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E.

E ESTADUAL PADRE MENEZES/LAGOA SANTA MG

AVALIAÇÃO DE ESTUDOS INDEPENDENTES

DATA: BIMESTRE: 4° SÉRIE:2°ANO NOME E VISTO DO VISTO


ESPECIALISTA RESPONSÁVEL:
VALOR:60 NOTA: TURMA: _________________ _________________
COMPONENTE CURRICULAR: LINGUA PORTUGUESA
PROFESSOR (A): ANA PAULA TOMAZZI
ALUNO (A): Nº:

Debaixo da Ponte

Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém
lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de
ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás, porque luz e gás não consumiam. Não
reclamavam contra falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não
tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele
vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar
esse endereço a amigos, recebê-los, fazê-los desfrutar comodidades internas da ponte. À tarde surgiu
precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a
ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins,
muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma
casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe onde vinha
visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne.
Nem todos os dias se pega uma posta de carne. Não basta procurá-la; é preciso que ela exista, o
que costuma acontecer dentro de certas limitações de espaço e de lei. Aquela vinha até eles,
debaixo da ponte, e não estavam sonhando, sentiam a presença física da ponte, o amigo rindo
diante deles, a posta bem pegável, comível. Fora encontrada no vazadouro, supermercado para
quem sabe frequentá-lo, e aqueles três o sabiam, de longa e olfativa ciência.
Comê-la crua ou sem tempero não teria o mesmo gosto. Um de debaixo da ponte saiu à caça de
sal. E havia sal jogado a um canto de rua, dentro da lata. Também o sal existe sob determinadas
regras, mas pode tornar-se acessível conforme as circunstâncias. E a lata foi trazida para debaixo da
ponte.
Debaixo da ponte os três prepararam comida. Debaixo da ponte a comeram. Não sendo operação
diária, cada um saboreava duas vezes: a carne e a sensação de raridade da carne. E iriam aproveitar
o resto do dia dormindo (pois não há coisa melhor, depois de um prazer, do que o prazer
complementar do esquecimento), quando começaram a sentir dores.
Dores que foram aumentando, mas podiam ser atribuídas ao espanto de alguma parte do organismo
de cada um, vendo-se alimentado sem que lhe houvesse chegado notícia prévia de alimento. Dois
morreram logo, o terceiro agoniza no hospital. Dizem uns que morreram da carne, dizem outros que
do sal, pois era soda cáustica.
Há duas vagas debaixo da ponte.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Debaixo da ponte. In: Obra Completa,


Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1967, p. 896-897.

QUESTÃO 01

Assinale o provérbio que pode ser aplicado ao texto


(A) “Quem tem telhado de vidro não atira pedra no do vizinho.”
(B) “De grão em grão a galinha enche o papo.”
(C) “A melhor comida é a fome.”
(D) “Quem com ferro fere com ferro será ferido.”
QUESTÃO 02

O narrador, ao não atribuir nomes próprios às personagens, busca apresentá-los como:


(A) desiludidos da sociedade urbana.
(B) excluídos dos direitos de cidadania.
(C) representantes de grupos sociais diferentes.
(D) tipos sociais de prestígio.

QUESTÃO 03

O trecho em que aparece o primeiro fato que gera o conflito da narrativa é:


(A) À tarde, surgiu precisamente um amigo (...).
(B) E iriam aproveitar o resto do dia dormindo (...).
(C) Um de debaixo da ponte saiu à caça de sal.
(D) E a lata foi trazida para debaixo da ponte.

QUESTÃO 04

A perspectiva de quem narra é marcada por


(A) satisfação.
(B) espanto.
(C) naturalidade.
(D) horror.

QUESTÃO 05

Assinale a única afirmação correta sobre os fatos narrados no texto.


(A) Tais moradores viviam sobre a ponte, pois eram pobres.
(B) Eles consumiam luz e gás oferecidos a eles naquele lugar.
(C) O lixo para eles às vezes era proveitoso.
(D) Pelo final do texto, pode-se afirmar que a carne podre foi causa da morte dos personagens.

Leia o texto e responda as questões

Por que choramos ao cortar cebola?

Não importa quem está no comando das artes culinárias, mesmo o mais bravo dos mestres-cucas se
debulha em lágrimas diante de uma cebola! Se você já passou pela experiência de cortar uma, sabe
que não se trata de emoção de cozinheiro e, sim, de ardência nos olhos mesmo. Mas por que a
cebola faz qualquer um chorar?
A explicação está na química. Dentro das células da cebola existem compostos de uma substância
chamada enxofre, que é responsável pelo cheiro característico do vegetal. Quando as células se
rompem pela ação da faca, esses compostos se transformam em gases que são liberados no ar e
chegam até os nossos olhos, fazendo-os arder.
Sentimos o desconforto na visão porque os gases liberados pela cebola se transformam em ácido
quando entram em contato com a lágrima natural que lubrifica nossos olhos. Como o tal ácido é um
composto estranho para o corpo, nosso organismo logo dá um jeito de se proteger, ativa as nossas
glândulas lacrimais – os nossos, digamos, para-brisas oculares -, que produzem mais lágrimas para
lavar a irritação e expulsar o ácido indesejado.
Quer dizer que toda vez que precisamos cortar uma cebola vai ser esse chororô? Nada disso! Aqui
vai uma dica preciosa que você pode espalhar para os adultos: lave bem a cebola e corte-a debaixo
da torneira. Desse modo, o ácido irá se formar quando entrar em contato com a água e não com os
seus olhos. Mas é preciso ser ágil para evitar o desperdício desse líquido tão precioso!

GOMES, Alexandre Leiras. Publicado em 01 dez. 2010/Atualizado em 01 dez. 2010


QUESTÃO 06

De acordo com a estrutura do texto apresentado, ele pode ser classificado como um:

(A) resumo. (C) relatório de experiências.


(B) conto fantástico. (D) texto de divulgação científica.

QUESTÃO 07

Com base no texto lido, informe a finalidade desse gênero textual.


(A) Transmitir conhecimentos; expor um conteúdo de natureza científica.
(B) Descrever ações; ensinar como se faz alguma coisa.
(C) Narrar uma história ficcional.
(D) Relatar experiências pessoais.

Releia os parágrafos para responder a próxima questão.


I – “Quando as células se rompem pela ação da faca...” (l. 5 e 6)
II – “Mas é preciso ser ágil...” (l. 14)
III- “Se você já passou pela experiência... (l. 2)
IV- “Sentimos o desconforto na visão porque os gases liberados...” (l. 8)

QUESTÃO 08

Os termos destacados nos trechos acima são elementos que estabelecem coesão ao texto,
exprimindo, respectivamente, os valores semânticos de:
(A) tempo, oposição, condição e explicação.
(B) explicação, adição, oposição e conclusão.
(C) tempo, adição, conclusão e adição
(D) tempo, explicação, oposição e adição.

QUESTÃO 09

Assinale a alternativa em que período está corretamente pontuado:


(A) Gameleira, 12 de junho de, 2013 (C) Gameleira 12 de junho, de, 2103
(B) Gameleira 12, de junho, de 2013 (D) Gameleira, 12 de junho de 2013

QUESTÃO 10

Pernambuco, terra dos altos coqueiros, tem um povo hospitaleiro e belíssimas praias.
As vírgulas foram usadas para;
(A) Separar o aposto (C) Indicar a fala do personagem.
(B) Isolar o sujeito da oração. (D) Separar o vocativo.

O menino e o padre

Um padre andava pelo sertão, e como estava com muita sede, aproximou-se duma cabana e
chamou por alguém de dentro.
Veio então lhe atender um menino muito mirrado.
- Bom dia meu filho, você não tem por aí uma aguinha aqui pro padre?
- Água tem não senhor, aqui só tem um pote cheio de garapa de açúcar! Se o senhor quiser...
- disse o menino.
- Serve, vá buscar. - pediu-lhe o padre.
E o menino trouxe a garapa dentro de uma cabaça. O padre bebeu bastante e o menino
ofereceu mais. Meio desconfiado, mas como estava com muita sede o padre aceitou.
Depois de beber, o padre curioso perguntou ao menino:
- Me diga uma coisa, sua mãe não vai brigar com você por causa dessa garapa?
- Briga não senhor. Ela não quer mais essa garapa, porque tinha uma barata morta dentro do
pote.
Surpreso e revoltado, o padre atira a cabaça no chão e esta se quebra em mil pedaços. E furioso
ele exclama.
- Moleque danado, por que não me avisou antes?
O menino olhou desesperado para o padre, e então disse em tom de lamento:
- Agora sim eu vou levar uma surra das grandes; o senhor acaba de quebrar a cabacinha de
vovó fazer xixi dentro!

QUESTÃO 11

Por suas características, esse texto pertence ao gênero:

(A) conto (B) texto de divulgação científica (C) crônica (D) diário pessoal

QUESTÃO 12

Essa história é contada pelo;

(A) narrador personagem (B) narrador observador (C) padre (D) menino

QUESTÃO 13

Quanto ao tempo verbal predominante, podemos afirmar que é:

(A) presente (C) pretérito perfeito


(B) futuro do presente (D) pretérito mais-que-perfeito

QUESTÃO 14

No trecho “- Água tem não senhor, aqui só tem um pote cheio de garapa de açúcar! Se o senhor
quiser...”,as reticências foram usadas para:

(A) expressar um chamamento (C) indicar a fala do interlocutor


(B) iniciar uma fala (D) indicar a suspensão de pensamento.

QUESTÃO 15

No trecho “Meio desconfiado, mas como estava com muita sede o padre aceitou.„, a palavra
destacada estabelece a coesão textual, exprimindo o valor semântico de:

(A) conclusão (B) explicação (C) oposição (D) adição

QUESTÃO 16

Em que consiste o efeito de humor da tira?


(A) No fato da garota querer arrumar um namorado.
(B) No fato do rapaz gostar da garota.
(C) No fato da simpatia prever que daria errado.
(D) No fato da garota jogar rosas.
QUESTÃO 17

“Pegue uma rosa vermelha.” O termo grifado funciona como:

(A) Adjunto adverbial (C) Objeto direto


(B) Vocativo (D) Objeto indireto

O silêncio do rouxinol
[...]
Na época de Salomão, o melhor dos reis, um homem comprou um rouxinol que possuía uma voz
excepcional. Colocou-o numa gaiola em que nada faltava ao pássaro e na qual ele cantava, horas a
fio, para encanto da vizinhança.

Certo dia, em que a gaiola havia sido transportada para uma varanda, outro pássaro se aproximou,
disse qualquer coisa ao rouxinol e voou. A partir desse momento, o incomparável rouxinol emudeceu.
Desesperado, o homem levou seu pássaro à presença do profeta Salomão, que conhecia a linguagem
dos animais, e lhe pediu que perguntasse ao pássaro o motivo de seu silêncio.

O rouxinol disse a Salomão:

– Antigamente eu não conhecia nem caçador, nem gaiola. Depois me apresentaram a uma armadilha,
com uma isca bem apetitosa, e caí nela, levado pelo meu desejo. O caçador de pássaros levou-me,
vendeu me no mercado, longe da minha família, e fui parar na gaiola deste homem que aí está.
Comecei a me lamentar noite e dia, lamentos que este homem tomava por cantos de gratidão e
alegria. Até o dia em que outro pássaro veio me dizer: “Pare de chorar, porque é por causa dos seus
gemidos que eles o mantêm nessa gaiola”. Então, decidi me calar.

Salomão traduziu essas poucas frases para o proprietário do pássaro. O homem se perguntou: “De
que adianta manter preso um rouxinol, se ele não canta?”. E lhe devolveu a liberdade.

CARRIÈRE. Jean-Claude. O círculo dos mentirosos: contos filosóficos do mundo inteiro. São Paulo:
Códex, 2004.

QUESTÃO 18

O fato que gera o conflito na história é o pássaro


(A) possuir uma voz excepcional.
(B) ter emudecido.
(C) ser um rouxinol.
(D) encantar a vizinhança.

QUESTÃO 19

No trecho “...cantava, horas a fio, para encanto da multidão.”, a expressão “horas a fio” tem o sentido
de
(A) de vez em quando.
(B) durante muito tempo.
(C) pousado em um fio.
(D) sem cobrar por isso.

QUESTÃO 20

A decisão de não mais cantar, comunicada pelo rouxinol a Salomão, que a traduziu para o homem,
teve, como consequência, o homem

(A) não entender a tradução.


(B) ficar desesperado.
(C) libertar o rouxinol.
(D) silenciar o rouxinol.
Texto para as questões de 21 a 23

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de
maneira repetitiva por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem
na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português,
é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maus-tratos.
(Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/ comportamento/bullying-escola
494973.shtml>. Acesso em: 10 ago. 2012.)

QUESTÃO 21

O objetivo do texto acima é


(A) criticar o uso de palavras de origem inglesa.
(B) explicar o significado da palavra bullying.
(C) orientar a escola sobre como evitar práticas de bullying.
(D) dar conselhos sobre como se defender do bullying.

QUESTÃO 22

Para serem consideradas bullying, é preciso que as agressões ocorram


(A) rapidamente. (B) ocasionalmente. (C) provisoriamente. (D) constantemente.

QUESTÃO 23

A respeito do bullying, é correto afirmar que


(A) a vítima costuma provocar o agressor.
(B) o agressor age casualmente, sem pensar.
(C) se trata de situação com o objetivo de humilhar, maltratar alguém.
(D) já existem palavras em português para substituir o termo inglês.

Texto para as questões 24 e 25:

QUESTÃO 24

Para conferir humor ao texto, o autor se utiliza de um jogo de sentidos no uso da expressão “petróleo
refinado”. Um dos sentidos possíveis para o termo em negrito é:
a) estruturado. b) mal humorado.
c) bem educado. d) impróprio para uso.

QUESTÃO 25

Em “...não tenho modos nem elegância e cuspo no chão!!!”, o uso da palavra e:


a) acrescenta uma ação ao fato anteriormente mencionado.
b) confirma o que foi expresso anteriormente.
c) oferece uma alternativa ao fato citado.
d) explica a ideia anteriormente citada.
QUESTÃO 26

Dê um exemplo de cada item abaixo:

(A) Sujeito simples:

(B) Sujeito oculto:

(C) Sujeito indeterminado:

(D) Oração sem sujeito:

(E) Predicado Nominal:

(F) Predicado Verbal:

QUESTÃO 27

Volte a questão anterior e retire o núcleo dos itens E e F.:

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