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A Internet promoveu uma revolução social, levando as pessoas a se adaptarem aos

novos usos do computador: bancos on-line, compras pela Internet, consultas em quiosques de
shoppings, enfim, uma variedade de situações do dia a dia passou a incorporar a grande rede
virtual na execução das mais simples tarefas.

Além disso, a Internet também causou uma revolução linguística. A forma linear de leitura,
em busca do todo, foi desmontada pelo hipertexto, que promove uma ruptura na ideia de
completude, aproximando-se do pensamento humano. Ler um hipertexto é como usar uma
enciclopédia com referências a outros assuntos, remetendo o leitor a outras seções em busca
de mais informações. O espaço virtual da Internet é considerado um grande hipertexto e saber
lê-lo ou, na linguagem dos internautas, navegar por ele, é um aprendizado amplo e variado.

Há tempos discute-se sobre as necessidades de melhorar a qualidade da educação no


país. O ensino de Língua Portuguesa, em particular a questão da leitura e da escrita, vem
permeando o eixo da discussão em torno dos baixos resultados obtidos a partir das avaliações
realizadas pelo governo federal em escolas de todo o país. Este fato parece estar relacionado a
diferentes fatores, entre eles: as dificuldades que as escolas têm em discutir, no âmbito da
própria escola, planejamentos, projetos que se voltem ao ensino da leitura e escrita a partir da
realidade das comunidades com quem trabalham; a falta de orientação e compreensão pelos
educadores da relevância no investimento de práticas da leitura/escrita; além de entender que
a falta de formação em serviço dos profissionais que lidam com o ensino da língua, muitas
vezes torna-se um dos maiores impedimentos na promoção de práticas mais qualificadas.
Todos esses fatores, por certo, acabam contribuindo para os resultados preocupantes que o
governo vem apontando em suas pesquisas, contudo, eles não estão isolados – são reflexo de
uma conjuntura social, política, educacional que o país determina, fazendo perpetuar práticas
legitimadas em nossa sociedade.

É bastante visível que vivemos numa sociedade em que a prática da leitura não é valorizada
como instrumento de crescimento pessoal e/ou profissional. Embora a tecnologia venha
avançando e fazendo com que cresça meios de comunicação de fácil acesso e a todo tipo de
conhecimento, a maioria dos jovens não sabem usufruir bem desse meio para chegar a
informações que lhe são uteis.

A escola tem um papel imprescindível na formação de leitores competentes, reservando na


elaboração de projetos, organização curricular um espaço especialmente para a leitura,
promovendo atividades focando nessa prática. Os jovens não leem porque não são
estimulados. Esse hábito deve vir, em primeiro lugar, de casa. Pais que tem o hábito de ler
estimulam seus filhos, e isso passa de geração pra geração. O avanço da tecnologia contribui
para que o número de leitores caia cada vez mais.

Os jovens andam muito ocupados nas redes sociais, o que os levam a interessar mais pelos
bate-papos, pela internet, pelos games e vídeos disponíveis, do que pelos inúmeros materiais
úteis e de grande valor que a internet possibilita. Precisamos reverter esse quadro. A prática
da leitura diária em sala de aula é bom começo, porém, ela só seria de grande valia se os
alunos não veem a leitura como obrigação, pois, essa palavra os traz medo e os afastam mais
ainda dos livros.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/16445/a-falta-do-habito-de-leitura-nos-
jovens#ixzz3aLyfsCR9
As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros
de lado, o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo
vocabulários cada vez mais pobres.

A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos
enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação.
Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de
hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária,
por exemplo.

Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos.
Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos
posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler;
e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.

o longo dos anos, temos observado o surgimento de algumas mudanças, as quais, de forma
direta ou indireta, têm produzido efeitos no modo como os docentes concebem o ensino e a
linguagem, no espaço da sala de aula e na constituição identitária do professor. Temos
observado, ainda, o investimento do governo em iniciativas e políticas públicas para atender
às novas demandas oriundas dessas transformações e das ocorridas na sociedade para auxiliar
o professor da Educação Básica. Dentre essas iniciativas e políticas públicas, situa-se o Portal
do Professor. Entendemos que é preciso conhecer
modo que estes sejam tomados como objetos de ensino e o texto como unidade de ensino. O
objetivo de se ensinar a LP, segundo esses parâmetros, é o desenvolvimento da competência
discursiva do aluno, compreendida como a capacidade que os usuários da língua devem ter
para escolher o gênero mais adequado aos seus propósitos, na prática de produção de textos, e
de, na prática de leitura, reconhecer o gênero em evidência, suas especificidades e a prática
social a qual ele está vinculado. (DIAS et al, 2011, p. 152)
Nos PCN do Ensino Fundamental e nos PCN do Ensino Médio (PCNEM), encontramos como
objetivos do ensino da LP: espera-se que os alunos adquiram progressivamente uma
competência em relação à linguagem que lhes possibilite resolver problemas da vida
cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado
(BRASIL, 1997, p. 32). [possibilitar] ao aluno desenvolver o domínio da expressão oral e
escrita em situações de uso público da linguagem, levando em conta a situação de produção
social e material do texto (lugar social do locutor em relação ao(s) destinatário(s);
destinatário(s) e seu lugar social; finalidade ou intenção do autor; tempo e lugar material da
produção e do suporte) e selecionar, a partir disso, os gêneros adequados para a produção do
texto, operando sobre as dimensões pragmática, semântica e gramatical. (BRASIL, 1998, p.
49)
o ensino de Língua Portuguesa, hoje, busca desenvolver no aluno seu potencial crítico, sua
percepção das múltiplas possibilidades de expressão linguística, sua capacitação como leitor
efetivo dos mais diversos textos representativos de nossa cultura. Para além da memorização
mecânica de regras gramaticais ou das características de determinado movimento literário, o
aluno deve ter meios para ampliar e articular conhecimentos e competências que possam ser
mobilizadas nas inúmeras situações de uso da língua com que se depara, na família, entre
amigos, na escola, no mundo do trabalho. (BRASIL, 1999, p. 52).
Nesses documentos, preconiza-se a diversidade na seleção de gêneros que circulam na
sociedade e se destaca a necessidade de se considerar as linguagens verbal e não verbal na
composição dos gêneros, pois, com a evolução das tecnologias da comunicação,
especialmente a televisão e a internet, mais e mais gêneros multimodais6 têm circulado em
nossa sociedade. Nos PCN, ainda, afirma-se a necessidade de se inserir as TIC no ensino de
LP e de outros conteúdos curriculares. Considerando que o Ministério da Educação
desenvolveu, dentre outras ações, o Portal do Professor, para auxiliar o professor em sua
prática, tendo em vista as novas demandas oriundas, sobretudo, após a publicação dos PCN, é
relevante investigar se as propostas presentes no Portal contemplam, efetivamente, essas
novas demandas. E mais, escolhemos o portal do professor pela facilidade de acesso, uma vez
que é um espaço público e pelo objetivo a que se propõe alcançar, qual seja:

Os estudiosos que trabalham nessa área desenvolvem teorias a respeito da produção de texto e
proporcionam aos professores, práticas de desenvolvimento da competência textual dos
alunos, tendo em vista que é este, um dos maiores problemas da educação.

As aulas de Língua Portuguesa não davam tanta importância ao texto, até então. Os estudos de
Lingüística Textual vêm provocando essa mudança. Os professores valorizam mais a
produção de texto e a leitura em detrimento das aulas de gramática normativa. Eles podem ter
em mãos os subsídios teóricos e práticos para desenvolver em seus alunos a habilidade de
produzir bons textos, fazendo-os interagir com a sociedade à volta; textos coesos e coerentes
tanto na escrita quanto na fala dos estudantes em geral.

É bastante visível que vivemos numa sociedade em que a prática da leitura não é valorizada
como instrumento de crescimento pessoal e/ou profissional. Embora a tecnologia venha
avançando e fazendo com que cresça meios de comunicação de fácil acesso e a todo tipo de
conhecimento, a maioria dos jovens não sabem usufruir bem desse meio para chegar a
informações que lhe são uteis.

A escola tem um papel imprescindível na formação de leitores competentes, reservando na


elaboração de projetos, organização curricular um espaço especialmente para a leitura,
promovendo atividades focando nessa prática. Os jovens não leem porque não são
estimulados. Esse hábito deve vir, em primeiro lugar, de casa. Pais que tem o hábito de ler
estimulam seus filhos, e isso passa de geração pra geração. O avanço da tecnologia contribui
para que o número de leitores caia cada vez mais.

Os jovens andam muito ocupados nas redes sociais, o que os levam a interessar mais pelos
bate-papos, pela internet, pelos games e vídeos disponíveis, do que pelos inúmeros materiais
úteis e de grande valor que a internet possibilita. Precisamos reverter esse quadro. A prática
da leitura diária em sala de aula é bom começo, porém, ela só seria de grande valia se os
alunos não veem a leitura como obrigação, pois, essa palavra os traz medo e os afastam mais
ainda dos livros.

Há tempos discute-se sobre as necessidades de melhorar a qualidade da educação no


país. O ensino de Língua Portuguesa, em particular a questão da leitura e da escrita, vem
permeando o eixo da discussão em torno dos baixos resultados obtidos a partir das avaliações
realizadas pelo governo federal em escolas de todo o país. Este fato parece estar relacionado a
diferentes fatores, entre eles: as dificuldades que as escolas têm em discutir, no âmbito da
própria escola, planejamentos, projetos que se voltem ao ensino da leitura e escrita a partir da
realidade das comunidades com quem trabalham; a falta de orientação e compreensão pelos
educadores da relevância no investimento de práticas da leitura/escrita; além de entender que
a falta de formação em serviço dos profissionais que lidam com o ensino da língua, muitas
vezes torna-se um dos maiores impedimentos na promoção de práticas mais qualificadas.
Todos esses fatores, por certo, acabam contribuindo para os resultados preocupantes que o
governo vem apontando em suas pesquisas, contudo, eles não estão isolados – são reflexo de
uma conjuntura social, política, educacional que o país determina, fazendo perpetuar práticas
legitimadas em nossa sociedade.