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A EVANGELIZAÇÃO E A SOBERANIA DE DEUS

J.I.Packer - Editora Cultura Cristã.

CAPITULO 1 - A SOBERANIA DIVINA

O livro apresenta e esclarece visões bíblicas de forma harmonizadas. Dá maior


ênfase na Soberania de Deus e na Responsabilidade do homem em relação à
evangelização.

De forma alguma a confiança deturpada na soberania absoluta de Deus impede


o reconhecimento e a aceitação da responsabilidade evangelística do cristão. Existe
o perigo da inércia espiritual do cristão.

Crer na Soberania de Deus fortalece os cristãos a cumprir o ide de Cristo. A


Soberania da Sua Graça é o fator espiritual divino envolvido na evangelização. A
ação de Deus é Onipotente em conduzir os desesperados pecadores de volta para
casa, através de Cristo, para a sua presença. Não devemos ter demasiada
convicção na soberania absoluta de Deus e deixar de lado a responsabilidade
humana.

O autor diz que corremos o risco de ter a evangelização engessada, devido à


inércia complacente e a falta de motivação para o evangelismo.
De maneira mais clara, alguns se apóiam na soberania de Deus para exercerem
a preguiça espiritual.

Ao orarmos confessamos a soberania de Deus. Demonstramos nossa limitação.


Deus é Soberano na Salvação. A nossa dependência á Ele é claramente notável
quando observamos que sem Seu poder, Sua graça, seria impossível sermos
salvos. O homem não pode salvar a si mesmo.

Até mesmo a nossa fé foi conduzida por Ele. Esse é o grande motivo para
reconhecemos a soberania da graça divina e agradecer-Lhe pela nossa conversão,
glorificando e honrando-O.

Diante da Soberania de Deus como podemos associar a idéia do homem ter


responsabilidades pelas suas ações? Como podemos observar como isso tem haver
com o Senhorio de Deus?

Essa é a grande questão. É difícil para o homem harmonizar essas verdades


bíblicas. Envolve mais do que a fé. É necessário firmar bases teológicas. É por isso
que muitos crêem equivocadamente que para aceitar a Soberania de Deus devem
rejeitar a responsabilidade humana e vice-versa.

A mente do ser humano é corrupta e quer suprimir certas verdades, sendo


tendenciosas as suas mais cômodas convicções. É aquele famoso pacote teológico
que vem embutido na cabeça de muitos. Com isso o aprofundamento as questões
teológicas e doutrinárias, tem sido deixado de lado.

Diz no final do capítulo primeiro o autor:

“A ironia da situação, entretanto, é que quando perguntamos como é que os


representantes de ambos os lados praticam a sua oração, torna-se claro que
aqueles que professam negar a soberania de Deus, na verdade, crêem tão
fortemente nela quanto os que a defendem.”
CAPITULO II - SOBERANIA DIVINA E RESPONSABILIDADE HUMANA

Foi exposta a definição de antinomismo. Tecnicamente falando, parece não


haver a possibilidade de conciliar as duas verdades evidentes. Conseguimos isolá-
las, mas não temos como harmonizá-las ao mesmo tempo. A suposta oposição está
entre a soberania divina e a responsabilidade humana. Porém, tratando-se de
verdades bíblicas não podemos e não temos como refuta-las. Estão escritas,
devemos aprender a trabalhá-las em nossas vidas.

Deus é Rei. Ordena e controla todas as coisas em nossas vidas, inclusive as


nossas ações. Deus é Juiz. Como juiz Ele sabe que todo ser humano é responsável
pelas suas ações. O homem é um agente moral responsável e deve entender que a
Soberania de Deus e a responsabilidade humana possuem o crivo divino. Tem
autoridade e estão sendo ensinadas na bíblia. O perigo de descartarmos uma
verdade é ignoraremos a outra. O Criador nos disse que É ao mesmo tempo,
Senhor soberano e Justo juiz. Isso deve ser suficiente.

É explicável o fato de queremos conhecer tudo e saber tudo, porém como


criatura que somos Deus sendo o Criador deixou-nos alguns mistérios. Se não fosse
assim seria um Deus à imagem e semelhança do homem e, por isso mesmo, seria
um Deus imaginário, mas de modo algum o Deus da Bíblia.

O homem necessita de Cristo por ser um pecador perdido e é culpado por


quebrar a lei de Deus. Ao ouvir a mensagem do evangelho, é responsável pela
decisão que toma. Sua opção é vida ou morte. Devemos usar de todas as
estratégias para fazer com que o pecador saiba o risco que está correndo e qual o
seu destino após sua decisão. Por mais que façamos, é Deus é quem salva. O que
fazemos é apresentar o plano da salvação.

“O nosso trabalho evangelístico é o instrumento que ele usa para este fim, mas
não está no instrumento o poder que conduz à salvação. O poder está nas mãos
daquele que usa o instrumento.”

Devemos deixar o nosso conhecimento sobre a soberania de Deus controlar a


forma como planejamos, oramos e trabalhamos a seu serviço. Não podemos nos
preocupar somente com a soberania divina.

O homem possuía uma visão antropológica – era o centro do universo. Hoje


houve uma revolução teológica e os conceitos mudaram. Deus é o autor e não mais
um expectador. Deus é o centro em seu próprio mundo. É a doutrina teocentrista.

“Deus controla cada situação muito antes de seus servos entrarem em cena, e
que ele continua controlando e realizando a sua vontade por meio de cada ato que
eles fazem - por meio de seus erros e falhas, não menos do que por meio do seu
sucesso pessoal.“

Deus é quem salva, com a minha ou a sua ajuda, Deus faz o que Ele quer. Assim
entendemos soberania de Deus.

Quanto à responsabilidade evangelística, Deus quer usar alguém. O ser humano


tem esse privilégio. É dotado de intelecto, de fala, de sentimento. Seus servos
devem ser enviados para testemunharem tão grande graça. Esse é o Ide de Jesus.
Temos a verdade da salvação não apenas para preservá-la, mas também para que
espalhássemos.
Veja o perigo da cegueira espiritual. Muitos não conseguem enxergar o propósito
divino. Devemos crer em ambas as doutrinas. E deixar que Deus nos oriente
quanto aos nossos passos.

“Spurgeon indagado certo dia, se ele seria capaz de reconciliar estas duas
verdades uma com a outra, respondeu: "Eu nem ousaria tentá-lo", "Eu nunca
reconcilio amigos." Amigos? - isso mesmo, amigos. Este é o ponto que precisamos
entender. Na Bíblia, não há nenhuma inimizade entre a soberania divina e a
responsabilidade humana. Elas não são vizinhas briguentas; elas não estão em um
estado de guerra fria interminável uma com a outra. Na verdade elas são amigas e
trabalham juntas”.

Capitulo III – A EVANGELIZAÇÃO

O capítulo fala sobre o conceito de evangelização, mostra o conteúdo da


mensagem evangelística e os motivos para evangelizar. Ainda apresenta os meios e
os métodos praticados na evangelização.

Evangelizar é muito mais do que apresentar verdades divinas. É apresentar o


Cristo soteriológico como remédio para a hamartia da raça humana corrompida. É
proclamar Cristo como o único mediador entre Deus e os homens, o Salvador que
vive e o Senhor que reina, e que nos livra da ira vindoura.

É ensinar que o homem necessita reconciliação com o Pai, e só Cristo pode


realizar isso. Evangelizar não é apenas o convite para o pecador aceitar Jesus. É
apresentar o convite para o arrependimento de pecados.

A evangelização é obra humana, mas a fé é dom de Deus. Os frutos vêm de


Deus. Não dependem de nossas ações. Devemos realizar o nosso trabalho e
depender de Deus. Se não aparecer os frutos, nosso dever é orar a Deus e
descobrir o que está acontecendo. Não devemos também definir evangelização em
resultados obtidos.

Muitos esperam resultados, conversões. Mas o que devemos fazer é ser fiel na
mensagem e divulgá-la. O apóstolo Paulo evangelizava como um representante
comissionado pelo Senhor Jesus Cristo. Era despenseiro (mordomo) dos mistérios
de Deus, era um arauto, pois fazia declarações em público em favor de Cristo e era
embaixador, pois representava o Soberano Rei Jesus.

Ao evangelizarmos devemos primeiramente ensinar a verdade sobre o Senhor


Jesus Cristo. As boas novas que Paulo pregava eram sobre Jesus de Nazaré. Eram
as doutrinas bíblicas e por sinal bem complexas. Nosso dever é compartilhar o
evangelho, explicando e descomplicando o que parece ser complicado para o
ouvinte. A conversão em Cristo surge através de arrependimento e fé.

A fé vem pelo ouvir a palavra. A palavra devia ser aprendida antes de vivida e
compreendida. Evangelizar não é apenas instruir. Inclui o esforço de convencer e
induzir o pecador a resposta ensinada. É interagir com o pecador. Para Paulo
evangelizar é sair em amor como agente de Cristo no mundo, esforçando para
convencer o pecador ao arrependimento, conversão e salvação.

Isso é muito mais do que uma reunião evangelística, um grupo de estudos


bíblicos, onde cantamos hinos, pregamos, oramos, fazemos apelo e alguém da um
sinal externo de conversão. O sinal deve ser produzido de dentro para fora. Se o
evangelho for transmitido com o intuito de conversão do ouvinte temos a
evangelização que é definida teologicamente, de acordo com o que está sendo
ensinado e com que propósito.

O conteúdo evangelístico é a mensagem sobre Deus, e sobre o pecado. No


entanto, os homens querem satisfazer seus desejos. Existe um evangelho que está
sendo pregado com sua mensagem totalmente distorcida. É o evangelho da
satisfação pessoal. Diz que Cristo satisfará cada uma das nossas necessidades.
Cristo é aquele que “resolve nossos problemas”. Evangelho não é lavagem cerebral.

É a exposição da mensagem que perdoa o homem arrependido e leva-o para a


glória de Deus pelo sacrifício de Cristo na cruz do calvário. Confronta o homem
expondo sua insuficiência como auto-salvação. A salvação é um dom de Deus
adquirido através de Cristo.

O homem convicto do pecado sabe que cometeu erros e se arrepende. Não deixa
de ser dependente da graça de Deus devido seu estado pecaminoso. É inconcebível
apresentar a Pessoa de Cristo separada da sua obra salvadora e também não tem
como apresentar só a obra salvadora sem o Cristo Salvador. Ao pregar devemos
atrair a atenção das pessoas para o Cristo vivo. O apelo deve ser feito para as
pessoas confiarem Nele e se entregarem a Ele.

Ter fé é muito mais do que crer, é descansar nas promessas de Cristo. O


arrependimento não é só entristecer-se pelo passado. É mudança de opinião e de
atitude, é renunciar a si mesmo. É Cristo viver em nós como Rei e Senhor. Para
conhecer a Cristo o requisito básico é necessário ouvir a sua palavra. Para haver o
arrependimento é preciso ter uma boa base de conhecimento.

Existem dois grandes motivos para evangelizarmos. Primeiro é o amor de Deus e


a glória de Deus. Glorificar a Deus através de nosso testemunho, contando quão
grandes coisas fez e faz o Senhor. Toda vez que Seu poder é testemunhado, Seu
nome é glorificado. O segundo motivo é amar ao próximo e preocupar-se com seu
bem-estar. Mas quem é o nosso próximo? É todo ser humano que encontramos e
esteja necessitado.

Quando olhamos ao redor temos muitas pessoas por quem orar, para que Deus
nos dê a oportunidade e a ousadia de transmitir uma palavra de salvação. Os
nossos familiares, amigos, vizinhos, estão carentes de nossas orações. Carentes da
nossa ousadia em aproveitar as oportunidades que Deus nos concede.

De maneira nenhuma devemos forçar psicologicamente as pessoas e ser


arrogantes ao transmitir a palavra que transforma. Ao iniciarmos uma conversa
devemos ser educados com o próximo. Amizade se conquista. Ouvir o próximo é
conquistar sua confiança para que tenhamos a oportunidade de conversar o
assunto principal que é Cristo.

Diversos são os meios praticados na evangelização. Temos as reuniões


evangelísticas que tendem tornar-se sentimental, emocional, psicológica, e perder a
espiritualidade dos cultos primórdios.

O culto tem sido momento de entretenimento em algumas igrejas, momentos de


apresentações. Onde o ser humano tem sido cultuado e a glória de Deus tem sido
esquecida. Programações, músicas sedutoras, comoções psicológicas. Mas a
doutrina santa e Cristo que é o remédio para o pecado têm sido pouco falados.

Há aqueles que querem regressar aos cultos primórdios, os reformadores e


saudosistas.
A explicação e aplicação da fé e do arrependimento são eficazes na
evangelização. Cristo é o verdadeiro ministro da palavra do evangelho, e que o
pregador ou a testemunha humana age apenas como sua boca.

Todo trabalho que seja tendencioso a obscurecer a centralidade do evangelismo,


passa a ser um ato ímpio e errado. O que esperamos é que as inúmeras formas de
apresentar Cristo sejam planejadas a fim de promover a salvação e não para
impedir a obra de Deus nas mentes humanas.

A mensagem deve ser de conteúdo racional. Não devemos brincar com as


emoções das pessoas, e sim demonstrar através do poder e autoridade que a
palavra de Deus tem para transformar o mais pobre e vil pecador. O melhor
método de evangelizar é aquele que Cristo é descoberto e vidas são convidadas e
aceitam o servir a Cristo incondicionalmente.

Quem expõe o evangelho deve firmes convicções a respeito dos atributos de


Deus, a Soberania de Deus e além de ter conhecimento da palavra deve viver em
íntima comunhão com Ele em oração. Importa ser honesto e espontâneo ao pregar
a palavra da verdade.

Capitulo IV - SOBERANIA DIVINA E EVANGELIZACÃO

Por que evangelizar se Deus determina todas as coisas e já sabe quem será
salvo ou perecerá? Há quem creia na soberania de Deus de forma incondicional e
inflexível. Esses querem mudar as práticas evangelísticas implantando formas
contemporâneas atualizadas. Outros não querem evangelizar. Quem está feliz com
o impasse de evangelizar ou não é Satanás.

A graça soberana de Deus não compromete nada do que temos dito sobre a
natureza e o dever de evangelização. Por isso podemos dizer que a crença de que
Deus é soberano em graça não afeta a necessidade de evangelização e nem a
urgência da evangelização. Jesus está voltando devemos sim evangelizar, pois é
mandamento e faz parte da lei de Deus que pertence à vontade revelada por Deus
para o seu povo. Não importa as convicções humanas é melhor obedecer à ordem
divina.

Crer que Deus é soberano em graça não afeta a sinceridade dos convites
presentes nos evangelhos ou a verdade das promessas do evangelho. O convite
vinde a mim é feito universalmente. Deus não exclui ninguém. É o próprio homem
que não quer ser incluído, devido não reconhecer seus pecados e ser incrédulos.
Deus elegeu os salvos e Cristo veio buscar os que o Pai lhe deu.

A promessa é salvar aqueles que confiarem Nele. É também salvar todos aqueles
que o Pai lhe deu. Deus é soberano em graça e isso não tira a responsabilidade do
pecador. O pecador que rejeita a graça de Cristo faz para a sua própria
condenação.

“A Bíblia jamais fala que os pecadores não obtêm o céu porque eles não são
eleitos, mas porque eles “rejeitaram a grande salvação”, e porque eles não querem
se arrepender e crer”.

A nossa esperança de sucesso na evangelização deve-se a soberania de Deus em


graça. Ela dá sentido a evangelização e o resultado é frutífero. Sem a graça de
Deus seria inútil a evangelização. Se pensarmos na evangelização como um
empreendimento humano, será impossível realizá-la.
Quanto ao homem em Adão, ele está incapacitado devido o seu pecado. Está
cego para ver as realidades espirituais, surdo para o que Deus diz e morto para
responder a lei de Deus em seu coração. Ele é totalmente insensível.

Assim como o apóstolo Paulo diz “mortos nos vossos delitos e pecados”.

Quanto ao tempo “kayrós” de Deus está sob o seu vigilante controle. Ele realiza
seu trabalho como quer. Houveram os mártires, os pais da igreja, os reformadores,
os avivamentos britânicos, os despertamentos missionários. Encontramos
semelhanças, porém, nem sempre podemos metodizar a evangelização.

Evangelizar é ser fiel a Deus, o sucesso é o operar de Deus.


A oração é a grande aliada no evangelismo. Através dela observamos as
oportunidades e aprendemos a ter paciência quanto à salvação através da graça
onipresente de Deus.

Nós agimos no possível e Deus onde não podemos agir. E é através de Seu
Espírito que faz a chamada eficaz. Abre os corações, convence o homem do pecado,
da justiça e do juízo. Leva os pecadores a interagir com a palavra e responder ao
convite do evangelho.

A chamada para a conversão é um novo coração no ser humano, a liberdade da


escravidão do pecado, é ter os olhos espirituais abertos, e voltar-se a Deus e Cristo
Salvador. Através deste entendimento humano vem a resposta divina. É a graça
preveniente que precede qualquer movimento em direção a Deus no coração do
homem pecaminoso.

Deus ilumina as mentes espiritualmente com o propósito da salvação.


Transforma o coração de pedra em coração de carne, renova mentes e vontades e
conduz a salvação. Ninguém vai ao Pai senão por Cristo.

Jesus ensinou sobre a sua eficácia universal. "Todo aquele que da parte do Pai
tem ouvido e aprendido, esse vem a mim."

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo
nenhum o lançarei fora.”

“Eles ouvirão de mim e eles serão movidos para confiarem em mim. Eis aí o
propósito do Pai e a promessa do Filho”.

Quanto à oposição e poucos frutos visíveis, não são motivos para desanimar. É
Cristo quem conduz os seus para Si. Ao evangelizar devemos confiar em Deus que
faz milagres. Devemos crer e ser ousados. Não preocupar-se com a atitude dos
incrédulos. Saber que nem todos estão perdidos.

Quando vamos pescar, existem determinados tipos de peixes que são mais
resistentes e lutam dificultando o nosso trabalho. A primeira reação das pessoas é
hostilizar e rejeitar o evangelho. Não devemos nos preocupar. Devemos orar e
confiar na soberania da sua graça.

Estamos na era da automação industrial, e queremos resultados rápidos. O ideal


é confiar em Cristo, pois a tentação da pressa tem feito muitos convencidos ao
invés de convertidos. Têm sido desastrosos os resultados da evangelização em
determinados locais. A grande virtude um pregador é ter paciência.

Alguns ouvintes demoram mais para aceitar o evangelho. É necessário preparar


o terreno. Arar a terra, arrancar os tocos e adubar. Plantar e esperar o tempo da
colheita. Por isso a escritura sagrada diz que um plantou e outro colheu. Pode até
ser que nós sejamos grandes influências para alguém e depois de algum tempo,
esse alguém decida por Cristo. Porque firmou bases no conhecimento da verdade.

Lembrando que por mais que façamos, continuaremos a sermos servos inúteis,
para que não nos vangloriemos.

É necessário como servos de Deus, testemunhar com autoridade, sermos mais


constantes no evangelho, aprender de Cristo e rever alguns conceitos errados que
temos em relação ao evangelismo. Ser pacientes e orar, apresentando as vidas ao
Senhor que é soberano em graça. A Ele pertence à salvação. O que temos a fazer é
apenas a nossa parte e deixar Deus fazer a Dele.