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Pauta formativa

Investigação e experimentação
A investigação e a experimentação como recursos para desenvolver o letramento científico nos anos finais do Ensino Fundamental

Qual o foco da pauta formativa?


Tratar do letramento científico, capacidade que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece para as Ciências da Natureza, e estudar o
conhecimento científico produzido pelo homem, usando processos investigativos e de experimentação para entender, interpretar e elaborar ideias
científicas e atuar no mundo, inclusive para a resolução de questões cotidianas, tendo as etapas do método científico como facilitador do processo de
aquisição do conhecimento.

Conteúdos
Observação e mensuração em Ciências da Natureza.
Método científico e a investigação científica.
Experimentação em Ciências da Natureza.

Objetivos gerais de aprendizagem


Conhecer e explorar as etapas do processo de investigação científica para desenvolver estratégias em sala de aula que estimulem o letramento
científico nos anos finais do Ensino Fundamental.

Tempo duração
4 horas

Programação principal
Atividade Duração Objetivos específicos Resumo

1 Aquecimento 40 minutos Discutir como a experimentação contribui para o O papel da experimentação como recurso para o
letramento científico. desenvolvimento do letramento científico no
ensino de Ciências.

2 Rotação por 2 horas Vivenciar atividades de experimentação para o ensino Quatro experimentos e estudo de texto sobre
estações de Ciências. experimentação e a relação com a BNCC.
3 Sistematização 1 hora Analisar as habilidades trabalhadas nas atividades da Retomada das Competências Gerais e as
Rotação por Estações e relacioná-las às competências específicas de Ciências da Natureza e ​16/10
específicas e gerais da BNCC. 14h -15h
23/10
10h- 11h​identificação de qual das atividades da
rotação estações está mais relacionada às
competências, seguida proposta de plano de
aula.

4 Avaliação 10 minutos

Material necessário (​clique aqui para acessar a lista completa​)

Como se preparar para o trabalho com essa pauta formativa?


Formador, sugerimos que você estude os documentos indicados a seguir.
● Vídeo ​A experimentação no ensino de ciências​, de ​Nova Escola​.
● C​urso ​online​ sobre a experimentação no ensino de Ciências​, de Nova Escola.
● Planos de aula ​Aspectos visuais de misturas​, ​Misturas homogêneas e heterogêneas com ingredientes caseiros e ​Aspectos visuais das misturas​,
todos de Nova Escola.​https://novaescola.org.br/plano-de-aula/1937/aspectos-visuais-de-misturas
Durante o momento de avaliação, formador, recomendamos que você compartilhe esses links como recomendações de estudo para os participantes.

Mãos à obra!
Depois de fazer o acolhimento da turma, siga o seguinte roteiro das atividades:

ATIVIDADE 1 - ​Aquecimento
O trabalho desenvolvido nessa ​atividade tem ​relação com a ​Competência Geral 2 (​Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria
das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses,
formular e resolver problemas e criar soluções - inclusive tecnológicas - com base nos conhecimentos das diferentes áreas) e ​Competência Específica 2
(Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da
investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva).
Tempo sugerido​: 40 minutos.
Objetivo​: Discutir como a experimentação contribui para o letramento científico.
Material necessário: autor, por favor, poderia checar se os itens aqui são esses mesmos?
- Vídeo ​A experimentação nas aulas de Ciências​, de Nova Escola, ou ​descrição do vídeo na forma de texto.
- Papéis cortados no formato 10 por 8 centímetros ou post-it de cores variadas (20 folhas por grupo).
- 1 cartolina ou papel pardo (1 por grupo).
- Fita crepe.
- ​Modelos dos cartões​ (1 cópia por grupo).

Formador em ação:
- Para começar, você, formador, pode compartilhar o objetivo da atividade e pedir que os educadores participantes se organizem em grupos. Em
seguida, oriente-os para que definam os seguintes tipos de atividades: experiência, experimento e atividade prática e registrem as definições em uma
folha de sulfite, seguindo o exemplo dos cartões. Depois, fixe-as em cartolinas e exponha-as na sala. Espera-se que os professores participantes
concluam que experimento é uma atividade prática, que pode ser feita pelos alunos ou pode ser realizada de forma demonstrativa pelo professor, com
o objetivo de despertar a curiosidade dos estudantes para investigar um determinado tema ou verificar um tema que foi abordado em sala de aula.
Atividade prática são atividades pontuais sobre um determinado tema e pode ser considerada sinônimo de experimento. Já experiência está mais
relacionada à uma atividade de demora maior para a obtenção de resultado. É importante que você não comente o que eles disserem, deixe essa
discussão para acontecer depois da apresentação do vídeo ​A experimentação nas aulas de Ciências.​ Reserve 10 minutos para essa tarefa.
- Usando os pedaços de papel ou post-its, oriente os grupos para conversar e escrever palavras que retratem os principais objetivos da experimentação
no ensino de Ciências na Educação Básica. Feito isso, peça para que colem no mesmo painel anterior, já está exposto na sala. Espera-se que os
participantes relatem dois objetivos. O primeiro é que a experimentação em ciências possibilita a investigação1 pelo aluno e permite usar recursos de
pesquisa para ajudar no levantamento de hipóteses, e não apenas para encontrar uma resposta. O segundo é que a experimentação em Ciências pode
ser problematizadora e estimula a curiosidade, o trabalho em grupo e a colaboração. Reserve 20 minutos para a tarefa. Algumas colocações podem lhe
ajudar, formador, a aquecer a conversa sobre os objetivos da experimentação no ensino de Ciências na Educação Básica. Primeiramente, apresente
duas definições de “investigação” para o grupo:

1. in·ves·ti·ga·ção (latim ​investigatio, -onis​) ​substantivo feminino


Indagação ou pesquisa que se faz buscando, examinando e interrogando.
2. "investigação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa:
- investigação | s. f.
derivação fem. sing. de investigar

1
Glossário: investigação: ​em ciências da natureza, é uma metodologia usada nos experimentos para que os estudantes levantem hipótese, testem esta hipótese e desenvolvam as
habilidades de observar, explicar e argumentar sobre fenômenos científicos.
- in·ves·ti·ga·ção
(latim investigatio, -onis)
substantivo feminino
1. Indagação ou pesquisa que se faz buscando, examinando e interrogando.
2. Inquirição de testemunhas.
Palavras relacionadas: investigar, indagação, investigativo, megainvestigação, perquirição, averiguação, meteoronomia.
- in·ves·ti·gar - Conjugar
(latim investigo, -are)
verbo transitivo
Proceder à investigação de.
Palavras relacionadas: megainvestigação, escafandrar, reinvestigar, esquadrinhadura, obstacular, tanatogênese, reaberto.

Espera-se que o grupo encontre relação entre o buscar, examinar e interrogar com as etapas presentes na realização de uma pesquisa ou experimento.
Depois, questione os educadores participantes: na investigação espera-se um processo/ comportamento ativo ou passivo do aluno? O que ela pode
estimular? É esperado que os participantes respondam que é um processo ativo e que estimula a curiosidade, observação e levantamento de hipóteses.
Por fim, pergunte: ao fazer um experimento em grupo, quais aspectos é possível perceber na relação entre os alunos? Espera-se que os participantes
respondam que estimula o trabalho em equipe, discussões, conclusões, relacionamento interpessoal.

- Agora é hora de cada grupo discutir um objetivo para usar a experimentação antes do conteúdo ser trabalhado em sala de aula e um objetivo para ser
trabalhado depois. Em seguida, os educadores participantes devem registrar os objetivos em uma folha e colá-lo no painel, como no modelo de cartões.

​ epois, chame o grupo para levantar pontos em


- Convide os professores participantes para assistir ao vídeo ​A experimentação no Ensino de Ciências. D
comum e divergentes sobre o que foi apresentado e o que foi produzido no painel e pergunte se querem acrescentar algo ao painel usando post-its.
Reserve os 10 minutos finais para a tarefa. Se os participantes não chegarem às conclusões esperadas, retome a discussão colocando em destaque o
vídeo proposto, reforçando que a experimentação com foco na observação e verificação são usadas em atividades para constatação de fatos ou
fechamento de ideias do que já foi estudado em sala de aula, e que as atividades de investigação são aquelas que partem de uma questão norteadora
que estimula a curiosidade e, normalmente, são utilizadas para introduzir um conteúdo ou tema. Em seguida, peça para os participantes verificarem
novamente os registros para conferir se alcançaram conclusões similares.

Antes de prosseguir…
Até aqui, formador, você estimulou a discussão sobre a importância da investigação e a experimentação para o letramento científico nas aulas de
Ciências. Vamos agora vivenciar a prática, diferenciando três tipos possíveis de experimentos: com foco na verificação, na investigação e na observação.
Assim, os educadores participantes que tiveram dificuldade nas definições propostas na etapa anterior vão ter a oportunidade de vivenciar e analisar
atividades prática como foco na investigação.

ATIVIDADE 2:​ ​Rotação por estações


Tempo sugerido​: 2 horas.
Objetivo​: Vivenciar atividades sobre experimentação para o ensino de Ciências em um modelo de rotação por estações.
Material necessário​:

● Cópias do ​roteiro da estação A


● Cópia do ​roteiro da estação B​.
● Cópia do​ roteiro da estação C​.
● Cópia do ​roteiro da estação D​.
● Cópia do ​texto da estação D​, reportagem ​A favor da experimentação​, de Nova Escola.
● 1 garrafa PET de 2 litros com água.
● 1 pote plástico, como os de sorvete, com areia.
● 4 pacotes de bicarbonato de sódio de 80 gramas cada um.
● 1 pacote de filtro de café de papel.
● 1 pacote com 100 copos descartáveis transparentes de plástico.
● 4 funis plásticos ou 4 bocas de garrafa PET cortada.
● 1 pacote com 50 colheres de sobremesa de plástico.
● 8 garrafas PET transparentes, de 500 mL cada uma, com as seguintes misturas:
Garrafa 1- ¼ de água + ¼ de óleo de soja.
Garrafa 2- ¼ de água + ¼ de álcool.
Garrafa 3- ¼ de água + 1 colher de sopa de sal.
Garrafa 4- ¼ de óleo + 1 colher de sopa de sal.
Garrafa 5- ¼ de água + metade de borracha escolar + uma bolinha de isopor.
Garrafa 6- ¼ de água + 1/4 de álcool + metade de uma borracha escolar + uma bolinha de isopor.
Garrafa 7- ¼ de água + ¼ de óleo de soja + um clipe + uma bolinha de isopor.
Garrafa 8- ¼ de água + ¼ de óleo de soja + 1 colher de sopa de sal + um clipe + uma bolinha de isopor.

● Para a estação C, especificamente:


200 mL ou a medida de 1 copo cheio de água.
200 mL ou a medida de 1 copo cheio de óleo.
200 mL ou a medida de 1 copo cheio de álcool.
3 colheres de sopa sal.
1 borracha pequena.
4 bolinhas de isopor.
3 clipes de papel.
8 copos de vidro de 200 ml transparentes numerados de 1 a 8.
3 cópias do roteiro da atividade.
fita crepe.

Formador em ação
- Antes de iniciar a proposta, é importante que você, formador, informe que a atividade será realizada em estações e que cada grupo deve trocar de
mesa a cada 25 minutos para que todos visitem as quatro estações. As trocas devem acontecer nas seguintes sequências:
A→B→C→D
B→C→D→A
C→D→A→B
D→A→B→C
- Peça que um membro de cada grupo retire o material a ser usado e oriente que todos deixem a mesa limpa para o próximo grupo quando terminarem
o trabalho em cada uma das estações. Explique também que os roteiros das atividades devem estar disponíveis na mesa e, ao final, lá permanecer para
o uso do próximo grupo.
- Agora, formador, saiba o que deve acontecer em cada uma das estações de trabalho e o que os professores participantes precisam ser orientados a
fazer:
Estação A: explorar as características de um experimento de verificação seguindo o roteiro. Neste ​documento​, você confere as respostas esperadas dos
educadores participantes.
Estação B: explorar as características de um experimento de investigação fazendo um experimento de acordo com o roteiro, usando os mesmos
materiais da estação A. Porém, é importante compreender que se trata de uma atividade por meio da investigação. Depois, a ideia é fazer com que
realizem comparações (no entanto, formador, não informe isso a eles). Neste outro ​documento​, você confere as respostas esperadas dos educadores
participantes.
Estação C: explorar as características de uma atividade de observação, seguindo o roteiro. Nesse outro ​documento​, você confere as respostas esperadas
dos educadores participantes.
Estação D: ler a reportagem ​A Favor da Experimentação​ e discutir as perguntas propostas no roteiro.

Antes de prosseguir…
Formador, nesta etapa você estimulou a discussão sobre a importância da investigação e a experimentação e apresentou os tipos de focos da
experimentação em ciências. Agora vamos identificar as Competências Específicas e Gerais da BNCC que foram contempladas nestas atividades.

ATIVIDADE 3:​ Sistematização: Análise das atividades e sua relações com a BNCC.
Tempo de duração​: 1 hora.
Objetivo​: Discutir as habilidades trabalhadas na atividade de Rotação por Estações e relacioná-las às competências específicas e gerais da BNCC.
Material necessário

● 8 cópias (duas por grupo) do ​roteiro da atividade​.


● 3 cópias das Competências Específicas de Ciências da Natureza (reutilizar as cópias da estação D).

Formador em ação:
- Apresente novamente aos participantes a Competência Geral 2 da BNCC. Depois, peça para cada grupo responder às questões do roteiro da atividade.
Nesse ​documento​, você encontra as respostas esperadas a serem dadas pelos professores participantes. Use 30 minutos até essa parte da atividade.
- Peça para que os grupos compartilhem suas propostas. Use até 15 minutos para isso. Depois, em 15 minutos, peça que cada grupo relate as
dificuldades para a elaboração da nova proposta.

É hora de avaliar!
Tempo sugerido: 10 minutos

Material necessário:
- ​Versão para impressão da ​avaliação para cada um dos participantes​.
- versão para impressão da ​avaliação do formador​.

Formador em ação:
- Em 10 minutos, finalize a formação conversando com os educadores participantes sobre os aprendizados que alcançaram e o que consideram útil para
trabalhar em sala de aula com os alunos. Peça também que apontem os desafios e o que pode ser feito para continuar a formação.
- Em seguida, distribua a folha de avaliação para cada professor participante e disponibilize entre 5 a 10 minutos para o preenchimento. Enquanto isso,
que tal preencher a sua avaliação, a do formador? Em qualquer critério em que a maior parte ficou abaixo de 8, pense nas estratégias que podem ser
aperfeiçoadas para a próxima formação. Algumas sugestões para problemas comuns estão listadas em uma ​tabela​.

QUADRO
Atenção!
Não deixe de ler e organizar as informações da avaliação para realizar ajustes em sua próxima formação.