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Legislação Tributária Municipal

ISS RIO PRETO

VADE MECUM – CURSO PREDADOR

Licenciado para - Mauro de Almeida Loureiro - 06549400880 - Protegido por Nutror.com


Vade Mecum – ISS Rio Preto
Curso Predador

Sumário
1. Código Tributário Nacional ........................................................................................................ 2
2. Lei Complementar nº 87/1996.................................................................................................... 4
3. Lei Complementar nº 116/2003................................................................................................ 19
4. Lei Orgânica do Município de São José do Rio Preto .......................................................... 24
5. Código Tributário do Município – Lei nº 3359/1983 ............................................................... 27
6. ISSQN – Lei Complementar Municipal nº 178/2003 ............................................................. 107
7. IPTU – Lei Complementar Municipal nº 96/1998 .................................................................. 154
8. ITBI – Lei Complementar Municipal nº 323/2010 .................................................................. 162

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1. Código Tributário Nacional

SEÇÃO II

Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana

Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial
urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel
por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do
Município.

§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei
municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em
pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;

II - abastecimento de água;

III - sistema de esgotos sanitários;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;

V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do


imóvel considerado.

§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão


urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à
habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos
termos do parágrafo anterior.

Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.

Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos bens
móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua
utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade.

Art. 34. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou
o seu possuidor a qualquer título.

SEÇÃO III

Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles Relativos

Art. 35. O imposto, de competência dos Estados, sobre a transmissão de bens imóveis e de
direitos a eles relativos tem como fato gerador:

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I - a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis por


natureza ou por acessão física, como definidos na lei civil;

II - a transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de
garantia;

III - a cessão de direitos relativos às transmissões referidas nos incisos I e II.

Parágrafo único. Nas transmissões causa mortis, ocorrem tantos fatos geradores distintos
quantos sejam os herdeiros ou legatários.

Art. 36. Ressalvado o disposto no artigo seguinte, o imposto não incide sobre a transmissão
dos bens ou direitos referidos no artigo anterior:

I - quando efetuada para sua incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica em


pagamento de capital nela subscrito;

II - quando decorrente da incorporação ou da fusão de uma pessoa jurídica por outra ou


com outra.

Parágrafo único. O imposto não incide sobre a transmissão aos mesmos alienantes, dos bens
e direitos adquiridos na forma do inciso I deste artigo, em decorrência da sua
desincorporação do patrimônio da pessoa jurídica a que foram conferidos.

Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica adquirente
tenha como atividade preponderante a venda ou locação de propriedade imobiliária ou
a cessão de direitos relativos à sua aquisição.

§ 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante referida neste artigo quando


mais de 50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente,
nos 2 (dois) anos anteriores e nos 2 (dois) anos subseqüentes à aquisição, decorrer de
transações mencionadas neste artigo.

§ 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos de


2 (dois) anos antes dela, apurar-se-á a preponderância referida no parágrafo anterior
levando em conta os 3 (três) primeiros anos seguintes à data da aquisição.

§ 3º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o imposto, nos


termos da lei vigente à data da aquisição, sobre o valor do bem ou direito nessa data.

§ 4º O disposto neste artigo não se aplica à transmissão de bens ou direitos, quando


realizada em conjunto com a da totalidade do patrimônio da pessoa jurídica alienante.

Art. 38. A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos.

Art. 39. A alíquota do imposto não excederá os limites fixados em resolução do Senado
Federal, que distinguirá, para efeito de aplicação de alíquota mais baixa, as transmissões
que atendam à política nacional de habitação.

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Art. 40. O montante do imposto é dedutível do devido à União, a título do imposto de que
trata o artigo 43, sobre o provento decorrente da mesma transmissão.

Art. 41. O imposto compete ao Estado da situação do imóvel transmitido, ou sobre que
versarem os direitos cedidos, mesmo que a mutação patrimonial decorra de sucessão
aberta no estrangeiro.

Art. 42. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada, como
dispuser a lei.

2. Lei Complementar nº 87/1996

Art. 1º Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir o imposto sobre operações relativas
à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no
exterior.

Art. 2° O imposto incide sobre:

I - operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de


alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;

II - prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de


pessoas, bens, mercadorias ou valores;

III - prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a


geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação
de comunicação de qualquer natureza;

IV - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na


competência tributária dos Municípios;

V - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre


serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável
expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual.

§ 1º O imposto incide também:

I – sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou


jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua
finalidade

II - sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior;

III - sobre a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e


combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não
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destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações


interestaduais, cabendo o imposto ao Estado onde estiver localizado o adquirente.

§ 2º A caracterização do fato gerador independe da natureza jurídica da operação que o


constitua.

Art. 3º O imposto não incide sobre:

I - operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão;

II - operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos


primários e produtos industrializados semi-elaborados, ou serviços

III - operações interestaduais relativas a energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e


combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à industrialização ou à
comercialização;

IV - operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento
cambial;

V - operações relativas a mercadorias que tenham sido ou que se destinem a ser utilizadas
na prestação, pelo próprio autor da saída, de serviço de qualquer natureza definido em lei
complementar como sujeito ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios,
ressalvadas as hipóteses previstas na mesma lei complementar;

VI - operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de propriedade de


estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie;

VII - operações decorrentes de alienação fiduciária em garantia, inclusive a operação


efetuada pelo credor em decorrência do inadimplemento do devedor;

VIII - operações de arrendamento mercantil, não compreendida a venda do bem


arrendado ao arrendatário;

IX - operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de bens móveis


salvados de sinistro para companhias seguradoras.

Parágrafo único. Equipara-se às operações de que trata o inciso II a saída de mercadoria


realizada com o fim específico de exportação para o exterior, destinada a:

I - empresa comercial exportadora, inclusive tradings ou outro estabelecimento da mesma


empresa;

II - armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro.

Art. 4º Contribuinte é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize, com habitualidade ou
em volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação de mercadoria ou

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prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação,


ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.

Parágrafo único. É também contribuinte a pessoa física ou jurídica que, mesmo sem
habitualidade ou intuito comercial

I – importe mercadorias ou bens do exterior, qualquer que seja a sua finalidade

II - seja destinatária de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no


exterior;

III – adquira em licitação mercadorias ou bens apreendidos ou abandonados

IV – adquira lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia


elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização ou à
industrialização

Art. 5º Lei poderá atribuir a terceiros a responsabilidade pelo pagamento do imposto e


acréscimos devidos pelo contribuinte ou responsável, quando os atos ou omissões daqueles
concorrerem para o não recolhimento do tributo.

Art. 6o Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto ou a depositário a qualquer


título a responsabilidade pelo seu pagamento, hipótese em que assumirá a condição de
substituto tributário.

§ 1º A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma


ou mais operações ou prestações, sejam antecedentes, concomitantes ou subseqüentes,
inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas
operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em
outro Estado, que seja contribuinte do imposto.

§ 2o A atribuição de responsabilidade dar-se-á em relação a mercadorias, bens ou serviços


previstos em lei de cada Estado

Art. 7º Para efeito de exigência do imposto por substituição tributária, inclui-se, também,
como fato gerador do imposto, a entrada de mercadoria ou bem no estabelecimento do
adquirente ou em outro por ele indicado.

Art. 8º A base de cálculo, para fins de substituição tributária, será:

I - em relação às operações ou prestações antecedentes ou concomitantes, o valor da


operação ou prestação praticado pelo contribuinte substituído;

II - em relação às operações ou prestações subseqüentes, obtida pelo somatório das


parcelas seguintes:

a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo


substituído intermediário;

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b) o montante dos valores de seguro, de frete e de outros encargos cobrados ou


transferíveis aos adquirentes ou tomadores de serviço;

c) a margem de valor agregado, inclusive lucro, relativa às operações ou prestações


subseqüentes.

§ 1º Na hipótese de responsabilidade tributária em relação às operações ou prestações


antecedentes, o imposto devido pelas referidas operações ou prestações será pago pelo
responsável, quando:

I – da entrada ou recebimento da mercadoria, do bem ou do serviço

II - da saída subseqüente por ele promovida, ainda que isenta ou não tributada;

III - ocorrer qualquer saída ou evento que impossibilite a ocorrência do fato determinante
do pagamento do imposto.

§ 2º Tratando-se de mercadoria ou serviço cujo preço final a consumidor, único ou máximo,


seja fixado por órgão público competente, a base de cálculo do imposto, para fins de
substituição tributária, é o referido preço por ele estabelecido.

§ 3º Existindo preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador, poderá a lei
estabelecer como base de cálculo este preço.

§ 4º A margem a que se refere a alínea c do inciso II do caput será estabelecida com base
em preços usualmente praticados no mercado considerado, obtidos por levantamento,
ainda que por amostragem ou através de informações e outros elementos fornecidos por
entidades representativas dos respectivos setores, adotando-se a média ponderada dos
preços coletados, devendo os critérios para sua fixação ser previstos em lei.

§ 5º O imposto a ser pago por substituição tributária, na hipótese do inciso II do caput,


corresponderá à diferença entre o valor resultante da aplicação da alíquota prevista para
as operações ou prestações internas do Estado de destino sobre a respectiva base de
cálculo e o valor do imposto devido pela operação ou prestação própria do substituto.

§ 6o Em substituição ao disposto no inciso II do caput, a base de cálculo em relação às


operações ou prestações subseqüentes poderá ser o preço a consumidor final usualmente
praticado no mercado considerado, relativamente ao serviço, à mercadoria ou sua similar,
em condições de livre concorrência, adotando-se para sua apuração as regras
estabelecidas no § 4o deste artigo.

Art. 9º A adoção do regime de substituição tributária em operações interestaduais


dependerá de acordo específico celebrado pelos Estados interessados.

§ 1º A responsabilidade a que se refere o art. 6º poderá ser atribuída:

I - ao contribuinte que realizar operação interestadual com petróleo, inclusive lubrificantes,


combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, em relação às operações subseqüentes;
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II - às empresas geradoras ou distribuidoras de energia elétrica, nas operações internas e


interestaduais, na condição de contribuinte ou de substituto tributário, pelo pagamento do
imposto, desde a produção ou importação até a última operação, sendo seu cálculo
efetuado sobre o preço praticado na operação final, assegurado seu recolhimento ao
Estado onde deva ocorrer essa operação.

§ 2º Nas operações interestaduais com as mercadorias de que tratam os incisos I e II do


parágrafo anterior, que tenham como destinatário consumidor final, o imposto incidente na
operação será devido ao Estado onde estiver localizado o adquirente e será pago pelo
remetente.

Art. 10. É assegurado ao contribuinte substituído o direito à restituição do valor do imposto


pago por força da substituição tributária, correspondente ao fato gerador presumido que
não se realizar.

§ 1º Formulado o pedido de restituição e não havendo deliberação no prazo de noventa


dias, o contribuinte substituído poderá se creditar, em sua escrita fiscal, do valor objeto do
pedido, devidamente atualizado segundo os mesmos critérios aplicáveis ao tributo.

§ 2º Na hipótese do parágrafo anterior, sobrevindo decisão contrária irrecorrível, o


contribuinte substituído, no prazo de quinze dias da respectiva notificação, procederá ao
estorno dos créditos lançados, também devidamente atualizados, com o pagamento dos
acréscimos legais cabíveis.

Art. 11. O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do imposto e


definição do estabelecimento responsável, é:

I - tratando-se de mercadoria ou bem:

a) o do estabelecimento onde se encontre, no momento da ocorrência do fato gerador;

b) onde se encontre, quando em situação irregular pela falta de documentação fiscal ou


quando acompanhado de documentação inidônea, como dispuser a legislação tributária;

c) o do estabelecimento que transfira a propriedade, ou o título que a represente, de


mercadoria por ele adquirida no País e que por ele não tenha transitado;

d) importado do exterior, o do estabelecimento onde ocorrer a entrada física;

e) importado do exterior, o do domicílio do adquirente, quando não estabelecido;

f) aquele onde seja realizada a licitação, no caso de arrematação de mercadoria ou bem


importados do exterior e apreendidos ou abandonados;

g) o do Estado onde estiver localizado o adquirente, inclusive consumidor final, nas


operações interestaduais com energia elétrica e petróleo, lubrificantes e combustíveis dele
derivados, quando não destinados à industrialização ou à comercialização;

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h) o do Estado de onde o ouro tenha sido extraído, quando não considerado como ativo
financeiro ou instrumento cambial;

i) o de desembarque do produto, na hipótese de captura de peixes, crustáceos e moluscos;

II - tratando-se de prestação de serviço de transporte:

a) onde tenha início a prestação;

b) onde se encontre o transportador, quando em situação irregular pela falta de


documentação fiscal ou quando acompanhada de documentação inidônea, como
dispuser a legislação tributária;

c) o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese do inciso XIII do art. 12 e para


os efeitos do § 3º do art. 13;

III - tratando-se de prestação onerosa de serviço de comunicação:

a) o da prestação do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem, assim entendido


o da geração, emissão, transmissão e retransmissão, repetição, ampliação e recepção;

b) o do estabelecimento da concessionária ou da permissionária que forneça ficha, cartão,


ou assemelhados com que o serviço é pago;

c) o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese e para os efeitos do inciso XIII


do art. 12;

c-1) o do estabelecimento ou domicílio do tomador do serviço, quando prestado por meio


de satélite;

d) onde seja cobrado o serviço, nos demais casos;

IV - tratando-se de serviços prestados ou iniciados no exterior, o do estabelecimento ou do


domicílio do destinatário.

§ 1º O disposto na alínea c do inciso I não se aplica às mercadorias recebidas em regime


de depósito de contribuinte de Estado que não o do depositário.

§ 2º Para os efeitos da alínea h do inciso I, o ouro, quando definido como ativo financeiro
ou instrumento cambial, deve ter sua origem identificada.

§ 3º Para efeito desta Lei Complementar, estabelecimento é o local, privado ou público,


edificado ou não, próprio ou de terceiro, onde pessoas físicas ou jurídicas exerçam suas
atividades em caráter temporário ou permanente, bem como onde se encontrem
armazenadas mercadorias, observado, ainda, o seguinte:

I - na impossibilidade de determinação do estabelecimento, considera-se como tal o local


em que tenha sido efetuada a operação ou prestação, encontrada a mercadoria ou
constatada a prestação;
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II - é autônomo cada estabelecimento do mesmo titular;

III - considera-se também estabelecimento autônomo o veículo usado no comércio


ambulante e na captura de pescado;

IV - respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo titular.

§ 4º (VETADO)

§ 5º Quando a mercadoria for remetida para armazém geral ou para depósito fechado do
próprio contribuinte, no mesmo Estado, a posterior saída considerar-se-á ocorrida no
estabelecimento do depositante, salvo se para retornar ao estabelecimento remetente.

§ 6o Na hipótese do inciso III do caput deste artigo, tratando-se de serviços não medidos,
que envolvam localidades situadas em diferentes unidades da Federação e cujo preço seja
cobrado por períodos definidos, o imposto devido será recolhido em partes iguais para as
unidades da Federação onde estiverem localizados o prestador e o tomador.

Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:

I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro


estabelecimento do mesmo titular;

II - do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por qualquer


estabelecimento;

III - da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito


fechado, no Estado do transmitente;

IV - da transmissão de propriedade de mercadoria, ou de título que a represente, quando


a mercadoria não tiver transitado pelo estabelecimento transmitente;

V - do início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, de


qualquer natureza;

VI - do ato final do transporte iniciado no exterior;

VII - das prestações onerosas de serviços de comunicação, feita por qualquer meio,
inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e
a ampliação de comunicação de qualquer natureza;

VIII - do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços:

a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios;

b) compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa de


incidência do imposto de competência estadual, como definido na lei complementar
aplicável;

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IX – do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens importados do exterior;

X - do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado no exterior;

XI – da aquisição em licitação pública de mercadorias ou bens importados do exterior e


apreendidos ou abandonados;

XII – da entrada no território do Estado de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos


derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados
à comercialização ou à industrialização;

XIII - da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro
Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subseqüente.

§ 1º Na hipótese do inciso VII, quando o serviço for prestado mediante pagamento em


ficha, cartão ou assemelhados, considera-se ocorrido o fato gerador do imposto quando
do fornecimento desses instrumentos ao usuário.

§ 2º Na hipótese do inciso IX, após o desembaraço aduaneiro, a entrega, pelo depositário,


de mercadoria ou bem importados do exterior deverá ser autorizada pelo órgão
responsável pelo seu desembaraço, que somente se fará mediante a exibição do
comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro, salvo
disposição em contrário.

§ 3o Na hipótese de entrega de mercadoria ou bem importados do exterior antes do


desembaraço aduaneiro, considera-se ocorrido o fato gerador neste momento, devendo
a autoridade responsável, salvo disposição em contrário, exigir a comprovação do
pagamento do imposto.

Art. 13. A base de cálculo do imposto é:

I - na saída de mercadoria prevista nos incisos I, III e IV do art. 12, o valor da operação;

II - na hipótese do inciso II do art. 12, o valor da operação, compreendendo mercadoria e


serviço;

III - na prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação,


o preço do serviço;

IV - no fornecimento de que trata o inciso VIII do art. 12;

a) o valor da operação, na hipótese da alínea a;

b) o preço corrente da mercadoria fornecida ou empregada, na hipótese da alínea b;

V - na hipótese do inciso IX do art. 12, a soma das seguintes parcelas:

a) o valor da mercadoria ou bem constante dos documentos de importação, observado o


disposto no art. 14;
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b) imposto de importação;

c) imposto sobre produtos industrializados;

d) imposto sobre operações de câmbio;

e) quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras;

VI - na hipótese do inciso X do art. 12, o valor da prestação do serviço, acrescido, se for o


caso, de todos os encargos relacionados com a sua utilização;

VII - no caso do inciso XI do art. 12, o valor da operação acrescido do valor dos impostos de
importação e sobre produtos industrializados e de todas as despesas cobradas ou
debitadas ao adquirente;

VIII - na hipótese do inciso XII do art. 12, o valor da operação de que decorrer a entrada;

IX - na hipótese do inciso XIII do art. 12, o valor da prestação no Estado de origem.

§ 1o Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput deste


artigo:

I - o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação para


fins de controle;

II - o valor correspondente a:

a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como


descontos concedidos sob condição;

b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem
e seja cobrado em separado.

§ 2º Não integra a base de cálculo do imposto o montante do Imposto sobre Produtos


Industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto
destinado à industrialização ou à comercialização, configurar fato gerador de ambos os
impostos.

§ 3º No caso do inciso IX, o imposto a pagar será o valor resultante da aplicação do


percentual equivalente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, sobre o valor
ali previsto.

§ 4º Na saída de mercadoria para estabelecimento localizado em outro Estado,


pertencente ao mesmo titular, a base de cálculo do imposto é:

I - o valor correspondente à entrada mais recente da mercadoria;

II - o custo da mercadoria produzida, assim entendida a soma do custo da matéria-prima,


material secundário, mão-de-obra e acondicionamento;

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III - tratando-se de mercadorias não industrializadas, o seu preço corrente no mercado


atacadista do estabelecimento remetente.

§ 5º Nas operações e prestações interestaduais entre estabelecimentos de contribuintes


diferentes, caso haja reajuste do valor depois da remessa ou da prestação, a diferença fica
sujeita ao imposto no estabelecimento do remetente ou do prestador.

Art. 14. O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em moeda
nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do imposto de importação, sem
qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação da taxa de câmbio até o
pagamento efetivo do preço.

Parágrafo único. O valor fixado pela autoridade aduaneira para base de cálculo do
imposto de importação, nos termos da lei aplicável, substituirá o preço declarado.

Art. 15. Na falta do valor a que se referem os incisos I e VIII do art. 13, a base de cálculo do
imposto é:

I - o preço corrente da mercadoria, ou de seu similar, no mercado atacadista do local da


operação ou, na sua falta, no mercado atacadista regional, caso o remetente seja
produtor, extrator ou gerador, inclusive de energia;

II - o preço FOB estabelecimento industrial à vista, caso o remetente seja industrial;

III - o preço FOB estabelecimento comercial à vista, na venda a outros comerciantes ou


industriais, caso o remetente seja comerciante.

§ 1º Para aplicação dos incisos II e III do caput, adotar-se-á sucessivamente:

I - o preço efetivamente cobrado pelo estabelecimento remetente na operação mais


recente;

II - caso o remetente não tenha efetuado venda de mercadoria, o preço corrente da


mercadoria ou de seu similar no mercado atacadista do local da operação ou, na falta
deste, no mercado atacadista regional.

§ 2º Na hipótese do inciso III do caput, se o estabelecimento remetente não efetue vendas


a outros comerciantes ou industriais ou, em qualquer caso, se não houver mercadoria
similar, a base de cálculo será equivalente a setenta e cinco por cento do preço de venda
corrente no varejo.

Art. 16. Nas prestações sem preço determinado, a base de cálculo do imposto é o valor
corrente do serviço, no local da prestação.

Art. 17. Quando o valor do frete, cobrado por estabelecimento pertencente ao mesmo
titular da mercadoria ou por outro estabelecimento de empresa que com aquele
mantenha relação de interdependência, exceder os níveis normais de preços em vigor, no

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mercado local, para serviço semelhante, constantes de tabelas elaboradas pelos órgãos
competentes, o valor excedente será havido como parte do preço da mercadoria.

Parágrafo único. Considerar-se-ão interdependentes duas empresas quando:

I - uma delas, por si, seus sócios ou acionistas, e respectivos cônjuges ou filhos menores, for
titular de mais de cinqüenta por cento do capital da outra;

II - uma mesma pessoa fizer parte de ambas, na qualidade de diretor, ou sócio com funções
de gerência, ainda que exercidas sob outra denominação;

III - uma delas locar ou transferir a outra, a qualquer título, veículo destinado ao transporte
de mercadorias.

Art. 18. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou
o preço de mercadorias, bens, serviços ou direitos, a autoridade lançadora, mediante
processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não
mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos
pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de
contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial.

Art. 19. O imposto é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação
relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual
e intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo
ou por outro Estado.

Art. 20. Para a compensação a que se refere o artigo anterior, é assegurado ao sujeito
passivo o direito de creditar-se do imposto anteriormente cobrado em operações de que
tenha resultado a entrada de mercadoria, real ou simbólica, no estabelecimento, inclusive
a destinada ao seu uso ou consumo ou ao ativo permanente, ou o recebimento de serviços
de transporte interestadual e intermunicipal ou de comunicação.

§ 1º Não dão direito a crédito as entradas de mercadorias ou utilização de serviços


resultantes de operações ou prestações isentas ou não tributadas, ou que se refiram a
mercadorias ou serviços alheios à atividade do estabelecimento.

§ 2º Salvo prova em contrário, presumem-se alheios à atividade do estabelecimento os


veículos de transporte pessoal.

§ 3º É vedado o crédito relativo a mercadoria entrada no estabelecimento ou a prestação


de serviços a ele feita:

I - para integração ou consumo em processo de industrialização ou produção rural, quando


a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto, exceto se
tratar-se de saída para o exterior;

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II - para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a prestação


subseqüente não forem tributadas ou estiverem isentas do imposto, exceto as destinadas
ao exterior.

§ 4º Deliberação dos Estados, na forma do art. 28, poderá dispor que não se aplique, no
todo ou em parte, a vedação prevista no parágrafo anterior.

§ 5o Para efeito do disposto no caput deste artigo, relativamente aos créditos decorrentes
de entrada de mercadorias no estabelecimento destinadas ao ativo permanente, deverá
ser observado:

I – a apropriação será feita à razão de um quarenta e oito avos por mês, devendo a primeira
fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento

II – em cada período de apuração do imposto, não será admitido o creditamento de que


trata o inciso I, em relação à proporção das operações de saídas ou prestações isentas ou
não tributadas sobre o total das operações de saídas ou prestações efetuadas no mesmo
período;

III – para aplicação do disposto nos incisos I e II deste parágrafo, o montante do crédito a
ser apropriado será obtido multiplicando-se o valor total do respectivo crédito pelo fator
igual a 1/48 (um quarenta e oito avos) da relação entre o valor das operações de saídas e
prestações tributadas e o total das operações de saídas e prestações do período,
equiparando-se às tributadas, para fins deste inciso, as saídas e prestações com destino ao
exterior ou as saídas de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos;

IV – o quociente de um quarenta e oito avos será proporcionalmente aumentado ou


diminuído, pro rata die, caso o período de apuração seja superior ou inferior a um mês;

V – na hipótese de alienação dos bens do ativo permanente, antes de decorrido o prazo


de quatro anos contado da data de sua aquisição, não será admitido, a partir da data da
alienação, o creditamento de que trata este parágrafo em relação à fração que
corresponderia ao restante do quadriênio;

VI – serão objeto de outro lançamento, além do lançamento em conjunto com os demais


créditos, para efeito da compensação prevista neste artigo e no art. 19, em livro próprio ou
de outra forma que a legislação determinar, para aplicação do disposto nos incisos I a V
deste parágrafo; e

VII – ao final do quadragésimo oitavo mês contado da data da entrada do bem no


estabelecimento, o saldo remanescente do crédito será cancelado.

§ 6º Operações tributadas, posteriores a saídas de que trata o § 3º, dão ao estabelecimento


que as praticar direito a creditar-se do imposto cobrado nas operações anteriores às isentas
ou não tributadas sempre que a saída isenta ou não tributada seja relativa a:

I - produtos agropecuários;
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II - quando autorizado em lei estadual, outras mercadorias.

Art. 21. O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado
sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:

I - for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta
circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço;

II - for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do produto


resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto;

III - vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento;

IV - vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.

§ 2o Não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser objeto
de operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel
destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.

§ 3º O não creditamento ou o estorno a que se referem o § 3º do art. 20 e o caput deste


artigo, não impedem a utilização dos mesmos créditos em operações posteriores, sujeitas
ao imposto, com a mesma mercadoria.

Art. 22. (VETADO)

Art. 23. O direito de crédito, para efeito de compensação com débito do imposto,
reconhecido ao estabelecimento que tenha recebido as mercadorias ou para o qual
tenham sido prestados os serviços, está condicionado à idoneidade da documentação e,
se for o caso, à escrituração nos prazos e condições estabelecidos na legislação.

Parágrafo único. O direito de utilizar o crédito extingue-se depois de decorridos cinco anos
contados da data de emissão do documento.

Art. 24. A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do imposto.
As obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o período de apuração e
são liquidadas por compensação ou mediante pagamento em dinheiro como disposto
neste artigo:

I - as obrigações consideram-se liquidadas por compensação até o montante dos créditos


escriturados no mesmo período mais o saldo credor de período ou períodos anteriores, se
for o caso;

II - se o montante dos débitos do período superar o dos créditos, a diferença será liquidada
dentro do prazo fixado pelo Estado;

III - se o montante dos créditos superar os dos débitos, a diferença será transportada para o
período seguinte.

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Art. 25. Para efeito de aplicação do disposto no art. 24, os débitos e créditos devem ser
apurados em cada estabelecimento, compensando-se os saldos credores e devedores
entre os estabelecimentos do mesmo sujeito passivo localizados no Estado.

§ 1º Saldos credores acumulados a partir da data de publicação desta Lei Complementar


por estabelecimentos que realizem operações e prestações de que tratam o inciso II do art.
3º e seu parágrafo único podem ser, na proporção que estas saídas representem do total
das saídas realizadas pelo estabelecimento:

I - imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado;

II - havendo saldo remanescente, transferidos pelo sujeito passivo a outros contribuintes do


mesmo Estado, mediante a emissão pela autoridade competente de documento que
reconheça o crédito.

§ 2º Lei estadual poderá, nos demais casos de saldos credores acumulados a partir da
vigência desta Lei Complementar, permitir que:

I - sejam imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado;

II - sejam transferidos, nas condições que definir, a outros contribuintes do mesmo Estado.

Art. 26. Em substituição ao regime de apuração mencionado nos arts. 24 e 25, a lei estadual
poderá estabelecer:

I - que o cotejo entre créditos e débitos se faça por mercadoria ou serviço dentro de
determinado período;

II - que o cotejo entre créditos e débitos se faça por mercadoria ou serviço em cada
operação;

III - que, em função do porte ou da atividade do estabelecimento, o imposto seja pago em


parcelas periódicas e calculado por estimativa, para um determinado período, assegurado
ao sujeito passivo o direito de impugná-la e instaurar processo contraditório.

§ 1º Na hipótese do inciso III, ao fim do período, será feito o ajuste com base na escrituração
regular do contribuinte, que pagará a diferença apurada, se positiva; caso contrário, a
diferença será compensada com o pagamento referente ao período ou períodos
imediatamente seguintes.

§ 2º A inclusão de estabelecimento no regime de que trata o inciso III não dispensa o sujeito
passivo do cumprimento de obrigações acessórias.

Art. 27. (VETADO)

Art. 28.(VETADO)

Art. 29. (VETADO)

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Art. 30.(VETADO)

Art. 31. Nos exercícios financeiros de 2003 a 2006, a União entregará mensalmente recursos
aos Estados e seus Municípios, obedecidos os montantes, os critérios, os prazos e as demais
condições fixadas no Anexo desta Lei Complementar.

§ 1o Do montante de recursos que couber a cada Estado, a União entregará, diretamente:

I - setenta e cinco por cento ao próprio Estado; e

II - vinte e cinco por cento aos respectivos Municípios, de acordo com os critérios previstos
no parágrafo único do art. 158 da Constituição Federal.

§ 2º Para atender ao disposto no caput, os recursos do Tesouro Nacional serão provenientes

I - da emissão de títulos de sua responsabilidade, ficando autorizada, desde já, a inclusão


nas leis orçamentárias anuais de estimativa de receita decorrente dessas emissões, bem
como de dotação até os montantes anuais previstos no Anexo, não se aplicando neste
caso, desde que atendidas as condições e os limites globais fixados pelo Senado Federal,
quaisquer restrições ao acréscimo que acarretará no endividamento da União;

II - de outras fontes de recursos.

§ 3o A entrega dos recursos a cada unidade federada, na forma e condições detalhadas


no Anexo, especialmente no seu item 3, será satisfeita, primeiro, para efeito de pagamento
ou compensação da dívida da respectiva unidade, inclusive de sua administração indireta,
vencida e não paga junto à União, bem como para o ressarcimento à União de despesas
decorrentes de eventuais garantias honradas de operações de crédito externas. O saldo
remanescente, se houver, será creditado em moeda corrente.

§ 4o A entrega dos recursos a cada unidade federada, na forma e condições detalhadas


no Anexo, subordina-se à existência de disponibilidades orçamentárias consignadas a essa
finalidade na respectiva Lei Orçamentária Anual da União, inclusive eventuais créditos
adicionais.

§ 5o Para efeito da apuração de que trata o art. 4o da Lei Complementar no 65, de 15 de


abril de 1991, será considerado o valor das respectivas exportações de produtos
industrializados, inclusive de semi-elaborados, não submetidas à incidência do imposto
sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, em 31 de julho de 1996.

Art. 32. A partir da data de publicação desta Lei Complementar:

I - o imposto não incidirá sobre operações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive
produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, bem como sobre
prestações de serviços para o exterior;
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II - darão direito de crédito, que não será objeto de estorno, as mercadorias entradas no
estabelecimento para integração ou consumo em processo de produção de mercadorias
industrializadas, inclusive semi-elaboradas, destinadas ao exterior;

III - entra em vigor o disposto no Anexo integrante desta Lei Complementar.

Art. 33. Na aplicação do art. 20 observar-se-á o seguinte:

I – somente darão direito de crédito as mercadorias destinadas ao uso ou consumo do


estabelecimento nele entradas a partir de 1o de janeiro de 2020;

II – somente dará direito a crédito a entrada de energia elétrica no estabelecimento

a) quando for objeto de operação de saída de energia elétrica;

b) quando consumida no processo de industrialização;

c) quando seu consumo resultar em operação de saída ou prestação para o exterior, na


proporção destas sobre as saídas ou prestações totais; e

d) a partir de 1o de janeiro de 2020 nas demais hipóteses;

III - somente darão direito de crédito as mercadorias destinadas ao ativo permanente do


estabelecimento, nele entradas a partir da data da entrada desta Lei Complementar em
vigor.

IV – somente dará direito a crédito o recebimento de serviços de comunicação utilizados


pelo estabelecimento:

a) ao qual tenham sido prestados na execução de serviços da mesma natureza

b) quando sua utilização resultar em operação de saída ou prestação para o exterior, na


proporção desta sobre as saídas ou prestações totais; e

c) a partir de 1o de janeiro de 2020 nas demais hipóteses.

Art. 34. (VETADO)

Art. 35. As referências feitas aos Estados nesta Lei Complementar entendem-se feitas
também ao Distrito Federal.

Art. 36. Esta Lei Complementar entra em vigor no primeiro dia do segundo mês seguinte ao
da sua publicação, observado o disposto nos arts. 32 e 33 e no Anexo integrante desta Lei
Complementar.

3. Lei Complementar nº 116/2003

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Art. 1o O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e


do Distrito Federal, tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista
anexa, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador.

§ 1o O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja


prestação se tenha iniciado no exterior do País.

§ 2o Ressalvadas as exceções expressas na lista anexa, os serviços nela mencionados não


ficam sujeitos ao Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação –
ICMS, ainda que sua prestação envolva fornecimento de mercadorias.

§ 3o O imposto de que trata esta Lei Complementar incide ainda sobre os serviços prestados
mediante a utilização de bens e serviços públicos explorados economicamente mediante
autorização, permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo
usuário final do serviço.

§ 4o A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço prestado.

Art. 2o O imposto não incide sobre:

I – as exportações de serviços para o exterior do País;

II – a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos


diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e
fundações, bem como dos sócios-gerentes e dos gerentes-delegados;

III – o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos depósitos
bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito
realizadas por instituições financeiras.

Parágrafo único. Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no


Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no
exterior.

Art. 3o O serviço considera-se prestado, e o imposto, devido, no local do estabelecimento


prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do domicílio do prestador, exceto nas
hipóteses previstas nos incisos I a XXV, quando o imposto será devido no local:

I – do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de


estabelecimento, onde ele estiver domiciliado, na hipótese do § 1o do art. 1o desta Lei
Complementar;

II – da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos serviços
descritos no subitem 3.05 da lista anexa;

III – da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.02 e 7.19 da lista
anexa;
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IV – da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista anexa;

V – das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.05 da lista anexa;

VI – da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem,


separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.09 da lista anexa;

VII – da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos,


imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços descritos
no subitem 7.10 da lista anexa;

VIII – da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos


serviços descritos no subitem 7.11 da lista anexa;

IX – do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos,


químicos e biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da lista anexa;

X – (VETADO)

XI – (VETADO)

XII - do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio,


silagem, colheita, corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e
serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas para
quaisquer fins e por quaisquer meios;

XIII – da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no


caso dos serviços descritos no subitem 7.17 da lista anexa;

XIV – da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.18 da lista anexa;

XV – onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no


subitem 11.01 da lista anexa;

XVI - dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou
monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02 da lista anexa;

XVII – do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no


caso dos serviços descritos no subitem 11.04 da lista anexa;

XVIII – da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso


dos serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da lista anexa;

XIX - do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos
pelo item 16 da lista anexa;

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XX – do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento,


onde ele estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da lista
anexa;

XXI – da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento,


organização e administração, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.10 da lista
anexa;

XXII – do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no caso


dos serviços descritos pelo item 20 da lista anexa.

XXIII - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22, 4.23 e 5.09;

XXIV - do domicílio do tomador do serviço no caso dos serviços prestados pelas


administradoras de cartão de crédito ou débito e demais descritos no subitem 15.01;

XXV - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 10.04 e 15.09.

§ 1o No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.04 da lista anexa, considera-se ocorrido
o fato gerador e devido o imposto em cada Município em cujo território haja extensão de
ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos de
locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,
compartilhado ou não.

§ 2o No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da lista anexa, considera-se
ocorrido o fato gerador e devido o imposto em cada Município em cujo território haja
extensão de rodovia explorada.

§ 3o Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no local do estabelecimento


prestador nos serviços executados em águas marítimas, excetuados os serviços descritos no
subitem 20.01.

§ 4o § 4o Na hipótese de descumprimento do disposto no caput ou no § 1o, ambos do art.


8o-A desta Lei Complementar, o imposto será devido no local do estabelecimento do
tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento, onde ele estiver
domiciliado.

Art. 4o Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a


atividade de prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure
unidade econômica ou profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo as
denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de
representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas.

Art. 5o Contribuinte é o prestador do serviço.

Art. 6o Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da

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respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este


em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive no
que se refere à multa e aos acréscimos legais.

§ 1o Os responsáveis a que se refere este artigo estão obrigados ao recolhimento integral


do imposto devido, multa e acréscimos legais, independentemente de ter sido efetuada
sua retenção na fonte.

§ 2o Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1o deste artigo, são responsáveis:

I – o tomador ou intermediário de serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação


se tenha iniciado no exterior do País;

II – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços
descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12, 7.14, 7.15, 7.16, 7.17, 7.19, 11.02,
17.05 e 17.10 da lista anexa.

III - a pessoa jurídica tomadora ou intermediária de serviços, ainda que imune ou isenta, na
hipótese prevista no § 4o do art. 3o desta Lei Complementar.

§ 3o No caso dos serviços descritos nos subitens 10.04 e 15.09, o valor do imposto é devido
ao Município declarado como domicílio tributário da pessoa jurídica ou física tomadora do
serviço, conforme informação prestada por este.

§ 4o No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito,


descritos no subitem 15.01, os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações
efetivadas deverão ser registrados no local do domicílio do tomador do serviço.

Art. 7o A base de cálculo do imposto é o preço do serviço.

§ 1o Quando os serviços descritos pelo subitem 3.04 da lista anexa forem prestados no
território de mais de um Município, a base de cálculo será proporcional, conforme o caso,
à extensão da ferrovia, rodovia, dutos e condutos de qualquer natureza, cabos de qualquer
natureza, ou ao número de postes, existentes em cada Município.

§ 2o Não se incluem na base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza:

I - o valor dos materiais fornecidos pelo prestador dos serviços previstos nos itens 7.02 e 7.05
da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar;

II - (VETADO)

§ 3o (VETADO)

Art. 8o As alíquotas máximas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza são as


seguintes:

I – (VETADO)

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II – demais serviços, 5% (cinco por cento).

Art. 8o-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois
por cento).

§ 1o O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios


tributários ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de crédito presumido
ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte, direta ou indiretamente, em carga
tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota mínima estabelecida no
caput, exceto para os serviços a que se referem os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa
a esta Lei Complementar.

§ 2o É nula a lei ou o ato do Município ou do Distrito Federal que não respeite as disposições
relativas à alíquota mínima previstas neste artigo no caso de serviço prestado a tomador ou
intermediário localizado em Município diverso daquele onde está localizado o prestador do
serviço.

§ 3o A nulidade a que se refere o § 2o deste artigo gera, para o prestador do serviço,


perante o Município ou o Distrito Federal que não respeitar as disposições deste artigo, o
direito à restituição do valor efetivamente pago do Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza calculado sob a égide da lei nula.

Art. 9o Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 10. Ficam revogados os arts. 8o, 10, 11 e 12 do Decreto-Lei no 406, de 31 de dezembro
de 1968; os incisos III, IV, V e VII do art. 3o do Decreto-Lei no 834, de 8 de setembro de 1969;
a Lei Complementar no 22, de 9 de dezembro de 1974; a Lei no 7.192, de 5 de junho de 1984;
a Lei Complementar no 56, de 15 de dezembro de 1987; e a Lei Complementar no 100, de
22 de dezembro de 1999.

4. Lei Orgânica do Município de São José do Rio Preto

TÍTULO IV

Da Administração Tributária e Financeira

Capítulo I - Dos Tributos Municipais

Capítulo II - Da Receita e da Despesa

Capítulo III - Do Orçamento

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CAPÍTULO I

Dos Tributos Municipais

Artigo 122 - São tributos municipais os impostos, as taxas e a contribuição de melhoria, esta
decorrente de obras públicas, instituídas por leis municipais, atendidos os princípios
estabelecidos na Constituição da República.

Artigo 123 - São de competência do Município os impostos sobre:

I - Propriedade predial e territorial urbana;

II - Transmissão Inter Vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza
ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão
de direitos à sua aquisição;

III - Vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;

IV - Serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência do Estado,


definidos em lei complementar federal.

§ 1º - O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo, nos termos da Lei Municipal, de
forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.

§ 2º - O imposto previsto no inciso II não incide sobre a transmissão de bens ou direitos


incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital nem sobre a
transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de
pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a
compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento
mercantil.

§ 3º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos
impostos previstos nos incisos III e IV

Artigo 124 - As taxas só poderão ser instituídas por lei, em razão do exercício do poder de
polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.

Artigo 125 - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados
segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à Administração Municipal,
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos
individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do
contribuinte.

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Parágrafo Único – As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

Artigo 126 - O Município poderá instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o
custeio, em benefício destes, de sistemas de previdência e assistência social, na forma da
lei.

CAPITULO II

Da Receita e da Despesa

Artigo 127 - A receita municipal constituir-se-á da arrecadação dos tributos municipais, da


participação de tributos da União e do Estado, dos recursos resultantes do Fundo de
Participação dos Municípios e da utilização de seus bens, serviços, atividades e de outros
ingressos.

Artigo 128 - A fixação dos preços públicos, devidos pela utilização de bens, serviços e
atividades municipais, será feita pelo Prefeito, mediante decreto.

Parágrafo Único - As tarifas dos serviços públicos deverão cobrir os seus custos, sendo
reajustáveis quando se tornarem deficientes ou excedentes.

Artigo 129 - Nenhum contribuinte será obrigado ao pagamento de qualquer tributo lançado
pela Prefeitura, sem prévia notificação.

Parágrafo Único - Do lançamento do tributo cabe recurso ao Prefeito, assegurado para sua
interposição o prazo de quinze dias úteis, contados da notificação.

Artigo 130 – Considera-se notificação a entrega do aviso de lançamento no domicílio fiscal


do contribuinte.

Parágrafo Único - A notificação ao contribuinte deverá ser feita pessoalmente ou por via
postal, sob registro, e, na ausência do destinatário, far-se-á ao seu representante ou
preposto, e, se encontrar em lugar incerto e não sabido, por edital.

Artigo 131 - Nenhuma despesa será ordenada ou satisfeita sem que exista recurso disponível
e crédito aprovado pela Câmara Municipal, salvo a que ocorrer por conta de crédito
extraordinário, nos termos da legislação em vigor.

Artigo 132 - Nenhuma lei que crie ou aumente despesa será executada sem que dela
conste a identificação do recurso para atendimento do correspondente encargo.

Artigo 133 - As disponibilidades de caixa do Município, de suas autarquias e fundações e


das empresas por ele controladas serão depositadas em instituições financeiras oficiais,
salvo os casos previstos em lei.

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5. Código Tributário do Município – Lei nº 3359/1983

TITULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º Esta Lei institui o Código Tributário do Município, dispondo sobre fatos geradores,
contribuintes, responsáveis, bases de cálculo, alíquotas, lançamento e arrecadação de
cada tributo, disciplinando a aplicação de penalidades, a concessão de isenções e
administração tributária.

Art. 2º Aplicam-se às relações entre a fazenda Municipal e os contribuintes as normas


gerais de direito tributário constantes deste Código e do Código Tributário Nacional.

Art. 3º Compõem o sistema tributário do Município:

I - Impostos:

a) sobre a propriedade territorial urbano;


b) sobre a propriedade predial;
c) sobre serviços de qualquer natureza.

II - Taxas decorrentes do efetivo exercício do poder de Polícia Administrativa:

a) de licença para localização;


b) de licença para funcionamento em horário normal e especial;
c) de licença para o exercício da atividade de comércio ambulante;
d) de licença para execução de obras particulares;
e) de licença para publicidade.

III - Taxas decorrentes da utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos, específicos


e divisíveis, prestados aos contribuintes ou postos a sua disposição:

a) (Extinta pela Lei nº 6107/1995)


b) (Extinta pela Lei nº 6107/1995)
c) iluminação pública;
d) conservação de estradas municipais;
e) incêndio e salvamento;
f) água e esgoto.

IV - Contribuição de Melhoria

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Art. 4º Para serviços cuja natureza não com porte a cobrança de taxas, serão
estabelecidos, pelo Executivo, preços públicos, não submetidos à disciplina jurídica dos
tributos.

TÍTULO II
DOS IMPOSTOS

Capítulo I
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL URBANA

SEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DO CONTRIBUINTE

Art. 5º O imposto sobre a propriedade territorial urbana tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de terreno localizado na zona urbana do
Município, observando-se o disposto no artigo 7º.

Parágrafo único. Considera-se ocorrido o fato gerador, para todos os efeitos legais, em 1º
de janeiro de cada ano.

Art. 6º O contribuinte do imposto e o proprietário, o titular do domínio útil ou o possuidor do


terreno, a qualquer título.

Art. 7º O imposto não e devido pelos proprietários, titulares de domínio útil ou possuidores,
a qualquer título, de terreno que, mesmo localizado na zona urbana, seja utilizado,
comprovadamente, em exploração extrativa vegetal, agrícola pecuária ou agroindustrial.

Art. 8º As zonas urbanas, para efeitos deste imposto, são aquelas fixadas por lei, nas quais
existam pelo menos dois dos seguintes melhoramentos, construídos ou mantidos pelo
Poder Público:

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;

II - abastecimento de água;

III - sistema de esgotos sanitários;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;

V - escola primária ou posto de saúde, a uma distância máxima de três quilômetros do


terreno considerado.

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Art. 9º Também são considerados zonas urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão


urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à
habitação, ao comércio ou à indústria, mesmo que localizadas fora das zonas definidas
nos termos do artigo anterior.

Art. 10 Para efeito deste imposto, considera-se terreno o solo, sem benfeitoria ou
edificação, e o terreno que contenha:

I - construção provisória que possa ser removida sem destruição ou alteração;

II - construção em andamento ou paralisada;

III - construção em ruínas, em demolição, condenada ou interditada;

IV - construção que a autoridade competente considere inadequada, quanto à área


ocupada, para a destinação ou utilização pretendida.

Parágrafo único. Todo terreno de área loteada ou não, cuja edificação absorver até 20%
(vinte por cento) de sua área total, será lançado o imposto territorial, excluindo-se os
casos em que o proprietário seja beneficiado com planta popular.

SEÇÃO II
DA BASE DE CÁLCULO E DA ALÍQUOTA

Art. 11 A base de cálculo do imposto é o valor venal do terreno.

Parágrafo único. Os lotes de esquina e os que se situam em vias de divisa do Imposto


Territorial Urbano serão tributados pela média de seus valores venais.

Art. 12 Aplicam-se, ao valor venal do terreno as seguintes alíquotas:

I - terreno vago em que conste, em pelo menos uma das vias públicas que o limite, os
seguintes equipamentos urbanos: rede de água, rede de esgoto, asfalto e guias 3%;

II - terreno vago em que conste, em pelo menos uma das vias públicas que o limite, 3 (três)
dos equipamentos previstos no item anterior 2,5%;

III - terreno vago em que conste, na respectiva via pública, 2 (dois) dos equipamentos
constantes do item I deste artigo 2%;

IV - demais terrenos 1%.

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Art. 13 Fica criada a alíquota progressiva de 0,5% (meio por cento), incidente, por ano de
permanência em terrenos vagos.

Art. 14 O valor venal do terreno será obtido pela multiplicação de sua área, ou de sua
parte ideal, pelo valor do metro quadrado do terreno, aplicados os fatores de correção.

Parágrafo único. Na determinação do valor venal do bem imóvel não serão


considerados;

I - o valor dos bens moveis nele mantidos, em caráter permanente ou temporário, para
efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade:

II - as vinculações restritivas do direito de propriedade e o estado de comunhão;

III - o valor das construções ou edificações nas hipóteses previstas nos incisos I, II, III e IV, do
artigo 10.

Art. 15 O Poder Executivo editará mapas contendo:

I - valores do metro quadrado de terreno segundo sua localização e existência de


equipamentos urbanos;

II - fatores de correção e respectivos critérios de aplicação aos valores do metro


quadrado de terreno.

Art. 16 Os valores constantes dos mapas serão atualizados anualmente por Decreto do
Executivo antes do lançamento deste imposto.

Art. 17 A inscrição no Cadastro Fiscal Imobiliário à Obrigatória, devendo ser promovida,


separadamente para cada terreno de que o contribuinte seja proprietário, titular do
domínio útil ou possuidor, a qualquer título, mesmo que sejam beneficiados por imunidade
ou isenção.

Parágrafo único. São sujeitos a uma só inscrição requerida com a apresentação de planta
ou croqui;

I - as glebas sem qualquer melhoramentos, que só poderão ser utilizadas após a


realização de obras de urbanização;

II - as quadras indivisas das áreas arruadas;

III - o lote isolado;

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IV - o grupo de lotes contíguos.

Art. 18 O contribuinte é obrigado a promover a inscrição em formulário especial, no qual,


sob sua responsabilidade, sem prejuízo de outras informações que poderão ser exigidas
pela Prefeitura declarará:

I - seu nome e qualificação;

II - número anterior, no Registro de Imóveis, do registro do título relativo ao terreno;

III - localização, dimensões, área e confrontações do terreno;

IV - uso a que efetivamente está sendo destinado o terreno;

V - informações sobre o tipo de construção, se existir;

VI - indicações da natureza do título aquisitivo da propriedade ou do domínio útil, e do


número de seu registro no Registro de Imóveis competente;

VII - valor constante do título aquisitivo;

VIII - tratando-se de posse, indicação do título que a justifica, se existir;

IX - endereço para a entrega de avisos de lançamento e notificações.

Art. 19 O contribuinte é obrigado a promover sua inscrição dentro do prazo de noventa


(90) dias contados da:

I - convocação eventualmente feita pela Prefeitura Municipal;

II - demolição ou perecimento das edificações ou construções existentes no terreno;

III - aquisição ou promessa de compra de terreno;

IV - aquisição ou promessa de compra de parte do terreno, não construída,


desmembrada ou ideal;

V - posse do terreno exercida a qualquer título.

Art. 20 Os responsáveis pelo parcelamento do solo ficam obrigados a fornecer, no Mês de


setembro de cada ano, ao Cadastro Fiscal Imobiliário, relação dos lotes que do mesmo
ano tenham sido alienados, definitivamente, ou mediante compromisso de compra e

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venda, mencionando o nome do comprador e o endereço do mesmo, o número de


quadra e de lote, afim de ser feita a devida anotação no Cadastro Imobiliário.

Art. 21 O contribuinte omisso será inscrito de ofício, observado o disposto no artigo 33.

Parágrafo único. Equipara-se ao contribuinte omisso o que apresentar formulário de


inscrição com informações falsas, erros ou omissões dolosas.

SEÇÃO III
DO LANÇAMENTO

Art. 22 O imposto será lançado anualmente, observando-se o estado do terreno em 1º de


janeiro do ano a que corresponder o lançamento.

Parágrafo único. Tratando-se de terreno no qual sejam concluídas obras durante o


exercício, o imposto será devido até o final do ano em que seja expedido o "Habite-se",
em que seja obtido o "Auto de Vistoria", ou em que as construções sejam efetivamente
ocupadas.

Art. 23 O imposto será lançado em nome do contribuinte que constar da inscrição.

§ 1º No caso de terreno objeto de compromisso de compra e venda, o lançamento será


mantido em nome do promitente vendedor até a inscrição do compromissário
comprador.

§ 2º Tratando-se de terreno que seja objeto de enfiteuse, usufruto ou fideicomisso, o


lançamento será feito em nome do enfiteuta, do usufrutuário ou do fiduciário.

Art. 24 Nos casos de condomínio, o imposto será lançado em nome de um, de alguns ou
de todos os coproprietários, nos dois primeiros casos, sem prejuízo da responsabilidade
solidária dos demais pelo pagamento do tributo.

Art. 25 O lançamento do imposto será distinto, um para cada unidade autônoma, ainda
que contíguas ou vizinhas e de propriedade do mesmo contribuinte.

Art. 26 Enquanto não extinto o direito da Fazenda Municipal, o lançamento poderá ser
revisto, de ofício aplicando-se, para a revisão, as normas previstas no artigo 299.

§ 1º O pagamento da obrigação tributária objeto de lançamento anterior será


considerado como pagamento parcial do total devido pelo contribuinte em
consequência de revisão de que trata este artigo.

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§ 2º O lançamento complementar resultante de revisão não invalida o lançamento


anterior.

Art. 27 Enquanto não prescrita a ação para cobrança do Imposto, poderão ser efetuados
lançamentos omitidos, nas circunstâncias estabelecidas no Código Tributário Nacional,
assim como lançamentos adicionais ou complementares de outros que tenham sido feitos
com vícios, irregularidades ou erro de fato.

Art. 28 O imposto será lançado independentemente da regularidade jurídica dos títulos de


propriedade, domínio útil ou posse do terreno, ou da satisfação de quaisquer exigências
administrativas para a utilização do imóvel.

Art. 29 O aviso de lançamento será entregue no domicílio tributário, considerando-se


como tal o local indicado pelo contribuinte.

§ 1º Quando o contribuinte eleger domicílio tributário fora do Município, considerar-se-á


notificado do lançamento com a remessa do respectivo aviso por via postal registrada.

§ 2º na impossibilidade de não ser atendido o disposto no "caput" e parágrafo primeiro


deste artigo o contribuinte será notificado através de Edital, publicado no órgão oficial do
Município.

SEÇÃO IV
DA ARRECADAÇÃO

Art. 30 O pagamento do imposto será feito em 10 (dez) prestações iguais, nos vencimentos
e locais indicados nos avisos de lançamento, observando-se entre o pagamento de uma
e outra prestações o intervalo mínimo de trinta (30) dias.

Art. 31 Nenhuma prestação poderá ser paga sem a previa quitação da antecedente.

Art. 32 O pagamento do imposto não implica reconhecimento, pela Prefeitura, para


quaisquer fins, da legitimidade da propriedade, do domínio útil ou da posse do terreno.

SEÇÃO V
DAS PENALIDADES

Art. 33 Ao contribuinte que não cumprir o disposto no artigo 19 será imposta a multa
equivalente a 20% (vinte por cento) do valor anual do imposto, multa que será devida por
um ou mais exercícios, até a regularização de sua inscrição.

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Art. 34 Aos responsáveis pelo parcelamento do solo a que se refere o artigo 20 que não
cumprirem o disposto naquele artigo será imposta a multa equivalente a 20% (vinte por
cento) do valor anual do imposto, multa que será devida por um ou mais exercícios, até
que seja feita a comunicação exigida.

Art. 35 A falta de pagamento do imposto nos vencimentos fixados nos avisos de


lançamento sujeitará o contribuinte:

I - à correção monetária do débito, calculada mediante a aplicação dos coeficientes


fixados pelo Governo Federal para a atualização do valor dos créditos tributários;

II - à multa de 10% (dez por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente, até
30 (trinta) dias do vencimento;

III - à multa de 15% (quinze por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente,
a partir do 31 dia do vencimento;

IV - à cobrança de juros moratórios à razão de 1% (um por cento) ao mês, incidente sobre
o valor originário.

Art. 36 A inscrição do crédito da fazenda Municipal far-se-á com as cautelas previstas nos
artigos 190 a 193.

SEÇÃO VI
DA ISENÇÃO

Art. 37 São isentos do pagamento do imposto:

I - os proprietários, titulares de domínio útil ou possuidores, a qualquer título, de terreno que


tenham cedido ou venham a ceder e em sua totalidade e, gratuitamente, para uso
exclusivo da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios ou suas autarquias,
abrangendo a isenção apenas o imóvel cedido;

II - os imóveis pertencentes às associações esportivas, recreativas e culturais, assim


consideradas por lei, e desde que suas rendas sejam destinadas integralmente para seus
fins;

III - entidade de utilidade pública, assim consideradas por lei municipal;

IV - particulares, quando cedidos em comodato ao Município, ao Estado ou à União pelo


tempo que durar o comodato;

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V - credos religiosos, destinados a Seminários, Conventos, Palácios Episcopais, residências


paroquiais e de ministros religiosos;

VI - os estabelecimentos educacionais de 1º e 2º graus, desde que suas rendas sejam


aplicadas no País, para suas finalidade e que o imóvel seja utilizado para finalidades
escolares;

VII - o imóvel pertencente a contribuinte que haja servido na Força Expedicionária


Brasileira F.E.B.;

VIII - o imóvel pertencente a participante ativo na Revolução constitucionalista de 1932;

IX - os terrenos urbanos quando colocados pelo Poder público Municipal sob regime de
utilidade pública.

Art. 38 As isenções condicionadas serão solicitadas em requerimento, instruído com as


provas de cumprimento das exigências necessárias para a sua concessão, que deve ser
apresentado até o último dia útil do mês de dezembro de cada exercício, sob pena de
perda do benefício fiscal do ano seguinte.

Parágrafo único. A documentação apresentada com o primeiro pedido de isenção


poderá servir para os demais exercícios, devendo o requerimento de renovação da
isenção referir se àquela documentação.

SEÇÃO VII
DAS IMUNIDADES

Art. 39 São imunes ao pagamento do imposto:

a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros;


b) os templos de qualquer culto;
c) o patrimônio, a renda ou os serviços dos partidos políticos e de instituições de
educação de 1º e 2º graus ou de assistência social, observados os requisitos da lei.

Capítulo II
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL

SEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DO CONTRIBUINTE

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Art. 40 O imposto sobre a propriedade predial tem como fato gerador a propriedade, o
domínio útil ou a posse de imóvel construído, localizado na zona urbana do Município,
observando-se o disposto nos artigos 36 e 43.

§ 1º Para os efeitos deste imposto considera-se imóvel construído o terreno com as


respectivas construções permanentes, que sirvam para habitação, uso, recreio ou para o
exercício de quaisquer atividades, lucrativas ou não, seja qual for sua forma ou destino
aparente ou declarado, ressalvadas as construções a que se refere o artigo 10, incisos I a
IV.

§ 2º Considera-se ocorrido o fato gerador, para todos os efeitos legais, em 1º de janeiro de


cada ano.

Art. 41 O contribuinte do imposto e o proprietário, o titular do domínio útil ou o possuidor, a


qualquer título, de imóvel construído.

Art. 42 O imposto não é devido pelos proprietários, titulares de domínio útil ou possuidores,
a qualquer título de imóvel construído que, mesmo localizado na zona urbana, seja
utilizado, comprovadamente, em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou
agro-industrial.

Art. 43 O imposto também e devido pelos proprietários, titulares de domínio útil ou


possuidores, a qualquer título, de imóvel que, mesmo localizado fora da zona urbana seja
utilizado como sítio de recreio e no qual a eventual produção não se destine ao
comercio.

Art. 44 Este imposto incidirá independentemente da concessão do "Habite-se", a contar


do termino da construção.

Art. 45 Para os efeitos deste imposto, considera-se zona urbana a definida nos artigos 8 e
9.

SEÇÃO II
DA BASE DE CÁLCULO E DA ALÍQUOTA

Art. 46 A base de cálculo do imposto à o valor venal do imóvel, estabelecido de acordo


com o artigo 14, abrangendo a área do terreno e a construção ou edificação nela
existentes.

Art. 47 Aplica-se ao valor venal do imóvel a alíquota de 1% (um por cento).

Art. 48 O valor venal do imóvel, englobando- o terreno e as construções nele existentes,

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será obtido da seguinte forma:

I - para o terreno, na forma do disposto no artigo 14;

II - para a construção, multiplica-se a área construída pelo valor unitário médio


correspondente ao tipo e ao padrão de construção, aplica dos os fatores de correção.

Art. 49 O Poder Executivo editará mapas contendo os elementos a serem observados


conforme Tabela do Anexo I:

I - valores do metro quadrado de edificação segundo o tipo e o padrão;

II - fatores de correção e os respectivos critérios de aplicação.

Art. 50 Na determinação do valor venal não serão considerados:

I - O valor dos bens móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no bem


imóvel, para efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade;

II - as vinculações restritivas do direito de propriedade;

III - o valor das construções ou edificações, nas hipóteses previstas nos incisos I a IV, do
artigo 10.

Art. 51 (Revogado pela Lei nº 5447/1993)

Art. 52 Os valores dos impostos predial e territorial urbano serão anualmente atualizados
monetariamente de acordo com os índices de variação das O.R.T.N.

Art 53 Os valores constantes dos mapas terão sua base de cálculo atualizados
anualmente por Decreto do Executivo, antes do lançamento deste imposto, obedecidos
os índices oficiais das O.R.T.N`s. (Redação dada pela Lei nº 3773/1985)
SEÇÃO III
DA INSCRIÇÃO

Art. 54 A inscrição no Cadastro Fiscal Imobiliário é Obrigatória, devendo ser promovida,


separadamente, para cada imóvel construído de que o contribuinte seja proprietário,
titular do domínio útil ou possuidor, a qualquer título, mesmo nos casos de imunidade ou
isenção.

Art. 55 Para o requerimento de inscrição de imóvel construído, aplicam-se as disposições


do artigo 18, incisos I a IX, com o acréscimo das seguintes informações:

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I - dimensões e área construída do imóvel;

II - área do pavimento térreo;

III - número de pavimentes;

IV - data de conclusão da construção;

V - informações sobre o tipo de construção;

VI - número e natureza dos cômodos.

Art. 56 O contribuinte e obrigado a promover a inscrição dentro do prazo de noventa (90)


dias, contados da:

I - convocação eventualmente feita pela Prefeitura Municipal;

II - conclusão ou ocupação da construção;

III - aquisição ou promessa de compra de imóvel construído;

IV - aquisição ou promessa de conta de parte de imóvel construído, desmembrada ou


ideal;

V - posse de imóvel construído exercida a qualquer título.

Art. 57 O contribuinte omisso será inscrito de ofício, observado o disposto no artigo 63.

Parágrafo único. Equipara-se ao contribuinte omisso o que apresentar formulário de


inscrição com informações falsas, erros ou omissões dolosos.

SEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO

Art. 58 O imposto será lançado anualmente, observando-se o estado do imóvel em 1º de


janeiro do ano a que corresponder o lançamento.

§ 1º Tratando-se de construções concluídas durante o exercício, o imposto será lançado a


partir do exercício seguinte àquele em que seja expedido o "Habite-se", o "Auto de
Vistoria", ou em que as construções sejam parcial ou totalmente ocupadas.

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§ 2º Tratando-se de construções demolidas durante o exercício, o imposto será devido até


o final do exercício, passando a ser devido o imposto sobre a propriedade territorial
urbana a partir do exercício seguinte.

Art. 59 Aplicam-se ao lançamento deste imposto todas as disposições constantes dos


artigos 23 a 29.

SEÇÃO V
DA ARRECADAÇÃO

Art. 60 O pagamento do imposto será feito em 10 (dez) prestações iguais, nos vencimentos
e locais indicados nos avisos de lançamento, observando-se, entre o pagamento de uma
e outra prestações, o intervalo mínimo de trinta (30) dias.

Art. 61 Nenhuma prestação poderá ser paga sem a previa quitação da antecedente.

Art. 62 O pagamento do imposto não implica o reconhecimento, pela Prefeitura, para


quaisquer fins, da legitimidade da propriedade, do domínio útil ou da posse do imóvel.

SEÇÃO VI
DAS PENALIDADES

Art. 63 Ao contribuinte que não cumprir o disposto no artigo 56 será imposta a multa
equivalente a 20% (vinte por cento) do valor anual do imposto, multa que será devida por
um ou mais exercícios, até a regularização de sua inscrição.

Art. 64 A falta de pagamento do imposto nos vencimentos fixados nos avisos de


lançamento sujeitará o contribuinte:

I - à correção monetária do debito, calculada diante a aplicação dos coeficientes


fixados- pelo Governo Federal paxa a atualização do valor dos créditos tributários;

II - à multa de 10% (dez por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente, até
30 (trinta) dias do vencimento;

III - à multa de 15% (quinze por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente,
a partir do 31º dia do vencimento;

IV - à cobrança de juros moratórios à razão de 1% (um por cento) ao mês, incidente sobre
o valor originário.

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Art. 65 A inscrição do credito da Fazenda Municipal far-se-á com as cautelas previstas nos
artigos 190 a 193.

SEÇÃO VII
DA ISENÇÃO

Art. 66 São isentos do pagamento do imposto:

I - os proprietários, titulares de domínio útil ou possuidores, a qualquer título, de terreno que


tenham cedido ou venham a ceder e em sua totalidade e, gratuitamente, para uso
exclusivo da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios ou suas autarquias,
abrangendo a isenção apenas o imóvel cedido;

II - os imóveis pertencentes às associações esportivas, recreativas e culturais, assim


consideradas por lei, e desde que suas rendas se destinadas Integralmente para seus fins;

III - entidade de utilidade pública, assim considerada por lei municipal;

IV - particulares, quando cedidos em comodato ao Município, ao Estado ou à União pelo


tempo que durar o comodato;

V - os credos religiosos, destinados a Seminários, Conventos, Palácios Episcopais,


residências paroquiais e de ministros religiosos;

VI - os estabelecimentos educacionais de 1º e 2º graus, desde que suas rendas sejam


aplicadas no País, para suas finalidades e que o imóvel seja utilizado para finalidades
escolares;

VII - a casa própria pertencente à contribuinte que haja servido na Força Expedicionária
Brasileira - FEB -, desde que para uso próprio dele ou da viúva;

VIII - a casa própria pertencente a ex-combatente da Revolução Constitucionalista,


desde que para uso próprio dele ou da viúva.

Art. 67 As isenções condicionadas serão solicitadas em Requerimento instruído com as


provas de cumprimento das exigências necessárias para a sua concessão, que deve ser
apresentado até o último dia do mês de setembro de cada exercício, sob pena de perda
do benefício fiscal no ano seguinte.

Parágrafo único. A documentação apresentada com o primeiro pedido de isenção


poderá servir para os demais exercícios, devendo o requerimento de renovação de
isenção referir se àquela documentação.

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Capítulo III

O)

§ 1º (REVOGADA PELA LEI COMPLEMENTAR Nº 178/2002)

Art. 69 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 70 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 71 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 72 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 73 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

SEÇÃO II (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 75 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 76 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 77 (Revogado pela Lei nº 5447/1993 e pela Lei Complementar nº 178/2002)

SEÇÃO III (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 79 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 80 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 81 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 82 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

SEÇÃO IV (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 84 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 85 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)


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Art. 86 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 87 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 88 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 89 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

SEÇÃO V (Revogado pela Lei nº 5447/1993 e pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 91 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 92 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

SEÇÃO VI (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 94 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 95 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2002)

Art. 96 (Revogado pela Lei Complementar nº 178/2003)

Art. 97 (Revogado pela Lei Complementar nº 178/2003)

Art. 98 (Revogado pela Lei Complementar nº 178/2003)

Art. 99 (Revogado pela Lei Complementar nº 178/2003)

Art. 100 (Revogado pela Lei Complementar nº 178/2003)

SEÇÃO VII (Revogado pela Lei Complementar nº 178/2003)

Art. 102 (Revogada pela Lei Complementar nº 178/2003)

SEÇÃO VIII
DA ISENÇÃO

Art. 104

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TÍTULO III
DAS TAXAS

Capítulo I
DAS TAXAS DECORRENTES DO EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA

SEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DO CONTRIBUINTE

Art. 105 As taxas de licença tem como fato gerador o efetivo exercício regular do poder
de polícia administrativa do Município, mediante a realização de diligencias, exames,
inspeções, vistorias e outros atos administrativos.

Art. 106 Considera-se exercício do poder de polícia a atividade da Administração Pública


que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a pratica de ato ou
a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene,
à ordem, aos costumes, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos
direitos individuais ou coletivos.

§ 1º Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo


órgão competente nos limites da lei aplicável, com a observância do processo legal e,
tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de
poder.

§ 2º O poder de polícia administrativa será exercido em apelação a quaisquer atividades


ou atos, lucrativos ou não, nos limites da competência do Município, dependentes nos
termos deste Código, de prévia licença da Prefeitura.

Art. 107 As taxas de licença serão devidas para: (Vide Decretos nº 13.847/2008, nº
17.918/2017 e nº 18.207/2019)

I - localização;

II - fiscalização de funcionamento em horário normal e especial;

III - exercício da atividade do comércio ambulante;

XV - execução de obras particulares;

V - publicidade.

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VI - licença para o exercício de atividades de mototáxi, táxi e transporte de escolares


quando realizados por particulares. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
228/2006)

Parágrafo Único - O valor das taxas previstas nos incisos I e II deste artigo terão como
limite máximo por lançamento o equivalente a R$ 1.000,00 (um mil reais), valor este
atualizado anualmente, nos termos da legislação em vigor. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 228/2006) (Vide Leis nº 17.453/2015 e nº 18.207/2019)

Art. 108 O contribuinte das taxas de licença é a pessoa física ou jurídica que der causa ao
exercício de atividade ou à pratica de atos sujeitos ao poder de polícia administrativa do
Município, nos termos do artigo 105.

SEÇÃO II
DA BASE DE CÁLCULO E DA ALÍQUOTA

Art. 109 A base de cálculo das taxas de polícia administrativo do Município é o custo
estimado da atividade dispendida com o exercício regular do poder de polícia.

Art. 110 O cálculo das taxas decorrentes do exercício do poder de polícia administrativa
será procedido com base nas tabelas que acompanham cada espécie tributária a seguir,
levando em conta os períodos, critérios e alíquotas nelas indicadas.

SEÇÃO III
DA INSCRIÇÃO

Art. 111 Ao requerer a licença, o contribuinte fornecerá à Prefeitura os elementos e


informações necessários à sua inscrição no Cadastro Fiscal.

SEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO

Art. 112 As taxas de licença podem ser lança das isoladamente ou em conjunto com
outros tributos, se possível, mas dos avisos-recibos constarão, obrigatoriamente, os
elementos distintivos de cada tributo e os respectivos valores.

SEÇÃO V
DA ARRECADAÇÃO

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Art. 113 As taxas de licença serão arrecadadas antes do início das atividades ou da
prática dos atos sujeitos ao poder de polícia administrativa do Município, mediante guia
oficial preenchida pelo contribuinte, observando-se os prazos estabelecidos neste Código.

SEÇÃO VI
DAS PENALIDADES

Art. 114 O contribuinte que exercer quaisquer atividades ou praticar quaisquer atos,
sujeitos ao poder de polícia do Município e dependentes de prévia licença, sem a
autorização da Prefeitura, de que trata o artigo 106, § 2º, e sem o pagamento da
respectiva taxa de licença, ficará sujeito:

I - à correção monetária do débito, calculada mediante a aplicação dos coeficientes


fixados pelo Governo Federal, para a atualização do valor dos créditos tributários;

II - à multa de 10% (dez por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente, até
30 (trinta) dias do vencimento;

III - à multa de 15% (quinze por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente,
a partir do 31º dia do vencimento;

IV - à cobrança de juros moratórios à razão de 1% (um por cento) ao mês, incidente sobre
o valor originário.

Parágrafo único. Ao contribuinte reincidente será imposta a multa equivalente a 30%


(trinta por cento) do valor originário da taxa devida, com as demais cominações deste
artigo.

SEÇÃO VII
DA TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO

Art. 115 Qualquer pessoa física ou jurídica que se dedique a produção agropecuária, à
indústria, ao comércio a operações financeiras, à prestação de serviços ou a atividades
similares, em caráter permanente ou temporário, só poderá instalar mediante prévia
licença da Prefeitura e pagamento da taxa de licença para localização.

§ 1º Considera-se temporária a atividade que é exercida em determinados períodos do


ano, especialmente durante festividades ou comemorações, em instalações precárias ou
removíveis, como balcões, barracas, mesas e similares, assim como em veículos.

§ 2º A taxa de licença para localização também à devida pelos deposites fechados

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destinados a guarda de mercadorias.

Art. 116 A licença para localização será concedida desde que as condições de
zoneamento, higiene, segurança do estabelecimento sejam adequadas a espécie de
atividade a ser exercida, observados os requisitos da legislação edilícias e urbanísticas do
Município.

§ 1º Será obrigatória nova licença toda vez que ocorrerem modificações nas
características do estabelecimento.

§ 2º A licença poderá ser cassada e determinado o fechamento do estabelecimento, a


qualquer tempo, desde que deixem de existir as condições que legitimaram a concessão
da licença, ou quando o contribuinte, mesmo após a aplicação das penalidades
cabíveis, não cumprir as determinações da Prefeitura para regularizar a situação do
estabelecimento, ou ainda quando o estabelecimento por suas atividades interferir no
sossego público.

§ 3º As licenças serão concedidas sob a forma de alvará, que deverá ser fixado em local
visível e de fácil acesso à fiscalização.

§ 4º A taxa de localização será recolhida de uma só vez, antes do início das atividades ou
da prática dos atos sujeitos ao poder de polícia administrativa do Município.

Art. 117 A taxa de licença para localização é devida de acordo com a seguinte tabela,
devendo ser lançada e arrecadada aplicando-se, quando cabíveis, as disposições dos
artigos 105 a 114.

_________________________________________________________________________________
__________________________
| Natureza da Atividade | Alíquota V. |
Período de Incidência |
| | Referencia |
|
|=======================================================|================|=======
===========================|
|1 - Estabelecimentos comerciais, industriais,| |Ato de
inscrição ou de alteração|
|escritórios, depósitos, instalações, oficinas,| |de
endereços ou características do|
|entidades de classe, supermercados, prestadores de|
|estabelecimento |
|serviços e similares. | |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|Com até 1 empregado |1 V.R. |
|
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|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|Com de 2 a 5 empregados |2 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|De 6 a 25 empregados |3 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|De 26 a 50 empregados |6 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|De 51 a 100 empregados |9 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|De 101 a 250 entregados |15 V.R. |Ato de
inscrição ou de alteração|
|-------------------------------------------------------|----------------|de
endereços ou características do|
|De 251 a 500 empregados |33 V.R.
|estabelecimento |
|-------------------------------------------------------|----------------|
|
|De 501 a 1000 empregados |62 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|
|
|De 1001 entregados em diante |90 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|2 - Feirantes e Ambulantes |1 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|3 - Hospitais, ambulatórios, Pronto-socorro e|2 V.R. |
|
|congêneres | |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|4 - Casas Lotéricas |9 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|5 - Depósitos de inflamáveis, explosivos, postos de|9 V.R. |
|
|abastecimento e congêneres | |

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|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|6 - Estabelecimentos de crédito empresas de seguros |30 V.R. |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|7 - Diversões Públicas: "stands" em exposições de|1 V.R. |
|
|qualquer natureza (por unidade) e bailes esporádicos. | |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|Parques de Diversões, espetáculos artísticos,|2 V.R. |
|
|quermesses, rinques e congêneres | |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|Cabarés, boates, "drive-in", restaurantes dançantes,|4 V.R. |
|
|bares de funcionamento noturno, jogos carteados| |
|
|permitidos em recinto fechado | |
|
|-------------------------------------------------------|----------------|-------
---------------------------|
|Bilhares, tiro ao alvo, outros aparelhos e jogos de|1 V.R. |
|
|distração mediante pagamento (por unidade) | |
|
|_______________________________________________________|________________|_______
___________________________|

SEÇÃO VIII
DA TAXA DE LICENÇA PARA FUNCIONAMENTO EM HORÁRIO ESPECIAL E NORMAL

Art. 118 Qualquer pessoa física ou jurídica que se dedique à produção agropecuária, à
indústria, ao comércio, a Operações financeiras, à prestação de serviços, ou a atividades
similares, só poderá iniciar suas atividades, em caráter permanente ou temporário,
mediante prévia licença da Prefeitura e pagamento da taxa de licença para
funcionamento.

§ 1º Nos exercícios subsequentes ao do início de suas atividades, os contribuintes a que se


refere este artigo pagarão a taxa de renovação de licença para funcionamento em 4
(quatro) parcelas trimestrais.

§ 2º Considera-se temporária a atividade que é exercida em determinados períodos do


ano, especialmente durante festividades ou comemorações, em instalações precárias ou
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removíveis, como balcões, barracas, mesas e similares, assim como em veículos.

§ 3º A taxa de licença para funcionamento também é devida pelos depósitos fechados


destinados a guarda de mercadorias.

Art. 119 As pessoas relacionadas no artigo anterior que queiram manter seus
estabelecimentos abertos fora do horário normal, nos casos em que a lei o permitir, sé
poderão iniciar suas atividades mediante previa licença da Prefeitura e pagamento da
taxa correspondente.

Parágrafo único. Considera-se horário especial, o período correspondente aos domingos e


feriados, em qualquer horário, e, nos dias úteis, das 18 às 6 horas.

Art. 120 Para os estabelecimentos abertos em horário especial, a taxa de licença para
funcionamento será acrescida das seguintes alíquotas:

I - domingos e feriados: 10% da taxa devida;

II - das 18 às 22 horas: 40% da taxa devida;

III - das 22 às 6 horas: 20% da taxa devida.

Art. 121 Os acréscimos constantes do artigo 120 não se aplicam as seguintes atividades:

I - impressão e distribuição de jornais;

II - serviços de transportes coletivos;

III - institutos de educação e de assistência social;

IV - hospitais e congêneres;

V - cinema.

Art. 122 A licença para funcionamento será concedida desde que observadas as
condições constantes do poder de polícia administrativa do Município.

§ 1º Será obrigatória nova licença toda vez que ocorrerem modificações nas
características do estabelecimento ou no exercício da atividade.

§ 2º A licença poderá ser cassada e determinado o fechamento do estabelecimento, a


qualquer tempo, desde que deixem de existir as condições que legitimaram a concessão
da licença, ou quando o contribuinte, mesmo após a aplicação das penalidades

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cabíveis, não cumprir as determinação da Prefeitura para regularizar a situação do


estabelecimento.

§ 3º As licenças serão concedidas sob forma de alvará, que deverá ser fixado em local
visível e de fácil acesso a fiscalização.

§ 4º A taxa de licença para funcionamento e anual e será recolhida em 4 (quatro)


parcelas durante as atividades ou da prática dos atos sujeitos ao poder de polícia
administrativa do Município, na seguinte conformidade:

I - total, se a atividade se iniciar no primeiro semestre;

II - pela metade, se a atividade se iniciar no segundo semestre.

Art. 123 Nos casos de atividades múltiplas exercidas no mesmo estabelecimento, a taxa
de licença para funcionamento será calculada e paga levando-se em consideração a
atividade sujeita a maior ônus fiscal.

Art. 124 A taxa de licença para funcionamento e devida de acordo com a seguinte
tabela, e com períodos nela indicados, devendo ser lançada e arrecadada aplicando-se
quando cabíveis, as disposições dos artigos 105 a 114.

_________________________________________________________________________________
_________
| ATIVIDADES | PERCENTAGEM SOBRE O
VALOR |
| | REFERÊNCIA -
V.R |
| |-----------+-----------
+----------|
| | ZONA A | ZONA B |
ZONA C |
| |-----------+-----------
+----------|
| | POR M² ÁREA
UTILIZADA |
|=======================================================|========================
==========|
|1 - Comércio em geral, permissionários e|
|
|Concessionários: |
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|Até 100 m² | 1,00%| 1,00%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
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|De 101 a 300 m², mais | 0,50%| 0,30%|


0,20%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 301 a 300 m², mais | 0,20%| 0,20%|
0,15%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 501 a 1000 m², mais | 0,10%| 0,10%|
0,10%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 1000 m², mais | 0,05%| 0,05%|
0,05%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|2 - Comércio de secos e molhados, carnes verdes,|
|
|charques, pescados e aves e ovos: |
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|Até 100 m² | 1,00%| 1,00%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 101 a 300 m², mais | 0,50%| 0,30%|
0,20%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 301 a 300 m², mais | 0,20%| 0,20%|
0,15%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 501 a 1000 m², mais | 0,10%| 0,10%|
0,10%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 1000 m², mais | 0,05%| 0,05%|
0,05%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|3 - Comércio de frutas, verduras e tubérculos| 0,80%| 0,60%|
0,40%|
|comestíveis | | |
|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|4 - Supermercados | 0,80%| 0,60%|
0,40%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------

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|----------|
|5 - Comércio especializado em leite e derivados | 0,60%| 0,40%|
0,20%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|6 - Bares, restaurantes e trailers | 1,20%| 1,00%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|7 - Estabelecimentos de créditos | 1,50%| 1,50%|
1,50%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|8 - Casas lotéricas | 1,30%| 1,30%|
1,30%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|9 - Estabelecimentos industriais até |
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|100 m² | 1,00%| 1,00%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 101 a 300 m², mais | 0,50%| 0,30%|
0,20%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 301 a 500 m², mais | 0,20%| 0,20%|
0,15%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 301 a 1000 m², mais | 0,10%| 0,10%|
0,10%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 1000 m², mais | 0,05%| 0,05%|
0,05%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|10 - Oficinas e similares até 100 m² | 1,00%| 1,00%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 101 a 300 m², mais | 0,50%| 0,30%|
0,20%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 301 a 500 m², mais | 0,20%| 0,20%|
0,15%|

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|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 501 a 1000 m², mais | 0,10%| 0,10%|
0,10%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 1000 m², mais | 0,05%| 0,05%|
0,05%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|11 - Postes de abastecimentos de veículos |
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|pela área construída | 1,20%| 1,00%|
0,80%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|pela área de manobra | 0,60%| 0,40%|
0,20%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|12 - Estabelecimentos comércio de veículos em pátio| 1,20%| 1,20%|
1,20%|
|aberto | | |
|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|13 - Depósitos de mercadorias | 1,20%| 0,60%|
0,50%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|14 - Garagem | 1,00%| 0,60%|
0,40%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|15 - Rinques de patinação | 1,00%| 1,00%|
1,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|16 - Clubes, Taxis-dancing, boites e cabarés |1 V.R. MENSAL
|
|-------------------------------------------------------|------------------------
----------|
|17 - Hotéis e similares: de 1ª categoria |POR QUATRO
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|Até 30 quatros | 3,00%| 3,00%|
3,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------

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|----------|
|Acima de 30 quartos, mais | 1,50%| 1,50%|
1,50%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 2ª categoria até 30 quartos | 2,00%| 2,00%|
2,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 30 quartos, mais | 1,00%| 1,00%|
1,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De categoria até 30 quartos | 1,00%| 1,00%|
1,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 30 quartos, mais | 0,60%| 0,60%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
| |POR CADEIRA
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|18 - Cinema: até 1000 cadeiras | 0,10%|
0,06%|O,04% |
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 1001 a 1500 cadeiras, mais | 0,03%| 0,02%|
0,01%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 1501 a 2000 cadeiras, mais | 0,02%| 0,01%|
0,005%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 2000 cadeiras, mais | 0,005%| 0,002%|
0,001%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|19 - Salões de barbeiros, cabelereiros, salões de| 1,00%| 0,80%|
0,60%|
|beleza e institutos | | |
|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|20 - Salões de engraxates | 1,00%| 0,80%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|

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| |POR PEÇA
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|21 - Balneários | 1,00%| 1,00%|
1,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
| |POR PISTA
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|22 - Boliches, bolão e similares | 5,00%| 5,00%|
5,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|23 - Bochas, pranchão e similares | | |
|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 1ª categoria | 3,00%| 3,00%|
3,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 2ª categoria | 1,50%| 1,50%|
1,50%|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
| |POR MESA
|
|-------------------------------------------------------|
|
|24 - Bilhares, snooker, carambolas e similares |
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|De 1ª categoria | 4,00%| 3,00%|
2,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 2ª categoria | 2,00%| 2,00%|
2,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 3ª categoria | 1,00%| 1,00%|
1,00%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
| |POR M²

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|
|-------------------------------------------------------|
|
|26 - Outros estabelecimentos e atividades não|
|
|especificadas nos itens anteriores |
|
|-------------------------------------------------------|-----------+-----------
+----------|
|Até 100 m² | 1,00%| 1,00%|
0,60%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 101 a 300 m², mais | 0,50%| 0,30%|
0,20%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 301 a 500 m², mais | 0,20%| 0,20%|
0,15%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|De 501 a 1000 m², mais | 0,10%| 0,10%|
0,10%|
|-------------------------------------------------------|-----------|-----------
|----------|
|Acima de 1000 m², mais | 0,05%| 0,05%|
0,05%|
|_______________________________________________________|___________|___________|
__________|

SEÇÃO IX
DA TAXA DE LICENÇA PARA O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE DE COMÉRCIO AMBULANTE

Art. 125 Qualquer pessoa que queira exercer o comércio ambulante poderá fazê-lo
mediante previa licença da Prefeitura e pagamento da taxa de licença de comércio
ambulante.

§ 1º O requerimento para concessão da licença deverá obrigatoriamente apresentar


atestado médico fornecido pelo Centro de Saúde local.

§ 2º Considera-se comercio ambulante o exercido individualmente, sem estabelecimento,


instalações ou localização fixa, com característica eminentemente não sedentária.

§ 3º A inscrição deverá ser permanentemente atualizada, sempre que houver qualquer


modificação nas características do exercício da atividade.

Art. 126 Ao comerciante ambulante que satisfizer as exigências regulamentares, será


concedido um cartão de habitação contendo as características essenciais de sua

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inscrição, a ser apresentado, quando solicitado.

Art. 127 Respondem pela taxa de licença de comércio ambulante as mercadorias


encontradas em poder dos vendedores, mesmo que pertençam a contribuintes que
hajam pago a respectiva taxa.

Art. 128 Estão isentos da taxa de licença de comercio ambulante os portadores de


deficiência física, jornaleiros e os engraxates.

Art. 129 A taxa de licença de comércio ambulante é anual e será recolhida de uma só
vez, antes do início das atividades ou da prática dos atos sujeitos ao poder de polícia
administrativa do Município.

Art. 130 A licença para o comércio eventual ou ambulante poderá ser cassada e
determinada a proibição do seu exercício, a qualquer tempo, desde que deixem de existir
as condições que legitimaram a concessão da licença, ou quando o contribuinte, mesmo
após a aplicação das penalidades cabíveis, não cumpriu as determinações da Prefeitura
para regularizar a situação do exercício de sua atividade.

Art. 131 A taxa de licença de comércio ambulante é devida de acordo com a seguinte
tabela, e com períodos nela indicados, devendo ser lançada e arrecadada aplicando-se,
quando cabíveis, as disposições dos artigos 105 a 114.

_________________________________________________________________________________
_______
| ATIVIDADES | PER. | % V.R. | B.
CÁLCULO |
| | INCIDÊNCIA | |
|
|===============================================|=============|==========|=======
========|
|Barracas, quiosques, balcão, mesa, tabuleiro em|Anual | 100|Por
unidade |
|vias publicas | | |
|
|-----------------------------------------------|-------------|----------|-------
--------|
|Carrinho de sorvete |Anual | 50|Por
unidade |
|-----------------------------------------------|-------------|----------|-------
--------|
|Carrinho de lanche |Anual | 50|Por
unidade |
|-----------------------------------------------|-------------|----------|-------
--------|
|Carrinho de refrigerante pipoqueiros e|Anual | 50|Por
unidade |

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|assemelhados | | |
|
|-----------------------------------------------|-------------|----------|-------
--------|
|Outras atividades |Anual | 30|Por
unidade |
|_______________________________________________|_____________|__________|_______
________|

SEÇÃO X
DA TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS PARTICULARES

Art. 132 Qualquer pessoa física ou jurídica que queira construir, reconstruir, reformar,
reparar, acrescer ou demolir edifícios, casas, edículas, muros, grades, guias e sarjetas,
assim como proceder ao parcelamento do solo urbano, à colocação de tapumes ou
andaimes, e quaisquer obras imóveis, está sujeita à previa licença da Prefeitura e ao
pagamento antecipado da taxa de licença para execução de obras. (Vide Lei
Complementar nº 228/2006)

§ 1º A licença só será concedida mediante prévio exame e aprovação das plantas ou


projetos das obras na forma da legislação urbanística aplicável.

§ 2º A licença terá período de validade fixado de acordo com a natureza, extensão e


complexidade da obra.

Art. 133 Estão isentos dessa taxas: (Vide Lei Complementar nº 228/2006)

I - as obras realizadas em imóveis de propriedade da União, do Estado e de suas


autarquias e fundações;

II - a construção de muros de arrimo ou de muralhas de sustentação, quando no


alinhamento da via pública, arrimo de passeios, quando do tipo aprovado pela Prefeitura;

III - a construção de barracões destinados à guarda de materiais de obras já licenciadas;

IV - a construção de reservatórios de qualquer natureza para abastecimento de água;

V - a construção de casa popular, assim considerada por lei municipal, e destinada a uso
próprio se a planta for fornecida pela Prefeitura.

Art. 134 A taxa de licença para execução de obra e devida de acordo com a seguinte
tabela e com períodos nela indicados, devendo ser lançada e arrecadada aplicando-se,
quando cabíveis, as disposições dos artigos 105 a 114. (Vide Lei Complementar nº
228/2006) (Vide Decretos nº 13.847/2008, nº 16.601/2012, nº 17.453/2015 e nº 17.918/2017)

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_________________________________________________________________________________
____________
| TAXA DE CONSTRUÇÃO
|
|================================================================================
=============|
|Construção, acresc., reforma até 30m² (c/fiscaliz.) |
925,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Construção, mais de 30m² |por 34,00
|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Fiscalização |
661,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Placa p/unidade |
661,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Alinhamento p/ml |
154,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Tapumes andaimes p/ml |
154,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Construção de túmulos |
661,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Habite-se |
661,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Habite-se (casa popular) |
177,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Cancelamento de Alvará |
946,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Cancelamento revalidação de alvará (casa popular) |
177,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Revalidação de alvará |

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946,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Autenticação de planta |
946,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Rebaixamento de Guias |
331,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Registro profissional (Engº, Agrimensor, etc) |
1.257,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Corte e remoção de árvores de vias públicas |
5.968,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Requerimento p/inst. de anúncio luminoso |
1.796,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|2ª vias de alvará, habite-se, planta, etc |
661,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Vistoria técnica em prédios |
3.592,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Vistoria técnica em cinemas |
1.796,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Vistoria técnica em clubes, sedes sociais |
1.257,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Planta popular |
1.000,00|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|APROVAÇÃO DE PROJETOS DE ARRUAMENTOS E LOTEAMENTOS |
|
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|a) até 10.000 m² |5 sal. referência
85.534,00 |
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|

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|b) até 15.000 m² |6 sal. referência


102.641,00 |
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|c) até 20.000 m² |7 sal. referência
119.748,00 |
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|d) até 25.000 m² |8 sal. referência
136.855,00 |
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|e) acima de 25.000 m² |9 sal. referência
153.962,00 |
|-----------------------------------------------------|--------------------------
-------------|
|Aprovação de subdivisão de terreno (lotes de|
2.395,00|
|arruamentos aprovados, arruamentos antigos e glebas) |
|
|_____________________________________________________|__________________________
_____________|

Parágrafo Único - A tabela prevista neste artigo será reajustada semestralmente de


acordo com as variações das nos meses de janeiro e julho.

SEÇÃO XI
DA TAXA DE LICENÇA PARA PUBLICIDADE

Art. 135 A publicidade levada a efeito através de quaisquer instrumentos de divulgação


ou comunicação de todo tipo ou espécie, processo ou forma, inclusive as que contiverem
apenas dizeres, desenhos, siglas, dísticos ou logotipos indicativos ou representativos de
nomes, produtos, locais ou atividades, mesmo aqueles fixados em veículos, fica sujeita à
prévia- licença da Prefeitura e ao pagamento antecipado da taxa de licença para
publicidade.

§ 1º É proibida a publicidade sonora por meio de instrumentos instalados ou transportados


em veículos automotores, no perímetro compreendido no quadrilátero formado pelas
Avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt e Ruas Pedro Amaral e Independência. (Redação
acrescida pela Lei nº 4695/1990)

§ 2º Na zona urbana a publicidade é permitida somente com o veículo em movimento,


exceto num raio de 100 metros de hospitais e escolas, quando os mesmos deverão ser
desligados. (Redação acrescida pela Lei nº 4695/1990)

§ 3º Os efeitos desta lei não se aplicam à pratica da cultos religiosos a propaganda


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eleitoral, em qualquer local. (Redação acrescida pela Lei nº 4695/1990)

Art. 136 Respondem pela observância das disposições desta Seção todas as pessoas,
físicas ou jurídicas, às quais, direta ou indiretamente, a publicidade venha a beneficiar.

Art. 137 O pedido de licença deverá ser instruído com a descrição da posição, da
situação, das cores, dos dizeres, das alegorias e de outras características do meio de
publicidade, de acordo com as instruções e regulamentos respectivos.

Parágrafo único. Quando o local em que se pretender colocar anúncio não for de
propriedade do requerente, deverá esse juntar ao requerimento a autorização do
proprietário.

Art. 138 Nos instrumentos de divulgação ou comunicação deverá constar,


obrigatoriamente, o número de identificação, fornecido pela repartição competente.

Art. 139 A publicidade inscrita fica sujeita à revisão da repartição competente.

Art. 140 A taxa de licença para publicidade é devida, de acordo com a seguinte tabela, e
devendo ser lançada anualmente e arrecadada trimestralmente, aplicando-se quando
cabíveis, as disposições dos artigos 105 a 114.

_________________________________________________________________________________
| ESPÉCIE DE PUBLICIDADE | PERCENTUAL SOBRE | BASE DE CÁLCULO
|
| | VALOR REFERÊNCIA |
|
|========================================|=====================|=================
=|
|Painéis, tabuletas e parte externa do| 10%|m²
|
|estabelecimento | |
|
|----------------------------------------|---------------------|-----------------
-|
|Meio de projeções luminosas | 10%|m²
|
|----------------------------------------|---------------------|-----------------
-|
|Outros tipos de publicidade | 30%|m²
| (Percentual alterado pela Lei nº 4268/1988)
|----------------------------------------|---------------------|-----------------
-|
|Veículos próprios ou de firmas| 10%|m²
|
|anunciantes | |
|

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|________________________________________|_____________________|_________________
_|

Art. 141 Estão isentos da taxa de licença para publicidade, se o seu conteúdo não tiver
caráter publicitário;

I - os cartazes ou letreiros destinados a fins patrióticos ou religiosos;

II - as tabuletas indicativas de sítios, granjas ou fazendas, bem como as de rumo ou


direção de estradas;

III - tabuletas indicativas do hospitais, casas de ambulatórios e pronto-socorro;

IV - placas colocadas nos vestíbulos de edifícios nas portas de consultórios, de escritórios e


de residências, identificando profissionais liberais, sob a condição de que contenham
apenas o nome e a profissão do interessado, a não tenham dimensões superiores a 40 cm
X 15cm;

V - placas indicativas, nos locais de construção dos nomes de firmas, engenheiros e


arquitetos responsáveis pelos projetos ou execução de obras particulares ou públicas.

Art. 142 A publicidade deve ser mantida em bom estado de conservação e em perfeitas
condições de segurança, sob pena de multa equivalente a 100% (cem por cento) do
valor da taxa de licença para publicidade e cassação de licença.

Art. 142-A Qualquer pessoa que se dedique à exploração da atividade de mototáxi, táxi
ou transporte de escolares sob regime privado, somente poderá exercer a atividade
mediante prévia licença da Prefeitura com o pagamento da respectiva taxa. (Vide
Decretos nº 13.847/2008, nº 16.601/2012, nº 16.988/2013, nº 17.453/2015 e nº 17.918/2017)

§ 1º A taxa de que trata o caput deste artigo será recolhida antes do início das atividades
ou da prática dos atos sujeitos ao poder de polícia administrativa do Município, bem
como quando da renovação anual da licença nas datas fixadas na legislação própria das
atividades referidas.

§ 2º A taxa de licença para as atividade de mototáxi, táxi e transporte de escolares sob


regime privado fica fixada em R$ 45,00 (quarenta e cinco reais), devendo ser lançada e
arrecadada, aplicando-se quando cabíveis as disposições dos artigos 105 a 114 da Lei nº
3.359/89. (Vide Decreto nº 18.207/2019)

§ 3º O valor fixado no parágrafo anterior será atualizado anualmente, nos termos da


legislação em vigor. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 228/2006)

Capítulo II
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DAS TAXAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS

SEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DO CONTRIBUINTE

Art. 143 As taxas de serviços públicos tem como fato gerador a utilização, efetiva ou
potencial, se serviços público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à
sua disposição.

Parágrafo único. Considera-se o serviço público;

I - utilizado pelo contribuinte;

a) efetivamente, quando por ele usufruídos qualquer título;


b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, seja posto à sua disposição
mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento.

II - específico, quando possa ser destacado em unidade autônoma de intervenção, de


utilidade, ou de necessidade públicas;

III - divisível, quando suscetível de utilização separadamente, por parte de cada um dos
seus usuário.

Art. 144 O contribuinte da taxa I o proprietário, o titular do domínio útil ou possuidor, a


qualquer título de bem imóvel lindeiro a via ou logradouro público abrangido pelo serviço
prestado.

Parágrafo único. Considera-se lindeiro o bem imóvel que tenha acesso, por ruas ou
passagens particulares, entradas de vila ou assemelhados, a via ou logradouro público.

Art. 145 As taxas de serviços serão devidas para:

I - limpeza pública;

II - conservação de vias e logradouros públicos;

III - iluminação pública;

IV - conservação de estradas municipais;

V - incêndio e salvamento;

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VI - água e esgoto.

SEÇÃO II
DO LANÇAMENTO

Art. 146 As taxas de serviços podem ser lançadas isoladamente ou em conjunto com
outros tributos, se possível, mas dos avisos-recibos constarão, obrigatoriamente, os
elementos distintivos de cada tributo e os respectivos valores.

SEÇÃO III
DA ARRECADAÇÃO

Art. 147 O pagamento das taxas de serviços públicos será feito nos vencimentos e locais
indicados nos avisos recibos.

SEÇÃO IV
PENALIDADES

Art. 148 O contribuinte que deixar de recolher taxas devidas ficará sujeito:

I - à correção monetária do débito, calculada mediante a aplicação dos coeficientes


fixados pelo Governo Federal para a atualização do valor dos créditos tributários;

II - à multa de 10% (dez por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente, até
30 (trinta) dias do vencimento;

III - à multa de 15% (quinze por cento) sobre o valor do débito corrigido monetariamente,
a partir do 31º dia do vencimento;

IV - à cobrança de juros moratórios à razão de 1% (um por cento) ao mês, incidente sobre
o valor originário.

SEÇÃO V
DA ISENÇÃO

Art. 149 Os imóveis urbanos quando colocados pelo Poder Público Municipal sob regime
de utilidade pública ficarão isentos das taxas municipais, somente a partir da imissão na
posse pela Municipalidade.

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Parágrafo único. Esta isenção cessará quando ocorrer Decreto do Executivo, revogando a
condição de utilidade pública.

SEÇÃO VI
DA TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA

Art. 150 A taxa de limpeza tem como fato gerador a utilização efetiva ou a possibilidade
de utilização, pelo contribuinte, de serviços municipais de limpeza das vias e logradouros
públicos e particulares.

Parágrafo único. Considera-se serviços de limpeza:

I - a coleta e remoção de lixo domiciliar;

II - a varrição, a lavagem e a capinação das vias e logradouros:

III - a limpeza de córregos, bueiros e galerias pluviais.

Art. 151 A Taxa de Limpeza Pública será calculada em função da localização do imóvel
obedecida a seguinte tabela, referente aos imóveis residenciais:

ZONA A 0,50% s/valor referência por m²;

ZONA B 0,30% s/valor referência por m²;

ZONA C 0,20% s/valor referência por m².

Parágrafo único. Os prédio industriais e comerciais serão lançados com um acréscimo de


100% (cem por canto) sobre os valores estabelecidos para os prédios residenciais.

Art. 152 Nos imóveis não construídos a Taxa de Limpeza Pública será cobrada juntamente
com o I.P.T.U., de acordo com a seguinte tabela, referente a terrenos:

ZONA A - 0,30% s/valor referência por m²;

ZONA B - 0,20% s/valor referência por m²;

ZONA C - 0,10% s/valor referência por m².

Art. 153 As remoções de lixo ou entulhos que excedam a 2,00 metros cúbicos serão feitas
mediante o pagamento de 50% (cinquenta por cento) do valor referência por m³.

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SEÇÃO VII
DA TAXA DE CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS

Art. 154 A taxa de conservação de vias e logradouros públicos tem como fato gerador a
utilização efetiva, ou a possibilidade de utilização pelo contribuinte, de serviços-
municipais de conservação de ruas, praças, jardins, parques, caminhos, avenidas e outras
vias e logradouros públicos.

Art. 155 A Taxa de Conservação de Vias e Pavimentadas a ser paga pelos proprietários de
imóveis localizados no perímetro urbano do município, será cobrada pelo custo mensal
dividida em 3 (três) zonas de incidência, a saber:

ZONA A - 1,50% da ORTN por metro linear de testada;

ZONA B - 0,75% da ORTN por metro linear de testada;

ZONA C - 0,50% da ORTN por metro linear de testada;

Parágrafo único. Para terrenos de esquina, será considerada frente, a menor das
dimensões nos alinhamentos de via pública.

Art. 156 Para os imóveis localizados em vias não pavimentadas, fica fixado o valor de
0,10% da ORTN por metro linear.

Art. 157 O lançamento e cobrança será feito junto com os Imposto Predial e Territorial
Urbano.

Art. 158 Aplicam-se a esta Taxa o disposto sobre multa, juros moratórios e correção
monetária e responsabilidade no artigo 148.

SEÇÃO VIII
DA TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA

Art. 159 (Revogado pela Lei Complementar nº 157/2002)

Art. 160 (Revogado pela Lei Complementar nº 157/2002)

Art. 161 (Revogado pela Lei Complementar nº 157/2002)

Art. 162 (Revogado pela Lei Complementar nº 157/2002)

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Art. 163 (Revogado pela Lei Complementar nº 157/2002)

Art. 164 (Revogado pela Lei Complementar nº 157/2002)

SEÇÃO IX
DE TAXA DE CONSERVAÇÃO DE ESTRADAS MUNICIPAIS

Art. 165 (Revogado pela Lei nº 4526/1989)

Art. 166 (Revogado pela Lei nº 4526/1989)

Art. 167 (Revogado pela Lei nº 4526/1989)

Art. 168 (Revogado pela Lei nº 4526/1989)

Art. 169 (Revogado pela Lei nº 4526/1989)

SEÇÃO X
DA TAXA DE INCÊNDIO E SALVAMENTO

Art. 170 Constitui fato gerador desta taxa a existência de serviço especializado para
combate a incêndio e salvamento.

Art. 171 Esta taxa é devida anualmente e calculada em função da zona, para efeitos de
lançamento, em que se localize os imóveis construídos, de conformidade com a tabela
abaixo.

ZONA A 0,10% s/valor referência por m²;

ZONA B 0,08% s/valor referência por m²;

ZONA C 0,05% s/valor referência por m².

Art. 172 Esta taxa será lançada e cobrada em conjunto com o Imposto Predial, e do aviso-
recibo constará os elementos distintivos.

Parágrafo único. O contribuinte desta taxa e o proprietário, titular do domino útil, ou o


possuidor a qualquer título de imóvel construído, localizado na área urbana ou
urbanizável.

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Art. 173 Os prédios industriais e comerciais serão lançados com um acréscimo de 100%
(cem por cento) sobre os valores estabelecidos para os prédios residenciais.

Art. 174 Aplica-se a esta taxa o disposto sobre multa, juros moratórios e correção
monetária constantes do artigo 148.

SEÇÃO XI
DA TAXA DE ÁGUA E ESGOTO

Art. 175 Esta taxa tem como fato gerador a utilização efetiva pelo contribuinte, ou a
disponibilidade, de água e ou esgoto para uso doméstico, comercial ou industrial.

Art. 176 O contribuinte desta taxa é o proprietário, o titular do domínio útil, o possuidor a
qualquer título de imóvel construído ou não, o usuário e consumidor em qual quer
condição, servido pela rede municipal de água e ou esgoto.

Parágrafo único. Esta taxa e devida mês a mês e o seu lançamento será mensal, cujo
preço será o estabelecido em lei, sendo o preço do esgoto sempre na proporção de 50%
(cinquenta por cento) do que for estabelecido para a água.

Art. 177 Os terrenos sem construção serão lançados pela taxa mínima atribuída ao
consumo de água e o esgoto na base de 50% (cinquenta por cento) do que for lançado
para a água cujo somatório de cada exercício, será lançado juntamente com o imposto
territorial.

§ 1º Aplica-se a esta taxa o disposto sobre responsabilidade tributária e penalidades


previstas nesta lei, sendo expressamente vedado o uso de água tratada ou potável,
mesmo que seja própria, para lavagem de calçadas e de veículos em vias públicas,
imputando-se aos infratores multa equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor
referência.

§ 2º A falta de pagamento da taxa nos vencimentos fixados nos avisos de lançamento,


sujeitará o contribuinte a multa de 10% (dez por cento) sobre o seu valor, à cobranças de
juros de mora a razão de 1% (um por cento) ao mês à a correção monetária de acordo
com as variações das Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (O.R.T.N.).

TÍTULO IV
DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

Art. 178 Hipótese de incidência da contribuição de melhoria e a valorização imobiliária,


direta ou indiretamente causada por obra pública municipal.

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Art. 179 Contribuinte e o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor do imóvel


valorizado.

Art. 180 A contribuição não pode ser exigida em quantia superior ao acréscimo de valor
que da obra resultar para o imóvel beneficiado.

Art. 181 Para cobrança da contribuição, a autoridade administrativa deverá publicar


edital, contendo os elementos mínimos previstos em lei complementar à Constituição.

Parágrafo único. O Edital fixará prazo de 30 (trinta) dias para impugnação e as normas do
procedimento de instrução e julgamento.

Art. 182 A contribuição será lançada de ofício e o contribuinte será notificado para pagá-
la na forma que dispuser o regulamento.

TÍTULO V
DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

Capítulo I
DA FISCALIZAÇÃO

Art. 183 Compete à unidade administrativa de finanças a fiscalização do cumprimento da


legislação tributária.

Art. 184 A legislação tributária municipal aplicar-se às pessoas naturais ou jurídicas,


contribuinte ou não inclusive às que gozem de imunidades ou de isenção.

Art. 185 Para os efeitos da legislação tributária, não tem aplicação quaisquer disposições
legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos,
documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes, industriais,
produtores e prestadores de serviços ou da obrigação desses de exibi-los.

Parágrafo único. Os livros de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos


lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos
tributários decorrentes das operações a que se refiram.

Art. 186 Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade administrativa
todas as informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades
de terceiros:

I - os tabeliões, escrivães e demais serventuários de ofício;

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II - os bancos, Caixas Econômicas e demais instituições financeiras;

III - as empresas de administração de bens;

IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;

V - os inventariantes;

VI - os síndicos, comissários e liquidatários;

VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão de seu cargo,
ofício, função, ministérios, atividade, ou profissão.

Parágrafo único. A obrigação prevista neste artigo não abrange a prestação de


informações quanto a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a
observar segredo em razão de cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão.

Art. 187 Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, para
qualquer fim, por parte da Fazenda Pública ou de seus funcionários, de qualquer
informação, obtida em razão do ofício, sobre a situação econômica ou financeira dos
sujeitos passivos ou de terceiros e sobre a natureza e o estado dos seus negócios ou
atividades.

Parágrafo único. Excetuam-se do disposto neste artigo, unicamente, os casos previstos no


artigo seguinte e os de requisição regular da autoridade judiciária no interesse da justiça.

Art. 188 A Fazenda Pública Municipal poderá prestar e receber assistência das Fazendas
Públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e de outros Municípios para a
fiscalização dos tributos respectivos e permuta de informações, na forma estabelecida,
em caráter geral ou específico, por lei ou convênio.

Art. 189 A autoridade administrativa municipal poderá requisitar o auxílio da polícia militar
estadual quando vítima de embaraço ou desacato no exercício de suas funções, ou
quando necessário à efetivação de medida prevista na legislação tributária, ainda que
não se configura fato definido em lei como crime ou contravenção.

Capítulo II
DA DÍVIDA ATIVA

Art. 190 Constitui dívida ativa tributária do Município a proveniente de impostos, taxas,
contribuições de melhoria e multas tributárias de qualquer natureza, correção monetária e
juros de mora, regularmente inscritos na repartição - administrativa competente, depois

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de esgotado o prazo fixado para pagamento pela legislação tributária ou por decisão
final proferida em processo regular.

Art. 191 A dívida ativa regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez.

§ 1º A presunção a que se refere este artigo é relativa e pode ser ilibada por prova
inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou de terceiro a quem a aproveite.

§ 2º A fluência de juros de mora e a aplicação dos índices de correção monetária não


excluem a liquidez do crédito.

Art. 192 O termo de inscrição da dívida ativa conterá, obrigatoriamente:

I - o nome do devedor, dos co-responsáveis e, sempre que conhecido, o domicílio ou


residência de um e de outros;

II - o valor originário da dívida, bem como o termo inicial e a forma de calcular os juros de
mora e demais encargos previstos em lei ou contrato;

III - a origem, a natureza e o funcionamento legal ou contratual da dívida;

IV - a indicação, se for o caso, de estar a dívida sujeita à atualização monetária, bem


como o respectivo fundamento legal e o termo inicial para o cálculo;

V - a data e o número da inscrição, no registro da vida ativa; e;

VI - o número do processo administrativo ou do auto de infração, se neles estiver apurado


o valor da dívida.

§ 1º A certidão da dívida ativa conterá os mesmos elementos do termo de inscrição, e


será autenticada pela autoridade competente.

§ 2º As dívidas relativas ao mesmo devedor, desde que conexas ou consequentes,


poderão ser englobadas na mesma certidão.

§ 3º O termo de inscrição e a certidão de dívida ativa poderão ser preparados e


numerados por processo manual, mecânico ou eletrônico.

Art. 193 A cobrança da dívida tributária do Município será procedida:

I - por via amigável quando processada pelos órgãos administrativos competentes;

II - por via judicial quando processada pelos órgãos judiciários.

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Parágrafo único. As duas vias a que se refere este artigo são independentes uma da
outra, podendo a Administração quando o interesse da Fazenda assim o exigir,
providenciar imediatamente a cobrança judicial da dívida, mesmo que não tenha dado
início ao procedimento amigável.

Art. 194 Aplicam-se essas disposições à dívida ativa não tributária, na forma da legislação
competente.

Capítulo III
DA CERTIDÃO NEGATIVA (REGULAMENTADO PELO DECRETO Nº 14.142/2008)

Art. 195 A prova de quitação do crédito tributário sem feita, exclusivamente, por certidão
negativa, regulamente expedida pelo órgão administrativo competente.

Art. 196 A prova da quitação de determinado tributo será feita por certidão negativa,
expedida à vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informações
necessárias à identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou
atividade, e indique o período a que se refere o pedido.

Parágrafo único. A certidão negativa será sempre expedida nos termos em que tenha
sido requerida e será fornecida dentro de 15 (quinze) dias da data da entrada do
requerimento na repartição.

Art. 197 A expedição de certidão negativa não exclui o direito de a Administração exigir,
a qualquer tempo, os créditos tributários que venham a ser apurados.

Art. 198 Terá os mesmos efeitos de certidão negativa aquela que consigne a existência de
créditos tributários não vencidos, em curso de cobrança executiva, em que tenha sido
efetivada a penhora ou cuja exigibilidade esteja suspensa.

TÍTULO VI
DO PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO

Capítulo I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 199 Este título regula as disposições gerais do procedimento tributário, as medidas
preliminares, os atos iniciais da exigência do crédito tributário do Município, decorrentes
de impostos, taxas, contribuições de melhoria, penalidades e demais acréscimos, a
consulta, o processo administrativo tributário e a responsabilidade dos agentes fiscais.

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SEÇÃO I
DOS PRAZOS

Art. 200 Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e
incluindo-se o do vencimento.

Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou se vencem em dia de expediente normal no


órgão em que tramite o processo ou deva ser praticado o ato.

Art. 201 A autoridade julgadora, atendendo a circunstâncias especiais, poderá, em


despacho fundamentado, prorrogar pelo prazo necessário o prazo para realização de
diligência.

SEÇÃO II
DA CIÊNCIA DOS ATOS E DECISÕES

Art. 202 A ciência dos atos e decisões far-se-á:

I - pessoalmente, ou a representante, mandatário ou preposto, mediante recibo datado e


assinado, ou com menção da circunstancia de que houve impossibilidade ou recusa de
assinatura;

II - por carta registrada com aviso de recebimento (AR) datado e firmado pelo
destinatário ou alguém do seu domicílio;

III - por edital, integral ou resumido, publicado no Diário Oficial do Município.

§ 1º Quando o edital for de forma resumida deverá conter todos os dados necessários à
plena ciência do intimado.

§ 2º Quando, em um mesmo processo, for interessado mais de um sujeito passivo, em


relação a cada um deles serão atendidos os requisitos fixados nesta seção para as
intimações.

§ 3º A ciência realizada por meio eletrônico, nos termos de norma regulamentar, supre os
meios previstos nos incisos do caput deste artigo. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 588/2019)

Art. 203 A intimação presume-se feita:

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I - quando pessoal, na data do recebimento; sendo irrelevante constar a assinatura do


interessado na mesma;

II - na data de recebimento da carta registrada, endereçada à parte ou ao seu


representante, conforme certificado pelo A.R.; (Redação dada pela Lei Complementar nº
588/2019)

III - 05 (cinco) dias após a publicação do Edital em veículo que sirva como Imprensa
Oficial local para a publicidade do ato; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
588/2019)

Art. 204 Os despachos interlocutórios que não afetem a defesa do sujeito passivo
independem de intimação.

SEÇÃO III
DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO

Art. 205 A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e
conterá, obrigatoriamente:

I - a qualificação do notificado e as características do imóvel, quando for o caso;

II - o valor do crédito tributário, sua natureza e o prazo para recolhimento e impugnação;

III - a disposição legal infringida, se for o caso e o valor da penalidade;

IV - a assinatura do chefe do órgão expedidor, ou do servidor autorizado, e a indicação


do seu cargo ou função.

Parágrafo único

§ 1º Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo


mecanográfico ou eletrônico. (Redação acrescida pela Lei nº 588/2019)

§ 2º Sem prejuízo de outras formas de ciência, nos casos de lançamento cujo fato gerador
ocorra, de forma habitual, no primeiro dia do exercício, será publicado edital genérico e
simplificado cientificando todos os contribuintes acerca do lançamento. (Redação
acrescida pela Lei nº 588/2019)

Art. 206 A notificação do lançamento será feita na forma do disposto nos artigos 202 e
203.

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Capítulo II
DO PROCEDIMENTO

Art. 207 O procedimento fiscal terá início com:

I - a lavratura de temo de início de fiscalização;

II - a lavratura de termo de apreensão de bens, livros ou documentos;

III - a notificação preliminar;

IV - a lavratura de auto de infração e imposição de multa;

V - qualquer ato da Administração que caracterize o início de apuração do credito


tributário.

Parágrafo único. O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em


relação a atos anteriores e, independentemente de intimação, a dos demais envolvidos
nas infrações verificadas.

Art. 208 A exigência do crédito tributário será formalizada em auto de infração e


imposição de multa, notificação preliminar ou notificação de lançamento, distinto por
tributo.

Parágrafo único. Quando mais de uma infração à legislação de um tributo decorrer do


mesmo fato e a comprovação do ilícito depender dos mesmos elementos de convicção,
a exigência será formalizada em um só instrumento e alcançará todas as infrações e
infratores.

Capítulo III
DAS MEDIDAS PRELIMINARES

SEÇÃO I
DO TERMO DE FISCALIZAÇÃO

Art. 209 A autoridade que presidir ou proceder a exames e diligências lavrará, sob sua
assinatura, termo circunstanciado do que apurar, consignando a data de início e final, o
período fiscalizado, os livros e documentos examinados e o que mais possa interessar.

§ 1º O termo será lavrado no estabelecimento ou local onde se verificar a fiscalização ou

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a constatação da infração, em livro de escrita fiscal ou em separado, hipótese em que o


temo podem ser datilografado ou impresso em relação às palavras rituais, devendo os
claros ser preenchidos a mão e inutilizadas as entrelinhas em branco.

§ 2º Em sendo o termo lavrado em separado, ao fiscalizado ou infrator dar-se-á cópia do


termo autenticado pela autoridade, contra recibo no original.

§ 3º A assinatura não constitui formalidade essencial à validade do termo de fiscalização,


não implica confissão, em a sua falta ou recusa agravará a pena.

§ 4º Iniciada a fiscalização, o agente fazendário terá o prazo máximo de 180 (cento e


oitenta) dias para concluí-la, salvo quando houver justo motivo de prorrogação
autorizado pela autoridade superior.

SEÇÃO II
DA APREENSÃO DE BENS LIVROS E DOCUMENTOS

Art. 210 Poderão ser apreendidos os bens móveis, inclusive mercadorias, livros ou
documentos em poder do contribuinte, do responsável ou de terceiros, que constituam
prova material de infração estabelecida na legislação tributária.

Art. 211 Da apreensão lavrar-se-á auto com os elementos do auto de infração,


observando-se, no que couber, o disposto no artigo 219.

Parágrafo único. Do auto de apreensão constarão a descrição dos bens, mercadorias,


livros ou documentos apreendidos, a indicação do lugar onde ficarão depositados e do
nome do depositário, podendo a designação recair no próprio detentor, se for idôneo, a
juízo do atuante.

Art. 212 Os livros ou documentos apreendidos poderão, a requerimento do autuado, ser-


lhe devolvidos, mediante recibo, ficando no processo cópia de inteiro teor da parte que
deve fazer prova, caso o original não seja Indispensável a esse fim.

Parágrafo único. Os bens apreendidos serão restituídos, a requerimento, mediante


deposito das quantias exigíveis, cuja importância será arbitrada pela autoridade
competente, e passado recibo, ficando retidos, até decisão final, os espécimes
necessários à prova.

Art. 213 Se o autuado não provar o preenchimento das exigências legais para liberação
dos bens apreendidos no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da data da apreensão,
serão os bens levados a leilão.

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§ 1º Quando a apreensão recair em bens de fácil deterioração, o leilão poderá realizar-se


a partir do próprio dia da apreensão.

§ 2º Apurando-se, na venda, importância superior ao tributo, a multa e acréscimos


devidos, será o autuado notificado para receber o excedente.

Capítulo IV
DOS ATOS INICIAIS

SEÇÃO I
DA NOTIFICAÇÃO PRELIMINAR

Art. 214 (Revogado pela Lei Complementar nº 155/2002)

Art. 215 São caberá notificação preliminar devendo o sujeito passivo ser imediatamente
autuados.

I - quando for encontrado no exercício da atividade tributável sem prévia inscrição;

II - quando houver prova, de tentativa para eximir-se ou furtar-se ao pagamento do


tributo;

III - quando for manifesto o Ânimo de sonegar;

IV - quando incidir em nova falta de que poderia resultar evasão de receita, antes de
decorrido um ano, contado da última notificação preliminar.

SEÇÃO II
DO AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA

Art. 216 Verificando-se violação da legislação tributária, por ação ou omissão, ainda que
não importe em evasão fiscal, lavrar-se-á o auto de infração e imposição de multa
correspondente, em duas ou mais vias, sendo a primeira entrega ao infrator.

Art. 217 O auto será lavrado com precisão e clareia, sem entrelinhas, emendas ou
rasuradas, e deverá:

I - mencionar o local, o dia e hora da lavratura;

II - conter o nome do autuado e endereço e, quando existir, o número de inscrição no

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cadastro da Prefeitura;

III - referir-se ao nome e endereço das testemunhas se houver;

IV - descrever o fato que constitui a infração e as circunstancias pertinentes;

V - indicar o dispositivo legal ou regulamentar violado e o da penalidade aplicável;

VI - fazer referência ao termo de fiscalização em que se consignou a infração, quando for


o caso;

VII - conter intimação ao infrator para pagar os tributos, multas e acréscimos devidos, ou
apresentar defesa e provas nos prazos previstos;

VIII - assinatura do autuante aposta sobre a indicação de seu cargo ou função;

IX - assinatura do próprio autuado ou infrator, ou de representante, mandatário ou


preposto, ou da menção da circunstância de que houve impossibilidade ou recusa de
assinatura.

§ 1º As omissões ou incorreções de auto não acarretarão nulidade quando do processo


constarem elementos suficientes para a determinação da infração e do infrator.

§ 2º A assinatura não constitui formalidade essencial a validade do auto, não implica


confissão, nem a sua falta ou recusa agravará a pena.

§ 3º Havendo reformulação ou alteração do auto, será devolvido o prazo para


pagamento e defesa do autuado.

Art. 218 O auto poderá ser lavrado cumulativamente com o auto de apreensão.

Art. 219 Não sendo possível a intimação na forma do inciso IX, do artigo 217, aplica-se o
disposto no artigo 202.

Art. 220 (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

Capítulo V
DA CONSULTA

Art. 221 Ao contribuinte ou responsável é assegurado o direito de consulta sobre


interpretação e aplicação da legislação tributária municipal, desde que protocolada
antes do início da ação fiscal e com obediência às normas adiante estabelecidas.

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Art. 222 A consulta será formulada através de petição dirigida ao Prefeito Municipal, com
a apresentação clara e precisa de todos os elementos indispensáveis ao entendimento
da situação de fato e com a indicação dos dispositivos legais aplicados, instruída, se
necessário, com os documentos.

Parágrafo único. O consulente deverá elucidar se a consulta versa sobre hipótese em


ralação à qual ocorreu o fato gerador da obrigação tributária, e, em caso positivo, a sua
data.

Art. 223 Nenhum procedimento fiscal será instaurado contra o contribuinte responsável
relativamente à espécie consultada, a partir da apresentação da consulta, até o
vigésimo (20º) dia subsequente à data da ciência da resposta.

Art. 224 Não produzirá efeito a consulta formulada:

I - em desacordo com o artigo 220;

II - por quem estiver sob procedimento fiscal instaurado para apurar fatos que se
relacionem com a matéria consultada;

III - por quem tiver sido intimado a cumprir obrigação relativa ao fato objeto da consulta;

IV - quando o fato já tiver sido objeto de decisão anterior, ainda não modificada,
proferida em consulta, ou litígio em que tenha sido parte o consulente;

V - quando o fato estiver definido ou declarado em disposição literal da Lei Tributária;

VI - quando não descrever, completa e exatamente, a hipótese a que se referir, ou não


contiver os elementos necessários à solução, salvo se a inexatidão ou omissão for
excussável pela autoridade julgadora.

Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, a consulta será declarada ineficaz e
determinado o arquivamento.

Art. 225 Quando a resposta à consulta for no sentido da exigibilidade de obrigação, cujo
fato gerador já tiver ocorrido, a autoridade julgadora, ao intimar o consulente para
ciência da decisão, determinará o cumprimento da mesma, fixando o prazo de 20 (vinte)
dias.

Art. 226 O consulente poderá fazer cessar no todo ou em parte, a oneração de eventual
credito tributário, efetuando seu pagamento ou depósito obstativo, cujas importâncias
serão restituídas dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contados da notificação do

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interessado.

Art. 227 Não cabe pedido de reconsideração ou recurso de decisão proferida em


processo de consulta.

Parágrafo único. A solução dada à consulta terá efeito normativo quando adotada em
circular expedida pela autoridade competente.

Capítulo VI
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO

SEÇÃO I
DAS NORMAS GERAIS

Art. 228 Ao processo administrativo tributário aplicam-se subsidiariamente as disposições


do processo administrativo comum.

Art. 229 Fica assegurada, ao contribuinte responsável, autuado ou interessado, a plena


garantia de defesa e prova.

Art. 230 (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 231 A interposição de impugnação, defesa ou recurso independe de garantia de


instância.

Art. 232 Não será admitido pedido de reconsideração de qualquer decisão.

Art. 233 É facultado ao contribuinte, responsável, autuado ou interessado, durante a


fluência dos prazos, ter vista dos processos em que for parte, pelo prazo de 5 (cinco) dias.

Art. 234 Poderão ser restituídos os documentos apresentados pela parte, mediante recibo,
desde que não prejudiquem a decisão, exigindo-se a sua substituição por cópias
autenticadas.

Art. 235 Quando, no decorrer da ação fiscal, forem apurados novos fatos, envolvendo a
parte ou outras pessoas, ser-lhes-á marcado igual prazo para apresentação de defesa, no
mesmo processo.

SEÇÃO II
DA IMPUGNAÇÃO

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Art. 236 A impugnação de exigência fiscal instaura a fase contraditória.

Art. 237 A partir da Notificação do lançamento ou do Auto de Infração e Imposição de


Multa o contribuinte ou infrator terá 30 (trinta) dias de prazo para pagar o débito;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 238 A impugnação sem protocolada e dirigida ao Prefeito Municipal e deverá conter:

I - a qualificação do interessado, o número do contribuinte no cadastro respectivo e o


endereço para receber a intimação;

II - matéria de fato ou de direito em que se fundamenta;

III - as provas do alegado e a indicação das diligências que pretenda sejam efetuadas
com os motivos que a justifiquem;

IV - o pedido formulado de modo claro e preciso.

Art. 239 A impugnação terá efeito suspensivo da cobrança.

Art. 240 Recebida a impugnação, a autoridade julgadora determinará de ofício a


realização das diligências que entender necessárias, fixando o prazo de 15 (quinze) dias
para sua efetivação, e indeferirá as prescindíveis.

Parágrafo único. Se na diligência forem apurados fatos de que resulte crédito tributário
maior do que o impugnado será reaberto o prazo para nova impugnação, devendo do
fato ser dado ciência ao interessado.

Art. 241 Completada a instrução do processo, o mesmo será encaminhado a autoridade


julgadora.

Art. 242 Recebido o processo pela autoridade julgadora essa decidirá sobre a
procedência ou improcedência da impugnação por escrito, com redação clara e
precisa.

§ 1º A autoridade julgadora não ficará adstrita às alegações da impugnação, devendo


decidir de acordo com sua convicção, em face das provas produzidas no processo.

§ 2º No caso de a autoridade julgadora entender necessário poderá converter o


julgamento em diligência, determinando as novas provas a serem produzidas e o prazo
para sua produção.

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Art. 243 A intimação da decisão será feita na forma dos artigos 202 e 203.

Art. 244 O impugnante poderá fazer cessar no todo ou em parte, a oneração do credito
tributário, efetuando o seu pagamento em depósito bancário, em qualquer Agência
Bancária local, cujas importâncias, se indevidas, serão restituídas dentro do prazo de 30
(trinta) dias, contados da data da intimação da decisão.

Parágrafo único. Sendo devido ao crédito tributário, a importância depositada será


automaticamente convertida em renda.

Art. 245 (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

SEÇÃO III
DO RECURSO

Art. 246 (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 247 (Revogado pela Lei Complementar nº 415/2014)

Art. 248 O recurso voluntário terá efeito suspensivo da cobrança.

Art. 249 A Secretaria Jurídica poderá converter o julgamento em diligência e determinar a


produção de novas provas ou do que julgar cabível para formar sua convicção.

Art. 250 A intimação será feita na forma dos artigos 202 e 203.

Art. 251 O recorrente poderá fazer cessar no todo ou em parte, a oneração do crédito
tributário, efetuando o seu pagamento, sujas importâncias, se indevidas, serão restituídas
dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da intimação da decisão

SEÇÃO IV
DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES

Art. 252 São definitivas:

I - as decisões finais de primeira instância não sujeitas ao recurso de ofício, e quando


esgotado o prazo para recurso voluntário, sem que esse tenha sido interposto;

II - as decisões finais de segunda instância;

III (Revogado pela Lei Complementar nº 415/2014)

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Parágrafo único. Tornar-se-á definitiva, desde logo, a parte da decisão que não tenha
sido objeto de recurso nos casos de recurso voluntário parcial.

Art. 253 Transitada em julgado a decisão des favorável ao contribuinte, responsável,


autuado, o processo será remetido ao setor competente, para a adoção das seguintes
providencias, quando cabíveis:

I - intimação do contribuinte, do responsável, do autuado, para que recolha o tributos e


multas devidos, com seus acréscimos, no prazo de 20 (vinte) dias;

II - conversão em renda das importâncias depositadas em dinheiro;

III - remessa para a inscrição e cobrança da dívida;

IV - liberação dos bens, mercadorias, livros ou documentos apreendidos ou depositados.

Art. 254 Transitada em julgado a decisão favorável ao contribuinte, responsável, autuado,


o processo será remetido ao setor competente para restituição dos tributos e penalidades
porventura pagos, bem como liberação das importâncias depositadas, se as houver.

Art. 255 Os processos somente poderão ser arquivados com o respectivo despacho.

Parágrafo único. Os processos encerrados serão mantidos pela Administração, pelo prazo
de 5 (cinco) anos da data do despacho de seu arquivamento, após o que serão
inutilizados.

Capítulo VII
DA RESPONSABILIDADE DOS AGENTES FISCAIS

Art. 256 O agente fiscal que, em função do cargo exercido, tendo conhecimento de
infração da legislação tributária, deixar de lavrar e encaminhar o auto competente será
responsável pecuniariamente pelo prejuízo causado à Fazenda Pública Municipal, desde
que a emissão e a responsabilidade sejam apuradas enquanto não extinto o direito da
Fazenda Pública.

§ 1º Igualmente será responsável a autoridade ou funcionário que deixar de dar


andamento aos processos administrativos tributários, ou quando o fizer fora dos prazos
estabelecidos, ou mandar arquivá-los, antes de findos e sem causa justificada e não
fundamentado o despacho na legislação vigente à época da determinação do
arquivamento.

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§ 2º A responsabilidade, no caso deste artigo, é pessoal e independente do cargo ou


função exercidos, sem prejuízo de outras sanções administrativas e penais cabíveis à
espécie.

Art. 257 Nos casos do artigo anterior e seus parágrafos, ao responsável, e, se mais de um
houver, independentemente uns dos outros, será cominada a pena de multa de valor
igual à metade da aplicável ao contribuinte, responsável ou infrator, sem prejuízo da
obrigatoriedade do recolhimento do tributo, se esse já não tiver sido recolhido.

§ 1º A pena prevista neste artigo será imposta pelo responsável pela Secretaria de
Finanças, por despacho no processo administrativo que apurar a responsabilidade do
funcionário, a quem serão assegurados amplos direitos de defesa.

§ 2º Na hipótese do valor da multa e tributos deixados de arrecadar por culpa do


funcionário ser superior a 10% (dez por cento) do total percebido mensalmente por ele, a
título de remuneração, o responsável pela Secretaria de Finanças determinará o
recolhimento parcelado, de modo que de uma só vez não seja recolhida importância
excedente àquele limite.

Art. 258 Não será de responsabilidade do funcionário a omissão que praticar ou o


pagamento do tributo cujo recolhimento deixar de promover em razão de ordem superior,
devidamente provada, ou quando não apurar infração em face das limitações da tarefa
que lhe tenha sido atribuída pelo chefe imediato.

Parágrafo único. Não se atribuirá responsabilidade ao funcionário, não tendo cabimento


aplicação de pena pecuniária ou de outra, quando se verificar que a infração consta de
livro ou documentos fiscais a ele não exibidos e, por isso, já tenha lavrado auto de
infração por embaraço à fiscalização.

Art. 259 Consideradas as circunstâncias especiais em que foi praticada a omissão do


agente fiscal, ou os motivos por que deixou de promover a arrecadação do tributos,
conforme fixados em regulamento, o responsável pela Secretaria de Finanças, após a
aplicação da multa, poderá dispensa-lo do pagamento dessa.

LIVRO II
DAS NORMAS GERAIS

TÍTULO I
DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

Art. 260 A expressão legislação tributária compreende as leis, decretos e normas


complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos de competência do
Município e relações jurídicas a ele pertinentes.

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Art. 261 Somente a lei pode estabelecer:

I - a instituição de tributos ou sua extinção;

II - a majoração de tributos ou a sua redução;

III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal e do seu sujeito passivo;

IV - a fixação da alíquota de tributo e de sua base de cálculo;

V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrarias a seus dispositivos,


ou para outras infrações nela definidas;

VI - as hipóteses de suspensão, extinção e exclusão de créditos tributários, ou de dispensa


ou redução de penalidades.

§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo que


importe em torná-lo mais oneroso.

§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no Inciso II, deste artigo, a
atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.

Art. 262 O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das
quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação
estabelecidas neste Lei.

Art. 263 São normas complementares das leis e decretos:

I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;

II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa a que a lei


atribua eficácia normativa;

III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;

IV - os convênios celebrados entre o Município, a União e o Estado.

Art. 264 Entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte aquele em que ocorra sua
publicação os dispositivos de lei:

I - que instituam ou majoram tributos;

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II - que definam novas hipóteses de incidência;

III - que extingam ou reduzam isenções, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável
ao contribuinte.

Art. 265 A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:

I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de


penalidade à infração dos dispositivos interpretados;

II - tratando-se de ato não definitivamente julgados:

a) quando deixe de defini-lo como infração;


b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão,
desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado a falta de pagamento de
tributo;
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo
da sua prática.

TÍTULO II
DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

Capítulo I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 266 A obrigação tributária é principal ou acessória.

§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e se extingue juntamente com o crédito
dela decorrente.

§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária, tem por objeto as prestações,


positivas ou negativas, nela previstas, no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos
tributos.

§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em


obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.

Capítulo II
DO FATO GERADOR

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Art. 267 Fato gerador da obrigação principal e a situação definida em lei como
necessária e suficiente à sua ocorrência.

Art. 268 Fato gerador da obrigação acessória e qualquer situação que, na forma da
legislação aplicável, imponha a prática ou a abstenção de ato que não configura
obrigação principal.

Art. 269 Salvo disposição de lei em contrário, considera-se ocorrido o fato gerador e
existentes os seus efeitos:

I - tratando-se de situação de fato, desde o momento em que se verifiquem as


circunstancias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são
próprios;

II - tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que esteja definitivamente


constituída, nos termos do direito aplicável.

Art. 270 Para os efeitos do inciso II, do artigo anterior, e salvo disposição de lei em
contrário, os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados:

I - sendo suspensiva a condição, desde o momento de seu implemento;

II - sendo resolutória a condição, desde o momento da prática do ato ou da celebração


do negócio.

Art. 271 A definição legal do fato gerador e interpretada abstraindo-se:

I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis


ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos;

II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.

Capítulo III
DO SUJEITO ATIVO

Art. 272 Na qualidade do sujeito ativo da obrigação tributária, o Município, pessoa jurídica
de direito público, é o titular da competência para arrecadar e fiscalizar os tributos
especificados neste Código e nas leis a ele subsequentes.

§ 1º A competência tributária e indelegável, salvo a atribuição da função de arrecadar


ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em
matéria tributária, conferida a outra pessoa jurídica de direito público.

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§ 2º Não constitui delegação de competência o cometimento a pessoas de direito


privado do encargo ou função de arrecadar tributos.

Capítulo IV
DO SUJEITO PASSIVO

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 273 Sujeito passivo da obrigação principal e a pessoa obrigada ao pagamento de


tributo ou penalidade pecuniária.

Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:

I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o
respectivo fato gerador;

II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra


de disposição expressa de lei.

Art. 274 Sujeito passivo da obrigação acessória à a pessoa obrigada as prestações que
constituam o seu objeto.

Art. 275 Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à


responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública,
para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias
correspondentes.

SEÇÃO II
DA SOLIDARIEDADE

Art. 276 São solidariamente obrigadas:

I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da
obrigação principal;

II - as pessoas expressamente designadas por lei.

Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem.

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Art. 277 Salvo disposição de lei em contrário, são os seguintes os efeitos da solidariedades.

I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais;

II - a isenção ou remissão de credito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada


pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais
pelo saldo;

III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou


prejudica os demais.

SEÇÃO III
DA CAPACIDADE TRIBUTÁRIA

Art. 278 A capacidade tributária passiva independe:

I - da capacidade civil das pessoas naturais;

II - de se achar a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do


exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de
seus bens ou negócios;

III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma
unidade econômica ou profissional.

SEÇÃO IV
DO DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO

Art. 279 Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na


forma da legislação aplicável, considera-se como tal:

I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo essa incerta ou
desconhecida, o centro habitual de sua atividade;

II - quanto as pessoas jurídicas de direito priva do ou às firmas individuais, o lugar da sua


sede ou em relação aos atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada
estabelecimento;

III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições no território
da entidade tributante.

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§ 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas em qualquer dos incisos deste
artigo, considerar-se-á como domicílio tributário do contribuinte ou responsável o lugar da
situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação

§ 2º A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito, quando impossibilite ou


dificulte a arrecadação ou a fiscalização do tributo, aplicando-se então a regra de
parágrafo anterior.

Capítulo V
DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

SEÇÃO I
DA DISPOSIÇÃO GERAL

Art. 280 Sem prejuízo do disposto neste capitulo, a lei pode atribuir, de modo expresso, a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a esse
em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.

SEÇÃO II
RESPONSABILIDADE DOS SUCESSORES

Art. 281 Os créditos tributários relativos ao imposto predial e territorial urbano, as taxas pela
prestação de serviços referentes a tais bens, ou as contribuições de melhoria sub-rogam-
se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua
quitação.

Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre


o respectivo preço.

Art. 282 São pessoalmente responsáveis:

I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos;

II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo "de cujos"
até a data da partilha ou adjudicação, limitada essa responsabilidade ao montante do
quinhão do legado ou da meação;

III - o espólio, pelos tributos devidos pelo "de-cujos", até a data da abertura da sucessão.

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Art. 283 A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou
incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até a data do
ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.

Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica- se aos casos de extinção de pessoas
jurídicas de direito privado quando a exploração da respectiva atividade seja continuada
por qualquer sócio remanescente, ou seu espolio, sob a mesma ou outra razão social, ou
sob firma individual.

Art. 284 A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer
título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e
continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou
nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até a data do ato:

I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;

II - subsidiariamente com o alienante, se esse prosseguir na exploração ou iniciar, dentro


de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro
ramo da comércio, indústria ou profissão.

SEÇÃO III
DA RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS

Art. 285 Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação


principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com esse nos atos em que
intervieram ou pelas omissões de que forem responsáveis:

I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;

II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados;

III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por esses;

IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;

V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo


concordatário;

VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os


atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;

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VII - os sócios, caso de liquidação de sociedade de pessoas.

Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de


caráter moratório.

Art. 286 São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações


tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei,
contrato social ou estatutos:

I - as pessoas referidas no artigo anterior;

II - os mandatários, prepostos e empregados;

III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.

SEÇÃO IV
DA RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES

Art. 287 Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da


legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.

Art. 288 - A responsabilidade é pessoal ao agente:

I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando
praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou entrego,
ou no cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito;

II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja elementar;

III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico;

a) das pessoas auferidas no artigo 285 contra aquelas por quem respondem;
b) dos mandatários, prepostos ou entregados, contra seus mandantes, preponentes ou
em pregadores;
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, contra
essas.

Art. 289 A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração,


acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou
do deposito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o

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montante do tributo dependa de apuração.

Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de


qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionados com a
infração.

TÍTULO III
DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

Capítulo I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 290 O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza
dessa.

Art. 291 As circunstancias que modificam o crédito tributarão, sua extensão ou seus efeitos,
ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos ou que excluem sua exigibilidade não
afeta a obrigação tributária que lhe deu origem.

Art. 292 O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou


tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos nesta lei, fora dos quais
não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional, na forma da lei, a
sua efetivação ou as respectivas garantias.

Capítulo II
DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

SEÇÃO ÚNICA
DO LANÇAMENTO

Art. 293 Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário


pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, de terminar a matéria
tributária, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo
caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob


pena de responsabilidade funcional.

Art. 294 O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e


rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

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§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato


gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de
fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou
outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, nesse último caso, para o
efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.

§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de
tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se
considera ocorrido.

Art. 295 O lançamento regulamente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em
virtude de:

I - impugnação do sujeito passivo;

II - recurso de ofício;

III - iniciativa de oficio de autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 297.

Art. 296 O lançamento compreende as seguintes modalidades:

I - lançamento por declaração quando for efetuado pelo fisco com base na declaração
do sujeito passivo ou de terceiros, quando um ou outro, na forma da legislação tributária,
presta à autoridade fazendária informações sobre matéria de fato, indispensável à sua
efetivação;

II - lançamento direto - quando feito unilateralmente pela autoridade tributária, sem


intervenção do contribuinte;

III - lançamento por homologação - quando a legislação atribuir ao sujeito passivo o dever
de antecipar o pagamento do tributo, sem prévio exame da autoridade administrativa,
operando-se o lançamento pelo ato em que a referida autoridade, tomando
conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente o homologue.

§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado, nos termos do inciso III, deste artigo,
extingue o crédito, sob condição resolutória de ulterior homologação do lançamento.

§ 2º Na hipótese do inciso III, deste artigo, não influem sobre a obrigação tributária
quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiros,
visando a extinção total ou parcial do crédito, tais atos serão, porém, considerados na
apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou
na sua graduação.

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§ 3º É de cinco(5) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, o prazo para a


homologação do lançamento a que se refere o inciso III, deste artigo; expirado esse prazo
sem que a Fazenda Municipal se tenha pronunciado, considera-se homologado o
lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de
dolo, fraude ou simulação.

§ 4º Nas hipóteses dos incisos I e III, deste artigo, a retificação da declaração por iniciativa
do próprio declarante, quando vise reduzir ou excluir tributo, só será admissível mediante
comprovação do erro em que se funde e antes de notificado o lançamento.

§ 3º Os erros contidos na declaração a que se referem os incisos I e III, deste artigo,


apurados quando do seu exame, serão retificados de ofício pela autoridade
administrativa à qual competir a revisão.

Art. 297 O lançamento é efetivado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos
seguintes casos:

I - quando a lei assim o determine;

II - quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da
legislação tributária;

III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos
termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a
pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo
ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela- autoridade;

IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido


na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória;

V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente


obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte;

VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente


obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária;

VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu
como dolo, fraude ou simulação;

VIII - quando deve ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do
lançamento anterior;

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IX - quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional


da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma, autoridade, de ato ou
formalidade essencial.

Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o
direito da Fazenda Pública.

Capítulo III
DA SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 298 Suspendem a exigibilidade do credito tributário:

I - moratória;

II - o depósito do seu montante integral;

III - as reclamações e os recursos, nos termos dos artigos 239, 247 e 250.

IV - a concessão de medida liminar em mandato de segurança.

Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações
acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela
consequentes.

SEÇÃO II
DA MORATÓRIA

Art. 299 A moratória somente pode ser concedida por lei:

I - em caráter geral;

II - em caráter individual, por despacho da autoridade administrativa.

Art. 300 A lei que conceda moratória em caráter geral ou autorize sua concessão em
caráter individual especificará, sem prejuízo de outros requisitos:

I - o prazo de duração do favor;

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II - as condições da concessão do favor em caráter individual;

III - sendo casos:

a) os tributos a que se aplica;


b) o número de prestações e seus vencimento; dentro do prazo a que se refere o inciso I,
podendo atribuir a fixação de uns e de outros à autoridade administrativa, para cada
caso de concessão em caráter individual;
c) as garantias que devem ser fornecidas pelo benefício no caso de concessão em
caráter individual.

Art. 301 Salvo disposição de lei em contrário, a moratória somente abrange os créditos
definitivamente constituídos à data da lei ou do despacho que a conceder, ou cujo
lançamento já tenha sido iniciado àquela data por ato regularmente notificado ao sujeito
passivo.

Parágrafo único. A moratória não aproveita aos casos de dolo, fraude ou simulação do
sujeito passivo ou de terceiros em benefício daquele.

Art. 302 A concessão da moratória em caráter individual não gera direito adquirido e será
revogada, de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de
satisfazer às condições, ou não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a
concessão do favor, cobrando-se o crédito acrescido de juros de mora:

I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de dolo ou simulação do


beneficiado, ou de terceiros em benefício daquele;

II - sem imposição de penalidade, nos demais casos.

Parágrafo único. No caso do inciso I, deste artigo, o tempo decorrido entre a concessão
da moratória e sua revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à
cobrança do crédito; no caso do inciso II, deste artigo, a revogação só pode ocorrer
antes de prescrito o referido direito.

Capítulo IV
DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

SEÇÃO I
DAS MODALIDADES DE EXTINÇÃO

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Art. 303 Extinguem o credito tributário:

I - o pagamento;

II - a compensação;

III - a transação;

IV - a remissão;

V - a prescrição e a decadência;

VI - a conversão de depósito em renda;

VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto


no artigo 296, inciso III, e seu parágrafo 3º;

VIII - a consignação em pagamento, quando julgada procedente;

IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita


administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória;

X - a decisão judicial passada em julgado.

SEÇÃO II
DO PAGAMENTO

Art. 304 O pagamento será efetuado em moeda corrente ou em cheque.

Parágrafo único. O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate
desse pelo sacado.

Art. 305 O pagamento de um credito não importa em presunção de pagamento:

I - quando parcial, das prestações em que se decomponha;

II - quanto total, de outros, créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos.

Art. 306 A imposição de penalidade não elide o pagamento integral do crédito tributário,
nem desonera o cumprimento da obrigação acessória.

Art. 307 Os juros moratórios resultantes da impontualidade de pagamento serão cobradas

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do dia seguinte ao vencimento e à razão de 1% (um por cento) ao mês calendário, ou


fração, e calculados sobre o valor originário.

§ 1º Entende-se por valor originário o que corresponda ao débito decorrente de tributos,


excluídas as parcelas relativas à correção monetária, juros de mora e multa de mora.

§ 2º Os juros de mora são passíveis de correção monetária.

Art. 308 A correção monetária incidirá mensalmente sobre os créditos fiscais decorrentes
de tributos ou penalidades não liquidados na data de seus vencimentos.

Art. 309 As multas incidentes sobre os créditos tributários vencidos e não pagos serão
calculados em função dos tributos corrigidos monetariamente.

Parágrafo único. As multas devidas, não proporcionais ao valor do tributo, serão também
corrigidas monetariamente.

SEÇÃO III
DO PAGAMENTO INDEVIDO

Art. 310 O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição
total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, nos seguintes
casos:

I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em


face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato
gerador efetivamente ocorrido;

II - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no


cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer
documento relativo ao pagamento;

III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatório.

Art. 311 A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do
respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido
encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por esse expressamente
autorizado a recebe-la.

Art. 312 A restituição total ou parcial do tributo dá lugar a restituição, na mesma


proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a
infrações de caráter formal, não prejudicadas pela causa da restituição.

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Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis a partir do transito em


julgado da decisão definitiva que a determinar.

Art. 313 O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco (5)
anos, contados:

I - nas hipóteses dos incisos I e II, do artigo 310, da data da extinção do crédito tributário;

II - na hipótese do inciso III, do artigo 310 da data em que se tomar definitiva a decisão
administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado,
revoga do ou rescindido a decisão condenatória.

Art. 314 Prescreve em dois (2) anos a ação anulatória da decisão administrativa que
denegar a restituição.

Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial,


recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita
ao representante judicial da Fazenda Pública interessada.

SEÇÃO IV
DAS DEMAIS MODALIDADES DE EXTINÇÃO

Art. 315 A importância do crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito
passivo, nos casos:

I - de recusa de recebimento, ou subordinação desse ao pagamento de outro tributo ou


de penalidade, ou ao, cumprimento de obrigação acessaria.

II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem


fundamento legal;

III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico
sobre um mesmo fato gerador.

§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante propõe-se a pagar.

§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento reputa-se efetuado e a


importância consignada é convertida em renda; julgada improcedente a consignação
no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das
penalidades cabíveis.

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Art. 316 A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação
em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensarão de créditos
tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra
a Fazenda Pública.

Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os
efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém cominar
redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a
decorrer entre a data da compensação e a do vencimento.

Art. 317 A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da
obrigação tributária, celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em
terminação de litígio e consequente extinção de crédito tributário.

Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em


cada caso.

Art. 318 A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho
fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário atendendo.

I - à situação econômica do sujeito passivo;

II - ao erro ou ignorância excursáveis do sujeito passivo quanto a matéria de fato;

III - à diminuta importância do crédito tributário;

IV - a considerações de equidade, em relação comas características pessoais ou


materiais do caso;

V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante.

Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-
se, quando cabíveis, o disposto no artigo 302.

Art. 319 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após
cinco (5) anos, contados:

I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado;

II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o
lançamento anteriormente efetuado.

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Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o
decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a
constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida
preparatória indispensável ao lançamento.

Art. 320 A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados
da data de sua constituição definitiva.

§ 1º A prescrição interrompe-se:

I - pelo despacho do juiz que ordenar a citação;

II - pelo protestos judicial;

III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

IV - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em


reconhecimento do débito.

§ 2º Não correrá o prazo de prescrição enquanto não localizado o devedor ou


encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora.

Capítulo V
DA EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 321 Excluem o crédito tributário:

I - a isenção;

II - a anistia;

Parágrafo único. A exclusão do credito tributário não dispensa o cumprimento das


obrigações acessórias dependentes da obrigação principal, cujo crédito seja excluído, ou
dela consequentes.

SEÇÃO II
DA ISENÇÃO

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Art. 322 A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que
especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se
aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração.

Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da


entidade tributante, em função de condições a ela peculiares.

Art. 323 A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas
condições, pode ser revogada ou modificada por lei a qualquer tempo, observado o
disposto no inciso III, do artigo 264.

Art. 324 A isenção, quando não concedida em caráter geral, e efetivada, em cada caso,
por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado
faça prova do preenchimento condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei
ou contrato para sua concessão.

Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-
se, quando cabível, o disposto no artigo 302.

SEÇÃO III
DA ANISTIA

Art. 325 A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à


vigência da lei que a conceda, não se aplicando:

I - aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa
qualificação, sejam praticados em dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por
terceiro em benefício daquele;

II - salvo disposição em contrário, às infrações resultantes do conluio entre duas ou mais


pessoas naturais ou jurídicas.

Art. 326 A anistia pode ser concedida:

I - em caráter geral;

II - limitadamente:

a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;


b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante,
conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

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c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a


ela peculiares;
d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou
cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa.

Art. 327 A anistia, quando não concedida em caráter geral, e efetivada, em cada caso,
por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado
faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos
em lei para sua concessão.

Parágrafo único. despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se,
quando cabível, o disposto no artigo 302.

TÍTULO IV
DAS IMUNIDADES

Art. 328 São imunes dos impostos municipais:

I - o patrimônio e os serviços da União, dos Estados e respectivas autarquias, cujos serviços


sejam vinculados às suas finalidades essenciais ou delas decorrentes;

II - os templos de qualquer culto;

III - o patrimônio e os serviços dos partidos políticos e de instituições de educação e de


assistência social, observados os requisitos do artigo 330.

§ 1º O disposto no inciso I deste artigo não se estende aos serviços públicos concedidos,
nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto que incidir sobre
imóvel objeto de promessa de compra e venda.

§ 2º O disposto neste artigo não exclui a atribuição, por lei, às entidades nele referidas, da
condição de responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, e não dispensa da
prática de atos previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias
por terceiros.

Art. 229 A imunidade não abrange as taxas e a contribuição de melhoria e não dispensa o
cumprimento das obrigações acessórias.

Art. 330 O disposto no inciso III, do artigo 328, subordina-se à observância dito seguintes
requisitos pelas entidades nele referidas:

I - não distribuir em qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a título de lucro
ou participação no seu resultado;

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II - aplicarem integralmente, no País, os seus cursos, na manutenção dos seus objetivos


institucionais;

III - manterem escrituração de suas receitas e despesas de livros revestidos de


formalidades capazes de assegurar sua exatidão.

§ 1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo, ou no § 2º, do artigo 328, a


autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício.

§ 2º Os serviços a que se refere o inciso III, do artigo 323, são, exclusivamente, os


diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este
artigo, previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos.

Art. 331 Serão aplicados, no que couber, aos pedidos de reconhecimento da imunidade,
as disposições no artigo 38.

TÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 332 A todo débito tributário vencido, inscrito ou não em dívida ativa, poderá o
contribuinte requerer parcelamento com prazo máximo de até 24 (vinte e quatro)
parcelas, as quais, após a atualização do débito pelos índices da O.R.T.N. será convertido
o débito atualizado em O.R.T.N., que serão divididas por tantos quantos forem os meses
parcelados.

§ 1º Essas parcelas se pagas com atraso não sofrerão qualquer acréscimo tendo em vista
sua auto-atualização.

§ 2º O parcelamento será concedido uma única vez para cada débito tributário.

§ 3º Nenhum débito, objeto de parcelamento, poderá ser inferior ao valo de uma O.R.T.N.,
vigente à época do pedido.

Art. 333 (Revogado pela Lei nº 5447/1993)

Art. 334 (Revogado pela Lei nº 5447/1993)

Art. 335 Dentro de 180 (cento e oitenta) dias, após a publicação da presente lei, o
Executivo baixará Decreto contendo normas regulamentares, para possibilitar a execução
de dispositivos, que a seu critério se fizerem necessária.

Art. 336 Esta Lei entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 1984, revogadas as

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disposições em contrário.

6. ISSQN – Lei Complementar Municipal nº 178/2003

TÍTULO I
DO IMPOSTO

Capítulo I
DA INCIDÊNCIA

Art. 1º O Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza - ISSQN incide sobre a prestação de
serviços constantes da Tabela anexa, não compreendidos na competência da União e
dos Estados, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do
prestador.

Parágrafo Único. Os serviços constantes da Tabela anexa ficam sujeitos ao imposto, ainda
que a respectiva prestação envolva o fornecimento concomitante de mercadorias,
ressalvadas as exceções expressas da Tabela.

Art. 2º O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN incide ainda sobre os
serviços:

I - prestados mediante a utilização de bens e trespasse de serviços públicos, explorados


economicamente mediante autorização, permissão, concessão, ou qualquer outra forma
de cessão de uso, e que importe em pagamento de tarifa, preço ou pedágio, por parte
do usuário final dos serviços;

II - provenientes do exterior do País, ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do


País, em relação aos tomadores domiciliados no Município, atendidas as condições do
artigo 1º;

III - efetivamente realizados em território municipal, independentemente da localização


do estabelecimento, do domicilio do prestador, das estipulações contratuais ou qualquer
outra denominação dada aos elementos da prestação.

Art. 3º Ocorre o fato gerador do imposto:

I - no mês de recebimento, pelo destinatário, dos serviços iniciados ou prestados no


exterior do País;

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II - no mês de realização material dos serviços, quando se tratar de fato gerador


instantâneo;

III - no último dia do mês de realização material dos serviços, quando se tratar de fato
gerador continuado, passível de medição parcial para faturamento;

IV - no mês de recebimento dos serviços pelo destinatário responsável, em caso de


retenção na fonte;

V - no primeiro dia de janeiro de cada exercício ou no primeiro dia de início de atividade,


nos casos de imposto fixo anual, prestados por pessoas naturais.

VI - no mês de prestação do serviço, quando realizado por sociedade de profissionais.


(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 192/2004)

Parágrafo Único. Em caso de impossibilidade de averiguação do fato gerador pelos


incisos deste artigo, a autoridade administrativa poderá considerar sucessivamente a
data:

I - do faturamento;

II - do reconhecimento da receita ou de vantagem econômica pela contabilidade;

III - de recebimento de valores ou de qualquer acréscimo patrimonial sem indicação


idônea de procedência.

Art. 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador:

I - o cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou administrativas,


relativas à atividade, sem prejuízo das cominações legais cabíveis;

II - o resultado financeiro ou do pagamento do serviço prestado, excetuadas as


prestações recusadas pelo tomador dos serviços;

III - a denominação dada ao serviço prestado, ao preço e às vantagens econômicas


contraprestacionais;

IV - a natureza ou validade jurídica das operações ou dos atos praticados;

V - a existência de estabelecimento prestador.

Capítulo II
DOS BENEFÍCIOS FISCAIS

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SEÇÃO I
DA NÃO INCIDÊNCIA

Art. 5º O imposto não incide sobre:

I - A prestação de serviços exclusivamente vinculados às suas atividades essenciais, pelas


seguintes pessoas ou entidades:

a) a União, os Estados e os Municípios;


b) os templos de qualquer culto;
c) os partidos políticos e suas fundações, as entidades sindicais dos trabalhadores e as
instituições de educação ou de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os
requisitos da Lei.

II - os livros, jornais ou periódicos e/ou o papel destinado à sua impressão;

III - as prestações de serviços diretas entre cooperativas de prestação de serviços e seus


cooperados;

IV - a exportação de serviços para o exterior do País;

V - a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos


diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e
fundações, bem como dos sócios-gerentes e dos gerentes-delegados;

VI - o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos depósitos


bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito
realizadas por instituições financeiras.

§ 1º O disposto no inciso I, alínea "a", é extensivo às autarquias e às fundações instituídas e


mantidas pelo Poder Público.

§ 2º Não se enquadram no disposto do inciso II a impressão de jornais, livros e periódicos


feita por empresas que respondem pela prestação de serviços gráficos a terceiros.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 323/2010)

§ 3º Não se enquadram no disposto no inciso IV deste artigo os serviços desenvolvidos no


Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no
exterior. (Redação dada pela Lei Complementar nº 546/2017)

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SEÇÃO II
DAS ISENÇÕES E DEMAIS BENEFÍCIOS

Art. 6º São isentas do imposto as prestações de serviços de construção civil, quando


contratadas por agentes credenciados ou pela Administração Pública Municipal, direta ou
indireta, para construção de conjuntos habitacionais destinados à população de baixa
renda, conforme disposto em regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº
546/2017)

SEÇÃO III
DAS DISPOSIÇÕES COMUNS

Art. 7º Quando o benefício fiscal depender de requisito ou condição que não venha a ser
preenchida ou que deixe de ser satisfeita, o imposto será devido e exigido com todos seus
acréscimos legais, desde o momento da ocorrência de seu respectivo fato gerador.

Art. 8º O direito aos benefícios fiscais previstos nesta Lei Complementar depende de
requerimento expresso do interessado, com apresentação de todos os documentos
comprobatórios, na forma e prazo estabelecido em regulamento, protocolado antes da
ocorrência do fato gerador do imposto a ser excluído pelo benefício fiscal.

Art. 9º (Revogado pela Lei Complementar nº 192/2004)

Art. 10 (Revogado pela Lei Complementar nº 568/2018)

TÍTULO II
DA SUJEIÇÃO PASSIVA

Capítulo I
DO CONTRIBUINTE

Art. 11 Contribuinte do imposto é qualquer pessoa, natural ou jurídica, que pratique


prestação de serviços sujeitos ao imposto, nos termos desta Lei Complementar, ainda que
não seja sua atividade preponderante.

Capítulo II
DO RESPONSÁVEL

Art. 12 São responsáveis pelo pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer

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Natureza - ISSQN, desde que estabelecidos no Município de São José do Rio Preto,
devendo reter na fonte o seu valor:

I - o tomador ou o intermediário de serviço proveniente do exterior do País ou cuja


prestação se tenha iniciado no exterior do País;

II - a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços
descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10 a 7.12, 7.16 a 7.19, 11.01, 11.02, 11.04,
12.01 a 12.12, 12.14 a 12.17, 16.01, 17.05, 17.10 e 20.01 a 20.03 da Tabela anexa, quando
prestados dentro do território do município de São José do Rio Preto, por empresas
sediadas em outros municípios;

III - as instituições financeiras e sociedades seguradoras, quando tomarem ou


intermediarem serviços:

a) dos quais resultem remunerações ou comissões, por elas pagas a seus agentes,
corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São José do Rio Preto;
b) de conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados, realizados por
prestadores de serviços estabelecidos no Município de São José do Rio Preto;
c) de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros, de inspeção e avaliação
de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos
seguráveis, realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São José
do Rio Preto; (Redação dada pela Lei Complementar nº 323/2010)

IV - as sociedades de capitalização, quando tomarem ou intermediarem serviços dos


quais resultem remunerações ou comissões, por elas pagas a seus agentes, corretores ou
intermediários estabelecidos no Município de São José do Rio Preto, pelos agenciamentos,
corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização;

V - a Caixa Econômica Federal, quando tomar ou intermediar serviços dos quais resultem
remunerações ou comissões, por ela paga à Rede de Casas Lotéricas e de venda de
bilhetes estabelecidas no Município de São José do Rio Preto, na:

a) cobrança, recebimento ou pagamento em geral, de títulos quaisquer, de contas ou


carnês, de tributos e por conta de terceiros, inclusive os serviços correlatos à cobrança,
recebimento ou pagamento;
b) distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos, cartões, pules ou
cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e
congêneres; (Redação dada pela Lei Complementar nº 323/2010)

VI - as empresas concessionárias, subconcessionárias e permissionárias de serviços públicos


de energia elétrica, telecomunicações, gás, saneamento básico e distribuição de água,

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quando tomarem ou intermediarem os serviços a elas prestados no Município de São José


do Rio Preto; (Redação dada pela Lei Complementar nº 546/2017) (Regulamentado pelo
Decreto nº 18.288/2019)

VII - as sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual


e convênios ou de outros planos de saúde, quando tomarem ou intermediarem serviços
dos quais resultem remunerações ou comissões, por elas pagas a seus agentes, corretores
ou intermediários estabelecidos no Município de São José do Rio Preto, pelos
agenciamentos, corretagens ou intermediações de planos ou convênios;

VIII - os hospitais e prontos-socorros, quando tomarem ou intermediarem os serviços de


tinturaria e lavanderia, a eles prestados por prestadores de serviços estabelecidos no
Município de São José do Rio Preto;

IX - a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, quando tomar ou intermediar serviços


prestados por suas agências franqueadas estabelecidas no Município de São José do Rio
Preto, dos quais resultem remunerações ou comissões por ela pagas;

X - o proprietário ou possuidor a qualquer título de imóvel onde seja executada a obra de


construção civil ou congênere, observado o disposto no § 1º do artigo 48. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 192/2004)

XI - a pessoa jurídica, inscrita, regularmente cadastrada neste município e em atividade,


ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária de serviços prestados por
profissional autônomo ou empresa sediados, mas não inscritos no Cadastro Municipal
Mobiliário, ou, quando inscritos, estiverem com suas inscrições encerradas, bloqueadas ou
suspensas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 568/2018)

XII - O posto de atendimento, escritório de representação ou contato comercial situado no


território do Município, a que se referem o § 2º do artigo 16 desta Lei Complementar,
quando:

a) Desempenhar atividade-meio ao serviço de empresa não sediada no Município;


b) Prestar atendimento aos clientes de empresa não sediada no Município;
c) Seus empregados servirem de prepostos ou representantes de empresa não sediada no
Município. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 323/2010)

XIII - A Prefeitura Municipal e suas Autarquias, Empresas Públicas Municipais e outras


pessoas jurídicas de direito público interno, quando tomarem serviços prestados por
empresas estabelecidas no Município de São José do Rio Preto, sem prejuízo da retenção
estabelecida no inciso II deste artigo; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
323/2010) (Regulamentado pelo Decreto nº 18.288/2019)

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XIV - os hotéis e motéis, quando tomarem ou intermediarem os serviços de tinturaria e


lavanderia a eles prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de
São José do Rio Preto. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 400/2013)

XV - a pessoa jurídica tomadora ou intermediária de serviços, ainda que imune ou isenta,


na hipótese prevista no § 8º do artigo 25 desta Lei Complementar, bem como no disposto
no caput e seu § 2º do artigo 8º A da Lei Complementar Nacional nº 116, de 31 de julho
de 2003. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 546/2017)

§ 1º Os responsáveis de que trata este artigo podem enquadrar-se em mais de um inciso


do "caput". (Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 2º O disposto no inciso II do "caput" também se aplica aos órgãos da administração


pública direta da União, dos Estados e do Município de São José do Rio Preto, bem como
suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista,
concessionárias e permissionárias de serviços públicos e demais entidades controladas
direta ou indiretamente pela União, pelos Estados ou pelo Município de São José do Rio
Preto. (Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 3º Independentemente da retenção do Imposto na fonte a que se referem o caput e o


artigo 48, fica o responsável tributário obrigado a recolher o Imposto integral, multa e
demais acréscimos legais, na conformidade da legislação, sendo o prestador de serviços
responsável solidário. (Redação dada pela Lei Complementar nº 323/2010)

§ 4º Para fins de retenção do imposto incidente sobre os serviços amparados por redução
na base de cálculo, descritos no artigo 31, o prestador de serviços deverá informar ao
tomador o valor da redução da base de cálculo do imposto a que tem direito, na
conformidade da legislação, para fins de apuração da receita tributável, consoante
dispuser o regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 5º Quando as informações a que se refere o parágrafo 4º forem prestadas em desacordo


com a legislação municipal, não será eximida a responsabilidade do prestador de
serviços pelo pagamento do imposto apurado sobre o valor das deduções indevidas.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 6º Caso as informações a que se refere o parágrafo 4º não sejam fornecidas pelo


prestador de serviços, o imposto incidirá sobre o preço do serviço. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 192/2004)

§ 7º Os responsáveis de que trata este artigo não poderão utilizar qualquer tipo de
incentivo fiscal previsto na legislação municipal para recolhimento do Imposto sobre
Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN relativo aos serviços tomados ou intermediados.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

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§ 8º Para fins do disposto no inciso II deste artigo, considerar-se-ão, também, pessoas


jurídicas, os condomínios residenciais, comerciais e industriais, além das associações,
entidades religiosas, filantrópicas, filosóficas, partidos políticos, órgãos públicos e outros,
independentemente de estarem isentos ou imunes da exigência do imposto. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 9º Para a ocorrência da solidariedade tratada no inciso XII deste artigo, competirá à


Administração Tributária Municipal demonstrar a presença de pelo menos dois dos três
requisitos previstos naquele inciso, não afastando a hipótese de solidariedade por
interesse comum, nos termos do artigo 124, inciso I, da Lei Federal nº 5.172, de 25 de
outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 323/2010)

§ 10 Ficará responsável pelo recolhimento do ISSQN o tomador de serviços que, a


despeito de não estar sujeito às hipóteses de responsabilidades tributária previstas nesta
Lei Complementar, proceder à retenção do ISSQN na fonte. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 400/2013)

Art. 12-A Os responsáveis tributários, conforme disposto no artigo anterior, ficam


desobrigados da retenção e conseqüente recolhimento do imposto, em relação aos
serviços tomados ou intermediados, quando o prestador de serviços for: (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 192/2004)

I - profissional autônomo, observado o disposto no inciso XI do artigo anterior. (Redação


dada pela Lei Complementar nº 246/2007)

II - amparado por não-incidência, nos termos do artigo 5º; (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 192/2004)

III - amparado por isenção, desde que estabelecido no Município de São José do Rio
Preto; (Redação dada pela Lei Complementar nº 546/2017)

IV - constituído por sociedade de profissionais; (Redação acrescida pela Lei


Complementar nº 192/2004)

V (Revogado pela Lei Complementar nº 246/2007)

VI - empresa cuja atividade estiver enquadrada nos subitens 4.22.00 e 4.23.00 da Tabela
de Serviços anexa a esta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº
323/2010)

§ 1º As sociedades de que trata o inciso IV são aquelas constituídas exclusivamente de

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profissionais liberais com a mesma habilitação profissional, devidamente registrados nos


conselhos ou órgãos de classe, que exerçam atividade de natureza civil, limitando-se
exclusivamente aos serviços estabelecidos no § 3º ao artigo 27-A desta Lei
Complementar, e que prestem serviços em nome da sociedade, embora assumindo
responsabilidade pessoal, exceto as sociedades: (Redação dada pela Lei Complementar
nº 323/2010)

I - cujos serviços não se caracterizem como trabalho pessoal dos sócios, e sim como
trabalho da própria sociedade;

II - que tenham como sócio pessoa jurídica;

III - que sejam sócias de outra sociedade;

IV - que desenvolvam atividade diversa daquela a que estejam habilitados


profissionalmente os sócios;

V - que tenham sócio que delas participe tão-somente para aportar capital ou administrar;

VI - que tenham natureza comercial ou empresarial;

VII - que explorem mais de uma atividade de prestação de serviços. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 2º Para fins do disposto neste artigo, o responsável tributário deverá exigir que o
prestador dos serviços informe seu enquadramento em uma das condições previstas nos
incisos do "caput", conforme disposto em regulamento. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 192/2004)

Art. 13 São responsáveis solidários pelo pagamento do imposto:

I - o tomador de serviços, quando o prestador não fornecer documento fiscal idôneo ou


não estiver inscrito na repartição fiscal, salvo se comprovar o efetivo recebimento do
serviço; (Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

II - as pessoas que tenham interesse comum na situação que dê origem à obrigação


principal;

III - todo aquele que efetivamente concorra para a sonegação do imposto.

Parágrafo Único. Presume-se ter interesse comum, para efeito do disposto no inciso II, o
tomador que receber serviços sem documento fiscal. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 192/2004)

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Art. 14 São também responsáveis:

I - solidariamente, a pessoa natural ou jurídica, pelo débito fiscal do alienante, quando


venha a adquirir fundo de comércio ou estabelecimento prestador de serviço, comercial,
industrial ou profissional, na hipótese de cessação por parte deste da exploração do
comércio, indústria ou atividade;

II - solidariamente, a pessoa natural ou jurídica, pelo débito fiscal do alienante, até a data
do ato, quando adquirir fundo de comércio ou estabelecimento prestador de serviço,
comercial, industrial ou profissional e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou
outra denominação ou razão social, ou sob firma ou nome individual, na hipótese do
alienante prosseguir na exploração ou iniciar, dentro de 6 (seis) meses, a contar da data
da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou
profissão;

III - a pessoa jurídica que resulte de fusão, transformação ou incorporação, pelo débito
fiscal da pessoa jurídica fusionada, transformada ou incorporada;

IV - solidariamente, a pessoa jurídica que tenha absorvido patrimônio de outra em razão


de cisão, total ou parcial, pelo débito fiscal da pessoa jurídica cindida, até a data do ato;

V - o espólio, pelo débito fiscal do "de cujus", até a data da abertura da sucessão;

VI - o sócio remanescente ou seu espólio, pelo débito fiscal da pessoa jurídica extinta,
caso continue a respectiva atividade, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma
individual;

VII - solidariamente, o sócio, no caso de liquidação de sociedade de pessoas, pelo débito


fiscal da sociedade;

VIII - solidariamente, o tutor ou o curador, pelo débito fiscal de seu tutelado ou curatelado.

IX - solidariamente com os prestadores de serviços elencados no item 12 da Tabela


anexa, as pessoas jurídicas que explorarem serviços previstos no subitem 3.03 dessa
Tabela, quando não comprovarem recolhimento referente ao ISSQN ou prestarem
informações insuficientes ao Fisco, quanto a eventos ou negócios de qualquer natureza
realizados em seu estabelecimento. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
192/2004)

Art. 15 A solidariedade referida nos incisos I e IV do artigo 14 não comporta benefício de


ordem, salvo se o contribuinte apresentar garantias ou oferecer em penhora bens
suficientes ao total pagamento do débito.

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Capítulo III
DO ESTABELECIMENTO

Art. 16 Para efeito desta Lei Complementar, estabelecimento é o local, privado ou


público, construído ou não, mesmo que pertencente a terceiro, onde o contribuinte
exerça toda ou parte de sua atividade, em caráter permanente ou temporário, ainda
que se destine a simples depósito ou armazenagem de mercadorias ou bens relacionados
com o exercício dessa atividade.

§ 1º Na impossibilidade de determinação do estabelecimento nos termos deste artigo,


considera-se como tal o local em que tenha sido efetuada a prestação de serviços.

§ 2º A circunstância de o serviço, por sua natureza, ser executado habitual ou


eventualmente fora do estabelecimento não o descaracteriza como estabelecimento
prestador para os efeitos deste artigo, podendo estar caracterizado como posto de
atendimento, escritório de representação ou contato comercial situado no território do
Município e que esteja realizando captação de clientes e promovendo o
encaminhamento da contratação do serviço, configurando-se unidade econômica ou
profissional, sendo irrelevante que a matriz ou qualquer outro estabelecimento da
empresa representada esteja situado em outro Município. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 323/2010)

Art. 17 É de responsabilidade do respectivo titular a obrigação tributária pela legislação


ao estabelecimento.

Parágrafo Único. Para efeito de cumprimento de obrigação tributária:

I - entende-se autônomo cada estabelecimento do mesmo titular;

II - são considerados em conjunto todos os estabelecimentos do mesmo titular,


relativamente à responsabilidade por débito do imposto, atualização monetária, multas e
acréscimos de qualquer natureza;

III - considera-se, também, como autônomo os que, embora no mesmo local, ainda que
idêntico o ramo de atividade, pertençam a diferentes pessoas naturais ou jurídicas.

Capítulo IV
DA INSCRIÇÃO (REGULAMENTADO PELO DECRETONº 16.888/2013)

Art. 18 Devem inscrever-se no Cadastro Municipal Mobiliário, antes do início de suas

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atividades, todos aqueles que pretenderem exercer atividade prevista na Classificação


Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, inclusive quando imunes ou isentos do
imposto.

§ 1º A inscrição será disciplinada por regulamento, podendo ser aproveitada para


identificar sujeitos passivos de outros tributos e contribuições municipais, além dos
responsáveis pelo recolhimento na fonte.

§ 2º A Administração Tributária Municipal poderá exigir, antes de conceder a inscrição, o


preenchimento de requisitos específicos, segundo a categoria, grupo ou setor de
atividade em que se enquadrar o contribuinte.

§ 3º A inscrição no Cadastro Municipal Mobiliário não implica na regularidade do


contribuinte em relação à emissão do competente alvará de licença, localização e
funcionamento.

§ 4º A documentação fiscal do contribuinte deve conter o seu número de inscrição no


Cadastro Municipal Mobiliário.

Art. 19 Atendidas as disposições regulamentares, a inscrição será concedida por prazo


certo ou indeterminado, podendo sua eficácia ser, a qualquer tempo, cassada ou
suspensa de ofício, impedindo os punidos de constarem de outra inscrição, até que sejam
declarados desobrigados das causas determinantes da cassação ou da suspensão.

Art. 20 Os documentos emitidos por contribuintes cassados ou suspensos serão declarados


inidôneos, não podendo ser utilizados para abatimentos, compensações, lançamentos
contábeis, ou quaisquer outros registros legais.

Art. 21 A Administração Tributária Municipal, considerados, especialmente, os


antecedentes fiscais que desabone as pessoas envolvidas, inclusive de seus sócios, se for o
caso, poderá conforme disposto em regulamento, exigir a prestação de garantia ao
cumprimento das obrigações tributárias, para a concessão de inscrição.

Art. 22 O contribuinte deve comunicar à Administração Tributária Municipal, observados os


prazos e a forma estabelecidos em regulamento, qualquer alteração dos dados
declarados para a obtenção de sua inscrição, bem como a transferência, a venda, a
suspensão e o encerramento de atividades do estabelecimento.

Art. 23 À Administração Tributária Municipal cabe promover, de ofício, tanto a inscrição,


como as respectivas atualizações e o cancelamento no Cadastro Municipal Mobiliário,
sem prejuízo da aplicação das penalidades cabíveis.

Art. 24 A Administração Tributária Municipal procederá, periodicamente, à atualização

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dos dados cadastrais, mediante notificação ou convocação, por edital, dos contribuintes.

TÍTULO III
DAS OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

Capítulo I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I
DO LOCAL DA PRESTAÇÃO

Art. 25 O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local do estabelecimento


prestador ou, na falta do estabelecimento, no local ou domicílio do prestador, exceto nas
hipóteses previstas nos incisos abaixo, quando o imposto será devido no local:

I - do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço a que alude o inciso II do


artigo 2º desta Lei Complementar, quando estiver estabelecido em território Municipal;

II - da instalação de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos serviços


descritos no subitem 3.05 da Tabela anexa;

III - da execução de obra, no caso dos serviços descritos nos subitens 7.02 e 7.19 da Tabela
anexa;

IV - da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da Tabela anexa;

V - das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.05 da Tabela anexa;

VI - da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem,


separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.09 da Tabela anexa;

VII - da execução de limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros


públicos, imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.10 da Tabela anexa;

VIII - da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos


serviços descritos no subitem 7.11 da Tabela anexa;

IX - do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos

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químicos e biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da Tabela anexa;

X - do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio,


silagem, colheita, corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e
serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas para
quaisquer fins e por quaisquer meios; (Redação dada pela Lei Complementar nº 546/2017)

XI - da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no


caso dos serviços descritos no subitem 7.17 da Tabela anexa;

XII - da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.18 da Tabela
anexa;

XIII - onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no
subitem 11.01 da Tabela anexa;

XIV - dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou
monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02.00 da lista anexa; (Redação
dada pela Lei Complementar nº 546/2017)

XV - do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no


caso dos serviços descritos no subitem 11.04 da Tabela anexa;

XVI - da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso


dos serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13 da Tabela anexa;

XVII - do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços
descritos pelo item 16 da lista anexa; (Redação dada pela Lei Complementar nº 546/2017)

XVIII - do estabelecimento do tomador de mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento,


onde ele estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos no subitem 17.05 da Tabela
anexa;

XIX - da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento,


organização e administração, no caso dos serviços descritos no subitem 17.10 da Tabela
anexa;

XX - do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no caso


dos serviços descritos pelo item 20 da Tabela anexa;

XXI - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22.00, 4.23.00 e 5.09.00;
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 546/2017)

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XXII - do domicílio do tomador do serviço no caso dos serviços prestados pelas


administradoras de cartão de crédito ou débito e demais descritos nos subitens 15.01.00 e
15.01.01; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 546/2017)

XXIII - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 10.04.00 e 15.09.00. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 546/2017)

§ 1º No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.04 da Tabela anexa, considera-se
ocorrido o fato gerador e devido o imposto relativamente à extensão de rodovia, ferrovia,
postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, existentes no Município, objeto de
locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,
compartilhado ou não.

§ 2º No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da Tabela anexa, considera-se
ocorrido o fato gerador e devido o imposto relativamente à extensão de rodovia
explorada existente no Município.

§ 3º Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a


atividade de prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure
unidade econômica ou profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-los as
denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de
representação ou contrato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 4º A existência de estabelecimento prestador que configure unidade econômica ou


profissional é indicada pela conjugação, parcial ou total, dos seguintes elementos:
(Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

I - manutenção de pessoal, material, máquinas, instrumentos e equipamentos necessários


à execução dos serviços;

II - estrutura organizacional ou administrativa;

III - inscrição nos órgãos previdenciários;

IV - indicação como domicílio fiscal para efeito de outros tributos;

V - permanência ou ânimo de permanecer no local, para exploração econômica de


atividade de prestação de serviços, exteriorizada através da indicação do endereço em
impressos, formulários ou correspondência, contrato de locação do imóvel, propaganda
ou publicidade, ou em contas de telefone, de fornecimento de energia elétrica, água ou
gás, em nome do prestador, seu representante ou preposto.

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§ 5º A circunstância de o serviço, por sua natureza, ser executado habitual ou


eventualmente fora do estabelecimento não o descaracteriza como estabelecimento
prestador para os efeitos deste artigo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
192/2004)

§ 6º No caso dos serviços descritos nos subitens 10.04.00 e 15.09.00, o valor do imposto é
devido ao Município declarado como domicílio tributário da pessoa jurídica ou física
tomadora do serviço, conforme informação prestada por este. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 546/2017)

§ 7º No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito,


descritos no subitem 15.01.00, os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações
efetivadas deverão ser registrados no local do domicílio do tomador do serviço. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 546/2017)

§ 8º Na hipótese de descumprimento do disposto no caput ou no parágrafo único, ambos


do artigo 32-A desta Lei Complementar, o imposto será devido no local do
estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento,
onde ele estiver domiciliado. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 546/2017)

§ 9º Para os fins do disposto no inciso XXII deste artigo, o tomador de serviço prestados
pelas administradoras de consórcio de que trata o subitem 15.01.01 é o grupo de
consórcio, conforme dispõe a Lei Federal nº 11.795, de 08 de outubro de 2008. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 546/2017)

Art. 26 Em caso de construção civil, o local de prestação será o local da obra, a qual será
inscrita de forma vinculada à propriedade, se possível, devendo ao fim da prestação ser
averbada na correspondente inscrição no Cadastro Municipal Imobiliário.

SEÇÃO II
DO CÁLCULO DO IMPOSTO

SUBSEÇÃO I
DA BASE DE CÁLCULO

Art. 27 Ressalvados os casos expressamente previstos, a base de cálculo do imposto nas


hipóteses do artigo 3º é:

I - quanto aos serviços prestados aludidos nos incisos II a IV, o preço dos serviços;

II - quanto aos serviços prestados aludidos no inciso V, o valor fixado conforme Tabela

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anexa;

III - quanto aos serviços prestados aludidos no inciso I, o valor constante do documento de
importação, acrescido do valor dos impostos federais incidentes, bem como de quaisquer
outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras.

IV - quanto aos serviços prestados aludidos no inciso VI, o preço do serviço, observado o
regime especial estabelecido no artigo 27-A. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 192/2004)

§ 1º Na hipótese do inciso III, o valor da importação expresso em moeda estrangeira será


convertido em moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do
Imposto de Importação, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver
variação da taxa de câmbio até o pagamento efetivo do preço.

§ 2º Considera-se preço do serviço o valor total da receita bruta, auferida pelo sujeito
passivo, sem dedução de qualquer parcela, mesmo quando referente a frete, carreto ou
imposto, excetuados os descontos concedidos sem condição.

§ 3º Não se inclui na base de cálculo do imposto o valor dos materiais fornecidos pelo
prestador de serviço, nas hipóteses dos subitens 7.02.00 e 7.05.00 da lista constante da
Tabela anexa, observado o disposto no inciso I do artigo 31, desde que os valores sejam
comprovados mediante:

I - documentação fiscal idônea, e;

II - declaração eletrônica informando a aplicação dos materiais fornecidos pelo prestador


de serviço, conforme disposto em regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº
568/2018)

§ 4º Na falta de indicação do preço dos serviços, ou não sendo ele logo conhecido, será
adotado o corrente da praça ou, na sua ausência, será ele fixado:

I - pelos custos conhecidos, inclusive os custos de oportunidade;

II - pelo critério de proveito e utilização do objeto da prestação de serviço;

III - por estatísticas de prestação de serviço e de consumo aferidos em perfil das atividades
econômicas.

§ 5º (Revogado pela Lei Complementar nº 546/2017)

§ 6º (Revogado pela Lei Complementar nº 546/2017)

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§ 7º (Revogado pela Lei Complementar nº 546/2017)

§ 8º (Revogado pela Lei Complementar nº 546/2017)

Art. 27-A Adotar-se-á regime especial de recolhimento de imposto quando os serviços


forem prestados por sociedades profissionais, constituídas na forma do § 1º do artigo 12-A
e por profissionais relacionados no parágrafo 3º deste artigo, estabelecendo-se como
receita bruta mensal o valor de R$ 1.264,17 (um mil e duzentos e sessenta e quatro reais e
dezessete centavos) para cada sócio da sociedade, bem como para cada profissional
habilitado, empregado ou não, que preste serviço em nome da sociedade, embora
assumindo responsabilidade pessoal nos termos da lei aplicável. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 323/2010)

§ 1º O valor do imposto será calculado mensalmente aplicando-se à base de cálculo


prevista no "caput" a alíquota correspondente na Tabela anexa. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 192/2004)

§ 2º Independentemente do número de profissionais que compõem a sociedade de


profissionais enquadrada no regime de que trata o caput, o valor total de receita bruta
estabelecido para cada pessoa jurídica não poderá ser inferior a R$ 8.000,00 (oito mil
reais), sendo os valores estabelecidos neste artigo atualizados monetariamente, nos
termos desta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

§ 3º São consideradas sociedades profissionais os serviços prestados por:

a) advogados;
b) arquitetos;
c) engenheiros;
d) urbanistas;
e) agrônomos;
f) geólogos;
g) economistas;
h) contadores e técnicos contábeis;
i) médicos;
j) dentistas;
k) psicólogos e psicanalistas;
l) terapeuta ocupacional;
m) fisioterapeuta;
n) fonoaudiólogo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 323/2010)

Art. 27-B Adotar-se-á regime especial de recolhimento de imposto quando os serviços


forem prestados por Escritórios de Contabilidade, exclusivamente aos optantes do Simples

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Nacional, em conformidade com a Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro


de 2006, e Lei Complementar Federal nº 128, de 19 de dezembro de 2008, estabelecendo-
se como receita bruta mensal o valor de R$ 1.264,17 (um mil e duzentos e sessenta e
quatro reais e dezessete centavos) para cada sócio da sociedade, bem como para cada
profissional habilitado, empregado ou não, que preste serviço em nome da sociedade,
embora assumindo responsabilidade pessoal nos termos da lei aplicável. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 323/2010)

§ 1º O valor do imposto será calculado mensalmente aplicando-se à base de cálculo


prevista no caput a alíquota correspondente ao subitem 17.19 da Tabela anexa. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 323/2010)

§ 2º Independentemente do número de profissionais que compõem o escritório contábil


enquadrado no regime de que trata o caput, o valor total de receita bruta estabelecido
para cada pessoa jurídica não poderá ser inferior a R$ 8.000,00 (oito mil reais), sendo os
valores estabelecidos neste artigo atualizados monetariamente, nos termos desta Lei
Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

§ 3º O regime de que trata o caput não alcança as atividades secundárias não


enquadradas no subitem 17.19, da Tabela anexa a esta Lei Complementar, as quais
deverão compor a base de cálculo do imposto a ser recolhido em conformidade com a
Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (Simples Nacional).
(Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 27-C A base de cálculo do imposto, nos casos de serviços prestados por planos de
saúde médico enquadrados nos subitens 04.22.00 e 04.23.00 do item 4 da lista de serviços
da tabela anexa é o valor líquido recebido. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 552/2017)

§ 1º Para fins do disposto no caput deste artigo considera-se valor líquido, o valor bruto
pago pelo conveniado deduzido os pagamentos efetuados às pessoas jurídicas
prestadoras de serviços com serviços de saúde, assistência médica e congêneres,
constantes dos subitens 4.01.00 a 4.21.00 do item 4 da lista de serviços da tabela anexa,
estabelecidas neste município, sujeitas à tributação pelo Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza, ainda que amparadas por isenção ou imunidade, observado o
disposto no parágrafo 4º deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 568/2018)

§ 2º Considera-se receita bruta, para fins do disposto neste artigo, as receitas auferidas
pela empresa, assim entendido as vendas de bens e serviços e outras operacionais, não
incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, observada a
seguinte regra:

I - a receita bruta será a totalidade das receitas auferidas em decorrência da venda de

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planos de saúde aos usuários tomadores independentemente da localização do seu


domicílio, na hipótese do imposto ser devido exclusivamente ao município de São José do
Rio Preto;

II - a receita bruta será a totalidade das receitas auferidas em decorrência da venda de


planos de saúde aos usuários tomadores localizados no município de São José do Rio, na
hipótese do imposto ser devido também a outros municípios. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 568/2018)

§ 3º Os pagamentos a serem deduzidos de que trata o § 1º deste artigo ficam limitados ao


percentual máximo de 80% (oitenta por cento) da receita bruta auferida no mês, nos
casos de serviços prestados por planos de saúde médico enquadrados nos subitens
4.22.00 e 4.23.00. (Redação dada pela Lei Complementar nº 568/2018)

§ 4º Incluem-se na dedução dos pagamentos, nos casos de serviços prestados por planos
de saúde médico enquadrados nos subitens 4.22.00 e 4.23.00, constituídos sobre a forma
de cooperativa, os pagamentos efetuados a médicos autônomos, desde que
comprovadas por meio de recibo emitido pelo mesmo, constando obrigatoriamente o
número da sua inscrição no Cadastro Municipal Mobiliário. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 552/2017)

§ 5º Os pagamentos a serem deduzidos deverão ser comprovados mediante


documentação fiscal idônea, prevista nesta Lei Complementar. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 552/2017)

§ 6º Na hipótese de o tomador dos serviços a que se referem os subitens 4.22.00 e 4.23.00


residir em outro Município, e venha a ser atendido pela rede médica sediada neste
município, os pagamentos a serem deduzidos de que trata o § 1º deste artigo:

I - serão permitidos, na hipótese do imposto devido pelos planos de saúde enquadrados


nos subitens 4.22.00 e 4.23.00 ser devido exclusivamente ao município de São José do Rio
Preto;

II - ficam vedados, na hipótese do imposto a que se refere o inciso anterior ser devido ao
município onde o usuário estiver domiciliado. (Redação dada pela Lei Complementar nº
568/2018)

Art. 28 O valor mínimo do preço dos serviços poderá ser fixado em pauta expedida pelo
Poder Executivo.

§ 1º A pauta poderá ser modificada a qualquer tempo, para inclusão ou exclusão de


serviços.

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§ 2º Havendo discordância em relação ao valor fixado, caberá ao contribuinte


comprovar a exatidão do valor por ele declarado, que prevalecerá como base de
cálculo.

Art. 29 Na prestação de serviço a que se referem os itens 3.04 e 22.01 da Tabela anexa, o
imposto tomará como base o preço proporcional à extensão da rodovia, ferrovia, postes,
cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, no território do Município ou do número
de postes existentes no Município.

Art. 29-A Na execução de obra por empreitada, subempreitada e por administração,


quando não apresentada informação capaz de comprovar a base de cálculo do imposto,
poderá ser adotado, como critério de arbitramento, o valor da mão de obra por metro
quadrado obtido pelo Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB) fornecido pelo
Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP)
multiplicado pelo total da área construída. (Redação dada pela Lei Complementar nº
568/2018)

§ 1º A base de cálculo será apropriada, a cada competência, na proporção do


andamento da obra. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 323/2010)

§ 2º Caso não seja possível calcular a proporção a que se refere o parágrafo anterior,
deverá ser utilizado o valor do Custo Unitário Básico (CUB) atualizado no final da obra,
hipótese em que o imposto deverá ser recolhido integralmente. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 323/2010)

§ 3º (Revogado pela Lei Complementar nº 568/2018)

Art. 30 (Revogado pela Lei Complementar nº 546/2017)

SUBSEÇÃO II
DA REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO

Art. 31 Fica reduzida a base de cálculo da prestação de serviço em: (Redação dada pela
Lei Complementar nº 546/2017)

I - 50% (cinquenta por cento) do valor da obra efetivamente construída, a título de


materiais aplicados, enquadrada nos subitens 7.02.00 e 7.05.00, da lista constante da
tabela anexa, desde que o contribuinte não faça a opção pelo desconto dos materiais
efetivamente aplicados e que os materiais sejam fornecidos pelo prestador, conforme
disposto no § 3º, do artigo 27, ficando vedada a aplicação simultânea do desconto dos
materiais e do benefício da redução da base de cálculo na mesma obra; (Redação dada
pela Lei Complementar nº 546/2017)

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II - 60% (sessenta por cento), para a atividade exclusiva de administração de consórcio,


constante no subitem 15.01.01 da lista constante da tabela anexa. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 546/2017)

III - 33% (trinta e três por cento), para os serviços descritos nos subitens 4.01.00 ao 4.21.00
da lista constante da tabela anexa, desde que não sejam prestados por sociedades de
profissionais, conforme disposto no § 1º do artigo 12-A. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 552/2017)

IV - 33% (trinta e três por cento), para o serviço descrito no subitem 10.01.01 da lista
constante da tabela anexa; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 568/2018)

V - 33% (trinta e três por cento), para o serviço descrito no subitem 10.09.00 da lista
constante da tabela anexa. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 568/2018)

VI - 60% (sessenta por cento), para os serviços descritos no subitem 25.03.00 da lista
constante da tabela anexa. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 584/2018)

VII - 40% (quarenta por cento), para os serviços descritos nos subitens 12.07.00, 12.08.00 e
12.13.00 da lista constante da tabela anexa. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 584/2018)

Parágrafo único. O benefício disposto no caput:

I - estende-se, quanto à redução de que trata o inciso I, aos optantes pelo tratamento
diferenciado e favorecido instituído pela Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de
dezembro de 2006, e suas alterações.

II - não se estende, quanto à redução de que tratam os incisos II a VII, aos que não
estiverem regulares quanto ao recolhimento do imposto em processo de Auditoria, sendo
a perda do benefício restrita às diferenças apuradas. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 584/2018)

SUBSEÇÃO III
DA ALÍQUOTA

Art. 32 O imposto será calculado mensalmente, com a aplicação das alíquotas constantes
da Tabela anexa, incidente sobre o valor total dos serviços prestados, na data da
ocorrência do fato gerador.

Art. 32-A A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois

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por cento).

Parágrafo único. O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou


benefícios tributários ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de
crédito presumido ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte, direta ou
indiretamente, em carga tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota
mínima estabelecida no caput, exceto para os serviços a que se referem os subitens
7.02.00, 7.05.00 e 16.01.00 da lista anexa a esta Lei Complementar. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 546/2017)

Art. 33 Equipara-se para fins de tributação na forma do artigo 32, o profissional autônomo
com estabelecimento caracterizado nos termos do § 4º do artigo 25 desta Lei
Complementar, exceto quando se tratar de profissional legalmente habilitado, que preste
serviço em estabelecimento caracterizado como escritório ou consultório. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 552/2017)

§ 1º Entende-se como consultório, para efeito deste artigo, o local onde o profissional
autônomo, legalmente habilitado para o exercício de função na área da saúde, exerça
sua atividade profissional de forma pessoal, sem o auxílio de quaisquer outros profissionais,
técnicos ou especialistas, sem realizar exames ou internações. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 568/2018)

§ 2º Entende-se como escritório, para efeito deste artigo, o local onde o profissional
autônomo, legalmente habilitado, exerça sua atividade profissional de forma pessoal, sem
o auxílio de quaisquer outros profissionais, técnicos ou especialistas. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 568/2018)

Art. 34 Quando se tratar de trabalho pessoal do próprio contribuinte, não constituído sob a
forma de sociedade de profissionais, o imposto será exigido por lançamento de oficio,
observando-se os valores fixos da Tabela anexa.

§ 1º Aplica-se o disposto no "caput" ao profissional autônomo não legalmente habilitado,


estabelecido nos termos do § 4º do artigo 25 desta Lei Complementar, que exerça a
atividade de forma pessoal, desde que não tenha auxiliar ou empregado que pratique a
mesma atividade.

§ 2º Os elementos de lançamento tais como valor mínimo de parcela, número de


parcelas e seus respectivos prazos de vencimentos, serão disciplinados por regulamento.

SUBSEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO

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Art. 35 O lançamento do imposto é feito nos documentos e nos livros fiscais com a
descrição da prestação do serviço, na forma prevista em regulamento.

Parágrafo Único. Essa atividade é de exclusiva responsabilidade do contribuinte, ficando


sujeita à posterior homologação pela autoridade administrativa.

SUBSEÇÃO V
DOS REGIMES DE APURAÇÃO E DO PAGAMENTO DO IMPOSTO

Art. 36 Salvo disposição em contrário, o sujeito passivo fica obrigado à escrituração fiscal e
subseqüente apuração do imposto devido e seu recolhimento, de conformidade com os
seguintes regimes de tributação:

I - Regime periódico de apuração;

II - Regime de estimativa;

III - Regime especial deferido pela Administração Tributária Municipal.

Art. 37 Os regimes de tributação serão disciplinados em regulamento, e nos atos que os


comunicarem aos sujeitos passivos.

Parágrafo Único. Na ausência de comunicação, o sujeito passivo estará enquadrado no


regime periódico de apuração.

Art. 38 A Administração Tributária Municipal poderá arbitrar, para qualquer período ou


regime de tributação, o valor da base de cálculo, nas seguintes hipóteses, sem prejuízo
das penalidades cabíveis:

I - não-exibição, ao Fisco, dos elementos necessários à comprovação do preço, incluídos


os casos de perda ou extravio de livros e documentos fiscais e, ainda, comprovação de
não recebimento de serviços ou sua posterior recusa;

II - fundada suspeita de subfaturamento;

III - falta de inscrição do sujeito passivo na repartição competente.

Parágrafo Único. A contestação do valor arbitrado será feita no processo iniciado pelo
lançamento de ofício, efetuado pela autoridade fiscal.

Art. 39 Independentemente do enquadramento, os sujeitos passivos deverão apurar o


imposto antes do prazo de recolhimento, em compatibilidade com a escrituração fiscal

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mensal do mesmo, inclusive a eletrônica.

Parágrafo Único. O sujeito passivo poderá optar em recolher o imposto por guia especial
avulsa e realizar a escrituração fiscal eletrônica no prazo estabelecido em regulamento,
responsabilizando-se pela eventual diferença apurada.

Art. 40 A escrituração, declaração e geração de guias eletrônicas, serão consideradas


documentos hábeis para exigência do imposto, independentemente da lavratura de
Auto de Infração ou de notificação.

Art. 41 O valor do imposto a recolher pelo estabelecimento enquadrado no regime de


estimativa deve ser determinado pelo Fisco.

§ 1º O imposto deve ser estimado para período certo e prevalece enquanto não revisto
pelo Fisco.

§ 2º O estabelecimento será enquadrado no regime de estimativa segundo critérios


fixados em regulamento, que poderá levar em conta categorias, grupos ou setores de
atividades econômicas.

§ 3º Os valores das prestações de serviços e o montante do imposto a recolher no período


considerado serão estimados em função dos dados declarados pelo contribuinte e de
outros de que o Fisco disponha, e devem guardar estrita relação e proporção com eles.

§ 4º O montante do imposto a recolher, estimado na forma do parágrafo anterior, deve


ser dividido em parcelas, iguais ou não, conforme dispuser o regulamento.

Art. 42 Feito o enquadramento no regime de estimativa, o contribuinte deve ser notificado


do montante do imposto estimado para o período e do valor de cada parcela.

Art. 43 O estabelecimento enquadrado no regime de estimativa fará mensalmente a


escrituração regular das operações do contribuinte.

§ 1º A diferença de imposto, verificada entre o montante determinado pelo Fisco e o


apurado nos termos deste artigo:

I - se favorável ao Fisco, deve ser recolhida até o mês de janeiro do exercício seguinte, na
data estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

II - se favorável ao contribuinte, poderá ser deduzida dos valores estimados para o


exercício seguinte, observados os requisitos estabelecidos em regulamento, ou restituída,
nos casos de cessação de atividade, mediante requerimento. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 192/2004)

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§ 2º Qualquer compensação ou restituição de que trata este artigo não impede a


realização ou revisão de levantamento fiscal.

Art. 44 O Fisco pode, a qualquer tempo e a seu critério:

I - rever os valores estimados e reajustar as parcelas subseqüentes à revisão, mesmo no


curso do período considerado;

II - promover o desenquadramento de qualquer estabelecimento do regime de


estimativa.

Art. 45 As reclamações e recursos relacionados com o enquadramento no regime de


estimativa não têm efeito suspensivo, salvo se prestada garantia.

Art. 46 O imposto será exigido através de lançamento de ofício nas seguintes hipóteses:

I - quando se tratar de valor fixo previsto na Tabela anexa, adotando-se a nota de


lançamento;

II - quando se verificar infração à legislação fiscal, hipótese em que será exigido através
de auto de infração;

III - quando se referir à estimativa de mão de obra em caso de construção civil, a cargo
do proprietário ou possuidor a qualquer título do imóvel onde a obra foi executada,
adotando-se a nota de lançamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 568/2018)

IV - quando a pessoa jurídica, proprietária ou possuidora a qualquer título de imóvel,


solicitar a expedição do habite-se, hipótese em que o cálculo do imposto será realizado
nos termos desta lei complementar, podendo ser autorizada a expedição do mesmo
independentemente do prévio lançamento tributário, desde que a pessoa jurídica
encontre-se sediada neste município. (Redação dada pela Lei Complementar nº
568/2018)

V - a critério do Fisco Municipal, quando não se verificar o encerramento da escrituração


fiscal do contribuinte no prazo previsto em regulamento, não se aplicando as penalidades
previstas no inciso I e na alínea "d" do inciso III do artigo 73, hipótese em que o
lançamento ocorrerá mediante o encerramento eletrônico pela autoridade fiscal.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 568/2018)

§ 1º O disposto no inciso IV deste artigo aplica-se, também, à pessoa física, nos casos de
solicitação de abatimento de valores previamente recolhido. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 568/2018)

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§ 2º O lançamento de ofício de que trata o inciso V deste artigo não configura, sob
nenhuma hipótese, a homologação dos lançamentos, estando estes sujeitos à aplicação
da multa e juros de mora bem como atualização monetária, nos termos desta lei
complementar. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 568/2018)

§ 3º O disposto no inciso V não se aplica aos períodos em que já tenha havido a


constituição do crédito tributário em processo de auditoria fiscal. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 568/2018)

Art. 47 Os prazos para recolhimento serão disciplinados em regulamento para cada


regime de tributação, não podendo exceder ao último dia útil do mês subseqüente ao da
totalização dos preços cobrados pelos serviços, observado o disposto no parágrafo único.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 192/2004)

Parágrafo Único. As pessoas jurídicas sediadas em outros municípios que venham a


prestar serviços de diversões públicas, lazer, entretenimento e congêneres, elencados no
item 12 da Tabela anexa, no Município de São José do Rio Preto, não sujeitas à retenção
do imposto nos termos do artigo 12 desta Lei Complementar deverão apresentar, antes da
ocorrência do fato gerador e/ou realização do evento, prova de recolhimento dos tributos
lançados de ofício pela repartição competente, a título de estimativa, sob pena da não
concessão do alvará para realização do evento, ressalvado o direito, quando for o caso,
à restituição ou recolhimento complementar. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 192/2004)

Art. 48 O sujeito passivo responsável pelo imposto, nos termos do artigo 12, deverá calcular
e reter o imposto com aplicação da Tabela anexa sobre o valor do serviço recebido,
recolhendo seu montante no mês subseqüente, nos prazos e formas estabelecidas em
regulamento.

§ 1º O prestador de serviços substituído deverá informar na Nota Fiscal de Prestação de


Serviços a necessidade da retenção e os valores que, nos termos da legislação, deverão
reduzir a base de cálculo do imposto, responsabilizando-se pelo imposto residual em caso
de descumprimento de obrigação ou informação incorreta que resulte em falta de
recolhimento total ou parcial do imposto. (Redação dada pela Lei Complementar nº
400/2013)

§ 2º Por ocasião da retenção, o responsável dará comprovante ao contribuinte,


responsabilizando-se pelo valor do imposto devido se não realizar a retenção ou seu
recolhimento nos prazos determinados, com aplicação das mesmas penalidades previstas
para o descumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 400/2013)

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§ 3º O prestador de serviços substituído poderá ser responsabilizado pela falta de retenção


do imposto quando incorrer em dolo, fraude ou simulação. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 400/2013)

§ 4º A responsabilidade prevista no § 1º deste artigo estende-se também ao proprietário


ou possuidor a qualquer título de imóvel onde seja executada a obra de construção civil
ou congênere, tomador do serviço. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
568/2018)

Art. 49 (Revogado pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 50 O recolhimento efetuado com inobservância do disposto no artigo anterior não


anula ou invalida a exigência do débito fiscal, qualquer que seja a fase em que se
encontre a cobrança, podendo a importância recolhida ser, a critério do Fisco, objeto de
restituição pela via administrativa ou de imputação de pagamento desse ou de outro
débito do imposto.

Art. 51 A cobrança e o recolhimento efetuados nos termos dos artigos 49 e 50 não elidem
o direito da Administração Tributária Municipal de proceder à ulterior revisão fiscal.

Art. 52 O recolhimento do imposto deve ser feito mediante guia eletrônica preenchida
pelo contribuinte ou documental, fornecida pela Secretaria Municipal de Finanças, as
quais guardarão compatibilidade com a precedente escrituração fiscal, e com os valores
mínimos de estimativa.

Parágrafo Único. Quando a guia for fornecida pelo Município, inclusive no bojo da nota
de lançamento de ofício, fica facultada a cobrança do respectivo custo.
SUBSEÇÃO VI
DO RESSARCIMENTO DO IMPOSTO (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
192/2004)

Art. 52-A Nas situações adiante indicadas, o contribuinte poderá ressarcir-se:

I - do imposto retido a maior, correspondente à diferença entre o valor que serviu de base
à retenção e o valor da prestação realizada;

II - do valor do imposto pago a maior, correspondente à diferença entre o valor


escriturado e o valor efetivamente pago. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
192/2004)

Art. 52-B O ressarcimento de que trata o artigo anterior poderá ser efetuado nas seguintes
modalidades:

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I - Compensação Escritural - mediante escrituração na GISS - Guia de Informação do


ISSQN, compensando-se o valor pago a maior nas prestações subseqüentes, conforme
disciplina estabelecida em regulamento;

II - Pedido de Ressarcimento - mediante requerimento à Secretaria Municipal de Finanças.


(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 1º A compensação prevista no inciso I deste artigo será autorizada mediante


requerimento encaminhado à Repartição Fiscal competente, observado o disposto no §
3º. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 2º O ressarcimento previsto neste artigo:

I - não exclui a responsabilidade do contribuinte que teve o imposto retido por erro,
omissão, ou apresentação de informações falsas que levem a ressarcimento indevido;

II - não impõe responsabilidade ao sujeito passivo responsável pela retenção, salvo a


ocorrência de dolo, simulação, fraude ou não observância das disposições previstas na
legislação. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 192/2004)

§ 3º A Administração Tributária Municipal poderá estabelecer limites máximos de


compensação, conforme disposto em regulamento. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 192/2004)

§ 4º Deferido o Pedido de Ressarcimento previsto neste artigo, poderá a Administração


Tributária Municipal optar, a seu critério, pela devolução do imposto pago a maior ou pela
Compensação Escritural, observado o disposto no parágrafo anterior. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 192/2004)

Capítulo II
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

Art. 53 As pessoas sujeitas à inscrição no Cadastro Municipal Mobiliário, conforme as


prestações de serviços que realizem, ainda que não tributadas ou isentas do imposto,
devem, relativamente a cada um de seus estabelecimentos, emitir documentos fiscais,
manter escrituração fiscal destinada ao registro das prestações efetuadas ou recebidas e
atender às demais exigências decorrentes de qualquer outro sistema adotado pela
Administração Tributária Municipal.

§ 1º Os modelos de documentos e livros fiscais, a forma e os prazos de sua emissão e


escrituração, bem como disposições sobre sua dispensa ou obrigatoriedade de
mantença, serão estabelecidos em regulamento ou em normas complementares.

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§ 2º A Administração Tributária Municipal pode determinar o uso de impresso de


documento fiscal ou de outro impresso fiscal por ela fornecido, ficando-lhe facultado
cobrar retribuição pelo custo.

§ 3º O valor do imposto deve constar em destaque no documento fiscal emitido nas


prestações de serviços.

§ 4º Nos casos em que o contribuinte esteja desonerado do pagamento do imposto, em


decorrência de não-incidência, a circunstância deverá ser mencionada no documento
fiscal, indicando-se o dispositivo pertinente da legislação, sendo vedado o destaque
referido no parágrafo anterior.

§ 5º Os documentos, os impressos de documentos, os livros das escritas fiscal e comercial,


os programas e os arquivos magnéticos são de exibição obrigatória ao Fisco, devendo ser
conservados durante o prazo estabelecido na legislação tributária.

§ 6º Não tem aplicação qualquer disposição legal excludente da obrigação de exibir ou


limitativa do direito do Fisco de examinar mercadorias, livros, documentos, papéis, efeitos
comerciais ou fiscais, programas e arquivos magnéticos dos contribuintes.

§ 7º Escritório de contabilidade poderá manter sob sua guarda livros e documentos fiscais
utilizados por seus clientes, devendo a exibição destes à fiscalização ser efetivada no local
por esta indicada.

§ 8º Para fins do disposto neste artigo, presume-se de natureza comercial, quaisquer livros,
documentos, papéis, efeitos comerciais ou fiscais, programas e arquivos armazenados em
meio magnético ou em qualquer outro meio, pertencentes ao contribuinte.

§ 9º Quando a obrigação for prestada por meio eletrônico disponibilizado pela


Administração Tributária Municipal, deverá o contribuinte imprimir cópia documental,
conservando-a para exibição à Fiscalização pelo prazo de homologação de seus
recolhimentos.

§ 10 O prestador de serviços que tenha o seu imposto retido na fonte, nos termos do artigo
12 desta Lei Complementar, poderá indicar no corpo da Nota Fiscal, a título de dedução,
o valor do imposto retido, não indicando, nesse caso, o destaque do imposto. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 191/2004)

§ 11 A aceitação pelo fisco da dedução do imposto indicada no parágrafo anterior, está


condicionada à escrituração do valor do serviço prestado, em escrituração eletrônica,
sem qualquer dedução, exceto aquelas previstas nesta Lei Complementar, sob pena de
aplicação das penalidades cabíveis. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº

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191/2004)

§ 12 A pessoa jurídica que tiver relação direta com a efetiva ou potencial prestação de
serviço sujeita à incidência do ISSQN, é obrigada a possuir, independentemente da
ocorrência do fato gerador do ISSQN, emitir e escriturar Notas Fiscais de Prestação de
Serviços, devidamente autorizadas pela Coordenadoria da Administração Tributária, salvo
disposição expressa em contrário. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
323/2010)

Art. 54 Considera-se desacompanhada de documento fiscal a prestação de serviço


acobertada por documento inábil, assim entendido, também, o que não seja o exigido
para a respectiva prestação.

Art. 55 O contribuinte do imposto deve cumprir as obrigações acessórias que tenham por
objeto prestações, positivas ou negativas, previstas na legislação.

Parágrafo Único. O disposto neste artigo, salvo disposição em contrário, aplica-se às


demais pessoas inscritas ou obrigadas à inscrição no Cadastro Municipal Mobiliário.

Art. 56 O estabelecimento gráfico, quando confeccione impressos para fins fiscais, dele
deve fazer constar a sua firma ou denominação, endereço e números do CNPJ, Inscrições
Estadual e Municipal, bem como a data e a quantidade de cada impressão.

Parágrafo Único. O disposto neste artigo aplica-se, também, ao contribuinte que


confeccione seus próprios impressos para fins fiscais.

Art. 56-A As administradoras de cartão de crédito e débito, no caso dos serviços


prestados, descritos no subitem 15.01.00 da lista anexa, ainda que não estabelecidas
neste município, deverão registrar os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações
efetivadas junto à Administração Tributária Municipal do domicílio do tomador do serviço,
na forma e nos prazos disciplinados em regulamento. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 546/2017)

Capítulo III
DO REGIME ESPECIAL

Art. 57 Em casos especiais e com o objetivo de facilitar ou de compelir a observância da


legislação tributária, as autoridades que o regulamento designar podem determinar, a
requerimento do interessado ou de ofício, a adoção de regime especial para o
cumprimento das obrigações fiscais.

TÍTULO IV

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DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

Art. 58 A fiscalização do imposto compete, privativamente, aos Fiscais Municipais de


Tributos que, no exercício de suas funções, deverão, obrigatoriamente, exibir ao
contribuinte documento de identidade funcional fornecido pela Administração Tributária
Municipal.

§ 1º Sempre que necessário, no exercício de suas funções, o Fiscal Municipal de Tributos


solicitará auxílio policial, consignando essa circunstância em relatório.

§ 2º As atividades da Administração Tributária Municipal e de seus Fiscais, dentro de sua


área de competência e jurisdição, terão precedência sobre os demais setores da
Administração Pública, os quais ficam obrigados a fornecer, com prioridade, todas
informações solicitadas.

Art. 59 Todas as diligências fiscais serão obrigatoriamente documentadas, através de


mandado e termos circunstanciados, registrando o início, o término e as conclusões dos
trabalhos, além dos períodos fiscalizados, os documentos analisados, as medidas
preventivas e repressivas adotadas e tudo o mais de interesse da fiscalização.

§ 1º O Fisco dará ciência ao contribuinte do procedimento fiscal instaurado, fornecendo-


lhe cópia do termo de início e demais notificações, mediante recibo. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 213/2005)

§ 2º Sempre que possível, os documentos e notificações serão gerados e controlados por


meios eletrônicos na forma estabelecida em regulamento.

Art. 60 Fica expressamente vedada, sob pena de responsabilização funcional, a


instauração de procedimento fiscal sem prévio mandado, e sem as formalidades previstas
em regulamento.

Art. 61 Excetua-se do disposto no artigo anterior, os casos de flagrante de infração fiscal,


diante do qual a autoridade fiscal poderá lavrar auto de apreensão de bens e
documentos, necessários à caracterização do ilícito fiscal, dando-se ciência imediata ao
órgão competente da Administração Tributária Municipal.

Art. 62 O movimento real tributável realizado pelo estabelecimento em determinado


período poderá ser apurado por meio de levantamento fiscal, em que deverão ser
considerados os valores dos serviços recebidos e dos prestados, das despesas, dos custos
necessários e dos outros encargos, do lucro do estabelecimento e de outros elementos
informativos.

§ 1º No levantamento fiscal poderá ser utilizado qualquer meio indiciário, bem como

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aplicado coeficiente médio de lucro bruto, de valor acrescido ou de preço unitário,


consideradas a atividade econômica, a localização e a categoria do estabelecimento.

§ 2º O levantamento fiscal poderá ser renovado sempre que forem apurados dados não
levados em conta quando de sua elaboração.

§ 3º A diferença apurada por meio de levantamento fiscal será considerada como


decorrente da prestação de serviços tributados.

§ 4º O imposto devido sobre a diferença apurada em levantamento fiscal será calculado


mediante aplicação da maior alíquota do item da Lista de Serviços constante da Tabela
anexa que se enquadrar, caso o contribuinte realize mais de uma atividade, vigente no
período a que se referir o levantamento.

Art. 63 Não podem embaraçar a ação fiscalizadora e, mediante notificação escrita, são
obrigados a exibir os impressos, os documentos, os livros, os programas e os arquivos
magnéticos relacionados com o imposto e a prestar informações solicitadas pelo fisco:

I - as pessoas inscritas ou obrigadas à inscrição no Cadastro Municipal Mobiliário ou que


tomem parte nas prestações sujeitas ao imposto;

II - o Serventuário da Justiça;

III - os funcionários e os servidores públicos, inclusive de empresas públicas e sociedades


em que o Poder Público seja acionista majoritário, de sociedade de economia mista ou
de fundações;

IV - os bancos, as instituições financeiras, os estabelecimentos de crédito em geral, as


empresas de "leasing" ou arrendamento mercantil e as empresas seguradoras,
independente da localização da agência;

V - os síndicos, os comissários e os inventariantes;

VI - os leiloeiros, os corretores, os despachantes e os liquidantes;

VII - as empresas de administração de bens;

VIII - os contabilistas responsáveis pela escrituração do contribuinte.

§ 1º A obrigação prevista neste artigo, ressalvada a exigência de prévia autorização


judicial, não abrange a prestação de informação quanto a fatos sobre os quais o
informante esteja legalmente obrigado a observar segredo, em razão de cargo, ofício,
função, ministério, atividade ou profissão.

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§ 2º As empresas seguradoras, as empresas de "leasing" ou de arrendamento mercantil, os


bancos, as instituições financeiras e outros estabelecimentos de crédito são obrigados a
franquear à fiscalização o exame de contratos, duplicatas e triplicatas, promissórias rurais
e outros documentos que se relacionem com o imposto.

Art. 64 Ficam o sujeito passivo do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN e o
tomador de serviços tributáveis, pessoas jurídicas, estabelecidas ou que prestem serviços
neste Município, obrigados a prestar informações de interesse dos sistemas de tributação,
arrecadação e controle daquele imposto, nos prazos, periodicidade e demais condições
fixadas em regulamento.

§ 1º As obrigações previstas neste artigo serão prestadas através de meio documental,


eletrônico ou magnético.

§ 2º Em caso de ausência de operações tributáveis, essa circunstância será


obrigatoriamente declarada nos meios previstos neste artigo.

Art. 65 Ficam sujeitos à apreensão os bens e mercadorias que constituam prova material
de infração à legislação tributária.

Art. 66 Podem ainda ser apreendidos livros, documentos, impressos, papéis, programas e
arquivos magnéticos com a finalidade de comprovar infração à legislação tributária.

Parágrafo Único. Da apreensão administrativa deve ser lavrado termo, assinado pelo
detentor ou, na sua ausência ou recusa, por duas testemunhas e, ainda, sendo o caso,
pelo depositário designado pela autoridade que faça a apreensão.

Art. 67 Tratando-se de programa e arquivo magnético, residentes ou não no equipamento


eletrônico de processamento de dados, a seleção e eventual cópia deles, para fins de
procedimento fiscal, bem como eventual deslacração que anteceder essas atividades,
far-se-ão na presença do titular do estabelecimento ou seu preposto e/ou diante de
testemunhas qualificadas.

Art. 68 O bem apreendido deve ser depositado em repartição pública ou, a juízo da
autoridade que tenha feito a apreensão, em mãos do próprio detentor, ou de terceiro, se
idôneos.

Art. 69 A devolução do bem, livro, documento, impresso, papel, programa e arquivo


magnético apreendidos somente pode ser feita se, a critério do Fisco, não prejudicar a
comprovação da infração.

§ 1º Quando o livro, documento, impresso, papel, programa e arquivo magnético devam

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permanecer retidos, a autoridade fiscal pode determinar, a pedido do interessado, que


deles se extraia, total ou parcialmente, cópia autêntica para entrega ao contribuinte,
retendo os originais, sendo facultada a cobrança de retribuição pelo custo.

§ 2º A devolução de mercadoria somente pode ser autorizada se o interessado, dentro de


5 (cinco) dias contados da apreensão, exibir elementos que comprovem o pagamento
do tributo devido ou, conforme o caso, a regularidade da situação do contribuinte ou da
mercadoria perante o Fisco, após o pagamento das despesas de apreensão.

§ 3º Sendo a mercadoria de rápida deterioração, o prazo deve ser de 48 (quarenta e oito)


horas, salvo se outro, menor for fixado no termo de apreensão, à vista do estado ou
natureza da mercadoria.

§ 4º O risco do perecimento natural ou perda de valor da coisa apreendida é do


proprietário ou do detentor no momento da apreensão.

Art. 70 Findo o prazo previsto para a devolução da mercadoria, deve ser iniciado o
procedimento destinado a levá-lo à venda em leilão público para pagamento do tributo,
da multa, juros, atualização monetária e da despesa de apreensão.

Parágrafo Único. A mercadoria, após avaliada pela repartição fiscal, deve ser distribuída
a casas ou instituições de beneficência:

I - se de rápida deterioração, após o decurso do prazo previsto no § 3º do artigo anterior;

II - se o valor da avaliação for inferior ao do custo do leilão, acrescido das despesas de


apreensão.

Art. 71 A liberação da mercadoria apreendida pode ser promovida até o momento da


realização do leilão ou da distribuição, desde que o interessado deposite importância
equivalente à totalidade do débito.

Art. 72 A importância depositada para liberação da mercadoria apreendida ou o produto


de sua venda em leilão deve ficar em poder do Fisco até o término do processo
administrativo; findo este, da referida importância deve ser deduzido o valor total do
débito, devolvendo-se o saldo, se houver, ao interessado, com seu valor atualizado; se o
saldo for devedor, prosseguir-se-á na cobrança.

TÍTULO V
DAS PENALIDADES

Art. 73 O descumprimento das obrigações principal e acessórias, instituídas pela legislação


do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, fica sujeita às seguintes

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penalidades:

I - Infrações relativas ao pagamento do imposto:

a) falta de pagamento do imposto, apurado por meio de levantamento fiscal - multa


equivalente a 40% (quarenta por cento) do valor do imposto;
b) falta de pagamento do imposto, quando o documento fiscal relativo à prestação de
serviços tenha sido emitido mas não escriturado regularmente no livro fiscal próprio - multa
equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) do valor do imposto;
c) falta de pagamento do imposto nas seguintes hipóteses: emissão e/ou escrituração de
documento fiscal de prestação de serviços tributada como não tributada ou isenta, erro
na aplicação da alíquota, na determinação da base de cálculo ou erro na apuração do
valor do imposto, desde que, neste caso, o documento tenha sido emitido e escriturado
regularmente - multa equivalente a 20% (vinte por cento) do valor do imposto;
d) falta de pagamento do imposto, em hipótese não prevista nas alíneas anteriores -
multa equivalente a 75% (setenta e cinco por cento) do valor do imposto.
e) falta de pagamento do imposto na condição de responsável tributário - multa
equivalente a 50% (cinqüenta por cento) do valor do imposto retido ou que deveria ter
sido retido. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 246/2007)

II - Infrações relativas a documentos fiscais e impressos fiscais:

a) falta de emissão de documento fiscal - multa equivalente a 10% (dez por cento) do
valor da prestação; (Redação dada pela Lei Complementar nº 246/2007)
b) emissão de documento fiscal que consigne declaração falsa quanto ao
estabelecimento de origem ou de destino da prestação de serviço; emissão de
documento fiscal que não corresponda a prestação ou ao recebimento de serviço - multa
equivalente a 5% (cinco por cento) do valor da prestação indicada no documento fiscal;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 246/2007)
c) adulteração, vício ou falsificação de documento fiscal; utilização de documento falso,
de documento fiscal em que o respectivo impresso tenha sido confeccionado sem
autorização fiscal ou que tenha sido confeccionado por estabelecimento gráfico diverso
do indicado, para propiciar, ainda que a terceiro, qualquer vantagem indevida - multa
equivalente a 50% (cinqüenta por cento) do valor indicado no documento; (Redação
dada pela Lei Complementar nº 246/2007)
d) utilização de documento fiscal com numeração em duplicidade ou emissão ou
recebimento de documento fiscal que consigne valores diferentes nas respectivas vias -
multa equivalente a 50% (cinqüenta por cento) do valor total da prestação; (Redação
dada pela Lei Complementar nº 246/2007)
e) emissão ou recebimento de documento fiscal que consigne importância inferior ao
valor da prestação - multa equivalente a 50% (cinquenta por cento) do montante da
diferença entre o valor real da prestação e o declarado ao fisco; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 246/2007)

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f) emissão de documento fiscal com inobservância de requisito regulamentar ou falta de


obtenção de visto em documento fiscal - multa equivalente a 1% (um por cento) do valor
da prestação relacionada com o documento;
g) emissão ou preenchimento de qualquer outro documento com inobservância de
requisito regulamentar ou falta de obtenção de visto fiscal, quando exigido - multa
equivalente a 1% (um por cento) do valor da prestação relacionada com o documento.
h) extravio, perda, inutilização, permanência fora do estabelecimento em local não
autorizado de documento fiscal ou a sua não exibição à autoridade fiscalizadora - multa
equivalente ao valor de R$ 30,00 (trinta reais) por documento; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 246/2007)
i) confecção para si ou para terceiro, bem como encomenda para confecção de
impresso de documento fiscal sem autorização fiscal - multa equivalente ao valor de R$
10,00 (dez reais), aplicável tanto ao impressor quanto ao encomendante, por documento;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 246/2007)
j) fornecimento, posse ou detenção de falso documento fiscal, de documento fiscal em
que o respectivo impresso tenha sido confeccionado sem autorização fiscal ou que tenha
sido confeccionado por estabelecimento gráfico diverso do indicado - multa equivalente
ao valor de R$ 20,00 (vinte reais), por documento; (Redação dada pela Lei Complementar
nº 246/2007)
k) extravio, perda, inutilização, permanência fora do estabelecimento em local não
autorizado de impresso de documento fiscal ou a sua não exibição à autoridade
fiscalizadora - multa equivalente ao valor de R$ 5,00 (cinco reais) por impresso de
documento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 246/2007)
l) recebimento de serviços tomados desacompanhado de documento fiscal idôneo -
multa equivalente a 10% (dez por cento) do valor da prestação. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 246/2007)
m) pessoa jurídica que tiver relação direta com a efetiva ou potencial prestação de
serviço sujeita à incidência do ISSQN que não possuir Notas Fiscais de Prestação de
Serviços após 90 (noventa) dias da obtenção do Alvará de Funcionamento, mesmo que
concedido provisoriamente - multa equivalente a R$ 2.528,35 (dois mil e quinhentos e vinte
e oito reais e trinta e cinco centavos). (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
323/2010)

III - infrações relativas a livros fiscais:

a) falta de escrituração de documento relativo a prestação de serviço no livro fiscal


próprio - multa equivalente a 1% (um por cento) do valor constante dos documentos,
aplicável tanto ao prestador quanto ao tomador de serviços. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 323/2010)
b) adulteração, vício ou falsificação de livro fiscal - multa equivalente a 50% (cinqüenta
por cento) do valor da prestação a que se refira a irregularidade; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 246/2007)
c) extravio, perda ou inutilização de livro fiscal ou sua não exibição à autoridade

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fiscalizadora - multa equivalente ao valor de R$ 50,00 (cinqüenta reais), por livro fiscal;
d) falta de encerramento de escrituração eletrônica e conseqüente transmissão, ainda
que não haja imposto devido - multa equivalente a R$ 200,00 (duzentos reais), por mês
não encerrado, aplicável tanto ao prestador quanto ao tomador dos serviços.
e) escrituração de documento fiscal no livro fiscal próprio, de serviços tomados sujeitos a
retenção do imposto, sem a indicação da retenção - multa equivalente a 3% (três por
cento) do valor constante dos documentos. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 246/2007)
f) omissão ou indicação incorreta de dados na escrituração de livro fiscal - multa
equivalente a 1% (um por cento) do valor constante dos documentos fiscais, aplicável
tanto ao prestador quanto ao tomador de serviços. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 246/2007)

IV - infrações relativas à apresentação de informação econômico-fiscal e à Guia de


Recolhimento do imposto:

a) falta de entrega ou atraso na entrega de Guia de Informação do ISSQN - multa


equivalente ao valor de R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais), por guia;
b) omissão ou indicação incorreta de dados ou informação econômico-fiscal em Guia de
Informação ou em Guia de Recolhimento do imposto do ISSQN - multa equivalente a R$
70,00 (setenta reais), por guia;
c) Indicação falsa de dados ou de informação de operações ou prestações realizadas,
para fins de apuração do valor adicionado - multa de valor de R$ 70,00 (setenta reais),
por documento.

V - Infrações relativas a sistema eletrônico de processamento de dados:

a) deixar de atender notificação, no prazo indicado pela fiscalização, para apresentação


de informação em meio magnético - multa equivalente ao valor de R$ 50,00 (cinqüenta
reais), por dia de atraso, até o máximo de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais);
b) fornecimento de informação, em meio magnético, em padrão ou forma que não
atenda às especificações estabelecidas pela legislação, ainda que acompanhada de
documentação completa do sistema, que permita o tratamento das informações pelo
fisco - multa de valor equivalente a 1% (um por cento) das prestações do período, não
inferior ao valor equivalente a R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais);
c) não fornecimento de informação em meio magnético ou a entrega em condições que
impossibilitem sua leitura e tratamento e/ou com dados incompletos - multa equivalente a
R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais).

VI - infrações relativas ao registro dos terminais eletrônicos, máquinas de operações ou


dispositivos congêneres em relação aos serviços prestados pelas administradoras de
cartão de crédito e débito:

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a) Falta de registro, pelas administradoras de cartão de crédito e débito, dos terminais


eletrônicos ou das máquinas de operações - multa equivalente a R$ 500,00 (quinhentos
reais) por equipamento ou dispositivos congêneres.
b) Indicação incorreta de dados ou informação - multa equivalente a R$ 300,00 (trezentos
reais), por equipamento ou dispositivos congêneres;
c) Indicação falsa de dados ou de informação - multa equivalente a R$ 700,00 (setecentos
reais), por equipamento ou dispositivos congêneres. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 546/2017)

VII - Outras Infrações: (Renomeado pela Lei Complementar nº 546/2017

a) diferença apurada por meio de levantamento fiscal relativa a prestação não sujeita ao
pagamento do imposto - multa equivalente a 3% (três por cento) do valor da prestação;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 246/2007)
b) Não atendimento a notificação ou embaraçar a ação fiscalizadora - multa equivalente
a R$ 2.000,00 (dois mil reais).

§ 1º A aplicação das penalidades previstas neste artigo deve ser feita sem prejuízo da
exigência do imposto em Auto de Infração e das providências necessárias à instauração
da ação penal cabível, inclusive por crime de desobediência.

§ 2º Ressalvados os casos expressamente previstos, a imposição de multa para uma


infração não exclui a aplicação de penalidade fixada para outra, acaso verificada, nem
a adoção de demais medidas fiscais cabíveis. (Redação dada pela Lei Complementar nº
246/2007)

§ 3º A multa não será inferior ao valor equivalente a R$ 196,80 (cento e noventa e seis reais
e oitenta centavos), exceto quanto às infrações previstas nos incisos de II a VII do caput
deste artigo cometidas por MEI, microempresa ou empresa de pequeno porte optantes
pelo Simples Nacional, quando poderá expressar valor inferior ao mínimo previsto neste
parágrafo, em decorrência do valor apurado no lançamento de ofício. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 568/2018)

§ 4º As multas previstas neste artigo devem ser calculadas sobre os respectivos valores
básicos atualizados monetariamente.

§ 5º O valor das multas deve ser arredondado, com o desprezo das importâncias de valor
igual ou inferior a R$ 0,99 (noventa e nove centavos de reais), tanto no que se refere às
penalidades expressas em valores monetários (R$), como também àquelas resultantes da
aplicação de seu percentual sobre a respectiva base de cálculo, devendo ocorrer o
arredondamento, neste último caso, a cada competência em que houve o cometimento
da infração tributária. (Redação dada pela Lei Complementar nº 506/2016)

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§ 6º Não devem ser aplicadas cumulativamente as penalidades:

I - a que se referem às alíneas de "a" a "e" e "l" do inciso II nas hipóteses das alíneas "d" e
"e" do inciso I; (Redação dada pela Lei Complementar nº 323/2010)

II - a que se refere a alínea a do inciso III na hipótese da alínea a do inciso II. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 246/2007)

§ 7º (Revogado pela Lei Complementar nº 506/2016)

§ 8º A pessoa jurídica a que se refere o parágrafo 12 do artigo 53 não estará sujeita a


multa estabelecida na alínea "m" do inciso II deste artigo até o último dia do exercício de
2010. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 323/2010)

Art. 74 O pagamento da multa não exime o infrator da obrigação de reparar os danos


resultantes da infração, nem o libera do cumprimento de exigência prevista na legislação.

Art. 75 O débito fiscal relativo ao imposto declarado ou transcrito pelo Fisco e a parcela
devida por contribuinte enquadrado no regime de estimativa, quando não recolhido no
prazo fixado pela legislação, fica sujeito à multa de 2% (dois por cento) sobre o valor do
imposto atualizado monetariamente.

Parágrafo Único. O disposto neste artigo aplica-se aos demais débitos fiscais relativos ao
imposto, enquanto não exigidos por meio de Auto de Infração.

Art. 76 O contribuinte que procurar a repartição fiscal antes de qualquer procedimento do


Fisco para sanar irregularidade relacionada com o cumprimento de obrigação pertinente
ao imposto fica a salvo das penalidades por descumprimento de obrigação principal
previstas no artigo 73, inciso I, desde que a irregularidade seja sanada no prazo
cominado. (Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

§ 1º Tratando-se de infração que implique falta de pagamento do imposto, aplicam-se às


disposições do artigo anterior.

§ 2º Para efeito de excluir a espontaneidade da iniciativa do infrator, considera-se iniciado


o procedimento fiscal:

I - com a notificação, intimação, lavratura de termo de início de fiscalização ou de Auto


de Infração;

II - com a lavratura de termo de apreensão de mercadoria, documento ou livro ou de


notificação para sua apresentação.

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§ 3º O início do procedimento alcança todo aquele que esteja envolvido na infração


apurada pela ação fiscal.

Art. 76-A A Secretaria Municipal da Fazenda incentivará os contribuintes do ISSQN -


Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - a se autorregularizarem por meio dos
seguintes procedimentos, sem prejuízo de outras formas previstas na legislação:

I - Cruzamento eletrônico de informações fiscais, realizado pela Administração Tributária;

II - Realização de trabalhos analíticos ou de campo por Auditor Fiscal Tributário Municipal


sem objetivo de lavratura de Auto de Infração e Imposição de Multa.

§ 1º A critério do Fisco Municipal, o contribuinte poderá ser notificado sobre a constatação


de indício de irregularidade, hipótese em que ficará a salvo das penalidades previstas no
artigo 73 desta Lei, desde que sane integralmente a irregularidade no prazo indicado na
notificação.

§ 2º Os procedimentos previstos neste artigo não configuram início de ação fiscal e não
afastam os efeitos da espontaneidade de que trata o artigo 76 desta Lei.

§ 3º Decorrido o prazo indicado na notificação prevista no § 1º deste artigo sem a devida


regularização, o contribuinte estará sujeito ao início de ação fiscal e às penalidades
previstas na legislação.

§ 4º Fica excluída a utilização dos procedimentos previstos no "caput" deste artigo nos
casos de ação fiscal decorrente de ordem judicial ou fraude devidamente caracterizada.

§ 5º A autorregularização não exclui a possibilidade de parcelamento dos débitos


tributários, nos termos da legislação aplicável. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 568/2018)

TÍTULO VI
DO PROCESSO FISCAL

Art. 77 Verificada a infração à legislação tributária, deve ser lavrado Auto de Infração,
que não depende, para sua validade, de testemunha.

§ 1º No processo iniciado pelo auto, o infrator deve ser, desde logo, notificado a pagar o
débito fiscal em 30 (trinta) dias, ou apresentar impugnação por escrito. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 588/2019)

§ 2º (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

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§ 3º As incorreções ou omissões de auto não acarretam a sua nulidade, quando dele


constem elementos suficientes para determinar com segurança a natureza da infração e
a pessoa do infrator.

§ 4º (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 78 Nenhum auto deve ser arquivado sem despacho fundamentado de autoridade
competente.

Art. 79 Salvo disposição em contrário, os órgãos julgadores de primeira e de segunda


instâncias administrativas poderão, no âmbito do contencioso administrativo e mediante
pedido do interessado, reduzir as multas aplicadas nos termos dos incisos II a VII do artigo
73 em:

I - 90% (noventa por cento), para os contribuintes amparados por não incidência ou
isentos do imposto;

II - 80% (oitenta por cento), para os optantes do tratamento diferenciado e favorecido


constante da Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006;

III - 70% (setenta por cento), para os demais casos.

§ 1º Não se aplica o disposto neste artigo nas hipóteses:

I - em que tenha havido falta de pagamento ou recolhimento a menor do ISSQN - Imposto


sobre Serviços de Qualquer Natureza, no período de apuração da respectiva multa;

II - de multa por embaraço à fiscalização ou por não atendimento à notificação prevista


na alínea "b" do inciso VII do artigo 73;

III - de dolo, fraude ou simulação;

IV - de reincidência dentro do prazo de cinco anos, contados a partir da ciência do Termo


de Encerramento de Fiscalização anterior.

§ 2º Na hipótese de redução, deve ser observado o limite mínimo de R$ 1.000,00 (um mil
reais).

§ 3º Fica vedada a aplicação da redução de que trata o caput deste artigo em mais de
uma fase ou instância do contencioso administrativo. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 588/2019)

Art. 80 (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

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TÍTULO VII
DO PAGAMENTO DO DÉBITO FISCAL

Art. 81 (Revogada pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 82 O débito fiscal fica sujeito a juros de mora que incidem sobre o valor atualizado
monetariamente:

I - relativamente ao imposto:

a) a partir do dia seguinte ao do vencimento, caso se trate de imposto lançado,


declarado ou transcrito pelo fisco, de parcela devida por contribuinte enquadrado no
regime de estimativa e de imposto exigido em Auto de Infração, nas hipóteses de falta de
pagamento do imposto;
b) a partir do dia seguinte ao último do período abrangido pelo levantamento fiscal
exigido em Auto de Infração;
c) a partir do dia seguinte àquele em que ocorra a falta de pagamento, nas demais
hipóteses.

II - relativamente à multa aplicada nos termos do artigo 73, incisos II a VII, a partir do dia
seguinte ao do vencimento do débito notificado no Auto de Infração, sendo vedada sua
incidência relativamente à multa aplicada nos termos do inciso I do mesmo artigo.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 568/2018)

§ 1º Os juros de mora aplicáveis serão de 1% (um por cento) por mês ou fração.

§ 2º Considera-se, para efeito deste artigo:

I - mês, o período iniciado no dia 1º e findo no respectivo último dia útil;

II - fração, qualquer período de tempo inferior a um mês, ainda que igual a um dia.

§ 3º Em nenhuma hipótese, o percentual de juros de mora previsto neste artigo poderá ser
inferior a 1% (um por cento) ao mês.

§ 4º O valor dos juros de mora deve ser fixado e exigido na data do pagamento do débito
fiscal, incluindo-se esse dia.

Art. 83 O débito fiscal, não liquidado nas épocas próprias, fica sujeito à atualização
monetária do seu valor.

Parágrafo Único. O débito atualizado monetariamente deve ser o resultado da

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multiplicação deste pelo coeficiente constante na tabela publicada anualmente por


Decreto do Poder Executivo, calculado com base na variação do Índice de Preços ao
Consumidor Ampliado - IPCA, publicado pelo IBGE, respeitada a peridiocidade conforme
o mês de vencimento, considerando:

I - relativamente ao imposto:

a) o mês em que o débito deveria ter sido pago, caso se trate de imposto lançado,
declarado ou transcrito pelo fisco, de parcela devida por contribuinte enquadrado no
regime de estimativa e de imposto exigido em Auto de Infração, nas hipóteses de falta de
pagamento do imposto;
b) o último mês do período abrangido pelo levantamento fiscal exigido em Auto de
Infração;
c) o mês em que tenha ocorrido a falta de pagamento, nas demais hipóteses.

II - relativamente à multa: o resultado da multiplicação do valor da multa pelo coeficiente


obtido na tabela indicada neste parágrafo, considerando o mês em que tiver sido
praticada a infração, ou, na impossibilidade de aplicação desta regra, no último mês do
período em que ela tiver sido praticada.

Art. 84 Quaisquer acréscimos incidentes sobre o débito fiscal, inclusive multa de mora e
juros moratórios, devem ser calculados sobre o respectivo montante atualizado
monetariamente nos termos do artigo anterior.

Parágrafo Único. Quando o débito fiscal for exigido por meio de Auto de Infração não
haverá a incidência da multa de mora prevista no artigo 75. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 213/2005)

Art. 85 Pode o contribuinte, a qualquer fase do processo administrativo ou judicial,


depositar em dinheiro a importância questionada ou realizar pagamento parcial de valor
julgado incontroverso, operando-se nessas hipóteses, a interrupção da incidência dos juros
de mora e da atualização monetária, a partir do mês seguinte àquele em que seja
efetuado o depósito ou pagamento.

§ 1º Entende-se por importância questionada a exigida no respectivo processo, atualizada


monetariamente com base nos coeficientes que alude o Parágrafo Único do artigo 83,
vigorantes no mês em que ocorra o depósito, e a dos juros de mora.

§ 2º O depósito deve ser efetuado em instituição financeira oficial, integrada no sistema


de crédito do Município, em conta especial vinculada, incidindo sobre o seu valor
atualização monetária e juros, isolada ou englobadamente, nos termos da legislação
federal pertinente.

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§ 3º Cancelada ou reduzida a exigência fiscal, dentro de 90 (noventa) dias contados da


decisão final, deve ser autorizada a liberação integral ou parcial do depósito, destinando-
se ao contribuinte, neste caso, parte dos rendimentos do depósito, na proporção da
importância liberada e convertendo-se a remanescente em renda do Município.

Art. 86 (Revogado pela Lei Complementar nº 299/2009)

Art. 87 (Revogado pela Lei Complementar nº 299/2009)

Art. 88 Verificado que o recolhimento do débito fiscal tenha sido efetuado em valor
inferior ao devido, será o devedor notificado a recolher a diferença, apurada de ofício,
dentro de 30 (trinta) dias, inscrevendo-se o débito na dívida ativa em caso de
inadimplemento.

§ 1º Diferença é o valor do imposto e/ou multa que restar devido após a imputação de
que trata o parágrafo seguinte, acrescido da atualização monetária e, quando for o
caso, dos juros de mora, da multa moratória e dos honorários advocatícios.

§ 2º A imputação deve ser efetivada mediante distribuição proporcional do valor


recolhido entre os componentes do débito, assim entendidos o imposto e/ou a multa, a
atualização monetária, os juros de mora, a multa moratória e os honorários advocatícios
devidos na data do recolhimento incompleto.

§ 3º A notificação comportará reclamação em caso de erro de fato.

§ 4º A reclamação deverá ser interposta no prazo deste artigo e será apreciada pela
Administração Tributária Municipal.

TÍTULO VIII
DA CONSULTA

Art. 89 Todo aquele que tenha legítimo interesse pode formular consulta sobre
interpretação e aplicação da legislação tributária, nas condições estabelecidas em
regulamento.

§ 1º A apresentação da consulta pelo contribuinte ou responsável, impede, até o término


do prazo fixado na resposta, o início de qualquer procedimento fiscal destinado à
apuração de infração relacionada com a matéria consultada.

§ 2º A consulta, se o imposto for considerado devido, não elide a incidência da


atualização monetária e dos demais acréscimos legais. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 506/2016)

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Art. 90 Não produzirá qualquer efeito a consulta formulada:

I - sobre fato praticado por estabelecimento, em relação ao qual tiver sido:

a) lavrado Auto de Infração;


b) lavrado termo de apreensão de mercadorias, de livros ou de documentos;
c) lavrado termo de início de verificação fiscal;
d) expedida notificação, inclusive nos termos do artigo 88.

II - sobre matéria objeto de ato normativo;

III - sobre matéria que tiver sido objeto de decisão proferida em processo administrativo já
findo, de interesse do consulente;

IV - sobre matéria objeto de consulta anteriormente feita pela consulente e respondida


pelo órgão competente;

V - em desacordo com as normas da legislação pertinente à consulta.

Parágrafo Único. O termo a que se refere a alínea "c" do inciso I deixará de ser impediente
de consulta depois de decorridos 90 (noventa) dias contados da data da sua lavratura ou
de sua prorrogação determinada pela autoridade competente, conforme dispuser o
regulamento.

Art. 91 A resposta aproveita exclusivamente ao consulente, nos exatos termos da matéria


de fato descrita na consulta.

Parágrafo Único. A observância, pelo consulente, da resposta dada à consulta, exime-o


de qualquer penalidade e exonera-o do pagamento do imposto considerado não
devido, enquanto prevalecer o entendimento nela consubstanciado.

Art. 92 A resposta dada à consulta pode ser modificada ou revogada a qualquer tempo.

Parágrafo Único. A revogação ou modificação produzirá efeitos a partir da ciência do


consulente ou a partir da vigência de ato normativo.

TÍTULO IX
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 93 Salvo disposição expressa em contrário, os prazos fixados nesta Lei Complementar
contam-se em dias corridos, excluindo-se o dia do início e incluindo-se o do vencimento.

Parágrafo Único. A contagem dos prazos só se inicia e o seu vencimento somente ocorre

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em dia de expediente normal da repartição, assim entendido o que é exercido no horário


habitual.

Art. 94 Será desconsiderado pelo Fisco eventual diferença ocorrida na apuração ou no


recolhimento do imposto, multa, atualização monetária e demais acréscimos legais,
desde que de valor inferior a R$ 1,99 (um real e noventa e nove centavos).

Art. 95 Todos os valores monetários fixados nesta Lei Complementar, inclusive para fins de
cálculo do coeficiente de que trata o Parágrafo Único do artigo 83, serão atualizados
anualmente, segundo a variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA),
calculado pelo IBGE, relativo ao período de dezembro do ano imediatamente anterior
até novembro do ano de referência, produzindo seus efeitos a partir de 1º de janeiro do
ano seguinte, mantendo-se esses valores para todos os meses do respectivo ano. (Vide
Decreto nº 18.206/2019)

§ 1º O Poder Executivo fará publicar, por decreto, os valores atualizados nos termos deste
artigo, no mês de dezembro do ano de referência.

§ 2º Ocorrendo a extinção do IPCA, o Poder Executivo fixará outro índice oficial que o
substitua, para a atualização monetária dos débitos e dos valores fixados na presente Lei
Complementar.

Art. 96 Fica o Poder Executivo autorizado a celebrar convênios com a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, bem como suas respectivas autarquias, com o objetivo de
assegurar a melhoria da arrecadação e da fiscalização tributária e o permanente
combate à sonegação.

Art. 97 (Revogado pela Lei Complementar nº 246/2007)

Art. 98 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir
de 1º de janeiro de 2004, revogadas as disposições em contrário, em especial a Lei 2.144,
de 05 de setembro de 1.977, Lei 2.469, de 03 de Outubro de 1979, Lei 2.634, de 20 de
Agosto de 1980, Lei 3.148, de 03 de Setembro de 1982, os artigos 68 a 102, da Lei 3.359, de
09 de novembro de 1.983 (Código Tributário Municipal), Lei 4.202, de 28 de Dezembro de
1987, Lei 4.593, de 16 de Novembro de 1989, Lei 4.834, de 28 de maio de 1.991, os artigos 1º
ao 9º, 14, 19, 21, 22 e 27, da Lei 5.447, de 23 de dezembro de 1.993, os artigos 18 e 20, da
Lei 5.722, de 15 de dezembro de 1.994, artigo 11 da Lei 6.107, de 14 de Dezembro de 1995,
Lei Complementar 83, de 30 de dezembro de 1.997, Lei Complementar 105, de 13 de
outubro de 1.999, a Lei Complementar 106, de 03 de dezembro de 1.999, Lei
Complementar 120, de 28 de abril de 2.000, a Lei Complementar 124, de 27 de dezembro
de 2.000, Lei Complementar 136, de 28 de dezembro de 2.001 e Lei Complementar 155, de
27 de dezembro de 2002.

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7. IPTU – Lei Complementar Municipal nº 96/1998

Art. 1º O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel, por natureza ou por acessão física
como definido na Lei Civil, construído ou não, localizada na zona urbana do Município.

§ 1º Para efeitos desse imposto, entende-se como zona urbana a definida em Lei, desde
que nela existam pelo menos dois dos seguintes melhoramentos, desde que sejam objetos
de Leis aprovadas pela Câmara Municipal:

I - meio fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;

II - abastecimento de água;

III - sistema de esgotos sanitários;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;

V - Escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 03 (três) quilômetros do


imóvel.

§ 2º São consideradas zonas urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana,


constantes de loteamentos aprovados pela Prefeitura, destinados à habitação, à indústria
ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo
anterior.

§ 3º Fica vedado o lançamento de taxa de incêndio.

Art. 2º O fato gerador do imposto ocorre anualmente, no dia primeiro de janeiro.

Art. 3º A incidência do imposto independe:

I - da legitimidade dos títulos de aquisição da propriedade, do domínio útil ou da posse do


bem imóvel;

II - do resultado financeiro da exploração econômica do imóvel;

III - do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou administrativas


relativas ao bem imóvel.

Art. 4º O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana incidirá sobre o imóvel
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que estiver localizado na zona urbana ou urbanizável, desde que esteja devidamente
legalizado e que seja comprovadamente utilizado como sítio de recreio e no qual a
eventual produção não se destine a comércio.

§ 1º Os imóveis de que trata este artigo terão o valor venal calculado em 13% (treze por
cento) do menor valor do m² (metro quadrado) atribuído na Planta Genérica de Valores
para fins de IPTU de imóvel loteado, por ocasião do primeiro lançamento, devendo esse
valor ser corrigido pelos índices oficiais do município ou revisto se instituída nova planta
genérica. (Redação dada pela Lei Complementar nº 523/2016)

§ 2º Excetuam-se, para fins de aplicação da regra estabelecida no parágrafo anterior, o


valor do m² (metro quadrado) atribuído aos parcelamentos que se enquadrem no
Programa Especial Minha Casa Minha Vida - da Lei Complementar Municipal nº 290/2009,
ou valores que sejam inferiores a estes. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
523/2016)

Art. 5º (Revogado pela Lei Complementar nº 306/2009)

Art. 6º Contribuinte do imposto é o proprietário, o titular do domínio útil ou o possuidor do


bem imóvel, nos termos da legislação tributária e civil vigentes.

Art. 7º São pessoalmente responsáveis pelo imposto:

I - o adquirente do imóvel, pelos débitos do alienante, existente à data do título de


transferência, salvo quando conste deste a prova de sua quitação, limitada esta
responsabilidade, nos casos de arrematação em hasta pública, ao montante do
respectivo preço;

II - o espólio, pelos débitos do "de cujus", existentes à data da abertura da sucessão;

III - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos débitos do espólio, existentes à
data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do
quinhão do legado ou da meação.

IV - a pessoa jurídica que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou


em outra pelos débitos das sociedades fusionadas, transformadas ou incorporadas,
existentes à data daqueles atos.

Parágrafo Único. O disposto no item IV aplica-se aos casos de extinção de pessoas


jurídicas, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer
sócio remanescente ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou até, sob firma
individual.

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Art. 7º-A Nos termos do que estabelece o artigo 124, II, do Código Tributário Nacional -
CTN, são solidariamente obrigados ao pagamento do tributo de que trata esta Lei
Complementar o proprietário e o compromissário comprador. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 8º A base de cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.

Art. 9º O valor venal do bem imóvel será fixado considerados os seguintes fatores em
conjunto ou isoladamente:

I - declaração do contribuinte, desde que compatível e aceita pelo fisco:

II - preços correntes das transações no mercado imobiliário;

III - localização e características do imóvel;

IV - índices econômicos representativos da desvalorização da moeda;

V - decisões judiciais recentes, transitadas em julgado, em expropriatórias, renovatórias de


locação, ações revisionais ou de arbitramento de aluguéis;

Art. 10 O valor venal do terreno será obtido pela multiplicação de sua área ou de sua
parte ideal pelo valor do metro quadrado do terreno,fixado no Anexo I que integra esta
Lei.

Art. 11 O valor venal do imóvel edificado será obtido pela soma do valor venal do terreno
com o valor da construção.

Parágrafo Único. O valor venal da construção será apurado pela multiplicação da


quantidade de área construída pelo valor do metro quadrado de construção,fixado no
Anexo II que integra esta lei.

Art. 12 No cálculo do imposto, a alíquota a ser aplicada sobre o valor venal do imóvel será
de 3% (três por cento) quando se tratar de imóvel não construído e de 1% (um por cento)
quando se tratar de imóvel construído.

Art. 13 Serão lançados Imposto Predial Urbano e Territorial Urbano ou ambos


conjuntamente, considerando:

I - Predial Urbano, quando o imóvel ou parte dele, for constituído do solo com o que lhe
seja incorporado permanentemente inclusive os edifícios e as construções que possam
servir para habitação e ou para o exercício de quaisquer atividades;

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II - Territorial Urbano, quando o imóvel ou parte dele, for constituído unicamente do solo
com exclusão de quaisquer benfeitorias ou acessões.

Art. 14 O imposto é de lançamento anual, respeitada a situação do imóvel no início do


exercício a que se referir a tributação, salvo se ocorrer um dos seguintes fatos, que
determinarão seu enquadramento nos incisos I e II do artigo precedente:

I - conclusão de obras durante o exercício, quando o imposto será devido a partir da data
do requerimento do interessado, mesmo que o habite-se já tenha sido expedido
anteriormente. (Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

II - destruição ou demolição de prédios no decorrer do exercício, quando o imposto será


devido, a partir do mês seguinte, inclusive ao de sua destruição ou demolição, quando
regularmente comunicado o fato à Prefeitura ou detectado por ela e apurada a
impossibilidade de sua utilização;

III - os imóveis que tenham frente para mais de uma via pública, lançar-se-ão por aquela
que possua mais melhoramentos ou sendo estes iguais, por aquela em que tenha maior
testada;

IV - os imóveis construídos, com entradas para mais de uma via pública, lançar-se-ão por
aquela em que houver a entrada principal, ou por aquela em que tiver maior frente, se
possuir entradas principais para mais de uma via pública.

Art. 15 Serão lançados como imposto territorial urbano:

I - os imóveis com construções sem permanência, que possam ser retirados sem
destruição, modificação ou fratura dos mesmos;

II - os imóveis com construções paralisadas ou em andamento, bem como as condenadas


ou em ruínas, ou quando consideradas inadequadas, seja pela situação, dimensão,
destino ou utilidade das mesmas;

III - o remanescente de 5 (cinco) vezes da área ocupada pelas edificações propriamente


ditas, e computada no lançamento do Imposto Predial, observado o disposto no inciso II
do parágrafo 2º.

§ 1º No cálculo do excesso de área de que trata o inciso III deste artigo, a área ocupada
pelas edificações será medida pelo total da superfície coberta apresentada,
compreendendo neste não só a edificação principal, como as edículas e dependências
utilizadas em benefício do imóvel principal.

§ 2º Serão consideradas para cálculo do imposto predial urbano:

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I - a área de terreno correspondente ao quíntuplo da superfície coberta pelas edificações


existentes no imóvel;

II - a área de terreno até 1.000 (um mil) metros quadrados quando nela exista construção
residencial.

Art. 16 O imposto será lançado em nome do contribuinte de acordo com os dados


constantes do cadastro fiscal.

§ 1º Tratando-se de imóvel, objeto de compromisso de venda e compra, devidamente


registrado ou averbado no Registro de Imóveis, o lançamento do imposto poderá ser
procedido indistintamente, em nome do promitente vendedor ou do compromissário
comprador, ou, de ambos.

§ 2º Na hipótese de existência no condomínio, de unidade independente, de propriedade


de mais de uma pessoa, o lançamento do imposto será procedido, a critério da
repartição competente em nome de um, alguns, ou de todos os co-proprietários, sem
prejuízo da responsabilidade solidária de todos os demais pelo ônus fiscal.

§ 3º (VETADO)

Art. 17 O lançamento do imposto será distinto para cada imóvel, como unidade
autônoma ou sub-unidade, ainda que, imóveis contíguos ou vizinhos pertençam ao
mesmo contribuinte ou grupo de contribuintes, quando desmembrados pela Prefeitura.

§ 1º Para efeito deste imposto, considera-se:

I - UNIDADE AUTÔNOMA - todo imóvel ou parcela deste, edificado ou não, que possa ser
considerado como um só todo, distinto dos demais, mesmo que ligado a outros ou com
outros assentados em mesma propriedade;

II - SUB-UNIDADE - quando no imóvel considerado unidade autônoma, hajam áreas


suscetíveis de delimitação física ou jurídica, independente, e como tal, possam ser
considerados separadamente, tais como:

a) apartamentos em prédios de condomínios;


b) as edículas, garagens, depósitos, quando de uso isolado.

§ 2º Constituirão, a critério da administração em apenas uma unidade autônoma, as


edificações que embora no mesmo terreno ou ligadas a outras se prestem ao exercício
de única atividade ou várias atividades,porém englobadas por uma só firma, sociedade
comercial, industrial ou de serviços.

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Art. 18 Para efeito desta lei Complementar, a definição de unidade autônoma e sub-
unidade é interpretada, abstraindo-se da natureza do título aquisitivo da propriedade,
posse, domínio ou ocupação da parcela que nesse mesmo título fez constar como
pertencente ao herdeiro, co-proprietário, compromissário ou condômino.

Art. 19 (Revogado pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 20 A apresentação do habite-se poderá ser feita a qualquer tempo do ano em curso
para transformação do imposto territorial para predial, observado o disposto no artigo 14.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 21 O contribuinte ou responsável deverá declarar, em formulário próprio, conforme


modelo disposto em regulamento e no prazo nele indicado, as reformas, ampliações,
demolições, modificações de uso, mudança do sujeito passivo/compromissário, bem
como os demais fatos ou circunstâncias que possam afetar a incidência ou o cálculo do
imposto. (Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

Parágrafo Único. A não entrega do formulário no prazo estabelecido sujeitará o infrator à


multa de 5% (cinco por cento) do valor do imposto por exercício, não podendo a mesma
ser inferior a R$ 200,00 (duzentos reais), a partir da data em que o fato foi constatado, valor
esse que será atualizado monetariamente, nos termos da Lei Complementar Municipal nº
158/02 e suas alterações, sem prejuízo da cobrança suplementar do imposto ou diferença
apurada. (Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 22 (Revogado pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 23 O pagamento do imposto será feito de uma só vez ou em até 10 (dez) parcelas
mensais e sucessivas, sendo que as datas de vencimentos serão fixadas por Decreto.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 373/2012)

§ 1º (Revogado pela Lei Complementar nº 152/2002)

§ 2º O pagamento do imposto não implicará reconhecimento pelo Município para


quaisquer fins de propriedade, do domínio útil ou da posse do imóvel urbano. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 135/2001)

§ 3º O pagamento integral do Imposto, cota única, até o vencimento da 1ª parcela,


gozará de desconto de 10% (dez por cento). (Redação dada pela Lei Complementar nº
373/2012)

§ 4º (Revogado pela Lei Complementar nº 299/2009)

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Art. 24 A inscrição do crédito em dívida ativa da Fazenda Municipal far-se-á com as


cautelas previstas nos artigos 190 a 193, do Código Tributário Nacional.

Art. 25 São isentos do pagamento do imposto o imóvel urbano pertencente a:


(Regulamentado pelo Decreto nº 17.925/2017)

I - particular, quando cedido gratuitamente para uso exclusivo da União, dos Estados, do
Distrito federal, do Município ou de suas autarquias;

II - associações culturais, assim consideradas por lei, e desde que suas rendas sejam
destinadas integralmente para seus fins;

III - entidade de utilidade pública, assim estabelecida por lei municipal.

IV - particular, proprietário de lote encravado nos loteamentos denominados Auferville I, II,


III, IV e V. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 492/2015)

V - Proprietário de imóvel particular, residencial ou comercial, situado em área atingida


por catástrofes, desastres naturais ou intempéries climáticas, bem como afetados pela
execução de obras de grande porte que afetam a circulação normal de pessoas e
veículos. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 500/2016) (Trecho em destaque
foi declarado inconstitucional – ADI nº 2037843-09.2016.8.26.0000 TJ-SP)

VI - Possuidor de imóvel único, destinado à sua moradia, com renda familiar de até 03
(três) Salários Mínimos, quando:

a) Doente de Câncer em tratamento;


b) Portador de Alzheimer
c) Portador de Parkinson;
d) Portador de Esclerose Múltipla ou Esclerose Lateral Amiotrófica;
e) Resida consigo cônjuge, dependente legal ou parente descendente ou ascendente em
linha reta de primeiro grau, que se encontre acometido por qualquer das enfermidades
relacionadas nas alíneas anteriores. (Redação dada pela Lei Complementar nº 573/2018)

§ 1º Os aposentados ou pensionistas e os beneficiários de renda intitulada "Amparo Social


ao Idoso", proprietários, titulares de domínio útil ou possuidores de um único imóvel,
destinados à sua moradia e que auferirem renda familiar não superior a 02 (dois) salários
mínimos, gozarão de uma redução de 50% (cinquenta por cento) do valor do imposto
lançado, o benefício estende-se aos cônjuges companheiros, não casados legalmente,
mas com tempo de convivência estabelecido por lei específica. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 453/2014)

§ 2º Para usufruir deste beneficio os contribuintes deverão fazer requerimento instruído com

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provas de cumprimento das exigências necessárias para a sua concessão, que poderá
ser apresentado a qualquer tempo, valendo o desconto para as parcelas a vencer a partir
da data do pedido. (Redação dada pela Lei Complementar nº 308/2010)

§ 3º (Revogado pela Lei Complementar nº 308/2010)

§ 4º No caso de comunicação falsa, ficará o beneficiário sujeito ao pagamento da


complementação do imposto e à multa de 100% (cem por cento) do valor do mesmo,
sem prejuízo das demais cominações legais.

§ 5º Quando por motivo de óbito do beneficiário do desconto, previsto no parágrafo


primeiro deste artigo, o herdeiro (viúva ou viúvo) poderá requerer o benefício, mediante a
apresentação da Certidão de Óbito, até que seja concluído o inventário. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 467/2015)

§ 6º O benefício mencionado no item IV deste artigo cessará quando estiverem


concluídas as infraestruturas para suas regularizações. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 492/2015)

§ 7º O benefício mencionado no inciso V deste artigo cessará quando estiverem


concluídas as obras de reparo dos efeitos das catástrofes, desastres naturais ou
intempéries climáticas, ou ao término da execução das obras de grande porte. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 500/2016) (Trecho em destaque foi declarado
inconstitucional – ADI nº 2037843-09.2016.8.26.0000 TJ-SP)

Art. 26 (Revogada pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 27 (Revogada pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 28 (Revogado pela Lei Complementar nº 323/2010)

Art. 29 O disposto nos incisos III e IV do artigo 14 somente terão eficácia a partir de
01.01.2000.

Art. 30 Para o exercício de 1.999 fica estabelecida como data limite, para comprovação
de que trata o § 2º do art. 5º e o § 1º do art. 25, o último dia útil do mês de abril.

Art. 31 Esta Lei Complementar entra em vigor em 01.01.1999, ressalvado o disposto no


artigo 29 desta Lei Complementar, revogadas as disposições legais em contrário.

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8. ITBI – Lei Complementar Municipal nº 323/2010

TÍTULO I
DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" DE BENS IMÓVEIS E DIREITOS REAIS SOBRE
ELES

Capítulo I
DO FATO GERADOR E INCIDÊNCIA

Art. 1º O Imposto sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de direitos reais sobre
eles tem como fato gerador:

I - a transmissão "inter-vivos", a qualquer título, por ato oneroso:

a) de bens imóveis, por natureza ou acessão física;


b) de direitos reais sobre bens imóveis, exceto os de garantia e as servidões;

II - a cessão, por ato oneroso, de direitos relativos à aquisição de bens imóveis.

Parágrafo Único. O imposto de que trata este artigo refere-se a atos e contratos relativos a
imóveis situados no território deste Município.

Art. 2º Incluem-se na hipótese de incidência do imposto quaisquer atos onerosos


translativos ou constitutivos de direitos reais sobre imóveis, como definidos na lei civil,
dentre os quais:

I - a compra e venda;

II - a dação em pagamento;

III - a permuta;

IV - o mandato em causa própria ou com poderes equivalentes para a transmissão de


bem imóvel e respectivo substabelecimento, ressalvado o disposto no artigo 3º, inciso I,
desta Lei Complementar;

V - a arrematação, a adjudicação e a remição;

VI - o valor dos bens imóveis que, na divisão de patrimônio comum ou na partilha, forem
atribuídos a um dos cônjuges separados ou divorciados, ao cônjuge supérstite ou a
qualquer herdeiro, acima da respectiva meação ou quinhão, considerando, em conjunto,
apenas os bens imóveis constantes do patrimônio comum ou monte-mor;
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VII - o uso, o usufruto e a enfiteuse;

VIII - a cessão de direitos do arrematante ou adjudicatário, depois de assinado o auto de


arrematação ou adjudicação;

IX - a cessão de direitos decorrentes de compromisso de compra e venda;

X - a cessão de direitos à sucessão;

XI - a cessão de benfeitorias e construções em terreno compromissado à venda ou alheio;

XII - a instituição e a extinção do direito de superfície;

XIII - o compromisso de compra e venda com cláusula de irretratabilidade e suas cessões;

XIV - a consolidação de propriedade pelo credor fiduciário, nos casos de alienação


fiduciária;

XV - todos os demais atos onerosos translativos de imóveis, por natureza ou acessão física,
e de direitos reais sobre imóveis.

§ 1º (Revogado pela Lei Complementar nº 400/2013)

§ 2º (Revogado pela Lei Complementar nº 400/2013)

§ 3º (Revogado pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 3º O imposto não incide:

I - no mandato em causa própria ou com poderes equivalentes e seu substabelecimento,


quando outorgado para o mandatário receber a escritura definitiva do imóvel;

II - sobre a transmissão de bem imóvel, quando este voltar ao domínio do antigo


proprietário por força de retrovenda, retrocessão ou pacto de melhor comprador;

III - sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoas


jurídicas em realização de capital;

IV - sobre a transmissão de bens ou direitos aos mesmos alienantes em decorrência de sua


desincorporação do patrimônio da pessoa jurídica a quem foram conferidos;

V - sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou

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extinção de pessoa jurídica;

VI - sobre a transmissão de bem imóvel, quando a área for destinada exclusivamente à


execução de conjuntos habitacionais e de propriedade de cooperativas habitacionais
ligadas à entidades de classe de trabalhadores.

VII - Sobre a transmissão de bem imóvel popular administrado pela EMCOP, Caixa
Econômica Federal e CDHU. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 361/2012)

Art. 4º Não se aplica o disposto nos incisos III a V do artigo anterior quando o adquirente
tiver como atividade preponderante a compra e venda desses bens ou direitos, a sua
locação ou arrendamento mercantil.

§ 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante quando mais de 50%


(cinqüenta por cento) da receita operacional do adquirente, nos 2 (dois) anos anteriores
e nos 2 (dois) anos subsequentes à aquisição, decorrer de transações mencionadas no
caput deste artigo, observado o disposto no § 2º.

§ 2º Se o adquirente iniciar sua atividade após a aquisição, ou menos de 2 (dois) anos


antes dela, apurar-se-á a preponderância referida no parágrafo anterior, levando-se em
consideração os 3 (três) primeiros anos seguintes à data da aquisição.

§ 3º Quando a transmissão de bens ou direitos for feita junto com a transmissão da


totalidade do patrimônio da pessoa jurídica alienante, não se caracteriza a
preponderância da atividade, para os fins deste artigo.

§ 4º Fica prejudicada a análise da atividade preponderante, incidindo o imposto, quando


a pessoa jurídica adquirente dos bens ou direitos, tiver existência em período inferior ao
previsto nos §§ 1º e 2º deste artigo.

Capítulo II
DO SUJEITO PASSIVO

Art. 5º São contribuintes do imposto:

I - os adquirentes dos bens ou direitos transmitidos;

II - os cedentes, nas cessões de direitos decorrentes de compromissos de compra e venda;

III - os transmitentes, nas transmissões exclusivamente de direitos à aquisição de bens


imóveis, quando o adquirente tiver como atividade preponderante a compra e venda
desses bens ou direitos, a sua locação ou arrendamento mercantil.

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IV - os superficiários e os cedentes, nas instituições e nas cessões do direito de superfície;

V - os credores fiduciários nos casos de alienação fiduciária.

Capítulo III
DO CÁLCULO DO IMPOSTO

SEÇÃO I
DA BASE DE CÁLCULO

Art. 6º A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos,
assim considerado o valor pelo qual o bem ou direito seria negociado à vista, em
condições normais de mercado.

§ 1º Não serão abatidas do valor venal quaisquer dívidas que onerem o imóvel
transmitido.

§ 2º Nas cessões de direitos à aquisição, o valor ainda não pago pelo cedente será
deduzido da base de cálculo.

§ 3º A Secretaria Municipal da Fazenda tornará público os valores venais atualizados dos


imóveis inscritos no Cadastro Municipal Imobiliário do município de São José do Rio Preto e
estabelecerá, em regulamento, a forma de publicação dos valores venais a que se refere
o caput do artigo.

§ 4º A apuração da base de cálculo será feita levando-se em conta a comparação entre


o valor venal atribuído para o cálculo do IPTU e o valor do negócio na data da sua
realização, ou entre este e o valor fixado na forma do parágrafo anterior na data atual,
prevalecendo o que for maior. O valor da base de cálculo será atualizado
monetariamente no caso em que o recolhimento do tributo, para fins de registro, não se
dê imediatamente após a efetivação do negócio. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 400/2013)

§ 5º Caso não concorde com a base de cálculo do imposto divulgada pela Secretaria
Municipal da Fazenda, nos termos de regulamentação própria, o contribuinte poderá
requerer avaliação especial do imóvel, apresentando os dados da transação e os
fundamentos do pedido, na forma prevista em portaria da Secretaria Municipal da
Fazenda que poderá, inclusive, disponibilizar a formulação do pedido por meio eletrônico.

Art. 7º Os imóveis rurais terão seu valor venal calculado em função do valor do hectare

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disposto na planta genérica de valores vigente no exercício, observado o disposto nos


parágrafos seguintes.

§ 1º A Secretaria Municipal da Fazenda tornará público os valores venais atualizados dos


imóveis rurais do município de São José do Rio Preto e estabelecerá, em regulamento, a
forma de publicação dos valores venais a que se refere o caput do artigo.

§ 2º Não sendo possível conhecer o valor atualizado na forma do parágrafo anterior ou o


mesmo for inferior ao valor transmitido, as áreas situadas fora do perímetro urbano terão
seus valores venais, para fins do Imposto Sobre a Transmissão "Inter Vivos" de Bens Imóveis e
de Direitos Reais a Eles Relativos, fixados em R$ 10.330,57 (Dez mil, trezentos e trinta reais e
cinqüenta e sete centavos) por hectare, para o exercício de 2011.

SEÇÃO II
DA ALÍQUOTA

Art. 8º O imposto será calculado pela aplicação da alíquota de 2% (dois por cento).

Capítulo IV
DO RECOLHIMENTO DO IMPOSTO

Art. 9º Ressalvado o disposto nos artigos seguintes, o imposto deverá ser pago mediante
guia eletrônica disponibilizada pela Administração Tributária Municipal, ou pelos
Tabelionatos e Serventias de Notas e de Registro autorizados até a data de apresentação
do título ou instrumento com força translativa, representativo do negócio jurídico sobre o
qual incida o tributo, para fins do registro definitivo. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 454/2014)

§ 1º (Recebida em 23/05/2016, comunicação de que foi declarado inconstitucional o § 1º


do artigo 9º da Lei Complementar Municipal nº 323/10 (redação dada pela Lei
Complementar nº 400/13) por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de SP de acordo
com o acórdão prolatado nos autos da ADI nº 2184931-85.2015.8.26.0000, no dia 18/05/16,
pelo Desembargador Relator Ferraz de Arruda, revogada no restante a liminar.)

§ 2º Caso a guia não seja recolhida nos termos do caput do artigo, e mesmo assim houver
o registro definitivo, o imposto será exigido com os encargos legais, nos termos desta Lei
Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº 454/2014)

Art. 10 Na arrematação, adjudicação ou remição, o imposto será pago dentro de 05


(cinco) dias da expedição da guia eletrônica emitida com base nos dados constantes dos

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respectivos autos ou cartas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

Art. 11 Nas transmissões realizadas por termo judicial ou em virtude de sentença judicial, o
imposto será pago dentro de 05 (cinco) dias da expedição da guia eletrônica emitida
com base nos dados constantes dos respectivos autos ou cartas. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 400/2013)

Art. 12 O imposto não pago no vencimento fica sujeito à atualização monetária do seu
valor, nos termos da Lei Complementar Municipal nº 158/02, alterada pela Lei
Complementar nº 164/03.

Art. 13 Nas hipóteses de alienação fiduciária, o imposto será pago dentro de 05 (cinco)
dias, contados da data da intimação feita pelo oficial competente do Registro de Imóveis
ao fiduciante, seu representante legal ou procurador regularmente constituído. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 400/2013)

SEÇÃO I
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

Art. 14 A falta de recolhimento do imposto ou recolhimento feito a menor pelo sujeito


passivo, fica acrescido de:

I - multa de mora de 2% (dois por cento) sobre o valor do imposto devido atualizado
monetariamente, desde que não exigido por meio de Auto de Infração; (Redação dada
pela Lei Complementar nº 546/2017)

II - multa equivalente a 50% (cinquenta por cento) do imposto devido atualizado


monetariamente, quando apurado o débito pela fiscalização por meio de Auto de
Infração, inclusive nas hipóteses previstas no art. 4º, §§ 1º, 2º e 4º desta lei. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 546/2017)

III - juros de mora de 1% (um por cento) por mês ou fração que incidem sobre o valor do
imposto devido atualizado monetariamente.

§ 1º Considera-se, para efeito deste artigo:

I - mês, o período iniciado no dia 1º e findo no respectivo último dia útil;

II - fração, qualquer período de tempo inferior a um mês, ainda que igual a um dia.

§ 2º O valor dos juros de mora deve ser fixado e exigido na data do pagamento do débito
fiscal, incluindo-se esse dia.

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§ 3º Quaisquer acréscimos incidentes sobre o débito fiscal, inclusive multa de mora e juros
moratórios, devem ser calculados sobre o respectivo montante atualizado
monetariamente nos termos do artigo 12.

Art. 15 Comprovada, a qualquer tempo, pela fiscalização, a omissão de dados ou a


falsidade das declarações consignadas nas escrituras ou instrumentos particulares de
transmissão ou cessão, o valor do imposto ou sua diferença serão exigidos com o
acréscimo de 100% (cem por cento) calculado sobre o montante do débito apurado, sem
prejuízo dos acréscimos devidos em razão de outras infrações eventualmente praticadas.

Parágrafo Único. Pela infração prevista no caput deste artigo respondem, solidariamente
com o contribuinte, o alienante ou cessionário.

Art. 16 O débito vencido será encaminhado para cobrança, com inscrição na Dívida
Ativa.

Parágrafo Único. Inscrita ou ajuizada a dívida, serão devidos, também, custas, honorários
e demais despesas, na forma da legislação vigente.

Capítulo V
DAS OBRIGAÇÕES DOS NOTÁRIOS E OFICIAIS DE REGISTROS DE IMÓVEIS E SEUS PREPOSTOS

Art. 17 Para lavratura, registro, inscrição, averbação e demais atos relacionados à


transmissão de imóveis ou de direitos a eles relativos, ficam obrigados os notários, oficiais
de Registro de Imóveis ou seus prepostos a:

I - verificar a existência da prova do recolhimento do imposto ou do reconhecimento


administrativo da não-incidência, da imunidade ou da concessão da isenção;

II - verificar, por meio de certidão emitida pela Administração Tributária Municipal, a


inexistência de débitos de IPTU referentes ao imóvel transacionado até a data da
operação. (Artigo declarado inconstitucional de acordo com PROCESSO/ADIN Nº
00131578-72.2012.8.26.0000)

Art. 18 Os notários, oficiais de Registro de Imóveis ou seus prepostos ficam obrigados:

I - a inscrever seus Cartórios no Cadastro Municipal Mobiliário da Secretaria Municipal da


Fazenda, bem como comunicar quaisquer alterações;

II - a facultar, aos encarregados da fiscalização, o exame em cartório dos livros, autos e


papéis que interessem à arrecadação do imposto;

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III - a fornecer, quando solicitado, aos encarregados da fiscalização, certidão dos atos
lavrados ou registrados, concernentes a imóveis ou direitos a eles relativos;

IV - a fornecer, na forma regulamentar, dados relativos às lavraturas, transmissões e


registros dos imóveis. (Artigo declarado inconstitucional de acordo com PROCESSO/ADIN
Nº 00131578-72.2012.8.26.0000)

Art. 19 Os notários, oficiais de Registro de Imóveis ou seus prepostos, que infringirem o


disposto nesta Lei Complementar, ficam sujeitos à multa de:

I - R$ 200,00 (duzentos reais), por item descumprido, pela infração ao disposto no


parágrafo único do artigo 9º;

II - R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por item descumprido, pela infração ao disposto nos
artigos 17 e 18. (Artigo declarado inconstitucional de acordo com PROCESSO/ADIN Nº
00131578-72.2012.8.26.0000)

Art. 20 Todos os valores monetários fixados nos artigos 1º ao 24 desta Lei Complementar
serão atualizados anualmente, segundo a variação do Índice de Preços ao Consumidor
Ampliado (IPCA), calculado pelo IBGE, relativo ao período de dezembro do ano
imediatamente anterior até novembro do ano de referência, produzindo seus efeitos a
partir de 1º de janeiro do ano seguinte, mantendo-se esses valores para todos os meses do
respectivo ano.

§ 1º O Poder Executivo fará publicar, por portaria da Secretaria Municipal da Fazenda, os


valores atualizados nos termos deste artigo, no mês de dezembro do ano de referência.

§ 2º Ocorrendo a extinção do IPCA, o Poder Executivo fixará outro índice oficial que o
substitua, para a atualização monetária dos débitos e dos valores fixados na presente Lei
Complementar.

Art. 21 Nos casos de impossibilidade de existência do cumprimento da obrigação principal


pelo contribuinte, respondem solidariamente com ele, nos atos em que intervierem ou
pelas omissões de que foram responsáveis, os notários, oficiais de Registro de Imóveis ou
seus prepostos. (Artigo declarado inconstitucional de acordo com PROCESSO/ADIN Nº
00131578-72.2012.8.26.0000)

Capítulo VI
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 22 A devolução de impostos indevidos e pagos antecipadamente ou pagos a maior,

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será feita pelo seu valor corrigido monetariamente de acordo com os índices oficiais
adotados para atualização dos débitos fiscais, até a regular intimação do interessado
para receber a importância a ser devolvida.

Art. 23 Apurada qualquer infração à legislação relativa a este imposto, será efetuado
lançamento complementar e/ou Auto de Infração e Imposição de Multa - AIIM.

§ 1º (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

§ 2º (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

§ 3º (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

§ 4º (Revogado pela Lei Complementar nº 588/2019)

Art. 24 Não concordando a Administração Tributária Municipal com o valor declarado do


bem transmitido ou com os esclarecimentos, declarações, documentos ou recolhimentos
prestados, expedidos ou efetuados pelo sujeito passivo ou por terceiro legalmente
obrigado, instaurar-se-á o respectivo procedimento administrativo de arbitramento da
base de cálculo e aplicação das demais cominações legais.

TÍTULO II
DA ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO DO ISSQN

Capítulo Único

Art. 25 O § 2º do artigo 5º da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa


a vigorar alterado, acrescendo-se ao referido artigo o § 3º com as seguintes redações:

"Art. 5º ...

...

§ 2º Não se enquadram no disposto do inciso II a impressão de jornais, livros e periódicos


feita por empresas que respondem pela prestação de serviços gráficos a terceiros.

§ 3º Não se enquadram no disposto do inciso IV, os serviços desenvolvidos ou cujo


resultado se verifique no Município, ainda que o pagamento seja feito por residente no
exterior." (NR)

Art. 26 Os incisos III, V e o § 3º do artigo 12 da Lei Complementar nº 178, de 29 de


dezembro de 2003, passam a vigorar alterados com as seguintes redações:

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"Art. 12 ...

...

III - as instituições financeiras e sociedades seguradoras, quando tomarem ou


intermediarem serviços:

a) dos quais resultem remunerações ou comissões, por elas pagas a seus agentes,
corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São José do Rio Preto;
b) de conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados, realizados por
prestadores de serviços estabelecidos no Município de São José do Rio Preto;
c) de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros, de inspeção e avaliação
de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos
seguráveis, realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São José
do Rio Preto;

...

V - a Caixa Econômica Federal, quando tomar ou intermediar serviços dos quais resultem
remunerações ou comissões, por ela paga à Rede de Casas Lotéricas e de venda de
bilhetes estabelecidas no Município de São José do Rio Preto, na:

a) cobrança, recebimento ou pagamento em geral, de títulos quaisquer, de contas ou


carnês, de tributos e por conta de terceiros, inclusive os serviços correlatos à cobrança,
recebimento ou pagamento;
b) distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos, cartões, pules ou
cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e
congêneres;

§ 3º Independentemente da retenção do Imposto na fonte a que se referem o caput e o


artigo 48, fica o responsável tributário obrigado a recolher o Imposto integral, multa e
demais acréscimos legais, na conformidade da legislação, sendo o prestador de serviços
responsável solidário." (NR)

Art. 27 O artigo 12 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa a


vigorar acrescido dos incisos XII e XIII e o do § 9º, com as seguintes redações:

"Art. 12 ...

...

XII - O posto de atendimento, escritório de representação ou contato comercial situado

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no território do Município, a que se referem o § 2º do artigo 16 desta Lei Complementar,


quando:

a) Desempenhar atividade-meio ao serviço de empresa não sediada no Município;


b) Prestar atendimento aos clientes de empresa não sediada no Município;
c) Seus empregados servirem de prepostos ou representantes de empresa não sediada no
Município.

XIII - A Prefeitura Municipal e suas Autarquias, Empresas Públicas Municipais e outras


pessoas jurídicas de direito público interno, quando tomarem serviços prestados por
empresas estabelecidas no Município de São José do Rio Preto, sem prejuízo da retenção
estabelecida no inciso II deste artigo;

...

§ 9º Para a ocorrência da solidariedade tratada no inciso XII deste artigo, competirá à


Administração Tributária Municipal demonstrar a presença de pelo menos dois dos três
requisitos previstos naquele inciso, não afastando a hipótese de solidariedade por
interesse comum, nos termos do artigo 124, inciso I, da Lei Federal nº 5.172, de 25 de
outubro de 1966 - Código Tributário Nacional." (NR)

Art. 28 O artigo 12-A da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa a


vigorar acrescido do inciso VI, alterando-se a redação do § 1º conforme abaixo:

"Art. 12-A ...

...

VI - empresa cuja atividade estiver enquadrada nos subitens 4.22.00 e 4.23.00 da Tabela
de Serviços anexa a esta Lei Complementar.

§ 1º As sociedades de que trata o inciso IV são aquelas constituídas exclusivamente de


profissionais liberais com a mesma habilitação profissional, devidamente registrados nos
conselhos ou órgãos de classe, que exerçam atividade de natureza civil, limitando-se
exclusivamente aos serviços estabelecidos no § 3º ao artigo 27-A desta Lei Complementar,
e que prestem serviços em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade
pessoal, exceto as sociedades:" (NR)

Art. 29 O § 2º do artigo 16 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa


a vigorar alterado com a seguinte redação:

"Art. 16 ...

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...

§ 2º A circunstância de o serviço, por sua natureza, ser executado habitual ou


eventualmente fora do estabelecimento não o descaracteriza como estabelecimento
prestador para os efeitos deste artigo, podendo estar caracterizado como posto de
atendimento, escritório de representação ou contato comercial situado no território do
Município e que esteja realizando captação de clientes e promovendo o
encaminhamento da contratação do serviço, configurando-se unidade econômica ou
profissional, sendo irrelevante que a matriz ou qualquer outro estabelecimento da
empresa representada esteja situado em outro Município." (NR)

Art. 30 O artigo 27-A da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa a


vigorar com o caput alterado e acrescido do § 3º, com as seguintes redações:

"Art. 27-A Adotar-se-á regime especial de recolhimento de imposto quando os serviços


forem prestados por sociedades profissionais, constituídas na forma do § 1º do artigo 12-A
e por profissionais relacionados no parágrafo 3º deste artigo, estabelecendo-se como
receita bruta mensal o valor de R$ 1.264,17 (um mil e duzentos e sessenta e quatro reais e
dezessete centavos) para cada sócio da sociedade, bem como para cada profissional
habilitado, empregado ou não, que preste serviço em nome da sociedade, embora
assumindo responsabilidade pessoal nos termos da lei aplicável.

...

§ 3º São consideradas sociedades profissionais os serviços prestados por:

a) advogados;
b) arquitetos;
c) engenheiros;
d) urbanistas;
e) agrônomos;
f) geólogos;
g) economistas;
h) contadores e técnicos contábeis;
i) médicos;
j) dentistas;
k) psicólogos e psicanalistas;
l) terapeuta ocupacional;
m) fisioterapeuta;
n) fonoaudiólogo." (NR)

Art. 31 Fica acrescentado o artigo 27-B e respectivos parágrafos à Lei Complementar nº


178, de 29 de dezembro de 2003, com a seguinte redação:

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"Art. 27-B Adotar-se-á regime especial de recolhimento de imposto quando os serviços


forem prestados por Escritórios de Contabilidade, exclusivamente aos optantes do Simples
Nacional, em conformidade com a Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro
de 2006, e Lei Complementar Federal nº 128, de 19 de dezembro de 2008, estabelecendo-
se como receita bruta mensal o valor de R$ 1.264,17 (um mil e duzentos e sessenta e
quatro reais e dezessete centavos) para cada sócio da sociedade, bem como para cada
profissional habilitado, empregado ou não, que preste serviço em nome da sociedade,
embora assumindo responsabilidade pessoal nos termos da lei aplicável.

§ 1º O valor do imposto será calculado mensalmente aplicando-se à base de cálculo


prevista no caput a alíquota correspondente ao subitem 17.19 da Tabela anexa.

§ 2º O valor estabelecido no caput será atualizado monetariamente nos termos desta Lei
Complementar.

§ 3º O regime de que trata o caput alcança também os Escritórios de Contabilidade que


pratiquem atividades secundárias não enquadradas no subitem mencionado no § 1º."
(NR)

Art. 32 A Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa a vigorar acrescida


do artigo 29 - A, contendo os §§ 1º e 2º com as seguintes redações:

"Art. 29-A Na execução de obra por empreitada, subempreitada e por administração,


decorrente de incorporação imobiliária, cujos contratos celebrados demonstrarem que os
serviços de construção são feitos em favor de terceiros, a base de cálculo do imposto será
a proporção de 40% (quarenta por cento), a título de mão-de-obra, sobre o valor
resultante da multiplicação da área do empreendimento pelo valor do Custo Unitário
Básico da Construção Civil (CUB), fornecido pelo Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

§ 1º A base de cálculo será apropriada, a cada competência, na proporção do


andamento da obra.

§ 2º Caso não seja possível calcular a proporção a que se refere o parágrafo anterior,
deverá ser utilizado o valor do Custo Unitário Básico (CUB) atualizado no final da obra,
hipótese em que o imposto deverá ser recolhido integralmente." (NR)

Art. 33 O inciso IV e parágrafo único do artigo 31 da Lei Complementar nº 178, de 29 de


dezembro de 2003, passam a vigorar alterados com a seguinte redação:

"Art. 31 ...
...

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IV - em 60% (sessenta por cento) do valor da obra efetivamente construída, a título de


materiais aplicados, enquadrada nos subitens 7.02 e 7.05 da lista constante da tabela
anexa, desde que o contribuinte não faça a opção pelo desconto dos materiais
efetivamente aplicados e que os materiais sejam fornecidos pelo prestador, conforme
disposto no inciso I do § 3º do artigo 27, ficando vedada a aplicação simultânea do
desconto dos materiais e do benefício da redução da base de cálculo na mesma obra.

...

Parágrafo Único. O benefício disposto no caput não se estende para os seguintes


contribuintes:

I - aos optantes pelo tratamento diferenciado e favorecido instituído pela Lei


Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006, e suas alterações, para fins de
cálculo da receita bruta;

II - aos que não estiverem regulares quanto ao recolhimento do imposto em processo de


Auditoria, sendo a perda do benefício restrita às diferenças apuradas." (NR)

Art. 34 O artigo 46 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa a


vigorar acrescido do inciso IV com a seguinte redação:

"Art. 46 ...

...

IV - quando se tratar de obra de construção civil a que se refere o artigo 29-A e se tratar
de empresa prestadora de serviço não sediada neste município, hipótese em que o
lançamento ocorrerá no pedido do habite-se e a concessão deste estará condicionada
ao recolhimento do imposto devido pelo contribuinte." (NR)

Art. 35 O § 2º do artigo 48 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa


a vigorar alterado, acrescendo-se ao referido artigo o § 3º, com as seguintes redações:

"Art. 48 ...

...

§ 2º Por ocasião da retenção, o responsável dará comprovante ao contribuinte,


responsabilizando-se solidariamente com este pelo valor do imposto devido se não realizar
a retenção ou seu recolhimento nos prazos determinados, com aplicação das mesmas
penalidades previstas para o descumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.

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§ 3º O prestador de serviço ficará isento da solidariedade a que se refere o parágrafo


anterior quando informar na Nota Fiscal de Prestação de Serviços sobre a necessidade da
retenção do imposto e, inclusive, com a indicação de seu valor; exceto no caso de
informação incorreta ou falta de retenção do imposto pelo tomador dos serviços." (NR)

Art. 36 O artigo 53 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa a


vigorar acrescido do § 12 com a seguinte redação:

"Art. 53 ...

...

§ 12 A pessoa jurídica que tiver relação direta com a efetiva ou potencial prestação de
serviço sujeita à incidência do ISSQN, é obrigada a possuir, independentemente da
ocorrência do fato gerador do ISSQN, emitir e escriturar Notas Fiscais de Prestação de
Serviços, devidamente autorizadas pela Coordenadoria da Administração Tributária, salvo
disposição expressa em contrário." (NR)

Art. 37 Os incisos II e III do artigo 73 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de


2003, passam a vigorar, respectivamente, acrescido da alínea "m" e alterando a alínea "a"
com as seguintes redações:

"Art. 73 ...

...

II - ...

...
m) pessoa jurídica que tiver relação direta com a efetiva ou potencial prestação de
serviço sujeita à incidência do ISSQN que não possuir Notas Fiscais de Prestação de
Serviços após 90 (noventa) dias da obtenção do Alvará de Funcionamento, mesmo que
concedido provisoriamente - multa equivalente a R$ 2.528,35 (dois mil e quinhentos e vinte
e oito reais e trinta e cinco centavos).

...

III - ...

a) falta de escrituração de documento relativo a prestação de serviço no livro fiscal


próprio - multa equivalente a 1% (um por cento) do valor constante dos documentos,
aplicável tanto ao prestador quanto ao tomador de serviços." (NR)

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Art. 38 O inciso I do § 6º do artigo 73 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de


2003 passa a vigorar alterado com a seguinte redação:

"Art. 73 ...

...

§ 6º ...

I - a que se referem às alíneas de "a" a "e" e "l" do inciso II nas hipóteses das alíneas "d" e "e"
do inciso I;" (NR)

Art. 39 O artigo 73 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003, passa a


vigorar acrescido do § 8º com a seguinte redação:

"Art. 73 ...

...

§ 8º A pessoa jurídica a que se refere o parágrafo 12 do artigo 53 não estará sujeita a


multa estabelecida na alínea "m" do inciso II deste artigo até o último dia do exercício de
2010." (NR)

Art. 40 Os §§ 2º e 4º do artigo 77 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003,


passam a vigorar alterados com as seguintes redações:

"Art. 77 ...

...

§ 2º Findo o prazo referido no parágrafo anterior, o processo, caso seja apresentada


defesa, deve ser submetido à apreciação do órgão julgador de primeira instância
administrativa;

...

§ 4º Da decisão proferida pela Unidade de Julgamento Tributário-Fiscal de Primeira


Instância Administrativa, será o contribuinte cientificado por meio de notificação ou de
publicação no Diário Oficial do Município, contando-se o prazo, para a interposição de
recurso ao Prefeito Municipal em Segunda e última Instância Administrativa, a partir do
ato." (NR)

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Art. 41 O caput do artigo 80 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003,


passa a vigorar alterado com a seguinte redação:

"Art. 80 As decisões contrárias à Administração Tributária Municipal, proferidas pela


Unidade de Julgamento Tributário-Fiscal de Primeira Instância Administrativa, devem ser
encaminhadas, com efeito suspensivo, à Coordenadoria da Administração Tributária,
para re-ratificação da decisão." (NR)

Art. 42 O inciso II do artigo 82 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003,


passa a vigorar alterado com a seguinte redação:

"Art. 82 ...

...

II - relativamente à multa aplicada nos termos do artigo 73, a partir do dia seguinte ao do
vencimento do débito notificado no Auto de Infração." (NR)

Art. 43 A Tabela de Serviços anexa a Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de


2003, passa a vigorar na forma estabelecida pelo Anexo I desta Lei Complementar.

TÍTULO III
DO REPARCELAMENTO DE DÉBITOS DE QUALQUER NATUREZA

Capítulo Único

Art. 44 Fica o município autorizado a proceder, excepcionalmente, o reparcelamento do


saldo remanescente de débitos de qualquer natureza tributários ou não tributários,
inscritos ou não inscritos em Dívida Ativa, ajuizados ou não, oriundos de parcelamentos
rompidos, bem como o reparcelamento de débitos não rompidos, nos termos que
especifica.

Parágrafo Único. O reparcelamento poderá ser requerido no período de 3 de novembro a


30 de dezembro de 2010, e só poderá ser celebrado uma única vez, por cadastro fiscal.

Art. 45 Os débitos abrangidos pelo reparcelamento poderão ser pagos:

I - em até 3 (três) parcelas com redução de 30% (trinta por cento) do valor do débito atual
até a data do reparcelamento, e o valor mínimo de cada parcela não poderá ser inferior
a R$ 100,00 (cem reais);

II - no número máximo de prestações e valor mínimo de parcela previstos na Lei

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Complementar Municipal nº 299/09 e Decreto Municipal nº 15.119/10, por tipo de débito,


sem qualquer redução do valor do débito atualizado até a data do reparcelamento.

§ 1º Para fins do disposto nos incisos I e II deste artigo considera-se débito o valor do
principal acrescido da atualização monetária, juros e multa de mora.

§ 2º Poderão ser reparcelados nos termos do inciso I deste artigo os débitos oriundos de
parcelamentos:

1. rompidos até 31 de agosto de 2010, pelo valor do saldo remanescente atualizado com
os acréscimos legais até a data do reparcelamento;
2. não rompidos e sem parcelas em atraso, pelo valor do saldo das parcelas a vencer
apuradas até a data do reparcelamento.

§ 3º Fica vedado o reparcelamento:

I - de taxa de licença para execução de obras particulares nos termos do inciso I deste
artigo.

II - de débitos oriundos de parcelamentos não rompidos caso o número de parcelas a


vencer seja igual ou inferior a 3 (três) parcelas.

Art. 46 Aplica-se no que couber ao reparcelamento de que trata esta Lei Complementar,
o disposto na Lei Complementar Municipal nº 299/09 e Decreto Municipal nº 15.119/10,
inclusive quanto às vedações e rompimento dos parcelamentos celebrados nos termos do
referido diploma legal, observado o disposto no § 1º e § 2º.

§ 1º Excetua-se do disposto no caput deste artigo a vedação de que trata o inciso IX do


artigo 3º da Lei Complementar Municipal nº 299/09, hipótese em que fica permitido o
reparcelamento do saldo remanescente dos débitos consolidados de que tratam as leis
de parcelamento anteriores a vigência daquela lei complementar.

§ 2º Prosseguir-se-á na cobrança do débito com a reincorporação da redução prevista no


inciso I do caput do artigo anterior, na sua integralidade, caso ocorra o rompimento do
reparcelamento.

Art. 47 Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se o
artigo 28 da Lei Complementar nº 96, de 29 de dezembro de 1998; o inciso IV do § 3º do
artigo 27 da Lei Complementar nº 178, de 29 de dezembro de 2003; as Leis nº 4.464 de 27
de dezembro de 1988; nº 4.509, de 22 de maio de 1989, nº 4.582, de 3 de novembro de
1989, nº 4.896, de 21 de outubro de 1991, nº 4.924, de 9 de dezembro de 1991, nº 4.948, de
2 de abril de 1992 e o Decreto nº 5.524, de 23 de fevereiro de 1.989.

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Art. 48 Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, respeitando-se
no que couber os princípios estabelecidos no artigo 150, III, alíneas b e c da Constituição
Federal de 1988 devidamente alterada pela Emenda Constitucional nº 42/03.

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