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AGRADECIMENTOS:

Agradecemos a Deus, louvemos o Senhor com todas as nossas forças. Agradecemos


aos nossos pais, nos deram a vida e a salutar oportunidade de estarmos unidos em torno deste
feito. Agradecemos as nossas famílias que sempre com amor nos estimulam compreendendo
longas horas que estiveram ausentes, mesmo quando estávamos em nossos lares. Agradecemos
á FAFICA, ao Padre Everaldo Fernandes da Silva, o nosso orientador espiritual, que nos oferece
os meios da obtenção do conhecimento e principalmente a oportunidade de buscarmos as
virtudes. Agradecemos aos nossos coordenadores, Mestres Gilvan Granjeiro e Alexandre César,
que tiveram a visão em detectar as demandas da auditoria e perícia em nosso meio e guiaram
mestres e alunos em torno da busca da verdade no controle da origem, do uso e do destino do
patrimônio, através destas duas gêmeas ferramentas: auditoria e perícia contábeis. Agradecemos
aos professores, que tanto esforço fizeram para buscar e compartilhar conosco, conhecimentos
científicos, no campo da contabilidade. Agrademos a todos os colaboradores da FAFICA que
nos acolheram e nos deram as condições materiais e humanas, através de um ambiente limpo, e
com muito ar de espiritualidade cristã. Obrigado a todos. Felizes as pessoas que põem suas
esperanças no Senhor!
Entre os 7 bilhões de seres humanos, por bondade de Deus, encontrei em meu
caminho, algumas pessoas, as quais, saudámos, aclamamos, referenciamos, neste momento,
como forma de agradecimento, de cidadania, de cuidado, de perdão, de amor, de caridade, de
honestidade, de ética, de heroísmo, de humildade.
Minha mãe, já falecida, á qual, fiz uma referência, quando estava terminando de
escrever algo e quero compartilhar com todos, aquele momento mágico, pois a mesma tinha
acabado de falecer, era 06 de dezembro de 2005: com os lábios para dizer a verdade, com a voz
para orar, com os olhos para nos trazer simpatia, com as mãos para fazer caridade, com as
atitudes para perdoar e com o coração para amar; isto era mamãe que nos deixou quando estava
terminando de escrever este livro... Está com Deus! Para receber um exemplar de nossa
modesta obra: conclamamos, com uma salva de palmas e como ato de amor,a mãe de meus
filhos, mainha, como eu e filhos gostamos de lhe chamar,uma pessoa que faz do trabalho um ato
de amor em prol da família, e sem você nada disto existiria, minha esposa, SôniaMaria Silva de
Aguiar.
Entre nós saudámos, aclamamos, referenciamos uma pessoa, a minha ex-professora, que
aniversaria no mesmo dia de minha mãe: primeiro de agosto, venha receber este terceiro
trabalho nosso, representando a nossa casa de oração e de educação, a FAFICA, Mestra e
Doutoranda Magna Lima.
Meu irmão Dr Vanildo Medeiros de Aguiar, em nome dele referencio-, saúdo,
aclamamos, a todos os parentes aqui presentes e os que aqui não puderam estar. Venha receber a
nossa lembrança e a nossa gratidão, representando o nosso pai, também, já falecido.
Entre nós saúdo, aclamamos, referenciamos, a coordenadora geral do Coral Madrigal
de Caruaru, servir ao próximo pelo viés do canto coral é amar-se duplamente. Venha receber
nossa lembrança e gratidão, Professora Graciete Carolina de Lucena, os seus mais de 71 anos
lhes traz mais pulmão para cantar e encantar a todos.
Entre nós, saúdo, aclamamos, a Professora de Educação Física, da Clínica São Gabriela, a Dra
Izabela; educar o corpo através da educação da mente é educação plena. Venha receber nossa
lembrança e nossa gratidão.
Entre nós saúdo, aclamamos, representando os demais professores da nossa pós- .
graduação em Auditoria e Perícia, o Mestre e Doutorando Severino Pessoa do Santos,
representando todos os mestres que brilhantemente nos ensinaram durante o curso de
especialização em auditoria e perícia, aqui na FAFICA; educar com sabedoria é para sábios,
educar com amor é para cristãos.
Entre nós os mestres Gilvan Granjeiro e Alexandre César, coordenadores da FAFICA;
nossos coordenadores, a humildade e a paciência são virtudes inseparáveis, pois entender os
mais carentes cientificamente falando, tem muito valor, entender e cuidar de pessoas educando-
as plenamente, não existe medida para mensurações. Venham receber a lembrança e a gratidão
de todos os seus alunos.
Entre nós, representando a classe contábil de Caruaru e região, conclamamos com
uma calorosa salva de palmas os Contadores e Advogados: Dr. Michel Jean, Dr. Bernardo
Cysneiros. Dr. Luiz Queiroz, Dr. Antônio Baixos, Dr. Airton Santa Cruz, Drª. Cláudia, Drª.
Maria de Lourdes ( Dona Lourdinha- Serra Talhada/PE- Grupo empresarial -João Duque),
nossa gratidão, por tudo e pelo quantum que fazem em prol da origem, do uso e do destino do
patrimônio, em nossa região.
Entre nós, saúdo e aclamamos o Delegado da Receita Federal do Brasil,
representando a todos os funcionários públicos; um jovem sonhador e revolucionário, que entre
os órgãos que compõem a SRFB DO MINISTÉRIO DA FAZENDA, é a DRFB em Caruaru a
que mais tem atos praticados EM BUSCA DA APROXIMAÇÃO: FISCO X
CONTRIBUINTE; receba nossa lembrança e gratidão; pois o contador, o perito, o auditor têm
como objeto de trabalho o patrimônio; o Ministério da Fazenda, através da SRFB também tem
como objeto de trabalho o patrimônio, a diferença é que a SRFB fiscaliza este e a contabilidade
controla, protege o patrimônio, no sentido de ser sua defensora-.
Entre nós, o amigo, que faz da justiça sua meta, tudo pela verdade, em prol da paz
social. Saúdo e aclamamos o representante do poder judiciário, sua excelência o Dr. Edinaldo
Aureliano de Lacerda. Venha receber nossa lembrança e nossa gratidão e que não esqueça
jamais dos seus auxiliares: os peritos e as peritas.
Entre nós, o representante da poder legislativo, o Dr. Leonardo Chaves, com toda
dedicação para fiscalizar e compartilhar com os projetos em prol do desenvolvimento
econômico e social de Caruaru. Venha receber nossa lembrança e nossa gratidão.
Entre nós, o representante do poder executivo, prefeito Manoel Teixeira de Lima, o
popular "Neguinho", receba nossa lembrança e gratidão.
Entre nós e representando a classe empresarial (pequenas, médias e grandes
organizações de Caruaru e por que não, também, representando todas as organizações sem fins
lucrativos), aclamamos, um jovem empreendedor, que nos traz o maior investimento de todos
os tempos, no centro de Caruaru, o Empresarial Difusora, em prol do desenvolvimento
econômico e social de Câmara e Região; saúdo e aclamamos e também referenciamos o nome
do Dr. José Luciano Ferreira. Receba nossa lembrança e gratidão.
Entre nós, um médico, historiador, escritor, filósofo, um amigo que busca o bem
dos seus semelhantes em todos os dias de sua vida. Dr. Antônio Vieira da Rocha Filho, o
popular Dr. Vieira; venha receber a nossa gratidão representando a todas as demais pessoas
aqui presentes.
Entre nós um mestre em contabilidade, que por ironia do destino não tem o título
de pós-doutorado nesta ciência; espírita, especialista em espiritismo; aclamamos o mestre; quero
entregar esta simples lembrança, pois este cidadão, há 25 anos, no dia 26 de março, dia do meu
aniversário, entrega-me uma lembrança, um presente, uma dávida, em forma de livro; conversa,
discute, dialoga, compartilha comigo do conhecimento, principalmente no campo do
espiritismo, durante todo o ano, quando chega perto do meu aniversário, até posso saber, por
antecipação, o assunto tratado no livro que o mesmo vai me ofertar. Ele descobre as minhas
deficiências. O amigo quer a minha evolução espiritual. Trata-se do amigo Dr. Flávio Siqueira -
Flávio José Azevedo de Siqueira. Obrigado amigo por tanta ajuda, tanto cuidado para com
minha pessoa.
Devido ao respeito ao tempo, não posso referenciar, como desejos, a todos, docentes e
discentes e demais pessoas que fazem desta casa de oração e de educação, uma referência
regional e nacional, muito obrigado, a nossa turma de especialista em Auditoria e Perícia é
muito grata pelo quantum que fazem e que fizeram por nós e termos conquistado mais uma
vitória em nossas vidas.
Entre nós o presidente da APJEP- Associação dos Peritos Judiciais e Extrajudiciais do
Estado de Pernambuco, o Dr. João Paulo Ferreira Neto; muito obrigado por nos dar a
oportunidade de pertencermos a esta conceituada e de elevada utilidade social. Receba a nossa
modesta lembrança, cuja razão maior de ser e de existir é a de fazer um elo de amizade entre
este postulante a escritor e pessoas como vocês, que tanto aspiro á uma aproximação sincera.
Entre nós o Dr. Miranda, que fez a graduação, a especialização, o mestrado, o
doutorado e o pós-doutorado, o PHD em Contabilidade, e, certo dia, no auditório da FAF1CA,
proferiu, ou melhor, professou uma realidade através de uma útil palestra. Naquele momento,
foi dada a oportunidade da plateia se manifestar e fazer alguma pergunta, fazer alguma
colocação em prol do conhecimento abordado pelo Doutor. Usei da palavra e disse: quase tudo
o que o mestre contou é mentira! O espanto foi geral, e, como senti que estava diante de uma
pessoa sábia, um PHD em contabilidade, uma pessoa humilde, não fiz maiores explicações
sobre a minha colocação. O mestre, ouviu e depois disse: amigo, sou um cientista, não estou
tratando de corrupção. Aproveito a oportunidade para dizer: quem narra mentira é mentiroso?
No caso em tela, narrar os atos das pessoas físicas e das pessoas jurídicas, sobre a origem, o uso
e o destino de seus patrimônios, no contexto da contabilidade regular, isto é, que atenda os
princípios contábeis e a legislação pátria, conforme demonstrou o mestre, é dizer a verdade e
não mentira. Pois, se o mestre tivesse dito alguma mentira, eu, como fiscal do patrimônio,
Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil seria a própria mentira. Assim sendo, quero dizer ao
Dr. Miranda e ao prezado leitor que: sempre quis encontrar uma pessoa com sabedoria e
humildade para fazer esta colocação. E uma provocação, pois o que vemos no Brasil e quiçá no
mundo, o que observamos, em muitas atitudes, são mentiras sobre a origem, o uso e o destino
de nossos patrimônios, diante dos princípios contábeis e da legislação pátria. O mestre narrou
da melhor maneira possível a nossa realidade; não mentiu, disse a verdade. O senhor não é
mentiroso; e por que disse eu que aquelas colocações eram mentirosas? Apenas provocações,
em busca da dialética. Perdão mestre, pois quando perguntaram a Cristo de quem era aquela
moeda, respondeu: dai a César, o que é de César, e dai a Deus, o que é de Deus! O mestre Jesus
Cristo perdoou a todos. Acredito que pessoa como o senhor, e mais Dr. Antônio Lopes de Sá, e
mais 300 doutores, PHD em contabilidade, no Brasil, como sentem dificuldades de
compartilhar com este conhecimento científico, principalmente entre pessoas como eu, que
antes de entender um pouco mais sobre esta ciência, provoca o mestre de maneira tão absurda!
Perdão, Mestre Miranda. Receba nossa lembrança, nossa gratidão e pedido de perdão!
Vamos aclamar esta pessoa, por último, entre nós e por nós, na casa dos teólogos, na
casa dos filósofos, na casa dos cientistas e também a casa que acolhe os empiristas, tal como
este que tenta ser útil neste momento, referenciamos o Padre, o teólogo, o filósofo e o cientista,
que acolhe a todos em prol do ecumenismo, da unidade, o diretor geral desta casa de oração e
de educação, FAFICA, Padre Everaldo Fernandes da Silva. Venha receber nossa gratidão.
Agora vamos chamar todos os formandos e de maneira solene entregarmos um
presente a nossa representante, a nossa líder, a pessoa que mais nos compreendeu e nos serviu. A
Drª. Maria José. Receba esta lembrança da turma e que todos os anos, nesta data, estejamos
reunidos para festejarmos as nossas conquistas de vida. O local para isto já escolhemos, APJEP-
Associação dos Peritos do Estado de Pernambuco, Travessa Sete de Setembro, 22, Centro, 2"
andar, sala 207 (no mesmo endereço e nas salas 205 e 206 fica a ACCAPE- Associação dos
Contabilistas de Caruaru e Região Agreste de Pernambuco); a data: o último sábado do mês de
agosto; a assunto a tratar: cada um escolhe e compartilha com antecedência no e-mail da turma:
especialista em Auditoria e Perícia da FAFICA 2007/2008; o que levar para os nossos encontros:
amizade, amor, gratidão, honestidade, humildade etc, e não esquecer dos conhecimentos sobre
Auditoria e Perícia, seremos sempre incompletos, imperfeitos, porém, sempre buscando a
perfeição.

INTRODUÇÃO

Acreditamos que o conhecimento científico passe por estes vieses e atenda ás


necessidades humanas: Certeza, a qualidade do que é certo; Conhecimento Exato, convicção;
verdade, qualidade pela qual as coisas se apresentam tais como são; Realidade, verdades que
possam ser afirmadas com certeza. Preocupação do cientista> Formação do espírito científico>
Crítica>Julgar, distinguir, discernir, analisar, avaliar componentes da questão, tomada de
posição, suscetível a prova, objetividade, rompimento com posições subjetivas, a realidade dos
objetos "creio ser assim", racionalidade não intuitivo, explicável intelectualmente, justificável,
qualidades do espírito científico , senso de observação, precisão, dias claros, imaginação ousada
(com prova),curiosidade, sagacidade, discemimento. Atitude de humildade, reconhecimento de
limitações, possibilidade de erros e enganos e jamais de fraudes. Imparcialidade (não torce os
fatos), respeito à verdade(honestidade).Evita plágio, evita acomodação, coragem para enfrentar
obstáculos e perigos, não reconhece fronteiras (a ciência é inacabada), conquista lenta e difícil.
O conhecimento científico é produto da História, progressiva aquisição das técnicas
exigindo pesquisas exatas e verificáveis. O mundo científico fei instituído gradualmente ,
esforço de grupos e gerações. Importância do Espírito Científico; Evolução da Humanidade,
tecnologias, bem estar, métodos de investigação, criatividade dos gênios. Fundamental no
espírito científico: Subjetivo ,relativo ao sujeito; existente no sujeito; que se passa na
consciência; que é próprio de um ou de vários sujeitos e que não é válido para todas as pessoas;
sagacidade, qualidade de sagaz; agudeza de espírito; inteligência perspicaz; astúcia.
Discernimento, ato de discernir; distinção, separação; juízo; penetração, escolha; apreciação.
A nossa região, formada por Caruaru como sede e mais 90 municípios, é composta de
três milhões de pessoas físicas e vinte mil organizações com e sem fins lucrativos. Sabemos que
controlamos os nossos patrimônios através do uso regular do CPF, do CNPJ, da contabilidade,
da DIRPF e da DIRPJ, da auditoria e da perícia, regulares. Sabemos, também, que toda
organização, seja pública e ou privada e esta com fins ou sem fins lucrativos tem que ter sua
contabilidade regular. O profissional contábil atua na sociedade como contador, como perito e
como auditor; diante das pessoas físicas e principalmente diante das organizações públicas e ou
privadas, estas com fins lucrativos ou não.
Quando o contador está realizando uma auditoria e ou uma perícia, ou mesmo, ambas
ao mesmo tempo, dificilmente o leigo poderá saber fazer a diferença da ação do profissional,
entre saber se é uma auditoria e ou uma perícia. Assim sendo, acreditamos ser estes dois vieses
da contabilidade, "Almas Gêmeas", pois seguem os mesmos objetivos, apenas apresentam
alguns detalhes nas suas execuções. Quando o proprietário do patrimônio seja ele pessoa física
e ou pessoa jurídica desejar um certo controle ou defesa de seu patrimônio, contrata este
profissional. Quando os magistrados sejam da esfera estadual e ou federal precisam de um
"Laudo Contábil", nomeiam este profissional, para agilização processual e principalmente para
ter maior certeza da verdade jurídica, diante da lide constituída.
Trazemos através deste livro, alguns saberes referentes a este campo da ciência contábil;
sabedores da pouca prática da auditoria e principalmente da perícia buscamos levar aos nossos
líderes, para, através destes, atingirmos nossa sociedade, esta composta de Caruaru como sede e
mais noventa municípios, ávidos para terem seus patrimônios defendidos das garras da
corrupção, da informalidade, dos erros, das fraudes, males que assolam a nossa comunidade.
O Brasil tem um patrimônio avaliado, segundo Ministério da Fazenda, em três trilhões
de reais. Este patrimônio pertence, diante do direito pátrio, ás pessoas jurídicas de direito
público, ás pessoas jurídicas de direito privado e ás pessoas físicas sejam estas brasileiros ou
não, residam no Brasil ou não, desde que tenham CPF- Cadastro das Pessoas Físicas, regulares.
A contabilidade é a ciência do patrimônio ou da riqueza, que tem, entre outras, a finalidade de
defesa deste patrimônio, através de seus princípios, seus postulados e suas convenções.
No Brasil, a contabilidade para atingir este objetivo, no contexto da origem, uso e
destino deste patrimônio usa os vieses de controles ou sub-controles do CPF- Cadastro das
Pessoas Físicas, CNPJ- Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas, a DIRPF- Declaração do
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza-Pessoa Física, e a DIRPJ-Declaração
do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza- Pessoa Jurídica. Como observa o
prezado leitor, nenhum patrimônio está fora do crivo da ciência contábil, pois este é o seu
objeto de trabalho.
A contabilidade é exercida através do profissional contador, o qual, diante da
sociedade brasileira tem as funções de contador, auditor e perito. Quando da função de contador
este profissional registra todo patrimônio e demonstra sob vários vieses o mesmo, a fim de
atender ás demandas do proprietário deste atendendo aos princípios, convenções e postulados
contábeis, o código de ética da profissão e a legislação pátria. Quando este profissional está na
função de auditor e ou perito vislumbra-se sua ação como defensor do patrimônio, em sua
origem, seu uso e seu destino, diante das lides e ou disputas entre as pessoas físicas, entre as
pessoas jurídicas e entre as pessoas físicas e jurídicas.
O patrimônio é universal, Deus o criou e nos deu a liberdade para ser usado pelos
seres humanos; mas como nós vivemos em sociedade e esta tem suas regras quanto á origem, o
uso e o destino daquele temos que usar o CPF, o CNPJ, a DIRPF , a D1RPJ e a contabilidade,
regularmente, isto é, em obediência ás Normas Brasileiras de Contabilidade, o nosso
ordenamento jurídico. Neste contexto vislumbra-se, que o auditor e o perito vão mais além do
contador, pois naquelas funções somente têm sentido os seus exercícios, quando buscam atingir
a defesa do patrimônio, independentemente de quem é o seu proprietário. A sociedade precisa e
quer o patrimônio, as pessoas físicas e jurídicas, estas públicas e ou privadas e estas com ou
sem fins lucrativos usam a auditoria e a perícia como defesa, diante dos conflitos que existem
ou que poderão existir entre elas.
Tenta-se, busca-se, através deste trabalho chamar a atenção da sociedade caruaruense
da utilidade da auditoria e da perícia em defesa de seu patrimônio, através dos controles ou sub-
controles acima indicados e por ser através dos profissionais auditores e peritos éticos, que
somente em poucos momentos de suas ações têm caminhos diferentes a trilhar em busca do
objetivo ora explicitado; defende-se que estas duas funções tenham ações semelhantes, isto é,
são almas gêmeas em busca da defesa do patrimônio.

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA:
Constata-se, entre nós, os fenômenos da informalidade, dos erros e das fraude, .isto é,
as pessoas físicas e jurídicas, proprietárias de patrimônios sem passarem pelo crivo do controle
do CPF, CNPJ, DIRPF, DIRPJ e da CONTABILIDADE, regulares. Estas pessoas têm seus
patrimônios indefesos, pois diante do ordenamento pátrio, diante dos princípios contábeis,
diante das normas brasileiras de contabilidade, diante dos controles acima citados, estes
patrimônios não existem, isto é, para a sociedade de Caruaru e ou Brasileira, estes patrimônios
são de ninguém. Busca-se ter um estudo de cunho qualitativo, pois é fácil entender que assim
não se tem como viver em sociedade, muito menos numa sociedade igualitária, não se entende o
econômico sem o social, acredita-se ser princípio da convivência humana. Assim sendo, busca-
se responder a seguinte indagação: que utilidades têm a auditoria e a perícia na defesa do
patrimônio das pessoas físicas e ou jurídicas em Caruaru?
Identifica-se que os fenômenos da informalidade, dos eixos e das fraudes levam as
pessoas à não terem os benefícios sociais; estes muitas vezes representam, economicamente, a
sobrevivência de muitos brasileiros e também, acredita-se acarretar desajustes na distribuição
do patrimônio entre as pessoas físicas e jurídicas do Brasil surgindo bolsões de pobrezas, como
a que se nota em 1% dos brasileiros serem detentores de mais de 47% dos três trilhões do nosso
PNB-Produto Nacional Bruto(Ministério da Fazenda). Acredita-se que o uso da auditoria e da
perícia em defesa deste patrimônio cria condições ás pessoas físicas e jurídicas para que o
fenômeno da informalidade deixe de existir e ou pelo menos tenha uma repercussão menor nos
desajustes patrimoniais deste país, de Caruaru, e que os erros e as fraudes sejam combatidos em
todos os vieses possíveis.
Por estarmos trabalhando no contexto da auditoria e da perícia, defensoras dos
usuários do patrimônio, por estarmos, no contexto geográfico, no município de Caruaru,
sabedores dos eixos, fraudes e uma abrangente informalidade, aqui existentes, alertamos aos
nossos cararuenses, que a auditoria e a perícia são almas gêmeas e fazem a real defesa do
patrimônio, quando da prevenção e do combate aos eixos, ás fraudes e á informalidade, males
que trazem prejuízos, inclusive chegando a levar o proprietário do patrimônio, á falência, a
perca de todos os seus bens, direitos e obrigações. Quantos empresários de Caruaru temos
encontrado, após vários anos de luta, aposentados com uma renda de um salário mínimo e sem
uma casa para morar!
Identifica-se, também, em Caruaru, na seara do poder judiciário, mais precisamente
nas dez varas pesquisadas através do artigo aqui incluído, a morosidade da justiça e alguns
aspectos que poderão ser melhorados quanto ás relações peritos e magistrados e as partes
envolvidas nas lides em nosso município.
Vislumbramos, em Caruaru, que alguns proprietários de patrimônio, sejam pessoas físicas e ou
pessoas jurídicas, pesquisa empírica feita através do Plantão Fiscal da Delegacia da Receita
Federal do Brasil, por 25 anos de atendimento ao público interno e externo, atendendo consultas
sobre a origem, o uso e o destino do patrimônio, em um percentual bastante elevado, procuram
mentir: dizer, afirmar ser verdadeiro (aquilo que se sabe falso); dar informação falsa (a alguém)
a fim de induzir ao erro; não corresponder a (aquilo que se espera); falhar, faltar, errar; causar
ilusão a; dissimular a verdade; enganar, iludir; não revelar; esconder, ocultar; faltar a (um dever,
um compromisso); perder ou ter alteradas as qualidades e ou quantidades; deixar de ser legítimo
ou verdadeiro; degenerar-se, adulterar-se; sobre o patrimônio, isto é, dizer, afirmar, como
verdadeiro, aquilo que sabemos não ser, pois não atende aos princípios contábeis e á lei, não
passam pelo crivo dos controles aqui explicitados.

OBJETIVOS

Objetivo geral:

Alertar ás pessoas físicas e jurídicas de Caruaru sobre a importância da auditoria e da


perícia em defesa de seus patrimônios.

Objetivos específicos:

• Identificar o uso regular do CPF, do CNPJ, da CONTABILIDADE, da DIRPF, da


DIRPJ, em defesa do patrimônio das pessoas físicas e jurídicas.
•Identificar alguns males que a informalidade, os erros e as fraudes trazem ao
patrimônio das pessoas físicas e jurídicas.
•Identificar alguns motivos que levam as pessoas físicas e ou jurídicas não utilizarem
a auditoria e a perícia em prol da defesa de seus patrimônios, em Caruaru.
•Identificar e mostrar caminhos em busca do combate á morosidade da justiça em
Caruaru.
• Identificar a importância da ética na vida deste profissional contador, nos vieses das
funções de auditor e de perito.
JUSTIFICATIVA E DELIMITAÇÃO DO ESTUDO
O contador, o auditor, o perito tem como objeto de trabalho o patrimônio; a
contabilidade é uma ciência social que traz dados, informações, demonstrativos, defesas, aos
proprietários dos patrimônios. Identifica-se na origem, no uso e no destino do patrimônio, o uso
regular do CPF, CNPJ, CONTABILIDADE, DIRPF, DIRPJ, através da auditoria e da perícia
em defesa do patrimônio das pessoas físicas e jurídicas e assim vislumbra-se a possibilidade de
combate á informalidade, á ilegalidade, á corrupção, aos erros e ás fraudes, males que assolam a
nossa sociedade; e também identificar alguns caminhos da ética em prol da defesa do
patrimônio s trazer alguns caminhos para o combate á morosidade da justiça em Câmara.
O estudo foi realizado no período de março de 2007 a julho de 2008, no âmbito do
município de Caruaru.
Será utilizado o método dedutivo, utilizando-se da pesquisa bibliográfica e de campo.
Quanto aos objetivos usaremos o método explicativo, tentando-se explicar no estudo o porquê
do que estamos tratando e acredita-se ser o estudo de cunho qualitativo!
Busca-se através da literatura científica sobre este tema e também se identifica as
mentiras sobre a origem, uso e destino do patrimônio através 4as searas da auditoria e da
perícia em defesa deste.
A pessoa ao fitar um objeto, busca entendê-lo, e para o tal, necessita de uma forma de
pensar (método), e de formar a ideia (construtos), que resultarão em definições do objeto que se
está investigando (conceito). Assim surge a ciência, que visa ser um "recorte" da visão geral
humana (filosofia), que somente explica, a partir das leis das relações, um determinado tipo de
fenômeno. E esta marcha desde Galileu se mantém até hoje.
O ESTUDO DO PATRIMÔNIO, NO CONTEXTO DA ORIGEM, DO USO E DO
SEU DESTINO DEVE SER FEITO ATRAVÉS DA ADMINISTRAÇÃO, DA
CONTABILIDADE, DO DIREITO E DA ECONOMIA. SEM ESQUECER DO MANTO DA
ÉTICA, ASSIM VISLUMBRAMOS!
Adquire-se a liberdade de expressar neste trabalho algumas ideias sobre a defesa dos
patrimônios das pessoas físicas e jurídicas em Caruaru. Pois diante dos erros, das fraudes e da
informalidade, praticadas no contexto da origem, no uso e no destino destes tem-se que usar os
controles CPF, CNPJ, CONTABILIDDE, DIRPF E DIRPJ, regulares, a fim de atendermos á
ética, ao nosso ordenamento jurídico, aos princípios contábeis e ás normas brasileiras de
contabilidade. Acredita-se que Caruaru tenha um patrimônio em torno de dois bilhões de reais e
que tenha trezentos mil habitantes. O ideal será que se tenha uma distribuição dessa riqueza de
maneira igualitária, de acordo com as necessidades básicas de cada um e com a devida justiça
social. Mas o que se ver é um por cento dos brasileiros possuírem 47% do PIB; no último
levantamento do DIESEE, 10% dos brasileiros possuem mais de 75% do nosso PIB. É uma
proporção muito desigual e até se pode classificá-la como desumana, em decorrência dos erros,
fraudes e da informalidade cometidas diante do patrimônio, e em nada fica a dever, neste
contexto, o município de Caruaru. Basta ver o estudo feito pela Secretaria de Desenvolvimento
Econômico da Prefeitura local, trabalho que está sendo atualizado e que em breve será
divulgado para toda sociedade caruaruense.
Vislumbra-se ser o contexto ético o mais plausível a ser discutido e atuado, para se alcançar
melhor qualidade de vida para todos, quando da atividade de auditoria e perícia, usando os
controles acima explicitados. Observa-se nos vieses dos erros, das fraudes e da informalidade,
caminhos usados nos mais de sessenta por cento dos negócios, nas atividades empresariais, e
também no cômputo das pessoas físicas, na origem, no uso e no destino do patrimônio.
Acredita-se que fique de fora do Controle Social, do Estado de Direito, da obediência
aos Princípios Contábeis, ao nosso Ordenamento Jurídico, das Normas Brasileiras de
Contabilidade, expressivas quantidades de pessoas da nossa sociedade, tirando do controle por
parte dos organismos públicos, o patrimônio. A união das duas unidades de controle, "Auditoria
e Perícia", através dos seus caminhos, das suas normas, das suas regulamentações, das suas
técnicas, dos seus vieses científicos, deve-se aceitá-las como "Almas Gêmeas" na prevenção e
no combate aos erros, fraudes e á informalidade, e, assim, em defesa do patrimônio das pessoas
físicas e jurídicas de Caruaru.
Somos seres eminentemente sociais, têm-se as regras a serem obedecidas, cria-se
controles, não se é adepto do sistema "Anarquista", defende-se, sobretudo, o "Estado de
Direito". Aceitam-se os controles do patrimônio através do CPF tendo em vista de que todo
patrimônio pertencente a uma pessoa física deva estar atrelado ao seu CPF; assim tem-se como
separar o verdadeiro proprietário do patrimônio, identificar o bem e ou direito e obrigações
daquela pessoa, se a sua origem, seu uso e seu destino são legais, são éticos; se os princípios, os
postulados e as convenções contábeis estão sendo atendidos. Aceitam-se os controles do
patrimônio da pessoa jurídica através do CNPJ, pois assim detecta-se, identifica-se, mensura-se,
analisa-se, faz-se auditoria, faz-se perícia, sobre o patrimônio em detrimento de todas as
demandas sociais, inclusive nos contextos ético e legal. Aceitam-se os controles das D1RPF, e
D1RPJ a fim, primeiramente, de dar meios á contabilidade de ser mais útil nas demandas
sociais e de se fazer justiça fiscal. Trazem ao meio social a devida transparência na origem, no
uso e no destino dos patrimônios. Acredita-se que as informações da contabilidade advindas
através da DIRPF e da DIRPJ trazem defesa para o patrimônio das pessoas físicas e jurídicas
em todas as atividades humanas. Sabe-se que muitos bens, direitos e obrigações são omitidos,
através de erros, fraudes e da informalidade deixando assim mais responsabilidades à auditoria
e á perícia serem os caminhos de defesa do patrimônio. Aceita-se a contabilidade como um
sistema de controle do patrimônio, é o seu objeto de trabalho! Sabe-se muito mais do desejo dos
proprietários dos patrimônios em fazer auditoria e perícia a fim de resguardar, defender estes de
todos os erros, fraudes e informalidade, porventura sejam passíveis de serem atingidos.
Pretende-se, através desta maravilhosa experiência, que é a de escrever algo, em forma de livro,
para nossos semelhantes, fazer um alerta aos caruaruenses, sobre a importância da Auditoria e
da Perícia Contábil, em defesa do patrimônio; este representado por nossos bens, direitos e
obrigações; através do uso regular do CPF-Cadastro das Pessoas Físicas, CNPJ-Cadastro das
Pessoas Jurídicas, D1RPF- Declaração do Imposto de Renda - Pessoa Física, DIRPJ-
Declaração do Imposto de Renda- Pessoa Jurídica e a Contabilidade, regulares. Assim sendo, a
pessoa física e a pessoa jurídica terão seus patrimônios controlados através do crivo dos
cadastros e das declarações acima explicitados e do uso regular da contabilidade e, assim, ter o
direito a uma certidão e provar diante de terceiros que os seus bens, seus direitos e suas
obrigações estão de acordo com o ordenamento jurídico pátrio. Sei que estou no campo da
metodologia dedutiva, consciente de que esta seara é para poucos, para os pesquisadores mais
amadurecidos, o que não é meu caso, mas, porém, todavia, encontro-me numa encruzilhada em
minha vida de eterno crítico que, prefiro a abordagem normativa, pois, ainda não consegui
separar a contabilidade do direito, nem o direito da contabilidade, no que concerne á origem, o
uso e o _e;:ino do patrimônio.
Verifica-se, atualmente, no ambiente científico, uma verdadeira revolução, pois
encontramos a variável social como centro de todas as atenções, graças a Deus!. Observa-se que
o patrimônio, que a relação entre as pessoas e o patrimônio jamais teve tão presente, basta
observar a nossa Constituição Federal o quanto patrimonialista ela é. Neste contexto a
contabilidade como sendo uma ciência social que tem o patrimônio como objeto de trabalho tem
a responsabilidade de oferecer as respostas ás demandas sociais cada vez mais evidentes, para
indicar os caminhos mais justos quanto á origem, o uso e o destino do patrimônio. Sabe-se que
acima dos limites que as pessoas estabelecem entre as diversas áreas do conhecimento e seus
respectivos objetos está a verdade dos atos e fatos. E até arriscamos a dizer que no início
cultural da humanidade somente existia a filosofia e todos os outros conhecimentos eram
somente ramos e derivações deste conhecimento. As ciências existem para o bem e sempre em
busca da verdade. A busca da justiça não é um privilégio, e sim, é comum a todos as ciências, a
todos os conhecimentos. Dentre estes situamos a ciência contábil. Todas as ciências caminham
de mãos dadas em todos os tempos, em busca da verdade, assim trazem dignidade ás pessoas,
pois estão acima dos interesses individuais. Assim sendo, entendemos que a contabilidade e o
direito e ou o direito e a contabilidade sempre andarão juntos, como almas gêmeas. Observa-se
que as pessoas sempre buscam a perfeição, mas, porém, quando se trata da origem, do uso e do
destino do patrimônio, e, principalmente, no contexto dos interesses individuais, a perfeição a
ser atingida fica diante de barreiras diversas, tais como as que estão abordadas neste nosso
trabalho, tais sejam: os erros, as fraudes e a informalidade, tão presentes em nosso meio, em
Caruaru. Também não queremos esquecer de que a norma, enquanto técnica é um dos canais
através do qual se manifeste o direito. Mas nem sempre a lei é justa, e isso ocorre, até que com
certa freqüência. A própria ciência da história propicia-nos claro testemunho disso: quantas
vezes a lei serviu aos tiranos ou, simplesmente, a interesses imorais a algum grupo privilegiado.
A contabilidade vem sendo constantemente vítima de norma legal, principalmente no campo
tributário, encontrando-se também no caráter civil e ou comercial. Fica a contabilidade e por
conseguinte a classe contábil com dificuldade para por em prática até mesmo os princípios
contábeis, muitas vezes.
Durante o curso de pós-graduação em Auditoria e Perícia, na FAFICA- Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru estudamos doze matérias afins, uma delas, tratou da
Teoria da Contabilidade. O Dr Jerônimo José Libonati, juntamente ao Dr Raymundo Nonato,
professores da Universidade Federal de Pernambuco e nossos professores, naquele momento,
ensinou algo de teoria e prática, conceito de teoria, o objetivo da contabilidade, sobre a
utilização da informação contábil, para quaisquer tipos de classes de usuários. Naquela ocasião
tive a oportunidade e a motivação em pensar e procurar agir, no sentido de escrever algo, no
contexto de um livro, entregar um exemplar a cada colega, a cada mestre, á FAFICA, e aos
líderes da classe contábil em nossa região, e, principalmente, aos contadores com as funções de
perito e ou auditor em Caruaru. Também os outros mestres nos trouxeram ensinamentos através
de matérias afins durante o curso em tela; um deles, o Mestre, o Profeta da
contabilidade( prophétes, do grego, pro com significado de por e phétes falar, ou seja, pessoa
como ser humano e como cientista que fala sobre a contabilidade), o Doutorando Severino
Pessoa dos Santos, nos transmitiu, de maneira sábia que, as ações do contador no contexto das
funções de perito e ou de auditor devam ser atreladas aos princípios contábeis e aos
fundamentos legais e éticos.
Assim sendo, me veio a ideia de trazer os vieses do CPF(CADASTRO DAS PESSOAS
FÍSICAS), CNPJ( CADASTRO NACIONAL DAS PESSOAS JURÍDICAS),
DIRPF( DECLARAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE
QUALQUER NATUREZA- PESSOA FÍSICA), e DIRPJ( DELACARAÇÃO DO IMPOSTO
SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA- PESSOA JURÍDICA),
regulares, como crivos(apreciação meticulosa, prova), por onde, obrigatoriamente devam passar
toda origem, todo uso e toda destinação do patrimônio, para atender ás demandas sociais, para
cumprir com as exigências legais e para atender aos princípios, postulados e convenções
contábeis, no contexto do combate aos erros, ás fraudes e a informalidade, em Caruaru.
No processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente pode penetrar
em todas as esferas do conhecimento: ao estudar a pessoa, por exemplo, pode-se tirar uma série
de conclusões sobre a sua atuação na sociedade, baseada no senso comum ou na experiência
cotidiana; pode-se analisá-la como um ser biológico, verificando através de investigação
experimental, as relações existentes entre determinados órgãos e suas funções; pode-se
questioná-la quanto à sua origem e destino, assim como quanto à sua liberdade; finalmente,
pode-se observá-la como ser criado pela divindade, à sua imagem e semelhança, e meditar
sobre o que dela dizem os textos sagrados.
Apesar da separação metodológica entre os tipos de conhecimento popular, filosófico,
religioso e científico, estas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um
cientista, voltado, por exemplo, ao estudo da física, pode ser crente praticante de determinada
religião, estar filiado a um sistema filosófico e, em muitos aspectos de sua vida cotidiana, agir
segundo conhecimentos provenientes do senso comum.
Para melhor entender cada um desses tipos de conhecimento, e para agregar mais
valor ao nosso trabalho, vamos inicialmente traçar um paralelo entre o conhecimento científico
e o conhecimento popular, para depois sinteticamente identificar o que caracteriza cada um
deles e dos demais tipos de conhecimentos.

O conhecimento científico e outros tipos de conhecimento


Ao se falar em conhecimento científico, o primeiro passo consiste em diferenciá-lo de
outros tipos de conhecimentos existentes. Para tal, analisemos uma situação muito presente no
nosso cotidiano.
O parto no âmbito popular e o parto no âmbito da ciência da medicina.
Tipos de conhecimentos que se encontram mesclados neste exemplo:
Empírico, popular, vulgar, transmitido de geração em geração por meio da educação
informal e baseado na imitação e na experiência pessoal.
Científico, conhecimento obtido de modo racional, conduzido por meio de
procedimentos científicos. Visa explicar "por que" e "como" os fenômenos ocorrem.

Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico O conhecimento vulgar ou


popular, também chamado de senso comum, não se distingue do conhecimento nem pela
veracidade, nem pela natureza do objeto conhecido. O que diferencia é a FORMA, O MODO
OU O MÉTODO E OS INSTRUMENTOS DO CONHECER. Aspectos a considerar:
A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade.

Um objeto ou um fenômeno pode ser matéria de observação tanto para o cientista


quanto para o homem comum. O que leva um ao conhecimento científico e outro ao vulgar ou
popular é a forma de observação.
Tanto o "bom senso", quanto à "ciência" almejam ser racionais e objetivos.
Características do Conhecimento Popular
Se o "bom senso", apesar de sua aspiração à racionalidade e objetivo, só consegue
atingir essa condição de forma muito limitada, pode-se dizer que o conhecimento vulgar,
popular, latu sensu, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no
trato direto com as coisas e os seres humanos.
E o saber que preenche a nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado ou
estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo.
Verificamos que o conhecimento científico diferencia-se do popular muito mais no
que se refere ao seu contexto metodológico do que propriamente ao seu conteúdo. Essa
diferença ocorre também em relação aos conhecimentos filosóficos e religiosos (teológico).
Apresentamos abaixo, em linhas gerais, as características principais dos quatro tipos
de conhecimento: popular, filosófico, teológico e científico.

CONHECIMENTO POPULAR
Superficial - conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar
simplesmente estando junto das coisas.
Sensitivo - referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária.
Subjetivo - é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos.
Assistemático - a organização da experiência não visa a uma sistematização das
idéias, nem da forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las.
Acrílico - verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se
manifesta sempre de uma forma crítica.

CONHECIMENTO FILOSÓFICO
Valorativo - seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser
submetidas à observação. As hipóteses filosóficas baseiam-se na experiência e não na
experimentação.
Não verificável - os enunciados das hipóteses filosóficas não podem ser confirmados
nem refutados.
Racional - consiste num conjunto de enunciados logicamente correlacionados.
Sistemático - suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da
realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade.
Infalível e exato - suas hipóteses e postulados não são submetidos ao decisivo teste da
observação, experimentação.
A filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação
de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes
indagações do espírito humano, buscando até leis mais universais que englobem e harmonizem
as conclusões da ciência.

CONHECIMENTO RELIGIOSO OU TEOLÓGICO


Apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas, valorativas, por terem sido
reveladas pelo sobrenatural, inspiracional e, por esse motivo, tais verdades são consideradas
infalíveis, indiscutíveis e exatas. E um conhecimento sistemático do mundo (origem,
significado, finalidade e destino) como obra de um criador divino. Suas evidências não são
verificadas. Está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado.
O conhecimento religioso ou teológico parte do princípio de que as verdades tratadas
são infalíveis e indiscutíveis, por consistirem em revelações da divindade, do sobrenatural.

CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Real, factual - lida com ocorrências, fatos, isto é, toda forma de existência que se
manifesta de algum modo.
Contingente - suas proposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade
conhecida através da experimentação e não pela razão, como ocorre no conhecimento
filosófico.
Sistemático - saber ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teoria) e
não conhecimentos dispersos e desconexos.
Verificável - as hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito
da ciência.
Falível - em virtude de não ser definitivo, absoluto ou final.
Aproximadamente exato - novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas
podem reformular o acervo de teoria existente.

MÉTODOS CIENTÍFICOS
Todas as ciências caracterizam-se pela utilização de métodos científicos; em
contrapartida, nem todos os ramos de estudo que empregam estes métodos são ciências. Dessas
afirmações podemos concluir que a utilização de métodos científicos não é da alçada exclusiva
da ciência, mas não há ciência sem o emprego de métodos científicos.

Conceitos de método
Caminho pelo qual se chega a determinado resultado, ainda que esse caminho não
tenha sido fixado de antemão de modo refletido e deliberado.
Forma de selecionar técnicas e avaliar alternativas para ação científica.
"Ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim
dado".(Jolivet, 1979).

Desenvolvimento histórico do método


Apreocupaçâo em descobrir e, portanto, explicar a natureza vem desde os primórdios os da
humanidade, quando as duas principais questões referiam-se às forças da natureza, a cuja mercê
viviam os homens, e à morte. O conhecimento mítico voltou-se à explicação desses fenômenos,
atribuindo-os a entidades de caráter sobrenatural. A verdade era impregnada de noções supra-
humanas e a explicação fundamentava-se em motivações humanas, atribuídas a ' forças" e
potências sobrenaturais.
A medida que o conhecimento religioso se voltou, também, para a explicação dos
fenômenos da natureza e do caráter transcendental da morte, como fundamento de suas
concepções, a verdade revestiu-se do caráter dogmático, baseada em revelações da divindade. E
a tentativa de explicar os acontecimentos através de causas primeiras, os deuses, sendo o
acesso ;?s homens ao conhecimento derivado da inspiração divina. O caráter sagrado das leis,
da verdade, do conhecimento, como explicações sobre o homem e o universo, determina uma
aceitação sem crítica dos mesmos, deslocando o foco das atenções para a explicação da natureza
da divindade.
O conhecimento filosófico, por sua vez, parte para a investigação racional na tentativa
de captar a essência imutável do real, através da compreensão da forma e das leis da natureza.
O senso comum, aliado à explicação religiosa e ao conhecimento filosófico, orientou
as preocupações do homem com o universo. Somente no século XVI é que se iniciou uma linha
de pensamento que propunha encontrar um conhecimento embasado em maiores garantias, na
procura do real. Não se buscam mais as causas absoluta ou a natureza íntima das coisas; ao
contrário, procura-se compreender as relações entre elas, assim como a explicação dos
acontecimentos, através da observação científica, aliada ao raciocínio.
Da mesma forma que o conhecimento se desenvolveu, o método, a sistematização de
atividades, também sofreu transformações. O pioneiro a tratar do assunto, no âmbito do
conhecimento científico, foi Galileu Galilei. primeiro teórico do método experimental,
discordando dos seguidores do filósofo Aristóteles, considera que o conhecimento da essência
intima das substâncias individuais deve ser substituído, como objetivo das investigações, pelo
conhecimento das leis que presidem os fenômenos. As ciências, para Galileu, não têm, como
principal foco de preocupações, a qualidade, mas as relações quantitativas. Seu método pode ser
descrito como indução experimental, chegando-se a uma lei geral através de da observação de
certo número de casos particulares. Os principais passos de seu método podem ser assim
expostos: observação dos fenômenos; análise dos elementos constitutivos desses fenômenos,
com a finalidade de estabelecer relações quantitativas entre eles; indução de certo número de
hipóteses; verificação das hipóteses aventadas por intermédio de experiências; generalização do
resultado das experiências para casos similares; confirmação das hipóteses, obtendo-se, a partir
delas, leis gerais.
Contemporâneo de Galileu, Francis Bacon também partiu da crítica a Aristóteles, por
considerar que o processo de abstração e o silogismo (dedução formal que, partindo de duas
proposições, denominadas premissas, delas retira uma terceira, nelas logicamente implicadas,
chamada conclusão) não propiciam um conhecimento completo do universo. Parte do
pressuposto de que o conhecimento científico é o único caminho seguro para a verdade dos
fatos, devendo seguir os seguintes passos: experimentação; formulação de hipóteses; repetição;
testagem das hipóteses, formulação de generalizações e leis.
Ao lado de Galileu e Bacon, no mesmo século, surge Descartes. Com sua obra, Discurso do
Método, afasta-se dos processos indutivos, originando o método dedutivo. Para ele. chega-se à
certeza através da razão, princípio absoluto do conhecimento humano. Postula, então, quatro
regras: evidência, que diz para não acolher jamais como verdadeira uma coisa que não se
reconheça evidentemente como tal, isto é, evitar a precipitação e o preconceito e não incluir
juízos, senão aquilo que se apresenta com tal clareza ao espírito que torne impossível a dúvida;
análise, que consiste em dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quantas necessárias
para melhor resolvê-las, ou seja, o processo que permite a decomposição do todo em suas partes
constitutivas, indo sempre do mais para o menos complexo; síntese, entendida como o processo
que leva à reconstituição do todo, previamente decomposto pela análise, consistindo em
conduzir ordenadamente os pensamentos, principiando com os objetos mais simples e mais
fáceis de conhecer, para subir, em seguida, pouco a pouco, até o conhecimento dos objetos que
não se disponham, de forma natural, em sequências de complexidade crescente; enumeração,
que consiste em realizar sempre enumerações tão cuidadosas e revisões tão gerais que se possa
ter certeza de nada haver omitido.
Antes, porém, cabe apresentar o conceito de método moderno, independente do tipo.
Para tal, será considerado que o método científico é a teoria da investigação e que esta alcança
seus objetivos, de forma científica, quando cumpre ou se propõe a cumprir as seguintes etapas:
Descobrimento do problema - ou lacuna, num conjunto de acontecimentos. Se o
problema não estiver enunciado com clareza, passa-se à etapa seguinte; se estiver, passa-se à
subsequente;
Colocação precisa do problema - ou ainda, a recolocação de um velho problema à luz
de novos conhecimentos (empíricos ou teóricos, substantivos ou metodológicos);
Procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema - ou seja, exame
do conhecido para tentar resolver o problema;
Tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identificados - se a tentativa
resultar inútil, passa-se para a etapa seguinte, em caso contrário, à subsequente;
Invenção de novas ideias - hipóteses, teorias ou técnicas ou produção de novos dados
empíricos que prometem resolver o problema;
Obtenção de uma solução - exata ou aproximada do problema, com o auxílio do
instrumental conceituai ou empírico disponível;
Investigação das conseqüências da solução obtida - em se tratando de uma teoria, é a
busca de prognósticos que possam ser feitos com seu auxílio. Em se tratando de novos dados, é
o exame das conseqüências que possam ter para as teorias relevantes;
Prova ou comprovação da solução - confronto da solução com a totalidade das teorias
e da informação empírica pertinente. Se o resultado é satisfatório, a pesquisa é dada como
concluída, até novo aviso. Do contrário, passa-se para a etapa seguinte;
Correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da
solução incorreta - esse é, naturalmente, o começo de um novo ciclo de investigação.

Métodos específicos das Ciências Sociais


A maioria dos autores faz distinção entre "método" e "métodos", porém, se de um
lado a diferença ainda não ficou clara, de outro, continua-se utilizando o termo "método" para
tudo.
Como uma contribuição às tentativas de fazer distinção entre os dois termos, diríamos que o
"método" se caracteriza por uma abordagem mais ampla, em um nível de abstração mais
elevado, dos fenômenos da natureza e da sociedade. Assim, teríamos, em primeiro lugar. o
método de abordagem assim discriminado:
Método Indutivo- cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente para planos
cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexão
i>:endente);
Método Dedutivo - que, partindo das teorias e leis, na maioria das vezes previa a
ocorrência dos fenômenos particulares (conexão descendente);
Método Hipotético-dedutivo - que se inicia por uma percepção de uma lacuna nos
conhecimentos, acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a
predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese.
Método dialético - que penetra o mundo dos fenômenos, através de sua ação reciproca,
da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza e na
sociedade.
Por sua vez, os "métodos de procedimento" seriam etapas mais concretas da
investigação, com finalidade menos abstrata e mais restrita em termos de explicação gera! dos
fenômenos. Dir-se-ia até serem
técnicas que, pelo uso mais abrangente, se erigiram em métodos. Pressupõem uma
atitude concreta em relação ao fenômeno e estão limitadas a um domínio particular. São as que
veremos a seguir, na área restrita das ciências sociais, em que geralmente são utilizados vários,
concomitantemente.
Método Histórico - consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do
passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje. Para melhor compreender o papel
que atualmente desempenham na sociedade, remonta aos períodos de sua formação e de suas rr.
edificações;
Método Comparativo - é utilizado tanto para comparações de grupos no presente, no
passado, ou entre os atuais e os do passado, quanto entre sociedades de iguais ou de diferentes
estágios de desenvolvimento;
Método Monográfico - consiste no estudo de determinados indivíduos, profissões,
instituições, condições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações;
Método Estatístico - significa a redução de fenômenos sociológicos, políticos,
econômicos etc, em termos quantitativos. A manipulação estatística permite comprovar as
relações dos fenômenos entre si, e obter generalizações sobre sua natureza, ocorrência ou
significado;
Método Tipológico - apresenta certas semelhanças com o método comparativo. Ao
comparar fenômenos sociais complexos, o pesquisador cria tipos ou modelos ideais (que não
existam de fato na sociedade), construídos a partir da análise de aspectos essenciais do
fenômeno;
Método Funcionalista - é a rigor mais um método de interpretação do que de
investigação. Estuda a sociedade do ponto de vista da função de suas unidades, isto é, como um
sistema organizado de atividades;
Método Estruturalista - o método parte da investigação de um fenômeno concreto,
eleva-se, a seguir, ao nível abstrato, por intermédio da construção de um modelo que represente
o objeto de estudo, retomando por fim ao concreto, dessa vez como uma realidade estruturada e
relacionada com a experiência do sujeito social.
Em tese, a opinião resulta de juízos formados na mente de quem os emite. Ou seja,
conhecimentos acumulados em nosso cérebro permitem-nos especiais observações e
conclusões, sob a ótica do que armazenamos em informações. Quando a opinião é, todavia,
profissional, isto é, de um auditor e ou perito contábil demanda um enfoque específico ou
enfoques específicos. Quando se coloca algo em forma de palavras, temos ou melhor, tenho, a
tendência de associar as ideias aos conhecimentos que temos; e, ainda mais, a minha pessoa que
vive em busca de uma resposta ao problema aqui explicitado. Ou seja, de que a Contabilidade,
também, e c Direito são obrigados a trilharem os mesmos caminhos, no contexto da origem, do
uso e do destino do patrimônio.
Para um leigo, para a pessoa comum, o juízo sobre um acontecimento, um fato, um
ato, é formado apenas de elementos sensíveis ou emocionais, ou seja, é empírico; para quem
possui estudos, no caso em tela, sobre auditoria e perícia, e conhece as relações que conduzem
sempre a um determinado acontecimento, o juízo tem conotação científica, ou seja,
fundamenta-se na verdade, em torno do patrimônio, é claro!. Entende-se que o conhecimento
empírico produz, portanto, opiniões "subjetivas", ou seja, vale só para uma pessoa ou um grupo
de pessoas, e somente.
Também se estende de que o conhecimento científico, entretanto, gera opiniões
"objetivas", válidas universalmente, isto é, em todas as partes e em todos os tempos. Como a
produção de um "Laudo Pericial", a produção de um Parecer Extrajudicial, o Auditor e ou o
Perito, levam em conta emissões de opiniões técnica e científica, e é impertinente tudo o que
não se relacione à capacidade legal do profissional incumbido de realizar a tarefa e que o
mesmo, no contexto Brasil, em particular no contexto de Câmara, deixe de levar em conta os
controles aqui abordados.
Assim, o auditor e o perito devem limitar-se á matéria "patrimonial" no que esta
represente o compreendido pela doutrina científica, normas técnicas e informações pertinentes,
sob o ponto de vista da função que os bens desempenham como suprimento de necessidades
humanas, das demandas humanas e do cumprimento ao atendimento aos princípios e á
legislação pátria.
Em nosso meio existem os conflitos em tomo do patrimônio, parte da estratégia das
partes litigantes, todavia, é a de obter o máximo de opiniões favoráveis, é de ter o patrimônio,
para isto sugerindo através da auditoria e da perícia, a defesa daquele.
Nesse particular muita atenção ao perito e ao auditor, para não incorrer nos erros de
metodologia em seu trabalho, tendo sempre em mente que julgamentos competem ao Juiz e ou
ao árbitro, e que o parecer de auditoria deve ser imparcial, que não devem levar em conta as
particularidades dos proprietários dos patrimônios, somente têm o dever de observar a
legislação, os princípios contábeis, à ética profissional.
A impertinência atinge, também, a toda a condução em laudos e ou pareceres que
levem a opinar sem fundamento em realidade e que possa despertar o "subjetivo" ou a
prevalência deste sobre o "objetivo". Sabe-se que o mais importante é a verdade processual e ou
extraprocessual, mas não devem estes profissionais deixar de observar todos os vieses em torno
do patrimônio periciado e ou auditado.
Hipóteses, simulações, amostragens, são recursos que tendem a não apresentar o
inequívoco, logo sendo débil quanto à força probante que um Laudo precisa oferecer, quando
do trabalho do perito; porém, pode o auditor usar do meio da amostragem, sem deixar de
aprofundar as suas análises.
Imaginar que algo pudesse ter ocorrido desta ou daquela forma sem que deveras tivesse
possibilidade ocorrer e oferecer opinião sobre o inviável ou apenas suposto é fato repudiável
tecnicamente; pois trabalhar com o patrimônio das pessoas físicas e ou jurídicas sem levar em
conta a regularidade do CPF, CNPJ, DIRPF, DIRPJ e CONTABILIDADE é desprezar :Í meios
legais PÁTRIO.
Ainda que seja requerida uma simulação, uma probabilidade de ocorrência, o perito e
ou o auditor não devem oferecer ou usar esses meios, se não encontrar sustentação para que o
fato escorra, a fim de não comprometer a sua opinião oferecendo "suposições", "indícios", em
vez de "provas", "verdades".
A simples ressalva de que algo "poderia vir a ser", "poderia vir a acontecer" desta ou
.aquela maneira não é uma forma ética de elaborar laudos e pareceres, quando só a verdade
fosse a probabilidade de ocorrência conhecida, melhor sendo considerá-los impertinentes.
Um perito ou um auditor contábil deve se preocupar com a "realidade" e não com a
"conjectura" de um fato que apenas poderia ser admitido como verdadeiro.
Para que se admitam alternativas de cálculos, de projeções de situações, necessário é
;ue se tenha sólido fundamento na real possibilidade de ocorrência.
Quando fatos estão em litígio, ou diante de erros, diante de fraudes, o contraditório
estabelecido, sendo nomeado o perito contábil ou contratado o auditor contábil para opinar
sobre D tema técnico, é preciso que não ocorra na mente do profissional favorecer ou contrariar
a quem quer que seja, mas, simplesmente, apoiar-se em algo convincente.
Não são os autos, as pessoas envolvidas, pois, o campo de indagação preferencial do
perito e ou do auditor, mas, sim, os registros e as documentações originais, assim como a busca
da justificativa destes, posto que só o regime contábil tem condições de explicar e informar
sobre a dinâmica de determinados fenômenos. Documento isolado é "meia-verdade" se a
matéria em apreço se relaciona num contexto de relacionamentos humanos através do
patrimônio, quanto à prova da sua origem, do seu uso e do seu destino.
A busca do que é concreto, do que efetivamente necessita de prova, não se limita a
Hipóteses e nem a documentos avulsos, mas, em muitos casos a uma indagação de maior
profundidade que só se obtém com o exame direto dos livros e arquivos, e através dos controles
aqui explicitados; não fosse assim e não se convocaria ou não se nomearia um auditor, um
perito.
Impertinentes, pois, são todos os meios que sugerem a fuga da realidade, buscando em
conjecturas apoiar teses das partes litigantes, das partes que buscam a verdade diante de
possíveis erros, fraudes e informalidade quanto á origem, o uso e o destino do patrimônio; a
verdade processual e ou extraprocessual há de ser atingida através da ética.

CPF
CPF, um dos crivos do patrimônio. Cadastro das Pessoas Físicas. As pessoas físicas,
enquanto detentoras de algum patrimônio(bens, direitos e obrigações) são obrigadas a ter CPF
regular, isto é, obedecendo á legislação pátria e aos princípios contábeis.
Somos 190.000.000 de habitantes, aqui em Cantam somos 300.000, todos, conforme a lei,
temos o dever de ter o CPF regular. Para praticarmos os seguintes atos, necessários e
obrigatórios se faz ter o CPF- Cadastro de Pessoa Física. Eis alguns atos: entregarmos a DIRPF-
Declaração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza; fazermos inventários,
cônjuges ou conviventes, sucessores a qualquer título ou representantes do de cujus que tenham
a obrigação de apresentar a DIRPF em nome do espólio.; cujos rendimentos estejam sujeitos á
retenção do 1RRF- Imposto de Renda Retido na Fonte, ou que estejam obrigadas ao pagamento
desse tributo; profissionais liberais, assim entendidos, aqueles que exerçam, sem vínculo de
emprego, atividades que ficam sujeitos a registro em órgão de fiscalização, e mesmo os
informais, que não têm registros alguns e são obrigados a ter o CPF regular; os locadores de
imóveis em participações imobiliárias, inclusive na constituição de garantia real sobre imóvel;
as pessoas obrigadas a reter o IRRF; os titulares de contas bancárias, de contas de poupança e
quaisquer aplicações financeiras; as pessoas que operam em Bolsas de Valores, de Mercadorias
e de futuro; as pessoas inscritas como contribuinte individual ou requerentes de benefícios de
quaisquer espécies junto ao INSS- Instituto Nacional de Seguro Social; as pessoas residentes no
exterior que possua patrimônio no Brasil, entre outros.
Enfim, todos os 190.000.000 de brasileiros e os estrangeiros que tenham patrimônio
aqui terão que ter o CPF regular. A essa altura, todos dirão: é melhor dizer que todos são
obrigados a ter o CPF regular. Mas já ouvi algumas pessoas dizerem: para que ter CPF? Posso
viver em paz sem este registro! Acreditamos que ninguém pode viver sem o CPF regular, tendo
patrimônio terá que este passar pelo crivo daquele, pois os nossos irmãos favelados, que
chegam a ser um quantitativo de mais de 20.000.000, terão que receber algo para sobreviver,
terão que ter o CPF regular. São seres humanos iguais a nós, eles têm patrimônio, embora
mínimo, não importa o valor e muito menos o quantidade, o que importa é o patrimônio! A essa
altura, tenho a perguntar ao prezado leitor: tenho como fazer a contabilidade, controlar o
patrimônio, dizer de quem é, como, quando e porque poderá ser usado, a sua origem, seu uso e
seu destino, como deverá ser dividido, compartilhado, sem o nosso "controle" do CPF regular?
Sei que para muitos estou dizendo o óbvio, o que me resta é chamar a atenção a todos de que
este é o caminho, não podemos atingir a ética sem passarmos por esta via, somos sociais, somos
cristãos, somos cidadãos temos direitos e obrigações, sem o CPF regular não podemos atingir
nossos objetivos, no contexto da origem, do uso e do destino do PATRIMÔNIO.
CPF pendente ou inscrição suspensa:
O CPF pendente ou suspenso, pode ser regularizado por telefone da RECEITAFONE
(Brasil), apenas para quem está fora do Brasil, ligando de outros países, como o Japão,
diretamente para a Secretaria da Receita Federal do Brasil pelo telefone abaixo, tendo antes nas
mãos, os números do seu Título de Eleitor, seu CPF, seu RG, e o endereço completo (com CEP)
e o telefone, onde será entregue a sua mudança no Brasil, porque é melhor atualizar também o
seu endereço. Assim, a regularização do CPF será simples e imediato.
Importante: Verifique com muita atenção, se você era sócio ou dono de alguma
organização com fins lucrativos, ou dirigente de alguma entidade ou associação, então o
seu CPF pode estar ligado ao CNPJ dessa firma ou entidade. Têm pessoas que nem
sabiam que estavam com seu CPF ligado a algum CNPJ. Neste caso, é mais complicado,
porque só poderá regularizar o seu CPF após regularizar toda situação dessa firma ou
entidade com a Receita Federal do Brasil (declarações, balanços, débitos, juros de
débitos, parcelamentos, baixa, etc.). Sem o seu CPF regular, assim como também de todos
os outros documentos exigidos, não será possível a liberação aduaneira de sua mudança
no porto do Brasil, no aeroporto, na fronteira do Brasil, você não pode sair do país.
Você pode fazer essa ligação do Japão para Receita fone, que é melhor. Se preferir,
faça a regularização do CPF, logo que voltar ao Brasil, urgentemente no Banco do Brasil, na
CEF-Caixa Econômica Federal e ou nos Correios, o Ministério da Fazenda faz convênio com
as três organizações.
ATENÇÃO: No ano de Eleições, quem ainda não tem Título de Eleitor fica proibido tirar este
Título, desde início de maio até o final das Eleições desses anos, e sem esse Título, o seu CPF
ficará pendente ou suspenso, e não poderá regularizar o CPF, nem fazer nada que necessitar F F
regular (por exemplo, não poderá fazer mudança internacional, nem movimentar conta

bancária).

E indispensável ter o N° do Título de Eleitor para regularizar o CPF, ou para .-.seguir


o CPF pela primeira vez, para quem ainda não tem. Aqueles que já tem o Título de eleitor é
possível regularizar ou conseguir o CPF pela primeira vez, em qualquer época de ano, até
mesmo em anos de eleições, e assim, podem fazer mudanças internacionais, ter contas em
bancos, e tudo que exige CPF regularizado.
(Só os estrangeiros residentes no Brasil, que possuem o RNE (Registro Nacional de
negreiros), não precisam do Título de Eleitor, porque estrangeiros estão proibidos de ter
esse nem podem votar no Brasil). E uma vantagem dos clientes estrangeiros no Brasil.
“Menores de idade, que se tornaram maiores no Japão, precisam clicar em ‘
Documentos exigidos” onde existem informações indispensáveis.
"Será atualizada a base de dados de CPFs da Receita Federal do Brasil, disponível à
consulta pública", explica o Auditor Fiscal da Delegacia da Receita Federal do Brasil em
Caruaru PE. Só na Delegacia de Caruaru, que tem uma circunscrição sobre 90 municípios. :em
hoje milhares de CPFs suspensos.
No ano passado 8,27 milhões de CPFs foram suspensos em todo o Brasil. Quem tiver o CPF
suspenso ficará com várias restrições, entre elas o cidadão fica impedido de :conta em bancos,
pedir crediário, tirar passaporte, receber benefícios da Previdência Social, comprar vender, doar
patrimônio, e inclusive participar de concursos públicos. Pendentes
Já quem deixou de entregar a declaração apenas em 2007, está com o CPF pendente
de regularização'. Na Delegacia de Caruaru atualmente são mais de 80.000 documentos
pendentes. “Só de estar pendente já provoca limitações”. Apesar da pessoa não ficar impedida a
sociedade começa a criar barreiras. Muitas lojas ao conferir esse resultado na consulta do
documento, já dificultam às compras parceladas", comenta o plantonista da Receita Federal do
Brasil, em Caruaru.
Regularização
Os contribuintes que deixaram de fazer declaração de Imposto de Renda só poderão
entregar as duas declarações em atraso através da internet, pelo site da SRFB- Secretaria da I ..
eita Federal do Brasil; o melhor é procurar um(a) contador(a), pois este profissional, além de s
programas já instalados, é a pessoa especializada em fazer DIRPF.
O auditor explica que como o prazo era abril de 2008, a multa é de 0,33% por dia de
atraso e o limite máximo é de 20% do imposto devido.
A penalidade mínima cobrada pelo Fisco é RS 165,74. "E o caso das pessoas que estavam
obrigadas a declarar mas não tiveram rendimentos em 2008",explica. Como exemplo,
contribuintes que tinham um imóvel acima de R$ 80 mil em seu nome ou que eram sócios de
empresas, mas não receberam rendimentos no ano passado. "Se houver problemas o banco
entregará à pessoa um protocolo e ela deverá ir a uma sede da Receita Federal do Brasil para
regularizar a situação. Caso contrário, em 48 horas seu CPF constará como regular na base de
dados da Receita”. Para checar se a situação foi regularizada é só ligar 0300-789-0300 ou
acessar o site da Receita e ou telefonar para o plantão fiscal. Receita fecha ainda mais o cerco
às brechas. Tudo isto é benéfico porque diminui a possibilidade de CITO, de fraude, de
informalidade. Já a exigência do número de recibo da declaração e a redução da idade de
obrigatoriedade de apresentação de CPF dos dependentes, de 21 anos para 18, aumentam mais
o controle sobre c patrimônio comentam os contadores, os peritos, os auditores. Para se
inscrever no CPF, procurar uma das Agências ou do Banco do Brasil, ou da CEF ou dos
Correios, levando a documentação necessária (o custo desse atendimento é do R$5,50).
Quando a pessoa é menor de 16 anos e ou incapaz, a pessoa responsável pratica o ato de
inscrição. Quando a pessoa tem bem, ou direito, ou obrigação e ou ambos tem a obrigação de
ter o CPF regular. A pessoa pode ser brasileira, estrangeira, residente ou não no Brasil, se
tiverem bens, direitos e obrigação no Brasil tem que ter CPF e regular.
Os atos praticados na Receita Federal do Brasil, relacionados ao cadastro de CPF,
exigem a presença da pessoa interessada, ou de seu representante legal, ou de seu procurador
constituído por instrumento público ou particular com poderes para tal, na forma da lei.
O cartão CPF será enviado para o endereço do domicílio da pessoa física cadastrada
ou, no caso de residente no exterior, de seu procurador desde que esse seja inscrito no CPF,
tenha residência ou domicílio no país e efetue a solicitação no Banco do Brasil, Caixa
Econômica e ou Correios.
Na solicitação de inscrição no CPF de falecido o interessado deverá procurar uma
Unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil. A Secretaria da Receita Federal do Brasil é
quem administra o CPF, para todos os efeitos. Quando se tratar de espólio com bens. Direitos e
ou obrigações é preciso tirar o CPF junto á SRFB e praticar todos os atos para que o mesmo se
torne regular.
Ao receber o cartão confira as informações impressas atentamente. Caso haja algum
erro, mesmo que de uma letra ou número, procure o local onde se inscreveu para a correção.
Esta operação será gratuita.
Os documentos apresentados por estrangeiros e seus representantes legais, quando
não expressos no idioma nacional, deverão ter tradução juramentada.
Para solicitar 2a Via do cartão CPF, o interessado deverá procurar diretamente um dos
I
conveniados da SRFB. ou sejam; Agências do Banco do Brasil, ou da CEF ou dos Correios,
levando consigo:
• O número da inscrição no CPF;
• Documento de identificação do interessado;
Título do eleitor (apenas para os obrigados a possuir este documento- maiores de 18
anos e menores de 70 anos);
• Essa operação terá um custo de RS 5,50.
A segunda via pode ser solicitada mesmo que a pessoa não saiba mais o número de sua
inscrição; é só telefonar para o plantão fiscal ou ir a uma unidade da SRFB e receber o número
é o seu CPF.
O que Fazer Para Alterar Dados Cadastrais no CPF?
Para solicitar alteração dos dados cadastrais, procurar uma das Agências do Banco do
Brasil, ou da CEF ou dos Correios, os conveniados da SRFB, levando:
• O cartão CPF:
• Documento de identificação (com filiação);
• Título de eleitor (se houver);
• Documento que comprove a alteração (ex.: certidão de casamento para .: —provar
alteração de solteiro(a) para casado(a), ou de casado(a) para solteiro(a), quando
tiver separação judicial, desde que esta alteração esteja averbada na própria certidão do
lamento, etc).
• Essa operação terá um custo de R$ 5.50.
Observação:
• Não é necessária a comprovação de endereço para solicitar a alteração de
endereço.
• Ao receber o cartão confira as informações impressas atentamente. Caso haja
ilgum erro, mesmo que de uma letra ou número, procure o tocai onde se inscreveu para a
correção. A taxa não será cobrada novamente.
Algumas alterações cadastrais são feitas em duas etapas: iniciam-se sempre na entidade
conveniada e a conclusão será realizada posteriormente em uma unidade da Receita Federal.
Lembrar sempre que a pessoa que muda de endereço tem a obrigação de comunicar, até 30 dias,
á SRFB, o seu novo endereço, através do pedido de uma segunda via do CPF. Para não
acontecer da SRFB enviar uma comunicação para a pessoa e esta não receber e assim perder o
azo legal de tomara decisão diante do fato.
O que Fazer Para Regularizar a Situação Cadastral do CPF?
A situação cadastral do CPF depende da apresentação regular da declaração a que a
pessoa física está obrigada. Assim, a forma de regularização dependerá do tipo de declaração
que pessoa está obrigada a apresentar.
Obs.: O contribuinte é dispensado de apresentar Declaração de Ajuste Anual do
imposto de Renda . Se for dependente de declarante, desde que seu número de CPF conste na
Declaração de ajuste do responsável, tudo fica OK!
Regularização para quem está obrigado à Declaração de Ajuste Anual do Imposto de
Renda Pessoa Física (DIRPF):
Basta apresentara Declaração de Ajuste Anual (DIRPF) a qualquer tempo (lembre-se
que a apresentação fora do prazo, isto é, após 30 de abril, acarreta uma multa por atraso na
entrega de declarações, que é de. no mínimo. RS 165.74).
O que Fazer Quando se quer Saber o Número de Inscrição no CPF?
Procurar uma unidade da SRFB- Secretaria da Receita Federal do Brasil. Devido ao
sigilo fiscal, este problema não poderá ser resolvido em nenhum outro lugar.O sigilo quanto á
origem, o uso e o destino do patrimônio( bens, direitos e obrigações) da pessoa física.
Para informar o título de eleitor à RFB?
O cidadão ,que realizou o alistamento eleitoral após a inscrição no CPF deverá informar o
número do titulo de eleitor à Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB. Isto poderá ser feito
através do pedido de uma segunda via do CPF juntos aos conveniados da SRFB.
Quem está obrigado a se inscrever no CPF?
Estão obrigadas a se inscrever no CPF, as pessoas físicas :
• sujeitas à apresentação de declaração de rendimentos;
• inventariantes, cônjuges ou conviventes, sucessores a qualquer título ou
representantes do de cujus que tenham a obrigação de apresentar a DIRPF em nome
do espólio ou do contribuinte falecido;
• cujos rendimentos estejam sujeitos ao desconto do imposto na fonte, ou estejam
obrigadas ao pagamento do imposto;
• profissionais liberais, assim entendidos aqueles que exerçam, sem vínculo de
emprego, atividades que os sujeitem a registro perante órgão de fiscalização
profissional (CREA. CR.VI, CRQ, CRC. OAB etc);
• locadoras de bens imóveis;
os participantes de operações imobiliárias, inclusive a constituição de garantia real
sobre imóvel;
obrigadas a reter imposto na fonte;
• titulares de contas bancárias, de contas de poupança ou de aplicações financeiras;
• que operam em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
inscritas como contribuinte individual ou requerentes de benefícios de qualquer
espécie no Instituto Nacional do Seguro Social - INSS.
residentes no exterior que possuam no Brasil bens ou direitos sujeitos à registro
público, inclusive: imóveis, veículos, embarcações, aeronaves, participações societárias, contas-
correntes-bancárias(entre elas as CC-5, usadas para fazer remessa para o exterior), aplicações
no mercado financeiro e aplicações no mercado de capitais.
• EM RESUMO; TODA PESSOA QUE TENHA BENS. DIREITOS E
OBRIGAÇÕES SÀO OBRIOADAS A DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA. A TER O CPF
REGULAR!
Quem Pode se Inscrever no CPF?
Qualquer pessoa, mesmo que não obrigada, brasileiro ou estrangeiro, residente ou não
no Brasil, pode solicitar uma inscrição no CPF.
Quem está obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda
Pessoa Física (DIRPF)?
Leia as perguntas abaixo. Se o contribuinte for residente no Brasil e a resposta for
positiva a pelo menos uma das perguntas, está obrigado à apresentação da Declaração de Ajuste
Anual do Imposto de Renda pessoa Física (DIRPF).
Se o contribuinte responder negativamente a todas as perguntas abaixo ou não for
residente no Brasil, está obrigado à apresentação da Declaração Anual de Isento.
1. No ano passado, recebeu rendimentos tributáveis (rendimentos: do trabalho
assalariado, não assalariado, proventos de aposentadoria, pensões, aluguéis, atividade
rural, etc.) cuja soma foi superior a? 2. No ano passado, recebeu rendimentos isentos,
não tributáveis ou tributados —.ente na fonte (esta discriminação existe no comprovante
de rendimentos), cuja soma

3. No ano passado, participou de empresa como titular ou sócio, ou cooperado?


4. No ano passado, alienou bens ou direitos em que foi apurado ganho de capital,
sujeito à incidência do imposto?
5. No ano passado, teve a posse ou propriedade de bens ou direitos cujo valor total foi
superior a ?
6. No ano passado, passou à condição de residente no Brasil?
7. Relativamente à atividade rural: obteve receita bruta em valor superior à? ou
deseja compensar prejuízos apurados em anos de calendários anteriores? Optou pela
isenção do imposto de renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de
imóveis residenciais. Cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de
imóveis residenciais localizados no País no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contado da
celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei n" 11.196. de 21 de
novembro de 2005.
8. Os valores acima variam de acordo com o ano- calendário da declaração.
Quem são os conveniados da SRF para a execução dos serviços do CPF?
A Receita Federal do Brasil NÃO EMITE MAIS O CARTÃO CPF. Assim, os
enviados da Secretaria da Receita Federal do Brasil são as entidades que executam os atos
de inscrição, alteração e emissão de 2a Via do cartão CPF.
Atualmente, são eles: o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal (CEF) c a . Brasileira de
Correios e Telégrafos (Correios). Além das entidades acima, a SRFB : poderá celebrar
convênios com: instituições bancárias integrantes da Rede Arrecadadora de receitas Federais
(Rarf), entidades públicas de atendimento ao cidadão e órgãos públicos federais.

Uma taxa de serviço é cobrada pelos conveniados a título de custo do atendimento, e


postagem dos documentos. Esta taxa é de R$5,5.
O que é O Cadastro de Pessoa Física?
O cartão de CPF é o documento que identifica o contribuinte pessoa física perante a Secretaria
da Receita Federal do Brasil ( RFB): órgão público federal do Ministério cia Fazenda,
responsável pela fiscalização do patrimônio das pessoas físicas e das pessoas jurídicas, estas o
públicas e ou privadas, e estas sendo com fins ou sem fins lucrativos. O CPF armazena as
informações cadastrais da pessoa fornecidas pelo próprio contribuinte e pelos outros sistemas de
dados da RFB< Receita Federal do Brasil .
Segundo a lei cada pessoa pode se inscrever no cadastro somente uma única vez e, portanto,
só pode possuir um único número de inscrição, desde o seu nascimento, até sua morte. É
bom lembrar que, a pessoa física quando falece e tendo algum patrimônio, somente deverá
ser dado baixa no CPF junto á RFB, quando o patrimônio em pauta for designado aos
herdeiros e ou conforme testamento deixado.
O que é Inscrição no CPF?
A inscrição no CPF é o ato no qual o contribuinte é incluído no cadastro da
RFB, recebendo um número único e definitivo. Assim, uma vez
que a pessoa já tenha praticado este ato, mas deve repeti-lo,
mesmo que desconheça o seu número de inscrição ou mesmo que
ele venha a ser "cancelado" (para esses casos, veja o item "O quê
fazer..."). O que é 2a via de cartão CPF?
A solicitação de 2a via do cartão CPF é o ato do contribuinte para obter um novo cartão. A
segunda via do cartão CPF pode ser requerida nos seguintes casos: extravio do cartão original;
cartão original danificado;
troca do cartão CPF de papel pelo de plástico (opcional).
Será gerado, automaticamente, uma 2 a via do cartão nas alterações cadastrais que
envolvam nome e/ou data de nascimento
Atenção: a segunda via pode ser solicitada mesmo que a pessoa não saiba mais o
número de sua inscrição; a pessoa física deverá procurar uma unidade da RFB e providenciar o
número de se CPF.
O Que é Alteração de dados cadastrais no CPF?
É o ato que altera qualquer dado do CPF, seja por motivo de correção (ex.: algum erro
na digitação ou fornecimento dos dados), seja por motivo de mudança real de um dado (ex.:
troca de endereço, troca de nome de solteira para nome de casada, alteração do número de
inscrição do título eleitoral, etc.). A solicitação de alteração de dados cadastrais deve ocorrer nas
seguintes situações:
Mudança de endereço; dados incorretos no cartão (nome incorreto, data de nascimento
incorreto, etc.); nome alterado por motivo de casamento, divórcio, etc. ; inclusão de dados
(título de eleitor, nome da mãe, etc.) Será gerado, automaticamente, uma 2 a via do cartão nas
alterações cadastrais que envolvam nome e/ou data de nascimento.
O Que é Situação cadastral do CPF?
A situação cadastral demonstra para a Receita Federal do Brasil e para a sociedade se
aquele CPF ainda continua ativo: se a pessoa não faleceu, se não saiu definitivamente do país,
se a pessoa ainda necessita de CPF... Para confirmar esta situação a Receita Federal do Brasil
verifica a entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF). Todos que
possuem CPF tem que entregar anualmente a DIRPF. Se houve entrega desta declaração terá a
situação cadastral regular.
Atenção:
As pessoas físicas são obrigadas a entregar, anualmente, a Declaração de Ajuste Anual
do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF), E através destas declarações que a SRFB
fiscaliza, controla o patrimônio das pessoas físicas, no Brasil.
Os dependentes informados na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda
Pessoa Física ( DIRPF ) de um dos pais ou responsável, que possuem CPF, estão ou ficarão com
o CPF regular. OBS: A partir da declaração 2003, o declarante deverá informar o CPF dos
dependentes que possuem algum tipo de rendimento. A partir do exercício de 2004, a simples
menção do CPF do dependente, possuindo ou não rendimentos, regularizará o referido CPF.
O cônjuge que teve seu CPF informado no Quadro de Identificação do contribuinte da
Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) do outro cônjuge que
assinalou declaração em conjunto, fica regularizado o CPF.
No Cadastro de Pessoas Físicas ( CPF ) poderão constar as seguintes situações cadastrais:
REGULAR, PENDENTE DE REGULARIZAÇÃO, SUSPENSA, CANCELADA e NULA.
SITUAÇÃO CADASTRAL REGULAR
A situação "REGULAR", como o próprio nome já diz, é a situação cadastral do
contribuinte, que está cumprindo regularmente suas obrigações acessórias para com o fisco.
A situação cadastral REGULAR não significa que a situação fiscal do contribuinte o
seja. O documento que vai comprovar a regularidade fiscal do contribuinte perante o fisco é
a certidão Negativa. Quem desejar saber sua situação fiscal, também pode solicitá-la junto à
uma unidade da Receita Federal do Brasil.
O CPF terá a sua situação cadastra! REGULAR, quando estiver nas seguintes
situações:
a) no ano da inscrição no cadastro (pois não existe obrigação de entrega de declarações
no ano em que a pessoa se inscreveu):
b)para os inscritos em anos anteriores, desde que a pessoa apresente, anualmente, a
declaração a que está obrigada
Para fins do nosso trabalho, o CPF regular é quando o patrimônio vinculado a este se
encontra regular: Isto é, está sendo atendida a legislação pátria e os princípios
contábeis geralmente aceitos.

SITUAÇÃO CADASTRAL PENDENTE DE REGULARIZAÇÃO


A situação "PENDENTE DE REGULARIZAÇÃO" é uma situação irregular, isto é,
demonstra que o contribuinte deixou de cumprir uma obrigação anual de entrega de
declaração.
O CPF terá a sua situação cadastral PENDENTE DE REGULARIZAÇÃO, quando a
pessoa não entregou a declaração a que estava obrigada no ano anterior:

SITUAÇÃO CADASTRAL SUSPENSA


O CPF terá a sua situação cadastral SUSPENSA no caso da pessoa não ter entregado -
dois últimos anos a declaração a que estava obrigada.
Atenção: Para sabei' que declaração você está obrigado a apresentar, veja os itens
"Quem está obrigado a apresentar a Declaração...”.

SITUAÇÃO CADASTRAL CANCELADA


A situação "CANCELADA" poderá ocorrer em decorrência de óbito sem espólio,
entrega de declaração final de espólio, multiplicidade, por decisão administrativa ou judicial.
SITUAÇÃO CADASTRAL NULA
A situação cadastral nula ocorre quando o registro é declarado nulo por vício
(fraude)na inscrição, inclusive na hipótese de inexistência da pessoa física.
É bom lembrar que a pessoa física tendo o CPF regular junto á RFB e estar servindo de
"laranja" para alguém, ou por erros e ou fraudes outras, não ter o seu patrimônio em
consonância com a legislação pátria e os princípios contábeis; fica o órgão fiscalizador do
patrimônio, obrigado, a fazer representação criminal ao Ministério Publico, a fim de ter aquele
CPF de forma regular e exigir toda arrecadação de tributos existentes, além de outras
penalidades cabíveis.

CNPJ
CNPJ- Outro crivo pelo qual o patrimônio deverá passar. A Receita Federal do Brasil
(RFB) estabeleceu novos procedimentos relativos ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
(CNPJ). Convênios entre a Receita Federal do Brasil, DF-Distrito Federal, Estados e
Municípios podem/devem agilizar bastante o processo de abertura, alteração e encerramento das
organizações. Por outro lado, a fiscalização das empresas será muito mais rígida daqui para
frente. Portanto, não deixe de cumprir as exigências fiscais previstas nas leis, e, principalmente,
não deixem de fazer a contabilidade, mesmo das organizações tidas como inativas. As pessoas
jurídicas, sejam públicas e ou privadas e estas sejam com ou sem fins lucrativos devem ter sua
contabilidade atualizada, seja a contabilidade pública e ou privada, com livro caixa, livro razão,
livro diário, demonstrações contábeis e todos os demais relatórios e pareceres possíveis, dentro
do ordenamento jurídico e em sintonia com os princípios, postulados e convenções contábeis.
Vem aí o SPED, a tecnologia em prol do desenvolvimento; juntamente a nota fiscal eletrônica
será uma verdadeira revolução da contabilidade junto á sociedade.
Segundo o MF-Ministério da Fazenda temos 20.000.000 de células sociais,
organizações sociais, entidades, destas 8.000.000 estão na informalidade, sem o CNPJ- Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica, regular. Em Caruaru temos 20.000 organizações, destas temos
8.000 sem o CNPJ REGULAR. Como vivemos em sociedade, como temos os setores público e
privado, como temos direitos e obrigações através do CNPJ, como somos democratas, como
somos justos, pois não queremos possuir bens sem a devida prova de sua origem, como somos
éticos, como somos cristãos, como somos cidadãos e sabemos dos nossos direitos e nossas
obrigações, existem estas células geradoras dos meios econômicos e sociais para uma qualidade
de vida a mais plausível possível, para nós caruaruenses e assim, temos que ter o CNPJ regular.

CONVÊNIOS
A medida possibilita à RFB celebrar convênios com o DF, os Estados e Municípios
objetivando:
a) O intercâmbio de informações cadastrais;
b) A integração dos respectivos cadastros; e
c) A prática de atos cadastrais perante o CNPJ.
Na hipótese de celebração do convênio, as empresas poderão ser dispensadas de
apresentar os documentos arquivados nos referidos órgãos, o que certamente facilitará o
processo de abertura, alteração e encerramento das empresas. Para tanto, o Distrito Federal.
Estados e Municípios deverão adequar a legislação, estrutura de comunicação, local e pessoal
para atendimento ao público.
DOS ATOS PRATICADOS PERANTE O CNPJ Constituem atos a serem praticados
perante o CNPJ:
I- inscrição;
II - alteração de dados cadastrais;
III - alteração de situação cadastral;
IV - baixa de inscrição;
V - restabelecimento de inscrição; e
VI - invalidação de atos perante o CNPJ.

DA INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA NO CNPJ


Estão obrigadas à inscrição no CNPJ todas as organizações, públicas e privadas, estas
com ou sem fins lucrativos; todos os seus estabelecimentos localizados no Brasil ou no exterior,
inclusive as pessoas jurídicas por equiparação, antes de iniciarem suas atividades.

INDEFERIMENTO DO PEDIDO DO CNPJ


0 pedido de inscrição será indeferido na verificação de pendências, tais como:
1 - em relação à pessoa física responsável perante o CNPJ, ou ao preposto
indicado, inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF) inexistente ou com situação cadastral
cancelada ou nula;
II - em relação ao estabelecimento matriz de entidade, sócios ou administradores:
a) com inscrição no CNPJ inexistente ou com situação cadastral nula ou baixada;
b) com inscrição no CPF inexistente ou com situação cadastral cancelada ou nula;
DA INSCRIÇÃO DE OFÍCIO NO CNPJ
O Auditor-Fiscal da RFB que constatar a existência de entidade não inscrita no CNPJ
deverá proceder à intimação do titular, sócio ou responsável para providenciar, no prazo de 10
(dez) dias, sua inscrição.
O não-atendimento à intimação no prazo determinado acarretará a inscrição de ofício
pelo titular da unidade da RFB cadastradora com jurisdição sobre o domicílio tributário da
entidade.

DA COMPROVAÇÃO DA CONDIÇÃO DE INSCRITO NO CNPJ


A comprovação da condição de inscrito no CNPJ e da situação cadastral será feita
mediante a emissão de "Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral" pela
Internet, no endereço:

DA ALTERAÇÃO DE DADOS CADASTRAIS


E obrigatória a comunicação pela entidade de toda alteração referente aos seus dados cadastrais.
No caso de ato sujeito a registro, a comunicação deverá ocorrer até o último dia útil do mês
subsequente à data do registro da alteração.

DAALTERAÇÃO DE OFÍCIO
A alteração de dados cadastrais poderá ser realizada de oficio pelo titular da unidade
da RFB cadastradora, inclusive em relação à opção ou exclusão do Simples, à vista de
documentos comprobatórios ou mediante comunicação efetuada por órgão convenente.

DA BAIXA DE INSCRIÇÃO NO CNPJ


A baixa de inscrição no CNPJ, de matriz ou de filial, deverá ser solicitada até o quinto
dia útil do segundo mês subsequente à ocorrência da extinção da entidade.
INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE BAIXA
Será indeferido o pedido de baixa do CNPJ se a entidade apresentar:
I- débito tributário;
II - falta de entrega das declarações fiscais (Imposto de Renda, Simples,
Inatividade, DCTF, DACON, etc.;
III - inscrição na situação cadastral inapta;
IV - outras.

DA SITUAÇÃO CADASTRALNO CNPJ


A inscrição no CNPJ será enquadrada, quanto à situação cadastral, em:
I- ativa (situação normal de atividade);
II - suspensa (Ex.: interrupção temporária das atividades, solicitação de baixa em
análise...)
III - inapta (Ex.: falta de entrega das declarações fiscais por 5 anos, empresa não
localizada...);
IV -baixada (Ex.: solicitação de baixa deferida); ou
V - nula (Ex.: mais de um CNPJ para o mesmo estabelecimento).

DOS EFEITOS DA INSCRIÇÃO INAPTA


Entre outras sanções, a pessoa jurídica declarada inapta ficará sujeita:
I - à inclusão no Cadastro Informativo dos Créditos Não-Quitados de Órgãos e
Entidades Federais (Cadin);
I - à vedação de obtenção de incentivos fiscais e financeiros; e
III - ao impedimento de participar de concorrência pública, transacionar com
estabelecimentos bancários e transmitir a propriedade de bens imóveis.
IV- não deverá praticar quaisquer atos e ou fatos com seu patrimônio, enquanto não
tiver o CNPJ regular.

CONTABILIDADE
CONTABLIDADE- A ciência que tem o patrimônio como objeto de trabalho;
A origem da Contabilidade está ligada a necessidade de registros do comércio. Há indícios
de que as primeiras cidades comerciais eram dos fenícios. A prática do comércio não era
exclusiva destes, sendo exercida nas principais cidades da Antiguidade.
A atividade de troca e venda dos comerciantes semíticos requeria o acompanhamento das
variações de seus bens quando cada transação era efetuada. As trocas de bens e serviços eram.
ias de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos, na Babilonia
já se faziam com escritas, embora rudimentares. Um escriba egípcio contabilizou os negócios
efetuados pelo governo de seu país no ano 2000 a.C.
A medida que o homem começava a possuir maior quantidade de valores, preocupava-
lhe saber quanto poderiam render e qual a forma mais simples de aumentar as suas posses; tais
informações não eram de fácil memorização quando já em maior volume, requerendo registros.
Foi o pensamento do "futuro" que levou o homem aos primeiros registros a fim de que
pudesse conhecer as suas reais possibilidades de uso, de consumo, de produção etc.
Com o surgimento das primeiras administrações particulares aparecia a necessidade de
controle, que não poderia ser feito sem o devido registro, a fim de que se pudesse prestar conta
coisa administrada.
E importante lembrarmos que naquele tempo não havia o crédito, ou seja, as compras,
vendas e trocas eram à vista. Posteriormente, empregavam-se ramos de árvore assinalados
como prova de dívida ou quitação. O desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo ( pena de
escrever no Egito antigo ), facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre
negócios.
A medida em que as operações econômicas se tornam complexas, o seu controle se
refina. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam receitas de caixa
classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e
diversões.
No período medieval, diversas inovações na contabilidade foram introduzidas por governos
locais e pela igreja. Mas c somente na Itália que surge o termo Contabilitá. Podemos resumir a
evolução da ciência contábil da seguinte forma:

CONTABILIDADE DO MUNDO ANTIGO - período que se inicia com as primeiras


civilizações e vai até 1202 da Era Cristã, quando apareceu o Liber Abaci . da autoria Leonardo
Fibonaci. oPisano.

CONTABILIDADE DO MUNDO MEDIEVAL - período que vai de 1202 da Era Cristã até
1494, quando apareceu o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas
Dobradas) de Frei Luca Paciolo, publicado em 1494, enfatizando que à teoria contábil do débito
e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, obra que contribuiu para
inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.

CONTABILIDADE DO MUNDO MODERNO - período que vai de 1494 até 1840,


com o aparecimento da Obra "La Contabilità Applicatta alie Amministrazioni Private e
Pubbliche" , da autoria de Franscesco Villa, premiada pelo governo da Áustria. Obra marcante
na história da Contabilidade.

CONTABILIDADE DO MUNDO CIENTÍFICO - período que se inicia cm 1840 e


continua até os dias de hoje.

PERÍODO ANTIGO
A contabilidade empírica, praticada pelo homem antigo, já tinha como objeto o
Patrimônio, representado pelos rebanhos e outros bens nos seus aspectos quantitativos.
Os primeiros registros processaram-se de forma rudimentar, na memória do homem.
Como este é um ser pensante, inteligente, logo encontrou formas mais eficientes de processar
os seus registros, utilizando gravações e outros métodos alternativos.
O inventário exercia um importante papel, pois a contagem era o método adotado para
o controle dos bens, que eram classificados segundo sua natureza: rebanhos, metais, escravos,
etc. A palavra "Conta" designa o agrupamento de itens da mesma espécie.
As primeiras escritas contábeis datam do término da Era da Pedra Polida, quando o
homem registrava os seus primeiros desenhos e gravações.
Os primeiros controles eram estabelecidos pelos templos, o que perdurou por vários
séculos.
Os suméricos e babilônicos, assim como os assírios, faziam os seus registros em peças
de argila, retangulares ou ovais, ficando famosas as pequenas tábuas de Uruk, que mediam
aproximadamente 2,5 a 4,5 centímetros, tendo faces ligeiramente convexas.
Os registros combinavam o figurativo com o numérico. Gravava-se a cara do animal
cuja existência se queria controlar e o numero correspondente às cabeças existentes.
Embora rudimentar, o registro, em sua forma, assemelhava-se ao que hoje se processa.
O nome da conta, "Matrizes", por exemplo, substituiu a figura gravada, enquanto o aspecto
numérico se tomou mais qualificado, com o acréscimo do valor monetário ao quantitativo. Esta
evolução permitiu que, paralelamente à "Aplicação", se pudesse demonstrar, também, a sua
"Origem".
Na cidade de Ur, na Caldéia, onde viveu Abraão, personagem bíblico citado no livro
Gênesis, encontram-se, em escavações, importantes documentos contábeis: tabela de escrita
cuneiforme, onde estão registradas contas referentes á mão-de-obra e materiais, ou seja. Custos
Diretos. Isto significa que, há 5.000 anos antes de Cristo, o homem já considerava fundamental
apurar os seus custos.
O Sistema Contábil é dinâmico e evoluiu com a duplicação de documentos e "Selos de
Sigilo". Os registros se tornaram diários e, posteriormente, foram sintetizados em papiros ou
tábuas, no final de determinados períodos. Sofreram nova sintetização, agrupando-se vários
períodos, o que lembra o diário, o balancete mensal e o balanço anual.
PERÍODO MEDIEVAL
Em Itália, em 1202, foi publicado o livro "LiberAbaci", de Leonardo Pisano.
Estudavam-se, na época, técnicas matemáticas, pesos e medidas, câmbio, etc,
tomando o homem mais evoluído em conhecimentos comerciais e financeiros.
Se os sumérios-babilônios plantaram a semente da Contabilidade e os egípcios :
regaram, foram os italianos que fizeram o cultivo e a colheita.
Foi um período importante na história do mundo, especialmente na história da
Contabilidade, denominado a "Era Técnica" , devido às grandes invenções, como moinho de
vento, aperfeiçoamento da bússola, etc, que abriram novos horizontes aos navegadores, comi
Marco Pólo e outros.
A indústria artesanal proliferou com o surgimento de novas técnicas no sistema dj
mineração e metalurgia. O comércio exterior incrementou-se por intermédio dos venezianos
surgindo, como conseqüência das necessidades da época, o livro caixa, que recebia registros dd
recebimentos e pagamentos em dinheiro. .Tá se utilizavam, de forma rudimentar, o débito e
crédito, oriundos das relações entre direitos e obrigações, e referindo-se, inicialmente, a pessoas.
O aperfeiçoamento e o crescimento da Contabilidade foram a conseqüência natural
das necessidades geradas pelo advento do capitalismo, nos séculos XII c XIII. O processo dl
produção na sociedade capitalista gerou a acumulação de capital, alterando-se as relações ri;
trabalho. O trabalho escravo cedeu lugar ao trabalho assalariado, tomando os registros mais
complexos. No século X, apareceram as primeiras corporações na Itália, transformando e
fortalecendo a sociedade burguesa.
No final do século XIII apareceu, pela primeira vez a conta "Capital", representará o
valor dos recursos injetados nas companhias pela família proprietária.
O método das Partidas Dobradas teve sua origem na Itália, embora não se possa
precisar em que região. O seu aparecimento implicou a adoção de outros livros que
tornasse mais analítica a Contabilidade, surgindo, então, o Livro da Contabilidade de
Custos.
No início do Século XIV, já se encontravam registros explicitados de custa comerciais
e industriais, nas suas diversas fases: custo de aquisição; custo de transporte e dos tributos; juros
sobre o capital, referente ao período transcorrido entre a aquisição, o transporte e o
beneficiamento; mão-de-obra direta agregada; armazenamento; tingimento, etc, o que
representava uma apropriação bastante analítica para época. A escrita já se fazia nos moldes de
hoje, considerando, em separado, gastos com matérias-primas, mão-de-obra direta a ser
agregada e custos indiretos de fabricação. Os custos eram contabilizados por fases
separadamente, até que
fossem transferidos ao exercício industrial.

PERÍODO MODERNO
O período moderno foi a fase da pré-ciência. Devem ser citados três eventos
importantes que ocorreram neste período:
em 1493, os turcos tomam Constantinopla, o que fez com que grandes sábios
bizantinos emigrassem, principalmente para Itália;
em 1492, é descoberta a América e, em 1 500, o Brasil, o que representava um enorme
potencial de riquezas para alguns países europeus;
em 1517, ocorreu a reforma religiosa; os protestantes, perseguidos na Europa emigram
para as américas, onde se radicaram e iniciaram nova vida.
A contabilidade tornou-se uma necessidade para se estabelecer o controle das . as que o
Novo Mundo representava.
A introdução da técnica contábil nos negócios privados foi uma contribuição de
italianos do séc. XIII. Os empréstimos a empresas comerciais e os investimentos
determinaram o desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses
dos credores e investidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes, em
suas relações com os consumidores e os empregados.
O aparecimento da obra de Frei Luca Pacioli, contemporâneo de Leonardo da Vinci, .
Toscana, no século XV, marca o início da fase moderna da Contabilidade.

FREI LUCA PACIOLI


Escreveu "Tratactus de Computis et Scripruris" (Contabilidade por Partidas aradas),
publicado em 1494, enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à
teoria dos números positivos e negativos.
Pacioli foi matemático, teólogo, contabilista entre outras profissões. Deixou muitas obras,
destacando-se a "Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et Proporcionalitá", impressa
em Veneza, na qual está inserido o seu tratado sobre Contabilidade e Escrituração.
Pacioli, apesar de ser considerado o pai da Contabilidade, não foi o criador das - _.ias
Dobradas. O método já era utilizado na Itália, principalmente na Toscana, desde o Século XIV.
O tratado destacava, inicialmente, o necessário ao bom comerciante. A seguir conceituava
inventário e como fazê-lo. Discorria sobre livros mercantis: memorial, diário e razão, e sobre a
autenticação deles; sobre registros de operações: aquisições, permutas, sociedades, etc; sobre
contas em geral: como abrir e como encerrar; contas de armazenamento; lucros e perdas, que na
época, eram "Pro" e "Dano"; sobre correções de erros; sobre arquivamento de contas e
documentos, etc.
Sobre o Método das Partidas Dobradas, Frei Luca Pacioli expôs a terminologia
adaptada:
"Per", mediante o qual se reconhece o devedor; "A",
pelo qual se reconhece o credor.
Acrescentou que, primeiro deve vir o devedor, e depois o credor, prática que se usa ate
hoje.
A obra de Frei Luca Pacioli. contemporâneo de Leonardo da Vinci, que viveu na
Toscana, no século XV, marca o início da fase moderna da Contabilidade. A obra de Pacioli não
só 5istematizou a Contabilidade, como também abriu precedente que para novas obras pudessem
ser escritas sobre o assunto. E compreensível que a formalização da Contabilidade tenha
ocorrido na Itália, afinal, neste período instaurou-se a mercantilização sendo as cidades italianas
os principais interpostos do comércio mundial.
Foi a Itália o primeiro país a fazer restrições à prática da Contabilidade por um indivíduo
qualquer. O governo passou a somente reconhecer como contadores pessoas devidamente
qualificadas para o exercício da profissão. A importância da matéria aumentou com a
intensificação do comércio internacional e com as guerras ocorridas nos séculos XVIII e XIX,
que consagraram numerosas falências c a conseqüente necessidade de se proceder á
determinação das perdas e lucros entre credores c devedores.

PERÍODO CIENTÍFICO
O Período Científico apresenta, nos seus primórdios. dois grandes autores
consagrados: Francesco Vilia, escritor milanês, contabilista público, que. com sua obra "La
Conlabilità Applicalta alie administrazioni Private e Plubbliche", inicia a nova fase: e Fábio
Bota. escritor veneziano.
Os estudos envolvendo a Contabilidade fizeram surgir três escolas do pensamento
contábil: a primeira, chefiada por Francisco Villa. foi a Escola Lombarda; a segunda, a Escola
Toscana. chefiada por Gitisepe Cerboni: c a terceira, a Escola Veneziana, por Fábio Besta.
Embora o século XVII tivesse sido o berço da era científica e Pascal já tivesse
inventado a calculadora, a ciência da Contabilidade ainda se confundia com a ciência da
Administração, e o patrimônio se definia corno um direito, segundo postulados jurídicos.
Nessa época, na Itália, a Contabilidade já chegara à universidade. A Contabilidade
começou a ser lecionada com a aula de comercio da corte em 1 809.
A obra de Francesco Villa foi escrita para participar de um concurso sobre
Contabilidade, promovido pelo governo da Áustria, que reconquistara a Lombarda terra natal
do autor. Além do prêmio, Villa teve o cargo de Professor Universitário.
Francisco Villa extrapolou os conceitos tradicionais de Contabilidade, segundo os
quais escrituração e guarda livros poderiam ser feitas por qualquer pessoa inteligente. Para ele,
a Contabilidade implicava conhecei- » natureza, os detalhes, as normas, as leis e as praticas que
regem a matéria administradas, ou seja, o patrimônio. Era o pensamento patrimonialista.
Foi o inicio da fase científica da Contabilidade.
Fábio Besta, seguidor de Francesco Villa, superou o mestre ern seus ensinamentos.
Demonstrou o elemento fundamental da conta, o valor, e chegou, muito perto de definir
patrimônio como objeto da Contabilidade.
Foi Vicenzo Mazi, seguidor de Fábio Besta, quem pela primeira vez, em 1923, definiu
patrimônio como objeto da Contabilidade. O enquadramento da Contabilidade como elemento
fundamental da equação aziendalista, teve, sobretudo, o mérito incontestável de chamar atenção
para o fato de que a Contabilidade é muno mais do que mero registro: c uni instrumento básico
de gestão.
Entretanto a escola Européia teve peso excessivo da teoria, sem demonstrações
práticas, sem pesquisas fundamentais: a exploração teórica das contas c o uso exagerado das
partidas dobradas, inviabilizando, em alguns casos, a flexibilidade necessária, principalmente,
na Contabilidade Gerencial, preocupando-se demais em demonstrar que a Contabilidade era
uma ciência ao invés de dar vazão à pesquisa séria de campo e de grupo.
A partir de 1920, aproximadamente, inicia-se a fase de predominância norte-
americana dentro da Contabilidade.

ESCOLA NORTE-AMERICANA
Enquanto declinavam as escolas européias, floresciam as escolas norte-americanas com suas
teorias e práticas contábeis, favorecidas não apenas pelo apoio de uma ampla estrutura r mica e
política, mas também pela pesquisa e trabalho sério dos órgãos associativos. O surgimento
do .American Institut of Certield Public Accountants foi de extrema importância no
desenvolvimento da Contabilidade e dos princípios contábeis: várias associações
empreenderam muitos esforços e grandes somas em pesquisas nos Estados Unidos. Havia uma
total integração entre acadêmicos e os já profissionais da Contabilidade, o que não ocorreu com
as escolas Européias, onde as universidades foram decrescendo em nível, em importância.
A criação de grandes empresas, como as multinacionais ou transnacionais, por . .-pio, que
requerem grandes capitais, de muitos acionistas, foi a causa primeira do estabelecimento das
teorias c práticas contábeis, que permitissem carreta interpretação das "nações, por qualquer
acionista ou outro interessado, cm qualquer parte do mundo.
Nos inícios do século atual, com o surgimento das gigantescas corporações, aliado formidável
desenvolvimento do mercado de capitais e ao extraordinário ritmo de desenvolvimento que os
Estados Unidos da América experimentou e ainda experimenta, constistitui um campo fértil
para o avanço das teorias e práticas contábeis. Não é por acaso que atualmente o mundo possui
inúmeras obras contábeis de origem norte-americanas que tem reflexos diretos nos países de
economia.

NO BRASIL
No Brasil, a vinda da Família Real Portuguesa incrementou a atividade colonial, exigindo -
devido ao aumento dos gastos públicos e também-da renda nos Estados - um melhor aparato
fiscal. Para tanto, constituiu-se o Erário Regio ou o Tesouro Nacional e Público, mamente com
o Banco do Brasil (1808). As Tesourarias de Fazenda nas províncias eram compostas de um
inspetor, um contador e um procurador fiscal, responsáveis por toda a arrecadação, distribuição
e administração financeira e fiscal.
Hoje, as funções do contabilista não se restringem ao âmbito meramente fiscal, tonando-
se num mercado de economia complexa, vital para empresas informações mais precisas
possíveis para tomada de decisões e para atrair investidores. O profissional vem ganhando
destaque no mercado em Auditoria, Controladoria e Atuarial.
São áreas de analise contábil e operacional da empresa, e para atuários, um profissional
raro, há a especialização em estimativas e analises: o mercado para este cresce em virtude de
planos de previdência privada.

A Contábil idade como Ciência Social


A Contabilidade possui objeto próprio - o Patrimônio das Entidades - e consiste em
conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade,
certeza e busca - causas, em nível qualitativo semelhante às demais ciências sociais. A
Resolução alicerça-se na premissa de que a Contabilidade é uma ciência social com
plena fundamentação epistemológica. Por conseqüência, todas as demais
classificações - método, conjunto de procedimentos, técnica, sistema, arte, para
citarmos as mais correntes - referem-se a simples facetas ou as ou aspectos da
Contabilidade, usualmente concernentes à sua aplicação prática, na solução de
questões concretas.
O Patrimônio objeto da Contabilidade
O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas ciências
formais quanto nas factuais, das quais fazem parte as ciências sociais. Na
Contabilidade, o objeto c sempre o PATRIMÔNIO de unia Entidade, definido como
um conjunto de bens, direitos e de obrigações para com terceiros, pertencente a unia
pessoa física, a um conjunto de pessoas, como ocorre nas sociedades informais, ou a
uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independentemente da sua
finalidade, que pode, ou não incluir o lucro. O essencial é que c patrimônio disponha
de autonomia em relação aos demais patrimônios existentes, o que significa que a
Entidade dele pode dispor livremente, claro que nos limites estabelecidos pela ordem
jurídica e, sob certo aspecto, da racionalidade econômica e administrativa.
O Patrimônio também é objeto de outras ciências sociais - por exemplo, da
Econômica, da Administração e do Direito - que, entretanto, o estudam sob ângulos
diversos daquele da Contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos c
qualitativos. A Contabilidade busca, primordialmente, apreender, no sentido mais
amplo possível, e entender as mutações sofridas pelo Patrimônio, tendo em mira,
muitas vezes, uma visão prospectiva de possíveis variações. As mutações tanto podem
decorrer da ação do homem, quanto, embora quase sempre secundariamente, dos
efeitos da natureza sobre o Patrimônio.
Por aspecto qualitativo do patrimônio entende-se a natureza cios elementos
que o compõem, como dinheiro, valores a receber ou a pagar expressos em moeda,
máquinas, estoques de materiais ou de mercadorias.etc. A delimitação qualitativa
desce, em verdade, ate o grau de particularização que permita a perfeita compreensão
do componente patrimonial. Assim, quando falamos em "máquinas", ainda estamos a
empregar um substantivo coletivo, cuja expressão poderá ser de muita utilidade, em
determinadas análises. Mas a Contabilidade, quando aplicada a um patrimônio
particular, não se limitará às "máquinas" como categoria, mas se ocupará de cada
máquina em particular, na sua condição do componente patrimonial, de forma que não
possa ser confundida com qualquer outra máquina, mesmo de tino idêntico.
O atributo quantitativo refere-se à expressão dos componentes patrimoniais
em valores, o que demanda que a Contabilidade assuma posição sobre o que seja
"Valor", porquanto os conceitos sobre a matéria são extremamente variados.
Do Patrimônio deriva o conceito cie Patrimônio Líquido, mediante a equação
considerada como básica na Contabilidade:
(Bens+ Direitos) - (Obrigações) =: Patrimônio Liquido

Quando o resultado da equação é negativo, convenciona-se denominá-lo


"Passivo a Descoberto".
O Patrimônio Líquido não e uma dívida da Entidade para com seus sócios ou
acionistas, pois estes não emprestam recursos para que ela possa ter vida própria, mas
sim, os entregam, para que com eles forme o Patrimônio da Entidade. O conhecimento
que a Contabilidade tem do seu objeto está em constante desenvolvimento, como.
alias, ocorre nas demais ciências em relação aos respectivos objetos. Por esta razão,
deve-se aceitar como natural o fato da existência de possíveis componentes do
patrimônio cuja apreensão ou avaliação se apresenta difícil ou inviável em
determinado momento.

Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam o núcleo central da


própria contabilidade, na sua condição de ciência social, sendo a ela inerentes. Os
princípios constituem sempre as vigas-mestras de uma ciência, revestindo-se dos
atributos de universalidade e veracidade, conservando validade em qualquer
circunstância. No caso da
contabilidade presente seu objeto, seus Princípios Fundamentais de Contabilidade valem para
todos os patrimônios, independentemente das Entidades a que pertencem, as finalidades para as
quais são usados, a forma jurídica da qual estão revestidos, sua localização, expressividade e
quaisquer outros qualificativos, desde que gozem da condição de autonomia em relação aos
demais patrimônios existentes.
Nos princípios científicos jamais pode haver hierarquização formal, dado que eles os elementos
predominantes na constituição de um corpo orgânico, proposições que se colocam no inicio de
uma dedução, e são deduzidos de outras dentro do sistema. Nas ciências sociais os princípios se
colocam como axiomas, premissas universais e verdadeiras, assim admitidas sem necessidade
de demonstração, ultrapassando, pois a condição de simples coceitos.
O atributo da universalidade permite concluir que os princípios não exigiriam ia adjetivação,
pois sempre, por definição, se referem à Ciência da Contabilidade no seu todo. Dessa forma, o
qualificativo "fundamentais" visa tão-somente, a enfatizar sua magna condição. Esta igualmente
elimina a possibilidade de existência de princípios identificados, nos seus enunciados, com
técnicas ou procedimentos específicos, com o resultado obtido na aplicação dos principios
propriamente ditos a um patrimônio particularizado.
Assim, não podem existir princípios relativos aos registros, às demonstrações ou à
terminologia contábeis, mas somente ao objeto desta, o Patrimônio. Os princípios, na condição
de verdades primeiras de uma ciência jamais serão diretivas de natureza operacional,
característica essencial das normas - expressões de direito positivo, que a partir dos princípios,
estabelecem ordenamentos sobre o "como fazer", isto é, técnicas, procedimento, métodos,
critérios etc. tanto nos aspectos substantivos, quanto nos formais. Dessa maneira, alcança-se um
todo organicamente integrado, em que com base nas verdades gerais, se chegam ao detalhe
aplicado, mantidas a harmonia e coerência do conjunto.
Os princípios simplesmente são e, portanto, preexistem às normas, fundamentando e
justificando a ação enquanto aquelas a dirigem na pratica. No caso brasileiro, os princípios estão
obrigatoriamente presentes na formulação das Normas Brasileiras de Contabilidade, verdadeiros
pilares do sistema de normas, que estabelecerá regras sobre a apreensão, o registro, relato,
demonstração e análise das variações sofridas pelo patrimônio, buscando descobrir suas causas,
de forma a possibilitar a feitura de prospecções sobre a Entidade e não podem sofrer qualquer
restrição na sua observância.
Os princípios refletem o estágio em que se encontra a Ciência da Contabilidade, isto é
essência dos conhecimentos, doutrinas e teorias que contam com o respaldo da maioria dos
estudiosos da Contabilidade. E evidente que, em muitos aspectos, não há como se falar em
unanimidade de entendimento, mas até em desacordo sobre muitos temas teóricos-doutrinários.
Temos uma única ciência, mas diversas doutrinas. Entretanto, cumpre ressaltar que tal situação
também ocorre nas demais ciências sociais e, muitas vezes, até mesmo nas ciências ditas exatas.
Em termos de conteúdo, os princípios dizem respeito à caracterização da Entidade e do
Patrimônio, à avaliação dos componentes deste e ao reconhecimento das mutações e dos seus
efeitos diante do Patrimônio Líquido. Como princípios alcançam o patrimônio na globalidade,
sua observância nos procedimentos aplicados resultará automaticamente em informações de
utilidade para decisões sobre situações concretas. Esta é a razão pela qual os objetivos
pragmáticos da Contabilidade são caracterizados pela palavra "informação".

Dos Objetivos da Contabilidade


A existência de objetivo específicos não é essencial à caracterização de uma ciência,
pois, caso o fosse, inexistiria a ciência "pura", aquela que se concentra, tão-somente, no seu
objeto. Aliás, na própria área contábil, encontramos muitos pesquisadores cuja obra não
apresenta qualquer escopo pragmático, concentrando-se na Contabilidade como ciência. De
qualquer forma, como já vimos, não há qualquer dificuldade na delimitação dos objetivos da
Contabilidade no terreno científico, a partir do seu objeto, que é o Patrimônio, por estarem
concentrados na correta representação deste e nas causas das suas mutações.
O objetivo científico da Contabilidade manifesta-se na correta representação do
Patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob ótica pragmática, a
aplicação da Contabilidade a uma Entidade particularizada, busca prover os usuários com
informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do Patrimônio da
Entidade e suas mutações, o que compreende registros, demonstrações, análises, diagnósticos e
prognósticos, expressos sob a forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas e outros meios.
O tema, tão claro no quadrante científico, comporta comentários mais minuciosos
quando direcionados aos objetivos concretos perseguidos da aplicação da Contabilidade a uma
Entidade em particular.
Adentramos, no caso, o terreno operacional, regulado pelas normas. Assim, ouve-se
com freqüência dizer que um dos objetivos da Contabilidade c o acompanhamento da evolução
econômicas e financeira de uma Entidade. No caso, o adjetivo "econômico" é empregado para
designar o processo de formação de resultado de resultado, isto c, as mutações quantitativos-
qualitativos do patrimônio, as que alteram o valor do Patrimônio Líquido, para mais ou para
menos, correntemente conhecidas como "receitas" e "despesas". Já os aspectos qualificados
como "financeiros" concernem, em última instância, aos fluxos de caixa.
Cumpre também ressaltar que, na realização do objetivo central da Contabilidade,
defrontamo-nos, muitas vezes, com situações nas quais os aspectos jurídico-formais das
transações ainda não estão completa ou suficientemente dilucidados. Nesses casos, deve-se
considerar o efeito mais provável das mutações sobre o patrimônio, quantitativa e
qualitativamente, concedendo-se prevalência à substância das transações.

Das informações geradas pela Contabilidade


De forma geral, no âmbito dos profissionais e usuários da Contábil idade, os objetivos
desta, quando aplicada a uma Entidade particularizada, são identificados com a geração de
informações a serem utilizadas por determinados usuários em decisões que buscam a realização
de interesses e objetivos próprios. A precisão das informações demandadas pelos usuários e o
próprio desenvolvimento de aplicações práticas da Contabilidade, dependerão, sempre, da
observância dos seus Princípios, cuja aplicação à solução de situações concretas deverá
considerar o contexto econômico, tecnológico, institucional e social em que os procedimentos
serão aplicados. Isto significa, com grande frequência, o uso de projeções sobre o contextos em
causa, o que muitos denominam de visão prospectiva nas aplicações contábeis.

As informações quantitativas que a Contabilidade produz, quando aplicada a uma organização,


devem possibilitar ao usuário avaliar a situação e as tendências desta, com o menor de
dificuldade possível. Devem, pois, permitir ao usuário, como participe do mundo
econômico:
• observar e avaliar o comportamento;
• comparar seus resultados como os de outros períodos ou organizações;
• avaliar seus resultados à luz dos objetivos estabelecidos;
• projetar seu futuro nos marcos políticos, sociais e econômicos em que se insere;

E tudo isso, para que o usuário possa planejar suas próprias operações, os requisitos referidos
levam à conclusão de que deve haver consistência nos procedimentos que utiliza em diferentes
períodos e, tanto quanto possível, também entre Entidades as quem pertençam a um mesmo
mercado, de forma que o usuário possa extrair tendências te à vida de uma Entidade e à sua
posição em face das demais Entidades ou mesmo do mercado como um todo. Tal desiderato é
extremamente incentivado pelo sistema formal de normas, cuja coerência estrutural é garantida
pela observância dos Princípios Fundamentais de contabilidade, estabelecendo-se, pois, o
necessário elo de ligação entre a Ciência da contabilidade e seus ordenamentos aplicados.
Evidentemente o preceito em análise, conhecido
por consistência, não constitui princípio da Contabilidade, mas regra técnico-comportamental.
Tanto isso é verdade que procedimentos aplicados, mesmo fixados como norma, podem ser
alterados em função das necessidades dos usuários ou mesmo da qualidade dos resultados da
sua aplicação, enquanto que os princípios que os fundamentam permanecem inalterados.

Dos Usuários da Contabilidade


Os usuários tanto podem ser internos como externos e, mais ainda, com interesses ficados,
razão pela qual as informações geradas pela Entidade devem ser amplas e fidedignas e, pelo
menos, suficientes para a avaliação da sua situação patrimonial e das mutações sofridas pelo
seu patrimônio, permitindo a realização de inferências sobre o seu futuro.
Os usuários internos incluem os administradores de todos os níveis, que usualmente em de
informações mais aprofundadas e específicas acerca da Entidade, notadamente aquelas relativas
ao seu ciclo operacional. Já os usuários externos concentram suas atenções, de forma geral, em
aspectos mais genéricos, expressos nas demonstrações contábeis.
Em países com um ativo mercado de capitais, assume importância ímpar a existência
de informações corretas, suficientes e inteligíveis sobre o patrimônio das Entidades e suas
mutações, com vista à adequada avaliação de riscos e oportunidades por parte dos investidores,
sempre interessados na segurança dos seus investimentos e em retornos compensadores em
reação às demais aplicações. A qualidade dessas informações deve ser assegurada pelo sistema
de normas alicerçado nos Princípios Fundamentais, o que torna a Contabilidade um verdadeiro
catalizador do mercado de ações.
O tema é vital e, por conseqüência, deve-se manter vigilância sobre o grau em que os
objetivos gerais da Contabilidade aplicada a uma atividade particularizada estão sendo
alcançados. O entendimento das informações pelos próprios usuários pode levá-los a conclusão
da necessidade de valer-se dos trabalhos de profissionais da Contabilidade através de:
Resolução CFC 560/1983- regulamentação da profissão de contador;
Resolução CFC 563/1983- aprova a NBC T 2.1 formalidades da escrituração
contábil;
Resolução CFC 595/1985- aprova a NBC T 2.4 retificação de lançamentos;
Resolução CFC 597/1985- aprova a NBC T 2.2 escrituração contábil:
Resolução CFC 612/1985- aprova a NBCT 2.5-contas de compensação;
Resolução CFC 678/1990- aprova normas sobre procedimentos de auditoria
independente pra revisões limitadas das informações trimestrais á Comissão de valores
Mobiliários! CVM);
Resolução CFC 684/1990- aprova NBC T2.6 escrituração contábil das filiais;
Resolução CFC 685/1 990- aprova NBC 2.7- balancete;
Resolução CFC 686/1990- aprova a NBC T 3- Conceito, conteúdo, estrutura e
nomenclatura das demonstrações contábeis;
Resolução CFC 732/1992- aprova a NBC T4 - avaliação patrimonial;
Resolução CFC 737/1992- aprova a NBC T 6- divulgação das demonstrações
contábeis;
Resolução CFC 750/1993- Princípios Fundamentais de contabilidade;
Resolução CFC 751/1993- dispõe sobre as normas brasileiras de contabilidade:
Resolução CFC 752/1993- aprova a BBC T 11 IT- 01 carta de responsabilidade da
administração;
Resolução CFC 758/1993- aprova NBCT8 demonstrações contábeis consolidadas:
Resolução CFC 774/1994- aprova o apêndice á resolução sobre os princípios fundamentais de
contabilidade;
Resolução CFC 780/1995- aprova a NBC T 12- auditoria interna ;
Resolução CFC 781/1995- aprova a NBC P 3 normas profissionais do auditor interno;
Resolução CFC 785/1995- aprova a NBC T 1 características da informação contábil-
revogada pela resolução CFC 1.121 dc 2008;
Resolução CFC 790/1995- aprova a alteração do item 2.1.5.4 da NBC T 2.1- das
formalidades da escrituração contábil;
Resolução CFC 803/1996- código de ética profissional do contabilista;
Resolução CFC 820/1997- aprova a NBC T 1 1 - normas de auditoria independente
das demonstrações contábeis;
Resolução CFC 821/1997- aprova a NBC P- 1- normas profissionais de auditor
independente;
Resolução CFC 828/1998- aprova a NBC T 11 IT-02- papeis de trabalho e
documentação de auditoria;
Resolução CFC 830- 1998- aprova a NBC IT 05- parecer dos auditores independentes
sobre as demonstrações contábeis;
Resolução CFC 836/1999- aprova a NBC T 11 - IT-03- fraude e erro;
Resolução CFC 837/1999- aprova a NBC T 10- dos aspectos contábeis específicos em
entidades diversas, o item : NBCT 10.4-fundações.

Resolução CFC 838/1999- aprova a NBC T 10- dos aspectos contábeis específicos e
entidades diversas, o item; NBCT 10.18- entidades sindicais e associações de classe;
Resolução CFC 839/1999- aprova a NBC T 11 IT -04- transações e eventos subsequentes;
Resolução CFC 846/1999- dispõe sobre a alteração do item 4.2.6.4 da NBC T 4- da
avaliação patrimonial, aprovada pela resolução CFC 732 de 22 de outubro de 1992;
Resolução CFC 847/1999- altera a redação da NBC T 3- conceito, conteúdo, estrutura e
nomenclatura das demonstrações contábeis e dá outras providências;
Resolução CFC 848/1999- altera a redação do item 2.1.2.1 da NBC T 2.1 das
formalidades da escrituração contábil;
Resolução CFC 851/1999-aprova a NBC P 1 IT01 regulamentação do item 1.9 da NBC P
1 - normas profissionais de auditor independente;
Resolução CFC 852/1999- altera a redação do item 10.18.1.2 da NBC T 10.18- entidades
sindicais e associações de classe;
Resolução CFC 857/1999-reformula a NBC P2-normas profissionais do perito;
Resolução CFC 858/1999- reformula a NBC T 13- da perícia contábil;
Resolução CFC 871 /2000- institui a declaração de habilitação profissional- DHP;
Resolução CFC 872/2000- dispõe sobre a declaração comprobatória de percepção de
rendimentos-DECORE;
Resolução CFC 875/2000- dispõe sobre a redenominação da NBC T 5- da correção
monetária para a NBC T 5-da atualização monetária , na Resolução CFC n.° 751/93, que
dispõe sobre as Normas Brasileiras de Contabilidade;

Resolução CFC 876/2000- aprova a NBC T 10- dos aspectos contábeis específicos e
entidades diversas, item NBC T 10.9; entidades financeiras;
Resolução CFC 877/2000- aprova a NBC T 10- dos aspectos contábeis específicos em
entidades diversas, item NBC T 10.19 Entidades sem finalidade de lucros;
Resolução CFC 900/2001 -princípio da atualização monetária;
Resolução CFC 909/2001 - aprova a NBC T 10- dos aspectos Contábeis Específicos em
entidades diversas, Item NBCT 10.14-Entidades Agropecuárias;
Resolução CFC 910/2001- aprova a NBC T 14- revisão externa de qualidade pela
resolução CFC 1008/2004;
Resolução CFC 913/2001- aprova a NBC T 10- dos aspectos Contábeis Específicos em
entidades Diversas, Item NBCT 10.3 Consórcio de Vendas;
Resolução CFC 914/2001- aprova a NBC T 11- IT 06 - Supervisão e Controle de
qualidade;
Resolução CFC 920/2001-aprova a NBC TIO - Dos Aspectos Contábeis Específicos em
entidades Diversas Item NBCT 10.8 Entidades Cooperativas;
Resolução CFC 921/2001- Aprova a NBC T 10 - Dos Aspectos Contábeis específicos em
Entidades Diversas, Item NBC T 10.2 Arrendamento Mercantil;

Resolução CFC 959/2003—Aprova a NBCT 10.21 - 1T01 - Regulamentação do item


10.21.1.4;
Resolução CFC 959/2003- Aprova a NBC T 10.21 - IT 02 - Regulamentação do
intem 10.21.4 Demonstrações de Sobras e Perdas;
Resolução CFC 978/2003- Aprova a NBC T 13 - IT 4 - Laudo Pericial Contábil
(Revogada pela resolução CFC 1041 de 2005)
Resolução CFC 981/2003-Aprova a NBCT 11.6 - Relevância na Auditoria;
Resolução CFC 985/2003-Aprova a NBC T 13.7 - Parecer Pericial Contábil;
Resolução CFC 986/2003-Aprova a NBC T 12 - Da Auditoria Interna;
Resolução CFC 987/2003- Regulamenta a Obrigatoriedade do Contrato de Prestações
de Serviços Contábeis e dá Outras Providências;
Resolução CFC 995/2004- Dá nova redação à Resolução CFC nº 945/02, que dispõe
sobre a NBC P4 - Normas para Educação Profissional Continuada;
Resolução CFC 996/2004-Acrescenta alínea ao item 14.1.2.4 e dá nova redação aos
itens 14.1.2.7 e 14.2.1.1 da NBC T 14;
Resolução CFC 998/2004- Aprova a NBC T 19.2 - Tributos sobre Lucros:
Resolução CFC 1003'2004--Aprova a NBC T 15 - Informações de Natureza Social e
Ambiental;
Resolução CFC 1004/2004- Aprova a NBC T 19.6 - Reavaliação de Ativos:
Resolução CFC 1005/2004- Aprova a NBC T 10.13 - Dos Aspectos Contábeis
Específicos em Entidades Desportivas Profissionais;
Resolução CFC 1008 2004-Aprova NBCT 14 - Norma sobre a Revisão Externa de
Qualidade pelos Pares;
Resolução CFC 1010/2005— Aprova a NBC T 3.7 - Demonstração do Valor
Adicionado;
Resolução CFC 1011/2005-Aprova a NBCT 10.1 - Empreendimentos de Execução
em Longo Prazo:
Resolução CFC 1012/2005-Aprova a NBCT 11.11 -Amostragem;
Resolução CFC 1013/2005- Aprova a NBC T 10.8 -1T01 - Entidades Cooperativas;
Resolução CFC 1018/2005-Aprova a NBC P 5- Norma, sobre o Exame de
Qualificação Técnica para Registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNA1)
(revogada pela resolução CFC 1031/2005)
Resolução CFC 1019/2005 - Dispõe sobre o Cadastro Nacional de Auditores
Independentes (CNA1);
Resolução CFC 1020,2005- Aprova a NBC 3 2.8 - Das Formalidades da Escrituração
Contábil em Forma Eletrônica;
Resolução CFC 1021 '2005 - Aprova a NBCT 13.2 - Planejamento da Perícia:
Resolução CFC 10222005 - Aprova a NBC TI 1.15-Contingências;
Resolução CFC 1023/2005- - Aprova a NBC P 1.8 - Utilização de Trabalhos de
Especialistas;
Resolução CFC 1024/2005 - Aprova a NBC T 11.3 - Papeis de Trabalho e
documentação da Auditoria;
Resolução CFC 1025/2005 - Aprova a NBC T 19.1 - Imobilizado;
Resolução 1026/2005 - Aprova a NBC T 19.4 - Incentivos Fiscais, Subvenções,
Contribuições, Auxílios e Doações Governamentais;
Resolução CFC 1027'2005 - Aprova a NBC T 19.5 - Depreciação, Amortização e
Exaustão;

Resolução CFC 1028/2005 - Altera a resolução CFC 751/1993, que dispõe sobre as
Brasileiras de Contabilidade;
Resolução CFC 1029/2005- - Aprova a NBC T 11.12 - Processamento Eletrônico de
dados;

Resolução CFC 1030/2005- - Altera a Resolução CFC nº 971/03 que dispõe sobre as
eleições diretas dos Conselhos Regionais de Contabilidade;
Resolução CFC 1031/2005 - Altera a NBC P 5 - Norma sobre o Exame de reação
Técnica para Registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (revogada ação CFC
1069 de 2006;)
Resolução CFC 1034/2005 - Aprova a NBC P 1.2 Independência;
Resolução CFC 1035/2005- - Aprova a NBC T 11.4- Planejamento da Auditoria
Resolução CFC 1036/2005 - Aprova a NBC T 11.8 Supervisão e Controle de qualidade;
Resolução CFC 1037/2005 - Aprova a NBC T 11.10 Continuidade Normal das
atividades da Entidade;
Resolução CFC 1038/2005 - Aprova a NBC T 11.13 Estimativas Contábeis;
Resolução CFC 1039/2005- - Aprova a NBC T 11.14 Transações com Partes
relacionadas;
Resolução CFF 1040/2005- - Aprova a NBC T 11.16 Transações e Eventos
subseqüentes;
Resolução CFC 1041 /2005- - Aprova a NBC T 13.6 Laudo Pericial Contábil;
Resolução CFC 1042 2005 - Altera a NBC P 1.8 Utilização de Trabalhos de
especialistas;
Resolução CFC 1046/2005 - Altera a resolução CFC 871/00. que dispõe sobre a
declaração de Habilitação Profissional - DHP;
Resolução CFC 1047/2005 - Altera a resolução CFC 872/2000. que dispõe sobre
declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos - DECORE;
Resolução CFC 1049/2005 - Altera a redação da NBC T 3 - Conceito, Conteúdo,
estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis;
Resolução CFC 1050/2005 - Aprova a NBC P 2.3 - Impedimento e Suspeição;
Resolução CFC 1051 /2005 - Aprova a NBC P 2.6 - Responsabilidade e Zelo;
Resolução CFC 1053/2005 - Aprova a NBC T 10.20 - Consórcio de Empresas;
Resolução CFC 1054/2005 - Aprova a NBCT 11.17- Carta de Responsabilidade da
administração:
Resolução CFC 1055/2005 - Cria o Comitê de Pronunciamentos Contábeis - (CPC);
Resolução CFC 1056/2005 - Aprova a NBC P 2.1 - Competência Profissional c:
Perito;
Resolução CFC 1057/2005 - Aprova a NBC P 2.4 - Honorários do Perito;
Resolução CFC 1060/2005 - Dá nova redação à NBC P 4 - Norma para a Educaçãc
Profissional Continuada;
Resolução CFC 1061 de 2005 - Estabelece o Leiaute Brasileiro de Contabilidade
Digital, geração e armazenamento de informações contábeis em meio digital (revogada pela
resolução CFC 1078 de 2006);
Resolução CFC 1063/2005 - Altera a NBC T 2.8 - Das Formalidades da Escrituração
Contábil em Forma Eletrônica;
Resolução CFC 1066/2005 - Aprova a NBC T 19.7 - Provisões, Passivos.
Contingências Passivas e Contingências Ativas;
Resolução CFC 1067/2005 - Altera a NBC T 19.1
Resolução CFC 1068/2006 - Altera taxas, anuidades e multas aplicáveis;
Resolução CFC 1069/2006 - Dá nova redação à NBC P 5 - Norma sobre o Exame de
Qualificação Técnica para Registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes
(revogada: pela resolução CFC 1077/2006):
Resolução CFC 1073/2006 - Altera a Resolução CFC n° 867/99, que dispõe sobre
registro profissional dos contabilistas.
Resolução CFC 1074/2006 - Dá nova redação à NBC P 4 - Norma para a Educação
Profissional Continuada;
Resolução CFC 1077/2006 - Dá nova redação à NBC P 5 Norma sobre o Exame de
Qualificação Técnica para Registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNA1)
-revogada
Resolução CFC 1078/2006 - Revoga a Resolução CFC n° 1.061 /05, que estabelece í
Leiaute Brasileiro de Contabilidade Digital para fins de escrituração, geração e armazenamento
de informações contábeis em meio digital;
Resolução CFC 1087/2007 - Aprova a NBC T 19.11 - Mudanças nas Práticas
Contábeis, nas Estimativas e Correção de Erros;
Resolução CFC 1088/2007 - Aprova a NBC T 19.12 - Eventos Subseqüentes à Data
das Demonstrações Contábeis;
Resolução CFC 1097/2007 - Dispõe sobre o Registro Profissional dos Contabilistas:
Resolução CFC 1098/2007 - Dispõe sobre o Registro Cadastral das Organizações
Contábeis nos Conselhos Regionais de Contabilidade;
Resolução CFC 1099/2007 - Altera a Resolução CFC n° 902/01. que dispõe sobre a
concessão de isenção do pagamento de anuidade ao Contabilista com idade superior a 70
(setenta) anos;
Resolução CFC 1100/2007 - Aprova a NBC P 1.6 - Sigilo - Auditor Independente;
Resolução CFC 1103/2007 - Cria o Comitê Gestor da Convergência no Brasil
(CGCB);
Resolução CFC 1106/2007 - Determina que as normas Brasileiras de Contabilidade
deverão seguir os mesmos padrões de elaboração e estilo utilizados nas normas internacionais;
Resolução CFC 1109/2007 - Dispõe sobre a NBC P 5 para Registro no Cadastro ..ti de
Auditores Independentes (CN Al) do Conselho Federal de Contabilidade (CF'C);
Resolução CFC 1110/2007 - Aprova a NBC 19.10 -redução ao valor recuperável de

Resolução CFC 111 1/2007 - Aprova o Apêndice II da Resolução CFC n°. 750/93sobre
os Princípios Fundamentais de Contabilidade.
Resolução CFC 1115/2007 - Aprova a NBC T 19.13 - escrituração contábil
simplificada- simples nacional.
Resolução CFC 1120/2007 - Aprova a NBC T 7- efeitos das mudanças nas taxas de
cambio e conversão de demonstrações contábeis.
Resolução CFC 1121/2008 - Aprova a NBC T 1- estrutura conceituai para a elaboração
e apresentação das demonstrações contábeis.
RESOLUÇÃO CFC 560 DE 28 DE OUTUBRO DE 1983
REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE CONTADOR
Dispõe sobre as PRERROGATIVAS PROFISSIONAIS de que trata o artigo 25 do
decreto-Lei 9295 de 27 de mato de 1946.
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas
contribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO os termos do Decreto - Lei 9.245 de 1 996, que em seu artigo 25
estabelece as atribuições dos profissionais da Contabilidade, e que no 36 declara-o o órgão ao
qual compete decidir, em última instância, as dúvidas suscitadas na interpretação dessas
atribuições;
CONSIDERANDO a necessidade de uma revisão das Resoluções n°s 107-58, 115-e
404-75, visando a sua adequação às necessidades de um mercado de trabalho dinâmico, e ao
saneamento de problemas que se vêm apresentando na aplicação dessas Resoluções:
CONSIDERANDO que a Contabilidade, fundamentando-se em princípios, normas e
regras estabelecidas a partir do conhecimento abstrato e do saber empírico, e não a
partir de leis naturais, classifica-se entre as ciências humanas e, até mais
especificamente, entre as aplicadas, e que a sua condição científica não pode ser
negada, já que é irrelevante a discussão existente em relação a todas as ciências ditas
"humanas", sobre elas são "ciências" no sentido clássico,
“disciplinas cientificas" ou similares:
CONSIDERANDO ser o patrimônio o objeto fundamental da Contabilidade,
afirmação que encontra apoio generalizado entre os autores, chegando alguns a designá-la,
simplesmente, por "ciência do patrimônio, cabe observar que o substantivo "patrimônio" deve
ser entendido em sua acepção mais ampla que abrange todo os aspectos quantitativos e
qualitativos e suas variações, em todos os tipos de entidades, em todos os tipos de pessoas,
físicas ou jurídicas, e que adotado tal posicionamento a Contabilidade apresentar-se á, nos seus
alicerces, como teoria de valor, e que até mesmo algumas denominações que parecem estranhas
para a maioria, como a contabilidade ecológica, encontrarão guarida automática no conceito
adotado;
CONSIDERANDO ter a Contabilidade formas próprias de expressão e se exprime
-través da apreensão, quantificação, registro , relato análise e revisão de fatos e informações
sobre o patrimônio das pessoas e entidades, tanto em termos físicos quanto monetários.
CONSIDERANDO não estar cingida ao passado a Contabilidade, concordando a
maioria dos autores com a existência da contabilidade orçamentária ou, mais amplamente
prospectiva, conclusão importantíssima, por conferir um caráter extraordinariamente dinâmico
a essa ciência;
CONSIDERANDO que a contabilidade visa à guarda de informações e ao
fornecimento de subsídios para a tomada de decisões, além daquele objetivo clássico da guarda
de informações com respeito a determinadas formalidades,
RESOLVE;

RESOLUÇÃO CFC Nº 560 de 28 de outubro de 1983

Capitulo I - DAS ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS DOS CONTABILISTAS


Art. 1 ° O exercício das atividades compreendidas na Contabilidade, considerada esta
na sua plena amplitude e condição de ciência Aplicada, constitui prerrogativa, sem exceção, dos
contadores e dos técnicos em contabilidade legalmente habilitados, ressalvas as atribuições
privativas dos contadores.
Art. 2° O Contabilista pode exercer as suas atividades na condição de profissional.
liberal ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de servidor público, de militar, de sócio de
qualquer tipo de sociedade, de diretor ou de conselheiro de quaisquer entidades, ou em qualquer
outra situação jurídica pela legislação, exercendo qualquer tipo de função.
Essas funções poderão ser as de: analista, assessor, assistente, auditor interno ou
externo, conselheiro, consultor, controlador de arrecadação, "controller", educador, escritor ou
articulista técnico, escriturador contábil ou fiscal, executador subordinado, fiscal de tributos,
legislador, organizador, perito, pesquisador, planejador, professor ou conferencista, redator,
revisor, Essas funções poderão ser exercidas cm cargos como os de: chefe, subchefe, diretor,
responsável, encarregado, supervisor, superintendente, gerente, subgerente, de todas as
unidades administrativas onde se processem serviços contábeis.
Quanto à titulação, poderá ser de: contador, contador de custos, contador
departamental, contador de filial, contador fazendário. contador fiscal, contador geral, contador
industrial, contador patrimonial, contador público, contador revisor, contador seccional ou
setorial, contadoria, técnico cm contabilidade, departamento, setor, ou outras semelhantes,
expressando o seu trabalho através de: aulas, balancetes, balanços, cálculos e suas memórias,
certificados, conferências, demonstrações, laudos periciais, judiciais, e extrajudiciais,
levantamentos, livros ou teses científicas, livros ou folhas ou fichas escriturados, mapas ou
planilhas preenchidas, papéis de trabalho, pareceres, planos de organização ou reorganização!
com texto, organogramas, fluxogramas, cronogramas, e outros recursos técnicos semelhantes,
prestação de conta, projetos, relatórios, e todas as demais formas de expressão, de acordo com
as circunstâncias.
Art.3º São atribuições privativas dos profissionais da contabilidade:
1) - avaliação de acervos patrimoniais e verificação de haveres e obrigações, para
quaisquer finalidades, inclusive de natureza fiscal;
2) - avaliação dos fundos do comércio
3) - apuração do valor patrimonial de participações, quotas ou ações;
4) - reavaliações e medição dos efeitos das variações do poder aquisitivo da moeda
sobre o patrimônio e o resultado periódico de quaisquer entidades;
5) - apuração de haveres e avaliação de direitos e obrigações, do acervo patrimonial
de quaisquer entidades, em vista de liquidação, fusão, cisão, expropriação no interesse público
transformação ou incorporação dessas entidades, bem como em razão d entrada, retirada,
exclusão ou falecimentos de sócios quotistas ou acionistas;
6) - concepção dos planos de determinação das taxas de depreciação e exaustão dos s e dos
de amortização dos valores imateriais inclusive de valores diferidos;
7) - implantação e aplicação dos planos de depreciação, amortização e diferimento, bem
como de correções monetárias e reavaliações;
8) - regulações judiciais ou extrajudiciais;
9) - escrituração regular, oficial ou não, de todos os fatos relativos aos patrimônios e as
variações patrimoniais das entidades, por quaisquer métodos, técnicos ou processo;
10) - classificação dos fatos para registro contábeis, por qualquer processo,
inclusive
computação eletrônica, e respectiva validação dos registros e demonstrações:
11) - abertura e encerramento de escritas contábeis;
12) - execução dos serviços de escrituração em todas as modalidades especificas,
conhecidas por denominações que informam sobre o ramo de atividade, como contabilidade
bancária, contabilidade comercial, contabilidade de condomínio, contabilidade industrial,
contabilidade imobiliária, contabilidade macroeconômica, contabilidade seguros, contabilidade
serviços contabilidade pública, contabilidade agrícola, contabilidade pastoril, contabilidade das
entidades de fins ideais, contabilidade de transportes. e outras;
13) - controle de formalização, guarda . manutenção ou destruição de livros e outros
meios de registro contábeis, bem como dos documentos relativos à vida patrimonial:
14)- elaboração de balancetes e de demonstrações do movimento por contas ou contas,
de forma analítica ou sintética;
15)- levantamento de balanços de qualquer tipo ou natureza e para quaisquer
finalidades, como balanços patrimoniais, balanços de resultados, balanços acumulados, balanços
de origens de recursos, balanços de fundos, balanços financeiros, balanços de capitais, e outros;
16) - tradução, em moeda nacional, das demonstrações contábeis originalmente em
Estrangeira e vice-versa;
17)- integração de balanços, inclusive consolidações, também de subsidiárias do
exterior;
18)- apuração, cálculo e registro dc custos, em qualquer sistema ou concepção: custeio
por absorção ou global, total ou parcial; custeio direto, marginal ou variável ; custeio por cento
de responsabilidade com valores reais, normalizados ou padronizados, históricos ou com
registros em partidas dobrados ou simples . fichas, mapas, planilhas, folhas simples ou
formulários contínuos ,com manual, mecânico, computadorizado ou outro qualquer, para todas
as finalidades, desde a avaliação de estoques até a tomada de decisão sobre a forma mais
economica sobre como, onde, quando e o que produzir e vender;
19)- análise de custos e despesas, em qualquer modalidade, em relação a quaisquer
funções como a produção, administração, distribuição, transportes, comercialização, exportação,
publicidade, e outras, bem como análise com vistas à racionalização das operações e do uso de
equipamentos e materiais, e ainda a otimização do resultado diante do grau de ocupação ou
volume de operações;
20) - controle, avaliação e estudo da gestão econômica, financeira e patrimonial das
empresa e demais entidades;
21) - análise de custos com vistas ao estabelecimento dos preços de venda de
mercadorias, produtos ou serviços, bem como de tarifas nos serviços públicos, e a comprovação
dos reflexos dos aumentos de custos nos preços de venda, diante de órgãos governamentais;
22) - análise de balanços;
23) - análise do comportamento das receitas;
24) - avaliação do desempenho das entidades e exame das causas de insolvência ou
incapacidade de geração de resultado;
25) - estudo sobre a destinação do resultado e cálculo do lucro por ação ou outra
unidade de capital investido;
26) - determinação de capacidade econômica-financeira das entidades, inclusive nos
conflitos trabalhistas e de tarifa;
27) - elaboração de orçamentos de qualquer tipo, tais como econômicos,
financeiros, patrimoniais e de investimentos;
28) - programação orçamentária e financeira, e acompanhamento da execução de
orçamentos-programa, tanto na parte física quanto na monetária;
29) - análise das variações orçamentárias;
30) - conciliações de conta;
3 1 ) - organização dos processos de prestação de contas das entidades e órgãos da
administração pública federal, estadual, municipal, dos territórios federais, das autarquias,
sociedade de economia mista, empresas públicas e fundações de direito público, a serem
julgado! pelos tribunais, conselhos de contas ou órgãos similares;
32) - revisões de balanços, contas ou quaisquer demonstrações ou registro
contábeis:
33) - auditoria interna operacional:
34) - auditoria externa independente;
35) - perícias contábeis, judiciais e extrajudiciais;
36) - fiscalização tributária que requeira exame ou interpretação de peças contábeis
de qualquer natureza;

37) - organização dos serviços contábeis quanto à concepção, planejamento e


estrutura material, bem como o estabelecimento de fluxogramas de processamento,
cronogramas, organogramas, modelos de formulários e similares;
38) - planificação das contas, com a descrição das suas funções e do funcionamento
dos serviços contábeis;
39) - organização e operação dos sistemas de controle interno;
40) - organização e operação dos sistemas de controle patrimonial, inclusive quanto
a existência e localização física dos bens;
4 1 ) - organização e operação dos sistemas de controle de materiais, matérias-primas,
mercadorias e produtos semifabricados e prontos, bem como dos serviços em andamento;
42) - assistência aos conselhos fiscais das entidades, notadamente das sociedades por
ações;
43) - assistência aos comissários nas concordatas, aos síndicos nas falências, e aos
liquidantes de qualquer massa ou acervo patrimonial;
44) - magistério das disciplinas compreendidas na Contabilidade, em qualquer nível
o de pós-graduação;
45) - participação em bancas de exame e em comissões julgadoras de concursos,
onde sejam aferidos conhecimentos relativos à Contabilidade;
46) - estabelecimento dos princípios e normas técnicas de Contabilidade;
47) - declaração de Imposto de Renda, pessoa jurídica;
48) - demais atividades inerentes às Ciências Contábeis e suas aplicações.
§ 1º São atribuições privativas dos contadores, observado o disposto no § 2 o, as
enunciadas neste artigo, sob os números 1,2,3,4,5,6,19,20,21,22,23,24, 25,26, 29, 30,
32. 33, 34, 35, 36, 42,43, além dos 44 e 45, quando se referirem a nível superior,
(redação alterada pela resolução CFC 898/2001) § 2° Os serviços mencionados neste
artigo sob os números 5, 6.22,25, 30 somente poderão ser executados pelos Técnicos
em Contabilidade da qual sejam titulares.
Art. 4o O contabilista deverá apor sua assinatura, categoria profissional e número de
registro no CRC respectivo, em todo e qualquer trabalho realizado. Capítulo II - DAS
ATIVIDADES COMPARTILHADAS
Art. 5° Consideram-se atividades compartilhadas, aquelas cujo exercício é prerrogativa
também de outras profissões, entre as quais:
1) - elaboração de planos técnicos de financiamento e amortização de empréstimos
incluidos no campo da matemática financeira;
2) - elaboração de projetos e estudos sobre operações financeiras de qualquer
natureza, inclusive de debêntures, "leasing" e "lease-beck";
3) - execução de tarefas no setor financeiro, tanto na área pública quanto privada;
4) - elaboração e implantação de planos de organização ou reorganização;
5) - organização de escritórios e almoxarifados:
6) - organização de quadros administrativos
7) - estudos sobre a natureza e os meios de compra e venda de mercadorias e
produtos, bem como o exercício das atividades compreendidas sob os títulos de
"mercadologia" e "técnicas" comerciais" ou "merceologia";
8) - concepção, redação e encaminhamento, ao Registro Público, de contratos e
alterações contratuais, atas, estatutos e outros atos da sociedade civis e comerciais;
9) -assessoria fiscal;
10)-planejamento tributário;
11) - elaboração de cálculos, análises e interpretação de amostragens aleatórias ou
probabilísticas;
12) - elaboração e análise de projetos, inclusive quanto à viabilidade econômica;
13) - análise de circulação de órgãos de imprensa e aferição das pesquisas de
opinião pública;
14) - pesquisas operacionais;
15) - processamento de dados;
16) - análise de sistemas de seguros e fundos de benefícios;
17) - assistência aos órgãos administrativos das entidades;
18)- exercício de quaisquer funções administrativas; e
19) - elaboração de orçamentos macroeconômicos.
Art.6° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as Resoluções 107-
58,115-59, e 404-75.
Rio de Janeiro, 28 de outubro de 1.983 Contador
João Vemer Juenemann - Presidente.

PATRIMÔNIO

O patrimônio constituído por um conjunto de Bens, Direitos e Obrigações, busca além de


vivenciar e relatar os processos de contabilização de uma organização, pessoa física e ou
jurídica, transformar os dados em informações, mediante procedimentos próprios, originando
toda ênfase dos procedimentos contábeis, que após compilados são apresentados aos usuários
por intermédio de relatórios diversos.
Portanto, um dos objetivos principais do"patrimônio, é buscar a partir de fatos, dados que nos
dêem suporte para avaliação de seus Bens, Direitos e Obrigações, os quais são processados
mediante técnica própria e transformados em informações para os usuários, visando atender
seus interesses.
A temática desenvolvida tem como foco uma estrutura que procura evidenciar três
linhas norteadoras: num primeiro momento são tratados alguns aspectos, componentes c seus
fatos c firmados alguns conceitos; seguindo-se a fase de tratamento do processo propriamente
dito e suas interfaces com o mundo dos usuários como instrumento informativo.
1. Patrimônio
Parte impessoal da organização que tem como consistência apresentar seus dois aspectos
principais, que são os aspectos quantitativos, que pode ser visto como um fundo de valores, ou
seja. consiste em atribuir aos seus respectivos elementos. E seu aspecto qualitativo, que reúne
um conjunto de bens, créditos, débitos, ou seja, consiste em qualificar, dar nomes aos elementos
componentes.
Mas como tem se observado o patrimônio é um elemento muito rico em itens que c compõe, ele
é um tópico que absorve praticamente todos os atos, fatos e componentes que são integrados a
uma organização, onde ele relata desde a sua constituição ao encerramento de uma
entidade/organização.
Sendo assim escolhemos alguns assuntos específicos sobre o patrimônio, e de forma
clara e objetiva para melhor compreensão e aprendizado.
1.1. Aspectos
São muitos os aspectos do Patrimônio, entretanto qualquer que seja o aspecto dc Patrimônio
estudado deve sempre considerar suas partes positivas e negativas, ou seja, ativo janto o
PASSIVO" (Sá, 2007). Em que estruturados compõe como um todo o patrimônio, dando assim
diversas formas para uma análise concentrada de uma organização, constados em seus
relatórios.
Um dos aspectos mais importantes do patrimônio como já citados acima, são os
aspectos qualitativos e o quantitativo, são de suma importância para o patrimônio, que pode ser
o capital de uma organização de bens, créditos, débitos são também uns fundos valores
aplicados para a obtenção de lucros, para as organização com fins lucrativos, é claro!. Citamos
alguns dos mais importantes aspectos do patrimônio. Vejamos:
1.2. Aspecto Jurídico e Econômico
Um aspecto que define o patrimônio como as relações jurídicas de uma pessoa, que tem alguma
empresa, mas definido, um sócio ou proprietário de um conjunto de direitos e obrigações,
respeitando assim as cláusulas existentes no contrato social de sua organização, que tem como
principal objetivo visar lucro.
Pode ser considerado também como ponto de vista contábil. Quando dizemos em
analisar uma coisa sob o aspecto contábil é o mesmo que procuramos observá-la de acordo com
as normas e métodos da técnica e da ciência contábil. Isso ocorre freqüentemente em escritórios
de contabilidade, que estão sempre avaliando o Patrimônio de pessoas com valores e aspectos
econômicos.
1.3. Aspectos Específicos, Financeiros e Administrativos.
Este é um aspecto que se designa de acordo com a natureza dos elementos, os grandes grupos
onde se encontram, devidamente acrescidos pelo grau de liquidez em que se encontram.
Tiramos alguns exemplos para melhor entendimento. Vejamos:
Contas a receber, uma fonte que faz parte do Ativo de uma empresa, e que foi vendida
a prazo, seja a quem for.
Móveis e Utensílios, já fazem parte do Imobilizado de uma organização, destina-se a
ser deste grupo por ser um item de menor disponibilidade para a empresa.
Um aspecto em que estuda os relatórios das empresas, como balanços patrimoniais e
balancetes, que servem para análises de variações das origens e aplicações efetuadas em um
determinado período, para melhor avaliar se houve lucro ou prejuízo, e saber acrescentar novas
formas para um melhor crescimento da empresa.
Aspecto esse que executa operações que tem intenção de melhoria para a empresa, deixando a
viger que para melhor segurança de um resultado positivo, tomam-se essas decisões a partir de
análises feitas sobre o levantamento de relatórios contábeis, que definirão onde melhor investir,
para obter êxito na operação da gestão da própria empresa.
2. Componentes patrimoniais
Como não poderíamos deixar de citar os itens que fazem parte do grupo dos
componentes patrimoniais, definiríamos esses itens para um melhor entendimento. Vejamos:
2.1. Imobilização Técnica
Afirma que os valores que, "[...] se encontram aplicados para a utilização na manutenção das
atividades da empresa, são bens que vão sendo lentamente consumidos pelo uso. Exemplo:
máquinas, veículos, prédios, utensílios, móveis, ferramentas e instalações aplicadas na
produção [...]". (CREPALDI, 1999).
Este item que se integra ao grupo dos componentes patrimoniais pode ser mais bem definido
como elementos patrimoniais que, considerados em relação a outros bens com os quais são
coordenados, não podem ser vendidos de sua atual operação, sem ocorrer antes a perca de seu
valor original, sofrendo assim uma depreciação, que conseqüentemente transformar-se-iam em
numerários para a empresa.
2.2. Créditos de Funcionamento e Financiamento
Refere-se a este grupo, "[...] os valores a receber, oriundos das operações normais e
técnicas dos negócios[...]", (CREPALDI, 1999) Grupo esse de contas que representam os
valores dos créditos que uma empresa adquiri devido o seu funcionamento em gestão, como os
provenientes de vendas de mercadorias a prazo, serviços prestados a prazo, como se pode ver é
o desenvolvimento normal de sua atividade.
Esses créditos que são de suma importância para empresas que atuam sobre nesta
área. que é menos comum em relação a maioria das empresas, que operam com créditos de
funcionamento, "[...] representa este grupo os valores de créditos a receber oriundas de
empréstimos de dinheiro feitos a terceiros, geralmente em longo prazo. Ex.: notas promissórias
a receber etc.". (CREPALDI, 1999). Essas empresas obtêm além do recebimento dos
empréstimos concedidos a terceiros, juros que são estabelecidos pela própria azienda, onde na
verdade este é o lucro obtido por operações desta origem.
Considera-se longo prazo, as operações que são superiores a um ano.
2.3. Débitos de Funcionamento e Financiamento
Origina-se devidas dívidas que a empresa contrai por força de seu funcionamento
normal.
Eles podem ser representados por débitos que surgem nas empresas por efeito da sua
própria gestão, que se originam da troca e não pela moeda, ou seja, a empresa compra a prazo,
troca mercadorias e outros elementos Ativos, por uma fatura a pagar, isto acontece com todos os
fornecedores de uma azienda. Que fornecem mercadorias e outros recursos que se destinaram
ao Ativo, assim a empresa receptora possa circular essas mercadorias, podendo assim ter um
funcionamento maior de sua operação normal.
Designam-se débitos de financiamento as empresas que contraem dívidas para obter
meios financeiros que originem fundos para o aumento de suas disponibilidades, sejam por
breve tempo, ou um período mais extenso, podendo ser ainda a curto ou em longo prazo. Para
que possam fazer investimentos, ou aplicações no momento em que adquirem este débito, que
na verdade se bem aplicado, trará lucro em curto praz,o, dando tempo assim para efetuar o
pagamento da dívida adquirida em longo prazo.
3. Aplicações e origens de recursos
3.1 .Ativo e Passivo
O Ativo, onde se encontram as aplicações dos recursos obtidos de terceiros,
considerado isoladamente, constitui o PATRIMÔNIO BRUTO. Mas o Ativo, sozinho, não
reflete a verdadeira situação patrimonial da pessoa. Simplesmente o Ativo resume-se nos
direitos e bens que uma empresa possui, o ativo julgam-se como um fundo de valores que
representa os investimentos ou aplicações do Patrimônio ou do Capital das empresas. O Ativo
por si só, não pode ser definido como o patrimônio bruto, por às vezes as empresas não
adquirirem o direito de receberem de terceiros.
Temos uma variação em questão ao Ativo ser o Patrimônio Bruto, quando se
equaciona o Ativo menos o Passivo tem então o Patrimônio Líquido.
No lado do PASSIVO, são representados dois grupos de elementos
patrimoniais:
Obrigações: Correspondem à parte do patrimônio que a empresa deve para
terceiros.
Por isso, são também chamados de capitais de terceiros, pois a empresa tem que pagá-la para
terceiros.
Patrimônio Líquido: é a parte do patrimônio que pertence ao proprietário da
empresa. São os Capitais Próprios.
O Passivo indiferentemente do Ativo, é representado por dois grupos que são as
Obrigações e o Patrimônio Líquido, onde as Obrigações avaliam os débitos de uma azienda, de
uma organização, de uma célula social, de uma entidade, e o Patrimônio Líquido como já
propriamente dito. é o capital próprio da empresa, da organização, e registra também os
fenômenos ocorridos durante o termino de um exercício acusando se houve lucro ou prejuízo,
superávit e ou déficit.
4. Fatos contábeis
Os FATOS CONTÁBEIS: São ocorrências que alteram a composição do matrimônio, seja em
seu aspecto qualitativo ou específico, se propondo assim a apresentar as divergências e
evidencias existentes em tomo da conceituação dos fatos contábeis.
Contudo podemos observar que o controle e a informação sobre o patrimônio. A
informação hoje é um dos grandes diferenciais da passagem para o terceiro milênio.
Atualmente, o valor está centrado na cabeça e no esforço inteligente. Quem tem informação tem
poder. E isto significa que a contabilidade por ser uma ciência cuja aplicação tem por objetivo,
o controle e a informação, de todo o Patrimônio.
Verificando os conceitos levantados, vejamos os fatos contábeis que tem como
objetivo principal, evidenciar as ocorrências que alteram a composição do patrimônio A
representação dos múltiplos componentes patrimoniais e sua evidencia se faz através de uma
unidade representativa de suas partes, denominada em seus aspectos qualitativa e quantitativa
abaixo representada:
4.1. Fatos Permutativos. Mistos e Modificativos aumentativos e diminutivos.
Os fatos Permutativos não alteram o Patrimônio Líquido, só há uma troca de valores entre duas
ou mais contas. Podemos entender o que existe é uma redução de um valore o aumento de outro
integrante do patrimônio, ou simplesmente a inexistência de uma obrigação. Sendo que os
modificam apenas a natureza dos elementos patrimoniais desenvolvidos.
Os Fatos Mistos são fatos que acarretam os dois fatos citados acima ocorrendo assim uma
permuta juntamente integrada a uma modificação do patrimônio líquido, podendo ser um
aumento ou redução, em que se distinguira conforme for a operação realizada pela empresa.
Os fatos Modificativos diminutivos ou aumentativos, não há somente uma troca entre
duas contas, e sim o aumento das contas a serem utilizadas no ato em que se encontram,
podendo aumentar as despesas, que conseqüentemente acarretaria uma redução no patrimônio
líquido da empresa, ou poderia haver o aumento das receitas, que ao contrario do fato
modificativo diminutivo, não existiria a redução do patrimônio liquido e sim o aumento deste
propriamente dito.
5. Conceito de capital e diferença entre capital e patrimônio
O capital tem uma variação de opiniões, como por exemplo: o capital em meio a economia
política é visto como a soma das riquezas que geram novas riquezas.
Este conceito é diferenciado do ponto de vista contábil em que, se designa a vários
significados, em função da natureza dos elementos patrimoniais sob análise e ainda em
decorrência do sentido no qual ocorre o fluxo dos recursos patrimoniais.
A contabilidade nos trás especificações sobre capital, nos trazendo mais
entendimento sobre este assunto. Vejamos alguns dos tipos de capital.
Capital Social ou Nominal, Capital Realizado e a Realizar
O Capital social retrata-se bem. como a constituição diria, o início do de uma entidade
pode ser representado como o investimento inicial que os sócios efetuam para que possibilite o
início do funcionamento desta azienda, correspondendo assim ao patrimônio.
Nem sempre se constitui uma sociedade integralizando todo o capital do patrimônio
dos sócios, por um equivoco de as vezes não terem disponível todo o capital, constituem assim
mesmo, com uma parcial de seu capital, deixando a outra parte a integralizar. Conforme estiver
acessível o restante do capital a integralizar, é contabilizado a outra parte já integrada ao
patrimônio da empresa.
Diferença entre Capital e Patrimônio
Essa diferença quase observada, tem finalidades, diferentes, onde, tendo em vista que a
expressão CAPITAL pode assumir em Contabilidade todos os significados tratados, enquanto
PATRIMÔNIO são os bens, direitos e obrigações. Deixando assim soluções de formas bem
claras, essa diferença entre Capital e Patrimônio, podendo assim obter conhecimento para
executar questões que poderão surgir desta natureza. Para o nosso entendimento, durante o
presente estudo, onde defendemos os crivos CPF.CNPJ.DIRPF.DIRPJ e CONTABILIDADE,
regulares, como defensores do patrimônio, é de boa hora entendermos essa diferença.
Apresentamos de forma bastante simplificada e estruturada os conceitos integrados ao
patrimônio. No sentido de aprimorar e possibilitar melhores conhecimentos sobre o conteúdo
apresentado, desenvolvemos considerações relevantes e que permitem uma comparação, à partir
dos elementos que se integram aos aspectos, componentes e fatos patrimoniais, estabelecendo,
dentro de nossas conclusões, condições vantajosas para um melhor aprendizado e assim
podermos entender e fazermos uma correlação com o relavência do assunto, com o problema e
ou problemas, em tela.
Por apoiar-se em um método básico que permitem as análises e estudos partindo dc
particular para o geral, estabelecendo princípios e conceitos generalizados sobre o patrimônio.
Baseando-se no objetivo principal de uma organização/entidade e a eficácia plena de seus meios
patrimoniais, tem-se uma diretriz, uma meta, uma determinação de estudo e fixação de um ideal
para se aprimorar cada vez mais.
Partindo de relações lógicas, traduzíveis em expressões que permitem a discussão e
análise de forma ordenada, seqüencial, determinada e generalizada, disciplina o estudo em
bases científicas, permite a análise essencial do fenômeno patrimonial, estudando todas as suas
variáveis. Assim Possibilita a plena utilização, em meios tecnológicos, como a aplicação
integral das relações lógicas passíveis a serem apuradas. Com a divisão da estrutura
patrimonial em sistemas de funções, permitem as análises ordenadas, separadas, individuais e
conscientes dos fenômenos por seus valores de utilidade.
A história da contabilidade é tão antiga quanto a própria história da civilização. Está ligada às
primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e
interpretação dos fatos ocorridos com o objeto material de que a pessoa sempre dispôs para
alcançar os fins propostos.
Deixando a caça, o homem voltou-se à organização da agricultura e do pastoreio. A
organização econômica acerca do direito do uso do solo acarretou em separatividade, rompendo
a vida comunitária, surgindo divisões c o senso de propriedade. Assim, cada pessoa criava sua
riqueza individual.
Ao morrer, o legado deixado por esta pessoa não era dissolvido, mas passado como
herança aos filhos ou parentes. A herança recebida dos pais (pater, patris) denominou-se
patrimônio. O termo passou a ser utilizado para quaisquer valores, mesmo que estes não
tivessem sido herdados. Para homenagear um amigo, o Dr. Antônio Vieira da Rocha Filho, uma
pessoa de Deus, da família, da cultura, do conhecimento e. principalmente, ético, passamos a
refletir um pouco sobre a morte, conforme a visão deste culto vizinho dc todos nós'. " Reflexões
sobre a morte" - morrer, deixar de existir, de ser, cumprir a trajetória do SER para o NÃO- SER.
Desafiar inicialmente a segunda lei da termodinâmica e depois integrar-se de novo á matéria
básica do universo. Do vivo ao inerte, caminho doloroso e inexorável, mas democrático e
obrigatório para reis e vassalos, ricos e pobres, potentados e plebeus. Graças a Deus! Uns,
quando morrem, já estavam mortos e nem sabiam, outros só se dão conta dê que morreram,
quando morrem- é o que imaginamos. Há os que pensam que não morrem, e morrem. Há os
quem morrem e todos lamentam-lhes a morte. Há os que morrem e ninguém percebe que
morreram, porque em vida já haviam morrido. Eram mortos-vivos e, para alguns, nem sequer
haviam nascido. Aliás, na prática, qual é a diferença em ser- não-nascido e estar morto'? Parece
que é só na história: os primeiros não a têm... Há os que morrem de morte morrida, o que é a
forma clássica de cumprir a sentença biológica; mas há os que morrem de morte matada, ás
vezes encomendada, e chegam ao outro mundo ainda pensando que estão vivos, quando na
verdade já passaram desta para outra. As mortes morridas, não podemos discutir pois são do
desígnio de Deus. Quanto ás mortes matadas, podemos considerar injustas, não obstante serem
ás vezes bem justas, pois os que morreram bem o mereceram. Eis o motivo pelo qual as pessoas
se sentem semelhantes a Deus: podem gerar a vida e por isso se sentem autorizadas a suprimi-
la. Contra esta empáfia das pessoas opõem-se as leis . as convenções contábeis! grifo meu) e as
religiões, mas nem sempre. Filas mesmas, as leis e as religiões, as primeiras em nome das
pessoas e as segundas em nome de Deus, ás vezes autorizam a morte e se portam como Deus. E.
assim, escreveu o mestre e muito mais; porém, passo ao fechamento do seu pensamento sobre a
morte, com a licença e autorização do mesmo. Estava certo o poeta Enio quando disse: Que
ninguém me agracie com lágrimas; que o pranto não entristeça meus ritos funerais. E,
parodiando Cícero devemos dizer que imortal deve ser somente a alma, por não ter natureza
compósita. não tendo em si qualquer mistura, mas homogeneidade; é indivisível e, por
indivisível, imperecível. Resta á pessoa, para sc tomar imperecível, fazer a sua própria história e
gerar a sua prole. A primeira recomendação e da lavra de Ortega Y Gasset, a segunda, do
próprio Deus.
Assim, enriqueceu este livro, assim mais próximo dos meus semelhantes me tomou o
Dr. Antônio Vieira da Rocha Filho, o popular e amigo de todos , Dr Vieira. Existem cultas
pessoas que vivem trabalhando em caminhos diferentes, porém, com os mesmos objetivos e
mesmo sentimento de irmandade e propósitos de vida: assim vislumbramos as pessoas de Dr.
Vieira e o Padre Everaldo, entre nós!. Obrigado, amigos!

DIRPF

DIRPF- Declaração do Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza Está


obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda a pessoa física
residente no Brasil que:
I - recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a RS 15.764,28
(quinze mil, setecentos e sessenta e quatro reais e vinte e oito centavos);
II - recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na
fonte, cuja soma foi superior a RS 40.000,00 (quarenta mil reais);

III - participou, em qualquer mês, do quadro societário de sociedade empresária ou


simples, como sócio ou acionista, ou de cooperativa, ou como titular de empresa individual;
IV - obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos,
sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de
futuros e assemelhadas;
V - relativamente à atividade rural:
a) obteve receita bruta em valor superior a RS 78.821,40 (setenta e oito mil. oitocentos e vinte e
um reais e quarenta centavos);
b) pretenda compensar, no ano-calendário ou posteriores, prejuízos de anos-calendário
anteriores ou do próprio ano-calendário;
VI - teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro, de bens ou direitos,
inclusive
terra nua, de valor total superiora RS 80.000,00 (oitenta mil reais);
VII - passou, cm qualquer mês. à condição de residente no Brasil e encontrava-se
nessa condição em 31 de dezembro:
VIII - optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de
capitai auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à
aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e
oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei n"
11.196. de 21 de novembro de 2005.
§ 1° Fica dispensada de apresentar a Declaração de Ajuste Anual as
seguintes pessoas
físicas:
I - no caso do inciso III, a que teve participação em sociedade por ações de capita;
aberto ou cooperativa, cujo valor de constituição ou aquisição tenha sido inferior a RS 5.000,00
(cinco mil reais);
II - no caso do inciso VI, aquela cujos bens comuns sejam declarados pelo outro
cônjuge, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda RS 80.000.00 (oitenta mil
reais); e
III - a que se enquadrar em qualquer das hipóteses previstas nos incisos I a VIII dc
caput caso conste como dependente em declaração apresentada por outra pessoa física, na qual
tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso os possua.
§ 2" A pessoa física, mesmo desobrigada, pode apresentar a declaração. Observação: os
valores acima explicitados variam com o passar dos anos; podendo aumentar e ou diminuir.
Conforme observa o leitor, todos os patrimônios são absolvidos pelas declarações do IRPF e ou
a DAI - Declaração anual de Isento.
A pessoa física pode optar pela apresentação da Declaração de Ajuste Anual - modelo
simplificado, observadas as condições e requisitos estabelecidos nesta Instrução Normativa.
§ Io A opção pela apresentação da Declaração de Ajuste Anual - modelo simplificado
implica substituição das deduções previstas na legislação tributária pelo desconto simplificado
de 20% (vinte por cento) do valor dos rendimentos tributáveis na declaração, limitado a R$
11.669,72 (onze mil seiscentos e sessenta e nove reais e setenta e dois centavos).
§ 2º O contribuinte que pretenda compensar prejuízo da atividade rural ou imposto
pago no exterior deve apresentar a Declaração de Ajuste Anual - modelo completo elaborada
em computador, por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD), observadas as
disposições do inciso V do art. 4o.
§ 3o O valor utilizado a título de desconto simplificado, de que trata o § I o, não justifica variação
patrimonial, sendo considerado rendimento consumido. A Declaração de Ajuste Anual pode ser
elaborada:
I - com o uso de computador, mediante a utilização do PGD relativo ao exercício de
2008. disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), na Internet, no
endereço <http://www.receita.fazenda.gov.br>; ou
II - em formulário, conforme modelo aprovado pela Instrução Normativa RFB n"
817, de 31 de janeiro de 2008, observadas as disposições do art. 4°.
Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual com o uso do PGD a pessoa
física que se enquadre em qualquer uma das seguintes situações:
I - recebeu rendimentos tributáveis na declaração cuja soma foi superior a R$ 100.000,00 (cem
mil reais);
II - recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte
cuja soma foi superior a RS 100.000,00 (cem mil reais);

III - recebeu, de pessoas físicas ou do exterior, rendimentos tributáveis na


declaração:
IV - incluiu dependentes na declaração que tenham recebido quaisquer
rendimentos, tributáveis ou não, de pessoas físicas ou jurídicas ou do exterior:
V- incorreu em qualquer das hipóteses previstas nos incisos III, IV, V e VIII do caput
do art. Io;
VI - obteve resultado positivo da atividade rural;
VII - pretenda beneficiar-se da dedução de livro Caixa;
VIII - pretenda beneficiar-se da dedução de contribuição patronal paga à Previdência
Social na condição de empregador doméstico;
IX - efetuou doações a partidos políticos, comitês financeiros e candidatos a cargos
eletivos; ou
X - possua informações a serem prestadas na declaração que ultrapassem o
número de linhas disponibilizadas nos respectivos quadros dos formulários.
Parágrafo único. E também obrigatória a apresentação, com o uso do PGD, de
declaração:
I - original, após o prazo de que trata o caput do art. 5º;
II - retificadora, a qualquer tempo;
III - relativa a espólio.
A Declaração de Ajuste Anual deve ser apresentada no período entre março e abril de
cada ano:
I - pela Internet, mediante utilização do programa de transmissão Receitanet
disponível no sítio da RFB na Internet, no endereço referido no inciso I do art. 3":
II - em disquete, nas agências do Banco do Brasil S.A. ou da Caixa Econômica
Federal localizadas no País. durante o seu horário de expediente; ou
III - em formulário, nas agências e nas lojas franqueadas da Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos (ECT), durante o seu horário de expediente, ao custo de RS 3,50 (três
reais e
cinqüenta centavos), a ser pago pelo contribuinte.
§ 1° O serviço de recepção da declaração de que trata o caput do art. 1 o, transmitida
pela Internet, será interrompido às 20h (vinte horas), horário de Brasília, do último dia do prazo
estabelecido no caput.
§ 2" A comprovação da entrega da Declaração de Ajuste Anual elaborada em
computador é feita por meio de recibo gravado, após a transmissão em disquete, em disco
rígido de computador ou em disco removível que contenha a declaração transmitida, cuja
impressão fica a cargo do contribuinte e deve ser feita mediante a utilização do PGD de que
trata o inciso I do art. 3o.
§ 3o A declaração em formulário deve ser apresentada em 2 (duas) vias, nas quais é
aposto o carimbo de recepção, sendo uma delas devolvida ao contribuinte como comprovante
de entrega.
Após o prazo de que trata o caput do art. 5", a Declaração de Ajuste Anual deve ser
apresentada:
I- pela Internet, mediante a utilização do programa de transmissão Receitanet; ou
II - em disquete, nas unidades da RFB.
A Declaração de Ajuste Anual retificadora deve ser apresentada:
I- pela Internet, mediante a utilização do programa de transmissão Receitanet; ou
II- em disquete:
a)nas agências do Banco do Brasil S.A. ou da Caixa Econômica Federal localizadas
no País, durante o seu horário de expediente, se dentro do prazo de que trata o caput do art. 5º;
ou
b) nas unidades da RFB, durante o seu horário de expediente, se após o prazo de
que trata o caput do art. 5°.
§ 1º A declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente
apresentada, substituindo-a integralmente e deve conter todas as informações anteriormente
declaradas, alteradas ou não, exceto aquelas que se pretenda excluir, bem como as informações
a serem adicionadas, se for o caso.
§ 2º Para a elaboração e a transmissão de declaração retificadora deve ser informado o
número constante no recibo de entrega referente à declaração anteriormente apresentada.
§ 3o Após o último dia do prazo de que trata o caput do art. 5o, não é admitida
retificação que tenha por objetivo a troca de modelo.
A entrega da Declaração de Ajuste Anual após o prazo de que trata o caput do art. 5º,
se obrigatória, sujeita o contribuinte à multa de 1 % (um por cento) ao mês-calendário ou fração
de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela apurado, ainda que integralmente
pago. § 1 ªA multa a que se refere este artigo é objeto de lançamento de ofício e:
I - tem como valor mínimo RS 165,74 (cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro
centavos) e como valor máximo 20% (vinte por cento) do imposto de renda devido;
II- tem, por termo inicial, o 10 (primeiro) dia subseqüente ao fixado para a entrega da
declaração e. por termo final, o mês da entrega ou, no caso de não-apresentação, do lançamento
de ofício; e
III- no caso do não-pagamento da multa por atraso na entrega dentro do vencimento
estabelecido na notificação de lançamento emitida pelo PGD, a multa, com os respectivos
acréscimos legais decorrentes do não-pagamento. será deduzida do valor do imposto a ser
restituído para as declarações com direito a restituição.
§ 2º A multa mínima aplica-se inclusive no caso de declaração de que não resulte
imposto devido.
A pessoa física sujeita à apresentação da Declaração de Ajuste Anual deve relacionar
nesta os bens, direitos e obrigações que, no Brasil ou no exterior, constituam, em 31 de
dezembro , seu patrimônio e o de seus dependentes, bem como os bens, direitos e obrigações
adquiridos e ou alienados no decorrer do ano-calendário.
Parágrafo único. Fica dispensada a inclusão, na declaração de bens e direitos, de:
I - saldos de contas correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor
unitário não exceda a RS 140,00 (cento e quarenta reais);
II- bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como
os direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a RS 5.000.00 (cinco mil reais);
III - conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em
bolsa de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição
seja inferior a RS 1.000,00 (mil reais);
IV - dívidas e ônus reais do contribuinte e de seus dependentes, em 31 de
dezembro de 2007, cujo valor seja igual ou inferior a RS 5.000,00 (cinco mil reais).
Observação: estes valores sofrerão variações através dos anos.
Os valores acima sofrem alterações para cada ano de declaração.
0 saldo do imposto pode ser pago em até 8 (oito) quotas, mensais e sucessivas,
observado o seguinte:
1 - nenhuma quota deve ser inferior a RS 50,00 (cinqüenta reais):
II - o imposto de valor inferior a RS 100,00 (cem reais) deve ser pago em quota
única;
III - a Ia (primeira) quota ou quota única deve ser paga até.o último dia do prazo de
que trata o caput do art. 5°:
IV - as demais quotas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas
de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia
(Selic), acumulada mensalmente, calculados a partir da data prevista para a entrega da
declaração até o mês anterior ao do pagamento, e de 1 % (um por cento) no mês do pagamento.
§ 1º E facultado ao contribuinte antecipar, total ou parcialmente, o pagamento do
imposto ou das quotas.
§ 2o O pagamento integral do imposto ou de suas quotas e de seus respectivos
acréscimos legais pode ser efetuado das seguintes formas:
I - transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos das
instituições financeiras autorizadas pela RFB a operar com essa modalidade de arrecadação;
II- em qualquer agência bancária integrante da rede arrecadadora de receitas
federais, mediante Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), no caso de
pagamento efetuado no Brasil; ou
III - débito automático em conta corrente bancária, a partir da 2 a (segunda) quota.
§ 3o O débito automático em conta corrente bancária de que trata o inciso III do § 2":
I - somente é permitido para declaração original ou retificadora elaborada em
computador, apresentada até o último dia do prazo de que trata o caput do art. 5°;
II - é autorizado mediante, a utilização do PGD e formalizado no recibo de
entrega da Declaração de Ajuste Anual;
III - é automaticamente cancelado:
a)quando da entrega de declaração retificadora fora do prazo de que trata o caput do
art. 5o;
b) na hipótese de envio de informações bancárias com dados inexatos:
c)quando o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) informado na
declaração for diferente daquele vinculado à conta corrente bancária; ou
d) quando os dados bancários informados na declaração referirem-se à conta
corrente do tipo não solidária;
IV - está sujeito a estorno, a pedido do contribuinte titular da conta corrente, caso
fique comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação.
§ 4o A Coordenaçâo-Geral de Arrecadação e Cobrança (Codac) pode editar normas
complementares, necessárias á regulamentação do pagamento por intermédio de débito
automático em conta corrente bancária de que trata o inciso III do § 2 o.
§ 5° No caso de pessoa física que receba rendimentos do trabalho assalariado de
autarquias ou repartições do Governo brasileiro situadas no exterior, além do previsto no § 2 o,
o pagamento integral do imposto ou de suas quotas, e de seus respectivos acréscimos legais,
pode ser efetuado mediante remessa de ordem de pagamento com todos os dados exigidos no
Darf, no respectivo valor em reais ou em moeda estrangeira, a favor da RFB, por meio do
Banco do Brasil S.A., Gerência Regional de Apoio ao Comércio Exterior - Brasília-DF (Gecex
- Brasília-DF), prefixo 1608-X.
§ 6o O imposto que resultar em valor inferior a RS 10.00 (dez reais) deve ser
adicionado ao imposto correspondente a exercícios subseqüentes, até que seu total seja igual
ou superior ao referido valor, quando, então, deve ser pago ou recolhido no prazo estabelecido
na legislação para este último exercício.
Considerando que o patrimônio é o objeto de trabalho do contador;
Considerando que na DIRPF terá que estar declarado todo o patrimônio da pessoa
física;
Considerando que todas as informações advindas da sociedade para o Ministério da Fazenda,
através da Secretaria da Receita Federal do Brasil são oriundas da contabilidade;
Considerando que o contador tem o dever legal e ético de registrar, demonstrar e
informar a verdade sobre o patrimônio; alertamos a sociedade caruaruense para sempre que tiver
que fazer qualquer ato sobre o seu patrimônio terá que contratar os trabalhos profissionais do
contador. Pois, tenha uma pesquisa empírica, junto ao Plantão Fiscal da Delegacia da Receita
Federal do Brasil que, as pessoas físicas que tentam resolver as transações com seu patrimônio
sem a intervenção do profissional contador, pagam muito caro! Já detectamos pessoas com
gastos extras altíssimos e também perca de muito tempo, por tentar ser charlatão de
contabilidade. É de bom alvitre lembrar que os valores acima explicitados sofrem alterações
todos os anos; alguns, até que permanecem estáveis, porém, o normal é que sofram alterações,
pois o contexto fiscal tem que acompanhar a macroeconomia do país.
Conforme observamos as pessoas físicas têm seus patrimônios controlados através do
CPF regular, isto é democrático, pois vivemos em sociedade, temos as regras sociais, o direito,
os princípios contábeis, a serem observados.

DIRPJ

Convicto de que o patrimônio das pessoas jurídicas, com e sem fins lucrativos devem
passar pelo crivo da DIRPJ anualmente, e que as organizações de pequeno ou grande
patrimônio não devem deixar de
declarar ao Ministério da Fazenda o seu patrimônio( bens, direitos e obrigações) . a fim de
atender á legislação pátria e aos princípios contábeis, alertamos á sociedade caruaruense que
tenha sua contabilidade atualizada.
Todas as pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no País, registradas ou não,
sejam quais forem seus fins e nacionalidade, inclusive as a elas equiparadas, as filiais, sucursais
ou representações, no País, das pessoas jurídicas com sede no exterior, estejam ou não sujeitas
ao pagamento do imposto de renda.
Incluem-se também nesta obrigação: as sociedades em conta de participação, as
administradoras de consórcios para aquisição de bens, as instituições imunes e isentas, as
sociedades cooperativas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, bem como
suas subsidiárias, o representante comercial que exerce atividades por conta própria.
Notas:
Sociedade em conta de participação (SCP):
Compete ao sócio ostensivo a responsabilidade pela apuração dos resultados, apresentação da
declaração e recolhimento do imposto devido pela SCP. O lucro real ou o lucro presumido da
SCP (opção autorizada a partir de 1°.01.200! .confonne IN SRF n°. 31, de 2001,) deve ser
informado na declaração do sócio ostensivo. Liquidação extrajudicial e falência:
As entidades submetidas, aos regimes de liquidação extrajudicial e de falência (massa falida)
sujeitam-se às mesmas regras de incidência dos tributos e contribuições aplicáveis às pessoas
jurídicas em geral, inclusive no que se refere à obrigatoriedade de apresentação da declaração.

Fundos de investimento imobiliário:


0 fundo que aplicar recursos em empreendimento imobiliário e que tenha como
incorporador,construtor ou sócio, quotista possuidor, isoladamente ou em conjunto com pessoa
a ele ligada, mais de 25% (vinte e cinco por cento) das quotas do Fundo, por estar sujeito à
tributação aplicável às demais pessoas jurídicas, deve apresentar D1P.1 com o número de
inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNP.T) próprio, vedada sua inclusão na
declaração da administradora.
Optantes pelo Simples e Inativas:
As microempresas(ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) optantes pela sistemática do
Simples e as pessoas jurídicas Inativas apresentarão declarações próprias para elas aprovadas
pela RFB.
Normativo: Lei n2 9.430, de 1996, m. 60; Lei n° 9.779, de 1999. art. 2o; RIR/1999, arts. 146 a
150; IN SRF n° 179,de 1987, itens2 e 5; IN SRFn°31, de2001, art. 1 °; PNCST nº15,de 1986;e
bADSRFn°2,de2000.
Não devem fazer a DIPJ. estas têm suas declarações com programas próprios:
1 - as pessoas jurídicas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de
Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Federal) e
pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123. de 14
de dezembro de 2006 (Simples Nacional), por estarem obrigadas à apresentação de Declaração
especificado Simples; Atenção:
1)A pessoa jurídica cuja exclusão do Simples produziu efeitos dentro do ano-
calendário fica obrigada a entregar duas declarações: a declaração simplificada, referente ao
período em que esteve enquadrada no Simples Federal e a DIPJ, referente ao período restante
do ano-calendário.
2)No ano-calendário de 2007, a pessoa jurídica que não era optante pelo Simples
Federal e optou pelo Simples Nacional, fica obrigada a entregar duas declarações: a DIPJ,
referente ao período inicial do ano-calendário e a declaração do Simples Nacional, a partir do
período que passou a estar enquadrada nesse regime.
II- as pessoas jurídicas inativas, por estarem obrigadas à apresentação da Declaração
de Inatividade;
III - os órgãos públicos, as autarquias e as fundações públicas.
Não devem apresentar a DIPJ, ainda que se encontrem inscritas no Cadastro Nacional
da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou que tenham seus atos constitutivos registrados em Cartório ou
Juntas Comerciais:
a) consórcios constituídos com finalidade de concorrer à licitação para contratação de
obras e serviços de engenharia, bem como todos aqueles constituídos na forma da Lei n° 6.404
de 1976, arts. 278 e 279:
b) as pessoas físicas que, individualmente, exerçam profissões ou explorem atividades
sem vínculo empregatício, prestando serviços profissionais, mesmo quando possuam
estabelecimento em que desenvolvam suas atividades e empreguem auxiliares:
c) a pessoa física que explore, individualmente, contratos de empreitada unicamente
de mão-de-obra, sem o concurso de profissionais qualificados ou especializados;
d) a pessoa física que individualmente exerça atividade de recepção de apostas da
Loteria Esportiva e da Loteria de Números (Lato, Sena, Megasena, etc) credenciada pela Caixa
Econômica Federal, ainda que, para atender exigência do órgão credenciador, esteja registrada
como pessoa jurídica, desde que não explore, no mesmo local, outra atividade comercial;
e) os condomínios de edifícios;
e) fundos em condomínio e clubes de investimento, exceto aqueles de
investimento imobiliário de que trata a Lei n° 9.779, de 1999, art. 22;
f)SCP, cujos resultados devem estar incluídos na declaração da pessoa jurídica do
sócio
ostensivo;
h) as pessoas jurídicas domiciliadas no exterior que possuam no Brasil bens e
direitos sujeitos a registro público;
i) o representante comercial, corretor, leiloeiro, despachante etc. que exerça
exclusivamente a mediação para a realização de negócios mercantis, como defini do pela Lei n°
4.886, de 1965, art. Io, desde que não a tenha praticado por conta própria;
j) todas as pessoas físicas que, individualmente, exerçam as profissões ou explorem
atividades, consoante os termos do RIR/1999, art. 150, § 2o, como por exemplo: serventuário de
justiça, tabelião.
Normativo: Lei n° 4.886, de 1965. art. 1';
Lei n° 6.404 de 1976. arts. 278 e 279: Lei n° 9.779, de 1999. art. 22;
R1RI1999. art. 150. § 2°, I e III. e arts. 214 e 215; PN CST n° 76. de 1971;
PNCSTn°5.de 1976;
PNCSTh°25,del976;
PNCSTn°80,del976;e
ADNCSTn°25,del989;.
A caracterização dessa atividade como de pessoa jurídica depende das condições em
que são auferidos os rendimentos, independentemente do meio utilizado. Assim, se os
rendimentos auferidos forem provenientes do trabalho individual do transportador de carga ou
de passageiros, em veículo próprio ou locado, ainda que o mesmo contrate empregados, como
ajudantes ou auxiliares, tais rendimentos submetem-se à incidência do imposto de renda na
fonte quando prestados a pessoas jurídicas, ou estão sujeitos ao recolhimento mensal
obrigatório (carnê-Leão) quando prestados a pessoas físicas, mediante a utilização da tabela
progressiva aplicável às pessoas físicas e estão sujeitos ao ajuste na Declaração Anual da
pessoa física.
Se, entretanto, for contratado profissional para dirigir o veículo descaracteriza-se a
exploração individual da atividade, ficando a pessoa física equiparada a pessoa jurídica. O
mesmo ocorre nos casos de exploração conjunta da atividade, haja ou não co-propriedade do
veículo, porque passa de individual para social o exercício da atividade econômica, devendo a
"sociedade de fato" resultante ser tributada como pessoa jurídica.
A aplicação dos critérios acima expostos, independe do veículo utilizado (caminhão,
ônibus, avião, barco etc).
Normativo: RIR'1999,arts.47e 150. § Io, 11;PNCST nº 122,de 1974.
Pessoa física que explora atividade de representante comercial, devidamente cadastrado no
CNPJ, está dispensada de apresentar a DIPJ?
O representante comercial que exerce individualmente a atividade por conta de
terceiros não se caracteriza como pessoa jurídica, não obstante ser inscrito no, CNPJ. devendo
seus rendimentos ser tributados na pessoa física, ficando dispensado da apresentação da DIPJ.
Contudo, caso seja a atividade exercida por conta própria, na condição de empresário, ele será
considerado comerciante, ficando, desta forma, obrigado a apresentação da DIPJ. Hoje, a
legislação exige que seja tirado CNPJ e com natureza jurídica de sociedade, Istoé, não podendo
ser firma individual e a tributação é feita na pessoa jurídica, igualmente ás demais organizações
com fins lucrativos.
As associações sem fins lucrativos, igrejas e partidos políticos deverão apresentar a
DIPJ, tendo em vista serem consideradas entidades isentas ou imunes?
Todas as entidades consideradas como imunes e isentas estão obrigadas a apresentação da DIPJ.
Não obstante serem inscritos no CNPJ, os cartórios não se caracterizam como pessoa
jurídica, devendo os emolumentos recebidos pelo seu responsável ser tributados na pessoa
física.

Declaração da Pessoa Jurídica Inativa


A partir de quando existe a obrigatoriedade de apresentar a declaração simplificada,
pela pessoa jurídica inativa?
A partir do exercício subseqüente àquele em que for constituída, a pessoa jurídica
deve apresentar declaração simplificada, enquanto se mantiver na condição de inativa.
Período de Apuração do IRPJ, Prazos e Formas de Apresentação das Declarações.
O que se entende por período-base de apuração do imposto de renda?
É o período de tempo delimitado pela legislação tributária (mês, trimestre ou ano),
compreendido em um ano-calendário, durante o qual são apurados os resultados das pessoas
jurídicas e calculados os impostos e contribuições.
Ano-calendário é o período de doze meses consecutivos, contados de 1° de janeiro a 3
1 de dezembro.

A alteração pela pessoa jurídica da data do término do exercício social ou a apuração dos
resultados em período diferente do determinado pela legislação fiscal pode provocar a não
obrigatoriedade da apresentação da declaração (DIPJ) em algum período?
Não, pois, conforme o disposto na legislação fiscal, Lei nº 7.450. de 1985. art. 16.
para efeito de apuração do imposto de renda das pessoas jurídicas, o período-base (mensal,
trimestral ou anual) deve estar, necessariamente, compreendido no ano-calendário. assim
entendido o período de doze meses contados de janeiro a 3 1 dc dezembro. A apuração dos
resultados será efetuada com observância da legislação vigente à época de ocorrência dos
respectivos fatos geradores.

Atualmente, qual é o período de apuração do imposto de renda para as pessoas


jurídicas?
Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1 o de janeiro de 1907, o período de apuração dos
resultados da pessoa jurídica é trimestral (lucro real, presumido ou arbitrado). Contudo, a pessoa
jurídica que optar pelo pagamento mensal com base na estimativa, balanço ou balancete de
suspensão ou redução, fica sujeita à apuração pelo lucro real anual, a ser feita em 31 de
dezembro do ano-calendário, ou na data do evento, nos casos de fusão, cisão, incorporação e
extinção.Normativo: RIR/1999, arts. 220 e 221.

O que se considera data do evento nas hipóteses de cisão, fusão, incorporação ou


extinção da pessoa jurídica?
Considera-se data do evento aquela em que houve a deliberação que aprovou a cisão,
incorporação ou fusão. No caso de extinção a data que ultimar a liquidação da pessoa jurídica.
Documento deve ser registrado dentro de 30 (trinta) dias de sua assinatura.
A partir de 01 01/1999, ano-calendário de 1998, todas as declarações exigidas
periodicamente das pessoas jurídicas, inclusive retificadoras, devem ser apresentadas à
Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) exclusivamente em meio magnético, mediante
utilização dos Programas Geradores das Declarações (PGD), disponibilizados na internet.
E vedada a remessa da Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa
Jurídica (DIPJ) por via postal.
As declarações relativas a evento de extinção, cisão.-fusão ou incorporação também
devem ser apresentadas via Internet.
Na transmissão da declaração por meio da Internet, o Recibo de Recepção é emitido
na conclusão do envio, podendo ser impresso pelo próprio contribuinte, como comprovante da
recepção.
As declarações de exercícios anteriores, quando apresentadas em atraso, devem ser
entregues de acordo com as regras fixadas para cada exercício, utilizando o programa aplicável
a cada exercício, disponibilizado pela RFB.
A declaração anteriormente entregue poderá ser retificada, nas hipóteses em que
admitida, independentemente de autorização da autoridade administrativa e terá a mesma
natureza da declaração originariamente apresentada.
A pessoa jurídica que entregar DIPJ retificadora alterando valores que tenham sido
informados na DCTF, deverá providenciar acerto dos valores informados nesta declaração.
Será considerada intempestiva a DIPJ retificadora com base no lucro real, entregue
após o prazo previsto, ainda que a pessoa jurídica tenha entregue, dentro do prazo, declaração
com base no lucro presumido, quando vedada por disposição legal a opção por este regime de
tributação.
Normativo: MP n°2.189-49. de 2001. art. 18; e IN SRF n° 166. de 1999. arts. 1 0 e4o. O
prazo é de dez anos no que concerne às contribuições sociais, permanecendo o prazo de 5
(cinco) anos. de que tratam os artigos 150 e 173 do CTN, para os demais tributos. Já temos
legislação nos garantindo o prazo de05(cinco) anos para melhor correlação entre o Fisco e os
contribuintes, para as contribuições, também.

Em que hipóteses não será admitida a declaração retificadora?


Nas seguintes hipóteses:
a) quando iniciado procedimento de ofício; e
b) quando tiver por objetivo alterar o regime de tributação anteriormente adotado,
salvo nos casos determinados pela legislação, para fins de determinação do lucro arbitrado.

Quais os efeitos tributários no caso de a declaração retificadora apresentar valores a


título de IRPJe de CSLL?
Quando a retificação da declaração apresentar imposto maior que o da declaração
retificada, a diferença apurada será devida com os acréscimos correspondentes.
Quando a retificação da declaração apresentar imposto menor que o da declaração
retificada, a diferença apurada, desde que paga, poderá ser compensada ou restituída.
Sobre o montante a ser compensado ou restituído incidirão juros equivalentes à taxa
referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), até o mês anterior ao da
restituição ou compensação, adicionado de 1 % (um por cento) no mês da restituição ou
compensação.

Entidades Imunes ou Isentas do Imposto de Renda


São imunes ao imposto sobre a renda e estão obrigadas a DIPJ:
a) os templos de qualquer culto;
b) os partidos políticos, inclusive suas fundações, as entidades sindicais de
trabalhadores, as instituições de educação e as de assistência social, sem fins lucrativos, desde
que observados os requisitos da Lei.
Considera-se imune a instituição de educação ou de assistência social que preste os
serviços para os quais houver sido instituída e os coloque à disposição da população em geral,
em caráter complementar às atividades do Estado, sem fins lucrativos.
Define-se como entidade sem fins lucrativos, a instituição de educação e de assistência social
que não apresente superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício,
destine referido resultado integralmente à manutenção e- ao desenvolvimento dos seus
objetivos sociais.
Para o gozo da imunidade, as instituições citadas em "b" estão obrigadas a atender aos
seguintes requisitos:
a) não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados;
a) aplicar integralmente no país seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos
seus objetivos institucionais;
b) manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das
formalidades que assegurem a respectiva exatidão;
c) conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os
documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, bem
assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação
patrimonial;
d) apresentar, anualmente, a DIPJ, em conformidade com o disposto em ato da
Secretaria da Receita Federal do Brasil;
f) recolher os tributos retidos sobre os rendimentos por elas pagos ou creditados e
a contribuição para a seguridade social relativa aos empregados, bem assim cumprir as
obrigações acessórias daí decorrentes;
g) assegurar a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda às
condições para gozo da imunidade, no caso de incorporação, fusão, cisão ou de extinção da
pessoa jurídica, ou a órgão público;
h) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer
título;
i) outros requisitos, estabelecidos em lei específica, relacionados com o
funcionamento das entidades citadas.
Notas:
A condição e vedação de não remuneração de dirigentes pelos serviços prestados não
alcançam a hipótese de remuneração, em decorrência de vínculo empregatício, pelas
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), qualificadas segundo as normas
estabelecidas na Lei nº 9.790, de 1999, e pelas organizações sociais (OS), qualificadas
consoante os dispositivos da Lei n° 9.637, de 1998. Esta exceção está condicionada a que a
remuneração, em seu valor bruto, não seja superior ao limite estabelecido para a remlmeração
de servidores do Poder Executivo Federal, sendo aplicável a partir de 12/11/2003.
Consideram-se isentas as instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e
científico e as associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas
e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos.
Considera-se entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em suas
contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine referido resultado, integralmente,
à manutenção e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais.
1) As associações de poupança e empréstimo estão isentas do imposto sobre a
renda, mas são contribuintes da CSLL.
2) As entidades fechadas de previdência complementar, estão isentas do Imposto
sobre a Renda e a partir de 1°/01 2002 passaram a estar isentas também da Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido.
As entidades consideradas isentas pela finalidade ou objeto deverão atender aos
seguintes requisitos:
a) não remunerar por qualquer forma seus dirigentes pelos serviços prestados;
b) aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos
objetivos sociais;
c) manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos
das formalidades que assegurem a respectiva exatidão;
d) conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contados da data da
emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas
despesas, bem assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a
modificar sua situação patrimonial;
e) apresentar, anualmente, Declaração de Informações Econômico-Fiscais da
Pessoa Jurídica (DIPJ), em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita
Federal do Brasil.
A imunidade e a isenção aplica-se a toda renda obtida pelas entidades citadas'.'
Não. Estará fora do alcance da tributação somente o resultado relacionado com as
finalidades essenciais destas entidades. Assim, os rendimentos e os ganhos de capital
auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e variável não estão abrangidos pela
imunidade e pela isenção.

As instituições de educação e de assistência social (art. 150, inciso VI, alínea "c", da
Constituição Federal) estão sujeita» à retenção do imposto de renda na fonte sobre
suas aplicações financeiras?
Apesar de o § 1" do art. 12 da Lei nº 9.532, de 1997. dispor que "não estão abrangidos
pela imunidade os rendimentos e ganhos de capital auferidos em aplicações
financeiras de renda fixa ou de renda variável" auferidos por essas instituições, o
Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a vigência desse dispositivo, por meio de
medida liminar deferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 1 802-3 (em
sessão de 27/8/1998).

A prática de atos comuns às pessoas jurídicas com fins lucrativos descaracteriza a


isenção?
Não pode haver a convivência entre rendimentos decorrentes de atividade essencial, portanto
imunes, com os rendimentos que não estejam de acordo com a finalidade essencial da entidade,
rendimentos não imunes, sem descaracterizar.a imunidade. Da mesma forma, não é possível a
convivência de rendimentos isentos com não isentos, tendo em vista não ser possível o gozo de
isenção pela metade, ou todos os rendimentos são isentos, se cumpridos os requisitos da Lei n°
9.532. de 1997, ou todos são submetidos à tributação, se descumpridos os requisitos.
No fornecimento de bens e serviços pelas entidades imunes e isentas a órgãos,
autarquias e fundações da administração pública federal, caberá retenção de tributos e
contribuições prevista no art. 64 da Lei n° 9.430. de 1996?
Não. O art. 32 da IN SRF n° 480. de 2004. relaciona as hipóteses de dispensa de retenção, entre
as quais encontram-se os casos de imunidade e isenção. A referida norma dispõe que nos
pagamentos a instituições de educação e de assistência social, bem como a instituições de
caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e associações de que tratam respectivamente
os art. 12 e 15 da Lei n° 9.532. de 1997. caberá a estas entidades apresentar à unidade pagadora
declaração na forma do modelo aprovado por aquela Instrução Normativa (art. 42).

Quais as conseqüências tributárias imputadas às pessoas jurídicas que deixarem de satisfazer às


condições exigidas na legislação para gozo da imunidade e da isenção?
Sem prejuízo das demais penalidades previstas na lei, a Secretaria da Receita Federal
do Brasil suspenderá o gozo da isenção, relativamente aos anos-calendário em que a
pessoa jurídica houver praticado ou, por qualquer forma, houver contribuído para a
prática de ato que constitua infração a dispositivo da legislação tributária,
especialmente no caso de informar ou declarar falsamente, omitir ou simular o
recebimento de doações em bens ou em. dinheiro, ou. de qualquer forma, cooperar
para que terceiro sonegue tributos ou pratique ilícitos fiscais.
Considera-se. também, infração a dispositivo da legislação tributária o pagamento, pela
instituição isenta, em favor de seus associados ou dirigentes, ou. ainda, em favor de sócios,
acionistas ou dirigentes de pessoa jurídica a ela associada por qualquer forma, de despesas
consideradas indedutíveis na determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda ou da
CSLL.
Os procedimentos a serem adotados pela fiscalização tributária nas hipóteses que
ensejem a suspensão da isenção encontram-se disciplinados na Lei n° 9.430, de 1996, art. 32,
sendo referido dispositivo aplicável também a fatos geradores ocorridos antes da sua vigência,
tendo em vista se tratar de norma de natureza

A isenção depende de prévio reconhecimento pela Secretaria da Receita Federal do


Brasil?
Não. O benefício da isenção independe do prévio reconhecimento.
Para alertar aos contabilistas de Caruaru, é bom lembrar que temos sete formas de
tributação das organizações com ou sem fins lucrativos, tais sejam:
Imunes: sindicato dos trabalhadores, igrejas e partidos políticos; isentas:todas as
organizações de direito privado e sem fins lucrativos; inativas; todas as organizações que não
tenham modificações em suas contas patrimoniais e de resultados; simples nacional: todas as
organizações de direito privado e que atendam ás exigências das leis complementares 123 de
2006 e 127 de 2007 e legislações complementares; lucro arbitrado: todas as organizações de
direito privado e com fins lucrativos e que exerçam opção por esta forma de tributação; lucro
presumido: todas as organizações de direito privado, com .fins lucrativos e que não sejam
obrigadas ao lucro real; lucro real: todas as organizações de direito privado, com fins lucrativos
e que tenham atividade de factoring, financeira, bancária, tenha incentivo fiscal e que tenha um
faturamento mensal acima de RS 48.000.000,00 anual. As organizações de direito público
municipais, distrital e estaduais têm algumas obrigações para com o Ministério da
Fazenda( SRFB), tais como: recolher o pasep, reter o IRRF (Imposto de Renda Retido na
Fonte). declarar a DCTF( Declaração dos créditos tributários federais) e etc.
Trouxemos, também, o artigo de nossa pós-gradução em Auditoria e Perícia na
FAFICA: no caso em tela o artigo trata de perícia. Acreditamos sermos úteis ao eminente leitor
com o artigo a seguir.

Associação Diocesana de Ensino e Cultura de Cantam. FACULDADE DE FILOSOFIA,


CIÊNCIAS E LETRAS DE CARUARU Reconhecida pelo Decreto 63990 de 15.01.1969-DOU
de 17.01.1969. CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AUDITORIA E PERÍCIA CONTÁBIL -
FAFICA
NIVALDO MEDEIROS DE AGUIAR

PERÍCIA CONTÁBIL NO MUNICÍPIO DE CARUARU Por que os magistrados e as


partes, não solicitam, normalmente, perícias contábeis?

ORIENTADOR: MESTRE ALEXANDRE CÉSAR BATISTA DA SILVA

CARUARU - 2008
NIVALDO MEDEIROS DE AGUIAR

PERÍCIA CONTÁBIL NO MUNICÍPIO DE CARUARU Por que os magistrados e as partes,


não solicitam, normalmente, perícias contábeis?
Artigo apresentado ao Curso de Pós-Graduação em
Auditoria e Perícia Contábil da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Caruaru, pelo aluno Nivaldo Medeiros
de Aguiar, como requisito para obtenção do título de
especialista.

CARUARU, 2008

RESUMO

Em tese, a opinião resulta de juízos formados na mente de quem os emite. Ou seja,


conhecimentos acumulados em nosso cérebro permitem-nos especiais observações e
conclusões, sob a ótica do que armazenamos em informações. Quando a opinião é, todavia,
profissional, isto é, de um Perito Contábil demanda a um enfoque específico ou enfoques
específicos. Para uma pessoa leiga, o juízo sobre um acontecimento, um fato, um ato, sobre o
patrimônio é formado apenas de elementos sensíveis ou emocionais, ou seja, é empírico; para
quem possui estudos, no caso em tela adquiridos através da Pós-Graduação na FAFICA-
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru, sobre Auditoria e Perícia, e conhece as
relações que conduzem sempre a um determinado acontecimento, o juízo tem conotação
científica, ou seja, fundamenta-se na verdade, em tomo do patrimônio, é claro! Entende-se que o
conhecimento empírico produz, portanto, opiniões subjetivas, ou seja, vale somente para uma
pessoa ou um grupo de pessoas, e somente. Também se entende de que o conhecimento
científico, entretanto, gera opiniões ' objetivas, válidas universalmente, isto é, em todas as partes
e em todos os tempos. Com a produção de um Laudo Pericial Contábil, o Perito Contábil leva
em conta emissões de opiniões técnica e científica, e é impertinente tudo o que não se relacione
á capacidade legal do Perito incumbido de realizar o trabalho e que o mesmo, esteja inserido no
contexto do município de Caruaru e não deixe de levar em conta os controles aqui abordados. O
Perito Contábil deverá limitar-se á matéria "patrimonial" no que esta represente o compreendido
pela doutrina científica, normas técnicas e informações pertinentes, sob o ponto de vista da sua
função de que os bens desempenham o papel de atender ás demandas humanas. A perícia
contábil é realizada pelo profissional de contabilidade. E, na realidade, uma das atividades
exercida pelo contador da mais alta relevância e que exige uma imensa gama de conhecimentos,
não só da própria contabilidade, como também de outras ciências afins, principalmente o
Direito, além de uma atitude ética irrepreensível. O contador, quando no exercício da função de
perito, tem a obrigação de envidar todos os esforços possíveis em busca da veracidade dos fatos,
transcrevendo no Laudo Pericial os resultados que obteve do exame, da vistoria, realizados,
procurando agir sempre com o máximo de independência e absoluta ética. A perícia contábil é
uma atividade ou função, nunca pode ser encarada como profissão e no município de Caruaru
ela tem alguns empecilhos para ser bem praticada. Há ainda muitos problemas e obstáculos a
serem vencidos pela classe contábil em Caruaru para que a perícia contábil, principalmente a
judicial, possa ser executada com maior rigor científico e técnico e assim poder agilizar os
processos e melhor atender, como auxiliar, ás demandas dos magistrados e assim ser um
agregador de valor para a agilização de processos, e, principalmente, buscar diminuir e até, se
possível acabar com a morosidade da justiça neste município. Dentre desses problemas, um dos
maiores é a remuneração do perito. Este trabalho realizou uma pesquisa entre profissionais que
atuam em perícia em Caruaru há alguns anos, com a finalidade de identificar estes problemas
que atrapalham o desenvolvimento da perícia, a agilização dos processos e melhor atender ás
demandas sociais e, também, ser um indutor para acabar com a morosidade da justiça, neste
contexto. A pesquisa foi feita diante de 05(cinco) peritos, e junto aos 10(dez) magistrados, das
10(dez) varas, ou sejam duas federais, duas trabalhistas, cinco cíveis e uma vara da fazenda
pública. Foi feita a pesquisa no mês de junho de 2008 e acredita-se responder a indagação da
inicial: Por que os magistrados e as partes não solicitam, normalmente, as perícias contábeis?

Palavras-Chave: Perícia Contábil, Patrimônio, Caruaru, ética, empecilhos, rigor


científico e técnico, demandas sociais, agilização processual.

I - INTRODUÇÃO

De acordo com o Dicionário HOUAISS perícia significa "qualidade de perito,


mestria, expert. condição de quem é hábil, destreza, exame técnico de caráter especializado" .
Esta assertiva, no entanto, não conceitua a contento a perícia na amplitude de seu
significado.
Para Alberto (1996: 17) Perícia é conhecimento e experiência das coisas. " Perícia é um
instrumento especial de constatação, prova ou demonstração, científica ou técnica, da
veracidade de situações, coisas ou fatos". Alberto(2007) A função pericial é, portanto, aquela
pela qual uma pessoa conhecedora e experimentada, em cenas matérias e assuntos examinam as
coisas e os fatos, reportando sua autenticidade e opinando sobre as causas, essência e efeitos da
matéria examinada.
Para Sá (2007) Perícia é a verificação de fatos ligados ao patrimônio individualizado
visando oferecer opinião, mediante questão proposta; e para tal opinião são realizados exames,
vistorias, indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma todo e qualquer
procedimento necessário á opinião.
Encontram-se indícios de Perícia desde os primórdios da civilização, até entre os
homens primitivos. Nesse tempo, a busca da verdade dos fatos era exercida pelo indivíduo, que
desempenhava maior influência na sociedade, sendo este, ao mesmo tempo, juiz, legislador e
executor na apreciação da questão.
Há registros, na Índia, do aparecimento do árbitro, eleito pelas partes, que
desempenhava o papel de perito e juiz simultaneamente, pois. dele dependia a verificação dos
fatos e a decisão do litígio. Também há vestígios de perícia em registros no Egito e na Grécia,
ao ter início a sistematização dos conhecimentos jurídicos. Aí. já se observa a utilização de
especialistas de diversas áreas para auxiliarem nos processos decisórios.
Entretanto, é no Direito Romano primitivo que se encontra com maior clareza a figura
do perito, ainda que associada a árbitro. No Sistema Romano, o magistrado recorria ao
especialista que por seus conhecimentos técnicos, dispunha de melhores condições de opinar
sobre a questão e elaborar um laudo que se constituía na própria sentença.
Com o renascimento do Direito, após os tempos de obscuridade da Idade Média,
houve uma maior valorização da perícia, como instrumento técnico-científico auxiliar na
promoção da justiça.
Embora a maioria das legislações, desde o século XVII, estabelecesse a arbitragem,
sem a exigência da especialização técnica, o fato é que. desde então a perícia tomou-se um
importante formador e indutor da opinião daquele a quem competem os ordenamentos
decisórios. por inspirar maior confiabilidade na análise de questões que fugiam aos seus
conhecimentos.
No que tange a perícia contábil, é difícil identificar em que época e lugar se originaram.
Acredita-se que tenha surgido nos Estados Unidos, no início do século XX, quando nasceu a
Escola Americana, pois nesse período de grandes transformações nesta área, surgiu a Auditoria
e a Análise de Balanços.
No Brasil pode-se dizer que a Perícia Contábil teve origem em 1905, quando do
reconhecimento da Academia de Comércio do Rio de Janeiro e da Escola de Comércio
Armando Alvares Penteado. A esse respeito, Silva (1995), estabeleceu a seguinte cronologia:
09/01/1905 Torna-se de utilidade pública a Academia de Comércio do Rio e a Escola
Prática de Comércio Alvares Penteado.
27/05/1911 É promulgada em Portugal a Lei sobre peritos contabilistas, que criou
duas câmaras de peritos contabilistas.
20/09/1916 Criação do Instituto Brasileiro de Contadores.
04/12/1918 Reconhecimento através do Decreto nº. 3.588 do Instituto Brasileiro de
Contadores, corno utilidade pública.
1927- Ensaiou-se o ensino de Perícia Contábil sendo criada urna cadeira na Escola
Técnica Profissional, entregue ao saudoso Professor Joaquim Telles.
09/12/1929 Edição da Lei de Falências através do Decreto n°. 5.746.
04/07/1930 É organizada a câmara de Peritos Contadores do Instituto Brasileiro de
Contadores. 30/06/1931 Decreto n°. 20.158, que regulamentou a profissão do Contador e
organizou o ensino comercial.
08/02/1932 Decreto nº. 21.033, que estabeleceu novas condições para o registro de
Contadores e Guarda- Livros.
23/08/1939 Decreto-Lei n°. 1.535: alterou a denominação do curso de Perito-
Contador.
14/01/1943 O Decreto nº. 24.337 dispõe sobre perícias contábeis no interesse da
Fazenda Nacional. 20/11/1945 O Decreto-Lei n°. 191 dispõe sobre o Curso Comercial Básico e
seus atuais alunos de terceiras e quartas séries.
27/05/1946 O Decreto-Lei n°. 9.295 cria os Conselhos Federal e Regional, definindo
as atribuições do Contador e do Técnico em Contabilidade onde se refere a Perícias Judiciais e
Extrajudiciais na alínea "c" do artigo 25.
03/09/1946 O Decreto - Lei nº. 9.710 dá nova redação ao DL n°. 9.295.
1950 O V Congresso Brasileiro de Contabilidade, realizado em Belo Horizonte
aprova o primeiro Código de Ética Profissional do Contabilista.
13/12/1958 O CFC define as atribuições do Contador, onde cita entre outras a
Auditoria de Balanços, a Auditoria Pública do Estado e a Auditoria de Contabilidade, de peças
contábeis e Auditoria Analítica, através da Resolução do CFC n°. 107.
17 03/1964 Mais urna vez, Lei Federal trata de auditoria. O artigo 70, parágrafo 4°.
Diz que "o julgamento da regularidade das contas dos administradores e demais responsável
será baseada em levantamentos contábeis, certificados de auditoria (...)".
14 07/1965 Pela primeira vez a legislação faz referencia ao auditor independente,
estabelecendo a necessidade de sua intervenção nas demonstrações contábeis das empresas que
operassem no mercado de capitais, através da Lei n°. 4.728.
07 09/1965 O BACEN estabelece a obrigatoriedade de Auditoria, principalmente em
Sociedades Anônimas a ser efetuada apenas por auditor registrado naquele Banco, através da
Resolução 07 (revogada pela Resolução 220).
25/02/1967 Nesta data foi determinado que o controle das atividades da Administração
Federal deverá ser exercido em todos os órgãos, compreendendo particularmente "( ...) o
controle da aplicação dos dinheiros públicos e da guarda dos bens da União pelos órgãos
próprios dos sistemas de Contabilidade e auditoria".
30/01/1968 Reconhecimento da auditoria através da Resolução n°. 88 do BACEN,
criando o registro de empresas de auditoria e de auditores independentes.
04/09/1970 Aprovação do Código de Ética Profissional do Contabilista, através da
Resolução n°. 290 do Conselho Federal de Contabilidade.
11/05/1972 Descrição das normas relativas ao registros dos Auditores do BACEN n°.
178 e determinação das Normas Gerais de Auditoria e de Princípios e normas de Contabilidade,
de compulsória observação pelos auditores independentes para atender ao previsto na resolução
BACEN n°. 220, através da Circular BACEN n°. 179.
14/01/1972 Criação do Cadastro Especial de Auditores Independentes - CEAI. junto
aos CRC s. Os requisitos para inscrição contrariavam as prerrogativas já conquistadas no
Decreto-Lei 9.295, o que levou o CFC a revoga-la, através da Resolução n°. 317.
14/04/1972 Aprovação das Normas.e Procedimentos de auditoria, (revogada pelas
atuais Resoluções CFC n°. 700 e 701 de 01106/1991), através da resolução n°. 321 do Conselho
Federal de Contabilidade.
11.01.1973 Lei 5.869 aprova o novo Código de Processo Civil (CPC) que traz, fina
1 mente, uma ampla ordenação para a Perícia Judicial.
01.11.1973 Aprovação pelo IAB dos Procedimentos de Auditoria para as
sociedades seguradoras, através da Resolução n°. 01.
15/12/1976 Edição da Lei das Sociedades por Ações, na qual ficou consolidada a
obrigação de auditoria independente nas sociedades de capital aberto.
26/01/1982 A resolução do Conselho Federal de Contabilidade n°. 529 dispõe sobre as
Normas Brasileiras de Contabilidade.
25/07/1991 A Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n°, 711 substituindo a
Resolução n°. 529. 22/10/1992 Edição das Normas Brasileiras de Perícia Contábeis pelo
Conselho Federal de Contabilidade, Resolução n°. 731, 733 e da Avaliação Patrimonial
Resolução n°. 734.
21.10.1999 Edição das normas técnicas sobre perícia. Resolução CFC n° 857/99
-21.10.99 - reformulando a NBC-P2 (Resolução 733) e Resolução CFC n° 858/99 - 21.10.99
-reformulando a NBC-T13 (Resolução 731).
II - REFEREN Cl AL TEÓRICO

Pelo cronograma acima é possível verificar a evolução da contabilidade no Brasil,


principalmente, no que diz respeito às técnicas de Auditoria e Perícia Contábil, ao longo do
tempo, e o quanto é recente a normalização da prática pericial, podendo esta, ser considerada
em fase de construção no Brasil.
Sendo o objetivo da perícia a busca incessante da veracidade dos fatos, suas
características essenciais são:
Surgir de um conflito latente e manifesto que se pretende resolver; fazer constatações,
demonstrações ou provar a veracidade de situações, coisas ou fatos; basear-se em requisitos
técnicos, científicos, legais, psicológicos, sociais e profissionais; manifestar-se, segundo forma
especial à instância decisória, a transmissão da opinião técnica ou científica sobre a verdade
dos fatos, de forma que a verdade jurídica corresponda àquela;delimitar a matéria cuja
apreciação dependa de conhecimento especial ou técnico; realizar-se sob absoluta
independência técnica nos processos, métodos e análises utilizados: delimitar os
pronunciamentos em consonância com a matéria examinada; requerer dos peritos,
conhecimento técnico ou científico da matéria, complementado com conhecimentos
relacionados à sua especialização c das disposições legais e normativas aplicáveis ao caso
examinado e apropria perícia.

2.1 A Perícia e o Perito Contábil


A perícia se constitui de espécies distintas, identificáveis segundo os ambientes em
que atuam e que determinam suas características. São quatro as espécies de perícia: a perícia
judicial, a perícia semijudicial, a perícia extrajudicial e a perícia arbitrai (Sá. 2007).

2.1.1 Perícia Judicial


Realiza-se dentro dos procedimentos processuais do Poder Judiciário, quando a
questão é requeri da nos tribunais e tem o objetivo de dar ao Juiz elementos de matéria técnica
ou científica, que fogem a sua competência.

2.1.2 Perícia Semijudicial


E aquela realizada no meio estatal, porém fora do poder judiciário. E semelhante à
Perícia Judicial.

2.1.3 Perícia Extrajudicial


E a perícia realizada fora do âmbito judiciário, por vontade das partes.

2.1.4 Perícia Arbitrai


É um tipo especial de perícia realizada no juízo arbitrai, no qual, as partes em litígio
determinam as regras que serão aplicadas. Esse tipo de perícia não se enquadra nos modelos
anteriores, por suas características de atuar parcialmente como se fosse judicial e extrajudicial.
A metodologia utilizada dependerá sempre do objeto que será examinado. Ou seja, o
curso do trabalho pericial será traçado de acordo com a matéria que se tem a examinar.
Quando a matéria é parcial, limitada, examina-se o todo do objeto. Quando a matéria
é muito ampla, sem possibilidades de proceder ao exame de seu todo. utiliza-se o método de
amostragem, o qual não é comum para perícia e sim em auditoria. No entanto, este critério da
amostragem deve ser tido como excepcional.
O método da perícia é o analítico, de maior abrangência, porém com especificidade de
escopo. Por esse motivo é necessário que:
O objeto seja bem identificado; o trabalho seja planejado de forma competente;
A execução deve ser baseada em evidências inequívocas, plenas e totalmente
confiáveis; a conclusão deve ser emitida somente com absoluta segurança e com muita cautela;
o laudo ou parecer deve ser redigido de forma clara, precisa e inequívoca.

2.2 Razões para se Fazer Perícia Contábil


A necessidade de se requerer perícia se manifesta em virtude de existirem
irregularidades, imperfeições ou inadequações na realização de algo praticado por uma ou mais
pessoas. Os principais motivos que levam ao exame pericial são (Sá, 2007):
Erro: Vício involuntário, sem o intuito de causar dano, ocasionado por imprudência,
imperícia e negligência. Que se divide em:
■ Erro de essência: Erro relevante que pode acarretar alterações do resultado;
■ Erro de forma: Erro de menor importância, que pouco ou nada interfere no
resultado.
Fraude: Vício voluntário, intencional e premeditado causado por simulação,
adulteração e falsificação com o intuito de prejudicar alguém em interesse próprio.

2.3 O Perito Contábil


Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda (1987: 429) perito significa o que
é sabedor ou especialista em determinado assunto. O que é nomeado judicialmente para exame
ou vistoria. O perito é. pois, o indivíduo que utiliza seus conhecimentos específicos e
experiência prática para verificar, demonstrar e provar a verdade dos fatos relacionados a sua
especialidade (Alberto, 1996).

2.4 Perfil Profissional do Perito


O Perito, em especial o Perito Contábil, é o agente ativo da perícia; a ele cabe dar
forma ao produto das investigações e verificações da verdade dos fatos, materializando-as em
uma peça documental, que se constituirá na própria prova - instrumento imprescindível para a
solução da questão. Logo, conclui-se, que o profissional de perícia, tem diante de si, uma
grande responsabilidade. Em vista disso, não se pode deixar de fazer algumas considerações
sobre o perfil exigível desse profissional.
Do Perito são exigidos profundos conhecimentos técnico-científicos para o exercício de sua
função. Isso se comprova no Código de Processo Civil (CPC, Art. 145), que assim dispõe: Art.
145. Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz será
assistido por perito.
Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário, devidamente
inscritos no órgão de classe competente, respeitado o disposto no Capítulo VI, seção VIL de
Código. Os peritos comprovarão sua especialidade na matéria sobre que deverão opinar
mediante certidão do órgão profissional em que estiverem inscritos.
Nas localidades onde não houver profissional qualificada que preencham requisitos
dos parágrafos anteriores, a indicação dos peritos será de livre escolha do juiz.
Está explicito, nesses artigos, que o perito, além de conhecimento técnico científico,
deve ter formação universitária completa na matéria sobre a qual recairá a perícia, também,
deverá o perito, estar inscrito no órgão de classe competente, nesse caso, o CR Conselho
Regional de Contabilidade, que fornecerá a certidão comprobatória de especialidade. O
conteúdo dos parágrafos acima se refere aos requisitos legais de ordem genei da perícia
contábil. Os requisitos de caráter específico são descritos na legislação profissional que define
as características dos profissionais de contabilidade, assim dispostos no Decreto-lei 9.295, de
27/05/46, que "Cria o Conselho Federal de Contabilidade, define as atribuições do Contador e
do Técnico em Contabilidade, e dá outras providências":

2.5 A atividade do perito


O perito judicial é nomeado pelo Juiz e o perito assistente técnico é contratado pelas
partes, isto na esfera judicial. Na esfera particular, é sempre contratado pelas partes. Qualquer
que seja a modalidade, ele é o agente responsável pela atividade pericial que será materializada
numa peça documental, elaborada com grande grau de rigor científico, que se constitui na prova
necessária à solução da questão.
O trabalho do perito é, pois, elaborar esta peça fundamental, denominada laudo ou
parecer, dispondo de todos os meios permitidos para o exercício da sua função.
Para uma melhor atuação do perito contábil diante do processo pericial, de forma que
os objetivos de seu trabalho sejam plenamente alcançados, faz-se necessário que este
profissional se oriente no exercício de sua função, pelas Normas de Contabilidade aplicáveis à
Perícia. A legislação profissional visa normalizar as técnicas a serem empregadas no trabalho
pericial e a atuação do profissional da perícia, no sentido de padronizar os atos processuais,
querem sejam âmbito judicial, ou no extrajudicial.
Assim, o trabalho do perito contábil se subdivide nas seguintes fases:
Planejamento; Execução;
Procedimentos (exame, vistoria, diligências, etc); Elaboração do laudo ou parecer
contábil.

2.5.1 Roteiro básico da atividade do perito


Solicitar ao juiz para realizar a perícia; retirar os autos para conhecimento, planejar os
recursos e a metodologia, coletar os dados, analisar os dados e fatos, visualizar o pré-laudo
escrever o laudo, revisar o laudo, entregar o laudo ao juiz, fonte: Santos(2003).

2.6 O Laudo pericial


O laudo e o parecer pericial são peças escritas, pelo perito, que representam a
descrição, de forma circunstanciada, clara e objetiva, do objeto da perícia, dos estudos e
observações realizados, dos critérios adotados e dos resultados obtidos, encerrados pela
conclusão a respeito da matéria examinada.
O laudo e o parecer pericial são de responsabilidade, respectivamente, do perito-
contador e do perito assistente. O documento deve ser datado, rubricado pelo perito, e nele
deve . instar a categoria profissional do autor, bem como, seu número de registro no Conselho
Regional de Contabilidade.
O laudo e o parecer deverão ser encaminhados por petição protocolada, quando
judicial ou arbitrai, ou por outro meio que comprove sua entrega quando for de natureza
extrajudicial. O parecer pericial serve para subsidiar os usuários da perícia, nas suas
necessidades de informações. Quando há concordância com o laudo pericial, ela deverá ser
expressa no parecer, se houver discordância o perito assistente apontará o objeto da
divergência, fundamentando sua opinião.

2.7 Função Social e Utilidade social da Perícia Contábil


O trabalho do perito é de suma importância para a sociedade, visto que é embasado
em condições legais, capacidade técnica e idoneidade moral, por parte do agente ativo da
perícia, resultando na prova que auxilia o ordenamento decisório, no julgamento de fatos
controversos. Vislumbra-se, em Caruaru, a possibilidade da atividade do perito contador ser um
dos vieses agilizadores dos processos nas varas aqui explicitadas e assim combater a
morosidade da justiça local. A contabilidade evoluiu ao longo dos anos e representa, hoje, uma
importante fonte de informação baseada em conhecimentos científicos capazes de produzir
grandes efeitos em todas as fases dos processos que envolvem o patrimônio. A perícia contábil,
manifestada por sua parte material - o laudo ou parecer pericial, dar suporte a sociedade, nos
mais diversos casos .demandados, utilizando-se das técnicas e tecnologias peculiares á ciência
contábil.
Embora não represente o instituto pericial, em sua amplitude, o trabalho do perito
constitui parte fundamental deste instituto. Assim considera Sá (2007): "A qualidade dos
produtos, principalmente o Laudo Contábil, a maneira da condução dos trabalhos e a postura do
perito congregam uma trilogia inseparável para a manutenção do instituto da Perícia Contábil".
A importância do trabalho pericial se constata e se confirma em cada questão resolvida com o
auxílio deste instrumento, seja no âmbito judicial ou no extrajudicial. O fato é que cada caso
resolvido representa um "passo no caminhar do Direito" e outro no longo caminho percorrido
pela Ciência Contábil, proporcionando o bem-estar comum, que faz parte dos objetivos dessas
ciências da Perícia Contábil.
A perícia como parte do todo contábil é integrante do grupo das chamadas ciências
sociais. E é com o propósito de utilidade social que este instituto tem servido a sociedade
desde os primórdios da civilização.
Segundo Silva (1994), a respeito da relação do perito com os usuários da perícia,
opina da seguinte maneira:
Em linhas gerais, os usuários da Perícia Contábil são os mesmos da Ciência Contábil como
um todo, visto que, sendo uma técnica de revisão, ela necessita de conhecimentos amplos sobre
as demais ramificações da Contabilidade, para que possa realizar seu trabalho de forma
adequada . Entretanto, justamente por sua especialidade, a Perícia Contábil possui seus usuários
específicos, quais sejam:
■ juízes de diversas varas em que se divide a justiça brasileira;
■ litigantes em processos judiciais;
■ litigantes em processos de juízo arbitrai;
empresários, sócios, administradores, pessoas físicas e ou pessoas jurídicas em geral em
casos de perícia extrajudicial."
Entretanto, apesar dessa importante função social, o perito contábil enfrenta uma
série de problemas para a realização de sua atividade no município de Caruaru. Esses
problemas foram avaliados através de uma pesquisa, cujos elementos são apresentados a
seguir. A perícia, desde seu surgimento tem demonstrado o grau de sua necessidade à
sociedade. Hoje, diante das constantes e vertiginosas mudanças no contexto social e do
aumento da demanda por informações confiáveis, embasadas em conhecimentos técnico-
científicos sólidos, percebe-se, facilmente, o valor do trabalho pericial como forte auxiliar na
administração da justiça.
Diante disso, a utilidade da perícia, mais precisamente, da perícia contábil é vista no
cotidiano, quando, por exemplo, do trabalho do perito contábil, resulta uma justa partilha de
bens, propiciando bem estar aos interessados. Outro exemplo agregador de valor é a exigência
que a perícia faz diante da contabilidade, isto é, a exigência da organização, seja pública e ou
privada, e esta com ou sem fins lucrativos, tenha o caixa, o razão, o diário, os demonstrativos
contábeis, toda documentação em ordem, trazendo assim, os meios necessários para a
execução da perícia contábil.
Muitos são os casos para os quais se requer a perícia contábil, dentre suas várias
aplicações, pode-se citar, para efeito ilustrativo, algumas delas:
ações de alimentos deriva da necessidade de apurar haveres dos responsáveis pela
manutenção de seus dependentes;
apuração de haveres - dá-se em casos nos quais é necessária a apuração de direitos de
alguém em uma massa patrimonial;
■ busca e apreensão - Nos casos em que é necessária a determinação do juiz para
exibição de documentos necessários a prova de irregularidades ou violação de direitos
reclamados;
■ trabalhos nas esferas fiscais nas searas trabalhistas, tributárias, previdenciárias,
através de exames, vistorias e abordagens diversas periciais.
Dessa pequena amostra de um amplo universo de casos, em que se deve requerer a
perícia contábil, observa-se o quanto é vasto o campo de atuação do perito. |

III-APESQUISA

Os principais problemas e a qualidade do Laudo Contábil que fazem parte do cotidiano


profissional dos peritos contadores em Caruaru foram relatados através de um questionário de
pesquisa feita diante de 05(cinco) peritos, e de 10(dez) magistrados, em Caruaru, aproveitamos,
também, e trouxemos o quantitativo, em média, de processos nestas varas, e quantas perícias
contábeis, em média, foram realizadas em cada vara em 2007.
O objetivo do questionário de pesquisa apresentado foi o de verificar, na visão dos
referidos profissionais, quais são os principais problemas encontrados nas respectivas áreas de
/ a ç ã o , que representem os maiores empecilhos na execução de suas atividades, para os peritos
e magistrados, estes, quando usam da prova pericial contábil.
O tema dos questionários foi: A importância social do trabalho do perito Contábil para a
agilização dos processos e os principais problemas para a execução da sua atividade. Os
questionários foram estruturados com 20(vinte) perguntas que procuraram abranger de forma
mais ampla possível a atuação dos peritos contábeis no desempenho de sua função nas esferas
judiciais trabalhistas, federais, fazenda pública e cíveis no município de Caruaru e 11 (onze)
perguntas junto aos magistrados dessas varas.
A pesquisa teve como público-alvo o usuário final da perícia, contábil, ou seja, o magistrado.
Aplicamos a pesquisa no mês de junho -de 2008, pois encontramos um pouco de dificuldade de
acesso aos magistrados e aos peritos, devidas, principalmente, as intensas atividades de todos e
o fator do tempo disponível para estes. A amostra é composta de 05(cinco) .ritos e 10(dez)
juízes. O caráter da pesquisa não é conclusivo, e, sim. exploratório, tratamos os dados por meio
de questionário e somente usamos os métodos estatísticos que consistem em cálculos de
porcentagem e razões de freqüência, buscando identificar o maior número de hipóteses que
possam, por ocasião de outro estudo, ser testadas e confirmadas. Busca-se a percepção dos
magistrados em relação á qualidade dos trabalhos de seus auxiliares, os peritos contábeis no
viés da pouca atuação deste profissional junto á justiça em Caruaru.
Os resultados apresentados nos gráficos estão tabulados com base nas respostas dos
questionários aplicados. As perguntas tiveram a intenção de verificar a opinião dos magistrados
e dos peritos contábeis, em Caruaru, em relação à Perícia Contábil, no contexto de que os
magistrados e as partes pouco nomeiam e ou contratam os peritos contábeis, quando do
aparecimento das lides.

3.1 Percepção dos magistrados em relação aos trabalhos dos peritos contábeis: Os resultados
apresentados nos gráficos abaixo estão tabulados com base nas apostas dos questionários
aplicados. As perguntas tiveram a intenção de verificar a opinião dos magistrados em relação
aos trabalhos dos peritos contábeis, em Caruaru. Identificaram-se quesitos básicos em busca de
uma boa qualidade de trabalho.
O trabalho de campo tem como finalidade proporcionar um maior horizonte na área da
Perícia Contábil. Qual a qualidade dos trabalhos produzidos pelos peritos contadores na visão
dos magistrados de Caruaru.
Os resultados da aplicação dos questionários podem sem observados abaixo obedecida à
seqüência das perguntas constantes dos mesmos.
1° Quesito: Através da leitura do laudo consigo entender os fatos controvertidos do
processo que ensejaram o pedido da prova científica e técnica?
Entendimentos dos Fatos Controvertidos.
Vislumbra-se, no resultado dessa tabulação, que vinte por cento (20%) dos
magistrados entrevistados não conseguem entender os fatos controvertidos que ensejaram o
pedido da prova científica e técnica; enquanto que oitenta por cento (80%) conseguiram
entender esses fatos.

2° Quesito: Costumam ser usados palavras de sentido dúbio ou impreciso?

Palavras de dúbio sentido ou impreciso.

O resultado da pesquisa revelou que dez por cento (10%) dos juízes entrevistados
concordam que há utilização de palavras com sentido dúbio ou impreciso nos laudos contábeis
e noventa por cento (90%), discordam.

3° Quesito: Os textos proporcionam uma leitura fácil e agilizam o processo?

Leitura fácil e Agilização do processo.

O resultado da pesquisa revelou que noventa por cento (99%) dos entrevistados concordam que
há no trabalho do perito contábil uma leitura fácil e que é um vies de agilização processual de
dez por cento (10%) discordam.
4º quesito: os trabalhos periciais costumam possuir uma boa estética?

Estética dos trabalhos.


O resultado da pesquisa revelou que noventa por cento (90%) dos entrevistados
concordam que há uma boa estética nos trabalhos e dez por cento (10%), discordam.
5o Quesito: Os peritos utilizam em seus trabalhos termos técnicos em excesso?
Termos técnicos em excesso.
Vislumbra-se, no resultado dessa tabulação, que cem por cento (100%) dos
magistrados entrevistados não detectaram termos técnicos em excesso.
6o Quesito: No trabalho pericial são salientadas as peças que são relevantes para o
desenvolvimento do trabalho?

Peças relevantes do trabalho.


Na pesquisa, detectamos que os magistrados, num percentual de 80% encontram
salientadas peças relevantes para o bom desenvolvimento do trabalho; enquanto que 20% dos
laudos e ou pareceres não trouxeram ao magistrado peças relevantes para o bom
desenvolvimento do trabalho.
7° Quesito: Quantos processos foram movimentados nesta vara no último ano?
Detectamos, em média, 1500 processos em cada vara. das dez pesquisadas; sendo duas
da esfera federal, duas trabalhistas, cinco cíveis e uma da fazenda pública.
8o Quesito: Quantas perícias foram feitas nesta vara no último ano, os peritos são todos
dos de Caruaru e o que mais motiva o magistrado a nomear um perito contábil'?
20 (vinte) perícias contábeis, em média são realizadas por ano em cada vara; os
peritos contábeis não são todos de Caruaru; e o que mais motiva aos magistrados a nomear
um contábil, todos concordam, serem as Controvérsias processuais.
9o Quesito: Porque os peritos contábeis não são nomeados em todos os processos? Em geral, os
magistrados enviam os processos ao contador judicial) e este faz os cálculos aritméticos e
quase sempre não se detecta a necessidade da pericia contábil, neste aspecto; o juiz observa a
necessidade e ás vezes nomeia independentemente do contador judicial e das partes; as custas
das partes não são aceitáveis; os advogados das partes não são motivados a contratar os peritos
contábeis; os magistrados, também, alertam que somente deverá haver a nomeação do perito
em tela, quando achar ser imprescindível, isto é, quando os autos não oferecem elementos
suficientes para o convencimento do juízo ou quando o julgamento não pode decidido
mediante simples cálculos aritméticos, isto, o Contador Judicial tem feito e muito bem.
Também alertam os magistrados que para atender exigência do artigo 421 do CPC - Código de
Processo Civil é feita à nomeação do "expert".
10o Quesito: Vossa Excelência acha que a criação de uma associação dos peritos de
Caruaru poderá trazer agilização nas decisões dos processos?
O magistrado recebe o processo, vislumbra a necessidade de um auxiliar "Perito
comunica a associação, que ofereça o "expert" em tela. Hoje, estamos procurando um perito
em grafotecnia e faz bastante tempo e nada de encontrar; um tradutor em alemão, um expert
em perícia do trabalho, existe poucos peritos, afirmaram alguns juizes. Cem por cento (100%)
louvaram a idéia á presença da Associação em Caruaru. E pediram para criar em Caruaru
ensino sobre a perícia; alertam os magistrados que haverá maior integração entre peritos,
magistrados e a sociedade.
11º Quesito: Qual a nota que o magistrado atribuiria (de 1 a 10 pontos) ao trabalho
do perito contador em Caruaru?
A nota média encontrada foi de 8,2 para os dez juízes pesquisados. E que
corresponde a 100% dos entrevistados, no caso em tela a 10 magistrados. Classificando assim
o trabalho do perito contador, em Caruaru, como de boa qualidade. As notas indicadas são
descritas no histograma abaixo:

Notas Nº de magistrados % % acumulado


0,00 a 2,00 0 0 0
2,01 a 4,00 0 0 0
4,01 a 6,00 0 0 0
6,01 a 8,00 8 80,00 80,00
8,01 a 10,00 2 20,00 100,00
Total 10 100,00 100,00

Os magistrados fizeram, outras observações de grande agregação de valor para os


profissionais peritos contadores:
> Os laudos devem ser mais explícitos, levando em consideração que são dirigidos
a pessoas que não dominam a matéria concernente á contabilidade. O que muitas vezes,
obriga o leigo a uma leitura muito cansativa, já que tem de fazê-lo por várias vezes.
> Expor com clareza para facilitar na decisão.
> Os peritos têm dificuldade em entender as controvérsias do processo e a busca de
documentos é o que mais atrapalha, mais empecilho, chegando, até, o perito contábil, pedindo
ao juiz que oficie á organização pública e ou privada que entregue a documentação ao juízo e
depois o juiz faz chegar os documentos ao perito.
> Falta a descrição dos parâmetros e sua fundamentação para a elaboração dos
laudos.
> Não são claros quanto aos procedimentos adotados na perícia.
> Falta mais criatividade para a apresentação didática dos dados/números da
matéria em questão.
> Necessidade de iniciativa para o aperfeiçoamento dos peritos;
> Em geral, os laudos são de boa qualidade, ocorre que ás vezes, a linguagem
utilizada se torna bastante técnica, que pode dificultar a compreensão por leigos.
A análise dos dados nos leva a tomar posições como a de fundarmos uma associação,
em busca do aperfeiçoamento profissional.
A percepção dos magistrados entrevistados revela que 80% destes conseguem
entender os fatos controvertidos do processo a partir do Laudo e ou parecer periciais;
consideram que os laudos não têm excesso de termos técnicos em 1 00% ; proporcionam uma
leitura fácil e que agiliza o processo em 90%; possuem uma boa estética em 80% e que são
salientadas as peças relevantes para o bom desenvolvimento do trabalho, num porcentual alto.
Vislumbramos que os problemas identificados nas observações complementares apresentadas
pelos magistrados podem e devem ser minimizados, caso os peritos e os assistentes técnicos
atentem para os pressupostos apresentados pelas fontes neste trabalho referenciadas.
A qualidade dos trabalhos produzidos pelos peritos contadores pode ser considerada
boa (8,2 pontos) por cerca de 100% dos magistrados entrevistados. A suposição de que existem
ferramentas que podem e devem auxiliar o perito contador no desenvolvimento de seu trabalho
foi confirmada e bem, com base no referencial teórico das fontes aqui explicitadas, pois
buscamos as melhores bibliografias existentes na área.

3.2 A importância social do trabalho do perito contábil e os problemas encontrados nas


respectivas áreas de atuação, que representam empecilhos na execução de suas atividades, nas
10 varas do município de Câmara.
Ia PERGUNTA: Você desenvolve trabalhos de perícia contábil com regularidade? Em
caso positivo, quantos processos faz por mês?

Perícia contábil com regularidade. 60% sim e 40 % não. entre os entrevistados. Um dos
entrevistados já fez quatro perícias num só mês, porém, a média para o feito é de um processo
para 60 dias. 2a PERGUNTA: Você tem outra fonte de renda?
Outra fonte de renda.
Os cincos peritos contábeis de Caruaru alegaram que têm outra fonte de renda.
3a PERGUNTA: Você atua mais freqüentemente como Perito do Juiz ou como
Assistente Técnico?

Atuação do Perito
. Detecta-se que os peritos contábeis em Caruaru, num percentual de 90% atuam junto
ao juízo e 10% como assistentes.
4a PERGUNTA: Qual das duas atividades ( Perito do Juiz ou assistente Técnico) lhe
proporciona maior remuneração?

Maior Remuneração
Na tabulação acima se verifica que 100% dos peritos contábeis em Caruaru encontram
maior remuneração junto ao juízo, isto é, atuando como perito do magistrado.
5º PERGUNTA: Independentemente de ser Perito ou Assistente Técnico, em que esfera
judicial você atua com mais freqüência?
Maior freqüência.
A pesquisa indica que 90% dos peritos contábeis entrevistados têm sua remuneração
em maior expressão diante das varas cíveis, sendo 10%nas varas trabalhistas.
6a PERGUNTA: Qual das esferas judiciais abaixo citadas proporciona melh or
remuneração para o trabalho do Perito?

7ª PERGUNTA: Qual remunera pior?

Melhor remuneração por esfera.


A tabulação mostra as varas cíveis com 100% de aprovação,
como de melhJ remuneração para os trabalhos dos peritos em pauta.

Pior remuneração
100% dos peritos apontaram a vara trabalhista; esta não faz o depósito antecipado; -
civil e na federal recebemos o principal mais juros c mais correção monetária quando do . na
trabalhista somente o principal mais juros; os magistrados arbitram paços valores e o .:. sem
terem a possibilidade cm conhecer das dificuldades da perícia; o perito pede mais p . faz o
planejamento da perícia e procura convencer o magistrado para o montante dos honorários.
8a PERGUNTA: Você recebe algum adiantamento após receber a nomeação e ou a
contratação das partes?

Adiantamento de Remuneração
Não é comum; tem perito que solicita o adiantamento e demonstra através do
planejamento da perícia o valor a ser adiantado e a tabulação mostrou que 60% recebem
adiantamento e 40% não.
9a PERGUNTA: Quanto tempo depois do laudo entregue você consegue
receber seus honorários?
Em geral de 8 a quinze dias; após determinação do magistrado, temos os recursos em
rico dias, isto acontece também; temos casos de mais de cinco anos, varia e muito nas varas
civil, federal e da fazenda pública, na trabalhista demora mais; a relação entre empregado e
empregador é mais complexa, a parte ganhadora geralmente é a do empregado; e esta é de pacos
recursos e outros aspectos a serem considerados, são considerações feitas pelos peritos
pesquisados.
10a PERGUNTA: Dentre os processos em que você trabalhou, nesses últimos três -. em
quantos, aproximadamente, o valor dos honorários estavam depositados judicialmente?

Depósitos de Honorários
Nas varas cíveis é obrigatório o depósito prévio e na federal também; a não ser que uma das
partes seja o governo (municipal, estadual e ou federal), assim sendo, não haverá depósito
prévio, nos demais casos, sim. Na esfera trabalhista não há o depósito em tela. Na tabulação
acima se detecta que 60% tiveram depósitos prévios e 40% não.
11" PERGUNTA: Quem determina seus honorários: Você ou o juiz?
Normalmente o juiz; a classe dos peritos, através de suas associações, principalmente através da
APJEP- Associação dos Peritos de Pernambuco, luta para tirar este poder do juiz; para 60% dos
peritos o que vale é o consenso.
12a PERGUNTA: Em quais das esferas judiciais há maior incidência de honorários
determinados pelo juiz?

Honorários determinados pelo magistrado


A tabulação indica que 80% são na vara civil onde encontramos os honorários
determinados pelos magistrados e 20% nas demais.
13a PERGUNTA: Durante os trabalhos de perícia, quais são suas principais
dificuldades?
a) Obtenção dos documentos? X
b) Apoio das partes envolvidas? X
c) Realização de diligências? X
d) Apoio dos demais peritos envolvidos'.'
e) Ser nomeado pelo juiz?
f) Ser contratado pelas partes'.'
g) Os advogados não buscam, normalmente, os trabalhos dos peritos contábeis?
h) Você é bem atendido pelos auxiliares da justiça?
14" PERGUNTA: Na sua visão, existem poucas nomeações para a realização de
perícia contábil nas varas explicitadas nesta pesquisa? Porque?
SIM. Acordos entre as partes; o juiz não é obrigado a nomear o perito; não existia esta
cultura diante do juízo, agora, aos poucos, estamos alterando esta situação através da APJEP,
ACCAPE. CRC, e FAFICA; mercado fechado, confiança dos magistrados nos peritos
nomeados; os peritos entrevistados afirmaram que existe uma concentração das realizações das
perícias muito grande, pois 10(dez) peritos têm a grande maioria das perícias da região,
metropolitana de Recife/PE. por exemplo.
15a PERGUNTA: Como você responde a quesitos que solicitem julgamento de valor
por parte do perito?

Julgamento de Valor,
Atende consoante norma técnica, para 80% dos entrevistados e para 20% escreve que
quesito é impertinente.
A parte técnica poderá, deverá ser analítica para 100% dos peritos entrevistados e a JI
ilação indica que a maioria age conforme norma técnica para o caso em tela.
a) Se recusa a responder ao quesito?
b) Escreve que o quesito é impertinente? X
c) Explica que o perito não pode apresentar julgamento de valor?
d) Atende consoante norma técnica? X
e) Fica indiferente ao quesito?
16a PERGUNTA: Quanto tempo, em média, você entrega um laudo, em relação á a de
assunção do compromisso?
Até 15 dias? N° %
Del6a30dias?
De31a60dias? 05 100%
De 61 a 90 dias?
Mais de 90 dias?
Total dos peritos entrevistados 05 100%
17ª PERGUNTA: No laudo pericial você sempre coloca uma conclusão sobre o assunto
tratado, ainda que isto não seja solicitado por nenhuma das partes?
n° %
a) Não, porque o perito somente deve responder ao que é solicitado
b) Sim, porque é de responsabilidade do perito
c) Sim, porque facilita a decisão
do magistrado 05 100
d) Sim, porque é a essência da perícia
e) Sim, porque é a síntese do que foi examinado.
Total dos peritos 05 100
Dos cinco peritos pesquisados 100% dizem que sim, porque facilita a decisão do juiz. .
m dos peritos respondeu sim e acrescentou: no contexto de cálculos aritméticos faço estes
conforme as demandas das duas partes, ficando a critério do magistrado a aceitar um ou outro,
conforme sentença, julgamento da lide.O perito não diz qual deve ser usado na sentença, apenas
os cálculos para ambas as partes do processo.
18a PERGUNTA: Você acha que o Perito deve se comprometer com a prova que
apresentou?
Sim, 100%! Até 05 dias antes da audiência, o perito pode ser inquirido para prestar
esclarecimentos ao juízo e não ás partes. Os peritos são taxativos em afirmar de sua
responsabilidade diante do feito. Os peritos alertaram para o fator responsabilidade, pois o
magistrado poderá ser ludibriado e sentenciar mal, todos perdem, principalmente a
sociedade; assim, o perito perderá a vez de outra nomeação para atuar naquela vara e
conforme o caso, há associação dos peritos tem obrigação de fazer as devidas
recomendações e tomadas de posições cabíveis.
19a PERGUNTA: Na sua opinião, qual é o principal problema enfrentado pelo perito
I na execução de sua atividade?
Acesso á documentação.
20) PERGUNTA: Com a constituição da Sucursal da APJEP em Caruaru haverá
algum benefício á classe? Quais?
Sim, resposta dos cinco peritos entrevistados. Trocar conhecimentos, interação entre
os profissionais, perito público e perito privado juntos, referencial local, Caruaru é um pólo
importante econômico e socialmente, imparcialidade das ações periciais, aperfeiçoamento da
classe no viés de Perícia Contábil, relacionamento mais humano entre os peritos da região,
mais opção aos magistrados para suas nomeações, mais esperança para sociedade em termos
de agilização de processo, falta de reconhecimento ao trabalho.

3.3 Análise das respostas ao Questionário de Pesquisa Características dos Peritos


Pesquisados
A amostra é composta de 05 peritos, em sua maioria, sem freqüência na atuação em
perícias contábeis, isto é, sempre estão realizando perícias contábeis ao lado de outras
atividades afins, advocacia, contabilidade, auditoria. O profissional perito não pode contar com
esta atividade para manter o seu escritório ou sua vida profissional, pois não há regularidade na
demanda de tais serviços. O profissional também deve atuar em serviços de auditoria e outros
afins, visando manter sua atividade e profissão atualizada.
Obter a nomeação por parte do Juiz, visto que isto não depende de competência
técnica ou cientifica, mas sim das relações pessoais que o perito tem com os magistrados. A
criação de uma associação ajuda a não mais existir esta relação pessoal entre o magistrado e o
perito, e, sim, entre o magistrado e a associação.
A má remuneração e a falta de reconhecimento do esforço que a função exige do profissional.
Os honorários não são pagos regularmente. As partes sempre acham o preço da perícia alto e
não reconhecem a complexidade da atividade e quando o juiz nomeia o perito, geralmente
arbitra um honorário aquém da possibilidade do feito pericial. Há muito trabalho para pouca
remuneração, depende-se, num alto percentual ás interpretações e nomeações dos magistrados.
Assistente técnico com conhecimentos tendenciosos (sem levar em conta a ética, a lei, a boa
técnica contábil, os princípios contábeis, etc.) tem sido um dos principais empecilhos dos
nossos trabalhos. Dificuldade na parte fiscal, quando se encontra patrimônio declarado
diferente do real. A principal, entre essas e outras, a documentação, 95% das empresas são
micro e pequenas; para efeito fiscal não são obrigadas a fazer a contabilidade completa. A
grande maioria das lides trata do patrimônio, são necessárias as intervenções do perito
contábil. Este não encontra na contabilidade a documentação, a prova cabal, torna-se escassa a
prova, os problemas são de difíceis soluções para o perito, o que nós temos que levar ao juízo
são provas, e sem contabilidade é quase impossível.A maior parte dos peritos pesquisados
atua com mais freqüência como Perito do Juiz nas esferas civil e trabalhista, nos mais variados
tipos de ações.

Principais Empecilhos Encontrados


A obtenção dos documentos necessários, o apoio das partes envolvidas e a realização de
diligências são as dificuldades mais presentes na realização de trabalhos periciais em Caruaru.
Este fato se explica pela forma, muitas vezes, hostil com que as pessoas envolvidas no processo
se colocam em relação ao perito, por medo de tornarem seus direitos mais vulneráveis. O
problema mais preocupante, na visão dos peritos, é a falta de reconhecimento da complexidade
e da importância do trabalho pericial manifestado pela baixa remuneração "imposta" pelo Juiz.
O perito, após analisar o processo e mensurar os recursos necessários para execução do trabalho
propõe seus honorários. No entanto, não é incomum que o juiz faça uma contraproposta inferior,
e o perito, por sua vez, aceite a redução por temer não ser mais nomeado para outros trabalhos
se dispensar o caso. Já que, a nomeação se dá por afinidade, confiança, enfim, por critérios
subjetivos do magistrado.
Diante desse fato, os peritos consideram que a função de Assistente Técnico poderá ser mais
bem remunerada, pois, as partes costumam aceitar os honorários propostos. E, no caso de não
aceitação pode escusar-se sem maiores conseqüências. Em nosso município ainda não existe
uma cultura de se contratar peritos assistentes, a maioria dos advogados não sabem desse viés
de trabalho, afirmaram os peritos pesquisados.
Um problema que afeta a classe dos profissionais de perícia, que não pode passar despercebido,
é a falta de união da categoria. Isso é comprovado quando um profissional aceita remuneração
inferior à proposta para outro perito, contribuindo para a redução do conhecimento, da
importância e da complexidade do trabalho pericial. A maior parte dos peritos reconhece a
importância de apresentar uma conclusão sobre o assunto tratado, ainda que não seja solicitada,
para facilitar o entendimento do juiz. Fato este salutar, que só se constituiria problema caso a
conclusão fosse tendenciosa e/ou apresentasse julgamento de valor. Quanto ao
comprometimento com a prova apresentada, a maioria dos profissionais demonstrou conhecer
sua responsabilidade quanto á veracidade do objeto da perícia exposto em seu trabalho.
IV Considerações finais

A Perícia, como parte da contabilidade, uma ciência social aplicada, está em constante
transformação para acompanhar as mudanças que ocorrem na sociedade.
Hoje, o avanço tecnológico e a globalização da economia servem como estímulo ao
aperfeiçoamento dessa ciência contábil e, conseqüentemente, da perícia, como ramo de
atividade cessa ciência.
No entanto, a literatura disponível sobre perícia, especialmente sobre o agente ativo da
perícia contábil, ainda é escassa. Mas, de forma um pouco tímida, tem-se obtido alguns
progressos nessa área, como a aprovação, pelo Conselho Federal de Contabilidade, das
Resoluções CFC n.O 858/99 (NBC-T-13 - Normas Técnicas) e 857/99 (NBC-P-2 - Normas
profissionais) que trouxeram avanços substanciais como direcionadores da atividade pericial.
Temos, também, os artigos 420 a 439 do CPC- Código de Processo Cível como fonte
processualística para o profissional perito contador; com as associações de peritos contábeis em
todo Brasil, para nós, em Pernambuco, a APJEP- Associação dos Peritos do Estado de
Pernambuco, da qual teremos uma Sucursal em Caruaru vislumbramos.
Contudo, é preciso intensificar os esforços em prol do aperfeiçoamento do Instituto
Pericial tendo em vista a importância do trabalho do perito. Trabalho este, revestido de
grande responsabilidade social que visa viabilizar um julgamento imparcial e abalizado do
ordenamento decisório e, por conseqüência, da manutenção da justiça.
Como foi visto nas respostas dos peritos consultados, os profissionais não podem
viver somente com os honorários oriundos de perícia contábil, pois a nomeação é errática e
os honorários são, em sua maioria, de valores reduzidos além de demorarem muito para
serem pagos. Realização da perícia e uma demora excessiva, por parte da justiça, para exigir
das partes envolvidas os documentos necessários. Tudo isso ocorre em função da já
conhecida lentidão judicial e do desconhecimento de segmentos importantes da sociedade da
importância e necessidade de trabalho do perito.

4.1 Conclusão
Com base nas fundamentações expostas e os resultados obtidos na pesquisa, concluiu-
se o trabalho respondendo á indagação formulada no início deste estudo: Por que os
magistrados e as partes, não solicitam, normalmente, perícias judiciais?

FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE CARUARU - FAFICA


PERICIA CONTÁBIL JUDICIAL: UM MECANISMO DE AUXÍLIO AO CONFLITO
SOCIAL

JOSÉ MILTON M. FIGUEIREDO Orientador: Prof. Alexandre


César Batista da Silva

Caruaru Agosto/2008

FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE CARUARU - FAFICA

PERÍCIA CONTÁBIL JUDICIAL: UM MECANISMO DE AUXÍLIO AO CONFLITO


SOCIAL
JOSÉ MILTON M. FIGUEIREDO

Artigo de Conclusão do curso de Pós Graduação em


Auditoria e Perícia Contábil apresentado ao
Departamento de Ciências Contábeis da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru -PE., sob
orientação do Professor Alexandre César Batista da
Silva,

Caruaru Agosto//2008

SUMARIO

1. INTRODUÇÃO.....................................................................................
1.1CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA............................................
1.2 OBJETIVOS........................................................................................:
1.2.13 OJETIVO GERAL........................................................................
1.2.2 OBJETIVOSESPECÍFICOS...........................................................
1.3 JUSTIFICATIVA...............................................................................
1.4 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO........................................................
1.5 METODOLOGIA.............................................................................
2. REVISÃO DA LITERATURA............................................................
3. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO....................................................
4. BIBLIOGRAFIA................................................................................

1. INTRODUÇÃO

Caracterização do Problema

■ O aceleramento das ações empresariais, obrigaram as organizações sob a forma de


empresa, buscarem novos valores com a finalidade de competir no mercado, vindo daí o
surgimento de novos desafios o que obrigou as empresas buscarem profissionais competentes e
responsáveis, nos mais diversos campos laborativos existentes. Tal forma de competitividade
mercadológico, levou também as empresas se modernizarem em todos os setores, dotá-lo de
profissionais competentes, buscando assim o aprimoramento operacional, destacando-se daí o
departamento contábil, o qual passou a controlar de perto as operações dos demais setor sejam
eles gerenciais, financeiros, de controle patrimonial, buscando com isso ingressar no sistema
globalizado, a fim de buscar e obter resultados que permitam a continuidade das suas operações
mercadológicas.
Com o advento deste tipo de competitividade mercadológica, as empresas sentiram
segurança em buscar no mercado, todos os mecanismos disponíveis de segurança dentro de um
sistema constitucional, que lhes acobertem e proporcionem meios de evitar perdas geradas
pelos institutos nacionais e internacionais, tornando-as frágeis ao ponto de fecharam as suas
portas. Com tais procedimentos, conflitos de todas as espécies surgiram, necessitando que as
empresas ao sentirem-se lesadas, buscassem a alternativa do poder judiciário, a fim de terem os
seus direitos salvaguardados.
Na sua grande maioria, o poder judiciário através dos seus magistrados, não detém o
conhecimento específico e suficiente para resolver todos os conflitos, vinda daí a necessidade
de buscar auxilio junto a uma pessoa que detenha conhecimentos específico. Quando esses
conflitos são de natureza contábil, a pessoa responsável para esclarecê-los é a figura do
PERITO CONTÁBIL, elemento esse devidamente capacitado habilitado para o mister, e de
reputação ilibada, o qual em um determinado período deverá apresentar o seu resultado para
apreciação de magistrado que nele confiou.
A função de um perito contábil vai muito além da elaboração de um laudo pericial
contábil, deve ter compromisso moral e ético, ser conhecedor da matéria em questão, estudar
fielmente a documentação contábil, livros, termos de diligências, saber descrever e esclarecer
tecnicamente o assunto para o qual está sendo direcionado seu trabalho, minimizando a
apreensão das partes envolvidas no litígio judicial, facilitando a decisão, amando assim cormo
fator decisivo em uma sentença. Neste contexto no art. 131 do Código de Processo Civil,
afirma-se:
"O' juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos fatos e
circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes;
mas deverá indicar, na sentença, os motivos que lhe formaram a
convencimento" (2004. p.43).

Existem trabalhos periciais executados por pessoas não habilitadas legalmente, porém
tais profissionais são nomeados por juiz togado, aquele nomeado em concurso público através
do Tribunal de justiça, em razão de já terem prestados diversos serviços da mesma natureza, e,
apesar de não preencherem os requisitos legais, estão devidamente acobertados pelo disposto
no artigo 421 e seguintes do Digesto Processual Civil, porém, tais procedimentos ..dotados não
os descredenciam a, por falta de maiores conhecimento e melhores técnicas causarem prejuízo a
sociedade como um todo.

1.2-PROBLEMA

A existência do conflito contábil, ensejando a intervenção do magistrado, e este não


dispondo de competência suficiente a elucidar o problema, devera buscar os meios necessários a
fim de formar o seu convencimento, e emitir uma justa decisão, às pretensões daqueles que
buscam na Justiça, o suporte para por a termo o litígio
Com base no exposto questiona-se, como elemento chave, as seguinte situação ligada
ao Perito Contábil: Quais as condições que deverá ser exigida do perito contábil a fim de que
possa o mesmo subsidiar os magistrados no fornecimento de informações úteis em processos
judiciais?

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo Geral

Demonstrar ser a Perícia Contábil uma ferramenta necessária às pretensões do judiciário,


quando a estes faltar competência e atributos necessários a solução do conflito, deverão os
magistrados através dos laudos emitidos, buscar a segurança e o discernimento capaz de
condicioná-los a emitir sentença justa para resolução do embate apresentado.

1.3.2 Objetivo Específico

■ Contextuar ser a Perícia Contábil um elemento indispensável no âmbito do


judiciário;
■ Demonstrar dentro de um conceito lógico, as novas tendências da
contabilidade, ressaltando os conhecimentos do perito na elaboração do laudo;
■ Analisar os pontos fortes do trabalho pericial os quais proporcionarão segurança
aos magistrados, quando da tomada de decisões.

1.4 JUSTIFICATIVA

Compete exclusivamente aos Bacharéis em Ciências Contábeis, a elaboração da pericia


Contábil, verificação de documentos, e elaboração do competente Laudo Pericial a fim de
subsidiar o magistrado que autorizou a sua elaboração. Deve o profissional designado para tal
finalidade, ter conhecimento e prática relativa aos procedimentos, elaboração, controle, além de
ser ético e de moral acima de qualquer suspeita. Ter dito profissional, sensibilidade na execução
do seu trabalho, cuja finalidade principal é subsidiar a decisão do magistrado nas diversas
esferas do judiciário, relativas as matérias de natureza contábeis, aliando assim à sua função os
requisitos legais num processo pericial, os quais demonstrarão, com clareza, os caminhos
percorridos até chegar a elaboração do resultado final, tais como diligências, local da pericia
livros e registros utilizados, em fim, todos os procedimentos inerentes ao processo.
O grande potencial de demanda que necessitam dos serviços de uma Perícia Contábil é
crescente, haja vista a enorme quantidade de ações judiciais, de revisão de contratos civeis
trabalhista, previdenciário, tributário, financeiro, dentre outros. Tem assim, num quadro da
parceria entre o profissional contábil e o judiciário, a cumplicidade de exigir qualificação
profissional, principalmente de pessoas habilitadas em ciências contábeis, os quais estarão aptos
a exercer com exatidão os trabalhos de Perícia Contábil, ocasionando assim um auxilio direto e
seguro a decisão do magistrado, amparando a sociedade e criando vínculo de credibilidade as
atividades desenvolvidas pelo Perito Contábil.
No contexto, observa-se que muito se comenta em ralação a perícia contábil, da sua
necessidade, confiabilidade, instrumento capaz de auxiliar na resolução dos conflitos, porém
pouco se divulga sobre a conscientização, a competência, a qualidade do perito contábil não só
para a sociedade, mas também para o judiciário, e. finalmente, sobre a relevância dos fatos
patrimoniais a serem analisados, das vistorias, indagações, investigações, avaliações,
arbitramentos, ou seja, todo e qualquer procedimento necessário que contribua na formação real
da sua opinião. "A vistoria é a diligência que objetiva a verificação e a constatação de situação
coisa ou fato, de forma circunstancial". (NBCT 13.4.1.2 2004, p.270); "A indagação é a busca
de informações mediante entrevista com conhecedores do objeto da perícia". ( NBCT.
1.3.4.1.3; 2004, p. 270); "A investigação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial
contábil, ou parecer contábil o que está oculto por quaisquer circunstancias." (NBCT 13.4.1.4 ;
200-. : 270); "A avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas, bens, direitos, obrigações,
despesas e receitas". (NBCT 13.4.1.7 2004. P. 270); "O arbitramento é a determinação de
valores ou solução de controvérsia por critério técnico''. (NBCT 13.4.1.5 ; 2004, p. 270).
Como bem se verifica os aspectos relativos à Perícia Contábil, os agentes envolvidos
em sua estrutura e operacionalização, requerem ser devidamente pesquisados, no sentido de
atender aos anseios do poder Judiciário no tocante as demandas existentes, fato que só assim,
justifica a apresentação desse projeto.

1.5 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO

Esse estudo será desenvolvido no âmbito do Município de Caruaru- PE, pela facilidade de
acesso às informações, não só bibliográfica, como a documental, sabendo-se que o fator
PERÍCIA CONTÁBIL, pode existir em todas as esferas do poder Judicante.

1.6 METODOLOGIA

O método a ser aplicado para realização do estudo sobre Perícia Contábil será a pesquisa
bibliográfica e documental, tendo como local de pesquisa o os cartórios e secretarias
judiciárias no âmbito da Justiça Estadual no Estado de Pernambuco, mas precisamente na
cidade de Caruaru-PE, discorrendo sobre o volume de ações e a relação de nomeação de
perito contábil envolvido no processo, para ressaltar a importância do profissional.

"A pesquisa busca dados em variadas fontes, e sempre direta e


indiretamente. Através da fonte direta, levantar-se-á dados no local em que
os fenômenos ocorrem (pesquisa de campo ou de laboratório). Em
segundo lugar, a coleta de informações pode dar-se como documentação
direta e por documentação indireta. A Pesquisa bibliográfica caracteriza-se
como documentação indireta. (MEDEIROS, 1997, p. 40)".

Em assim procedendo ao trabalho cientifico denota explicações práticas e teóricas


sobre as ações do Perito Contábil para com a sociedade, subsidiando as decisões Judiciais,
proporcionando segurança ao julgador, apresentando a solução para o conflito visando um
julgamento satisfatório para as partes conflitantes.
A pesquisa documental se utiliza de documentos para dar suporte aos elementos
.pesquisados, observando-se, decretos, portarias, manuais dentre outros documentos, com
o intuito de conhecer as responsabilidades, aptidões e competência do Perito Contábil.
Os dados secundários serão baseados, na pesquisa bibliográfica, a partir de livros,
revistas, jornais e demais meios de comunicação existente, operacionalizando assim o presente
projeto.
"A Pesquisa Bibliográfica constitui-se em fonte secundária. E
aquela que busca levantamento de livros e revistas de relevante interesse
para a pesquisa que será realizada. Seu objetivo é colocar o autor da nova
pesquisa diante de informações sobre o assunto de seu interesse.
(MEDEIROS, 1997, p. 41)"

1.7 ESTRUTURADO TRABALHO

Inicialmente será apresentada ao leitor a base de estudo que originou a disciplina em


questão, ou seja, serão abordados temas concernentes as perícias contábeis e o seu alcance
no âmbito do judiciário;
Em seguida demonstrar-se-á necessidade da realização da Perícia Contábil, como
elemento fundamental na solução de conflito entre.partes, e,
Posteriormente será apresentado o laudo conclusivo em virtude dos trabalhos
realizados, o que permitira ao magistrado, formar convencimento para decisão.
Por fim proceder-se-á uma análise dos tópicos abordados, fazendo uma reflexão da
ação e da importância da Perícia Contábil, em todas as Vara Cíveis de Caruaru, como
elemento capaz de influir tomada de decisão dos magistrados ali lotados.

2. REVISÃO DE LITERATURA

Ao demonstrar ser um segmento contábil de enorme grandeza para solucionar conflitos,


assumindo um compromisso imensurável perante a sociedade como um todo, razão não assiste a
que o profissional específico para a área, não seja dotado de um alto grau ... qualificação,
profundo conhecimento da matéria a ser abordada e da legislação pertinente à sua J área de
atuação.

O compromisso moral e ético para com a sociedade e para com sua classe
profissional constitui o principal lastro de sustentação, da realização
profissional. Ressalta-se, também, que ser capaz e estar sempre atualizado e
preparado para o trabalho de boa qualidade, com valor social, está inserido
no contexto moral e ético. (MAGALHÃES. 1995, p. 14).

A Perícia Contábil, tem como objetivo primordial, conceder ao judiciário, elementos


de prova que possa contribuir para uma solução justa e viável a fim de dirimir o litígio. O seu
produto final, burilado, refinado e de uma clareza ímpar, é o Laudo Pericial, onde além das
conclusões seguras, são também ofertadas respostas ao quesitos formulados pelas partes e pelo
magistrado.

A Perícia Contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos


destinados a levar a instâncias decisórias elementos de prova necessários a subsidiar ajusta
solução do litígio, mediante laudo pericial contábil, e/ ou parecer pericial contábil, em
conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação especifica no que for
pertinente. (BRASIL- CFC 2003 p. 105).

São funções de exclusividade dos Bacharéis em Ciências Contábeis, a do Perito


Contábil, e dos Assistentes Técnicos, ou Perito Assistente, uma vez que se denotam serem
pessoas detentoras de conhecimentos técnicos e científico que os qualificam a evidenciar e
compilar dados e fatos inerentes ao seu campo de atuação e saber. A fim discernir sobre tal
questionamento, "O perito precisa ser um profissional habilitado legal, cultural e
intelectualmente exercer virtudes morais e éticas com total compromisso com a verdade". (SÁ,
2002, p.21).
O Perito Assistente tem como função primordial proteger os interesses de quem o
contratou, acompanhando na execução do trabalho elaborado pelo PERITO CONTÁBI L,
podendo se manifestar sobre os questionamentos apresentados, concordando ou discordando
com ele por meio da emissão do laudo ou parecer.
O perito contador assistente pode, tão logo tenha conhecimento da perícia, manter
contato com o perito-contador, pondo se à disposição para o planejamento e a execução
conjunta da perícia. Uma vez aceita a participação, o perito-contador deve permitir o seu acesso
aos trabalhos (Conselho Federal de Contabilidade - CFC, 2003, p. 268).
A Perícia Contábil Judicial é um serviço de alta significação social, prestado pela classe
contábil como elemento de auxilio ao Juiz na sua árdua tarefa de fazer justiça. Esta forma de
procedimento, envolve o Estado, o Poder Judiciário, as entidades públicas ou privadas, quando
já em litígio, não conseguiram meios ou forma de solucionar o conflito.

" A Perícia Judicial é aquela realizada dentro dos procedimentos


processuais do Poder Judiciário, por determinação, requerimento ou
necessidade de seus agentes ativos, e se processa segundo regras legais
específicas. (ALBERTO, 1996, p.53)".
Perícia Extrajudicial é a que acontece fora do âmbito judicial. A demanda é formulada
em situação amigável entre as partes, no sentido de se apurar haveres, uma vez que nesse tipo
de perícia, inexiste litígio.

"Essa forma de perícia é muito peculiar. As partes que resolvem um


litígio assim, não desejam dar publicidade dos fatos envolvidos e nem se
interessam por resolução conflitante, pelo contrário, estão mais propensas ao
acordo. (MORAIS, 2000, p. 72)".

A Perícia por Arbitragem, pode ser realizada a nível judicial ou extrajudicial e, tem
como objetivo a solução de conflitos relativos a direitos patrimoniais, onde o arbitro é quem
profere a sentença. O arbitro é escolhido pelas partes, deve ser especialista no assunto e de
confiança das partes que o contratou deve ser filiado a Câmara de Arbitragem Correspondente.

"A Perícia Arbitrai é aquela perícia realizada no juízo arbitrai -


instância decisória criada pela vontade das partes, não sendo enquadrável em
nenhuma das anteriores por suas características especialíssimas de atuar
parcialmente como se judicial e extrajudicial fosse. (ALBERTO, 1996.
p.54)".

Laudo pericial é o que resulta do trabalho do Perito, transformado em um documento,


objetivo, claro, preciso e conciso. O laudo pericial sempre que necessário deve oferecer detalhes
sobre a prova pericial, sendo ela escrita ou em anexo.

"De acordo com item 13.5.da NBCT 13 do CFC - Laudo pericial


contábil é a peça escrita, na qual o perito contador expressa, de forma
circunstanciada, clara e objetiva, as sínteses do objeto e da perícia, os
estudos e as observações que realizou, as diligências realizadas, os critérios
adotados e os resultados fundamentados, e as suas conclusões".

"Laudo pericial contábil é uma peça tecnológica que contém


opiniões do perito contador, como pronunciamento, sobre questões que lhe
são formuladas e que requerem seu pronunciamento. (SÁ, 2002, p.45)".

Como fonte de proteção ao cidadão e a sociedade, a Perícia Contábil tem agido como
um instrumento que correlata as suas necessidades, objetivos, vantagens, peculiaridades e
qualificação, não só do trabalho pericial em si, mas também no reconhecimento do profissional
em contabilidade e no seu aspecto legal, pois o credencia como uma pessoa competente e
conhecedora da matéria a fim de dirimir dúvidas e solucionar conflitos, retratando fielmente os
fatos como eles devem ser, proporcionando uma credibilidade imensurável junto não só a
sociedade, mas também ao Judiciário, exaltando a profissão e evidenciando a importância dos
relatos contábeis como elementos técnicos e científicos.

3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Conselho Federal de Contabilidade. Princípios Fundamentais e Normas


Brasileiras de Contabilidade: Auditoria e Perícia. Brasília, DF, 2003, 320 p.

BRASIL. Código de Processo Civil. Lei 5.869/73. 19. ed. São Paulo: Saraiva.2004.

MAGALHÃES, Antônio de Deus Farias. Et al. Perícia Contábil Uma abordagem Teórica,
Ética, Legal,processual e Operacional. São Paulo: Atlas, 1995. 169p.

MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: A prática de Fichamento, Resumos


Resenhas. 3. ed. São Paulo, Atlas 1997.
SÁ, Antônio Lopes de. Perícia Contábil. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
4. Assinatura do Aluno e do Professor Orientador

Aluno: José Milton M. Figueiredo Orientador: Alexandre César Batista da Silva.

DO ERRO E DA FRAUDE

As auditorias e as perícias no combate, aos erros, às fraudes, á informalidade.

Fraude: Engano propositado contra alguém; artifício ou manobra ardilosa para iludir.
Abuso de confiança; ação praticada de má-fé. Contrabando, clandestinidade, informalidade.
Falsificação, adulteração. Dicionário Aurélio.
Nos âmbitos das entidades com ou sem fins lucrativos geralmente as fraudes financeiras
ocorrem em conluio (reunião de pessoas com fins específicos para lesar). Atuam objetivamente
em duas vertentes: a primeira para furtar as entidades, confiscando ativos, e a segunda para
roubar a sociedade na sonegação fiscal. Combater as fraudes é, portanto, uma luta do bem
contra o mal. A fraude é o mal.Identificado o problema, a fraude, é recomendável que se busque
suas causas para combatê-las de forma a eliminar o problema. No caso específico das fraudes,
sua origem está na educação ou nos desvios de personalidades. Esses dois fatores causais da
existência de indivíduos e grupos focados em fraudar são de natureza estrutural. O primeiro
deve ser tratado com políticas de Estado. O segundo e não menos complexa é doença,
reconhecida por alguns psicanalistas como incurável.Para combater os efeitos nocivos, causados
pelas fraudes financeiras, as instituições e a sociedade em geral desenvolvem formas de controle
que lhes permite identificar a ocorrência de fraudes e seus autores. O "controle social" tem se
mostrada uma das formas eficientes neste combate. A Constituição Federal, na Seção IX - Da
Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária, estabelece mecanismos que possibilitam
"efetivos controles sobre os atos administrativos de natureza financeira.
As auditorias financeiras foram criadas com o objetivo de avaliar, de forma sistêmica,
a correção na adoção das normas e aplicação dos procedimentos contábeis, desde os registros
contábeis a elaboração do Balanço Patrimonial. Não tem, portanto, as auditorias financeiras
como finalidade à identificação de fraudes. Entretanto, o rastreamento dos atos administrativos
que deram origem aos fatos contábeis - procedimento básico de auditoria -permite aos auditores
identificar indícios ou evidências de fraudes que, por ofício da função de auditor, devem ser
denunciados aos administradores para abertura de procedimentos de auditorias especiais, e ou a
contratação de um perito.
Os indícios ou as evidências de fraudes são objetos das auditorias especiais, com foco
na identificação dos responsáveis e na quantificação financeira dos danos causados pelas
fraudes.As fraudes financeiras, evidenciadas pelas auditorias, mais comuns nas empresas com
fins lucrativos e com reflexos sociais, se dão pela omissão de ganhos (receitas) e provisão de
perdas (despesas) inexistentes. Fraude financeira com características de enriquecimento ilícito e
de sonegação fiscal sobre os ganhos e os resultados.
Nas sociedades anônimas de capital aberto, a forma de fraudar, por vezes, se inverte
com apresentação de ganhos (receitas) não existentes. A finalidade é super avaliar o patrimônio,
com efeito, no valor das ações negociadas em bolsas. Esses procedimentos são detectados por
técnicas de auditoria financeira.
Nas entidades civis, sem fins lucrativos, as evidências de fraudes financeiras mais comuns são
as omissões dos ganhos (receitas) e provisão de perdas (despesas) inexistentes. Esse tipo de
fraude caracteriza enriquecimento ilícito, desvio de conduta e de sonegação fiscal sobre os
ganhos, no que couber.
As fraudes financeiras mais comuns nos órgãos/entidades públicas, e evidenciadas
pelas auditorias, são as referentes aos desvios de conduta dos agentes públicos na execução dos
procedimentos administrativos, em especial aos previstos na Lei 8.666/93, que estabelece
normas gerais sobre licitações e contratos administrativos no âmbito dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Nesse contexto as fraudes financeiras, no âmbito
dos órgãos/entidades públicas, caracterizam prevaricação com enriquecimento ilícito de agentes
públicos em conluio. O favorecimento financeiro se dá em duas formas: suborno - vantagem
concedida aos agentes públicos para favorecer a terceiros nos processos licitatórios e no;
contratos administrativos, roubo - participação nos pagamentos superfaturados.
Não gostaria de dar destaque isolado ao ato de fraudar e suas conseqüências diretas sobre o
indivíduo fraudador e sobre o patrimônio das organizações. As fraudes praticadas na;
organizações públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, produzem efeitos que não s£
encerram na identificação e punição, quando ocorrem, dos responsáveis e na quantificação
física ou financeira do ato praticado. A fraude vai longe, inibe o Estado nas suas políticas
públicas coloca em desprezo o cidadão mais carente, enfraquece a cidadania, mexe com valores
que deveriam ser imutáveis, vicia etc. É um mal a ser combatido. É filhote da CORRUPÇÃO.

Um toque singelo sobre um tema muito próximo ás fraudes, aos erros, í contabilidade,
aos controles CFF, CNPJ, DIRPF e DIRP.I, ao patrimônio:
O Combate à Corrupção à Luz do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana "A pessoa e,
duma maneira geral, todo o ser racional, existe fim em si mesmo, não s< como meio para o uso
arbitrário desta ou daquela vontade". Kant.
Dentre os Princípios Fundamentais listados no art. 1 º da Carta Magna Pátria encontra-
se a consagração constitucional da dignidade da pessoa humana, que resulta n, obrigação do
Estado em garantir à pessoa um patamar mínimo de recursos, capaz de prover-lhe subsistência.
Os Tribunais brasileiros têm usado como fundamento para algumas de suai decisões o princípio
em tela, vale citar decisão do Tribunal Regional Federal - TRF - 4 a Região que concedeu
mandado de segurança para liberar cruzados novos retidos, permitindo que ( impetrante pudesse
utilizar os ativos financeiros de sua propriedade, a fim de conjurar gravi enfermidade que se
abatera em detrimento de sua genitora. Alguns males abatem a sociedade ferindo sobremaneira
a dignidade da população nacional, dentre os quais, destaca-se a corrupção Numa definição
ampla, corrupção significa o uso ilegal, por parte dos governantes e funcionária públicos do
poder político e financeiro, da máquina estatal, com o objetivo de transferir rendi pública de
maneira criminosa para determinados indivíduos ligados por laços de interesse comum e,
também, o uso irregular dos vieses de controle aqui explicitados, a fim de ter < patrimônio, sem
observar os ditames da Lei e os princípios da contabilidade. Portanto, i corrupção fere o
princípio da dignidade da pessoa humana, uma vez que os diversos recurso: destinados a
objetivos, tais como: educação, saúde e segurança, são desviadas por corruptos, qui os usam
para fins particulares, retirando assim do cidadão brasileiro o direito de subsistir com < mínimo
de recursos. Como bem salientou Mário Vinicius Claussen Spinelli, gerente da Diretori. de
Prevenção da Corrupção da Controladoria-Geral da União, em palestra proferia na Agência dl
Tecnologia da Informação de Sergipe - AGETIS, "o corrupto é muito pior que qualquer
criminoso" -, no que concordamos, pois, aquele que retira dinheiro público destinado a ações
governamentais diversas, culmina por exterminar com milhares de vidas. A miséria, violência,
falta de educação, dentre outros graves problemas que assolam a população do nosso país e em
particular o nosso município, podem até ter outros motivos, porém, a corrupção é sim o maior
deles. O "crime do colarinho branco" é, em nosso entendimento, hediondo, repugnante, por isso,
deve ser punido severamente aquele que o comete.
A Controladoria-Geral da União, em consonância com sua precípua missão de orientar
a gestão governamental e exercer o efetivo controle interno do patrimônio público, para
salvaguardar a Administração Federal, e assegurar a prevalência do interesse da sociedade,
mantém sua luta diária de combate à corrupção, efetivando o controle interno e fomentando a
participação da sociedade no controle das ações governamentais.Em outros tempos fora a
sociedade bastante omissa quanto ao tema, cruzando seus braços para o que estava bem perto
dos seus olhos. Ocorre que, os tempos mudaram, a ditadura acabou, e hoje vemos em nossos
dia-a-dia juízes, políticos, pessoas "importantes" dos cenários políticos e profissionais sendo
presas por terem cometido crime de corrupção.Exemplo claro das mudanças acima citadas foi a
instituição do Dia Internacional contra a Corrupção, ocorrida na cidade mexicana de Mérida em
2003, em que o Brasil e mais cento e onze países foram signatários da Convenção das Nações
Unidas contra a Corrupção, tendo sido determinado o dia 9 de dezembro para tal comemoração.
Tal convenção prevê o cumprimento dos países signatários na cooperação para recuperação de
recursos desviados, por meio de rastreamento, bloqueio e devolução de bens, assim como a
criminalização dos potenciais culpados.Os tempos mudaram, já não há o regime da ditadura,
entretanto, é preciso maior participação popular para combater a corrupção e manter intactos os
direitos dos cidadãos, a exemplo, da dignidade da pessoa humana. Fazemos um convite à
sociedade caruaruense para que esteja de olhos abertos para tudo e todos que contrariam o
crescimento dessa nação tão rica, de um município tão rico, em favor do interesse pessoal de
uma pequena minoria que se faz prevalecer de seu status para ferir o interesse de um povo, de
uma localidade municipal retirando-lhes recursos mínimos para condição de sobrevivência.
Quando se fala em corrupção logo pensamos nas camadas federais, ou seja, nos
escândalos de desvios de verbas públicas praticadas por políticos do senado, câmara federal,
presidência da república, e até por que não dizer dos vereadores, deputados estaduais, prefeitos,
governadores, policiais, FISCAIS... Enfim, uma lista imensa que não caberia em duas ou três
laudas. Esse quadro, envergonha, entristece, gera medo e expectativa. Afinal, não eram, eles
que deveriam dar o exemplo? Não foi neles que nós como bons brasileiros, depositamos nossa
confiança para que nos representassem diante do poder? Muitas são as indagações e as
indignações, mas, o fato é que a corrupção não é exclusivo do cenário político e empresarial
brasileiro e mundial. A corrupção está presente em todas as camadas sociais e não se restringe a
essa ou àquela pessoa, nem muito menos atinge em maioria aos brancos do que negros.
Infelizmente esse "veneno da República", ultrapassa todas as fronteiras e limites reais ou
virtuais. Um evento realizado no auditório da Universidade Federal de Sergipe - UFS promoveu
o debate sobre este tema polêmico, de modo a ressaltar a importância do combate à corrupção
por parte de todos os cidadãos que querem um futuro com ações mais transparentes, seja no
cenário político, mas principalmente, no cotidiano. E não menos importante, para que os atos de
corrupção, bem como os corruptos, possam ser efetivamente punidos, servindo de exemplo aos
demais. De acordo com a chefe da Corregedoria Geral da União, Maria Esmeralda Rodrigues, a
corrupção está presente nos pequenos atos, ou seja, vícios que adquirimos ao longo do tempo, e
que acabamos por repetir sem saber que estamos corrompendo o outro ou a nós mesmos.O
combate à corrupção não é só o combate à corrupção política, mas sim, o combate à corrupção
no nosso dia-a-dia; Porque o cidadão é corrupto quando ele compra um guarda de trânsito que
se deixa vender, ele é corrupto quando ele aceita comprar algo sem nota fiscal, ele é corrupto
quando fura a fila. I ele é corrupto quando oferece "propinas", tudo isso são formas de
corrupção. O que queremos de fato é fazer o cidadão refletir, pois na realidade as instituições
políticas, os órgãos, refletem apenas a população. Deste modo, é que escolhemos trazer esse
debate para a universidade, par. este livro, para os caruaruenses. Para os peritos, para os
auditores, para os futuros contadores, já que os estudantes são o futuro, são pessoas que estão
em formação e é neles que a gente está focando, pois queremos melhorar essa consciência.
Porque se você não tem a consciência de que no momento em que você avança o sinal
vermelho e vem um guarda e te multa, você se sente ofendido e tenta porque não dar aquele
"jeitinho"para sair ileso. A sociedade tem que vir a pensar que corruptos não são os outros, a
mudança deve partir de nós mesmos, de dentro da nossa própria casa, dentro da nossa empresa,
no nosso trabalho, na praça de esportes, na fila do banco...

AUDITORIA E PERÍCIA no COMBATE ás FRAUDES e ERROS na


CONTABILIDADE DAS EMPRESAS

Importância da contabilidade em Dr. Antônio Lopes de Sá, Perícia Contábil, no


combate aos erros, ás fraudes e á informalidade.
E preciso, antes de tudo, fazermos a distinção entre erro e fraude contábil. Fraude é
uma ação premeditada para lesar alguém. Erro é uma ação involuntária, sem o intuito de
causar dano. A fraude pode ser um agregado de premeditações, visando-se tirar proveito de
algum, coisa. Temos como exemplos de erros: somas feitas sem computar alguma ou algumas
parcela; crédito em dobro, inversão de números, esquecimento de realizar transporte de
valores, classificação indevida de documentos e etc. As fraudes podem ser desvios de
dinheiro recebimentos de créditos sem dar-lhe baixa, despesas fictícias, desvios de
mercadorias adulteração de documento, falsificação de documentos etc. Sabemos que os erros
e as fraudes podem acontecer sobre os mesmos documentos e ou fatos (balanços, balancetes,
estoques, conta banco etc.), são de características diferentes.
A fraude é caracterizada pela falsificação ou alteração de registros ou documentos:
pela omissão de transações nos registros contábeis; por registrar transações sem comprovação; e
ainda por aplicar práticas contábeis indevidas. Os erros se caracterizam por serem involuntários
ou seja, ocorre omissão, desatenção ou má interpretação de fatos nas demonstrações contábeis
As empresas devem tomar alguns cuidados para prevenir comportamentos inadequados em suas
operações. A prevenção deve começar a partir da contratação dos empregados, pois se observa
que os setores de compras, financeiro, de recursos humanos e da tecnologia da informação são
os mais afetados pelas irregularidades contábeis. A auditoria exerce um papel fundamental n
verificação dessas irregularidades, visto que evidencia as fraudes, e principalmente, impede .
prática desses delitos com a criação de controles internos, e não apenas identifica os fatos já
realizados. A perícia contábil, por sua vez, é um instrumento indispensável na verificação de
fraudes e erros contábeis, pois realiza procedimentos importantes, como exame, vistoria,
indagação, investigação, arbitramento, avaliação e certificação, a fim de esclarecer
determinados fatos. É, portanto, fundamental que as irregularidades sejam combatidas, pois
caso contrário, as empresas terão grandes problemas, como os ocorridos na Enron, Xerox,
Worldcom.
A Contabilidade visa demonstrar a situação patrimonial de uma empresa, e com base I nela,
pessoas fazem investimentos, fornecedores acreditam na capacidade que a empresa tem de
saudar suas dívidas, bancos e instituições decidem o quanto de financiamento pode ser
proporcionado à organização, governo calcula impostos devidos, gestores tomam decisões
internas, enfim, a Contabilidade é um importante instrumento para decisões de usuários internos
e externos.
Princípios e Normas Contábeis existem para que as informações empresariais
divulgadas sigam um mesmo padrão e, assim, possam ser comparados resultados de diversas
empresas, mantendo uma fidelidade quanto à realidade encontrada nas organizações. No
entanto, podem existir pessoas mal intencionadas dentro da empresa, que podem cometer
crimes financeiros, e fazer com que as informações divulgadas sejam distorcidas, demonstrando
uma situação que seja favorável a seu interesse, caracterizando as fraudes. Além disso, a
Contabilidade é uma ferramenta que está suscetível ao erro, pois um funcionário pode realizá-lo
sem que se dê conta disso, seja por desinformação sobre algum procedimento contábil, seja por
erros de digitação etc.
Se fraudes e erros acontecem nas empresas, precisa-se saber: O que é fraude? E erro?
O que fazer ao se descobrir essas irregularidades dentro da empresa? Como fazer para evitar
que elas continuem acontecendo? O que leva alguém a cometer erro ou fraude? Quais os efeitos
para a tomada de decisão? Quais as responsabilidades inerentes à administração da empresa, ao
auditor e ao perito?
Como prevenir fraudes
A maior incidência de fraudes se dá em relação a operações que envolvem dinheiro,
estoques e créditos a receber. Com o objetivo de impedir a ocorrência de fraudes, as empresas
devem evitar que a realização e autorização de pagamento sejam realizadas pela mesma pessoa.
Caso isso não ocorra, o auditor contábil quando da realização do seu trabalho, indicará que há
indícios de possibilidade de fraude na organização. Daí a grande responsabilidade do trabalho
do auditor que deve identificar estes fatos e sugerir que sejam tomadas as medidas corretivas
necessárias. Para prevenir esse tipo de comportamento, alguns cuidados podem ser tomados'
-A prevenção contra fraudes deve começar a partir da contratação dos empregados,
buscando saber nas empresas por onde já trabalharam, o comportamento em que tinham. As
áreas mais atingidas pelas irregularidades são os setores de compras, financeiro, de recursos
humanos, como também a área de tecnologia da informação;
-Verificar se a contabilidade está correta ou se as operações estão sendo registradas;
-É ideal que as auditorias externa e interna trabalhem de forma integrada, aplicando
programas de prevenção, não sendo recomendável que seja utilizada apenas a auditoria externa,
pois mesmo que esta identifique um crime corporativo, dificilmente seus profissionais saberão
lidar com o problema, já que lhes faltam subsídios de perícia contábil para trabalhar com caso
judicial;
-Controlar sistemas de folha de pagamento, de contas a pagar e contas a receber é
uma tarefa importante;
-O profissional de contabilidade deve agregar conhecimentos das Leis e Códigos
Processuais, de Criminologia, de Sociologia, de Psicologia e, principalmente, de Auditoria e de
Perícia Contábil. Os estudos sobre Criminologia, Sociologia e Psicologia irão ajudar o contador
aumentando sua capacidade de identificar padrões de conduta alterada e indícios de distúrbios.
Esses conhecimentos darão ao Contador Investigador de Fraudes condições de propor
alternativas e penalidades para se prevenir a ação dos fraudadores.
Outro método de prevenção seria a instalação de câmeras e a infiltração de investigadores nas
equipes, os chamados "funcionários espiões";
Enfim, as empresas deveriam tanto trabalhar na formação de dados estratégico para o
desenvolvimento dos seus negócios, como também se prevenir da ação criminosa de seus
colaboradores ou de terceiros.
Mecanismos de Controle e Prevenção:
-Desenvolvimento da matriz de risco do negócio;
-Implementação de controle interno, gerenciamento e treinamento de equipes de
auditoria interna;
-Revisão periódica dos controles internos, verificação de equipe de auditoria,
análise de risco de fraude;
- Revisão da qualidade do ambiente de negócio, enfocando aspectos tais
como cultura empresarial, ética do trabalho, revisão de funcionários, estrutura de recursos
humanos controle de informação;
-Acompanhamento e controle de investimentos em atividades críticas, tais como:
construção, logística e manutenção;
-Programas e seminários de treinamento antifraude voltados para equipes de
auditoria;
- Seminários e palestras para os departamentos: comercial, financeiro,
administrativo, suprimento e logística.

Serviços de Investigação de Fraudes:


-Investigação de fraudes financeiras;
-Investigação de fraudes gerenciais e comerciais, tais como: logística e
relacionamento com o cliente;
-Auditoria investigativa, coleta, análise de documentos e de dados financeiros:
-Perícia em computadores e servidores, recuperação de arquivos e de dados
"deletados";
-Mensuração, cálculo financeiro de perdas e prejuízos causados por fraudes;
-Perícia e tabulação de documentos, analisando e informando os resultados de
investigação de forma objetiva e coerente com a empresa;
-Relatórios preparados para suporte e litígios.

Avaliação das perdas financeiras:


-Perícia contábil dos valores em litígio, apresentando o cálculo financeiro; Cálculo
dos danos causados pela fraude, tais como: valor presente dos recursos desviados, cálculo do
lucro cessante e custos de oportunidade;
-Revisão independente dos valores pagos a fornecedores e parceiros comerciais;
-Revisão independente de contas a receber e conciliação contábil;
-Revisão independente dos contratos e cláusulas comerciais.
Percebe-se que estes são mecanismos importantes, os quais as organizações devem
considerar para desenvolver suas atividades de forma segura, oferecendo consequentimente
confiança a seus clientes e obter, com isso, bons resultados.
Motivos mais comuns para fraude
Segundo SÁ, 1997, as fraudes são praticadas quase sempre por pessoas que possuem
autoridade, sobre tudo, quando acumula funções . Quando implicam com volumes maiores, as
fraudes geralmente ocorrem, mediante formação de concluio, sendo desta forma, mais difícil a
detecção. Portanto, nesses casos, a fraude tende a perdurar se não existir controles adequados a
independência da auditoria. Muitas pessoas envolvidas na fraude tanto facilitam como
dificultam sua localização. Dente os motivos mais comuns para que a fraude aconteça, estão:
-Sistema de segurança - quando um fraudador não planeja a fraude porém percebe
algumas falhas no sistema de segurança da empresa, dando-lhe assim, a oportunidade de "entrar
em ação";
-Motivos financeiros - é muito comum a prática dos atos ilegais pelos empregados,
simplesmente por necessidade, seja ela de pagar dívidas ou adquirir bens.
-Insatisfação profissional e vingança - muitas fraudes são decorrentes do sentimento
de desvalorização profissional;
-Irregularidades generalizadas - ocorre quando funcionários realizam atividades
ilegais na empresa e não são punidos. Vendo isso, outros irão achar que podem fazer o mesmo,
visto que nada irá acontecer a eles;
-Sedução pelo perigo - feito por aqueles profissionais que sentem prazer em burlar as
leis, desenvolvendo assim esquemas de fraudes.
Controle interno
A inexistência ou inadequação de um controle interno torna mais propicia a ocorrência
de erros e fraudes. Por exemplo, um sistema que não permita erros no cálculo do imposto de
renda poderá evitar futura dor de cabeça. Outro exemplo seria a possibilidade que existiria dos
gerentes poderem "maquiar" as demonstrações para que não fosse percebida sua queda de
desempenho, ou para não demonstrar o alto grau de endividamento da empresa, tornando-a
melhor vista por investidores, credores, ect.
Com vista na confiança gerada pelo controle interno, o auditor pode estabelecer o
aprofundamento necessário para ter uma boa condição de avaliar as demonstrações contábeis,
levando em consideração o custo X benefício.
O papel da auditoria é fundamental, visto que evidencia, as fraudes, mas
principalmente, evitando a prática desses delitos com a criação de controles internos, e não
apenas identificar os fatos já realizados. Observa-se ainda, que a prevenção deve ser uma
preocupação constante, onde as empresas devem começar desde a seleção dos seus empregados,
para os setores de compra, financeiro, e de recursos humanos, que são, segundo o SEBRAE, as
áreas mais críticas da empresa. Mas deve-se observar também a área da tecnologia da
informação para que não sejam utilizados softwares pirateados, além de manter um bom
sistema de backups de arquivos, e também, relacionado a segurança, um bom programa de
antivírus, limitar o acesso a de3terminados dados, mediante a utilização de senhas, instalação de
softwares, que possuam modulo de auditoria para rastrear possíveis fraudadores, internos ou
externos.

Materialidade
Por ser involuntário, o erro pode ser tão irrelevante que não consegue ser identificado
pela auditoria e não altera a opinião sobre a situação financeira da empresa. No entanto, um
mesmo erro pode ser irrelevante em uma empresa, mas relevante em outra. Por exemplo, um
erro que gere uma diferença de R$ 1.000,00, pode ser bastante considerável para uma empresa
que apresenta lucro de RS 10.000,00, e ser considerado ninharia por uma empresa que tenha
rendimentos de R$ 10.000.000,00. Assim como a diferença entre pequenas e grandes empresas,
o mesmo pode ocorrer se as empresas forem de ramos diferentes, ou mesmo, que seja
informação de uma mesma empresa, porém, com a perspectiva de períodos diferentes. Assim, a
materialidade pode ser medida através da discrepância dos efeitos contábeis causados pelo erro,
e observando-se como seriam as demonstrações sem a ocorrência deste. Quando se percebe que
o erro é material, cabe ao auditor informar à administração da empresa e solicitar que os ajustes
sejam feitos.
Quando um auditor afirma em seu parecer que as demonstrações contábeis refletem a
situação da empresa com propriedade e de acordo com os princípios contábeis, indica que o
auditor acredita que as demonstrações contábeis, consideradas em conjunto, não apresentam
erro relevante.
Na auditoria, um grande erro ou fraude pode não ser detectado, por ser o exame
realizado através de amostragem, sendo mais fácil detectar se forem realizados pequenos erros
em diversas transações. Os erros detectados servirão para serem projetados quanto aos
possíveis erros naquelas transações que não foram auditadas.
Erros considerados imateriais se considerados isoladamente, pode se tomar material
quando somado aos outros erros semelhantes. Por isso. erros detectados e não corrigidos pela
empresa, devem ser somados para que se possa avaliar se o impacto da junção de erros
prejudiciais a uma apresentação adequada das demonstrações contábeis da empresa. No entanto,
desde que não seja algo muito dispendioso com relação ao benefício gerado, o ideal é que os
erros detectados, mesmo quando são imateriais. sejam corrigidos, visto que, erros nas
demonstrações atuais, quando transfere seus saldos para o período seguinte, está começando-se
com erros, que juntados aos erros desse período subseqüente pode acarretar numa diferença
material para a empresa nas demonstrações seguintes.

Efeitos na tomada de decisão


A contabilidade é uma importante ferramenta que coleta informações financeiras! sobre as
empresas. Muitas vezes, as informações geradas por essa ciência são utilizadas como auxiliar
no processo decisório, e para que realmente sejam úteis, as informações, precisam estai de
acordo com a realidade da empresa. Os usuários das informações contábeis precisam apenas
identificar os fatos já realizados. Observa-se ainda, que a prevenção deve ser uma preocupação
constante, onde as empresas devem começar desde a seleção de seus empregados, para os
setores de compras, financeiro, e de recursos humanos, que são, segundo o SEBRAE, as áreas
mais críticas da empresa. Mas deve-se observar também a área da tecnologia da informação,
para que não sejam utilizados softwares pirateados, além de manter um bom sistema de backups
de arquivos, e também, relacionado a segurança, um bom programa de antivírus, limitar o
acesso a determinados dados mediante a utilização de senhas, instalação de software que possua
módulo da auditoria para rastrear possíveis fraudadores internos ou externos.

As empresas podem não atingir seus objetivos caso ocorram erros e fraudes em suas
atividades, uma vez que podem incidir em fatos e documentos de características diferentes,
como: balanços, balancetes, fichas de controle de estoque, etc.
Fraudes no Brasil e no mundo
São várias as empresas envolvidas em escândalos contábeis devido à ocorrência de fraudes e
erros contábeis. Como exemplos, pode-se citar o caso da Enron - companhia de energia, da
Parmalat, da WorldCom - segunda maior operadora de telefonia de longa distância nos Estados
Unidos, e da Coca-Cola, todas empresas estrangeiras.
Conforme notícia divulgada no jornal da AABNB (Agosto/2002), foram descobertas várias
fraudes contábeis em balanços de empresas americanas, divulgadas nos principais jornais do
mundo. Foi publicada uma relação, em ordem alfabética, contendo as 10 empresas que
apresentaram as maiores fraudes contábeis do mundo:
1- ADELPHIA (EUA)
2- BANCO DO NORDESTE DO BRASIL (BRASIL)
3- BANCO NACIONAL (BRASIL) 4-ENRON
(EUA)

5- ENTERASYS NETWORKS (EUA)


6- GLOBAL CROSSING (EUA)
7- TYCO INTERNACIONAL(EUA)
8-VIVENDI (FRANÇA)
9-WORLDCOM (EUA)
10-XEROX (EUA)
O Banco Central do Brasil juntamente com o Tribunal de Contas da União realizaram
uma auditoria que comprova, conforme os relatórios, o comportamento delituoso do Sr. Byron
Queiroz, presidente do Banco Central do Brasil. No ano de 2002, o Banco Central do Brasil
demonstrou, conforme o balancete de maio do BNB, onde foi constatado que as Receitas
somaram RS 1.080.999 mil e as Despesas RS 1.070.999 mil, significando dessa forma que um
lucro apurado de exatos R$ 10.000 milhões, ou seja. valores redondos que comprovam a
manipulação dos resultados.
As organizações perderão a confiança do mercado caso seja confirmado a ocorrência de
fraudes, o que pode causar vários problemas, como os ocorridos em grandes empresas,
conforme pode ser observados em matéria publicada no site da revista época (08/07/2002), tais
como:
Enron - A gigante americana do setor de energia que pediu falência em dezembro,
manteve USS 3,9 bilhões em empresas de Wall Street, entre 1992 e 2001, classificando-os como
"proteções financeiras" (hedge) em lugar de dívidas. Pelo menos USS 2,5 bilhões desses
recursos teriam sido aplicados nessas empresas nos três anos anteriores à falência da Enron, que
à época já acumulava entre USS 8 bilhões e USS 10 bilhões em dívidas de curto e longo prazo.
WorldCom - A empresa teria lançado USS 3 bilhões em registros contábeis irregulares para
inflar seus lucros, no que pode ser classificado como um dos maiores casos de fraude
corporativa da história. O artifício financeiro aumentou o fluxo de caixa e os lucros da
companhia nos últimos cinco trimestres. A fraude foi descoberta durante uma investigação
interna. O diretor financeiro da Worldcom, Scott Sulivan, foi demitido. No Brasil, a Worldcom
controla a Embratel.
Xerox - Uma auditoria interna encontrou um erro nos balanços que alteram as receitas
da empresa para USS 6 bilhões nos últimos cinco anos. Até a filial brasileira poderia estar
envolvida no cito. A fornecedora de equipamentos para escritórios apresentou à Securities and
Exchange Comission - SEC (a CVM americana) documentos revisando seus dados financeiros
para os anos de 1997 a 2000. assim como ajustes nos resultados de 2001 previamente
anunciados. Para o período de cinco anos em que foi feita a revisão, o lucro da Xerox antes de
impostos foi USS 1.4 bilhão inferior aos números que a empresa havia anunciado originalmente.
Conforme mostrado na matéria, "a SEC revelou que a empresa havia registrado de forma
irregular em seus | livros contábeis US$3 bilhões em vendas e USS 1,5 bilhão em ganhos no
período de quatro anos. A auditoria, que também pôs os olhos sobre os resultados de 2001,
encontrou problemas contábeis mais recentes e agora o total de receita bruta declarado
irregularmente pode chegar a USS 6 bilhões".
Verifica-se nesses casos, a importância do trabalho contábil, que possibilita o
esclarecimento dos fatos, quando efetuado de acordo com a ética, obedecendo aos princípios
contábeis, como também as normas
inerentes à profissão.
No Brasil também não é diferente, ouve-se muito falar em corrupção, lavagem de
dinheiro e fraudes. O problema é que eles só aparecem quando existe denúncia, ou seja,
depois que todo o "estrago" já foi feito. Mas mesmo não existindo estatísticas sobre casos de
corrupção na área privada, os especialistas afirmam que este número é bastante elevado.
O Brasil é considerado pela imprensa nacional e internacional como um dos países
com maiores níveis de corrupção no mundo, fato este ocorrido pela falta de iniciativa dos
governantes. Os prejuízos para a sociedade com estes crimes são inúmeros, pois atrapalham no
desenvolvimento do país. visto que alguns montantes de recursos, que poderiam estar
impulsionando o crescimento da economia, estão desaparecendo do país para algum "paraíso
fiscal", na forma de "lavagem de dinheiro", já reconhecida como crime através da lei 9.613/98.
A auditoria é de suma importância para a mudança em que o Brasil se encontra, pois a
mesma tem por função criar controles internos, evitando assim que estes crimes possam ser
praticados.
A Responsabilidade do proprietário do patrimônio, do auditor e do perito.
A primeira responsabilidade na prevenção e identificação de erros e fraudes é do
proprietário do patrimônio, através de um sistema de controle interno. O auditor e o perito não
são responsáveis pela prevenção de fraudes e erros, eles apenas devem planejar seus trabalhos
avaliando a ocorrência deles, tendo dessa forma grande probabilidade de detectá-los.e caso seja
contratado poderá, também, fazer a prevenção desses males. No andamento do planejamento,
auditor e o perito devem pesquisar junto à administração da organização a respeito dessas
irregularidades que tenham sido encontradas. E ao detectá-las, o auditor e ou o perito em sua
obrigação terá que comunicar à administração, ao proprietário do patrimônio sugerindo
medidas corretivas. Cabe à administração da empresa, tomar providência para que não existam
brechas para a ocorrência de erros e fraudes, e para isso, deve-se ter um rigoroso controle intera
empresa deve preocupar-se não apenas com erros e fraudes cometidas no passado, mas buscar
formas de preveni-los no futuro.

Num procedimento normal de auditoria, não se tem a intenção de descobrir fraudes, sendo estas
mais difíceis de serem descobertas, pois, quando ocorrem, normalmente são muito bem feito, de
forma que, se não há uma investigação mais profunda, a tendência é de que nunca venha a ser
descoberta, ou pelo menos, que demore bastante. Como a auditoria está mais preocupada em dar
certificação quanto às demonstrações como um todo, ela não se prende a detalhes, tornando-se
mais perceptível os erros, que foram involuntários. No entanto, durante seu trabalho, seguindo
as normas de auditoria geralmente aceitas, o auditor pode reconhecer indícios de erros e fraudes,
pois algumas vezes, essas irregularidades chegam a afetar substancialmente as operações da
empresa auditada. Se a auditoria fosse realizada com a intenção de encontrar fraudes e erros, o
trabalho deveria ser bem mais aprofundado, e não por amostragem como ocorre, o que poderia
ser impraticável em empresas de grande porte e assim trazemos o perito para resolver o caso em
tela.
Caso o cliente resolva por não corrigir os erros detectados na auditoria, cabe ao
auditor fazer as devidas observações em seu papel de trabalho, que servirá tanto para tomar
como base na hora de opinar em seu parecer, quanto para auditorias que venham a ser realizadas
em exercícios seguintes. Se a distorção for relevante e não corrigida, o auditor deve emitir um
parecer com ressalva ou com opinião adversa. Além disso, se a organização não tomar medidas
de correção referentes às fraudes, consideradas necessárias pela sua relevância para as
demonstrações contábeis, o auditor pode retirar-se do trabalho. Outros fatores que podem afetar
sua decisão de desistência são as implicações envolvendo a alta administração da organização,
abalando dessa forma a confiabilidade das informações da administração que está sendo
auditada.
Em casos de suspeita de fraude em determinada área da empresa, convém o serviço de
um perito, pois este estabelecerá uma investigação aprofundada somente em determinada parte
das informações contábeis, e não em todas as contas e em todas as demonstrações como na
auditoria, possibilitando os fundamentos necessários para que se chegue a uma conclusão
quanto a procedência ou não da suspeita.
Limitações à auditoria.
Com as limitações inerentes à auditoria é impossível evitar que ocorra distorção
relevante de fraudes e erros. Se, durante o período que o auditor estiver atuando na empresa,
existir alguma distorção que for relevante resultante de erro e/ou fraude e não for corrigida nas
demonstrações contábeis, isso não quer dizer que o auditor não cumpriu as Normas de Auditoria
Independente das Demonstrações Contábeis, pois o que vai determinar isso são os
procedimentos adotados nas circunstâncias.
Mesmo existindo um sistema contábil e de controle interno que diminua as distorções
resultantes de fraude e/ou erro, sempre irá existir algum risco, pois não existe sistema, nem
controle interno eficiente que impeça a fraude, quando esta ocorrer através da trama entre
empregados ou cometida pela administração, pois existem níveis da administração que
enganam os controles que previnem as fraudes feitas por empregados.
O risco de não ser encontrada a distorção referente à fraude é bem maior que o do
erro, pois a fraude é resultante de atos planejados, com o intuito de enganar, ou prejudicar
alguém como, por exemplo, a falsificação, ao contrário do erro, que é resultante de atos
involuntários, por desconhecimento próprio.
Comunicação de fraudes e/ou erros normalmente é impedido de comunicar as ocorrências de
fraudes ou erros a terceiros devido ao sigilo profissional. Fim alguns casos, no entanto, existe a
obrigação legal desta comunicação, sendo requerida ao auditor a quebra deste sigilo, conforme o
Código de Ética dc Contabilista e as Normas Profissionais do Auditor Independente.
O auditor deve sempre comunicar à administração da entidade que está sendo auditada
qualquer descoberta envolvendo fraudes, mesmo que seu efeito não seja tão relevante sobre as
demonstrações contábeis. Dependendo das circunstâncias, esta comunicação pode ser feita tanto
de forma verbal quanto escrita.
Ao ser determinado o representante da entidade que será comunicado da ocorrência
das irregularidades descritas, a auditor deve avaliar quanto ao envolvimento da alta
administração. Sendo correta essa comunicação, quando feita a um nivel da estrutura
organizacional da entidade que está acima do nível de responsabilidade pelas pessoas que se
acredita estão envolvidas.
Realização da perícia contábil
Para SÁ (1982). "Perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao patrimônio
individualizado visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião
realizam-se exames, vistoria, arbitramentos, em suma, todo e qualquer procedimento
necessário : opinião".
É verificável a importância da opinião do perito contábil, pois este possui um
conhecimento especializado sobre a realidade patrimonial tanto nos aspectos físicos,
qualitativos e quantitativos, como nas causas e efeitos.
A perícia contábil é, por sua vez, um instrumento indispensável na verificação de
fraudes e erros contábeis, pois realiza procedimentos, de acordo com as normas técnicas, a fim
fundamentar o laudo pericial, tais como: o exame, que constitui a análise de livros e
documentos a vistoria, que consiste na verificação e constatação de situação, coisa ou fato, de
forma circunstancial; a indagação, que trata de obtenção de testemunho daqueles que tem ou
que] deveriam ter conhecimento da matéria periciada; a investigação, que é a pesquisa visando
trazer ao laudo o que está oculto por quaisquer circunstancias; o arbitramento, que trata da
determinação de valores ou solução de controvérsias por critérios técnicos; a avaliação, que
consiste no ato de determinar valor de coisas, bens, direitos, obrigações, despesas e receitas; e ai
certificação, que é a informação trazida ao laudo pelo perito contábil, de caráter afirmativo, cuja
autenticidade é reconhecida pela fé pública atribuída ao profissional.
Pôde-se perceber que a diferença básica entre a fraude e o erro está na intenção ou
não em cometer a irregularidade. Se esta for descoberta durante procedimentos de auditoria,
cabe ao auditor responsável pelo trabalho procurar a administração da empresa e comunicar o
que está ocorrendo, para que esta possa tomar as medidas corretivas cabíveis. Se necessário,
pode-se contratar o serviço de um perito para encontrar em que ponto a fraude ou erro vem
ocorrendo, visto que este profissional tem profundo conhecimento da matéria e faz uma
investigação bastante aprofundada para, então, ter informações suficientes para embasar sua
opinião.
Foi visto que para evitar que fraudes ou erros ocorram dentro de uma empresa ou mesmo junto a
uma pessoa física pode-se tomar algumas providências, dentre elas informar-se melhor sobre os
funcionários que contrata e ter um controle interno eficiente. Dentre outros, são considerados
como os principais motivos encontrados para que alguém cometa fraude o seu não
reconhecimento profissional, necessidade financeira e a não punição em outros casos de
fraudes.
Irregularidades como um todo só prejudica a empresa, pois esta, bem como os
usuários externos, toma decisões baseando-se em informações irreais, além disso, quando
descobertas, tendem a "manchar' o nome da empresa. Cabe então à administração tomar todas
as providências cabíveis para que não existam erros ou fraudes dentro da empresa.
Atualmente, as fraudes são inúmeras de diversos tipos e modalidades. No Brasil, elas
passavam desapercebidas dos administradores devido aos efeitos inflacionários, mas com a
estabilização econômica, advinda do Plano Real, este problema se tomou visível e suas perdas
insuportáveis de serem absolvidas pelas organizações. Estas são calculadas em torno de 2% do
faturamento bruto das empresas. As auditorias internas não eram valorizadas e pouco nelas se
investiam. Adotaram-se, como principal referencial teórico para o desenvolvimento deste tema,
as Normas Brasileiras de Contabilidade. As estatísticas demonstram que a auditoria interna está
em 2° lugar como responsável pela descoberta de fraudes (20%), atrás somente dos controles
internos (32%), e também em 2° lugar como opção de ação executada após a descoberta da
fraude (39%), revelando assim que a auditoria interna é hoje um elemento de controle
imprescindível às organizações e. junto com os controles internos, também é eficaz quanto à
proteção, identificação e prevenção de erros e irregularidades. É mister, portanto, a valorização
e o devido reconhecimento dos auditores internos como pessoas que agregam valor às empresas
e que otimizam resultados.Segundo pesquisa empírica feita através do Plantão Fiscal da
Delegacia da Receita Federal do Brasil, por vinte e cinco anos. consultando contabilistas e
empresários, não encontramos, em Caruaru, de maneira consistente as funções do auditor e do
perito, esporadicamente em algumas empresas são encontrados estes profissionais. O que
vislumbramos foi a uma grande informalidade, a maioria das micros e pequenas organizações,
com e ou sem fins lucrativos, apenas atendendo a um mínimo de
exigências fiscais, quando muito encontramos os registros do livro caixa e do
inventário; para as organizações sem fins lucrativos, num percentual de mais de 90%. não
fazem nem o livro caixa mensal.É um campo vastíssimo de atuação do contador, do perito, do
auditor, pois somente assim, estas organizações terão meios de defesa de seus patrimônios nas
searas administrativas e principalmente na seara judicial.
As fraudes não são privilégios somente de nossa época ou de nossa sociedade atual.
São tristes fatos que vêm se perpetuando pela história do homem e de suas civilizações.
Atualmente, as empresas estão percebendo cada vez mais, que as fraudes também não
são exclusividade de determinadas entidades ou de determinados ramos de negócios. Elas
atacam qualquer tipo de organização: seja ocidental ou oriental; seja nacional ou multinacional;
seja pública, mista ou privada; seja micro, pequena, média ou grande; seja Sociedade Anônima
(S/A), Limitada (Ltda.) ou Cooperativa; seja profissional ou familiar; seja rural ou urbana; seja
com ou sem fins lucrativos; seja da área produtiva, da área comercial ou da área de serviços.
Vive-se hoje num mundo culturalmente, economicamente e/ou mercadologicamente
globalizado, onde as organizações enfrentam não mais uma concorrência local, regional ou
setorial, mas uma concorrência a nível mundial. Nesse contexto, cada esforço desprendido
eficazmente, cada economicidade realizada nos processos produtivos fará grande diferença,
como também, cada erro, falha, desvio, perda e/ou desperdício será um fardo cada vez mais
pesado e difícil de suportar.
As fraudes provocam, além das altas perdas financeiras, outras conseqüências por
demais devastas. No âmbito do ambiente de trabalho, provocam um clima de insegurança e
desconfiança entre os funcionários e suas chefias. No âmbito da direção geral da empresa,
provocam suspeitas e desconfianças sobre a capacidade de gestão de seus administradores. No
âmbito externo, maculam a imagem da organização junto ao público consumidor.
No Brasil, as fraudes quase nunca eram percebidas devido à elevada inflação, que
mascarava as perdas financeiras decorrentes e, também, não levavam os administradores a
observar com mais atenção ao problema. As perdas por erros e irregularidades eram
incorporadas aos custos da operação e repassadas ao consumidor. Com a estabilização da moeda
brasileira, Iadvinda com o Plano Real, este problema tornou-se visível para a maioria das
organizações.
Neste período, eram poucas as empresas que possuíam em seus quadros auditores
internos ou tinham a preocupação de contratar serviços de auditoria externa e muito menos
contratar o serviço do perito.
Justifica-se, este trabalho, pela grande oportunidade de se contribuir, tanto no nível
acadêmico (enriquecimento do conhecimento), já que praticamente inexistem estude s
específicos sobre o assunto em questão, como, principalmente, na área empresarial (alerta aos
empresários e administradores das organizações) em Caruaru/PE. Outrossim, impulsionar
uma nova cultura de valorização do profissional dentro e fora das referidas organizações,
destacando-o como importante instrumento de prevenção e identificação de irregularidades,
entre outra relevantes atribuições e atividades dos mesmos.
Entende-se que o presente trabalho, elaborado conforme a metodologia apresentada,
não tem a pretensão de esgotar o tema, mas procura ser, como comentado, uma importar.:,
contribuição para o meio acadêmico e para os caruaruenses em geral.
Na busca do significado da palavra fraude, comumente se depara com o sentido de:
burlar, enganar, espoliar, roubar, falsificar, adulterar, sonegar e lesar. Segundo os principais
dicionários da língua portuguesa, a palavra fraude pode significar: "engano, logração, burla .
dolo" e/ou também: "qualquer ato ardiloso, enganoso, de má fé, com intuito de lesar ou
ludibrir outrem, ou de não cumprir determinado dever; logro, falsificação de marcas ou
produtos industriais, de documentos etc. Introdução clandestina de mercadorias estrangeiras
sem o pagamento dos devidos tributos à alfândega; iludir, falta, crime, delito" (HOUAIS;
V1LLAR. 2001).
A fraude é uma forma de irregularidade envolvendo práticas criminosas para obter
uma injustiça ou vantagem ilegal. Refere-se a atos cometidos com a intenção de enganar,
envolvendo mau uso dos ativos ou irregularidades intencionais de informação financeira, ou
para ocultar mau uso dos ativos ou para outros propósitos por meio de: manipulações,
falsificações ou alterações de registros e documentos, supressão de informações dos registros
ou documentos: registro de transações sem substância; e mau uso de normas contábeis.
Conforme a Interpretação Técnica NBC TI 1 - IT - 03 (Fraude e eixo), aprovada pela
Resolução CFC n° 836/99, a fraude pode ser caracterizada por:
a) manipulação, falsificação ou alteração de registros ou documentos, de modo a
modificar os registros de ativos, de passivos e de resultados;
b) apropriação indébita de ativos;
c)supressão ou omissão de transações nos registros contábeis;
d) registro de transações sem comprovação; e
e)aplicação de práticas contábeis indevidas (CFC, 1999, p. 207).
Em relação à diferenciação do erro e da fraude, em contabilidade, muito bem
esclarece Sá (2002):
É preciso fazer distinção entre fraude e erro, em contabilidade. Fraude é uma ação
premeditada para lesar alguém. O erro é uma ação involuntária, sem o intuito de causar dado.
Embora possam ocorrer sobre os mesmos fatos e documentos (balanços, balancetes, livros
comerciais etc.) são de características diferentes.
Pelo que já foi reportado, pode-se afirmar então que a diferença básica entre o erro e a
fraude, é que o primeiro é involuntário, espontâneo e/ou não intencional e o segundo é
intencional, realizado com má-fé, visando como fim o benefício próprio e/ou de terceiros.
Em relação à variedade de tipos e modalidades de fraudes. A verdade é uma só, mas
as falsidades dela são numerosas. Variam com as vantagens ilícitas pretendidas, com as
resistências ou vigilâncias, com os recursos intelectuais do fraudador. Daí as formas de fraude
serem ilimitadas, variando também com as sociedades e as épocas.
A variedade de fraudes é ilimitada. Varia com a posição do empregado, suas
atribuições, o setor de atividades na empresa, sua imaginação, audácia e habilidade.
No âmbito das fraudes contra as organizações, para Sá (1982), a fraude assume
múltiplas modalidades. Das diversas classificações históricas de fraudes, já efetuadas, reveste-
se de interesse a que as dividem em:
a) Não encobertas: é aquele que o autor não considera necessário mascarar, porque o
controle interno é muito fraco. Um exemplo seria a retirada de dinheiro do caixa, sem se efetuar
nenhuma contabilização.
b) Encobertas temporariamente: são feitas sem afetar os registros contábeis; por
exemplo, retirar dinheiro proveniente das cobranças, omitindo o registro delas de modo que seu
montante possa ser coberto com o registro de cobranças posteriores, e assim sucessivamente.
c) Encobertas permanentemente: nesses casos, os autores da irregularidade
preocupam-se em alterar a informação contida nos registros e outros arquivos, para assim
ocultar a irregularidade. Por exemplo, a
retirada indevida de dinheiro recebido de clientes poderia ser encoberta, falsificando-
se as somas dos registros de cobranças; porém, isto não bastaria, pois, como o valor a creditar
aos clientes não poderia ser alterado sem o risco de futuras reclamações, deve-se procurar outro
artifício.
Sá (1982) explica que "os roubos e fraudes sempre começam em quantidade pequena
e aumentam sucessivamente com a confiança do delinqüente, pois não existem sistemas de
controles internos, auditoria e naturalmente uma justiça severa que puna estes atos".
A pesquisa sobre fraudes nas empresas, feita pela KPMG Brasil (2000, p. 12), em
março de 2000, em que foram consultadas cerca de mil empresas, revelou o seguinte em
relação ao autor da fraude:
Funcionários 55%
Prestadores de serviços 18%
Fornecedores 13%
Clientes 9%
Outros 5%

Aqui, em Caruaru, através de pesquisa empírica, junto ao Plantão fiscal da Delegacia


da Receita Federal do Brasil, onde exerço a função de "Plantonista Fiscal", há vinte e cinco anos
detectamos junto aos contabilistas e proprietários de patrimônios, situação semelhante a que
acima foi exposta; somente uma sutil diferença quanto aos funcionários, pois 60% das nossas
organizações estão na informalidade, e, assim sendo, fraude detectada no contexto dos
funcionários fica prejudicada; na nossa visão de ver.
A Norma Brasileira de Contabilidade (Interpretação Técnica NBC TI 1 - IT 03 -fraude
e erro) esclarece que a primeira responsabilidade na prevenção e identificação de fraudes e/ou
erros é da Administração da Organização, mediante a manutenção de adequados sistemas de
controles internos, que, entretanto, não eliminam a possibilidade e/ou o risco de sua ocorrência
(CFC, 1999).
O auditor, segundo esta citada norma, "não é responsável nem pode sei
responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros. Entretanto, deve planejar seu trabalho
avaliando o risco da sua ocorrência, de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que
impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis" (CFC, 1999).
O profissional de auditoria, conforme CFC (1999), sempre deve informar à alta
Administração da organização auditada descobertas factuais envolvendo fraude - dependendo
das circunstâncias, de forma verbal ou escrita -, o mais breve possível, mesmo que o efeito
potencial sobre as demonstrações contábeis seja insignificante. Em relação a terceiros, o sigilo
profissional normalmente impede o auditor de comunicar fraude e/ou erro a tais pessoas
Entretanto, em determinadas circunstâncias, quando houver obrigação legal de fazê-lo, ao
auditor poderá ser requerida a quebra do sigilo profissional. Aplicam-se neste caso o Código de
Ética Profissional dos Contabilistas e as Normas Profissionais de Auditor (CFC, 1999).
Como alerta Silva (2000), "estamos diante de um grande desafio, e para vencê-lo é
preciso, acima de tudo, o preparo adequado. Somente pessoas bem-treinadas e atentas, dotadas
habilidade e de percepção, podem coibir a ação de fraudadores". Pode-se, então, surgir o
seguinte questionamento: Qual o profissional mais bem preparado nesta área? A resposta, com
certeza, é auditor interno, cuja formação acadêmica e a experiência profissional está voltada
para a prevenção de irregularidades, pela melhoria nos controles internos e no exame periódico
e permanente dos principais processos da organização.
Em palavras definidoras, diz-se que a auditoria é controle, e controle em
contabilidade é exatidão, é segurança, é abstenção de erro. E quanto à sua repercussão no
mundo dos negócios, é tão poderosa e imensa, que nos bastaria citar que em seu campo,
anulam-se fraudes, evidenciando-as ; corrigindo-as. Além disso, quanto à sua importância,
ainda mister seria dizer que os verdadeira administradores fazem questão que a sua
contabilidade seja auditorada e que os seus Balanço sejam sempre visados ou certificados.
E ou não função da auditoria revelara ocorrência de fraudes e prejuízos? A função da
auditoria deveria ser bastante superior a essa. Deveria ser "evitar a ocorrência de fraudes e
prejuízos". Nesse caso, ela estaria agindo pró-ativamente, evitando que o mal aconteça
enquanto, naquele caso, ela agiria reativamente, comunicando, "x" tempo após a ocorrência que
se fraudou, lesou e prejudicou a organização.
O 1o Relatório sobre fraudes e abusos ocupacionais nas empresas no Brasil, elaborado pela
GBE Peritos & Investigadores Criminais, em 1997, com orientação da universidade de São
Paulo (USP), indicava que apenas 27% das empresas tinha auditorias internas. Do restante das
empresas, 53,7% das auditorias internas eram realizadas por auditores externos. Um dado
preocupante, principalmente se considerar que muitos empresários consultados pela referida
empresa de auditoria entendiam estar protegidos contra fraudes, somente através da realização
de exames de auditorias externas. Alguns empresários afirmavam não conhecer a diferença
entre as auditorias internas e externas (GBE, 2001).
Em 2002, através do 2° Relatório sobre fraudes e abusos ocupacionais nas empresas no
Brasil, a empresa GBE Peritos & Investigadores Criminais, constatou significativa mudança.
Neste novo relatório, 60,47% das empresas afirmaram que possuíam departamento próprio de
auditoria interna. Como explicar este aumento considerável de empresas que contrataram
auditores internos, senão pela descoberta de sua importância ou pela necessidade premente dos
mesmos. No restante das organizações, 40,47% da auditoria interna era feita por auditores
independentes (GBE, 2002).
Entretanto, como se pode conceituar auditoria interna? Conforme a Norma Brasileira de
Contabilidade NBC T 12, aprovada pela Resolução CFC n° 780, de 24.03.95, pode-se
conceituar a auditoria interna como "o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo
examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações fiscais,
contábeis, financeiras e operacionais da entidade".
Em Caruaru, através de pesquisa empírica no Plantão Fiscal da Delegacia da Receita
Federal do Brasil, durante 25 (vinte e cinco) anos, constatei a seguinte situação quanto aos
controles do patrimônio:
Controles internos 32%
Auditoria Interna 1%
Informação de Terceiros 12%
Investigação de Funcionários 1 %
Investigação especial 1%
Denúncia Anônima 0,7%
Auditoria Externa 1%
Em Caruaru encontramos esta situação , somente a rubrica "denúncia anônima" é que
quase não existe em nosso município; pois não temos a cultura de denunciar, a maioria alega
que não denuncia por medo de represália e por não confiar no sistema fiscal .Como se observa,
por estes dados, que mais da metade das fraudes contra as organizações foram descobertas pelos
controles internos. A auditoria externa ou independente representou somente 1 %. Vale ressaltar,
que cabe a auditoria interna a avaliação permanente e melhoria contínua dos controles internos.
Pode-se dizer que a auditoria interna e os controles internos caminham juntos. Isto demonstra
mais ainda como grande é a importância dos auditores internos na prevenção e identificação de
fraudes e na segurança dos ativos da organização.
AÇÕES EXECUTADAS APÓS A DESCOBERTADA FRAUDE.
Demissão voluntária: 77%- Investigação pela auditoria interna: 39%. -Queixa
criminal: 34%-Pedido de indenização: 13%-Outros: 9%-Acordo sigiloso: 8%-Auditoria
independente: 6%-Comunicação à seguradora: 4%.

PLANOS PARA DIMINUIÇÃO DA POSSIBILIDADE DE FRAUDE.


Melhoria dos controles internos: 93 %
Sensibilização gerencial: 38%
Investigações especiais; 32%
Elaboração de um manual de conduta profissional: 31 %
Treinamento de pessoal: 3 1 %
Aumento do orçamento da auditoria interna: 24%.
Rodízio de pessoal: 23%
Perícia judicial e extrajudicial?
Auditoria independente ?
Um fato concreto, que bem comprova a importância da Auditoria Interna nas organizações,
foi o caso da falência do Banco Inglês Barings. Se a Alta Administração tivesse escutado as
advertências de sua Auditoria Interna, não teria havido operações irregulares e, com isso, não
teria tido a grande perda financeira, que levou a falência um banco centenário.
Desfalques e outras formas de fraude e irregularidades têm sido comuns a maioria das
organizações. Embora muitos motivos possam ser atribuídos a essa situação, todas essas
ocorrências parecerem ter um ponto em comum. A pessoa ou pessoas responsáveis pela
irregularidade considera seus interesses como fator isolado dos interesses da organização, e a
eles confere maior prioridade. As auditorias internas oferecem meios de exportais
irregularidades. O desempenho regular das auditorias é até mesmo considerado como um
dispositivo de prevenção em virtude dos riscos de exposição.
Entretanto, deve-se- observar duas considerações importantes acerca deste tema.
Primeiro, não se pode esquecer das limitações inerentes aos profissionais de auditoria, sejam
eles internos ou externos, em relação às fraudes. O auditor é apenas um ser humano normal,
não é um paranormal nem um adivinho. Não tem um detector automático e infalível de
identificação de fraudes. A segunda consideração, que é advinda da primeira, não se deve
esquecer que não é obrigação do auditor descobrir todas as fraudes da empresa e que também
não é esta sua exclusiva e única função ou atribuição dentro da organização. Na verdade,
geralmente isto ocorre no encaminhamento normal de seus trabalhos e tarefas. Outrossim, não
se pode esquecer que o auditor interno é um assessor à alta administração na condução dos
negócios e na avaliação da empresa como um todo.
As fraudes, atualmente, assumem inúmeras e de diversas formas, modalidades e características
dentro e fora das organizações. Elas se tornaram complexas e sofisticadas, acompanhando o
progresso tecnológico. Não perdoam ninguém, atacando quaisquer tipos de entidades. Nenhuma
empresa pode afirmar que está imune à sua ação.Com esta triste realidade, toma-se cada vez
mais necessárias ações, medidas e controles eficazes, que acompanhem as várias mudanças
tecnológicas, e que a possam preveni-la e ou rapidamente identificá-la. Entre as diversas
alternativas de prevenção, de identificação e/ou de apuração de fraudes, destaca-se a auditoria
que, além de fornecer sugestões, análises, apreciações e informações, relativas às atividades.
processos examinados, inclusive na recomendação das melhorias e da implantação de
controles internos eficazes, toma-se um importante instrumento proativo de controle, de
proteção e dei segurança internos, a serviço da organização.
Enfim, conforme demonstrado, não basta ter somente alguns bons controles internos.
É necessário sempre está atualizando-os e adaptando-os à realidade. A prevenção é um trabalho
contínuo e ininterrupto. A auditoria , neste aspecto, tem um papel de extrema importância na
ação permanente destes controles internos dentro das organizações; tem ainda um papel
decisivo na prevenção, identificação e/ou apuração das fraudes contra as organizações, bem
como na coleta e seleção de provas e indícios, que possam ser apresentados contra os
fraudadores, tanto na esfera civil (reparação de danos) como na esfera criminal.Em Caruaru
vislumbramos a ação da auditoria externa e em casos mais graves de erros e ou fraudes, a
perícia extrajudicial, assim sendo vislumbro um grande campo de atuação destas duas funções
do contador em nosso meio.

Monitor das Fraudes. A Engenharia Social e seus usos fraudulentos.


Uma tendência mundial nas técnicas para iniciar, estruturar ou executar fraudes, é o uso
da dita "Engenharia Social". Uma boa definição é a seguinte: Engenharia social é aquele
conjunto de métodos e técnicas que tem como objetivo obter informações sigilosas e
importantes através da exploração da confiança das pessoas, de técnicas investigativas. de
técnicas psicológicas, de enganação etc... Para isso, o "engenheiro social" pode se passar por
outra pessoa, assumir outra personalidade, vasculhar lixo ou outras fontes de informações, fazer
contato com parentes e amigos da vítima etc.
Para isso é preciso alguém com bom papo, com habilidades na comunicação, voz
profissional ou simpática conforme os casos, poucos escrúpulos, fantasia, reação rápida e bom
mínio de algumas técnicas psicológicas.
Aí basta esta pessoa perguntar a um funcionário ou outro interlocutor despreparado
que ele contará tudo o que precisar. Tudo vai depender de quão bom é o "Engenheiro Social", e
quantas informações sobre a vítima eleja possui na hora da pergunta. Quanto mais melhor, uma
ias bases da engenharia social é justamente juntar informações aos poucos, explorando o que já
se sabe para se chegar a saber tudo. O engenheiro social precisa se preparar bem para os seus
ataques, precisa saber quem tem as informações que ele quer, como chegar até tal pessoa, como
ter informações que façam com que esta pessoa acredite nele e lhe passe o que quer saber etc.
Por isso muitas vezes os "engenheiros sociais" vão por etapas. Primeiro usam suas técnicas para
coletar informações, muitas vezes aparentemente inocentes (tipo número do RG/CPF,CNPJ,
data de nascimento, endereço, nome dos pais...), sobre a vítima de maneira a se preparar para
quando for a hora de perguntar algo mais pesado (e/ou tiverem que se passar pela vítima com
terceiros). Nesta hora um dos golpistas, por exemplo, vai ligar alegando ser alguém que tem
"direito" a fazer perguntas por alguma razão e mostrando que já conhece muitas informações
sobre a vítima para comprovar que ele é realmente quem afirma ser.
Um exemplo prático de como tudo pode acontecer
Um telefonema típico vai ser algo do seguinte tipo:
G. - Bom dia, sou Fulano gerente de relacionamento do banco X, falo com o senhor
Cicrano titular da conta n° 123456 ? (o número da conta pode ter pegado de mil maneiras, por
exemplo, numa fila de banco ou por alguém ter deixado algum papelzinho num dos caixas de
atendimento automático ou com a cumplicidade de algum funcionário de lojas onde foram feitas
compras com cheque).
V. - Sim sou eu...
G. - Estamos recadastrando os clientes no novo sistema do banco por razões de
segurança e estou ligando para confirmai seus dados ... o senhor nasceu em DD/MM/AAAA
(existem várias maneiras para se ter este dado. mas não vou sugerir aqui), mora na rua YYY
(pegou esta informação na lista telefônica, ou em documentos que estavam em suas mãos na
fila do banco ou novamente de algum funcionário de loja, por exemplo), o seu telefone é ainda
o 1 23456 (idem como antes), o seu CPF é o 98765443 (também existem várias maneiras para
terem conseguido isso, num cheque por exemplo) e o RG é 456789 (idem) ?
V. - Sim os dados são corretos, (nesta altura, tendo visto quanta coisa o interlocutor já
sabe sobre ele, a vítima não duvida que se trate mesmo do gerente do banco).
G. - Pode me confirmar o número do seu cartão de crédito (ou do banco) ?
V. - Sim. o número é 123456789 ...
G.- Correto, muito bem os seus dados foram atualizados. Só falta o senhor confirmar
tudo através das suas senhas. Vou lhe passar a central de autenticação onde o senhor poderá
digitar as senhas diretamente no seu aparelho de telefone, (aí passa uma espécie de sistema
automático com voz registrada que pede, para confirmar o cadastro, primeiro para digitar no
aparelho a senha do cartão e depois a senha do "internet banking").
Pronto, a vítima terá fornecido a um golpista hábil, usando técnicas de "engenha,
social", todas as informações e senhas necessárias para esvaziar a sua conta. De quebra, o
golpista ainda poderá usar as informações obtidas para criar cheques e documentos falsos, em
nome da vítima, e sair aplicando outros golpes, sujando o nome dela.
Se você já ligou para uma central de atendimento (de cartão de crédito, telefone,
banco etc...), já deve ter percebido que freqüentemente o método usado por estas centrais, para
se certificar de quem está do outro lado do telefone, é extremamente falho.
Preste atenção no tipo de informação que sai da sua casa ou empresa, nos papéis
jogados no lixo, nos telefonemas estranhos, no comportamento de funcionários de lojas ou
outras empresas aos quais está passando seus dados, assim como em eventuais visitas ou
acessos aos seus locais de pessoas estranhas. Um prato cheio para se praticar a engenharia
social contra uma empresa é encontrar um organograma da mesma. A partir daí. o intruso vai
saber exatamente com quem está falando ou com quem precisa falar.

As diferentes modalidades de ataque

Existem dois tipos de ataques de engenharia social, os ataques diretos e indiretos.

Diretos
São aqueles em que o atacante entra diretamente em contato com a vítima por e-mail,
telefone, ou pessoalmente, diferentemente dos ataques indiretos os ataques diretos tem alvo
fixo ou seja o engenheiro social sabe exatamente quem atacar, como e porque.
Indiretos
São aqueles que não tem um alvo específico, um ótimo exemplo é um trecho retirado
do livro "A arte de enganar" de Kevin Mitinick: "Você está em um elevador quando de repente
um I disquete cai no chão, você olha tem um logotipo de uma grande empresa e a frase
"historie, salarial", movida pela curiosidade você abre o disquete em sua casa e talvez haja um
ícone para e Word então ao clicar aparece a frase 'ocorreu um erro ao tentar abrir o arquivo',
você não sabe, mas um backdoor foi instalado em sua máquina. Você imediatamente leva o
disquete até o setor responsável em devolvê-lo ou guardá-lo, o setor por sua vez também abrirá
o disquete, agora o racker tem acesso a dois computadores"... esse é um exemplo de ataque
indireto, ou seja, não teve uma vítima definida desde o início.
Mensuração das fraudes.
Mensurar a extensão do fenômeno das fraudes, nos vários setores, sempre foi um
assunto de certo interesse e de grande dificuldade prática.
É um assunto interessante pois, conseguindo medir a extensão do fenômeno pode-se
melhor calibrar as ações de combate e prevenção e, sucessivamente, verificar e mensurar sua
sacia. Além disso, poder mensurar de forma confiável o problema é um fator determinante para
chamar a atenção de todos os possíveis interessados que, sem ter uma noção quantificável,
tendem a ignorar os riscos e considerá-los desprezíveis. Por outro lado a mensuração confiável
is fraudes, independente do setor econômico, é uma tarefa bastante difícil de se realizar por
varias razões.
Primeiro o que pode se mensurar normalmente são os casos registrados, denunciados .
u de alguma maneira detectados e provados, o que limita em grande parte o alcance deste tipo
de mensuração em função do fato que muitas vítimas (sobretudo empresas) não chegam a fazer
denúncias ou por a público estes casos, por razões comerciais ou de imagem, por vergonha, por
receios ou medos, por desconfiança nas autoridades, por achar que seria inútil etc...
Em segundo lugar é necessário notar que, em muitos casos, sobretudo em se falando
de empresas, as fraudes nem chegam a serem detectadas ou percebidas, e por isso não podem
ser nem calculadas nem estimadas. Isso reduz ainda mais a potencial exatidão de eventuais
mensurações de fraudes tanto no que diz respeito ao número de eventos quanto aos valores.
As melhores chances de se obterem dados razoavelmente indicativos na mensuração
de fraudes, independente do setor econômico, é através de pesquisas e ações de categoria, onde
muitos (idealmente a maioria) dos operadores de uma determinada categoria forneçam dados
que rodem depois ser comparados com médias ou referências de mercado e com médias de
outros setores ou de outros países, para efetuar estimativas e/ou ajustar eventuais distorções.
Quando tiver alguma dúvida a respeito de alguma operação que está sendo proposta,
pense sempre se não poderia se encaixar em uma das categorias descritas neste trabalho. Se a
resposta for sim, a chance é grande que seja uma fraude. Na dúvida tente entrar em contato com
o auditor, com o perito. O principal conselho que posso dar é não acreditar em milagres ou em
coisas simples demais. Sabe-se que o ser humano tende a acreditar no que gosta ou gostaria,
mas nem sempre o que gosta é o certo ou o possível. Pense sempre se o que está sendo proposto
tem sentido á luz da racionalidade, sem levar em consideração condições "milagrosas"
eventualmente apresentadas. Lembre-se que ninguém dá nada de graça ou assume riscos inúteis
(ou sem um adequado lucro e garantia). Se você estiver na dúvida, fique longe porque tem
chance grande que seja uma fraude!
Veja aqui um "Decálogo" das principais dicas antifraudes.
Este trabalho não pretende ser uma enciclopédia de todas as fraudes que existem. São
demais e novas surgem toda hora. Não teria condição de conhecê-las e/ou publicá-las
todas em tempo real. Vale notar, porém, que muitas fraudes são nada mais do que variantes ou
composições de golpes conhecidos e explicados neste trabalho.

O objetivo principal, aqui, é mostrar, com casos e exemplos reais e comuns, quais são
os mecanismos freqüentemente usados nas fraudes; isso para abrir os olhos e deixar os leitores
cidadãos e cidadãs caruaruenses preparados para poder detectar eventuais novos esquemas
assim que aparecerem. E importante lembrar que é oportuno e até fundamental denunciar
imediatamente qualquer caso de fraude do qual se venha a ter conhecimento. Assim fazendo se
eliminam golpistas, impedindo que outras vítimas sejam prejudicadas. Além disso se contribui
para reduzir o senso de impunidade e para criar um ambiente onde quem aplica golpes passa ;
perceber que corre um risco muito sério.Vocês já notaram o golpe, a fraude cometida pelo
"fiscal corrupto"? O proprietário do patrimônio tem despesa com este pseudocidadão
permanece errado e ainda entra na seara dos fraudadores. E crime em cima de crime! É
criminoso crivando! criminoso!

Decálogo antifraudes Estas dicas se referem em particular às fraudes "externas'" e


valem, sobretudo para empresas em Caruaru, mas, oportunamente adaptadas, podem ser úteis
também para pessoas físicas, também em Caruaru;
1) Desconfiar do que é bom demais, milagroso, fora da média do mercado, muito fácil,
muito flexível, muito grande etc... Na dúvida verificar a fundo o histórico e referências dos
envolvidos e a realidade do negócio antes de tomar qualquer outra iniciativa.
2) Desconfiar de operações com referências ou "envolvidos" altissonantes mais
dificilmente verificáveis, tipo: Nações Unidas, Federal Reserve, Banco Mundial, BID. filiais
estrangeiras de grandes bancos ou empresas internacionais. União Européia etc...
3) Desconfiar de operações nas quais existam aspectos "misteriosos" e/ou proponente
alegue confidencialidade ou outras desculpas para manter escondidos ou sonegar! detalhes.
4) Desconfiar de operações nas quais existam características duvidosas ou ilícitas! tipo
corrupção (pública ou privada), conflitos de interesses, falta de interesse para os lucros ou as
garantias, mecanismos muito complexos etc...
5) Desconfiar de operações apresentadas como "exclusivas" e para poucos. : "inéditas"
para o país ou para o setor. Isso freqüentemente é só uma desculpa para não fornecer |
referências e ao mesmo tempo dar água na boca.
6) Desconfiar de operações onde alguém peça dinheiro adiantado em troca de qualquer
coisa ou com qualquer desculpa. Sempre considere um prazo de pelo menos 72 horas para
efetuar qualquer pagamento depois de verificados os resultados prometidos. Por transparência
pode oferecer garantias de pagamento contra êxito. Verifique você mesmo e não confie em
simples documentos/informações entregues pelos proponentes.
7) Sempre pedir e dar muita importância ao parecer de alguém que possa analisar a
proposta feita, de forma independente, friamente e sem envolvimentos emocionais (esperanças,
sonhos, interesses, urgências, pressões, necessidades...), como o seu advogado ou um consultor
experiente e de confiança.
8) Não acreditar em informações que lhe pareçam simplesmente "plausíveis" mas
que não possa afirmar com certeza que sejam verdadeiras, sobretudo se estas informações
forem fundamentais para dar credibilidade ou sustentação à operação proposta ou aos pedidos
feitos.
9)Não se comprometer em nada e não se arriscar fornecendo dinheiro ou
informações a desconhecidos ou pessoas não confiáveis, até que a proposta tenha sido
fundamente esclarecida e a referência fornecida verificadas. Não tome iniciativas baseadas
simples cartas ou telefonemas, por verídicos que possam parecer, sem antes verificar
cuidadosamente.
10) Se lembre que às vezes o objeto da fraude é a simples coleta de informações que
serão depois usadas para aplicar outros golpes aos danos seus ou de terceiros (possivelmente
envolvendo você). Portanto trate as informações como se fosse dinheiro e não as entregue de
graca ao primeiro que aparecer.
A formação ética, o histórico moral e, principalmente, a estrutura emocional como a
serão os atributos que definirão se o auditor/perito aceitará conviver com situações que possam
ser consideradas inadequadas dentro do campo da Contabilidade e das normas de auditoria e da
Perícia. E, principalmente, esta pessoa física e ou esta pessoa jurídica tem seu CPF, CNPJ,
DIRPF, DIRPJ, CONTABILIDADE, regulares?
As propostas inadequadas de funcionários a auditores, a peritos, ocorrências de fraudes
corporativas e erros contábeis, tentativas de suborno, omissão de informações financeiras ao
mercado e outras situações similares podem acontecer em um relacionamento de poucos meses.
2 anos, 20 anos ou até 50 anos. Os anos de relacionamento não interferem na conduta pessoal. A
perda de independência decorre da perda da integridade e da objetividade, padrões
comportamentais e de fundo mental que são inerentes a cada pessoa.
A diferença de visão entre executivos, auditores e peritos em relação ás fraudes é
relevante e preocupante. As empresas consideraram essencial a identificação de fraudes pelos
auditores e pelos peritos.
Os procedimentos de auditoria são direcionados para que as demonstrações contábeis
estejam fidedignamente apresentadas de acordo com os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, portanto, muito distantes dos procedimentos específicos, utilizados na identificação de
fraudes, nos quais a relevância e materialidade não são levadas em consideração - forma de
trabalho é completamente distinta do padrão de auditoria atual. Tal fato é salientado pesquisa
local com auditores, na confirmação de que as normas de Auditoria não são capazes de
identificar fraudes e pela grande solicitação de presença de auditores mais experientes no
ambiente corporativo das empresas, e, assim sendo, aparecerá a função do perito.
O estudo confirma que os riscos de fraude e de erros contábeis são aumentados no
processo de auditoria das demonstrações contábeis das empresas quando se adota o rodízio de
profissionais. A pouca convivência do auditor e do perito com o ambiente interno de seu cliente,
abaixa exposição à cultura corporativa e o fato de não atuar diretamente no processo produtivo
aumenta os riscos para entendimento e crítica do ambiente de controles internos das entidades.
As pesquisas internacionais e locais sobre fraudes e sobre corrupção empresarial
afirmaram a pouca competência dos auditores e peritos externos na identificação de fraudes, a
demais, como aspecto negativo, foi confirmado que a educação continuada, disponibilizada aos
auditores, peritos e contadores, não abrange o conceito de fraudes e erros na intensidade licitada
pelo mercado.
Apesar das opiniões favoráveis e contrárias ao rodízio, o estudo confirma que os aspectos
inerentes à natureza humana na vida corporativa e no mundo dos negócios, dimensionados na
cobiça, na ambição e na vaidade, são características comuns às pessoas e potencializados no dia
a dia do trabalho e em determinadas ocasiões, pode fazer prevalecer o interesse pessoal em
detrimento do interesse público. Nessas circunstâncias, não há auditoria que esteja livre de
erros, fraudes e substituições de auditor, de perito, de contador.
Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11.1.4 da NBCT 11 -Normas de
Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis, proporcionando esclarecimentos
adicionais sobre a responsabilidade do auditor nas fraudes e erros, nos trabalhos de auditoria.
CONCEITOS
O termo fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de transações,
adulteração de documentos, registros e demonstrações contábeis. A fraude pode ser
caracterizada por:
a) manipulação, falsificação ou alteração de registros ou documentos, de modo a
modificar os registros de ativos, passivos e resultados;
b) apropriação indébita de ativos;
c) supressão ou omissão de transações nos registros contábeis;
d) registro de transações sem comprovação; e
e) aplicação de práticas contábeis indevidas.

3. O termo erro refere-se a ato não-intencional na elaboração de registros a


demonstrações contábeis, que resulte em incorreções deles, consistente em:
a) erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações contábeis;
b) aplicação incorreta das normas contábeis;
c) interpretação errada das variações patrimoniais.

A RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO
A responsabilidade primeira na prevenção e identificação de fraudes e/ou erros é da
administração da entidade, mediante a manutenção de adequado sistema de controle interno,
que entretanto, não elimina o risco de sua ocorrência.

A RESPONSABILIDADE DO AUDITOR
O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de
fraudes ou erros. Entretanto, deve planejar seu trabalho avaliando o risco de sua ocorrência, de
forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes nas
demonstrações contábeis.
Ao planejar a auditoria, o auditor deve indagar da administração da entidade auditada
sobre qualquer fraude e/ou erro que tenham sido detectados.
Ao detectá-los, o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da
entidade e sugerir medidas corretivas, informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer,
caso elas não sejam adotadas.

A DETECÇÃO DE FRAUDES E ERROS


O auditor deverá avaliar criticamente os sistema contábil, incluindo o controle
interno, tanto em termos de concepção quanto de funcionamento efetivo, concedendo
especial atenção às condições ou eventos que representem aumento de risco de fraude ou
erro, que incluem:
a) estrutura ou atuação inadequada da administração da entidade auditada ou de
algum dos seus membros;
b)pressões internas e externas;
c) transações que pareçam anormais;
d) problemas internos no cumprimento dos trabalhos de auditoria;
e) fatores específicos no ambiente de sistemas de informação
computadorizados. Exemplos dessas condições ou eventos são apresentados a
seguir:
Estrutura ou atuação inadequada da administração
a) a alta administração é controlada por pessoa ou pequeno grupo, não existindo
estrutura de supervisão eficaz;
b) existe uma estrutura empresarial complexa aparentemente não justificada;
c) as deficiências importantes de controle interno não são corrigidas, mesmo quando é
praticável;
d) existe uma alta rotação do pessoal-chave das áreas financeira, contábil e de
auditoria interna;
e) a área de contabilidade apresenta insuficiência, significativa e prolongada, de
pessoal e condições de trabalho inadequadas:
f) há mudanças freqüentes de auditores e/ou advogados; e
g) a reputação da administração é duvidosa.

Pressões internas e externas


a) o setor econômico no qual a entidade se insere está em declínio, e as falências
estão aumentando;
b) o capital de giro é insuficiente, devido à diminuição de lucros ou à expansão
muito rápida;
c) os lucros estão se deteriorando, e a administração da entidade vem assumindo
maiores riscos em suas vendas a prazo, está alterando suas praxes comerciais ou escolhendo
alternativas de práticas contábeis com o intuito de melhorar o resultado:
d) a entidade necessita de uma tendência de lucro crescente para suportar o preço de
mercado de suas ações, devido à oferta pública, transferência de controle ou outra razão;

e) a entidade tem um investimento significativo em um setor ou linha de produto


conhecido por estar sujeito a mudanças rápidas:
f) a entidade depende muito de uma ou de uns poucos produtos, clientes ou
fornecedores;
g) a alta administração está sofrendo pressão financeira;
h) o pessoal da área contábil está sendo pressionado para concluir a elaboração das
demonstrações contábeis;
i) existem questões internas e/ou externas que provocam dúvidas quanto à
continuidade normal das atividades da entidade; e
j) há desentendimentos entre os acionistas, quotistas e a administração

Transações que pareçam anormais


a) especialmente as que tenham efeitos significativos sobre os resultados,
realizado em datas próximos do fim do exercício:
b) aquelas de natureza complexa, com os decorrentes tratamentos contábeis;
c) realizadas com partes relacionadas; e
d) pagamentos que pareçam excessivos em relação aos serviços prestados.

Problemas internos no cumprimento dos trabalhos de auditoria


a)registros inadequados, arquivos incompletos, ajustes excessivos nos livros e contas,
transações não registradas de acordo com os procedimentos usuais e contas conciliadas com os
registros;
b) documentação inadequada de transações, com falta de autorização, sem
documento de apoio e/ou alterado. Quaisquer desses problemas de documentação assume
significância maior quando relacionados a transações não usuais ou de valor relevante;
c)diferenças excessivas entre os registros contábeis e as confirmações de terceiros
d) conflitos na evidência de auditoria;
e) mudanças inexplicáveis nos indicadores econômicos, financeiros e operacionais
I
f) respostas evasivas ou ilógicas da administração às indagações do auditor;
g) experiência anterior com fraude e/ou erro; e
h) cliente novo sem auditoria anterior.

Fatores específicos no ambiente de sistemas de informação computadorizados


a) incapacidade ou dificuldade para extrair informações dos arquivos de
computador
devido à falta de documentação, ou à documentação desatualizada, de programas ou conteúdos
de registros;
b) grande quantidade de alterações nos programas que não foram documentadas,
aprovadas e testadas; e
c) falta de conciliação geral entre as transações processadas em forma
computadorizada e as bases de dados, de um lado, e os registros contábeis, de outro.

AS LIMITAÇÕES INERENTES À AUDITORIA


Devido às limitações inerentes à auditoria, existe risco inevitável de que distorções
relevantes resultantes de fraude e, em menor grau de erro possa deixar de ser detectadas. Caso
se descubra posteriormente que, durante o período coberto pelo parecer do auditor, exista
distorção relevante não refletida ou não corrigida nas demonstrações contábeis, resultante de
fraude e/ou relevante não refletida ou não corrigida nas demonstrações contábeis, resultante de
fraude e/ou erro, isto não indica que o auditor não cumpriu as Normas de Auditoria
Independente das Demonstrações Contábeis. O que vai determinar se o auditor cumpriu estas
normas é a adequação dos procedimentos de auditoria adotados nas circunstâncias e do seu
parecer com base nos resultados desses procedimentos.
O risco de não detectar distorção relevante resultante de fraude é maior do que o risco
de não detectar distorção relevante resultante de erro, porque a fraude normalmente envolve
atos planejados para ocultá-la, como, por exemplo, conluio, falsificação, falha deliberada no
registro de transações ou apresentação de informações intencionalmente erradas ao auditor.
Salvo se a auditoria revelar evidência em contrário, o auditor normalmente aceita informações
como verdadeiras e registros e documentos como genuínos.
Embora a existência de sistema contábil e de controle interno eficaz reduza a habilidade
de distorção das demonstrações contábeis resultante de fraude e/ou erro, sempre irá existir
algum risco de que os controles internos não funcionem como planejado. Além disso, qualquer
sistema contábil e de controle interno pode ser ineficaz contra fraude que envolva concluio
entre empregados ou cometida pela administração. Certos níveis da administração podem estar
em condição de burlar controles que previnam fraudes similares por parte de outros
empregados; por exemplo, instruindo subordinados para registrar transações incorretamente ou
ocultá-las, ou sonegando informações relativas a transações.
OS PROCEDIMENTOS QUANDO EXISTE INDICAÇÃO DE FRAUDE OU
ERRO
Quando a aplicação de procedimentos de auditoria, planejados com base na avaliação
de risco, indicar a provável existência de fraude e/ou erro o auditor deve considerar o Efeito
potencial sobre as demonstrações contábeis. Se acreditar que tais fraudes e erros podem resultar
em distorções relevantes nas demonstrações contábeis, o auditor deve modificar seus
procedimentos ou aplicar outros, em caráter adicional.
A extensão desses procedimentos adicionais ou modificados depende do julgamento
do auditor quanto:
a)aos possíveis tipos de fraude e/ou erro;
b) à probabilidade de que um tipo particular de fraude e/ou erro possa resultar em
distorções relevantes nas demonstrações contábeis.
Salvo quando houver circunstâncias indicando claramente o contrário, o auditor não
rode presumir que um caso de fraude e/ou erro seja ocorrência isolada. Se necessário, ele deve
revisar a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria.

A AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROCEDIMENTOS


A aplicação de procedimentos adicionais ou modificados normalmente permite que o
auditor confirme ou elimine a suspeita de fraude e/ou erro. Caso contrário, ele deve discutir a
questão com a administração da entidade auditada e avaliar as providências a serem tomadas e
seus possíveis efeitos.
O auditor deve avaliar as implicações de fraude e/ou erro relevantes em relação a outros
aspectos de auditoria, particularmente quanto à confiabilidade das informações escritas ou
verbais fornecidas pela administração da entidade auditada. No caso de fraude e/ou erro não
teclados por controle interno ou não incluídos nas informações da administração, o auditor teve
reconsiderar a avaliação de risco e a validade dessas informações. As implicações de fraude : ou
erro detectados pelo auditor vão depender da relação entre, de um lado, a eventual perpetração e
ocultação da fraude e/ou erro e, de outro lado, os procedimentos de controle específicos e o
nível da administração ou dos empregados envolvidos.

OS EFEITOS DE FRAUDE E/O ERRO NO PARECER DO AUDITOR


Se o auditor concluir que a fraude e/ou erro têm efeito relevante sobre as demonstrações
contábeis e que isso não foi apropriadamente refletido ou corrigido, ele deve emitir seu parecer
com ressalva ou com opinião adversa. Se o auditor não puder determina se houve a fraude e/ou
erro devido a limitações impostas pelas circunstâncias, e não pela entidade, deve avaliar o tipo
de parecer e emitir.

AS COMUNICAÇÕES DE FRAUDE E/OU ERRO


A administração
O auditor sempre deve comunicar à administração da entidade auditada descobertas
factuais envolvendo fraude - dependendo das circunstâncias, de forma verbal ou escrita - tão
cedo quando possível, mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja
irrelevante.
Ao determinar o representante apropriado da entidade auditada a quem comunicar
ocorrências de erros relevantes ou fraude, o auditor deve considerar todas as circunstâncias.
Com respeito à fraude, o auditor deve avaliar a probabilidade de envolvimento da alta
administração! Na maior parte dos casos que envolvem fraude, seria apropriada comunicar a
questão a um nível da estrutura organizacional da entidade acima do nível responsável pelas
pessoas que se acredita estejam implicadas. Quando houver dúvida quanto ao envolvimento da
alta administração da entidade, antes de qualquer comunicação por escrito o auditor deve avaliar
as circunstâncias fato.

A terceiros
O sigilo profissional normalmente impede o auditor de comunicar fraude e/ou erros a
terceiros. Todavia, em certas circunstâncias, quando houver obrigação legal de fazê-lo, ao
auditor poderá ser requerida a quebra do sigilo profissional. Aplicam-se neste caso o Código de
Ética Profissional dos Contabilistas e as Normas Profissionais de Auditor Independente.

A RENÚNCIA AO TRABALHO
O auditor pode concluir que é necessário retirar-se do trabalho, quando a entidade não
tomar as medidas corretivas relacionadas com fraude que ele considera necessárias as
circunstâncias, mesmo quando a fraude for relevante para as demonstrações contábeis. Entre os
fatores passíveis de afetar a conclusão do auditor estão as implicações de envolvimento da alta
administração da entidade, o que pode acarretar o abalo na confiabilidade das informações da
administração da entidade auditada e o impacto, para o auditor, da continuidade de seu vínculo
profissional com a organização.
Entende-se que o presente trabalho, elaborado conforme a metodologia apresentada
não tem a pretensão de esgotar o tema, mas procura ser. como comentado, um alerta aos
proprietários de patrimônio em Caruaru, e, quem sabe, até servir em algo ao meio acadêmico.
Enfim, conforme demonstrado, não basta ter somente alguns bons controles internos. E
necessário sempre está atualizando-os e adaptando-os à realidade. A prevenção é um trabalho
contínuo e ininterrupto. A auditoria e a perícia, como almas gêmeas, neste aspecto, tem um
papel de extrema importância na avaliação permanente destes controles internos dentro das
organizações; tem ainda um papel decisivo na prevenção, identificação e/ou apuração das
fraudes contra as organizações, bem como na coleta e seleção de provas e indícios, que possam
ser apresentados contra os fraudadores, tanto na esfera civil (reparação de danos) como na
esfera criminal.
ATENÇÃO: Fique atento à situação cadastral de sua empresa não deixando de
cumprir as obrigações fiscais exigidas por lei. O descumprimento da legislação pode lhe trazer
sérios aborrecimentos. Consulte sempre o contabilista de sua empresa. Exija contrato de
prestação de serviços e especifique claramente os direitos e obrigações do contabilista e de sua
empresa.
Constatam-se, entre nós, os fenômenos dos erros, das fraudes e da informalidade, isto
é, as pessoas físicas e jurídicas, proprietárias de patrimônios sem passarem pelo crivo do
controle do CPF, CNPJ, DIRPF, DIRP.l e da CONTABILIDADE, regulares.Estas pessoas têm
seus patrimônios indefesos, pois diante do ordenamento pátrio, diante dos princípios contábeis,
diante das normas brasileiras de contabilidade, diante dos controles acima citados, estes
patrimônios sofrem modificações através de erros, fraudes e da informalidade, em prejuízo aos
seus proprietários. Busca-se ter um estudo de cunho qualitativo, pois é fácil entender que assim
não se como viver em sociedade, muito menos numa sociedade igualitária, não se entende o
econômico sem o social, acredita-se ser princípio da convivência humana. Assim sendo, busca-
se responder a seguinte indagação: que utilidades têm a auditoria e a perícia na defesa do
patrimônio pessoas físicas e ou jurídicas no município de Caruaru, no combate aos erros,as
fraudes e a informalidade praticadas na origem, no uso e no destino do patrimônio?
Identificam-se que os fenômenos dos erros, das fraudes e da informalidade, levam as
pessoas a não terem os benefícios sociais: estes muitas vezes representam, economicamente, a
sobrevivência de muitos brasileiros e também, acredita-se acarretar desajustes na distribuição
do patrimônio entre as pessoas físicas e jurídicas em Caruaru surgindo bolsões de pobrezas,
como a que se nota em 1% dos brasileiros serem detentores de mais de 50% dos mais de dois
trilhões do nosso PIB- Produto Interno Bruto ou de nosso PNB- Produto Nacional
Bruto.Acredita-se que o uso da auditoria e da perícia em defesa deste patrimônio cria
condições ás pessoas físicas e dicas para que os fenômenos dos erros, das fraudes e da
informalidade deixem de existir e ou menos tenha uma repercussão menor nos desajustes
patrimoniais deste país, deste município. Encontra-se em nosso meio, muitas pessoas que logo
dirão: "contabilidade, auditoria, perícia, CPF, CNPJ, DIRPF, DIRPJ, regulares, isto tudo não é
para se pagar imposto para os governos, em todas as esferas, municipal, estadual e federal? A
classe contábil tem essa salutar a difícil missão diante da sociedade brasileira e principalmente
diante da sociedade caruaruense; dos os atos que as pessoas praticam através do patrimônio, no
contexto de sua origem, seu e seu destino, terá que passar pelo crivo dos controles e ou
institutos acima explicitados! Quando se aliena, quando se adquiri, quando se doa, quando se
recebe, quando se herda, quando se ... quaisquer patrimônios( bens, direitos e obrigações)
deve-se observar todos os controles e ou crivos, e ou institutos, e ou conhecimentos, e ou
ciências, acima explicitados. Nenhuma atitude leve ser praticada com o patrimônio, sem haver
o controle social do mesmo! Acredita-se que se é aceito, na sociedade, a convivência de
alguém, com um patrimônio ( por exemplo: a circulação de uma moeda falsa: a existência de
um "laranja-dar-se como legal a origem, o uso e ou o destino de um patrimônio a outrem, que
não seja verdadeiro proprietário"-; a existência de uma organização informal e outros fatores
ou eventos ou fatos) de origem, uso e ou destino ilegal, aético, e fora dos princípios contábeis,
os controles aqui explicitados não estão sendo utilizados, o que não se concebe numa
sociedade democrática.
Identificar utilidades á sociedade caruaruense do uso da auditoria e da perícia em
defesa do patrimônio das pessoas físicas e jurídicas.Tenta-se atingir a este objetivo e assim
trazer motivos aos proprietários de patrimônio, a praticarem a auditoria e a perícia.
Identificar o uso regular do CPF, do CNPJ, da CONTABILIDADE, da DIRPF, da
DIRPJ, em defesa do patrimônio das pessoas físicas e jurídicas em Caruaru;. Identificar males,
prejuízos, que a informalidade, os erros e as fraudes acarretam ao patrimônio das pessoas
físicas e jurídicas em Caruaru são metas abordadas neste trabalho.
O contador, o auditor, o perito têm como objeto de trabalho o patrimônio; a
contabilidade é uma ciência social que traz dados, informações, demonstrativos, defesas, aos
proprietários dos patrimônios. Identifica-se na origem, no uso e no destino do patrimônio, o uso
regular do CPF, CNPJ, CONTABILIDADE, DIRPF, DIRPJ, através da auditoria e da perícia
em defesa do patrimônio das pessoas físicas e jurídicas e assim vislumbra-se a possibilidade de
combate aos erros e ás fraudes, á ilegalidade, á corrupção, males que assolam a nossa
sociedade; e também se identificam alguns caminhos da ética em prol da defesa do patrimônio,
com o uso da auditoria e da perícia. Vieses a serem considerados no artigo, como alerta aos
proprietários do patrimônio. Encontram-se, atualmente, diversas formas de condenação,
segundo as leis comerciais, civis e penais para organizações com e sem fins lucrativos e
pessoas físicas, sócios e administradores por não manter em ordem sua Contabilidade, por
serem passíveis de tantos erros e fraudes, isto é, não terem seu CPF, seu CNPJ, sua DIRPF e
sua DIRPJ, regulares, seja pelo motivo de não levar a sério a documentação relativa à transação
operacional, fazer negócios fora do objeto social, misturar ou confundir bens particulares do
sócio e da empresa, cometer desvios, ou até mesmo efetuar contratação de profissionais
despreparados e muitos outros motivos.
Acredita-se ser a alma das organizações e das pessoas físicas, sem dúvida, a
contabilidade, com o uso dos controles acima explicitados, pois é nela que encontramos os
registros de todos os atos e fatos, suas análises, relatórios, demonstrativos, auditorias, perícias,
tudo em torno da defesa do patrimônio.
Se os atos do administrador do patrimônio são corretos com a documentação hábil e
idônea e transações negociais legais, dentro do objeto da empresa, sendo o reflexo de imediato;
a contabilidade é transparente, a auditoria, a perícia são honestas, passam pelo crivo da ética.
Caso contrário pode ser utilizada para incriminar a empresa, sócios, administradores, auditor,
perito e ou contador.
Acredita-se que Caruaru, as micros, pequenas, médias e grandes empresas pratiquem
vícios através dos administradores em não se preocuparem com a contabilidade, com a
auditoria, com a perícia, e diante da justiça a sociedade não é motivada ao uso do viés "Perícia
Judicial" e ou "Auditoria Independente". Detecta-se diante das dez varas de Caruaru, cinco
cíveis, duas trabalhistas, duas da Justiça Federal e uma da Fazenda Pública, que de quinze 15
mil processos movimentados entre 2002 e 2007, somente houve nomeação de peritos para
menos de 5% do total dos processos. A contabilidade é que se vire; essa atitude custa caro á
sociedade caruaruense: crime fiscal, crimes contra o patrimônio, indisponibilidade dos bens dos
sócios e administradores das empresas, pesadas multas, tributos, ingerência, falências,
morosidade da justiça, conflitos entre as pessoas, erros diversos, fraudes diversas.
"Vislumbra-se ser imprescindível ao empresário, ás pessoas físicas em geral, aos peritos e aos
auditores conhecerem a definição e o porquê de crimes, fraudes, dolos, erros, simulações,
arbitramentos fiscais, distribuição disfarçada de lucros, responsabilidades, diante da origem, do
uso e do destino do patrimônio; os meios e os privilégios de praticarem a auditoria e a perícia
saudáveis, como prova em defesa dos patrimônios nos mais variados embates.
Assim, também, um enfoque da importância da Auditoria e da Perícia como
complemento da contabilidade nas suas mais diversificadas áreas;
Fiscal: auxiliando na elaboração de informações para os órgãos fiscalizadores, do
qual depende todo o planejamento tributário da organização.Aqui as funções de auditores
internos e externos e as funções do perito judicial e extrajudicial têm suas relevantes atuações
na defesa do patrimônio, quando, principalmente, exige o teor ético nas suas intervenções;
Pública: Como o principal instrumento de controle e fiscalização que o governo
possui sobre todos os seus órgãos. Estes estão obrigados à preparação de orçamentos que são
aprovados oficialmente, devendo a Contabilidade pública registrar as transações em função
deles, atuando como instrumento de acompanhamento dos mesmos. A Lei n° 4.320/64 e a Lei
de responsabilidade Fiscal constituíram-se nas cartas magnas da legislação financeira do País,
temos as normas gerais para a elaboração e controle dos orçamentos e balanços públicos. Vê-se
aqui a auditoria bastante presente e não menos importante é a perícia, principalmente a perícia
médica no contexto do INSS- Instituo Nacional de Seguro Social;
Gerencial: auxiliando a administração na otimização dos recursos disponíveis na
entidade, através de um controle adequado do patrimônio e dos custos. Aqui a auditoria interna
tem uma função ímpar, como
função de staf, pois traz á administração superior todos os detalhes quanto á origem, o
uso e o destino do patrimônio; traz uma defesa tendo em vista o lucro, objetivo geral de
qualquer organização com fins lucrativos;
Financeira: elaborando e consolidando as demonstrações contábeis para
disponibilizar informações aos usuários externos e serem bases para as auditorias e perícias
futuras:
Auditoria contábil: compreendendo o exame de documentos, livros e registros,
inspeções e obtendo informações, internas e externas, relacionadas com a defesa do
patrimônio, objetivando mensurar a exatidão destes registros e das demonstrações contábeis
deles decorrentes;
Perícia Contábil: elaborando laudos em processos judiciais e pareceres em processos
extrajudiciais sobre organizações com problemas financeiros causados por erros e ou fraudes
administrativos, com a finalidade maior de defender o patrimônio, diante de seus pedradores.
Não devemos cair em tentação, quando da origem, uso e destino do patrimônio e
sermos vítimas dos crimes abaixo explictados:
Segundo Victor Eduardo Rios Gonçalves, Editora Saraiva, na sua 10 a edição, 2007,
os crimes contra o patrimônio, em síntese, segundo a fonte indicada, são os seguintes.
O furto, o roubo, a extorsão, a usurpação, o dano, a apropriação indébita, o
estelionato, a receptação, das diversas fraudes.
O furto - subtrair para si ou para outrem, coisa alheia móvel> pena de reclusão de um
a quatro anos, e multa.
O roubo - temos o rouba próprio que é a subtração de coisa móvel alheia, para si
ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por
qualquer Temos também o roubo impróprio - Na mesma pena incorre quem, logo depois
subtraída a coisa, emprega violência contra a pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a
impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.
Temos o roubo qualificado - Se da violência, para subtrair coisa móvel alheia
resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além de multa;
resulta-se morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
A extorsão - constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o
intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se
faça ou deixar fazer alguma coisa - pena de reclusão de quatro a dez anos, e multa. Aqui a
conduta típica do criminoso é constranger, que significa obrigar, coagir alguém a fazer algo -
um caso comum que tem acontecido muito entre nós é o de alguém, criminoso, telefona para
alguém, simulando estar em poder do filho dela, e exige a entrega de dinheiro.
A usurpação - suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal
indicativo de linha divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia -
pena de detenção de um a seis meses, e multa.
O dano - dano simples - destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia - pena de
detenção de um a seis meses, e multa.
Dano qualificado - Se o crime é cometido com violência á pessoa ou grave ameaça,
e se o crime é cometido com emprego de substância inflamável ou explosiva - pena de
detenção de seis meses a um ano, e multa.
Da apropriação indébita - apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse
detenção - pena de reclusão de um a quatro anos, e multa.
Da apropriação indébita previdenciária - pena de reclusão de dois a cinco anos, e
multa, para quem deixa de repassar á previdência social as contribuições recolhidas dos
contribuintes, no prazo legal.
Da apropriação indébita tributária - Constitui crime contra a ordem tributaria suprimir
ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório - pena de reclusão de 2 a 5
anos, e multa.
ESTELIONATO - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo
alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro
meio fraudulento - pena de reclusão de um a cinco anos, e multa.
O estelionato é um crime que se caracteriza pelo emprego de fraude, uma vez que
agente, valendo-se de alguma artimanha, consegue enganar a vítima e convencê-la a entregar-
lhe algum pertence, e, na seqüência, locupleta-se ilicitamente com tal objeto, tal patrimônio
matéria":
Alienação ou operação fraudulenta de coisa própria - vender, permutar, dá em
pagamento ou em garantia coisa própria inalienável, gravada de ônus ou litigiosa, ou móvel
que prometeu vender a terceiros, mediante pagamento em prestações, silenciando sobre
qualquer dessas circunstâncias é crime e a tipificação está no artigo 171, § 2 o II do código
penal.
Fraude na entrega de coisa, patrimônio - defraudar substância, qualidade e c quantidade
de coisa, patrimônio que deve ser entregue a alguém é crime e está no artigo 171 § 2 ; IV do
código penal.
Fraude para receber indenização de seguro - é crime e está tipificado no artigo 171 §
2°. V - quem destrói, total ou parcialmente, ou oculta coisa própria , ou lesa o próprio corpo ou
a saúde, ou agrava as conseqüências de lesão ou doença, com o intuito de haver indenização ou
valor de seguro é criminoso.
Fraude no pagamento por meio de cheque - é crime e está no artigo 171 § 2 o VI - quem
emite cheque, sem suficiência de fundos em poder do sacado, ou lhes frustra o pagamento é
criminoso. Terá a pena aumentada de um terço, se o crime for praticado ou cometido em
detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social
e de beneficência.
Duplicata simulada - pena de detenção de dois a quatro anos, e multa - pois emitir
fatura, duplicata ou nota fiscal de venda que não corresponda á mercadoria ao patrimônio
vendido em quantidade e qualidade, ou mesmo o serviço prestado é criminoso.
Falsidade no livro de registro de duplicatas - nas mesmas penas incorrerá quem
falsificar ou adulterar a escrituração do referido livro.
Induzimento á especulação - pena de reclusão de um a três anos, e multa - pois abusar,
em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou inferioridade mental de
outrem, induzindo-o á prática de jogo ou aposta, ou á especulação com títulos ou patrimônios,
sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa é criminoso.
Fraude no comércio - pena de detenção de seis meses a dois anos, e multa - enganar,
no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor: vendendo, como verdadeira
ou perfeita, mercadoria , patrimônio, falsificado ou deteriorado; entregando um patrimônio por
outro é crime.
Dezenas de outras fraudes podem citar, tais como: tomar refeição em restaurante,
alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o
pagamento - pena de detenção de quinze dias a dois meses, ou multa.
Fraude e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações; fraude contra a
economia popular; emissão irregular de conhecimento de depósito ou warrant; fraude á
execução e assim dezenas de outras fraudes.
Da receptação - receptação dolosa - adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar,
em proveito próprio ou alheio, coisa, patrimônio que sabe ser produto de crime - pena de
reclusão de um a quatro anos, e multa.
Na receptação culposa - a pena é de detenção e de um mês a um ano, ou multa, ou
ambas as penas.
Receptação imprópria - influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte
patrimônio que seja produto de crime - pena de reclusão de um a quatro anos, e multa.
Receptação qualificada - adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em
depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor á venda, ou de qualquer forma utilizar, em
proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial e ou industrial e ou de serviço,
patrimônio que deve saber ser produto de crime é criminoso - pena de reclusão de três a oito
anos, e multa.
Para terminar esta chamada de atenção para os proprietários ou não de patrimônios,
temos a informar, com base nos ensinamentos do Mestre acima referenciado, o perdão judicial,
pois se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em consideração as circunstâncias, deixar dc
1 aplicar a pena; mas somente pode isto acontecer se a receptação for culposa.
A fraude é caracterizada pela falsificação ou alteração de registros ou documento pela
omissão de transações nos registros contábeis; por registrar transações sem comprovação ainda
por aplicar práticas contábeis indevidas. Os erros se caracterizam por serem involuntários, ou
seja, ocorre omissão, desatenção ou má interpretação de fatos nas demonstrações contar: As
empresas devem tomar alguns cuidados para prevenir comportamentos inadequados em suas
operações. A prevenção deve começar a partir da contratação dos empregados, pois se observa
que os setores de compras, financeiro, de recursos humanos e da tecnologia da informação são
os mais afetados pelas irregularidades contábeis. A auditoria exerce um papel fundamental na
verificação dessas irregularidades, visto que evidencia as fraudes, e principalmente, impede a
prática desses delitos com a criação de controles internos, e não apenas identifica os fatos já
realizados. A perícia contábil, por sua vez, é um instrumento indispensável na verificação o:
fraudes e erros contábeis, pois realiza procedimentos importantes, como exame, vistoria,
indagação, investigação, arbitramento, avaliação e certificação, afim de esclarecer determinados
fatos. É, portanto, fundamental que as irregularidades sejam combatidas, pois caso contrário, as
empresas terão grandes problemas, como os ocorridos na Enron, Xerox, Worldcom.
A Contabilidade visa demonstrar a situação patrimonial de uma empresa, e com base nela.
pessoas fazem investimentos, fornecedores acreditam na capacidade que a empresa tem de I
saldar suas dívidas, bancos e instituições decidem o quanto de financiamento pode se:
proporcionado à organização, governo calcula impostos devidos, gestores tomam decisões
internas, enfim, a Contabilidade é um importante instrumento para decisões de usuários interno
e externos.
Princípios e Normas Contábeis existem para que as informações empresariais
divulgadas sigam um mesmo padrão e, assim, possam ser comparados resultados de diversas
empresas, mantendo uma fidelidade quanto à realidade encontrada nas organizações. No então:
podem existir pessoas mal intencionadas dentro da empresa, que podem cometer crimes
financeiros, e fazer com que as informações divulgadas sejam distorcidas, demonstrando uma
situação que seja favorável a seu interesse, caracterizando as fraudes. Além disso a
Contabilidade é uma ferramenta que está suscetível ao erro, pois um funcionário pode realizá-
lo sem que se dê conta disso, seja por desinformação sobre algum procedimento contábil, seja
por erros de digitação etc.
Se fraudes e erros acontecem nas empresas, precisa-se saber: O que é fraude? E erro?
O que fazer ao se descobrir essas irregularidades dentro da empresa? Como fazer para evitar
que elas continuem acontecendo? O que leva alguém a cometer erro ou fraude? Quais os
efeitos para a tomada de decisão? Quais as responsabilidades inerentes à administração da
empresa, ao auditor e ao perito?
Este trabalho tem como um dos objetivos identificar a diferença entre esses dc tipos
de irregularidade, encontrar as "brechas" que possibilitam que isso ocorra, quais seus efeitos
etc. Para isso, foram utilizados livros de auditoria e perícia, bem como pesquisas em sites da
Internet e até pesquisa empírica através do Plantão Fiscal da Delegacia da Receita Federal do
Brasil, em Caruaru, Pernambuco.
De acordo com a NBC T 12, "o termo fraude aplica-se a atos voluntários de
omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros,
relatórios e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários".
A fraude pode ser caracterizada pela falsificação ou alteração de registros ou
documentos; pela omissão de transações nos registros contábeis; por registrar transações sem
comprovação; e ainda por aplicar práticas contábeis indevidas. A fraude é motivada pela
intenção ie lesão de interesses alheios, resultando falsas situações de contas, lucros líquidos
alterados, erros na classificação de receita e despesa, omissão de entrada de dinheiro, e outros
atos falsos com intenção criminosa. Quando a contabilidade é usada para representar fatos
inexistentes, ou então sem veracidade, com o propósito de beneficiar alguém em prejuízo de
outrem, existe a fraude em contabilidade.
Enquanto que a citada norma afirma que "o termo erro aplica-se a atos involuntários
ce omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de
registros e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da Entidade, tanto
em lermos físicos quanto monetários".
Os erros se caracterizam por serem involuntários nas demonstrações contábeis. Pode
ser um erro aritmético (por exemplo, digitar 2.500,00 ao invés de 5.200,00), de execução nos
registros e elementos contábeis (como classificar Papéis na conta de Material de Consumo,
quando deveria ter sido classificado como Material de Escritório), ou por desconhecimento das
aplicações dos princípios contábeis (por exemplo, registrando a despesa de aluguel somente no
seu pagamento, que ocorre no mês subseqüente, ferindo o princípio da competência). Quanto
mais complexas as transações ocorridas na empresa, maior a possibilidade de erro durante os
lançamentos, havendo dúvida quanto a que conta utilizar e qual devem ser debitados ou
creditados, pois pode ocorrer interpretações e aplicações incorretas das normas contábeis.
SA (1997) define fraude como sendo uma ação premeditada para lesar alguém, e erro
como uma ação involuntária, sem o intuito de causar dano. A fraude corresponde ao dolo, ou
seja, aquela ação premeditada que visa ao proveito de alguma forma para si ou terceiros,
enquanto o erro diz respeito à culpa, e ocorre geralmente por esquecimento, desatenção, etc.
As fraudes podem ocorrer nos elementos: do ativo circulante da empresa, ativo
permanente, no passivo, no patrimônio líquido, nos custos, nas despesas e nas receitas. As
fraudes ocorrem como desvios de dinheiro, despesas fictícias, desvios de mercadorias,
recebimento de créditos sem dar-se baixa, adulterações de documentos, falsificação de
documentos etc.
Erros contábeis ou a manipulação de dados por funcionários de alta confiança podem
gerar fraudes financeiras. Além disso, a falta de procedimentos adequados nas operações pode
propiciar atitudes ilícitas, que posteriormente acarretará uma fraude.
São exemplos de eixos: somas feitas sem computar parcelas, crédito em dobro,
inversão de números, esquecimento de realizar transportes de números, classificação indevida
de documento etc. Esses fatores podem causar grandes problemas às organizações, uma vez que
podem causar a falência da empresa, como também provocar a perda de seus clientes, entre
outros fatores.
E necessário que sejam desenvolvidos serviços de prevenção e combate à fraude,
como também desenvolver atividades preventivas para evitar a ocorrencia de erros.
Encontrando-se erros e ou fraudes: o que fazer?
Segundo SÁ, 1982 durante a realização da auditoria, podem surgir alguns indícios de
que possa estar ocorrendo erro ou fraude, alguns deles são:
-Discrepância nos registros contábeis (por exemplo, diferença na norma das contas
analíticas comparadas ao saldo constante nas sintéticas);
-Diferenças reveladas por confirmações recebidas de terceiros;
-Número de respostas aos pedidos de confirmação direta bem inferior ao esperado
-Transações não suportadas por documentação apropriada;
-Transações não contabilizadas de acordo com instruções genéricas ou específicas da
gerência;
-Transações inusitadas no fim ou próximo do fim do exercício.
Ao ser encontrado algum erro, deve-se observar com que freqüência vem ocorrendo
esse tipo de irregularidade, e em que proporção. Com essa verificação, pode-se procurar
descobrir qual a causa daqueles erros que estão sempre se repetindo, bem como atentar para
possíveis erros nas contas relacionadas. Conhecendo as falhas que vêm ocorrendo na empresa
fica mais fácil para o administrador buscar solucionar esse problema.
O auditor deverá avaliar bem o sistema contábil, dando bastante atenção à atuação
inadequada da administração (a alta administração é feita por um pequeno grupo, não existindo
assim uma supervisão eficaz); pressões internas ou externas (setor econômico está em declínio
aumentando dessa maneira as falências das empresas ou insuficiência do capital de giro, devido
a diminuição do lucro ou sua rápida expansão); transações que parecem anormais (pagamento
parecendo excessivos em relação aos serviços prestados); problemas internos no cumprimente
dos trabalhos de auditoria (registros feitos de forma inadequada, arquivos incompletos, ajustes
excessivos nos livros e contas); fatores no ambiente de sistemas de informação
computadorizados (dificuldade de obter informações dos arquivos de computador, devido à falta
de documentação ou desatualização da mesma).
Quando indicada a existência de fraude e/ou erro, e se o auditor acreditar que estes
resultarão em distorções relevantes nas DRE's, o auditor deve modificar seus procedimentos, e
adicionar outros. Assim, será permitido ao auditor confirmar ou eliminar a suspeita destas
irregularidades. Caso a não aplicação daqueles, será discutida com a administração da entidade
na qual está sendo auditada, as providências que serão tornadas.
É necessário, para isso. identificar as áreas de instabilidade através de mapeamento de
risco, e um dos métodos para fazê-lo se chama Controle de Avaliação de Risco onde o auditor
elabora um questionário e envia a cada departamento. A partir das respostas e da documentação
de dados que já possui, a auditoria avalia e classifica o risco dos setores em baixo, médio e alto.
O auditor deve avaliar também as implicações de fraudes e/ou erros quanto a
confiabilidade das informações escritas ou verbais fornecidas pela administração. Quando a
fraude e/ou erro não for detectado pelo controle interno ou não estiver incluído nas informações
da administração, o auditor deve então reconsiderar a avaliação de risco e a validade dessas
informações.
A responsabilização da fraude tem dois aspectos: o penal e o civil. O primeiro é o
enquadramento do ato fraudatório como crime e implica na aplicação de medidas punitivas
apenas utilizado quando desejar a sanção criminal do autor da fraude. O segundo engloba as
perdas causadas pela fraude cometida. É nesse último aspecto que é feita a tentativa de
recuperação do montante que foi desviado, através do pedido de medida cautelar de produção
antecipada de provas e de buscar e apreensão de documentos que possam servir como futuras
provas.
Como prevenir fraudes
A maior incidência de fraudes se dá em relação a operações que envolvem dinheiro,
estoques e créditos a receber. Com o objetivo de impedir a ocorrência de fraudes, as empresas
devem evitar que a realização e autorização de pagamento sejam realizadas pela mesma pessoa.
Caso isso não ocorra, o auditor contábil quando da realização do seu trabalho, indicará que há
indícios de possibilidade de fraude na organização. Daí a grande responsabilidade do trabalho
do auditor que deve identificar estes fatos e sugerir que sejam tomadas as medidas corretivas
necessárias. Para prevenir esse tipo de comportamento, alguns cuidados podem ser tomados:
-A prevenção contra fraudes deve começar a partir da contratação dos empregados,
buscando saber nas empresas por onde já trabalharam, o comportamento em que tinham. As
áreas mais atingidas pelas irregularidades são os setores de compras, financeiro, de recursos
humanos, como também a área de tecnologia da informação;
-Verificar se a contabilidade está correta ou se as operações estão sendo registradas;
-E ideal que as auditorias externa e interna trabalhem de forma integrada, aplicando
programas de prevenção, não sendo recomendável que seja utilizada apenas a auditoria externa,
pois mesmo que esta identifique um crime corporativo, dificilmente seus profissionais saberão
lidar com o problema, já que lhes faltam subsídios de perícia contábil para trabalhar com caso
judicial;
-Controlar sistemas de folha de pagamento, de contas a pagar e contas a receber é uma
tarefa importante;
-O profissional de contabilidade deve agregar conhecimentos das Leis e Códigos
Processuais, de Criminologia, de Sociologia, de Psicologia e, principalmente, de Auditoria e de
Perícia Contábil. Os estudos sobre Criminologia, Sociologia e Psicologia irão ajudar o contador
aumentando sua capacidade de identificar padrões de conduta alterada e indícios de distúrbios.
Esses conhecimentos darão ao Contador Investigador de Fraudes condições de propor
alternativas e penalidades para se prevenir a ação dos fraudadores;

-Outro método de prevenção seria a instalação de câmeras e a infiltração de


investigadores nas equipes, os chamados "funcionários espiões";
-Enfim, as empresas deveriam tanto trabalhar na formação de dados estratégicos para
o desenvolvimento dos seus negócios, como também se prevenir da ação criminosa de seus
colaboradores ou de terceiros.
A Kroll, uma empresa que presta serviços de consultoria na prevenção e combate à
Fraude relaciona mecanismos de controle e prevenção, como também serviços de investigação
de fraudes que as empresas devem observar.
Mecanismos de Controle e Prevenção:
-Desenvolvimento da matriz de risco do negócio;
-Implementação de controle interno, gerenciamento e treinamento de equipes de
auditoria interna;
-Revisão periódica dos controles internos, verificação de equipe de auditoria, análise
de risco de fraude;
Revisão da qualidade do ambiente de negócio, enfocando aspectos tais como: cultura
empresarial, ética do trabalho, revisão de funcionários, estrutura de recursos humanos e controle
de informação:
- Acompanhamento e controle de investimentos em atividades críticas, tais como:
construção, logística e manutenção;
- Programas e seminários de treinamento antifraude voltados para equipes de
auditoria;
- Seminários e palestras para os departamentos: comercial, financeiro,
administrativo, suprimento e logística.
Serviços de Investigação de Fraudes:
-Investigação de fraudes financeiras;
- Investigação de fraudes gerenciais e comerciais, tais como: logística e
relacionamento com o cliente;
-Auditoria investigativa, coleta, análise de documentos e de dados financeiros;
- Perícia em computadores e servidores, recuperação de arquivos e de dado;
"deletados";
-Mensuração, cálculo financeiro de perdas e prejuízos causados por fraudes;
-Perícia e tabulaçâo de documentos, analisando e informando os resultados
investigação de forma objetiva e coerente com a empresa;

-Relatórios preparados para suporte e litígios. Avaliação


das perdas financeiras:
-Perícia contábil dos valores em litígio, apresentando o cálculo financeiro;

-Cálculo dos danos causados pela fraude, tais como: valor presente dos recursos
desviados, cálculo do lucro cessante e custos de oportunidade;
-Revisão independente dos valores pagos a fornecedores e parceiros comerciais;
-Revisão independente de contas a receber e conciliação contábil;
-Revisão independente dos contratos e cláusulas comerciais.
Percebe-se que estes são mecanismos importantes, os quais as organizações de
considerar para desenvolver suas atividades de forma segura, oferecendo conseqüente
confiança a seus clientes e obter, com isso, bons resultados.

Motivos mais comuns para fraude


Segundo SÁ (1997), as fraudes são praticadas quase sempre por pessoas que possuem
autoridade, sobretudo quando acumula funções. Quando implicam em volumes maiores, as
fraudes geralmente ocorrem mediante formação de conluio, sendo desta forma, mais difícil a
detecção. Portanto, nestes casos a fraude tende a perdurar se não existir controles adequados e
independência da auditoria. Muitas pessoas envolvidas na fraude tanto facilita c dificulta sua
localização. Dentre os motivos mais comuns para que a fraude aconteça estão:
-Sistema de segurança - quando o fraudador não planeja a fraude, porém percebe
algumas falhas no sistema de segurança da empresa, dando-lhe assim a oportunidade de "entrar
em ação";
-Motivos Financeiros - é muito comum a prática dos atos ilegais pelos empregados
simplesmente por necessidade, seja ela de pagar dívidas ou de adquirir bens;
-Insatisfação profissional e vingança - muitas fraudes são decorrentes do sentimento
de inferiorização profissional;
-Irregularidades generalizadas - ocorre quando funcionários realizam atividades .
empresa e não são punidos. Vendo isso. outros irão achar que podem fazer o mesmo.,
visto que nada irá acontecer a eles.
-Sedução pelo perigo - feito por aqueles profissionais que sentem prazer em burlar as
leis desenvolvendo assim esquemas de fraudes.
- Controle interno
- A existência ou inadequação de um controle interno toma mais propícia a ocorrência
de erros e fraudes. Por exemplo, um sistema que não permita erros no cálculo do
imposto de renda poderá evitar futura dor de cabeça. Outro exemplo seria a
possibilidade que ".a dos gerentes poderem "maquiar" as demonstrações para que não
fosse percebida sua queda de desempenho, ou para não demonstrar o alto grau de
endividamento da empresa, tornando-a melhor vista por investidores, credores etc-.
- Com vista na confiança gerada pelo controle interno, o auditor pode estabelecer
o aprofundamento necessário para ter uma boa condição de avaliar as demonstrações
contábeis, do em consideração o custo x benefício.
- O papel da auditoria é fundamental visto que_ evidencia as fraudes, mas
principalmente, evitando a prática desses delitos com a criação de controles internos, e não
apenas identificar os fatos já realizados. Observa-se ainda, que a prevenção deve ser urna
preocupação constante, onde as empresas devem começar desde a seleção de seus empregados
para os setores de compras, financeiro, e de recursos humanos, que são, segundo o SEBRA/ES,
E áreas mais críticas da empresa. Mas deve-se observar também a área da tecnologia da
informação, para que não sejam utilizados softwares pirateados, além de manter um bom
sistema backups de arquivos, e também, relacionado a segurança, um bom programa de
antivírus, "limitar o acesso a determinados dados mediante a utilização de senhas, instalação de
software que possua módulo de auditoria para rastrear possíveis fraudadores internos ou
externos.
-Materialidade da fraude
- Por ser involuntário, o erro pode sertão irrelevante que não consegue ser
identificado pela auditoria e ou pela perícia e não alterar a opinião sobre a situação financeira
da empresa. No entanto, um mesmo erro pode ser irrelevante em uma empresa, mas relevante
em outra. Por exemplo, um erro que gere uma diferença de RS 1.000,00, pode ser bastante
considerável para uma empresa que apresenta lucro de P.S \ 0.000,00, e ser considerado
ninharia por uma empresa que tenha rendimentos de R$ 10.000.000,00. Assim como a
diferença entre pequenas e grandes empresas, o mesmo pode ocorrer se as empresas forem de
ramos diferentes, ou mesmo, que seja informação de uma mesma empresa, porém, com a
perspectiva de períodos diferentes. Assim, a materialidade pode ser medida através da
discrepância dos efeitos contábeis causados pelo erro, e observando-se como seriam as
demonstrações sem a ocorrência deste. Quando se percebe que o erro é material, cabe ao
auditor informar à administração da empresa e solicitar que os ajustes sejam feitos.
Quando um auditor afirma em seu parecer que as demonstrações contábeis refletem a situação
da empresa com propriedade e de acordo com os princípios contábeis, indica que o auditor
acredita que as demonstrações contábeis, consideradas em conjunto, não apresentam erro
relevante.
Na auditoria, um grande erro ou fraude pode não ser detectado, por ser o exame
realizado através de amostragem, sendo mais fácil detectar se forem realizados pequenos erros
em diversas transações. Os erros detectados servirão para serem projetados quanto aos possíveis
erros naquelas transações que não foram auditadas.
Erros considerados imateriais se considerados isoladamente, pode se tornar material
quando somado aos outros erros semelhantes. Por isso, erros detectados e não corrigidos pela
empresa, devem ser somados para que se possa avaliar se o impacto da junção de erros
prejudica a uma apresentação adequada das demonstrações contábeis da empresa. No entanto,
desde que não seja algo muito dispendioso com relação ao benefício gerado, o ideal é que os
erros detectados mesmo quando são imateriais, sejam corrigidos, visto que, erros nas
demonstrações atuais quando transfere seus saldos para o período seguinte, está começando-se
com erros, que juntados aos erros desse período subseqüente pode acarretar numa diferença
material para a empresa nas demonstrações seguintes.

Efeitos na tomada de decisão


A contabilidade é uma importante ferramenta que coleta informações financeiras
sobre o patrimônio. Muitas vezes, as informações geradas por essa ciência são utilizadas
como auxiliar no processo decisório, e para que realmente sejam úteis, as informações
precisam estar de acordo com a realidade da empresa, da pessoa física, do proprietário do
patrimônio. Os usuários das informações contábeis precisam confiar nessa fidedignidade, para
então, tomar decisões acerca das operações da empresa: decisões de compra de mercadorias
para revenda, decisões de empréstimo, investimento etc. Aqueles que estão direta ou
indiretamente ligados à empresa, também têm interesse nessa informação. O investidor
precisa, antes que venha a fazer um investimento, saber da situação da empresa, observar se
esta tem condições de gerar um bom retomo. Bancos, instituições financeiras e fornecedores,
têm interesse em saber se a empresa tem condições de honrar com seus compromissos etc. No
entanto, sabe-se que a contabilidade está sujeita a erros e fraudes. O erro pode acontecer por
não conhecimento, por parte dos funcionários, dos princípios contábeis, bem como das
corretas classificações das contas, e falta de cuidado e atenção com o serviço contábil que está
sendo realizado. Já as fraudes podem estar ocorrendo na tentativa de ocultar desvios ou
transações ilegais, como a tentativa de diminuir o lucro e, conseqüentemente, o valor dos
impostos a serem pagos, por exemplo.
As empresas podem não atingir seus objetivos caso ocorram erros e fraudes em suas
atividades, uma vez que podem incidir em fatos e documentos de características diferentes,
como: balanços, balancetes, fichas de controle de estoque, etc.

Limitações à auditoria e a perícia extrajudicial


Com as limitações inerentes à auditoria é impossível evitar que ocorra distorção
relevante de fraudes e erros. Se, durante o período que o auditor estiver atuando na empresa,
existir alguma distorção que for relevante resultante de erro e/ou fraude e não for corrigida
nas demonstrações contábeis, isso não quer dizer que o auditor não cumpriu as Normas de
Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis, pois o que vai determinar isso são os
procedimentos adotados nas circunstâncias.
Mesmo existindo um sistema contábil e de controle interno que diminua as distorções
resultantes de fraude e/ou erro, sempre irá existir algum risco, pois não existe sistema, nem
controle interno eficiente que impeça a fraude, quando esta ocorrer através da trama entre
empregados ou cometida pela administração, pois existem níveis da administração que
enganam : s controles que previnem as fraudes feitas por empregados.
O risco de não ser encontrada a distorção referente à fraude é bem maior que o do
erro, pois a fraude é resultante de atos planejados, com o intuito de enganar, ou prejudicar
alguém como, por exemplo, a falsificação, ao contrário do erro, que é resultante de atos
involuntários, por desconhecimento próprio.

Comunicação de fraudes e/ou erros


Conforme a Interpretação Técnica (1T) 03 do Conselho Federal de Contabilidade, o
auditor normalmente é impedido de comunicar as ocorrências de fraudes ou eixos a terceiros
devido ao sigilo profissional. Em alguns casos, no entanto, existe a obrigação legal desta
comunicação, sendo requerida ao auditor a quebra deste sigilo, conforme o Código de Ética do
Contabilista e as Normas Profissionais do Auditor Independente.
O auditor deve sempre comunicar à administração da entidade que está sendo
auditada qualquer descoberta envolvendo fraudes, mesmo que seu efeito não seja tão relevante
sobre as demonstrações contábeis. Dependendo das circunstâncias, esta comunicação pode ser
feita tanto de forma verbal quanto escrita.
Ao ser determinado o representante da entidade que será comunicado da ocorrência
das irregularidades descritas, a auditor deve avaliar quanto ao envolvimento da alta
administração. Sendo correta essa comunicação, quando feita a um nível da estrutura
organizacional da entidade que está acima do nível de responsabilidade pelas pessoas que se
acredita está envolvidas.

Realização da perícia contábil


Para SÁ (1982), "Perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao patrimônio
individualizado visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião
realizam-se exames, vistoria, arbitramentos, em suma, todo e qualquer procedimento
necessário à opinião".
E verificável a importância da opinião do perito contábil, pois este possui um
conhecimento especializado sobre a realidade patrimonial tanto nos aspectos físicos,
qualitativos e quantitativos, como nas causas e efeitos.
A perícia contábil é, por sua vez, um instrumento indispensável na verificação de
fraudes e erros contábeis, pois realiza procedimentos, de acordo com as normas técnicas, a fim
de fundamentar o laudo pericial, tais como: o exame, que constitui a análise de livros e
documentos;" a vistoria, que consiste na verificação e constatação de situação, coisa ou fato, de
forma circunstancial: a indagação, que trata de obtenção de testemunho daqueles que tem ou
que deveriam ter conhecimento da matéria periciada; a investigação, que é a pesquisa visando
trazer ao laudo o que está oculto por quaisquer circunstancias; o arbitramento, que trata da
determinação de valores ou solução de controvérsias por critérios técnicos; a avaliação, que
consiste no ato de determinar valor de coisas, bens, direitos, obrigações, despesas e receitas; e a
certificação, que é a informação trazida ao laudo pelo perito contábil, de caráter afirmativo, cuja
autenticidade é reconhecida pela fé pública atribuída ao profissional.

Percebe-se que a diferença básica entre a fraude e o erro está na intenção ou não em
cometer a irregularidade. Se esta for descoberta durante procedimentos de auditor responsável
pelo trabalho procurar a administração da empresa e comunicar o que esta ocorrendo, para
que esta possa tomar as medidas corretivas cabíveis. Se necessário, pode-se contratar o
serviço de um perito para encontrar em que ponto a fraude ou erro vem ocorrendo, visto que
este profissional tem profundo conhecimento da matéria e faz uma investigação bastante
aprofundada para, então, ter informações suficientes para embasar sua opinião.
Foi visto que para evitar que fraudes ou erros ocorram dentro de uma empresa pode- ]
se tomar algumas providências, dentre elas informar-se melhor sobre os funcionários ... contrata
e ter um controle interno eficiente. Dentre outros, são considerados como os principais motivos
encontrados para que alguém cometa fraude o seu não reconhecimento profissional,
necessidade financeira e a não punição em outros casos de fraudes. Irregularidades como um
todo só prejudica a empresa, pois esta, bem como os usuários externos, toma decisões
baseando-se em informações irreais, além disso, quando descobertas, tendem a "manchar" o
nome da empresa Cabe então à administração tomar todas as providências cabíveis para que
não existam erros ou fraudes dentro da empresa.
O enfoque do presente trabalho é, sobretudo alertar aos proprietários de patrimônio,
sejam pessoas físicas e ou pessoas jurídicas a importância da auditoria e da perícia ao nível
necessário a permitir, o discernimento sobre as possibilidades de aplicação na prevenção e
descoberta dos erros e das fraudes. Obviamente, não é nossa pretensão conferir aos
proprietários dos patrimônios, conhecimentos específicos sobre a matéria, mas o suficiente a
permitir uma reflexão para a decisão de implementar a utilização da auditoria e da perícia
come elementos estratégicos para minimizar e ou acabar os eixos e as fraudes diante da
origem, do uso e do destino dos seus patrimônios, em Caruaru.

DA INFORMALIDADE

Melhoria da relação Fisco-Contribuinte pode diminuir a informalidade A complexidade do


sistema tributário brasileiro está entre as principais causas da informalidade. Para o empresário
contábil, conselheiro nacional do Sesc e representante da Fenacom, José Rosenvaldo Rios,
enquanto o sistema tributário nacional não for simplificado o Brasil continuará a conviver com
altos índices de informalidade.
Segundo Rios, a enorme quantidade de leis, normas e atos, editados com freqüência,
exigem das empresas altos investimentos, e aquelas empresas que não dispõem desses recursos
acabam migrando para a informalidade. "Hoje o contribuinte vive apavorado diante da
insegurança. Tanto é assim que muito poucos são aqueles que procuram uma unidade da
Receita Federal do Brasil para obter informações. Até porque não há prazo correto para a
resposta da consulta. O resultado disso é que muitas vezes ou o empresário erra ao preencher
uma declaração, e se sujeita a uma punição, ou passa a sonegar. Temos que mudar essa
realidade", disse.
O presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento,
Perícias, Informações e Pesquisas do Estado de São Paulo (Sescon/SP), Antônio Marangon,
também destacou que a complexidade da legislação tributária no País está entre os principais
fatores de estímulo à informalidade. Somente em São Paulo, de cada três empresas, duas estão
na informalidade. Uma situação, que na avaliação de Marangon estimula outras práticas
criminosas. "Esse índice elevado de empresas informais estimula o roubo de cargas, o tráfico de
armas e drogas, o contrabando e a pirataria. Portanto, precisamos amar de forma organizada
para eliminar essa situação", acrescentou. Já o deputado Federal Júlio Lopes (PP/RJ) destacou a
atuação do Sindireceita e sua disposição de melhorar a relação entre a administração e o
contribuinte. "Isso já está sendo feito com a campanha realizada pelo Sindireceita de combate à
pirataria. O caminho para melhorar a relação entre os órgãos de governo e a sociedade é
justamente o esclarecimento. Essa é uma relação de confiança, e o Código pode justamente
-estabelecer a confiança entre os agentes da Administração Tributária e o contribuinte, que, em
suma, é o cidadão", acrescentou. O deputado se colocou à disposição para lutar pela proposta
na Câmara dos Deputados.
Há soluções institucionais em andamento no Brasil, tais como o Simples Nacional, a
Nota Fiscal Eletrônica e o Cadastro Sincronizado Nacional, que podem contribuir para a
redução dos custos de transação da formalidade.
O Simples Nacional é um regime tributário simplificado para microempresas e
empresas de pequeno porte, com alíquotas favorecidas, que reúne oito impostos e
contribuições. São esperados resultados expressivos no aumento da arrecadação e da
formalização de empresas, a exemplo do Simples, sistema anterior que foi substituído e
ampliado pelo novo regime.
A implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico, a Nota Fiscal
Eletrônica, além de reduzir custos operacionais dos contribuintes, auxilia os processos de
fiscalização e escrituração contábil das transações comerciais. O Cadastro Sincronizado
Nacional, por sua vez, é uma iniciativa que integra as três esferas de governo no objetivo de
simplificar a burocracia nos procedimentos de abertura, alteração e baixa de empresas, com a
conseqüente redução de prazos e custos dos processos.
Por meio de fóruns como o Encontro Nacional dos Administradores Tributários
(Enat), a Receita Federal, os estados e municípios têm avançado no debate acerca de
soluções institucionais, sobretudo relacionadas à arrecadação tributária. As esferas
subnacionais desempenham um importante pape) na implantação dessas iniciativas e contam com
linhas de
financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para esse fim, desde o
final da década de 1990. Outras ações em andamento, no Movimento Brasil Competitivo
(MBC). na Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), no Programa Nacional de Gestão
Pública e Desburocratização (GesPública), nas federações de indústrias, assim como em
outros fóruns e associações, são exemplos de que os setores público e privado têm se
empenhado no desenvolvimento de instituições que estimulem a competitividade e o
investimento produtivo.
Além da arrecadação tributária c do controle fiscal, é preciso levar em conta a
perspectiva das firmas e dos indivíduos. Trata-se de um processo de desenvolvimento
institucional no qual o Estado deve criar as condições para que os empreendedores optem
pela entrada no mercado formal e pelo investimento.

Desenvolvimento Institucional e a Cultura da informalidade no Brasil


O processo de desenvolvimento institucional se refere às mudanças nas regras
formais e informais, que dependem da ação política e estão fundamentadas na cultura. As
instituições informais estão presentes nas relações humanas, sejam pessoais ou comerciais, e
são herdadas, através das gerações, assim como conhecimento, crenças e valores.
Códigos de conduta, convenções e normas de comportamento influenciam e são
influenciados pelas instituições formais. Uma implicação de longo prazo da cultura sobre o
desenvolvimento institucional é a dependência da trajetória criada pelas instituições informais,
baseadas em crenças, valores e costumes, que não sofrem mudanças radicais por causa de
mudanças nas regras formais. As mudanças ocorrem na cultura de forma incrementai, e esse j
ritmo se reflete no processo de desenvolvimento das instituições públicas.
A manutenção do estatus quo no Brasil, em termos do seu desenvolvimento
institucional, parece baseada em um processo de desalento cívico, caracterizado pela
preferência pelas instituições informais. Com raízes na cordialidade histórica, a preferência
pelas instituições informais se mantém com a quebra de confiança nas instituições do Estado.
Diferentemente do nível de aprovação de um determinado governo, a confiança no Estado se
refere às expectativas em relação aos bens (e serviços) públicos fornecidos em troca dos
tributos pagos e ao valor atribuído às instituições públicas, sejam executivas, legislativas ou
judiciárias. Nos termos da teoria dos custos de transação apresentada, a preferência pelas
instituições informais persiste porque é desfavorável a relação de custos e benefícios oferecida
pelas instituições públicas para a adesão à formalidade.
Não se trata de combater a informalidade em todos os campos da vida humana, pois a
sociedade se sustenta sobre as crenças, valores e relações pessoais, mas de reconhecer que
civilidade é uma racionalização necessária ao capitalismo e ao estado de direito. As nações da
Península Ibérica se transformaram, assim como o Brasil, onde cultura e sociedade se tornaram
urbanas e cosmopolitas. Mas a preferência pela informalidade persiste, com base na crença de
que o Estado é capaz de cumprir sua finalidade, abalada pela percepção de que não o é.
Indivíduos que se unem em uma lei comum e possuem uma judicatura com poder para
apreciar controvérsias e punir infratores constituem uma sociedade política ou civil. Quando a
percepção da sociedade a respeito do Estado ao qual foi delegado tal poder é a de que sua
finalidade não é cumprida de forma satisfatória, quebra-se a relação de confiança. O encargo
confiado é uma instituição informal que sustenta a relação entre a sociedade e o Estado fundado
em um estatuto legal, com competência positiva. Sem a base informal dessa relação, a estrutura
formal é ameaçada.
A informalidade persiste no ambiente de negócios brasileiros, em grande parte, pela
falta de um sistema formal que inspire confiança ao empreendedor. Para ter acesso aos
benefícios do capitalismo e ao desenvolvimento econômico de longo prazo, é necessário que a
sociedade seja capaz de utilizar seus ativos como bens de capital, retirando da informalidade o
"capital morto", por meio de um sistema de representação formal.
Tal sistema deve ser construído por um conjunto de instituições públicas capaz de
incentivar a formalização com equilíbrio tributário e eficiência administrativa e restringir a
informalidade com rigor na fiscalização e severidade na punição dos infratores. Dessa forma, os
empreendedores estarão diante de uma escolha na qual a manutenção das transações informais
apresentará um custo de oportunidade relativamente elevado, integrando se a uma nova
realidade econômica.
O conceito de instituição compreende as regras e processos que orientam as relações
humanas, estabelecendo estruturas formais e informais que influenciam o desempenho
econômico. Nos países menos desenvolvidos, as incertezas institucionais, relacionadas às
assimetrias de informações e ambigüidades de direitos de propriedade, contribuem para que
suas economias permaneçam estagnadas e mais suscetíveis ao crescimento da informalidade.
Níveis de incerteza em que há maior complexidade no cálculo de seus riscos, como nas
incertezas institucionais, constrangem o animal spirit, o que reforça a preferência por liquidez,
posterga as decisões de investimentos e estanca a economia. Os custos, os prazos e a
complexidade das normas desestimulam a abertura de novas firmas, o registro de propriedades,
a obtenção de crédito, o pagamento de tributos e o cumprimento de contratos, tornando a opção
pela informalidade mais atrativa.
Com base na perspectiva da firma, as escolhas entre transações formais e informais
são funções de análises de custo e benefício, que levam em conta custos de transação e
instituições. Os custos de transação da formalidade são altos no Brasil, quando comparados com
os países desenvolvidos, impondo ao crescimento econômico os limites inerentes à
informalidade.
Para que a sociedade tenha acesso ao desenvolvimento econômico de longo prazo, é necessário
que as firmas se integrem a um sistema de regras transparentes, capaz de reunir informações
dispersas e fixar o potencial econômico dos ativos em capital. Um sistema caracterizado pela
impessoalidade, por uma abrangência que permita ganhos de escala e pela atribuição clara de
responsabilidades, constituído por um conjunto de instituições públicas que incentive a
formalização e restrinja a informalidade, com processos administrativos, normativos e jurídicos
mais efetivos. Quando as transações formais se tornam mais atrativas do que as informais, o
primeiro passo é dado na direção de uma nova realidade econômica.

Pode-se verificar, com auxílio da literatura, que há forte correlação entre instituições e
crescimento econômico, mas também que o nível educacional e o desenvolvimento provocam
melhorias institucionais. Não se trata da busca da primazia causai das instituições sobre o
desenvolvimento econômico, visto que instituições, políticas e desenvolvimento são elementos
mutuamente endógenos, mas da constatação de que as instituições públicas constituem um
fundamento desse processo, que, apesar de recorrente na agenda política, não tem se
concretizado no Brasil.

O processo de desenvolvimento institucional, segunda parte do modelo analítico


proposto, se refere às mudanças nas regras formais e informais, que dependem da ação
política e estão fundamentadas na cultura. Uma implicação de longo prazo da cultura sobre o
desenvolvimento institucional é a dependência da trajetória criada pelas instituições
informais, baseadas em crenças, valores e costumes, que não sofrem mudanças radicais por
causa de mudanças nas regras formais. As mudanças ocorrem na cultura de forma
incrementai, e esse ritmo se reflete no processo de desenvolvimento das instituições públicas.
A manutenção do starus quo institucional no Brasil é caracterizada pela preferência
por instituições informais, cujas raízes se encontram no "homem cordial" e cuja persistência é
fruto da quebra de confiança entre sociedade e Estado. Em termos da teoria de custos de
transação apresentada, a preferência por instituições informais persiste porque é desfavorável
a relação de custos e benefícios oferecida pelas instituições públicas para a adesão à
formalidade.
A história do Brasil é marcada pelo triunfo do pessoal sobre o impessoal, do
subjetivo sobre o objetivo, do informal sobre o formal. A civilidade, mais do que uma
racionalização necessária ao capitalismo, é condição para a existência de uma sociedade
política livre e de um Estado regido pela lei. Assim como o espírito do capitalismo há muito
se descolou da ética protestante, a preferência pelas instituições informais já não se sustenta
no homem cordial da cultura ibérica e das relações humanas domésticas e patriarcais.
Entretanto, o traço da informalidade permanece no caráter brasileiro, mantido pela
incapacidade das instituições públicas de se renovarem e darem acesso, para o trabalho
realizado no país, aos benefícios do capitalismo.
A informalidade está presente em diversas economias, sendo consenso os danos
causados para o desenvolvimento do setor privado. O termo é empregado para identificar a
evasão de impostos ou formas de não conformidade com os padrões de qualidade de trabalho
ou produto. A despeito da definição, é um problema crescente na economia brasileira.
Especialistas apontam que no Brasil, a economia informal chega a responder por cerca de
42% da produção brasileira, enquanto na China gira em torno de 16% e no México 33%.
O posicionamento marginal na cadeia produtiva gera danos não apenas aos cofres
públicos, mas, principalmente as pessoas que trabalham neste mercado, alijadas dos processos
de capacitação profissional, distante do ambiente dinâmico do mercado formal de trabalho
contemporâneo. As empresas informais ficam distantes das oportunidades de credito do
mercado financeiro, dos avanços de produtividade, de inovação tecnológica, de investimentos,
penalizando os padrões de competitividade da economia como um todo. Em seu conjunto, perda
maior está para a sociedade brasileira, principalmente pela criação de uma cultura de prática da
produção e do comércio informal, baseado em um custo-beneficio irreal, no qual . população
passa a conviver e ser solidária com a impunidade. Sofre a sociedade pelos riscos causados pelo
contato com produtos de baixa qualidade e nocivos a sua saúde, pelo uso beneficiente de sua
renda, pelo ambiente marcado pela perda de bem-estar social e mais propenso à violência que
permeia a informalidade.
A ostensiva exposição de uma interminável lista de produtos piratas, com fins de
comercialidade, é algo com a qual deparamos em quaisquer dos nossos logradouros públicos,
incorporado ao caos urbano, à violência, o desrespeito às regras e mesmo o desprezo pela
estética, que marca o dia-a-dia dos nossos centros urbanos na atualidade. São CDS, DVDS,
relógios, mapas, calçados, brinquedos, equipamentos esportivos, perfumes, medicamentos e
toda uma infinidade de mercadorias de procedência duvidosa, falsificações grosseiras ou até
mesmo bem elaboradas, tudo isso, sob o olhar complacente das nossas autoridades.
Solucionar a informalidade requer que os governo na esfera municipal, estadual e
federal adotem regras punitivas mais rígidas combinadas com fiscalização. Todavia, preferem
justificar condutas lenientes, sob o pretexto débil de ser isso um "mal menor", utilizando-se
dessa assustadora informalidade como alternativa para mitigar o desemprego. Na medida em
que parte ia população, desinformada ou até por razões de ordem econômica, passa a consumir
esses produtos ilegais, permite-se o estranhamento no tecido social de poderosas organizações
marginais, clandestinas ou criminosas, com tentáculos por todo o mundo. Essas encontram solo
fértil para sua difusão na pobreza e no desemprego que afligem parte considerável da
população. A informalidade passa a ser a solução de problemas sociais agravados pela
inoperância estatal e, a partir daí, difunde toda sorte de crimes ou contravenções através dessa
rede.
Dentre os setores econômicos prejudicados pela informalidade destaca-se o comércio
varejista, que disputa a preferência do consumidor em uma situação de total desigualdade. O
mercado informal, caracterizado pelos produtos "piratas" devido a prática da evasão tributária,
consegue vantagens competitivas baseada em precificações que não condizem com a realidade
do mercado formal. Trata-se de um desafio que o empresário tem que gerenciar, através do
esforço individual, oferecendo atributos como: qualidade dos itens comercializados, garantia,
crédito facilitado, investimentos no lay-out, automação, atendimento e pós-venda, e outros
diferenciais. São conhecidos os danos financeiros e sociais causados pela pirataria e a
necessidade de enfrentar tal situação, não só pelas autoridades, mas também através da
conscientização dos malefícios sócio-econômicos que enseja, por parte da população que
consome este tipo de produto. A prática da deslealdade se acirra nas datas comemorativas, com
o aumento do consumo a tendência de compra destes produtos aumenta, acirrando a disputa
pelo consumidor. Com certeza, o governo piora o quadro com aumento dos impostos e carga
regulatória para compensar o mau cumprimento legal. Isso, na verdade, estimula mais empresas
para a informalidade, acentuando a gravidade do problema, através do fortalecimento da
vantagem competitiva do informal.
Os impactos nocivos gerados pela informalidade se estendem ao próprio sistema
previdenciário (estima-se, que cerca de 1,5 milhão de empregos são eliminados anualmente no
país por causa da pirataria); e em todo o ambiente de negócios do país, que passa a afugentar os
investimentos nacionais e estrangeiros; degrada o parque fabril nacional e o comércio regular,
que não conseguem competir com o preço dos produtos; desestimula a pesquisa e à cultura em
geral pela falta de respeito aos direitos autorais.
Após termos vencido a cultura inflacionária. que permeou as gerações do passado,
cabe ao governo atacar o problema da informalidade de frente. Essa ação é até em obséquio à o
necessidade de não se fortalecer nas gerações atuais e futuras a cultura da informalidade. Essa,
avessa às leis e à ordem, pautada exclusivamente por efêmeras vantagens pessoais em prejuízo
do coletivo. Ganharia o setor produtivo através dos investimentos e do crescimento da
produtividade, com reflexos positivos na geração de emprego e renda. O governo deveria agir
na promoção de políticas públicas mais efetivas na área social e promover a pujança e o
respeito à nossa própria produção. Afinal, se não respeitamos o direito alheio, como poderemos
exigir que nos respeitem. A sociedade como um todo agradeceria.

Medidas para reduzir a informalidade e estimular novos negócios O Governo Federal


encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei complementar que vai representar um
importante avanço na redução da informalidade dos negócios e do emprego no Brasil. O projeto
prevê um regime tributário, previdenciário e trabalhista simplificado para o empresário
individual com faturamento anual até RS 36 mil e cria plano especial de contribuição à
Previdência para segurados individuais e facultativos.
A criação de um regime simplificado para o empresário individual visa estimular a
formalização de um grande número de pequenos negócios e, também, das relações de trabalho
que se estabelecem nesses empreendimentos. Segundo estimativa da Associação Nacional da
Micro e Pequena Indústria (Assimpi), cerca de 11 milhões de empresários e 43 milhões de
trabalhadores encontram-se hoje na informalidade.
A informalidade nas relações de trabalho prejudica o trabalhador, que fica sem acesso aos
direitos trabalhistas garantidos pela CLT e ao seguro desemprego, e atinge, principalmente, a
mão de obra de baixa renda. Ela também impede que o trabalhador informal tenha acesso aos
benefícios previdenciários.
A redução da informalidade é um dos principais objetivos da política econômica do
Ministério da Fazenda. As empresas que operam na informalidade não emitem nota fiscal e
tem acesso precário ao crédito, entraves que resultam em uma produtividade inferior às
empresas formais e representam um obstáculo ao crescimento econômico do País.
O projeto de lei complementar encaminhado ao Congresso apresenta as seguinte
medidas:
- Isenção do pagamento de impostos como PIS, Cofins, Contribuição sobre Lucre
Líquido (CSLL), Imposto sobre Produtos Industrializados (IP1) e Imposto de Renda Pessoa
Jurídica (IRPJ);
- Em nível federal, estabelece uma alíquota única de 1,5% sobre faturamento,
referente à contribuição providenciaria patronal;
- Fixa um teto para as alíquotas de 1CMS (1,5%) e ISS (2%) a serem cobradas sobre
faturamento, respectivamente, por Estados e Municípios, como objetivo de assegurar o
princípio da desoneração para o empresário em questão;
- Permite que Estados e Municípios adotem, respectivamente, valores fixos mensais
de até RS 45,00 para ICMS e de até R$ 60,00 para ISS.
- Estabelece plano de contribuição previdenciária especial para o empresário
individual, contribuintes individuais (trabalhadores autônomos) e facultativos (donas de casa e
estudantes): contribuição com alíquota de 11% sobre o limite mínimo de contribuição, de um
salário mínimo (hoje esta alíquota é de 20% sobre o salário de contribuição);
- Para incentivar a formalização das relações de trabalho no âmbito desses pequenos
negócios, a alíquota de contribuição para o FGTS para estas empresas será fixada em 0,5%,
desde que haja concordância expressa do empregado. Vale destacar que em pequenas empresas,
as relações de trabalho muitas vezes caracterizam-se como uma relação de trabalho de parceria,
o que pode significar inclusive que o empresário trabalha com o auxílio de familiares ou
amigos. A possibilidade de reduzir o encargo com o FGTS é importante, porque permite a
formalização de uma relação de trabalho que difere da relação tradicional. A esta altura,
acredito, que esta lei já esteja aprovada e que a informalidade tenha um basta, pois a mesma é
um dos maiores males que temos quanto á origem, o uso e o destino dos nossos patrimônios.
Outra iniciativa, cujo objetivo é reduzir burocracia e facilitar a vida do empresário,
prevê a implantação de um sistema informatizado de apoio a este empresário, que permitirá o
pagamento unificado de impostos e contribuições, além de outras facilidades na gestão de seu
negócio. Ao acessar o sistema, o empresário deverá informar seu faturamento e as informações
relativas ao pagamento de salários aos empregados, ficando a cargo do sistema o cálculo dos
impostos e contribuições devidos e a emissão dos boletos para pagamento. O sistema permitirá
também prestação de informações ao Ministério do Trabalho relativas ao Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (CAGED) e à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS),
bem como da declaração anual perante a Receita Federal.
As medidas anunciadas buscam, por meio da desoneração tributária e da redução de
burocracia, estimular a formalização de pequenos negócios, diminuir a taxa de mortalidade das
pequenas empresas e a geração de postos formais de trabalho. Segundo a Pesquisa Mensal de
Emprego, realizada pelo IBGE em julho de 2004, 22,5% da população ocupada nas seis maiores
regiões metropolitanas brasileiras (Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro
e Porto Alegre) é composta de empregados sem carteira assinada. Isso corresponde a um
contingente de mais de 4 milhões de pessoas.
As medidas adotadas para diminuirá informalidade no setor produtivo se inserem em
um conjunto de iniciativas do Governo Federal para a melhoria do ambiente de negócios e para
a redução do custo do investimento. Com isso, incentiva-se o aumento da produção, a abertura
de novos postos de trabalhos e a geração e elevação da renda.
Com a entrada em vigor do Simples Nacional, o tema informalidade reaparece, pois a
diminuição do mercado informal é um dos principais objetivos do Governo com a Lei Geral da
Micro e Pequena Empresa e o Simples Nacional. E apesar de ser uma lei ainda confusa, nos
setores de indústria e comércio (serviço nem tanto) temos benefícios indiscutíveis no novo
sistema tributário. Entre eles podemos citar:
- O pagamento único dos impostos federais (IRPJ, PIS, Cofins, IP1, CSLL e INSS
sobre folha de salários), estaduais (ICMS) e municipais (ISS), por meio de um percentual que
incidirá sobre o faturamento do mês. (é preciso uma atenção especial para as leis estaduais
enquanto a cobrança do ICMS ao Simples Nacional, pois com as diferenças de alíquotas de
C M S nos Estados a guerra fiscal continua)
- A desburocratização na abertura das empresas, (um dos pontos mais positivos)
- A desburocratização no fechamento (baixa) das empresas. Mesmo com débitos
tributários, que poderão ser assumidos pelos sócios, liberando-os para abrir outros negócios.
-Preferência nas compras públicas (DESDE JÁ, NOTAMOS UM DIFERENCIAL
CONSIDERÁVEL).
- Os optantes do Super Nacional terão uma grande redução de custos tributários
nas suas exportações - isenção de Cofins, PIS, ICMS e IPI. (a exportação é uma realidade ainda
muito
distante da imensa maioria das microempresas, mas o benefício existe).
Contudo, para conseguir atingir o objetivo de diminuir a informalidade, alguns
pontos precisam de uma melhor reflexão. Em primeiro lugar, o planejamento do Governo
deve atender a informalidade com um fato econômico, que deve ser desestimulado, e não
combatido. Outra questão fundamental é o entendimento da existência de três vertentes da
informalidade. Uma delas é a informalidade da empresa propriamente dita. A segunda é a
informalidade das
ações da empresa já formalizada (muitos chamam de sonegação). E a terceira é a
informalidade dos postos de trabalho. Nos dois primeiros casos, com anos e anos de desprezo,
burocracia excessiva e legislações tributárias que sabotaram a vida dos micros e pequenos
empreendimentos no Brasil, se criou a cultura da informalidade, ilegal, mas que sempre
encontrou na necessidade de sobrevivência dos empreendedores, uma informal e perigosa
legitimidade. E necessário um planejamento estratégico no desestimulo desta cultura, levando
em conta o fator regional e o tempo, já que foram vários anos de estruturação informal da
cultura da informalidade nos micros e pequenos empreendimentos. Entretanto, o Simples
Nacional representa avanços, enquanto algumas legislações estaduais ainda representam
obstáculos (como a pernambucana na obrigatoriedade, quanto á antecipação do ICMS na
fronteira e outras obrigações).
Já no caso da informalidade dos postos de trabalho, e conseqüentemente na
formalização desses postos, o Simples Nacional ainda é insuficiente. E volto a citar de
maneira proposital, trechos do segundo parágrafo deste artigo. Pois neste caso, os interesses
são explosivamente conflitantes. Não tem mistério, o empecilho na formalização dos postos
de trabalho no micro empreendimento está no custo. Nos encargos sociais e em direitos
trabalhistas inegociáveis. Direitos irracionais em sua distribuição, protegidos pela
Constituição Brasileira, que blinda um dos principais entraves do crescimento do país e da
geração de empregos formais na microempresa.
Ainda no tocante aos direitos trabalhistas, a injustiça se faz na forma do tratamento
igual a desiguais. O danado é ver a nossa Constituição colocar um elefante (a grande empresa,
uma Votorantim da vida) e uma formiga (a microempresa. a bodega da esquina) para carregar
fardos do mesmo peso. Justiça seja feita, tratamento diferenciado já!E o trabalhador brasileiro
poderia fazer a escolha. Ou seja, se o que ele quer é o benefício baseado nos atuais direitos
trabalhistas, que busque emprego na grande empresa. Agora se o que ele quer é uma maior
oferta de postos de trabalho (formais) com a possibilidade de negociar benefícios baseados em
contratos legais e dentro da realidade dos micros empreendedores, a microempresa é o
caminho.
Com seus benefícios, complexidade e limitações, a Lei Geral e o Simples Nacional
representam alguns passos na caminhada do desenvolvimento. Precisamos apertar o passo.
Sempre em frente!
Vejamos um trabalho realizado pela Mestra e Doutoranda Nadine Gualberto Agra.
no campo da informalidade em Caruaru.
Acumulação flexível, mudanças no mundo do trabalho e economia popular informal:
alternativas de trabalho e renda na produção e comercialização da Feira da Sulanca, em
Caruaru/PE.
Sub-área: Trabalho, indústria e tecnologia/Mundo do Trabalho.
O presente trabalho tem como foco de estudo a Feira da Sulanca localizada em
Caruaru/PE, objetivando analisar as relações sociais que se desenvolvem em tomo de sua
economia informal. Para tanto, utilizou-se como metodologia de análise pesquisa de campo,
tanto através de visitas às unidades de produção das mercadorias comercializadas na Feira como
entrevistas com os próprios feirantes. Enquanto referência teórica adotou-se os conceitos
clássicos de divisão do trabalho de Smith e Durkheim, buscando perceber os pontos em comum
e as adversidades de ambos. Nesse sentido, a divisão do trabalho na concepção smithiana, é
apontada como a base para o progresso de uma nação, visto que incentiva os níveis de
produtividade de estoque de capital e de demanda por mão-de-obra. A classe social responsável
pelo crescimento é a capitalista, pois esta é a que implementa o processo de divisão do trabalho
visando maior lucratividade; deve ter total liberdade para buscar constantemente formas mais
adequadas de lucratividade e qualquer empecilho a atividade do capitalista seria, nessa
concepção, um entrave ao progresso de uma nação. Na visão funcionalista de Émile Durkheim,
os indivíduos ao se diferenciarem numa sociedade, assumem papéis diferentes, porém,
complementares, na luta pacífica pela sobrevivência em sociedade, as diferenças sociais
permitem que um número maior de pessoas sobreviva, criando uma solidariedade no sentido de
interdependência. A divisão do trabalho assume um caráter moral e não puramente econômico,
como na visão de Smith. Para uma contextualização da realidade local, no entanto, adotou-se a
noção de acumulação flexível de David Harvey e a nova questão social de Robert Castell. De
acordo com o primeiro autor citado, as mudanças recentes do capitalismo representam novas
formas de acumulação do capital, em resposta à Crise do Estado de Bem-Estar social iniciada
nos anos 70.
Com o esgotamento do modelo Fordísta-Keynesiano o capitalismo busca formas
menos rígidas de acumulação, processo que será representado pela reestruturação produtiva e
internacionalização da produção no setor privado e na volta do Estado liberal como modelo
hegemônico. Voltado para questão social decorrente desse processo, Castell levanta a questão
salarial como o maior impacto das mudanças ocorridas no âmbito econômico e político, uma
vez que a empresa atual, divergindo do modelo fordista, assume um caráter de máquina de
exclusão, criando uma população denominada de supranumerários. Dessa forma, a realidade de
Caruaru, no que diz respeito à sua informalidade, é inserida no contexto de contemporaneidade
do capitalismo, sendo apresentada como um dos impactos das mudanças ocorridas no mundo do
trabalho em Bacharel em Ciências Econômicas/UFPB. Mestra em Economia/UFPB. Professora
de Economia Política da Associação Caruaruense de Ensino Superior/ASCES. Orientadora do
Grupo de Pesquisa:
Trabalho informal na Feira da Sulanca, Caruaru/PE.
Função da reestruturação produtiva. Como resultado final deste artigo, porém
preliminar da pesquisa, conclui-se que a forma de produção extremamente segmentada dos
feirantes de Caruaru, à medida que envolve várias pessoas no processo de fabricação e
comercialização de uma única camiseta que será comercializada na Feira, oferece alternativa de
sobrevivência para famílias inteiras, o que possibilita afirmar que a livre concorrência da
economia clássica, atualmente, mais que em qualquer outro período histórico, não conduz ao
equilíbrio proposto, mas à centralização crescente do capital e exclusão de um número cada vez
maior de indivíduos, representando, segundo Durkheim, um estado de anomia social (ausência
de lei e ou regra), de doença social, no sentido de um problema moral por conta do
individualismo exacerbado. Produzindo com altos padrões tecnológicos, necessitando de uma
quantidade menor de pessoas, o capitalismo se revigora e aos indivíduos sem o aparato do
Estado de Bem-Estar resta buscar formas de manutenção fora do circuito formal.
Em algumas regiões, percebe-se, no entanto, que o crescimento da informalidade se dá
de forma mais propícia que em outras, como o que ocorre na região do Agreste
pernambucano. Historicamente desenvolvida em torno de uma feira, Cantam
agrupou as condições ideais para tornar-se o ancoradouro de milhares de
famílias que perderam seus postos de trabalho, mesmo a informalidade na
região não podendo ser atribuída apenas às questões sociais decorrentes da
reestruturação produtiva, porém sendo agravada nesse contexto, pode-se
concluir daí. que. mesmo no desequilíbrio, os indivíduos formaram uma rede de
interdependência que está funcionando como alternativa de sobrevivência
diante do modelo atual, rede essa que, para ser melhor compreendida, deve ser
analisada para além da economia.Agradecemos e louvamos a idéia e o trabalho
da Doutoranda em prol do nosso desenvolvimento econômico e social. Busquei
as informações abaixo através da Revista "Veja".

Fortuna invisível:
Fora das estatísticas oficiais, 30 milhões de brasileiros ganham dinheiro e produzem |
mais de 200 bilhões de dólares por ano na economia informal.
O Brasil descobriu há muito tempo que tem uma economia clandestina que foge do j
imposto e não tem registro nos órgãos oficiais, mas só recentemente se entendeu o tamanho
desse animal subterrâneo. O mercado informal brasileiro, segundo cálculos conservadores,
equivale a três economias de Portugal ou a uma Suécia inteira. Em pouquíssimos países do
mundo há uma energia subterrânea tão produtiva quanto a do Brasil. Do ponto de vista do
recolhimento de impostos, isso é muito ruim porque o Fisco ganharia mais caso o exército da
informalidade entrasse na lista dos contribuintes. Pelo ângulo social, o mercado clandestino é
muito positivo porque dá renda e sustento mais decente a algo como 30 milhões de brasileiros,
conforme as contas existentes. Quanto às estatísticas oficiais sobre emprego, renda, consumo ou
nível de conforto, simplesmente esqueça. O Brasil retratado nos números do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística, IBGE, e transportado para as análises de economistas e sociólogos é
um reflexo embaçado do Brasil real. O país que os números mostram é muito mais pobre do que
o país que de fato existe. "Quando se trata de economia informal, os números estão sempre
sujeitos a muita controvérsia, mas o Brasil não é tão ruim como querem as estatísticas oficiais",
diz o ex-ministro Mario Henrique Simonsen.
O brasileiro de classe média é compreensivo com o dentista amigo que não dá recibo
e tende a desprezar o barraqueiro que vende doce na feira. Deveria ser mais exigente com o
dentista e mais atencioso com o barraqueiro, que no fim das contas trabalha mais do que o
professor ou o bancário - e seguramente ganha mais do que ambos. Para sentir a força do
mercado informal, basta olhar em volta. Quem nunca comprou um cortador de unhas, um
brinquedo, uma panela, uma camiseta ou uma pipoca do vendedor dc ma? Tudo isso vem da
indústria e do comércio informal. A costureira, preste atenção, tem duas ou três ajudantes e no
seu ateliê pode ser que ninguém tenha registro no Ministério do Trabalho e muito menos o
CNPJ do Ministério da Fazenda, cadastro obrigatório para os grandes e pequenos. O dono da
Kombi estaciona no meio-fio para vender pamonha em São Paulo e coco verde no Rio de
Janeiro sem que a Receita Federai seja informada dessa fonte de renda. Muitas outras coisas
circulam pela economia brasileira sem registro oficial. O balde de plástico na feira, a cadeira
de vime oferecida na rua, a fita cassete no camelódromo, as roupas trazidas de Santa Catarina
pela sacoleira. Tudo isso contribui para esquentar a atividade de um mundo que produz, vende
e compra na surdina, gerando a cada ano uma fortuna de pelo menos 200 bilhões de dólares.
Essa é a conta por baixo. Para alguns economistas que pesquisam o assunto, a economia
informal estaria produzindo hoje pelo menos 250 bilhões de dólares além do PIB oficialmente
reconhecido de 530 bilhões. Há estimativas que elevam a cifra para 300 bilhões de dólares por
ano. Como a economia paralela não consta das estatísticas oficiais, políticas de governo são
traçadas em Brasília para um país menor do que o real. A estratégia das empresas também se
refere a um mundo subestimado. Segundo dados do IBGE, o instituto encarregado de
contabilizar a população e a riqueza do país, 30 milhões de brasileiros ganham, todos os meses,
um dinheiro que não é suficiente para comprar uma cesta básica. E como se existissem três
Somálias dentro do Brasil. Não é preciso muito mais que o senso comum para concluir que esse
número reflete um delírio estatístico.
Pode-se encontrar no Brasil muita gente miserável, mas nunca se materializam aquelas
multidões esqueléticas que freqüentam os países africanos em guerra civil. Num país que por
incompetência estatística deforma os números a respeito de menores de ma ou prostitutas
mirins, nada mais natural do que também entortar a realidade a respeito do perfil sócio-
econômico da população. "A estatística oficial só detecta uma parte da realidade. Se não fosse
assim, o Brasil já teria entrado em colapso", diz o economista Nelson Barrizzelli, professor da
Universidade de São Paulo. Barrizzelli descobriu que alguma coisa andava errada com os
números oficiais em 1988. Naquele ano, segundo o IBGE, o PIB brasileiro havia sofrido uma
queda de 0,3%. Mas as análises feitas por empresas de consultoria sobre o desempenho das
maiores companhias do país mostravam crescimento nas vendas e nos lucros. O professor saiu
em busca de outras pesquisas, regionais, e acabou concluindo que havia crescimento por toda
parte e que a soma das partes dava um resultado muito diferente do retrato pintado pelas tabelas
oficiais.
O tradicional IBGE não tem tanta culpa quanto se poderia imaginar. Seus
pesquisadores olham o Brasil do alto, como quem vê as avenidas e as mas de uma cidade
debruçado na janela de um avião. Perdem-se de vista as vielas e os becos. O IBGE não tem
verbas nem pessoal para escarafunchar o que está abaixo da superfície. Nem mesmo consegue
manter seus levantamentos atualizados. No caso do censo econômico,.previsto para ser feito de
cinco em cinco anos, trabalha-se hoje com uma defasagem constrangedora. O último
levantamento é de 1985. De lá para cá, a economia brasileira já sofreu sete planos econômicos,
e, a cada virada promovida pelo laboratório dos economistas oficiais, some um país e nasce
outro. Mesmo no desenvolvimento do Plano Real, aparentemente tão livre de sobressaltos, os
ministros econômicos, Pedro Malan e José Serra, conseguem virar tudo de pernas para o ar a
cada três meses. Pois bem: num caos como o brasileiro, toda a estrutura industrial que serve de
base para os cálculos do PIB está alicerçada no censo de 1985. A partir do Plano Real, a
situação ficou mais complicada. Com o rebaixamento da inflação, houve uma transferência
brutal de renda para as classes populares, o mercado da informalidade explodiu e nada disso foi
registrado na contábil idade nacional.
"Nós estamos fazendo esforços para captar a informalidade na vida brasileira",
anuncia o presidente do IBGE, Simon Schwartzman. Na semana passada, o instituto pôs na ma
a primeira tropa de funcionários com os questionários de uma pesquisa que vai varrer becos e
vielas. Servirá para estabelecer a diferença entre miragem e realidade. O problema é que a
miragem criou uma visão do Brasil que circula há muitos anos. Está entranhada nas análises
acadêmicas, no discurso político e nos diagnósticos econômicos. Veja um exemplo dessa
construção mitológica. Estudos tradicionais sempre mostraram que o gasto do Brasil com mão-
de-obra representava 65% do PIB. Na década de 80, essa porcentagem foi caindo. Em 1985 era
de 42,45%, e as projeções feitas com base nos dados do IBGE em 1990 indicavam que essa
despesa mergulhara para um ponto mais baixo ainda, apenas 30% do PIB. Ou seja: em dez
anos, as empresas reduziram seu gasto com pessoal em 30%.
Os dados do IBGE podem significar que as pessoas estão ganhando muito menos ou que o
número de desempregados aumentou uma barbaridade. Ou as duas coisas aconteceram ao
mesmo tempo, e o Brasil está à beira de um colapso. Mas é isso que se vê? Segundo a
pesquisa de emprego feita pela Fundação Seade e pelo Dieese na Grande São Paulo, o que
aconteceu foi que as pessoas encontraram outras formas de ganhar dinheiro. O trabalho
assalariado está perdendo importância e vem crescendo, no Brasil, aquela economia que o
IBGE não enxerga. Pelos dados do Seade havia, em julho do ano passado, na Grande São
Paulo, 2,4 milhões de pessoas que trabalhavam sem registro ou como autônomos. Um ano
depois, o número de trabalhadores sem registro cresceu 7,2%. Enquanto os salários dos
assalariados caiu 12,6%, os rendimentos de quem trabalha sem registro ou como autônomo
cresceram 18,7%.
No Brasil, a informalidade produz milagres como o que se vê numa família brasileira
típica que mora em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O chefe da casa chama-se
João dos Santos, é um senhor de 67 anos e tem uma alfaiataria bastante procurada. Nunca
registrou seu negócio nem se preocupou em contratar um contador. "Não sei se vale a pena ir
atrás da papelada. Vou ter trabalho demais. Não sei se o que ganho paga esse esforço", diz. João
dos Santos é pai de três filhos, que também trabalham na informalidade. Todos eram
funcionários da Embraer, a fábrica brasileira de aviões que, no processo de privatização, demitiu
8.000 funcionários. O resultado da limpeza nos quadros da Embraer é que em São José dos
Campos se encontram muitas famílias informais. Dos filhos de João dos Santos, um faz filmes
em casamentos, outro aluga equipamentos de som para bandas que se apresentam na cidade e o
terceiro ajuda o pai na alfaiataria.
Vários estudos confirmam a força do mundo subterrâneo. Um deles saiu da InterSiense.
consultoria de São Paulo que presta serviços para a Ciba Geigy. a Dupont e a j Bombril, entre
muitos outros clientes, e tem em seu quadro fixo trinta analistas, entre sociólogo, psicólogos,
estatísticos e economistas. Segundo a InterSience, uma das questões que preocupavam seus
clientes no final do ano passado era o aquecimento econômico provocado pelo Plano Real. As
vendas haviam crescido uma barbaridade e as empresas queriam saber se isso era | um
fenômeno passageiro, uma febre de compras atacando os consumidores de sempre ou se de fato
havia um mercado novo em ascensão, uma força extra em atividade.
A InterScience mandou seus pesquisadores para a rua com a seguinte instrução: eles
partiriam do questionário básico do IBGE e depois iriam detalhando as respostas. Assim:
-Somando todos os seus rendimentos, quanto o senhor ganha por mês?
-O senhor está considerando férias, 14" salário, prêmios?
- Sua mulher não ganha alguma coisa fazendo outro serviço qualquer? E seus filhos?
E, nas horas vagas, o senhor não faz algum serviço extra? Somando tudo, quanto dá?
Com perguntas assim, foram entrevistadas 5 000 famílias de todas as classes soe;., em
todas as regiões do país. O trabalho resultou numa pirâmide de renda bem diferente da oficial.
"As perguntas feitas pelo IBGE são muito genéricas. Descobrimos que as pessoas não estavam
informando tudo o que ganhavam. Quando cresce a economia informal, o IBGE perde sua I
precisão no retrato da realidade brasileira", diz Paulo Secches, diretor-presídenteda Interscience
A empresa descobriu que as famílias miseráveis, que vivem com até um salário
mínimo, não são 4,2 milhões, conforme indicam os levantamentos oficiais, mas 2,8 milhões.
As famílias consideradas de baixa renda ganham em média o correspondente a 748 dólares e
representam 54% da população brasileira. Ao contrário do que se pensa, é gente com poder de
compra. O que nem o governo nem as empresas estavam percebendo, e foi mostrado pela
pesquisa, é que, enquanto a renda disponível para consumo mensal de todos os ricos
brasileiros (que ganham em média 14 423 dólares por mês) é de 5,3 bilhões de dólares
mensais, ou 63. bilhões anuais, o pessoal de baixa renda dispõe de mais de 17 bilhões de
dólares mensais, ou 205 bilhões anuais.
A disparidade de renda continua em ação, o fosso social é uma indignidade e as elites
dirigentes, que montaram esse modelo irresponsável, dão provas de que perderam a sanidade em
algum lugar da rota percorrida nos últimos trinta anos. Nada disso muda o fato de que na
população brasileira há poder de compra maior do que o imaginado. Por outros caminhos,
comparando o crescimento do PIB brasileiro com índices de consumo de energia elétrica e
vendas de cimento, entre outros, Barrizzelli chegou a um número semelhante, que
provavelmente espelha o dinheiro movimentado pela economia informal: cerca de 250 bilhões
de dólares por ano. "Esse dinheirão circula num mundo que não aparece nos congressos de
economistas e nas contas do governo", diz o professor da Universidade de São Paulo.
E natural que um terreno movediço como o da economia clandestina crie muita
divergência entre os economistas. Cláudio Considera, diretor do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada, Ipea, acha que ela é menor do que dizem e, além do mais, pouco
produtiva. O sociólogo carioca Sérgio Abranches, que presta serviços de consultoria para várias
empresas, acha que há certo exagero no ar, mas recomenda que não se subestime a economia
informal. "Há menos pobres no Brasil do que se diz e mais renda do que se apregoa. O poder
aquisitivo da população também não é aquele que está nas estatísticas. Elas são subestimadas",
afirma Abranches. Ele próprio já teve clientes que subestimaram o mercado com base nas
estatísticas oficiais e tiveram de reavaliar suas estratégias de atuação. O ex-ministro Mailson da
Nóbrega estima que a economia paralela represente uns 40% do PIB nacional, e a "economista
Alice Kalyvas de Carvalho, ex-funcionária da Secretaria de Planejamento da Presidência, hoje
na Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, aposta que equivale a mais de 50% do PIB.
Ao cidadão comum resta a prudência - e os dois olhos para ver. Vista do ângulo do
governo, Santa Cruz da Baixa Verde, no sertão de Pernambuco, não passa de um amontoado de
casebres onde vive uma população sem outra fonte de renda além da mesada paga pelo Fundo
de Participação dos Municípios. Em Santa Cruz da Baixa Verde, ninguém paga imposto de
renda, quase não há arrecadação de ICMS e os 12 000 habitantes do lugar recheiam a estatística
dos miseráveis. A realidade é bem diferente. Aquela gente vive de fazer rapadura em engenhos
informais. Ninguém percebe, mas eles produzem 3 300 toneladas de rapadura por ano, o que
significa um volume de vendas de 1 milhão de reais - quinze meses da cota da cidade no Fundo
de Participação dos Municípios ou 250 vezes o ICMS que Santa Cruz da Baixa Verde recolhe
para o Estado. A rapadura não paga um tostão de imposto e 90% da população da cidade vive
de produzi-la. "Temos um município rico e uma prefeitura pobre", diz o prefeito Armando
Nunes.
Do outro lado do país, em Santa Catarina, há cidades inteiras vivendo de fazer roupas
de malha na informalidade. E trabalhadores metidos nas mais incríveis atividades submarinas.
Ecegel Glasenapp, morador de Jaraguá do Sul, é um homem de 37 anos que já trabalhou como
escriturário numa concessionária de automóveis e foi chefe de uma metalúrgica. Hoje ele vive
de um negócio diferente. Não recebe salário nem bate ponto, mas ganha 4 500 reais por mês.
Ecegel seca penas de marreco compradas de criadores da ave que não aproveitam o material e
vende essas penas para fabricantes (informais) de travesseiros. Ecegel tem dois carros, um para
trabalhar, outro para passear, e uma casa espaçosa onde mora com a mulher e os dois filhos. A
família também tem um sítio. É nele que Ecegel quer construir uma estufa maior, para trabalhar
-ais. "Vou virar o rei da pena", diz.
Em todo o mundo, os números oficiais têm dificuldade de retratar a realidade. Nos
Estados Unidos, a economia informal é calculada em 12% do PIB. Na Itália, ela é muito maior.
Já chegou a ser estimada em 70% do PIB. A Organização Internacional do Trabalho calcula que
haja
300 milhões de pessoas em todo o mundo trabalhando na economia subterrânea. No
Brasil, estão 10% dessa gente. É natural que seja difícil acompanhar tudo o que eles fazem. O
rei das penas de marreco Ecegel Glasenapp é. nos números do governo, um desempregado. Na
vida real. é um empresário do mundo informal. "Como se explica que o crescimento do
número de empregos no Brasil não acompanhe o ritmo de crescimento da economia?",
pergunta Pedro Paulo Martoni Branco, diretor executivo da Fundação Sistema Estadual de
Análise de Dados, Seade. "O que puxou o país para a frente foi a economia informal", diz.
Mas é possível? E. A economia informal inclui a costureira, o consertador de panelas, os
negócios feitos em espécie, as operações em moeda estrangeira, o caixa dois das empresas, as
vendas sem nota fiscal, o subfaturamento das exportações, o salário pago no exterior a um
diretor de empresa multinacional. Metade da agricultura brasileira está nesse mundo, bem
como o médico e o dentista e todos os outros negócios que fogem dos impostos cobrados no
país, inclusive o contrabando.
São atividades difíceis de medir, mas todo mundo que se dedica a observar esse lado
da economia brasileira concorda que ele está crescendo. E está crescendo principalmente na
sua face mais distante do crime, quer dizer, não no contrabando ou no caixa dois, que andam
mais ou menos contidos desde que as importações foram liberadas e que a enxurrada de
denúncias que começou com o caso PC, no tempo do governo Collor, inibiu os negócios
paralelos nas empresas. A economia informal está crescendo e se tornando mais complexa na
produção regular de riquezas e de serviços. Um caso exemplar é o do garçom Nerivaldo
Gonçalves. Há oito anos ele trabalha no Ministério da Fazenda, atendendo o gabinete do
ministro. Ganha R$ 415,00 por mês. Três anos atrás, resolveu tirar algum por fora vendendo
sanduíches e refrigerantes dentro do prédio do ministério para os funcionários. Por isso, pode
pagar seu aluguel e ainda tomar uma cachaça no fim de semana. Nerivaldo, que faz dinheiro
no prédio onde funciona a Receita Federal, não paga imposto. Como ele, há milhões de
brasileiros, maiores e menores do que Nerivaldo, que escapam dos apertos salariais dessa
forma. Pulam, pode-se dizer, para o negócio próprio, por mais ínfimo que seja.
Quando se pensa em economia informal, o que vem à cabeça, de imediato, é a rede
de pequenos fabricantes numa ponta e, na outra, o camelô, que vende a mercadoria. Para
Brasília, todos esses integrantes da rede não têm dimensão que mereça cuidados individuais.
As prefeituras e os Estados agem da mesma forma, com a tolerância que se deve ter diante de
alguém muito pequeno para fiscalizar e muito modesto para punir. É a reunião de toda essa
gente na sua sociedade escondida que cria o grande formigueiro. Não há muito que fazer e, de
qualquer maneira, a informalidade acaba desembocando na economia formal, no momento em
que o encanador ou o fabricante de tijolos gastam seu dinheiro no supermercado ou no
shopping center.
Em pontos conhecidos das metrópoles brasileiras espalham-se os showrooms da
informalidade. Percorrer um deles pode ser uma experiência interessante para o habitante do
mundo formal. No bairro paulistano do Brás, um dos maiores centros de comércio da América
Latina, passam diariamente cerca de 250 000 pessoas, que sempre compram alguma coisa. Só
no Largo da Concórdia, uma enorme praça localizada na entrada do bairro, trabalham 70C
vendedores ambulantes. Ali se vende de relógio suíço a canivete chinês, de sutiã a casacos de lã.
de fósforos a ferramentas. E no Brás que as sacoleiras e os vendedores ambulantes de todo o
país. e até da Argentina e do Paraguai, se abastecem. Eles, e mais o povo que passa por ali para
tomar metrô ou trem a caminho de casa, formam a freguesia dos camelôs. "Quem experimenta a
1 economia informal não quer mais voltar a ser empregado. Ganha-se mais como ambulante",
diz Carlos Silveira, fundador do primeiro sindicato que reuniu os trabalhadores informais em
São Paulo. Na cidade, segundo dados do sindicato, há hoje 250 000 vendedores ambulantes (do
pipoqueiro ao camelô) - 30% mais do que antes da estréia do Plano Real.
O camelô é só a ponta de uma estrutura de produção enorme. Não há camelódromo no
Brasil onde não se venda perfume informal de marcas pirateadas como Chanel. Eternity, Azarro,
Giovanna Baby. A grã-fina do Leblon jamais sairia de casa com uma gota dessa química, mas
muitas mulheres gostam e compram. O paulista Murilo Gurgel Praxedes é um dos que ganham a
vida multiplicando fragrâncias. Casado, com duas filhas, Murilo era vendedor em grandes
empresas. Há dez anos resolveu trabalhar por conta própria. Comprou essências de pequenos
importadores e passou a produzir perfumes.
Começou a vender numa banca. Hoje. tem uma loja no bairro da Penha, Zona Leste de
São Paulo, onde vende todo tipo de quinquilharia. Esse é o lado formal da sua vida. No fundo
da loja e no quintal de sua casa, funciona o lado informal - a fábrica de perfumes. Produz 1 000
vidros por mês, com preços que variam de 2 a 6 reais, e conta com uma rede de distribuição:
100 pessoas vivem de vender a mercadoria de porta em porta. O negócio de Murilo movimenta
ainda costureiras, que produzem o saquinho para embalar o perfume, uma gráfica, que faz os
rótulos, a fábrica de vidros e o canal através do qual as essências são importadas. E uma
verdadeira máquina. Em dez anos de trabalho, Murilo comprou casa própria e tem um carro.
"Como vendedor não teria nada disso", diz o perfumista.
A carioca Vera Lúcia Corrêa de Mello, ex-digitadora do IBGE (onde recebia dois
salários mínimos), também movimenta uma rede econômica considerável. Com três filhos para
criar e sem receber pensão do ex-marido, ela começou fazendo e vendendo peças de crochê.
Hoje, quinze anos depois, Vera é capita de um batalhão que produz tapetes, cortinas, redes,
almofadas, toalhas. Contrata os serviços de dezenas de pessoas no Rio de Janeiro, em Bananal,
no norte fluminense, e em Campina Grande, na Paraíba. Ajudada pelos três filhos e por duas
noras, ela também comanda uma cadeia de oito barracas espalhadas pela cidade do Rio de
Janeiro. Seus negócios são controlados por computador.
A explosão do mercado informal é um fenômeno típico de economia instável e pobre.
O bom mesmo, para as pessoas e para os países, é a vida dentro das regras, com pagamento
correto dos impostos e respeito aos direitos trabalhistas dos empregados. Só que isso nem
sempre é possível. "Em situação de economia instável, muitas pessoas garantem a
sobrevivência e a dignidade na economia informal", diz Mailson da Nóbrega. "Nas crises, é
também um sinal de vitalidade da economia, uma prova da capacidade de adaptação de uma
parte da sociedade. Mas, a longo prazo, não se organiza um país dessa forma." Vai-se para a
economia informal por inexistência de outras opções - mas também se pousa ali por
malandragem pura e simples. Há ainda o caso do trabalhador que tem um negócio tão pequeno,
tão tipicamente subdesenvolvido que seria impossível arranjar um jeito de registrá-lo na
superfície regular da economia.
Lindinalvo Ferreira dos Santos, 42 anos, catador de papel em São Paulo, está nessa
situação. Quem vê Lindinalvo puxando sua carroça cheia de papelão pensa que ele é miserável.
O catador ganha mais do que a empregada doméstica de uniforme bonitinho que trabalha no
bairro ricaço do Morumbi. Recolhendo 400 quilos de pape) por dia, Lindinalvo ganha 100 reais
por semana e sustenta a mulher e um filho de 10 anos. Entrou para o ramo do papel há um ano,
desde que foi mandado embora de uma construção, onde trabalhava como armador. A vida é
dura para ele, mas melhorou. "Descobri que dá mais dinheiro recolher papel na rua do que
trabalhar como empregado", diz. Esse brasileiro que passa o dia no batente duro é o elo mais
humilde de uma cadeia e"conômica: a de reciclagem de papel. Acima dos catadores ficam os
intermediários, que compram o papel e o repassam a armazéns. E desses armazéns que o
material vai bater finalmente na indústria.
Soldados rasos do PIB, como o catador de papel Lindinalvo, essa gente sofrida que faz
apenas três ou quatro salários por mês nem sequer é olhada na rua pelos habitantes do mundo
higiênico que fica na superfície. Mas é um engano pensar que estão totalmente à margem da
engrenagem produtiva. Isso fica claro num levantamento anual feito pelo instituto de pesquisa
mercadológica Marplan Brasil, com 26 000 pessoas nas capitais brasileiras. No ano passado, a
Marplan descobriu que a população que ganha até cinco salários mínimos tem um razoável
potencial de consumo - e esse potencial vem crescendo. De oito anos para cá, o número de
pessoas de baixa renda que têm TV em cores e máquina de lavar roupa quase dobrou. Um
número muito pequeno, mas ainda assim registrável - 1% dos pesquisados -, já tem forno de
microondas, um equipamento que absolutamente não existia nas casas dessa gente em 1986.
Outras conclusões interessantes podem ser tiradas da pesquisa. A Marplan descobriu
que, de 1986 a 1994, a faixa dos que ganham até cinco salários mínimos diminuiu. Eram 39% e
passaram a ser apenas 34% do universo de 19 milhões de pessoas representadas na pesquisa.
Em compensação, os que ganham de dez a trinta salários mínimos são em maior número agora.
Eram 24% e passaram a 29%. "Muitos preços caíram, e as pessoas começaram a comprar
produtos que dão status. Além disso, houve um aumento de renda da população", diz Hilda
Wickerhauser, que dirige a pesquisa da Marplan. "A economia informal tem uma importância
enorme para o país, e não aparece toda nas contas do governo."
No mundo da informalidade cabe todo tipo de gente - inclusive os de dupla
personalidade, que trabalham como empregados numa parte do dia e na outra fazem algum tipo
de bico. Edivaldo Oliveira da Silva, um professor de matemática e ciências, dá aulas, no período
noturno, numa escola estadual em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Como professor.
Edivaldo ganha 223 reais por mês, muito pouco para a vida que ele quer dar para a mulher e os
três filhos. Muito pouco também para um homem com o tipo de educação formal que ele teve.
Edivaldo lê jornais, é uma pessoa articulada, tem um horizonte de classe média, mas sua renda
como professor está na categoria do trabalhador não qualificado. Para manter um padrão de vida
mais adequado, há cinco anos Edivaldo vende calcinhas e sutiãs numa barraca de rua. Durante o
dia, vive informalmente no meio da lingerie. à noite, vai para o quadro-negro da escola, às 6
horas da tarde, quando desarma a barraca, Edivaldo embolsa cerca de 75 reais. No mês, fatura
na barraca 1 950 reais - mais de 600 reais de lucro (cerca de três vezes seu salário na escola). Na
conta do IBGE, Edivaldo está na faixa dos 26% que ganham de dois a cinco salários mínimos
por mês. Na vida real, ele está entre os 11,4% que ganham de cinco a dez salários mensais.
Mais espantosa é a invisibilidade estatística de Aristeu Loschi, um aposentado da cidade mineira
de Barbacena que no mundo da miragem oficial vive apenas com uma pensão do INSS e, na
realidade, fatura 10 000 reais por mês plantando rosas num sítio. Aristeu não declara imposto de
renda, muito menos fornece nota fiscal de produtor rural. Por causa dessa vesgueira quase
generalizada, quando o poder de compra aumenta nas classes mais pobres da população, pouca
gente percebe. E o que vem acontecendo agora, e, além das pesquisas feitas pelas empresas
particulares, há outros indícios de que os pobres andam menos pobres. A Secretaria de
Habitação do município de São Paulo e a Fipe vêm coletando dados de renda da população
favelada da capital paulista desde 1973. No ano passado, elas descobriram que 35% dos
favelados tinham renda superior a cinco salários mínimos (e não havia um único caso assim em
1973). Os mais céticos podem dizer que o que aconteceu foi um empobrecimento enorme da
classe média, tão grande que ela se mudou para a favela. Isso de fato aconteceu, mas não em
escala tão grande que explique a variação medida pela Fipe.
Três das maiores favelas de São Paulo, a de Vila Prudente, a de Heliópolis e a São
Remo, sofreram uma transformação visível nos últimos anos. A maioria das casas já é de tijolos,
as pessoas têm televisão, geladeira e muitas têm até carro. Há dentro das favelas padaria,
quitanda, açougue, auto-elétrico, mecânico e, pasmem, até videolocadoras. Algemira do
Nascimento, uma senhora alagoana de 59 anos, é uma das moradoras da favela São Remo.
Algemira criou os oito filhos com seu salário de empregada doméstica. Hoje, com os filhos
casados, ela cria três netos. Há quatro anos, montou um bar e ganha cerca de 300 reais por mês
vendendo bebida para os vizinhos. Seu bar é arrumadinho, tem um aparelho de televisão
colorida ligagado o dia inteiro e a proprietária tem planos de transformar o negócio num
restaurante. De registro e imposto, Algemira nunca sequer ouviu falar. Também nunca foi
importunada por fiscais. Não que fiscais devessem implicar com senhoras como Algemira.
Seriaperverso e inútil. Vivo muito bem. Não gostaria de voltar a trabalhar em casa de família",
diz a favelada.
É fácil entender por que os fiscais não se interessam por micronegócios como esses.
Não há mesmo nenhum motivo para atrair atividades assim para a luz dos regulamentos. Seu
nicho ecológico é o subterrâneo. Quando se trata de coisa um pouco maior, é o dono que não
quer se meter com a burocracia insana do Brasil. Para regularizar uma empresinha, é preciso
providenciar cerca de cinqüenta documentos. Depois, o cidadão tem de pagar impostos e
encargos trabalhistas. No fim, entregará ao governo quase a metade do que arrecada. A primeira
reação do microestreante é aumentar o preço do que produz. Mas aí a mercadoria começa a
encalhar. E é difícil enfrentar os concorrentes que continuam submersos na informalidade.
Essa experiência doída do mercado está sendo vivida por um grupo de costureiras da
favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Elas começaram a produzir roupas informalmente e
fizeram tanto sucesso que ganharam a Zona Sul carioca e até exportavam para outros Estados.
Nesse ponto, resolveram formalizar a empresa. Imediatamente, um dos clientes de Porto Alegre.
Márcia Toledo, dona da butique Nation, decidiu trocar de fornecedor. Márcia prefere comprar
gora a moda feita por costureiras gaúchas do Morro da Cruz, que, por serem informais,
vendem .ais barato. As costureiras do Morro da Cruz produzem suas roupas com retalhos que
conseguem nas fábricas. Sua moda é esquisita, cheia de panos pendurados, mas já ganhou a
classe média acha, e Morro da Cruz virou griffe. "Não fazemos moda para o pessoal aqui do
morro, que nos . lia bregas", diz Osvaldina Tittoni Lopes, uma das costureiras. "Costuramos
para as madames lá centro." A verdade é que o mercado informal não contém apenas o mundo
dos excluídos.Um pais decente tem um mercado informal pequeno, mas não é só o crescimento
e a distribuição de renda que matam a informalidade. E preciso que o país providencie para que
seja vantajoso andar dentro das regras - e seja arriscado demais correr por fora delas. Muitas
atividades tendem a continuar na clandestinidade qualquer que seja o meio ambiente em que
estão. Outras só não são atraídas para a formalidade porque, do ponto de vista dos interessados,
não vale a pena. Os impostos em excesso, a fiscalização ineficiente, a corrupção e a burocracia
estimulam a evasão. O mal uso da verba pública também é apresentado como justificativa, num
país em que hospital gratuito parece açougue. aposentadoria é piada e escola oficial dá ensino
ruim, quando não está em greve. Enquanto o Brasil não resolver esses problemas, haverá
atividade subterrânea por toda parte.

Vejamos os métodos abaixo, para melhor entendermos este fenômeno, que tantas barreiras cria
em torno da origem, do uso e do destino dos nossos patrimônios.

Os métodos de cálculo
Medir o tamanho da economia informal não é tarefa fácil. Em geral, os economista;
conseguem apenas fazer estimativas do volume de dinheiro que circula nesse mercado. Há
vários métodos utilizados para isso:

Método do consumo - Compara-se o índice de consumo de energia elétrica e de outros


itens que refletem crescimento com o crescimento da riqueza do país. Pode-se constata por aí
uma expansão da indústria e do comércio paralelos. Usando esse método, o professor Nelson
Barrizzelli, da USP, estima a economia informal em 45% do PIB.
Acredito mais nesta tese, pois o consumo, seja a alto ou baixo, passa por todos.
Método da abordagem fiscal - E baseado em auditorias da Receita Federal do Brasil que
projetam a sonegação de impostos no país. Hoje, consultores privados como João Alfredo
Branco, sócio-diretor da Arthur Andersen, acham que seria possível ter uma idéia mais precisa
do tamanho da economia informal a partir da arrecadação do IPMF, depois CPMF e hoje. 1
contribuição extinta, graças a Deus. Existe um cálculo de quanto dinheiro deve estar circulando
numa economia com determinado PIB. A diferença entre o dinheiro que de fato circulou,
medido através da arrecadação da contribuição, e o PIB oficial seria a economia informal.

Método da abordagem monetária - Mistura os depósitos em bancos, os salários. :


imposto de renda, a renda per capita, a taxa de juros sobre depósitos a prazo e chega a um
numere J que, sendo diferente do PIB, indica o tamanho da economia informal. Essa conta foi
feita pela economista Alice Kalyvas de Carvalho, que passou pela Seplan e hoje trabalha na
Secretaria de Fazenda do Governo do Distrito Federal. Ela estima o PIB informal brasileiro em
300 bilhões de dólares.

Método da força de trabalho - Multiplica o número de trabalhadores sem carrear» I


assinada pela renda média do trabalhador, para ter uma idéia da dimensão da economia
informal. É o método utilizado por órgãos como a Fundação Sistema Estadual de Análise de
Dados, o Seade. Segundo o IBGE, há mais de 30 milhões de trabalhadores sem registro no
Brasil - a metade da população economicamente ativa.

A burocracia atrapalha
Nos Estados Unidos, uma nova empresa leva três dias para começar a funcionar.
Pode-se pedir sua abertura pelo correio, preenchendo um único formulário. No Brasil, um
negócio novo não abre as portas em menos de trinta dias. Quando alguém resolve nadar no mar
da burocracia e sair da informalidade, perde entre 30% e 40% de seu faturamento. Esse
dinheiro, a-c escapa do bolso do empresário, é gasto na manutenção do livro-caixa, no
pagamento de contador e de impostos. Se um informal ganhava 3 000 reais por mês fabricando
calcinhas, pelo menos 900 reais serão usados para manter a empresa funcionando legalmente.
A papelada para montar um negócio regular chega quase a cinqüenta itens. São xerox
de documentos pessoais, registro na Junta Comercial, planta do imóvel onde o negócio vai
funcionar, IPTU, Darf, registros em cartório, alvarás e carimbos. Com a burocracia e muito
imposto para pagar, o impulso dos brasileiros de abrir uma empresa fica inibido. Algumas
pessoas se arriscam e depois não agüentam pagar as despesas. Ai quebram no meio do
caminho ou voltam para a informalidade. Oitenta por cento das micro e pequenas empresas
não completam seu primeiro ano de vida. Depois do Plano Real, aumentou o número de
empresas pequenas que fecharam: foram 4 489 no primeiro semestre do ano passado contra 5
341 do segundo semestre.
Existe uma pequena empresa para cada dez habitantes nos Estados Unidos. Até
porque lá ser ilegal é mais difícil do que aqui. Não há muito como sonegar, e quem for
apanhado sofre severas punições. Na Europa, há uma pequena empresa para cada 25
habitantes, e no Brasil essa relação é de uma para 42 habitantes. Isso no mundo formal. No
mundo informal, há muito mais. Uma empresa informal não paga IPI nem ICMS. Também
não paga imposto de renda. "A carga tributária teria de ser compatível com o porte da
empresa. Isso estimularia a regularização dos negócios e evitaria tantos fechamentos", sugere
Irani Cavagnoli, diretor-superintendente do Sebrae, uma agência que dá orientação a pequenas
empresas.
Quem são os informais
Três pesquisas feitas em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre traçaram o perfil
do trabalhador na economia informal. Em Porto Alegre o levantamento foi feito pela
Fundação de Economia e Estatística do governo do Rio Grande do Sul. Em São Paulo, pela
Associação Comercial, e, em Belo Horizonte, pela Secretaria do Trabalho de Minas Gerais.
Os pesquisadores conversaram com centenas de pessoas, nas regiões metropolitanas das
capitais, para descobrir quem são os trabalhadores da economia informal, por que estão nas
ruas, como trabalham e o que esperam da vida. Alguns dos resultados dos trabalhos, que
retratam a gente que vive na face comercial da informalidade, são os seguintes:
Os vendedores ambulantes, em sua maioria são migrantes ou gente que perdeu o
emprego. Ou seja, a maior parte dos ambulantes cai na informalidade circunstancialmente.
37% dos entrevistados dizem que não querem trabalhar como empregados de jeito
nenhum. Conclusão: o informal pode até ser empurrado para essa atividade contra a sua
vontade, mas, quando experimenta, gosta e fica.
91 % dos trabalhadores no mercado informal não têm outra atividade. Os empregados
que fazem bico são minoria.
os homens representam 75% da mão-de-obra informal.
a maioria dos trabalhadores informais tem entre 30 e 50 anos. Acima de 50, é mais
difícil ter energia e iniciativa para tocar uma atividade por conta própria. Abaixo de 30, a
ilusão do emprego seguro predomina.
15% pelo menos começaram a cursar o 2" grau e há apenas 2% de analfabetos. Ao
contrário da impressão que se tem, trabalhador informal não é um desqualificado nem um
excluído típico.
77% trabalham mais de oito horas por dia. Em média, a jornada de trabalho dos
informais é de 45 horas semanais. Não é por estar na informalidade que a pessoa deixa de
observar as regras comuns referentes aos horários de pegar no batente.
Conversei bastante com pessoas de Caruaru, que se dizem informais e se encaixam nas
características acima citadas e notei mais um viés não explicitado na pesquisa acima: foi uma
quantidade de pessoas, com CNPJ e CPF regulares, isto é, achando que estão atendendo a
todas a exigências da legislação e aos princípios contábeis; e, por falta de ética na fiscalização,
estas Pessoas fazem uma concorrência desleal aos seus semelhantes. E. por medo em fazer
denúncias, )s necessitados, pobres, sem emprego, com um nível educacional precário, sem
capital circulante mínimo, ficam a mercê de um sistema tributário desumano e de uma
fiscalização irresponsável.Muitas organizações têm CNPJ regular, pois fazem a DIRP.I como
inativa, praticando todos os atos possíveis na sociedade e assim realizando a concorrência
desleal, não sendo o CPF. o CNPJ, a D1RPF e a DIRP.I. regulares.
Expansão da informalidade preocupa as pessoas em Caruaru
Caruaru sempre foi um município marcado pelo comércio de rua. Principalmente
após Santa Cruz do Capibaribe começar a fazer comércio através da "SULANCA", este
município aumentou em muito os ambulantes, chegando mesmo ao Estado de Pernambuco,
.través da Secretaria da Fazenda, abrir negócios através do CPF- Cadastro das Pessoas Físicas,
. Levantamento feito pelo professor da UFPE Tarcísio Patrício, este aumento de informais se
deve deterioração do mercado de trabalho desde o lançamento do Plano Real. Passamos a
conviver com o desemprego a longo prazo. Passávamos, no máximo três meses a procura de
emprego, assamos a passar mais de um ano a procura de emprego, logo temos que sobreviver
e assim buscarmos a informalidade. A grande maioria, segundo o pesquisador da UFPE. passa
muito tempo na informalidade por falta de opção e também por causa dos impostos cobrados
quando da formalidade.
Já o pesquisador do DIESE, Jairo Santiago, afirma que a inserção dos trabalhadores o
mercado de trabalho, na região Sudeste, Sul e Centro-Oeste acontece com maior facilidade e
tais freqüência. Milhares de Caruaruenses vivem na informalidade por não poder pagar um
ponto comercial, com receio da carga fiscal e pela facilidade que tem de comprar e vender
diante os fornecedores e dos clientes. Estas pessoas, em Caruaru, na sua maioria somente tem
uma receita até RS 10.000,00 por mês, a margem de lucro somente chega a 10%; assim sendo,
não tem amo pagar pelo ponto( o aluguel, em média RS 400,00), ao contador, em média RS
300,00 ( pela contabilidade), e o pagamento do simples Nacional, em média RS 200,00, e
pagar a empregados nem pensar, pois a carga previdenciária é muito alta. Como observamos,
através de levantamento feito pela Associação dos Sulanqueiros de Caruaru, 99% das pessoas
que estão na informalidade tem Caruaru têm toda razão de assim agir. a única saída será o
emprego formal, o mercado local não tem absolvido a todos.
Passamos a criar alternativas para os informais, criamos o "Pólo Comercial de
Caruaru", criamos uma organização de menor amparo legal na feira de Caruaru; mas não
fomos capazes de exigir, ainda, de todos, o cadastro do CNPJ- o Cadastro Nacional da Pessoa
Jurídica e .sim termos todos na formalidade e assim darmos condições igualitária a todos.
O CPF, o CNPJ, a contabilidade, a DIRPF e a DIRP.I. regulares, formais, dentro dos
municípios contábeis e do ordenamento jurídico, nos trazem as condições ideais para não
cairmos em tentação e praticarmos os crimes contra o patrimônio, termos os meios de defesa.
Senão vejamos o que temos bem perto de nós, conforme o que detectamos na matéria abaixo:
Imóveis sem documentação impedem que financiamento bancário deslanche na maior
cidade do Agreste- PEDRO ROMERO- Especial para o JC- Jornal do Comércio no Estado :
Pernambuco.
Caruaru é uma das principais cidades do interior de Pernambuco e tem uma economia em
expansão, mas quem quiser comprar um imóvel financiado no município vai encontrar muitas
dificuldades. O problema é que, de acordo com estimativa dos corretores, cerca de 75% do
imóveis da cidade estão com a documentação irregular; logo, estas pessoas estão com o CPF
irregular. Com isso, o sonho de comprar uma casa ou apartamento financiado fica mais difícil
de ser realizado. O problema também compromete a expansão do mercado imobiliário.
De acordo com o gerente de negócios do escritório da Caixa Econômica Federal em
Caruaru, Melquizedeque Leite, no ano passado, a instituição investiu cerca de RS 6 milhões em
financiamentos de acesso a moradia, mas apenas RS 1,8 milhão foi usado na compra de
imóveis. O restante, RS 4,2 milhões, foi aplicado no financiamento para a compra de material
de construção. "Caruaru é um caso atípico. A falta de documentação impede a aprovação de
financiamentos", explica.
Para se ter uma idéia do problema, ano passado a Caixa tentou fazer um feirão de
imóveis na cidade, mas o número de unidades com documentação legal foi insuficiente para a
concretização do evento. De acordo com o gerente, a instituição busca alternativas, como o
Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que está disponibilizando mais de 600 unidades
na cidade, e tenta atrair investidores para esquentar o mercado imobiliário da cidade.
Para o coordenador da Câmara Setorial dos Corretores de Imóveis, que reúne os
profissionais da área através da Associação Comercial e Industrial de Caruaru (Acic),
Aguinaldo Lima, a informalidade é uma questão cultural. "A falta de documentação acontece
até em bairros nobres da cidade, como o Maurício de Nassau, porque alguns empreendedores
constroem sem aprovação de projeto ou licença de construção."
Ele explica que para o financiamento ser aprovado, a Caixa exige o registro da
escritura e a maioria dos proprietários conta apenas com o contrato de promessa de compra e
venda. Na opinião de Aguinaldo, o problema só pode ser resolvido com um trabalho de
conscientização da população e dos órgãos envolvidos na legalização dos imóveis. Para isso, a
Câmara Setorial dos Corretores de Imóveis está elaborando uma cartilha explicativa e
organizando um curso para os profissionais da área.
O trabalho de conscientização já está sendo feito pelo Ministério Público, que realizou,
na semana passada, uma audiência pública para analisar o cumprimento de um termo de
justamente de conduta com os proprietários de loteamentos, um dos setores mais afetados pela
falta de legalização. O caso chegou ao conhecimento da promotora Dra Gilka Miranda após
inúmeras reclamações de pessoas que compraram lotes irregulares.
Depois de reunir as partes envolvidas, a promotora já promoveu vários encontros : ara
tentar amenizar os problemas, que, além da falta de documentação, incluem a precária infra-
ístrutura dos loteamentos - como a falta de energia, água e de saneamento básico. O delegado
regional do Creci, Alexandre Barbosa, confirma a grande procura pela compra de imóveis. "As
pessoas querem comprar, mas não conseguem. Aqui. praticamente só se vende imóvel, se o
comprador tiver recursos próprios. Isso reduz o potencial de vendas em cerca de 70%".
O corretor Walter Andrade diz que recebe de 10 a 15 ligações por semana de pessoas
dispostas a comprar imóveis, mas não encontra unidades suficientes com documentação
regular. Segundo ele, as poucas opções que aparecem são em bairros mais antigos da cidade,
como São Francisco, Petrópolis e Indianópolis.
Para a secretária de Obras de Caruaru, Joana Lessa, o problema acontece porque as
pessoas constroem sem a licença da prefeitura. Ela informou que, no momento, a Prefeitura de
Caruaru está fazendo um recadastramento dos imóveis da cidade para saber o número exato dos
que estão em situação irregular. O trabalho começou há três meses e dever levar mais sete até
ser . incluído. "Também estamos trabalhando na conscientização das pessoas, através de cursos
e parcerias. Por outro lado, estamos aguardando verbas para a contratação de fiscais, que vão
localizar e tomar as medidas cabíveis em casos de obras feitas sem autorização", explicou.
Somente uma simples lembrança: No Brasil temos um milionário para cada 300.000
cidadãos. Para entrar nessa seleção é preciso ter um patrimônio pessoal em torno de 20
milhões de dólares. A informalidade oferece condições para que o nosso PIB seja, de longe
uma verdade, e que a distribuição de renda nossa esteja em primeiro lugar, isto é, onde
encontrarmos mais pobres e mais ricos num só manto, não da ética, mas da corrupção!

DA ARBITRAGEM E DA MEDIAÇÃO.

O mundo de hoje exige, para as situações que se apresentam, soluções rápidas


dinâmicas, sem perda de qualidade e com preservação das garantias das pessoas e das
organizações sejam públicas e ou privadas e estas sejam com ou sem fins lucrativos.
No compartilhar com a origem, o uso e o destino do patrimônio, o profissional
contador, através das funções de contador , ou auditor e ou perito, em defesa do patrimônio da
pessoas físicas e jurídicas, em Caruaru, deparam-se com os conflitos; assim, também trazemos»
algo sobre a Lei de Mediação e Arbitragem, a fim de alertar a nossa sociedade, e em
consideração)! a um colega que tanto defende a importância e a prática da perícia no campo da
arbitragem mediação, o Advogado Dr José Milton Figueiredo, do quantum temos em torno do
nosso patrimônio.
A Lei 9.307-96 abriu uma nova alternativa na busca da eficiência para o rápido. desfecho
de divergências e litígios, trazendo para a sociedade uma nova concepção e também uma nova
forma de solucionar conflitos de interesses cujos impasses geralmente são demandado por
pequenas causas. E um processo que requer credibilidade profissional e mudança de cultura da
sociedade.
A mediação (método extrajudicial de resolução de conflitos intermediado por um
terceiro) e a arbitragem (solução de litígios na área empresarial) apresentam-se como uma
solução rápida para equacionar e levar a termo conflitos e/ou interesses antagônicos.
A cada instante o homem é desafiado a romper com os limites e a resolver problemas!
provocados pelas intensas mudanças havidas na sociedade. As inovações representam as
grandes! conquistas humanas, que ocorrem num contexto teórico formulado, amadurecido e
desenvolvido no próprio exercício da prática.
Nesse sentido, o rápido desenvolvimento da tecnologia de informação e se
comunicação e o encaminhamento para uma sociedade independente requerem conhecimento
mais específico, lançam novos desafios e criam novas oportunidades para o planejamento
empresarial.
A difusão da informação significa uma nova fase da caminhada do homem. Assim, o cenário,
tanto nacional como internacional, vem sofrendo uma série de transformações nos últimos anos,
dentre as quais se destacam a globalização dos mercados, a formação de blocos regionais e o
comércio preferencial entre países. Nesse contexto, o ambiente empresarial de blocos está
marcado pela derrubada de barreiras comerciais dentro de uma crescente globalização da
economia. Todo esse processo leva as empresas a uma adaptação às mudanças impostas por esse
mercado, fazendo com que o processo decisório seja mais rápido, mais preciso e dinâmico. Há
uma acirrada competição e uma crescente pressão por qualidade, sendo a mudança de
paradigmas recurso inteligente para manter a empresa em atividade e em excelência diante da
concorrência.
Em qualquer empresa, a administração busca resolver seus impasses e conflitos com mais sadia
e celeridade, pois da ênfase dada nessas resoluções dependerá o sucesso de suas negociações
com clientes, fornecedores, sócios e empregados. Nesse cenário, surgem como formas de
solução rápida e amigável a mediação e a arbitragem. A mediação é um método extrajudicial
de resolução de conflitos em que um terceiro, neutro e imparcial, mobiliza as partes litigantes
para um acordo. O mediador ajuda as partes a identificar, discutir e resolver as questões do
conflito, transformando o paradigma adversarial em cooperativo.
Já o instituto da arbitragem, por intermédio da Lei n° 9.307, assinado em 23 de setembro de
1996, trouxe uma inovação na solução de litígios na área empresarial, conhecida como uma
das mais importantes medidas legais e modernas na resolução de controvérsias. A arbitragem,
democrática e legítima, é uma justiça capacitada e qualificada cujo objetivo é solucionar
conflitos patrimoniais diretamente relacionados ao campo de atuação do profissional da
Contabilidade.
Desta forma, tem-se a necessidade de ampliar os conhecimentos da classe contábil para ocupar
o espaço a ela destinado, de forma a atuar nesta alternativa de solução dc controvérsias
originadas tanto nas relações contratuais nacionais quanto internacionais.
A existência de conflitos de interesses é algo corriqueiro em qualquer sociedade, visto que, a
todo o instante, os indivíduos se deparam com situações novas sobre as quais formam de
avaliação e valor. Este sentimento nem sempre é comum, consenso de todos, por isso a
existência dos conflitos: nem todos têm a mesma opinião e/ou avaliação sobre um determinado
assunto. O ser humano, ao longo dos tempos, tem passado por alguns estágios no que diz
respeito á solução dos conflitos de interesses. Na Antigüidade, buscou-se superar o
individualismo dos homens e impor o direito acima das vontades dos particulares por meio de
soluções amigáveis imparciais: pessoas de confiança mútua eram chamadas para resolver os
litígios. Naquela época, geralmente a tarefa era confiada aos sacerdotes, que garantiam as
soluções de acordo com a vontade dos deuses, e aos anciãos, que conheciam os costumes do
povo. Mas o que é o conflito? Significa qualquer situação na qual exista uma oposição pessoal,
interpessoal ou grupal ativamente a algum interesse ou valor. Conflitos originam-se quando as
pessoas contestam idéias, atitudes, comportamentos, pois elas se apegam aos seus pontos de
vista e lutam por eles.
Seria utopia pensar em eliminar o conflito da vida social e pessoal, pois é inevitável que ele
exista. Tem-se, sim, que administrá-lo, procurando sempre que possível, resolvê-lo
positivamente. Em muitos casos, os conflitos de interesses entre pessoas são de tal forma
insuperáveis que se busca o Judiciário para solucionar o problema. Ocorre que o processo .
racial, em muitos casos, acaba por não satisfazer de forma plena os interesses de qualquer das
partes, visto que o Judiciário se vale de uma ferramenta legal para condução de seu processo, ou
seja, a condução do processo é feita com base numa lei processual, que prioriza o entendimento
de vencedor e vencido. Quando surge o procedimento de resolução pacífica de conflitos, não se
ter em mente que haverá vencedores e vencidos, mas, sim, partes que, junto com um
especialista no assunto, buscam uma alternativa conjunta, melhor para ambos os lados, com
compor o litígio de forma razoável e eficaz para os envolvidos.

DO MODELO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS NO BRASIL.


No Brasil, ainda prevalece a cultura de que todos os litígios devam ser submetidos a
exame e apreciação do Poder Judiciário estatal.Talvez seja por esta razão que exista uma
enorme sobrecarga de trabalho, gerando morosidade no andamento da máquina estatal, pois as
pessoas, em regra, canalizam todas as suas discussões num único canal de solução de conflitos.
Embora se diga que a Justiça brasileira é morosa, cabe aqui registrar um pequeno
destaque, pois, segundo estatística do Superior Tribunal de Justiça (meses de agosto e setembro
de 2004), cada ministro julgou em média 983 processos por mês, ou seja, cerca de 44 processos
por dia, 5,5 processos por hora, se considerada uma carga de trabalho de oito horas por dia, ou
seja, 1 processo julgado a cada minuto. Esses dados são considerados sem a existência de
qualquer interrupção semanal para realização de sessões de julgamento.
Com base nesses números, torna-se descabido dizer que o Judiciário trabalha pouco,
talvez o correto seja dizer que se tem poucos ministros, juízes e servidores, pois o volume de
processo julgado é alarmante.
Mais ainda, quando se verifica tamanha quantidade de processos julgados, na
máquina estatal, por apenas uma pessoa, apesar da violenta agilidade, fica-se com o receio
deque o procedimento seja mecanizado com restrições relativamente à atenção dispensada a
cada caso em particular. O interessado pergunta: será que este caso teve a atenção que merecia
de quem o julgou?

Ao que parece, mesmo com tamanha produção, o Judiciário não tem conseguido atender
aos anseios da sociedade, uma vez que, como um todo, o processo judicial tem uma tramitação
longa, demorada e onerosa, sem falar na expectativa acerca da incerteza da decisão a ser
proferida.
Desse modo, o modelo estatal encontra-se esgotado e superado, encontrando se
resistências da sociedade organizada. Sabedor disto, o próprio Estado tratou de apresentar ou
mesmo oferecer à sociedade uma solução mais rápida. Trata-se dos Juizados Especiais( Lei
9.099. de 1995). cujos valores das discussões se encontram limitados a determinada quantia
cujas partes, num momento inicial, não precisam da interferência ou acompanhamento de
advogados. Assim, os JECs, como são chamados os Juizados Especiais Civis, demonstraram a
preocupação do Estado com o serviço da justiça por ele oferecido.
No entanto, existem diversas restrições ao uso deste tipo de procedimento, como o da
inexistência de qualquer possibilidade de perícia e ou de o processo ser conduzido, por vezes,
por pessoas com pouca experiência processual.

MEDIAÇÃO
Diferentemente do que ocorre no processo judicial ou mesmo na arbitragem, a
mediação é uma forma de composição, ou seja, as partes procuram chegar a um entendimento
comum acerca de determinada discussão.
Importa inicialmente estabelecer a diferença entre conciliação e mediação. Na
conciliação, um terceiro se envolve no litígio, sugerindo propostas, apresentando alternativas,
agindo de forma que as partes consigam compor a sua discussão.
A tentativa de conciliar o processo é, no procedimento judicial, uma fase do
E a perícia realizada no meio estatal, por autoridades policiais, parlamentares ou
administrativas que têm poder jurisdicional, por estarem sujeitas a regras legais c regimentais,
e é semelhante à Perícia Judicial.

PERÍCIA EXTRAJUDICIAL.

É aquela realizada fora do judiciário, por vontade das partes. Seu objetivo poderá ser:
demonstrar a veracidade ou não do fato em questão, discriminar interesses de cada pessoa
envolvida em matéria conflituosa; comprovar fraude, desvios, simulação.

PERÍCIA ARBITRAL.

É a realizada por um perito, e, embora não seja judicialmente determinada, tem valor
de perícia
judicial, mas natureza extrajudicial, pois as partes litigantes escolhem as regras que
serão aplicadas na arbitragem.
A arbitragem é, portanto, um método extrajudicial para solução de conflitos, cujo
árbitro desempenha função semelhante à do juiz estatal.

OB.TET1 VO DA PERÍCIA CONTÁBIL.


A Perícia tem como objetivo fundamentar as informações demandadas, mostrando a
veracidade dos fatos de forma imparcial e merecedora de fé, tomando-se meios de prova para o
juiz de direito resolver as questões propostas.
São objetivos específicos da Perícia Contábil:
• Objetividade;
• Precisão;
• Clareza;
• Fidelidade;
• Concisão
• Confiabilidade inequívoca baseada em materialidades. e
• Plena satisfação da finalidade.

Objetividade: caracteriza-se pela ação do perito em não desviar-se da matéria que


motivou a questão.
Precisão: consiste em oferecer respostas pertinentes e adequadas às questões
formuladas ou finalidades propostas.
Clareza: está em usar em sua opinião de uma linguagem acessível a quem vai
utilizar-se de seu trabalho, embora possa conservar a terminologia tecnológica e científica em
seus relatos.
Fidelidade: caracteriza-se por não deixar-se influenciar por terceiros, nem por
informes que não tenham materialidade e consistência competentes.
Concisão: compreende evitar o prolixo e emitir uma opinião que possa de maneira
fácil facilitar as decisões.
Confiabilidade: consiste em estar à perícia apoiada em elementos inequívocos e
válidos legal e tecnologicamente.
Plena satisfação da finalidade : é, exatamente, o resultado de o trabalho estar coerente
com os motivos que o ensejaram.

PROVA PERICIAL.
Os principais meios de prova admitidos em processos judiciais pela legislação
brasileira são: depoimento pessoal, confissão, exibição (de documento ou coisa), testemunho,
perícia, inspeção judicial. A Perícia Contábil é, portanto, considerada um meio de prova de
grande valor.
A prova pericial contábil tem como objetivo primordial mostrar a verdade dos fatos do
processo na instância decisória e é utilizada se o objeto da questão o requerer.
Aprova pericial é o meio de se demonstramos autos, por meio de documentos, peças
ou declarações de testemunhas, tudo que se colheu nos exames efetuados.
Os procedimentos de Perícia Contábil visam fundamentar as conclusões que serão
levadas ao laudo pericial contábil ou parecer contábil, e abrangem total ou parcialmente,
segundo a sua natureza e complexidade da matéria, exame, vistoria, indagação, investigação
arbitramento, mensuração, avaliação e certificação.
• O exame é a análise dos livros comerciais de registros, os documentos fiscais e legais, enfim
todos os elementos ao alcance do profissional, preferencialmente os que tenham capacidade
legal de prova. O perito, todavia, compulsa também componentes patrimoniais concretos
(dinheiro, títulos, mercadorias, bens móveis, veículos, etc), além de tais elementos, lida, ainda,
com instrumentações, como normas, cálculos, regulamentos, etc.
• A vistoria é um exame pericial, mas distingue-se dele pela origem e por seus efeitos. Por ela
se confirmam estados e situações alegadas por interessados, para reclamar direitos, defender-se
de acusações, justificar e comprovar atos e, em oposição, por aqueles que sustentam obrigações
de terceiros, acusam ou pretendem garantir seus direitos.

• A indagação é o ato pericial de se obter testemunho pessoal de quem tem


conhecimento de atos e fatos pertinentes a matéria.
• A investigação é uma técnica pericial abrangente, que tem por finalidade detectar
se houve sobre determinado fato, procedimento que obscurece a verdade, como:
fraude, má-fé. dolo, erro, etc.
• O arbitramento é a técnica que se utiliza de procedimentos estatísticos para
estabelecer valores e procedimentos analógicos para fundamentar o valor encontrável.
• A mensuração é o ato de quantificação física de coisas, bens, direitos e
obrigações.
• A avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas, bens, direitos, obrigações, despesas e
receitas. E a constatação do valor real das coisas por meio de cálculos e análises.
A certificação está contida no laudo, que, por ser efetuado por um profissional habilitado formal
e tecnicamente, é merecedor de fé pública.
Todos os meios são válidos para que o perito forme a sua opinião, evidenciando
sempre a verdade dos fatos, porém, não se esquecendo de sua conduta ética.
O peruo contábil em qualquer trabalho que venha desenvolver, terá acesso a todos os
documentos necessários para a elaboração do laudo pericial, inclusive, em alguns casos poderá
solicitar o depoimento dos envolvidos.

UTILIZAÇÃO DE TRABALHO DE ESPECIALISTA.


O perito contábil pode utilizar-se de especialistas, de outras áreas, como forma de
propiciar a realização de seu trabalho, desde que parte da matéria objeto da perícia assim o
requeira.
Na perícia extrajudicial a responsabilidade do perito fica restrita a sua área de
competência profissional quando faz uso do trabalho de especialista, com efeito determinado no
laudo contábil, fato que deve constar do mesmo.
Recorrer a especialistas de outras áreas é às vezes necessário para suplementar tarefa
ou resolver assuntos que fogem à formação cultural do contador.
.Judicialmente, o perito é responsável por sua opinião e, se recorreu a terceiros, deve,
igualmente, assumir a responsabilidade, pois dividiu a tarefa, mas não a responsabilidade.
LAUDO PERICIAL.
E o produto do trabalho pericial, em que o especialista se pronuncia sobre questões
submetidas à sua apreciação.
O laudo pericial contábil é a peça escrita na qual o perito-contador expressa, de forma
circunstanciada, clara e objetiva, as sínteses do objeto da perícia, os estudos e as observações
que realizou, as diligências realizadas, os critérios adotados e os resultados fundamentados, e as
suas conclusões.
O Perito Contador é o único responsável pela preparação e redação do laudo, que deve
ser produzido de maneira clara e objetiva, expondo a síntese do objeto da perícia, os critérios
adotados e as conclusões.
O laudo poderá ser com quesitos, que serão transcritos e terão as respostas
circunstanciadas na pesquisa efetuada, respondidos primeiros os quesitos oficiais e,
posteriormente, os formulados pelas partes; e, quando não houver quesitos, a perícia será
orientada pelo objeto da matéria.
O laudo deverá ser datado e assinado pelo perito-contador, cumprindo toda a
formalidade, c encaminhando mediante petição, quando judicial ou arbitrai e por carta
protocolada ou por qualquer outro meio que comprove a entrega, quando extrajudicial.
Não existe normatização quanto à estrutura do laudo, mas existem formalidades que
compõem a estrutura dos mesmos.
Em geral, no mínimo, um laudo deve ter em sua estrutura os elementos seguintes:
a) abertura:
• Nome da pessoa aquém se dirige a perícia;
• Nº do processo, se houver;
• Nome das partes envolvidas - autor e réu; e
• Parágrafo introdutório. No parágrafo
introdutório consta:
• Declaração formal de realização do trabalho pericial;
• Identificação legal do perito;
• N° do órgão de classe;
• Declaração de observância da legislação processual aplicável e
• E das Normas Brasileiras de Perícia e do perito-contador;
• E a declaração da espécie de laudo que se apresenta.

b) Considerações iniciais
• Data e nome do solicitador da perícia;
• Referência de técnicas adotadas para exame dos autos;
• Se há necessidade ou não de diligências.

c)Exposição sobre o desenvolvimento do trabalho:


• Introdução ao tópico do trabalho a ser desenvolvido, referência a normas
profissionais e ordenamento lógico;
• Identificação do objeto da prova pericial (questão);
• Identificação do objeto da prova pericial (sua finalidade);
• Se não houver diligência, descrição dos elementos que foram objeto de exame,
análise ou verificação;
• Se houver diligência, descrição dos elementos pesquisados e vistoriados;
• Descrição de técnicas, análises, métodos e raciocínios utilizado para conclusão
pericial.

d) Considerações finais
• Síntese da conclusão;
• Opinião técnica do perito sobre a matéria;
• Síntese de apuração de valor e seu montante (se for o caso);
• Síntese da finalidade do laudo;
• Indicação de quesitos (se houver).

e)Quesitos - Respostas
• Transcritos na ordem do laudo;
• Respondidos seqüencialmente à transcrição dos quesitos formulados;
• Respondidos circunstancialmente de forma clara e objetiva.

f) Encerramento do laudo:

Exposição formal do encerramento do trabalho pericial, de maneira simples e


objetiva;
• Descrição da quantidade de páginas que compõem o laudo, se rubricadas ou não;
• Local e data da conclusão do laudo;
• Assinatura e identificação do perito.

g) Anexos
• Os anexos que integram o laudo devem ser numerados seqüencialmente e
rubricados pelo perito;
• Dos anexos fazem parte: demonstrativo de análise e dos documentos indispensável
à ilustração e bom esclarecimento do trabalho técnico realizado.
Exemplificando o relatado acima, apresentamos um modelo que contempla uma das
formas de apresentação do Laudo Pericial.
Não existe um modelo padrão para o Laudo Pericial, porém, todos devem conter os
elementos básicos relatados anteriormente.
Anexos a "folha de rosto" que estamos apresentando, devem figurar os quesitos e
outros documentos complementares, necessários à confecção do Laudo Pericial. Orientação
observada pelo signatário deste quando na função como perito do Juízo:
O entendimento do signatário é que a principal função dos técnicos auxiliares, em
particular o perito do Juízo, é proporcional ao Meritíssimo Juiz todos os elementos elucidativos
das controvérsias suscitadas nos autos, principalmente das que são tidas por pontos cruciais ou
essenciais, sem o conhecimento das quais o douto juiz não se poderá pronunciar conveniente e
adequadamente.
Dentro deste espírito, apresentam-se as respostas aos quesitos, sempre procurando
isentar-se do entendimento da aplicabilidade das normas legais, por se tratar de mérito
especificamente do Juízo, o que enseja abstrair-se das indagações concernentes à interpretação
das leis.

PARECER PERICIAL CONTÁBIL.


O parecer pericial contábil é importante instrumento de subsidio, pelo qual o Perito
Contador assistente emite opinião sobre as diligências realizadas, disponibilizando ao juiz e às
parte significativos resultados para dirimir o litígio.
Quanto as formalidade que norteiam os procedimentos que devem ser observados pelo
Perito Contador assistente na elaboração do parecer pericial contábil, é essencial a observação
dos seguintes itens:
• A finalidade do parecer pericial contábil é dar opinião fundamentada sobre o
laudo;
• Sua preparação é exclusiva do perito-contador assistente;
• Se houver concordância com o laudo pericial contábil, será expressa no parecer:
• Não havendo concordância com algum item do laudo, este deverá ser transcrito na
integra no parecer, no qual o perito-contador assistente emite sua opinião
fundamentada:
• Os anexos deverão ser numerados, identificados e mencionados, se houver
necessidade de incorporá-los ao parecer;
• Será datado, rubricado, e assinado, identificando habilitação profissional;
• Encaminhado por petição protocolada, quando judicial e arbitral, e, se
extrajudicial por qualquer outro meio comprobatório.

PERITO CONTADOR.
O Perito especialmente o Perito Contador, é o encarregado de exercer a perícia
mediante os exames, análises, investigações contábeis e diligências cabíveis e necessárias a
fim de mostrar a verdade dos fatos trazidos pelas partes, por meio da prova contábil
documental, constituindo um verdadeiro espírito e filosofia de trabalho.
E à busca da verdade real oriunda do eficaz e efetivo desempenho do perito contábil
nos registros, documentos contábeis, controles internos da entidade e de quaisquer outros
elementos materiais disponibilizados pelas partes ou obtidos junto a terceiros, visando a
promover a verdade formal mais próxima possível da realidade estudada e identificada n:
trabalho de campo.
Como elementos para a realização de seu trabalho, o Perito Contador dispõe da
escrituração contábil, da escrituração fiscal, da escrituração societária de uma entidade
econômica, que, independentemente da natureza da perícia, judicial ou extrajudicial, lhes serão
exibidas total ou parcialmente, segundo a necessidade de da,do caso, além de todos os controles
internos gerenciais, operacionais, planos da entidade e demais informações escritas.
Além desses elementos, existem os veículos acessórios, como a documentação que
suporta a escrituração ou outros necessários para a comprovação do fato, conforme previsto
no Código de Processo Civil (art429), tais como depoimentos de testemunhas, documentos
em poder de partes, repartições publicas e outros.
Cabe destacar que um dos procedimentos mais adequados que o Perito Contador
deve promover quando se questiona a validade legal da escrita contábil de uma das entidades
do litígio e valer-se, dentre as diversas modalidades de certificação oriundas da tecnologia
contábil de auditoria interna, da determinada prova emprestada.
Consiste na contraprova de valores registrados na escrita da entidade mediante a
verificação, junto aos credores, ou mesmo aos participantes dos fatos contábeis registrados,
daquele lançamento.
Depreende-se que, para o desempenho de tal função, o Perito deve estar dotado de
habilidade, destreza e, principalmente, de conhecimento técnico-científico de Contabilidade.
O Perito deve, necessariamente, ser habilitado profissionalmente para a realização
da perícia, por que a sua interpretação de um fato contábil irá propiciar o descobrimento da
verdade.
Ademais, em decisão do Superior Tribunal de Justiça, relatada pelo Ministro
Ademar Marcela e publicada no Diário Oficial da União em 17/09/97, tem-se que a perícia
contábil só pode ser efetuada por CONTADOR, profissional portador de diploma
universitário, devidamente inscrito no Conselho de Contabilidade.
O exercício de outros profissionais, como Economistas e o Administrador de Empresas,
representa possibilidade de nulidade de prova pericial contábil pela parte que se sentir lesada,
protelando, protelando e dificultando a adequada prestação jurisdicional.
Para que o desempenho dessa função seja eficiente e eficaz, exige-se do Perito,
dentre outros, requisitos fundamentais, que são:
• Reconhecido saber técnico-científico da realidade de sua especialidade,
dedicando-se a uma educação continuada e persistente estudo da doutrina em que se
graduou;
• Vivência profissional nas diversas tecnologias que a ciência de sua
habilitação universitária possui, bem como experiências cm perícias:
• Perspicácia:
• Perseverança:
• Sagacidade;
• Índole criativa e intuitiva;
• Probidade.
Podemos observar nos itens acima, que a responsabilidade delegada ao Perito começa
no planejamento do trabalho, na execução e elaboração do laudo pericial. Sua atividade,
competência e responsabilidade farão com que seu trabalho torne-se sustentável
juridicamente.

SABER TECNICO-CIENTÍFICO.
Além do requisito legal do registro nos órgãos fiscalizadores do exercício
profissional, neste caso o Conselho Regional de Contabilidade, hoje plenamente
definida a exigência de que o Perito tenha formação universitária, ao seu lado também
está a exigência do saber técnico-científico da matéria, para que se aprofunde
cientificamente na interpretação do fato em sua especialidade, visando a levar aos autos
a verdade real. de que resulta para qualquer aas partes a adequada aplicação da justiça
no processo judicial ou a administração de um patrimônio, quando a perícia for
extrajudicial.
O Perito pode extrair elementos, interpreta-los e ainda delimitar um fato
quanto tiver pleno domínio dos conhecimentos de sua realidade.
A necessidade de educação continuada está vinculada ao constante
aprimoramento da ciência, especialmente a contábil, mediante o qual os cientistas
perseguem a melhor forma de apresentação do estudo da matéria objeto da ciência,
além de estabelecer sempre uma condição de adequada fundamentação científica no
laudo pericial.

VIVÊNCIA PROFISSIONAL.
A vivência profissional é considerada em perícia como seu elemento
fundamental.
A perícia versa sempre sobre matéria de fato, que muitas vezes não e atingida
pelos conhecimentos teóricos puros de uma Ciência, resultando dessa condição a
integração entre conhecimento teórico e experiência profissional.
A teoria define padrões de comportamento profissional, porém, a prática os
torna pessoais, ou seja, dois Contadores podem, sobre um mesmo evento, ter duas
interpretações distintas.
Existem práticas grosseiras, e que saltam à vista ate de leigos em Contabilidade;
entretanto, também existem práticas bastante sutis, que mesmo o Contador encontra
dificuldades profissional exigida de um Perito.

PERSPICÁCIA E SAGACIDADE.
Conforme conceituação do dicionário Aurélio, tem-se que estas palavras exprimem a
qualidade profissional do Perito relativo a sua capacidade de observação, concentração para
identificar adequadamente o objeto de estudo, examinando, analisando, estudando
profundamente, sem se permitir desenvolver o trabalho de forma superficial.
No caso do Perito Contábil, sua capacidade especial de identificar os fenômenos
patrimoniais resultantes de determinada movimentação do patrimônio e procurar sua evidencias
no diário, razão auxiliar e representações gráficas elaboradas pelas entidades envolvidas é um
exemplo da materialização da perspicácia.

ÍNDOLE CRIATIVA E INTUITIVA.


Embora tais qualidades sejam fruto do íntimo do ser humano, em alguns
desenvolvidos e aprimorados de forma mais evidente, não significa que o profissional, que
objetiva tornar-se um Perito, desconsidere tais particularidades.
Pode-se dizer que tais características sejam o sexto sentido do profissional, que
encontra no trabalho pericial a sua forma plena de servir ao próximo e à humanidade,
trabalhando

IMPEDIMENTO.
O Perito Contador, ao ser nomeado, escolhido ou contratado, deverá declarar-se
impedido quando:
• Participar do processo em litígio;
• Atuou como perito-contador assistente ou testemunha do processo;
• For cônjuge, parente consangüíneo ou afim em linha reta ou colateral, até segundo
grau, de participantes do processo;
• Tiver interesse, por si ou por parentes, no resultado do trabalho;
• Exercer cargo incompatível com a pericial;
• A matéria periciada não for de sua especialidade;
• Ocorrer motivo de força maior; e,
• A estrutura do profissional não permitir a assunção do encargo.

HONORÁRIOS.
Os honorários periciais estão regulados pelo CPC, artigo 19, 20 e 33, e pela
Resolução 857/99 NPC-P2. do Perito Contábil:
Perito Contador e o Perito Contador Assistente devem estabelecer previamente seus
honorários, mediante avaliação dos serviços, considerando-se entre outros os seguintes fatores:
• A relevância, o vulto, o risco c a complexidade dos serviços a executar;
• As horas estimadas para a realização de cada fase do trabalho;
• A qualificação do pessoal técnico que ira 'participar da execução dos serviços;
• O prazo fixado, quando indicado ou escolhido, e o prazo médio habitual de
liquidação, se nomeado pelo juiz;
• A forma de reajuste e de parcelamento, se houver;
• Os laudos interprofissionais e outros inerentes ao trabalho; e
• No caso de perito-contador assistente, o resultado que, para o contratante, advirá
com os serviços prestados, se houver."
Os honorários devem ser encarados de forma ética, levando-se em consideração a
complexidade da matéria, as horas despendidas entre os outros elementos, para que os valores
não venham a comprometer a isenção c perfeição da perícia, a qualidade técnica e moral do
trabalho e para que não ocorra aviltamento.

EM PROCESSO JUDICIAL.
Os honorários são requeridos mediante petição. No processo judicial, a
responsabilidade pelo pagamento dos honorários c da parte que requereu o exame, ou do autor,
quando o exame é de oficio ou requerido pelas panes. Os honorários podem ser solicitados na
forma de depósito prévio, ou no final do processo, com os acréscimos legais.
Na Justiça do Trabalho não se exige a antecipação dos honorários, pois, em ações
trabalhistas, o autor geralmente não tem condições de fazê-lo. e o valor dos honorários é
comum ser arbitrado pelo juiz.
Os honorários periciais compõem as despesas do processo e se não pagos, passam a
constituir um título executivo. Quando os honorários são levados à apreciação do juiz, passam a
er aprovados por decisão judicial, merecendo fé.
EM INQUÉRITO POLICIAL.
Quando a perícia é efetuada por funcionário do Estado ligado à Criminalística, não há
falar em honorários, mas quando não se têm esses profissionais qualificados, os peritos
têm de observar os moldes dos honorários do perito nomeado em juízo, de acordo com o CPC
(Código de Processo Civil").

LM COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO.


No caso de necessidade do Perito Especializado, não havendo, nos órgãos públicos,
especialistas
na matéria, esses são solicitados pela comissão.
Deveria ser mediante licitação, mas, dada a urgência de alguns casos, isso não ocorre,
e devem ser observados os critérios já existentes.

EM JUÍZOARBITRAL.
O juízo arbitrai é instituído pela vontade das partes, c cada uma delas responde pelos
honorários.
SIGILO.
De acordo com a Resolução CFC n° 733/92 de 22/10/92 - NBC - P-2 - Norma
Profissional de Perito Contábil, item 2.6 - Sigilo:
"O perito contábil deve respeitai e assegurar o sigilo do que apurar durante i execução
de seu trabalho, não divulgando em nenhuma circunstância, salvo quando houver obrigação
legal de fazê-lo, dever que se mantém depois de entregue o laudo ou terminados compromissos
assumidos." "O que se conhece em razão de confiança não pode ser divulgado sendo crime
fazê- lo. O CPC em seu artigo 144 diz "Ninguém pode ser obrigado a depor de fatos, a cujo
respeito, por estado de profissão, deva guardar segredo."

RESPONSABILIDADES DO PERITO.
Estabelece a Resolução CFC n° 733/92 de 22/10/92 - NBC - P-2 - Normas
Profissionais de Perito Contábil, item 2.7 - Responsabilidade e Zelo:
"Perito contábil deve cumprir os prazos e zelar por suas prerrogativas profissionais
nos limites de sua função, fazendo-se respeitar e agindo sempre com seriedade e discrição. Os
peritos contábeis, no exercício de suas atribuições, respeitar-se-ão mutuamente, defesos
elogios e críticas de cunho pessoal."
No desempenho da atividade, o Perito Contador e o Perito Assistente estão
obrigados a portar-se com ética, lealdade, idoneidade e honestidade em relação ao juiz e ás
partes litigantes.
Se, porventura, o Perito Contador cometer qualquer prática incorreta,
especificamente que possa trazer danos às partes, responderia por estes e ainda estará sujeito a
punições do Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição e sanção da Lei Penal.
Parece que estamos sendo repetitivo, mas o que acontece é que estamos em busca de
opiniões de vários mestres, doutores, especialistas sobre o assunto, e, assim, tivemos que
repetir alguns aspectos várias vezes. Desculpem, mas a intenção é agregar conhecimentos, é
agregar valores, é agregar virtudes! É a busca da verdade. É Deus em nossas vidas!

ÉTICA E A PERÍCIA.
Muitas são as definições de Ética, toda a relacionando com a Moral e c
comportamento irrepreensível do ser humano, na busca de qualquer de seus objetivos, que
podem ser apenas de felicidade pessoal, ou êxito intelectual, profissional ou econômico.
A ética, como principio contábil, envolve aspectos objetivos em que sua aplicação
não depende de opção ou escolha do profissional, mas é consequência da própria natureza da
Contabilidade, contida no princípio contábil, a qual precisa ser respeitada.
Assim, como não se pode alegar ignorância da lei, para não cumpri-la, também não
se podem ignorar exigências técnicas e culturais para o exercício da profissão.
Quanto maior a falta de conhecimento, menos condições têm o profissional de
conscientizar-se de que está errado. Essa ignorância caracteriza também falta de ética, embora
o indivíduo, por carência de conhecimento possa aceitar como certo aquilo que está errado.
Da mesma forma, quando o indivíduo não tem boa formação ética, também não sabe
se está ou não cometendo ato aético. Quando incompetente e mal formado, seu erro pode
abranger os dois aspectos, ou seja, ele erra no julgamento de seus próprios atos e na aplicação
da ética contábil.
O respeito à ética deve estar implícito no exercício de qualquer profissão, mas em
especial na Profissão Contábil, não somente por envolver interesses de pessoas que podem estar
apenas indiretamente ligadas ao patrimônio, cujos fenômenos registramos, analisamos,
interpretamos e sobre os quais damos informações e orientação, muitas vezes imprescindíveis
para a tomada de decisões, mas também porque a ética está implícita na própria ciência contábil, como
um Princípio Fundamental de Contabilidade.
O Conselho Federal de Contabilidade, com poderes concedidos por Lei, aprovou o
Código de Ética Profissional do Contabilista. Resolução CFC n° 803/96, de 10 de outubro de
1996. incluindo as alterações da Resolução CFC n° 819/97, de 20 de novembro de ! 997.
Em passado recente, o aluno quando concluía o Curso Superior de Ciências
Contábeis, não dispunha de tantas informações do que realmente poderia vir a exercer no
mercado de trabalho, pois apenas tinha-se a ideia daquele profissional limitado, restrito a ficar
atrás de uma mesa. apenas apreciando os lançamentos contábeis de débitos e créditos.
Atualmente, tanto para o profissional praticante, quanto ao aluno recém-formado, ou
aquele que se encontra cursando, as informações técnicas e de conhecimentos gerais podem ser
obtidas de uma forma rápida e fácil, através da Internet, dos diversos boletins informativos,
palestras, cursos amplamente divulgados. curso de pós-gradução. como este da FAFICA-
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru, entre outros, pela relevante atuação do
Conselho Federal de Contabilidade, do Sindicato dos Contabilistas. da ACCAPE e outros
órgãos ligados à área contábil, em Caruaru.
Hoje o "Contabilista" é visto como um profissional respeitado dentro das corporações
e fora delas, até pelo seu poder de exercer diversas funções em prol da sociedade.
Entretanto ele tem a obrigatoriedade de manter-se atualizado, se reciclando através de
cursos, palestras, livros técnicos, e principalmente a participação interativa com a classe, que
através dela terá o envolvimento humano, que é a essencial forma de aprendizagem, que com
certeza irão refletir no exercício profissional e no mercado usuário, resultando no crescimento
da profissão.
Como este trabalho enfocou a Perícia Contábil, não poderia deixar de enfatizar o
amplo e promissor campo de atuação do Contador nesta área.
Todavia, com a globalização do mercado cada vez mais intensa, devemos aprimorar-
nos com as Legislações, Normas Internacionais, com a fluência de línguas estrangeiras, para
enfrentarmos, com sucesso, esta nova situação, aceitando este desafio pelas vantagens que a
nossa Profissão nos oferece.
A perícia contábil como atribuição exclusiva do contador.
A Ciência Contábil é uma das ciências mais antigas do mundo. Aristóteles há mais de
2000 anos já delineava acerca de uma Ciência que Controlaria a Riqueza, pois a "Contabilidade
sempre estará presente direta ou indiretamente onde houver Patrimônio (Riqueza)".
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações, mensuráveis em dinheiro,
pertencentes a uma pessoa física ou jurídica. Segundo o artigo 2° do Código Civil Brasileiro
(Lei nD3.071,deO)/01/1916),que
trata do direito patrimonial, que todo homem é capaz de auferir direitos e contrair obrigações;
assim, toda pessoa física ou jurídica tem obrigatoriamente um patrimônio, podendo este ser
ínfimo ou amplo, segundo o grau de riqueza que ele externa. E normal um Patrimônio estar em
constante mutação, provocando um acréscimo ou decréscimo, conforme a qualidade de sua
administração. Sendo assim, o Objeto fundamental da Contabilidade é o Patrimônio na sua
expressão mais ampla e suas variações.
A perícia será de natureza contábil sempre que recair como objeto o Patrimônio de
quaisquer entidades, sejam elas físicas ou jurídicas. A Perícia será de natureza contábil sempre
que recair como objeto o Patrimônio de quaisquer entidades, sejam elas físicas ou jurídicas. O
objetivo principal é o conhecimento do Patrimônio, de forma a fornecer subsídios para a decisão
correta. A Contabilidade tem por escopo o Conhecimento do Fluxo de Valores das entidades, o
entendimento de "onde", "quando", "como", "quanto", e, principalmente, o "porquê" das
alterações da riqueza. O exercício da função pericial contábil é uma atribuição privativa do
Bacharel em Ciências Contábeis, desde o Decreto-Lei n° 9.295 de maio de 1946, que
organizou : ' profissão contábil e definiu atribuições em relação a competência legal quanto ao
desenvolvimento de Perícias Contábeis. Na letra "c", do artigo 25, do mencionado diploma. ]
foram definidos como trabalhos contábeis c) perícias judiciais e extrajudiciais, revisão
de balanços e contas em geral, verificação de haveres, revisão permanente ou periódica de
escritas, regulações judiciais e extrajudiciais de avarias grossas ou comuns, assistência a os
Conselhos Fiscais das sociedades anônimas quaisquer outras atribuições de natureza técnica
conferidas por lei aos profissionais da contabilidade.
E, no artigo 26 do Decreto-Lei n° 9.295/1946, foi definida a atribuição exclusiva da
função pericial, assim: "Salvo direitos adquiridos ex-vi do disposto no artigo 2 o do Decreto nº
21.033, de 08 de fevereiro de 1932, as atribuições definidas na alínea "c" do artigo anterior são
privativas dos Contadores diplomados. Vale salientar que anterior a 1945, a função pericial
contábil já se apresentava ordenada, em especial pelo Decreto n° 20.158, de 30 de junho de
1931. Regulamentado o artigo 25, do Decreto-Lei n° 9.295/46, o Conselho Federal de
Contabilidade, através da Resolução CFC n° 107, de 13 de dezembro de 1958. especificou os
trabalhos contábeis de natureza pericial, bem como definiu as atribuições e competências dos
Contadores. No seu artigo 1 °. item 7. é especificada: "Levantamento e apuração de contas de
qualquer organização". A Resolução sob análise, em seu artigo 6 o , especifica várias atribuições
do Contador, relativas a função pericial, a saber:
01-Exames de escritas, em qualquer campo de atividades profissionais, inclusive
perícias extrajudiciais e tidas como inspeções normais em qualquer tipo de contabilidade,
mesmo quando forem efetuadas por órgãos da Administração Pública;
2- Peritagem Simples;
3- Exames extrajudiciais de qualquer situação da entidade atingida:
6-Assistência aos Comissários nas concordatas e aos Síndicos, nas falências;
07-Assistência aos liquidantes de qualquer massa ou acervo;
8- Verificação de Haveres para levantamento do Fundo de Comércio;
9- Exames e perícias para constituição, transformação e liquidação de sociedades de
qualquer natureza;
14- Perícias judiciais de qualquer natureza, que envolvam matérias contábeis;
16- Verificação de Haveres;
17- Quaisquer outros exames, apurações, investigações e perícias judiciais.
A perícia contábil se caracteriza como incumbência atribuída a Contador para examinar
determinada matéria patrimonial. O Contador não tem competência para opinar sobre matérias
cuja apreciação técnica exijam outras formações e profissões regulamentadas, como também
estes não podem opinar sobre questões contábeis. A Perícia Contábil se caracteriza como
incumbência atribuída a Contador para examinar determinada matéria patrimonial. Um Laudo
Pericial poderá se tornar nulo se for elaborado por leigo, bastando apenas que uma das partes
envolvidas no litígio, se sinta prejudicada, e entre com um recurso na Justiça para anular o
Laudo, pois o Leigo não tem competência legal para opinar sobre a matéria em litígio, já que se
encontra exercendo ilegalmente a profissão. O Leigo desmoraliza a profissão por exercê-la sem
estar preparado e pratica o crime de concorrência desleal porque, trabalhando a preços vis,
afasta os profissionais do mercado. Isso se reflete desastrosamente no conceito da profissão. Art.
431-A do CPC- As partes terão ciência da data e locais designados pelo juiz ou indicados pelo
perito para ter início a produção da prova.
O Código Processual Brasileiro já levou inúmeros questionamentos àqueles que
exercem atividades forenses. A atuação dos peritos judiciais deve sempre ser aperfeiçoada e
acompanha de perto pela legislação a fim de que estes profissionais se adequam aos interesses
da justiça e também não saiam intentando contra o direito das partes, por desconhecimento ou
por falta de direcionamento em alguns atos do profissional, abandonando a sua única função
-colaborar com o judiciário no deslinde de questões forenses e trabalhistas.
Já encontramos perito iniciando seus trabalhos de buscas de provas cheios de peritites
- uma doença que ataca alguns profissionais despreparados para o mister - como, aliás, ainda de
vê e não davam a menor oportunidade para os peritos assistentes, em todos os sentidos,
inclusive em saber quando e como iriam dar curso ao seu labor.
O Código era omisso quanto a esta parte e aí se assentavam os expertos para não
oferecerem nenhuma importância ao demais profissionais que atuavam a favor das partes
litigantes. Isso sem dúvida levou a vários embates, tendo alguns chegados aos tribunais
administrativos dos Conselhos Profissionais e mesmo vários questionamentos nos processos
judiciais, onde alegavam as partes que não tinham a menor oportunidade de falar a respeito dos
laudos periciais, em razão da falta de conhecimento do início das provas ou mesmo que os
peritos oficiais só o fizeram já nos arremates do prazo de entrega do referido documento nos
cartórios das varas.
Diziam os peritos assistentes que os peritos judiciais deveriam dar-lhes conhecimento
das suas andanças a respeito do trabalho pericial e alguns queriam mesmo atuar em conjunto
com o experto. O Conselho Federal de Contabilidade em tão boa hora publicou a Resolução n°
858/99 em 21 de outubro daquele ano, que normatizou a NBC T 13 e no seu item 13.3
EXECUÇÃO assim se definiu:
O perito contador assistente pode, tão logo tenha conhecimento da perícia, manter
contato com o perito contador, pondo-se à disposição para o planejamento e a execução
conjunto da perícia. Uma vez aceita a participação, pelo perito contador deve permitir o seu
acesso aos trabalhos. (grifo nosso).
Estava afastada a obrigação de o perito contador trabalhar em conjunto com o perito
contador assistente como ocorria. Este fato também trouxe descontentamento entre vários
assistentes judiciais, mas ficou aí uma possibilidade, porém, do livre arbítrio do perito oficial
em aceitar ou não a participação do perito assistente, até por que se tirava as amarras que
anteriormente a própria norma colocou aos peritos contadores judiciais, quando os obrigava a
executarem suas tarefas junto com dois outros peritos assistentes, que por dever de ofício
tinham seus próprios interesses na causa.
Ocorre, com o advento nesta nova NBC o perito oficial não poder aceitar a
participação somente de um perito assistente em detrimento do outro. Esta atitude só é aceita se
um deles não for contador registrado
em conselho de contabilidade ou estiver com registro irregular e de alguma form a
impedido de exercer a atividade de contador - que aí é considerado impedido de executar tarefas
periciais - portanto é equiparado aos leigos em matérias contábeis e, por conseguinte periciais
da profissão do contador. Tal impedimento tem amparo legal tanto nas normas do Conselho
Federal de Contabilidade como no Código de Processo Civil, artigo 145:
Art. 145. Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o
juiz será assistido por perito, segundo o disposto no art. 421.
§ lo Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário,
devidamente inscrito no órgão de classe competente, respeitado o disposto no Capítulo VI,
seção Vil, deste Código. (Parágrafo acrescentado pela Lei n° 7.270, de 10.12.1984).
§ 2o Os peritos comprovarão sua especialidade na matéria sobre que deverão opinar,
mediante certidão do órgão profissional em que estiverem inscritos. (Parágrafo acrescentado
pela Lei n° 7.270,de 10.12.1984).
Retirada a obrigação de o perito contador atuar em conjunto com o perito contador
assistente, que era a nosso ver uma afronta a liberdade trabalhar com a supervisão e a
intervenção de terceiros, ambos com total interesse no resultado da causa, ofereceu no
entanto o CFC a liberdade do perito contador convidar ou não o perito contador assistente
para trabalho em conjunto, e este obviamente o direito também de este aceitar ou não o
convite.
Ocorria que os peritos judiciais como se disse, não queriam na maioria vezes sequer
receber os peritos assistentes sob os mais diversos argumentos ou mesmo porque entendiam
que representavam os interesses da justiça e se deixassem os assistentes tomarem
conhecimento das suas andanças em buscas de provas ou às vezes sabedor que um perito
assistente era em muitas perícias mais conhecedor da atividade que o próprio perito do juízo o
que é bastante normal na atividade pericial, faziam de tudo para cercear a participação do
assistente e até para mantê-los bem longe do laudo pericial.
Com a finalidade de colaborar com a celeridade processual e evitando o argumento
de cerceamento de defesa, o artigo 431-A em comento, veio de alguma forma tentar colocar as
coisas nos devidos lugares, ou seja, agora o perito judicial está obrigado a comunicar por
escrito as partes se o juiz não o fizer, anunciando dia, local e hora onde terá início os trabalhos
periciais. Desta comunicação os assistentes certamente tomarão conhecimento por intermédio
dos advogados das partes.
Não tendo as partes, indicado seus peritos assistentes a obrigação é a mesma para c
perito oficial, não lhe cabendo imaginar que a ausência desses profissionais lhe assegura
iniciar a feitura do laudo e a sua protocolização em cartório sem o devido conhecimento dos
advogados representantes das partes.
O perito como se disse, deve comunicar as partes tendo ou não a participação de
assistentes, porém esta obrigação da comunicação tem soado como um sino de dupla
sonorização para os alguns assistentes. Uns entendem que isso é uma boa notícia para eles e já
se apressam em procurar o perito e até exigem participação conjunta no trabalho, outros
menos afoitos, apenas. recebem como uma informação técnica, utilizando-a como forma de
bem prestar um bom trabalho aos seus clientes.
Na verdade, a comunicação do início dos trabalhos periciais serve para que as partes
tenham ciência do começo da perícia e logicamente do dia provável da entrega do laudo em
cartório. Da mesma maneira que o perito oficial tem poderes de arrecadar provas para subsidiar
o seu laudo os peritos assistentes têm direitos também de buscar as provas legais que entendam
necessárias para amparo dos seus pareceres. Vejamos o que nos ensina os artigos seguintes,
iniciando pelo art. 332 do CPC:
Art. 332. Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não
especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação
ou a defesa.
A seguir o artigo 429 nos esclarece os poderes de todos os peritos, tanto do juízo como
das partes em procurar as provas que sejam necessárias, tanto para amparo dos laudos periciais
quanto para os pareceres técnicos dos assistentes.
Art. 429. Para o desempenho de sua função, podem o perito e os assistentes técnicos
utilizar-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações,
solicitando documentos que estejam em poder de parte ou em repartições públicas, bem como
instruir o laudo com plantas, desenhos, fotografias e outras quaisquer peças.
Assim constatamos que o conhecimento das datas para o início da perícia é de suma
importância tanto para aqueles que irão laborar juntamente com os peritos oficiais quanto para
os que irão procurar suas provas de forma individual, considerando o prazo para as partes
falarem nos autos a respeito do laudo do perito oficial ser de 10 (dez) dias corridos e mesmo
assim ser comum para ambas as partes.
Art. 433. O perito apresentará o laudo em cartório, no prazo fixado pelo juiz, pelo
menos 20 (vinte) dias antes da audiência de instrução e julgamento. (Redação dada pela Lei n°
8.455, de 24.8.1992).
Parágrafo único. Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo comum
de 10 (dez) dias, após intimadas as partes da apresentação do laudo. (Redação dada pela Lei n"
10.358, de27.12.2001).
Assim sendo observamos o resultado abaixo:
• O artigo 431 -A obriga o perito contador judicial a comunicar as partes o início da
perícia ou as buscas das provas;
• Obriga também a fazê-lo mesmo não havendo perito assistente indicado para amar
na perícia:
• Desobriga o perito oficial a aceitar a participação dos peritos assistentes a
trabalharem em conjunto;
• Não impede que todos trabalhem em conjunto e que possam até assinar o laudo
pericial caso concordem com o seu conteúdo;
• Se entender que deve trabalhar em conjunto, o perito judicial deve convidar
sempre os dois peritos assistentes, se estiverem legalmente registrados em Conselhos
Profissionais e em dia com suas obrigações perante aquele órgão.
• Estando ambos legalmente autorizados a amarem em perícias judiciais, tanto por
seus Conselhos Profissionais, quanto pelo CPC, art. 145, não pode aceitar trabalhar somente
com um assistente e abandonar o outro à sua própria sorte.
• Caso o perito oficial convide a todos e um assistente não queira participar do
trabalho em conjunto, estará este desimpedido para exercer o seu mister com o experto oficial,
podendo executar suas tarefas totalmente independentes e com todos os poderes legais que a lei
lhe confere atuar.
Por último, criou a lei mais uma obrigação para o perito oficial, entretanto tomou o seu
trabalho mais transparente no que diz respeito ao cumprimento dos prazos para diligenciar,
arrecadar provas e ofertar o laudo pericial no cartório da respectiva vara judicial ou do trabalho.

DA ÉTICA NO CONTEXTO DA AUDITORIA E DA PERÍCIA

A Constituição Federal assegura a todos os brasileiros o direito à vida, à igualdade, a


liberdade, à propriedade, à segurança, que são decorrentes do Estado Democrático de Direito.
O respeito à lei e à ordem são essenciais para que a sociedade possa se desenvolver.
Hodiernamente, o sucesso econômico passou a ser a medida de todas as coisas,
ficando, muitas vezes, a moral e a ética em planos secundários, uma vez que estas não podem
ser convertidas em pecúnia. Infelizmente, a medida de uma pessoa está residindo no seu fone
poderio econômico.
E de suma importância a reflexão ética, neste momento, em que a nossa sociedade
passa por grandes mudanças em todas as esferas.
No âmbito profissional, se todos agissem sempre com ética, certamente estaríamos
mais seguros, isentos de atos de má-fé. Livres de tantos erros, fraudes e de tanta informalidade.
Dentro desta perspectiva ética, não basta que o profissional FAÇA BEM, ele precisa
também FAZER O BEM, utilizando de atos de boa-fé que orientem suas decisões e relações
com as pessoas, buscando, dessa forma, o bem comum. Aliás, o bem comum deve ser nossa
permanente meta.
A preocupação profissional com a ética gera resultados compensadores, trazendo bons
frutos em longo prazo.
Enfim, ser ético é um caminho seguro para o sucesso! O profissional, desprovido de
ética, não encontra lugar na sociedade e todos o abominam.
Conceito de Ética e Moral -
Ética - Derivada do grego "ETHOS", é definida como a ciência que estuda o
comportamento moral das pessoas na sociedade. Apesar de ser uma disciplina filosófica, a ética
e antes de tudo, uma disciplina prática, uma vez que reflete na nossa forma de comportamento
Vivemos na sociedade, pois a pessoa isolada é ficção. O bom comportamento é, pois, essencial
sob todos os ângulos.
Moral - Derivada do latim "moralis", a moral constitui parte da filosofia que estuda os
costumes, assinalando o que é honesto e virtuoso, segundo os ditames da consciência e os
princípios da humanidade. Possui um âmbito mais amplo que o direito. Contudo, a lei constitui
a fonte primária do direito.

Direito e Moral
A moral é regra de conduta individual que se dirige à consciência do homem. Os
deveres morais são incoercíveis. E dever de consciência. A sanção é interna (remorso), uma vez
que seus imperativos não comportam, juridicamente, a exigibilidade.
A moral é também unilateral, uma vez que não impõe deveres em troca de direitos.
É exercida de dentro para fora, o que lhe confere a característica de ser autônoma.
Quanto à regra de direito, esta consiste em norma de conduta social que, sancionada
pela coação, tem por finalidade a ordem.
Ao contrário dos deveres morais, os deveres jurídicos são exigíveis e coercíveis.
Devem ser observados sob pena de sanção cominada pela própria norma.
O direito é, ainda, bilateral e heterônomo, na medida em que obriga uma parte, dando
direito à outra, por força de lei.
Normas Éticas Profissionais
São normas de conduta e de organização, atributivas de responsabilidades, deveres e
direitos, providas de sanções. Constituem critérios de organização, que regulam determinado
grupo profissional.
As regras éticas profissionais tendem a assegurar um determinado tipo de
comportamento e de trabalho individual ou coletivo do profissional, seja no desempenho de sua
atividade, como também nas suas relações com o cliente e demais pessoas com quem possa ter
trato no dia a dia do seu exercício laboral.

A Ética do Perito
O perito é profissional auxiliar do Juízo, dotado de conhecimentos técnicos
específicos, fornecendo ao Juiz informações sobre a matéria, objeto do litígio, ajudando-o na
busca da verdade dos fatos, para a solução mais justa ria controvérsia existente nos autos. Tem
o dever precípuo de ajudara fazer justiça na verdadeira acepção.
A decisão judicial, neste sentido, converge para a verdade processual, tendo como
interesse mor fazer Justiça entre as partes. Logo. a contribuição pericial é exatamente trazer à
existência dos autos matéria ou fatos insuficientemente conhecidos pelo Juiz, que necessitam,
muitas vezes, de diligências e vistorias externas, para serem apurados.
O parecer enganoso pode ocasionar falsas informações, levando o Juiz a cometer
erros, confiado no profissional que o elaborou.
Desta forma, justifica ser pessoa da confiança do Juiz, o perito oficial, nomeado para
atuar em determinado processo.
Ter confiança é ter fé, crédito, bom conceito c segurança íntima de procedimento.
Assim, não só a capacidade laboral, mas também a probidade e o bom conceito que o
profissional inspira, constituem fatores da indicação judicial do perito oficial.
Logo, SER CAPAZ e ao mesmo tempo SER ÉTICO traduz o SER DA
CONFIANÇA.
De nada adianta o perito ser desprovido de qualquer preocupação com a ética, ainda
que dotado de excelente qualificação ou. vice versa, ter conduta, postura ilibada, mas não deter
conhecimento técnico que satisfaça o Juízo.
A meu sentir, o perito assistente, indicado pela empresa, não poderá, de modo algum.
atuar como perito oficial em ação movida contra a mesma reclamada, perante outra JC.l. Deverá
pedir a sua substituição.
E mais.
O perito novato deve saber, de antemão, que deverá esperar a média de 06 meses par
receber seus honorários. Trata-se, de inicio, de profissão preocupante com os rendimentos. Em
tal caso, diante da demora, costuma mudar de atividade. Sabidamente, no foro trabalhista, onde-
inexiste a obrigação legal de depósito antecipado dos honorários periciais, o expert costuma ate
mesmo mudar de atividade ou, se tiver má formação, enveredar-se para o caminho tortuoso,
seduzido por propostas indecorosas. Entendo que o perito, no processo trabalhista, tem noto;
dúvidas quanto aos honorários: quando, quanto e de quem recebê-los.
E mais.
Devemos ser ético, não falseando a verdade, transferindo a condenação para a
reclamada, economicamente mais forte, preocupado, tão-só, com a percepção de seus
honorários. Ora, a atividade do perito é, antes de tudo, de risco, pois não se recebe de
hipossuficiente desprovido de idoneidade econômica.
Assim, a avaliação profissional deve ser norteada não só pela capacidade profissional
mas. sobretudo, pela conduta ética mantida perante seus colegas, perante a Classe, perante
terceiros com quem lida profissionalmente no dia a dia c. principalmente, perante SI MESMO,
haja vista que cada pessoa tem que ser agente de seu próprio desenvolvimento. Eis aqui i
conceito de moral!
E importante que o perito judicia! tome conhecimento de cada item relativo aos
princípios éticos de sua profissão, codificados no seu Código de Ética profissional.
No entanto, a observância de deveres bem como de proibições, quando do exercício
profissional, não só basta. Necessária a ideia de ETIC A como sendo a de FAZER BEVI O
BEM.

Constitui deveres do perito:


I. exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade, dignidade e independência
profissional;
II. guardar sigilo sobre o que souber em razão de suas funções; - E como o padre
no
confessionário: como se nunca tivesse ouvido.
III. zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu
cargo;
IV. comunicar, desde logo, à justiça, eventual circunstância adversa que possa
influir
na conclusão do trabalho pericial. Agir da mesma forma com relação ao cliente;
V. inteirar-se de todas as circunstâncias antes de responder aos quesitos
formulados:
VI. se substituído em suas funções, informar qualquer impedimento ou suspeição
sobre fatos de natureza sigilosa que devam chegar ao conhecimento de seu substituto, a fim de
habilitá-lo ao bom desempenho de suas funções-;
VII. evitar declarações públicas sobre os motivos da renúncia de suas funções; VIU.
VIII.manifestar, a qualquer tempo, a existência de impedimento para o exercício da
profissão;
O perito, em juízo ou fora dele, deverá:
I.recusar sua indicação, desde que reconheça não se achar capacitado, em face de
especialização, para bem desempenhar o encargo;
II. evitar interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto da
perícia, mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo; -
Não pode "se preocupar exclusivamente em salvar seus honorários.
III. abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção pessoal
sobre
direitos de qualquer das partes interessadas, ou da justiça da causa em que estiver servindo
como perito, mantendo seu laudo no âmbito técnico legal; Não pode, nem deve se imiscuir
nas questões de direito.
IV. considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo pericial
submetido à sua apreciação;
V.mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer
efeito sobre peças objeto de seu laudo;
VI. abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado
e
documentado;
VII. assinalar enganos ou divergências que encontrar. Errar é humano, não podendo
nele persistir;
VIII. considerar-se impedido, quando Perito Oficial, em processo onde qualquer das
partes ou dirigentes estejam ligados à pessoa do Perito por laços de parentesco, consanguíneo
ou
afim, até o 3° grau.
Das proibições
I. anunciar, provocar ou sugerir publicidade abusiva;
II. angariar, direta ou indiretamente serviços de qualquer natureza, com prejuízo moral
ou desprestígio para a classe;
III. auferir qualquer provento em função do exercício profissional, que não decorra
exclusivamente de sua prática correta e honesta;
IV.assinar documentos ou peças elaboradas por outrem, alheio à sua orientação,
supervisão e fiscalização; - Infelizmente, tal ocorre, com a criação de escritórios de perícia e
composto por várias pessoas.
V.valer-se de agenciador de serviços, mediante participação nos honorários; - É o
conhecido laçador, que não fica bem nos bons profissionais.
VI.concorrer para a realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la ou
praticar, no exercício da profissão, ato legalmente definido como crime ou contravenção; -
Lembrar sempre das sanções previstas nos artigos 299 e 342 do Código Penal.
VII. solicitar ou receber das partes envolvidas, qualquer importância fora do processo;
VIII. estabelecer entendimento com uma das partes sem ciência da outra ou do Juiz. -
Se tal ocorrer, advém desconfiança.
IX. locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte interessada nos
autos, por si, ou interposta pessoa;
X. prejudicar, culposa ou dolosamente, interesse confiado a seu patrocínio;
XI.recusar-se, injustificadamente, a prestar serviços quando marcado pela justiça: -
O excesso de serviço justifica a substituição. E melhor do que aceitar o serviço e não concluí-lo
no prazo fixado pelo Juiz.
XII. reter abusivamente, extrair indevidamente, livros, papéis ou documentos;
XIII. Interromper a prestação dos serviços sem justa causa e sem notificação prévia ã
justiça e ao cliente; - O prazo é um dos inimigos do perito.
XIV. Exercer atividade profissional ou ligar o seu nome a empreendimentos de
manifesta inviabilidade ou de finalidades ilícitas;
XV. Violar sigilo profissional; - Cada profissional o possui, com mantença obrigatória.
XVI. revelar negociação confidenciada para acordo ou transação, quando lhe tenha
sido encaminhada com observância dos preceitos contidos neste Código;
XVII. identificar o cliente sem sua expressa concordância, em publicação onde haja
menção a trabalho que tenha realizado ou orientado;
XVIII. iludir ou tentar iludir a boa fé na elaboração de trabalhos, por qualquer
forma,
inclusive alterando ou deturpando o exato teor de documento, citação da obra. de lei ou de
decisão
judicial;
XIX . Descumprir. no prazo estabelecido, determinação da AP.1EP. os Conselhos de
Registro Profissional ou de outros órgãos autorizados em matéria da competência destes,
depois de regularmente notificado;
E vedado ao Perito oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento
de honorários ou em concorrência desleal. - Isto desmoraliza o perito.

Prerrogativas
O perito poderá publicar relatório, parecer ou trabalho técnico-profissional, assinado e
sob sua responsabilidade, desde que não seja difamatório ou vazado em termos que possam
provocar ou entreter debates sobre serviços a seu cargo, respeitado o sigilo da justiça. - Sem
mencionar os nomes dos litigantes -.
O perito poderá transferir, quando Assistente Técnico, a execução do serviço a seu
cargo a outro Perito, com a anuência do cliente, devendo ser fixadas por escrito as condições
dessa transferência.

Deveras em relação aos colegas


A conduta do perito, com relação aos colegas, deve ser pautada nos princípios de
consideração, apreço e solidariedade, em consonância com os postulados de harmonia da
classe.
Parágrafo Único - O espírito de solidariedade não induz nem justifica a convivência
com o erro ou com os atos infringentes de normas éticas ou legais que regem o excrete
profissão.
O perito deve em relação aos colegas, observar as seguintes normas da conduta:
a. evitar referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras:
b. abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele
tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da classe, desde que
permaneçam as mesmas condições que ditaram o referido procedimento;
c. comunicar-se com perito assistente oficial com antecedência mínima de 48
horas
antes da realização da diligência e/ou entrega do laudo;- Isto, infelizmente, não é cumprido,
gerando reclamações do colega, mormente diante da Lei 5584/70. Laudo do assistente
intempestivo é desentranhado dos autos.
d. evitar pronunciamentos sobre serviço profissional que saiba entregue a colega,
sem anuência deste;
e. jamais apropriar-se de trabalhos, iniciativas ou soluções encontradas por
colegas,
apresentando-os como próprios;
f.evitar desentendimentos com o colega ao qual vier a substituir no exercício
profissional.

Deveres com relação à classe


a. prestar seu concurso moral, intelectual e material às entidades de classe;
b. zelar pelo prestígio da classe, da dignidade profissional e do aperfeiçoamento
de
suas instituições;
c. aceitar o desempenho de cargo dirigente nas entidades de classe, salvo
circunstâncias especiais que justifiquem sua recusa e exercê-lo com interesse e critério;
d.acatar as resoluções votadas pela APJEP, inclusive quanto à tabela de honorários
profissionais;
e. zelar pelo cumprimento deste Código, comunicando com discrição e
fundamentadamente. aos órgãos competentes, as infrações de que tiver ciência;
f.não formular, fora do âmbito da APJEP juízos depreciativos da entidade:
g. representar perante os órgãos competentes sobre irregularidades ocorridas na
administração da APJEP;
h. jamais utilizar-se de posição ocupada na direção de entidades de classe em
benefício próprio ou para proveito pessoal, diretamente ou através de interposta pessoa.
A partir daí, pode ocorrer o favorecimento do objeto da perícia, em prol do obreiro, o
que podemos apontar como um desvio de conduta ética por parte do perito oficial. Um perito
que assim agir provavelmente nunca mais será nomeado pelo Magistrado.
O perito na Justiça do Trabalho c na Justiça Comum
Tanto na Justiça do Trabalho quanto na Justiça Comum, os métodos de trabalho e
normas utilizadas para a realização das diligências e elaboração do laudo pericial são os
mesmos.
Atualmente, a maior divergência encontra-se na forma de pagamento dos honorários
periciais e no prazo para manifestação do perito assistente.
Quanto à forma de pagamento, na Justiça do Trabalho, o perito formula o seu pedido,
quando da entrega do respectivo laudo, sendo somente arbitrados "a posteriori", na sentença,
quando a perícia é realizada no processo de conhecimento, ou no despacho que homologa os
cálculos de liquidação, quando realizada na fase de execução. Contudo, em algumas Regiões,
exige-se o depósito prévio. Aqui, não.
Assim, na Justiça do Trabalho, o perito só recebe os honorários ao final. É a dúvida:
quando, quanto e de quem? E em Caruaru como se comporta?
Ao contrário, na Justiça Comum, os honorários periciais são previamente depositados.
O perito oficial apresenta sua proposta, a parte interessada efetua o depósito e, logo após a
entrega do laudo pericial, o perito recebe os honorários depositados.
Neste caso, pode existir uma demora na definição do valor dos honorários, uma vez
que, a parte responsável pelo seu depósito prévio pode discordar do "quantum" pleiteado,
requerendo sua redução, criando, desta maneira, um impasse, que pode ocasionar no atraso da
realização da perícia. Tal discussão atrasa o processo e não interessa à outra parte.
A forma adotada pela Justiça Comum é mais eficiente, ficando o perito imediatamente
remunerado pelo trabalho realizado, além de conhecer previamente o valor dos honorários.
Na Justiça do Trabalho, a questão é um pouco mais complicada, mormente em razão
da existência do hipossuficiente que, na maioria dos casos, é quem requer a perícia, não tendo,
muitas vezes, condições de arcar com os seus honorários. Assim, a existência de depósito
prévio poderia prejudicar a reivindicação de seus direitos, com base no art. 5 o, XXXV/CF/88.
Tal fato poderia vir a ser objeto de discussão entre a Classe dos Peritos, Advogados e
Magistrados do Trabalho, para que novas ideias possam ser buscadas sem, contudo, prejudicar
os direitos das partes e a celeridade processual. Acho, porém, que a primeira medida seria
revogar a lei.
E mais.
Os profissionais da perícia têm direito ajusta remuneração pelo seu trabalho, não
podendo ficar sujeitos ao leilão de seus honorários durante as audiências de conciliação. As
vezes, a conciliação é conseguida com a redução dos honorários pleiteados.
Outra divergência existente entre a perícia na Justiça do Trabalho e na Comum é que.
na primeira, o prazo para o perito assistente entregar seu laudo é o mesmo para o perito oficial,
nos termos do parágrafo único, do artigo 3°, da Lei 5584/70, em que o pese o CPC, conceder,
em seu artigo 433. o prazo de 10 dias para o perito assistente manifestar-se sobre o laudo do
perito oficial.
Na Justiça do Trabalho, a questão pode gerar polêmica se não houver relacionamento
ético-profissional entre o perito oficial e assistente. A meu sentir, prevalece a regra da Lei
5584/70, como já exposto. Existe lei específica em vigor.
Para tanto, o artigo 10, do Código de Ética Profissional da APJEP ao tratar dos
deveres em relação aos colegas, prelecionou,, que o perito oficiai deve comunicar com
antecedência mínima de 48 horas sobre a entrega do laudo pericial ou diligências a serem
realizadas. O Código de Ética da APJEP acabou com a possível divergência.
Esta simples medida atende aos interesses dos peritos envolvidos no mesmo processo,
revelando uma conduta extremamente ética entre eles, uma vez que proporciona o bom
relacionamento profissional, sem qualquer desconforto, culminando na realização de trabalhos
que não traga prejuízos irreparáveis para as partes.
Relembro que, laudo falso constitui crime, previsto taxativamente no Código Penal.
O perito, dotado de ética, certamente contará com a admiração dos colegas, partes,
advogados e juízes, apresentando-se como profissional vitorioso.
O bom perito, ressabida mente, não critica os colegas, nem o Judiciário, pois, se ali
não se sente bem, deve postular sua substituição, porque reputo importante a pessoa fazer o que
gosta e gostar daquilo que faz. Trabalhar contrariado só trará decepções.
Ademais, a má notícia circula intensamente. Assim, qualquer perito, que tiver desvio
ético, sofrerá as consequências de sua lamentável conduta e, certamente, os juízes deixarão de
designá-lo para futuros laudos, acontecendo similar atitude pelos advogados, que não contratá-
lo-ão como assistente. A fidúcia desapareceu.
A conduta, fora da ética, ressoa mal no seio da classe e da própria justiça.
Todas as pessoas nutrem respeito e admiração pelo perito ético, sério e trabalhador. A
entregado laudo, fora do prazo, além de constituir praxe viciosa, é passível de punição,
revelando que, eticamente, o perito não está preparado para trabalhar, eis que a Justiça do
Trabalho deve ser a mais célere, considerando-se que julga verbas de cunho alimentar. Logo, o
reclamante deve receber, com urgência, seus direitos, por questão de sobrevivência dele e de
seus dependentes. O perito moroso certamente sairá da relação dos Magistrados, porque sua
conduta não se coaduna com o espírito da Justiça Social.
A repetição de pedidos alusivos à dilação de prazo, no processo trabalhista E OU NA
JUSTIÇA COMUM, gera desconfiança e prejudica a celeridade processual. Recomendo, em tal
caso, o pedido de substituição, por ser mais ético.

Depoimento de um magistrado:
O tema, submetido a meu crivo, foi dissecado dentro das minhas limitações. Procurei,
contudo, trazer à baila os fatos envolvendo minha atividade profissional, onde mantive contato
com os mais valorosos peritos, amigos e que muito me ajudaram na solução dos conflitos
sociais. Sempre os respeitei e arbitrei honorários condignos, à altura do seu gabarito intelectual,
recentemente, fui entrevistado pela TV e relatei os critérios objetivos para a fixação dos
honorários periciais sem melindrar o profissional. Apliquei a legislação pertinente e São Paulo
preconizou que "a boa lei é aquela aplicada com retidão". Nunca me deparei com laudos falsos,
graças a Deus e ao conhecimento dos peritos, meus grandes auxiliares.
Foi bom, muito bom mesmo estar com vocês.
Valorizo cada momento que tenho. Assim, o hoje é uma dádiva de Deus e, por isso,
chamado de presente.
Obrigado.

Os peritos estarão sujeitos às normas legais , bem como ao cumprimento dos preceitos
éticos expressos no Código de Ética PERICIAL, nas resoluções do CFC e NAS NORMAS
BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE.
Princípios Fundamentais: O alvo de toda a atenção do PERITO é o laudo, auxiliar a
justiça, assim deve agir com zelo e o melhor de sua capacidade profissional. O Perito terá
completa autonomia técnica e ética, em relação aos seus serviços, de modo a preservar a
independência na elaboração do laudo pericial e na atividade técnica. O perito deverá manter
sigilo quanto às informações confidenciais que tiver conhecimento no desempenho de suas
funções, também em empresas públicas ou privadas, exceto no caso em que seu silêncio
prejudique ou ponha em risco a integridade legal do laudo!
Responsabilidade Profissional

E vedado ao Perito:
ELABORAR LAUDO de forma secreta ou ilegível, assim como assinar em branco
laudo, parecer ou quaisquer outros documentos periciais.
Deixar de esclarecer EM JUÍZO sobre as condições de trabalho que ponham em risco
sua saúde, devendo comunicar o fato ao MAGISTRADO. E AO CONSELHO REGIONAL DE
CONTABILIDADE! '
Deixar de esclarecer AO JUÍZO, AO CLIENTE, sobre as determinantes soe:.,
ambientais ou profissionais de sua doença.
Efetuar qualquer procedimento pericial sem o esclarecimento e consentimento do
cliente ou seu responsável legal.
Discriminar o ser humano de qualquer forma ou sob qualquer aspecto.
Desrespeitar o pudor de qualquer pessoa.
Aproveitar-se de situações decorrentes da relação perito-cliente para obter vantagem
física, emocional, financeira ou política.
Revelar o fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão,
salvo por justa causa, dever legal ou autorização expressado CLIENTE(PARTES)!
Revelar informações confidenciais obtidas quando dos exames periciais inclusive por
exigência dos dirigentes de empresas ou instituições, salvo se o silêncio puser em risco algo de
força maior ou caso fortuito!
Deixar de orientar seus auxiliares e de zelar para que respeitem o segredo profissional
a que estão obrigados por lei.
Facilitar manuseio e conhecimento dos PAPEIS DE TRABALHO e demais folhas de
observações PERICIAIS sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo
compromisso.

Perícia CONTÁBIL
Deixar de atuar com absoluta isenção quando designado como perito ou auditor, assim
como ultrapassar os limites das suas atribuições e competências.
Assinar laudos periciais ou de verificação quando não o tenha realizado, ou
participado pessoalmente do exame.
Ser perito de CLIENTE SEU, de pessoa de sua família ou de qualquer pessoa com a
qual tenha relações capazes de influir em seu trabalho! NUNCA!
Perícia - Intervir, quando em função de auditor ou perito, nos atos profissionais de
outiu PERITO, ou fazer qualquer apreciação em presença do examinado, reservando suas
observações para o relatório.

Relacionamento
As relações do PERITO com os demais profissionais em exercício devem basear-se no respeito
mútuo, na liberdade e independência profissional de cada um, buscando sempre o interesse e o
bem estar do CLIENTE, DAS PARTES, DO JUÍZO!

Relacionamento
0 PERITO deve ter para com seus colegas respeito, consideração e solidariedade, sem,
todavia, eximir-se de denunciar atos que contrariem os postulados éticos à Comissão de Ética da
instituição em que exerce seu trabalho profissional e. se necessário, ao Conselho Regional de
CONTABILIDADE!

Relacionamento
• PERITO Assistencial - estreito vínculo com CLIENTE
CONTADOR-Perito - AUXILIAR O JUIZ PARA > estar preparado para reconhecer o direito -
Conceder o que deve é devido e negar as pretensões i legítimas PERITO AUXILIA, JUIZ
SENTENCIA! Atos Periciais:
Impostergável compromisso com a verdade;
Compromisso não está dirigido ao cliente, para quem o incumbiu da perícia, mas para
com a verdade!
Relacionamento:
"Lembrar sempre que as partes que buscam auxílio junto á justiça, além de
teoricamente serem pessoas em conflito, é também habitualmente carentes de recursos técnicos
e científicos"

Decálogo Ético do Perito


1 - Evitar conclusões intuitivas e precipitadas;
2- Falar pouco e em tom sério;
3- Muita modéstia e pouca vaidade:
4- Manter o segredo exigido;
5- Ter autoridade para ser acreditado;
6- Ser livre para agir com isenção;
7- Não aceitar a intromissão de ninguém;
8- Ser honesto e ter vida pessoal correta;
9- Ter coragem para decidir;
10-Ter competência profissional para ser respeitado.

UM POUCO DE FILOSOFIA
"ÉTICA" é palavra de origem nobre, da antiga cultura grega, berço da nossa
civilização. Provém de "ETHOS". e significa "a clareza da alma". Assim, uma pessoa
possuidora de ética, filtra melhor os estímulos e valores do mundo.
Quando eu filtro, eu elimino o que não é bom. Portanto, uma pessoa com ética tem
valores morais bem filtrados.
O significado de "ÉTICA" aproxima-se também do sentido de "COSTUME" - a "ética
cristã", por exemplo. A palavra "ÉTICA" tem ainda um outro aspecto muito interessante:
Quando vamos ao teatro, nem sequer pensamos que estamos repetindo um costume da Grécia
antiga, também. E voltamos à palavra "ÉTICA". O grande pensador clássico Aristóteles,
analisando a tragédia grega, definiu seus cinco elementos:
1. O primeiro seria o cenário.
2. O segundo seriam os meios de expressão do autor, a "lexis", a palavra.
3. O terceiro seriam as ideias desenvolvidas pelos atores, que justificavam os atos dos
personagens da tragédia.
4. O quarto seria a "mélos", a melodia, constituída não só pelas músicas da tragédia,
mas também pelos trajes, as máscaras, os estímulos ao inconsciente dos espectadores.
5. O quinto, finalmente, seria a "ÉTICA" do ator interpretando, definindo a qualidade
dos personagens que agem na tragédia, seu comportamento, seus costumes.

O QUE É ÉTICA?
A ética não se confunde com a moral. A moral é a regulação dos valores e
comportamentos considerados legítimos por uma determinada sociedade, um povo, uma
religião, certa tradição cultural etc. Há morais específicas, também, em grupos sociais mais
restritos: uma instituição, um partido político...
Há, portanto, muitas e diversas morais. Isto significa dizer que uma moral é um
fenômeno social particular, que não tem compromisso com a universalidade, isto é, com o que é
válido e de direito para todos os homens. Exceto quando atacada: justifica-se se dizendo
universal, supostamente válida para todos. Mas, então, todas e quaisquer normas morais são
legítimas?
Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais? Existe, e
essa forma é o que chamamos de ética. A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas
ela não é puramente teoria. A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a
ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas.
A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal
que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. A ética pode e deve ser incorporada
pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana, capaz de julgar
criticamente os apelos a críticos da moral vigente. Mas a ética, tanto quanto a moral, não é um
conjunto de verdades fixas, imutáveis. A ética se move, historicamente, se amplia e se adensa.
Para entendermos como isso acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um
dia, a escravidão foi considerada "natural". Entre a moral e a ética há uma tensão permanente: a
ação moral busca uma compreensão e uma justificação crítica universal, e a ética, por sua vez,
exerce uma permanente vigilância crítica sobre a moral, para reforçá-la ou transformá-la?
A ética ilumina a consciência humana, sustenta e dirige as ações do homem, norteando
a conduta individual e social. É um produto histórico-cultural e, como tal, define o que é
virtude, o que é bom ou mal, certo ou errado, permitido ou proibido, para cada cultura e
sociedade.
Dessa maneira, a ética é universal, enquanto estabelece um código de condutas morais
válidos para todos os membros de uma determinada sociedade e, ao mesmo tempo, tal código é
relativo ao contexto sócio-político-econômico e cultural onde vivem os sujeitos éticos e onde
realizam suas ações morais.

POR QUE A ÉTICA É NECESSÁRIA E IMPORTANTE?


A ética tem sido o principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da
humanidade. Sem ética, ou seja, sem a referência a princípios humanitários fundamentais
comuns a todos os povos, nações, religiões etc. A humanidade já teria se despedaçado até à
autodestruição. Também é verdade que a ética não garante o progresso moral da humanidade. O
fato de que os seres humanos são capazes de concordar minimamente entre si sobre princípios
como justiça, igualdade de direitos, dignidade da pessoa humana, cidadania plena, solidariedade
etc, cria chances para que esses princípios possam vir a ser postos em prática, mas não garante o
seu cumprimento. As nações do mundo já entraram em acordo em torno de muitos desses
princípios. A "Declaração Universal dos Direitos Humanos", pela ONU (1948), é uma
demonstração de o quanto a ética é necessária e importante. Mas a ética não basta como teoria,
nem como princípios gerais acordados pelas nações, povos, religiões etc.
Nem basta que as Constituições dos países reproduzam esses princípios (como a
Constituição Brasileira o fez, em 1988). É preciso que cada cidadão e cidadã incorporem esses
princípios como uma atitude prática diante da vida cotidiana, de modo a pautar por eles seu
comportamento. Isso traz uma consequência inevitável: frequentemente o exercício pleno da
cidadania (ética) entra em colisão frontal com a moral vigente... Até porque a moral vigente,
sob pressão dos interesses econômicos e de mercado, está sujeita a frequentes e graves
degenerações. Assim, nos deparamos com os erros, as fraudes, a informalidade e para o
combate a estes males usamos a técnica e a ciência da auditoria e principalmente da Perícia.

POR QUE SE FALA TANTO EM ÉTICAHOJE NO BRASIL?


Não só no Brasil se fala muito em ética hoje. Mas temos motivos de sobra para nos
preocuparmos com a ética no Brasil. O fato é que em nosso país assistimos a uma degradação
moral acelerada, principalmente na política. Ou será que essa baixeza moral sempre existiu?
Será que hoje ela está apenas vindo a público? Uma ou outra razão, ou ambas combinadas, são
motivos suficientes para uma reação ética dos cidadãos conscientes de sua cidadania.
O tipo de desenvolvimento econômico vigente no Brasil tem gerado estruturalmente e
sistematicamente situações práticas contrárias aos princípios éticos: gera desigualdades
crescentes, gera injustiças, rompe laços de solidariedade, reduz ou extingue direitos, lança
populações inteiras a condições de vida cada vez mais indignas. E tudo isso convive com
situações escandalosas, como o enriquecimento ilícito de alguns, a impunidade de outros, a
prosperidade da hipocrisia política de muitos etc. Afinal, a hipocrisia será de todos se todos não
reagirem eticamente para fazer valer plenamente os direitos civis, políticos e sociais
proclamados por nossa Constituição. E de bom alvitre lembrar que nesses últimos anos algo
tem acontecido para melhor, a influência do cidadão-presidente, sua Excelência Luiz Inácio
Lula da Silva está sendo vital, a esperança é real, notamos e sentimos a cada dia o aflorar da
ética entre nós!

VALORES ÉTICOS NA VIDAPRIVADAE PROFISSIONAL

Ética e convivência humana


Falar de ética é falar de convivência humana. São os problemas da convivência
humana que geram o problema da ética. Há necessidade de ética porque os seres humanos não
vivem isolados; e os seres humanos convivem não por escolha, mas por sua constituição vital.
Há necessidade de ética porque há o outro ser humano. Mas o outro, para a ética, não é apenas o
outro imediato, próximo, com quem convivo ou com quem casualmente me deparo. O outro está
j presente também no futuro (temporalidade) e está presente em qualquer lugar, mesmo que
distante (espacialidade). O princípio fundamental que constitui a ética é este; o outro é um
sujeito j de direitos e sua vida devem ser dignas tanto quanto a minha deve ser.
O fundamento dos direitos e da dignidade do outro é a sua própria vida e a sua
liberdade (possibilidade) de viver plenamente. As obrigações éticas da convivência humana
devem pautar-se não apenas por aquilo que já temos, já realizamos, já somos, mas também
por tudo aquilo que poderemos vir a ter, a realizar, a ser. As nossas possibilidades de ser são
parte cie nossos direitos e de nossos deveres. São parte da ética da convivência. A atitude ética
é uma atitude de amor pela humanidade.

Ética e justiça social.


A moral tradicional do liberalismo econômico e político acostumaram-nos a pensar
que o campo da ética é o campo exclusivo das vontades e do livre arbítrio de cada indivíduo.
Nessa tradição, também, a organização do sistema econômico-político-jurídico seria uma
coisa "neutra", "natural", e não uma construção consciente e deliberada dos homens em
sociedade. Por isso acostumamo-nos a julgar que não seja parte de minha responsabilidade
ética a situação do desempregado, do faminto, do que migrou por causa da seca, do que não
teve êxito na escola etc, só porque esses males não foram produzidos por mim diretamente.
Um sistema econômico-político-jurídico que produz estruturalmente desigualdades,
injustiças, discriminações, exclusões de direitos etc., é um sistema eticamente mau, por mais
que seja legalmente (moralmente) constituído. Em consequência, pelo outro lado: o fato de
existirem j injustiças sociais obriga-me eticamente a agir de modo a contribuir para a sua
superação.

Ética e sistema econômico.


O sistema econômico é o fator mais determinante de toda a ordem (e desordem)
social. É o principal gerador dos problemas, assim como das soluções éticas. O fato de o
sistema econômico parecer ter vida própria, independente da vontade das pessoas, contribui
para ofuscar a responsabilidade ética dos que estão em seu comando. O sistema econômico
mundial, do ponto de vista dos que o comandam, é uma vasta e complexa rede de hábitos
consentidos e àt compromissos reciprocamente assumidos, o que faz parecer que sua
responsabilidade et ar individual não exista.
A globalização (falsa universalidade) do sistema econômico cria a ilusão de que cie
seja legítimo. As multidões crescentes de desempregados, famintos e excluídos, entretanto,
são a demonstração dessa ilusão. A moral dominante do sistema econômico diz que, pelo
trabalho, qualquer indivíduo pode ter acesso à riqueza. A crítica econômica diz que a
reprodução da miséria econômica é estrutural. A ética diz que, sendo assim, exigem-se
transformações radicais e globais na estrutura do sistema econômico.
Ética e meio ambiente.
A voracidade predatória do sistema econômico vigente o faz enxergar a natureza tão
somente como fonte de matérias-primas para a produção de mercadorias. Com isso a natureza
torna-se ela própria uma mercadoria. O trabalho é a ação humana que transforma a natureza
para o homem. Mas para que o trabalho cumpra essa finalidade de sustentar e humanizar a
pessoa, deve realizar-se de modo autossustentável para a natureza e para a pessoa.
A voracidade predatória de nosso sistema econômico está rompendo perigosamente o
equilíbrio de auto sustentabilidade entre a natureza e as pessoas. Este é um dos problemas éticos
mais radicais da nossa geração, pois ameaça a sobrevivência futura do planeta e da humanidade.
Para se falar em dignidade da vida é preciso, antes, que haja vida. A moral dominante desse
sistema econômico separa a natureza da cultura, e com isso desumaniza a natureza e
desnaturaliza o homem. Preservar e cuidar da natureza são preservar e cuidar da humanidade,
das gerações atuais e futuras. Preservar e cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade ética
diante da natureza humana.

Ética e educação.
A educação é uma socialização das novas gerações de uma sociedade e, enquanto tal,
conserva os valores dominantes (a moral) naquela sociedade. A educação é também uma
possibilidade e um impulso à transformação: desenvolvimento das potencialidades dos
educandos.
Toda educação é uma ação interativa: se faz mediante informações, comunicação,
diálogo entre seres humanos. Em toda educação há outro em relação. Em toda educação, por
tudo isso, a ética está implicada. Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativa
e ao mesmo tempo, eticamente má, como foi a educação nazista, por exemplo.
Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A
educação ética (ou, a ética na educação) acontece quando os valores no conteúdo e no exercício
do ato de educar são valores humanos e humanizadores: a igualdade cívica, a justiça, a
dignidade da pessoa, a democracia, a solidariedade, o desenvolvimento integral de cada um e de
todos.

Ética e política
Política é a ação humana que deve ter por objetivo a realização plena dos direitos e,
portanto, da cidadania para todos. O projeto da política, assim, é o de realizar a ética, fazendo
coincidir com ela a realização da vontade coletiva dos cidadãos, o interesse público. A função
ética da política é eliminar, numa ponta, os privilégios de poucos; na outra ponta, as carências
de muitos; e instaurar o direito para todos.
São inegáveis os aprimoramentos das instituições políticas no Brasil, ao longo da sua
história. Mas são inegáveis igualmente as traições de uma parte da classe política contra essas
instituições e contra o mandato que lhes foi confiado. Requer-se, pois, o exercício da cidadania
ativa e criativa, tanto pelos políticos quanto pelos cidadãos: reforçando-se e aprimorando-se as
instituições políticas, fazendo-as valer de direito e de fato. A cidadania ativa, como luta pelos
próprios direitos e pelos direitos de todos, é o exercício cotidiano da ética na política.

Ética e corrupção
A corrupção é a suprema perversidade da vida econômica e da vida política de uma sociedade. E
a subversão dos valores social e culturalmente proclamados e assumidos como j legítimos. A
corrupção, seja ativa ou passiva, é a força contrária, o contra fluxo destruidor o: ordem social. E
a negação radical da ética, porque destrói na raiz as instituições criadas par_ realizar direitos. A
corrupção é antiética.
A corrupção pode, em situações extremas e absurdas, chegar a tomar-se a moral
estabelecida, a ponto de gerar nos cidadãos o conformismo com o mal social. A história
recente de nosso país tem nesse ponto um dos maiores desafios a enfrentar. Ou bem os
cidadãos reagem ativamente e os responsáveis legais agem exemplarmente sem concessões à
impunidade, ou bem o país avança rapidamente para a desagregação. Indignar-se, resistir e
combater a corrupção é um dos principais desafios éticos da política partidária, dos Auditores,
dos Peritos, no Brasil. Assim sendo, perguntamos: é ético usarmos o CPF, o CNPJ, a DIRPF e
a DIRPJ e assim usarmos a "contabilidade" irregularmente, em benefício próprio e em
detrimento aos patrimônios de nossos semelhantes?

Ética e cidadania
As instituições sociais e políticas têm uma história. É impossível não se reconhecer o
seu desenvolvimento e o seu progresso em muitos aspectos, pelo menos do ponto de vista
formal. A escravidão era legal no Brasil até 120 anos atrás. As mulheres brasileiras
conquistaram o direito de votar apenas há 60 anos e os analfabetos apenas há 12 anos.
Chamamos isso de ampliação da cidadania.
Mas há direitos formais (civis, políticos e sociais) que nem sempre se realizam como
direitos reais. A cidadania nem sempre é uma realidade efetiva, nem para todos. A efetivação
da cidadania e a consciência coletiva dessa condição são indicadores do desenvolvimento
moral e ético de uma sociedade. Para a ética não basta que exista um elenco de princípios
fundamentais e direitos definidos nas Constituições. O desafio ético para uma nação é o de
universalizar os direitos reais, permitindo a todos a cidadania plena, cotidiana e ativa.
A ética tem por finalidade a investigação, análise e explicação do comportamento
moral humano, ou seja, o conjunto de princípios e valores que orientam as relações humanas.
Os dez mandamentos são considerados como sendo o primeiro código ético e remontam à
antiguidade.
Cidadania é um processo que começou nos primórdios da humanidade, não é algo
pronto, acabado. A cidadania se efetiva num processo de conhecimento e conquista dos
direitos humanos. Inúmeros são os direitos que deveriam ser naturais de todo ser humano: o
direito à vida, à igualdade, etc. independentemente de cor, sexo, religião ou nacionalidade.

ÉTICANAS ORGANIZAÇÕES MODERNAS


Nesses tempos de globalização e reestruturação competitiva, as empresas que se
preocupam com a ética e conseguem converter suas preocupações em práticas efetivas,
mostram-se mais capazes de competir com sucesso e conseguem obter não apenas a satisfação
e a motivação dos seus profissionais, mas também resultados compensadores em seus
negócios.
Ética, enquanto filosofia e consciência moral, é essencial à vida em todos os seus
aspectos, seja pessoal, familiar, social ou profissional.

Assim, enquanto profissionais e pessoas, dependendo de como nos comportamos, por


exemplo, em nossas relações de trabalho, podemos estar colocando seriamente em risco nossa
reputação, nossa empresa e o sucesso em nossos negócios.
A sobrevivência e evolução das organizações e de seus atos, portanto, estão associadas
cada vez mais a sua capacidade de adotar e aperfeiçoar condutas marcadas pela seriedade,
humildade, justiça e pela preservação da integridade e dos direitos dos profissionais; o mesmo
acreditamos ser, para a pessoa física, pois as duas estão atreladas, neste trabalho, através do
CPF, da DIRPF, da DIRPJ, do CNPJ, e da contabilidade, regulares.
Ganhos e benefícios:
Possibilidades de construir uma cultura ética profissional e empresarial verdadeira e
apropriada aos novos tempos;
• Harmonia e equilíbrio dos interesses individuais e institucionais;
• Satisfação e motivação dos colaboradores e melhoria da sua qualidade de vida
integral;
• Fortalecimento das relações da empresa com todos os agentes envolvidos direta ou
indiretamente com suas atividades;
• Melhoria da imagem e da credibilidade da empresa e de seus negócios;
• Melhoria da qualidade, resultados e realizações empresariais;
• Defesa do patrimônio através dos vieses aqui explicitados.

ÉTICA PROFISSIONAL
Muitos autores definem a ética profissional como sendo um conjunto de normas de
conduta que deverão ser postas em prática no exercício de qualquer profissão. Seria a ação
"reguladora" da ética agindo no desempenho das profissões, fazendo com que o profissional
respeite seu semelhante quando no exercício da sua profissão.
A ética profissional estudaria e regularia o relacionamento do profissional com sua
clientela, visando a dignidade humana c a construção do bem-estar no contexto sociocultural
onde exerce sua profissão.
Ela atinge todas as profissões e quando falamos de ética profissional estamos nos
referindo ao caráter normativo e até jurídico que regulamenta determinada profissão a partir de
estatutos e códigos específicos.
Assim temos a ética médica, do advogado, do biólogo, do contador, do perito, do
auditor, do administrador, do economista, do engenheiro, etc.
Acontece que, em geral, as profissões apresentam a ética firmada em questões muito
relevantes que ultrapassam o campo profissional em si. Questões como o aborto, pena de morte,
sequestros, eutanásia, AIDS, por exemplo, são questões morais que se apresentam como
problemas éticos - porque pedem uma reflexão profunda - e, um profissional, ao se debruçar
sobre elas, não o faz apenas como tal, mas como um pensador, um "filósofo da ciência", ou
seja, da profissão que exerce. Desta forma, a reflexão ética entra na moralidade de qualquer
atividade profissional humana.
Sendo a ética inerente à vida humana, sua importância é bastante evidenciada na vida
profissional, porque cada profissional tem responsabilidades individuais e responsabilidades
sociais, pois envolvem pessoas que dela se beneficiam.
A ética é ainda indispensável ao profissional, porque na ação humana "o fazer" e "o
agir" estão interligados. O fazer diz respeito à competência, à eficiência que todo profissional
deve possuir para exercer bem a sua profissão. O agir se refere à conduta do profissional, ao
conjunto de atitudes que deve assumir no desempenho de sua profissão.
A ética baseia-se em uma filosofia de valores compatíveis com a natureza e o fim de
todo ser humano, por isso, "o agir" da pessoa humana está condicionado a duas premissas
consideradas básicas pela Ética: "o que é" o homem e "para que vive", logo toda capacitação
científica ou técnica precisa estar em conexão com os princípios essenciais da Ética.
Constata-se então o forte conteúdo ético presente no exercício profissional e sua
importância na formação de recursos humanos.

INDIVIDUALISMO E ÉTICAPROFISSIONAL
Parece ser uma tendência do ser humano, como tem sido objeto de referências de
muitos estudiosos, a de defender, em primeiro lugar, seus interesses próprios e, quando esses
interesses são de natureza pouco recomendável, ocorrem seríssimos problemas.
O valor ético do esforço humano é variável em função de seu alcance em face da
comunidade. Se o trabalho executado é só para auferir renda, em geral, tem seu valor restrito.
Por outro lado, nos serviços realizados com amor, visando ao benefício de terceiros,
dentro de vasto raio de ação, com consciência do bem comum, passa a existir a expressão social
do mesmo.
Aquele que só se preocupa com os lucros, geralmente, tende a ter menor consciência
de grupo. Fascinado pela preocupação monetária, a ele pouco importa o que ocorre com a sua
comunidade e muito menos com a sociedade.
Sabemos que a conduta do ser humano pode tender ao egoísmo, mas, para os
interesses de uma classe, de toda uma sociedade, é preciso que se acomode às normas, porque
estas devem estar apoiadas em princípios de virtude.

CLASSES PROFISSIONAIS
A classe profissional é, pois, um grupo dentro da sociedade, específico, definido por
sua especialidade de desempenho de tarefa.
A questão, pois, dos grupamentos específicos, sem dúvida, decorre de uma
especialização, motivada por seleção natural ou habilidade própria, e hoje constitui-se em
inequívoca força dentro das sociedades.
A formação das classes profissionais decorreu de forma natural, há milênios, e se
dividiram cada vez mais.
Historicamente, atribui-se à Idade Média a organização das classes trabalhadoras,
notadamente as de artesãos, que se reuniram em corporações.
A divisão do trabalho é antiga, ligada que está à vocação e cada um para determinadas
tarefas e às circunstâncias que obrigam, às vezes, a assumir esse ou aquele trabalho; ficou
prático para as pessoas, em comunidade, transferirem tarefas e executarem as suas.

Código de ética
Um código de ética é um acordo explícito entre os membros de um grupo social: uma
categoria profissional, um partido político, uma associação civil etc. Seu objetivo é explicitar
como aquele grupo social, que o constitui, pensa e define sua própria identidade política e
social; e como aquele grupo social se compromete a realizar seus objetivos particulares de um
modo compatível com os princípios universais da ética.
O código de ética é importante porque proporciona um tipo de estabilidade e
estabelece pontos de convergência para qualquer um dentro de uma organização.
Fica fácil compreender como um empregado ou gerente de uma grande empresa pode
ser presa de pressões e problemas internos de modo que passe para segundo plano o propósito
dos negócios.
Um código não são princípios abstratos colocados num papel. É preciso encará-lo
como uma parte viva da empresa. Um código que não é aplicável ou utilizável não é um código.

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL


É uma espécie de contrato de classe e os órgãos de fiscalização do exercício da
profissão passam a controlar a execução de tal peça magna. Tudo deriva, pois, de critérios de
condutas de um indivíduo perante seu grupo e o todo social.
Tem como base as virtudes que devem ser exigíveis e respeitadas no exercício da
profissão, abrangendo o relacionamento com usuários, colegas de profissão, classe e sociedade.
O interesse no cumprimento do aludido código passa, entretanto a ser de todos. O
exercício de uma virtude obrigatória toma-se exigível de cada profissional, como se uma lei
fosse, mas com proveito geral.
1. Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade contribuir com seus
conhecimentos capacidade e experiência para melhor servir a humanidade.
2. Considerar a profissão com auto título de honra e não praticar nem permitir a
prática de atos que comprometam a sua dignidade.
3. Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas.
4. Não praticar qualquer ato que, direta ou indiretamente, possa prejudicar
legítimos interesses de outros profissionais.

5.Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam


competição de preços por serviços profissionais.
6.Amar dentro da melhor técnica e do mais elevado espírito público, devendo, quando
Consultor, limitar seus pareceres as matérias específicas que tenham sido objeto da consulta.
7.Exercer o trabalho profissional com lealdade, dedicação e honestidade para com
seus clientes e empregadores ou chefes, a com espírito de justiça e equidade para com os
contratantes.
8.Ter sempre em vista o bem estar e o progresso funcional dos seus empregados ou
subordinados e tratá-los com retidão, justiça e humanidade.
Colocar-se a par da legislação que rege o exercício profissional do contador, de perito, de
auditor, visando cumpri-la corretamente e colaborar para sua atualização e aperfeiçoamento.
10- Ser associado da APJEP(Associação dos Peritos Judiciais e extrajudiciais de
Pernambuco).

VIRTUDES PROFISSIONAIS
Não obstante os deveres de um profissional, os quais são obrigatórios, devem ser
levadas em conta as qualidades pessoais que também concorrem para o enriquecimento de sua
atuação profissional, algumas delas facilitando o exercício da profissão.
Muitas destas qualidades poderão ser adquiridas com esforço e boa vontade,
aumentando neste caso o mérito do profissional que, no decorrer de sua atividade profissional,
consegue incorporá-las à sua personalidade, procurando vivenciá-las ao lado dos deveres
profissionais.
O consultor dinamarquês Clauss MOLLER fez uma associação entre as virtudes
lealdade, responsabilidade e iniciativa como fundamentais para a formação de recursos
humanos. Segundo Clauss Moller o futuro de uma carreira depende dessas virtudes.
O senso de responsabilidade é o elemento fundamental da empregabilidade, por
exemplo. Sem responsabilidade a pessoa não pode demonstrar lealdade, nem espírito de
iniciativa. Uma pessoa que se sinta responsável pelos resultados da equipe terá maior
probabilidade de agir de maneira mais favorável aos interesses da equipe e de seus clientes,
dentro e fora da organização. A consciência de que se possui uma influência real constitui uma
experiência pessoal muito importante.
É algo que fortalece a autoestima de cada pessoa. Só pessoas que tenham autoestima e
um sentimento de poder próprio são capazes de assumir responsabilidade. Elas sentem um
sentido na vida, alcançando metas sobre as quais concordam previamente e pelas quais
assumiram responsabilidade real, de maneira consciente.
As pessoas que optam por não assumir responsabilidades podem ter dificuldades em
encontrar significado em suas vidas. Seu comportamento é regido pelas recompensas e sanções
de outras pessoas - chefes e pares. Pessoas desse tipo jamais serão boas integrantes de equipes.
A lealdade é o segundo dos três principais elementos que compõe a empregabilidade,
o profissionalismo. Um funcionário leal, um profissional leal, se alegra quando a organização
ou seu departamento é bem sucedido, defende a organização, tomando medidas concretas
quando ela é ameaçada, tem orgulho de fazer parte da organização, fala positivamente sobre ela
e a defende contra críticas.
Lealdade não quer dizer necessariamente fazer o que a pessoa ou organização à qual
você quer ser fiel quer que você faça. Lealdade não é sinônimo de obediência cega. Lealdade
significa fazer críticas construtivas, mas as manter dentro do âmbito da organização. Significa
agir com a convicção de que seu comportamento vai promover os legítimos interesses da
organização. Assim, ser leal às vezes pode significar a recusa em fazer algo que você acha que
poderá prejudicar a organização, a equipe de funcionários.
No Reino Unido, por exemplo, essa ideia é expressa pelo termo "Oposição Leal a Sua
Majestade". Em outras palavras, é perfeitamente possível ser leal a Sua Majestade - e, mesmo
assim, fazer parte da oposição. Do mesmo modo, é possível ser leal a uma organização ou a
uma equipe mesmo que você discorde dos métodos usados para se alcançar determinados
objetivos.
Na verdade, seria desleal deixar de expressar o sentimento de que algo está errado, se é
isso que você sente.
As virtudes da responsabilidade e da lealdade são completadas por uma terceira, a
iniciativa, capaz de colocá-las em movimento. Tomar a iniciativa de fazer algo no interesse da
organização significa ao mesmo tempo, demonstrar lealdade pela organização. Em um contexto
de empregabilidade, tomar iniciativas não quer dizer apenas iniciar um projeto no interesse da
organização ou da equipe, mas também assumir responsabilidade por sua complementação e
implementação.
Gostaríamos ainda, de acrescentar outras qualidades que consideramos importantes no
exercício de uma profissão. SOMOS AUDITORES, SOMOS PERITOS, São elas:
Honestidade: A honestidade está relacionada com a confiança que nos é depositada,
com a responsabilidade perante o bem de terceiros e a manutenção de seus direitos. É muito
fácil encontrar a falta de honestidade quanto existe a fascinação pelos lucros, privilégios e
benefícios fáceis, pelo enriquecimento ilícito em cargos que outorgam autoridade e que têm a
confiança coletiva de uma coletividade.
Sigilo: O respeito aos segredos das pessoas, dos negócios, das empresas, deve ser
desenvolvido na formação de futuros profissionais, pois se trata de algo muito importante. Uma
informação sigilosa é algo que nos é confiado e cuja preservação de silêncio é obrigatória.
Competência: Competência, sob o ponto de vista funcional, é o exercício do
conhecimento de forma adequada e persistente a um trabalho ou profissão.
Prudência: Todo trabalho, para ser executado, exige muita segurança. A prudência,
fazendo com que o profissional analise situações complexas e difíceis com mais facilidade e de
forma mais profunda e minuciosa, contribui para a maior segurança, principalmente das
decisões a serem tomadas. A prudência é indispensável nos casos de decisões sérias e graves,
pois evita os julgamentos apressados e as lutas ou discussões inúteis.
Coragem: A coragem nos ajuda a reagir às críticas, quando injustas, e a nos defender
dignamente quando estamos cônscios de nosso dever. Nos ajuda a não ter medo de defender a
verdade e a justiça, principalmente quando estas forem de real interesse para outrem ou para o
bem comum. Temos que ter coragem para tomar decisões, indispensáveis e importantes, para a
eficiência do trabalho, sem levar em conta possíveis atitudes ou atos de desagrado dos chefes
ou colegas.
Perseverança: Qualidade difícil de ser encontrada, mas necessária, pois todo trabalho
está sujeito a incompreensões, insucessos e fracassos que precisam ser superados, prosseguindo
o profissional em seu trabalho, sem entregar-se a decepções ou mágoas. E louvável a
perseverança dos profissionais que precisam enfrentar os problemas do subdesenvolvimento.
Compreensão: Qualidade que ajuda muito um profissional, porque é bem aceito pelos
que dele dependem, em termos de trabalho, facilitando a aproximação e o diálogo, tão
importante no relacionamento profissional.
Humildade: O profissional precisa ter humildade suficiente para admitir que não é o
dono da verdade e que o bom senso e a inteligência são propriedade de um grande número de
pessoas.
Imparcialidade: E uma qualidade tão importante que assume as características do dever, pois se
destina a se contrapor aos preconceitos, a reagir contra os mitos (em nossa época dinheiro,
técnica, sexo...), a defender os verdadeiros valores sociais e éticos, assumindo principalmente
uma posição justa nas situações que terá que enfrentar. Para ser justo é preciso ser imparcial,
logo ajustiça depende muito da imparcialidade.
Otimismo: Em face das perspectivas das sociedades modernas, o profissional precisa e
deve ser otimista, para acreditar na capacidade de realização da pessoa humana, no poder do
desenvolvimento, enfrentando o futuro com energia e bom-humor.

ÉTICA PROFISSIONAL: O DEVER DA AJUDA NA PR4TICA DA VIRTUDE-NO


COMBATE AOS ERROS E ÁS FRAUDES E Á INFORMALIDADE

Muitos são os deveres que um profissional possui em relação aos seus colegas. Dentre
todos, um dos que mais se torna importante, para o fortalecimento de uma comunidade,
encontra-se aquele dever ético da ajuda. O ajudar, o cuidar envolve um complexo de atitudes.
Exclui, apenas, a conivência no vicio, no erro, na fraude, da informalidade.
Isto não significa, todavia, que se deva abandonar ou condenar definitivamente um
colega porque ele cometeu enganos.
Todos podemos cometer erros e é natural que os cometamos em situações de
inexperiência, falta de orientação, educação insuficiente, más companhias, circunstâncias
adversas, fortes desilusões, depressões mentais, problemas de saúde , em suma muitos fatores
adversos podem conduzirão rompimento com a virtude.
Ninguém deve auto julgar-se absolutamente perfeito e todos estamos sujeitos a
enganos maiores ou menores. A ajuda, portanto, inclui essa especial assistência nossa ao colega
para que possa reconduzir-se ao caminho do bem, para que possa retornar a virtude ou até
absorver exemplos que em verdade não tinha ainda sido despertado para eles.
É normal que o ser humano possa ser vítima, e de fato o é, da inveja, da calúnia, da
perseguição pertinaz, da traição, em suma de vícios de terceiros que nos atingem e que para
combatê-los outros venham a ser praticados, como o de igualar-se ao malfeitor. Partindo do
princípio que o semelhante com o semelhante se cura (como é o caso de injetar-se no corpo o
veneno de ofídios, ou sejam as vacinas, quando a pessoa é por eles atingida) muitos outros erros
se acumulam quando se revida com a prática do mau.
O referido principio que tão bem se aplica ao corpo, deixa de aplicar-se aos domínios
ia ética, no caso enfocado, pois, ninguém se ajuda sem ajudar o seu semelhante. Quando um
colega pratica erros, a primeira coisa que nos cabe fazer, é aproximarmos dele para contribuir
com exemplos e boas palavras para que se recupere. Ninguém está absolutamente perdido se
tem ainda dentro de si a capacidade de absorver a virtude e se não é infenso á orientação.

ÉTICA PROFISSIONAL - É POSSÍVEL NUM PAÍS SUBDESENVOLVIDO OU


EM DESENVOLVIMENTO?

É possível falar de ética profissional no Brasil? O Brasil parece um estado feudal imperfeito
porque peca por excessos (burocracia, leis, cobrança, etc). Neste estado feudal imperfeito
formam-se corporações: cada grupo de profissionais procura defender seus interesses
particulares, sem consciência social e cívica, muitas das classes existentes.
A primeira constatação que se deve fazer é que a sociedade mudou. Aconteceu a
explosão demográfica, a industrialização, a predominância da ciência e da tecnologia, o
empresamento, o surgimento do estado moderno, , estamos na era da informação, na era da
contabilidade, enfim, a passagem de uma sociedade agrária, complexa, pluralista, individualista
e com divisão de trabalho, mesmo dentro das diversas categorias profissionais.
No Brasil, o problema da ética profissional começa a partir dos seguintes fatos:
• Estado brasileiro cobra dos assalariados o equivalente aos Estados escandinavos;
• Não oferece retorno (esquece, em muitos casos, suas funções sociais);
• Paga muito mal certos profissionais;
• Possui uma burocracia ineficaz e incompetente
• Tem um sistema tributário ineficaz.
Portanto, a ética profissional pressupõe normas morais, gerais e coletivas e também
uma organização moderna do Estado: uma consciência social e cívica, a partir, do mundo
político e do mundo econômico.
A sociedade brasileira evoluiu e mudou profundamente sua maneira de ser e se
organizar. Passou de uma cultura agrária, tradicional, para uma realidade urbana, industrial.
Modernizou-se. Por outro lado o estado permanece atrasado, ineficaz e não cumprindo sua
função social, em muitas esferas.

Ética e profissionalismo: uma combinação perfeita.


SOMOS CONTADORES, SOMOS PERITOS, SOMOS AUDITORES, SOMOS
CIDADÃOS ÉTICOS!

Nos últimos anos, as organizações dão uma atenção especial à ética corporativa
promovendo debates com os funcionários e chegando, inclusive, a criar um instrumento que
esclarece as diretrizes e as normas da organização: o código de ética. Através dessa ferramenta,
tanto a empresa quanto o colaborador podem esclarecer dúvidas e evitar problemas. O assunto
ganha força, principalmente, quando o profissional perde a noção e atropela determinados
limites. Isto vem sendo evidenciado em organizações que disponibilizam a Internet como
instrumento de trabalho. No Brasil, por exemplo, o Banco Central já faz o monitoramento da
Web para que os funcionários restrinjam seu uso apenas para fins relacionados à rotina do
trabalho; a Receita Federal do Brasil caminha no mesmo sentido, na mesma direção. Para
melhor entender esta parte do livro, passamos a relatar as ideias do Psicólogo Rogério Martins
diretor da Persona Consultoria & Eventos:
RH.COM.BR - Por que motivo as organizações têm dado uma atenção especial à ética
profissional?
Rogério Martins - O Brasil vive um momento onde os valores éticos, de forma geral, têm sido
discutidos nos diversos meios de comunicação e na comunidade. São escândalos constantes
envolvendo personalidades públicas onde se tem colocado aprova os valores de nossa
sociedade. Isto reflete diretamente nas empresas e nos consumidores de todo o mundo, que
estão mais atentos à ética do que nunca. Empresas que não possuem uma adequada política de
Recursos Humanos, qualidade de produtos e serviços, meio ambiente e de responsabilidade
social serão encaradas pelo mercado consumidor como antiéticas e passarão a sofrer as
consequências da crescente competitividade empresarial. Portanto, possuir uma política e
práticas de ética profissional tornaram-se fundamentais para a sobrevivência das organizações.
RH - Será que os funcionários estariam desaprendendo as "boas maneiras" do
comportamento profissional?
RM - Assim como as empresas, as pessoas também passam por uma profunda crise de
identidade ética. Há muito tempo que a criatividade, característica de nosso povo, deu espaço ao
"jeitinho" ou à famosa "lei de Gerson", onde levar vantagem é fundamental. O mercado
profissional, os meios de ensino e a sociedade capitalista vêm formando nas pessoas um
comportamento de competição acirrada e de busca pelo sucesso profissional a todo preço. Com
isto, muitos se esquecem ou desaprendem um dos valores básicos da convivência em sociedade
que é o respeito à individualidade do outro. Algumas pessoas e empresas perceberam que
competir com ética é a saída para o crescimento pessoal, profissional e de mercado, bem como
de nossa sociedade, portanto, cada vez mais reaprender as "boas maneiras" do comportamento
profissional é fundamental. Como exemplo, cito uma das empresas onde desenvolvemos um
trabalho com enfoque justamente no comportamento social e na postura profissional. Este
trabalho vem sendo desenvolvido há um ano e é incrível como as pessoas estão carentes deste
tipo de trabalho. Durante o evento, e muitas vezes após o encerramento, as pessoas nos
procuram para solicitar informações sobre como proceder em situações que ocorrem no dia-a-
dia e envolvem desde clientes, fornecedores e até mesmo o chefe. Algumas delas contam
situações vividas que demonstram areai necessidade de ações diretas envolvendo a ética
profissional.
RH - Algumas organizações vão além dos discursos e partem para algo mais concreto,
os chamados códigos de ética. Qual a sua opinião sobre este tipo de ferramenta?
RM - A elaboração de um código de ética próprio me faz lembrar a época em que as
empresas disseminaram seus planos de missão, valores e visão. Com isto as empresas deixavam
claro para seus funcionários, clientes, fornecedores e acionistas a que vieram e onde queriam
chegar. A criação de um código de ética elaborado pelas empresas é muito interessante, pois é
uma forma prática e aberta da organização apresentar novamente aos seus funcionários, clientes,
fornecedores e acionistas o modo de conduta da empresa, cumprindo assim um papel
fundamental na consolidação da credibilidade perante a sociedade. Com isto, conclui-se que se
as regras do jogo estão claras para todos, futuramente não existirão divergências de conduta de
qualquer um dos lados envolvidos. Vejo também que é um passo de extrema maturidade na
relação entre empregado e empregador, pois assim há o direito de escolha por parte dos
envolvidos de compactuar ou não com os valores definidos no código.
RH - Os códigos de ética podem ser considerados a melhor solução para conduzir o
comportamento dos trabalhadores?
RM - Talvez não seja a melhor, mas contribui muito para que não se tenha mal
entendidos entre as partes envolvidas. Com o crescente acesso da tecnologia, principalmente a
Internet muitas empresas criaram regras próprias para o uso deste recurso, o que tem
contribuído para uma maior transparência nas relações internas. Recentemente a revista Você
S.A. publicou uma pesquisa realizada na Internet sobre quais seriam as dez competências que os
profissionais consideram mais importantes para o sucesso na carreira. O resultado obtido entre
110 pessoas revela que a iniciativa e a ética são as competências mais importantes, visto terem
sido as mais votadas, à frente inclusive de competências como relacionamento, compromisso
com resultados, criatividade, motivação e outros.

RH - Então, como uma empresa poderia estruturar um código de ética para que este
atenda tanto aos interesses da organização como aos colaboradores?
RM - O código de ética deve, em primeiro lugar, estar alinhado com a missão e os
valores da organização. Se isto não estiver definido e divulgado na empresa, não adianta partir
para a criação de um código de ética. O código deve ser objetivo, direto e escrito de forma que
todos compreendam. Deve apresentar a visão da organização sobre a conduta interna de seus
funcionários, as relações com os clientes, fornecedores e concorrentes. E importante que a
empresa organize um comitê contendo representantes de diversas áreas para a elaboração do
código, bem como para realizar sua atualização e revisão quando necessários. Após sua
elaboração, deve atingir a todos os envolvidos através de uma estratégia de divulgação
previamente definida pelo comitê.
RH - Que tipo de contribuição o profissional de RH poderia dar, por exemplo, na
elaboração de um código de ética?
RM - A participação do profissional de Recursos Humanos é fundamental na
elaboração de um código de ética visto que ele é o profundo conhecedor das relações humanas
dentro da organização. Sua contribuição será alinhar as ações propostas no código com a
realidade da organização e que venham a tornar práticas as ações propostas. Entretanto, ele não
deve atuar sozinho, pois a visão de outros profissionais é muito importante para o sucesso da
elaboração de um código de ética amplo e bem definido.
RH - E quanto aos colaboradores, existem dicas para que estes não transgridam a
ética, principalmente, quando atuam em empresas onde não são adotados códigos?
RM - Sim. Em primeiro lugar, ele deve procurar conhecer os valores internos da
organização e isto pode ser feito com um conversa com os superiores e colegas da própria área
e das demais que compõem a empresa. Conhecendo os valores da empresa ele terá condições de
avaliar sua conduta atual com a esperada pela empresa, fazendo uma espécie de auto-análise de
sua postura profissional. Outras dicas para se dar bem no dia-a-dia sem transgredir a ética
profissional são: ouvir mais do que falar; evitar fofocas; não falar mal da empresa,
principalmente com desconhecidos, pois se o profissional não está satisfeito onde trabalha, ele
deve procurar uma nova oportunidade ao invés de ficar lamentando-se ou denegrindo a imagem
da organização; ter cuidado com o excesso de sinceridade; saber utilizar o humor corretamente,
pois é muito desagradável pessoas que não possuem limites para as brincadeiras e piadinhas;
utilizar os recursos da empresa como o telefone e o computador, estritamente para as atividades
profissionais; vestir-se e portar-se de forma adequada ao ambiente profissional. É importante o
profissional ler muito a respeito e se possível participar de fóruns e treinamentos sobre o
assunto.
RH - O Sr. poderia citar algum "caso" de empresas que tenham adotado códigos de
ética e que não tenham alcançado o sucesso esperado ou mesmo ocorrido o contrário?
RM - Há diversos casos de sucesso apresentados em revistas, livros e na Internet, porém destaco
dois deles que são clientes da Persona Consultoria e conhecemos os resultados. O primeiro é
uma empresa metalúrgica que possui uma carta de compromisso onde são definidas regras de
conduta a fim de evitar a evasão de tecnologia e informações sobre a empresa. Desde que esta
carta foi implantada a empresa nunca teve problemas com funcionários demitidos ou
demissionários que transferiram tecnologia para os concorrentes. Outro caso é o de uma
empresa que tornou público para seus funcionários e parceiros de serviços, seu código de ética e
assim consegue maior transparência nas relações internas e externas. Pessoalmente, desconheço
algum caso onde a implantação de um código de ética não tenha obtido sucesso, mesmo porque
sua intenção é de orientar os funcionários sobre sua forma de conduta e atuação na organização.

ÉTICANOS TRABALHOS DE AUDITORIA E DE PERÍCIA CONTÁBIL


Profissões consagradas no Brasil como sendo de "primeira linha", como o
ADVOGADO e o MÉDICO, reflexo de uma cultura "importada" da Europa, têm o seu código
de ética muito divulgado, e mesmo aquelas pessoas que não entendem profundamente sobre as
atividades desenvolvidas por estas profissões, o consideram extremamente importante para que
estes profissionais atuem em conformidade com o que emana o seu código.
Por serem profissões de grande apelo público, a ética está vinculada ao "modus
operandi" com que cada profissional executa as suas atividades, e as pessoas leigas são capazes
de distinguir os bons e os maus profissionais, mesmo sem reflexões técnicas sobre o código
inerente a estas categorias.
Na área da Contabilidade, também há um código de ética muito profundo, e que as
vezes não é tão divulgado como deveria ser, principalmente nas Instituições de Ensino Superior.
O código de ética do Contador está regulamentado, e atualizado, através da Resolução
n° 803/96, emitida pelo Conselho Federal de Contabilidade em 10 de outubro de 1996, onde
todas as categorias desmembradas do curso de Bacharel em Ciências Contábeis, como aquelas
que exercem atividades de Contador, Analista Financeiro, Fiscal de Tributos, Auditor, Perito,
dentre outras, devem conhecer detalhadamente, divulgar e seguir o que está escrito.
A Auditoria e a Perícia Contábil são atividades de extremo envolvimento com estudos
que visam proporcionar aos usuários dos dados gerados pela Contabilidade, total transparência
sobre os fatos, muitas vezes servindo de prova cabal na tomada de decisões.
A Auditoria e a Perícia Contábil fornecem elementos que são tidos quase sempre
como verdades absolutas, incontestáveis, onde as pessoas contratantes destes serviços têm em
mente que os trabalhos foram desenvolvidos por profissionais com independência de interesses
sobre a matéria analisada, oferecendo segurança na tomada de decisões.
É neste contexto que afirmamos que não é dado o devido valor pela grande maioria da
sociedade caruaruense sobre os trabalhos executados por estas duas categorias de Contadores,
pois as pessoas não conseguem vislumbrar as consequências desastrosas que um parecer
errôneo, ou um laudo pericial mal estruturado, podem trazer às organizações e ás pessoas físicas
em Caruaru.
Por serem profissões de envolvimento quase que direto com conflitos, de natureza
técnica ou pessoal, é que a ética deve prevalecer sobre quaisquer interesses durante todas as
fases de execução dos trabalhos e, também, a ciência irmã, o direito.
Estar em harmonia com o pensamento é não deixar que fatos estranhos à matéria
auditada ou periciada influenciem na execução dos trabalhos, com o intuito de beneficiar a
terceiros.
Embora sejam normas emitidas para profissões diferentes, guardam no seu bojo,
filosofia ética afeta aos Contadores que executam atividades de Auditoria e de Perícia, onde
procuramos condensar o que existe de comum no código de conduta, através de tópicos,
destacando-se:
• Comprometimento técnico-profissional, somente aceitando trabalhos que julgue
estar capacitado totalmente de recursos para desenvolvê-los, recusando os serviços que não tiver
capacidade de execução;
• Independência total no desenvolvimento dos trabalhos em todas as fases, se não
deixando influenciar por fatores estranhos que caracterizem a perda de
imparcialidade;
• Cobrança de honorários compatíveis com os trabalhos desenvolvidos, avaliando
principalmente a relevância e o vulto do serviço a ser executado;
• Sigilo total das informações coletadas nos trabalhos de campo, somente divulgando-
as a terceiros mediante autorização expressa da entidade, ou salvo quando houver obrigação
legal.
Buscando enriquecer e divulgar a linha de conduta que deve ser seguida pelos
Auditores e Peritos Contábeis, na sequência resgatamos o artigo 5° da Resolução n° 803/96,
Código de Ética Profissional do Contabilista, emitida pelo CFC, no que concerne às atividades
do Contador, enquanto Perito, Assistente Técnico, Auditor ou Árbitro, atendo-nos ao tema
principal que é a ética.
I. "Recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da
especialização requerida;
II. Abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de
perícia, mantendo-se absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo;
III. Abster-se de expressar argumentos ou dar a reconhecer sua convicção pessoal
sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas, ou da justiça da causa em que estiver
servindo, mantendo-se o seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos propostos;
IV. Considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido a
sua
apreciação;
V. Mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer
efeito sobre peça contábil objeto de seu trabalho;
VI.Abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente
informado e munido de documentos;
Vil. Assinalar equívocos em divergências que encontrar no que concerne à aplicação
dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade editadas
pelo Conselho Federal de Contabilidade;
VIII. Considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peças
contábeis observando as restrições contidas nas Normas Brasileiras de Contabilidade editadas
pelo Conselho Federal de Contabilidade;
IX. Atender à fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho
Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição desses, sempre que solicitado,
papéis de trabalho, relatórios e outros documentos que deram origem a execução dos trabalhos".
Após estas considerações, fica evidente que a responsabilidade pelo respeito à ética
por parte dos Auditores e Peritos é fundamental para a plena execução das suas atividades com
o devido profissionalismo que estes trabalhos necessitam.
Baseado na legislação regulamentada pelo CFC, percebemos que à ética destes profissionais
deve estar presente em todas as etapas, desde as fases pré e pós-trabalhos desenvolvidos, para
que as suas considerações revistam-se da maior qualidade e confiabilidade, não dando margem
a qualquer questionamento quanto à lisura do produto final dos serviços, que é o laudo ou
parecer.
Em um país como o Brasil, onde o que se divulga são, na sua maioria, os desmandos,
as operações ilícitas, a sonegação de informações, a corrupção, dentre outras anomalias, o
respeito à ética por parte dos Auditores e Peritos reveste-se de importância ainda maior, pois os
seus serviços estão sendo contratados por alguém que possui a plena convicção da neutralidade
e fidedignidade dos fatos/transações apuradas por estes profissionais.
Como um doente que é mal diagnosticado, e que pode vir a morrer pela negligência de
um médico, também o patrimônio de uma empresa, ou de uma pessoas física, podem ser
pessimamente interpretados por Auditores ou Peritos, e é com esta responsabilidade, de não
cometer "diagnósticos" errôneos, que estes profissionais devem desempenhar a função para a
qual foram contratados com o máximo de ética.
Apesar da extrema competição entre as pessoas, neste mundo cada vez mais
globalizado, o que deve ficar cristalino é que nada justifica a falta de ética no desempenho das
atividades de uma profissão, e que nas funções de Auditor ou de Perito, os Contadores devem
ter em mente a sua responsabilidade social na execução e divulgação dos seus trabalhos.
Devemos difundir cada vez mais à ética entre as pessoas, e principalmente na nossa
categoria de Contadores, enfocamos durante toda esta matéria as atividades de Perícia e
Auditoria, porém é claro que é necessário incorporar a ética em todos os outros
desmembramentos desta profissão edificante e necessária para o desenvolvimento e
organização das entidades.
É com a preocupação de uniformizar também este tema entre as Instituições de Ensino
Superior de Contabilidade, que o MEC/SESU provavelmente venha a disciplinar que a ética na
contabilidade seja abordada com maior ênfase e de forma reflexiva nas faculdades e
universidades do Brasil, ao contrário do que é hoje, onde o assunto é relegado a um segundo
plano, muitas vezes no meio acadêmico somente lembrado no momento do juramento do
Contabilista, na sua formatura.
Dada a importância da matéria ética na profissão do Contabilista, apesar de
vivenciarmos um ambiente de extrema competição entre as pessoas, independente de serem
físicas ou jurídicas, este trabalho tem o cunho, também, de resgatar a discussão do assunto,
principalmente voltado para Contadores que exercem atividades na área de Auditoria ou de
Perícia Contábil. Esperamos que os profissionais peritos e auditores de outras esferas, também,
abracem os conceitos e fundamentos, que porventura encontrem em nosso trabalho.
A imagem do profissional no mercado dependerá da suas atitudes e hábitos, mas a
questão ética é muito mais profunda.
Algumas inovações aliadas às mudanças do sistema capitalista causaram grande
impacto nas empresas e nas organizações sem fins lucrativos. A disputa por cargos cresceu e,
com ela, o desejo de passar a perna nos colegas. Assim nos últimos anos, os escritórios viraram
um campo fértil para a desonestidade, a omissão, a má conduta e a mentira. No nosso dia - a -
dia, os sete pecados capitais (luxúria, ira, inveja, gula, preguiça, soberba e avareza) servem
como uma espécie de parâmetro para um bom ou péssimo comportamento em sociedade.
Mas então o que seria ser ético no mundo atual e capitalista? Ser ético nada mais é do
que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranquilo com a
consciência pessoal.
A imagem da empresa está diretamente ligada a do seu profissional e vice - versa, assim como a
ética pode maximizar os resultados da empresa a antiética pode comprometer
consideravelmente o seu desempenho.
Atuar com responsabilidade profissional e social é um bom caminho, sobretudo se
estiver em consonância com o 'eu' interior. O profissional deve se orientar para uma liberdade
responsável, na qual tome consciência das influências que, em última análise, não dependem
dele, pois embora não possa e não consiga modificar esses elementos, pelo menos pode
incorporá-los ao presente pelo qual deve assumir a responsabilidade.
Assim, fica evidente que a riqueza, ter patrimônio, nem sempre é sinônimo de
felicidade, a escolha pelo caminho a seguir é de critério de cada um, o compromisso com a
dignidade e com a sociedade deve ser o ponto de partida das nossas vidas. O profissionalismo é
a maneira íntegra e honesta de exercer uma profissão. Ele está fundamentalmente ligado à ética,
à moral dos bons costumes.
Nos EUA 95% dos profissionais das maiores corporações aplicaram o código de ética
nas empresas, 47% mantém programas de treinamento para os funcionários sobre o assunto e
28% formaram comitês de ética.
Tipo de implantação: %:
Código de ética 95
Programa de treinamento 47
Comitês de ética 28
Em Caruaru, 95% dos proprietários do patrimônio desconhecem este viés da
importância do código de ética profissional em relação a sua empresa; pesquisa empírica feita
através dos contabilistas e empresários de Caruaru, durante os 25 anos de Plantão Fiscal na
Delegacia da Receita Federal do Brasil em Caruaru/PE, afirmamos.
CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL CONTADOR
"Credibilidade, confiança e comprometimento, como expressões de um
comportamento ético, são palavras e ou atitudes fundamentais no repertório dos contabilistas,
profissionais que relacionam-se diretamente com os cidadãos, formando opinião e tendo, assim,
o dever de agir com zelo e dignidade, apresentando os melhores caminhos técnicos e morais".
Dr. Nelson Mitimasa Jinzenji, Ex-presidente do CRC-PE.
Um lembrete de cunho fiscal aos futuros colegas peritos.
Tratamento tributário dos rendimentos pagos a título de honorário de perito. O
imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos pagos a título de honorário de perito, em
processos judiciais e ou extrajudiciais deverá ser retido na fonte, pela pessoa jurídica e ou
pessoa
física obrigada ao pagamento. A retenção dar-se-á no momento em que o rendimento se torne
disponível para o perito. O imposto incidirá sobre a importância total posta á disposição do
perito
quando do depósito judicial e ou quando efetuado pela parte no processo/trabalho extrajudicial.
As despesas necessárias á percepção da receita e á manutenção da fonte produtora, escrituradas
e
relacionadas pelo perito em livro caixa, inclusive com a contratação de outros profissionais com
ou sem vínculo empregatícios, desde que sejam comprovadas com documentação hábil e
idônea, poderão ser deduzidas para fins de apuração da base de cálculo do imposto sobre a
renda, no recolhimento mensal obrigatório ( o carne leão- código do DARF 0190), caso receba
rendimentos sujeitos a essa forma de recolhimento, e na Declaração de Ajuste Anual.
A obrigação de reter o IRRF- Imposto de Renda Retido na Fonte é da fonte pagadoura, isto até
o prazo que o perito tem para entregara sua declaração de ajuste anual; depois desta data a
responsabilidade é do perito. Não esquecer, também da contribuição do ISS- Imposto sobre
Serviços ( em Caruaru> alíquota de 5%) e da contribuição previdenciária( alíquota de 11%).A
esta altura você já fez as contas: 27,5% do IRRF, 5% do ISS e 11% do INSS= 43,5%> quase
50% da nossa renda vai para os cofres públicos. O retorno individual não é bem aceito, mas o
retorno social, coletivo está nas mãos dos nossos líderes, dos nossos representantes, agentes
públicos. Esta é uma matéria que trataremos pessoalmente, quando estivermos na APJEP, como
associados, colegas de profissão. E bom lembrar que, somos peritos, experts, especialistas,
mestres, doutores, mas, sobretudo, antes de tudo. somos éticos!

DAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBERTO, Valder Luiz Palombo, Perícia Contábil, 4a edição, São Paulo, Atlas,
2007;

APJEP, Associação de Peritos Judiciais do Estado de Pernambuco, Guia de Peritos


Judiciais e Extrajudiciais;

Código de Ética Profissional do Contabilista;

Código do Processo Civil;

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas de auditoria independente


das demonstrações contábeis e Normas de Perícia-NBC T-l 1. Resolução CFC nº 820, de 17-
12-97;

_____Normas profissionais do auditor independente. NBC P-1 Resolução CFC n° 821,


_____de 17-12-97 e Resolução CFC n° 851, de 13-08-99.
_____Normas de auditoria interna. N BC T-12. Resolução CFC nº 986, de 21 -11 -03.
_____Normas profissionais do auditor interno. NBCP-3 Resolução CFC n° 781, de

24-03-95.

_____Código de Ética Profissional do Contabilista - CEPC. Resolução CFC n° 803, de


10-10-96.

_____Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis. IT 05


Resolução CFC nº 830, de 16-12-98.
_____ Normas Técnicas da Perícia Contábil, NBC T13, Resolução 858, de 21/10/99.

_____Termo de Diligência, NBC IT-01, Resolução 93 8/02, de 24/05/02.

_____Parecer Pericial Contábil, NBC T13.7, Resolução 985, de 21 /l 1 /Ò3.

_____Planejamento, NBC T13.2, Resolução 1.021, de 18/03/05.

_____Laudo Pericial Contábil, NBC TI 3.6, Resolução 1.041, de 26/08/05.

_____Normas Profissionais do Perito, NBC P2, Resolução 857, de 21 /l 0/99.

_____Impedimento e Suspeição, NBC P2.3, Resolução 1.050, de 07/10/05.

_____Responsabilidade e Zelo, NBC P2.6, Resolução 1.051, de 25/11/05.


Resolução CFC n° 733/92 de 22/10/92 - NBC - P-2 - Normas Profissionais de Perito
Contábil.

CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL Rua


Baronesa do Gravataí, 471 - CEP: 90160-070 Porto Alegre - RS - Fone/fax (51) 3228-7999 -
Correio eletrônico: crcrs@crcrs.org.br Internet: www.crcrs.org.br.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Interpretação técnica NBC T 11 -IT


fraude e erro. Dispõe sobre o item 11.1.4 da NBC T 11 - Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis, proporcionando esclarecimentos adicionais sobre a responsabilidade
do auditor nas fraudes e erros, nos trabalhos de auditoria. Disponível em :
<http://www.cfc.org.br/resolucoes/nbctl l.it3.htm>.

CREPALDI, Sílvio Aparecido, Auditoria Contábil. 3"edição, São Paulo, Atlas. 1999.

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GBE PERITOS & INVESTIGADORES CONTÁBEIS. 1° Relatório sobre fraudes e abusos
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_____. 2o Relatório sobre fraudes e abusos ocupacionais nas empresas no Brasil - 002.
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Lei n° 9.307, de 23 de setembro de 1996. Dispõe sobre A ARBITRAGEM E A


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MAGALHÃES, Antônio de Deus Farias; et al. Perícia contábil: Uma Abordagem


Teórica, Ética, Legal, Processual e Operacional - Casos Práticos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004.

_________, Antônio de Deus Farias, et AL. Perícia Contábil, 5a edição, São Paulo,
Atlas,2006

MF- Ministério da Fazenda, SRFB- Secretaria da Receita Federal do Brasil, DRFB -


delegacia da Receita Federal do Brasil em Caruaru, levantamento das organizações de direito
privado, com CNPJ (tomadas como formais) e sem CNPJ( tomadas como informais), no
município de Caruaru, em 2007; o porquê do uso regular do CPF, CNPJ. DIRPF, DIRPJ, no
controle (defesa) do patrimônio das pessoas físicas e jurídicas em Caruaru.
ORNELAS, Martinho Maurício Gomes de. Perícia Contábil, 4° edição, São Paulo,
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WOOG, Wilson Alberto Zappa. Perícia Contábil: Normas Brasileiras, 2" edição,
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ZANNA, Remo Dalla, Prática de Perícia Contábil/ Remo Dalla Zanna, 2.ed. - São
Paulo: IOB Thomson. 2007.

FERIADOS NACIONAIS, MUNICIPAIS E COMEMORAÇÕES MÓVEIS.

15 de abril - APJEP- Associação dos Peritos Judiciais do Estado de Pernambuco: UM


FÓRUM DE DEBATES DE IDÉIAS, DE IDEOLOGIAS, DE APERFEIÇOAMENTO, EM'
DEFESA DO PATRIMÔNIO DAS PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS, ATRAVÉS DA
PERÍCIA.!

10 DE JANEIRO > CONFRATERNIZAÇÃO MUNDIAL

21 DE ABRIL> TIRADENTES

10 DE MAIO DIAMUNDIAL DO TRABALHADOR

18 DE MAIO DE 1857> FUNDAÇÃO DA CIDADE DE CARUARU

24 DE JUNHO> SÃO JOÃO EM CARUARU

29 DE JUNHO SÃO PEDRO EM CARUARU

7 DE SETEMBRO INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

15 DE SETEMBRO NOSSA SENHORA DAS DORES> PADROEIRA DE


CARUARU

12 DE OUTUBRO NOSSA SENHORA APARECIDA> A PADROEIRA DO BRASIL


2 DE NOVEMBRO> FINADOS

15 DE NOVEMBRO> PROCLAM AÇÃO DA REPÚBLICA

25 DE DEZEMBRO> NATAL

OUTRAS DATAS MÓVEIS> COMO 22 DE MAIO DE 2008( ANO BISSEXTO)>


.ORPUS CRISTIE 21 DE MARÇO DE 2008( ANO BISSEXTO)> PAIXÃO DE CRISTO

O QUE JAMAIS DEVEMOS FAZER, QUANDO QUEREMOS


ESCREVER!
1- Pensar no que os outros podem achar. Pense em como você precisa ser ótimo e
original para mostrar que é bom, e escrever sem um erro sequer. Pense nas pessoas que vão ler
seu material, especialmente em sua mãe. Tome um café e pense mais um pouco.

2 - Fazer muita pesquisa antes. Você precisa descobrir absolutamente tudo sobre
auditoria e perícia, antes de começar seu ARTIGO. Faça sua pesquisa no próprio local, viajar é
bom para o escritor. Não comece a escrever antes de terminar toda a pesquisa.

3- Pedir conselhos a todo mundo. Mostre suas


páginas iniciais ou seu esboço a amigos e parentes, inclusive a seu dentista. Ignore a
dialética entre os membros de um comitê e siga todos os conselhos recebidos sem exceção. Não
confie em si próprio.

4 - Considerar seu trabalho uma extensão de sua pessoa. Se o elogiarem, não revise
nem reescreva nada, mande para o seu orientador imediatamente. Se for recusado, pare de
escrever. Quando disserem que seu trabalho não está perfeito, entenda que não gostam de você.
Reclame e choramingue que estão cometendo uma injustiça contra você.

5 - Esperar até estar inspirado. Consulte seu horóscopo para o dia e o que dizem os
búzios. Arrume sua escrivaninha e troque as cores da tela de seu computador. Caso a musa não
apareça para inspirar-lhe, vá ao cinema. Quem sabe você não irá escrever um roteiro de sucesso
algum dia?

6 - Deixar para depois. Mais tarde sempre é melhor. Se você não escrever sobre um
assunto, alguém vai acabar fazendo-o .Deixe para amanhã o que você não precisa escrever hoje.

7 – Levar seu trabalho á sério. Nunca se satisfaça com nada que não esteja perfeito.
Lembre-se de como é importante este projeto. Você pode passar ridículo e perder sua
profissão caso escreva mal. Ao mesmo tempo, não deixe que o peso dessa responsabilidade o
impeça de trabalhar. A paralisação de seu impulso vai durar apenas uns dois anos, até o perigo
passar.

8-Defender sua classe na SOCIEDADE - pensar sempre no meu "eu"!

DICAS PARA ESCREVER BEM

1. Escolha um assunto sobre o qual você se importe.


O seu interesse genuíno, e não qualquer jogo de palavras que possa fazer, é que terá o
poder de seduzir o leitor.
2. Não se estenda, 10 laudas? 20 laudas? 100 laudas? 500 laudas?
3. Seja simples.
Lembre-se de que tanto Shakespeare quanto a Bíblia usaram palavras perfeitamente
compreensíveis para as pessoas da época.
4. Tenha a coragem de cortar.
A eloqüência deve curvar-se ante ás ideias. Caso algumas lindas frases não
acrescentem nada de novo ao que você está tentando dizer, corte-as sem perdão.
1. Soe como você mesmo.
Escreva da maneira como usa a língua, do lugar de onde você é. Não tente se passar
por uma pessoa de outro lugar e outra cultura ou isto irá se refletir no seu poder de persuasão.
2. Diga o que tem a dizer de modo claro.
Leitores querem páginas que se pareçam com páginas, parágrafos e pontuação
reconhecíveis. Não escolha criar jazz ou cubismo quando seu objetivo é se fazer entender sobre
auditoria e perícia.
3. Seja humilde diante dos leitores.
Nossas opções como escritores são diversificadas (dependendo do público dirigido),
uma vez que os leitores são artistas imperfeitos na arte de ler. Nossa audiência requer um
esforço de nossa parte de clarificar e simplificar.
8. Consulte livros de referência quanto a gramática e pontuação.
9. Escreva através da APJEP- Associação dos Peritos Judiciais e Extrajudiciais de
Pernambuco, por exemplo; DEFESA DA SUA CLASSE!
O que observamos na humanidade são lutas de classes! Karl Marx! O que observamos
na humanidade são lutas de classes, em prol da defesa do patrimônio! Nivaldo Aguiar!

CONCLUSÃO:

Diante do quantum até aqui exposto e das dúvidas surgidas, de minha parte, em sala
de aula durante a nossa pós-graduação a respeito do que realmente sejam os serviços técnicos e
abordagens científicas, especializados, da Perícia e da Auditoria, nasceu a vontade e o estímulo
de elaborar este trabalho. Outras motivações poderão aqui serem abordadas, tais como: o ótimo
ambiente oferecido pela FAFICA, a dedicação dos mestres, a abnegação da coordenação, o bom
convívio dos colegas, as discussões em aula. Mas, queremos ressaltar a participação do
doutorando Severino Pessoa dos Santos, que, além de trazer saberes sobre Perícia e Auditoria
conquistou a turma e fez com que buscássemos os conhecimentos desse viés contábil, com o
entusiasmo de um Cristão. Acredito ter alcançado o objetivo, que foi o de alertar aos
proprietários do patrimônio, em particular, em Caruaru, da importância destas atividades em
defesa deste. Alertar para a importância, a responsabilidade social e a relevância da atuação dos
profissionais, auditor e perito, e estabelecer suas semelhanças, em particular para a Perícia
Contábil e para a Auditoria Contábil, podendo chamá-las de "Almas Gêmeas" em defesa do
patrimônio. A contabilidade tem o patrimônio como objeto de trabalho, a contabilidade usa
como ferramentas os crivos do CPF, CNPJ, DIRPF e DIRPJ, regulares, a fim de controle e,
assim, oferecer as condições necessárias para o proprietário do patrimônio defender este, em
toda sua origem, seu uso e seu destino! Não tenho, ainda, o discernimento para separar o direito
da contabilidade e ou a contabilidade do direito, defendo, com as minhas simples abordagens de
que a origem, o uso e o destino do patrimônio (bens, direitos e obrigações), para atender ás
demandas sociais terão que passar pelos crivos aqui abordados. Assim vislumbramos! Obrigado
a todos por compartilharem comigo nesta jornada,, nesta caminhada, em busca do
conhecimento e da amizade!

Nosso pai, que cuida de nós, é Deus.

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