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A demografia - ciência que estuda as modificações que ocorrem nesses indicadores - definiu

"transição demográfica" como as mudanças dessas taxas no transcorrer do tempo. Ou seja, as


sociedades sofrem, continuamente e em diferentes ritmos, processos de transição demográfica.

Natalidade: relação entre o número de nascidos vivos e o total da população em um dado lugar,
num dado período de tempo. Calcula-se a taxa de natalidade dividindo-se o número de nascidos
vivos em um ano pelo número de habitantes (do país, região ou cidade).

Mortalidade: número de pessoas que morrem em determinada época ou em determinada


região, país, etc. A taxa de mortalidade é calculada dividindo-se o número de pessoas mortas
pelo número de habitantes.

Fecundidade: é a capacidade de reprodução de determinada sociedade. A taxa de fecundidade


é calculada dividindo-se o número de filhos nascidos pelo número de mulheres entre 15 e 49
anos, numa determinada população....

A transição demográfica ocorre em 4 fases:

Fase 1 (ou pré-moderna): ocorre oscilação rápida da população, dependendo de eventos


naturais (secas prolongadas, doenças, etc.). Há grande população jovem.

Fase 2 (ou moderna): taxas de mortalidade caem rapidamente devido à maior oferta de
alimentos e de melhores condições sanitárias. Há aumento da sobrevida e redução de certas
doenças. Ocorre aumento da taxa de nascimento e da população.

Fase 3 (ou industrial): urbanização, acesso a métodos contraceptivos, melhora da renda,


redução da agricultura de subsistência, melhora da posição feminina na sociedade e queda da
taxa de nascimentos. Há um número inicial grande de crianças, cuja proporção cai rapidamente
porque ocorre aumento na proporção de jovens concentrados em cidades, com o decorrente
aumento da violência juvenil. Tendência de estabilização da população.

Fase 4 (ou pós-industrial): taxas baixas de natalidade e mortalidade. Taxas de fecundidade


ficam abaixo da taxa de reposição populacional. Há aumento da proporção de idosos;
encolhimento da população e necessidade de imigrantes para trabalhar nos empregos de mais
baixo salário.

Transição demográfica no Brasil


Do primeiro censo demográfico (1872) ao mais recente (2000), ocorreu alteração radical nos
indicadores de mortalidade e natalidade no Brasil. Como ocorre nas sociedades à medida que
elas se desenvolvem, as taxas de mortalidade começaram a cair bem antes das de natalidade,
mais exatamente por volta de 1950, chegando ao patamar de 7 por mil habitantes (em 2000) -
número que deverá ser mantido por causa do aumento de idosos na população. Por outro lado,
as taxas de natalidade seguiram elevadas até a década de 1960. No decênio de 1970 começa o
descenso dos nascimentos, o que se acentua a partir de 1990. Entre 1991 e 2003, as taxas
revelam a continuidade do declínio de nascimentos e a estabilidade da taxa de mortalidade.
Como consequência dessas alterações, num período de 20 anos ocorreu mudança substancial
na distribuição etária da população brasileira: se, em 1980, a maior parte da população estava
na faixa de 0 a 4 anos de idade, a partir de 2000 ela se concentrou na faixa de 15 a 19 anos. Em
2000, portanto, o Brasil vivia a Fase 3 da transição demográfica.

Alta natalidade e baixa mortalidade = crescimento populacional.

Alta natalidade e +/- alto = pouco crescimento.

Alta natalidade é igual a mortalidade = crescimento populacional, próximo de zero.

Pouca natalidade e alta mortalidade = crescimento populacional, negativo, sendo péssimo para
o pais devido a pouca geração de mão de obra = menos riqueza para o pais

Variáveis diretamente envolvidas na natalidade:


Fecundidade, mortalidade e;
Migração: uma vez que a transição de uma região para outra pode interferir economicamente,
uma vez que o público envolvido nessa transição (os jovens), tirando a mão de obra ativa dessa
região, diminuindo a assim riqueza. Aumentando o público velho (pouco ativo). OBS: Rural
para a cidade, diminuindo a produção de alimentos, gerando aumento de preço.
Calculo para taxa da fecundidade
Número de nascidos vivos
Quantidade de mulheres fértil (15-49anos).

Calcula para taxa de natalidade


Número de nascidos vivos
População total
Calculo para taxa de mortalidade
Total de óbitos
População total

Taxa de mortalidade infantil: é calculada obtendo todos os óbitos de crianças até 11meses e
29dias, dividindo pela população de crianças nascidas vidas.

Nº óbitos de criança (<1ano) x100


Nº de nascidos vivos.
Ex: 17,2, de cada 1000 crianças nascidas 17,2 morrem.

Transição Epidemiológica: antigamente as mortes era por doenças infecciosas ou infecto


parasitarias (malária, febre amarela, sarampo). Com evolução na saúde (saneamento básico,
acesso alimentação) essas doenças começaram a ser combatidas com informação, vacinas....
Hoje o cenário é de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT): diabetes, cardiovasculares,
obesidade, câncer.... Há também aumento de mortes por CAUSAS EXTREMAS (Acidentes).

Transição Epidemiológica, definição: Mudança na população de uma situação com alta


prevalência e mortalidade por doenças infecciosas, para outra doença não infecciosa onde são
predominantes.

Fatores de risco, aumento ou diminui a taxa da probabilidade.


Fatores de risco não modificado: Genético. Sexo (H ou F), idade (aumento da idade,
aparecimento de doenças).
Fatores de risco modificado: Atividade física, alimentação. Álcool, tabagismo.
Estágios da transição Epidemiológica:
1- Pestilência (doenças) e fome: mortalidade e fecundidade elevada.
2- Desaparecimento das pandemias: mortalidade e fecundidade em declive.
3- Doenças degenerativas e da civilização: mortalidade e fecundidade baixas.
4- Declínio da mortalidade por doenças cardiovasculares.
5- Longevidade paradoxal.

Transição epidemiológica, tem um progresso de declínio das doenças


 Infecciosas e parasitarias.
 Uma ascensão das doenças não transmissíveis.
 Tendo um declínio da moralidade infantil e materna.

Mortalidade infantil, um importante indicador, uma vez por ser sensível. É possível verificar
quais as condições que estão interferindo para o aumento ou diminuição:
 Condições: saneamento básico, vacinação.
 Componente neonatal precoce.

Transição nutricional
Nos últimos anos o Brasil passou por importantes transformações no processo de
saúde/doenças. Foram observadas alterações na qualidade e na quantidade da dieta (maior
consumo de alimentos industrializados, gorduras, refrigerantes, ...), associada a mudança no
estilo de vida, nas condições econômicas, sociais e demográficas. Como consequência, houve
uma prevalência de sobrepeso e obesidade aumentada. Consequentemente elevando o número
de doenças crônicas não transmissíveis, principalmente a diabetes, hipertensão artéria,
cardiovasculares e câncer, alterando os padrões de morbimortalidade das populações.

Distúrbio (acima de 5%) nutricionais como problema de saúde pública.


Anemia, na saúde pública: Sendo considerado um dos maiores problemas de deficiência no
mundo (deficiência de ferro). Sendo o público mais vulnerável em crianças até 5anos,
principalmente nos primeiros 2anos. Nessa fase é vulnerável, pois é o tempo que eles mais
precisam (desenvolvimento cognitivo).
OBS: Não podendo ser corrida com suplemento com crianças nos primeiros anos de vida, uma
vez constatada a anemia, tendo como deficiência neura pisco motora.
Metabolismo do ferro: cerca de 98% das necessidades de ferro do adulto origina-se da
hemoglobina reciclada, nas crianças é de 70% de reciclagem.

Anemia ferropriva é considerada uma doença democrática por atingir todas as classes da
população, na população mais rica, um dos fatores causadores é a qualidade dos alimentos.

Consequência da falta de ferro: desenvolvimento cognitivo, crescimento, sistema imune e


função endócrina.

Fatores de risco de anemia ferropriva em crianças: baixo peso ao nascer, prematuridade,


elevada demanda de ferro para crescimento.

Deficiência em Vitamina A: cegueira noturna, xeroftalmia (secura dos olhos).

Deficiência do iodo: Retardo mental, crescimento apático, redução de QI, nascimento


natimortos e crianças baixo peso e crianças baixo peso.

Desnutrição energética: Proteica.


DEP: grupo de condições patológicas resultantes da falta contaminante.

Doenças crônicas não transmissíveis: se caracteriza por uma etiologia incerta, múltiplos
fatores de risco, longo período de latência (tem doenças que demora para se desenvolver),
origem não infecciosa e por estar associada a deficiência e incapacidade funcionais.
Principais: infarto, neoplasia, diabetes, obesidade, hipertensão, acidente vascular cerebral.
Sendo aproximadamente 75% das causas de mortes no mundo.

Fatores de risco
Não modificáveis: sexo, idade, herança genética.
Modificáveis: tabagismo, alimentação, alcoolismo e ambientais.

Determinantes macros: condições socioeconômicas, culturais e ambientais.


Desigualdade Sociais: desigualdade social (baixa escolaridade).
Desigualdade ao acesso a informação: de bens e serviços

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