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Mecânica dos Fluidos

FARMACIA (/conteudo/artigos/farmacia/1)

1. INTRODUÇÃO
A mecânica dos uidos lida com o comportamento dos uidos em repouso ou em movimento. É
lógico começar com uma de nição informal de uido: uma matéria que se deforma continuamente
sob a aplicação de uma tensão de cisalhamento (tangencial), não importa quão pequena ela possa
ser.

Assim, os uidos compreendem as fases líquidas e gasosas (de vapor) das formas físicas nas
quais a matéria existe. A distinção entre um uido e o estado sólido da matéria é clara quando
você compara os seus comportamentos. Um sólido deforma-se quando uma tensão de
cisalhamento lhe é aplicada, mas não continuamente (TELES; 2003).

1.1. Mecânica dos Fluidos


A mecânica dos uidos é o ramo da mecânica que estuda o comportamento físico dos uidos e
suas propriedades. Os aspectos teóricos e práticos da mecânica dos uidos são de fundamental
importância para a solução de diversos problemas encontrados habitualmente na engenharia,
sendo suas principais aplicações destinadas ao estudo de escoamentos de líquidos e gases, máquinas hidráulicas, aplicações de pneumática e
hidráulica industrial, sistemas de ventilação e ar condicionado além de diversas aplicações na área de aerodinâmica voltada para a indústria
aeroespacial (RODRIGUES; 2005).

O estudo da mecânica dos uidos é dividido basicamente em dois ramos, a estática dos uidos e a dinâmica dos uidos. A estática dos uidos
trata das propriedades e leis físicas que regem o comportamento dos uidos livre da ação de forças externas, ou seja, nesta situação o uido se
encontra em repouso ou então com deslocamento em velocidade constante, já a dinâmica dos uidos é responsável pelo estudo e comportamento
dos uidos em regime de movimento acelerado no qual se faz presente a ação de forças externas responsáveis pelo transporte de massa
(RODRIGUES; 2005).

Nos uidos ideais, consideremos que não existe atrito entre as moléculas que se deslocam quando o uido escoa, nem atrito entre o uido e as
paredes do condutor. De qualquer maneira, este problema de atrito só será importante no estudo dos uidos em movimento (hidrodinâmica) e,
basicamente, não in uirá sobre os uidos em equilíbrio, Dessa forma, pode-se perceber que o estudo da mecânica dos uidos está relacionado a
muitos processos industriais presentes na engenharia e sua compreensão representa um dos pontos fundamentais para a solução de problemas
geralmente encontrados nos processos industriais (CARVALHO; 2002).

1.2. De nição de uidos


Um uido é caracterizado como uma substância que se deforma continuamente quando submetida a uma tensão de cisalhamento, não importando
o quão pequena possa ser essa tensão.

Os uidos incluem os líquidos, os gases, os plasmas e, de certa maneira, os sólidos plásticos. A principal característica dos uidos está relacionada
à propriedade de não resistir à deformação e apresentam a capacidade de uir, ou seja, possuem a habilidade de tomar a forma de seus
recipientes.

Esta propriedade é proveniente da sua incapacidade de suportar uma tensão de cisalhamento em equilíbrio estático.

Os uidos podem ser classi cados como: Fluido Newtoniano ou Fluido Não Newtoniano. Esta classi cação está associada à caracterização da
tensão, como linear ou não linear no que diz respeito à dependência desta tensão com relação à deformação e à sua derivada (RODRIGUES; 2005).

Assim, os uidos compreendem as fases líquidas e gasosas (de vapor) das formas físicas nas quais a matéria existe. A distinção entre um uido e
o estado sólido da matéria é clara quando você compara os seus comportamentos. Um sólido deforma-se quando uma tensão de cisalhamento lhe
é aplicada, mas não continuamente (TELLES; 2003).

1.2.1. Fluido Newtoniano


Um material é dito isotrópico se suas propriedades mecânicas independem do referencial. Um tensor com as mesmas componentes em relação a
qualquer base retangular unitária é dito um tensor isotrópico. Assumindo que o estado de tensão para um uido sob movimento de corpo rígido é
dado por um tensor isotrópico, então considerando um uido em movimento geral, é natural decompor o tensor tensão em duas partes T = ij −p δ +
ij Tij ´ (3.5) em que os valores de Tij ´ dependem da taxa de deformação (TELLES; 2003).

1.3. Propriedades dos uidos


Algumas propriedades são fundamentais para a análise de um uido e representam a base para o estudo da mecânica dos uidos, essas
propriedades são especí cas para cada tipo de substância avaliada e são muito importantes para uma correta avaliação dos problemas
comumente encontrados na indústria. Dentre essas propriedades podem-se citar: a massa especí ca, o peso especí co e o peso especí co relativo
(RODRIGUES; 2005).
1.3.1. Massa Especí ca
Representa a relação entre a massa de uma determinada substância e o volume ocupado por ela. Onde, é a massa especí ca, m representa a
massa da substância e V o volume por ela ocupado. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a massa é quanti cada em kg e o volume em m³,
assim, a unidade de massa especí ca é kg/m³( RODRIGUES; 2005).

Se a massa é expressa em gramas (g) e o volume em cm3, a massa especí ca, no sistema prático, é expressa em g/cm3 (gramas por centímetro
cúbico). No SI (Sistema Internacional de Unidade), a massa é dada em quilogramas e o volume em m3, portanto a massa especí ca é expressa em
kg/m3 (CARVALHO; 2002).

1.3.2. Peso Especí co


De nindo a massa especí ca pela relação m/V, de niremos o peso especí co de uma substância, que constitui um corpo homogêneo, como a
razão entre o peso “P” e o volume “V” do corpo constituído da substância analisada. Designaremos, simbolicamente, o peso especí co pela letra
grega ρ (rô) Lembrete: P = m . g (massa x aceleração da gravidade) (CARVALHO; 2002).

1.3.3. Densidade Relativa


Uma terceira grandeza física denominada densidade relativa ou simplesmente densidade. A densidade é de nida como a relação entre as massas
especí cas de suas substâncias. A densidade é uma grandeza adimensional, e, portanto, o seu valor é o mesmo para qualquer sistema de unidades
(CARVALHO; 2002).

1.4. Divisão dos uidos


Os uidos também são divididos em líquidos e gases, os líquidos formam uma superfície livre, isto é, quando em repouso apresentam uma
superfície estacionária não determinada pelo recipiente que contém o líquido. Os gases apresentam a propriedade de se expandirem livremente
quando não con nados (ou contidos) por um recipiente, não formando portanto uma superfície livre.

A superfície livre característica dos líquidos é uma propriedade da presença de tensão interna e atração/repulsão entre as moléculas do uido, bem
como da relação entre as tensões internas do líquido com o uido ou sólido que o limita.

Um uido que apresenta resistência à redução de volume próprio é denominado uido incompressível, enquanto o uido que responde com uma
redução de seu volume próprio ao ser submetido à ação de uma força é denominado uido compressível.
1.5. Estática dos uidos
A estática dos uidos é a rami cação da mecânica dos uidos que estuda o comportamento de um uido em uma condição de equilíbrio estático,
ao longo dessa aula são apresentados os conceitos fundamentais para a quanti cação e solução de problemas relacionados à pressão estática e
escalas de pressão (RODRIGUES; 2005).

1.6. Pressão nos Fluidos


O conceito de pressão foi introduzido a partir da análise da ação de uma força sobre uma superfície; já nos uidos, o peso do uido hidrostático foi
desprezado e a pressão suposta tornou-se igual em todos os pontos. Entretanto, é um fato conhecido que a pressão atmosférica diminui com a
altitude e que, num lago ou no mar, aumenta com a profundidade. Generaliza-se o conceito de pressão e se de ne, num ponto qualquer, como a
relação entre a força normal F, exercida sobre uma área elementar A (CARVALHO; 2002).

1.7. Hidrodinâmica
A hidrodinâmica é o estudo de uidos em movimento. É um dos ramos mais complexos da Mecânica dos Fluidos, como se pode ver nos exemplos
mais corriqueiros de uxo, como um rio que transborda, uma barragem rompida, o vazamento de petróleo e até a fumaça retorcida que sai da ponta
acesa de um cigarro. Embora cada gota d'água ou partícula de fumaça tenha o seu movimento determinado pelas leis de Newton, as equações
resultantes podem ser complicadas demais. Felizmente, muitas situações de importância prática podem ser representadas por modelos
idealizados, su cientemente simples para permitir uma análise detalhada e fácil compreensão (CARVALHO; 2002).

O caminho percorrido por um elemento de um uido em movimento é chamado linha de escoamento. Em geral, a velocidade do elemento varia em
módulo e direção, ao longo de sua linha de escoamento. Se cada elemento que passa por um ponto tiver a mesma linha de escoamento dos
precedentes, o escoamento é denominado estável ou estacionário (CARVALHO; 2002).

No início de qualquer escoamento, o mesmo é instável, mas, na maioria dos casos, passa a ser estacionário depois de um certo período de tempo.
A velocidade em cada ponto do espaço, no escoamento estacionário, permanece constante em relação ao tempo, embora a velocidade de uma
determinada partícula do uido possa variar ao longo da linha de escoamento (CARVALHO; 2002).
1.7.1. Tipos de Escoamento
Escoamento Laminar ocorre quando as partículas de um uido movem-se ao longo de trajetórias bem de nidas, apresentando lâminas ou camadas
(daí o nome laminar) cada uma delas preservando sua característica no meio. No escoamento laminar a viscosidade age no uido no sentido de
amortecer a tendência de surgimento da turbulência. Este escoamento ocorre geralmente a baixas velocidades e em uídos que apresentem
grande viscosidade (RORIGUES; 2005).
O escoamento laminar caracteriza-se pelo movimento ordenado das moléculas do uido, e todas as moléculas que passam num dado ponto devem
possuir a mesma velocidade. O movimento do uido pode, em qualquer ponto, ser completamente previsto (CARVALHO; 2002).

Escoamento Turbulento ocorre quando as partículas de um uido não movem-se ao longo de trajetórias bem de nidas, ou seja as partículas
descrevem trajetórias irregulares, com movimento aleatório, produzindo uma transferência de quantidade de movimento entre regiões de massa
líquida. Este escoamento é comum na água, cuja a viscosidade e relativamente baixa (RORIGUES; 2005).

O escoamento turbulento não é interessante devido às desvantagens e perigos que sua presença pode acarretar. Quando um corpo se move
através de um uido, de modo a provocar turbulência, a resistência ao seu movimento é bastante grande. Por esta razão, aviões, carros e
locomotivas são projetados de forma a evitar turbulência. No caso de re naria, a preocupação é com o escoamento de produtos perigosos
(CARVALHO; 2002).

1.7.2. Vazão e Débito em escoamento uniforme


A vazão ou débito de um uido é a razão entre o volume de uido escoado em um tempo e o intervalo de tempo considerado (CARVALHO; 2002).

2. REFERÊNCIAS
BRUNETTI, F. Mecânica de Fluídos. São Paulo: Pearson,2005. 410p.
CARVALHO, L. F. Mecânica de Fluídos. Curitiba: UnicenP, Petrobras, 2002. 34 p.
MELO,S.T.& MOURA,N.F.Mecânica de uídos e equações diferenciais, IMPA, 1991.
RODRIGUES, L. E. M. J. Mecânica de Fluídos, São Paulo, 2005.
TELES, R. D. S. Universidade Federal de São Carlos. Mecânica de uidos, São Carlos, Dezembro 2003.
WHITE,F.M. Mecânica de Fluídos. 4 ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, c 1999. 570p.

por DIEGO MARQUES MOREIRA


Bacharel em Farmácia pela Universidade Braz Cubas, UBC Mestrando em Neurociências pela Universidade Federal do Estado de São Paulo, UNIFESP . Professor em
curso Técnico das matérias de Fisiologia, Anatomia, Microbiologia, Parasitologia, Genética, Deontologia farmacêutica, Farmacologia, Toxicologia, Saúde Pública,
Controle de Qualidade e Bioquímica

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