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Maquete Elemental

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CONEXÕES
PARAISÓPOLlS

A Exposição

A cidade informal constitui o corpo central desta exposição. São mostrados diagramas
detalhados, dados estatísticos e definições das características sociais, políticas e es-
paciais; ou seja, análises das ocupações precárias do território - daquela parte da cida-
de que não tem urbanização legal - onde o parcelamento do solo é descontrolado e as
construções não têm planejamento, resultando nos chamados assentamentos espon-
tâneos, com pouca ou nenhuma infraestrutura e serviços.
Paraísópolis e sua posição estratégica próxima ao bairro do Morumbi, serve de pano
de fundo para esta mostra. Objeto de estudo e exemplo de cidade informal paulista na,
revela toda a problemática de seu entorno e o desenvolvimento de diversas propostas
aqui enunciadas.
A mostra vai além. Apresenta 18 projetos para sete favelas diferentes, também resul-
tado de diversas situações de colaboração internacional, com projetos elaborados por
arquitetos de reconhecido valor.
São Paulo aglomera mais de 1.500 favelas e um imenso desafio de transformá-Ias em
bairros integrados ao seu território. Uma realidade comum a quase todas as metrópoles
de todos os continentes. Criar uma rede de experiências bem sucedidas, resultante de
idéias de arquitetos e urbanistas, significa um bom caminho e um bom modelo para a
universalização de práticas necessárias e possíveis.
A visita que Christian Whertmann, professor da Harvard Universitq Graduate School of De-
sign [GSD], realizou em São Paulo, em agosto de 200?, a partirde algumas áreas já urbani-
zadas na região dos mananciais, permitiu que ele desenvolvesse o curso Infraestrutura
Alternativa para a Cidade Informal. Os participantes desenvolveram, por meio das propos-
tas sugeridas, intervenções nos assentamentos Cantinho do Céu e Paraisópolis, utilizan-
do tecnologias alternativas para água, esgoto, energia, controle de erosões e transportes.
Saída para
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Maquete MMBB

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Maquete Boldarini

FRUIÇÕES
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Saída para
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Simultaneamente, alunos do Sustainable Urban Living Model, da Columbia llniversitq


Graduate School of Architecture Planning and Preservation, coordenado pelos professo-
res Alfredo Brillembourg e Hubert Klumpner, do grupo Urban Think Tank [U-TT], fizeram
um minucioso estudo para Paraisópolis, com propostas para habitação, infraestrutura,
parques e áreas de lazer, entre outros.
Na Bienal de Roterdã, em outubro de 2009, cujo tema foi Open City: Oesigning Coexistence,
a subcuradoria do evento, sob direção dos arquitetos Rainer Hehl e Jorg Stolmann, sele-
cionou, para a seção Squat, trabalhos de seis arquitetos para a comunidade de Paraisó-
polis, aqui apresentados.
Os projetos são abordados a partir de quatro temas, sob a forma de operações táticas
que melhor representam os problemas das favelas.ldentificadas com os problemas mais
relevantes da cidade informal, possibilitam uma visão crítica do trabalho mostrado.
CONEXÕES,
que traduz o sentido de conectar os territórios da cidade informal com a for-
mal e construir continuidades.
TRANSiÇÕES,
em referência a ações de projetos que exploram as conexões entre os espa-
ços públicos e privados.
FRUIÇÕES,
propõe soluções alternativas às técnicas tradicionais para sistemas de dre-
nagem, utilização de águas, e reciclagem. O destaque são as alternativas que buscam a
sustentabilidade dos sistemas urbanos.
RANSFORMAÇÕES,
evidencia projetos que resultam em mudanças na morfologia existen-
e, como áreas ocupadas de forma precária, que se transformam em parques, novas
oradias, espaços de circulação.
Marisa Barda
Arquiteta
Cortiços

Moradia coletiva multifamiliar, constituída por uma ou mais edificações em um mesmo lote
urbano, subdividida em vários cômodos alugados, subalugados ou cedidos a qualquer
título. Várias funções são exercidas no mesmo cômodo; uso comum dos espaços não
edificados e instalações sanitárias; circulação e infraestrutura precárias e, em geral, su-
perlotação de pessoas (Lei Moura, 10.928/91).
a elas

: e s habitacionais precários, com moradias auto-construídas, formadas a partir da


:~ ação de terrenos públicos ou particulares. Estão associados a problemas da posse
~ te+a, elevados índices de precariedade ou ausência de infraestrutura urbana e serviços
__: c s e população com baixos índices de renda.
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25

Lotearnentos Irregulares

Lotes que não podem ser regularizados por não atender às legislações de parcelamen oe
uso do solo. Apesar do morador ser adquirente, não tem garantida a posse do imóvel. 50 a-
se a esta irregularidade a moradia auto-construída e os baixos níveis de renda das farnfl'a _
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Cidade
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JARDIM DLlNDA

úcleos Urbanizados

~ um conceito relacionado a uma favela que já recebeu infraestrutura porem ainda não
e á regularizada juridicamente.
Dados das favelas apresentadas na exposição

As favelas Bamburral, Córrego da Mina e Parque Novo Santo Amaro V estão inseridas em
programas que tem como foco a urbanização e a regularização fundiária de áreas de-
gradadas, ocupadas desordenadamente e sem infra-estrutura. O objetivo é transformar
favelas e loteamentos irregulares em bairros, garantindo a seus moradores o acesso à
cidade formal, com ruas asfaltadas, saneamento básico, iluminação e serviços públicos.

Urbanizar é levar infra-estrutura urbana a essas áreas, como abrir e pavimentar ruas,
instalar iluminação pública, construir redes de água e de esgoto e criar áreas verdes e de
lazer, além de espaço para escola, creche e posto de saúde. A urbanização dessas áreas
é estratégica, pois também garante o acesso à saúde e à segurança, na medida em que
ambulâncias e demais serviços urbanos têm acesso a esses locais, antes degradados.

A urbanização é indispensável para a regularização fundiária dessas áreas que, por sua
vez, é fundamental para promover a inserção da comunidade no con e o legal da cidade.
DADOS BÁSICOS Ano de Ocupação 1977
Distrito Perus
Subprefeitura Perus
Regional Norte
Área Total 12.136,09
Imóveis 500
Percentual Área Mananciais O

INFRAESTRUTURA URBANA (li) Área de Sistema Viário Ativo O


Abastecimento de Água 60
Esgotamento Sanitário O
Rede Elétrica Domiciliar O
Iluminação Pública O
Drenagem Pluvial O
Vias Pavimentadas O
Coleta de Lixo 50
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DADOS BÁSICOS Ano de Ocupação 1992
Distrito Perus
Subprefeitura Perus
Regional Norte
Área Total 226.614,09
Imóveis 4.350
Percentual Área Mananciais O

INFRAESTRUTURA URBANA (") Área de Sistema Viário Ativo O


Abastecimento de Água 67
Esgotamento Sanitário 12
Rede Elétrica Domiciliar 67
Iluminação Pública 50
Drenagem Pluvial 25
Vias Pavimentadas 50
Coleta de Lixo 75
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1992 DADOS BÁSICOS Ano de Ocupação 1980


Perus Distrito Jardim Angela
Perus Subprefeitura M'Boi Mirim
Norte Regional Sul
226.614,09 Área Total 53.917,51
4.350 Imóveis 389
O Percentual Área Mananciais 99,55

O INFRAESTRUTURA URBANA (li) Área de Sistema Viário Ativo O


67 Abastecimento de Água 50
12 Esgotamento Sanitário 50
67 Rede Elétrica Domiciliar 50
50 Iluminação Pública 100
25 Drenagem Pluvial 100
50 Vias Pavimentadas 100
75 Coleta de Lixo 100
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Dados dos loteamentos irregulares
apresentados na exposição .

A necessidade de se urbanizar e regularizar loteamentos e favelas na área das bacias


que abastecem as represas da cidade de São Paulo é urgente e inadiável. Estudos de
diversas instituições que defendem a preservação do meio ambiente alertam para a
necessidade da urbanização dessas bacias, sob pena de se comprometertodo o abaste-
cimento de água da cidade de São Paulo.

Os assentamentos Vargem Grande, Cantinho do Céu e Cidade Júlia estão localizados em


área de manancial e estão inseridos no Programa Mananciais que tem por objetivo a
recuperação sócio ambiental dos assentamentos localizados nessa região da cidade de
São Paulo.

AÇÕES DO PROGRAMA
implantação de redes de água e de coleta de esgoto;
drenagem de águas pluviais e de córregos;
coleta de lixo;
melhorias viárias para veículos e pedestres, com pavimentação e abertura
de ruas e vielas;
eliminação de áreas de risco;
iluminação pública;
criação de áreas de lazer e centros comunitários;
re-assentamento de famílias e construção de unidades habitacionais;
acompanhamento social junto à população moradora do local;
educação ambiental;
regularização fundiária através das Leis Específicas de Proteção e Recuperação
dos Mananciais
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bacias Distribuição de Pessoas por Faixa de Idade Distribuição de Pessoas por Grau de Escolaridade

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• Ensino Infantil
abaste- • Ensino Fundamental
• Entre Oe 14 anos
• Ensino Médio
• Entre 15 e 39 anos • Ensino Superior
• Entre 40 e 64 anos
• Analfabeto
• 64 anos ou mais • Não atingiu Idade Escolar
dos em • Sem Informação 81% • Sem Informação
etivo a
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enda Familiar Média Renda Percapta

4%

• Entre Oe 0,5 SM
• MaisO,5a 15M
• Entre Oe 3 SM • Mais de 1 a 1,5 SM
• Mais de 3 a 6 SM • Mais de 1,5 a 2 SM
• Mais de 6 SM
29% • Maisde2SM

lstríbulçâo de Farnflias por n' de Componentes Tabela de Distribuição do Chefe da Família X por Sexo
1% 0%

• Pessoa só
• Famílias compostas de
2 a 4 pessoas
• Famílias compostas de
sa 7 pessoas 63%
• Fa ias compostas de
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• Masculino
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• Feminino
DADOS BÁSICOS Ano de Ocupação
Distrito Pare~e _
Subprefeitura Pare e_
Regional
Área Total 2.77!.. =:~-
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Percentual Área Mananciais

INFRAESTRUTURA URBANA IlI) Área de Sistema Viário Ativo


Abastecimento de Água
Esgotamento Sanitário
Rede Elétrica Domiciliar
Iluminação Pública
Drenagem Pluvial
Vias Pavimentadas -=
Coleta de Lixo

RISCOIll) Baixo
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Médio
Alto
Muito Alto

VULNERABILlDADE SOCIAL IlI) Nenhuma


Muito Baixa
Baixa
Média
Alta -
Muito Alta

íNOICES Infraestrutura Urbana


=
Saúde
Risco
Vulnerabi'°dade
Renda édia
DADOS BÁSICOS Ano de Ocupação
Parelheiros Distrito Cidade Ademar
Parelheiros Subprefeitura Cidade Ademar/Pedreira
Sul Regional Sul
2.774.887 Área Total 1.255.143,50
4.615 Imóveis 5.974
Percentual Área Mananciais 65

INFRAESTRUTURA URBANA (") Área de Sistema Viário Ativo


100 Abastecimento de Água 50
Esgotamento Sanitário 11
100 Rede Elétrica Domiciliar 37
100 Iluminação Pública 49
Drenagem Pluvial 69
25 Vias Pavimentadas 37
100 Coleta de Lixo 69
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Paraisópolis
Dados f I nlormações

Paraisópolis é considerada a segunda maior favela da cidade de São Paulo, com 55.59
pessoas e 20.832 imóveis, uma série de equipamentos públicos, além de uma rede de ins-
tituições civis que atuam em projetos sociais. Um universo amplo, rico, que merece toda
a atenção do poder público. A implantação do Projeto é parte do programa de urbanizaçã
de favelas em São Paulo, o maior realizado no País, com a implantação de áreas verdes
parques lineares, sistemas de iluminação, esgoto, água potável, canalização de córregos
e construção de unidades habitacionais, entre outras. As metas a serem alcançadas sã
muitas e suas intervenções foram divididas em três etapas, em função de sua extensã _

A primeira, já finalizada, contemplou intervenções urbanísticas pontuais em todos s


setores do Complexo. Podem ser incluídas nessa fase a reforma da escadaria Man e
Antônio Pinto, a recuperação das áreas de risco nos setores Grotinho e Grotão, mel -
ria do campo de futebol Palmeirinha, implantação de infraestrutura no sistema viá :
Centro-Brejo, canalização do Córrego Brejo e implantação de redes de dis ribuiçã _
água e redes coletoras de esgoto. No Jardim Colombo, a canalização do Córrego Col
[ainda não foi iniciada), a melhoria da escadaria Antônio Júlio dos San os e a con e =_
de encostas em áreas de risco, além da construção de 56 novas unidades
já en regues, são ou ras obras da primeira fase.
Distribuição de Pessoas por Faixa de Idade Distribuição de Pessoas por Grau de Escolaridade

1% 1% 5%

• Entre O e 14 anos • Ensino Infantil

• Entre 15 e 39 anos • Ensino Fundamental

• Entre 40 e 64 anos • Ensino Médio


• 64 anos ou mais • Ensino Superior

• Sem Informação • Analfabeto


• Não atingiu Idade Escolar
Sem Informação

- •• da Percapta Distribuição de Famílias por n' de Componentes

14% 2% 0%

• Pessoa Só
• Famílias Compostas de
2 a 4 Pessoas
• Entre Oe 0.5 SM • Famílias Compostas de
5 a 7 Pessoas
• Mais 0,5 a 1 SM
• Mais de 1 a 1,5 SM • Famílias Compostas de
8 a 10 Pessoas
: com 55.590 • Mais de 1,5 a 2 SM
• Famílias Compostas de
• Mais de 2 SM 11 ou mais Pessoas
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• Entre O e 3 SM

• Masculino • Mais de 3 a 6 SM

• Feminino
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IMAGENS AÉREAS DE PARAISÓPOLlS E SEU CRESCIMENTO AO LONGO DOS ANOS

Em 2005, foi iniciado um processo de urbanização e regularização dos imóveis


construídos lá irregularmente. Pelo poder público, estão sendo realizadas as seguintes
ações em Paraisópolis, para que a mesma deixe o status de "favela" e passe a ser consi-
derada "bairro":

• pavimentação;
• obras emergenciais;
• regularização fundiária;
• canalização de córregos;
• abertura de ruas e vielas;
• construção de rede de água e esgoto;
• construção de escadarias hidráulicas;
• construção da avenida perimetral;
• desocupação do leito dos córregos;
• remoção de moradias em área de risco;
• construção de calçadas e sarjetas;
• construção de espaços de lazer e de um parque linear;
• construção de 2.500 unidades habitacionais em convênio com a COHU.
• Paraisópolis recebeu no dia 13 de dezembro de 2008 o CEUParaisópolis. São mais _
10 mil m2 de área construída, num terreno de 25.400 m2, o CEUParaisópolis tem ca a-
cidade para atender 2.800 alunos no iníciodo próximo ano letivo, eliminando o ercei
turno em três Escolas Municipais de Ensino Fundamen ai (E EFs).
o
....o DADOS BÁSICOS Ano de Ocupação 1942
Distrito Vila Sônia

E Subprefeitura
Regional
Butantã
Sul
O Área Total 142.B15,51
r--- Imóveis 3.244
O Percentual Área Mananciais O
Ü INFRAESTRUTURA URBANA (li) Área de Sistema Viário Ativo O

E Abastecimento
Esgotamento
de Água
Sanitário
5B,93
14,95
Rede Elétrica Domiciliar 14,57
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~ Iluminação Pública 80

ro Drenagem Pluvial
Vias Pavimentadas
50
80
J Coleta de Lixo 50

RISCO (li) Baixo 50


Médio 15
Alto O
Muito Alto O

VULNERABllIDADE SOCIAL (li) Nenhuma 17,12


Muito Baixa O
Baixa 5,05
Média O
Alta O
Muito Alta 77,8

íNDICES Infraestrutura Urbana 0,48


Saúde 0,78
Risco 0,23
Vulnerabilidade 0,83
Renda Média 811,11

ú' DADOS BÁSICOS Ano de Ocupação 1950


r--- Distrito Vila Andrade
O Subprefeitura Campo Limpo
Q. Regional Sul
Área Total 787.785,05
'O 17.159
Imóveis
ú'
.- Percentual Área Mananciais O
ru
~ INFRAESTRUTURA URBANA (li) Área de Sistema Viário Ativo 50
Abastecimento de Água 54.15
21.55
~ Esgotamento Sanitário
OS imóveis Rede Elétrica Domiciliar 40
Iluminação Pública 40
3S seguintes Drenagem Pluvial 50

~a ser consi- Vias Pavimentadas 50


Coleta de Lixo 50
o
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eo RISCO (li) Baixo 14
""
Vl Médio 5
~o Alto O
''u,,- Muito Alto 3

:;: VULNERABllIDADE SOCIAL (li) Nenhuma 11,23
o
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Muito Baixa O
~ O
Baixa
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I Alta O
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íNDICES Infraestrutura Urbana 0,44
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s: Saúde 0,46
li Risco 0,09
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Vulnerabilidade 0,77
~ Renda Média 558,44
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ão mais de
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o o erceiro
Paraisópolis
Pro j eto de a rqu itetu ra e
urbanismo intra-condominal

PROJETO: Elito Arquitetos Associados Ltda.


AROUITETOS: Edson Elito, Joana Fernandes Elito, Cristiane Otsuka Takiy

EDIFíCIOS/MÓDULOS: 42
UNIDADES HABITACIONAIS: 954 de 52 m2 e 55 m2
UNIDADES COMERCIAIS: 49
ÁREA TOTAL CONSTRUíDA: 66.300 m2

ANO: 2008/2010
OBRA: 2010
_____ -~100m
0~5 50

PLA ACÃO
PLANO GERAL

Plano Urbanístico Faraisópol!s


Plano de Desenvolvimento Urbano 2010-2025

PROJETO: Cira Pirandi, Ruben Otera, Anália Amorim


COLABORAOORES: Adda Ungaretti, Camilla Oibaco, Gabriela Callejas

ANO: 2009
LOCAL: SubprefeituraCampo Limpo
Região sul de São Paulo

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- LDVIAS E ELEVADORES
EQUIPAMENTOS

CORTE AVENIDA PERIMETRAL


o projeto elaborado no ano 2009 tem a particularidade de se inserir num processo de reur-
banização da área em andamento por parte da Prefeitura de São Paulo faz já alguns anos.
Nesse sentido as premissas de projeto deviam considerar essa circunstância e adaptar
alguns dos seus objetivos e estratégias aos avanços dos trabalhos nas diversas áreas.

o Plano de Desenvolvimento Urbano 2010-2025 propõe um modelo de desenvolvimento


harmônico que leve em consideração as características e particularidades da área cen-
trado nas áreas de infraestrutura, equipamentos, espaços públicos e habitação.

o desenho desejável para Paraisópolis está estruturado em três eixos básicos: as águas,
mobilidade, habitação. Tudo conectado em favor da construção de recintos capazes de
estruturar o convívio como dimensão essencial do desenho urbano. O processo multi-
disciplinar, após a compreensão dos anseios da população, é desenhado e expresso em
um texto norteador do plano diretor.

As águas, como bem primário dos mais valiosos no futuro próximo são entendidas tam-
bém como elemento de lazer e educação. O máximo possível ela ficará exposta em forma
de pequenas piscinas e locais de contemplação, propiciando o aumento do convívio dire-
to da população com as águas limpas.

Para incentivar o lançamento do esgoto doméstico na rede pública, prevemos um kit que
realiza a ligação da tubulação interna de cada casa com a rede.

A qualidade da água também é afetada pela coleta e manejo do lixo da área. A propos a
prevê a coleta diária do lixo de toda Paraisópolis por meio de pequenos caminhões elé (-
cos que levarão o lixo para a Central de Triagem de Paraisópolis. O lixo orgânico será leva-
do para o serviço de compostagem e o lixo não reciclável será levado ao aterro sanitári

A mobilidade: devido à topografia acidentada, que em vários pontos da área dificul a ê

circulação interna em Paraisópolis adotou-se um sistema de ascensores, instalados e~


pontos estratégicos, criando áreas de encontro e serviço em seus ingressos. Estes e ê-
vadores estarão integrados ao sistema de transporte da cidade de modo de não gravar
à população local e assegurar a manutenção do equipamento. Ciclovias interligadas ao
entorno, rampas motorizadas e calçadas mais generosas favorecem e incentivam o ca-
minhar em áreas sombreadas com bancos para o descanso.

Os autos circulam em sistema viário existente, domesticados com três opções de esta-
cionamento: carga e descarga; sistema elevado vertical utilizando pequenos terrenos;
e quatro grandes edificações de estacionamento localizadas em áreas de fácil acesso
[com pé-direito reversível para futuras habitações). No leito viário, não se estaciona. A
área anteriormente usada para este fim amplia-se para as calçadas, plantando-se árvo-
res, instalando-se bancos, favorecendo o encontro.

Vias, ciclovias e novas calçadas são conectadas ao entorno existente, evitando-se assim
a segregação e o isolamento tão usual em áreas dessa natureza.
A habitação: se bem é verdade que ela não principia nem termina em sua porta, existem
outras dimensões simbólicas de abrigo, como proteção e identidade, as quais preser-
vamos em nosso projeto. Com uma densidade muito superior a grandes metrópoles,
buscamos alternativas pontuais, mantendo o assentamento o máximo possível em sua
configuração existente [5% de remoções).

A construção do vazio é uma prioridade numa área carente de espaços abertos. Ouando
o desenho favorece, remoções são realizadas nos miolos de quadras e pequenas pra-
ças são instaladas, implantando-se novos edifícios - com um sistema construtivo pré-
industrializado em blocos cerâmicos, já utilizados pela população local - retornando o
morador ao seu local de origem. Os novos apartamentos possuem uma área de 50 me-
ros quadrados e três a quatro pavimentos, utilizando quando possível a cobertura para
o lazer e secagem de roupa, hábito cultural de toda a população.

Em situações mais densas, propomos "pátios privados" entre quatro a seis casas de for-
ma de 'arejar' a quadra. Onde a ventilação e a iluminação não ajcançam o menor índice
aceitável, sugerimos "chaminés" industrializadas para a ventilação cruzada desejável.

Anália Amorim, Ciro Pirondi, Ruben Otero


Cantinho do Céu
"
EntrE' a Casa E' a Agua

PROJETO:Boldarini Arquitetura e Urbanismo


Marcos Boldarini, Cristiana C. Salomão, Josiane C.Viana, Sergio Faraulo, Simone Ikeda,
Melissa K. Matsunaga, Melina Giannoni [autores], Suzel Maciel e Christian Werthmann
[consultoria em paisagismo], Wagner Garcia [consultoria em estruturas)

EXECUÇÃO DAS OBRAS: Consórcio Schahin Engenharia


e Carioca Christiani Nielsen Engenharia

POPULAÇÃO BENEFICIADA: 9.800 famílias


ÁREA DO LOTEAMENTO: 2.000.000 m2
PAISAGISMO: 380.000 m2 [área do parque)
REMOÇÕES: 1.650 construções
PAVIMENTAÇÃO DEVIAS: 80.500 m2
DRENAGEM: ? 250 m
LIGAÇÕES DOMICILIARES DE ESGOTO: 470 unidades

ANO: 2009
LOCAL: Subprefeitura Capela do Socorro
Região Sul de São Paulo

Can .nho do Céu


---
~OI"""'~DI""
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a-D",.._

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CCUfllO'lWlCML •••••• UIC*

! Ieda,

hmann

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lUcJC cc Cz.-!" C
2 l'';""f'S<!
o Parque proposto para a área do Núcleo Cantinho do Céu, que abrange ainda o Parque
Residencial dos Lagos e Jardim Gaivota, às margens da Represa Billings, está inserido no
âmbito do Programa de Saneamento Ambiental dos Mananciais do Alto Tietê - Programa
Mananciais, que tem como objetivo proteger e manter a qualidade dos recursos hídricos
e das fontes de água potável.

Para tanto, estão sendo implementadas obras de infraestrutura necessárias à urbani-


zação do assentamento. São previstas demolições de edificações localizadas, em sua
maioria, na área lindeira ao reservatório. Sua definição ocorreu sob critérios técnicos
onde foram observadas situações de impossibilidade de esgotamento sanitário, libera-
ção das linhas de drenagem, complementação do sistema viário e supressão de áreas
de risco. Esta alternativa possibilitou a conformação de uma área de aproximadamen e
? km de extensão, onde o projeto do Parque é desenvolvido, constituindo um conjunt;
de espaços públicos abertos, de caráter regional.

o Parque associa usos de recreação e lazer à preservação da margem com a manu e--
ção e reconstituição de espécies vegetais nativas, evitando o assoreamento da repre
e promovendo a qualidade de vida dos moradores. O parque será implantado em seis _
mentos. Esta divisão considerou as situações especiais identificadas ao longo da áre=
tendo como prioritárias as condições topográficas, acessibilidade e a articulação co as
obras de urbanização em curso. Até o momento, está em fase de elaboração de projete =
execução de obra o primeiro trecho, situado no Parque Residencial dos Lagos.
a nda o Parque
s á inserido no
-2-ê - Programa
.= rsos hídricos

sa-ias à urbani-
zadas, em sua
e-ios técnicos
:- . ário, libera-
essão de áreas
imadamente
~ um conjunto

o da represa

go da área
- ação comas
acã de proje o e
..À=: s.
Varqem Grande
A cratera foi descoberta em 1961 por meio de fotos aéreas, e classificada como uma cratera de impacto, ou seja,
produzida pela queda de um meteoro gigante ou cometa sobre a crosta da Terra; sua idade estimada é de 36 milhões
de anos. Além de valor científico, ela também apresenta valores ambientais, com a presença de vegetação típica da
mata atlântica e sua inserção em área de proteção a mananciais.

PROJETO: Jun Joung


SLUM Lab curso organizado por Alfredo Brillembourg
& Hubert Klumpner. 12 Sites, São Paulo, Brazil.
Designing Urban Acupuncture, para a Columbia University,
Graduate School of Architecture, Planning and Preservation

ANO: 2009
LOCAL: Subprefeitura Campo Limpo
Região sul de São Paulo
o gráfico com as atividades principais [excluindo serviços
financeiros). de acordo com o imposto de valor agregado,
ilustra a economia diversificada de São Paulo. Dos 18 ramos
de atividade, cujo imposto de valor agregado é mais do que
$ 1 bilhão, três estão no setor de serviços [os mais impor-
tantes). 12 divisões diferentes e 3 de comércio industrial.
Na distribuição espacial dessas atividades, a indústria tem
preferência pela proximidade às estradas principais, os
serviços se concentram no centro expandido - chamado
de centro econômico da cidade-
e o comércio, sob o pontode vista
territorial, é visto de uma manei-
ra mais difusa.

Indústria
---
---
--
A Indústria se devolveu
AO LONGO da linha

Comércio
O Comércio se devolveu
AO LAOO da linha
de impacto, ou seja,
nada é de 36 milhões
e vegetação típica da

Serviço
O serviço se desenvolveu
EM FRENTE da linha

---
.'---
--
Agricultura
Para a renascença urbana, Arte
e Agricultura se harmonizam.
É necessário muito dinheiro
para melhorar a área de favela,
entretanto o orçamento nunca é
suficiente. Se os moradores da
favela pudessem melhorar seus
arredores sozinhos, seria uma
boa solução. Vargem Grande
está localizada no interior, sua

-----
--
AJpicuJlureCll,

-~'-
-==-
natureza é boa, tornando possí-
vel convidar pessoas da cidade
assim, eles gastariam dinheiro
em Vargem Grande. Isto ajudaria
a renascença urbana,
Zone03
Zone02

J
/ -- _.'

Plano Diretor
A maneira de fazer conexão entre uma rua e outra segueum padrão
rígido e a quadra tem quase a mesma dimensão que uma quadra
típica de Manhanan. A parte sul do local é mais baixa do que a parte
norte e está sujeita a enchentes.

Vargem Grande é um loteamento que se encontra a 45 km do centro de São Paulo, quase


na parte rural da cidade. Com população de 40.000 habitantes, foi formado sobre u _
antiga cratera, pertos da represas Guarapiranga e Billings. Ele foi planejada de modo q =
todas as quadras tenham exatamente 45 x 150 metros. É organizado e possibilita que -
das as casas tenham endereço e acesso. Entretanto, existem três problemas principa :
que merecem atenção especial.

o primeiro é a poluição das represas, causada pela falta de saneamento básico. A á


residual das casas escoa até o wetland, que se encontra no centro da cratera, e -:
wetland, até as represas.

o segundo problema é a falta de infraestrutura formal. Mesmo que a Vargem Grande -:


nha um sistema de ruas organizado, a maioria delas não é pavimentada, por conse -_
cia, o sistema de transporte público não é muito confiável.

o terceiro problema é a falta de empregos nas áreas vizinhas. A maioria dos habi
viaja para o sul de São Paulo para trabalhar. A infraestrutura atual e a situação e -
mica da Vargem Grande devem ser consideradas para que as condições de vida -
melhorem. O escopo desse projeto é transformar o loteamento em uma cidade as ••~,;;..
Assim, a comunidade pode manter suas características rurais. A economia I
um estímulo para crescer, permitindo o desenvolvimen o de proje os.
Zone03
Plaeement Zolle
-r
'-l~ ••U.
Conexão
Parcelamento

~ o sistema viário segue um pa-


drão rígido e o quarteírão é pra-
ticamente do mesmo tamanho
de um quarteirão típico de Ma-
nhattan, em Nova York. A porção
sul do loteamento é mais baixa
do que a região norte, tornando-
se (uma várzea de) propensa à
inundação.

utra segueum padrão


isão que uma quadra
s baixa do que a parte

Cinturão Verde
Parcelamento

-
-__-_
.. -~--_....--
,.-.-
•.....
- •.... •..
Casa
30 Paulo, quase
ado sobre uma
Existem 6.885 unidades fami-
ia de modo que liares e a área local é de aproxi-
madamente 2,48 Km'. A maioria
ssibilita que to- das casas tem 1 ou 2 andares. Na
última década o local sofreu me-
srnas principais
Ihorias e praticamente todas as
avenidas têm rede de abasteci-
mento de água, mas a pavimen-
tação é ainda falha e restringe as
vias de acesso.
I básico. A água
Sistema de ruas e enchentes: as
Ia cratera, e do ruas seguem um padrão rígido e
a quadras tem quase a mesma
dimensão de uma quadra típica
de Manhattan. A parte sul da area
é mais baixa do que a parte norte
rgem Grande te- e está sujeita a enchentes.

porconseqüên-

I dos habitantes
si uação econô-
~sde vida locais
cidade agricola.
nomia local terá
--'1 'I
CO CElTO HABITACIO AL - VAZIO E MALHA
ESTÁDIO 00 MOIUMBi

AV. JUlES IIMET

lUA DI. FRANCISCO


(LAOO ••••O)

AV.GIOVANI
GRONCHI

AVENIDA PEllMETRAl
EMOlll:AS

CEMITÉIIO DO MOIUMII

AV.IlAPAIÚNA (PANAMBY)

MAIGINAl

Paraisópolis
I"1NHBIOS

Construindo a Cidade: mobilidade E'


transformação sóclo-territorial do Centro BrE'jo'

PROJETO: Betina Lorenzetti, Elaine Costa,


Maria Teresa Fedeli, Sergio Dai Maso e Sergio Sampaio
Programa de pós-graduação Lato sensu "Habitação e Cidade",
organizado pela Escola da Cidade em parceria com a PMSP/SEHAB

ANO: 2009
LOCAL: Subprefeitura Campo Limpo
Região sul de São Paulo

Par etsécohs
o Brejo"
VISTAS

A avenida Perimetral atuará como importante via estrutural na região de Paraisópoli


introduzindo alto impacto na nova configuração do lugar [Ligação Marginal Pinheiro
Terminal João Dias - avenida Perimetral- Estádio do Morumbi - Metrô Linha 4).

Portanto o desafio do projeto é promover a "costura" do trecho urbano, compreende


seu caráter de conexão regional sem, contudo deixar de considerar a escala local da c' -
de informal pré-existente, potencializando ao máximo suas peculiaridades [vielas, cc -
rego, topografia, etc.]. Com isso procura-se prover espaços de melhor qualidade ur --;
e preservar a identidade sóciocultural de seus moradores .

.
Além de incrementar a região com grande oferta de boxes comerciais e serviços, a ::-:
posta insere 260 novas unidades habitacionais, número suficiente para absorver a
residências que foram removidas para possibilitar a transformação da área pr -
- - .. --
:'TfíTí1 \ '. '
I • • ....,
..,

1M PLANTAÇÃO

Paraisópolis,
1al Pinheiros/
ha 4).

mpreendendo
3 local da cida-
~s(vielas, cór-
"idade urbana

erviços, a pro-
isorver as 185
área propos a.
-----------------

Cantinho do CfU

PROJETO: arquiteta Sarah Oabbs


Curso organizado pelo Prof. Christian Werthmann
A Place in Heaven. A Place in Hell. TacticalOperations
in São Paulo's Informal Sectorpara a Harvard Universitq,
Graduate School of Oesign

ANO: 2009
LOCAL: Subprefeitura Capela do Socorro
Região sul de São Paulo

c, c Cp
CONECTIVloAoE DE TRÃNSITO EXISTENTE PARA O SETOR DE TRABALHO DO CANTINHO

DIÇÕES ATUAIS: PLAND DE URBANIZAÇÃD:


AS DE ALTA TENSÃO OCUPAM O CORREDOR LINHAS DE ENERGIA ENTERRADAS

O DE URBANIZAÇÃO: TOPOGRAFIA PLANO DE URBANIZAÇÃO:


=_ "-,AS DE NíVEL A CADA 5 METROS) LINHA DE TRANSITO

- E URBANIZAÇÃO: 2 ESTAÇÕES DE EMBAROUEI PLANO DE URBANIZAÇÃO: FAIXAS NÃO EDIFICANTES DE


;:c-= :':_ QUE [PLATAFORMAS DE 96 METROS) 10 METROS PARA ESCOAMENTO DE AGUA PLUVIAL

--~1~Ç~ ... -
.A~ ~

PUNO DE URBANIZAÇÃO:
FAZENDO CONEXOES ATRAVÉS DE NOVAS RUAS
PLANO DE URBANIZAÇÃO: UMA INFRAESTRUTURA TRANSFORMADORA

A proposta enfatiza a necessidade de se criar novas conexões de trânsito entre o Can .~-:
do Céu e a região central da cidade de São Paulo. Os moradores do Cantinho do Céu at ~=
mente gastam de uma hora e meia a duas horas e meia em cada sentido viajando pas -
trabalho. Além disso, pode-se demorar cerca de uma hora para chegar ao hospital __
próximo por meio dos transportes públicos existentes; o grande centro comercial _
próximo fica a uma hora e meia, o maior e mais popular parque [Ibirapuera) a 2 ~-

No Plano Integrado de Transportes Urbanos do Governo do Estado de São Paulo.


2020, reconheceu-se que, se nenhuma ação for tomada para melhorar as cone ões
transporte público nesta capital, o acesso a bens e serviços dos moradores e -
renda vai piorar mais áinda. A fim de erradicar a pobreza, uma abordagem holís i
ser implementada para a plena integração desses moradores à área me rapo r
a inclusão das ligações en re os meios de ranspo e.
PLANO OE URBANIZAÇÃO: PLANO OE URBANIZAÇÃO:
FORMALIZANDO TRILHAS ESPONTÂNEAS NOVA FORMA CONSTRUíDA

PLANO OE URBANIZAÇÃO: PLANO OE URBANIZAÇÃO:


REDE DE ESPAÇOS ABERTOS PROGRAMA DE ESPAÇOS ABERTOS

PLANO OE URBANIZAÇÃO: PLANO OE URBANIZAÇÃO:


CORREDOR DAS TIPOLOGIAS RESIDENCIAIS, 1 DE 3 CORREDOR DAS TlPOLOGIAS RESIDENCIAIS, 2 DE 3

---"'---- ------.;:

PLANO OE URBANIZAÇÃO: PLANO OE URBANIZAÇÃO:


CORREDOR DAS TIPOLOGIAS RESIDENCIAIS, 3 DE 3 DISTRITO COMERCIAL VOLTADO PARA PEDESTRES

'l.t

PLANO OE URBANIZAÇÃO: PLANO OE URBANIZAÇÃO:


EOUIPAMENTOS URBANOS INSTlTUCIONAIS URBANIZAÇÃO MÂXIMA DO TERRENO

[)entre o Cantinho
i ho do Céu atual-
o viajando para o
r ao hospital mais
ro comercial mais
ipuera 1 a 2 horas.

e São Paulo, PITU


ar as conexões do
rradores de baixa
:em holística deve
e ropolitana, com
Paraisópolis
Novo Sistema Articulador
e de lnteqração da Cidade

PROJETO: arquitetosClaudia Roia, Lucas Lima Nicésio, Fernanda Gonçalves Moceri,


Rafael Marques Castellar e Ronaldo Kocinas
Programa de Pós-graduação Lato Sensu Habitação e Cidade,
organizado pela Escola da Cidade em parceria com a PMSP/SEHAB

ANO: 2009
LOCAL: Subprefeitura Campo Limpo
Região sul de São Paulo

1 .Jardlm Colornbo

Parai!>Ó olts
Travessia em nível!
elevadores públicos

Edificação habitacional
proposta

Terminal urbano

Eixo de circulação

proposto

Giovanni Gronchi

Via Perimetral
proposta

:eri,
A proposta apresentada tomou como partido a adequação dos espaços existentes ;: s
degradados - miolo da quadra - estabelecendo um novo sistema articulador e de .~-:
gração com a cidade. O sistema composto pelo viário existente, novas vias projeta as =
um novo sistema de fluxo peatonal balizado pelas novas moradias propostas, favore -
novos espaços de convívio que se propõe a solucionar as questões mínimas de
bridade e sugere, ao indivíduo, uma nova maneira de compreender e usufruir o es
urbano. Essa articulação dos sistemas e permeabilidade interna propõe transborda =
barreiras físicas que confinam e isolam esse fragmento de cidade.

A implantação reinterpreta a geografia natural do terreno e o sistema viário exi = -


Através de travessias em nível sobre o parque linear, elevadores públicos instala
Grotinho e Grotão e a articulação destes eixos com as vias locais e marginais ao ba: _
paisagem urbana a ter o indivíduo como prioridade.

Pontos de distribuição/articulação com paraciclos, estacionamentos verticais e -=


nais de transporte local funcionam como pequenos terminais urbanos locais. s ec --
ções habitacionais implantadas continuamente ao longo dos eixos de circulação _
dem integrar a moradia à cidade.
1MPLANTAÇÃO
j

-- Trwenia
_odor
em nfvell
púOico

edificação proposta

edificação proposta

istentes mais
lador e de inte-
as projetadas e
; as, favorecem
nimas de salu-
ufruir o espaço
ransbordar as

riário existente.
IS instalados no
nais ao bairro, a

~ icais e termi-
leais. s edifiea-
'c lacão pre en-
CÓRREGODO CXlt.ONBO_

camtRloGHETSBIAN

ZElS1-W045

Parcel Area 14oom2


Total Gross Area 2678 m'
Total Gross I Parcel 1.91
Houses 24
Apanments 37

Total Gros Total Net Floors Apartments


House 01 73.6 m' 59.1 m' 2 1
House 02 177.0 m' 142 O m' 3
House 03 49.6 m' 36.0 m' 2
House 04 135.0 m' 102.5 m' 3
House 05 63.0 m 2 48.5 m' 2
House 06 78.6 m' 54.2 m' 3
House 07 115.2 m 2 81.2 m' 4
House 08 89.0 m2 76.9 m' 2
House 09 131.6 m 2 105.0 m' 4
House 10 160.0 m2 113.4 m2 4
House 11 67.4 m 2 52.1 m' 2
1400 m' House 12 129.6 me 99.6 m' 3 2
2678 m' House 13 161.6 m 2 97.3 m' 2
1.91 House 14 129.6 m 2 93.5 m' 2
2. House 15 180.0 m' 123.3 m 2 2
37 House 16 114.4 m2 94.7 m' 2
House 17 134.1 me 93.5 m' 2
House 18 72.0 m 2 59.1 m'
House 19 80.6 m' 61.7 m'
124.63 ~ House 20 162.4 m' 119.3 m'
23!10< House 21 1104 m' 82.1 m'
1 3~ House22 870 m' 701 m'
2"- _23 595m' 529""
32'i ,.,.,..,2· 'tE'" moi" 8 E 3 2
II
House 24

.-.
House 02
Total gross 116.7 mt
TotaIgrou 1nm' Total oet 81.6 mr

~ If. Total •••

.•....•...•.
FIoonI
142
3
2
ma
ApartmenOS
Apattment ,
3
2

Apa<1mef"4, Total net 40.9 ml


Total ••• 70.7 m'
Ground FIoor
G••••••••F1oo< Veranda '4.0 mt
v..anda 8.7 mI LMng and Kl1chen 12.5 rnZ
lMngand_ 16.1 m' S1Drage 2.0 m'
SIonogo 2.0 mI F.,.,.-
·IhíHf Fn1F1oo<
2ndBedroom 7.9 m'
1st Bedroom
Ba1hroom
9.8
2.6
mZ
mt
Second F1oo<
'"Bedroom 12.7 ma Apar1men'2
2ndBedroom 12." ma Total net 40.7 m'
Ba1hn>om 2.1 m'
Rrst F100r
Apa<1mef"42 Varanda 12.5 m'
Total ••• 71.3 ma Second FIoo<

[!j
Uving and Kitchen 12.2 mI
G"""",F1oo< 1st Bedroom 7.5 m'
V••anda 10.5 mI 2nd Bedroom 6.2 m'
LMng and Kltc:hen 104.9 mI Balhf'oom 2.3 mJ
S1Oo"age 2.0 m'
Fn1FIoo<
'"Bedroom 12.7 m'
2ndBedroom 12.4 m'
Balhroom 2.7 ma
Second Floor
,st Bedroom 8.2 m'
2nd Badroom 7.9 mt

11 _ •• 06
m
.,11. House 07

-
TOIaIgross 115.2 ma
Total"'" 81.2 ma

-
TotaIgroos
Total •••
78.6
54.2
ma
ma
FIoonI

2
FIoonI
,
3
Apar1ment ,
ma
Total"'" 40.3
Apa<1mef"4,
G""-",, F1oo<
TOIaIne1 54.2 m' Varanda 9.3 m'
Ground F1oo< lMngandlO1chen 11.2 ma
VeraneIa 9.3 m' S'orage 20 m'
Ba1hroom 1.8 ma
lMngandlO1chen 10." m'

rn
F••• F1oo<

--
5••••• 20 m'

Fn1F1oo<
~ '" Bedroom 6.2 m'
2nd Bedroom 4.4 m'
SlOrage 1.2 m' BaUvoom 5.4 ma

6
'li Bedroorn 7.0 mI
2nd Bedroom 7.0 ma _",2
Total"'" 40.9 m'
Second F1oo< Second F1oo<
1st Bedroom 12.8 m' VeraMa 9.0 m'
Ba1hn>om 4.5 ma lIving and Ki1chen 13.0 m'
Thifd Floor
lsl Bedroom 9.0 m'
2nd Bedroom 7.0 ma
BalOroom 2.9 m'

aior eficiência, e
erno. É o único m -
escimento e muda -
a favela como moae-
_'3
Total gross
Total •••

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FIoonI
181.8 m'
97.3 ma

2
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~D
-,.
-
To1aIgross '00 m'
Apar1ment , To1aInet 123.3 m'
TOOIInot 49.1 ma FIoonI
•2
Ground F1oo<
-rculação entre e a= Ve<ando
lMng and Kitch8n
10.6
11.5
ma
ma
Apar1ment ,
Totalnet 59.3 m'
5••••• 2.0 mI Ground FIoo<
~. acabada, são p Ba1hn>om 3.0 m' Varanda
LMngandlO1chen
15.5 m'
15.5 m'
Flrs1F1oo< Storage 2.0 m'
Second F1oo<
:ealismo modemi 1st Bedroom
2nd Bedroom
8.0
6.8
mI
mI 1st Bedroom 12-2 m'
5.2 m' 2nd Bedroorn 11.1 m'
"'" Badroem Ba1hn>om
a ualidade dos escs- Ba1Mx>m 2.0 m' 3.0 m'

~2
Apar1ment2

tja
Totalnet 64.0 m'
equenas unida -- TotaInet 48.2 m'
SecondF1oo< GrounclFloor
Storage
E e espaços púb .,.. - Ver"""
lMng anel Kitchen
9.9 m'
10.2 m' FirstFloor
2.0 ma

Storage 1st Bedroom 12.2 m'


2.0 m'
Ba1hn>om 4.1 m'
2ndBedroom 11.1 m'
Bathroom 3.0 ma
TlWdF1oo< Third FIoor
'01 Bedroom 8.2 m'
Varanda 15.5 ma
2nd 8odroorn 6.8 m'
LMngand_ 20.2 ma

~ardim cobe
""'-
Ba1hn>om
5.0 m'
20 ""

"'- e lugares e
s ac
Parque Novo Santo Amara V

PROJETO: Vigliecca & Associados

AROUITETOS: Héctor Vigliecca e Luciene Ouel


COORDENAÇÃO: Thaísa Folgosi Fróes
COLABORADORES: Ronald Fiedler, Neli Shimizu, Caraline Bertoldi, Kelly Bozzato,
Aline Ollertz Silva, Fábio Pittas e Pedra Ichimaru Bedendo

ANO: 2010
LOCAL: SubprefeituraM' Boi Mirim
Região sul de São Paulo

Parq e Se
SITUAÇÃO OA HABITAÇÃO -
Áreas públicas Favelas
• Ouadras fiscais • Núcleos habitacionais

ro V
Entendemos moradia como sinônimo de cidade. E entendemos que a produção de ~=-
bitação em grande escala constitui a parte básica na produção da cidade. Projetos ::=
arquitetura coletiva devem gerar setores visíveis e compreensíveis que organizer- :;
escala enfrentando a cidade real e rejeitando formalismos heróicos. Acreditamos - :;
a reprodução da habitação deve valorizar a variedade e a identidade, alcançadas a a _

de um relacionamento de respeito à geografia e de solidariedade ao existente.

o projeto localiza-se na zona sul do município de São Paulo, na região da bacia da -


rapiranga, em área de proteção aos mananciais. A área de intervenção totaliza 5, -:;
está inserida em uma Zona Especial de Interesse Social- ZEIS 1. É composta por ê :;-

públicas e loteamentos ocupados irregularmente.

A diretriz geral do projeto é criar ao longo do curso d'água existente um eixo cen '"ê

de, caracterizado como um parque linear, que estrutura todo o conjunto das inter
ções. Ele é um eixo de animação que qualifica a área, estimulando um senti e-o:
identificação nos seus moradores. Os equipamentos de educação e lazer, são in
nas extremidades desse eixo, funcionando como pontos de atração, justame
estimular as pessoas a circularem e, assim, garantir a segurança e animação

Os edifícios de habitação fazem a interface entre a rua oficial do entorno e o a _ -


área interna. Eles possuem sempre acessos pelas duas faces para garan ir a - __ -
e, com isso, a segurança e manutenção das áreas externas e in ernas do co - ---
CONJUNTO 1 CONJUNTO 2 CONJUNTO 3

TlA T2A

m
nA superior
dução de ha-
ro d
de. Projetos e
. ma
re organize
creditamos que --

m
C/TiO superior T2B rss inferior
TlB/Tl
-
Inça das através

ente.

Ia bacia da Gua- T2B/T2C


13 B superior
. 54, ha e
totaliza
" CONJUNTO 2
, eas
IpOSta por ar

T2BIT20

eixo central ver-


o das interven-

sentimento de
- tn
:r, sao . stalados

justamente para CONJUNTO 3 1LOC01

- do local.
açao
11
Ur::I- I-I-J~,
~ __ ~~
o e o parque _.:.
a ir a circula. d_ .....
COIIJUNT01
Córrego da Mina

PROJETO: Jacob Benqi


SLUM Lab curso organizado por Alfredo Brillembourg &
Hubert Klumpner. 12 Sites, São Paulo, Brazil.
Oesigning Urban Acupuncture, para a Columbia University,
Graduate School of Architecture, Planning and Preservation

ANO: 2009
LOCAL: Subprefeitura Perus
Região norte de São Paulo

a
CÓRREGO DA MINA

ÁREA DE RISCO FALTA DE ACESSO PARA EQUIPAMENTO PÚBLICO

:JESENVOLVIMENTO DE ÁREAS VERDES ACESSO AO EMPREGO

(-.---
---
•-..-
.---
--

---
--
o Córrego da Mina se encontra entre dois morros de topografias bem diferentes.
meiro morro está coberto por duas favelas bem densas: o Recanto do Paraíso e o Re -
dos Humildes com 28.000 habitantes. O segundo morro não é habitado, exceto por
escolas públicas no topo. Um córrego separa os dois, cujas margens estão ocupadas
casas que correm o risco de serem inundadas em períodos de chuva.

Este projeto tem como proposta a remoção de 580 casas localizadas em situação :c

co, às margens do córrego, para a construção de um parque. Os habitantes des --::-


serão colocados em novos apartamentos no morro vazio. A construção será fo
grupos de seis unidades que se formam para metricamente, adaptando-se às eu
da topografia.

A orientação e configuração das casas irá então variar com a topografia do mo


cendo espaços habitacionais únicos, mantendo-se coerente com a estru ura
edifício, respeitando a tipologia original da favela e sendo susceptível a mudanças =_

A nova construção resulta em um sistema de caminhos sobrepostos que c


favela existente com as escolas. Os pontos de intersecção transformam-se e
públicos que se interligam com os privados. Isso resulta em mais de 175 grup - -=-
ços públicos e habitações, cada um com suas próprias características. Além
construídos dois campos de futebol entre as escolas no topo do morro e u
leste do morro será preservada.
diferentes. O pri-
Paralso e o Recanto
Ido, exceto por duas
estão ocupadas por
l.

; em situação de ris-
o' antes deslocados
ção será formada de
do-se às curvaturas

rafia do morro, ofere-


a estrutura maior d
a mudanças futuras.

) os que conectam -
arn-se em espaç s
~175 grupos de es ê-

:as. lém disso, se ã

oeu bar. pa =
Paraisópolis
o Projeto do Lugar: Grotinho dE' Faralsópolis

PROJETO: Carlos Dias, Marcos Boldarini e Suzel M. Maciel

ARQUITETOS: Alexandre Grazzini, Eliane Sasazawa, Gustavo Capecchi,


Luiz Dei Guerra, Maristela Recchia, Melina Giannoni, Melissa Matsunaga,
Sergio Faraulo e Simone Ikeda.

EXECUÇÃO DAS OBRAS: Construções e Comércio Camargo Corrê a S/A.


e Planova Planejamento e Construções S/A.
ÁREA DE INTERVENÇÃO: Espaços de lazer, esporte e recreação: 4. 200 m2
ÁREA CONSTRUíDA: Comércio, habitação e áreas de convívio: 1. 000 m2

ANOS: 2007/2008
LOCAL: Subprefeitura Campo Limpo
Região sul de São Paulo

Paraisóoolis
ipolis
Cidade Júlia
Plano de urbanização dos assentamentos
Cidade Júlia e Nova Pantanal

PROJETO: Paulo Bastos Arquitetos Associados

AROUITETOS: Paulo Bastos [responsável técnico],


Luciane Shoqarna [coordenação],
Diego Ferretto, Glaucia Hokama, Luciana Ferrara, Martha Hitner,
Milton Kaor Nishida Jr., Nara Argiles, Paola Manso, Tainá Reis de Paula

ANO: 2010
LOCAL: Subprefeitura Cidade Ademar
Região sul de São Paulo
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Os assentamentos Cidade Júlia e Nova Pantanal localizam-se em área de mananciais


às margens da Billings, sendo objeto do Programa Mananciais e Córrego Limpo. A oc
pação, densa, é precária e irregular. Existem dois córregos principais na área, Guaicu " =
Apucás, ora fechados, ora abertos, onde são lançados esgotos diretamente em seu lei -
Dois conceitos básicos nortearam as hipóteses de intervenção nesta etapa prelimi _
do Plano.

O primeiro, de recuperar o córrego Guaicuri, desde a cabeceira, transformando-o i"-_


gralmente em parque linear até a represa. Nos tributários tamponados, implantar c
tores de esgoto ao longo dos dois lados do canal, garantindo a sua limpeza. A pos -
central que o Parque ocupará é fundamental como introdução de nova função u
ambientalmente qualificada e com uso de atividades comunitárias.

O segundo, propor para a análise e discussão conjunta, com Habi e a comunidade --=
o reassentamento de famílias em novas unidades multifamiliares verticalizadas.1 ~-
tadas a meia encosta, permitirão acessos nos pavimentos intermediários, sem pre.;
de alternativas com maior número de andares. Pretende-se assim alterar por co __
a forma de ocupação, de intensiva/extensiva, para um padrão verticalizado, libera :
amplas áreas livres, permeáveis e arborizadas, associado à requalificação dos si ::
viário e das redes de infraestrutura. As tipologias de HIS deverão ser diferencia --
habituais, na busca de organizar espaços mais adequados às necessidades pe _ -
da vida familiar local. Áreas de comércio, serviços, etc., complementos indispe __
função habitacional, serão previstas em locais de central idade e acesso adequaczs.
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ÚCLEDS CIDADE JÚLlA E NOVA PANTANAL - ÁREAS DE PROTEÇÃO PERMANENTE E RISCO GEOTÉCNICO

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Faraisópolis
Grotão

PROJETO: Urban Think Tank de Caracas


Alfredo Brillembourg e Hubert Klumper U-TT
com os arquitetos Michael Contento e Lindsey Sherman.
Carlos M. Guimaraes e Carolina Montilla (desenhistas)

SUPERFíCIE: 6.000 m2

ANO: 2009 (em andamento)


LOCAL: Subprefeitura Campo Limpo
Região sul de São Paulo

Paralsõoclís
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Apesar de situado na área central, o Grotão está ligado aos sistemas de circulação ape-
nas por uma via. Isolada, com erosões e deslizamentos, é uma das muitas áreas de alt;
risco. A remoção dos moradores criou um vazio no tecido antes denso.

Planeja-se ocupar esse vazio com áreas produtivas e públicas, com um projeto so _
voltado para o crescimento dos assentamentos e melhoria da infraestrutura. Além -=
estabilizar o solo eliminando a erosão, a intervenção une o tecido urbano e o integra "'-
programa composto de equipamentos esportivos, centro comunitário, produção ag '__
Ia, comércio, transporte, infraestrutura, novas moradias e escola de música.

Na zona mais baixa estariam um ponto de ônibus, o campo de futebol, um centro co


tário, e a escola de música, com salas de aula e de apresentação e estúdios de gra a~-
Esse espaço musical, vital para a área, leva música para as favelas, atendendo to
jovens. A mais elevada contém novas moradias para substituir aqueles removid -
áreas de risco. Espaços comerciais, no primeiro nível, são uma atração para a rua.

Os arquitetos devem se tornar um elo entre o planejamento de "cima para baix _


iniciativas de "baixo para cima", acabando com as discórdias. A prioridade será e
comunidade com infraestrutura necessária, além de prover com equipamen o as s -
de saúde, educação, cultura e esporte. O modelo proposto visa adequar soluções -
ciais às necessidades da sociedade, igualdade ao acesso à moradia, emprego, -~-
gia, serviços, educação e recursos - direitos fundamentais para um morador _
quer cidade.
e circulação ape-
itas áreas de alto

um projeto socia
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iúsica.

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Depósito tempo<ário inlOormilI
Depósitotempo<áriop~",

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[Paraisópclis]

CATADDRES FERROS VELHOS

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35 caça~bâs-----o.

3 caminhões
~60.000 .j
moradores 50 tonelada/dia

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DESPERDíCIO DE RESíDUOS SÓLIDOS MUNICIPAIS

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:open publke space

water tower & pressure network

INFRAESTRUTURAlORGANIZAÇÃO DE CATEGORIAS

Paraisópolis tem um grande potencial para fortalecer a economia local e melhorar a pê -


sagem caso invista na indústria de reciclagem. O problema do lixo não é o resultado -
falta de educação sobre o assunto ou da carência de coletores de lixo municipais -=.
área. É fundamental criar uma estratégia econômica que mobilize os moradores da
munidade e agentes sociais. O responsável pelo incentivo econômico deverá agir c ~:
um centro de reciclagem, que recebe e recicla os materiais, armazenando-os e trans -
tando-os de modo eficiente.

1. A descentralização da rede de coleta, onde diversos centros de triagem paga- -


comunidade local para trazer e separar os materiais a serem reciclados. Este ce-
armazenaria e processaria o material reciclado, como um silo de aço, vertical eco ---
to, adaptando-se a qualquer condição de terreno, ou seja, tetos, terraços, ruas e a
subterrâneas. Cada centro seria conectado a infraestruturas, como torres de água, =-
nas de radio, internet ou painéis solares. Abrigaria também programas para a co
de, como palcos para teatro, casas de eventos e midiatecas de reciclagem.

2. Um sistema de transporte de materiais que incluiria um modo de evacuação


ràneo utilizando um sistema de tubos ou uma correia transportadora que apr -
percursos da água; o uso de caminhões que utilizarão novas infraestruturas
• ou mesmo um sistema de teleférico.

3. Uma área central principal com total capacidade de reciclagem e gestão dos res =
além de armazenamento e coleta. Creches, correios, vestiários, workshops e
comunitário seriam incorporados a esta grande estrutura.
Para
Centro de
Reciclagem

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Equipamentos existentes

• Equipamentos propostos

• Provisão habitacional

Mercado Municipal
Pólo Gerador de Renda!
Provisão habitacional Trabalho Integrador da Região

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Monotrilho!estação
Interligação do bairro
ciclovia
os a serviço, ccrné=
ai como gerador -
cional também é p ê-
ido.

osto ao longo da
3rborização, con e-
i"as em nível e e to :-
o rilho in egra
Provisão Melhoria da
habitacional circulação!
salubridade
Parque linear!
ciclovia

e pode se
e
BACIAS HIDRDGRÁFICAS E VÁRZEAS EXISTENTES DECLlVIDADE

Cantinho do Céu
./

Limpando a Agua

PROJETO: arquiteta Oorothy Tang - Candidata MLA2


Curso organizado pelo Prof. Christian Werthmann A Place in Heaven.
A Place in Hell. Tactical Operations in São Paulo's Informal Sector
para a Harvard University, Graduate School of Oesign

ANO: 2009
LOCAL: Subprefeitura Capela do Socorro
Região sul de São Paulo

Cantinho do C~u
DRENAGEM PlUVIAL ORIENTAÇÃO ~STAlAÇOES PÚBUCAS
CORREOORES DE PEDESTRES DE SAÚDE E lAZER

FORÇAS COMBINADAS:
VAlOR PÚBUCO

Degraus localizados
no meio do quarteirio

EOUlPAMENTOS PÚBLICOS + EQUIPAMENTOS DE lAZER


NASINTERSEÇOES
1. Fãcnacessc peravercuics
2. Criar densidade ao longo do corredor de pedestres
PRIVADO
r----<. Equipamentos públicos
PRIVADO não ocupam espaços
•....
---4 valiosos para outros usos

<; .•...•.../ ..tt.nct ___


•••• NqUHM IlIXlO •• _
I'ÚBU(OS-

LOCALIZANDO EOUIPAMENTOS E RECREAÇÃO


ÁREAS DE COLETA + ZONAS DE TRATAMENTO NECESSÁRIAS FUNDAMENTAIS NAS INTERSEÇÕES

LOCALlZAÇAO DOS PONTOS MAIS ELEVADOS ESPAÇOS ABERTOS EXISTENTES

DECLlVIDADE MÉDIA 10%

Compatibilizar com
greide existente
0,5% declividade nas interseções
Compatibilizar
com greide ( 5.7m _ ...•.. FAIXA DE INFILTRAÇÃO:
exrstente nas 0,2·0,5% DECLlVIDADE
enerseções 0,5% declividade ••••-- .•.• _----
...•.. ------_ .._----- LONGITUOINAL

Compatibilizar com VALO DE DRENAGEM

l:
greídê' existênte VEGETAOO:
1oSW,5% dectividade nas interseções MÁXIMO DE 6:4
0,5% declividade _.,;.+;;;:;;:;:;:;::::=-_~"""~_ DE DECLlVIDADE
O.5SdedMdade r_~_~~-- + -------- -------- LONGITUDINAL
+- ~F COM BARRAGENS
60 (domensãocof3Cteristica do quarteir;jo J
ENCHE o
Aproximaaa
Necessita 2
para o rara-

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REMOÇÃO SE

Remoção s= ,
Aproxi a -
ecessí 2-
o trata e ,_

...............

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UNIDADES DE WETLAND: PLANTA DE LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA

APLICANDO O SISTEMA

o projeto tira proveito do sistema atual das bacias hidrográficas, das quais a maior pa~
do escoamento superficial se acumula em uma série de vales e converge para o r -::;
vatório. Coincidentemente, no Cantinho do Céu muitas dessas várzeas são também
existentes que possuem as mais suaves inclinações longitudinais. Essa caracterL -
cria uma situação ideal para as rotas de coleta da água pluvial, estabelecendo u
de drenagem linear, que irá coletar as águas, diminuir a velocidade delas, estimula-
tração e reter os sedimentos.

Esse conflito entre a criação de um espaço comunitário destinado a pedestres ar


da rua existente e a manutenção do acesso veicular às casas e aos comerei s =
diado de duas maneiras. Primeiro, tornar as ruas mais estreitas e eliminar a .....
-=~_-':>...:.....
A rua estreita, com sete metros de largura, comporta o acesso de veículos e 'g-:
as garagens individuais, mas desencoraja o tráfego constante em duas faixas, --
ruas são pavimentadas com bloquetes que também desencorajam o tràns' - _
Na segunda maneira, o sistema de vaio de drenagem é estabelecido no es
brou, além dos sete metros de largura.

Apesar de irregular, a largura das vias atuais ainda é adequada para oferece
ciente para a drenagem funcional. Oportunidades ao longo dessas ruas sã
e aproveitadas. Se existem áreas que não exigem acesso às garagens ou a
lar, elas também podem ser convertidas em uma série de canais de ág a -"::.1E2;~=_
através de barreiras para diminuir a velocidade da água vinda das encostas
ENCHENDO

Aproximadamente
Necessita
O RESERVATÓRIO

2.490
7.500 m'
m' adicionais
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para o tratamento da água pluvial ,


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REMOÇÃO SELETIVA DE MORADIAS

Remoçào seletiva
Aproximadamente 7.500 m'
Necessita 2.490 m' adicionais para
o tratamento da água pluvial
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.............................................................. (. '
UTILIZAÇÃO DAS RUAS PARA TRATAMENTO

Utilizaçào
do sistema
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das ruas como
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7.500
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Necessita 2.490 m' adicionais
para o tratamento da água pluvial
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TRATANDO A ÁGUA PLUVIAL AO LONGO DE SEU CAMINHO NATURAL


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ESPAÇOS
VEGETAÇÃO
PÚBLICOS

I maior parte ,
para o reser-
ambém ruas
:aracterística CIRCULAÇÃO
SISTEMA DE
TRATAMENTO DA
mdo um vaio ÁGUA PLUVIAL

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COMPOSiÇÃO
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rércios é me-
lar a calçada
MONTAGEM: CÉLULAS DE WETLANO
5 exigido paG
ixas. As no c:.:
msito pesa
spaço que 5:-

z:
erespa os
o iden i icacas
rã ego e--_
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Bamburral

Reurbanização da área, construção de novas habitações e equipamentos comunitários:


hortas, deck elevado e wetlands, playground, quadra poliesportiva e espaço multiuso.

PROJETO: Brasil Arquitetura de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci


ARQUITETA: Kristine Stiphanq

ÁREA DE INTERVENÇÃO: cerca de 40.000m2


NÚMERO DE UNIDADES: cerca de 260
ÁREA TOTAL CONSTRUíDA: 13.000m2

ANO: 2010
LOCAL: Subprefeitura Perus
Região norte de São Paulo

Bamburral
EMEF
rnn-aTfCto Gracioso

Casas existentes
a serem removidas

"Limite verde"
30 m do córrego

Casas existentes
a serem mantidas
-----
Comércio local

Aterro Bandeirantes

• Espaços a serem conectados no Projeto


ESCOlA
• Caminhos principais FERNANDO
GRACIOSO
Caminhos secundários

• Córrego

unitários:
ultiuso.
Habitações novas: 136
Área dos apartamentos novos: 45 m'
Habitações (área construída): 6.17B m'
"GERAI.-

A favela do Bamburral desenvolveu-se, a partir de meados dos anos 1970, ao 10 o

calha de um córrego poluído por esgotos e por subprodutos do vizinho aterro sa


Bandeirantes, o maior da América Latina.

A ideia geral deste projeto de urbanização é criar uma rede de espaços dentro da +;
logia existente da favela. O projeto prevê a construção de 260 novas habitações ~=_
2 dormitórios em edifícios de térreo mais 4 pavimentos com terraço comuni ár'c -=
bertura, além da implantação de equipamentos comunitários como hortas, pla~= __
quadra poliespostiva e espaço multiuso.

As wetlands e o deck suspenso sobre o córrego procuram estabelecer uma es -


conecta e articula os espaços existentes e os novos projetados. Ao mesmo te+;

sempenha a função de limpeza dos recursos hídricos altamente poluídos.


wetlands explora a superposição de planos horizontais que costuram por e
fias existentes, naturais e/ou construídas. Estes planos compõem-se de:

1. elementos de concreto inter-travados pré-fabricados;


2. plantas naturalmente capazes de remover poluentes das águas;
3. um deck de madeira usado como circulação e cen ro de a ividades.
EMEF Fernando Gracioso
Playground/Nova quadra poliesportiva
Sala multiuso
Área para pequeno comércio

Arquibancada
Praça de comércio
Oeck passeio/Wetlands

Casas existentes a serem mantidas

Comércio local existente


Horta comunitária
Praça central

Rua inteira

Novas habitações
~~~NTAçA~ PROPOSTA C)

CASA EXISTENTE CASA EXISTENTE NOVOS


CAMINHOSI
ACESSO

CORTE GERAl- WETLANDS

aterro bandeirantes novas wetland deck novos casa rua


habitações caminhos / existente paulino
comércio / pontos de cabral
equipamentos públicos acesso

nova rua da
comunidade

--~

os 1970, ao longo
~-nho aterro sani á - 02 5 10

os dentro da mo -:-
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hortas, playgro

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idos. A propos
-a por en re o
-se de:

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SITUAÇÃO ATUAL: FLUXOS DE ÁGUA LOCAL PROPOSTA DE AMORTECIMENTO DA ÁGUA PLUVIAL

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PROPOSTA DE COLETA DA ÁGUA PLUVIAL

VOLUME DE CALÇADÃO: 34. 000 M'


NOVAS MORADIAS: 24. 537 M2

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E OCÃO DE O DIAS AOJACE ES: 63.250 2


ESOUEMA IDEALIZADO A supervisão da água pluvial começa com a redução das fontes locais.
Práticas atuais de coleta da água pluvial dos telhados para usos espe-
cíficos, e não-potáveis devem ser estimuladas. Métodos de baixo custo
o escoamento dos telhados à montante das bacias é coletado em peque- para pequenas áreas verdes podem ser estudados para reter a água plu-
nos parques públicos, cada qual com a plantação de um tipo específico de vial e resfrescar as casas durante o verào. Práticas atuais de construção
árvore frutífera. a água pluvial, portanto, não é muito devem tornar estes terraços verdes viáveis, pois as preocupações com
contaminada pelos poluentes e as frutas podem ser consumidas com a estrutura e impermeabilização não podem ser solucionadas com pro-
segurança. Esses pomares podem oferecer a cada segmento da favela postas planejadas para outros climas e culturas.
uma identidade, além de espaço recreativo para jogos e lazer para os
adultos. As frutas de vários tipos, existentes por toda a favela, estimulam
a interação entre as comunidades. O excedente da produção pode ser co-
mercializado no calçadão ou no comércio local.

Ruas íngremes, com alto potencial de· es-


coamento, são fechadas para o tráfego de
Nas margens da água, muitas estratégias po- veículos e transformadas em peatonais,
dem s~r usadas para impedir o fluxo da água instalando-se um vaio de drenagem central
pluvial. Algumas áreas podem ser exploradas com vegetação, para cultivar flores ou arvo-
para replantio com espécies nativas para re- res para sombra.
duzir a erosão e aumentar a infiltração da
água pluvial.

Ruas com deelividades medias e com poten-


cial de escoamento também mediano, São
transformadas em vias de mão única, redu-
zindo o acesso de veículos e funcionando
como sistema de drenagem ecolólico para a
retenção da água pluvial.Elas podem receber
plantas comuns, dependendo da preferência
local. Além disso, as sementes podem ser
doadas e as técnicas ensinadas, para esti-
mular a plantação ideal.

Ruas situadas nos topos dos cumes e paralelas às


curvas de nível são promovidas a ruas de mão dupla
Estratégias para reduzir a velocidade dos veículos e
desviar a água pluvial ainda devem ser planejadas..
assim como esforços para torna-Ias ruas arboriza-
das, protegendo as plantas com treliças vertica
jardineiras etc.

Na região onde as construções se ap


mam da orla, os sistemas de coleta da a-g-....õi
A última etapa na redução da água pluvial Nas margens, existem muitas estratégias pluvial podem ser integrados ao calça=ã:.
consiste em diminuir o excesso de poluen- para impedir o fluxo da água pluvial. Quando desenvolvendo-se também o coménX: a
tes no reservatório, onde são cultivadas é disponibilizado o espaço suficiente,jardins assim como a navegação na represa,
através das plantas. um sistema de balsas tropicais são construídos para o cultivo de do a indústria de flores se estabe-ece- !"

flutuantes é posicionado, a partir da reten- flores, iniciativa lucrativa para a comunidade. suas condições melhorarem, podem se""
ção de jacintos d ' água, onde são cultivadas esse cultivo tem A vantagem de permitir que troduzidos os serviços de balsa de Sã -
flores aquáticas, usando os poluentes do re- as plantas possam ser removidas do local; para o calçadão, trazendo visitantes ::a"ã'"
servatório como fertilizantes. essas plantas problemas tóxicos, associados aos projetos favela. eles poderão tomar um ref c-

vão embelezar toda a área e fornecer um de agricultura urbana, podem ser evitados. à tarde enquanto compram flores ou a-
produto rentável para alguns moradores. da produção local.

Esse projeto propõe que os efeitos da água pluvial poluída, dos vazamentos nas re-::
de esgoto e do despejo não monitorado e ilegal de esgoto possam ser controlados e
vizados de três maneiras. A primeira e mais simples, mas também a mais destru i
relação à comunidade existente, propõe cumprir a legislação e deixar livre a faixa =-
metros entre a favela e as fontes naturais de recursos hídricos. Essa faixa já existe _
áreas protegidas pela companhia elétrica, mas em outras só pode ser conquista -::
meio da remoção dos moradores.

A esperança é que a vegetação possa, de maneira natural, diminuir a velocidade


que a atravessa ou que se infiltra no solo, tornando-a limpa. Isso, porém, pode
apenas em áreas com quantidades relativamente pequenas de fluxo de água pl
sendo estratégia eficaz quando grandes quantidades escorrem para as valas,
áreas, uma faixa não edificante de 50 metros seria pequena para resolver o
criando apenas uma ilusão de responsabilidade ecológica. Em vez de ser u
sordenado, a orla é a nova identidade do Cantinho do Céu, um dos poucos
região metropolitana de São Paulo que possui uma relação íntima com a á _
tal, sente a responsabilidade de protegê-Ia e celebrá-Ia.
dução das fontes locais.
elhados para usos espe-
Métodos de baixo custo
Ios para reter a água plu-
tas atuais de construção
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lades medias e com poten-


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PLANTA DA ENSEADA: EMPREGO DE ILHAS FLUTUANTES

as construções se ap
50 emas de coleta da água
,.... n egrados ao calçadã::.
se também o comércio a
•.•-egação na represa. Oua"
ores se estabelecer f

hora rem, podem ser


(OS de balsa de São Pa
:r.uendo visitantes para -
ie"ào ornar um refrigera
compram flores ou aft e

CORTE DO CALÇADÃO COM OS ESPAÇOS PÚBLICOS

en OS nas rede:
rolados e s a-
•.s destrutiva er'
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fa'xa já existe e'-
• conquistada

UTILIZAÇÃO OE ILHAS FLUTUANTES ILHAS FLUTUANTES PRÓXIMAS AO CALÇADÃO


<: oeidade da ác; S

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!água pluvial, ~ª:
as valas. e
er o prob e~=
u qui o

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