidade do consumidor a garantia de entrega no prazo
indicado no Item 7 deste edital.

12.3. Coordenação do Processo Seletivo


A Coordenação do Processo Seletivo será composta por representantes das EDEs, e terá
a incumbência de qualificar, classificar e selecionar as propostas de projetos de PEE
apresentadas para esta CHAMADA PÚBLICA.

12.4. Divulgação dos Resultados

O resultado da seleção das Propostas de projetos para a primeira e segunda fase serão
divulgados pelas EDEs, por meio do endereço eletrônico ou poderá ser obtida
diretamente no endereço citado no item 12.2 desta CHAMADA PÚBLICA, conforme datas
do Item 7.

12.5. Recursos Administrativos

Eventuais recursos administrativos poderão ser interpostos pelo consumidor


proponente conforme cronograma do item 7. Os recursos deverão ser protocolados até
as 17h do dia 22/12/2017 nas áreas de protocolo central da respectiva EDE.

O envelope com recurso deve conter:

a. Na parte frontal:
(NOME DA EDE)
Departamento de Eficiência Energética

A/C COORDENAÇÃO DO PROCESSO SELETIVO


CHAMADA PÚBLICA EDE/PROPEE - 001/2017
RECURSO PARA PROPOSTA DE PROJETO

Endereço da EDE

b. Na parte posterior:
Identificação e endereço do remetente

13. CONTRATAÇÃO

13.1 Consumidor com Fins Lucrativos

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Segundo critérios estabelecidos pelo órgão regulador ANEEL nos PROPEE os


consumidores com fins lucrativos deverão ser contratados através de Contrato de
Desempenho. O objetivo principal do Contrato de Desempenho é evitar a
transferência de recursos públicos para as unidades consumidoras com fins
lucrativos.

Como premissa dos projetos para consumidores com fins lucrativos todo o montante
desembolsado pela Distribuidora no tocante a Implantação do projeto deverá retornar
em forma de parcelas mensais calculadas de acordo com o Contrato de Desempenho
apresentado no Anexo III.

Os custos relativos à Contrapartida do Consumidor (Diagnóstico Energético e outros


custos) não serão ressarcidos.

No caso específico de Microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), segundo


a lei complementar 123/2006, o saldo devedor poderá ser de 80% do montante de
recursos a ser retornado via contrato de desempenho.

13.2 Consumidor Sem Fins Lucrativos


Para consumidores Sem Fins Lucrativos será firmado um termo de cooperação técnica,
apresentado no anexo IV.

Os consumidores beneficiados deverão comprovar que exercem atividades sem fins


lucrativos, caso tal comprovação falhe ou seja verificado que a proposta apresentada
contemple simultaneamente unidades com e sem fins lucrativos, esta será
automaticamente classificada como Com Fins Lucrativos.

14. PRAZO DE EXECUÇÃO

Na proposta de PEE deverá ser observado o prazo máximo de execução de 12 meses,


contados da data de assinatura do contrato. Dilatação de prazo só será permitida após
aprovação da Empresa Distribuidora contratante.

15. CRONOGRAMAS FÍSICO E FINANCEIRO

Os cronogramas físico e financeiro para execução das propostas de projeto de PEE


deverão conter no mínimo as seguintes etapas:

Etapa 1: Celebração do instrumento de Contrato de Desempenho Energético ou Termo


de Cooperação Técnica com a Empresa Distribuidora da área de concessão;

Etapa 2: Carregamento do projeto no SGPEE – Sistema de Gestão do PEE, segundo


o disposto no Manual disponível no hyperlink à página da ANEEL na internet Manual de
Orientação dos Trabalhos de Auditoria de P&D e PEE
(http://www.ANEEL.gov.br/area.cfm?idArea=27). Esta data marca o início do Projeto
formal para os projetos sem avaliação inicial;

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

Etapa 3: Medição e Verificação (Plano de Medição e Verificação, Medição Inicial e


Medição Final);

Etapa 4: Aquisição de equipamentos e materiais em conformidade com a Resolução


CONAMA – 267/2000 – que proíbe a utilização de substâncias que destroem a camada
de ozônio;

Etapa 5: Contratação de serviços e/ou Mão de Obra de Terceiros;

Etapa 6: Execução do Projeto (implementação das ações de eficiência energéticas


previstas no projeto e reeditadas no Contrato de Desempenho Energético ou Termo de
Cooperação Técnica);

Etapa 7: Destinação Final de materiais substituídos e/ou retirados;

Etapa 8: Elaboração de relatórios parciais mensais acompanhados da medição dos


serviços executados no período;

Etapa 9: Acompanhamento do projeto (corresponde à soma dos custos de mão de obra


própria, acompanhamento e inspeção da Empresa de Distribuição contratante);

Etapa 10: Relatório final para encerramento do projeto, apresentando os resultados


obtidos pelo projeto, as ações realizadas, documentações de comprovação das ações e
registro fotográfico das medidas implementadas.

16. DESCARTE (MANUFATURA REVERSA)

Todos os materiais e equipamentos que vierem a ser substituídos nas Propostas de


projetos deverão, obrigatoriamente, ser descartados de acordo com as regras
estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305, de 2 de agosto
de 2010, regulamentada pelo Decreto nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010), pelo
Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA e demais normas aplicáveis à matéria.

Para os equipamentos de refrigeração e condicionamento ambiental, a(s) empresa(s)


contratada(s) para realização do descarte deverá(ão), obrigatoriamente, obedecer o
disposto na ABNT NBR 15.833 de 13 de maio de 2010 - Manufatura reversa – Aparelhos
de refrigeração, ou sua edição mais recente.

As empresas contratadas para efetuar o descarte dos equipamentos e seus resíduos,


deverão demonstrar sua capacidade em atender às regulamentações apontadas acima.

17. MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO DE RESULTADOS


A medição e verificação (M&V) de resultados é uma etapa muito importante para a
execução dos projetos de eficiência energética. Todo o processo deverá ser elaborado
em conformidade ao estabelecido no PROPEE, conforme item 7 deste regulamento, e
ao Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance - PIMVP - Janeiro
de 2012 - EVO 10000 - 1:2012 (Br).

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

Todas as ações de medição e verificação devem perseguir um nível de precisão de


±10% com 95% de confiabilidade. Para tanto, deve-se estimar a amostragem
necessária para se atingir tais parâmetros, sendo que um dos pontos mais importantes
é o coeficiente de variação. O cálculo do coeficiente de variação deve estar demonstrado
e, na impossibilidade de obtenção deste coeficiente, deve-se utilizar obrigatoriamente
cv = 0,5.

Ressalta-se que a amostragem obtida é um valor de referência para a quantidade de


medições a serem realizadas. Dependendo do resultado das medições, poderão ser
realizadas mais ou menos medições, buscando sempre atingir os níveis de precisão e
confiabilidade procurados.

Quanto ao processo de M&V, o mesmo é dividido em 3 etapas principais a serem


executadas em diferentes estágios dos projetos de eficiência energética, a conhecer:

a. Estratégia de medição e verificação.


b. Plano de medição e verificação.
c. Relatório de medição e verificação.

17.1 Estratégia de Medição e Verificação

A estratégia de M&V deverá ser elaborada na fase de diagnóstico energético, uma vez
que se dispõe do conhecimento obtido sobre a estrutura (materiais e equipamentos) e
o funcionamento da instalação, onde se conhece o uso da energia e sua relação com a
rotina da instalação. Neste ponto devem ser definidas as bases para as atividades de
M&V:

a. Variáveis independentes: Verificar quais variáveis (clima, produção, ocupação,


etc.) explicam a variação da energia e como poderão ser medidas (local,
equipamentos, períodos de medição - linha de base e de determinação da
economia).
b. Fronteira de medição: Determina o limite, dentro da instalação, onde serão
observados os efeitos da ação de eficiência energética, isolado por medidores,
e eventuais efeitos interativos com o resto da instalação.
c. Opção do PIMVP: Obrigatoriamente as opções A ou B do PIMVP.
d. Modelo do consumo da linha de base: Em geral, uma análise de regressão entre
a energia medida e as variáveis independentes. Deve-se procurar um modelo
que represente, de forma aproximada, o consumo energético do equipamento
em suas diversas condições de operação. Este modelo é geralmente uma
regressão linear, no qual existe uma variável dependente e uma outra variável
independente.
e. Amostragem: Técnicas de amostragem poderão ser utilizadas para projetos com
trocas de muitos equipamentos, por isso cuidados devem ser tomados com a
incerteza introduzida, pois o processo e amostragem cria erros, uma vez que
nem todas as unidades em estudo são medidas. Os passos abaixo deverão ser
adotados na determinação do tamanho das amostras:

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

e.1 Selecionar uma população homogênea: Dividir a população em


subconjuntos homogêneos, por exemplo, agrupando as lâmpadas de mesma
potência ou os ares condicionados de mesma capacidade.
e.2 Determinar os níveis desejados de precisão e de confiança: Deve-se
adotar ±10% de precisão com 95% de confiança.
e.3 Calcular o tamanho da amostra inicial: Deverão ser usados coeficientes
de variação típicos. O tamanho da amostra inicial deverá ser calculado
conforme:
𝑧 2 ×𝑐𝑣 2
𝑛0 =
𝑒2
Onde:
n0: Tamanho inicial da amostra.
z: Valor padrão da distribuição normal (para confiabilidade de 95%, z = 1,96).
cv: Coeficiente de variação das medidas (razão entre o desvio padrão e a média
de uma determinada amostra, ou seja, desvio padrão dividido pela média). Caso
não seja possível calcular este coeficiente, deve-se utilizar cv = 0,5.
e: Precisão desejada (para precisão de ±10%, e = 0,1).

e.4 Ajustar a estimativa inicial do tamanho da amostra para pequenas


populações: Adotar a seguinte fórmula, nos casos em que n < n0.

𝑛0 ×𝑁
𝑛=
𝑛0 + 𝑁
Onde:
n: Tamanho reduzido da amostra (ajustado para pequenas populações).
n0: Tamanho inicial da amostra.
N: Tamanho da população.

e.5 Observação: O processo de amostragem cria erros, uma vez que nem
todas as unidades em estudo são medidas, portanto deve-se tomar cuidado
para obter os níveis de precisão (±10%) e de confiança (95%) almejados.
Deve-se prever a situação em que serão necessárias menos medições do que
o inicialmente previsto, quando os níveis procurados forem obtidos antes do
previsto, bem como deve-se prever a situação em que serão necessárias mais
medições, caso estes níveis não sejam obtidos com a quantidade de medições
inicialmente prevista.

f. Cálculo das economias: definir como será calculada a economia de energia e a


redução de demanda na ponta (consumo evitado ou economia normalizada).

A estratégia de M&V proposta deverá ser consolidada a partir dos dados coletados no
DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO. Neste ponto, a ELETROBRAS poderá solicitar alterações,
de modo a atender as exigências impostas pela ANEEL. Esta estratégia de M&V
consolidada deverá fazer parte do DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO.

17.2 Medição do período de Linha de Base


28
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

As medições do período de referência deverão preceder a fase de implementação das


ações de eficiência energética. Nesta etapa serão coletados os dados das variáveis
independentes (as que explicam a variação do consumo) e dependentes (demanda e
energia consumida).

O período de realização das medições deve englobar, pelo menos, um ciclo completo
de funcionamento do sistema a ser mensurado.

Se for o caso, poderão ser levantados também os fatores estáticos e dados necessários
à estimativa de efeitos interativos.

Para todos os processos de medição e verificação, deverão ser observadas as


orientações contidas no “Guia de medição e verificação”, bem como seus apêndices,
observando os usos finais envolvidos, conforme item 8.

17.3 Plano de Medição e Verificação

Após as medições do período de linha de base e o estabelecimento completo do modelo


do consumo e demanda da linha de base, deve-se elaborar o plano de M&V, contendo
todos os procedimentos e considerações para o cálculo das economias, conforme o
capítulo 5 do PIMVP e demais disposições da ANEEL sobre o assunto, conforme item 8
desta CHAMADA PÚBLICA.

Em resumo, o plano de M&V deve ser estabelecido após a realização das medições dos
equipamentos existentes nas instalações beneficiadas pelas propostas de projetos,
seguindo os procedimentos estabelecidos na estratégia consolidada de M&V, devendo
incluir a discussão dos seguintes tópicos, os quais estão descritos com maior
profundidade no PIMVP:

a. Objetivo das ações de eficiência energética.


b. Opção do PIMVP selecionada e fronteira de medição.
c. Linha de base, período, energia e condições.
d. Período de determinação da economia.
e. Bases para o ajuste.
f. Procedimento de análise.
g. Preço da energia.
h. Especificações dos medidores.
i. Responsabilidades de monitoramento.
j. Precisão esperada (conforme definido pela ANEEL, neste caso deverá ser
perseguida uma meta 95/10, ou seja, ±10% de precisão com 95% de
confiabilidade).
k. Orçamento.
l. Formato de relatório.
29
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

m. Garantia de qualidade.
Também deverão ser incluídos os tópicos específicos adicionais previstos no capítulo 5
do PIMVP, referentes à utilização da opção A e da opção B.

17.4 Medições do Período de Determinação de Economia

Assim como no período de linha base, devem ser efetuadas medições das variáveis
independentes e dependentes. O período de determinação da economia deve englobar
pelo menos um ciclo de funcionamento normal dos sistemas a serem mensurados, para
caracterizar a eficácia da economia em todos os modos normais de funcionamento.

Para os casos de fontes incentivadas a medição de determinação de economia deverão


possuir um ciclo de 12 meses.

Para todos os processos de medição e verificação deverão ser observadas as orientações


contidas no “Guia de medição e verificação”, bem como seus apêndices, observando os
usos finais envolvidos, conforme item 8.

17.5 Relatório de Medição e Verificação

Uma vez terminada a implantação das ações de eficiência energética, durante o período
de determinação da economia devem ser procedidas as medições de consumo e
demanda e das variáveis independentes, observando o estabelecido na estratégia de
M&V e no plano de M&V, de acordo com o capítulo 6 do PIMVP e demais documentos
pertinentes.

Em resumo, o relatório de M&V deve ser estabelecido após a realização das medições
dos equipamentos propostos na instalação beneficiada pela proposta de projeto,
seguindo os procedimentos estabelecidos na estratégia de M&V consolidada e no plano
de M&V, devendo conter uma análise completa dos dados observando as seguintes
questões, as quais estão descritas com maior profundidade no PIMVP:

a. Observação dos dados durante o período de determinação da economia.


b. Descrição e justificação de quaisquer correções feitas aos dados observados.
c. Para a opção A deverão ser apresentados os valores estimados acordados.
d. Informação de preços utilizados de demanda e energia elétrica.
e. Todos os pormenores de qualquer ajuste não periódico da linha de base
efetuado.
f. A economia calculada em unidades de energia e monetárias (conforme definição
da ANEEL, as economias deverão ser valoradas sob os pontos de vista do
sistema elétrico e do consumidor).
g. Justificativas, caso sejam observados desvios em relação à avaliação ex ante,
os mesmos deverão ser considerados e devidamente justificados.

18. MARKETING E DIVULGAÇÃO

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

As seguintes ações de divulgação deverão ser realizadas pelo consumidor proponente:

a. Elaborar, confeccionar e instalar em local de grande circulação dentro da área


da unidade consumidora beneficiada uma placa informativa de obra com as
principais informações do projeto, como o objetivo, valor investido no projeto,
previsão de energia economizada e redução de demanda na ponta, prazo de
execução, logotipos da Empresa de Distribuição contratante, da ANEEL e do
Ministério de Minas e Energia – MME; Programa de Eficiência Energética da
Empresa de Distribuição contratante; Programa de Eficiência Energética da
ANEEL;

b. Confeccionar folders contendo orientações sobre o uso racional de energia


elétrica, e das principais ações realizadas pela Empresa de Distribuição
contratante. O quantitativo deverá ser igual ao número de funcionários ou
residentes da(s) unidade(s) consumidora(s), acrescidos de mais 100 (cem)
unidades que serão entregues à Empresa de Distribuição contratante;

c. Confeccionar adesivos que serão utilizados em interruptores, próximo aos


equipamentos de ar condicionado, dentre outros, conscientizando sobre o uso
racional de energia elétrica;

d. As propostas da placa informativa de obra, adesivos e dos folders, deverão ser


submetidas à EDE contratante, para aprovação prévia.

e. Realizar palestras com funcionários ou moradores (em casos de condomínios)


sobre o uso consciente de energia visando ampliar o impacto das ações de
eficiência melhorando o comportamento dos usuários.

19. TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO


As ações de treinamento e capacitação visam estimular e consolidar as ações de
eficiência energética nas instalações onde houveram projetos do Programa de Eficiência
Energética (PEE), bem como difundir os seus conceitos, contribuindo com a perenidade
dessas ações.

A execução de ações de treinamento e capacitação caracteriza-se como uma atividade


obrigatória, devendo estar prevista em toda e qualquer proposta de projeto submetida
a esta CHAMADA PÚBLICA. Entretanto, a definição da forma de realização destas ações
(através de workshop, mini curso, etc.), bem como a quantidade e duração destas
ações, ficam exclusivamente a cargo do proponente. Os recursos destinados para ações
de treinamento e capacitação deverão ser rateadas igualmente por uso final
contemplado na proposta de projeto.

Toda e qualquer ação de treinamento e capacitação dentro da CHAMADA PÚBLICA


deverá seguir as regras estabelecidas pelo PROPEE, observando especialmente o
disposto no Módulo 4 - Tipologias de Projeto, Seção 4.3 - Outras Ações Integrantes de
Projeto e Item 3 - Treinamento e Capacitação. As propostas de projeto devem prever,
no mínimo, os seguintes itens:

a. Conteúdo programático.
31
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

b. Instrutor (deve-se apresentar um breve currículo do instrutor ou, na hipótese


da não definição deste, deve-se apresentar currículo mínimo a ser atendido pelo
instrutor).
c. Público alvo (deve-se estimar o percentual de participantes em relação ao total
de usuários da instalação a ser eficientizada).
d. Carga horária.
e. Cronograma.
f. Local.

Sobre o conteúdo programático, a DISTRIBUIDORA estabelece os seguintes requisitos


mínimos:

a. Objetivos do Programa de Eficiência Energética, executado pela


DISTRIBUIDORA e regulado pela ANEEL (observar uso das logomarcas).
b. Objetivos do projeto de eficiência energética a ser executado.
c. Dicas de economia no ambiente de trabalho.
d. Dicas de economia na residência.

As ações de treinamento e capacitação visam a correta operação e manutenção dos


equipamentos e a disseminação de conceitos de eficiência energética, ficando assim
vedadas as seguintes ações:

a. Execução somente de treinamentos específicos sobre operação e manutenção


de equipamentos adquiridos. Neste caso deve-se prever também a
disseminação dos conceitos de eficiência energética.
b. Treinamentos envolvendo softwares proprietários, sistemas de gestão
específicos ou outros sistemas desenvolvidos pelo proponente do curso ou
qualquer outra entidade envolvida na realização do treinamento.
c. Participação em eventos externos, tais como seminários sobre eficiência
energética ou eventos relacionados ao setor elétrico.

20. AUDITORIA CONTÁBIL E FINANCEIRA

Todos os projetos passarão por uma Auditoria Contábil e Financeira. A Auditoria será
realizada por pessoa jurídica inscrita na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e sua
contratação ficará a cargo da EDE contratante.

Todas as informações necessárias para a Auditoria deverão ser fornecidas pela unidade
consumidora beneficiada, quando solicitado.

Os custos com a contratação da Auditoria ficarão a cargo da EDE contratante.

21. DOCUMENTOS DA CHAMADA PÚBLICA


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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

As EDEs disponibilizarão, juntamente com o Edital desta CHAMADA PÚBLICA, o


documento PROCEDIMENTOS DO PROGRAMA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
(PROPEE), da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL; o Protocolo Internacional
de Medição e Verificação de Performance – PIMVP - janeiro de 2012 – EVO 10000 –
1:2012 (Br), e planilha eletrônica PLANILHA DE CUSTOS/RCB para cálculo da RCB(1),
que serão disponibilizados no site das EDEs.

Obs.: (1) A utilização da planilha eletrônica disponibilizada é obrigatória. As EDEs não


se responsabilizam por quaisquer alterações efetuadas pelo consumidor proponente na
planilha disponibilizada.

22. ASSINATURA E CONTRATAÇÃO DO PROJETO

Para consumidores com Fins Lucrativos será firmado Contrato de Desempenho


Energético e para consumidores Sem Fins Lucrativos será firmado Termo de Cooperação
Técnica.

23. INFORMAÇÕES RELEVANTES

Os autores das Propostas de Projeto não serão, de forma alguma, remunerados pela
Empresa de Distribuição contratante em decorrência da seleção de suas Propostas de
projetos, bem como não poderão reivindicar ganhos eventuais auferidos pelas unidades
consumidoras e ou pela Empresa de Distribuição contratante.

No caso de descumprimento de qualquer dos critérios ou limites estabelecidos neste


edital, a proposta de projeto será automaticamente desclassificada.

A contratação e execução das propostas de projetos de EE que vierem a ser


selecionadas pela Coordenação do Processo Seletivo, condiciona-se à anuência prévia
da Diretoria das EDEs contratantes.

24. ESCLARECIMENTOS E/OU INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Toda e qualquer solicitação de esclarecimentos e/ou informações adicionais, à


Coordenação do Processo Seletivo, referentes a esta CHAMADA PÚBLICA, deverá ser
formulada por escrito e entregue através das áreas de protocolo central da respectiva
EDE no endereço listado no item 13.2.

A Coordenação do Processo Seletivo não atenderá solicitações de esclarecimentos e/ou


informações adicionais que não estejam em conformidade com o estabelecido neste
item.

Esclarecimentos e/ou informações adicionais serão divulgadas através do endereço


eletrônico de cada EDE

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

25. CONFIRMAÇÃO DE INFORMAÇÕES PRESTADAS NAS


PROPOSTAS DE PROJETOS

Uma vez aprovadas as propostas de projetos e estas virem a compor o Programa de


Eficiência Energética das EDEs, as informações contidas nas mesmas, deverão ser
confirmadas na sua execução.

Havendo divergências entre as informações constantes nas propostas de projetos e o


que venha a ser executado, que comprometa a eficiência e eficácia estabelecidas, a EDE
contratante poderá interromper a execução do mesmo. Neste caso, o consumidor
responsável pela proposta de projeto, deverá ressarcir a EDE contratante em razão dos
valores investidos e despendidos na aludida proposta de projeto, com os devidos
acréscimos previstos no Contrato de Desempenho Energético, mesmo que este seja
entidade sem fins lucrativos.

26. REVOGAÇÃO OU ANULAÇÃO DA CHAMADA PÚBLICA

A qualquer tempo, a presente CHAMADA PÚBLICA poderá ser revogada ou anulada, no


todo ou em parte, por motivo de interesse público ou exigência legal, sem que isso
implique em direito à indenização ou reclamação de qualquer natureza.

27. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A mera submissão da proposta de projeto à Coordenação do Processo Seletivo não


gerará quaisquer direitos relativos à aceitação ou não da mesma, pois caberá
exclusivamente à Coordenação do Processo Seletivo decidir se a proposta é aceitável.

As publicações científicas ou qualquer outro meio de divulgação dos dados resultantes


dos projetos contratados deverão ser previamente autorizadas pela EDE Contratante.

Os termos do documento PROCEDIMENTOS DO PROGRAMA DE EFICIÊNCIA


ENERGÉTICA (PROPEE) aprovado pela Resolução Normativa da ANEEL nº 556, de
02/07/2013, com aviso de retificação publicado em 27/09/2013, no que conflitar,
têm prevalência sobre os termos desta CHAMADA PÚBLICA.

Brasília, 27 de Outubro de 2017

Claudio Rubens Pinho Nilo

Diretor de Assuntos Regulatórios e Projetos Especiais

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ANEXOS:

Anexo I – Tabela de Materiais e Equipamentos

a. Tabela de vidas úteis mínimas admitidas e perdas a serem consideradas

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS(5) VIDA ÚTIL


PERDAS
MÍNIMA
Acessórios (fita isolante, soquetes, parafusos, conectores, etc.) 20 anos -
Lâmpada LED(3)(4) 25.000 horas -
Lâmpada fluorescente tubular 14 W, T5, FL ≥ 1.300, IRC ≥
85%(2)(3) 18.000 horas -

Lâmpada fluorescente tubular 16 W, T8, standart, FL ≥ 1.050,


IRC ≥ 65%(2)(3) 7.500 horas -

Lâmpada fluorescente tubular 16 W, T8, trifósforo, FL ≥ 1.200,


IRC ≥ 85%(2)(3) 15.000 horas -

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Lâmpada fluorescente tubular 28 W, T5, FL ≥ 2.600, IRC ≥


85%(2)(3) 18.000 horas -

Lâmpada fluorescente tubular 32 W, T8, standart, FL ≥ 2.300,


IRC ≥ 65%(2)(3) 7.500 horas -

Lâmpada fluorescente tubular 32 W, T8, trifósforo, FL ≥ 2.700,


IRC ≥ 85%(2)(3) 15.000 horas -

Lâmpada fluorescente tubular 54 W, T5, FL ≥ 4.900, IRC ≥


85%(2)(3) 18.000 horas -

Lâmpada fluorescente compacta 5 a 11 W, com selo PROCEL(4) 6.000 horas -


Lâmpada fluorescente compacta 13 a 16 W, com selo PROCEL(4) 6.000 horas -
Lâmpada fluorescente compacta 18 a 22 W, com selo PROCEL(4) 6.000 horas -
Lâmpada fluorescente compacta 23 a 27 W, com selo PROCEL(4) 6.000 horas -
Lâmpada fluorescente compacta 36 W(4) 6.000 horas -
Lâmpada fluorescente compacta 46 W(4) 6.000 horas -
Lâmpada multi vapor metálico 70 W(4) 9.000 horas -
Lâmpada multi vapor metálico 100 W(4) 9.000 horas -
Lâmpada multi vapor metálico 150 W(4) 12.000 horas -
Lâmpada multi vapor metálico 250 W(4) 12.000 horas -
Lâmpada multi vapor metálico 400 W(4) 12.000 horas -
Lâmpada multi vapor metálico 1.000 W(4) 9.000 horas -
Lâmpada multi vapor metálico 2.000 W(4) 9.000 horas -
Lâmpada vapor de sódio alta pressão 70 W, com selo PROCEL(4) 28.000 horas -
Lâmpada vapor de sódio alta pressão 100 W, com selo
PROCEL(4) 28.000 horas -

Lâmpada vapor de sódio alta pressão 150 W, com selo


PROCEL(4) 32.000 horas -

Lâmpada vapor de sódio alta pressão 250 W, com selo


PROCEL(4) 32.000 horas -

Lâmpada vapor de sódio alta pressão 400 W, com selo


PROCEL(4) 32.000 horas -

Lâmpada vapor de sódio alta pressão 600 W(4) 32.000 horas -


Luminárias ou conforme catálogo(4) 15 anos -
Aparelhos de ar-condicionado tipo janela(1) 10 anos -
Aparelhos de ar-condicionado tipo split (high-wall, cassete e
piso-teto)(1) 10 anos -

Sistemas de climatização (self, chiller) ou conforme catálogo(4) 10 anos -


Motores(1)(4) 10 anos -
Aparelhos de refrigeração (geladeiras, freezers)(1) 10 anos -
Sistemas de aquecimento solar (placas, boiler)(1)(4) 20 anos -
Sistemas de ar comprimido ou compressores em geral(4) 10 anos -
Bombas de calor(4) 20 anos -
Reator eletromagnético 1x20 W - 7W
Reator eletromagnético 1x40 W - 11 W
Reator eletromagnético 1x110 W - 25 W
Reator eletromagnético 2x20 W - 14 W
Reator eletromagnético 2x40 W - 22 W
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Reator eletromagnético multi vapor metálico 70 W 10 anos 14 W


Reator eletromagnético multi vapor metálico 100 W 10 anos 17 W
Reator eletromagnético multi vapor metálico 150 W 10 anos 20 W
Reator eletromagnético multi vapor metálico 250 W 10 anos 25 W
Reator eletromagnético multi vapor metálico 400 W 10 anos 32 W
Reator eletromagnético multi vapor metálico 1.000 W 10 anos 55 W
Reator eletromagnético multi vapor metálico 2.000 W 10 anos 130 W
Reator eletromagnético vapor de mercúrio 80 W - 10 W
Reator eletromagnético vapor de mercúrio 125 W - 14 W
Reator eletromagnético vapor de mercúrio 250 W - 22 W
Reator eletromagnético vapor de mercúrio 400 W - 29 W
Reator eletromagnético vapor de mercúrio 700 W - 35 W
Reator eletromagnético vapor de mercúrio 1.000 W - 45 W
Reator eletromagnético vapor de sódio alta pressão 70 W, com
selo PROCEL 10 anos 12 W

Reator eletromagnético vapor de sódio alta pressão 100 W, com


selo PROCEL 10 anos 14 W

Reator eletromagnético vapor de sódio alta pressão 150 W, com


selo PROCEL 10 anos 18 W

Reator eletromagnético vapor de sódio alta pressão 250 W, com


selo PROCEL 10 anos 24 W

Reator eletromagnético vapor de sódio alta pressão 400 W, com


selo PROCEL 10 anos 32 W

Reator eletromagnético vapor de sódio alta pressão 600 W 10 anos 50 W


Reator eletrônico 1x14 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤
20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 2W

Reator eletrônico 1x16 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 3W

Reator eletrônico 1x28 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 6W

Reator eletrônico 1x32 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 3W

Reator eletrônico 1x54 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 7W

Reator eletrônico 2x14 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 2W

Reator eletrônico 2x16 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 5W

Reator eletrônico 2x28 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 10 W

Reator eletrônico 2x32 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 3W

Reator eletrônico 2x54 W, FP ≥ 0,92, THD ≤ 10% (127 V) e ≤


20% (220 V), FF ≥ 0,90(2)(3) 10 anos 10 W

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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

Obs.: (1) Consultar a listagem com os equipamentos certificados com selo PROCEL de
eficiência energética no endereço eletrônico www.eletrobras.com.br/elb/procel/.

(2) FP: Fator de potência THD: Distorção harmônica total


FF: Fator de fluxo luminoso FL: Fluxo luminoso
IRC: Índice de reprodução de cores
(3) Estas características deverão estar descritas na proposta de projeto.

(4) Apresentar catálogo para comprovação das características técnicas.

(5) Caso o material ou equipamento não esteja contemplado na tabela acima,


deverá ser apresentado catálogo para comprovação das características técnicas.

Anexo II – Roteiro para o Diagnóstico Energético

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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

CHAMADA PÚBLICA ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO 001/2017

RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO

NOME DO PROPONENTE

EMPRESA RESPONSÁVEL PELO DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO

1. Apresentação do consumidor

Indicar responsável, telefone e e-mail. Indicar também informações sobre suas


atividades, bem como o horário de funcionamento de cada unidade consumidora
pertencente a proposta de projeto.

2. Apresentação da empresa responsável pela elaboração do diagnóstico

Indicar responsável, telefone e e-mail, caso sejam empresas distintas.

3. Objetivos

Descrever os principais objetivos do diagnóstico energético, ressaltando aqueles


vinculados à eficiência energética.

40
EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

4. Insumos energéticos

Apresentação dos principais insumos energéticos utilizados na instalação.

10% 5%

Insumo 1
25%
Insumo 2
60%
Insumo 3
Insumo 4

5. Estimativa da participação dos usos finais da energia elétrica

Apresentação da estimativa da participação de cada uso final de energia elétrica


existente, (por exemplo: iluminação, condicionamento ambiental, sistemas motrizes,
refrigeração, etc.) no consumo mensal de energia elétrica da unidade consumidora.

10%
30%
15%
Uso final 1
Uso final 2
Uso final 3
45% Uso final 4

6. Avaliação do histórico de consumo

Apresentação do histórico de consumo de, pelo menos, os últimos 12 meses de cada


unidade consumidora a ser beneficiada. Atentar para qual nível de tensão e qual
subgrupo tarifário a unidade consumidora pertence (tarifa convencional, azul, verde ou
branca), devendo ser apresentadas as informações coerentes de acordo com cada caso.

Recomenda-se ao proponente que, após realizados cálculos de economia, ou seja, após


concluído o cálculo da relação custo-benefício do projeto, que os valores de economia
propostos, bem como o consumo dos sistemas existente e proposto, sejam
41
EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

confrontados com este histórico e com a estimativa de participação de cada uso final
da proposta de projeto.

Mês Consumo (kWh/mês) Demanda (kW)

Mês 01
Mês 02
Mês 03
Mês 04
Mês 05
Mês 06
Mês 07
Mês 08
Mês 09
Mês 10
Mês 11
Mês 12

7. Análise preliminar

Apresentação da análise preliminar das possíveis oportunidades de economia de energia


para os usos finais de energia elétrica escolhidos, descrevendo a situação atual e a
proposta.

8. Avaliação da economia de energia

Apresentação da avaliação da economia de energia e redução de demanda na ponta


com base nas ações de eficiência energética identificadas. Recomenda-se utilizar a
planilha disponibilizada na Chamada Pública, inserindo neste campo os cálculos
realizados. Inserir o memorial de cálculo completo da relação custo-benefício.

Calcular o percentual de economia do consumo de energia elétrica previsto em relação


ao consumo anual apurado no histórico de consumo apresentado dos últimos 12 meses.

8.1. Iluminação

i. Abrangência

As ações de eficiência energética em sistemas de iluminação artificial cobertas por este


item referem-se a:

a. substituição de equipamentos: lâmpadas, reatores e luminárias.


b. instalação de dispositivos de controle: interruptores, sensores de presença,
dimmers, etc.
c. maior aproveitamento da iluminação natural com redução da carga da iluminação
artificial.
42
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ii. Reatores

Considerar a procura de evidências quanto ao tipo de reator existente (eletromagnético


e/ou eletrônico) e suas respectivas perdas, pois estes dados influenciam na estimativa
de economia e na avaliação dos resultados do projeto.

iii. Projeto

SISTEMA ATUAL
0 Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
1 Tipo de lâmpada
2 Potência (lâmpada + reator) W pai
3 Quantidade qai
4 Potência instalada kW Pai
5 Funcionamento h/ano hai
6 FCP (fator de coincidência na ponta) FCPai
7 Energia consumida MWh/ano Eai
8 Demanda média na ponta kW Dai
SISTEMA PROPOSTO
10 Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
11 Tipo de lâmpada
12 Potência (lâmpada + reator) W ppi
13 Quantidade qpi
14 Potência instalada kW Ppi
15 Funcionamento h/ano hpi
16 FCP (fator de coincidência na ponta) FCPpi
17 Energia consumida MWh/ano Epi
18 Demanda média na ponta kW Dpi
RESULTADOS ESPERADOS
20 Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
21 Redução de demanda na ponta kW RDPi
22 Redução de demanda na ponta % RDPi%
23 Energia economizada MWh/ano EEi
24 Energia economizada % EEi%

Observações:

0) Agrupar as lâmpadas em sistemas que tenham o mesmo regime de funcionamento


e sejam trocadas por um determinado tipo de lâmpada (usar sistemas diferentes
para troca diferentes).
1) Tipo de lâmpada (incandescente, fluorescente, etc.) e potência nominal.
2) Incluir a potência média consumida pelos reatores por cada lâmpada (especificar se
são reatores eletromagnéticos ou eletrônicos).
3) Quantidade de lâmpadas em cada sistema considerado.
4) Potência total instalada.
5) Funcionamento médio anual (h/ano).
6) Fator de coincidência na ponta.
7) Energia consumida (MWh/ano).
8) Demanda média na ponta (kW).

43
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10 a 18) Mesmas considerações acima. O funcionamento só será diferente se forem


instalados dispositivos de controle adicionais. Troca-se o subscrito at (atual) por
pr (proposto).
21) Redução de demanda na ponta (RDP).
22) RDP em termos percentuais.
23) Energia economizada (EE).
24) EE em termos percentuais.

iv. Fórmulas

Cálculo da vida útil de lâmpadas:

Vida útil da lâmpada (em horas)


Vida útil das lâmpadas =
Tempo de utilização (em horas/ano)

Cálculo da estimativa do fator de coincidência na ponta:

nm×nd×nup
FCP =
792

Onde:
• FCP - fator de coincidência na ponta.
• nm - número de meses, ao longo do ano, de utilização em horário de ponta (≤12
meses).
• nd - número de dias, ao longo do mês, de utilização em horário de ponta (≤22 dias).
• nup - número de horas de utilização em horário de ponta (≤3 horas).
• 792 - número de horas de ponta disponíveis ao longo de 1 ano.

Energia economizada:

EE = [ ∑ (qai ×pai ×hai ) − ∑ (qpi ×ppi ×hpi )] ×10−6


Sistema i Sistema i

Onde:
• EE - energia economizada (MWh/ano).
• qai - número de lâmpadas no sistema i atual.
• pai - potência da lâmpada e reator no sistema i atual (W).
• hai - tempo de funcionamento do sistema i atual (h/ano).
• qpi - número de lâmpadas no sistema i proposto.
• ppi - potência da lâmpada e reator no sistema i proposto (W).
• hpi - tempo de funcionamento do sistema i proposto (h/ano).

Redução de demanda na ponta:

44
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RDP = [ ∑ (qai ×pai ×FCPai ) − ∑ (qpi ×ppi ×FCPpi )] ×10−3


Sistema i Sistema i

Onde:
• RDP - redução de demanda na ponta (kW).
• FCPai - fator de coincidência na ponta no sistema i atual.
• FCPpi - fator de coincidência na ponta no sistema i proposto.

8.2. Condicionamento ambiental

i. Abrangência

As ações de eficiência energética em sistemas de condicionamento ambiental cobertas


por este item referem-se à substituição de equipamentos individuais de janela ou
equivalentes.

Ações mais complexas como substituição de chillers deverão apresentar cálculos mais
detalhados, de acordo com o PIMVP (EVO, 2012).

ii. Projeto

SISTEMA ATUAL
0 Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
1 Tipo de equipamento/tecnologia
2 Potência refrigeração btu/h pai
3 Coeficiente de eficiência energética W/W cai
4 Quantidade qai
5 Potência instalada kW Pai
6 Potência média utilizada kW Puai
7 Funcionamento h/ano hai
8 FCP (fator de coincidência na ponta) FCPai
9 Energia consumida Eai
10 Demanda média na ponta Dai
SISTEMA PROPOSTO
Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
11 Tipo de equipamento/tecnologia
12 Potência refrigeração btu/h ppi
13 Coeficiente de eficiência energética W/W cpi
14 Quantidade qpi
15 Potência instalada kW Ppi
16 Potência média utilizada kW Pupi
17 Funcionamento h/ano hpi
18 FCP (fator de coincidência na ponta) FCPpi
19 Energia consumida Epi
20 Demanda média na ponta Dpi
RESULTADOS ESPERADOS
Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
21 Redução de demanda na ponta kW RDPi
22 Redução de demanda na ponta % RDPi%
23 Energia economizada MWh/ano EEi
24 Energia economizada % EEi%

Observações:
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1) Agrupar os aparelhos com as mesmas características de instalação e funcionamento


e especificar, por tipo: tecnologia (janela, split, self contained, etc.), horas de
funcionamento. Usar tipos diferentes para troca diferentes (se um tipo de
equipamento for trocado por 2 tipos diferentes, considerar tipos diferentes).
2) Potência nominal de refrigeração.
3) Usar dados do Inmetro (http://www.inmetro.gov.br/consumidor/tabelas.asp) de
preferência.
4) Quantidade de aparelhos do tipo considerado.
5) Potência instalada.
6) Potência média consumida, considerado o regime de funcionamento do sistema e o
perfil de temperatura médio assumido (igual à potência instalada vezes um fator de
utilização).
7) Funcionamento médio anual.
8) Fator de coincidência na ponta: deve refletir os hábitos de uso e temperaturas neste
horário.
9) Energia consumida anualmente.
10) Demanda média na ponta (deve ser estimada em cada caso).
11 a 20) Mesmas considerações acima. O funcionamento só será diferente se houver
alguma mudança justificada.
21) Redução de demanda na ponta (RDP).
22) RDP em termos percentuais.
23) Energia economizada (EE).
24) EE em termos percentuais.

iii. Fórmulas

Cálculo da estimativa do fator de coincidência na ponta:

nm×nd×nup
FCP =
792

Onde:
• FCP - fator de coincidência na ponta.
• nm - número de meses, ao longo do ano, de utilização em horário de ponta (≤12
meses).
• nd - número de dias, ao longo do mês, de utilização em horário de ponta (≤22 dias).
• nup - número de horas de utilização em horário de ponta (≤3 horas).
• 792 - número de horas de ponta disponíveis ao longo de 1 ano.

Energia economizada:

EE = [ ∑ (qai ×Puai ×hai − qpi ×Pupi ×hpi )] ×10−3


Sistema i

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Onde:
• EE - energia economizada (MWh/ano).
• qai - quantidade de aparelhos no sistema i atual.
• Puai - potência média do aparelho no sistema i atual (kW).
• hai - tempo de funcionamento do sistema i atual (h/ano).
• qpi - quantidade de aparelhos no sistema i proposto.
• Pupi - potência média do aparelho no sistema i proposto (kW).
• hpi - tempo de funcionamento do sistema i proposto (h/ano).

Redução de demanda na ponta:

RDP = [ ∑ (qai ×Puai ×FCPai − qpi ×Pupi ×FCPpi )]


Sistema i

Onde:
• RDP - redução de demanda na ponta (kW).
• FCPai - fator de coincidência na ponta no sistema i atual.
• FCPpi - fator de coincidência na ponta no sistema i proposto.

8.3. Sistemas motrizes

i. Abrangência

As ações de eficiência energética em sistemas motrizes cobertas por este item referem-
se à substituição de motores elétricos de indução com carga constante por unidades de
mais alto rendimento, com ou sem adaptação da potência nominal.

Ações mais complexas, envolvendo outras partes do sistema motriz (máquina acionada,
sistema acionado), instalação de acionadores de velocidade ajustável (conversores de
frequência), deverão apresentar cálculos mais detalhados.

ii. Projeto

SISTEMA ATUAL
0 Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
1 Potência nominal do motor cv pai
2 Carregamento γai
3 Rendimento nominal % ηnai
3a Rendimento no ponto de carregamento % ηai
4 Quantidade qai
5 Potência instalada kW Pai
6 Potência média utilizada kW Puai
7 Funcionamento h/ano hai
8 FCP (fator de coinciência na ponta) FCPai
9 Energia consumida MWh/ano Eai
10 Demanda média na ponta kW Dai
SISTEMA PROPOSTO
10 Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
11 Potência nominal do motor cv ppi
12 Carregamento γpi
13 Rendimento nominal % ηnpi
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13a Rendimento no ponto de carregamento % ηpi


14 Quantidade qpi
15 Potência instalada kW Ppi
16 Potência média utilizada kW Pupi
17 Funcionamento h/ano hpi
18 FCP (fator de coincidência na ponta) FCPpi
19 Energia consumida MWh/ano Epi
20 Demanda média na ponta kW Dpi
RESULTADOS ESPERADOS
Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
21 Redução de demanda na ponta kW RDPi
22 Redução de demanda na ponta % RDPi%
23 Energia economizada MWh/ano EEi
24 Energia economizada % EEi%

Observações:

1) Agrupar os motores com as mesmas características de instalação e funcionamento


(potência, rotação, carregamento, horas de funcionamento). Usar tipos diferentes
para troca diferentes (se um tipo de motor for trocado por 2 potências diferentes,
considerar tipos diferentes).
2) Carga acionada / carga nominal (pode ser estimado por medição da potência,
corrente ou rotação) usar, por exemplo, o software BDmotor, disponível na página
do Procel Info (http://www.procelinfo.com.br), na seção Simuladores.
3) Usar, por exemplo, o valor calculado pelo BDmotor para o carregamento
considerado.
4) Quantidade de motores do tipo considerado.
5) A rigor, dever-se-ia utilizar o rendimento nominal para este cálculo (não influi na
economia).
6) Atentar para o regime de produção quando da medição e o médio considerado para
determinação das economias.
7) Funcionamento médio anual.
8) Potência média na ponta / Potência média utilizada
9) Energia anual consumida estimada
10) Demanda média na ponta.
11 a 20) Mesmas considerações acima. O funcionamento só será diferente se houver
alguma mudança justificada.
21) Redução de demanda na ponta (RDP).
22) RDP em termos percentuais.
23) Energia economizada (EE).
24) EE em termos percentuais.

iii. Fórmulas

Cálculo da estimativa do fator de coincidência na ponta:

nm×nd×nup
FCP =
792

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Onde:
• FCP - fator de coincidência na ponta.
• nm - número de meses, ao longo do ano, de utilização em horário de ponta (≤12
meses).
• nd - número de dias, ao longo do mês, de utilização em horário de ponta (≤22 dias).
• nup - número de horas de utilização em horário de ponta (≤3 horas).
• 792 - número de horas de ponta disponíveis ao longo de 1 ano.

Energia economizada:

qai ×pai ×0,736×γai qpi ×ppi ×0,736×γpi


EE = [ ∑ ( ) ×hai − ∑ ( ) ×hpi ] ×10−3
ηai ηpi
Sistema i Sistema i

Onde:
• EE - energia economizada (MWh/ano).
• qai - número de motores no sistema i atual.
• pai - potência do motor no sistema i atual (cv).
• γai - carregamento do motor no sistema i atual.
• ηai - rendimento do motor no sistema i atual.
• hai - tempo de funcionamento do sistema i atual (h/ano).
• 0,736 - conversão de cv para kW (kW/cv).
• qpi - número de motores no sistema i proposto.
• ppi - potência do motor no sistema i proposto (cv).
• γpi - carregamento do motor no sistema i proposto.
• ηpi - rendimento do motor no sistema i proposto.
• hpi - tempo de funcionamento do sistema i proposto (h/ano).

Redução de demanda na ponta:

qai ×pai ×0,736×γai qpi ×ppi ×0,736×γpi


RDP = [ ∑ ( ) ×FCPai − ∑ ( ) ×FCPpi ]
ηai ηpi
Sistema i Sistema i

Onde:
• RDP - redução de demanda na ponta (kW).
• FCPai - fator de coincidência na ponta no sistema i atual.
• FCPpi - fator de coincidência na ponta no sistema i proposto.

8.4. Sistemas de refrigeração

i. Abrangência

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As ações de eficiência energética em sistemas de refrigeração cobertas por esta seção


referem-se à substituição de equipamentos individuais de refrigeração (geladeiras,
balcões frigoríficos, mostradores, freezers, etc.) de pequeno porte.

Ações mais complexas, envolvendo, entre outros, câmaras frigoríficas ou sistemas de


refrigeração de grande porte deverão apresentar cálculos mais detalhados.

ii. Projeto

SISTEMA ATUAL
0 Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
1 Tipo de equipamento/tecnologia
2 Potência nominal kW pai
3 Potência média utilizada kW Puai
4 Quantidade qai
5 Funcionamento h/ano hai
6 FCP (fator de coincidência na ponta) FCPai
7 Energia consumida Eai
8 Demanda média na ponta Dai
SISTEMA PROPOSTO
Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
11 Tipo de equipamento/tecnologia
12 Potência nominal kW ppi
13 Potência média utilizada kW Pupi
14 Quantidade qpi
15 Funcionamento h/ano hpi
16 FCP (fator de coincidência na ponta) FCPpi
17 Energia consumida Epi
18 Demanda média na ponta Dpi
RESULTADOS ESPERADOS
Sistema 1 Sistema 2 ... TOTAL
21 Redução de demanda na ponta kW RDPi
22 Redução de demanda na ponta % RDPi%
23 Energia economizada MWh/ano EEi
24 Energia economizada % EEi%

Observações:

1) Agrupar os equipamentos com as mesmas características de instalação e


funcionamento (tipo, potência, uso, horas de funcionamento). Usar tipos diferentes
para troca diferentes (se um tipo de equipamento for trocado por 2 potências
diferentes, considerar tipos diferentes).
2) Usar a potência nominal do equipamento.
3) Potência média de utilização, considerada as características de uso do equipamento
que determinam seu fator de utilização (fu): (3) = (2) x fu.
4) Quantidade de equipamentos do tipo considerado.
5) Funcionamento médio anual. Atentar para o padrão climático considerado.
6) Potência média na ponta / Potência média utilizada.
7) Energia consumida anual.
50
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8) Demanda média na ponta.


11 a 18) Mesmas considerações acima. O funcionamento só será diferente se houver
alguma mudança justificada.
21) Redução de demanda na ponta (RDP).
22) RDP em termos percentuais.
23) Energia economizada (EE).
24) EE em termos percentuais.

iii. Fórmulas

Cálculo da estimativa do fator de coincidência na ponta:

nm×nd×nup
FCP =
792

Onde:
• FCP - fator de coincidência na ponta.
• nm - número de meses, ao longo do ano, de utilização em horário de ponta (≤12
meses).
• nd - número de dias, ao longo do mês, de utilização em horário de ponta (≤22 dias).
• nup - número de horas de utilização em horário de ponta (≤3 horas).
• 792 - número de horas de ponta disponíveis ao longo de 1 ano.

Energia economizada:

EE = [ ∑ (qai ×Puai ×hai − qpi ×Pupi ×hpi )] ×10−3


Sistema i

Onde:
• EE - energia economizada (MWh/ano).
• qai - número de aparelhos no sistema i atual.
• Puai - potência do aparelho no sistema i atual (kW).
• hai - tempo de funcionamento do sistema i atual (h/ano).
• qpi - número de aparelhos no sistema i proposto.
• Pupi - potência do aparelho no sistema i proposto (kW).
• hpi - tempo de funcionamento do sistema i proposto (h/ano).

Redução de demanda na ponta:

RDP = [ ∑ (qai ×Puai ×FCPai − qpi ×Pupi ×FCPpi )]


Sistema i

Onde:
• RDP - redução de demanda na ponta (kW).
• FCPai - fator de coincidência na ponta no sistema i atual.

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• FCPpi - fator de coincidência na ponta no sistema i proposto.

8.5. Aquecimento solar de água

i. Abrangência

As ações de eficiência energética em sistemas de aquecimento solar de água cobertas


por este item referem-se a sistemas de pequeno porte (reservatórios de até 200 litros).

A metodologia de projeto aqui proposta tem por objetivo servir de um roteiro geral, que
poderá ser seguido pelos projetistas.

Caso queira utilizar-se de metodologia de projeto baseando-se no volume de água a ser


aquecida, a empresa deverá justificar devidamente e em seu projeto encaminhar as
memórias de cálculo pertinentes.

Esses cálculos poderão ser adaptados para projetos de substituição de chuveiros


elétricos e sistemas centrais de aquecimento elétrico por bombas de calor. As memórias
de cálculo e premissas de projeto deverão ser detalhadas.

Caso o projeto apresentado seja de maior porte ou não utilize tecnologias já


contempladas neste roteiro básico, deve ser detalhado o método a ser utilizado para
previsão e verificação dos resultados obtidos.

ii. Projeto

Devem-se explicitar as premissas e a metodologia utilizadas para estimar as metas


apresentadas. Estimou-se uma vida útil de 20 anos.

a. Características dos aquecedores solares a serem utilizados


A escolha dos componentes do sistema deve contemplar os produtos já etiquetados
pelo PBE do INMETRO e preferencialmente com selo PROCEL. Os modelos já etiquetados
e uma estimativa de economia em relação à tecnologia alternativa podem ser
encontrados no endereço www.eletrobras.gov.br/procel.

*ÁREA *PRODUÇÃO MÉDIA MENSAL DE


*PRODUÇÃO MÉDIA
*FABRICANTE MARCA EXTERNA DO ENERGIA POR ÁREA COLETORA
MENSAL DE ENERGIA
COLETOR SOLAR MODELO COLETOR (KWH/ M2 MÊS)
PMN (KWH/MÊS)
AEXT (M2) PAC = PMM / AEXT

Obs: *dados disponíveis na etiqueta do INMETRO

b. Detalhamento dos custos unitários


• Custo médio da instalação solar de área coletora (R$/m2).
• Custo total das Instalações (R$).
52
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• Custo coberto pelo PEE (R$).


• Área total de coletores a ser instalada no projeto (m²).

c. Meta de energia economizada


1. Energia economizada (MWh/ano).
2. Fator de correção que considera as diferenças climáticas (radiação e temperatura
ambiente) e perdas térmicas do sistema por região.
3. Produção média mensal de energia por área coletora (kWh/m² mês).
4. Número de residências atendidas.
5. Área do coletor por residência, conforme equação abaixo.

(1)×1.000
(5) =
12×(2)×(3)×(4)

d. Cálculo dos Resultados Esperados


1. Número de residências atendidas.
2. Número médio de chuveiros por residência.
3. Potência máxima típica dos chuveiros utilizados (W).
4. Potência média do aquecimento auxiliar por residência (W).
5. Fator de coincidência na ponta (tipicamente 0,10), ou conforme equação abaixo.
6. Fração solar (adotar 0,60).
7. Número médio de banhos por residência por dia.
8. Tempo médio de banho (min).
9. Energia economizada (MWh/ano), conforme equação abaixo.
10. Demanda reduzida na ponta (kW), conforme equação abaixo.

nbp×tb
(5) =
nc×180

Onde:
• nbp - número médio de banhos por dia no horário de ponta por unidade
consumidora.
• tb - tempo médio de banho (min).
• nc - número de chuveiros por unidade consumidora.
• 180 - minutos equivalentes a 3 horas de ponta.

(3)×(1)×(7)×(8)×(6)×365
(9) =
60×1.000.000

(1)×(2)×(5)×[(3) − (4)]
(10) =
1.000

53
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e. Tabela fator de correção


Condições :
Temperatura de armazenamento: 40°C
Volume armazenado = Volume
consumido

CIDADE FC
Aracaju 0,84
Belém 0,65
Belo Horizonte 0,68
Brasília 0,70
Campo Grande 0,73
Natal 0,81
Cuiabá 0,74
Curitiba 0,49
Florianópolis 0,55
Fortaleza 0,82
Goiânia 0,78
João Pessoa 0,76
Macapá 0,70
Maceió 0,80
Manaus 0,55
Porto Nacional 0,74
Porto Alegre 0,57
Porto Velho 0,60
Recife 0,77
Ribeirão Preto 0,69
Rio de Janeiro 0,60
Salvador 0,70
São Luís 0,73
São Paulo 0,50
Teresina 0,86
Vitória 0,65

f. Tabela potência média do aquecimento auxiliar por residência


VOLUME DO
POTÊNCIA RECOMENDADA
RESERVATÓRIO
DA RESISTÊNCIA (W)
(LITROS)
100 350-400
150 550-600
200 700-800
300 1000-1100
400 1350-1450

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Obs: Os valores foram concebidos para uma temperatura de armazenamento em torno


de 40°C, 70% do volume sendo consumido em três horas consecutivas e 25% do
volume já armazenado quente, isto é, a posição do termostato permite a manutenção
de 25% do volume aquecido. Podem ser introduzidos gerenciadores de forma que a
resistência elétrica seja impedida de ser acionada nos horários de ponta devendo, neste
caso, ser retrabalhada a relação de potência e posição de termostato.

8.6. Avaliação ex ante

a. Cálculo dos custos


Os custos deverão ser avaliados sobre a ótica do Programa de Eficiência Energética,
onde os benefícios são comparados aos custos aportados efetivamente pelo Programa
de Eficiência Energética.

O cálculo dos custos anualizados segue a metodologia descrita no módulo 7 do PROPEE,


conforme é demonstrado a seguir.

CAT = ∑ CAn
n
Onde:
• CAT - custo anualizado total (R$/ano).
• CAn - custo anualizado de cada equipamento incluindo custos relacionados
(R$/ano).

CT
CAn = CEn × ×FRCu
CET
Onde:
• CAn - custo anualizado de cada equipamento incluindo custos relacionados
(R$/ano).
• CEn - custo de cada equipamento (R$).
• CT - custo total do projeto (R$).
• CET - custo total em equipamentos (R$).
• FRCu - fator de recuperação do capital para u anos (1/ano).
• u - vida útil dos equipamentos (ano).

CET = ∑ CEn
n
Onde:
• CET - custo total em equipamentos (R$).
• CEn - custo de cada equipamento (R$).

55
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

i×(1 + i)u
FRCu =
(1 + i)u − 1
Onde:
• FRCu - fator de recuperação do capital para u anos (1/ano).
• i - taxa de desconto considerada (1/ano).
• u - vida útil dos equipamentos (ano).

b. Cálculo dos benefícios


Os benefícios deverão ser avaliados sobre a ótica do sistema elétrico (sociedade),
valorando as economias de energia e redução de demanda pela tarifa do sistema de
bandeiras tarifárias de energia.

BAT = (EE×CEE) + (RDP×CED)

Onde:
• BAT - benefício anualizado (R$/ano).
• EE - energia anual economizada (MWh/ano).
• CEE - custo unitário da energia economizada (R$/MWh).
• RDP - redução de demanda em horário de ponta (kW).
• CED - custo unitário evitado de demanda (R$/kW ano).

Os valores dos custos unitários evitados foram calculados conforme metodologia


definida no módulo 7 do PROPEE. Foram utilizados os valores de tarifa vigentes na data
de elaboração deste projeto, conforme:

• CEE = xxx,xx R$/MWh.


• CED = xxx,xx R$/kW ano.
• Subgrupo tarifário xxx (nível de tensão).
• Resolução Homologatória ANEEL n° xxx, de xx de xxxxxxxxxxx de xxxx.
• Fator de carga 75%.
• Fator k = 0,15.

c. Relação custo-benefício
Se o projeto possuir mais de um uso final (iluminação, refrigeração, etc.) cada um
desses usos finais deverá ter sua RCB calculada. Deverá, também, ser apresentada a
RCB global do projeto, consideradas as somas dos custos e benefícios.

O cálculo da relação custo-benefício segue a metodologia descrita no módulo 7 do


PROPEE, conforme:

CAT
RCB =
BAT

56
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

Onde:
• RCB - relação custo-benefício.
• CAT - custo anualizado total (R$/ano).
• BAT - benefício anualizado (R$/ano).

8.7. Custos por categoria contábil e origens dos recursos

Custos totais Origem dos recursos (R$)


Tipo de custo Recursos Recursos de Recursos do
R$ %
próprios terceiros consumidor
Custos diretos
Materiais e equipamentos Previsto xx%
Mão de obra própria Previsto xx%
Mão de obra de terceiros Previsto xx%
Transporte Previsto xx%
Custos indiretos
Administração própria Previsto xx%
Marketing Previsto xx%
Treinamento e capacitação Previsto xx%
Descarte de materiais Previsto xx%
Medição & verificação Previsto xx%
Outros custos indiretos Previsto xx%
Total Previsto 100%

Apresentar a “memória de cálculo” da composição dos custos totais da tabela de custos


por categoria contábil e origens dos recursos, a partir dos custos unitários de materiais
e equipamentos envolvidos e de mão de obra (própria e de terceiros), conforme
indicação a seguir:

i. Custo dos materiais e equipamentos

Apresentar para cada equipamento ou material a ser adquirido.

• Nome do material
• Tipo
• Unidade
• Quantidade
• Preço por unidade
• Preço total
ii. Custo da mão de obra ou serviços

Custos com mão de obra direta ou indireta, por atividade.

• Identificação do profissional por categoria (engenheiro, técnico, eletricista, outros)


• Quantidade (por categoria)
• Valor da hora de trabalho (incluir encargos)
• Número total de horas da atividade considerada
• Custo total

57
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

iii. Outros custos

Custos com viagens.

• Custo total

8.8. Percentual de economia

Calcular o percentual de economia do consumo de energia elétrica previsto em relação


ao consumo anual apurado no histórico de consumo apresentado dos últimos 12 meses.

8.9. Horário de funcionamento

Apresentação da descrição detalhada do horário de funcionamento de cada ambiente


nos quais serão realizadas ações de eficiência energética.

9. Estratégia de M&V preliminar

Definir as variáveis independentes, como será gerado o modelo do consumo de


referência e como será feito o cálculo da economia de energia e redução da demanda,
conforme módulo 8 do PROPEE e Guia de M&V ANEEL.

A critério da distribuidora, a metodologia de medição e verificação de resultados poderá


ser realizada por terceiros. Os custos dessa etapa do projeto devem ser explicitados no
respectivo orçamento.

10. Cronograma preliminar

Apresentar os cronogramas físico e financeiro, destacando os desembolsos e as ações


a serem implementadas, e a tabela custo por categoria contábil e origem dos recursos.

O cronograma financeiro deve ser preenchido para os custos totais do projeto e para
aqueles relativos ao PEE.

10.1. Cronograma físico

Meses
Etapas Mês Mês Mês
Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 Mês 9
10 11 12
Etapa 1 xxx xxx
Etapa 2 xxx xxx xxx
Etapa 3 xxx xxx xxx
Etapa 4 xxx xxx xxx
Etc. xxx xxx xxx

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

10.2. Cronograma financeiro

Meses
Etapas Mês Mês Mês Total
Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 Mês 9
10 11 12
Etapa Proj R$ xx R$ xx R$ xx
1 PEE
Etapa Proj R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx
2 PEE
Etapa Proj R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx
3 PEE
Etapa Proj R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx
4 PEE
Proj R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx
Etc.
PEE
Proj R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx R$ xx
Total
PEE

11. Proposta de ações de marketing

Informar as ações de marketing a serem realizadas, se for o caso.

12. Proposta de ações de treinamento e capacitação

Informar o conteúdo programático, instrutor, público-alvo, carga-horária, cronograma,


local e todos os custos relacionados.

13. Custos para realização do diagnóstico energético

Apresentação dos custos para realização do diagnóstico energético.

14. Experiência do proponente

Comprovação da experiência em projetos semelhantes, se for o caso. Esta comprovação


será feita através de atestado de capacidade técnica da empresa responsável pela
proposta de projeto, fornecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado. O
atestado de capacidade técnica deverá explicitar que a empresa responsável pela
proposta de projeto possui experiência em elaboração de projetos no âmbito do
Programa de Eficiência Energética - PEE e/ou das ações de eficiência energética nos
usos finais envolvidos na proposta de projeto. A comprovação da experiência em
projetos semelhantes será utilizada para fins classificatórios, sendo que sua não
comprovação não implicará na desclassificação da proposta do projeto.

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Anexo A. Caracterização dos equipamentos existentes


Inserir neste campo todas as informações para comprovação das características
técnicas do sistema existente.

Anexo B. Caracterização dos equipamentos propostos


Inserir neste campo todas as informações para comprovação das características
técnicas do sistema proposto.

Anexo C. Orçamentos
Anexar neste campo os 3 orçamentos para cada uma das rubricas, quando for o caso:

a. Materiais e equipamentos
b. Mão de obra de terceiros
c. Marketing
d. Treinamento e capacitação
e. Descarte de materiais
f. Medição e verificação
g. Outros custos indiretos

Anexo D. Memória de cálculo


Inserir neste campo todos os cálculos utilizados para determinação da relação custo-
benefício do diagnóstico energético. Como sugestão, colar as informações diretamente
da planilha eletrônica disponibilizada na Chamada Pública. Para compactar as
informações, antes de colar as planilhas sugere-se que sejam ocultas as linhas e colunas
não utilizadas, a fim de “despoluir” a memória de cálculo.

Anexo E. Documentos e certidões


Inserir neste campo todos os documentos e certidões exigidos no item 8.5 -
Documentos para habilitação, do Edital de Chamada Pública.

60
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Anexo III - Minuta de Contrato de Performance para Consumidores


Com Fins Lucrativos

CONTRATO Nº XXXX/2017 QUE ENTRE SI


CELEBRAM, DE UM LADO A
_________________________ E DE
OUTRO O(A)________________________
E________________________________,
VISANDO A EFICIENTIZAÇÃO ENERGÉTICA
DO(S) SISTEMA(S) DE ____________ DA
UC ______ SITUADA NO MUNICÍPIO DE
____________________.

A ______________________, sociedade de economia mista, com sede em


__________, à Rua ____________, nº _____, bairro _________, inscrita junto ao
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) sob n° ___.___.___/____-__ neste ato
representado conforme disposições contidas na Resolução 069/2014 da Diretoria
Executiva ao final identificados e assinados, e, _______________________, pessoa
jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob nº ___.___.___/____-__, com sede
à _______________________, Município de ___________________________, Estado
do ________, neste ato representada por ____________________, CPF nº
___.___.___-__, doravante denominado CONSUMIDOR e em conjunto, doravante
denominadas PARTES.

CONSIDERANDO:

• As Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, Lei nº 11.465, de 28 de março de 2007,


Lei nº 12.212, de 20 de janeiro de 2010, e a Resolução ANEEL nº 556, de 18 de
junho de 2013.
• As ações voltadas à eficiência no uso, na oferta e na conservação de energia
elétrica são de total relevância, porque visam alcançar economia em razão de
redução do consumo e da demanda, como também perseguem a melhoria da
qualidade dos sistemas elétricos.
• A segurança e funcionalidade que as medidas de eficiência energética pretendem
nas instalações do CONSUMIDOR, proporcionarão tanto ao CONSUMIDOR
como a CONTRATANTE, a racionalidade no uso da energia,
• Como também possibilitará a CONTRATANTE ter a energia economizada pelo
CONSUMIDOR disponível no seu sistema, podendo atender mais consumidores,
sem a necessidade de realizar novos investimentos.

As PARTES resolvem entre si celebrar o presente CONTRATO DE DESEMPENHO,


sujeitando-se aos termos da Resolução Normativa nº 556/2008, emitida pela ANEEL e
demais normas aplicáveis à matéria, regendo-se pelas disposições estabelecidas nas
cláusulas a seguir aduzidas:

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CLÁUSULA PRIMEIRA - OBJETO

Constitui objeto do presente CONTRATO DE DESEMPENHO a aplicação, pela


CONTRATANTE, em atendimento a Lei n°9.991, de 24 de julho de 2000, de recursos
financeiros oriundos do Programa de Eficiência Energética - PEE, para a implementação
de ações de eficiência energética em usos finais de energia elétrica (descrever usos
finais) nas dependências do CONSUMIDOR, de acordo com o Projeto em Anexo I,
tendo como objetivos promover a disseminação do conceitos e procedimentos
referentes à conservação de energia, eficiência energética e otimização energética de
equipamentos.

Benefícios a serem atingidos:

• Para o CONSUMIDOR: redução dos custos com a energia elétrica.


• Para a ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO: a busca permanente da conscientização
dos consumidores quanto ao uso racional da energia elétrica.
• Para a sociedade: com a disseminação dos conceitos de eficientização energética,
haverá redução do desperdício de energia elétrica, fato que consequentemente
possibilitará a economia na realização de novos investimentos para expansão do
sistema elétrico, contribuindo para a não elevação sistemática dos custos do
serviço de energia elétrica.

CLÁUSULA SEGUNDA - VALOR DO CONTRATO DE DESEMPENHO

§1. O valor global estimado do presente CONTRATO DE DESEMPENHO é da ordem


de R$ _.___.___,__ (____________________).
§2. Os itens que compõem o valor global referido no parágrafo anterior encontram-se
detalhados no Anexo I.

CLÁUSULA TERCEIRA - DOCUMENTOS INTEGRANTES

Constitui parte integrante do presente CONTRATO DE DESEMPENHO como se nele


estivessem transcritos:

• Anexo I Cópia do projeto elaborado pelo CONSUMIDOR e apresentado à


CONTRATANTE.
• Anexo II Cronograma físico.
• Anexo III Cronograma financeiro para a execução das obras.
• Anexo IV Modelo de relatório de acompanhamento e execução do projeto.
• Anexo VI Termo de Reconhecimento de Dívida - TRD

CLÁUSULA QUARTA - ATRIBUIÇÕES E OBRIGAÇÕES DA CONTRATANTE

Para a consecução do objeto deste Contrato, a CONTRATANTE obriga-se a:


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§1. Entregar ao CONSUMIDOR, após comprovação física e documental da aquisição


dos materiais e/ou da realização dos serviços previstos no presente contrato e
especificados em seu Anexo I, os recursos financeiros até o limite definido para os itens
diagnóstico energético, materiais e equipamentos, mão de obra de terceiros, marketing,
treinamento e capacitação, descarte de materiais, medição e verificação e outros custos
indiretos, previstos no projeto no prazo de 30 (trinta) dias corridos, contados a partir
do recebimento da documentação na CONTRATANTE, desde que aprovados e
autorizados expressamente pela CONTRATANTE, conforme a seguinte descrição:

Item Rubrica Valor Máximo (R$1,00)


1 Elaboração do Projeto
2 Equipamentos e/ou Materiais
3 Divulgação (Marketing)
4 Mão de Obra de Terceiros para execução da obra
5 Medição e Verificação inicial
6 Medição e Verificação final
7 Descarte
8 Treinamento e Capacitação
TOTAL

§2. Os valores previstos no Parágrafo 1° serão creditados em conta especifica de


aplicação, no Banco do Brasil/Caixa Econômica Federal, agência ___________, conta
corrente ___________ do CONSUMIDOR, em estabelecimento bancário por este
indicado.

§3. Informar ao CONSUMIDOR o cronograma inicial de pagamento dos valores


devidos, retratados por meio do Termo de Reconhecimento de Dívida - Anexo VI.

CLÁUSULA QUINTA - ATRIBUIÇÕES E OBRIGAÇÕES DO CONSUMIDOR

Para a consecução do objeto deste Contrato, o CONSUMIDOR obriga-se a:

§1. Implementar o Projeto de acordo com o especificado no Anexo I deste Contrato.

§2. Apresentar a CONTRATANTE cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica -


ART, registrada junto ao CREA, referente à elaboração do Projeto objeto deste
CONTRATO DE DESEMPENHO.

§3. Apresentar a CONTRATANTE cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica -


ART, registrada junto ao CREA, referente à execução do Projeto objeto deste
CONTRATO DE DESEMPENHO, devendo ser encaminhado a CONTRATANTE antes
do início da execução dos serviços.

§4. Apresentar declaração, na qual o CONSUMIDOR informa não possuir parentesco


com os dirigentes da CONTRATANTE ou de qualquer uma de suas subsidiárias
integrais.

§5. Designar, a seu critério, coordenador para o “Projeto”, ficando este responsável
pelos contatos e entendimentos necessários à execução do presente CONTRATO DE

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DESEMPENHO, devendo informar, via correspondência, nome, endereço, telefone, fax


e e-mail.

§6. O coordenador designado pelo CONSUMIDOR deverá pertencer ao seu quadro


funcional.

§7. Apresentar a CONTRATANTE, no prazo de 30 (trinta) dias após a realização das


medições e verificações iniciais, plano de medição e verificação dos benefícios do
Projeto, o qual deverá ser previa e formalmente aprovado pela CONTRATANTE, sob
pena de aplicação da Cláusula Décima Primeira deste pacto.

§8. Iniciar a execução do Projeto somente após a apresentação e aceitação expressa e


por escrito da CONTRATANTE das medições da situação existente, conforme definido
no Parágrafo 7°, da Cláusula em tela, sob pena da CONTRATANTE não efetuar os
desembolsos financeiros ajustados e previstos no Parágrafo 1°, da Cláusula Quarta, do
presente CONTRATO DE DESEMPENHO.

§9. Adquirir e instalar integralmente os materiais e os equipamentos necessários para


a implantação do objeto deste Contrato, conforme especificado no Projeto, constante
do Anexo I e apresentar, quando solicitado, os laudos e documentos comprobatórios da
origem, qualidade e especificação dos materiais e equipamentos.

§10. Apresentar a CONTRATANTE carta, acompanhada das respectivas cópias


autenticadas das notas fiscais, quando não eletrônicas, solicitando os valores referentes
a materiais e equipamentos, mão de obra de terceiros, transporte, marketing, descarte
de materiais e medições e verificações, anexando documentação fiscal compatível, até
o montante previsto no Parágrafo 1° e seus subitens da Cláusula Quarta do presente
CONTRATO DE DESEMPENHO.

§11. As cópias das notas fiscais deverão especificar as quantidades, os valores unitários,
subtotais e totais, referentes aos materiais e equipamentos, mão de obra de terceiros,
transporte, marketing, treinamento e capacitação, descarte de materiais e medições e
verificações, devendo ter sido emitidas dentro do período de vigência do presente
CONTRATO DE DESEMPENHO e contendo em seu corpo a informação sobre o “Projeto
de Eficiência Energética”, descrevendo o nome do projeto e número do presente
CONTRATO DE DESEMPENHO.

§12. Apresentação de, no mínimo, 03 (três) orçamentos financeiros, de acordo com a


Lei 8.666/1993 e Lei 15.608/2007, referentes a aquisição de materiais e equipamentos,
bem como contratação de serviços contemplados no Anexo I do CONTRATO DE
DESEMPENHO. Os orçamentos mencionados deverão ser fornecidos por empresas
idôneas. A CONTRATANTE efetuará os desembolsos referentes a materiais,
equipamentos e mão de obra de terceiros com base e limitado aos valores contidos no
menor dos 03 (três) orçamentos apresentados.

§13. O CONSUMIDOR deverá estar adimplente perante a CONTRATANTE e


apresentar, juntamente com a carta de solicitação de repasse, prova de regularidade
para com a Fazenda Municipal, prova de regularidade para com a Fazenda Estadual,
prova de regularidade para com a Fazenda Federal, certidão negativa de débito
expedida pelo INSS, certificado de regularidade do FGTS - CRF e certidão negativa de
inadimplência perante a Justiça do Trabalho.

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§14. Quando for o caso, utilizar primeiramente os recursos apontados como


contrapartida para pagamento das aquisições de materiais e equipamentos, bem como
contratação de serviços contemplados, conforme indicado no Anexo I do CONTRATO
DE DESEMPENHO. O CONSUMIDOR irá solicitar repasse de valores somente após
findados os recursos apontados como contrapartida, quando for cabível.

§15. Os materiais e os equipamentos a serem utilizados na execução do Projeto deverão


obrigatoriamente atender as especificações técnicas contidas no Projeto aprovado. Não
serão admitidas aplicações de materiais e equipamentos usados, recondicionados,
recuperados ou adquiridos antes da celebração deste CONTRATO DE DESEMPENHO.

§16. Garantir a qualidade dos serviços de instalação e montagem eletromecânica pelo


prazo de vida útil previsto no Projeto, Anexo I, contado a partir da data de finalização
da obra objeto deste CONTRATO DE DESEMPENHO.

§17. Adquirir, às suas expensas, materiais e equipamentos eventualmente necessários


que não constem no projeto aprovado pela CONTRATANTE.

§18. Responsabilizar-se pelo recolhimento de encargos tributários, sociais e trabalhistas


dos empregados que vierem a atuar na execução do Projeto objeto do presente
CONTRATO DE DESEMPENHO, exigindo a observância da Norma Regulamentadora
NR 10 por empresas e empregados envolvidos na execução do Projeto.

§19. Concomitantemente ao presente pacto, firmar o Termo de Reconhecimento de


Dívida - TRD, parte integrante deste contrato, conforme consta no Anexo VI.

§20. Efetuar o pagamento a CONTRATANTE dos valores do projeto definidos na


Cláusula Segunda deste Contrato, limitados àqueles constantes do TRD - Termo de
Reconhecimento de Dívida (Anexo VI), devidamente atualizados em conformidade com
o disposto na Cláusula Sexta.

§21. Responsabilizar-se pela operação e manutenção dos equipamentos que vierem a


ser instalados.

§22. Encaminhar à CONTRATANTE, mensalmente, até o 5° (quinto) dia útil do mês


subsequente ao período em análise, relatório que identifique as ações realizadas, bem
como a evolução do cronograma físico-financeiro previsto para o projeto (Anexo I),
oportunizando o controle administrativo do mesmo. O modelo do relatório encontra-se
no Anexo IV.

§23. Comprometer-se a não reutilizar os materiais e equipamentos substituídos pelos


contemplados no presente CONTRATO DE DESEMPENHO na manutenção ou
ampliação das instalações, responsabilizando-se pela descontaminação e pelo descarte
adequado dos materiais substituídos, devendo ser apresentado a CONTRATANTE
certificado de comprovação e/ou laudo de descarte e/ou descontaminação realizada,
fornecido por empresa contratada para os fins específicos.

§24. Realizar o descarte de todos os materiais e/ou equipamentos substituídos no


projeto, que não contenham resíduos agressivos ao meio ambiente, de acordo com a
Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecido pela Lei n° 12.305, de 2 de agosto
de 2010, devendo ser apresentado à CONTRATANTE, a Declaração de Descarte dos
materiais e/ou equipamentos substituídos junto à solicitação de reembolso de materiais
e/ou equipamentos, como também o Alvará de funcionamento da empresa responsável
pelo descarte.
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§25. Realizar o descarte de todos os materiais e/ou equipamentos substituídos no


projeto, que não se enquadrem no Parágrafo 24°, de acordo com a Política Nacional de
Resíduos Sólidos, estabelecido pela Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010 e as regras
estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, cuja comprovação
se dará por meio da apresentação de “Certificado de Destinação Final de Resíduos”,
emitido por órgão ou empresa com competência reconhecida, referente ao descarte de
materiais e/ou equipamentos que contenham resíduos agressivos ao meio ambiente. O
“Certificado de Destinação Final de Resíduos” deverá ser apresentado a
CONTRATANTE junto à solicitação de reembolso de materiais e/ou equipamentos.

§26. A empresa contratada pelo CONSUMIDOR para a realização do descarte e/ou


descontaminação dos materiais substituídos, descritos no Parágrafo 25°, deverá possuir
os seguintes documentos:
- Alvará de funcionamento.
- Licença Ambiental de Órgão responsável, ou equivalente.
- Registro do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA.
- Certidão Negativa de Débito, emitida pelo IBAMA.
- Certificado de Regularidade, emitido pelo IBAMA.
- Atender o disposto na ABNT NBR 15833.

§27. No caso de descarte de equipamentos de refrigeração, condicionamento de ar e


assemelhados, deverá ser feito o recolhimento dos resíduos conforme a Política Nacional
de Resíduos Sólidos, resoluções CONAMA nº 267, de 14 de setembro de 2000, e n°
340, de 25 de setembro de 2003, e conforme Norma Técnica ABNT NBR 15833.

§28. Informar previamente a CONTRATANTE, toda e qualquer divulgação de sua


iniciativa, referente ao projeto, devendo, obrigatoriamente constar no material, em
posição de destaque e de fácil visualização, referência ao Programa de Eficiência
Energética executado pela CONTRATANTE, regulamentado pela AGÊNCIA NACIONAL DE
ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL.

§29. Apresentar Relatório de Medição e Verificação, contendo todas as informações e


registros dos dados previstos no Plano de Medição e Verificação, devendo ser
justificadas as eventuais diferenças apresentadas em relação às metas inicialmente
previstas no Projeto.

§30. Comprometer-se a repassar a CONTRATANTE, a qualquer tempo, informações


necessárias para compor o relatório final do Projeto, que deverá ser encaminhado a
ANEEL.

§31. Disponibilizar dados técnicos de economia de energia, de demanda e outros


necessários para a mensuração dos resultados do projeto, objeto deste CONTRATO DE
DESEMPENHO, autorizando a CONTRATANTE divulgar publicamente os casos de
sucesso.

§32. Os materiais e apresentações a serem utilizados durante as ações de treinamento


e capacitação deverão ser previamente apresentados para a CONTRATANTE.

§33. Receber, a qualquer momento, as equipes de auditores técnicos e financeiros,


indicados pela CONTRATANTE, a fim de verificar a consistência das informações
apresentadas com a realidade de campo.

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§34. No caso de saldo orçamentário do CONSUMIDOR, em virtude de aplicações


financeiras, estes valores deverão ser devolvidos a CONTRATANTE.

CLÁUSULA SEXTA - FORMA DE PAGAMENTO

O retorno do investimento realizado se dará conforme disposições abaixo do presente


CONTRATO DE DESEMPENHO:

§1. O CONSUMIDOR pagará a CONTRATANTE o custo total dos valores referidos na


Cláusula Quarta, Parágrafo 1°, somados aos custos de acompanhamento da
concessionária (mão de obra própria e transporte), no prazo máximo a ser definido após
medição e verificação a ser realizada na conclusão do projeto, expresso pelo TRD -
Termo de Reconhecimento de Dívida - Anexo VI.

§2. Os valores das parcelas mensais devidas serão calculados de acordo com o Sistema
de Amortização Constante - (SAC), incidindo sobre o saldo devedor a atualização com
base nas variações positivas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

§3. O valor do IPCA a ser adotado na atualização do saldo devedor será a vigente na
data de cada faturamento mensal das parcelas.

§4. O período de carência para o pagamento da primeira parcela ocorrerá 30 (trinta)


dias após a assinatura do “termo de encerramento de obra”, cuja assinatura se dará
após o pagamento do último reembolso relativo ao projeto e encerramento do processo
de medição e verificação, vencendo-se as demais, consecutivamente, em igual dia dos
meses subsequentes.

§5. A parcela mensal a ser paga pelo CONSUMIDOR será proporcional calculada
conforme disposições abaixo.

• No caso de Micro e Pequenas empresas (segundo lei complementar 123 –


Brasil, 2006) o saldo devedor será de oitenta por cento das despesas do
cliente decorrentes da execução do projeto de eficiência energética.
• A parcela mensal será calculada conforme fórmula abaixo:

(𝐸𝐸×𝐶𝐸𝐸) + (𝑅𝐷𝑃×𝐶𝐷𝐸)
𝐴𝑀𝑅 =
12
Onde:

AMR – Amortização (R$)


EE – Economia de Energia Mensurada no Projeto (MWh/Ano)
CEE – Custo de Energia Evitada no Projeto (R$/MWh)
RDP – Redução de Demanda na Ponta Mensurada no Projeto (kW)
CED – Custo Evitado de Demanda do Projeto (R$/kW Ano)
§6. Realizado o procedimento inserido no Parágrafo 4°, o CONSUMIDOR se obriga a
formalizar termo aditivo ao presente CONTRATO DE DESEMPENHO, visando
promover os ajustes que se fizerem necessários.

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§7. O prazo máximo para quitação do TRD - junto a CONTRATANTE limita-se à média
das vidas úteis dos equipamentos constantes do Projeto (Anexo I) ponderada pela
energia economizada associada a cada um deles, que é de ___ (___________) meses.

§8. Findo o prazo constante do Parágrafo 7°, e a quitação integral do TRD não ocorrer,
os valores remanescente serão quitados em 3 (três) parcelas sequenciais.

§9. Por solicitação escrita, o CONSUMIDOR poderá antecipar pagamentos das


parcelas, sendo o montante destas calculado pela CONTRATANTE e informado por
escrito ao CONSUMIDOR.

§10. Em caso de atraso do pagamento de quaisquer parcelas, incidirá multa de 2%


(dois por cento) sobre o valor da parcela, que será cobrada no próximo mês.

§11. O não pagamento de 3 (três) parcelas consecutivas ou alternadas acarretará o


vencimento antecipado das parcelas remanescentes.

§12. Na hipótese de ocorrer atraso na execução do projeto superior a 60 (sessenta)


dias, em relação ao cronograma físico, Anexo II, a CONTRATANTE poderá realizar a
cobrança, em até 3 (três) parcelas, dos valores entregues ao CONSUMIDOR,
devidamente atualizados.

§13. Caso o CONSUMIDOR solicite o desligamento da ligação de energia elétrica em


suas instalações ou a transferência da titularidade da unidade consumidora beneficiado
pelo presente CONTRATO DE DESEMPENHO, este deverá ressarcir à CONTRATANTE
o saldo devedor do investimento realizado em uma única parcela, cujo vencimento se
dará na data de solicitação do desligamento.

CLÁUSULA SÉTIMA - PRAZO DE EXECUÇÃO

O prazo para execução do projeto de eficientização energética referente a este


instrumento (Anexo I) será de até 12 (doze) meses, contados da data de assinatura
deste CONTRATO DE DESEMPENHO.

CLÁUSULA OITAVA - VIGÊNCIA DO CONTRATO

O presente CONTRATO DE DESEMPENHO vigorará pelo prazo de _______


(________) meses, contados a partir da data de assinatura do presente CONTRATO
DE DESEMPENHO, ressalvada a hipótese prevista na Cláusula Décima Terceira.

CLAÚSULA NONA - GESTORES E FISCAIS DO CONTRATO

Este CONTRATO DE DESEMPENHO terá como gestor o Sr. _______________, e como


fiscal o Sr. ______________.
CLÁUSULA DÉCIMA - CONDIÇÕES GERAIS

Serão de responsabilidade exclusiva do CONSUMIDOR eventuais substituições ou


reparos em motores, luminárias, lâmpadas e outros equipamentos não previstas no
Projeto, Anexo I, ficando a CONTRATANTE desonerada destes valores.

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CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - PENALIDADES

§1. O descumprimento de quaisquer das cláusulas do presente CONTRATO DE


DESEMPENHO, de forma não justificada, sujeitará o CONSUMIDOR a pagar a
CONTRATANTE, a título de penalidade, o percentual de até 10% (dez por cento)
sobre o valor global definido na Cláusula Segunda.

§2. Na hipótese da CONTRATANTE vir a ser penalizada pela AGÊNCIA NACIONAL DE


ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL e/ou Poder Concedente, em virtude do descumprimento
do cronograma de execução do projeto, obrigações e demais encargos ajustados no
presente Contrato, o CONSUMIDOR ficará obrigado a ressarcir imediatamente e em
caráter de urgência a CONTRATANTE, os montantes relativos à multa aplicada, sem
prejuízo de outras sanções cabíveis no caso.

§3. No caso de cancelamento ou desconsideração do “Projeto” pela AGÊNCIA NACIONAL


DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL, por descumprimento parcial ou total das metas
estabelecidas no “Projeto” (Anexo I), motivado pelo CONSUMIDOR, este ficará
obrigado a devolver a CONTRATANTE, os valores entregues, referidos na Clausula
Terceira, Parágrafo 1°, em uma única parcela, no prazo de até 30 (trinta) dias contados
da formalização da rescisão contratual, devidamente corrigidos pela variação do
Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) apurados no período, a contar da
data do repasse até o dia da efetiva devolução.

§4. Na hipótese das verificações dos resultados finais de economia anual do consumo
(MWh/ano) e de demanda retirada na ponta (kW) ou ainda, o custo da obra divergir do
previsto no projeto aprovado pela CONTRATANTE, de maneira a afetar o resultado da
Relação Custo-Benefício (RCB) final, deverá o CONSUMIDOR apresentar justificativas
por escrito para análise da CONTRATANTE.

§5. Na ocorrência da hipótese do Parágrafo anterior, a CONTRATANTE poderá levá-las


a ANEEL, submetendo-as a apreciação. Em caso de desaprovação pela ANEEL, o
CONSUMIDOR deverá devolver a CONTRATANTE os valores a ele entregues (Cláusula
Quarta), em uma única parcela em até 30 (trinta) dias contados da comunicação formal,
devidamente corrigidos pela variação da Taxa SELIC apurados no período contado da
data do repasse até o dia da efetiva devolução. A aplicação desta penalidade não exime
o CONSUMIDOR das demais penalidades previstas nesta Cláusula.

§6. A não observância dos Parágrafos 18°, 19° e 21° da Clausula Quinta incorrerá na
aplicação de multa ao CONSUMIDOR, equivalente a 10% (dez por cento) do valor
previsto na Clausula Quarta, Parágrafo 1°, do presente CONTRATO DE DESEMPENHO,
que será cobrada através de documento de cobrança emitido pela CONTRATANTE
contra o CONSUMIDOR, com vencimento em 30 (trinta) dias contados da sua emissão.
A multa prevista neste Parágrafo não libera o CONSUMIDOR da obrigação de executar
o devido descarte, conforme previsto na Cláusula Quinta, Parágrafo 18°, sob pena de
serem tomadas às medidas judiciais cabíveis, cujo ônus será suportado pelo
CONSUMIDOR (custas judiciais, honorários periciais e advocatícios e outros).

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - RESCISÃO

§1. Por acordo entre as PARTES:

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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

a) Em razão de imposição legal ou pela ocorrência de fato superveniente que o


torne impraticável.

b) Diante de manifesto interesse, respeitados os critérios de conveniência e


oportunidade públicas, bem como os compromissos assumidos com terceiros, até
o limite exigível por lei.

§2. A CONTRATANTE rescindirá unilateralmente este contrato caso as verificações dos


resultados finais de economia anual do consumo (MWh/ano) e de demanda retirada na
ponta (kW) ou ainda, o custo da obra divergir do previsto no projeto aprovado pela
CONTRATANTE, de maneira a afetar o resultado da Relação Custo Benefício (RCB)
final seja superior ao limite estabelecido pela ANEEL. Nesta hipótese, o CONSUMIDOR
deverá devolver à CONTRATANTE os valores recebidos, corrigidos pela variação da
Taxa SELIC, apurados no período contado do recebimento dos valores até a efetiva
devolução, em uma única parcela representada por fatura de diversos, com vencimento
em até 30 (trinta) dias da sua emissão.

§3. Em caso de rescisão por inadimplemento do CONSUMIDOR, este ficará obrigado


devolver a CONTRATANTE os valores constantes na Clausula Quarta deste pacto,
corrigidos pela variação da Taxa SELIC, apurados no período contado do recebimento
dos valores até a efetiva devolução, em uma única parcela representada por fatura de
diversos, com vencimento em até 30 (trinta) dias da sua emissão.

§4. Caso ocorra atraso na execução do Projeto, Anexo I, superior a 60 (sessenta) dias
em relação ao cronograma físico apresentado pelo CONSUMIDOR, Anexo II, a
CONTRATANTE poderá rescindir o presente instrumento, sem prejuízo da aplicação da
Clausula Décima Primeira, Parágrafo 1°, bem como devolver à CONTRATANTE os
valores recebidos, corrigidos pela variação da Taxa SELIC, apurados no período contado
do recebimento dos valores até a efetiva devolução, em uma única parcela representada
por fatura de diversos, com vencimento em até 30 (trinta) dias da sua emissão.

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - ALTERAÇÕES

§1. A qualquer tempo e de comum acordo das PARTES este instrumento poderá sofrer
alterações, mediante termos aditivos, vedada a mudança das condições essenciais
previstas no projeto, Anexo I.

§2. Toda e qualquer alteração pretendida pelo CONSUMIDOR deverá ser submetida à
aprovação previa e expressa da CONTRATANTE, devidamente acompanhada de no
mínimo 3 (três) orçamentos financeiros, obtidos junto a entidades idôneas, sob pena
de não conhecimento da solicitação, desde que não implique na mudança ou alteração
da Relação Custo Benefício (RCB) superior a 5% (cinco por cento) do valor previsto no
Anexo I ou maior do que os limites estabelecidos na Resolução da ANEEL nº 556/2013
a ser formalizado mediante Aditivo Contratual.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - DEMAIS DISPOSIÇÕES

§1. As PARTES de comum acordo ajustam que fica vedada a cessão ou transferência,
total ou parcial, do objeto do presente CONTRATO DE DESEMPENHO para terceiros.

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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

§2. O CONSUMIDOR se obriga, sempre que solicitado pela CONTRATANTE, ANEEL


ou pelo Tribunal de Contas ou outros órgãos de fiscalização, a prestar todas as
informações relativas ao presente CONTRATO DE DESEMPENHO.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - DEMAIS DESPESAS

A CONTRATANTE cobrará também do CONSUMIDOR, as despesas que fizer para a


salvaguarda de seus direitos, bem como para a cobrança de seus créditos decorrentes
da execução deste Contrato, na eventual hipótese de sua rescisão e/ou atrasos de
quaisquer pagamentos, assim como lhe transferirá, por meio de simples aviso de débito,
com vencimento em 30 (trinta) dias da formalização por escrito por parte da
CONTRATANTE, os ônus relativos a impostos, taxas ou contribuições assemelhadas,
não previstas neste instrumento em sua Cláusula Quarta e decorrente do não
cumprimento de qualquer das Cláusulas deste Contrato por parte do CONSUMIDOR.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - DA DIVULGAÇÃO

§1. Convencionam as PARTES que, sempre que houver a divulgação na mídia impressa,
falada e televisiva através de releases, do apoio recebido, o CONSUMIDOR deverá
indicar o Projeto como integrante do Programa de Eficiência Energética da
CONTRATANTE.

§2. A seu exclusivo critério, a CONTRATANTE se reserva o direito de divulgar, a


qualquer tempo, o Projeto, objeto do presente CONTRATO DE DESEMPENHO, bem
como os seus resultados, sem a necessidade de comunicação prévia, ou de solicitação
de autorização do CONSUMIDOR.

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - TERMO DE CONFIDENCIALIDADE

As PARTES, por si, seus empregados, prepostos e eventuais colaboradores, se obrigam


a manter sigilo quanto às informações técnicas, comerciais e de negócio recebidas de
terceiros ou da outra parte, verbalmente ou por escrito, que dizem respeito às questões
da operação da outra parte, inclusive aquelas reveladas em reuniões, demonstrações,
correspondências ou qualquer outro material que tiver acesso, salvo expressa
autorização em contrário da outra parte. Excetuam-se a esta Cláusula as informações
constantes no “Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE”,
disponibilizado no endereço eletrônico www.ANEEL.gov.br, como “Ações de divulgação
de resultados e benefícios dos projetos de eficiência energética”, que poderão ser
divulgadas pela CONTRATANTE, interna ou externamente, pois são de domínio
público.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - FORO

Fica eleito o foro da Comarca de _________, _______, para dirimir quaisquer questões
decorrentes deste CONTRATO DE DESEMPENHO, com expressa renúncia a qualquer
outro, por mais privilegiado que seja.

71
EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

E por estarem assim de pleno acordo, as PARTES, por seus representantes legais,
assinam o presente CONTRATO DE DESEMPENHO em 2 (duas) vias de igual teor, na
presença das testemunhas abaixo nominadas.

......................, ....... de ........................ de ...........

CONCESSIONÁRIA:

_____________________ _____________________________
Diretor de Regulação Assistente da Diretoria de Regulação
e Projetos Especiais - DR e Projetos Especiais

CONSUMIDOR:

_________________________
Nome :
CPF/CNPJ:
Cargo:

Anexo IV – Minuta de Termo de Cooperação Técnica

TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA QUE


ENTRE SI CELEBRAM A ________________.
E O(A) ___________________ , TENDO
COMO OBJETO A EFICIENTIZAÇÃO
ENERGÉTICA NAS INSTALAÇÕES DO(A)
_______________________, SITUADAS NO
MUNICÍPIO DE _________________.
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EMPRESA DISTRIBUIDORA DA ELETROBRAS - EDE
CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

A ______________________, sociedade de economia mista, com sede em


__________, à Rua ____________, nº _____, bairro _________, inscrita junto ao
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) sob n° ___.___.___/____-__ neste ato
representado conforme disposições contidas na Resolução 069/2014 da Diretoria
Executiva ao final identificados e assinados, e, _______________________, pessoa
jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob nº ___.___.___/____-__, com sede
à _______________________, Município de ___________________________, Estado
do ________, neste ato representada por ____________________, CPF nº
___.___.___-__, doravante denominado CONSUMIDOR e em conjunto, doravante
denominadas PARTES.

CONSIDERANDO

por força da legislação federal sobre energia elétrica e da regulamentação emanada da


Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, em especial a Lei nº 9.991, de 24 de
julho de 2000, Lei nº 11.465 de 28 de março de 2007, Lei nº 12.212 de 20 de janeiro
de 2010, e Resolução nº 556, de 18 de junho de 2013, como também em decorrência
dos contratos de concessão dos serviços e instalações de energia elétrica firmados entre
a _____________________ e o Poder Concedente, exigir dos concessionários e/ou
autorizados do serviço de energia elétrica a aplicação de parcela da sua receita, na
realização de atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico do setor elétrico,
bem como em ações de eficiência energética.
• As ações voltadas à eficiência no uso, na oferta e na conservação de energia
elétrica acaba sendo de total relevância, porque visam atingir e alcançar
economia em razão de redução do consumo e da demanda, como também
perseguem a melhoria da qualidade dos sistemas elétricos.
• A segurança e funcionalidade que as medidas de eficiência de energia a serem
implantadas nas instalações do CONSUMIDOR acabará proporcionando tanto ao
CONSUMIDOR como a CONTRATANTE, a racionalidade no uso da energia,
como também possibilitará a CONTRATANTE ter a energia economizada pelo
CONSUMIDOR disponível no seu sistema, podendo atender mais consumidores,
sem a necessidade de realizar novos investimentos para tanto.
• A aproximação com a comunidade, e também com o público em geral, uma vez
que medidas como estas, inobstante decorrerem de imposição regulamentar
advindas do Poder Concedente do serviço de energia elétrica, consoante referido
nos Parágrafos 1° e 2°, do presente arrazoado, certamente proporcionará mais
conforto e funcionalidade ao estabelecimento, revertendo em proveito daqueles
que dele se utilizam.
• Aliando-se a obrigação legal e regulamentar já externada, advinda do Poder
Concedente, com a responsabilidade social que cercam empresas como a
CONTRATANTE, segundo as disposições contidas no parágrafo 4º, do artigo
154, da Lei nº 6.404/76, com as modificações da Lei nº 9.457, de 5 de maio de
1997, onde a praticadas de atos em favor da comunidade de que participe são
razoáveis e desejáveis.

As PARTES resolvem entre si celebrar o presente TERMO DE COOPERAÇÃO


TÉCNICA, sujeitando-se aos termos da Lei Federal nº 8.666, de 21/06/1993 e demais
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

normas aplicáveis à matéria, regendo-se pelas disposições estabelecidas nas cláusulas


a seguir aduzidas:

CLÁUSULA PRIMEIRA - OBJETO

Constitui objeto do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA a aplicação, pela


CONTRATANTE, de recursos financeiros oriundos do Programa de Eficiência Energética
- PEE, para a implementação de ações de eficiência energética em usos finais de energia
elétrica (_______________________) nas dependências do CONSUMIDOR, de acordo
com o Projeto em Anexo I, tendo como objetivos promover a disseminação do conceitos
e procedimentos referentes à conservação de energia, eficiência energética e otimização
energética de equipamentos.

Benefícios a serem atingidos:

• Para o CONSUMIDOR: redução dos custos com a energia elétrica.


• Para a CONTRATANTE: a busca permanente da conscientização dos
consumidores quanto ao uso racional da energia elétrica.
• Para a sociedade: com a disseminação dos conceitos de eficientização energética,
haverá redução do desperdício de energia elétrica, fato que consequentemente
possibilitará a economia na realização de novos investimentos para expansão do
sistema elétrico, contribuindo para a não elevação sistemática dos custos do
serviço de energia elétrica.

CLÁUSULA SEGUNDA - VALOR DO TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA

§1. O valor global estimado do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA é da


ordem de R$ _.___.___,__ (_________________).

§2. Os itens que compõem o valor global referido no parágrafo anterior encontram-se
detalhados nos Anexo I e Anexo IV.

CLÁUSULA TERCEIRA - DOCUMENTOS INTEGRANTES

Constitui parte integrante do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA como se


nele estivessem transcritos:

• Anexo I Cópia do Projeto elaborado pelo CONSUMIDOR e apresentado à


CONTRATANTE
• Anexo II Cronograma físico
• Anexo III Cronograma financeiro
• Anexo IV Cronograma de desembolsos
• Anexo V Modelo de relatório de acompanhamento e execução do projeto
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CLÁUSULA QUARTA - ATRIBUIÇÕES E OBRIGAÇÕES DA CONTRATANTE

§1. Fiscalizar a execução e implantação dos serviços, constantes no Projeto.

§2. Alocar os valores previstos no Projeto, conforme especificado no Anexo III, para a
consecução dos objetivos deste TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA, pertinente a sua
parcela de responsabilidade.

§3. Atestar a realização do Projeto, nos termos definidos no Anexo I.

§4. A realização dos desembolsos previstos no Cronograma Financeiro - Anexo III


vincula-se sempre ao cumprimento da etapa imediatamente anterior, devendo a
CONTRATANTE certificar-se do atendimento pelo CONSUMIDOR.

§5. A seu exclusivo critério, a CONTRATANTE se reserva o direito de divulgar a


qualquer tempo, o projeto objeto do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA,
bem como os seus resultados, sem a necessidade de comunicação prévia e expressa,
e/ou a solicitação de autorização do CONSUMIDOR.

CLÁUSULA QUINTA - ATRIBUIÇÕES E OBRIGAÇÕES DO CONSUMIDOR

§1. Designar, a seu critério, coordenador para o “Projeto”, ficando este responsável
pelos contatos, emissão de relatórios e entendimentos necessários à execução do
presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA, devendo informar, via
correspondência, nome, endereço, telefone, fax e e-mail.

§2. O coordenador designado pelo CONSUMIDOR deverá pertencer ao seu quadro


funcional.

§3. Disponibilizar as instalações que serão eficientizadas, para a execução do Projeto.

§4. Responsabilizar-se pela especificação e aquisição dos materiais e equipamentos


relacionados no detalhamento do Projeto, relacionado no Anexo I, que serão utilizados
nas instalações.

§5. Disponibilizar um responsável, em tempo integral, para acompanhar a realização


dos serviços.

§6. Supervisionar a execução do Projeto, responsabilizando-se inteiramente por sua


operação, manutenção e ampliação futura.

§7. Responsabilizar-se pela operação e manutenção dos equipamentos que vierem a


ser instalados.

§8. Fornecer (contratando-os, caso não haja disponível) profissionais e recursos


humanos necessários e suficientes para a consecução do Projeto, se responsabilizando
integralmente pela qualidade da mão de obra e dos serviços empregados na consecução
do Projeto do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA.

§9. Prestar toda e qualquer informação sobre o Projeto, bem como disponibilizar pessoal
técnico próprio para acompanhar o pessoal contratado e/ou seus prepostos para
execução dos serviços.
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

§10. Responsabilizar-se pelo recolhimento de encargos tributários, sociais e trabalhistas


dos empregados que vierem a atuar na execução do Projeto objeto deste TERMO DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA, exigindo a observância da Norma Regulamentadora NR 10
por empresas e empregados envolvidos na execução do Projeto.

§11. Arcar com toda e qualquer despesa referente a equipamentos e materiais,


necessários à manutenção e operação das instalações eficientizadas, após a conclusão
do Projeto.

§12. Apresentar a CONTRATANTE cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica -


ART, registrada junto ao CREA, referente à elaboração do Projeto objeto deste TERMO
DE COOPERAÇÃO TÉCNICA.

§13. Apresentar a CONTRATANTE cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica -


ART, registrada junto ao CREA, referente à execução do Projeto objeto deste TERMO
DE COOPERAÇÃO TÉCNICA, devendo ser encaminhado a CONTRATANTE antes do
início da execução dos serviços.

§14. Apresentar declaração, na qual o CONSUMIDOR informa não possuir parentesco


com os dirigentes da CONTRATANTE ou de qualquer uma de suas subsidiárias
integrais.

§15. Apresentar a CONTRATANTE, no prazo de até 30 (trinta) dias após a realização


das medições e verificações iniciais, plano de medição e verificação dos benefícios do
Projeto, o qual deverá ser previa e formalmente aprovado pela CONTRATANTE, sob
pena da aplicação da Cláusula Décima Quarta do presente Instrumento.

§16. Iniciar a execução do Projeto somente após a apresentação e aceitação expressa


e por escrito pela CONTRATANTE das medições da situação existente, conforme
definido no Parágrafo 14°, da Cláusula em tela, sob pena da CONTRATANTE não
efetuar os desembolsos financeiros ajustados e previstos no Parágrafo 3°, da Cláusula
Quarta, do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA.

§17. Apresentação de no mínimo 3 (três) orçamentos financeiros ou processo licitatório,


de acordo com a Lei 8.666/1993, referentes a compra de materiais e equipamentos,
bem como contratação de mão de obra de terceiros, contemplados no Anexo I do
TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. Os orçamentos mencionados deverão ser
fornecidos por empresas idôneas. A CONTRATANTE efetuará os desembolsos
referentes a materiais, equipamentos e mão de obra de terceiros com base e limitado
aos valores contidos no menor dos 03 (três) orçamentos apresentados, ou vencedor do
processo licitatório.

§18. Apresentar a CONTRATANTE os comprovantes fiscais referentes à compra de


materiais, equipamentos e mão de obra para a consecução do Projeto, atendendo ao
disposto constante no Parágrafo 16°, da Cláusula em destaque.

§19. Quando for o caso, utilizar primeiramente os recursos apontados como


contrapartida para pagamento das aquisições de materiais e equipamentos, bem como
contratação de serviços contemplados, conforme indicado no Anexo I do TERMO DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA. O CONSUMIDOR irá solicitar repasse de valores somente
após findados os recursos apontados como contrapartida, quando for cabível.

§20. Comprometer-se a não reutilizar os materiais substituídos pelos contemplados no


presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA na manutenção ou ampliação das

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

instalações, responsabilizando-se pela descontaminação e pelo descarte adequado dos


materiais substituídos, devendo ser apresentado a CONTRATANTE certificado de
comprovação e/ou laudo de descarte e/ou descontaminação realizada, fornecido por
empresa contratada para os fins específicos.

§21. Realizar o descarte de todos os materiais e/ou equipamentos substituídos no


projeto, que não contenham resíduos agressivos ao meio ambiente, de acordo com a
Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecido pela Lei n° 12.305, de 2 de agosto
de 2010, devendo ser apresentado à CONTRATANTE, a Declaração de Descarte dos
materiais e/ou equipamentos substituídos junto à solicitação de reembolso de materiais
e/ou equipamentos, como também o Alvará de Funcionamento da empresa responsável
pelo descarte.

§22. Realizar o descarte de todos os materiais e/ou equipamentos substituídos no


projeto, que não se enquadrem no Parágrafo 21°, de acordo com a Política Nacional de
Resíduos Sólidos, estabelecido pela Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010 e as regras
estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, cuja comprovação
se dará por meio da apresentação de "Certificado de Destinação Final de Resíduos",
emitido por órgão ou empresa com competência reconhecida, referente ao descarte de
materiais e/ou equipamentos que contenham resíduos agressivos ao meio ambiente. O
"Certificado de Destinação Final de Resíduos" deverá ser apresentado a
CONTRATANTE junto à solicitação de reembolso de materiais e/ou equipamentos.

§23. A empresa contratada pelo CONSUMIDOR para a realização do descarte e/ou


descontaminação dos materiais substituídos deverá possuir os seguintes documentos:

- Alvará de funcionamento.
- Licença Ambiental do Instituto Ambiental do Paraná - IAP, ou equivalente.
- Registro do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA.
- Certidão Negativa de Débito, emitida pelo IBAMA.
- Certificado de Regularidade, emitido pelo IBAMA.
- Atender o disposto na ABNT NBR 15833.

§24. No caso de descarte de equipamentos de refrigeração, condicionamento de ar e


assemelhados, deverá ser feito o recolhimento do resíduos conforme a Política Nacional
dos Resíduos Sólidos, resoluções CONAMA nº 267, de 14 de setembro de 2000, e n°
340, de 25 de setembro de 2003, e conforme Norma Técnica ABNT NBR 15833.

§25. Elaborar e encaminhar mensalmente a CONTRATANTE, até o 5° (quinto) dia útil


do mês subsequente ao período em análise, os relatórios de acompanhamento e
execução do Projeto, conforme modelo definido no Anexo V, deste TERMO DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA.

§26. Informar antecipadamente por escrito a CONTRATANTE a respeito de toda e


qualquer divulgação que venha a fazer referente ao Projeto, devendo constar no
material de divulgação, em posição de destaque e fácil visualização, que se trata do
Programa de Eficiência Energética executado pela CONTRATANTE, regulamentado pela
AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL.

§27. Apresentar Relatório de Medição e Verificação, contendo todas as informações e


registros dos dados previstos no Plano de Medição e Verificação, devendo ser
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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

justificadas as eventuais diferenças apresentadas em relação às metas inicialmente


previstas no projeto.

§28. Comprometer-se a repassar a CONTRATANTE, a qualquer tempo, informações


necessárias para compor o relatório final do Projeto, que deverá ser encaminhamento
a ANEEL.

§29. Disponibilizar dados técnicos de economia de energia, de demanda e outros


necessários para a mensuração dos resultados do projeto, objeto deste TERMO DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA, autorizando a CONTRATANTE divulgar publicamente os
casos de sucesso.

§30. Os materiais e apresentações a serem utilizados durante as ações de treinamento


e capacitação deverão ser previamente apresentados para a CONTRATANTE.

§31. Receber, a qualquer momento, as equipes de auditores técnicos e financeiros,


indicados pela CONTRATANTE, a fim de verificar a consistência das informações
apresentadas com a realidade de campo.

§32. No caso de saldo orçamentário do CONSUMIDOR, em virtude de aplicações


financeiras, estes valores deverão ser devolvidos para a CONTRATANTE.

CLÁUSULA SEXTA - ITEM ORÇAMENTÁRIO

§1. Os recursos para os desembolsos que serão efetuados pela CONTRATANTE


para a consecução dos objetivos deste TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA
encontram-se inseridos no Programa de Eficiência Energética.
§2. Quanto ao CONSUMIDOR, os recursos estão previstos no item orçamentário
_______________.

CLÁUSULA SÉTIMA - CRONOGRAMA FINANCEIRO

No Anexo III encontra-se externado o cronograma de desembolsos dos recursos


necessários para a consecução do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA, com
também a responsabilidade de quem cabe fazê-lo.

CLAÚSULA OITAVA - GESTORES E FISCAIS DO TERMO

Este TERMO DE COOPERÇÃO TÉCNICA terá como gestor o Sr. ________________ e


como fiscal o Sr. _________________.

CLÁUSULA NONA - REPASSE DE VALORES

§1. Os repasses que a CONTRATANTE venha a ser obrigada a fazê-lo referente ao


custo de materiais e equipamentos e contratação de mão de obra de terceiros somente
serão efetuados após a instalação dos mesmos e a comprovação do descarte dos

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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

materiais substituídos, que serão comprovados através de fiscalização executada pela


CONTRATANTE.

§2. Os repasses que a CONTRATANTE venha a ser obrigada a fazê-lo em favor do


CONSUMIDOR face aos objetivos declinados no presente TERMO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA, desde que expressamente aprovados e autorizados, deverá realizá-los
através de depósito bancário, em conta especifica tipo aplicação, no Banco
________________ (do Brasil ou Caixa Econômica Federal), agência ________, conta
corrente __________, em favor do CONSUMIDOR.

§3. O CONSUMIDOR obriga-se a realizar os pagamentos aos seus fornecedores, bem


como qualquer movimentação financeira referente a este TERMO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA, através da conta específica tipo aplicação informada nesse instrumento.

§4. A CONTRATANTE não se responsabilizará por eventuais atrasos nos repasses de


valores que venham a ocorrer, caso a documentação suficiente e necessária para tanto
a ser apresentada pelo CONSUMIDOR não atenda adequadamente as exigências e
recomendações por ela estabelecidas.

§5. Os valores envolvidos na consecução dos objetivos do presente TERMO DE


COOPERAÇÃO TÉCNICA estão definidos nos Anexos I, III e IV, limitando-se aos seus
montantes.

§6. Na eventualidade do CONSUMIDOR vir a desembolsar valores superiores aos


estabelecidos no Anexo IV, ou adquirir equipamentos em quantidades superiores
àquelas estabelecidas no Anexo I, arcará obrigatoriamente, integralmente e por sua
conta e risco, com os mesmos.

CLÁUSULA DÉCIMA - DA DOCUMENTAÇÃO DO REPASSE

§1. Na hipótese de ocorrência dos dispostos na Cláusula Oitava, do presente TERMO


DE COOPERAÇÃO TÉCNICA, o CONSUMIDOR deverá apresentar documentação
comprovando os pagamentos efetuados, procedendo-se o pagamento no prazo de 30
(trinta) dias corridos, contados a partir do recebimento na CONTRATANTE, mediante
protocolo, desde que aprovados e autorizados expressamente pela CONTRATANTE.

§2. As cópias das notas fiscais deverão estar autenticadas, quando não eletrônicas, e
também deverão especificar as quantidades, os valores unitários, subtotais e totais,
referentes aos materiais e equipamentos, mão de obra de terceiros, transporte,
marketing, treinamento e capacitação, descarte de materiais e medições e verificações,
devendo ter sido emitidas dentro do prazo de vigência do presente TERMO DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA e conter em seu corpo a informação sobre o “Projeto de
Eficiência Energética”, descrevendo o nome do Projeto e número do presente TERMO
DE COOPERAÇÃO TÉCNICA.

§3. O CONSUMIDOR deverá estar adimplente perante a CONTRATANTE e apresentar,


no momento da solicitação do repasse, prova de regularidade para com a Fazenda
Municipal, prova de regularidade para com a Fazenda Estadual, prova de regularidade
para com a Fazenda Federal, certidão negativa de débito expedida pelo INSS, certificado
de regularidade do FGTS - CRF, certidão negativa de inadimplência perante a Justiça do
Trabalho.

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - RELAÇÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS


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CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2017

A relação dos equipamentos e materiais para execução do Projeto de eficientização


energética do CONSUMIDOR, estão estabelecidos no Projeto em Anexo I.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - PRAZO E CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

O prazo de execução do Projeto objeto deste TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA,


Anexo I, será de 12 (doze) meses, contados a partir da data de assinatura do presente
TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA.

O prazo de execução estabelecido nos Cronogramas Físico e Financeiro, Anexo II e


Anexo III, somente poderão ser alterados mediante aprovação da CONTRATANTE.

Na impossibilidade de cumprimento da condição avençada no parágrafo anterior, desde


que devidamente justificado o fato superveniente, o CONSUMIDOR deverá comunicar
imediatamente a CONTRATANTE sobre o ocorrido, requerendo a dilação do prazo,
possibilitando-lhe consultar a ANEEL sobre a prorrogação do prazo para conclusão do
Projeto.

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - VIGÊNCIA

O presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA vigorará pelo prazo de ____


(________) meses, contados a partir da data de assinatura do presente instrumento,
podendo ser prorrogado por igual período, mediante concordância expressa das
PARTES, através de Termo Aditivo.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - PENALIDADES

§1. O descumprimento de quaisquer das cláusulas do presente TERMO DE


COOPERAÇÃO TÉCNICA, de forma não justificada, sujeitará o CONSUMIDOR a pagar
à CONTRATANTE, a título de penalidade, o percentual de até 10% (dez por cento),
calculado sobre o valor global definido na Cláusula Segunda do instrumento em
destaque.

§2. Na hipótese da CONTRATANTE vir a ser penalizada pela Agência Nacional de


Energia Elétrica - ANEEL, Poder Concedente e Órgão Regulador, responsável pela
aprovação do projeto, acompanhamento e fiscalização física e financeira e aprovação
final da execução do Programa de Eficiência Energética, em virtude de não cumprimento
pelo CONSUMIDOR das atribuições, obrigações e demais encargos ajustados no
presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA, o CONSUMIDOR deverá
obrigatoriamente ressarcir imediatamente e em caráter de urgência à CONTRATANTE
referente ao montante da multa aplicada, sem prejuízo de outras sanções cabíveis no
caso.

§3. No caso de cancelamento do “Projeto” pela AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA


ELÉTRICA - ANEEL, em decorrência de descumprimento das metas estabelecidas no
“Projeto” por parte do CONSUMIDOR, deverá o CONSUMIDOR ressarcir a
CONTRATANTE, obrigando-se lhe devolver todos os valores anteriormente

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repassados, devendo os valores ser corrigidos pela variação da Taxa Selic apurados no
período, a contar da data do repasse até o dia da efetiva devolução.

§4. Na hipótese da CONTRATANTE vir a ser penalizada pelo TRIBUNAL DE CONTAS


DA UNIÂO – TCU, em virtude de não cumprimento pelo CONSUMIDOR das atribuições,
obrigações e demais encargos ajustados no presente TERMO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA, o CONSUMIDOR deverá obrigatoriamente ressarcir imediatamente e em
caráter de urgência à CONTRATANTE referente ao montante da multa aplicada, sem
prejuízo de outras sanções cabíveis no caso.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - RESCISÃO

§1. Este TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA poderá ser rescindido em caso de


inadimplemento de qualquer das cláusulas ou pela superveniência de imposição legal
que torne impraticável ou, ainda, mediante acordo entre as PARTES, em vista de
manifesto interesse, de conformidade com critérios de conveniência e oportunidade
públicas, respeitados os compromissos assumidos com terceiros, até o limite exigível
por lei.

§2. Caso este TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA venha a ser rescindido por
inadimplemento por parte do CONSUMIDOR, este se obriga a devolver os valores
repassados pela CONTRATANTE, corrigidos pela variação da Taxa da Selic apurados
no período, a contar da data do repasse até o dia da efetiva devolução.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - ALTERAÇÕES

§1. A qualquer tempo e de comum acordo das PARTES este instrumento poderá sofrer
alterações, mediante Termos Aditivos, vedada, porém, a mudança de objeto e finalidade
social.
§2. Caso venha a ocorrer alterações nos valores definidos e estabelecidos no
cronograma financeiro - Anexo III, para maior, exigindo desembolsos de valores
superiores ao ajustados e pré-estabelecidos no Anexo III, ao presente instrumento de
ajuste, o CONSUMIDOR, deverá, obrigatoriamente, apresentar justificativa prévia e
expressa a CONTRATANTE, amparada e suportada em no mínimo 3 (três) orçamentos
financeiros, obtidos junto a entidades idôneas, submetendo-as à apreciação da
CONTRATANTE, que analisará e, caso efetivamente se faça necessário para a
consecução objetiva e real do projeto, submeterá a aprovação da AGÊNCIA NACIONAL
DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL se necessário, e uma vez aprovado pela ANEEL,
comunicará por escrito ao CONSUMIDOR, autorizando-o a realizar os gastos nos
termos devidamente deliberados e aprovados.

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - DISPOSIÇÕES GERAIS

§1. As PARTES de comum acordo ajustam que fica vedada a cessão ou transferência,
total ou parcial, do objeto do presente instrumento para terceiros.

§2. O CONSUMIDOR se obriga, sempre que solicitado pela CONTRATANTE ou pelo


TRIBUNAL DE CONTAS, a prestar conta dos recursos ora repassados, através do
presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA.
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CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - DA DIVULGAÇÃO

§1. Convencionam as PARTES que, sempre que houver a divulgação na mídia impressa,
falada e televisiva através de releases, do apoio recebido, o CONSUMIDOR deverá
indicar o Projeto como integrante do Programa de Eficiência Energética executado pela
CONTRATANTE, regulamentado pela AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA -
ANEEL.

§2. A seu exclusivo critério, a CONTRATANTE se reserva o direito de divulgar, a


qualquer tempo, o Projeto, objeto do presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA,
bem como os seus resultados, sem a necessidade de comunicação prévia, ou de
solicitação de autorização do CONSUMIDOR.

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - FORO

As PARTES elegem o foro da Comarca de _________ - _____, como competente para


dirimir as questões decorrentes da execução deste TERMO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA, em detrimento de outro por mais privilegiado que seja.

E, por estarem de acordo, firmam o presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA em


02 (duas) vias, na presença de 02 (duas) testemunhas abaixo indicadas.

......................, ....... de ........................ de ...........

CONCESSIONÁRIA:

_____________________ _____________________________
Diretor de Regulação Assistente da Diretoria de Regulação
e Projetos Especiais - DR e Projetos Especiais

CONSUMIDOR:

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_________________________
Nome :
CPF/CNPJ:
Cargo:

Anexo V – Termo de Reconhecimento de Dívida (TRD)

Eletrobras Distribuição.
TERMO DE RECONHECIMENTO DE DÉBITO

CONTRATO ________/______

Por este instrumento particular de reconhecimento de dívida, de um lado a empresa


________________________________________, ______________________,
inscrita no CNPJ sob nº __.___.___/____-__, representada por seu _______,
_______________, brasileiro, portador da CI/RG _.___.___-_ ___/__, inscrito no
CPF sob n° ___.___.___-__, e por seu _______, _______________, brasileiro,
portador da CI/RG _.___.___-_ ___/__, inscrito no CPF sob n° ___.___.___-__,,
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doravante denominada “DEVEDORA”, e __________________________ acima


qualificados, adiante denominados "FIADORES", e de outro lado,
____________________, sociedade de economia mista, concessionária de distribuição
de energia elétrica, inscrita no CNPJ sob nº __.___.___/____-__, com sede nesta
capital, na _________________, nº ____, Bairro ____________, neste ato
representada por seus procuradores ao final assinados, doravante denominada
“CREDORA", celebram o presente instrumento, nos termos fixados na Clausula Quinta,
Parágrafo 19° e combinado com o Parágrafo 1° da Cláusula Sexta deste CONTRATO
DE DESEMPENHO, na forma abaixo:

1. A DEVEDORA e os FIADORES reconhecem a existência de dívida para com a


CREDORA, limitada a importância de R$ __________________
(______________________), já atualizada até a data constante neste termo,
correspondente aos valores aludidos na Clausula Quarta do presente CONTRATO
DE DESEMPENHO.

2. Fica ajustado que a DEVEDORA e os FIADORES pagarão à CREDORA a


importância mencionada no item 1 supra, dividido em até ___ (_____________)
parcelas, mediante as condições estabelecidas na Cláusula Sexta do CONTRATO
DE DESEMPENHO:

a) A primeira parcela vencerá 30 (trinta) dias após a assinatura do “termo


de encerramento de obra”.

b) As demais parcelas terão vencimento consecutivo em igual dia dos meses


subsequentes.

3. A DEVEDORA e os FIADORES reconhecem a dívida descrita neste instrumento


como líquida, certa e exigível no seu vencimento, de acordo com o parcelamento
ora pactuado. Reconhecem também o presente termo como título executivo
extrajudicial, nos termos dos artigos 583 e 585, inciso II, do Código de Processo
Civil.

4. A DEVEDORA e os FIADORES declaram estar cientes de que o não pagamento


da parcela, no seu vencimento, acarretará o vencimento antecipado das parcelas
e autorizará a CREDORA, mediante prévia notificação judicial ou extrajudicial,
iniciar a execução judicial, nos termos da legislação pátria.

5. Além da hipótese prevista no item anterior, o não pagamento no prazo implicará


a inscrição da DEVEDORA e dos FIADORES em órgão de proteção ao crédito,
após seu aviso prévio.

6. As partes convencionam que o atraso no pagamento de qualquer das parcelas


mensais implicará a cobrança de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor da
parcela, sem prejuízo do disposto na Cláusula 4 retro.
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7. DEVEDORA e os FIADORES declaram-se cientes de que a abstenção, bem como


a demora por parte da CREDORA no exercício de quaisquer de seus direitos ou
faculdades relativamente à implementação da ação executiva de que trata a
Cláusula 5, não caracterizará novação ou renúncia por parte da CREDORA.

8. Fica eleito o foro da Comarca de ________ (__) para dirimir qualquer pendência
decorrente deste Contrato, nos termos do art. 55 §2° da Lei 8.666/1993, com a
possibilidade de renúncia deste pela CREDORA.

9. Por estarem de acordo com os termos ora pactuados, firmam o presente


instrumento em 2 (duas) vias na presença das testemunhas abaixo indicadas que
também assinam.

......................, ....... de ........................ de ...........

CONCESSIONÁRIA:

_____________________ _____________________________
Diretor de Regulação Assistente da Diretoria de Regulação
e Projetos Especiais - DR e Projetos Especiais

CONSUMIDOR: FIADOR:

________________________ _____________________________
Nome: Nome:
CPF/CNPJ: CPF:
Cargo: Cargo:

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