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Seminários Paz Para Viver

Palestra 2 – Paz na Família

 Bem vindos ao Seminário Esperança para Viver. Sua presença enriquece nossa
reunião. O tema de hoje é “Paz na Família”.

 Pregando o sermão de casamento de um jovem casal de músicos, o pastor


apresentou conselhos e votos de felicidade numa linguagem bem familiar aos dois.
Aqui estão alguns trechos do que ele disse:

“A existência de cada um de vocês que fluía até agora como uma MELODIA
completa em si mesma, deve transformar-se em uma necessária HARMONIA ...
Na caminhada, vocês notarão sem demora as diferenças de seus temperamentos e
personalidades, de sua educação e de suas vivências: é importante acertar logo o
RITMO procurando juntos o COMPASSO mais adequado aos dois ...
Encarar o outro, dialogar com ele pondo um BEMOL nos seus defeitos e
SUSTENIDOS nas suas qualidades é a melhor regra para uma boa
ORQUESTRAÇÃO....
A HARMONIA de um vida a dois depende em grande parte de ambos colocarem no
início da PAUTA de sua existência, a CLAVE CERTA. A CLAVE CERTA é a
Palavra de Deus...
Oro para que sob a BATUTA do MAESTRO DIVINO, a vida matrimonial que hoje
se inicia, se desenrole por longos anos como uma SINFONIA jamais acabada”.

 Na perspectiva cristã a família é a realidade central da vida humana. É a fonte


maravilhosa de onde Deus deseja que surjam novas vidas. Antes da igreja, antes da
escola, antes do governo civil, a família foi estabelecida. (Descrever como Deus
criou Adão e Eva, e como era o jardim do Éden).

 Aos olhos do Cristianismo o casamento não é um contrato legal de duração incerta,


provisória ou temporária. O casamento é um encontro para a vida – durável e
permanente.

 “A sociedade é o desenvolvimento da família, ou sua extensão. Infelizmente, as


reverberações da família mostram que ela está enferma, profundamente
fragmentada. A projeção dessa imagem sombria é uma antítese da afirmação de Rui
Barbosa: “A família é a célula mater da sociedade”. Como a célula está cancerosa,
todo o tecido acha-se minado! Poderíamos dizer que o corpo social está em
adiantado processo de metástase”. (Prefácio do livro Psicologia do
Relacionamento Familiar, de Augusto César Maia Santos).

 Há mesmo quem, brincando com coisa séria, emita conceitos pessimistas e jocosos
sobre o casamento e a família:
- “O casamento é como o submarino, que até bóia, mas foi feito para afundar”.
- “O casamento é uma tragédia em dois atos – um civil e um religioso”.

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 Muitos casamentos fracassam, muitas famílias se desestruturam porque homens e
mulheres entraram na vida conjugal sem ter plena consciência do que estavam
fazendo: sem o necessário conhecimento mútuo, tendo falsas expectativas, ou,
admitindo que a fidelidade não é essencial.

“Jamais será ideal o amor até que o homem (e a mulher) haja abandonado a ilusão
de que pode ser sincero pela metade, fiel pela metade ou casado pela metade”.
(Seleções).

 Aceitamos que existem objetivamente vários fatores que promovem a paz e a


felicidade na família. Consideremos alguns desses fatores:

 Expressar o amor

- Carlyle, depois da morte de sua esposa, escreveu em seu


diário: “Oh, se eu pudesse vê-la outra vez para dizer-lhe que sempre a amei! Que
pena! Ela nunca soube”.
- Em publicidade se diz que “aquilo que não é anunciado, é
como se não existisse”.

No casamento, na família, de igual maneira o amor que existe dentro de cada um


necessita ser expresso. Entram aí palavras atenciosas, pequenos gestos, olhares,
toques, datas e outras coisas que a criatividade venha a produzir. Há pessoas que
adoecem por não escutar do ser amado e querido, um sincero “eu te amo”.

Um senhor de cabelos brancos e já na chamada terceira idade, entrou numa


floricultura e pediu à moça atendente: “Por favor, faça-me um arranjo daquelas
rosas vermelhas; vou leva-lo para minha namorada”. A vendedora cometeu a
indiscrição de perguntar: “Está de namorada nova?”. O cavalheiro polidamente
respondeu: “Vou oferecer para minha namorada com quem estou casado há 45
anos”.

Devemos sempre lembrar “o amor é uma plantinha, se for regada com atenção e
carinho ela cresce, se não, ela morre”.

 Buscar a compreensão mútua.


O êxito de um casamento e a possibilidade de uma satisfatória compreensão mútua
não dependem apenas de dados conhecidos no começo. O matrimônio é sobre tudo
o que se alcança no dia a dia. “É uma obra da arte” dizia Lucien Bobert.

As pessoas bem casadas sabem que foi necessário muito empenho para que isto
acontecesse, e aliás, continua sendo necessário. Esse empenho se desdobra em
disposição para ouvir, aplicação no entender os sentimentos do outro, abertura
mútua, praticar tudo aquilo que a palavra diálogo exprime.

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O casal que tiver a coragem de dialogar leal e francamente pode até passar por umas
boas sacudidas, mas estará construindo um lar, uma família segura e verdadeira.

Sócrates, festejado filósofo grego, tinha no diálogo, um de seus principais métodos


na busca do conhecimento. Em casa porém não gostava de dialogar com a esposa.
Conta-se que um dia ao deixa-la falando sozinha e irritada por um longo tempo, foi
retaliado com um balde de água fria na cabeça. Com indiferença filosofou: “Eu
sabia que depois da trovoada vinha a chuva”.

Na obra já citada, o Dr. Augusto César Maia Santos, escreve à página 42:
“Quem ama cuida, quem ama é responsável, e quem ama respeita, mas não é
possível cuidar e ser responsável por alguém que não conhecemos. É muito pouco
provável que respeitemos uma pessoa sem conhece-la: o conhecimento é básico
numa relação onde o vínculo maior é o amor. O conhecimento é um elemento
dinâmico, que brota da necessidade de penetrarmos nas profundezas do ser de
outrem. Quanto mais conhecemos o outro, quanto mais poderemos compreender as
suas necessidades, as suas qualidades, as suas limitações, os seus desejos, as suas
carências, as suas idéias e as suas dificuldades.

Portanto, amar é a arte de conhecer aquilo que o outro possui de mais precioso,
conhecer profundamente a vida do outro, as suas alegrias e as suas tristezas, os
seus medos e interesses, o seu bom humor, o seu mal humor, todas as expressões e
manifestações daquilo que possui de mais vital.

Mas, para que isso aconteça é necessário que exista uma disponibilidade para
conhecer-se, e disponibilidade é a capacidade de doar o seu tempo. Significa
colocar o outro numa posição de importância vital. A pessoa passa a ser mais
importante do que qualquer outra atividade ou coisa”.

 Nos chamados paises desenvolvidos, estatísticas conservadoras informam que para


cada grupo de três casamentos ocorre um divórcio. Entretanto nos grupos de
pessoas que aceitam Deus em suas vidas em cinqüenta casamentos observa-se
apenas um divórcio. De 33% para 2%, em dados percentuais.

A vivência religiosa se nutre com a leitura e o estudo da Palavra de Deus. A Bíblia


deve ser o livro da família, porque ela não apenas indica os princípios de boa
convivência, ela transforma homens, mulheres, jovens em melhores pessoas – ela
desenvolve o potencial de cada um. (Mencionar experiências conhecidas para
ilustrar).

I Corintios 13: 4-7 (ler e comentar o texto).

“A natureza nos forma, a cultura nos informa e somente a Bíblia nos transforma”. A
leitura e a meditação destas normas de conduta comunicam poder e sabedoria. A
transformação da vida, a mudança de caráter – o que no plano humano é impossível
– são evidências da origem Divina da Bíblia.

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 Quero reafirmar o convite que lhes fiz na primeira palestra: Adotem este livro como
seu livro, o livro de sua família. Como resultado, a paz e a esperança serão
realidades duradouras e permanentes em sua vida.
 Amanhã nosso tema será: Onde posso buscar predições infalíveis que me dêem
segurança quanto ao futuro? Esperamos ver você, seus familiares e amigos.