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LEIA COM ATENÇÃO ANTES DE JOGAR

O QUE É ARTE MODERNA?


Há controvérsias sobre os limites temporais do moderno e alguns de seus traços distintivos:
como separar clássico/moderno, moderno/contemporâneo, moderno/pós-moderno. Divergências à
parte, observa-se uma tendência em localizar na França do século XIX o início da arte moderna. A
experiência urbana - ligada à multidão, ao anonimato, ao contingente e ao transitório - é enfatizada
como o núcleo da vida e da arte modernas. O moderno não se define pelo tempo presente - nem toda a
arte do período moderno é moderna -, mas por uma nova atitude e consciência da modernidade.

A modernização de Paris - relaciona-se diretamente à sociedade burguesa que se define ao longo


das revoluções de 1830 e 1848. A ascensão da burguesia traz consigo a indústria moderna, o mercado
mundial e o livre comércio, impulsionados pela Revolução Industrial. A industrialização em curso e as
novas tecnologias colocam em crise o artesanato, fazendo do artista um intelectual apartado da
produção. "Com a industrialização, esse sistema entra em crise", afirma o historiador italiano Giulio
Carlo Argan, "e a arte moderna é a própria história dessa crise".

O trajeto da arte moderna no século XIX acompanha a curva definida pelo romantismo e pelo
realismo, que a proporem um rompimento com os temas clássicos, provocam o nascimento da arte
moderna, evidenciada nos principais movimentos artísticos subsequentes: impressionismo,
expressionismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo, arte abstrata e arte pop.

O ROMANTISMO assume uma atitude crítica em relação às convenções artísticas e aos temas
oficiais impostos pelas academias de arte, produzindo pinturas históricas sobre temas da vida
moderna. A Liberdade Guiando o Povo (1831), de Eugène Delacroix (1798 - 1863), trata da história
contemporânea em termos modernos. O tom realista é obtido pela caracterização individualizada das
figuras do povo. O emprego livre de cores vivas, as pinceladas expressivas e o novo emprego da luz, por
sua vez, recusam as normas da arte acadêmica.

A liberdade guiando o povo (Eugéne Delacroix)


O REALISMO de Gustave Courbet (1819 - 1877) exemplifica, um pouco mais tarde, outra direção
tomada pela representação do povo e do cotidiano. As três telas do pintor expostas no Salão de
1850, “Enterro em Ornans”, “Os Camponeses em Flagey” e “Os Quebradores de Pedras”, marcam o
compromisso de Courbet com o programa realista, pensado como forma de superação das tradições
clássica e romântica, assim como dos temas históricos, mitológicos e religiosos.

Enterro em Ornans

Os Camponeses em Flagey

Os Quebradores de Pedras
IMPRESSIONISMO: a ruptura da linha
Recebe o nome de impressionismo a corrente artística que surgiu na França, principalmente na
pintura, por volta do ano de 1870. Esse movimento, de cunho antiacademicista, propôs o abandono das
técnicas e temas tradicionais, saindo dos ateliês iluminados artificialmente para resgatar ao ar livre a
natureza, tal como ela se mostrava aos seus olhos, segundo eles, como uma soma de cores fundidas na
atmosfera. Assim, o nome impressionismo não foi casual.

O crítico Louis Leroy, na primeira exposição do grupo do café Guerbois (onde os pintores se
reuniam), ao ver a obra de Monet, Impressão, Sol Nascente, começou sarcasticamente a chamar esses
artistas de impressionistas. Criticados, recusados e incompreendidos, as exposições de suas obras criavam
uma expectativa muito grande nos círculos intelectuais de Paris, que não conseguiam compreender e aceitar
seus quadros, nos quais estranhavam o naturalismo acadêmico.

Impressão, sol nascente (Claude Monet)

La Grenovillere (Auguste Renoir)


EXPRESSIONISMO: a ruptura da forma
O expressionismo foi a primeira vanguarda artística do século XX que utilizou a deformação da
realidade para dar forma à visão subjetiva do artista. Seus quadros foram os primeiros nos quais o objeto
representado se distancia totalmente do modelo original.

Sua visão, totalmente pessoal e às vezes agressiva da realidade, se formou mediante uma intensa
deformação e abstração das formas e uma acentuação de linhas e contornos. Suas descobertas estilísticas
seriam decisivas para os movimentos plásticos, tanto abstratos quanto figurativos, que surgiriam mais
adiante no século XX. Uma das descobertas mais inovadoras foi a aplicação das teorias musicais à
composição plástica.

O Grito (Edward Munch) Des dessins contre l'ordre établi (George Grosz)

Máscaras disputando um enforcado (James Ensor)


CUBISMO: a desconstrução da forma
Uma das primeiras correntes artísticas das chamadas vanguardas históricas do século XX, manifesta-
se na França entre os anos 1908 e 1910. Os pintores e escultores deste Movimento afirmavam que na
natureza é possível reduzir todas as coisas a formas geométricas perfeitas, mediante as quais elas podem
ser representadas. Essa síntese da realidade é fruto de uma busca dos elementos mais fundamentais e
primários das artes plásticas, de suas próprias raízes.

Ao visitar as primeiras exposições e convencidos de que se tratava de uma arte experimental que
nunca chegariam a entender, começaram a se referir às obras com o nome de cubos ou de raridades cúbicas.
Essa nova corrente foi representada por dois grandes pintores e escultores: Pablo Picasso e Georges Braque,
embora se possa dizer que foi o primeiro, com sua obra As Senhoritas de Avignon, que iniciou o cubismo
propriamente dito.

Menina com Bandolin (Pablo Picasso) Retrato de Picasso (Juan Griss)

Le Jour (Georges Braque)


DADAÍSMO: a ruptura do conceito
O dadaísmo surgiu no ano de 1916, por iniciativa de um grupo de artistas que, descrentes de uma
sociedade que consideravam responsável pelos estragos da Primeira Guerra Mundial, decidiram romper
deliberadamente com todos os valores e princípios estabelecidos por ela anteriormente, inclusive os
artísticos. A própria palavra dadá não tem outro significado senão a própria falta de significado, sendo um
exemplo da essência desse movimento iconoclasta.

Negando toda possibilidade de autoridade crítica ou acadêmica, consideram válida qualquer


expressão humana, inclusive a involuntária, elevando-a à categoria de obra de arte. Efêmera, mas eficaz, a
arte dadaísta preparou o terreno para movimentos vanguardistas tão importantes como o surrealismo e a
arte pop, entre outros.

A Fonte (Marcel Duchamp)

O Enigma de Isidore Ducasse (Man Ray) Tatlin em sua casa (Rauol Hausmann)
SURREALISMO: arte é sonho
Corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem
ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. A publicação do Manifesto do
Surrealismo, assinado por André Breton em outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do
movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida
para uma nova linguagem artística. Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente
introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e a externa são
percebidas totalmente isentas de contradições. A livre associação e a análise dos sonhos, ambos métodos
da psicanálise freudiana, transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo, embora aplicados a
seu modo. Por meio do automatismo, ou seja, qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse
nenhum tipo de controle, os surrealistas tentavam plasmar, seja por meio de formas abstratas ou figurativas
simbólicas, as imagens da realidade mais profunda do ser humano: o subconsciente.

A persistência da Memória de Salvador Dali

O Passeio de Marc Chagall


ARTE ABSTRATA: a abstração como expressão
Entende-se por arte abstrata toda manifestação das artes plásticas, seja na pintura ou na escultura,
na qual se desistiu da representação natural ou ilustrativa da realidade, para dar vazão a composições
independentes dela. É preciso esclarecer que não é possível se falar de uma arte abstrata própria e unificada.
Na verdade, houve dentro dela várias correntes, que às vezes estavam muito próximas quanto à sua filosofia,
outras vezes muito afastadas, mas todas se mantinham sempre dentro do limite não-figurativo.

O pintor russo Kandinski foi o primeiro artista propriamente abstrato. Suas teorias sobre a abstração
das formas como expressão do espírito humano determinaram uma mudança substancial na pintura e
escultura do século XX.

Juntamente com ele, Piet Mondrian, da corrente neoplástica, propôs a redução às formas
geométricas puras de tudo aquilo que fosse representável. Essa foi uma proposta dos cubistas que o pintor
levou a extremos totalmente não-figurativos, com a consequente racionalização da pintura.

(Piet Mondrian)

Obra 11 de Jackson Pollock


ARTE POP: arte e comunicação de massa
A arte pop surgiu nas cidades de Londres e Nova York como a expressão de um grupo de artistas que
procuravam valorizar a cultura popular. Para isso, serviram-se tanto dos recursos da publicidade quanto dos
demais meios de comunicação de massa. Histórias em quadrinhos, cartazes publicitários, elementos de
consumo diário e a nova iconografia, representada por astros do cinema, da televisão e do rock, passaram a
integrar a temática central dessa nova corrente, não sem uma certa ironia crítica.

Sopa Campbell (Andy Wharol)

Double Elvis (Andy Wharol)

Crying Girl (Roy Lichtenstein)


PRA ONDE VAI A ARTE?
Como a arte, necessariamente, depende diretamente do seu contexto, ela reflete sobre seu meio no
tempo e no espaço e dá condições ao espectador de dialogar com a arte sentindo-se um co-participante de
uma determinada produção de arte. A obra de arte é um livro aberto cheio de histórias diferentes. A obra é
transferida ao espectador e se transforma em várias formas e em vários sentimentos. A isso atribuímos o
nome de Arte Contemporânea.

Francis Allys

(Crhisto e Jean Claude)


(Os Gêmeos)

Porto Alegre (Autor desconhecido)


(Doris Salcedo)

“A natureza não cria obras de arte. Somos nós, com a peculiar capacidade de
interpretação do cérebro humano, que vemos arte”. (Man Ray)

FONTES DE PESQUISA:

- A História da arte de E. H. Gombrich

- Escolas, Estilos e Movimentos de Amy Dempsey

- Tudo sobre arte de Stephen Farthing

- Arte Moderna: do iluminismo aos movimentos contemporâneos de Giulio Carlo Argan

- Modernidade e modernismo: a pintura francesa no século XIX de Francis Frascina, Nigel


Blake e Briony Fer

Robinson Cabral (Junho/2018)


MATRIZES PARA CORTE
DOMINÓ DE ARTE MODERNA

IMPRESSIONISMO X IMPRESSIONISMO

Sol Nascente de Claude Monet Luxo, Calma e Volúpia de Henri Matisse

EXPRESSIONISMO X EXPRESSIONISMO

O Grito de Edvard Munch A Cama do Defunto de Edvard Munch


CUBISMO X CUBISMO

Les Demoiselles d'Avignon de Pablo Picasso Muchacha con Mandolina de Georges Braque

DADAÍSMO X DADAÍSMO

A Fonte de Marcel Duchamp Telefone de Raoul Hausmann


SURREALISMO X SURREALISMO

A persistência da Memória de Salvador Dali O Passeio de Marc Chagall

ARTE ABSTRATA X ARTE ABSTRATA

Jackson Pollock Fire in the Evening de Paul Klee


ARTE POP X ARTE POP

Sopa Campbell de Andy Wharol Crying Girl de Roy Lichtenstein

IMPRESSIONISMO X EXPRESSIONISMO

Campo de Papoulas de Claude Monet Crucificação de Emir Nolde


IMPRESSIONISMO X CUBISMO

Eugéne Manet e sua filha de Edouard Manet Signora Metzinger de Jean Metzinger

IMPRESSIONISMO X DADAÍSMO

La Gare St-Lazare de Claude Monet André Breton segurando um cartaz de Francis Picabia
IMPRESSIONISMO X SURREALISMO

Landscape at Collioure de Henri Matisse Golconda de René Magritte

IMPRESSIONISMO X ARTE ABSTRATA

O Semeador de Van Gogh ´ Número 02 de Joan Miró


IMPRESSIONISMO X ARTE POP

La Grenouillère de Auguste Renoir Batman de Roy Lichtenstein

EXPRESSIONISMO X CUBISMO

Ansiedade de Edward Munch Homem no Café de Juan Gris


PEÇA FALTANTE
EXPRESSIONISMO X DADAÍSMO

Des dessins contre l'ordre établi de George Grosz Cut with the Dada Kitchen Knife through

the Last Weimar Beer de Hannah Höch

EXPRESSIONISMO X SURREALISMO

Fränzi perante uma cadeira talhada de Ernst Kirchner Cow with parasol de Marc Chagall
EXPRESSIONISMO X ARTE ABSTRATA

Máscaras disputando um enforcado de James Ensor Joan Miró

EXPRESSIONISMO X ARTE POP

Madona de Edvard Munch Brilho Box de Andy Wharol


CUBISMO X DADAÍSMO

La Guitarra La guitarra de Emanuel Ologeanu Le Rossignol Chinois de Max Ernst

CUBISMO X SURREALISMO

Natureza morta e violão de Georges Braque Rebelião de Frida Kahlo


CUBISMO X ARTE ABSTRATA

Retrato de Ambroise Vollard de Pablo Picasso Composição B de Wassily Kandinsky

CUBISMO X ARTE POP

Still Life - Le Jour de Georges Braque Double Elvis de Andy Wharol


DADAÍSMO X SURREALISMO

Roda de Bicicleta de Marcel Duchamp Comissário Maigret de René Magritte

DADAÍSMO X ARTE ABSTRATA

Presente de Man Ray Piet Mondrian


DADAÍSMO X ARTE POP

My name is de Kurt Schwitters Pop de Roy Lichtenstein

SURREALISMO X ARTE ABSTRATA

O Sono de Salvador Dali Obra 05 de Wassily Kandisnky


SURREALISMO X ARTE POP

Stº Antônio o Egito, Eremita e Abate de Salvador Dali Marilyn Monroe de Andy Wharol

PEÇA EM DUPLICIDADE
ARTE ABSTRATA X ARTE POP

Obra 11 de Jackson Pollock Banana de Andy Wharol