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Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco Ficha de verificação de leitura Assinala a opção

correta: 1. A ação de Amor de Perdição passa-se em a) Vila Real, Coimbra, Viseu e Porto. b)
Coimbra, Viseu, Porto e Castelo Branco. c) Vila Real, Viseu, Porto e Castelo Branco. 2. As
personagens-chave da intriga amorosa são a) Simão Botelho, Teresa Albuquerque, Mariana
Cruz e João da Cruz. b) Simão Botelho, Teresa Albuquerque, João da Cruz e Baltasar Coutinho.
c) Simão Botelho, Teresa Albuquerque, Mariana Cruz e Baltasar Coutinho. 3. O corregedor,
Domingos Botelho, e o fidalgo, Tadeu de Albuquerque, odeiam-se ferozmente e proíbem os
respetivos filhos de falarem uns com os outros devido a a) questões antigas de família. b)
questões de tribunal. c) questões relacionadas com terrenos. 4. Para afastar os dois amados,
Tadeu de Albuquerque decide encarcerar a filha a) num convento em Monchique, em Viseu, e
depois num outro no Porto. b) num convento em Viseu e depois num outro em Monchique, no
Porto. c) num convento em Viseu, depois num outro em Monchique e, por fim, num convento
no Porto. 5. Ao saber da intenção de Tadeu de Albuquerque casar Teresa com o seu primo de
Castro D’Aire, Simão abandona Coimbra e hospeda-se a) na casa de João da Cruz. b) na casa
dos pais. c) nas imediações do convento de Teresa. 6. João da Cruz era a) um almocreve. b) um
lavrador. c) um ferreiro. 7. Depois de matar Baltasar, Simão é preso e faz-se acompanhar a)
por Mariana. b) pela sua irmã Rita. c) por Teresa. BIBLIOTECA ESCOLAR 8. Os dois amados,
Simão e Teresa, trocam correspondência onde falam da sua vida futura e a) da pequena
casinha, junto ao Mondego, cercada de árvores, flores e aves. b) da pequena casinha, junto ao
Douro, cercada de árvores, flores e aves. c) da pequena casinha, junto ao Tejo, cercada de
árvores, flores e aves. 9. Após a morte de Teresa, Simão a) suicida-se. b) morre de uma febre
maligna. c) morre de amor. 10. Mariana, no fim, atira-se ao mar para a) salvar a
correspondência de Teresa e Simão . b) morrer juntamente com Simão. c) salvar Simão. B.
Sobre Simão, disse o autor “Amou, perdeu-se e morreu amando.” Comenta esta afirmação
num texto de 70 a 100 palavras.
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Retirado de «Concurso Nacional de Leitura 2012-2013»1ª Fase-Ensino Secundário-escola
secundária com 3º ciclo do ensino básico Diogo de Macedo

este de Verificação de Leitura


Escolha a opção correcta:
1 - O título - Os Maias - liga-se à história trágica que serve de pretexto para o
desenvolvimento da comédia de costumes que o subtítulo

A) Episódios da Vida Romântica - sugere.

B) Episódios da Vida - sugere.

C) Episódios da Vida de Carlos da Maia - sugere.

2 - Na obra temos a história de uma família lisboeta, representante da alta


burguesia (num conjunto de três gerações sucessivas). A primeira geração é
representada por

A) Pedro da Maia/ Maria Monforte.

B) Afonso da Maia/ Maria Eduarda Runa

C) Carlos da Maia/ Maria Eduarda da Maia

3 - O início do romance situa-nos em 1875, no Outono. Estamos, por isso, na 3.ª


geração, na história de Carlos. Apercebemo-nos, no entanto, que será necessário
recuar no tempo para encontrar explicações para alguns factos do presente. Assim,
surgem

A) as analepses

B) as prolepses

C) as reduções temporais

4 - A pergunta de Carlos "Onde nasceste tu, por fim?" provoca uma nova analepse
sobre factos que, apesar de integrados, em termos temporais, na anterior, tinham
sido "esquecidos" e que só agora são explicados. Assim, num misto de discurso
indirecto livre e de discurso directo, ficamos a conhecer os pormenores do passado
de Maria Eduarda, contados

A) por Vilaça

B) por Ega

C) pela própria personagem

5 - O período compreendido entre 1820 e 1875 foi sujeito a anisocronias (o tempo


narrativo é menor do que o tempo da história), conseguidas através do recurso a
resumos e a elipses. Estas constituem a omissão de alguns factos ou mesmo de
alguns períodos da história. Exemplo:

A) "Seu pai morreu de súbito, ele teve de regressar a Lisboa. Foi então que
conheceu D. Maria Eduarda Runa, filha do conde de Runa, uma linda morena, mimosa
e um pouco adoentada. Ao fim do luto casou com ela. Teve um filho, desejou outros;
e começou logo, com belas ideias de patriarca moço, a fazer obras no palacete de
Benfica, a plantar em redor arvoredos, preparando tectos e sombras à descendência
amada que Ihe encantaria a velhice." [...]

B) "Outros anos tranquilos passaram sobre Santa Olávia. Depois uma manhã de
Julho, em Coimbra…" [...]
C) "Sintra, de repente, pareceu-lhe intoleravelmente deserta e triste…" [...]

6 - A época da Regeneração e a alta sociedade lisboeta aparecem-nos retratadas ao


longo desta obra por meio de cenários onde se movem determinadas personagens
que foram esvaziadas de traços individualizantes para melhor representarem os
bons e os maus hábitos, as qualidades e os defeitos, as mentalidades retrógradas
ou progressistas de certo grupo social, profissional ou cultural.
Destes ambientes devemos destacar (pelo pormenor da descrição, pela ironia fina
ou sátira directa, pela cor epocal transmitida):

A) O jantar no Hotel Central: contacto de Carlos com a sociedade de elite, a


crítica literária e a literatura, a situação financeira do país e a mentalidade limitada e
retrógrada.

B) As corridas de cavalos: a educação das mulheres em duas concepções opostas


e a superficialidade das opiniões de Sousa Neto, o representante da administração
pública

C) O jantar em casa do Conde de Gouvarinho:o desejo de imitar o que se faz no


estrangeiro e o provincianismo do acontecimento

7 - A época da Regeneração e a alta sociedade lisboeta aparecem-nos retratadas ao


longo desta obra por meio de cenários onde se movem determinadas personagens
que foram esvaziadas de traços individualizantes para melhor representarem os
bons e os maus hábitos, as qualidades e os defeitos, as mentalidades retrógradas
ou progressistas de certo grupo social, profissional ou cultural.
Destes ambientes devemos destacar (pelo pormenor da descrição, pela ironia fina
ou sátira directa, pela cor epocal transmitida):

A) O jantar em casa do Conde de Gouvarinho: a superficialidade dos temas de


conversa, a insensibilidade artística, a ignorância dos dirigentes, a oratória oca dos
políticos e os excessos do Ultra-Romantismo.

B) O episódio na redacção do jornal "A TARDE": a parcialidade do jornalismo da


época.

C) O sarau literário do Teatro da Trindade: a educação das mulheres em duas


concepções opostas e a superficialidade das opiniões de Sousa Neto, o representante
da administração pública.

8 - 8. Quando Carlos regressa ao Ramalhete, após o incesto consciente, mostra-nos


"o avô em mangas de camisa, lívido, mudo, grande, espectral". Na mesma altura,
no Ramalhete,

A) "o alto repuxo cantava".

B) a Natureza manifesta o seu pesar: "Rosas de Inverno esfolhavam-se num


vaso do Japão".

C) "a luz sobre o veludo espalhava um tom de sangue".

9 - Afonso da Maia

A) “Era em tudo um fraco; e esse abatimento contínuo de todo o seu ser


resolvia-se a espaços em crises de melancolia negra, que o traziam dias e dias mudo,
murcho, amarelo, com as olheiras fundas e já velho. O seu único sentimento vivo,
intenso, até aí, fora a paixão pela mãe.”
B) "Era decerto um formoso e magnífico moço, alto, bem feito, de ombros largos,
com uma testa de mármore sob os anéis dos cabelos pretos, e os olhos dos Maias,
aqueles irresistíveis olhos do pai, de um negro líquido, ternos como os dele e mais
graves. Trazia a barba toda, muito fina, castanho-escura, rente na face, aguçada no
queixo - o que Ihe dava, com o bonito bigode arqueado aos cantos da boca, uma
fisionomia de belo cavaleiro da Renascença."

C) “era um pouco baixo, maciço, de ombros quadrados e fortes: e com a sua


face larga de nariz aquilino, a pele corada, quase vermelha, o cabelo branco todo
cortado à escovinha, e a barba de neve aguda e longa - lembrava, como dizia Carlos,
um varão esforçado das idades heróicas, um D. Duarte de Meneses ou um Afonso de
Albuquerque. E isto fazia sorrir o velho, recordar ao neto, gracejando, quanto as
aparências iludem!”

10 - A sociedade lisboeta (costumes, vícios, virtudes…) é representada por


personagens que tipificam um grupo, uma profissão, um vício… Alencar

A) é identificado claramente com o Ultra-Romantismo, na aparência, no modo de


vestir…

B) na parte final da obra, assume papel importante na intriga: toma


conhecimento da verdadeira identidade de Maria Eduarda e a sua presença passa a
marcar os principais acontecimentos daí em diante.

C) é a projecção de Eça de Queirós

11 - A sociedade lisboeta (costumes, vícios, virtudes…) é representada por


personagens que tipificam um grupo, uma profissão, um vício… João da Ega

A) considerava que as senhoras podiam ler a literatura romântica sem terem


necessidade de corar de vergonha; por outro lado, considerava que dentro da cabeça
dos realistas só existia "excremento, vómito, pus, matéria verde".

B) é o defensor das ideias do Realismo, pensador, literato, excêntrico, cínico,


inteligente, audacioso, demagogo, dândi e ateu…

C) apresentava "voz arrastada, cavernosa, ateatrada".

12 - A sociedade lisboeta (costumes, vícios, virtudes…) é representada por


personagens que tipificam um grupo, uma profissão, um vício… Sousa Neto

A) "lamentava que os seus muitos deveres não Ihe permitissem percorrer a


Europa. Em pequeno fora esse o seu ideal; mas agora com tantas preocupações
políticas [...]".

B) é "um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio".

C) "tem viajado por todo o Universo, colecciona obras de arte, bateu-se como
voluntário na Abissínia e em Marrocos, enfim, vive, vive na grande, na forte, na
heróica acepção da palavra."

13 - A sociedade lisboeta (costumes, vícios, virtudes…) é representada por


personagens que tipificam um grupo, uma profissão, um vício… Cruges

A) é "filho de um clergyman da igreja inglesa do Porto".

B) é "um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio".


C) "considerava Lisboa chinfrim e só estava bem em Paris - sobretudo por causa
do género fêmea de que em Lisboa se passava fomes: ainda que nesse ponto a
Providência não o tratava mal.".

14 - A sociedade lisboeta (costumes, vícios, virtudes…) é representada por


personagens que tipificam um grupo, uma profissão, um vício… Dâmaso Salcede

A) é um snob, servil, pouco inteligente e cobarde, congrega em si os vícios da


sociedade ("de charuto na boca (...) percorria o Figaro").

B) é o inglês rico, culto e boémio ("dá largas ao seu temperamento byroniano").

C) "além de muito maçador e muito pequinhento, não tinha nada de cavalheiro."

15 - A sociedade lisboeta (costumes, vícios, virtudes…) é representada por


personagens que tipificam um grupo, uma profissão, um vício… Palma "Cavalão"

A) é redactor da "Corneta do Diabo" e jornalista corrupto ("O artigo fora-lhe,


simplesmente, encomendado e pago. No terreno do dinheiro vence sempre quem tem
mais dinheiro.").

B) é conde, ministro da Finlândia e diplomata ("complicou esta simples


transacção com tantas finuras diplomáticas, tantos documentos, tantas coisas com o
selo real da Finlândia…").

C) é judeu banqueiro, director do Banco Nacional e homem influente ("o


respeitado director do Banco Nacional, o marido da divina Raquel, o dono dessa
hospitaleira casa da Rua do Ferregial onde se jantava tão bem.").

16 - Carlos recebeu uma educação

A) cosmopolita

B) inglesa.

C) portuguesa.

17 - Carlos e Ega chegam ao Teatro da Trindade, onde Rufino faz um discurso cheio
de retórica. Rufino é

A) “um bacharel transmontano, muito trigueiro, de pêra», com um «vozeirão


túmido, garganteado, citadino, de vogais arrastadas em canto”.

B) “um bacharel sulista, muito trigueiro, de pêra», com um «vozeirão túmido,


garganteado, citadino, de vogais arrastadas em canto”.

C) “um bacharel transmontano, muito trigueiro, de pêra», com um «vozeirão


túmido, garganteado, provinciano, de vogais arrastadas em canto”.

18 - "Ega sentara-se também no parapeito, ambos se esqueceram num silêncio. Em


baixo o jardim, bem areado, limpo e frio na sua nudez de Inverno, tinha a
melancolia de um retiro esquecido, que já ninguém ama: uma ferrugem verde, de
humidade, cobria os grossos membros da Vénus Citereia; o cipreste e o cedro
envelheciam juntos como dois amigos num ermo; e mais lento corria o prantozinho
da cascata, esfiado, saudosamente, gota a gota, na bacia de mármore. Depois ao
fundo, encaixilhada como uma tela marinha nas cantarias dos dois altos prédios, a
curta paisagem do Ramalhete, um pedaço de Tejo e monte, tomava naquele fim de
tarde um tom mais pensativo e triste: na tira de rio um paquete fechado, preparado
para a vaga, ia descendo, desaparecendo logo, como já devorado pelo mar incerto;
no alto da colina o moinho parara transido na larga friagem do ar; e nas janelas das
casas, à beira da água, um raio de sol morria, lentamente sumido, esvaído na
primeira cinza do crepúsculo, como um resto de esperança numa face que se
anuvia.” […]
Eça de Queirós - Os Maias

Este excerto

A) situa-se no fim da obra (último capítulo), quando Carlos regressa da América,


dez anos depois da morte do avô.

B) situa-se no fim da obra (último capítulo), quando Carlos regressa da Europa,


dez anos depois da morte do avô.

C) situa-se no fim da obra (último capítulo), quando Carlos regressa da Europa,


onze anos depois da morte do avô.

19 - O Realismo

A) baseia-se numa doutrina filosófica (já formulada na Idade Média) que procura
representar o mundo exterior de uma forma fidedigna, sem interferência de reflexões
intelectuais nem preconceitos, e voltada para a análise das condições políticas,
económicas e sociais.

B) procura ver a realidade de forma objectiva e surge como reacção ao idealismo


clássico, ou melhor, como afirma Gaëtan Picon, «sucede ao Classicismo como a
análise à síntese, a exploração minuciosa à intuição global».

C) é um movimento artístico e cultural que surge no século XVIII, durante o


neoclassicismo, e dura até meados do século XIX. Desde cedo se revela como um
novo modo de vida e maneira de sentir e de pensar.

20 - O Naturalismo

A) apresenta-se estimulado pela incessante busca do absoluto e do belo, pela


escuta e vivência em contacto com as «vozes da Natureza» selvagem e grandiosa,
pela concepção da «paixão sagrada» e sem limites, pela idealização do povo sublime
em revolta contra os poderosos e opressores. O Naturalismo cria assim uma
concepção idealista da vida e da estética, numa atitude de constante desprezo e
rebeldia face às normas estabelecidas.

B) aparece como reacção do espírito nacional à tentativa de hegemonia do poder


napoleónico. Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal despertam para os seus
valores nacionais e procuram a total liberdade: política, religiosa, cultural e literária.

C) é um concepção filosófica que considera a Natureza como única realidade


existente, recusando explicações que transcendam as ciências naturais.