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ESTUDANDO PARA N2 – ESTUDO DA REALIDADE CONTEMPORÂNEA

CULTURA E ARTE

1.1 CULTURA - A cultura é o conjunto de formas e expressões que caracterizarão no tempo uma sociedade
determinada. Pelo conjunto de formas e expressões, entende-se e inclui os costumes, crenças, práticas
comuns, regras, normas, códigos, vestimenta, religião, rituais e maneiras de ser que predominam na maioria
das pessoas que a integram.

1.2 ARTE - Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir
de percepção, emoções ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais
espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente. A arte é um reflexo do ser humano e
muitas vezes representa a sua condição social e essência de ser pensante.

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

2.1 INOVAÇÃO - Inovação é a ação ou o ato de inovar, ou seja, modificando antigos costumes, manias,
legislações, processos e etc; efeito de renovação ou criação de uma novidade.

2.2 TECNOLOGIA - é um produto da ciência e da engenharia que envolve um conjunto de


instrumentos, métodos e técnicas que visam a resolução de problemas. É uma aplicação prática do
conhecimento científico em diversas áreas de pesquisa.

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE

3.1 CIÊNCIA - é uma palavra que deriva do termo latino "scientia" cujo significado era conhecimento ou saber.
Atualmente se designa por ciência todo o conhecimento adquirido através do estudo ou da prática, baseado
em princípios certos.

3.2 TECNOLOGIA E CIÊNCIA - A ciência está intimamente ligada com a área da tecnologia, porque os grandes
avanços da ciência, hoje em dia, são alcançados através do desenvolvimento de novas tecnologias e do
desenvolvimento de tecnologias já existentes.

3.3 CIÊNCIA SOCIEDADE - A sociedade é um conjunto de indivíduos que vivem sob normas e leis iguais para
todos. Uma sociedade tem suas subculturas e subgrupos, porém todos os indivíduos que englobam uma
sociedade caminham em direção a um fim comum, e em alguns casos, existem notas discordantes no meio de
alguns indivíduos que podem não seguir essas normas. Estudam o comportamento humano, as relações
humanas e o seu desenvolvimento em sociedade. Nelas estão incluídas áreas como a Antropologia, o Direito, a
História, a Psicologia, a Sociologia, a Filosofia Social, a Economia Social, a Política Social, o Direito Social. As
ciências sociais estudam as normas de convivência do homem e dos modos da sua organização social. O termo
"ciência sociais" também é usado para designar o grupo formado pelas ciências do direito, sociologia e ciências
políticas.

DEMOCRACIA, ÉTICA E CIDADÂNIA

4.1 DEMOCRACIA É um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo,
que elegem seus representantes por meio do voto. É um regime de governo que pode existir no sistema
presidencialista, onde o presidente é o maior representante do povo, ou no sistema parlamentarista, onde
existe o presidente eleito pelo povo e o primeiro ministro que toma as principais decisões políticas.

4.2 ÉTICA - é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ética é derivada do
grego, e significa aquilo que pertence ao caráter. Num sentido menos filosófico e mais prático podemos
compreender um pouco melhor esse conceito examinando certas condutas do nosso dia a dia, quando nos
referimos por exemplo, ao comportamento de alguns profissionais tais como um médico, jornalista, advogado,
empresário, um político e até mesmo um professor. Para estes casos, é bastante comum ouvir expressões
como: ética médica, ética jornalística, ética empresarial e ética pública.
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4.3 CIDADANIA - é o conjunto de direitos e deveres pelo qual o cidadão, o indivíduo está sujeito no seu
relacionamento com a sociedade em que vive. Cidadania é o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e
sociais estabelecidos na constituição. Uma boa cidadania implica que os direitos e deveres estão interligados, e
o respeito e cumprimento de ambos contribuem para uma sociedade mais equilibrada.

ECOLOGIA

5.1 Ecologia - é o campo da ciência que se ocupa do estudo científico das inter-relações entre os organismos e
seus ambientes, e, portanto dos fatores físicos e biológicos que influem nestas relações e são influídos por elas.
Mas as relações entre os organismos e seus ambientes não são senão o resultado da seleção natural, da qual
desprende que todos os fenômenos ecológicos tem uma explicação evolutiva.

GLOBALIZAÇÃO E POLITICA INTERNACIONAL

6.1 GLOBALIZAÇÃO - Denomina-se globalização, ao processo, cultural, econômico e de informação, que teve
lugar no fim do século passado e começo deste, no qual os importantes avanços que se deram em matéria de
ciência e tecnologia e aplicados principalmente aos meios de comunicação em massa e ao transporte, fizeram
que as fronteiras entre os diferentes países se fizessem menos evidentes e as relações entre os habitantes
destas mais próximas.

POLITICAS PÚBLICAS: EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, SANEAMENTO, SAÚDE, TRANSPORTE, SEGURANÇA, DEFESA E


QUESTÕES AMBIENTAIS;

7 POLÍTICAS PÚBLICAS - São conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado
diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam assegurar
determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou
econômico.

7.1 EDUCAÇÃO - o processo mediante o qual se afeta a uma pessoa estimulando-a para que desenvolva suas
capacidades cognitivas e físicas para poder se integrar plenamente na sociedade que a rodeia. Nas sociedades
modernas, a educação é considerada um direito humano elementar; é por isso que costuma ser oferecida
gratuitamente aos estudantes por parte do estado. Não obstante a esta circunstância, existem escolas privadas
que enchem as carências que costumam ter as escolas públicas.

7.2 HABITAÇÃO - é um dos cinco serviços públicos essenciais destacados pela academia, ao lado de educação,
saúde, seguridade social e serviços sociais pessoais. Essa definição, ainda conforme Malpas (2004), está
relacionada a uma concepção de Estado de Bem-Estar Social e, embora grande parte da provisão habitacional
ocorra por parte do setor privado, seu status como variável de política pública consolidou-se ao longo do
século XX.

7.3 SANEAMENTO - Procedimentos que têm a missão de recuperar, reparar ou limpar algo. O conceito
saneamento é utilizado em nosso idioma para indicar uma ação que envolve a realização de um conjunto de
procedimentos com a missão de recuperar, reparar ou limpar a sujeira ou as impurezas de algo.

7.4 SAÚDE - se refere à ciência em que os principais fins são, por um lado, o exercício e manutenção da saúde
de uma população, e por outro lado, o controle das doenças e um árduo trabalho, a fim de erradicá-los o
quanto possível. Daí resulta que a saúde pública é o principal objeto e o pilar central da formação dos
profissionais de saúde independentemente das suas especialidades. Entre as funções mais importantes e
destacadas que está disciplina apresenta, temos: avaliação e seguimento da situação de saúde que predomina
em uma comunidade determinada, investigação e controle dos maiores riscos que incidem de maneira
negativa na saúde de uma população, desenvolvimento de campanhas de prevenção de todas as doenças
plausíveis que adoecem os habitantes, incentivar aos cidadãos para que eles também tomem cuidado com sua
própria saúde, com os membros de sua família e de seu próximo, desenvolvimento de políticas, recursos e
capacitação que consigam um resultado satisfatório em matéria de saúde, reduzir ao máximo os impactos
negativos diante das emergências ou desastres.
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7.5 TRANSPORTE - deve ser incentivado: Uma das soluções para desafogar as grandes cidades seria a
integração dos transportes. Basicamente, quando se fala de transporte expõe-se a movimentação de cargas
entre dois pontos diferentes. Assim, o transporte é o fenômeno que consiste em se movimentar cargas, que
podem ser mercadorias, produtos, insumos, etc., e também pessoas, animais e outros seres viventes, de um
ponto inicial para um destino. Nesse contexto, o transporte possibilita uma infinidade de possibilidades
relacionadas aos seus objetivos, ou seja, nas inúmeras formas de se fazer essa movimentação o transporte
pode se utilizar de vários modelos de meios para alcançar os objetivos.

7.6 SEGURANÇA - é um conjunto de medidas assumidas para proteger-se de quaisquer atos de violência, como
pode ser ataques, roubos, espionagens, sabotagens, etc. A segurança implica a qualidade ou o estado de estar
seguro. Com a seguridade se tenta evitar as exposições a situações perigosas e a devida atuação para estar
protegido diante de situações adversas.

7.7 DEFESA - O termo defesa tem vários significados, embora o mais usado seja aquele que se refere à
segurança de um Estado ou Nação; porque defesa nacional são atividades e políticas que os países têm com o
objetivo de evitar e recusar os eventuais ataques que receberem de outros países. Na atualidade, o terrorismo
e o narcotráfico são os principais problemas que enfrentarão as autoridades que tem como tarefa defender um
país, embora as forças armadas não se intrometam diretamente em assuntos como a investigação de casos de
narcotráfico, já que isso é dever da força policial de cada região, é comum, por exemplo, as fronteiras dos
países que são aqueles lugares mais sensíveis receberem os ataques do narcotráfico e do terrorismo,
costumam estar estritamente controladas pelas forças armadas para engrandecer as medidas de segurança e
garantir uma intervenção e controle total do estado neste tipo de assunto.

7.8 QUESTÕES AMBIENTAIS - A problemática ambiental a partir da investigação da formulação, implementação


e gerenciamento de políticas públicas no mundo contemporâneo se depara com um paradoxo absolutamente
determinante na vida política deste final de século: ao mesmo tempo em que demandas sociais de uma nova
natureza emergem em decorrência da crise ambiental e da disseminação de situações de incerteza exigindo do
aparato político-administrativo intervenções que o tornariam ainda mais presente na vida pública, é notória a
perda de capacidade do Estado de determinar os rumos principais da dinâmica social e de proporcionar
eficientemente políticas que vão ao encontro dessas novas carências.

RELAÇÃO DE TRABALHO

8. RELAÇÃO DE TRABALHO - As relações de trabalho e de emprego diferenciam-se no mundo jurídico,


especialmente, em função da legislação aplicável e, consequentemente, pela intenção do legislador na forma
de tutelar o “trabalho”.

RESPONSABILIDADE SOCIAL: SETOR PÚBLICO, PRIVADO E TERCEIRO SETOR

9. RESPONSABILIDADE SOCIAL - É o reconhecimento presente nos cidadãos, individualmente e em conjunto,


dos seus deveres para com a comunidade em que vivem e a sociedade em geral. Este conceito se fundamenta
no princípio de que, em maior ou menor grau, as ações individuais sempre têm algum impacto (positivo ou
negativo) na vida de outros cidadãos e da coletividade. Assim, a Responsabilidade Social concretiza-se por meio
da tomada de atitudes, comportamentos e práticas positivas e construtivas, que contribuem para preservar e
melhorar o bem-comum e elevar a qualidade de vida de todos.

9.1 SETOR PÚBLICO - Podemos conceituar o Primeiro Setor como sendo o Estado, representado pelas
prefeituras municipais, governos dos estados e a presidência da república, além das entidades a estes entes
ligadas. Em outras palavras, denominamos de Primeiro Setor o "setor público".

9.2 SETOR PRIVADO - O Segundo Setor é o mercado constituído pelo conjunto das empresas que exercem
atividades privadas, ou seja, atuam em benefício próprio e particular.
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9.3 TERCEIRO SETOR - corresponde às instituições com preocupações e práticas sociais, sem fins lucrativos, que
geram bens e serviços de caráter público, tais como: ONGs, instituições religiosas, clubes de serviços, entidades
beneficentes, centros sociais, organizações de voluntariado etc.

SOCIODIVERSIDADE E MULTICULTURISMO: VIOLÊNCIA, TOLERÂNCIA/INTOLERÂNCIA, INCLUSÃO/EXCLUSÃO E


RELAÇÕES DE GÊNERO

10. SOCIODIVERSIDADE E MULTICULTURISMO - O conceito de multiculturalidade vai unido, em antropologia,


ao conceito de sociodiversidade como duas caras da mesma moeda. A sociedade é multicultural e, por isso,
diversa. Nela existem simultaneamente diferentes grupos humanos com padrões próprios de organização
social, com modelos diferentes de autoridade política, de acesso à terra, de padrão habitacional, de hierarquias
de valores ou prestígio, etc.

A existência de culturas e grupos humanos diversos em um mundo globalizado nos leva à questão de como
construir uma sociedade democrática, plural e justa ao mesmo tempo, que permita conciliar o direito à
diferença e o direito á igualdade ou que, em outras palavras, possibilite a convivência dos diferentes com suas
diferenças num contexto que supere as violências, as hierarquias, os procedimentos, as inclusões perversas, as
subordinações, as desigualdades econômico-sociais e as exclusões culturais.

Recriar as culturas a partir das opções citadas significa resgatar e valorizar a identidade cultural dos diferentes
povos, isto é, dar-lhes a possibilidade de reproduzir sua cultura e de decidir o uso dos elementos que a
compõem: recursos materiais e tecnológicos, tipos de organização social, conhecimentos, símbolos, crenças e
valores.
Aqui incluem-se padrões próprios de organização social, política e econômica, entre eles o acesso à terra.
Diferentes modos de vida constituídos historicamente por diferentes povos que apresentam diferentes
vivências da territorialidade e relações com o meio ambiente nos exigem uma reflexão conjunta sobre a
questão da terra, da diversidade sociocultural e da sustentabilidade ambiental. Assim, os conceitos de
multiculturalidade, sociodiversidade e biodiversidade são inseparáveis.

10.1 VIOLÊNCIA - O termo violência é uma palavra que se escuta, se vê, se sente por todos os lados. Em casa,
na rua, na televisão, nos jornais, na internet, nos vídeo games. Uma palavra de uso muito comum mas que não
deixa de ser algo que aterroriza e destrói. Apesar de parecer um conceito concreto a violência tem um carácter
bastante abstrato. Isso acontece porque pode aceitar diferentes realizações e despertar debates sobre sua
necessidade ou não, e as opiniões diferem de acordo com cada ponto de vista. Segundo os dicionários a
violência é um comportamento deliberado que repercute ou pode repercutir em danos físicos ou psicológicos a
outros seres humanos ou a animais ou a coisas. ... Artigo http://queconceito.com.br/violencia

10.2 TOLERÂNCIA/INTOLERÂNCIA - Espontaneamente cada um de nós sabe o que é ser tolerante ou


intolerante. Usamos esta palavra quer como verbo, substantivo ou adjetivo em diferentes situações de nosso
dia a dia. Porém, poucas vezes paramos para refletir sobre ela e, sobretudo refletir sobre nossa capacidade
pessoal de produzirmos comportamentos intolerantes. As palavras são expressões de nossa própria realidade
humana, de suas contradições e de sua beleza. As palavras tolerância e intolerância são igualmente usadas na
medicina para indicar a aptidão que um organismo tem para tolerar ou não um medicamento ou um alimento.
A química pode ser tolerável ou intolerável podendo levar o paciente a morte ou a cura de seus males. Assim,
tolerar alguém ou um grupo requer um esforço emocional para além do habitual. Tolerar significa aqui ter que
agüentar o outro diferente, o outro com suas crenças, sua linguagem, seus costumes, seu tom de voz, sua
sexualidade, suas exigências que no fundo me ameaçam ou agridem. Tolero para não eliminar o outro, para
não riscá-lo de minha existência. Tolero porque acredito que é necessária certa civilidade para a convivência
humana e porque nossa fragilidade e limitação comum assim o exigem. Mas, espontaneamente o que vem à
tona é a vontade de eliminar o outro ou ao menos de calar-lhe a voz ou submetê-lo à minha vontade ou
ameaçá-lo com uma punição que julgo merecida ou simplesmente busco sair do círculo da convivência comum.
Não tenho nenhuma atitude positiva em relação a ele. Não quero conhecê-lo, nem saber de sua história, nem
de seus sofrimentos e nem de seus sonhos e buscas.

10.3 INCLUSÃO/EXCLUSÃO
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INCLUSÃO: É um conjunto de meios e ações que combatem a exclusão, provocada pelas diferenças de
classes sociais, idade, sexo, escolhas sexuais, educação, deficiências, preconceitos raciais etc. A Inclusão Social
tem como objetivo oferecer oportunidades de acesso à tudo para todos. O processo de inclusão vem sendo
aplicado em cada sistema social, na educação, nos ambientes de trabalho, no lazer, nos transportes etc. Todo o
sistema deve ser inclusivo, educação, trabalho, lazer e meio de transporte para todos!

'' Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de
consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. ''

EXCLUSÃO: São dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um
determinado grupo.O sociólogo francês Robert Castel (1990), definiu a exclusão social como o ponto máximo
atingível no decurso da marginalização, sendo este, um processo no qual o indivíduo se vai progressivamente
afastando da sociedade através de rupturas consecutivas com a mesma.

'' Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem
distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra,
de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será
feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da
naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma
limitação de soberania. '' Fonte: Declaração Universal dos Direitos Humanos - Artigo 2

10.4 RELAÇÕES DE GÊNERO

A produção de nossa existência tem bases biológicas que implicam a intervenção conjunta dos dois sexos, o
macho e a fêmea. A produção social da existência, em todas as sociedades conhecidas, implica por sua vez, na
intervenção conjunta dos dois gêneros, o masculino e o feminino. Cada um dos gêneros representa uma
particular contribuição na produção e reprodução da existência. Para Izquierdo 1 poderíamos nos referir aos
gêneros como obras culturais, modelos de comportamento mutuamente excludentes cuja aplicação supõem o
hiperdesenvolvimento de um número de potencialidades comuns aos humanos em detrimento de outras.
Modelos que se impõem ditatorialmente às pessoas em função do seu sexo. Mas está só seria uma
aproximação superestrutural do fenômeno dos gêneros.

A autora chama a atenção para as palavras de Marx quando este diz que na produção social de sua existência,
os homens entram em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade; estas relações de
produção correspondem a um grau determinado de desenvolvimento de suas forças produtivos materiais. O
conjunto destas relações de produção constituem a estrutura econômica da sociedade, a base real, sobre a
qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e a qual correspondem formas sociais determinadas de
consciência. Não é a consciência dos homens o que determina a realidade; ao contrário, a realidade social é a
que determina sua consciência (Marx apud IZQUIERDO, 199 ).

A existência de gêneros é a manifestação de uma desigual distribuição de responsabilidade na produção social


da existência. A sociedade estabelece uma distribuição de responsabilidades que são alheias as vontades das
pessoas, sendo que os critérios desta distribuição são sexistas, classistas e racistas. Do lugar que é atribuído
socialmente a cada um, dependerá a forma como se terá acesso à própria sobrevivência como sexo, classe e
raça, sendo que esta relação com a realidade comporta uma visão particular da mesma.

A construção dos gêneros se dá através da dinâmica das relações sociais. Os seres humanos só se constroem
como tal em relação com os outros. Saffioti (1992, p. 210) considera que não se trata de perceber apenas
corpos que entram em relação com outro. É a totalidade formada pelo corpo, pelo intelecto, pela emoção, pelo
caráter do EU, que entra em relação com o outro. Cada ser humano é a história de suas relações sociais,
perpassadas por antagonismos e contradições de gênero, classe, raça/etnia.

Fonte: http://www.uel.br/revistas/ssrevista/c_v3n2_genero.htm
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TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÕES E COMUNICAÇÃO

11. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÕES E COMUNICAÇÃO

Tecnologia pode ser conceituada como um conjunto de conhecimentos práticos ou conhecimentos técnicos,
que podem ser de tipo mecânico ou de tipo industrial, que dão ao ser humano a possibilidade de fazer
modificações nas condições de ordem natural para que a vida do homem seja mais cômoda. ...

Comunicação provêm to termo latim “communis” , que significa comum, por esse motivo, ao comunicar-se se
estabelece algo comum com alguém. A comunicação como conceito é um processo de interação social através
de símbolos e sistemas de mensagens que produzem como parte da atividade humana. A comunicaç4ao é uma
atividade inerente à natureza humana que implica a interação e a posição comum de mensagens com
significados, através de diversos canais e meios para influir, de alguma maneira, no comportamento de outros
e na organização e desenvolvimento dos sistemas sociais. Considera-se a comunicação como um processo
humano de interação de linguagens que encontram além da transposição da informação. A comunicação mais
é um fato sociocultural do que um processo meramente mecânico. ...

VIDA URBANA E RURAL

O constante conflito das diversidades de duas vidas totalmente opostas de origem revolucionária industrial
como a urbana e antiga como a rural, totalmente modificada pelo Êxodo, vem de um passado de glórias para
um futuro problemático resultante do auto índice de migração para os grandes centros, a irresponsabilidade
social, as mudanças na qualidade de vida, sustentabilidade e o direito a inclusão social.

12.1 VIDA URBANA - Urbanização é um processo de agrupamento das características rurais de uma localidade
ou região, para características urbanas. Usualmente, esse fenômeno está associado ao desenvolvimento
da civilização e datecnologia. Demograficamente, o termo denota a redistribuição das populações das zonas
rurais para assentamentos urbanos. O termo também pode designar a ação de dotar uma área com infra-
estrutura eequipamentos urbanos, o que é similar a significação dada à urbanização pelo Dicionário Aurélio -
Século XXI: "conjunto dos trabalhos necessários para dotar uma área de infra-estrutura (por exemplo, água,
esgoto, gás, eletricidade) e/ou de serviços urbanos (por exemplo, de transporte, de educação, de saúde)".
Ainda pode ser entendido somente como o crescimento de uma cidade. São Paulo, por exemplo, é uma cidade
extremamente urbanizada.

12.2 VIDA RURAL - Zona rural, meio rural ou campo é qualquer região geográfica não-classificada como zona
urbana ou zona de Expansão Urbana, não-urbanizável ou destinada à limitação do crescimento urbano,
utilizada em atividades agropecuárias, agroindustriais, extrativismo, silvicultura e/ou conservação ambiental.

Embora tradicionalmente as zonas rurais tenham sido primariamente utilizadas para a agricultura ou pecuária,
atualmente grandes superfícies podem estar protegidas como área de conservação (da flora, fauna ou outros
recursos naturais), terras indígenas, reservas extrativistas, ou ter outra importância para a economia – como é
o caso do turismo rural e do ecoturismo. Mas, com o avanço da urbanização, percebe-se que ela é uma moeda
de dois lados: de um lado vê-se o aprimoramento das técnicas, das condições de vida, dos atrativos culturais;
de outro, vê-se a precariedade das favelas, a chaga do desemprego, da marginalidade. Mas, sabe-se que tudo
tem um preço a ser pago, pois vive-se sobre a certeza de que as pessoas não voltariam para o campo sem
eletricidade e outros confortos.
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DIRETOS HUMANOS

13. Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. Seu conceito também
está ligado com a ideia de liberdade de pensamento, de expressão, e a igualdade perante a lei. A ONU
proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que é respeitada mundialmente.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

Artigo 1.º - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de
consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 2.º - Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente
Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra,
origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou outro estatuto. Além disso, não será feita nenhuma distinção
fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja
esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo 3.º - Todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4.º - Ninguém pode ser mantido em escravidão ou em servidão; a escravatura e o comércio de escravos,
sob qualquer forma, são proibidos.

Artigo 5.º - Ninguém será submetido a tortura nem a punição ou tratamento cruéis, desumanos ou
degradantes.

Artigo 6.º - Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento como pessoa perante a lei.

Artigo 7.º Todos são iguais perante a lei e, sem qualquer discriminação, têm direito a igual proteção da lei.
Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra
qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8.º - Todas as pessoas têm direito a um recurso efectivo dado pelos tribunais nacionais competentes
contra os atos que violem os seus direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
Artigo 9.º - Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10.º - Todas as pessoas têm direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública julgada por um
tribunal independente e imparcial em determinação dos seus direitos e obrigações e de qualquer acusação
criminal contra elas.

ECA

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma lei federal (8.069 promulgada em julho de 1990), que trata
sobre os direitos das crianças e adolescentes em todo o Brasil. O ECA estabelece direitos à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à
convivência familiar e comunitária para meninos e meninas, e também aborda questões de políticas de
atendimento, medidas protetivas ou medidas socioeducativas, entre outras providências. Trata-se de direitos
diretamente relacionados à Constituição da República de 1988.

Para o Estatuto, considera-se criança a pessoa de até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela
compreendida entre doze e dezoito anos. Entretanto, aplica-se o estatuto, excepcionalmente, às pessoas entre
dezoito e vinte e um anos de idade, em situações que serão aqui demonstradas.

Dispõe, ainda, que nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, por qualquer pessoa que seja, devendo ser punido
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qualquer ação ou omissão que atente aos seus direitos fundamentais. Ainda, no seu artigo 7º, disciplina que a
criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais
públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de
existência.

As medidas protetivas adotadas pelo ECA são para salvaguardar a família natural ou a família substituta, sendo
está última pela guarda, tutela ou adoção. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e
educacional, a tutela pressupõe todos os deveres da guarda e pode ser conferida a pessoa de até 21 anos
incompletos, já a adoção atribui condição de filho, com mesmos direito e deveres, inclusive sucessórios.

A instituição familiar é a base da sociedade, sendo indispensável à organização social, conforme preceitua o art.
226 da CR/88. Não sendo regra, mas os adolescentes correm maior risco quando fazem parte de famílias
desestruturadas ou violentas.

Cabe aos pais o dever de sustento, guarda e educação dos filhos, não constituindo motivo de escusa a falta ou
a carência de recursos materiais, sob pena da perda ou a suspensão do pátrio poder. Caso a família natural,
comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes, descumpra qualquer de suas
obrigações, a criança ou adolescente serão colocados em família substituta mediante guarda, tutela ou adoção.

Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em
família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas
dependentes de substâncias entorpecentes.

A perda de valores sociais, ao longo do tempo, também são fatores que interferem diretamente no
desenvolvimento das crianças e adolescentes, visto que não permanecem exclusivamente inseridos na
entidade familiar.

Cada município deverá haver, no mínimo, um Conselho Tutelar composto de cinco membros, escolhidos pela
comunidade local, regularmente eleitos e empossados, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento
dos direitos da criança e do adolescente.

Ainda com toda proteção às crianças e aos adolescentes, a delinquência é uma realidade social, principalmente
nas grandes cidades, sem previsão de término, fazendo com que tenha tratamento diferenciado dos crimes
praticados por agentes imputáveis. Os crimes praticados por adolescentes entre 12 e 18 anos incompletos são
denominados atos infracionais passíveis de aplicação de medidas socioeducativas. Os dispositivos do Estatuto
da Criança e do Adolescente disciplinam situações nas quais tanto o responsável, quanto o menor devem ser
instados a modificarem atitudes, definindo sanções para os casos mais graves.

Nas hipóteses do menor cometer ato infracional, cuja conduta sempre estará descrita como crime ou
contravenção penal para os imputáveis, poderão sofrer sanções específicas aquelas descritas no estatuto como
medidas socioeducativas. Os menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, mas respondem pela prática
de ato infracional cuja sanção será desde a adoção de medida protetiva de encaminhamento aos pais ou
responsável, orientação, apoio e acompanhamento, matricula e freqüência em estabelecimento de ensino,
inclusão em programa de auxílio à família, encaminhamento a tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico,
abrigo, tratamento toxicológico e, até, colocação em família substituta.

Já o adolescente entre 12 e 18 anos incompletos (inimputáveis) que pratica algum ato infracional, além das
medidas protetivas já descritas, a autoridade competente poderá aplicar medida socioeducativa de acordo com
a capacidade do ofensor, circunstâncias do fato e a gravidade da infração. Uma vez aplicada as medidas
socioeducativas podem ser implementadas até que sejam completados 18 anos de idade. Contudo, o
cumprimento pode chegar aos 21 anos de idade nos casos de internação, nos termos do art. 121, §5º do ECA.

Assim como no sistema penal tradicional, as sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente
apresentam preocupação com a reeducação e a ressocialização dos menores infratores.
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Antes de iniciado o procedimento de apuração do ato infracional, o representante do Ministério Público


poderá conceder o perdão (remissão), como forma de exclusão do processo, se atendido às circunstâncias e
consequências do fato, contexto social, personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no
ato infracional.

Por fim, o Estatuto da Criança e do Adolescente institui medidas aplicáveis aos pais ou responsáveis de
encaminhamento a programa de proteção a família, inclusão em programa de orientação a alcoólatras e
toxicômanos, encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico, encaminhamento a cursos ou
programas de orientação, obrigação de matricular e acompanhar o aproveitamento escolar do menor,
advertência, perda da guarda, destituição da tutela e até suspensão ou destituição do pátrio poder.

O importante é observar que as crianças e os adolescentes não podem ser considerados autênticas
propriedades de seus genitores, visto que são titulas de direitos humanos como quaisquer pessoas, dotados de
direitos e deveres como demonstrado.

A implantação integral do ECA sofre grande resistência de parte da sociedade brasileira, que o considera
excessivamente paternalista em relação aos atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes, uma vez
que os atos infracionais estão ficando cada vez mais violentos e reiterados.

Consideram, ainda, que o estatuto, que deveria proteger e educar a criança e o adolescente, na prática, acaba
deixando-os sem nenhum tipo de punição ou mesmo ressocialização, bem como é utilizado por grupos
criminosos para livrar-se de responsabilidades criminais fazendo com que adolescentes assumam a culpa.

Cabe ao Estado zelas para que as crianças e adolescentes se desenvolvam em condições sociais que favoreçam
a integridade física, liberdade e dignidade. Contudo, não se pode atribuir tal responsabilidade apenas a uma
suposta inaplicabilidade do estatuto da criança e do adolescente, uma vez que estes nada mais são do que o
produto da entidade familiar e da sociedade, as quais têm importância fundamental no comportamento dos
mesmos.

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