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DtA9otr

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J"J,;."". f -,J"-¡g-fo.

nifestam aos nossos olhosl

Contemplal o veráo e o inver-

no, e como a terra toda está re- pleta de água e como sobre ela

se expandem as nuvens, o or- valho e a chuval

Capítulo III

1 Observal e vede a nature-

za de todas as árvores. que

parecem sccas, despoJadas de

todas as suas folhas. a excegáo

de quatorze espécles que náo sc

dcspcm da sua folhagcnr mas

que conservam a antlga por dols

ou tr¿s anos, até que brotc a

¡rova!

Capitulo IV

I Observal como no veráo o sol se encontra por sobre a ter-

3 Mas e vós? Nao tivestes

perseveranga e náo

cumprlstes

a l¿l do Senhor. Vós caistes. e

com as palavras obstinadas e arrogantes profcridas por vos- sa boca ultrajastcs a Sua Ma-

Jestade. O duros dc coraqao! Náo haverá paz para vós.

4 Com isso estais a amal-

diCoar os vossos dlas e pondo a

perdcr os anos da vossa vlda: c os anos da vossa maldlcáo se- ráo avolumados por uma con-

dcnag¿:ro ctcl ¡¡a. Ncnhum pcr-

dáo cstafá rcservado para vós. 5 Entáo cmprcstarcis ovos-

so rtor¡rc aos justos l)irrit quc

estes o utlllzcm constantemen-

tc para amaldisoar. Por vosso lnt€rmédlo, ó vós todos maldl- tos. clcs roAaráo pragas: por

ra. pcrpendlcular a clal Enláo

vosso lnlcrmé(llo. ó vós lodos

procura.ls lugares frescos e som-

pccadorcs c

pórlldos, clcs esl

bra: a terfa cstá constantcmen-

conJu raráo.

tc abrasada. dc tal sortc quc náo

podels plsar no solo ou numa

pcdra. por causa do scu calor.

'

Capítulo V

I Observal como as árvo-

res se cobrcm de folhas vcrdes.

e como todos os seus frutos

clañam a honra c a glórla

pro-

de

Deusl Prcstat aten9ao c vcde

todas as suas obrasl Entáo

I reconhecerels que fot Aquele

I que é o Vivo quc asslm as fcz.

¡ . 2Todas as obras porEle crt-

I adas comporlarn-se de alo para

I ano de forma constante: e todas

as fungócs quc clas cumprem

pam Elc náo se modlflcam dc

lbrma alguma: ao contrário, tudo se realiza como Deus ordenou. Vede como o mar e os rios igual- mentc cumprem a sua funsáol

6 Os clcitos, l)oró¡n. scraio

contemplados com a paz, a luz

e a alcgrla: mas vós. sacrílcgos.

serels alvo da renegngáo. Os

eleltos seraio agraclados con¡ a

sabcdorla: clcs vlverilo e náo

pccaráo nuDca ¡n¿rls. ncnl por

lgnoráncla ncm por atrcvlmcn-

to: ao lluminado scr¿i concedl-

da mals luz c ao lntellgcnte mals

entendlmento.

7 Náo pccaráo nunca mals

ncm mais scráo JulÁados por

todos os dlas da sua vida. e náo

haveráo dc pcrecer pcla ira de

Dcus: ao contrirrio. o número

dos seus dias scrá cornpletatlo screnamcntc. A sr¡a vida crcs-

cerá na paz. c multos seráo os

anos das suas dclicias cm qrrc vivcráo jubilosos c cm paz por toda a sua vlda.

l-i,.o ¿. f_ioq".

2et

frinrcira fa*c, Q [-;u.o do" {njos

Capítulo VI

Eram esses os cheles de c¿rda

grupo de dez.

A queila dos Anjos

I Quando

outrora aumen-

tou o

número dos filhos dos

homens, nasceram-lhes fllhas

bonltas e amorávets. Os AnJos' filhos do céu, ao verem-f¡as. dcselaram-nas c disscram cn- t-re s'l: "Vamos tomar mulheres

dcntrc as fllhas dos homcns e

Écrar

filhosl-

2 Dissc-lhcs cntáo o scu

chefc Scmjaza: 'Eu receio náo

queirals rea¡i1,ar isso, delxando-

mc no dcver dc pagar sozlnho o

casllAo dc u¡¡r ,{r¿ln(lc pccn(lo-.

cm coro:

Dlcs respondcran¡-lhe

'Nós todos estamos dtsPostos a

Capitulo Vtr

I Todos os demals que es-

tavam com eles tomaram mu-

lheres, e cada um €scolheu uma

a

para

sl. Entáo comegaram

profanar-sc

freqúentá-las e a

com elas. E eles enslnavamlhes

bruxarlas, exorclsmos e felusos,

c familiarizavam-nas com crvas

c rai?.es.

2 Entrementes clas engra- vidaram e deram á luz a gigan-

tcs dc 3.OOO cóvados de altura.

Ustcs consun¡iram

todas as

provisóes de altmentos dos dc-

mals homens. E quando as pes-

f¡rzcr ur¡r lurattrcnto. collrpro-

maldlcáo

metcndo-nos a uma

comunr mas naro abrir máo do

plano, e slm executá-lo"'

3 Bntáo eles

Juraram

Juntir¡ncntc.

obrlgan(lo-sc

m¿¡ldiqócs quc a t('dos atlnAir¡-

Dranr ao todo duzentos os

am.

qrrc, nos dlas dc Jarcd, havlam

dcscldo sobrc o cutne do n¡onte

Hermon. Chamaram-no Her'

fnon porque sobrc ele Juraram

e sc cornpromctcram a

maldl-

9óes

comuns, 4 Assim se chamavam os

seus chcfcs: Semjaza,

o suPe-

rlor dc todos clcs, Arakiba'

Ramecl. Kokabiel, Tamlel.

Ranliel, Datlcl, Ozekec¡, Nara-

kijal, Azircl, Armaros. Batarcl.

Sakcil, Sa nrsapeel.

Satarcl, 'l'urcl, Jotr]lacl c Saricl.

Anancl,

soas nacla mats tlnha¡n l)ara

darlhes os glgantes voltaram-

se contra clas e comeqaranr a

devorá-las.

con- 3 Também comecaram a

a atacar os pássaros, os aolmals

os r¿ptcls c os pcl-

sclvagens,

xes. rasgando com os dcntcs as

suas carnes e bebendo o scu sangue. Entáo a tcrra clarnou contra os monstros.

Capítulo \rIII

I Azazcl enslnou aos ho-

mens a confeccáo de espadas,

facas, escudos e armaduras.

abrtndo os seus olhos para os

n)ctals e para a manelra de

trabalhá-los. Vicram depois os

braceletes, os adornos dlvcrsos. o uso dos cosméucos, o cmbelc-

zanrcnto das pálpebras, to(la

l

I

I

I

l

I

i

f

I

I

I

I

I

2b2

i ;.r,", J,"1.*,É " l'".,"1,, I'r.1.i.",

sorte de pcdras preciosas c a

arte das tlntas.

2 E assim grassava uma

grande impiedade; eles Promo- vlam a prosütuicáo, conduziam

aos excessos e eram corTuptos

em todos os sentldos. Semjaza

enslnava os esconjuros c as

pocóes de fetUcos, Armaros a

dlsslpasáo dos esconj uros,

BarakUal a astrologta. Kokabel

a cléncla das constelacóes,

Ezekeel a observagáo das nu-

vens, Arakiel os slnals da ter- ra, Samslcl os slnais do sol e

Sarlel as fases da lua.

3 Ouando os homcns se

sentiram prestes a serem anl-

qutlados levantaram um gran-

de clamor. e seus gritos chega-

ram ao céu.

Capítr¡Io D(

I Entáo Mlguel, Urtel,

Raphael e Gabrlel olharam do

alto do céu e vtram a quantlda-

de de sangue derramado aobre

a terra c todas as dcsgra9as quc

sobrcvleram. Elés entáo fala-

ram entre sl: "O clamor da ter-

ra deserta de homens bate mals umavez ás portas do c¿u. Avós.

ó Santos do céu, lnvocam as-

slm desoladas as almas huma-

nas: 'kval o nosso lamento á

presenga do Altisslmol''

2 Entáo eles falaram ao -Tu

Senhor dos mundos:

Scnhor dos Senhores, o Dcr¡s dos Deuses, o Rcl dos Rcls. O

trono da tua MaJestade perma-

nccc ao longo de todas as gcra-

Cóes do mundo; o teu Nome ó santo, glorloso e louvado em

todo o unlverso. 3 Ttrdo fol por Ti crla(lo c

és o

conscrvas o don'¡inlo sobrc to-

das as colsas.'l'r.rdo é claro c

manilcstado diante dos teus

olhos. Tu ves tudo e nada podc

ocultar-se na tua presenca.

4 -Tu

ves o que fol perpc-

trado por Azazel, como ele en-

slnou sobre a terra toda esp¿-

cle de transgressóes, revelando

os segredos etcrnos do céu.

forgando os homens ao scu co-

nheclmcnto: assim procedeu

Semjaza, a quem conferlste o

comando sobre os scus subal- ternos.

5 'Elcs proctrraram as fi-

lhas dos homcns sobrc a terra. deltaram-se com elas e torna-

ram-se lmpuros: famil¡ariza-

ram-nas com toda sorte de pe-

cados. As mulhcres parlram

glgantcs c. cnr conscqúencla, toda a tcrra cncl¡cu-sc dc san-

gue e de calamld¿rdcs.

6 "Agora clamam as almas

dos que morrcra¡n, e o scu la-

mento chcga ás portas do céu. Os seus clamores se lcvantam ao alto. c cm facc dc toda a lm- plcdadc quc sc cspall¡ou sobrc

a terra náo podc[¡ cessar os'

seus qucl-x'umes.

7 'E Tu sabes de tudo. an-

tes mesmo quc aconteca. Tu v¿s

tudo lsso e conscntes. Náo nos

dlzes o quc devcnlos fazcr.-

Capítulo X

I lintaro o Al(isslmo. o San-

to, o Crar¡dc. to¡lrou;r

e envlou Urlel ao

palavli!

fllho dc

Llmech, com ír o¡'dcr) scguln-

tc: 'Dize-lhq, em nrc(¡ nomc:

'Escondc-te!', c a[unclaJhe o flm próxlmol Pols o mundo ln- tclro scrá destrui(lo: um dihi-

vio cobrlrá toda a terra c anl-

quilará tudo o que sobrc cla

exlstc.

2 'Comuntca-lhe que elc

ooderá salvar-se, e que seus iescendcntes seráo mantldos

por todas as gera§óes do mun-

dol- 3EaRaphaeldlsseoSe-

nhor: -Amarra Azizel de máos

e Dés e lanca-o nas trevasl Cava

,rm buraco no deserto de Du-

dael c atlra-o ao fundol DePosl-

ta pedras ásperas e

daá por baixo dele e cobre-o

cscuridáol Deixa-o Permancccr

lá para semPre e veda-lhe o ros-

to. oara que náo vela a luzl

Pontlagu-

de

'4

'Nó dla do grande Juizo

cle deverá ser arremessado ao

tremedal de fogol

Purlflca a ter-

ra. corromplda Pelos Anjos. e

Salvagáo' Para

oue tcrmlnem os scus sofrlmen-

anuncla-lhc a

tbs e náo sc Percam

nlhos dos homens,

todos os

em virtude

das colsas secretas que os

Guardlócs revelaram

ram aos scus

ra cstá

corromplda

das obras

e enslna-

Por

fllhoslToda a ter'

causa

transmltldas Por

Nta?.el. A elc atribul todos os

oecadosl'

'

SEaGabrteldlsseoSe-

nhor: 'IJvanta a guerra entre

os bastardos. os monstro§, os

fllhos das Prostltuídas e cxtlr-

Da-os do melo dos homens'Jun-

ianrcntc com todos os fllhos dos

Guardlócsl Instlga-os rlns con-

tra os otl§os. Para que na ba-

talha sc

cllnrlnem nlutuamen-

te! Náo sc Prolotlguc Por mals

temDo a sua vidat Nenhum rogo

dos n¡tis

lhos

ctD favor dos scus fl-

«lcvcrá ser atendldo: clcs

2{i3

cspcram

tcr vlda Para semprc.

c quc

anos". 6 A Mlguel dlsse o Senhor:

'Vai c póe a ferros Semjaza c os seus sequazes, que se mlstura-

ram com as mulheres e com

elas se contaminaram de todas

as suas lmpurezasl

7'Ouando os seus 0lhos se

tlverem eltmlnado mutuamen-

cada um viva quinhcntos

te,

e quando os Pals tlverem

prescnclado o exterminlo dos

seus amados fllhos, amarra-os

por sete geragóes nos vales da

tcrra, até o dla do scuJulga¡nen-

to, até o dta do Juízo Flnal!

I "Nesse dla, eles seráo atl-

rados ao ablsmo de fogo,

clusáo e no tormento,

na re-

ondc li-

caráo encerrados para todo o

sempre.

E todo aquele que for

sentcnclado á condenacáo ctcr-

na seja Juntado a eles. e seja

com eles mantldo em corrcntcs,

até o flm de todas as gcraqócs.

I

'Extermlna os esPiritos

de todos os monstros. Junta-

mcntc com todos os f¡lhos dos

Guardlóes, porque eles

homensl Purga a ter-

taram os

m^ltra-

ra de todo ato de vlol¿nctalToda

obra má deve ser ellmlnadal

Oue floresca a árvore da Ver-

dade e da Justlca. O stnal da

b¿nsao

obras

será o segulntc; as

da Verdade c da Jusuga

semPre seráo semeadas na ale-

grla vcrdadctra.

10

-Entáo

Justos

florcsccrrlo os e haveráo dc vlvcr até

gcrarem mll lllhos, e comP¡cta-

ráo cm paz todos os dlas da sua

luvcntudc c da sua velhlce.

Entáo toda a terra será ct¡ltlva- da com a Justlqa. intelramente

I

I

I

I

264 T",r"

j,,Jii.",.

plantada de árvores, e chcia de

bénCáo.

ll

'Toda

espécle de árvorc

sobrc ela,

boa será plantada

lgualmente vldelras: e as vldel- ras produzlráo uvas em abun- dáncla. De todas as sementes que forem semeadas uma

me-

dtda produzlrá mtl outras: c

uma medlda de ollvas dará dez cubas de óleo.

12'Purtl¡ca a tcrra dc todo

ato de vloléncta. de toda

lnjus-

UCa. de todo pecado e tmpleda-

dc: ellm¡na toda a lmpudicícla

Todos

os l¡omens scráo

os povos me prestaráo honra c

glórla. e todos me adoraráo.

que sobre ela se praücal

Justos,

todos

13 "A terra entáo ftcará

expurgada dc tod¿l maldadc, dc

todo pecado, de toda

praga, dc

todo tormentoi e nunca mats

mandar€l sobre ela um dllúvto, ao longo de todas as geragóes,

por toda a eterntdade.

CapÍtr¡lo XI

. I "Naqueles dlas eu abrlrei

as. cámaras dos depósltos da

bengáo do céu e delxá-las-et

derramar-se sobre a terra, so-

bre as obras e os trabalhos dos

fllhos dos homens.

2"EntáoaVerdadeeapaz

Juntar-se-áo por todos os dlas

da terra e por todas as geraqóes

dos homens.'

Capitulo XII

I Dnoquc.havla desapare-

cido, e ncnhum dos ftlhos dos

homens sabla onde ele se en- contrava, onde se oiultava e o que era felto dele. O que ocor- rera é que ele havia estadoJun-

f s."¿.-.pi8ñf ".

to dos Guardióes c transcorreu

os seus dias na companhia dos

Santos-

2 Eu, Enoque. ergul-me e

louvel o Senhor da Majestade e

Ret do mundo. Entáo os Cuar-

dlóes me chamaram. a mlm

Enoquc.

o Escriba, e dlsseram-

mc: "Enoquc. tu, o Escriba da

Justtca, vai e anuncla aos

Cuardlócs do céu que perderam

as alturas do paraiso c

res santos e eternos, que se cor-

os luga-

romperam com mulheres á

moda dos homcns, quc sc casa- ram com elas. produzindo asslm

grande dcsgraca sobre a tcrra:

anuncla-lhes:'Náo cncontra¡eis

nem paz nem perdáo',

Da mes-

ma forma como se alegram com

scus ñllros, prcsct¡cltráo

lam-

Lrén¡ o rnassacrc dos. seus

quc-

rldos, e susplraráo com a sua

desgrasa. Eles supltcaráo sem

cessar, mas náo obteráo nem

cleméncia nem pazt'

Capítulo XIU

I Entáo Enoque encaml-

nhou-se até

eles c asslm falou náo terás a Daz.

a Azazel:

-lu

Uma sentenca severa reóalu

sobre ti: deverás ser acor-

rentado. Náo alcanCanis lndut-

gench nem será acelta a lnter-

cessáo, por causa dos atos

violadores que cnsinaste a pra-

tlcar, e por causa de todas as

obras blasfemas, da vlol¿ncla c

dos pccados que mostrastc aos

homens".

2 lintáo cu dlrigl a palavr¡

a todos eles. Todos encheram-

se de grande medo e foram tomados de pavor c tremor.

Supllcaram-me que lhes escre-

Li*. J" F_"oj".

265

vesse um rogo interccssórlo,

para quc pudesscm obter o per- dáo, c que eu lesse o seu pedldo

na presenga do Senhor dos céus.

3 Pols a partlr de entáo náo

lhes era mats permltldo falar

com Ele, nem levantar os seus olhos para o céu. de vergonha pelos scus delitos. pclos quals

foram castlgados.

4 Asslm, eu redlgl o seu

rogo de súpllca. falando da sua condtcáo dc cspirttos c dos scus

atos tndtvldualmente pratlca- dos, e contendo o seu pedldo

espcclal dc clemencla e pcrdáo.

Entáo pus-me a camlnho c as-

sentcl-me Junto is águas do

Dan, na terra de Dan, que se sltua a sudocste do Hermon:

profcrl cm voz alta o scL¡ pcdl-

do, dcpols adormccl.

5 Tive sonhos e sobrevlc-

ram-me vlsóes: vl lmagens de

e uma voz falou

Julgamentos

dentro de m¡m, dizendo-me que

fosse anunclar isso aos fllhos

do céu c advcrtl-¡os.

6 Ouando acordei, encaml-

nhei-me até eles. Encontrel-os

todos sentados a chorar, noJall

de Abel, entre o Libano e o

Senir. Relatel-lhes todas as vl-

sóes que tlvera durante o sono:

comecel a pronunclar as pala- vras da Justiqa e a advertir os

Guardióes celestes.

Capítulo XW

I Estc é o llwo das palavras

da Justlga e da advert¿ncla aos

Cuardlócs eternos. scgundo o quc o grandc Santo ordcnara

naquela vlsáo. Eu vl durante o

meu sono tudo o que agora vou

narrarcom a mlnha lingua car-

nal c com o sopro da mlnha boca: Deus concedeu os ncs-

mos aos homens para que pos-

sam pronunclar as palavras e

entendé-las com o coracáo.

2 Da mesma forma como

Ele crtou os homens e deu-lhes o dom de entender palavras de sabcdoria, asslm também crlou

a mlm e transmltlu-me a ln-

cumbench de advertlr os Guar-

dlóes, os fllhos do céu.

3 Eu havla redlgldo o vos-

so pedldo, mas na vlsáo que tlve

fol-me reve¡ado que o vosso rogo

Jamals será atendldo, mas, ao contrárlo, que a sentenca que sobre vós rccalu é deflntttva e

nada vos será concedldo.

4 Daqul por dlante nunca

mals havercls dc sublr ao céui mas fol dctermlnado quc scjats acorrentados aqul na terra por todos os tempos. Antes disso,

porém, deverels presenclar o

exterminlo dos vossos amados

fllhos. Nenhum deles restará:

todos sucumbiráo pcla espada, aos vossos olhos.

6 Vosso pcdldo em favor

deles náo será acclto, como náo

o fol o vosso próprto, a despelto

de vosso choro e súpucas, c náo

o serla mesmo que pronun-

clássels todas as palavras do

escrito por mlm redlgldo.

6 Na visao fol-me dado pre-

senclar o quadro segulntc: nu- vens levaram-me ao lnterlor da lmagem, e uma névoa arrcba- tou-mc ao alto: o curso das es- trclas c dos ralos conduzla-mc c mc lmpclla, c ventos dc ram-

me asas, trasportando-mc ao

alto daquele panorama. Eles

conduzlram-me ao céu,

I

t

i

I

I

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266 T",!"" J,J.¡."". f *,¿-p¡s.J""

,:r', rz,Eu entrel por ele, até de-

frontar-me com um muro. todo fetto de crlstal e clrcundado de

'línguas de.fogo.

a lnsplrar-me.

Isso comegou

grande

medo.

pareclam-s€ com o sol brtlhan-

te; era a vlsáo do querubim. 12 Por baixo do trono saí-

am Jatos dc fogo flan¡eJantc. A grande MaJestade assentava-se

.Todavta, cu cntrcl pclas línguas

de fogo adentro e apro)dmet-me

de. uma, grande ca§a. toda

As pare-

des! da casa.assemelhavam-se

alum assoalho assentado em crlstal: e de crlstal,eram tam-

bém os fundamentos da casa.

ri , 8 Seu teto,era como o cur-

so das estrelas e dos ralos: e de

permelo havla querublns: seu

céu era limpldo como a água.

Mas um mar de fogo clrcunda-

va as suas paredes, e suas por-

tas flamejavam,

construida de crlstalj

.9 E eu entrel naquela casa,

sobre ele; suas vestes eram

mats brllhantes do que o sol e

mats brancas do quc a neve.

Nenhum dos AnJos podta apro-

xlmar-se: nem consegulam en-

carar sua face por causa do seu

esplendor e majestade. Nenhu- ma carne podta ousar olhá-lo.

13 Ao redor dele havia fogo

flamejante; na frente dele, um

fogo poderoso, e ntnguém por

perto podia aproximar-se. A

volta, em circulo, postavam-se

dez mil vezes dez mll em sua

presenCa; Ele, porém, náo

necessitava de conselheiro

quc.era quente como o fogo

frla como a neve: dentro dela náo' odsüa acomodagáo algu- ma: flquel prostrado de medo e

tomado pelo tremor. Cai com a

face:por terra; e na,vlsáo que

tlve observel o segulnte:

lO Havla uma outra

casa, malor alnda do que a prl- melra; todas as suas portas es-

tavam abertas d¡ante de mlm:

era felta de lÍnguas de fogo, Em

todos os seus aspectos ela re- velava brllho,, fausto e grande-

za, de tal6ót{.é Eüé éü ñá6 Se-

berla como dc¡crcvcr-vo¿ ¡ua

e algum. 14 Os Seres mals santos,

que se encontravam na sua pro-

xtmtdade. d'Ele náo se afasta-

vam nem de dia nem de noite;

de forma alguma o abandona-

vam. Até esse momento, eu ja-

zia com a face por tcrra, a trc- mer. Entáo o Senhor por sua

próprta boca dirlgiu-se a mlm e

dlsse: "Aproxlma-te, Enoquel

Escuta a mlnha palavral'

15 Dntáo um dos Santos chegou até onde eu estava e

despertcu'me do meu torpori

fez-tr|c

leva.ntaf C CondUZIU.me

magnl0céncla e tamanho.

I 11 Seu:cháo era de fogo; suas partes superlores repre-

sentavam ralos e órbltas cste-

lares, e sua cobertura era de

fogo flamejante. Olhet, evi den-

tro dela um trono mutto a.lto.

Sua aparéncla era como que

clrcular, e as rodas que possuia

até o vestlbuloi cu porém dot- .

xel pender mlnha cabega.

CapÍtulo XV

l Ele tomou a palavra, c

falou comigo: e eu prestet aten-

gáo á sua voz: "Náo temas, Enoque, homem honesto e

Escrlba da Justlcal Vem até

aqui e escuta as mlnhas pala- vras. Vai e dize aos Guardióes

do céu quc. tc cnvlaram como scu lntcrccssor: 'Sols vós que

deviets tnterceder pelos ho-

mens, náo os homens por vósl

2 -'Por quc motlvo aban-

donastes o alto do céu, santo e

eterno, dormlstes com mulhe- res, vos contamlnastes com as

Illhas dos homens, tomastes a

elas por esposas,

vos como os

comportando-

fllhos da terra e

gerando lllhos glgantes?

3

.Vós

érels santos, seres

espirituals, detentores de uma

vlda eterna, mas depols vos

delxastes conomper pelo san-

gue das mulheres e gerastes fi-

lhos com o sangue carnal, e

com lsso, desejando o sangue

humano, e produzlndo carne e

sangue, vos lgualastes áqueles

que sáo mortals e transitórios. 4 "'Por lsso, eu concedl a essas mulheres, que com eles

coabitaram, e que com eles ge- raram fllhos, que nada lhes fal-

te sobre a terra. Vós, porém, fostes anteriormente espiritos

cternos, destlnados a serdes

imortais ao longo de todas as

geragóes do mundo. Por lsso eu

náo crlel para vós mulheres,

pols os espiltos do céu possu- em no cóu a sua morada,

6 Os El¡pnto¡, porúm, 4uo

t¡rndo4 rto csñllfO ¡ dn

t,,rsrri

cafne. scriru cll.¡lll¡d'r.¡s ¡¡¿r tcrL¡.r

de espiritos maus; eles também

tcráo a sua morada na terra. Do

corPo dclas proccderam espírl-

tos mausi pols, embora nascl- dos de humanos. é dos Guar- dtóes santos o seu princiPlo e

orlgem primelra. Eles seráo es-

2e7

pirltos corruptos sobre a terra,

c assim chamar-se-áo.

6 Os espiritos do céu, no céu

tém a sua morada; mas os cspi-

rltos da terra, quc na terfa fo-

ram nascldos, nesta teráo a sua

morada. Os espírltos dos gtgan- tes sáo chelos de maldade, co-

metem atos de vtoléncla, destro- em, agrtdem, bdgam, Promovem a devastagáo sobre a terra e lfis-

tauram por toda parte a confu-

sáo, Pols, embora farnlntos. náo

comem; bebem. e contf¡uam a

ter sede; E esses espírltos levan-

tam-se contra os fllhos dos ho-

mens e contra as mrjlheres, pols

destas procederam,

CaPitulo XrÍI

1 A partir dos dias da ma- tanga, do extermínlo e da morte

dos gigantes, quando os Espirl-

tos abandona-rem seu corpo car-

nal sem sofrerem julgamento e

condena9áo, eles contlnuaráo a

agir daquela manelrá perversa,

até o dla do grande Juim Final, quando entáo o mundo acabará

completamente para os Guar-

dlóes e pa.ra todos os implos.

2 "Dlzc a$ora aos Guar-

dlóes, que outrora moravam no

céu, e que te envlaram como

seu lnterccssor: Vós estiivels no

céu, Nem todos os scgredos vo§

forBm rovel4doBi contudo,

oonhaolrlr um tlffodo Suo nlo

co¡¡vlrrlr l)osr¡'ñF, e mi vosslt

lmprudencla o tlansmlüstes

is

mulheres. Através da revelacáo

dcssc scgrcdo, homens e mu- lheres praticam multas desgra- gas sobre a terra', Portanto, dize¡hes: 'Vós náo tereis ne-

nhuma paz'!"

268 T"'ro. J,J'ic6 " f'c"¿ep¡sñro.

{" !írg.n" J. fnog.rc Relato da primeira viagen XVII

, 1 Tomaram-me entáo e

transportaram-me a um lugar

onde as coisas se apresentavam

deles: eu vi também os allcer- ces da terra. Eu vi a cumeelra

da terra: eu vi os quatro ventos

que suportam (a

terra e) o

como chamas'de fogo, e, quan-

do quertam,'podtam

transfor- flrmamento. Eu vl como os ven:

mar-se em formas humanas.

Depols levaram-me ao lugar das

trevas c sobre uma montanha

cujo cume alcangava o céu.

' 2 Eu ü o lugar das lumlná-

rlas, os reservatórlos das estre- las e dos trovóes e, nas profun-

dldades mals dlstantes, um

arco de fogo com setas e sua

alava, uiira espada de fogo e

todos,os rclempagos.

3 Depols,transportaram-

me ao lugar das águas vlvas e

do fogo ocldental, que recebe o

sol:da tarde. Entáo cheguel a

uma;torrente de fogo, cuja

incandescéncla fluia

como a

água,.e que se derramava num grande

' 4 Entáo .eu vl as grandes

correntes dc água, e cheguel até

cscurl-

dáo; depols chcguel aos luga.

rcs para. onde sc encamlnha toda a carne. Eu vt as monta-

nhas da escurtdáo do lnverno e os lugares pa¡a onde fluem to-

das as águas das profundezas.

.6 Entáo eu vi a foz de todos os rlos da terra e a desemboca-

dura das águas profundas.

o grandc rlo c a grande

''

Capitüo XVItr

' 1 Eu vl as camaras de to- dos os ventos: eu vl como Ele adornava tóda a terra por melo

tos expandiam a abóbada celes-

te. e como a sua poslgáo se sl- tuava entre o céu e a terra: eles

constltuem as colunas do céu.

que fa-

zem glrar o céu e moümentÁm

2 Eu vl os ventos

o dlsco solar e as estrelas, até o seu ocaso. Eu vl os ventos que

sobre a terra transportam as

nuvens; eu vl os camlnhos dos

Anjos: eu vl, nos conflns da ter- ra, o flrmamcnto que se susten-

ta nas alturas.

3 Depols eu ful em dtregáo

ao sul e vl um lugar que ardla

todo o tempo: all encontram-se sete montanhas de pedras pre- closas, tres delas do lado leste c trés do lado sul. Das do lado

leste, uma é de pedras colori-

das, outra de pérolas e outra de topázlo; as do Iado sul sáo for- madas de pedras vermelhas.

4 A montanha do melo al-

canca o céu: assemelha-se ao

trono de Dcus, e é felta de

alabastro: o áplce do trono é de saflra. Vl entáo um fogo flame-

Jante. Para além daquelas mon-

tanhas exlste um lugar que re- presenta o I¡m da grande terrai

o próprio céu chega ao seu

flm. 5 Entáo eu vi um abismo

com colunas de fogo da altura do céu, e vi depols essas mes-

t_-.o ¿. F

mas colunas ruindo: elas sáo

incomcnsurávels. tanto em al- tura como cm profundtdade.

Atrás desse ablsmo eu vl uma

que por clma náo ttnha

regláo

llrmamento e por balxo náo ti-

nha bases terrestres flrmes:

sobre ela nao havta nem água

nem pássaros; era um lugar

deserto e horrivel. 6 Lá eu vl sete estrelas,

como montanhas grandes e ar-

dentes, Ouando perguntel

bre elas, dlsse o AnJo: -Este é o

so-

lugar

em que o céu e a terra

acabam: esta é a prlsáo das es- trelas e das legtóes dos corpos

celestes.

7 'E as estrelas que circu-

Iam sobrc o fogo sáo aquelas quc

no lniclo do seu curso transgre- dlram as ordens de Deus, náo aparecendo no seu deüdo tem-

po, Asslm,

Ele encolerlzou-se

oe""

269

com elas e prendeu-as por dez

mll anos, até o tempo cm que

cstlvcr expiado o seu pecaclo."

Capítulo XD(

1 Entáo dtsse-me Urtel:

"Aqui é o lugar onde ficaráo os

Anjos que se rnlsturaram com

as mulheres, como também os

seus Espirltos, que assumem

formas va¡ladas e que corom-

pem os homens. Também se-

duzem a estes, fazendo-os pres- tar culto aos demónlos como se

fossem deuses. Aqut eles llcaráo

até o grande dla doJuizo, quan-

do seráo sentcnclados á anlqu!

lagáo completa. As mulheres,

seduzidas

pelos Anjos, seráo

transformadas em serelas".

2 Eu, Enoque, vl sozlnho

essa vlsáo do llm de todas as

colsas, e nlnguém a vcrá como

eu vl.

,

Relato da segunda viagem XX

1 As funcócs dos Anjos vl- gias sáo as segutnte:

2 Urlel, um dos santos An-

Jos, preslde ao mundo e ao tár-

ta-ro: 3 Raphael, um dos santos

Anjos. dtrige os espírltos dos ho-

mens;

Anjos,

4 Raguel, um dos santbs

exerce a vlngansa no

mundo das Luzes:

5 Mlguel, um dos santos

Anjos, fot estabelecldo sobre a

parte melhor dos homens, so- bre o povo de Israel e sobre o

Caos;

6 Sarakael, um dos santos Anjos, fot estabelecido como o

vlgla dos Dspírltos que lnduzcm

os outros espírltos ao pecado:

7 Gabrtel. um dos sa¡tos

Anjos, presfde ao Paraíso, ás