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Pudesse eu estar em teus sonhos mais

adormecidos, e te acordar com um beijo


desperto de amor e paixão;
Você, donzela misteriosa, me assombra em
meus recantos, te desejo e temo... Um amor
não correspondido, quem dará o primeiro
golpe? Quem será o primeiro a sangrar? Diante
desta fragilidade em meu peito, seus olhos me
enfeitiçam e entrego minha vida em tuas
mãos! Mas até quando me segurará? Até
quando viverei no mar de rosas que é estar em
teus braços, minha donzela?
Castiga-me como uma criança que não sabe o
que faz e não sabe o que quer... Mas tu,
poderosa mulher! Eu vivo para estar em teus
braços, eu sinto tua falta como um punhal
cravado em meu peito! Estou frio e morto! Não
desejo mais nada, a não ser esquecer esta
presença que se foi... Amor amor amor.
Ame-me outra vez! Quero sentir a vida em
meu coração gritar teu nome!!!
Que cerveja e alegria não faltem aos filhos dos
deuses! Aqueles que carregam o mundo nas
costas, aqueles que vivem bravamente! Não
nos esqueçamos de quem somos! Guerreiros
vitoriosos! Saúdam nossos deuses antigos!
Que o poder de inspirar sopre aos nossos
ouvidos, poderosas canções eu ouvi! E segui
suas vozes, me chamando para o
desconhecido...
Eu segui por entre os rios e arvores de uma
imensa floresta, elas cantavam meu nome para
que eu as ouvisse, uma canção que vinha de
dentro da terra.
Alegria eu tive quando ouvi, a imensa terra se
abrir, e de dentro dela, surgir a raiz! Eu
enxerguei a raiz da arvore da vida e meu
caminho se abriu para outras dimensões!
Será você? Aquela que abrirá as portas que
tranquei a sete chaves abaixo da terra! Aquela
que roubara o tesouro escondido de uma alma
que se foi há muito tempo?
Será capaz de decifrar meus segredos, donzela
de olhos negros? Então olhe me nos olhos,
frente a frente, encare me como quem vê a
própria morte! Eu sou teu destino mascarado
de homem, que veio para te levar para a maior
das aventuras que podereis imaginar! Me dê as
mãos e confie, não tema, eu sou teu amor que
chora sem teu abraço! Há quanto tempo estive
a sonhar com tais lembranças, de um amor
esquecido, de um amor que se findou no
coração do tempo... Há muito tempo!
Prelúdio de agonia
Lentamente, bem lentamente... caminho em
sua direção, minha própria agonia.
Mulher, te desejei como o fogo deseja a lenha!
Te queimar em meus braços, consumi como o
fogo consome a lenha! Dois corações em
êxtase e dor. Amor e prazer, dor e amor, dor e
prazer! Amar é viver! Viver é amar! Amar é
doer! Doer é morrer!
Agonia e lagrimas, tormentos e torturas, gritos
de amor e rancor, ódio e prazer.
Estou morrendo enquanto amo, amando
enquanto sinto morrer!
Me ame sentindo morrer, o que eu mato eu
sinto prazer, prazer me mata enquanto sinto
viver.

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