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Grupo: Anderson Queiroz

Douglas Karpowicz
Juliana Caroline
Tessia Félix
Lucas Sobral

RESUMO E ANALISE CRÍTICA DO FILME “FOME DE PODER”

O filme “Fome de poder” fala, majoritariamente, da história de um vendedor de


máquinas de fazer milk-shakes que costumeiramente tentava empreender em algo inovador,
sendo visto por muitos como alguém iludido e fracassado nos negócios. Até que ao visitar um
de seus clientes, se depara com um modelo de negócio nunca visto antes por ele, que mudou a
sua vida e veio a se tornar uma das maiores redes de fast-food do mundo.
Esse cliente, era uma lanchonete de dois irmãos do interior da Califórnia, os irmãos
Maurice e Richard McDonald’s, eles tinham desenvolvido um modelo de lanchonete baseado
no atendimento rápido, boa comida e preço baixo. O preço baixo, além de ser uma vantagem
para o negócio, foi algo necessário, já que a crise de 1929 fez a bolsa de valores e todo o
sistema financeiro entrarem em colapso e a economia americana ir para o buraco. Não havia
dinheiro e a população se via à beira da fome. Foi na dificuldade e escassez que surgiu a ideia
de investirem no único negócio que estava prosperando na época, o ramo alimentício.
O vendedor, Ray Kroc, ao ver esse modelo de negócio, que já era um sucesso na
pacata cidade de San Bernardino, teve a sacada que aquele negócio podia ser espalhado por
todo o país e também iria ser um sucesso. Convenceu os irmãos McDonald’s a franquiar o
modelo de negócio, sendo o agente franqueador.
Ray, hipotecou sua casa e investiu todo seu dinheiro e tempo na expansão e instalação
de novos franqueados por todo o país. Contra a expectativas de todos, ele perseverou na ideia.
Embora a expansão estivesse acontecendo de maneira promissora, a sua margem de lucro era
muito pequena, não cobrindo os custos de toda operação. Ele passou então a comprar os
terrenos que os franqueados iam alugar para instalação das futuras lojas.
Essa jogada imobiliária visava aumentar os seus lucros, mas não agradou os irmãos
McDonald’s, que tinham todo controle sobre as mudanças que podiam ser feitas nas
lanchonetes franqueadas. A “gota d’água” que fez a relação dos irmãos e Ray chegarem ao
fim, foi quando Ray implantou nas lanchonetes, contra a vontade dos irmãos, o milk-shake
que tinha como base uma mistura em pó, sem a necessidade do leite, que precisava ser
conservado em refrigerados que tinha alto consumo de energia, baixando assim os lucros dos
franqueados e de Ray.
É inegável que os irmãos McDonald’s tiveram uma ideia inovadora na criação de um
modelo de lanchonete à frente do seu tempo, mas faltava a eles uma qualidade que é típica aos
homens de negócios que são bem-sucedidos: a ambição e o apetite voraz para encontrar novas
oportunidades, crescer e fazer muito dinheiro. Foi aí onde entrou Ray Kroc.
Depois dessa desavença entre eles, Ray comprou todos os direitos de uso da
lanchonete e franquia por uma quantia significativa, na época. Porém, agiu de má fé na
compra dos direitos autorais que só foi fechado com um aperto de mão, sem nenhum contrato
formal, e os irmãos perderam uma grande fortuna com o passar dos anos.
Sem dúvida, Ray Kroc foi um homem visionário. Ele soube, com muita persistência,
superar um contrato de agente franqueador que não lhe trazia nenhuma vantagem ou lucro,
arriscou seu patrimônio e o resto de credibilidade que lhe sobrava, mas encontrou, com a
ajuda de pessoas que entraram em seu caminho algumas alternativas para poder transformar a
McDonald’s num negócio que fosse lucrativo para ele, e com ambição transformou uma
lanchonete de uma cidadezinha do interior, na maior rede de lanchonetes do mundo.