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24 de Agosto
Noções preliminares

 Noção de empresário
o Quem explora a atividade econômica organizada. Pode ser pessoa
física ou jurídica. Pequenas atividades são exploradas por pessoas
físicas.
 Pessoa física: Empresário Individual
 Pessoa Jurídica: Sociedades limitadas, sociedades anônimas,
empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI)

 Obrigações gerais dos empresários


o Registro na Junta Comercial
o Escrituração regular das atividades
o Demonstrações contábeis periódicas

 Possíveis restrições ao empresário ‘irregular’


o Fazer negócios com empresários regulares
o Contratar com Administração Pública
o Contrair empréstimos bancários
o Solicitar recuperação judicial

 Registro de empresas
o Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI)
 Órgão federal
 Normatização e supervisão do registro de empresas
o Juntas comerciais
 Órgãos estaduais
 Execução das diretrizes definidas pelo DREI
 Ato de constituição, alterações, dissolução, etc.
 Retroatividade da constituição empresarial
o Caso o registro seja feito em até 30 dias da data da assinatura da
constituição, a data do registro retroage à da assinatura
o Extrapolando-se o prazo de 30 dias, a data do registro será a data
da constituição para fins jurídicos
 Implicações: caso a data do registro venha recair após uma
possível responsabilidade a ser arcada, não poderia ser
aplicado o princípio da separação do patrimônio

 Dispensa de registro
o Empresário rural
 Facultativo para negócios familiares
o Pequeno empresário
 Receita bruta anual inferior a R$36.000

 Escrituração regular das atividades


o Livros societários, contábeis e trabalhistas
 Funções: gerencial, documental e fiscal
 Súmula 439 do STF: livros comerciais estão sujeitos à
fiscalização tributária e previdenciária, limitado aos pontos
objeto de investigação
 Documentos particulares, diferentemente dos atos
societários que são documentos possuidores de fé-pública

o Consequências da falta de escrituração


 Presunção de veracidade dos fatos alegados
 Tipificação de crime falimentar
 Ineficácia probatória dos livros
 Inacessibilidade à recuperação judicial
 Demonstrações contábeis periódicas
o Levantamento de balanços
 Patrimonial: ativo e passivo
 De resultado: conta de lucros e perdas
o Periodicidade
 Regra: anual
 S/A’s e instituições financeiras: semestral

 Empresário Individual
o Patrimônio
 Indistinção entre os ativos/passivos, ou seja, de patrimônio
(pois é a própria pessoa que constitui o patrimônio da
empresa; não há distinção) relacionados à atividade
econômica e os não relacionados
 Responsabilidade ilimitada (vs. Subsidiária: passa pelos
sócios)
o Regras específicas
 Capacidade do empresário
 Proibições pontuais à exploração de atividades
 Empresário casado

 Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)


o Sociedade limitada unipessoal
o Criada em 2011
o Instituidor deve ser pessoa física
o Mínimo de 100 salários mínimos
o Surgiu na necessidade de adequar uma realidade (evitar a figura
do laranja por mera formalidade)
o Código civil
 Art. 44, VI
 Art. 980-A
 Casos de constituição de sociedades de um só sócio
o Empresário Individual de Responsabilidade Limitada
o Subsidiária integral pode ser constituída por um só sócio
(necessariamente uma S/A)

Próxima aula: estabelecimento

24 de agosto

Estabelecimento

 Estabelecimento (art. 1142): complexo de bens organizado, para exercício


da empresa, por empresário ou por sociedade empresária
o Exemplo da Shakespeare & Co.
 Livros, prateleiras, máquinas de cartão de crédito, a marca
etc
 Natureza jurídica
o É um bem, integra o patrimônio da sociedade empresária, não é
sujeito de direito
o Universalidade de fato
o Existem 9 maneiras de classificar a natureza jurídica do
estabelecimento (livro do Rubens Requião)
 Proteção ao “ponto”
o Contrato escrito e prazo determinado
o Prazo mínimo (ou soma dos prazos) de 5 anos
o Exploração de atividade, no mesmo ramo, por pelo menos 3 anos
 São os 3 requisitos para a renovação compulsória
o Ação renovatória: primeiros 6 meses do último ano do contrato
 Vara cível
o Prazo decadencial: decorreu o prazo o direito decai, inexiste.
o Renovação compulsória: reconhecimento do direito comercial a
importância do ponto ao estabelecimento comercial
 Shopping center
o Empreendimento sui generis
o Tenant mix: tenant é o termo jurídico para aluguel em inglês.
Composição do shopping para atração do público. O shopping
recebe por royalties em cima do lucro dos locatários. Por isso é do
interesse do shopping o grande movimento de pessoas.
o Teriam os pontos comerciais nos shoppings centers as mesmas
proteções dos pontos comuns?
 Entendimento não pacífico
 Orlando gomes: contrato atípico misto
 Trespasse (alienação de estabelecimento, art. 1146)
o Contrato de venda do estabelecimento comercial
o Obrigação de não-concorrência (art. 1147)
 Limitação material
 Limitação temporal
 Limitação geográfica
 Estabelecimento virtual
o Não há de se falar em renovação compulsória, pois não há contrato
de locação

12 de setembro

Propriedade intelectual

 Propriedade intelectual tem como espécies


o Direito Autoral: bens imateriais geralmente estudados em direito
civil. Nasce com a criação. (lei 9.610/1998)
o Direito Industrial: bens imateriais que integram o estabelecimento
comercial. Nasce com o registro. (lei 9.279/1996)
 Aspectos históricos
o UK: statute of Monopolies (1623)
o EUA: Constituição (1787) e lei (1790)
o França: lei (1791)

 Bens da propriedade industrial


o Invenção 20 anos de exclusividade
o Modelo de utilidade (petite-invention) 15 anos de exclusividade
o Desenho industrial (embelezamento do objeto) até 25 anos de
exclusividade
o Marca
 Patente
 Registro
 Órgão para ambos: INPI
 Marca
 Pode ser nominativa, figurativa ou mista
 O registro deve ser renovado a cada dez anos
 Mitigar o valor da marca: casos em que o produto se
massifica tanto identifica um bem em geral. Nestes
casos, a empresa já não pode mais impedir outras
empresas de registrarem seu nome como se fosse o
grupo de um bem.

 Patente
 Novidade (non obviousness)
 Atividade inventiva
 Industriabilidade (capacidade de explorar
economicamente. Ex: máquina do tempo que não
funciona)
 Desimpedimento (ex. até a década de 90 os
medicamentos eram impatentiáveis)
 Extinção do direito industrial
o Decurso do prazo
o Caducidade
o Inadimplência INPI
o Renúncia do titular
o Falta de representante legal no Brasil
 Consequência da extinção: cai em domínio público

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14 de setembro

Concorrência desleal (ilícitos concorrenciais)

 Diferença entre concorrência desleal e infrações da ordem econômica


o Concorrência desleal: geralmente tutela os interesses privados (dos
concorrentes/particulares)
 Repressão civil e penal
 Preocupação com os meios empregados
 Não compete ao CADE
o Infração a ordem econômica
 Estruturas do mercado e interesses difusos
 Preocupação com os efeitos
 Consequências penais, civis e administrativas
 Compete ao CADE

 Concorrência desleal específica: art. 195 da Lei de PI


 Art. 195. Comete crime de concorrência desleal quem:

I - publica, por qualquer meio, falsa afirmação, em detrimento de concorrente, com o


fim de obter vantagem;

II - presta ou divulga, acerca de concorrente, falsa informação, com o fim de obter


vantagem;

III - emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela
de outrem;
IV - usa expressão ou sinal de propaganda alheios, ou os imita, de modo a criar
confusão entre os produtos ou estabelecimentos;

V - usa, indevidamente, nome comercial, título de estabelecimento ou insígnia alheios


ou vende, expõe ou oferece à venda ou tem em estoque produto com essas referências;

VI - substitui, pelo seu próprio nome ou razão social, em produto de outrem, o nome
ou razão social deste, sem o seu consentimento;

VII - atribui-se, como meio de propaganda, recompensa ou distinção que não obteve;

VIII - vende ou expõe ou oferece à venda, em recipiente ou invólucro de outrem,


produto adulterado ou falsificado, ou dele se utiliza para negociar com produto da mesma
espécie, embora não adulterado ou falsificado, se o fato não constitui crime mais grave;

IX - dá ou promete dinheiro ou outra utilidade a empregado de concorrente, para que


o empregado, faltando ao dever do emprego, lhe proporcione vantagem;

X - recebe dinheiro ou outra utilidade, ou aceita promessa de paga ou recompensa,


para, faltando ao dever de empregado, proporcionar vantagem a concorrente do
empregador;

XI - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorização, de conhecimentos, informações


ou dados confidenciais, utilizáveis na indústria, comércio ou prestação de serviços,
excluídos aqueles que sejam de conhecimento público ou que sejam evidentes para um
técnico no assunto, a que teve acesso mediante relação contratual ou empregatícia, mesmo
após o término do contrato;

XII - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorização, de conhecimentos ou informações


a que se refere o inciso anterior, obtidos por meios ilícitos ou a que teve acesso mediante
fraude; ou

XIII - vende, expõe ou oferece à venda produto, declarando ser objeto de patente
depositada, ou concedida, ou de desenho industrial registrado, que não o seja, ou
menciona-o, em anúncio ou papel comercial, como depositado ou patenteado, ou
registrado, sem o ser;

XIV - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorização, de resultados de testes ou outros


dados não divulgados, cuja elaboração envolva esforço considerável e que tenham sido
apresentados a entidades governamentais como condição para aprovar a comercialização
de produtos.

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

§ 1º Inclui-se nas hipóteses a que se referem os incisos XI e XII o empregador, sócio ou


administrador da empresa, que incorrer nas tipificações estabelecidas nos mencionados
dispositivos.

§ 2º O disposto no inciso XIV não se aplica quanto à divulgação por órgão governamental
competente para autorizar a comercialização de produto, quando necessário para proteger
o público.

o A. Veiculação do segredo de empresa: obtenção de informações.


Acesso não-autorizado a banco de dados;
o B. Indução do consumidor em erro – veiculação das informações.
Informação falsa a respeito da origem do produto/serviço;
 OBS: pode-se em uma mesma ação ser alegada a publicidade
falsa (CDC) e a indução do consumidor ao erro (lei de PI). Só
muda a vítima – primeiro: consumidor; último: concorrente
o Responsabilidade: penal e civil

 Concorrência desleal genérica: art. 209 da lei de PI


 Art. 209. Fica ressalvado ao prejudicado o direito de haver perdas e
danos em ressarcimento de prejuízos causados por atos de violação de
direitos de propriedade industrial e atos de concorrência desleal não
previstos nesta Lei, tendentes a prejudicar a reputação ou os negócios
alheios, a criar confusão entre estabelecimentos comerciais, industriais
ou prestadores de serviço, ou entre os produtos e serviços postos no
comércio.

 § 1º Poderá o juiz, nos autos da própria ação, para evitar dano


irreparável ou de difícil reparação, determinar liminarmente a sustação
da violação ou de ato que a enseje, antes da citação do réu, mediante,
caso julgue necessário, caução em dinheiro ou garantia fidejussória.

 § 2º Nos casos de reprodução ou de imitação flagrante de marca


registrada, o juiz poderá determinar a apreensão de todas as
mercadorias, produtos, objetos, embalagens, etiquetas e outros que
contenham a marca falsificada ou imitada.

o Meio utilizado: imoral, desonesto ou condenado pelas práticas


usuais dos empresários
o Responsabilidade: civil

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19 de setembro de 2017

Infração à ordem econômica: CADE – encontro #12

 Controle de estruturas (preventiva)


o Atos de concentração
 Fusões e aquisições
 Joint ventures, consórcios e contratos associativos
 Controle de condutas (repressiva)
o Cartel
o Abuso de posição dominante
o Outras

 Critério de notificação
o Faturamento anual bruto dos grupos requerentes no Brasil
 (I) R$750 mi (G1) e (II) R$75mi (G2)
o Submissão de atos que não se enquadrem no critério
 CADE pode requerer em até 1 ano
o Notificação prévia
 Desde maio/2012
o Prazo máximo de análise do CADE
 240 dias + 90 de prorrogação
 Caso não julgue nesse prazo, a fusão/aquisição
poderá ser concluída em virtude da inércia

 Mérito da análise
o Atos de concentração
 Foco na concorrência (vs. Concorrentes)
 Etapas de análise (de acordo com International Network Competition)
o Definição do MR
o Parcela do mercado
o Probabilidade de exercício do poder de mercado
o Eficiências econômicas geradas
o Custo/benefício

 Controle de condutas
o Práticas concertadas
 Cartel: acordo ilícito entre concorrentes para fixar preços
e/ou dividir mercado
 Cartéis em licitações públicas (prioridade do CADE,
pois atinge dinheiro público)
 Prioridade também em combustível
o Condutas unilaterais
 Abuso de posição dominante
 Caso ambev “tô contigo”
 Caso Microsoft e internet explorer
 Caso google

o Sanções
 Multa: 0,1% a 20% do faturamento bruto
 R$50 mil a R$2 bilhões
 As multas vão pro FDD (Fundo de .. Difusos)

OBS: CAIO SALMÃO FILHO. LIVRO DE DIREITO CONCORRENCIAL.

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26 de setembro

Introdução ao direito societário

 Foco para comercial I: sociedades limitadas


 Tipos societários (5)
o Sociedade limitada (88%)
o Sociedade anônima (11%)
o Sociedade em comandita simples (limitada de sócios e ilimitada de
administradores)
o Sociedade em comandita por ações (limitada de sócios e ilimitada
de administradores)
o Sociedade em nome coletivo (ilimitada de ambos)
 As três últimas juntas (1%)
 Sociedades anônimas
o Primeiro tipo societário
o Limitação da responsabilidade dos sócios
o Negociabilidade de participação societária
 Evolução Histórica
o Outorga, autorização e regulamentação
 Companhias abertas (ao mercado de capitais): autorização
(CVM)
 Companhias fechadas: regulamentação
 Conceito
o Capital dividido em “ações”
o Responsabilidade até limite do preço de emissão das ações
 Terminologias
o S/A: “ação” e “acionista”
o LTDA: “Quota” e “sócio”

 Sociedades limitadas
o Final do séc. XIX na Alemanha
o Pequenos e médios empreendedores
o Alternativa à S.A.
 Requisição dos pequenos e médios empreendedores para
usufruir da limitação de responsabilidade
o Mais baratas e mais simples
o Natureza: contratual (vs. Institucional)
 Contrato social
 De pessoas (de uma forma geral as limitadas são
enquadradas como sociedade de pessoas) ou de capital
 Alienação da participação societária

 Sociedades unipessoais
o Subsidiária integral
 Sociedade anônima unipessoal
 Art. 251 da Lei das S/A
o EIRELI
 Art. 980-A

 Sociedades coligadas
o Participação simples
o Participação com influência significativa
 Decisões financeiras ou operacionais
 Investidores-chaves
o Participação com controle
 Poder de eleger a maioria dos administradores
 Holdings

 Joint ventures e afins


o Joint ventures: empreendimento comum
o Joint ventures contratuais vs. Societários
 Contratos associativos
o Contratos de longa duração
 Está na lei do CADE (como se fusão fosse). Se aproxima de
concentração econômica. Exemplo do contrato de
exclusividade.
o Foco no relacionamento entre as partes: dever de cooperação
 Consórcios
o Execução de determinado empreendimento
o Ausência de personalidade jurídica
o Empreendimento comum que nasce para morrer. É um contrato
que é levado a registro na junta comercial, mas não tem
personalidade jurídica. Não é um tipo societário.
 Sociedade de Propósito Específico (SPE)
o Sociedade empresária com finalidade específica
o Parcerias Público-Privadas (PPPs)

 Contratos em rede
o Arranjos híbridos
 Elementos contratuais
 Elementos societários
o Inexistência de um conceito jurídico
 Figura jurídica próxima: coligação contratual
 Unitas multiplex (Teubner)
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28 de setembro

Desconsideração da personalidade jurídica

 Piercing the vail (termo em inglês)


 Sociedade BruGab LTDA. Transtorno e dívidas. Criam sociedade B para
não cumprir com obrigações da antiga sociedade. Assim, há abuso de
direito e por isso, é permitido desconsiderar a personalidade jurídica e
atacar o patrimônio dos sócios.
 Fundamentos
o Subjetiva
 Abuso
 Fraude
o Objetiva
 Confusão patrimonial
 Código Civil
o Art. 50
 CDC
o Art. 28, caput
o Par. 5º: desconsideração para ressarcir prejuízos causados aos
consumidores

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