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Prova comentada – Técnico do Seguro Social – INSS 2015/2016

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Sumário
LÍNGUA PORTUGUESA – PROFESSOR JOSÉ MARIA ............................................................................. 4
REGIME JURÍDICO ÚNICO – PROFESSOR ERICK ALVES....................................................................... 11
DIREITO ADMINISTRATIVO – PROFESSOR ERICK ALVES ..................................................................... 13
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSORA NATHÁLIA MASSON.......................................................... 19
DIREITO ADMINISTRATIVO – PROFESSOR ERICK ALVES ..................................................................... 22
INFORMÁTICA – PROFESSOR VICTOR DALTON ................................................................................ 24
RACIOCÍNIO LÓGICO – PROFESSOR ARTHUR LIMA ........................................................................... 27
DIREITO PREVIDENCIÁRIO – PROFESSOR IVAN KETZMAN .................................................................. 31

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Conhecimentos básicos

Língua Portuguesa – Professor José Maria

Texto I

Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria
um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande, mas dava para armar
ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros. Na parede
da esquerda ficaria a grande e sonhada estante onde caberiam todos os meus livros.
Tratei de encomendá-la a seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia
D’Ávila com Barão da Torre.
O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao
prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro,
hoje Vinicius de Moraes. Estava ali havia uma semana e nem decorara ainda o número
do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda,
perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi
só um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em
frente, deve ser 227”. Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que,
apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na numeração.
― Visconde de Pirajá, 127 ― respondi, e seu Joaquim desenhou o endereço
na nota.

― Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá sua estante. ― Um


mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo.
― A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos, três semanas.

Ferreira Gullar. A estante. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989
(com adaptações)

No que se refere aos sentidos do texto I, julgue os próximos itens.

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1- O trecho “dá muito trabalho” (l.19) constitui uma referência de seu Joaquim à
confecção da estante, tarefa que, segundo ele, seria trabalhosa.
RESOLUÇÃO:
Observe o trecho: “― A estante é grande, dá muito trabalho...”. Nele é possível
identificar uma relação de causalidade: dá muito trabalho, porque a estante é
grande. Isso posto, fica claro que seu Joaquim considera trabalhosa a montagem
da estante.

GABARITO: CERTO

2- De acordo com as informações do texto, é correto inferir que seu Joaquim era
analfabeto, uma vez que ele “desenhou o endereço na nota” (l.15).
RESOLUÇÃO:
Claramente é uma extrapolação. O fato de seu Joaquim ter desenhado o
endereço está longe de ser suficiente para atestar que ele era analfabeto. Ora,
ele pode muito bem ter desenhado o endereço, como uma forma de melhor
localizar o endereço.

GABARITO: ERRADO

3- A expressão “armar ali a minha tenda” (l.2 e 3) foi empregada no texto em


sentido figurado.
RESOLUÇÃO:
De fato! A expressão “armar ali a minha tenda” é uma referência conotativa à
intenção de o protagonista em estruturar seu escritório de trabalho no novo
apartamento.

GABARITO: CERTO

4- De acordo com as informações do texto, Vinicius de Moraes passou a morar no


apartamento onde antes residia Mário Pedrosa.

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RESOLUÇÃO:
Trata-se de uma extrapolação, uma verdadeira confusão de ideias.
Observe o trecho:
“O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio
onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro,
hoje Vinicius de Moraes.”
Primeiramente, o apartamento novo não era o mesmo em que morava Mário
Pedrosa, e sim fica próximo a este.
Outra extrapolação, Vinícius de Moraes não era o morador do novo
apartamento, e sim o nome atual da rua à época chamada Montenegro.

GABARITO: ERRADO

5- O “momento de hesitação” (l.11) vivido pelo narrador deveu-se ao medo de


informar o endereço a um desconhecido.
RESOLUÇÃO:
A hesitação (o receio) se deveu ao fato de o autor não estar seguro sobre a
numeração do novo apartamento. Não se deveu a informar essa numeração a
um estranho, mas sim a transmitir uma informação errada.

GABARITO: ERRADO

6- O verbo dever foi empregado na linha 17 no sentido de ser provável.


RESOLUÇÃO:
Observe o trecho:
“Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227”.
Contextualmente, o autor julgava ser muito provável que o número do seu
prédio fosse o 227. No entanto, logo na sequência, lembrou que o número de
fato era o 127.

GABARITO: CERTO

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Julgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto I.

7- A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados, caso se


substituísse o trecho “lembrei-me de que” (l.13) por lembrei que.
RESOLUÇÃO:
O verbo “lembrar”, empregado como pronominal, ou seja, acompanhado de
pronome obliquo, é transitivo indireto e solicita a preposição “de”. Uma
alternativa é empregá-lo como não pronominal, o que o faz transitivo direto.
Dessa forma, estão corretas as construções “lembrei-me de que” e “lembrei
que”.

GABARITO: CERTO

8- A forma verbal “teria” (l.1) está flexionada na terceira pessoa do singular, para
concordar com “apartamento” (l.1), núcleo do sujeito da oração em que ocorre.
RESOLUÇÃO:
Observe o trecho:
“Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria
um escritório para trabalhar.”
Contextualmente, o sujeito de “teria” é a 1ª pessoa do singular, ou seja, “eu”. O
termo “apartamento” funciona não como sujeito, mas como objeto direto.

GABARITO: ERRADO

9- Seria mantida a correção do texto caso o trecho “onde caberiam” (l.4) fosse
substituído por que caberia.
RESOLUÇÃO:
O primeiro erro é relativo à concordância: deve-se empregar a forma plural
“caberiam”, para que haja concordância com o sujeito “todos os meus livros”.

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Outro erro é a substituição de “onde” simplesmente pelo relativo “que”. Deve-


se empregar essa forma pronominal antecedida da preposição “em”, solicitada
pelo verbo “caber” para se ligar a “estantes” – caberiam na estante.
O correto seria, portanto, a substituição por “em que caberiam”.

GABARITO: ERRADO

10- No período “Tanto que, quando (...) momento de hesitação” (l. 10 a l. 11), o
emprego de todas as vírgulas deve-se à mesma regra de pontuação.
RESOLUÇÃO:
As vírgulas presentes depois de “que” e após “estante” isolam a oração
subordinada adverbial temporal deslocada da ordem direta “quando seu
Joaquim... seria entregue a estante”.
Já as vírgulas isolando “ao preencher a nota de encomenda” se justificam por se
tratar de uma oração subordinada adverbial temporal deslocada da ordem
direta. Nesse caso, trata-se de uma oração reduzida de infinitivo.
É, portanto, a mesma justificativa.

GABARITO: CERTO

Bibliotecas sempre deram muito o que falar. Grandes monarquias jamais


deixaram de possuir as suas, e cuidavam delas estrategicamente. Afinal, dotes de
princesas foram negociados tendo livros como objetos de barganha; tratados
diplomáticos versaram sobre essas coleções. Os monarcas portugueses, após o
terremoto que dizimou Lisboa, se orgulhavam de, a despeito dos destroços, terem
erguido uma grande biblioteca: a Real Livraria. D. José chamava-a de joia maior do
tesouro real. D. João VI, mesmo na correria da partida para o Brasil, não se esqueceu
dos livros. Em três diferentes levas, a Real Biblioteca aportou nos trópicos, e foi até
mesmo tema de disputa.
Internet: (com adaptações).

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Acerca de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto acima, julgue os itens que se
seguem.
11- Princesas e diplomatas eram valorados conforme a qualidade das bibliotecas que
seus países possuíam e a parcela dos livros que estavam dispostos a ceder em
negociações diversas.
RESOLUÇÃO:
Trata-se de uma extrapolação ao se afirmar que diplomatas eram valorados de
acordo com as bibliotecas que seus países apresentavam. O que o texto
menciona é que tratados diplomáticos versaram sobre as bibliotecas de países.
Não há relação, portanto, ao valor dado aos diplomatas.

GABARITO: ERRADO

12- A Real Livraria foi erguida com os destroços resultantes do terremoto que atingiu
Lisboa, como símbolo da força de Portugal na superação da tragédia que acabava
de assolar o país.
RESOLUÇÃO:
Novamente uma extrapolação. A Real Livraria foi erguida, mesmo após o grande
terremoto em Lisboa. Não foi dito que o material empregado nessa construção
foi o dos destroços.

GABARITO: ERRADO
13- A expressão “essas coleções” (l.4) retoma, por coesão, o termo “Bibliotecas”
(l.1).
RESOLUÇÃO:
De fato! O termo “essas coleções” subtende a presença de “livros”. E coleções
de livros se remetem ao coletivo “Bibliotecas”.

GABARITO: CERTO

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14- O sinal de dois-pontos empregado imediatamente após “biblioteca” (l.6)


introduz um termo de natureza explicativa.
RESOLUÇÃO:
Observe o trecho:
“...se orgulhavam de, a despeito dos destroços, terem erguido uma grande
biblioteca: a Real Livraria.”
Os dois pontos introduzem uma informação que se soma ao antes exposto.
Trata-se de um esclarecimento acerca da grande biblioteca, de nome Real
Livraria. Muitos poderiam confundir esse aposto com o do tipo especificador,
mas este não é isolado nome nem por dois pontos nem por vírgula.

GABARITO: CERTO

Com base no disposto no Manual de Redação da Presidência da República,


julgue o próximo item.

15- O trecho seguinte é adequado para compor a parte inicial de um memorando.

Brasília, 2 de fevereiro de 2016.


À Senhora
Ana Silva
INSS CEP 70070-946 – Brasília/DF
Assunto: Curso de aperfeiçoamento em atendimento ao público

RESOLUÇÃO:
O antigo memorando não possuía o campo endereçamento. Devemos lembrar
que, ao final de 2018, o Manual de Redação Oficial da Presidência da República
sofreu profundas alterações. O ofício, o memorando e o aviso estão agora
reunidos sob uma mesma denominação: ofício.

GABARITO: ERRADO

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Regime Jurídico Único – Professor Erick Alves

Bruno, servidor contratado temporariamente para prestar serviços a determinado órgão


público federal, praticou conduta vedada aos servidores públicos pelo Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

A partir dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir à luz do disposto nos Decretos
n.º 1.171/1994 e n.º 6.029/2007.

16- Se, para a infração praticada por Bruno, estiverem previstas as penalidades de
advertência ou suspensão, a comissão de ética será competente para, após o
regular procedimento, aplicar diretamente a penalidade.
RESOLUÇÃO:
A comissão de ética não aplica diretamente as sanções de advertência e
suspensão, mas apenas recomenda a instauração de procedimento disciplinar
para a eventual aplicação dessas penalidades. A comissão de ética só aplica a
pena de censura.

GABARITO: ERRADA

17- Mesmo prestando serviço de natureza temporária, Bruno está sujeito às


disposições contidas no Decreto n.º 1.171/1994.
RESOLUÇÃO:
O Código de Ética abrange servidores estatutários efetivos e comissionados,
empregados públicos, agentes temporários e agentes em colaboração com o
Estado. Portanto, Bruno, mesmo sendo servidor contratado temporariamente,
está sim sujeito ao Código de Ética.

GABARITO: CERTO

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18- Durante o procedimento de apuração da conduta de Bruno, a comissão de ética


deverá garantir-lhe proteção à sua honra e à sua imagem.
RESOLUÇÃO:
O item está correto, conforme o seguinte dispositivo do Decreto 6.029/2007:

Art. 10. Os trabalhos da CEP e das demais Comissões de Ética devem ser
desenvolvidos com celeridade e observância dos seguintes princípios:
I - proteção à honra e à imagem da pessoa investigada;

GABARITO: CERTO

Acerca do disposto nos Decretos n.º 1.171/1994 e n.º 6.029/2007, julgue os itens
subsequentes.

19- Embora deva respeitar a hierarquia, o servidor público está obrigado a


representar contra ações manifestamente ilegais de seus superiores
hierárquicos.
RESOLUÇÃO:
Segundo o Código de Ética, é dever do servidor público “ter respeito à hierarquia,
porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento
indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal”.

GABARITO: CERTO

20- O rol de legitimados a provocar a atuação da Comissão de Ética Pública, prevista


no Decreto n.º 6.029/2007, é restrito a agentes públicos, sendo, entretanto,
permitido a qualquer cidadão provocar a atuação das comissões de ética de que
trata o Decreto n.º 1.171/1994.
RESOLUÇÃO:
O rol de legitimados a provocar a atuação da CEP não é restrito a agentes
públicos, conforme prevê o art. do Decreto 6.029/2007:

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Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de direito privado,
associação ou entidade de classe poderá provocar a atuação da CEP ou de
Comissão de Ética, visando à apuração de infração ética imputada a agente
público, órgão ou setor específico de ente estatal.

GABARITO: ERRADO

21- Em razão da relevância do serviço público prestado, é vitalício o mandato de


membro integrante da Comissão de Ética Pública, o que evita interferências
externas na atuação da comissão.
RESOLUÇÃO:
O mandato dos membros da CEP é de três anos, e não vitalício (Decreto
6.029/2007, art. 3º).

GABARITO: ERRADO

Direito Administrativo – Professor Erick Alves

Considerando que determinado servidor público federal tenha sido removido para outra
sede, situada em outro município, para acompanhar sua esposa, que também é
servidora pública federal e foi removida no interesse da administração, julgue os itens
seguintes à luz do disposto na Lei n.º 8.112/1990.

22- Ainda que o servidor e sua esposa sejam integrantes de órgãos pertencentes a
poderes distintos da União, a remoção do servidor poderia ser concedida.
RESOLUÇÃO:
A remoção em tela pode ser deferida “para acompanhar cônjuge ou
companheiro também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado
no interesse da Administração”. Ou seja, não precisa ser do mesmo órgão.

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GABARITO: CERTO

23- É correto inferir que houve interesse da administração na remoção do servidor,


pois esse é um dos requisitos para sua concessão.
RESOLUÇÃO:
A remoção para acompanhar cônjuge que tenha sido deslocado no interesse da
Administração se dá “independentemente do interesse da Administração”. Logo,
não é possível inferir que houve interesse da Administração no caso.
Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito
do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades
de remoção:
(...)
III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da
Administração:
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou
militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração;

GABARITO: ERRADA

24- A referida remoção pressupõe o deslocamento do cargo ocupado pelo servidor


para outro órgão ou entidade do mesmo poder.
RESOLUÇÃO:
A remoção é o deslocamento do servidor, e não do cargo. O deslocamento do
cargo se dá mediante redistribuição.

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Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo,


ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou
entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC,
observados os seguintes preceitos:

GABARITO: ERRADA

25- O período de afastamento do servidor para o deslocamento e para a retomada


do exercício do cargo no novo município, observados os limites legais, é
considerado como de efetivo exercício.
RESOLUÇÃO:
O item está de acordo com o art. 102 c/c art. 18 da Lei 8.112/90:
Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados
como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
(...)
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18;
-----
Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter
sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório
terá, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias de prazo, contados da publicação
do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo,
incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede.

GABARITO: CERTA

Julgue os itens subsecutivos conforme o disposto na Lei n.º 8.112/1990.

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26- Como medida que contribui para a melhoria da qualidade de vida do servidor
público, é-lhe facultado optar pela acumulação de períodos de licença-
capacitação, caso não seja possível usufruí-los após cada período aquisitivo.
RESOLUÇÃO:
Segundo o art. 87, parágrafo único da Lei 8.112, os períodos de licença
capacitação não são acumuláveis.

GABARITO: ERRADA

27- Em conformidade com a Lei n.º 8.112/1990, o servidor público poderá ser
afastado do Brasil para missão oficial por tempo indeterminado.
RESOLUÇÃO:
O servidor tem direito a se afastar do cargo para estudo ou missão no exterior,
por período que não poderá exceder a 4 anos, ou seja, não é por tempo
indeterminado (art. 95 e 96 da Lei 8.112/90).

GABARITO: ERRADA

Julgue os itens que se seguem, acerca da administração pública.

28- A garantia constitucional de acesso dos usuários a registros administrativos e a


informações sobre atos de governo está relacionada ao princípio da eficiência.
RESOLUÇÃO:
A garantia de acesso a informações públicas está mais diretamente relacionada
ao princípio da publicidade, e não da eficiência.

GABARITO: ERRADA

29- Na análise da moralidade administrativa, pressuposto de validade de todo ato


da administração pública, é imprescindível avaliar a intenção do agente.
RESOLUÇÃO:

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A doutrina enfatiza que a moralidade administrativa independe da concepção


subjetiva, isto é, da moral comum, da ideia pessoal do agente sobre o que é certo
ou errado em termos éticos. Na verdade, o que importa é a noção objetiva do
conceito, ou seja, a moralidade administrativa, passível de ser extraída do
conjunto de normas concernentes à conduta de agentes públicos existentes no
ordenamento jurídico, relacionada à ideia geral de boa administração. Assim, na
análise da moralidade administrativa, não é imprescindível avaliar a intenção do
agente.
Por exemplo, se uma autoridade nomear um parente até o terceiro grau para
cargo em comissão estará ofendendo o princípio da moralidade, ainda que esteja
com a melhor das intenções. Não importa, no caso, que esse parente seja muito
competente e que a intenção da autoridade esteja totalmente voltada ao
interesse público. Isso porque o nepotismo é proibido em nosso ordenamento
jurídico, objetivamente. Assim, o simples fato de nomear um parente até o
terceiro grau para cargo em comissão representa uma ofensa princípio da
moralidade.
Lembre-se do detalhe sobre cargos políticos. A nomeação de parentes para
cargos políticos, em regra, não ofende o princípio da moralidade porque, no
entendimento do STF, não há vedação para isso no enunciado da súmula
vinculante nº 13 do próprio STF. Mas, note que até mesmo nesse caso, também
não será necessário, obrigatoriamente, aferir a intenção do agente. Se a
autoridade nomear um parente totalmente despreparado para um cargo
político, isso também poderá ofender os princípios administrativos em
decorrência das características do nomeado. Por exemplo, se a autoridade
nomear alguém sem qualquer habilidade para um cargo político, mas, quando
você for avaliar a "intenção" dessa autoridade, verificar que é a melhor possível,
que a autoridade "realmente" acha que aquilo está certo e vai atender o
interesse público. Essa nomeação mereceria ser mantida só porque a “intenção”
da autoridade é boa? Lógico que não, né?! Portanto, o que importa não é o que
agente acha ser bom ou mal, certo ou errado, mas o que a lei diz que é. Essa é a
chamada "moral administrativa", que independe da moral comum, ou seja, da
intenção do agente, embora às vezes elas se confundam. Nem sempre o que é

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certo pra mim é certo pra você. Por isso não dá para "confiar" na intenção do
agente.

GABARITO: ERRADA

30- No cômputo do limite remuneratório (chamado de teto constitucional), devem


ser consideradas todas as parcelas percebidas pelo agente público, incluídas as
de caráter indenizatório.
RESOLUÇÃO:
As parcelas de caráter indenizatório não são computadas para fins de aferição
do teto constitucional. Com efeito, o §11 do art. 37 da CF determina que “não
serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso
XI do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei”.

GABARITO: ERRADA

31- Em decorrência do princípio da impessoalidade, as realizações administrativo-


governamentais são imputadas ao ente público e não ao agente político.
RESOLUÇÃO:
O princípio da impessoalidade veda a promoção pessoal do agente à custa das
realizações da Administração Pública. Assim, as realizações governamentais não
devem ser atribuídas ao agente ou à autoridade que as pratica. Estes apenas lhes
dão forma. Ao contrário, os atos e provimentos administrativos devem ser vistos
como manifestações institucionais do órgão ou da entidade pública. O servidor
ou autoridade é apenas o meio de manifestação da vontade estatal.

GABARITO: CERTA

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Direito Constitucional – Professora Nathália Masson

A respeito dos direitos fundamentais, julgue os itens a seguir.

32- Basta que a pessoa nasça no território brasileiro para que seja considerada
brasileiro nato, independentemente da nacionalidade dos seus pais, a não ser
que algum deles, ou ambos, esteja(m) no Brasil a serviço de seu país.
RESOLUÇÃO:
O item foi, inicialmente, considerado correto pela banca. No entanto, por
apresentar uma redação inadequada (e incompleta), o que impossibilitou um
julgamento objetivo e direto (indispensável para marcarmos com segurança V ou
F em uma assertiva), ele foi ANULADO. Vamos, no entanto, usar essa questão
para reestudarmos o tema e, claro, para que eu lhe mostre o porquê da
dubiedade. Sabemos que, como regra, adotamos o critério territorial para a
concessão da nacionalidade pátria primária ou originária (se o sujeito nasceu no
território da República Federativa do Brasil, vamos considerá-lo, como regra,
brasileiro nato). Todavia, sabemos também que constitucionalmente é possível
que um indivíduo nasça em território brasileiro, mas não seja considerado
brasileiro nato. Para que este cenário ocorra, os seguintes requisitos devem se
fazer presentes:
1- O indivíduo nasceu em território nacional;
2- É filho de ambos os pais estrangeiros;
3- Ou o pai estrangeiro, ou a mãe estrangeira, ou ambos, estão na República
Federativa do Brasil a serviço de seu país de origem.
Se isso acontecer, a criança aqui nascida não será brasileira nata, por se
enquadrar na exceção descrita na parte final do art. 12, I, ‘a’.
Nossa questão de prova, quando mencionou a exceção, o fez de modo parcial e
incompleto: note que o item somente explicita o cumprimento de uma dessas
condições (“algum deles, ou ambos, estejam no Brasil a serviço de seu país”),
sem deixar inequívoco que os dois pais são estrangeiros (aliás, o enunciado usa
a expressão “independentemente da nacionalidade dos seus pais”).

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Com tudo isso, o candidato não teria elementos adequados para julgar o item.
Portanto, a anulação foi adequada.

GABARITO: ANULADA

33- O direito à vida desdobra-se na obrigação do Estado de garantir à pessoa o


direito de continuar viva e de proporcionar-lhe condições de vida digna.
RESOLUÇÃO:
Ótima assertiva! Realmente o direito à vida se desdobra em duas perspectivas:
(i) o direito de continuar vivo, isto é, de não ser morto; e (ii) o direito a ter uma
vida digna. Na primeira perspectiva, temos o direito da pessoa de estar e
permanecer viva, garantindo que sua existência física não será violada nem pelo
Estado nem por outros particulares. O poder constituinte originário (responsável
pela feitura da Constituição), no intuito de ser coerente na proteção à vida,
vedou a aplicação da pena de morte, ressalvado o caso de guerra declarada. Nem
mesmo uma emenda constitucional ou uma lei, portanto, poderão estabelecer a
pena de morte para outros casos, vez que a garantia de não nos sujeitarmos a
essa pena (ressalvada a situação de guerra formalmente declarada) é um direito
individual (ou seja, é cláusula pétrea; art. 60, § 4º, IV, CF/88) e não admite
restrição ou supressão por emenda ou legislação infraconstitucional.
Quanto à proteção para uma vida digna, note, caro aluno, que ela expande o
conceito de viver para além da simples sobrevivência física. Tutelar uma vida
com dignidade é uma tarefa complexa e multifacetária, que exige que o Estado
assegure ao indivíduo o acesso à bens e utilidades necessárias para uma vida
apropriada, forneça serviços essenciais (como o de educação, o de saúde, etc.),
crie planos de governo que propiciem ao indivíduo exercer plenamente suas
liberdades e seus direitos (ao trabalho, à moradia, etc.), proíba qualquer tipo de
tratamento desmerecedor, como a tortura (art. 5º, III, CF/88), as penas de
caráter perpétuo, de trabalhos forçados ou as cruéis, (art. 5º, XLVII, “b”, “c” e
“e”, CF/88).

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GABARITO: C

34- Em decorrência do princípio da igualdade, é vedado ao legislador elaborar norma


que dê tratamento distinto a pessoas diversas.
RESOLUÇÃO:
O item é falso, visto que o princípio da igualdade não é absoluto. Ao contrário do
que diz a questão, para alcançarmos a igualdade material ente pessoas que são
diversas, é necessário que seja dado a essas pessoas um tratamento distinto.
Lembremos, aliás, que o princípio da igualdade pode ser lido em mais de uma
ótica. Na perspectiva formal, a igualdade pressupõe um diploma normativo já
elaborado, e dirige-se aos Poderes Públicos no momento em que ele é aplicado,
afinal, não poderão ser utilizados critérios seletivos ou discriminatórios que não
decorram do próprio ato normativo. Com isso, conseguimos assegurar que a lei,
genérica e abstrata, incida de modo neutro nas ocorrências fáticas, vale dizer,
que ela seja igual para todos e não tolere espaços para privilégios ou distinções.
Essa vertente formal da isonomia (que em prova usualmente é chamada de
“igualdade perante a lei”) foi criada após as revoluções liberais do século XVIII e
esteve presente logo nos primeiros textos constitucionais dos EUA (de 1787) e
da França (1791) – lembre-se que esses foram os primeiros documentos
constitucionais escritos e consagradores de direitos fundamentais. Manteve-se
como ideia-chave do constitucionalismo liberal que dominou o século XIX e,
naquela época, foi crucial para a abolição de privilégios. Aos poucos, no entanto,
essa concepção puramente formalista da igualdade foi se mostrando como
insuficiente, pois ela não é capaz de garantir verdadeiramente a igualdade entre
as pessoas, já que os marginalizados seguem sem acesso às mesmas
oportunidades, bens e “condições de partida” que os socialmente favorecidos.
Entenda, meu caro aluno: a perspectiva formal veda um tratamento
discriminatório pela lei, mas nada faz para mudar a situação de fato e evitar a
perpetuação das profundas desigualdades concretas que marcam a vida social!
Foi por isso que se iniciou um processo de questionamento dessa leitura do
princípio da isonomia, criando o cenário ideal para o fortalecimento da
perspectiva material (substancial), que considera as desigualdades reais

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existentes na vida fática, permitindo que as situações desiguais sejam


destinatárias de soluções diferentes. Recupera-se, com isso, a lógica aristotélica
de que os desiguais devem ser tratados desigualmente, na medida da sua
desigualdade.
Por fim, veja, futuro servidor do INSS, o quão sublimes são as palavras de
Boaventura, quando afirma que: “(...) temos o direito a ser iguais quando a nossa
diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa
igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que
reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou
reproduza as desigualdades”.

GABARITO: F

Direito Administrativo – Professor Erick Alves

Julgue os próximos itens, a respeito dos atos administrativos.


35- A autoexecutoriedade é atributo restrito aos atos administrativos praticados no
exercício do poder de polícia.
RESOLUÇÃO:
A autoexecutoriedade é atributo geral dos atos administrativos, não restrito aos
atos praticados no exercício do poder de polícia.

GABARITO: ERRADA

36- Em decorrência do princípio da autotutela, não há limites para o poder da


administração de revogar seus próprios atos segundo critérios de conveniência
e oportunidade.
RESOLUÇÃO:
O poder de revogação da Administração Pública não é ilimitado. Com efeito,
existem atos que são irrevogáveis e também situações em que a revogação não

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é cabível (ex: atos exauridos ou consumados, atos vinculados, atos integrantes


de um procedimento administrativo etc.).

GABARITO: ERRADA

37- O ato praticado por agente não competente para fazê-lo poderá ser convalidado
discricionariamente pela autoridade competente para sua prática, caso em que
ficará sanado o vício de incompetência.
RESOLUÇÃO:
O vício de competência é considerado um vício sanável, isto é, passível de
convalidação, exceto nos casos de competência exclusiva e competência quanto
à matéria. Como a questão não dá nenhuma ideia sobre a presença das exceções,
então o item está correto.
Lembrando que a convalidação é considerada um ato discricionário
(alternativamente, pode-se optar pela anulação do ato), embora existam autores
que defendam ser ato vinculado; para esses autores, nas hipóteses em que a
convalidação é cabível, a autoridade competente não poderia adotar outra
providência, uma vez que a convalidação seria a medida mais condizente com os
princípios da eficiência, da segurança jurídica, da racionalidade administrativa
entre outros.

GABARITO: CERTA

Julgue os seguintes itens, acerca da concessão de serviço público.

38- A encampação, que consiste em rescisão unilateral da concessão pela


administração antes do prazo acordado, dá ao concessionário o direito a
ressarcimento de eventual prejuízo por ele comprovado.
RESOLUÇÃO:

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A encampação consiste na rescisão unilateral da concessão pelo poder


concedente antes do prazo acordado, por razões de interesse público. A
encampação deve ocorrer mediante o pagamento prévio de indenização ao
concessionário. Tal indenização tem como objetivo cobrir os investimentos nos
bens reversíveis que ainda não tenham sido amortizados e também ressarcir
eventuais prejuízos. Logo, o item está correto.

GABARITO: CERTA

39- A lei prevê que a concessão de serviço público se dê por licitação na modalidade
de concorrência, prevendo, ainda, hipóteses legais de inexigibilidade de licitação
para a concessão.
GABARITO: ANULADA.

Informática – Professor Victor Dalton

Com relação a informática, julgue os itens que se seguem.

40- A infecção de um computador por vírus enviado via correio eletrônico pode se
dar quando se abre arquivo infectado que porventura esteja anexado à
mensagem eletrônica recebida.
RESOLUÇÃO:
Um vírus somente realiza os seus danos quando executado pelo usuário. No caso
acima, caso o usuário faça o download do arquivo anexo do email e abra no
computador, a infecção ocorrerá.

GABARITO: CERTO

41- Na Internet, os endereços IP (Internet Protocol) constituem recursos que podem


ser utilizados para identificação de microcomputadores que acessam a rede.

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RESOLUÇÃO:
Os recursos que estão disponíveis na internet possuem endereços IP. Sem
endereços IP, não é possível identificar recursos (um servidor ou um computador
pessoal, por exemplo) na Internet.

GABARITO: CERTO

42- Em um texto ou imagem contido em eslaide que esteja em edição no programa


Libre Office Impress, é possível, por meio da opção Hyperlink, criar um link que
permita o acesso a uma página web.
RESOLUÇÃO:
É possível inserir um link para uma página web em uma apresentação por meio
do item Hyperlink. Hyperlinks podem ser para arquivos dentro ou fora do
computador.

GABARITO: CERTO

43- Para se editar o cabeçalho de um documento no Writer, deve-se clicar o topo da


página para abrir o espaço para edição. Por limitações técnicas desse editor de
textos, não é possível colar textos ou imagens nesse espaço.
RESOLUÇÃO:

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Seria estranho se um editor de documentos não permitisse colocar textos ou


imagens em um cabeçalho, pois cabeçalhos servem justamente para colocar uma
imagem e/ou texto padronizados ao longo de um documento.

GABARITO: ERRADO

44- A ferramenta OneDrive do Windows 10 é destinada à navegação em páginas web


por meio de um browser interativo.
RESOLUÇÃO:
O OneDrive é a solução da Microsoft para armazenamento na nuvem. Em nada
se relaciona a um browser. No caso do Windows 10, o browser (navegador)
padrão é o Microsoft Edge.

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GABARITO: ERRADO

Raciocínio Lógico – Professor Arthur Lima

“Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo


será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição.”

Considerando o art. 21 da Lei n.º 8.212/1991, acima reproduzido, julgue o item seguinte.

45- Se o valor da contribuição de um segurado contribuinte individual for superior a


R$ 700,00, então o salário-de-contribuição desse indivíduo é superior a R$
3.500,00.
RESOLUÇÃO:
Veja que a contribuição deve ser 20% do salário de contribuição, ou seja:
Contribuição = 20% do Salário de contribuição
Contribuição = 20% x Salário de contribuição

Como a contribuição é superior a 700 reais, vemos que:


Contribuição > 700
Podemos substituir “Contribuição” por “20% x Salário de Contribuição”:
20% x Salário de contribuição > 700
1/5 x Salário de contribuição > 700
Salário de contribuição > 700 x 5
Salário de contribuição > 3500
Portanto, realmente o salário de contribuição é superior a 3500 reais. Item
CERTO.

GABARITO: C

Julgue os itens a seguir, relativos a raciocínio lógico e operações com conjuntos.

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46- A sentença “Bruna, acesse a Internet e verifique a data da aposentadoria do Sr. Carlos!”
é uma proposição composta que pode ser escrita na forma p ^ q.

RESOLUÇÃO:
Note que temos verbos no imperativo ("acesse", "verifique"). Estamos diante de
uma ordem, que NÃO é uma proposição. Se não temos uma proposição, não
podemos representar na forma de uma conjunção p^q.
A banca tentou fazer você acreditar que estava mesmo diante de uma conjunção,
pois temos um “e” na frase deste item. Fique atento para as situações que NÃO
são proposições: perguntas, exclamações e ordens.
Item ERRADO.

GABARITO: E

47- Para quaisquer proposições p e q, com valores lógicos quaisquer, a condicional p -> (q -
> p) será, sempre, uma tautologia.

RESOLUÇÃO:
Temos uma condicional AàB neste item, onde A = p, e B = (qàp). Para verificar
se esta proposição é sempre verdadeira (tautologia), podemos tentar deixá-la
falsa. Se conseguirmos deixá-la falsa, ela não é uma tautologia. Mas, se não
conseguirmos, é porque ela é sempre verdadeira, ou seja, é mesmo uma
tautologia.
Só há uma forma de uma condicional ser falsa, que é quando temos VàF.
Forçando A a ser V, temos que p é V. Com isto, B será OBRIGATORIAMENTE
verdadeira, afinal ficamos com B = (qàV). Esta condicional entre parênteses não
fica falsa, independentemente do valor lógico de q.
De fato, temos uma tautologia, pois não é possível tornar esta proposição do
enunciado falsa. Item CERTO.
Outra possibilidade seria montar a tabela-verdade da proposição, que ficaria
assim:
p q qàp pà(qàp)
V V V V
V F V V
F V F V

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F F V V

GABARITO: C

48- Caso a proposição simples “Aposentados são idosos” tenha valor lógico falso,
então o valor lógico da proposição “Aposentados são idosos, logo eles devem
repousar” será falso.
RESOLUÇÃO:
Caso a proposição simples “Aposentados são idosos” tenha valor lógico falso,
então o valor lógico da proposição “Aposentados são idosos, logo eles devem
repousar” será falso.
Veja que "logo" gera a ideia de condicional. Temos uma condição "aposentados
são idosos" que leva a um resultado "devem repousar". Portanto, estamos
diante da condicional:

Aposentados são idosos --> devem repousar

Se o antecedente é falso (aposentados são idosos), a condicional será SEMPRE


verdadeira, independentemente do que ocorre com o consequente "deve
repousar".
Assim, o item está CERTO.

GABARITO: C
49- Dadas as proposições simples p: “Sou aposentado” e q: “Nunca faltei ao
trabalho”, a proposição composta “Se sou aposentado e nunca faltei ao trabalho,
então não sou aposentado” deverá ser escrita na forma (p ^ q) -> ~p, usando-se
os conectivos lógicos.
RESOLUÇÃO:
Veja a frase dada no enunciado:
"Se sou aposentado e nunca faltei ao trabalho, então não sou aposentado"

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Veja que marquei os conectivos lógicos e sublinhei os 3 verbos. Estamos diante


de 3 proposições simples ligadas por 2 conectivos: condicional (“se... então”) e
conjunção (“e”). Podemos esquematizar a frase assim:
(aposentado e não faltei) à não aposentado

Substituindo o “e” pelo símbolo ^ que representa a conjunção, temos:


(aposentado ^ não faltei) à não aposentado

Podemos ainda definir proposições lógicas que nos permitam representar a


frase. Por exemplo:
p = aposentado (de modo que ~p = não aposentado)
q = não faltei

Repare que representei “não faltei” utilizando a letra q, mesmo tendo um “não”.
Não há problema nenhum em fazer isto, ok? Basta você manter a coerência ao
longo do restante da resolução.
Usando as proposições simples que definimos, temos:
(aposentado ^ não faltei) à não aposentado
p ^ q à ~p

Portanto, a proposição do enunciado pode mesmo ser representada na forma


(p^q) à ~p. Item CERTO.

GABARITO: C

50- Se A, B e C forem conjuntos quaisquer tais que A, B c C, então (C \ A) ∩ (A u B) =


C ∩ B.
RESOLUÇÃO:
O conjunto C\A é formado pelos elementos que fazem parte de C mas não fazem
parte de A, ok? Vamos, assim, à resolução.

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Os conjuntos A e B estão contidos no conjunto C, portanto você pode desenhar


os conjuntos A e B entrelaçados, e o conjunto C englobando os dois, como você
pode ver na figura abaixo.

Veja que eu coloquei os números 1, 2, 3 e 4 no conjunto para demarcar as


diversas áreas que temos.
Feito isso, o conjunto C\A é formado pela toda região do conjunto C, retirando
aquela região que é o conjunto A. Ou seja, C\A é formado pelas regiões 1 e 4.
Já o conjunto AUB é a região formada por esses dois conjuntos, que é composta
pelas regiões 2, 3 e 4. A interseção entre ambos é a região 4, que é a região do
conjunto B que NÃO faz parte do conjunto A.
Por outro lado, C Ç B é o conjunto B completo (regiões 3 e 4), mostrando que o
item realmente é ERRADO.

GABARITO: E

Conhecimentos específicos

Direito Previdenciário – Professor Ivan Ketzman

No que se refere à seguridade social no Brasil, julgue os itens seguintes.

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51- A seguridade social é organizada mediante gestão quadripartite, com


participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do
governo nos órgãos colegiados.
RESOLUÇÃO:
De fato, de acordo com o artigo 194, parágrafo único, VII, da Constituição Federal
de 1988, a seguridade social deve ser gerida com a participação dos
trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo nos órgãos
colegiados.

GABARITO: C

52- A Lei Eloy Chaves, que criou em cada uma das empresas de estradas de ferro
existentes no país uma caixa de aposentadoria e pensões para os respectivos
empregados, foi o primeiro ato normativo a tratar de seguridade social no Brasil.

RESOLUÇÃO:
A Lei Eloy Chaves é o marco da previdência social brasileira, mas não é o primeiro
ato normativo a tratar de seguridade social no Brasil. Antes dela, por exemplo, a
própria Constituição de 1824 já havia criado as casas de socorros públicos e em
1919 foi instituído o seguro obrigatório de acidente de trabalho pela Lei 3.724,
além de uma indenização a ser paga, obrigatoriamente, pelos empregadores aos
seus empregados acidentados.

GABARITO: E

53- Na década de 30 do século passado, as caixas de aposentadoria e pensões foram


reunidas nos institutos de aposentadoria e pensão, organizados pelo Estado
como autarquias federais. Em 1966, esses institutos foram transformados no
INPS.
RESOLUÇÃO:
Durante a década de 20, diversas Caixas de Aposentadoria e Pensão - CAPs foram
criadas por empresa. A partir da década de 30, tais caixas foram sendo unificadas
por setor econômico (ferroviários, bancários, comerciários etc.) em Institutos de

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Aposentadoria e Pensão, organizados pelo governo como Autarquias. A questão


foi anulada porque o instrumento normativo que unificou os Institutos de
Aposentadoria e Pensão - IAPs no INPS foi o Decreto-Lei 72 de 21 de novembro
de 1966, vigente a partir de 01/01/1967. Como a vigência foi somente a partir
de 1967 a o gabarito preliminar considerou a questão correta, a banca achou
mais adequado a anulação da questão.

GABARITO: Anulada

54- A CF define seguridade social como um conjunto integrado de ações de iniciativa


dos poderes públicos e da sociedade destinadas a assegurar direitos relativos à
saúde, à previdência e à assistência social.
RESOLUÇÃO:
A questão repete o texto do artigo 194 da Constituição Federal de 1988, como
ocorre em diversas questões de concurso público.

GABARITO: C

55- De acordo com o princípio da universalidade da seguridade social, os


estrangeiros no Brasil poderão receber atendimento da seguridade social.
RESOLUÇÃO:
Os estrangeiros podem, de fato, receber atendimento da seguridade social,
cumprindo o princípio da universalidade do atendimento, previsto no art. 194,
parágrafo único, I, Constituição Federal de 1988.

GABARITO: C

Com relação ao conteúdo e à autonomia da legislação previdenciária, julgue o item


abaixo.

56- Lei complementar editada pela União poderá autorizar os estados e o DF a


legislar sobre questões específicas relacionadas à seguridade social.
RESOLUÇÃO:

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De acordo com o art. 22, parágrafo único da Constituição, na competência


privativa Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões
específicas.

GABARITO: C

Com base no disposto na Lei n.º 8.213/1991, julgue os itens a seguir, acerca dos
segurados do RGPS.

57- Situação hipotética: Pedro trabalha como professor remunerado de uma escola
particular e, concomitantemente, explora atividade econômica agropecuária em
regime de economia familiar em uma chácara de dois módulos fiscais. Assertiva:
Nessa situação, Pedro é segurado obrigatório do RGPS em relação a cada uma
das atividades realizadas.
RESOLUÇÃO:
Esta questão foi bastante complexa, exigindo uma minuciosa análise da
legislação aplicável ao caso concreto. Pedro será enquadrado como empregado
em relação à atividade de professor e como tal não poderá ser considerado como
segurado especial. Ocorre que como trabalha em atividade rural com a
impossibilidade de ser enquadrado como segurado especial, nesta atividade será
enquadrado como contribuinte individual, mantendo a filiação nas duas
atividades.
Vejam artigos:
Lei 8212, artigo 12
V – Contribuinte Individual
a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a
qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4
(quatro) módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 (quatro)
módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de empregados ou por
intermédio de prepostos; ou ainda nas hipóteses dos §§ 10 e 11 deste artigo;
§10. Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra
fonte de rendimento, exceto se decorrente de:

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III – exercício de atividade remunerada em período não superior a 120 (cento e


vinte) dias, corridos ou intercalados, no ano civil, observado o disposto no § 13
deste artigo;
Assim, ele será filiado ao RGPS como empregado e contribuinte individual. A
CESPE considerou errada a questão, em nossa visão, equivocadamente, apenas
pelo fato de Pedro não poder ser enquadrado como segurado especial. Como
vimos, ele será enquadrado em cada uma das atividades, na de empregado e na
de contribuinte individual, estando a questão correta.

GABARITO: E

58- Brasileiro contratado pela Organização das Nações Unidas, da qual o Brasil faz
parte como membro efetivo, é considerado segurado obrigatório do RGPS,
mesmo que domiciliado e contratado no exterior, salvo se estiver coberto por
regime próprio de previdência social.
RESOLUÇÃO:
O segurado exemplificado nesta questão é enquadrado como contribuinte
individual, nos termos do art. 12, V, da Lei 8.212/91. Note-se, todavia, que se o
brasileiro for contratado pela união para trabalhar em organismos internacionais
do qual o Brasil seja membro efetivo, ele será enquadrado como segurado
empregado.

GABARITO: C

59- Pastor evangélico que atue exclusivamente em sua atividade religiosa é


considerado segurado facultativo do RGPS.
RESOLUÇÃO:
A questão faz referência ao contribuinte individual tipificado no artigo 12, V, c,
da Lei 8.212/91, que classifica como Contribuinte individual “o ministro de
confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação
ou de ordem religiosa.

GABARITO: E

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60- É considerado segurado obrigatório do RGPS na qualidade de contribuinte


individual o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação
ou entidade de qualquer natureza, mesmo que não receba remuneração.
RESOLUÇÃO:
O segurado que não recebe remuneração pelo trabalho não pode ser
considerado segurado obrigatório do RGPS. Veja que o artigo, 9°, V, i, do RPS
dispõe que será contribuinte individual “o associado eleito para cargo de direção
em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade,
bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção
condominial, desde que recebam remuneração”.

GABARITO: E

61- Síndica do condomínio predial em que resida e que receba como pró-labore a
quantia equivalente a um salário mínimo será considerada segurada obrigatória
do RGPS na qualidade de empregada.
RESOLUÇÃO:
A síndica de condomínio remunerada será contribuinte individual do RGPS e não
empregada, como afirmado equivocadamente na questão. Veja que o artigo, 9°,
V, i, do RPS dispõe que será contribuinte individual “o associado eleito para
cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza
ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer
atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração”.

GABARITO: E

62- O pescador que exerça essa atividade como principal meio de vida é considerado
segurado especial mesmo que tenha empregados permanentes.
RESOLUÇÃO:
O segurado especial não pode possuir empregados permanentes. Veja o artigo
195, §8°, da CF: § 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o
pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas

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atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes,


contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota
sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos
termos da lei.
Desta forma, o pescador que possui empregados permanentes deve ser
enquadrado como contribuinte individual

GABARITO: E

Com relação ao segurado especial e ao segurado facultativo, julgue os próximos itens à


luz do Decreto n.º 3.048/1999.

63- Situação hipotética: Maria, com vinte e dois anos de idade, recebe bolsa de
estudos para se dedicar em tempo integral a trabalho de pesquisa, não
possuindo qualquer vinculação a regime de previdência. Assertiva: Nessa
situação, Maria poderá filiar-se facultativamente ao RGPS.
RESOLUÇÃO:
A questão trata de um exemplo de segurado que pode se filiar facultativamente
ao RGPS, previsto no artigo 11, §1º, do Decreto 3048:

§1º Podem filiar-se facultativamente, entre outros:


VII – o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com
a Lei nº 6.494, de 1977;

GABARITO: C

64- O recebimento de dinheiro decorrente de programa assistencial oficial do


governo federal descaracteriza a condição de segurado especial.
RESOLUÇÃO:
A assertiva está errada, contrariando o Decreto 3048/99, artigo 12, §18, IV.
Vejamos:
§18. Não descaracteriza a condição de segurado especial:

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IV – a participação como beneficiário ou integrante de grupo familiar que tem


algum componente que seja beneficiário de programa assistencial oficial de
governo;

GABARITO: E

A respeito da inscrição e da filiação dos segurados obrigatórios e facultativos na forma


do Decreto n.º 3.048/1999, julgue os itens a seguir.

65- A filiação do segurado obrigatório ao RGPS decorre automaticamente do


exercício da atividade remunerada.
RESOLUÇÃO:
A questão está correta, de acordo com o artigo 20, §1º, do Regulamento da
Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Vejamos:

§1o A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de


atividade remunerada para os segurados obrigatórios, observado o disposto no
§ 2o, e da inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição para
o segurado facultativo.

GABARITO: C

66- Desde que presentes os demais pressupostos da filiação, admite-se a inscrição


post mortem do segurado especial.
RESOLUÇÃO:
A assertiva se refere ao texto do artigo 18, §5º, Regulamento da Previdência
Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Vejamos:
§5º Presentes os pressupostos da filiação, admite-se a inscrição post mortem do
segurado especial.

GABARITO: C

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67- A filiação ao RGPS na qualidade de segurado facultativo pode retroagir,


permitindo-se o recolhimento das contribuições relativas a competências
anteriores à data da inscrição.
RESOLUÇÃO:
A questão contraria o §1°, do artigo 20, do Regulamento da Previdência Social,
aprovado pelo Decreto 3.048/99. Vejamos:

Art. 20. Filiação é o vínculo que se estabelece entre pessoas que contribuem para
a previdência social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações.

§1o A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de


atividade remunerada para os segurados obrigatórios, observado o disposto no
§ 2o, e da inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição
para o segurado facultativo.

GABARITO: E

68- Os dados constantes dos cadastros informatizados da previdência social, como o


Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), valem como prova da filiação à
previdência social, do tempo de contribuição e dos salários-de-contribuição,
desde que acompanhados de outras provas documentais.
RESOLUÇÃO:
A questão se refere ao artigo 19, do Regulamento da Previdência Social,
aprovado pelo Decreto 3.048/99. Vejamos:

Art. 19. Os dados constantes do Cadastro Nacional de Informações Sociais –


CNIS relativos a vínculos, remunerações e contribuições valem como prova de
filiação à previdência social, tempo de contribuição e salários-de-contribuição.

A questão está errada, pois não há necessidade de que tais dados sejam
acompanhados de provas documentais, podendo o INSS as pedir caso julgue
necessário, conforme §5°, deste artigo:

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§ 5o Não constando do CNIS informações sobre contribuições ou remunerações,


ou havendo dúvida sobre a regularidade do vínculo, motivada por divergências
ou insuficiências de dados relativos ao empregador, ao segurado, à natureza do
vínculo, ou a procedência da informação, esse período respectivo somente será
confirmado mediante a apresentação pelo segurado da documentação
comprobatória solicitada pelo INSS.

GABARITO: E

Julgue os itens seguintes à luz do Decreto n.º 3.048/1999 e da CF.

69- O indivíduo que, não sendo detentor de cargo efetivo, for nomeado para um
cargo em comissão no âmbito da União não será segurado obrigatório do RGPS.
RESOLUÇÃO:
Os servidores de todos os entes federativos ocupantes de cargo em comissão de
livre nomeação ou exoneração são considerados empregados para o Direito
Previdenciário, nos termos do art. 9°, I, i, do RPS.

GABARITO: E

70- Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa
na sua própria residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a
limpeza de sua residência, de forma habitual e remunerada, e, inclusive, atender
clientes. Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador
doméstico com relação aos serviços prestados por Maria.
RESOLUÇÃO:
Empregado doméstico é o trabalhador que presta serviços de natureza contínua,
mediante remuneração, à pessoa, à família ou à entidade familiar, no âmbito
residencial desta em atividade sem fins lucrativos. Maria não será enquadrada
como empregada doméstica, pois exerce atividade com finalidade lucrativa,
sendo enquadrada como empregada. Já João será equiparado a empresa nos
termos do artigo 15, do Decreto 3048/99.

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GABARITO: E

71- Equiparar-se-á a empresa, para os fins do RGPS, a pessoa física que, para fazer
uma reforma na própria casa, contratar um mestre de obras e um ajudante.
RESOLUÇÃO:
A questão trata do dono de obra de construção, que se equipara à empresa nos
termos do artigo 12, do RPS. Vejamos:
Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos deste Regulamento:
IV – o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em
relação a segurado que lhe presta serviço.
Assim, a questão está correta, pois o dono da obra se equipara a empresa
para fins previdenciários.

GABARITO: C

Com relação ao financiamento da seguridade social, julgue os seguintes itens.

72- Em caso de eventuais insuficiências financeiras decorrentes do pagamento de


benefícios de prestação continuada, a previdência social poderá elevar alíquotas
das contribuições sociais de empregados e empregadores até o limite do débito
apurado.
RESOLUÇÃO:
Não há limitação para que as contribuições residuais sejam limitadas ao débito
apurado na seguridade. Vejam que é possível até aumentar o financiamento da
seguridade nos termos do artigo 195:
§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou
expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.

GABARITO: E

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73- Além da contribuição proveniente de empregados e empregadores, são fontes


de custeio da seguridade social, de forma direta e indireta, os recursos oriundos
dos orçamentos da União, dos estados, do DF e dos municípios.
RESOLUÇÃO:
A doutrina se posiciona no sentido que a sociedade financia a seguridade social
de forma direta, a partir do pagamento das contribuições sociais, e de forma
indireta, a partir dos repasses governamentais, em caso de insuficiência de
recursos obtidos com as contribuições. Note-se que em seus orçamentos, os
entes federativos podem contribuir de forma direta, como empregadores e
contratantes de segurados do RGPS, assim como indiretamente, com repasses
para cobrir insuficiência de recursos

GABARITO: C

Julgue os próximos itens, relativos às contribuições dos segurados empregados,


dos empregados domésticos e dos segurados facultativos.

74- A alíquota de contribuição, para custeio da seguridade social, dos segurados


facultativos e dos segurados empregados é a mesma e varia segundo o salário-
de-contribuição.
RESOLUÇÃO:
As alíquotas de contribuição dos empregados estão previstas no artigo 20, da Lei
8.212/91 e são de 8%, 9% ou 11%, a depender do salário-de-contribuição do
trabalhador.

Já a alíquota de contribuição do segurado facultativo, em regra, é de 20%,


conforme art. 21, da Lei 8.212/91 ou 5% para o segurado facultativo sem renda
própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua
residência, desde que pertencente à família de baixa renda, de acordo com o
§2º, II, do mesmo artigo.

GABARITO: E

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75- A alíquota de contribuição do empregado doméstico para o custeio da


seguridade social é inferior à alíquota aplicável aos demais empregados.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o art. 20, da Lei 8.212/91, a contribuição do empregado, inclusive
o doméstico, e a do trabalhador avulso é calculada mediante a aplicação da
correspondente alíquota sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de forma
não cumulativa, correspondente a 8%, 9% ou 11% do salário-de-contribuição.
Percebe-se, então, que as alíquotas dos empregados e dos domésticos são
exatamente as mesmas.

GABARITO: E

No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para


o financiamento da seguridade social, julgue os itens subsequentes.

76- A contribuição do empregador doméstico é de 20% e incide sobre o salário


mínimo.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo 34, da Lei Complementar 150/2015, que instituiu o
Simples Doméstico, os empregadores domésticos devem recolher as seguintes
contribuições para a previdência social:

II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade


social, a cargo do empregador doméstico, nos termos do art. 24 da Lei no 8.212,
de 24 de julho de 1991;
III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do
seguro contra acidentes do trabalho;
Assim, no total, eles devem pagar 8,8% para a previdência e não 20% como
afirmado erroneamente na assertiva

GABARITO: E

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77- A contribuição empresarial de associação desportiva que mantenha equipe de


futebol profissional distingue-se da contribuição exigida de outras empresas.
RESOLUÇÃO:
As contribuições patronais das entidades desportivas que mantenham equipe de
futebol profissional, de fato, são diferentes das empresas em geral que
contribuem com alíquotas incidentes sobre a folha de pagamento.

GABARITO: C

A respeito do custeio da seguridade social, julgue os itens que se seguem.

78- Constitui fonte de receita da seguridade social um percentual incidente sobre os


valores arrecadados com os resultados dos leilões de bens apreendidos pela
Receita Federal do Brasil.
RESOLUÇÃO:
A questão está de acordo com o artigo 27, VII, da Lei 8.212/91. Vejamos:

Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social:


VII - 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo
Departamento da Receita Federal;

GABARITO: C

79- Para efeito de custeio dos benefícios da aposentadoria especial e dos concedidos
em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos
ambientais do trabalho, as alíquotas aplicadas incidem exclusivamente sobre a
remuneração do segurado sujeito a condições especiais que lhe prejudiquem a
saúde ou a integridade física.
RESOLUÇÃO:
A questão está realmente mal redigida, pois trata das alíquotas de GILRAT (SAT),
que incidem sobre todos os trabalhadores da empresa e das alíquotas adicionais
para cobertura da aposentadoria especial, estas incidentes apenas sobre a

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remuneração do segurado sujeito a condições especiais que lhe prejudiquem a


saúde ou a integridade física. Vejamos o texto do Decreto 3.048/99:

Art. 202. A contribuição da empresa, destinada ao financiamento da


aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do grau de
incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do
trabalho corresponde à aplicação dos seguintes percentuais, incidentes sobre o
total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, no decorrer
do mês, ao segurado empregado e trabalhador avulso:
I – 1% para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do
trabalho seja considerado leve;
II – 2% para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do
trabalho seja considerado médio, ou;
III – 3% para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do
trabalho seja considerado grave.
§ 1.º As alíquotas constantes do caput serão acrescidas de 12, 9 ou 6 pontos
percentuais, respectivamente, se a atividade exercida pelo segurado a serviço da
empresa ensejar a concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos
de contribuição.
§ 2.º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior
incide EXCLUSIVAMENTE sobre a remuneração do segurado sujeito às condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
Note-se que apenas os adicionais de 6%, 9% ou 12% incidem
exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais
que prejudiquem a saúde ou a integridade física, mas o GILRAT de 1%, 2% ou 3%
incide sobre toda a folha de pagamento. O CESPE entendeu que a questão
deveria ser anulada, pois o enunciado ficou confuso.

GABARITO: ANULADA

80- Parte dos valores arrecadados com concurso de prognósticos promovidos por
órgãos do poder público ou por sociedades comerciais ou civis dentro do
território nacional é destinada ao custeio da seguridade social.

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RESOLUÇÃO:
A questão está de acordo com o artigo 26, da Lei 8.212/91 que estabelece a
contribuição incidente sobre os concursos de prognósticos, conforme previsto
do art. 195, IV, da Constituição Federal de 1988. Estudamos isso na aula nos
principais dispositivos constitucionais.

GABARITO: C

Em cada um dos próximos itens, é apresentada uma situação hipotética acerca de


salário-de-contribuição, seguida de uma assertiva a ser julgada.

81- Bruna, empregada da empresa Vargas & Vargas Cia. Ltda., entrou em gozo de
licença-maternidade. Nessa situação, haverá incidência da contribuição
previdenciária sobre o valor recebido por Bruna a título de salário-maternidade.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo 28, §2º, da Lei 8.212/91, o salário-maternidade é
considerado salário-de-contribuição, logo, incide contribuição previdenciária
sobre este benefício.

GABARITO: C

82- Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo.


Nessa situação, o salário-de-contribuição de Gustavo deverá variar entre um
salário mínimo e o teto máximo fixado em portaria interministerial.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o art. 28, IV, da Lei 8.212/91, o salário-de-contribuição para o
segurado facultativo é o valor que ele declarar, sendo respeitados o limite
mínimo previsto no §4º do mesmo artigo e o limite máximo previsto no §5º e
reajustado anualmente por portaria ministerial.

GABARITO: C

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83- Zilda mantém vínculo empregatício com a empresa Y e com a empresa Z, das
quais recebe remuneração mensal equivalente a dois e três salários mínimos,
respectivamente. Nessa situação, a contribuição previdenciária de Zilda deverá
incidir sobre os valores recebidos de ambos os empregos.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o art. 28, I, da Lei 8.212/91, o salário-de-contribuição para o
segurado empregado é a remuneração auferida em uma ou mais empresas,
assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a
qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho. Assim, Zilda
deve contribuir sobre o somatório das suas duas remunerações uma vez que não
ultrapassa o teto do salário-de-contribuição.

GABARITO: C

84- O contrato de trabalho de Carlos, empregado da empresa L & M Ltda., foi


rescindido antes que ele pudesse usufruir de férias vencidas. Nessa situação,
haverá a incidência de contribuição previdenciária sobre a importância paga a
título de indenização das férias vencidas e sobre o respectivo adicional
constitucional.
RESOLUÇÃO:
A questão contraria o disposto no artigo 28, §9º, d, da Lei 8.212/91, que exclui
do salário-de-contribuição as importâncias recebidas a título de férias
indenizadas e respectivo adicional constitucional.

GABARITO: E

Com referência a arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas


à seguridade social, julgue os itens que se seguem.

85- As empresas são obrigadas a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte


individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração.
RESOLUÇÃO:

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A assertiva tem fundamento no artigo 216, I, a, do Regulamento da Previdência


Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. De fato, desde a publicação da MP
83/2002, convertida na Lei 10.666/2003, as empresas têm obrigação de reter a
contribuição dos contribuintes individuais e repassar a previdência social.

GABARITO: C

86- A isenção de contribuição previdenciária concedida às pessoas jurídicas de


direito privado estende-se aos seus empregados e aos trabalhadores avulsos a
seu serviço.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo 216, §4º, do RPS, a pessoa jurídica de direito privado
beneficiada pela isenção é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado
empregado e do trabalhador avulso a seu serviço, descontando-a da respectiva
remuneração, e recolhê-la no prazo legal. Percebe-se, então, que a isenção das
empresas não se estende aos seus empregados e avulsos

GABARITO: E

87- Compete à Receita Federal do Brasil arrecadar e fiscalizar o recolhimento das


contribuições sociais previstas na CF.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo 33, da Lei 8.212/91, à Secretaria da Receita Federal do
Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas
à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das
contribuições sociais.

GABARITO: C

A respeito do recolhimento de contribuição previdenciária fora do prazo, julgue


os itens subsequentes.

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88- As contribuições devidas à seguridade social já descontadas dos segurados


empregados e não recolhidas até seu vencimento poderão ser objeto de acordo
para pagamento parcelado.

RESOLUÇÃO:
A assertiva contraria o disposto no artigo 244, §1, do Regulamento da
Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Vejamos:

§ 1º Não poderão ser objeto de parcelamento as contribuições descontadas dos


segurados empregado, inclusive o doméstico, trabalhador avulso e contribuinte
individual...

GABARITO: E

89- As contribuições sociais incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento ou


inscritas em dívida ativa que forem pagas com atraso estarão sujeitas a
atualização monetária, juros de mora e multa, a qual varia entre 8% e 20% sobre
o crédito devido.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o art. 61, da Lei 9.430/96, os débitos para com a União,
decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita
Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não
pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de
mora, calculada à taxa de 0,33% por dia de atraso.
Esta multa deve ser calculada, a partir do primeiro dia subsequente ao do
vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição,
até o dia em que ocorrer o seu pagamento. O percentual de multa a ser aplicado
fica limitado a 20%.

GABARITO: E

Maria, proprietária de uma sorveteria situada em uma cidade litorânea,


adquiriu, de forma financiada, dois novos freezers para seu estabelecimento

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comercial. Em razão do período de baixa temporada, ocorreu considerável


queda nas vendas da sorveteria, e o seu faturamento tornou-se insuficiente para
arcar com todas as despesas. Diante dessa situação e visando honrar com o
pagamento das prestações dos freezers, Maria deixou de repassar à previdência
social as contribuições previdenciárias recolhidas dos cinco funcionários do
estabelecimento, no prazo e na forma legal, tendo incorrido em crime contra
seguridade social.

Tendo como referência essa situação hipotética e com base nas disposições legais a
respeito dos crimes contra a seguridade social, julgue os próximos itens.

90- Iniciada ação fiscal em desfavor de Maria, o juiz responsável pelo processo não
poderá deixar de aplicar pena, ainda que Maria efetue os pagamentos devidos,
seja ré primária e goze de bons antecedentes.
RESOLUÇÃO:
A assertiva está em desacordo com o artigo 168, §3º, do Código Penal. Vejamos:

§ 3º. É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a multa, se


o agente for primário e de bons antecedentes, desde que:
I – tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes do recebimento da
denúncia, o pagamento da contribuição social previdenciária, inclusive
acessórios;
II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior
àquele estabelecido pela Previdência Social, administrativamente, como sendo o
mínimo para o ajuizamento de suas ações fiscais.

GABARITO: E

91- A conduta de Maria configura crime de apropriação indébita previdenciária, para


o qual a pena prevista é reclusão e multa.
RESOLUÇÃO:
De fato, a conduta de Maria está tipificada no art. 168, do Código Penal como
Apropriação Indébita Previdenciária. Vejamos:

ANOTAÇŌES

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Art. 168-A. Deixar a empresa de repassar à Previdência Social as contribuições


recolhidas dos contribuintes, no prazo ou forma legal ou convencional:
Pena – reclusão, de 2 a 5 anos e multa.

GABARITO: C

Mateus requereu ao órgão regional do INSS a conversão de auxílio-doença


em aposentadoria por invalidez. O INSS indeferiu o pedido de Mateus por
considerar que a doença que o acometera era curável, e que, por isso, ele era
suscetível de reabilitação.

Acerca dessa situação hipotética e dos recursos nos processos administrativos


de competência do INSS, julgue os itens que se seguem.

92- Caso seja interposto recurso contra a decisão que indeferiu o pedido de Mateus,
o órgão regional do INSS que proferiu a decisão não poderá reformá-la, devendo
encaminhar o recurso à instância competente.
RESOLUÇÃO:
A questão contraria o parágrafo 3º, do artigo 305, do Regulamento da
Previdência Social. Vejamos:
§ 3º O Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Previdenciária
podem reformar suas decisões, deixando, no caso de reforma favorável ao
interessado, de encaminhar o recurso à instância competente.

GABARITO: E

93- Contra a decisão do INSS pelo indeferimento, Mateus poderá interpor recurso
administrativo, que será julgado, em primeira instância, pela Câmara de
Julgamento da Previdência Social.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo 303, §1º, do RPS, a competência para o julgamento dos
recursos em primeira instância é da Junta de Recursos e não da Câmara de
Julgamento.

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GABARITO: E

Com relação a contribuições sociais dos segurados e(ou) a decadência e


prescrição relativamente a benefícios previdenciários, cada um dos próximos
itens apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.

94- Dagoberto obteve aposentadoria por tempo de contribuição concedida pelo


INSS em junho de 2012. Entretanto, o INSS não efetuou o pagamento do abono
anual proporcional do ano de 2012 nem o do ano de 2013. Nessa situação,
atualmente, Dagoberto não mais tem direito a exigir o pagamento dos abonos
anuais referentes aos anos de 2012 e 2013, visto que está prescrito o direito ao
percebimento das referidas prestações.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo 103, parágrafo único da Lei 8.213/91, prescreve em cinco
anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação
para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas
pela Previdência Social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na
forma do Código Civil. Assim, como a prova ocorreu em 2016, as parcelas de
abono anual que Dagoberto fazia jus relativas aos anos de 2012 e 2013 ainda não
estavam prescritas.

GABARITO: E

95- Ronaldo, segurado contribuinte individual da previdência social, optou pela


contribuição de alíquota reduzida, de 11%, que exclui o direito ao benefício de
aposentadoria por tempo de contribuição. Nessa situação, caso pretenda obter
aposentadoria por tempo de contribuição, Ronaldo poderá fazer a
complementação da diferença entre o percentual pago e o percentual devido,
acrescida de juros moratórios.
RESOLUÇÃO:
A assertiva está de acordo com o artigo 21, §3º, da Lei 8.212/91. Vejamos:

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§ 3º O segurado que tenha contribuído na forma do § 2º deste artigo e pretenda


contar o tempo de contribuição correspondente para fins de obtenção da
aposentadoria por tempo de contribuição ou da contagem recíproca do tempo
de contribuição a que se refere o art. 94 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991,
deverá complementar a contribuição mensal mediante recolhimento, sobre o
valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição em
vigor na competência a ser complementada, da diferença entre o percentual
pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos juros moratórios de que trata o
§ 3º do art. 5º da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.

GABARITO: C

Julgue os itens seguintes à luz do Decreto n.º 6.214/2007, que regulamenta o


BPC da assistência social devido à pessoa com deficiência e ao idoso.

96- Um dos critérios para o idoso habilitar-se à concessão do BPC é não possuir outro
benefício da seguridade social, excetuados o de assistência médica e a pensão
especial de natureza indenizatória.
RESOLUÇÃO:
O BPC não pode ser acumulado com outros benefícios da seguridade social,
exceto o de assistência médica e a pensão especial de natureza indenizatória,
conforme previsto no artigo 5° do Decreto nº 6.214/07.

GABARITO: C

97- O valor a ser pago ao beneficiário do BPC é de um salário mínimo mensal.


RESOLUÇÃO:
O valor, de fato, é um salário mínimo mensal, conforme disposto na CF/1988, na
LOAS (artigo 20) e no artigo 1° do Decreto nº 6.214/07.

GABARITO: C

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98- É permitido ao beneficiário do BPC acumular o recebimento desse benefício com


o do seguro-desemprego.
RESOLUÇÃO:
O artigo 5°, do Decreto n.º 6.214/2007 veda a acumulação do BPC com qualquer
outro benefício no âmbito da Seguridade Social ou de outro regime, inclusive o
Seguro Desemprego, ressalvados o de assistência médica e a pensão especial de
natureza indenizatória, bem como a remuneração advinda de contrato de
aprendizagem no caso da pessoa com deficiência.

GABARITO: E

99- O BPC do idoso que se encontre na condição de acolhimento de longa


permanência em hospital será suspenso até a data da sua alta.
RESOLUÇÃO:
O artigo 6° do Decreto 6.214/2007 dispõe que a condição de acolhimento em
instituições de longa permanência, como abrigo, hospital ou instituição
congênere não prejudica o direito do idoso ou da pessoa com deficiência ao BPC.

GABARITO: E

100- A idade mínima para que um indivíduo passe a ter direito ao BPC do idoso
é de sessenta anos.
RESOLUÇÃO:
A idade mínima do idoso para ter acesso ao BPC é de 65 anos, de acordo com a
LOAS e com o artigo 4°, I, do Decreto 6.214/2007.

GABARITO: E

101- No caso de morte do beneficiário do BPC, seus familiares são obrigados a


informar tal fato ao INSS, situação em que o pagamento do benefício cessará.
RESOLUÇÃO:
De fato, a obrigação de informar a morte do beneficiário do BPC está prevista no
artigo 48, II e parágrafo único do Decreto 6.214/2007.

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GABARITO: C

Julgue os próximos itens com base na Lei n.º 8.742/1993, que dispõe sobre a organização
da assistência social.

102- O centro de referência de assistência social (CRAS) é uma unidade de base


estadual e tem por finalidade atender a população de baixa renda e as pessoas
que estejam submetidas ao cumprimento de pena de reclusão.
RESOLUÇÃO:
O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) tem base municipal e o seu
objetivo é a prevenção dos riscos sociais e não as pessoas que estejam
submetidas ao cumprimento de pena de reclusão, de acordo com o artigo 6°-C
da LOAS.

GABARITO: E
103- O centro de referência especializado de assistência social (CREAS)
constitui unidade que presta serviços a indivíduos e famílias que se encontrem
em situação de risco pessoal ou social decorrente de violação de direitos.
RESOLUÇÃO:
De fato, o centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) presta
os serviços de proteção especial, de acordo com o artigo 6°-C da LOAS: Art. 6o-
C. As proteções sociais, básica e especial, serão ofertadas precipuamente no
Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e no Centro de Referência
Especializado de Assistência Social (Creas), respectivamente, e pelas entidades
sem fins lucrativos de assistência social de que trata o art. 3o desta Lei.

§ 2º O Creas é a unidade pública de abrangência e gestão municipal, estadual ou


regional, destinada à prestação de serviços a indivíduos e famílias que se
encontram em situação de risco pessoal ou social, por violação de direitos ou
contingência, que demandam intervenções especializadas da proteção social
especial.

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GABARITO: C

104- A política de assistência social tem como objetivos, entre outros, a


promoção da integração do cidadão ao mercado de trabalho e o amparo às
crianças e aos adolescentes carentes.
RESOLUÇÃO:
De fato, a política de assistência social tem mesmo como objetivo a promoção
da integração ao mercado de trabalho e o amparo às crianças e aos adolescentes
carentes, nos termos do artigo 2°, I, da Lei 8.741/93.

GABARITO: C

105- A assistência social organiza-se por meio de um conjunto de serviços e


programas que são estratificados em ações de proteção social básica, ações de
proteção social secundária e ações de proteção social terciária, sendo essa
última direcionada para pessoas em situação de violência.
RESOLUÇÃO:
A assistência social está organizada em dois tipos de proteção: básica e especial,
nos termos do artigo 6°-A, I e II da LOAS.

GABARITO: E

Em relação às instâncias deliberativas do SUAS, julgue os itens a seguir à luz


da Lei n.º 8.742/1993.
106- Situação hipotética: O CNAS, por decisão da maioria simples de seus
membros, aprovou a proposição, ao Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão, de alteração dos limites de repasse mensal dos benefícios previstos em
lei. Assertiva: Nessa situação, a aprovação da proposição ocorreu em
conformidade com o que estabelece a Lei n.º 8.742/1993.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo art. 39, da LOAS, o Conselho Nacional de Assistência
Social (CNAS), por decisão da maioria absoluta de seus membros, respeitados o

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orçamento da seguridade social e a disponibilidade do Fundo Nacional de


Assistência Social (FNAS), poderá propor ao Poder Executivo a alteração dos
limites de renda mensal per capita dos benefícios assistenciais.

GABARITO: E

107- Os conselhos estaduais de assistência social e os conselhos municipais de


assistência social, instâncias deliberativas do SUAS, têm caráter permanente e
composição paritária entre governo e sociedade civil.
RESOLUÇÃO:
Vejamos o texto do artigo 16, da Lei 8.742/93, que elucida a questão:
Art. 16. As instâncias deliberativas do Suas, de caráter permanente e
composição paritária entre governo e sociedade civil, são:
I – o Conselho Nacional de Assistência Social;
II – os Conselhos Estaduais de Assistência Social;
III – o Conselho de Assistência Social do Distrito Federal;
IV – os Conselhos Municipais de Assistência Social.

GABARITO: C

108- O CNAS, instância responsável pela coordenação da PNAS, é presidido


alternadamente pelo(a) ministro(a) da previdência social e por um
representante eleito da sociedade civil, sendo de dois anos o mandato do seu
presidente, permitida a recondução.
RESOLUÇÃO:
O CNAS é presidido por um de seus membros, para mandato de 1 ano sendo
admitida uma recondução. Não existe obrigatoriedade que o presidente seja um
Ministro de Estado. O mandato do presidente é de 1 ano, podendo ser
reconduzido apenas uma vez (vide artigo 17, §2°, da LOAS).

GABARITO: E

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109- O CNAS tem caráter paritário: metade dos seus membros são
representantes governamentais e a outra metade é composta por
representantes da sociedade civil.
RESOLUÇÃO:
O §1º, do art. 16, da Lei 8.742/93 elucida a questão. Vejamos:
§ 1º O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) é composto por 18
membros e respectivos suplentes, cujos nomes são indicados ao órgão da
Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Política
Nacional de Assistência Social, de acordo com os critérios seguintes:
I – 9 (nove) representantes governamentais, incluindo 1 (um) representante dos
Estados e 1 (um) dos Municípios;
II – 9 (nove) representantes da sociedade civil, dentre representantes dos
usuários ou de organizações de usuários, das entidades e organizações de
assistência social e dos trabalhadores do setor, escolhidos em foro próprio sob
fiscalização do Ministério Público Federal.

GABARITO: C

110- Compete ao CNAS aprovar a PNAS, assim como convocar,


ordinariamente, a cada quatro anos, a conferência nacional de assistência social,
que terá a atribuição de avaliar a situação da assistência social e propor diretrizes
para o aperfeiçoamento do sistema.
RESOLUÇÃO:
A questão está de acordo com o artigo 18, da Lei 8.742/93, incisos VI e VIII,
repetindo os textos legais citados.

GABARITO: C

Com base no disposto na Lei n.o 8.213/1991, que trata dos planos de benefícios
da previdência social e dá outras providências, julgue os itens seguintes.

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111- Não é considerada doença do trabalho a doença endêmica adquirida por


segurado habitante de região em que ela se desenvolva, mesmo que essa doença
seja resultante de contato direto determinado pela natureza do trabalho.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o artigo 20, §1º, d, da Lei 8.213/91, não se considera acidente do
trabalho a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que
ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou
contato direto determinado pela natureza do trabalho.

GABARITO: E

112- Equipara-se ao acidente do trabalho o acidente sofrido pelo segurado, no


local e no horário do trabalho, em consequência de desabamento, inundação,
incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.
RESOLUÇÃO:
O artigo 21, II, da Lei 8.213/91 elucida a questão, equiparando a acidente de
trabalha algumas situações listadas. Vejamos:
II – o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em
consequência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou
companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa
relacionada ao trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de
companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes
de força maior;

GABARITO: C

113- Em regra, o período de carência para a concessão do benefício de auxílio-


doença é de doze contribuições mensais.

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RESOLUÇÃO:
A assertiva trata da regra geral para carência do auxílio-doença, previsto no art.
25, I, da Lei 8.213/91, que, de fato, é de 12 meses. O artigo 26, II trata das
exceções em que não se exige carência para a concessão deste benefício, sendo
os casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou
do trabalho, bem como nos casos de segurado que, após filiar-se ao RGPS, for
acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada
pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, atualizada a cada 3 anos, de
acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro
fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento
particularizado.

GABARITO: C

114- Os princípios que regem a previdência social incluem a uniformidade e a


equivalência dos benefícios e serviços prestados às populações urbanas e rurais.

RESOLUÇÃO:
A questão trata do princípio da uniformidade e a equivalência dos benefícios e
serviços prestados às populações urbanas e rurais previdência social previsto no
art. 2º, II, da Lei 8.213/91, estando correta.

GABARITO: C

115- Compõem o Conselho Nacional de Previdência Social representantes do


governo federal e da sociedade civil, a qual é representada por aposentados e
pensionistas, trabalhadores em atividade e empregadores.
RESOLUÇÃO:
A composição do CNP está prevista no artigo 3º, da Lei 8.213/91, composto por
representantes do governo federal e da sociedade civil, a qual é representada
por aposentados e pensionistas, trabalhadores em atividade e empregadores.
Vejamos:

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Art. 3º Fica instituído o Conselho Nacional de Previdência Social–CNPS, órgão


superior de deliberação colegiada, que terá como membros:
I – seis representantes do Governo Federal;
II – nove representantes da sociedade civil, sendo:
a) três representantes dos aposentados e pensionistas;
b) três representantes dos trabalhadores em atividade;
c) três representantes dos empregadores.
Vale registrar que o órgão na atualidade se chama apenas Conselho
Nacional da Previdência – CNP, estando vinculado desde o ano de 2019 ao
Ministério da Economia (MP 870/2019), embora essa informação não tenha
sido incorporada ao texto da Lei 8.213/91.

GABARITO: C

Com base no disposto no Decreto n.º 3.048/1999, que aprovou o regulamento


da previdência social, julgue os itens subsecutivos.

116- A dona de casa e o estudante podem filiar-se facultativamente ao RGPS


mediante contribuição, desde que não estejam exercendo atividade remunerada
que os enquadre como segurados obrigatórios da previdência social.
RESOLUÇÃO:
A questão remete aos exemplos de segurado facultativo previstos no art. 11,
§1º, do Decreto 3.048/99. De fato, a dona de casa e o estudante podem filiar-se
facultativamente ao RGPS mediante contribuição, desde que não estejam
exercendo atividade remunerada que os enquadre como segurados obrigatórios
da previdência social.

GABARITO: C

117- A universalidade da cobertura e do atendimento inclui-se entre os


princípios que regem as ações dos poderes públicos e da sociedade destinadas a
assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social.
RESOLUÇÃO:

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A questão trata do princípio da seguridade social da universalidade da cobertura


e do atendimento, previsto no art. 194, parágrafo único, I da Constituição
Federal de 1988 e, também, no art. 1º, parágrafo único, I, do Decreto 3.048/99.

GABARITO: C

118- Aquele que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração,


a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins
lucrativos, é considerado contribuinte individual, segurado obrigatório da
previdência social.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o art. 9º, II, do Decreto 3.048/99, aquele que presta serviço de
natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito
residencial desta, em atividade sem fins lucrativos, é considerado empregado
doméstico, e não contribuinte individual como afirmado equivocadamente na
assertiva.
A Lei Complementar 150, de 01/06/2015, que regulamentou a EC 72/2013,
conhecida como PEC das domésticas pôs fim à discussão sobre a continuidade
do emprego doméstico, definindo que o empregado doméstico é quem trabalha
por mais de dois dias na semana para uma mesma casa ou família (art. 1°).

GABARITO: E

Em fevereiro de 2016, Valdemar, que era empregado pelo regime celetista e recebia um
salário mínimo de sua empregadora, foi demitido e, 30 dias depois, condenado à pena
de prisão em regime fechado. Ele é casado com Idalina, com quem tem dois filhos
menores.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem, com base nos
regramentos previdenciários acerca do auxílio-reclusão.

119- Como Valdemar é segurado de baixa renda da previdência social, ele e


seus dependentes fazem jus ao recebimento do valor correspondente ao auxílio-
reclusão, que é de um salário mínimo, a ser rateado entre eles.

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RESOLUÇÃO:
De acordo com o art. 80, da Lei 8.213/91, o auxílio-reclusão será devido, nas
mesmas condições da pensão por morte, aos dependentes do segurado
recolhido à prisão, que não receber remuneração da empresa nem estiver em
gozo de auxílio-doença, de aposentadoria ou de abono de permanência em
serviço. Nota-se que tal benefício é devido apenas aos dependentes dos
segurados, não podendo ser pago ao próprio segurado. Desta forma, a questão
está errada ao afirmar que Valdemar também faz jus ao auxílio-reclusão.

Um segundo erro é afirmar que o valor do benefício será de um salário mínimo,


pois, na verdade, será 100% do valor da aposentadoria por invalidez que teria
direito se tivesse ficado inválido da data da prisão.

GABARITO: E

120- Assim que terminar de cumprir a pena, Valdemar deixará de ser segurado
da previdência social.
RESOLUÇÃO:
De acordo com o art. 15, da Lei 8.213/91, mantém a qualidade de segurado
independentemente de contribuição por até 12 meses após o livramento, o
segurado retido ou recluso, logo Valdemar não perderá a qualidade de segurado
assim que terminar de cumprir a pena

GABARITO: E

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