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Canoas

2012
SUMÁRIO

PERFIL DO PROFESSOR........................................................................................4

QUEM SÃO OS SURDOS? UM BREVE RELATO SOBRE ASPECTOS


HISTÓRICOS UE INFLUENCIARAM NA EDUCAÇÃO DOS SURDOS. ..................... 7

INSTITUTO DE NACIONAL E EDUCACÃO DOS SURDOS (INES) FUNDADA EM


26/09/1857 .................................................................................................................. 6

A LIBRAS COMO PRIMEIRA LÍNGUA E A LÍNGUA PORTUGUESA COMO


SEGUNDA LÍNGUA NO APRENDIZADO DOS ALUNOS SURDOS. ......................... 7

CULTURA SURDA ...................................................................................................... 8

VIÁVEL Brasil ............................................................ Error! Bookmark not defined.1

CAMPAINHA LUMINOSA ........................................................................................... 8

CLOSED CAPTION ..................................................................................................... 9

VIÁVEL BRASIL .......................................................... Error! Bookmark not defined.

LÍNGUA DE SINAIS .................................................... Error! Bookmark not defined.

VARIAÇÕES LINGUISTICA ................................................................................. 15

LEI DE LIBRAS ......................................................................................................... 11

SISTEMA DE TRANSCRIÇÃO PARA LIBRAS ......................................................... 12

TIPOS DE VERBOS EM LIBRAS.............................................................................. 12

SINAIS ICÔNICOS .................................................................................................... 14

SINAL NOME DE PESSOAS .................................................................................... 15

EMPRÉSTIMO LINGUÍSTICOS ................................................................................ 15

ALOFONES ............................................................................................................... 16

FONOLOGIA ............................................................................................................. 16

PARÂMETRO DE LIBRAS ........................................................................................ 17

CONFIGURAÇÃO DE MÃOS.................................................................................... 18

LOCAÇÕES OU PONTO DE ARTICULAÇÃO .......................................................... 18


MOVIMENTO ............................................................................................................ 19

ORIENTAÇÃO/DIRECIONALIDADE ......................................................................... 21

EXPRESSÃO FACIAL E/OU CORPORAL (NÃO-MANUAIS) ................................... 22

DATILOLOGIA (ALFABETO MANUAL) .................................................................... 25

NÚMEROS ................................................................................................................ 26

CUMPRIMENTO ....................................................................................................... 26

OBJETOS DE SALA DE AULA ................................................................................. 28

PRONOMES PESSOAIS .......................................................................................... 31

PRONOMES POSSESSIVOS ................................................................................... 33

PRONOMES DEMONSTRATIVOS ........................................................................... 33

PRONOMES INTERROGATIVOS ............................................................................ 33

ALIMENTOS.............................................................................................................. 34

BEBIDAS ................................................................................................................... 35

TEMPO/CLIMA.......................................................................................................... 38

ADVÉRBIO DE TEMPO ............................................................................................ 38

CALENDÁRIO ........................................................................................................... 39

SEMANAS ................................................................................................................. 41

VOCABULÁRIO ANO SIDERAL ............................................................................... 42

LOCALIZAÇÃO ......................................................................................................... 43

DIREÇÃO PERSPECTIVAS...................................................................................... 44

REGIÃO METROPOLTANA E CIDADES DO BRASIL ............................................. 45

ATIVIDADES QUANTAS-HORAS E QUE-HORAS ................................................... 48

PROFISSÃO ............................................................................................................. 48

ENTREVISTA ............................................................................................................ 50

MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRABALHO ............................................................. 50


ADJETIVOS/ANTÔNIMO .......................................................................................... 53

VERBOS SIMPLES ................................................................................................... 56

VERBOS COM CONCORDÂNCIA ............................................................................ 58

VERBOS DE NEGAÇÃO........................................................................................... 61

PRONOMES INTERROGAÇÃO ............................................................................... 61

REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 1
PERFIL DO PROFESSOR

Professor de LIBRAS, Surdo, Formado de Educação Física na


Ulbra e letras/LIBRAS na UFSC, pólo UFSM. Proficiência de
LIBRAS pelo MEC, Especialização em Docência de Libras.
Nascido em Porto Alegre, possui sua perda auditiva
neurossensorial desde nascença, provavelmente disposição
genéticas, filho de pais surdos, possui única irmã surda.
Convive na comunidade surda, participa na associação de surdos (Sociedade de
Surdos de Rio Grande de Sul) em Porto Alegre. É casado com surda, tem dois filhos
ouvintes. Possuo experiência de instrutores de Libras em diversos lugares,
contratado pela FENEIS (Federação Nacional da Educação e Integração de Surdos)
O que se espera que alunos aprendam? Tenham interesse em LIBRAS,
buscar um convívio com os surdos para poder interagir em Libras e,
conseqüentemente, ter um melhor desempenho linguístico, quebrando a limitação
de comunicação dos surdos. Sabendo que os surdos têm seu valor visual espacial, o
qual faz parte da sua comunicação substituindo a falta de audição.

Prof° Gaspar Scangarelli


QUEM SÃO OS SURDOS? UM BREVE RELATO SOBRE ASPECTOS
HISTÓRICOS UE INFLUENCIARAM NA EDUCAÇÃO DOS SURDOS.

A História da Educação dos Surdos data de cerca de 400 anos, sendo que
nos seus primórdios havia pouca compreensão da psicologia do problema, e os
indivíduos deficientes eram colocados em asilos ou mortos, retirados do convívio da
sociedade.
No passado, os surdos eram considerados incapazes de ser ensinados, por
isso eles não freqüentavam escolas. As pessoas surdas, principalmente as que não
falavam, eram excluídas da sociedade, sendo proibidas de casar, possuir ou herdar
bens e viver como as demais pessoas. Assim, privadas de seus direitos básicos,
ficavam com a própria sobrevivência comprometida.
Na Roma não perdoavam os surdos porque achava que eram pessoas
castigadas ou enfeitiçadas, a questão era resolvida por abandono ou com a
eliminação física – jogavam os surdos em rio Tiger. Só se salvavam aqueles que do
rio conseguiam sobreviver ou aqueles cujos pais os escondiam, mas era muito raro
– e também faziam os surdos de escravos obrigando-os a passar toda a vida dentro
do moinho de trigo empurrando a manivela.
Na Grécia, os surdos eram considerados inválidos e muito incômodo para a
sociedade, por isto eram condenados à morte – lançados abaixo do topo de
rochedos de Taygéte, nas águas de Barathere - e os sobreviventes viviam
miseravelmente como escravos ou abandonados só.
O abade Charles Michel de L’Epée é uma pessoa muito conhecida na
história de educação dos surdos, (1712-1789) conheceu duas irmãs gêmeas surdas
que se comunicavam através de gestos, iniciou e manteve contato com os surdos
carentes e humildes que perambulavam pela cidade de Paris, procurando aprender
seu meio de comunicação e levar a efeito os primeiros estudos sérios sobre a língua
de sinais. Procurou instruir os surdos em sua própria casa, com as combinações de
língua de sinais e gramática francesa sinalizada denominado de “Sinais metódicos”.
Abade Charles Michel de L’Epée fundou a primeira escola pública para os
surdos “Instituto para Jovens Surdos e Mudos de Paris” e treinou inúmeros
professores para surdos. O abade colocou as regras sintáticas e também o alfabeto
manual inventado pelo Pablo Bonnet e esta obra foi mais tarde completada com a
teoria pelo abade Roch-Ambroise Sicard.

L´Epée (1712-1789)

Em Hartford,1814, nos Estados unidos, o reverendo Thomas Hopkins


Gallaudet (1787-1851) observava as crianças brincando no seu jardim quando
percebeu que uma menina, Alice Gogswell, não participava das brincadeiras por ser
surda e era rejeitada das demais crianças. Gallaudet ficou profundamente tocado
pelo mutismo da Alice e pelo fato de ela não ter uma escola para freqüentar, pois na
época não havia nenhuma escola de surdos nos Estados Unidos.
Gallaudet tentou ensinar-lhe pessoalmente e juntamente com o pai da
menina, o Dr. Masson Fitch Gogswell, pensou na possibilidade de criar uma escola
para surdos.

O americano Thomas Hopkins Gallaudet parte à Europa para buscar métodos de


ensino aos surdos. Na Inglaterra, o Gallaudet foi conhecer o trabalho realizado por
Braidwood, em escola “Watson’s Asylum” (uma escola onde os métodos eram
secretos, caros e ciumentamente guardados) que usava língua oral na educação
dos surdos, porém foi impedido e recusaram-lhe a expor a metodologia, não tendo
outra opção o Gallaudet partiu para a França onde foi bem acolhido e impressionou-
se com o método de língua de sinais usado pelo abade Sicard.

Thomas Hopkins Gallaudet volta à América trazendo o professor surdo


Laurent Clerc, melhor aluno do “Instituto Nacional para Surdos Mudos”, de Paris.
Durante a travessia de 52 dias na viagem de volta ao Estados Unidos, Clerc ensinou
a língua de sinais para Gallaudet que por sua vez lhe ensinou o inglês. Thomas H.
Gallaudet, junto com Clerc fundou em Hartford, 15 de abril, a primeira escola
permanente para surdos nos Estados Unidos, “Asilo de Connecticut para Educação
e Ensino de pessoas Surdas e Mudas”. Com o sucesso imediato da escola levou à
abertura de outras escolas de surdos pelos Estados Unidos, quase todos os
professores de surdos já eram usuários fluentes em língua de sinais e muitos eram
surdos também.
Em 1864 foi fundado a primeira universidade nacional para surdos
“Universidade Gallaudet” em Washington – Estados Unidos, um sonho de Thomas
Hopkins Gallaudet realizado pelo filho do mesmo, Edward Miner Gallaudet (1837-
1917).
Edward Miner
(1837-1917)

Em 6 até 11 de setembro de 1880 realizou-se Congresso Internacional de


Surdo- Mudez, em Milão – Itália, onde o método oral foi votado o mais adequado a
ser adotado pelas escolas de surdos e a língua de sinais foi proibida oficialmente
alegando que a mesma destruía a capacidade da fala dos surdos, argumentando
que os surdos são “preguiçosos” para falar, preferindo a usar a língua de sinais. O
Alexander Graham Bell teve grande influência neste congresso. Este congresso foi
organizado, patrocinado e conduzido por muitos especialistas ouvintes na área de
surdez, todos defensores do oralismo puro (a maioria já havia empenhado muito
antes de congresso em fazer prevalecer o método oral puro no ensino dos surdos).
Na ocasião de votação na assembléia geral realizada no congresso todos os
professores surdos foram negados o direito de votar e excluídos, dos 164
representantes presentes ouvintes, apenas 5 dos Estados Unidos votaram contra o
oralismo puro.

Alexander Grahan Bell


(1847-1922)
Entre os anos 1870 e 1890, o Alexander Grahan Bell publicou vários artigos
criticando casamentos entre pessoas surdas, a cultura surda e as escolas
residenciais para surdos, alegando que são os fatores o isolamento dos surdos com
a sociedade. Ele era contra a língua de sinais argumentando que a mesma não
propiciavam o desenvolvimento intelectual dos surdos.
Um pouco antes (1857), o professor francês E. Huet, professor surdo com
experiência de mestrado e cursos em Paris, e partidário de L'Epée, que usava o
Método Combinado, veio para o Brasil, a convite de D. Pedro II, para fundar a
primeira escola para meninos surdos de nosso país: Imperial Instituto de Surdos
Mudos, hoje, Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), mantido pelo
governo federal, e que atende, em seu Colégio de Aplicação, crianças, jovens e
adultos surdos, de ambos os sexos. A partir de então, os surdos brasileiros
passaram a contar com uma escola especializada para sua educação e tiveram a
oportunidade de criar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), mistura da Língua de
Sinais Francesa com os sistemas de comunicação já usados pelos surdos das mais
diversas localidades.

INSTITUTO DE NACIONAL E EDUCACÃO DOS SURDOS (INES) FUNDADA EM


26/09/1857

E. Huet
Depois de vários fracassos cometidos na Educação de Surdos através do
método oralista de ensino, em contraste com a eficácia do uso da LIBRAS e após
diversos movimentos em todo o mundo a favor do uso da Língua de Sinais na
Educação, foi que o Brasil oficializou a LIBRAS através da Lei 10.436 de 24 de abril
de 2002; como instrumento de comunicação eficaz aos Surdos, surgindo então o
Método Bilíngüe de Ensino, que envolve simultaneamente o uso de duas línguas:

A LIBRAS COMO PRIMEIRA LÍNGUA E A LÍNGUA PORTUGUESA COMO


SEGUNDA LÍNGUA NO APRENDIZADO DOS ALUNOS SURDOS.

Em 1960 Willian Stokoe publicou “Linguage Structure: na Outline of the


Visual Communication System of the American Deaf” afirmando que ASL é uma
língua com todas as características da língua oral. Esta publicação foi uma semente
de todas as pesquisas que floresceram em Estados Unidos e na Europa.
Hoje com mais 450 alunos se formaram o curso de letras/libras que vai
valorizar a língua brasileira de sinais em nove pólos da UFSC e irão incluir o
currículo de libras nas diversas instituições para divulgar a importância de LIBRAS
para as pessoas ouvintes e acabar com preconceitos e barreiras.

William Stokoe
CULTURA SURDA
A cultura surda tem em seus fundamentos a importância do contato entre as
pessoas surdas com a sua Língua de Sinais com outros surdos, nós nos
entendemos como uma comunidade surda, esta, sendo uma minoria, possui
elementos que se diferem muito daqueles a quem chamamos de ouvintes, as
pessoas que ouvem.
Os surdos têm encontros em festas de associação onde fazem amizades e
participam deste local para desenvolver sua auto-estima, pois a maioria dos surdos
provém de famílias ouvintes não usuárias da língua de sinais.

VIÁVEL Brasil
Equipamento de vídeo conferência que permite aos surdos entrar em
contato com a nossa central de interpretes. Totalmente projetado para atender as
necessidades dos surdos na comunicação, como por exemplo, uma luz de alerta
para chamadas externas. Em empresas pode ser utilizado em salas de reunião e
facilmente conectado a projetores e televisores.

Fonte: http://www.viavelbrasil.com.br/
CAMPAINHA LUMINOSA
Os Surdos utilizam também dispositivos luminosos em campanhias,
telefones (como o TDD visto anterior) Além de babás eletrônicas. Ex.: Quando tocar
a campanhia da casa de uma pessoa Surda, o dispositivo acenderá uma luz, dessa
forma o Surdo sabe que tem alguém em sua casa
CLOSED CAPTION
É traduzido em através legendas que substituí a língua portuguesa em oral-
auditivo. Este é importante para o processo de aprendizagem a leitura de surdos.
Muitos surdos já perderam muitas informações por problema faltam incentivos, apoio
e atenção de família ouvintes.

CELULAR
Hoje o avanço tecnológicas trouxe celular, os surdos necessitam receber e enviar
noticias através torpedos ou vídeo-chamadas que facilitam suas trocas de
informações rápida em qualquer lugar e qualquer hora.

Língua Brasileira de Sinais

A língua de sinais é a forma de comunicação dos surdos. Embora muitas


pessoas acreditem que fazer gestos, mímica ou dramatizações seja língua de sinais
porque acha é limitada, não tem conhecimento, incapaz de transmitir idéias
abstratas. Também há pessoas acreditam que a língua de sinais é o português feitos
com as mãos, um conjuntos de gestos que interpretam as línguas orais, isso é mito.
Embora cada língua de sinais tenha sua própria estrutura gramatical, surdos
de pais diferente falam diferente línguas, como as pessoas ouvintes.
Mas os surdos de países diferentes comunicam-se facilmente através
gestos, classificação, icônicos, expressões faciais que se assemelham coisas
representadas.
A língua de sinais é a forma de comunicação dos surdos. Embora muitas
pessoas acreditem que fazer gestos, mímica ou dramatizações seja língua de sinais
porque acha é limitada, não tem conhecimento, incapaz de transmitir idéias
abstratas. Também há pessoas acreditam que a língua de sinais é o português feitos
com as mãos, um conjuntos de gestos que interpretam as línguas orais, isso é mito.
Embora cada língua de sinais tenha sua própria estrutura gramatical, surdos
de pais diferente falam diferente línguas, como as pessoas ouvintes.
Mas os surdos de países diferentes comunicam-se facilmente através
gestos, classificação, icônicos, expressões faciais que se assemelham coisas
representadas.
A língua de sinais exige o contato com outros surdos que a utilizam, ou a
realização de um curso formal para ser aprendida. Cada país tem a sua própria
língua de sinais. A língua de sinais NÃO é universal. Dentro de um único país, há
variações da língua por regiões, é o que chamamos de variações linguísticas.
Ela é diferente em cada lugar do mundo, assim como as línguas orais e, por
isso, em nosso país se chama Língua Brasileira de Sinais – Libras. É reconhecida
cientificamente, como um sistema lingüístico de comunicação gestual-visual, com
estrutura gramatical própria, oriunda das comunidades surdas brasileiras. É uma
língua natural, formada por regras morfológicas, sintáticas, semânticas e
pragmáticas próprias, diferente da Língua Portuguesa.
A Língua Portuguesa, no caso do Brasil, é considerada a segunda língua
dos surdos. Por isso a escrita dos surdos é diferente, eles aprendem a Língua
Portuguesa como estrangeiros.
VARIAÇÕES LINGÜÍSTICAS
Existem diversas comunidades surdas em diferentes regiões, onde, cada
grupo possui o seu nível lingüístico. Além de que cada grupo possuí um vocabulário
específico, podendo ser culto ou coloquial dependendo do nível de ensino dos
usuários, este aspecto também é semelhante à língua portuguesa que possui estas
variações. Por isso o mais importante é conviver com os surdos a fim de se aprender
mediante o contexto e buscar conhecimento destas variações lingüísticas
melhorando o seu desempenho no uso da Libras.

LEI DE LIBRAS
Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005 que Regulamenta a Lei no
10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre o assunto e reconhece a Língua
Brasileira de Sinais como o meio legal de comunicação entre os surdos e assegura a
presença de profissionais intérpretes nos espaços formais e instituições, bem como
a inclusão do ensino da LIBRAS em alguns cursos.
SURDEZ – A surdez é uma deficiência e pode ser definida por ser um déficit
sensorial. Sugere a redução ou ausência da capacidade para ouvir determinados
sons, devido a fatores que afetam o ouvido externo, médio e/ou interno.
DEFICIÊNCIA AUDITIVA – Se refere à deficiência que o sujeito surdo tem.
SURDO – Numa perspectiva cultural surdo é o sujeito que compreende o
mundo por meio das experiências visuais e se comunica através da língua de sinais.
De modo geral, o surdo convive em comunidade surda. A surdez é a deficiência que
o sujeito surdo tem, mas também é um elo entre os surdos que convivem em
comunidade surda. Os surdos de modo geral, utilizam a língua de sinais na sua
comunicação e partilham da experiência visual.
As pessoas que desconhecem o que é um surdo pensam que ele é incapaz,
um coitado que precisa ser normalizado. Não é correto dizer que o sujeito surdo é
deficiente, mas sim que ele tem uma deficiência, a surdez.
SISTEMA DE TRANSCRIÇÃO PARA LIBRAS
Nas Libras não há desinências para gênero (masculino e feminino). O sinal,
representado por palavra da língua portuguesa que possui marcas de gênero, está
terminado com o símbolo @ para reforçar a idéia de ausência e não haver confusão.
Exemplos: EL@ (ela, ele), AMIG@S (amigos ou amigas), GAT@ (o,a), ME@
(meu ou minha)

TIPOS DE VERBOS EM LIBRAS


Segundo Quadros e Karnopp (2004), os verbos na língua de sinais brasileira
estão divididos nas seguintes classes:
a) Verbos simples: são verbos que não se flexionam em pessoa e número
e não incorporam afixos locativos. Alguns desses verbos apresentam
flexão de aspecto.
CONHECER, AMAR, APRENDER, SABER, TRABALHAR, GOSTAR.

b) Verbos com concordância: são verbos que se flexionam em pessoa,


número e aspecto, mas não incorporam afixos locativos.
Exemplos ENTREGAR, ENVIAR, AJUDAR, PERGUNTAR. Apresentam a
direcionalidade e a orientação. Para expressar o significado 'Eu entreguei a você', o
verbo move-se do sinalizante (o sujeito) para o interlocutor (o objeto indireto). Assim,
os verbos com concordância indicam quem é o sujeito e/ou o objeto da sentença
através do ponto de partida e ponto de chegada do movimento do verbo.
EXEMPLOS: VERBOS ENTREGAR EM LIBRAS
Eu- ENTREGAR-você eu-ENTREGAR-ele ele-ENTREGAR-eu

Você-ENTREGAR-eu você-ENTREGAR-ele ele- ENTREGAR-você

c) Verbos espaciais (+loc) - são verbos que têm afixos locativos. Exemplos
dessa classe são COLOCAR, IR, CHEGAR.

CHEGAR COLOCAR (objetos pequeno)


d) Verbos manuais (verbos classificadores). Estes verbos usam
classificadores e incorporam a ação. Exemplos dessa classe de verbos
são:

Classificador
Muitos surdos usam detalhes de classificador que facilita a sua a sua
comunicação, pois se percebem a imagem e forma que faz de acordo com sinais de
classificação e pode se transformar o sinal-nome de pessoas e objetos que pode ser
chamado icônico.

LIVRO GROSSO NEIMAR

SINAIS ICÔNICOS

Uma foto é icônica porque reproduz a imagem do referente, isto é, a pessoa


ou coisa fotografada. Assim também são alguns sinais da LIBRAS, gestos que
fazem alusão à imagem do seu significado.
Ex: TELEFONE, BORBOLETA, CASA, ÁRVORE.
TELEFONE BORBOLETA

SINAL NOME DE PESSOAS

Cada pessoa pode ter seu sinal em Libras. O ato de “dar um sinal” a uma
pessoa recebe o nome de batismo. Possuidora de um sinal próprio, a partir daí,
sempre que for apresentada a um surdo, esta pessoa soletrará seu nome através da
datilologia e apresentará o seu sinal. Este sinal, geralmente dado por um surdo,
pode ser uma representação de uma característica da pessoa ou de algum traço
físico, atividade, gesto ou cacoete da pessoa, acrescido ou não da letra inicial do
seu nome. Exemplo: M-I-C-H-E-L-E
Sinal: configuração de mão em M, deslizando de cima da cabeça até a altura
dos ombros em movimentos ondulados (Michele tem cabelos longos e ondulados).
Uma vez batizada, não é costume a pessoa trocar o seu sinal, mesmo que aquilo
que motivou o sinal (o referente) tenha mudado. Por exemplo, Michele foi batizada
com o seu sinal por causa de seus cabelos longos e ondulados. Com o passar dos
anos, ela cortou os cabelos e alisou-os, mas o seu sinal permaneceu o mesmo.

EMPRÉSTIMO LINGUÍSTICOS
O sinal soletrado, ou seja, uma palavra da língua portuguesa que, por
empréstimo, passou a pertencer a LIBRAS por ser expressa pelo alfabeto manual
com uma incorporação de movimento próprio desta língua, está sendo representado
pela soletração do sinal em itálico.
Exemplos: S-L (sol), N-U-N ou N-U-N-CA (nunca), B-A-R (bar)

ALOFONES
É importante respeitar o sentido de cada pessoa tem costume utilizar alguns
sinais com pequenas mudanças e diferenças nas configurações, locações,
movimento. Na língua de sinais, ainda não temos estudos que identificam os seus
fonemas e alofones, mas sabemos que isso acontece. Por exemplo, o sinal de
TREINAR, pode ser produzido com duas locações diferentes (na parte de cima do
braço e na parte de baixo do braço) dependendo de quem sinaliza.

FONOLOGIA
Fonologia das línguas de sinais é um ramo da lingüística que objetiva
identificar a estrutura e a organização dos constituintes fonológicos, propondo
descrições e explicações.
Apresentamos os conceitos e exemplos na área da fonologia dos sinais, em
especial, das unidades formacionais do sinal - locação, configuração de mão,
movimento, orientação de mãos e expressão facial / corporal.
As línguas de sinais são denominadas línguas de modalidade gestual-visual
(ou espaço-visual), pois a informação lingüística é recebida pelos olhos e produzida
pelas mãos.
Apesar da diferença existente entre línguas de sinais e línguas orais, no que
concerne à modalidade de percepção e produção, o uso do termo ‘fonologia’ tem
sido usado para referir se também ao estudo dos elementos básicos das línguas de
sinais. Historicamente, entretanto, para evitar subestimar a diferença entre esses
dois tipos de sistemas lingüísticos, Stokoe (1960) propôs o termo ‘Quirema’ às
unidades formacionais dos sinais (configuração de mão, locação e movimento) e, ao
estudo de suas combinações, propôs o termo ‘Quirologia’ (do grego ‘mão’).1 Outros
pesquisadores, incluindo Stokoe em edição posterior (1978), têm utilizado os termos
‘Fonema’ e ‘Fonologia’. O argumento para a utilização desses termos é o de que as
línguas de sinais são línguas naturais que compartilham princípios lingüísticos
subjacentes com as línguas orais, apesar das diferenças de superfície entre fala e
sinal (Klima e Bellugi,1979; Wilbur, 1987; Hulst, 1993).

PARÂMETRO DE LIBRAS
São formatos a partir da combinação do movimento das mãos com um
determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte
do corpo ou um espaço em frente ao corpo. Estas articulações podem ser
comparadas aos fonemas e às vezes morfemas.

M- MOVIMENTO
PA - PONTO DE ARTICULAÇÃO OU
LOCAÇÃO
CM - CONFIGURAÇÃO DE MÃOS

VOV@ OU VELH@ (PESSOA)


CONFIGURAÇÃO DE MÃOS
São formas das mãos, que podem ser datilologia (alfabeto manual) ou outras
formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros, ou pelas duas
mãos do emissor.
Os sinais LARANJA, APRENDER têm a mesma configuração de mãos, são
localizados no lábio e na testa, respectivamente;
LARANJA APRENDER

LOCAÇÕES OU PONTO DE ARTICULAÇÃO


É o lugar onde incide a mão configurada, pode tocar alguma parte do corpo
ou estar em um espaço neutro vertical (de membro inferior até a cabeça).
Veja exemplo as diferenças locação, configuração de mãos e movimento
que pode ser sinalizado abaixo

• Comer (lábio)
• Aprender (testa)
• Pensar (frontal)
• Brincar (neutro)
• Ter (peito) Saber
• Ganhar (bochecha)
• Água (queixo)
• Curso (braço)
• Sofrer (abdômen)
• Morrer (pescoço)
• Banheiro (punho) Banheiro
• Mãe (nariz) Ter Mãe

• Pai (filtro do lábio)


• Banheiro (pulso)
• Cego (olho)
• Brinco (orelha)
• Costa (costa)
• Bermuda (perna) Morrer

MOVIMENTO
Segundo Quadros e Karnopp (2004, p. 54), ‘o movimento é definido como
um parâmetro complexo que pode envolver uma vasta rede de formas e direções,
desde movimentos internos das mãos, os movimentos do pulso e os movimentos
direcionais (KLIMA; BELLUGI, 1979)’.Os sinais podem ter um movimento ou não.
SEGUE AS VARIAÇÕES DIRECIONAIS DO MOVIMENTOS:
Encontrar MOVIMENTO RETÍLINEO

Bicicleta MOVIMENTO CIRCULAR

Surdo MOVIMENTO SEMICIRCULAR

Feliz MOVIMENTO HELICOIDAL

Alto MOVIMENTO SINUOSO


Difícil MOVIMENTO ANGULAR

OS SEM MOVIMENTOS: Ajoelhar, em pé, deitado, quieto, triste

Ajoelhar Deitado Em pé Quieto

ORIENTAÇÃO/DIRECIONALIDADE
Por definição, orientação é a direção para a qual a palma da mão aponta na
produção do sinal. Ferreira Brito (1995, p. 41) enumera seis tipos de orientações da
palma da mão na LIBRAS: para cima, para baixo, para o corpo, para a frente, para a
direita ou para a esquerda. Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros
anterior.
EXPRESSÃO FACIAL E/OU CORPORAL (NÃO-MANUAIS)
Muitos sinais, além dos parâmetros mencionados anterior, têm como elemento
diferenciador também a expressão facial e/ou corporal, traduzindo sentimentos e
dando mais sentido ao enunciado e em muitos casos determina o significado do
sinal” (SILVA, 2002, p. 55).
Podem expressar as diferenças entre sentenças afirmativas, interrogativas,
exclamativas e negativas e grau de adjetivos:
EXEMPLO: TRISTE
Com base em Baker (1983), Ferreira Brito e Langevin (1995) identificam as
expressões não-manuais da LIBRAS, as quais são encontradas no rosto, na cabeça
e no tronco. Deve-se salientar que duas expressões não-manuais podem ocorrer
simultaneamente, por exemplo, as marcas de interrogação e negação.

Exemplo entre sentença negativa


(EXPRESSÃO NEGATIVA)

NÃO-ENTENDER
Há sinais feitos somente bochecha como LADRÃO e ATO-SEXUAL

SEXO (INFORMAL)

DISPOSIÇÃO DE SINAIS

e-mail
família
Uma mão, tanto faz Duas mãos com mesmo Duas mãos com C.M
direita ou canhoto: movimento e C.M diferentes (Dominante):
Ex:TER (Simetria): Ex: PAPEL/E-
EX: REUNIÃO, FAMILIA MAIL/PROBLEMA

Na língua de sinais podemos também listar pares mínimos em relação às


configurações de mão, ou à locação, ou ao movimento em que apenas a mudança
de um destes elementos em contraste com os demais idênticos vai identificar o seu
valor distintivo na língua.
a) quanto à configuração da mão: A única mudança é a forma de mãos, a
locação e movimento continua o mesmo sentido. Veja o exemplo a seguir:

roxo cinza
CUIDAR / ESPERAR
MARROM / ROXO
EXPERIMENTAR / DIARIAMENT

b) quanto à locação: A única diferença que faz estes sinais é a locação.


APRENDER/SÁBADO
QUEIJO/FEIO
AZAR/DESCULPA
VERDE/PAPAI
NÃO-SEI/BRANCO

APRENDER (Frente testa) SÁBADO (Frente


lábio)

c) quanto ao movimento: Se faz a única mudança no seu movimento como


ritmo, rápida ou lenta, toca se uma vez ou toca mais vezes, se movimenta
rapidamente de direita para esquerda ou se faz a mesma movimentação lentamente
e outro fica parado ou movimenta. Veja o exemplo a destacado abaixo:
QUEIJO/RIR;
ACUSAR/ADMIRAR
PERIGOSO/MAMÃE
ACOSTUMAR/TREINAR
NÃO-SEI, AMANHÃ
AMANHÃ NÃO SEI

DATILOLOGIA (ALFABETO MANUAL)

- É usada para expressar o nome de pessoas, marcas, localidades e outras


palavras que não possuem um sinal.

Alunos treinarão o alfabeto manual e números observando ao professor, terá


alongamento e repetição.
Alunos terão treinar em seu nome e após irão apresentar em libras ao seu
colega abaixo:
OI, TEU NOME?
OI, MEU NOME _ _ _ _ _ __ TEU NOME?
MEU NOME _ _ _ _ _ _ _ PRAZER CONHECER VOCÊ!
PARA VOCÊ TAMBÉM
Professor pede cada alunos escolher as frases abaixo e dialogar com
colegas.

NÚMEROS

NUMERO SUA CASA?


NUMERO SEU CELULAR?
NUMERO PLACA SEU CARRO
NUMERO SEU TENIS?
NUMERO SUA CALÇA?
SEU PESO?
SUA ALTURA?

CUMPRIMENTO

OI BOM DIA
BOA TARDE!

BOA NOITE!

TUDO BEM?

IDADE? SINAL

Anotações:
PRAZER CONHECER VOCÊ

OBRIGADO

OBJETOS DE SALA DE AULA

COISAS APAGADOR

ARMÁRIO BORRACHA

CANETA CADEIRA
CADERNO GIZ TELEVISÃO COLA

MOCHILA QUADRO-NEGRO

LÁPIS COMPUTADOR PAPEL

MESA/ESTANTE/ARMÁRIO BOLSA

Criar qualquer diálogo relacionado com objetos e sinal TER ou NÃO-TER.


EXEMPLO: VOCÊ TER CANETA?
NÃO-TER TER

PRONOMES PESSOAIS

EU VOCÊ EL@ NÓS-2 (EU E ELE)

NÓS-2 (EU E VOCÊ) NÓS-3 NÓS-4

NÓS-TOD@S
VOCÊS - 2 VOCÊS-3

VOCÊS-4 VOCÊS-TOD@S

EL@S-2 EL@S-3

EL@S-4 EL@S TOD@S


PRONOMES POSSESSIVOS

ME@ = MEU, MINHA TE@ = TEU, TUA

DEL@=DELE, DELA NOSS@=NOSSO, NOSSA

PRONOMES DEMONSTRATIVOS

AQUI ‘AÍ LÁ

PRONOMES INTERROGATIVOS

QUEM, QUEM É, DE QUEM É, O QUE?


Alunos deverão interagir com colegas com a sua frase de acordo que foi
aprendizado o conteúdo anterior.
Ex: a) ESSA CANETA É TEU?
b) DE QUEM É ESSA MOCHILA?
c) QUEM É EL@?
d) QUEM BATEU A PORTA?

ALIMENTOS

ALIMENTO BALA

BATATA- FRITA ARROZ BOLACHA

CARNE CHOCOLATE CHURRASCO


GALINHA QUEIJO FEIJÃO PIZZA

DOCE BOMBOM CACHORRO-QUENTE

Um sinal que é traduzido por duas


ou mais palavras em língua
portuguesa, será representado pelas
palavras correspondentes separadas
por hífen. Também alguns verbos
negação representa um sinal.
Ex: BATATA-FRITA, CACHORRO-
QUENTE.
SORVETE PIPOCA

BEBIDAS

ÁGUA CHIMARRÃO COCA-COLA


COCA BEBIDA CAFÉ
Dialeto Regionais
Há alguns sinais diferente de estado para outro
estado e cidade para outra cidade, pois cada sua
cidade e estados cria sinais novas sem manter
contato com outra cidade. Ex: Em Língua
Portuguesa. Quero misto quente (RJ) e Quero
torrada (RS)

CERVEJA CHÁ

CHAMPAGNE LEITE

SUCO

Professor mostra o dialogo relacionado alimentos e pede alunos formar


dupla ou trio e criar diálogo diferente de acordo com alimento no bar ou no
restaurante ou no mercado.
Segue o exemplo do professor:
Dialogo (restaurante) duas pessoas conversam no restaurante.
a) o que você quer comer?
b) eu prefiro batata-frita com queijo
c) hum! delicia, vamos-nos dividir?
d) pode, o que você quer beber?
e) eu vontade coca e você?
f) eu cerveja.
TEMPO/CLIMA

SOL CALOR NUBLADO

CHUVA NEBLINA FRIO QUENTE

FURACÃO TEMPO VENTO

ADVÉRBIO DE TEMPO

MANHÃ TARDE
NOITE MADRUGADA

CALENDÁRIO

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO

ABRIL MAIO
JUNHO JULHO AGOSTO
SETEMBRO NOVEMBRO OUTUBRO

DEZEMBRO

SEMANAS

DOMINGO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA

SEXTA SÁBADO
VOCABULÁRIO ANO SIDERAL

AGORA/HOJE FUTURO ONTEM

ANO ANO PASSADO

ANTES DEPOIS MÊS

DIA TODO TODOS-DIAS FOLGA/FERIADO FÉRIAS


SINAL – Representa o conjunto dos
principais parâmetros em língua de
sinais; configuração de mãos, ponto de
articulação e movimento. A língua de
sinais é produzida pelas mãos sendo
complementada por expressões faciais
e corporais.
AMANH AMANHÃ

Diálogo sobre ano sideral alunos criam frase sobre relacionado ano sideral.
Exemplo: Dia teu aniversario?
a) Ano você nascer?
b) Quando você começar estudar libras aqui?
c) Quando você férias trabalho?
d) Quando você ter aula libras?
e) Semana passada você faltar aula?

LOCALIZAÇÃO

BAR LOJA

BIBLIOTECA CORREIO CENTRO


IGREJA PRAÇA ENDEREÇO CINEMA

SALA HOSPITAL HOTEL

RESTAURANTE AEROPORTO EMPRESA PREFEITURA

TEATRO FARMÁCIA BANCO CEMITÉRIO

Uma palavra em Língua


Portuguesa também pode
ser traduzida em sinal
composto (dois sinais).
EX: CEMITERIO, ESCOLA,
IGREJA.
ESCOLA

DIREÇÃO PERSPECTIVAS
LONGE LONGE (DISTANCIA)

PERTO FRENTE ATRÁS ESQUINA

Criar diálogo sobre localização e direção perspectivas


Exemplo:
a) Oi, tudo bem?
b) Oi, tudo bem! Você saber onde mercado?
c) Sim, pertinho, conhecer farmácia lá esquina, frente é mercado.
d) Ah! Muito fácil obrigado! Desculpe preciso ir, depois nós encontrarmos.

REGIÃO METROPOLTANA E CIDADES DO BRASIL

GRAVATAÍ SANTA-CRUZ CANOAS POA SANTA-MARIA


VENÂNCIO AIRES CACHOEIRINHA SÃO PAULO SANTA CATARINA
RIO DE JANEIRO RIO GRANDE DO SUL FLORIANÓPOLIS

QUANTAS HORAS? QUE-HORAS?

Dialogo em LIBRAS relacionado QUANTAS-HORAS?


a) OI, TUDO BEM? QUANTO TEMPO? SAUDADES!
b) TUDO BEM! TBM SAUDADES! VC SUMIR!
c) EU SUMIR NÃO, EU VIAJAR PRAIA, PQ FÉRIAS 1 MÊS.
d) QUE LEGAL! QUAL CIDADE?
e) FLORIPA
f) BAH! MTO LONGE? QUANTAS-HORAS?
g) MUITO- LONGE NÃO, +OU- 6HS, DEPENDE TRÂNSITO.

Dialogo em libras relacionado em QUE-HORAS?


a) OI, TUDO BEM?
b) OI, TUDO BEM! VOCÊ VAI ONDE?
c) EU VOU AULA, VOCÊ?
d) EU TAMBÉM, VOU FACULDADE UNISC E VOCÊ?
e) TAMBÉM, QUE COINCIDENCIA, QUE HORAS AGORA?
f) Olha o relógio, AGORA 18:30
g) BAH! ESTOU ATRASADO, VAMOS JUNTOS?
h) VAMOS!!!
ATIVIDADES QUANTAS-HORAS E QUE-HORAS

Enumere de acordo as ordem que o professor sinalizará.


( ) QUE-HORAS COMEÇAR AULA?
( ) QUE-HORAS TERMINAR AULA?
( ) QUE-HORAS ACORDAR?
( ) QUE-HORAS VOCÊ DORMIR?
( ) QUANTAS-HORAS VOCÊ DORMIR
( ) QUANTAS-HORAS CURSO?
( )QUE-HORAS SEU TRABALHO?
( ) QUANTAS-HORAS SEU TRABALHO?
( ) QUANTAS-HORAS TREM CENTRO ATÉ AEROPORTO?
( ) QUANTAS-HORAS ONIBUS SUA CASA ATÉ SEU TRABALHO?
( ) QUANTAS-HORAS CARRO SEU TRABALHO ATÉ SUA CASA?
( ) QUANTAS-HORAS IR-A-PÉ SUA CASA ATÉ ESCOLA?
( ) QUANTAS-HORAS PORTO-ALEGRE AVIÃO-ATÉ RIO

PROFISSÃO

ADMINISTRAÇÃO ARQUITETO POLICIAL DIRETOR ADVOGADO

DENTISTA MOTORISTA MECÂNICO


REPORTER FOTOGRAFICA MÉDICO PSICOLÓGO

ENFERMEIRA JORNALISTA

Anotações:

PROFESSOR PROFISSÃO

Alunos trabalharão diálogos abaixo:


a) O QUE VOCÊ TRABALHAR?
b) VOCÊ GOSTA SEU TRABALHO?
c) QUANTAS HORAS VOCÊ TRABALHA?
d) VOCÊ JÁ FEZ ESTÁGIO?
e) QUANTO TEMPO FEZ ESTÁGIO?
f) VOCÊ ESTUDA? QUAL CURSO?
g) VOCÊ GANHA BEM SALARIO SEU TRABALHO?
h) VOCÊ RECEBE VALE TRANSPORTE, VALE REFEIÇÃO,
ASSISTENCIA MÉDICA?
i) SEU SALARIO DÁ PARA VIVER?
Alunos formam duplas e irão produzir sua ideia de diálogo sobre entrevista.
Veja exemplo que o professor irá apresentar o diálogo abaixo:

ENTREVISTA

Bom dia?
Seu nome?
Trouxe seu currículo?
Onde você trabalhar antes, continua trabalhar agora?
Por que sair lá?
Como saber aqui ter emprego?
O que você saber fazer?
Quantos salario você quer?
Você pode fazer teste agora?

MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRABALHO

CARTEIRA DE TRABALHO FORMAÇÃO NINGUEM/NADA

ATESTADO SAÚDE CONTRATO RG


LICENÇA DEPENDE SALÁRIO E-MAIL

VAGA EXERCICÍO FÍSICO

BATER-PAPO ONIBUS IMPORTANTE PROBLEMA

ENGARRAFAMENTO MULHER
HOMEM DENOVO/OUTRA VEZ/REPETIR/MAIS ESPERANÇA
Linguagem é tudo que envolve
significação que pode ser humano:
pintura, música, cinema, animal: gatos,
golfinhos, macacos; ou artificial:
linguagem de programação; código
Morse, etc.
PACIENCIA OCUPADO

ADJETIVOS/ANTÔNIMO

BAIXO ALTO GOSTOSO

BOM RUIM BONITO

FEIO MAGRO GORDO


IGUAL DIFERENTE

LEGAL CHATO CANSADO

INTELIGENTE BURRO FÁCIL DIFICIL

VELHO (COISAS) NOVO (COISAS) VELHO(IDOSO)

JOVEM RÁPIDO SÉRIO


ERRADO CERTO

VERBOS SIMPLES

AMOR BRINCAR PODER

CANCELAR ENTENDER

ESQUECER DEMORAR
CONSEGUIR/GANHAR SABER QUERER

COMEÇAR FALAR DESCULPAR COMBINAR

CONHECER CONTINUAR LEMBRAR ALUGAR/MENSALIDADE

FAZER FALTAR GOSTAR ALIVIAR

USAR PREOCUPAR PROCURAR ACOSTUMAR PRECISAR


CONVERSAR GOSTAR OUVIR

MELHOR EXPLICAR

VERBOS COM CONCORDÂNCIA

DEMITIR-TE DEMITIR-ME

PERGUNTAR-TE ME PERGUNTAR AVISAR-ME


TE AJUDAR ME AJUDAR TE CUIDAR

TE CONVIDAR ME CONVIDAR

TE APRESENTAR/MOSTRAR TE PEDIR

TE DESPREZAR ME DESPREZAR

TE OLHAR ME OLHAR
TE PERCEBER ME PERCEBER
VERBOS DE NEGAÇÃO

NÃO-SEI NÃO-PODER

NÃO-QUERER NÃO-GOSTAR

AINDA-NÃO

PRONOMES INTERROGAÇÃO

COMO É? COMO? PARA QUE? O QUE/QUEM/QUEM É?


PORQUE? ONDE?
REFERÊNCIAS

CAPOVILLA, F.C.; RAPHAEL, W. D. Dicionário enciclopédico ilustrado trilingue


da Língua de Sinais Brasileira. São Paulo: EDUSP, 2004.

FELIPE, Tanya A. Curso Básico (Libras em Contexto); Livro do Aluno. Brasília:


Secretaria da Educação Especial, 2001.

FELIPE, Tanya A. Curso Básico (Libras em Contexto); Livro do Professor.


Brasília: Secretaria da Educação Especial, 2001.

QUADROS, R. M.; KARNOPP,L. B. Língua de Sinais Brasileira: Estudos


Lingüisticos. Porto Alegre: ARTMED, 2004.

QUADROS, Ronice Müller de; PERLIN, Gladis. Estudos Surdos. Petrópolis: Arara
Azul, 2007.

STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. 2.ed. Florianópolis:


UFSC, 2009.

STROBEL, Karin. História da Educação Surdo. Florianopolis: 2008.

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