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MINISTÉRIO DA DEFESA

COMANDO DA AERONÁUTICA
DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO

Ofício nº 18/ASDTE/7700 Rio de Janeiro, 3 de maio de 2018.


Protocolo COMAER nº 67600.008257/2018-59

Do Chefe Interino
Ao Exmo Sr Cmt do CINDACTA III

Assunto: Obras no Aeroporto de Fortaleza - relocação de auxílios à navegação.

Referência: 1. Of. no 46/DO-AGA/5947, de 19 mar. 2018, do CINDACTA III.

1. Ao cumprimentar V.Exa., tendo em vista o disposto no Of. nº 46/DO-AGA/5947,


de 19 mar. 2018, do CINDACTA III, passo a tratar do pleito da Concessionária do Aeroporto
Internacional Pinto Martins, de Fortaleza-CE, FRAPORT S.A., de relocação do sistema DVOR.

2. Sobre o tema, informo a V.Exa. que o serviço de realocação do DVOR deverá


contemplar a aprovação, pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Plano Diretor
(PDIR) a ser proposto pela Concessionária. Cabe ressaltar que a empresa FRAPORT BRASIL S.
A. deverá se onerar de todas as despesas referentes ao estudo de viabilidade de realocação dos
Auxílios e planejamento consoante ao que prevê a ICA 12-24 (2015) - Procedimentos
Administrativos Para a Cobrança de Serviços Prestados pelo DECEA ou Organizações
Subordinadas e tabela de preços vigente, assim como da execução do projeto por empresa
contratada no mercado e reconhecida tecnicamente pelo Órgão Regional de Manutenção (ORM).

3. Deverá também ser contemplada a eventual necessidade de movimentação do GS


(glide slope), do ALS (Sistema de Luzes de Aproximação) e do PAPI (Indicador de Trajetória
de Aproximação de Precisão) do sistema ILS (Instrument Landing System), por conta da
eventual proposta de alteração da cabeceira 13, bem como de todos os demais auxílios que
porventura sejam afetados pela decisão da Concessionária ou por imposição regulatória da
Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A determinação desses novos pontos de instalação
deverá considerar as etapas previstas no processo de implantação, homologação e efetivação de
sistemas técnicos, delineados no MCA 63-4 – Homologação, Ativação e Desativação no Âmbito
do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

4. Ainda, ressalto a V.Exa. que as mudanças dos pontos do DVOR e do glide slope
poderão causar impactos nos procedimentos operacionais balizados nos referidos Auxílios. Este
Subdepartamento Técnico (SDTE) sugere a V.Exa. que uma análise mais acurada desses
impactos seja promovida pelo Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego
Aéreo (CINDACTA III) e oferecida a este Departamento de Controle do Espaço Aéreo
(DECEA) para subsidiar estudo concernente ao tema e a instrução das necessárias alterações nas
publicações aeronáuticas. Numa análise preliminar, estima-se que deverão ser alterados cerca de
trinta procedimentos de navegação aérea (SID, STAR e rotas). Essas alterações implicarão em
custos relativos à elaboração, à inspeção em voo e publicação, que também correrão por conta
da Concessionária. Ressalto, para o planejamento daquela empresa, que o prazo para realização
dessas atividades é estimado em 180 dias.
Cópia de Documento Digital assinado por DALMO JOSE BRAGA PAIM.
Para obter este documento com amparo legal, a Seção de Protocolo deverá imprimi-lo
com a opção de envio ao Portal de Autenticação de Documentos (ADOC).
(FL 2/3 do Of nº 18/ASDTE/7700 - DECEA, de 03 MAIO 2018, Prot nº 67600.008257
/2018-59)

5. Este SDTE sugere a V.Exa. a possibilidade de também considerar no trabalho do


ORM a análise da relocação dos Auxílios em face ao Plano Básico de Zona de Proteção do
Aeródromo.

6. Acrescento a V.Exa. que os Sistemas DVOR, ILS (glide slope, localizer e ALS) e
EMS implantados no Aeroporto Pinto Martins há mais de 15 anos, em região com alto índice de
oxidação, poderão ser considerados por esse ORM tecnicamente inviáveis para o deslocamento
de suas posições atuais. Caso tal hipótese se confirme após avaliação do CINDACTA III, a
Concessionária deverá cometer-se da aquisição de novos sistemas técnicos, a serem aplicados
nas novas posições.

7. Nesse sentido, destaco que os equipamentos em tela são padronizados no âmbito


do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e que as últimas instalações
similares implementadas pelo DECEA em outros sítios tiveram um custo médio e duração
conforme constante da tabela a seguir, destacando que as durações citadas não incluem o tempo
de encomenda e fabricação do equipamento:

Tempo
Custo Médio
Empresa (Preparação da
Sistema (aquisição, Representante infraestrutura,
infraestrutura e no Brasil instalação,
instalação) homologação e
efetivação)

DVOR 432 / DME 435


2.250.000,00 € SUTECH 12 MESES
THALES

ILS 420 / DME 415


2.700.000,00 € SUTECH 12 MESES
THALES

EMS SH-95 VAISALA 1.200.000,00 € HOBECO 8 MESES

8. Foram também observados outros custos relacionados com as instalações, que


são dependentes do Projeto Executivo a ser aprovado previamente por esse ORM.

Cópia de Documento Digital assinado por DALMO JOSE BRAGA PAIM.


Para obter este documento com amparo legal, a Seção de Protocolo deverá imprimi-lo
com a opção de envio ao Portal de Autenticação de Documentos (ADOC).
(FL 3/3 do Of nº 18/ASDTE/7700 - DECEA, de 03 MAIO 2018, Prot nº 67600.008257
/2018-59)

9. Coloco à disposição de V.Exa. o Ten Cel Av Luiz Felipe Thomaz Gomes Araujo
como coordenador do assunto neste Subdepartamento, que poderá ser contatado pelo telefone
(21) 2101-6584 ou pelo e-mail thomazlftga@decea.gov.br.

DALMO JOSE BRAGA PAIM Cel Eng


Chefe do SDTE

Cópia de Documento Digital assinado por DALMO JOSE BRAGA PAIM.


Para obter este documento com amparo legal, a Seção de Protocolo deverá imprimi-lo
com a opção de envio ao Portal de Autenticação de Documentos (ADOC).